Episódios de Divã da Diva

#206 - Trabalhando em shopping

13 de março de 20261h1min
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Todo shopping é um mundo a parte onde um milhão de coisas acontecem e ninguém nem imagina. Seja quem trabalha lá em alguma das diversas áreas ou alguém que já viveu muitos dates, rolês de amigos e muito mais só frequentando. Estamos lendo várias experiências dos ouvintes e contando histórias nossas também.

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Assuntos15
  • Trabalho em ShoppingRotina e horários · Escala 6x1 · Ambiente físico · Ecossistema interno · Tipos de posições
  • Condições de trabalhoTrabalhar em pé · Falta de pausas · Cansaço físico · Horários longos · Escalas dobradas
  • Relações com ClientesClientes exigentes · Humilhações · Agressões verbais · Clientes ricos reclamando · Momentos positivos
  • Uniforme e AparênciaObrigação de usar roupa da loja · Despesa com vestuário · Maquiagem obrigatória · Saltos obrigatórios · Custos descontados do salário
  • Ida ao ShoppingFofocas entre lojas · Competição entre vendedores · Comissões e vendas · Relacionamentos · Confiança entre colegas
  • Beneficios PrevidenciariosDesconto para funcionários · Acesso a ingressos · Gastos impulsivos · Limitações de aproveitamento · Vales e descontos
  • Espaços de cozinha e gastronomiaCalor excessivo · Pragas e baratas · Falta de ar condicionado · Condições insalubres · Pressão no atendimento
  • Histórias Pessoais e de ViajantesLugar de encontros · Segurança pública · Ponto de lazer · Sem pagamento de entrada · Cinemas e restaurantes
  • Eventos CulturaisContratações temporárias · Período de Natal · Datas comemorativas · Música festiva · Aumentos de fluxo
  • Gestao e AdministracaoSupervisores sob pressão · Gerentes distantes · Metas baixas · Motivação de equipe · Responsabilidades múltiplas
  • Livrarias e lojas de mídiaOrganização de DVDs · Curiosidade de clientes · Atração infantil · Conteúdo nostálgico · Brincadeiras com produtos
  • Impacto Financeiro do TrabalhoGastos impulsivos com produtos da loja · Desconto utilizado para compras pessoais · Salário descontado · Tentação de compra · Controle financeiro
  • Incidentes e Situações CríticasTiroteios · Chuvas e alagamentos · Acidentes · Emergências · Violência
  • ShoppingsCheiro característico · Ausência de relógios · Áreas de descanso · Climatização · Design e mudanças
  • Verificação e Revista de FuncionáriosRevista de bolsa · Desconfiança · Sensação de humilhação · Acusações de roubo · Controle de saída
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Olá, divos e divas! Tá começando agora mais um episódio do Divã da Diva, o podcast oficial do Divã Depressão. Eu sou o Edu. E eu sou o Felipe. E hoje a gente vai falar sobre um assunto que, assim, a gente não tem tanto lugar de fala, porque a gente nunca trabalhou em shopping. Mas, assim, a gente já conheceu gente que trabalha em shopping. Eu já tive parente que trabalhou em shopping. E eu sei que muitos de vocês aí que estão ouvindo, ou já trabalharam, ou estão trabalhando, ou vão começar a trabalhar em shopping.

É uma rotina diferenciada, né? Então a gente decidiu fazer um episódio especial sobre isso. É, na verdade, não foi só por isso, né? Que a gente também recebeu lá nos íntimos, né? Uma mensagem. No íntimos, né? A gente lê causos que vocês mandam, né? Alguma coisa ou outra, questionamento. Que é o podcast pra apoiadores, gente. E aí, uma ouvinte nossa aí mandou uma história de shopping, né? Que ela trabalhava no shopping. Pra ver como... É a minha cabeça, já não lembro qual era a história.

Lembro que a gente se divertiu muito. Era divertida a história? Acho que era engraçada a história. Acho que era. Mas nos entreteu ao ponto de a gente pensar. Poxa, acho que isso daria um tema de podcast. Porque o trabalho no shopping é uma coisa complicada. Não é um trabalho fácil. É um perrengue, né, gente? Dentro do shopping. Ah, eu lembrei o que ela fazia. Ela trabalhava na coordenação do shopping. Na administração do shopping, exato.

Principalmente na parte de eventos e tal. E ela contou que foi um grande caos a vida dela.

ela gostava. Ela trabalhou no setor que organizava os eventos, por exemplo, a chegada do Papai Noel, aí ela que administrava isso, ela que organizava isso. Aí tem aqueles pula-pula que eles botam no meio do shopping de vez em quando. Então tudo que tinha no meio daqueles eventos que aconteciam no meio do shopping, ela que cuidava essa ouvinte nossa, né? E é engraçado que trabalhar no shopping é muito amplo, né? Você pode ser um vendedor, você pode ser segurança, você pode trabalhar com a recriação infantil que tem aquela área. O shopping tem de

tudo, né? É um mini mundo, assim. Tem de tudo dentro. Tem de tudo, né, gente? E ele tem o seu próprio ecossistema, né? Porque ele tem um horário diferente das lojas que às vezes são de rua, né? Porque o shopping fica aberto mais tempo, ele abre em determinados diferentes. Acho que o rolê da escala 6x1, inclusive, impacta muito ali, né? Vem muito ali do shopping, né? Pessoas que trabalham no shopping e tal, né? Porque é um expediente árduo. Mas é um trabalho que envolve muito público, né?

É um lugar ali de muita circulação e tal. Então, embora a gente não tenha trabalhado, perguntamos pra vocês aí se vocês têm histórias ou casos pra contar. Enquanto isso, a gente fala um pouco sobre nossa vivência de pessoas que frequentam… Frequentamos menos hoje em dia, mas já frequentamos muito o shopping. É, inclusive esses dias a Amanda lá do chat do Diva foi até o Shopping Grand Plaza lá em Santo André, que foi o lugar onde eu encontrei o Felipe pessoalmente primeiro.

Fases assim, né? Passeio em família, amigos, cinema, encontros amorosos, que foi o meu caso e do Fih, né? Já encontrei outros namoradinhos lá também. Então o shopping, ele é meio que um ponto... Primeiro que você não paga pra entrar, então você entra ali, qualquer um acessa, né? É um lugar seguro, porque tem segurança, né? Tem bastante gente. Bastante gente, né? Em tempos de início de internet, quando a gente ia conhecer alguém que a gente

conheci online, indicava-se que conhecêssemos num lugar público. Num lugar público, né? Não que hoje em dia também não tenha mudado, né? Importante conhecer. Mas é que tinha mais ainda, né? Um medo ali e tal, né? Aí falava, encontre as pessoas em lugares públicos e tal. E o shopping normalmente era essa escolha. Porque, poxa, tem lugar pra gente comer, tem lugar pra ir pro cinema e tal. Tem de tudo, né? E como eu disse, se você tem pouco dinheiro, você se vira com pouco dinheiro. Se você não tem dinheiro nenhum, você...

Ou se entra ali e fica andando. Eu e o Eduardo, a gente ficava sentado nos sofás que tinham ali nas áreas, no meio dos corredores dos shoppings. Não sei se todos hoje em dia tem, né? Acho que foi diminuindo. Eu vi até uma polêmica uma vez das pessoas falando que estavam diminuindo essas áreas. De ficar sentado? De ficar sentado assim e tal. Porque é isso, às vezes a pessoa fica sentada lá o dia inteiro. É, o shopping ele quer te pôr pra circular e gastar, né?

Exatamente. E pra você perder a noção do horário. Por exemplo, não tem relógio dentro do shopping.

cidade. Não tem relógio dentro do shopping. Só lojas de relógios. E o shopping em si é um... Por exemplo, eu morava em Mauá. Então eu lembro da abertura do primeiro shopping de Mauá. É um evento da cidade, né? Agora a cidade tem shopping, então... O ABC Plaza, eu lembro quando... Ele era ABC Plaza antes de Grand Plaza, né? Lembra que ele inaugurou como ABC Plaza? Tem as mudanças de nome de shopping. Aí muda a estética, muda o logo.

