O Reino começa na dependência
por: Ennio Gomide dos Santos
- Reino de DeusTransformação pela maneira de pensar · Expectativas versus realidade do reino · Libertação do pecado e das trevas · Servir como exemplo de Jesus · Importância do perdão · Ressurreição e justificação · Redenção e salvação pela graça · Dependência da graça divina
- O Sermão do MonteQuebrar expectativas e a maneira de pensar do mundo · Não é um código de ética, mas um parâmetro de vida · As Bem-Aventuranças como descrição do caráter transformado · Pobres de espírito e dependência de Deus · Os que choram e o consolo divino · Os mansos e a submissão a Deus · Fome e sede de justiça e partilha · Misericordiosos e a expressão da misericórdia divina · Limpos de coração e integridade · Pacificadores e reconciliação com Deus · Perseguidos por causa da justiça
- A Obra de Deus e a SalvaçãoSalvação pela graça, não por obras · Redenção e justificação em Cristo · Ser um novo ser em Cristo · Viver como expressão de gratidão
- A Crucificação e o PerdãoPoder divino versus sacrifício · Pedido de perdão para os ofensores · Misericórdia com o malfeitor
- A Ressurreição e a Dúvida dos DiscípulosFalta de lembrança da profecia da ressurreição · Dúvida das mulheres e dos discípulos · Ainda a falta de entendimento após a ressurreição
- Entrada de Jesus em JerusalémExpectativas das multidões · Clamor por libertação do reino de Israel · Entrada humilde em contraste com guerreiros
- A Ceia do SenhorAlteração da tradição judaica · Partilha com o traidor · Exemplo de humildade e serviço (lavar os pés)
- Revelar Cristo ao MundoAbandonar a maneira de pensar do mundo · Ser cartas vivas de Cristo · Santificação como meio de revelar Cristo · Ser instrumento da glória de Deus
Boa noite, a graça e a paz de nosso bom Deus sobre a vida de vocês neste momento. E realmente é um dia especial, né? Nós aqui já conhecemos a Olivia muito bem, mas é sempre uma alegria apresentar. Porque é sempre bom falar sobre isso. Amém? A gente é grato a Deus pela misericórdia dEle, pela graça, porque a gente sabe que é só a misericórdia dEle e só a graça dEle.
E a gente precisa conhecer e aprofundar no conhecimento dessa graça, desse amor sem fim em nosso favor, para que a gente ande na sua vontade, para que a gente revele a sua vontade, para que a gente seja como Ele planejou que nós fôssemos neste mundo. Nós tivemos uma série de estudos no mês passado, onde Jesus, de forma tão especial, Ele...
Derrubou as expectativas, desmanchou todas as expectativas das pessoas com relação àquilo que esperava. E se nós pensamos que o assunto vai mudar, não, é simplesmente uma continuação do mesmo assunto. Porque quando nós falamos do reino de Deus, nós somos chamados para...
transformar-nos pela maneira, a maneira de pensar, para que a gente possa compreender essa perfeita, essa boa e agradável vontade de Deus para as nossas vidas. Na história que nós tivemos, foi a entrada de Jesus em Jerusalém, onde as pessoas clamaram, Hosana, Hosana, filho de Davi. Que aquelas pessoas estavam gritando, a maioria estava gritando, pedindo para que, ou melhor, todos estavam gritando,
Inclusive os discípulos, porque lhes faltava entendimento ainda, embora Jesus já tinha andado com eles por três anos e ensinado sobre o que nós vamos tratar neste mês, que é justamente como um filho de Deus vive e anda neste mundo.
E eles estavam gritando, pedindo para Jesus libertar, mas eles estavam pedindo por uma libertação do reino de Israel. Não aquilo que nós realmente clamamos pela verdadeira libertação que nós recebemos em Cristo Jesus, do domínio do pecado, das trevas, da escuridão das trevas, da falta de entendimento, de compreensão do plano de Deus e aquilo que Ele deseja para as nossas vidas.
