Episódios de Geografia em Meia Hora

Geopolítica em campo - Grupo D da Copa

06 de maio de 20261h8min
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Seja bem-vindo ao Geopolítica em Campo, o podcast dedicado a analisar o mundo através das quatro linhas.

Por aqui, geopolítica, história, cultura e atualidades são exploradas a fundo, revelando as relações de poder que movem o planeta.

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Neste episódio, os professores embarcam em uma análise profunda do Grupo D, com foco especial nos Estados Unidos e Paraguai. O debate começa questionando se os EUA ainda mantêm a hegemonia global do século XX ou se mostram sinais de declínio frente à ascensão da China e crises internas. A discussão aborda desde os vultuosos gastos militares americanos até problemas sociais como a crise do fentanil, a falta de trens de alta velocidade e a diminuição da expectativa de vida.

Em contrapartida, analisam o crescimento chinês em paridade de poder de compra e mobilidade social. O podcast também explora o futebol como ferramenta de soft power nos EUA, examinando o modelo da MLS e a chegada de estrelas como David Beckham e Lionel Messi, sem esquecer a importância histórica de Pelé. Além disso, os professores discutem a geografia dos novos estádios e o processo de gentrificação que trazem para as áreas centrais das cidades americanas, traçando um paralelo com as mudanças e a elitização nos estádios brasileiros como o Mineirão.

Por fim, abordam a polêmica sobre os lucros da FIFA na Copa do Mundo e a falta de investimento em infraestrutura local , e cruzam a fronteira para analisar o Paraguai como nação irmã e membro do Mercosul.

Bom episódio!

Assuntos6
  • Geopolítica e Economia do ParaguaiMembro do Mercosul · Ponte da Amizade · Ciudad del Este (zona franca) · Deslocamento de empresas brasileiras · Regime de máquina (impostos baixos) · Usina Hidrelétrica de Itaipu · Migração ideológica · Comunidade brasileira no Paraguai (Brasiguaios) · Mudança da estrutura fundiária no sul do Brasil · Lavagem de dinheiro do narcotráfico · Aproximação com o governo Trump · Bases militares dos EUA
  • Petrodólar e hegemonia americanaOrdem mundial monopolar vs. multipolar · Crise do mercado imobiliário · Gastos militares vultuosos · Crise do fentanil · Falta de trens de alta velocidade · Diminuição da expectativa de vida · Ascensão da China · Erosão dos processos democráticos · Desigualdade social e pobreza · Operações militares mal-sucedidas (Afeganistão, Iraque, Irã)
  • Futebol como Soft Power nos EUAMajor League Soccer (MLS) · David Beckham · Lionel Messi · Pelé · Christian Pulisic · Weston McKennie · Giovanni Reyna · Futebol feminino dos EUA
  • Gentrificação e Estádios nos EUA e BrasilUrbanismo e gentrificação · Estádios de futebol americano vs. soccer · Comunidade de torcedores · Reforma do Mineirão e Independência · Arena MRV · Racismo em estádios
  • Finanças da FIFA e Infraestrutura da CopaLucros da FIFA · Falta de investimento em infraestrutura local · MetLife Stadium · Transporte para torcedores
  • Guerra do Paraguai e seu LegadoGuerra da Tríplice Aliança · Francisco Solano López · Impacto na população paraguaia · Alteração das bitolas das ferrovias argentinas · Guerra do Chaco · Estádio Defensores del Chaco · Ditadura de Alfredo Stroessner · Futebol como ferramenta de identidade nacional
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Fala, terráqueos! Fala, terráqueas! Com as mãos amarradas neste podcast para não espancar a mesa. Sejam bem-vindos aqui, professor João Marcelo, mais uma vez aqui na área. Ouvido com você e fazendo com você. Esse podcast se dedica a analisar o planeta esférico, as quatro linhas e suas relações de poder.

É isso aí, pessoal. Com vocês o... Eu vou falar Junior Lopes. Eu cansei de falar Juninho. Com vocês o Junior Lopes. Vamos lá na Band News quando eu me apresento. É isso, Junior Lopes. Gente, hoje nós vamos para o episódio 8 do nosso podcast para falar sobre o Grupo D.

Estados Unidos, Austrália, Turquia e Paraguai, que inclusive é membro do Mercosul, então tem muita geopolítica nessa história, tá? E pra você que é assinante do nosso podcast, cara, tem uma aula incrível sobre os Estados Unidos, inclusive envolvendo as tensões atuais com o Irã. Não é isso, professor Bernardo? É isso aí, galera, terráqueas e terráqueos, como vocês estão? Tudo bem? Nosso oitavo episódio.