Tudo a gente acompanha. E tudo isso faz parte da nossa vida, do nosso crescimento enquanto

seres humanos, né? E consumidores capitalistas. E capitalismo. O capitalismo faz muito parte disso, né? Mas eu queria lembrar que eu quase trabalhei no shopping, gente. Quando eu tava arrumando meu primeiro emprego, entreguei currículo na Handbook, aquela loja de roupa, sabe? Handbook. Ainda tem a Handbook? Eu acho que ainda tem, só que bem menor, assim. Mas na minha época era fervidíssima a Handbook. Era. Eram roupinhas modernas.

Em São Caetano, gente, tinha uma outlet da Handbook. Ai, lembra que a gente ia, amor, comprar? Quando eu trabalhava lá, né?

Às vezes a gente ia junto até lá na Outlet. Sim, a gente já foi muitas vezes. E aí tinha peças com pequenas avarias e tal. Você que me apresentou essa Outlet da Handbook. Foi, porque era próximo ali da Casas Bahia, onde eu trabalhava, né? São Catano tem uma grande Casas Bahia no centro. E aí ficava numa rua atrás ali, essa Outlet. E aí se encontravam umas peças com… Era uma loja cara a Handbook, né? Sim, sim. E aí se encontravam umas peças mais baratinhas ali. E a gente foi bastante lá, né? É, a gente ia muito.

E aí é isso. Eu quase trabalhei, entreguei currículo na C&A também. Eu tive uma irmã que trabalhou na C&A. E é isso, escala 6 por 1, né? Eu vi o tanto que ela se fodia, sabe? Eu acho que shopping ainda é escala 6 por 1, né? Só que o horário é aquilo. Geralmente o shopping abre às 10, então você entra às 10 e sai às 4. Aí tem outro turno que entra às 4 e sai às 10. O shopping é das 10 da manhã às 10 da noite, que fica aberto. E aí eu acho que o cinema tem um horário diferenciado. Já entreguei currículo no Cinemark também.

Olha! Nunca nem fui chamado pra entrevista, gente. Nenhum desses lugares aí, tá? Mas eu já tentei trabalhar em shopping. Não fiz o requisito, não fiz o requisito. Porque eu pensava que era o primeiro emprego que podia ser mais fácil, assim, pra você aprender, né? Mas não deu. Esses dias me deu um estalo de uma lembrança, assim, muito de shopping. Porque o povo tava compartilhando a Milena do BBB. Ela contou que ela ia no supermercado e ficava organizando as coisas do supermercado, se eu não me engano. Ah, sim, sim.

Eu entrei lá no X da Diva, né? Falando que me lembrou muito ali. Eu, quando eu ia na Americanas. Americanas lá de Mauá. Ficava dentro do shopping de Mauá. Eu entrava lá e às vezes eu tava esperando o Eduardo. Ou tava tentando passar um tempo ali, né? Aí a gente ficava vendo os DVDs de Diva Pop. Os CDs e tal, né? E aí eu gostava de... Eles tinham uns quadradão com um monte de DVD. Um monte de DVD jogado. E aí eu entrava lá e ficava organizando.

os DVDs. Olha, que louca. Pra vir passar o tempo. Ah, preciso enrolar um pouco aqui pra encontrar o Eduardo. Preciso enrolar um pouco aqui pra ir pra Itec. Que eu fazia. Aí eu ficava enrolando lá, organizando os DVDs. Eu amava. É, a gente tinha... E a gente também colocava... Um pouco não fui contratado, ó. É, então, tá vendo? Eu já namorei um menino que trabalha na Americana. Ah, eu lembro desse rolê, eu lembro. É... E a gente também colocava os DVDs na frente da Madonna, né? A gente pegava os da Madonna e colocava na frente.

Perguntaram isso justamente no Twitter pra mim. E eu postei sim. A gente já fez muito isso. Você colocar o DVD da sua diva pop na frente, tá? Enfim, vou começar lendo aqui, ó. Pedrinho. Trabalhei no shopping por dois anos e era uma novela. Era muito perrengue, mas as fofocas são as melhores. É porque tem as fofocas entre lojas também, né? Você trabalha numa loja, mas tem a fofoca da loja da frente. Não é só sobre a sua loja, né?

É, ó. Tinha um gerente que dava bebida alcoólica pra gente em horário de trabalho.

Traía a namorada dele com uma funcionária e ela quase engravidou. Sem contar que ele falsificava dinheiro. Meu Deus! Um ladrãozinho. Meu Deus, mas ele não falou no fim se ele era ruim ou era bom. Ah, ele falou que era uma novela, que era muito perrengue, mas as fofocas são boas. Então, mas quando você trabalha num lugar assim, com muitas fofocas, isso não ajuda até no seu dia a dia, que às vezes é árduo, cansativo.

ali, né? Eu acho que todo local de trabalho tem a fofoca interna, gente. É que o shopping é uma questão que, assim, é um lugar de muita circulação. Então você vê muita gente, você conhece muita gente, tem outras lojas. Então eu acho que é um lugar com uma propensão de fofocas maiores, eu acho. Porque tem muita gente. De tudo. É cliente, é vendedor, dono. Se expande muito. Como dissemos aqui, é um mundinho, né? Dentro do shopping é um mundo inteiro.

Acontece de tudo. Ó, a Guiarba. Eu trabalhei em um escritório que ficava dentro do shopping. Olha. Também tem isso, né? Tem alguns shoppings que são meio complexos. Sim. Tem prédio com loja e tal, né? Não no shopping em si. Mas era horrível. Porque todo dia eu queria um sapato novo. Uma roupa nova, um doce. O salário mal caía e eu já gastava. Nossa, também tem essa questão, né?

Tem essa questão. Porque você já trabalha ali... Num lugar que tem um monte de coisa pra vender. Eu lembro que tinha amigos que trabalhavam em loja, que eles falavam que, ah, eu consigo comprar com o meu desconto, se eu compro lá dentro. É verdade, eu já comprei coisas no desconto dos outros. E aí, às vezes, você fica endividado no seu próprio trabalho. É, quando eu trabalhava numa loja de rua, meu primeiro emprego, eu fazia vale pra pagar as coisas.

Tipo, tinha as coisas lá, eu fazia vale, sabe? E aí, descontava do salário. Já descontava direto, né? Você podia parcelar seu vale.

Então, imagina. Pior coisa, gente. Você não sente o salário, né? É a pior coisa. Não façam isso. Olha. Não façam isso. Ó, Jupe. Meu primeiro emprego foi na M-Officer. A M-Officer, é verdade. É um caos. Do Center Norte, em 2004, aos 18 anos. Certo. Durou só três meses. Mas foi o suficiente pra eu aprender a maior lição sobre robôs.

Certo. Olha, já entregando aí. Meu Deus, tinha que comer escondido. Eu acho que a maioria dos trabalhadores de shopping, eles ficam em pé, né? Tempos atrás, um pouquinho antes do fim do ano, eu fui no shopping com a minha mãe e com a minha irmã.

no shopping aqui perto de casa, o Pátio Paulista. O que fica bem ali no começo da Paulista. Um inferno de gente. Tava muito lotado, porque era dezembro, né? Muito lotado. Daí eu fui comprar uma capinha de celular e era um menino bem novinho, assim, que tava atendendo. Minha mãe ficou morrendo de dó, gente. Ele era bem novinho, tava... Era muito aparente de que era o primeiro emprego dele, assim, sabe? Aí ele me atendeu e aí ele ficou no quiosque, assim, e aí, tipo, ele não tinha um lugar pra ele sentar.

Só que, claramente, era um quiosque que daria... Caberia um banquinho ali, sabe? Só que, às vezes, o dono do quiosque, às vezes,

preferem que você fique em pé ou, sei lá, não coloca. E aí, gente, eu acho que a maior parte dos vendedores fica tudo de pé no shopping, né? É um trabalho que você fica em pé. Eu acho meio puxado, assim. Ah, com certeza, né? Em pé o tempo inteiro, né? A gente tá falando de loja, mas também tem os quiosques dentro do shopping, né? Então. Que é aqueles menorzinhos ainda, né? Ó, a Gil continua aqui. As meninas eram obrigadas a usar escarpão de salto e só podiam usar roupa da loja.