E essas mesmas pessoas que clamaram por isso, ele entrou. Que normalmente um guerreiro, como quando eles declararam, eles sabiam que ele era o Messias e confessaram que era o Messias, por falar que é filho de Davi e pedir por libertação. Só que um guerreiro normalmente entra na cidade de maneira, assim, montado num cavalo, bem cheio de pompa, poderoso, e Jesus entra na cria de uma jumenta.
de forma humilde, revelando outra realidade. Sobre um reino que não é o reino que aquelas pessoas estavam esperando. Na sequência, nós falamos da ceia do Senhor. A ceia que para o judeu era um lugar onde as pessoas de confiança sentavam à mesa, partilhavam daquele momento especial e sagrado para eles, Jesus altera.
Ele partilha da ceia, inclusive com o traidor. E divide o pão com o traidor. Mostrando uma outra realidade. E nessa mesma ceia, Jesus fala para os discípulos, olha, vocês entenderam quando ele lava os pés dos discípulos? Porque quem lavava os pés dos discípulos era o mais baixo dos escravos. Jesus lavou o pé de cada discípulo. E pergunta, vocês entenderam?
Eu sou o mestre e sou o senhor. E lá venho os pés de vocês. Estou dando o exemplo para que vocês façam o mesmo. Jesus nos chama para servir. Não servir na nossa concepção de mundo, ou na forma de pensar do mundo. Ele sendo o maior de todos ali, reconhecido pelos discípulos como tal,
Ele simplesmente faz o que era o mais baixo dos escravos fazia. Mostrando e dando um exemplo daquilo que era o reino de Deus. Nós temos a crucificação. Ele, filho de Deus, sendo levado, é crucificado. Poderia usar do seu poder para acabar com aquele momento e destruir tudo. O que ele vira para o pai e fala? Todos aqueles que eram seus ofensores, aqueles que eram...
que estavam condenando, os religiosos que estavam criticando e todos aqueles que passavam, inclusive os que estavam sendo crucificados. Com ele, ele vira para o pai e fala, perdoa, porque eles não sabem o que fazem. Nos mostrando a importância do perdão que nós devemos manifestar diante das situações semelhantes.
E ele mostra mais a misericórdia, quando aquele outro malfeitor que estava sendo crucificado com ele, que pede para Jesus ser lembrado e Jesus mesmo diz que hoje mesmo estarás comigo no paraíso. Mas isso é tudo? Não. Ele morreu, veio o sábado do silêncio, o domingo da ressurreição. Mas os discípulos e quem o acompanhava, que tinha ouvido ele falar.
que ele passaria por tudo aquilo que ele passou, sofreria, seria entregue, morreria, mas ressuscitaria no terceiro dia. Qual deles lembrou disso? Nenhum. Inclusive as mulheres foram lá para finalizar o processo de sepultamento, de morte, justamente para fazer todo aquele trâmite que o judeu fazia com o corpo.
quando elas se encontram de fato, dois anjos, ou homens como falam lá, com roupas resplandecentes, perguntam o que elas estão procurando ali, entre os mortos, aquele que vive. E, ele pergunta, vocês não se lembram do que ele falou? Aí elas lembraram e creram. E elas foram correndo contar aos discípulos, os discípulos creram nelas? Não. Por quê?
que a mulher não tinha palavra na época, que uma mulher falava não valia nem um centavo, testemunho de uma mulher não servia para nada. E é essa a realidade, e os discípulos duvidaram. A gente pensa, isso é tudo? Não, Jesus ressuscitou, apareceu para eles, comeu com eles, ensinou por 40 dias, e eles entenderam ainda? Não, eles não entenderam.
como está lá em Atos 1, se não me engano, 16, quando Jesus está para subir, eles perguntam, Senhor, é o tempo de restaurar o reino de Israel? Jesus vira para eles e diz, olha, isso aí não é competência de vocês, mas aguardem até ser revestido do alto, pelo poder do Espírito Santo. E é o que eles fazem, a partir do momento que eles recebem o Espírito, eles começam uma nova jornada na vida.