Isso aí, estamos vendo a criança crescer com muita saúde. Isso é o que é mais importante, estamos muito felizes aqui. Vamos falar sobre o grupo D de Donald Trump. E de crianças o professor Bernardo Mesquite. Entende muito bem, viu pessoal?

Então vamos lá, vamos pegar o nosso avião, o nosso Airbus, que está aí já para levantar o nosso voo com as suas três turbinas. Para onde? Para onde? É realmente um avião muito equipado. Ele vai de lado. É tecnologia. É tecnologia. Eu gostaria que os senhores escolhessem qual a cidade, que eu vou dar opções.

New Orleans, Nova York, Miami, Boston, Los Angeles ou São Francisco? Eu vou para outra.

Porque eu sou um adolescente. Você é do contra, cara. Eu sou adolescente da década de 90. E eu sou fã do grunge. Então nós vamos para Seattle. Seattle. Nirvana? É. Pearl Jam? É. E o senhor? Vamos para Seattle. Pois. Vamos usar a blusa de prazer. Eles vão para aí que Seattle. Eu vou fazer Nova York, meu irmão. Tudo bem, então. Vamos lá para a estátua da liberdade. Tá bom. Então vamos para Seattle. Vamos para os Estados Unidos.

Este país que realmente, senhor Bernardo Mesquita, tem uma liderança militar, econômica, tecnológica, com fortes influências no sistema financeiro internacional, é a grande potência hegemônica do século XX barra século XXI. Mas a pergunta que vamos colocar na mesa...

Agora, neste momento, antes de partirmos para as pelotas de fato, será que estamos assistindo a uma potência em declínio? Será? É uma pergunta, professor Juninho Lopes.

Pois é, olha só, quando falamos de potência em declínio, a gente tem que fazer um histórico breve aqui, embora quem curte história seja o Bernardo, mas vamos chegar ali na década de 90, logo após o contexto da Guerra Fria.

Nós temos aí alguns professores, alguns cientistas políticos falavam de uma ordem multipolar inaugurada ali na década de 90, só que hoje existe o entendimento de que a ordem na década de 90 era uma ordem monopolar, também chamada de unipolar, uma vez que existia uma forte interferência tanto cultural quanto econômica e até mesmo política dos Estados Unidos pelo mundo.

Os Estados Unidos ditaram as regras ao longo da década de 90. Se eu não me engano, em todos os conflitos da década de 90, nós tivemos uma participação direta ou indireta do exército das forças armadas americanas.

E na década de 90 também, que nós temos a propagação do modelo econômico norte-americano. Você tem a propagação do capitalismo pautado nas medidas, como nós já falamos aqui em outros episódios, nas medidas neoliberais.

No entanto, nos anos 2000, a ordem que até então era mono ou unipolar, torna-se multipolar com a ascensão de novas potências e, ao mesmo tempo, com alguns problemas econômicos nos Estados Unidos. A gente não pode esquecer da crise do mercado imobiliário ali no final da década de 2000. Por volta de 2007, 2008, nós temos uma crise no mercado imobiliário norte-americano.

E essa crise imobiliária acaba se tornando também uma crise econômica. Mais recentemente, uma participação em guerras, né? E a participação em guerras pressupõe gastos vultuosos. E estes gastos vultuosos, somados ao aumento do preço do petróleo, é claro que...

gera uma desregulação da economia. Então, será? Eu vou mandar a pergunta novamente. Será que, mediante esse breve histórico, nós estamos em um momento de crise dessa potência? Será que os Estados Unidos já não figuram como a grande potência mundial, como na década de 1990?

Olha, eu diria que sim, os Estados Unidos já não é, do ponto de vista geopolítico, essa potência de outrora. Do ponto de vista militar, é inegável que os Estados Unidos é essa grande potência até hoje. Então, foi aprovado agora um novo orçamento militar, um novo orçamento do país, e os gastos militares foram...

delimitados ali, aprovados em 440 bilhões de dólares. Então, nós estamos falando de algo inimaginável do ponto de vista dos gastos militares. E os Estados Unidos é um país que possui grandes problemas sociais. Crise do fentanil. Você não tem um sistema... Uma droga sintética, né? Exatamente. Você não tem um problema público de saúde. Você tem...

diminuição dos gastos em educação, em infraestrutura. Nos Estados Unidos, nós tivemos agora nosso querido professor Vitor Augusto na China, viajando lá de trem de grande velocidade para todo canto. E os Estados Unidos, ele praticamente não tem ou não existe trem de grande velocidade. Eu posso estar equivocado aqui, mas se tiver a malha é muito pequena. A malha é muito pequena. Nem se compara com a da China.