Ah, que chique. Que com o meu salário não dava pra comprar quase nada. Olha, ainda você tinha que...

Usar? Quer comprar ainda a roupa? Então, tem isso, né? Tem uns que dão um desconto pra você comprar, mas mesmo assim. Uma vez cheguei atrasada por causa da chuva e transporte público. E o gerente me fez passar as roupas da vitrine com um steamer na frente de todo mundo. Uma humilhação. Detestei cada segundo. Mas o aprendizado nessa idade foi importante. Faz parte. Amo vocês, divos. Gisele. Aí colocou o Gisele no final. Uma assinatura da Queen.

ser difícil, né? Imagina. É, isso do... Você sente meio ali, né? Poxa, eu tô obrigado a usar a roupa. É aquilo, né? De uniforme e tal, mas também se ser obrigado a usar, aí é cara a peça. Então como é que vocês podiam... Quando você é contratado por uma loja que te obriga a usar roupa, podia ter um valor a mais no seu primeiro salário. É, a Gi, ela acabou não respondendo porque não vale a pena comprar roupas de marca. Ah, eu queria saber, amiga. Ela deixou meio baixo. Queria saber, poxa.

Isso de ir pro estoque pra ferver é um clássico, né? De... Ah, eu tô falando aqui de esconder a comida na roupa. Isso aqui vai um pouco além. Eu sempre fui curioso pra ver como que são os estoques de loja. Estoque de loja? Sempre quis saber como é estoque de loja de shopping. É, eu nunca cheguei a ir no estoque também de loja. Nossa, eu sempre fiquei curioso pra saber como que é, gente. Mas eu já vi... Tem gente que é criadora de conteúdo.

O que é isso? Às vezes eles já trabalharam em loja, aí eles criam novelinhas de como são os vendedores.

Sim, sim, sim. Eu já vi alguns desses falando de estoque, inclusive. O povo que já trabalhou kkkk, falando de sapato e de buscar o tamanho e tal, né? Isso é um clássico. Mas é um humor de quem já trabalhou, né? Só quem viveu sabe, né? That Green Mile. Trabalhei em uma famosa cafeteria americana da Estrela na época da Copa de 2011. Certo. Quando tinha o jogo do Brasil, todas as lojas do shopping,

fechavam durante o jogo. Colocavam placas na porta com a informação. Mas a unidade da cafeteria em que trabalhava ficava na entrada do shopping. Ah. E com paredes de vinho. Paredes de vinho? Será que é paredes de vidro? Deve ser. É que tá vinho aqui. Certo. De cinco em cinco minutos, alguém batia na porta pedindo café. Ai, que ódio. Ou reclamando que já estávamos lá, deveríamos atendê-los.

E aí você tinha que assistir o jogo na loja. É isso? Eu acho que, pelo que eu entendi, é isso. A dela não fechava, era isso? Eu acho uma humilhação, gente. Seu chefe fazer você ver o jogo na loja, sabe? É. Ai, gente, vai se fuder, sabe? Eu já, no telemarketing, a gente assistia… É isso, né? Acho que era meio que escala. E aí, algumas pessoas ficavam lá durante os jogos. Ai, a gente fervia lá. Já passei por isso também. No meio do negócio. Ai, fervia.

também, né? Cara, não tem muito o que fazer, né? Só que aí é a ligação, né? O rolê do shopping é isso, né? Presencial. Você tá vendo a pessoa ali, né? Ficam batendo no vidro. Que inferno. Ai, terrível. Terrível, ó. Supervisor em shopping. Aqui, Ordinary Things. Supervisor em shopping. Saco de pancada oficial. Cliente puto, joga em você. Meta baixa, culpa sua. Gerente, calma que vou resolver e some. Hora extra todo dia. Domingo vira mito e

folga parece do outro universo e ainda pedem pra você motivar a equipe a ficar num lugar que ninguém quer ficar. Nossa, amigo. É, então o supervisor acho que sofre mais que gerente, né? Porque o supervisor tem que estar o tempo todo ali, é isso? Eu acho que no fim só não sofre quem é o maior chefão dono de tudo, né? Porque acho que acima de você tem alguém que está acima dessa outra pessoa comendo o cu dela. Então tá... Sempre tem alguém ali

Fornizado, obviamente, em níveis, por exemplo, né? Quem tá lá embaixo não consegue focar no folgar nos domingos, né? Provavelmente um pouco mais acima, a pessoa já consegue uma folga de final de semana, já consegue umas outras coisas, né? Em paz, em paz, eu acho que ninguém tá. Mas quem tá mais embaixo tá sofrendo mais. Se foge mais, né? Mas eu sempre ficava imaginando os lados dos gerentes, né? Principalmente quando tava no telemarketing mesmo, né? Que é isso, né? Um ambiente complicado. Era muito ruim pra gente, né?

E tal, né? E aí eles eram obrigados justamente a isso também, né? Acho que nesses trabalhos mais insalubres, pô, eu lembro de pessoas que tentavam até fazer acontecer, tentavam motivar. Mas você via na cara deles que também eles não conseguiam, sabe? Sim, sim. Que era além deles, assim. É, porque caralho, que motivação que você tem, né? Eu sei que tem vendedor que ganha comissão, né? Dependendo da loja, assim, ganha comissão de venda. Então, vira até aquele mata-mata pra ver quem que vende mais.

Só que fora isso, gente, que incentivo positivo, sabe? Qual que vai ser o incentivo? Tipo, qual que, sabe? Qual que é a motivação, assim? Porque é isso, escala 6x1, horário ruim, dias ruins, mal você tem fim de semana, né? Então é complicado, sabe? É, e as outras coisas acabam também afetando, né? Desde o transporte que você vai, o horário que você acorda pra você pegar o transporte lotado pra você ir, pra você voltar.

da manhã, que é parecido com o shopping. Acho que shopping abre 10 da manhã. Eu não pegava o ônibus tão lotado. Você conseguia se livrar dessa parte. Porque 10 da manhã ali, 9 e meia, 9 horas, já tinha passado um pouco do horário do pico. Sim. Então talvez, se você entra 10 da manhã, dependendo da distância que você mora, talvez você não pegue tão cheio. Mas também não deixa de ser um perrengue, sabe? Óbvio. Não deixa de ser um perrengue.

É, eu acho que o rolê da escala, né? Tava vendo alguém, viu uma declaração, não sei se algum deputado,

lembro, gente. Falando sobre o fim da escala 6x1, né? E ele fez até uma... Ele fez comparações ali, né? De tipo, quando foi abolida ali a escravidão, algumas pessoas reclamaram, falando que não teria como a economia sobreviver. Quando criaram a carteira de trabalho, também parece que falaram a mesma coisa. E agora, né? Pedem o fim da escala 6x1 pensando numa questão de humanidade mesmo, das pessoas terem a percepção

de que, poxa, só um dia de descanso não é o suficiente, né? Não, tá longe de ser o suficiente. E mesmo porque normalmente esse dia de descanso não vai ser um dia de descanso, né? Vai ser um dia que a pessoa às vezes vai fazer mil coisas. Vai resolver as coisas, né? Que não conseguem já compensar numa escala de horário que já é às vezes grande e aí de folga ainda mais complicada, né? E aí como a pessoa vai motivar. Acaba sendo tudo, né? Uma pirâmide. Uma pirâmide de problemas, parece, né?

Tudo ruim, né? Tudo péssimo. Maicon. Ó, minha irmã trabalha. E essa semana, uma velha acusou ela de roubo. A pessoa em questão afirmava ter entregue 300 reais pra ela. Mas foram apenas 250. Como minha irmã não baixa a cabeça, falou em alto e bom tom, queria ensiná-la a contar. 5 notas de 20 é quanto? Isso, 100. E 3 de 50? Isso, 150. Ai, gente.