de transformação de entendimento, de lembrar de todas as palavras do Senhor, para fazer aquilo que nós conhecemos, que foi por causa deles, e daquilo que eles entenderam e conheceram de Deus, que nós conhecemos hoje, sobre o reino de Deus, sobre o Evangelho. Até mesmo, aqueles como Paulo, que nasceu, como ele mesmo fala, fora do tempo, que é um dos...
responsáveis pela maioria das cartas e que nos trazem um discernimento tão grande sobre o Reino de Deus. E hoje a gente começa uma outra jornada, que é no início justamente dos ensinos de Jesus, que fala acerca do Sermão do Monte. Vamos ver, percorrer alguns aspectos do Sermão do Monte e tratar aqui este mês. Que nos apresenta o mesmo tipo de realidade, é para quebrar as nossas expectativas.
os nossos desejos, a nossa maneira de pensar, porque muitas vezes o que a gente está fazendo não tem nada a ver com o reino de Deus, com o querer de Deus. A gente pode muitas vezes estar frequentando uma religião, podemos ser religiosos, mas ainda não entendemos.
Ainda paira sobre nós a falta de entendimento, discernimento. Por quê? Porque o nosso coração ainda está preso às coisas desta vida e não entendemos a obra de Deus. Na morte de Jesus, nós recebemos o perdão. A obra dele viabilizou o perdão para todas as pessoas, para todas as pessoas, sem exceção. A ressurreição nos traz a justificação.
O que nós entendemos disso? Nós estávamos mortos nos nossos delitos e nos nossos pecados. Todos os seres humanos, sem exceção. Se a gente tem uma concepção de que no futuro é que eu vou saber o que vai acontecer com minha vida, eu estou equivocado. Porque a Bíblia é clara, a palavra de Deus é clara. Todos estão condenados, mortos, separados de Deus. E o único destino que tem...
é o inferno, mas Deus na sua misericórdia tão grande, o seu amor tão grande por nós, ele viabilizou a nossa redenção, por isso Jesus veio, para revelar Deus, mostrar Deus quem era Deus de fato, de forma viva, encarnada.
Mas mais, como um ser humano perfeito, ele era o sacrifício, o cordeiro de Deus que poderia tirar o pecado do mundo. Por isso ele morreu. Ele morreu nos substituindo naquilo que seria a nossa condenação, para que nós pudéssemos receber o perdão. Então, todo aquele que nele crê, crê nisto que Deus fez na obra da redenção, recebe da vida de Deus. A sua ressurreição, ele destruiu.
A morte, o poder da morte. Aquilo que nós estávamos condenados, ele nos libertou, nos trouxe vida. Agora, não mais para vivermos segundo uma maneira de andar que a gente vivia, mas para viver uma nova realidade. A nossa redenção, a nossa salvação, precisa que nós possamos fazer alguma obra? Não.
Tudo obra de Deus. Exclusiva dele, de forma soberana, ele revela a sua graça em nosso favor. Não tem nenhum mérito nosso. Nenhuma coisa que a gente possa fazer para alcançar essa salvação. Não existe qualquer religião. A forma de pensar religiosa é semelhante. Não importa onde você está. Ou o que você esteja fazendo. Eu preciso fazer algo para agradar a Deus.
para que ele possa me aceitar. Isso é religiosidade, isso é forma de pensar natural. O que nós aprendemos é que nós temos que nos empenhar para receber algo, para ser agraciado com algo. E nós agimos da mesma maneira com Deus. E Deus mostrou e mostra para nós, através da sua palavra, que não é essa a realidade. A realidade que ele nos chama é outra.
E outra muito diferente. Por isso, se a gente vive uma vida cansada, se a gente está com peso carregando coisas que a gente não consegue se libertar, é porque ainda não entendi, não experimentei dessa graça maravilhosa que nos é apresentada por Deus.