China. Então, existe um meme na internet, para finalizar a minha fala, não vou me alongar demais, existe um meme na internet que diz que a maior parte dos impérios da história da humanidade dura em torno de 250 anos. E os Estados Unidos estão completando 250 anos esse ano da sua independência. Então, nós estamos vendo aí um recuo desse poderio geopolítico dos Estados Unidos, mas também a gente pode ver, inclusive, uma radicalização e... e...

que eu acho que nós três aqui podemos falar que está acontecendo, porque se você tem um poder militar praticamente inesgotável, você vai mostrar as suas armas para o mundo, e isso pode radicalizar bastante e levar a um problema bem maior.

Os caros ouvintes estão entendendo que o professor Bernardo Mesquita entende muito de numerologia. Gosta muito de números cabalísticos. 24 anos, 250 anos. Eu quero que em algum momento ele faça a previsão de quando que eu vou ganhar na Mega Sena, entendeu? Eu ganhei na loteria essa semana. Você ganhou? Ganhei. 12 reais.

Deixa eu acolher um pouquinho nessa questão, porque eu vejo que existem sinais realmente evidentes de declínio, mas a gente pode entender que nós temos, em especial...

um dos grandes modelos, uma das grandes influências que os Estados Unidos exerceu no mundo é a influência da consolidação da sua democracia, da sua democracia como grande, como solidez das suas instituições. Uma das democracias, o historiador Bernardo Messias está aqui para não me deixar mentir, uma das democracias mais antigas do mundo.

E nesse momento que nós estamos vendo a erosão dos processos democráticos, das instituições. Eu e o Juninho já gravamos para o G30, analisando esse contexto do declínio desses princípios democráticos dos Estados Unidos. E a gente pode ver que essa é uma projeção...

de soft power. E isso está refletindo uma cisão, eu posso dizer até um abismo social profundo nos Estados Unidos. Eu não sei, e só o futuro vai dizer, se os Estados Unidos, as instituições, a população dos Estados Unidos, a sociedade estadunidense vai conseguir contornar essas questões.

Por quê? Do outro lado, você vê a China com uma solidez muito grande em vários aspectos, em especial no aspecto de promoção social. A desigualdade social não para de crescer nos Estados Unidos. Os níveis de pobreza estão crescendo nos Estados Unidos há muito tempo. E nós temos, inclusive, um dos principais indicadores sociais, que é utilizado inclusive no IDH,

é exatamente a expectativa de vida. E o que a gente tem visto é uma diminuição da expectativa de vida nos Estados Unidos. Por outro lado, quando você olha para a China, você vê exatamente a questão, por exemplo, que a China, em termos de paridade de poder de compra, já supera os Estados Unidos. A economia chinesa já supera dos Estados Unidos. O governo chinês promoveu, nos últimos 25 anos,

a maior mobilidade social do planeta Terra em termos absolutos. A China erradicou a extrema pobreza, o governo chinês fala inclusive em erradicação da pobreza, aí os números são um pouco confusos, mas que erradicou a extrema pobreza não tenha dúvida. Então nós estamos realmente vendo sinais muito claros, existem...

Claro, pontos que reforçam essa resiliência dos Estados Unidos, especialmente do ponto de vista militar. Mas como o Juninho colocou, é uma questão realmente importante desse declínio, quando a gente vê, por exemplo, os gastos, quando a gente vê as operações militares mal-sucedidas, o que foi o Afeganistão.

o que foi o Iraque, o que foi efetivamente, o que está sendo inclusive a operação militar no Irã. Então há muitos pontos que reforçam esse declínio. E já que estamos falando de soft power, professor Bernardo, vamos lá.

Você que tem da pelota rolando. Você que está feliz com esse sorriso no rosto do professor Bernardo Mesquita. Seu time está dando orgulho para você. Ao contrário do meu. A projeção do soft power através do futebol nos Estados Unidos é uma ferramenta importante? Não só no futebol, né, João? Mas no que a gente pode denominar como esportes americanos, né? E o futebol foi cooptado por isso. Então o modelo...

de liga de futebol, para os estadunidenses, o soccer, ele também entra na mesma lógica dos outros esportes. Então, você tem as chamadas ligas, as ligas nacionais, nos Estados Unidos a MLS, então a Major League Soccer.

Esse inglês é do Tennessee. É de Seattle. É do Tennessee, é o inglês de headneck. E aí você tem a ideia de inclusive engrandecer essa liga. Essa liga tem o mesmo formato das outras, ou seja, uma ideia de draft, uma ideia de equilíbrio entre as franquias, ou times de futebol, se vocês acharem melhor.