Então, fora esses clientes filha da puta que fica causando, sabe? Olha isso, gente. A pessoa não faz a conta direito e ainda quer culpar o vendedor. Isso é o vendedor, né? Que é a irmã, né? É, a irmã dele é vendedora. Eu lembro que um grande relato muito famoso, né? De lojas, acho que não só de shopping também. Mas é que em determinadas lojas, o chefe ali precisava olhar a bolsa e mochila dos funcionários pra ver se ninguém levou nada.

Essa loja que eu trabalhava, na hora de ir embora, meu chefe olhava a bolsa. Eu me sentia meio humilhado, assim. Gente! Ele olhava a bolsa de todo mundo. Eu nunca trabalhei num lugar assim. Eu me sentia bem humilhado. Vários amigos meus contavam assim. E foi o meu primeiro emprego, gente. Aí você pensa, meu primeiro emprego já foi uma experiência assim, sabe? Gente, olha isso. Ele olhava a minha bolsa. Ai, que horror, né? Nossa.

Que horror. Pathy Fessouza. Aos 18 anos, trabalhei em um restaurante chinês no shopping.

nada do que servimos para os clientes. Nossa! Trabalhávamos 12 horas, 6 dias por semana e só comíamos arroz, feijão e frango. A única lembrança boa era da pausa do almoço. Deitávamos para dormir no chão do estoque e nosso travesseiro eram os sacos de arroz. Meu Deus, Paty! Meu Deus, amiga! Aí eu acho que é outro desdobramento, porque existem muitos perrengues de trabalhar em shopping, mas eu acho que trabalhar em cozinha de shopping, gente, deve ser...

É outro patamar também de perrengue, sabe? É, a gente já... O pouco que a gente teve contato com restaurantes, né? Pra entender um pouco ali como funciona, pelo que a gente soube, é que é bem, assim, tenso também, né? Tenso, corrido. Gente, uma cozinha de McDonald's, por exemplo... Porque shopping é uma coisa que não para, né? O restaurante... Às vezes tem um horário ali, tipo, ó, tem horário do almoço, aí pausa, volta à noite.

shopping já é um lugar pra movimento, assim, né? Exato. Pensando num fast food, né? Esses dias a gente foi num fast food que eles têm container aqui em São Paulo. E, gente, nós entramos lá e tava um calor. E aí imagina quem trabalha. E aí a gente até comentou, imagina quem tá lá na cozinha, se tá um calor desse, né? Aí depois eles ligaram até um ar condicionado lá no ambiente. Mas a cozinha sempre é quente, eu acho, sabia? Mas aí eu fiquei pensando, poxa, tem aqui, beleza, aqui no ambiente tem, mas será que na cozinha também tem? E aí falando em cozinha de

de restaurante de shopping, o Jorge mandou aqui, ó. Eu trabalhei numa cozinha em shopping. Tinha muita barata. Mesmo com dedetização semanal, as baratas sobreviviam. Ih! Ai, gente, que pavor! Tava viralizada aí uma cena do pesadelo na cozinha, que a moça tá atendendo e tem uma barata no ombro dela. Ai! Dizem que qualquer cozinha de restaurante, né? É complicado, né? Tem até uns que tem aquele rolê de visite à cozinha. Eu queria até aproveitar

esse momento perguntar, vocês já visitaram a cozinha? Gente, não é possível que alguém chegue enchendo o saco e fale, ai, quero entrar na cozinha e visitar. Porque eu penso no funcionário que vai ficar lá, puta que pariu. É, vai se fuder, gente. Quem que faz isso, sabe? Fico pensando, mas não sei. Conte aí pra gente, tá? Quem que faz isso? É, já vi, meu irmão já trabalhou em estoque de mercado. E ele falava que tinham ratos, assim, gigantescos.

Então, mercado é um rolê parecido. O Júlio até mandou aqui, ó. Nunca trabalhei em shopping, mas

É, o meu irmão também trabalhou num hipermercado por um período grande. Ele teve até uma promoção um pouco lá dentro, mas era extremamente desgastante pra ele. Quando tinha balanço, tem dias que ele simplesmente não

voltava pra casa. Ele ficava, tipo, ele virava a noite lá, e aí ele voltava, tipo, ele ia de manhã, virava a noite e voltava, sei lá, à tarde do outro dia. Sim. E eu lembro que foi um momento muito caótico na vida dele, assim, e tal. Ele vinha pra casa com uns cadernos, com um monte de coisa anotada. Era, assim, bizarro, assim, bizarro. Tanto que ele não aguentou. Por mais que ali tinha uma chance dele de, talvez, ir pra um cargo diferente, ele preferiu

não tentar, de tão desgastante que era. Isso é o meu olhar de criança vendo na época. Imagina, porque quando a gente é adulto, a gente escuta de uma outra forma, né? Quando é criança, a gente escuta de outra. É, quando você é adulto, você já tem a percepção do sofrimento do trampo, né? Exatamente. Criança não tem muito. Eu achava um fervo. A filha da minha madrinha trabalhava no McDonald's, né? E a gente ia buscar ela de perua, às vezes, com a minha madrinha.

A minha madrinha que é falecida, a gente ia de perua com o meu padrinho. E eu achava um fervo.

atrás do McDonald's, assim, daquelas docas, né? Divertido. E ela levava, quando minha madrinha falava que eu tava, ela levava um lanche pra mim, um McLanche. Ai, pra mim era um fervo. Tanto que eu também tinha vontade de trabalhar no McDonald's quando eu tava ali mais novo. Aí eu lembro que minha mãe falava, ai, McDonald's não, filho, você vai machucar a mão fritando batata. Porque diz que se machuca muito a mão. Sim, a cozinha, né?

Ali, coisa quente, né? E aí eu morria de medo de trabalhar no McDonald's depois que começavam a me falar essas coisas. Mas eu queria um emprego, né? Eu queria qualquer emprego. Então eu mandei currículo

pra tudo que você imaginava. Sim. Ah, não, né? Eu pensava, meu irmão trabalhava, eu lembro que ele chegou a uma época a trabalhar na parte de CD, DVD. Ah, que era uma coisa mais legal. Aí eu pensava, aí deve ser legal, né? Você tá lá no DVD, tá vendo CD. Eu mal sabia eu. Gente, não. Nenhum trabalho assim é bom, né? É sempre um perrengue. Ó, a Stacey Caldas tá trazendo exatamente isso. Uma vez fui chamada pra trabalhar numa empresa que vendia cursos de informática. Certo. Gente, ainda existe curso de informática, inclusive?

Caramba. Acho que deve ter voltado a ter, já que dizem que tem uma escassez das pessoas usarem computador porque ficam só no celular. Será que voltou a ter curso de informática por causa disso? É, não sei, viu, como que funciona. Eu acho que não tem tanto, a gente não vê mais tanto placa, assim. É, aqui no São Paulo não vemos, né? Mas eu fiz curso de informática, inclusive. Eu fiz também, gente. Eu tenho meu diploma. Continuando. Vendia cursos de informática e ele ficava dentro do shopping.

pra matar a curiosidade da parte interna do shopping. Conhecer onde as pessoas almoçavam, descansavam e tals. Porque só durou três dias o trabalho. A Queen não aguentou. Ai, gente, é isso, né? É difícil. Olha ali, trouxe uma outra perspectiva aqui. Meu primeiro trampo foi em shopping no Natal. E foi minha pior experiência. Gerente arrogante, metas extremamente altas, música de Natal na cabeça o dia inteiro, clientes apressados e mal educados,

Hora pra chegar, cem horas pra sair. E não podia nem beber água. Só faltava o chicote mesmo. Amiga! Gente, trabalhar em shopping no Natal deve ser realmente um inferno. Porque é isso, é música natalina o tempo inteiro. Ah, mas sou de menos, né? Comparado com tudo aí. Acho que tudo te irrita, né? É, eu lembro que meu irmão falava que ele chegava em casa na época de Natal com a cabeça latejando de Simone. Porque ficava tocando Simone. Que inferno! E aí é mais uma...