Se a minha jornada é uma jornada onde eu me empenho, me esforço, faço tudo o possível para fazer as coisas de Deus e eu não vejo o resultado. Aí eu começo a me frustrar por causa disso, isso quer dizer, ainda não entendi. Porque Deus não nos chama para fazer serviço. A gente precisa entender isso.
A gente precisa, não é que a gente não vá fazer nada, porque viver o reino de Deus não é preguiça, não é não fazer nada. É entender como eu devo fazer. Porque provavelmente eu vou fazer as mesmas coisas, mas eu vou fazer uma outra perspectiva. Não segundo o que eu penso, não segundo o que eu acho, mas segundo o que Deus fala.
Eu preciso entender a obra de Deus, eu preciso entender a redenção, a salvação, a justificação, e entender que Ele fez de mim um novo ser. E sendo um novo ser, eu tenho que viver agora, não por obrigação, mas como expressão de gratidão por tudo que Ele fez, e por ter me capacitado para viver na sua vontade, andar na sua vontade. É sobre isso o reino de Deus.
A nossa jornada é sobre isso, é compreender essas coisas, para que a jornada não seja cansada, cansativa, para que eu não viva querendo carregar pesos que não é para carregar, para que eu não tenha medo da morte, ou seja, o que vai acontecer depois que morrer, ou o que acontece com aquelas pessoas que eu amo, que eu gosto muito, depois que eu morrer. O sermão da montanha, ou o sermão do monte,
fala muito aos nossos corações. Mas ele não é um código de ética, ou de moral, ou de ensinos, do que eu tenho que fazer, para alcançar aquilo que Deus deu. Não, não é isso. O que ele está falando ali, é de tudo aquilo que eu vou fazer, e que eu posso fazer, porque ele me capacitou para isso.
Mas eu preciso olhar em outra perspectiva, na perspectiva da graça. O que nós normalmente aceitamos e compreendemos, pode ser que alguns ainda não tenham esse entendimento, essa compreensão, que eu preciso fazer alguma coisa para a salvação. Mas para nós está claro, a salvação é pela graça.
Mas viver o reino de Deus é pela graça também. Eu não vivo de outra maneira. É nessa dependência da graça, conhecendo e compreendendo o que ele falou. É isso que a gente precisa entender. Por isso, eu queria ler com vocês, nessa perspectiva, tá? Olhando justamente que não se trata, que não é um código de ética, não é um procedimento, não é o que eu tenho que fazer para alcançar a favor de Deus.
mas eu preciso entender o que um filho de Deus, que nasceu de novo, que foi feito um novo ser, uma nova criatura, como ele deve viver? É um parâmetro daquilo que eu devo olhar e dizer assim, estou no caminho certo? O que eu estou avaliando a minha vida, nas minhas atitudes, está dentro daquilo que Deus planejou?
O que eu estou fazendo, eu posso julgar a luz da palavra e dizer assim, olha Senhor, eu errei nisso, falhei nisso, mas eu quero crescer no entendimento, no discernimento, reconhecer que a tua obra é plena na minha vida. E que eu posso fazer como o Senhor fala, não como eu desejo. Não se trata do que eu quero, mas do que tu queres. Se trata daquilo que é a obra do Senhor na minha vida, não do que eu planejo. Por isso eu queria ler o texto dessa semana que está lá em Mateus.
Mateus 5, do versículo 1 ao 12, que fala justamente, eu vou ler na nova Almeida atualizada. Mateus 5, versículo 1. Ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte, ele se assentou e seus discípulos se aproximaram dele. Então ele passou a ensiná-los, Jesus disse.
Bem-aventurado os pobres de espírito, porque deles é o reino de Deus, o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino de Deus. Bem-aventurados são vocês, quando por minha causa os insultarem e os perseguirem, e mentindo disserem todo mal contra vocês. Alegrem-se e exultem, porque é grande a sua recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que viveram antes de vocês.
que Jesus fez em todo o processo de ensino na sua vida de três anos. Ele escancarou de forma muito clara quais são as nossas expectativas como ser humano, os valores naturais. Mas ele mostrou que são os valores eternos, que ele deseja, que ele planejou e que um filho de Deus, aquele que nasce de novo, deve...
e como deve viver e pensar, e como deve agir. Os discípulos só vieram entender isso quando eles nasceram de novo.