Não tem aquela coisa de você ter, por exemplo, um Paris Saint-Germain ou um Au-Illau, aqueles times com fundos de investimento muito grandes por trás, que vão contratar jogadores para perder de vista. Ele tem um equilíbrio entre os times. Mas você tem a chegada de algumas estrelas no decorrer do tempo. A primeira grande estrela...

que chegou na MLS e que alavancou bastante, hoje ele é dono de uma franquia, tá? É o David Beckham. Então, o Beckham, ele jogou no Manchester United durante muito tempo. Peraí, calma aí. Calma aí. Calma aí, senhor. Pelo amor de Deus. Nós que consideramos esse atleta, o atleta dos deuses, o cara que está no Olimpo, o Zeus do futebol,

Foi ele que iniciou tudo isso, o senhor Pelé no Cosmos. Como é que o senhor esqueceu disso, Bernardo Mieschke? Não, mas aqui, peraí. Pelo amor de Deus. Eu tenho uma correção, então. Você falou do Pelé, Peckenbauer também, Carlos Alberto Torres, tá certo. Mas é porque você tem um hiato, porque vem esse grande projeto ali na década, final da década de 70 e 80. Hoje ele tá sofisticado, é draft, é hiato, é um negócio que tá difícil. E aí você tem um processo ali de, vamos dizer, de declínio mesmo, de...

A coisa vai definhando. E aí agora eu trouxe a ideia do Dave Beckham, o nome do Beckham, porque você tem um novo modelo. É um novo modelo. Eu não vi isso, cara. Pelé é muito melhor. Eu tô olhando nos seus olhos. Você esqueceu do Pelé. Pelé namorou a Xuxa, cara. Falou tanto no último episódio. Quem é Vitória Beckham? Quem é Spice Girls perto da Xuxa? Falou tanto do Pelé no último episódio. Agora...

cometeu essa gafa. Perdoe-me, teleouvintes. Mas, falando então melhor, da MLS atual, você tem ali o Becker, que ele jogou muito, ele foi formado na categoria de base do Manchester United, virou um case midiático. Esse futebol que a gente conhece hoje, dos caras...

ganharem milhões de euros ou de dólares por ano, de serem garotos propaganda, isso vem muito com o Becker. Ah, Bernardo, mas você falou do Pelé lá atrás, do amarrar o cadastro lá da chuteira pra Puma. É muito diferente. Os valores, inclusive, são muito diferentes. Nós falamos no episódio passado que os jogadores da Seleção Brasileira de setembro ganham 45 mil...

reais, né? De premiação. Hoje o cara, nós tivemos agora o Hulk, o atual ídolo do seu time, do Atlético, que foi, que saiu, né? Não vou entrar no mérito disso, porque nós concordamos sobre algumas questões, né? E ele ganhava ali quase, ou dois milhões de reais por mês de salário. Então assim, um jogador hoje que ganha cem mil, ele tá ganhando pouco.

jogador de futebol profissional. Então, assim, o Beckham, ele vai trazer muito isso. Depois ele vai pro Real Madrid, naquele contexto dos galácticos. Beckham, Roberto Carlos, Ronaldo, Zitani, né? Aí depois vem o Figo, antes dele, né? Vem o Figo e tudo. E depois ele vai rodar. Ele vai pro Milan, ele vai pro PSG, e vai pro Los Angeles Galaxy.

Então ele vai pro time de Los Angeles, Hollywood. Ele e a Victoria Beckham, sua esposa, que vai dar essa maquiagem midiática pra ele, já que ela era uma Spice Girl, né? Que era um grupo, uma de música pop muito famosa na década de 90. Então ele vai alavancar ali a MLS, depois você vai ter outros nomes, né? O Schweinsteiger da...

da Alemanha, você tem o Zlatan Ibrahimovic, que também vai jogar no Galaxy. Hoje você tem o Son Yeung-min, que era do Tottenham, da Coreia do Sul, joga no Los Angeles City. O outro é T. E você tem o maior de todos os tempos. Abaixo do... Porque o Pelé... Calma. Não, eu não estou... Assim você me mata do coração. Não, não precisa. Calma. Você está agitado, calma. Ele é o maior de todos os tempos entre os seres humanos.

Porque o Pelé é de outro mundo. O Pelé não é. O Pelé é de outro mundo. Então, o Lionel Messi está no Miami, no Inter Miami, que é o time do David Beckham. Ele, Soares, e agora tinha também o Busquets e o Jordi Alba, que jogaram com ele no Barcelona.

Os três, né? O Soares, o Sérgio Busquets e o Jordi Alba, mas os dois espanhóis, o Jordi Alba e o Busquets, acabaram de aposentar. Então o Soares está jogando com o Lionel Messi na MLS, lá no Inter Miami. Deixa eu dar um detalhe sobre os estádios de futebol, que eu achei muito interessante nas minhas pesquisas aqui sobre os roteiros.