Tudo ajuda você a ficar de saco cheio, sabe? É, é um… Fora a escala também, gente. A loja só não abre dia 25, mas dia 24 abre, dia 26 abre. Sim, e épocas sazionais normalmente é isso, né? Eles contratam pessoas temporárias. E aí é o momento de sugar mesmo, né, as pessoas. É, de vender, vender. Tem as metas, né? Eu acho que eu só trabalhei com metas quando eu trabalhei de cobrança. Aliás, venda de cartão, telemarketing.

Infelizmente, era um lugar que era uma pressão, assim, não era uma pressão gigantesca em cima. Era uma pressão de boa. Porque eu não sei se eu conseguiria. Porque eu trabalhava vendendo coisa, né? Com ansiedade. E aí, eu não conseguia insistir pras pessoas comprarem o cartão. Você fala, ah, não quero. E precisa, né? Não, gente, vender não é pra qualquer um. Vender é uma coisa, assim, pra além de shopping, né? Vender não é pra qualquer um. Ó, mais um relato aqui de trabalhar em pé.

que você falou, ó. A Clarice Ramos. Olha que absurdo, gente.

A única coisa boa era a setlist que tocava na loja. Dua Lipa, Katy Perry, Miley e até Lady Gaga. Ai, Clarice, olha, amiga. Uma coisa tão perrengada e a gente ainda consegue tirar algo bom, né? Uma memória boa disso. É, na verdade, quando você tá numa situação dessas, você tem que se agarrar nessas distrações, né? Senão você fica louco. É, porque é isso, né? Às vezes, empregos assim vêm num momento de transição da vida, né? Poxa, eu tava fazendo faculdade, precisava de um emprego mais curto.

Primeiro emprego, né? Também. Só que pra algumas pessoas não é a única opção, né? É definitivo, né? Que você consegue. A Lu contou uma história ótima aqui, ó. Minha melhor amiga de infância trabalhava numa loja de shopping da cidade. Subiu um dia depois do almoço pra cochilar e simplesmente dormiu a tarde inteira no estoque. Só acordou com a dona no fechamento e o shopping inteiro ficou sabendo e zoando ela tempos depois. Meu Deus, a Queen. Eu achei ela a Queen também. Eu achei ela a Queen.

Eu achei ela à frente de seu tempo. Coitada. Esses dias a gente tava vendo uma reportagem no Shopping Cater 3, que tem aqui na Paulista, daquelas mini cápsulas pra você dormir. Até isso tem no shopping hoje em dia, gente. Você dormir, tirar cochilos. Tirar cochilos curtos, de 30 minutos. Você aluga o tempo de cochilo, né? Ai, gente, que absurdo, né? O desespero. Tanto que até aí a gente deu um estalo também de falar, pô, mas na nossa época tinha os sofazinhos que você conseguia dar um cochilo ali no shopping. Dar um cochilinho no sofazinho, exato.

Mas é isso. Às vezes já não tem mais esses espaços. E aí o que te resta? Dormir fora num parque não dá. Você fica com medo. Dormir em outro lugar não dá. Então. Aí você tem que alugar uma cápsula pra você dormir, gente. Olha o que a Jazz mandou aqui, ó. Divos, trabalho na administração de um shopping. Vejo tudo o que acontece por trás pra ele funcionar. É cada história. Mas o que eu acho mais engraçado é ver as coisas que a galera perde e vai para os achados e perdidos. Tipo dentadura, bicicleta.

BB Reborn, e por aí vai. Amiga! Gente, deve ser um bafo trabalhar no Achados e Perdidos do Shopping. Tá aí um outro lugar que eu sou muito curioso de conhecer, que são os Achados e Perdidos de lugares. Dizem que o do metrô também tem muita coisa. Ah, é, porque lugar que tem muita transição de gente, que transita muita gente, deve ter, sei lá, uns 30 guarda-chuvas meus, perdidos no tempo. Será que ainda existem guarda-chuvas nossos por aí? Nossa, boa questão. Será, amor?

Tem muitos anos, né? Eu sempre pegava o guarda-chuva. Eu também. Aí você entra no trem e no ônibus. Você esquece. Você cochila. E aí quando você levanta, você nem tchunca. Eu já perdi. Eu nunca esqueço aquela história que a gente comprou um guarda-chuva caro no shopping. Morreu e você, lembra? Acho que a gente pagou uns 50 reais. Aí foi 25, eu e 25, o FII. Pra gente usar junto. Cadê? Já era. Segunda semana de uso, já sumiu. Mas é aquilo.

Eu penso que também, às vezes, foi pra alguém que precisava. Às vezes foi alguém que precisava.

Destino deixou nas mães aí de alguém, né? Mas dá raiva quando é isso. Você gastava no mais caro, que é, ah, esse daqui não vai virar quando ventar. Esse daqui não vai desgastar, não vai ferrujar. E aí acontecia isso. Afobada. Quando trabalhei de caixa na Riachuelo, eu aconselhava os clientes cochichando pra não fazer o cartão da loja. E me fazia de sonsa pra gerente. Porque tem juros altíssimos que as pessoas não percebem na hora. Meu Deus, eu amei. Amiga, você também fez um serviço aí, ó.

Eu também acho. Já apareceram vendedores assim na minha vida. Que te aconselharam a não fazer. Ou fazer um outro trâmite, sabe? Quando dá alguma coisa assim. Ai, faz tal coisa. Não vou lembrar exatamente, mas dá uma dica que ele não era pra lidar, entendeu? Eu já fiz isso no telemarketing também. Já de, ai, porque você não faz isso aqui. É sobre isso, né? Quando era, não... Quando era...

Aí eu falava, ó, espera tanto tempo que talvez dá uma baixada mais. Ah, você dava um aconselhamento, né? Tentava ajudar. Porque, pô, a pessoa quer pagar, a pessoa quer ajudar ali, entendeu? A Santos Esté, olha a experiência dela. De uma pessoa que trabalhou em shopping, mas a mãe dela já trabalhava em shopping. Certo. Minha mãe sempre trabalhou em shopping e mal tive ela em casa.

em um shopping aqui em São Paulo, o Anália Franco, que antigamente, talvez até hoje para alguns, era sinônimo de lugar de riquinho, aqui no Tatuapé, na Zona Leste. E tive uma experiência um pouco cômica. Eu era estoquista e estudava no ensino médio. E me sentia muito injustiçada em várias situações. Mas um dia, chegou uma gringa. E por ser uma loja de sapatos, ela queria um salto alto.

Certo.

O contato com o público e suas pérolas. Ai, Fê. É isso, né, amiga? É isso. Eu acho que é muito perrengue. Tem muitos perrengues. Mas a gente tem histórias muito divertidas. Tudo bem que a gente não tá lendo tantas aqui. A gente tá lendo mais coisa ruim. É que a gente guarda. Mas você vê. Às vezes as pessoas contam um perrengue. Mas aí tentam pelo menos uma coisa, né? No telemarketing mesmo. Eu falo. Poxa, criei relações incríveis lá. Vivi, né? Saí do armário. Assim.

Bastante por causa do trabalho mesmo, né? Então, os perrengues ali, né? Acho que shopping, acredito que seja como telemarketing, na questão de que você encontra todo tipo de pessoa. Desde quem você vai atender a quem você vai trabalhar. Então, é um lugar que permite, talvez, você entrar em outras bolhas, né? Você conhecer outras pessoas, né? Meus irmãos mesmo, eles tiveram contato com pessoas LGBTs

Eles tiveram no hipermercado. E aí, eu acho que isso... Eu lembro deles contando história. Que eles chegavam do trabalho e tal, né? Tinha uma gay que trabalhava lá e tal, né? E eles... Azoava eles, eles zoavam ela e tal, né? Nesse clima de trabalho. E eu acho que, querendo ou não, isso ajudou um pouco na desconstrução deles. Pra depois, quando eu me assumi, eles me tratarem bem. Não me tratarem mal, sabe? Sim. Fez parte, né? Assim como eu no telemarketing também conheci um monte de tipo de pessoa. Então, acho que sempre tem alguns pontos, pelo menos.