E aí eles passaram a viver segundo esses mesmos valores. Crescendo na graça, no conhecimento, cometendo erros, cometendo falhas, que estão relatadas na Bíblia. As pisadas de bola de Pedro. Isso que, por exemplo, João Marcos fez. Então, faz parte da vida cristã a gente errar, a gente pisar na bola. Mas a gente só não pode viver da mesma maneira que aquela pessoa que não conhece a Deus.
Conhecer o Evangelho, conhecer a Palavra de Deus, conhecer o que Jesus ensinou, é que nos conduzirá naquele caminho que Ele nos chama para vivermos de maneira que o Senhor seja glorificado através das nossas vidas. Propósito de Deus, nós fomos criados para a sua glória. E nós devemos revelar a sua glória neste mundo. E revelamos a sua glória quando nós seguimos aquilo que Jesus falou.
Quer ser meu discípulo? Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Revelar Cristo, ser cartas vivas de Cristo neste mundo, implica em que em abandonarmos a maneira de pensar do mundo, as coisas deste mundo, a forma de pensar, a forma de viver, o que buscamos e as prioridades, para vivermos a prioridade daquilo que é eterno.
para que nós, nas nossas relações, revelemos Cristo. E crescemos no processo de revelar Cristo ao mundo. Quando a gente entende isto, e a gente passa a olhar as bem-aventuranças, a gente compreende que...
não é um meio para a nossa salvação, não é a forma de salvação, mas Jesus fala que, olha, os resultados, os nossos empenhos, isso não vai te levar ao reino de Deus, isso é coisa do mundo, isso é forma de pensar do mundo.
não é a nossa autossuficiência, não é o queremos reconhecimento, não é o queremos ser servido, ser o maior, segundo o pensamento do mundo, que estamos agradando, andando, até mesmo se formos religiosos. Como pessoa natural, o que a gente faz? A gente confia em nós mesmos, nós...
colocamos a nossa vida na segurança e no conforto desta vida, nós nos empenhamos por isso, isso é coisa que a gente busca, a gente busca uma imagem positiva segundo o mundo, nós buscamos ser reconhecidos e principalmente desempenho, que ele é medido pelo resultado que produzimos, isto é pensamento natural.
Mas a bem-aventurança nos ensina outra coisa, nos fala de dependência, nos fala de submeter ao que é sucesso no reino de Deus. E a felicidade, ou seja, a nossa alegria, ela está justamente no compromisso com a palavra e com os valores eternos do reino de Deus. Independente da nossa realidade neste mundo. Por isso...
Quando Jesus está ensinando, ele está contrastando com tudo aquilo que era, vamos dizer assim, o pensamento e as atitudes dos fariseus que ensinavam, que a justiça externa é o que eles baseavam, ou seja, na aparência, por isso que Jesus diversas vezes falou, vocês são como um sepulcro caiado, belo por fora, mas todo estragado por dentro.
na autossuficiência e na religião baseada em obras. Que não era só o judaísmo, até mesmo no meio do cristianismo a gente vê muito disto, ou seja...
Temos que fazer obras para agradar a Deus. Eu tenho que me empenhar. E Jesus chama para outra realidade. Quando nós falamos de pobres de espírito, porque ele fala bem-aventurados pobres de espírito, ele está falando do quê? Daquela pessoa que reconhece a sua miserabilidade, que não tem nada de bom para poder entregar para Deus. Nada. Nada, nada, nada.
no seu coração natural, não tem nada para oferecer que possa agradar a Deus, por mais que se empenhe. Isso é a total dependência, ou seja, é o reconhecer que dependemos completamente, totalmente de Deus para fazer qualquer coisa boa, segundo os valores eternos.