Porque como você colocou bem nesse processo de profissionalização, quer dizer, você tem inclusive grandes marcas que aderiram a todo esse mercado consumidor que cresceu muito nos Estados Unidos, como a Apple Digital, por exemplo, ou como a Apple TV, desculpe, ou como a Adidas, que agregaram muito. Mas isso mudou também a geografia dos estádios de futebol nos Estados Unidos. Eu achei muito interessante que isso mexe com o urbanismo nos Estados Unidos. Então, vamos lá.

Porque, normalmente, quando você tem o processo de gentrificação nos Estados Unidos, foi uma gentrificação... Que é a modernização dos espaços antigos, né? Isso. Isso.

Isso, nas áreas centrais. Nas áreas centrais, exato. Porque o espraiamento das cidades, espraiamento mesmo, a expansão das cidades, no sentido de deslocamento da classe média, da classe média alta, da elite econômica, ela vai para os subúrbios. As famosas casas sem muro, com aqueles gramados enormes, né? Aquilo tudo é o subúrbio. E os estádios colossais daquilo que se chama de futebol americano, muito dentro desses subúrbios.

Os novos estádios construídos especialmente para o soccer estão sendo construídos nas áreas centrais, que é o modelo da Europa, que é o modelo da América Latina. E o que isso vem provocando nas áreas centrais de várias cidades onde esses estádios estão sendo construídos, especialmente onde você tem uma concentração muito forte de latino-americanos? Um processo de gentrificação.

que é justamente a mudança do valor imobiliário em torno desses estádios, formando aquilo que se chama de comunidade de torcedores. Isso aconteceu aqui em Belo Horizonte com a construção do estádio do Atlético. Exatamente. Aconteceu no Mineirão. No Mineirão também. No Mineirão, assim, vocês estão falando dos imóveis no entorno, que é muito interessante, mas a gente tem um processo de gentrificação e aí eu vou chegar no estádio do Atlético, porque com a reforma do Mineirão e do Independência,

Você acabou com a geral

que era onde o pobre, ele tinha a sua diversão de final de semana, de pagar muito barato para assistir o time dele. E de comer um tropeiro. É o dinheirinho que ele tinha para comer um tropeiro no Mineirão e assistir o time dele. No nível do campo ali, às vezes, né, tomando copada de líquidos não muito desejáveis na cabeça. Já tomei vários. Mas ele ia de geral. Hoje, o espaço próximo do campo é muito mais caro. Então, o ingresso hoje no Mineirão, dependendo do jogo...

da importância do jogo, ele pode custar a inteira ali 120. E eu tô falando de setores medianos, não tô falando do setor top ali do Mineirão. Então, o gente ficou bastante. E aí tem um reflexo importante, Juninho e João, que é o tipo de torcedor que vai no estádio. A torcida do Atlético...

Ela é reconhecida nacionalmente por ser muito vibrante, por cantar muito, etc. E ela tem perdido isso desde quando o Mineirão foi reformado e agora com a Arena.

com a Arena MRV. Porque você tem, inclusive, João, você vai lembrar disso, houve um caso muito interessante de racismo de um torcedor do Atlético para outro torcedor do Atlético no ano passado. Dentro do estádio. O cara foi reconhecido e foi banido do estádio. Então, o que eu estou querendo dizer para você é que tem esse tipo de gentrificou absurdamente.

Você tem pessoas de classe média e classe média alta frequentando o estádio. Ah, Bernatão, você quer dizer que não tem pobre? Tem, mas ele não frequenta mais o estádio com a frequência que ele frequentava antes. Ficou redundante o tanto de frequência que eu falei aqui, mas vai ficar claro para todo mundo. Agora, um ponto interessante que você falou dos estádios que estão sendo construídos, né? E os dados mostram o seguinte, que diferentemente do que aconteceu lá em 2014...

Em 2022, nos Estados Unidos, nós não temos a construção de novos estádios, basicamente, para a Copa do Mundo atualmente. Sim. Aí você vai falar assim, tá, então os gastos estão sendo reduzidos em infraestrutura. Aí que tá, não estão sendo não. Os estádios existem, mas agora os gastos estão sendo direcionados para a segurança cibernética.

para a logística e também segurança aeroportuária. Até mesmo porque nós temos um quadro recente de tensão envolvendo os Estados Unidos. E é sempre aquele fantasma do terrorismo em território estadunidense. Sim, claro, bem colocado. Inclusive... Só fazer uma lenda, Juninho, que você falou sobre o dinheiro que deveria ir para a infraestrutura e não vai. Nós tivemos um caso agora, essa última semana, que a governadora de New Jersey...

Ela... Gostou da pronúncia, João? Eu gostei. Agora só mudou a espacialidade do seu pacto. É porque agora eu fui pra Costa Leste, né, João? Uma coisa fantástica. Ela disse o seguinte, a FIFA vai ter um faturamento de aproximadamente 11 bilhões de dólares com a Copa do Mundo e ela não está dando um dólar sequer.

para a infraestrutura de transporte dos torcedores aos estádios. E o MetLife Stadium, que é o estádio do New York Giants e do New York Jets, que é um estádio de futebol americano, que fica, mesmo os times tendo o nome de Nova, New York, ele está em Nova Jersey, o que acontece? Isso só dá para sair de carro.