O rolê do trabalho sofrido é que tá todo mundo ferrado ali também. E aí acaba todo mundo se conectando. Todo mundo junto, né? É, eu também acho. Eu acho que é sobre isso, né? Você ter a companhia do perrengue já facilita muita coisa, né? Não justificando os perrengues, tá, gente? Mas pelo menos tirando algo bom, né? Mia viu a Bel. Trabalhava numa loja de artigos esportivos e do nada escutamos uns barulhos muito altos e gritaria. E começaram a abaixar as portas da loja. Imagina, gente.

Começaram a baixar as portas da loja. Simplesmente um tiroteio no shopping em pleno dezembro, com gente até o talo. Foi o dia mais emocionante do meu trabalho em shopping. Ai, que horror, gente. Parece o filme Pecadores. Ai, gente, sim. O final é meio que isso, entendeu? É uma coisa meio assim, o final. Não vou dar spoiler, mas... Ai, gente, é maravilhoso, tá? É que é isso. É que também, o shopping é dessa maneira, né? O trabalho de rua também deve render muitas pérolas. Nossa!

Rua de comércio, né? É, rua de comércio. Deve ser caótico também, né? Eu lembro que o shopping de Santo André, por exemplo, vivia alagando. Às vezes o forro já caiu alagando. Lembro que as lojas também já ficaram meio caóticas. Então o shopping de Santo André tem algumas emoções específicas de lá. É, o Grand Plaza, gente, é isso, assim. A gente já passou por cada coisa ali. O de Mauá, não lembro se teve tiroteio, hein? Não lembro se teve já no de Mauá. Uma vez você me contou uma coisa assim, um assalto.

Foi na balada, que teve um assassinato na balada. Ai, gente, que horror. É, na Coqueluche. Ai, que absurdo. Olha o nome da balada. Teve assassinato. Fazer um ano que eu tive Coqueluche, sabia? Olha… Março, amor. Meu Deus, nem lembro. Poxa. Ó, a Camille Bertone tá falando aqui… Ela tinha o mesmo rolê que você, amor, de criança no shopping, ó. Quando eu era criança, ficava imaginando como deveria ser maneiro trabalhar em shopping. Ai, eu achava um bafo.

Imaginava Mac todos os dias. E sentir o perfume do shopping, que é único. Todos os dias. Muito iludida. Eu amava cheirinho de shopping também, tá? Amava cheirinho de... Até hoje eu gosto, gente. É o cheiro de shopping. É que depende do shopping também, né? Lá o Grand Plaza, quando eu ia, era um cheiro fresco, assim. Que você entrava, era um fresquinho, né? Do ar-condicionado. Era um cheiro de coisa nova, né? Me dá uma sensação de coisa nova, assim. E como eu sempre...

trabalhei... Hoje o nosso emprego é diferente. Nossos horários são mais flexíveis, né? A gente fica bastante em casa, tudo. Mas quando eu trabalhava e às vezes saía mais cedo do trabalho por algum motivo, eu ia pra um shopping, eu tinha uma sensação de liberdade, assim. Tipo, ai, nossa, tô aqui mais cedo. Sabe? Sei lá, era uma... Não sei explicar, gente, mas era uma sensação de liberdade que eu tinha no shopping, sabe? Era um luxo, assim, sabe? Pra mim era um luxo, assim. Era o cheiro do luxo.

Era um lugar de conforto. Era um lugar... Um safe place pra você. É, um safe place. Eu sempre gostei muito de shopping, você sabe, né? De dar voltinha em shopping. A família do Eduardo é shopping zeiríssima. É, a gente adora. Eles amam o shopping, amam o shopping. O passeio de domingo é shopping, entendeu? É. Na Siducha, nossa. Ela adora. Tanto que muitas pessoas mandam assim, ah, encontrei a Siducha no shopping. Muita gente tá...

Ó, se vocês já viram minha mãe no Grand Plaza, manda aí depois, gente. Deixa eu continuar a Camília, ela continua aqui, ó. Continua, continua.

isso de viver, né? Do sonho dela. Até que eu trabalhei no comércio. E já vi o perrengue que era. Imagina dentro de um shopping. Ah, ela nem chegou a trabalhar no shopping, mas trabalhou no comércio. Sem contar que aqui onde eu moro, quem trabalha em shopping tem que morar na cidade que tem o shopping. Pois da minha cidade até a cidade que tem shopping fica a mais de 40 quilômetros. Meu Deus! Pra quem não tem shopping na cidade também é uma experiência, né?

Conheço pessoas que trabalham em shopping e preferiram se mudar até da cidade. E vem ver a família a cada 15 dias ou mais. Pesado. Caramba, gente! Gente, que coisa, né? Nossa! Mas será que os shoppings que são assim, eles têm um... É o mesmo perrengue de um shopping mais urbano? Ou eles, sei lá, têm um salário um pouco melhor? Ou não? É uma coisa meio de...

Acho que não, né? Acho que o salário de shopping é tudo parecido, tá? Acho que não deve ser muito diferente. E deve ter um piso salarial pra vendedor de shopping. E de cada loja deve ter um, né? Então não deve ser tão diferente. Olha lá, Zoli.

Eu vi gente falando aqui que às vezes a pessoa faltava, você tinha que dobrar. Tipo, você entrou 10 da manhã, era pra sair 4 da tarde. Mas a pessoa faltava, você ia das 10 às 10. Aí você dobrava. Sim, gente. Ai, que absurdo. Imagina, gente, isso. Acho que no telemarketing aconteceu pouquíssimas vezes. Mas era mais assim, pelo menos no dia que eu trabalhei, era mais assim, perguntando. Não era tão forçado. Tipo, ai, vocês querem? E tal, assim. Mas nossa, imagina. Ai, gente. Em pé. Né?

Meu Deus, doutora, doutora, DRE é doutora? Doutora, né? Doutore. DRE? Ah, então errou, é doutora. Carvalho. Ah, às vezes nem é doutora, às vezes é Adriane, sabe? É, às vezes sim. Trabalhei no shopping, foi meu primeiro emprego. Estava começando a moda das lojas de maquiagem, que vendiam tudo por 10 reais.

cheia. Eram tantos perrengues. Eu tive que trabalhar no quiosque deles, onde não tinha ar-condicionado em pleno verão do Rio de Janeiro. Meu Deus. Sem nenhum vale-transporte. Muita humilhação quando os clientes gritavam comigo e até puxavam meu cabelo. Meu Deus, amiga! Como assim? O cliente puxar seu cabelo? Que horror! Que horror, gente! Nossa, isso me fez me lembrar... Acho que a gente falou no íntimos, quando a menina

o caso do shopping a gente lembrou do shopping de Santo André e aí a gente lembrou do Celso Russomano porque o Celso Russomano foi num quiosque do shopping de Santo André por causa de uma denúncia que agora eu lembrei o que era o produto era uma escova, não era? é verdade, é uma escova de cabelo que a mulher comprou, ai gente do céu, olha as coisas e aí dá pra ver todo mundo das outras lojas do shopping olhando, assistindo o carro

A loja do quiosque não deitou, se eu não me engano. Ela não deitou. Ela falou que... Se eu não me engano. Amiga puxando seu cabelo. E isso tudo sobre a constante pressão do chefe para que eu estivesse sempre maquiada e impecável. Ai, que ódio. Graças a Deus, logo passei no Enem e minha mãe me ajudou a sair desse emprego horrível. Eu fiquei anos sem usar maquiagem. Amiga até traumatizou, né? Ai, ninguém merece. É que nem um telefone.

Eu fiquei, gente, até hoje, atender uma ligação pra mim é uma coisa meio... Eu nunca trabalhei com atendimento de telefone. Eu já não gosto de falar no telefone. Imagina você. Por anos eu atendia mais ou menos como um atendimento, sabe? Ah, mas você falava comigo no telefone. Ah, mas aí era um pouco diferente. Era um pouco diferente. Você gostava de falar comigo ou sentia raiva de falar comigo? Gostava. Não tinha jeito que você ficava de saco cheio? Não, não. É diferente, né? Acho que não, né? Não. Não lembro de ter ficado.