É na realidade a nossa declaração da nossa falência espiritual. Eu sou pobre de espírito quando eu reconheço a minha miserabilidade. Não tenho nada para oferecer a Deus, para agradar a Deus. Não posso fazer nada para mudar uma realidade. Reconheço que dependo inteiramente, totalmente, completamente de Deus. Por isso, a gente aprende a olhar...
Segundo as escrituras, a misericórdia de Deus nesta realidade. Sabendo disso, ele revelou o seu amor, revelou a sua misericórdia infinita para nos resgatar. E o reino não é resultante do que se pode fazer. É resultante do que Deus fez em nosso favor. Os que choram.
Chorar aqui não está falando daquela questão simplesmente de sentimento, de tristeza. Não, não é disso. É chorar de fato pelo pecado que nós cometemos. Pela nossa realidade pecaminosa. Pela queda do mundo e chorar especialmente por aqueles que ainda não conhecem a Deus. Não conhecem a misericórdia de Deus. Não tem experiência viva com Deus vivo.
mesmo muitos sendo religiosos. Pois o consolo que a gente recebe, a certeza, tudo, vem de Deus, provém de Deus. E o que eu preciso fazer? Aí eu começo a ter o discernimento claro, tendo essa ideia da realidade do mundo, que eu preciso ser carta viva, que eu preciso ser o bom perfume de Cristo.
que eu preciso revelar Cristo ao mundo. Porque somente eu revelando Cristo, não é falando de Cristo. Porque se eu falo, mas a minha vida não é coerente com o que eu falo, eles nunca conhecerão Deus. Por isso a santificação na nossa vida é fundamental. Porque é a única maneira de eu abandonar as obras das trevas para revelar Cristo através de tudo o que eu faço. E é a nossa jornada.
Se trata disso, de ser perseverante, independente da situação, da realidade que estamos vivendo, das dificuldades, dos problemas, eu vou olhar isso. Mas eu sempre vou olhar para o mundo e ver que o mundo carece de pessoas que revelam Cristo. E os mansos? Os mansos são aqueles que, diante desse cenário todo, se submete plenamente a Deus. Reconhece que tudo está na mão de Deus.
que o que está acontecendo, ele permite, por causa do seu plano, do seu processo, e a gente confia. Não existe o que eu posso fazer, mas o que ele está fazendo. E o que ele está fazendo, eu me submeto, para poder ser instrumento dele, para manifestar a glória. Não é que eu acho que eu preciso fazer alguma coisa, para mudar a realidade, eu confio que Deus está operando, o que eu preciso fazer, é ser luz, ser carta, ser expressão viva de Cristo, ser o bom perfume.
Crescer nisso, ajudar os irmãos a fazer isso, a conhecer cada um que confessa, que quer conhecer a Deus, ajudar nessa jornada de crescimento, de entendimento, de discernimento. Porque nós precisamos parar de pensar como as pessoas que não conhecem a Deus. Isso tudo só serve para a gente ter o entendimento.
Reconhecendo a minha miserabilidade, conhecendo a realidade do mundo, sabendo que eu sou o instrumento de Deus para revelar a glória de Deus, o amor de Deus, eu preciso me submeter e reconhecer que Ele é o único que me conduz. Por isso, ser manso é quando eu me reconheço que tudo depende dEle, da soberania dEle, do agir dEle, inclusive na minha vida, para ser o instrumento de expressão dessa graça maravilhosa.
E aí a gente fala, bem-aventurado aqueles que têm fome e sede de justiça. O que nós estamos falando aqui não é de justiça social, embora faça parte. Mas eu não estou falando de sistema de governo, mas eu estou falando que é aquele que reconhece, que tem um desejo profundo de viver a vontade de Deus.
De maneira que não é só a prática da justiça social, mas eu entendo que eu faço parte do processo, que a minha abundância, aquilo que eu tenho, que a gente vê nas diversas cartas, que voluntariamente eu reparto com aquele que está precisando. Não somente com aqueles que compartilham da mesma fé, mas com aqueles que também não compreendem a fé.