E você tem que pagar ou estacionamento do lugar, do estádio, ou próximos à região. Tem rodovias, então você não pode deixar o carro no meio da rodovia com risco de ser guinchado, retirado e tal. E tem metrô, tem trem metropolitano. E o trem custa, a passagem custa 12 dólares, mas em dias de jogos ela vai custar 150 dólares. É. Em dia de jogos. Então tá esse problema FIFA. Não, não pode fazer isso. E a governadora...

corretamente, diz então, contribua com o transporte aqui, porque senão não vai dar, não vai ficar o ONU só pra mim. São 48 milhões de dólares que ela deveria gastar a mais por jogo no estádio. E vão ser, acho que cinco ou sete jogos.

Alô, você que caiu de paraquedas neste momento, nesse podcast. Meu Deus, que legal, que conteúdo bacana. Vai lá no primeiro episódio, você vai ver o Bernardo Mesquita, analisar o que é a FIFA, como que é a FIFA, esse vampirão, a dimensão do que é exatamente a Copa do Mundo, o maior evento, o mega evento, o maior evento do planeta Terra.

E não é à toa que os Estados Unidos, mesmo não sendo uma potência do futebol, abriga a Copa do Mundo pela segunda vez. Vamos lembrar que em 94 teve a Copa do Mundo. Nós somos campeões. Então, isso tudo está aí. Esse conteúdo está aí. E você que está nos acompanhando tem que fazer o quê, meu amigo? Compartilhar. Mete esse dedão aí, por favor. Não custa nada. Compartilhe o nosso conteúdo. Agora eu vou pegar o nosso avião.

Antes eu vou fazer uma correção ao senhor. Ah, de novo. Isso é vingança, hein? Isso é vingança, hein? O senhor disse que os Estados Unidos não é uma potência no futebol. Não é, não. Masculino. Porque os Estados Unidos da América, tem cinco ouros olímpicos no futebol feminino e quatro Copas do Mundo. Os Estados Unidos são tetracampeões mundiais.

No futebol feminino. Desculpa, foi um erro mesmo, mas o seu do Pelé foi maior. E uma coisa que eu quero saber também, como que está o time dos Estados Unidos de futebol? Masculino, no caso. Juninho, o time masculino, hoje ele é treinado pelo Maurício Pochettino, que é um argentino, tá? Ele já treinou alguns bons times aí, como o PSG, como o Tottenham, ele fez um bom trabalho no Tottenham da Inglaterra, e também no...

no Chelsea. Depois ele começou a desandar a coisa ali no trabalho na Europa e ele foi contratado pela seleção pela Federação Americana de Futebol. Ele tem, ele tá desde 2024, ele tem feito ali um trabalho de relativa qualidade na seleção dos Estados Unidos, virou um...

Um fanboy do presidente dos Estados Unidos, inclusive ratificando algumas decisões contra imigrantes dentro do país. Falando que o país deveria se unir e não ficar interessado nesse tipo de coisa, nesse tipo de assunto. Mas aqui os jogadores de destaque, talvez o maior... E aqui tem um episódio maravilhoso. Todo mundo aqui já deve ter visto aquele... Um programa que tem de... Você vai num negócio pra vender o...

Trato feito, lembre-me. Trato feito. Você chega lá e fala assim, eu tenho essa taça da Copa do Mundo aqui, da FIFA. Ela é de ouro maciço e ela vale 2 milhões de dólares. Pago 30 mil dólares. Trato feito. E aí tem um camarada que leva uma camisa do Chelsea.

E fala assim, ah, essa camisa é do Christian Pulisic. É o jogador aqui dos Estados Unidos, joga no Chelsea e tal. E o filho, o neto do dono da loja, de penhores, ele fala assim, ah, esse é o LeBron James do futebol, do soccer. E aí virou meme, porque o Pulisic não é estudo. É um bom jogador, mas ele não é estudo. Hoje o Pulisic não tá no Chelsea, o Pulisic joga no Milan.

que também não está isso tudo. É um dos grandes, é um dos gigantes europeus, mas o Milan está passando por um processo de reestruturação que já dura muito tempo, desde a saída do Silvio Berlusconi como dono do time. O Pulisic, ele é chamado de Capitão América, é uma referência técnica no ataque do time. De novo, ele é um bom jogador, mas não é um único. Você tem o Weston McKinney.

que joga na Juventus, da Itália também, então ali rival do Pulisic. Meio de campo, tá? Meio campo, armador, muito bom, chega na área e tudo. E por último a gente tem o Giovanni Reina. Giovanni Reina joga no Borussia Mönchengladbach, da Alemanha, e ele também é um meia, muito criativo, filho de Claudio Reina.

que é ex-jogador, ex-volante da seleção dos Estados Unidos. Então aí você tem... É bem legal porque o McKinney... São migrantes, Bernardo? O McKinney... O McKinney... Todos eles são nascidos nos Estados Unidos. Só que o Pulisic, os avós, são croatas. O Giovanni Reina, os avós dele são... É...