Labubucetônica. Oi, divas. Quero contar meu relato. Lá em 2013, consegui um trabalho em uma empresa varejista de moda. Aí ela fala aqui. Aham. Enfim. Aquela mesma da música da Pabllo. Hã? Que música da Pabllo? Como é que é? Quero contar meu relato. Lá em 2013, consegui um trabalho em uma empresa varejista de moda. Aham. Aham. Aquela mesma da música da Pabllo. KKKKK.

Enfim, tinha um carinha muito gostoso que trabalhava comigo. E eu me fazia de louca. Porque ele tirava umas brincadeiras gostosas comigo. Levava na esportiva. Até que um dia, dentro do banheiro da empresa, fechamento da loja, 10 da noite, ele tava se trocando. E eu falei, deixa eu te mamar. Ele ficou com graça e só falou. Mas aqui, confesso que fiquei com medo de nos pegar.

É uma bicha que tá falando. Ai, que pudre. Quem que tem febre de tanto trepar, gente? Ai, às vezes, né? A Queen, né? Ficou... Foi intenso o negócio. Às vezes a gente não malha demais e fica assim, né?

Não sei. Mas olha que profissionais vocês foram. Não se mamaram na empresa. Vamos no outro local. É, você queria. É ele que não deixou, né? Você queria ser... É por você. Então, por você ter ido. Você vê, no estoque deve rolar muita coisa, então. Nossa, total. Entre chefe e funcionário deve ter muito. A Lé Silva, inclusive, está falando disso. Nunca trabalhei em shopping. Mas como cliente, toda vez que eu vou em lojas de sapato e a porta do estoque fica aberta, eu olho lá.

automaticamente penso. O tanto de barata que não deve ter ali. Ah, mas onde não tem também, né, amiga? Difícil não ter, né? Barata, sim. É isso. Um temperinho. O Cainan mandou aqui, ó. Trabalhei numa loja que tinha uma cliente recorrente. Todo mês ela ia lá. Comprava bastante. Tudo sem experimentar. Olhava, pedia umas três peças de cada item que gostava. Sumiu por uns dois meses. Um dia indo trabalhar, a gente olha pra capa do jornalismo.

Meu Deus do céu! Olha as coisas, gente! Olha as coisas! Eu queria saber mesmo se o pessoal de lojas, sei lá, que eles marcam, né? Assim, tipo... Acho que tem gente que vai... Por exemplo, o Eduardo, a gente...

Quando você gosta de uma loja, a gente sempre volta muito na mesma loja. Sim, a gente vai bastante. A gente já foi muito… A gente ia muito na Yukon do Frecaneca, por exemplo. A gente já foi muito… A Renner, a Achuelo. Mas tu digo da loja de uma específica, não a loja em si, entendeu? Sim, de ir naquele shopping e tal. Íamos muito… Por exemplo, quando a gente namorava, esse rolê de ficar esperando, a gente ia muito na livraria Saraiva. Na Saraiva, que tinha no… No Gran Plaza.

A gente ficava muito lá. Porque a gente não tinha o que fazer. E a gente não tinha onde ficar junto. A gente ficava lá. Vendo o livro. A gente ouvia a música dos CDs. Um trechinho que dava. Ficava vendo os livros. E rindo dos livros. Aí era americano. Ficava vendo as bonecas. A gente fez muito isso, né? E agora imagina os funcionários. Falaram de novo essas bichas aqui. Não, certeza que faziam isso com a gente, sabe? Certeza que faziam isso com a gente.

Tem que fazer essas bichas todo dia aqui. Rindo das bonecas. A Rita. A Rita mandou aqui uma história.

Conte. Ela trabalha em shopping, tá? Ah, tá. Trabalham em um shopping, com uma folga fixa apenas na semana. Lidar com velhos, creio que seja a pior parte. Reclamam de tudo. Fazem a maior bagunça provando roupas, tênis e não compram nada. Acham tudo caro, nos xingam. Uma peça de R$69,99 querem desconto. E detalhe, o shopping no qual trabalham,

Tem um bom poder aquisitivo. Trabalhador de shopping deveria ter um vale psicólogo mensal. Não é fácil. Ai, amiga. Ai, velha rica reclamenta pior que pobre. Porque pobre ainda não tem dinheiro. Agora a rica tem. E ainda quer chorar desconto. Essa velha porca. E não é só questão de ser velho, não. É, então. Tudo bom de vaca. Que é tudo peixe inchado. Eles não abrem mão, não. Eles querem desconto.

Eles querem essas coisas, entendeu? Não é mão beijada, é tudo folgado. Mas a experiência que a gente teve com alguns, assim, de tipo, ai, não te oferecem uma bolacha. Ai, tipo, ai, um café aqui. Ai, não, eu pedi, vamos separar todos os valores. Caraca, gente, que custa dividir aqui? Bebi uma água a mais que você. Muita que pariu, né? Ou a outra pessoa tá junto, sabe? Então é tudo mão de vaca, gente.

Mas isso de... Gente, eu tenho essa preocupação. Por exemplo, eu fui provar um monte de roupa e eu deixo tudo organizado. Não vou levar, eu deixo pelo menos organizado ali, sabe? Você já deu certinho, né? Eu tenho que deixar. Por exemplo, lá no shopping, na loja de roupa, né? Eu não faço isso, mas eu fico sentido depois. Às vezes as roupas estão empilhadas, né? E aí o seu tamanho tá lá embaixo. Você vai ter que mexer em tudo. Você mexe e desfaz a pilha. Eu fico... E a gente nunca consegue dobrar do jeito que...

que eles dobram. Aí eu vou tentar dobrar, não fica. Aí eu fico, meu Deus. Aí eu fico, não tem o que fazer. Eu tentei em meu máximo, mas não consegui. Continuando falando de senhoras em shopping, a Zaira mandou. Eu atendi uma senhora muito chata, que humilhou primeiramente minha amiga. Depois eu falei pra minha amiga que eu poderia atender ela, mas ela não parava de criticar tudo e mesmo assim comprou três calças. Olha! Eu peguei as calças pra embrulhar e ela foi

Você fez de propósito? Mas se ela humilhou pessoas, não foi legal. É, reparação. Se quer reclamar, reclame pra você agora ficar humilhando os outros. É. Às vezes você vai cruzar com alguém

E nesse dia ela cruzou com você, amiga, que não deitou também. Como é que fica? É... Tô passando pano pra você. Ó, Santos Té tá falando aqui lados positivos também, ó. Entre muitas coisas ruins, uma ressalva e parte boa de trabalhar em shopping são os descontos para lojistas e funcionários. Ah, então. A gente falou sobre isso agora há pouco, né? Que também servem nos restaurantes. Muito bom. Então também tem esse lado positivo. Não é só perrengue, né?

Eu acho que meu irmão lá no mercado, ele conseguiu uns descontos também. Em algumas coisas de loja e tal, né? Mas também você pensa, com tudo isso de ruim, é o mínimo também, né? Então... Pelo menos um agradinho ali, né? Pelo menos uma coisucha, pra salvar um pouco. Ai, gente, mas ó... Eu também tinha um amigo que trabalhava no cinema, né? Sim, sim. Ele estudava comigo, ele também tinha os ingressos de graça. Mas é isso, é escala seis por um, aí você tinha um dia só pra ir no cinema, sabe? É, então quando você...

aproveitar os benefícios também. É, exatamente. Essa é a grande questão, né? Se você não dá um mínimo ali de descanso, né? Como a pessoa vai aproveitar o pouco do benefício que ela tem, né? Então, Martino trabalhava na Renner e estava lotado de horas extras. Não queria em dinheiro e sim em folga. Porém, não me deram. Num belo dia, quando estava descendo com as roupas pro salão da loja,

Tossei comigo mesmo, preciso descansar. E tropecei e caí da escada. Resolução, sete dias de atestado. Sete, ai, já, né? Pelo menos veio uma atestada. Uma vantagem isso aí, né? Não, uma vantagem, porque aí você tá machucado, você nem consegue aproveitar direito, né? Mas pelo menos deixou um pouquinho ali, né? Mais tranquilinho. Tem uma história fofa, Gil. Trabalhei embrulhando presentes na Saraiva, em época de Natal. Ai, a Saraiva, gente, livraria, eu também achava legal trabalhar.