Na história, quando você lê a história de Roma, você vê justamente pessoas, historiadores que escreviam, você via que eles falam assim, olha, os cristãos não só cuidam dos seus pobres, mas cuidam também dos nossos pobres.
Isso é justiça, isso é expressar justiça, justiça de Deus ela está no fato, a gente entende, quando a gente entende, olha, a justiça de Deus se revela quando ele repartiu da sua vida conosco que nós éramos miseráveis. E essa justiça se revela em todos os aspectos da nossa vida, eu repartir o conhecimento, a experiência, a minha vida com o irmão para que ele possa crescer.
mas eu repartir também a minha abundância com quem precisa. Eu mudar as prioridades na minha vida, para que não olhando somente os meus interesses, e aquilo que é os meus objetivos pessoais, eu possa dizer, eu posso deixar de fazer isso, para ajudar este irmão, ou ajudar esta pessoa que está precisando. Isto é justiça. Isto é o que o reino de Deus nos chama para viver. Misericordiosos.
Bem-aventurados os misericordiosos. Quando eu compreendo a misericórdia de Deus, eu entendo o seu amor, a sua misericórdia revelada, como eu vou agir com as pessoas? Da mesma maneira, expressando misericórdia. É externar a misericórdia que nós conhecemos e compreendemos que faz com que a gente seja, vamos dizer assim, essa expressão viva, é a consciência plena do que Deus fez, do que Ele é.
não se trata de um aspecto de ser merecedor, mas essa misericórdia de Deus que revela através de nossas vidas, por meio do Espírito, que nos conduz nessa jornada. A gente precisa entender, eu não vou sentir, como pessoa natural, prazer em fazer a maioria dessas coisas.
É eu conhecer a verdade, é eu conhecer a vontade de Deus, é eu compreender a obra que Ele realizou, me capacitando para fazer isso que Ele me chama para viver. Crendo nisto, eu me movo nesta direção. Por isso, requer de nós o quê? Morrer para nós mesmos. Tomarmos a nossa cruz e seguirmos o exemplo de Cristo. Porque a gente sabe que a jornada de Cristo não foi fácil.
Os limpos de coração são aqueles que reconhecem a bondade de Deus e a sua justiça. E a maneira como ele agiu diante da sua oferta de amor para com o pecador. Nós agimos da mesma maneira, com integridade, com temor, revelando os frutos da regeneração.
Um coração puro diante de Deus não se trata de perfeição. Mas diante dos erros, diante das falhas dos outros, a gente concede o perdão, a gente libera perdão e não carrega mágoa, não carrega ofensa.
porque é a obra de Deus em nossas vidas. Porque imagine se Deus fosse segundo a nossa natureza humana. Onde nós estaríamos? Bom, já teria sido destruído. Porque este é o nosso desejo, com aqueles que nos ofendem e nos magoam. Pacificadores são aqueles que agem em prol da reconciliação. Buscam a reconciliação entre as pessoas. Mas mais do que isso, como Paulo fala,
Busco a reconciliação das pessoas com Deus. Como eu posso reconciliar as pessoas com Deus? Somente se eu caminhar neste processo de amadurecimento e de entendimento para ser carta viva. Para que as pessoas vejam a luz, para que se aproximem da luz. Todos vão aproximar? Não. Mas qual é o meu papel?
Semear. Semear o que? A semente. Semear a palavra de Deus. Quem vai dar o crescimento? Quem vai dar resultado? É Deus. O que eu faço como cooperador com Deus? Eu planto, eu rego e eu colho. Quem dá o crescimento é Deus. Quem transforma as pessoas é obra do Espírito Santo. Pelo testemunho que dei, pela palavra que proferi, pela maneira como eu vivi.
até mesmo diante dos meus erros, pelo perdão que eu pedi. Amém? Que a gente possa ter esse entendimento. E os perseguidos por causa da justiça? Quando a gente conhece a bem-aventurança, compreende que eu vou viver e tenho que viver segundo aquilo que é eterno, é normal, é certo que eu vou ser perseguido.