Tem descendência portuguesa. Então ele tem ascendência. Inclusive ele tem passaporte português também. Assim como o Policite tem croata, tem passaporte croata. Mas todos nasceram nos Estados Unidos. Certo. Perfeito. Então agora nós vamos pegar novamente o nosso Airbus.

E nós vamos cantarolar esta canção, professor Bernardo. Vamos lá, que eu já estou imaginando. Quando o senhor pegava o especial para ir para Guarapari, tomando aquele chapinho, aquele chapinho que ficava rolando o bagageiro no ônibus. Isso, junto com o professor Vitor Augusto, que adora uma praia. Já com todas na cabeça, o senhor cantava assim. Fui num baile em Assunción, capital de Paraguai, onde eu vi as paraguaias.

Vamos ao Paraguai. Vamos ao Paraguai. Com o nosso espanhol. Muito bem. Vamos ao Paraguai. Para? Para. Paraguai. Para ser. Muito bem. Vamos ao Paraguai, este país sul-americano, que é uma nação irmã.

Professor Juninho Lopes. É uma nação irmã, é um país muito integrado ao Brasil. Como é que funciona isso? O Paraguai é membro do Mercosul, né? Está no Mercosul desde a fundação do bloco, lá na década de 1990.

E nós temos uma ponte, um dos meios de contato com o Paraguai, é uma ponte que é chamada Ponte da Amizade. Fato interessante no aspecto econômico aqui, professor João Marcelo, é o seguinte, o Paraguai tem uma cidade lá que é uma zona franca, que é uma zona livre de impostos.

Isso tem que ficar muito claro, porque tem muita gente que acha que todo o Paraguai é uma zona franca, e não é todo o país. Nós temos um ponto, uma cidade, que é a Ciudad de Leste, que é acessada pelos brasileiros ali pela Ponte da Amizade. Nós já atravessamos, inclusive, essa ponte, né, João Marcelo? Sim, sim, sim. Atravessamos a pé e voltamos de moto.

É uma loucura Voltamos à adrenalina A gente faz cada coisa, não sei como é que eu estou vivo aqui Voltamos com emoção Para gravar, inclusive para gravar o funcionamento De uma zona franca Que é uma zona livre de impostos Consequentemente nós temos ali a entrada de produtos Que não são tarifados E estes produtos que não são tarifados São vendidos certamente de maneira mais De forma mais barata Agora um fato importante em termos econômicos Que vem acontecendo com o Paraguai Rápido

Nós temos o deslocamento de empresas brasileiras para o território paraguaio em busca de impostos mais baratos. Essas empresas são empresas que vão montar produtos lá no Paraguai. A gente tem até um regime no Paraguai que é chamado de regime de máquina.

Os impostos são baixos Nós temos a cobrança de 1% de imposto Então assim, enquanto a gente pega a carga tributária brasileira E compara com a carga tributária paraguaia Nós temos uma vantagem muito grande em produzir no Paraguai Nós não, os empresários que vão para lá para produzir

E isso para o nosso país é ruim, porque a gente perde a possibilidade de gerar emprego. O Brasil fica caracterizado como um país que exporta emprego, já que os empregos que poderiam ser gerados aqui estão sendo gerados lá no Paraguai. E além de impostos reduzidos, nós temos também a questão da energia.

Nós temos uma usina hidrelétrica entre o Brasil e o Paraguai, que é chamada de usina hidrelétrica de Itaipu. A energia ali pertence aos dois países. E de acordo com o contrato feito, o Paraguai consome energia e o excedente é vendido para o Brasil, basicamente, a preço de custo. E o excedente é muito grande, né gente? O Paraguai consome pouca energia proveniente de Itaipu.

E a energia, consequentemente, em território paraguaio é muito barata. Quando a gente pensa que aqui no Brasil o custo de energia é muito alto, o custo de impostos também é muito alto, torna-se viável para alguns empresários buscarem o Paraguai para produzir. E daí eles produzem no Paraguai e conseguem vender o produto no Brasil sem ser tarifado, porque, afinal de contas, Brasil e Paraguai fazem parte...

de um mesmo bloco econômico. E esse bloco econômico, que é o Mercosul, é uma zona de livre comércio. Então o comércio é livre, pessoal. O produto produzido lá é vendido aqui sem ser tarifado. E daí tem um ponto interessante. Foi até pauta de uma coluna que eu fiz para a Rádio Band News, que é a seguinte. Além da migração de empresários, que pressupõe uma migração por fator econômico, nós temos uma migração ideológica.