Deve ser legal trabalhar na loja ali, né? Vamos ver a experiência da Gil.

de embrulhar, ele me entrega e diz, é seu, você é a minha amiga secreta. Foi muito generoso da parte dele, porque eu só sofria humilhações no saque da loja. Cheguei a chorar no banheiro por causa de uma mulher que gritou comigo. Nesse dia, voltei pra casa sorrindo. Ai, que bonitinho, amiga. É, né, nesses perrengues, a gente, quando a gente passa por situações assim, a gente, pelo menos, também aprende a valorizar, né, esses pequenos, né, que nem a amiga falou lá do inglês,

que ela se sentiu ali. No telemarketing também já tive pessoas que, depois que a gente terminava um atendimento, a pessoa falava, poxa, muito obrigado pela atenção. Não sei. E às vezes é até uma coisa boba, assim. E às vezes, né? Nem foi um presente ali e tal, né? Mas você ouvir ali já era um pequeno agrado ali num dia, às vezes, que não tava sendo fácil as coisas, né? Sim, sim. Que fofinha a história. Ai, amei. É isso, gente. Eu acho que, como todo trampo,

fácil, assim, a gente tá lendo aqui as coisas, né? Mas eu acho que tem lápis também, né? Felicidades são momentos, assim, então uma coisinha ou outra você acaba carregando aí, né? O Edu mandou aqui, ó. Trabalhei pouco mais de um ano em uma confeitaria confeitaria barra café no shopping da cidade vizinha minha. É meio comum que as lojas faltando 15 minutos comecem a fechar e organizar tudo. Finalizei normal e quando era umas 10 e 8 fechava 10 horas,

Veio uma moça querendo café e comprar doce. Respondi falando que não dava mais pela hora. Ela insistiu em comprar algum doce. Fiz o favor de vender e ela comentou. Ai que o pessoal quer ir embora rápido. Mal deu a hora de fechar. Aí respondi. Pois é. E eu ainda vou pra cidade do lado que moro lá. A cara dela foi no chão. O plot. Eu estava de carona aquele dia e não ia precisar esperar ônibus. Mas fiz questão de dar esse fecho nela. Desculpa a história grande.

podcast. Amo vocês. Obrigado, Edu. Obrigado. Você quis dar um lacro, então, Edu. Você aproveitou nesse dia. É dos Edus fazerem isso, né? É coisas de Edu, é verdade. Coisas de Edu. Tem que lacrar mesmo, gente. Chata. Precisa dar uma lacrada, jogar um cloro. Ai, que horror! A Nini aqui tá nervosa, tá? Aqui ela nem tá falando do trabalho em shopping. Ela tá falando das pessoas que trabalham em shopping. Seus companheiros de trabalho. Lá, ninguém é amigo de ninguém. Quase. Quase.

Tá certo, amiga. Traumas aí de shopping. A Nini já tá num trauma de que ela não confia em ninguém. Ela não quer saber. Nem é sobre as corporações, não é sobre os colegas de trabalho. É tudo falso. Ai, gente, que horror.

Horror, né? Será? Será, Nini? Todo mundo é falso assim, caramba, né? Não, acho que nem todo mundo é falso. Ah, mas falsidade a gente encontra em qualquer lugar também. Não é só no shopping, não. É que a gente tá segmentando aqui o tema, né? E aqui ela tá falando sobre se sair melhor, né? Tipo, de concorrência, né? Alguém que te boicota isso de vender. Ai, que vende, né? Não sei o quê. Às vezes, por exemplo, quando você tá numa loja, alguém já te atendeu. E aí, às vezes, o vendedor... Meio que eu sinto, tá?

Que ele já sabe que alguém te atendeu. Só que ele se enfia pra atender primeiro. É, porque tem a comissão, né? É, aí eu penso, poxa, mas ele viu ali a outra pessoa me atendendo, tá querendo... E sabe uma coisa que acontece às vezes também? Às vezes você entra na loja, mas aí eu também não vejo problema, tá? Porque se eu posso ajudar, por que não? Você entra numa loja, e aí você encontra sozinho o produto. Você encontra sozinho, você não precisa de ajuda de vendedor nenhum. Aí o vendedor chega e fala assim, ai, no caixa, fala aqui, fala meu nome.

em nada. Ela não me ajudou em nada, eu achei sozinha. Ela fala, ai, fala meu nome. Aí eu fico com dó, sabe? Ah, eu também. Poxa, uma comissão ali... Não custa nada. Porque assim, às vezes eu preciso de ajuda e a maioria das vezes eu não preciso. E eu nem quero ajuda. Mas estou disposto a ajudar se você... Mas estou disposto... Eu não quero ajudar, mas eu estou disposto a ajudar caso você precise da sua comissão, entendeu? Só que aí quando você precisa, ninguém vem.

Exato. Também tem isso, tá? Também tem o lado de quem vai comprar, o lado do cliente, ó. Também tem o lado do

Mas aí espera um pouquinho também, né, gente? Às vezes o pessoal tá no estoque se pegando. Você tem que entender também. Olha, enquanto cliente, nós estamos passando cada coisa que um dia nós vamos contar, gente. Nesse fim de obra, nós estamos passando cada perrengue. Mas a obra é isso, né? A obra é isso. Imagina se fosse num shopping, entendeu? Gente, continuem comentando aqui no episódio, tá? Os causos de shopping. Esse episódio vai dar certo de sair meia-noite.

Às vezes você tá ouvindo depois de sair do trabalho do shopping, né? Exatamente, verdade.

Depois de um dia de shopping aí, né. Mande aí, se a gente não leu algum, mande também lá, caso você faça parte dos íntimos. Mande também nos íntimos aí, alguma história ou outra. Pois é, gente. Toda sexta-feira tem episódio pra apoiadores na Orelo no Apoia-se por 10 reais, tá? E lá a gente pode estender esse assunto, ouvir mais relatos de vocês. E a diferença é que lá a gente ouve os áudios de vocês. A gente dá mais atenção aí pras mensagens dos apoiadores, né.

A gente lê casos, ouve áudios e outras coisas também. Quem foi que você tá rindo? Ai, que tem um caso aqui final.

Vamos de finaleira. Tem dois. Trabalhar em shopping. O outro eu só vou começar com o começo. Tinha uma colega que roubava dinheiro do caixa. Por aí você já vê, né? Mas o que eu ia ler era outra. Porque um tá em cima do outro. Tá, vamos lá. Maria Ferretti. Pra fechar, gente. Trabalhava na gráfica rápida do shopping. Ah, é um clássico. Gráfica rápida, gente. É ali que tem as piores coisas. Porque é o quê? Pessoas desesperadas. Exatamente. Por uma resolução rápida.

Mas gráfica rápida. É, complicado. Ainda pior ainda. Trabalhava em uma gráfica rápida do shopping. E uma vez, um senhor veio ampliar uma foto do anos dele. Gente. Com doença. Ai, gente. Pra mostrar para a médica. Mantive o profissionalismo. Imagino o quão constrangedor deve ter sido pra ele, principalmente. Gente, muito constrangedor. Imagina. Muito constrangedor, gente.

de Deus, imagina você ter que imprimir a foto do cu? Que bom que hoje em dia, né, temos coisas online, né, que aí não tem essa necessidade. É, gente, eu acho que por exemplo, pro meu urologista, eu já tive que mandar foto do meu pinto, sabe? Mas aí você manda ele no WhatsApp, entendeu? Aí já tá mais no privado, né? Agora você imprimir a foto do cu... E tem que ser colorido, né? Que é mais caro ainda. Ele pagou mais caro pra imprimir a foto do cu dele.

Meu Deus, gente. Enfim, é nessa que vamos. É nessa que vamos. Pra gente também não fazer a nossa escala 6x1 aqui, né, gente? Um beijo, nos vemos lá no Íntimos. É isso aí, gente. Beijos! Tchau!

#206 - Trabalhando em shopping | Castnews Index — Castnews Index