Perseguido por quem? Normalmente pelos religiosos. Como eu devo agir? Segundo tudo o que eu aprendi. Se ele precisar de ajuda, devo ajudá-lo. Se ele tiver necessidade, devo suprir. Devo liberar perdão como Jesus liberou.
Nós somos chamados para viver desta maneira. Essa é a vontade de Deus, esse é o querer de Deus. Fazendo essas coisas, nas coisas que eu faço diariamente. No meu trabalho, na empresa onde estou, na comunidade, na minha rua, na minha igreja, ou seja, na minha família. Porque igreja não é prédio, é família, assembleia, ajuntamento.
Nós somos chamados para viver dessa maneira onde a gente está. Com todas as falhas das pessoas. Inclusive as minhas. Porque eu preciso crescer para ajudá-lo. Porque ele tem Cristo tanto quanto eu. E ele é passivo de cometer os mesmos erros que eu cometo. Nós somos chamados para viver o reino de Deus desta maneira.
Que a gente precisa entender que a vida cristã, ela é fruto da graça. Tá? E não a causa da graça. Eu só vivo isso se eu depender da graça de Deus. Por isso, diante dessa realidade, eu preciso revelar o quê? Humildade permanente em todo o tempo. Eu devo sempre me colocar diante de Deus, reconhecendo a minha miserabilidade.
Eu devo expressar o arrependimento diário por não cumprir, não fazer, não viver a vontade de Deus. Confessar isso ao Senhor. Confessar isso às pessoas que eu traí. Traí a confiança. Eu preciso crescer na busca da semelhança ao Senhor, no conhecimento das Escrituras, no crescimento, para que minha fé cresça, para que eu creia e possa andar.
não preciso esperar outra coisa, porque o que virá é oposição e perseguição, isso é problema? Não, isso não pode ser surpresa para nós. Mas independente se vierem ou não, eu devo revelar os mesmos frutos e as mesmas virtudes que Cristo revelou. Eu anuncio isso que precisamos, eu anuncio a fé, a salvação, a redenção, pelas palavras que profiram.
mas muito mais pela maneira como eu vivo, como eu trato as pessoas, como eu trato as relações, seja em casa, seja no trabalho, seja na rua. Se eu estou sendo grosso ou não.
A gente só fica ofendido, a gente só fica magoado, quando a gente não entende o quanto nós magoamos a Deus e o ofendemos pelas nossas vidas. Desonramos a Deus por não obedecer e não viver a sua palavra. Mas Deus age de forma diferente? Não. Ele revela a sua misericórdia e graça em todo o tempo. O reino de Deus, ele é concedido pela graça.
A bem-aventurança descreve, no fundo, o caráter daqueles que foram transformados pela graça de Deus. Amém? Que a gente possa ter esse entendimento. Que a gente possa compreender isso e buscar conhecer o Senhor. Baixe a tua cabeça, vamos ter uma palavra de oração para a gente ir para... Senhor, obrigado por tudo.
Obrigado porque o Senhor nos chama para viver o que é eterno, os valores eternos do reino de Deus. O Senhor nos chama para andar segundo a Tua vontade, segundo o Teu coração. Abra o nosso entendimento. Desperte em nós, Senhor, um desejo ardente por querer conhecer o Senhor, conhecer as Escrituras, a Tua vontade, para que crescendo na fé nós possamos ser cartas vivas neste mundo, independente do que o outro esteja fazendo. Amém.
mas que a gente seja uma pessoa que esteja compromissada com a tua palavra, fiel a ti, que busque nesta jornada crescer, amadurecer, para poder ajudar aqueles que ainda não entenderam. Que a gente seja instrumento da tua justiça e expressão dessa graça maravilhosa no mundo, Senhor. Do teu amor, da tua bondade e da tua misericórdia. Nós oramos e agradecemos em nome de Jesus. Amém.