O Paraguai é governado há algum bom tempo pelo partido colorado.

com governos de direita. Então, as pessoas, os empresários que aqui não são simpatizantes, não são todos, mas que estão aqui no Brasil e que não são simpatizantes com o atual sistema político, com o atual tipo de governo, acabam migrando também para o Paraguai em busca dessa redução tributária, desse menor custo de produção e, claro, de uma simpatia ideológica.

Então, já que a gente está falando de migração, vou dar um detalhe aqui que talvez os nossos ouvintes não saibam. O Paraguai tem uma das maiores comunidades brasileiras do planeta Terra. Se a gente pensar o fluxo da imigração brasileira, muito direcionada para os Estados Unidos, para vários países da Europa, para o Japão.

E aí você entende que são fluxos migratórios sul-norte, fluxos migratórios onde você tem ali uma dinâmica que é a busca por renda, por trabalho, pela própria desigualdade entre esses sistemas econômicos.

Calcula-se que alguma coisa em torno de 700 mil brasileiros migraram para o Paraguai, especialmente para a faixa leste do Paraguai. São chamados de brasiguaios. E isso tem muito a ver com a mudança da estrutura fundiária no sul do Brasil, especialmente nos anos 70.

você tem um movimento de concentração fundiária, porque a terra começou a ganhar muito valor no sul do Brasil em função de uma modernização. Então, você vendendo uma pequena porção de terras no sul do Brasil, você adquire uma porção de terra muito maior no Paraguai, estando próximo do Paraná ou estando próximo de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, mas especialmente do Paraná. E aí você tem uma situação.

de uma migração muito forte de pequenos e médios produtores, que vão levar para o Paraguai a soja e especialmente a pecuária de corte e passam a controlar os brasiguaios, assim chamados, passam a ser então uma das principais forças de produção agrícola do Paraguai. Importante reforçar aí, Juninho, que essa integração que você fala é uma integração que se desenha desde o período militar.

quando a gente, a Ponte da Amizade, ela foi inaugurada em 65. E você tem a construção do principal corredor logístico do Paraguai hoje, que é a BR-277, que articula justamente a cidade de Assunção, capital do Paraguai, com o porto de Paranaguá, no estado do Paraná. E aí você tem esse corredor, que é justamente o trânsito portuário paraguaio, e o Brasil fez toda essa operação.

tanto de integração rodoviária e portuária, como de integração energética, você falou de Itaipu, mirando justamente uma expansão de influência sobre o Paraguai, trazendo o Paraguai para a órbita de influência do Brasil, para a redução da influência da Argentina. Lembrando, sempre lembrando isso, que o Paraguai é um país mediterrâneo.

Não estou dizendo aqui, tome cuidado, que o Paraguai está na orla do mar Mediterrâneo. Não, quando a gente fala que é um país Mediterrâneo, é entreterras. Então, o Paraguai não tendo saída para o mar, tem um estrangulamento econômico, por assim dizer. E durante muito tempo...

A exportação, o corredor logístico de exportação ou de contato com o mercado externo foi a navegação no Rio do Prata. E aí a Argentina exercendo, na maior parte desse tempo, uma influência mais significativa. E o Brasil, com todas essas obras, amplia sua influência e rouba boa parte dessa influência da Argentina. Agora, professor Bernardo Mesquita.

O senhor que está aí atentamente ouvindo. Ouvindo, claro. A gente está aqui agora, eu vou te falar. O senhor, uma pergunta assim, que eu acho que é uma pergunta desafiadora, tá? Desculpe, eu vou fazer essa pergunta. Claro, claro. Você acha que a Guerra do Paraguai interferiu no desenvolvimento do Paraguai? Sabia que ia vir. A gente tem a Guerra da Tríplice Aliança, que é o nome dado pelos Paraguais, pela historiografia paraguaia.

Ou Guerra do Paraguai, que é o nome dado aqui na historiografia brasileira, né? Ela vai acontecer de 1864 até 1870 e é o maior conflito. Até hoje é o maior conflito armado da América do Sul.

Então, você tem ali a junção do Brasil, do Império Brasileiro, da República Argentina e da República Uruguaia contra o Paraguai, o ditador Solano Lopes, tudo ligado a uma ideia, inclusive, né, João, de que o Paraguai passava por um processo de desenvolvimento econômico, e sim, estava passando, mas não é nada...

Vamos aqui colocar os pingos nos isas. Porque tem historiador ou pseudo-historiador aqui no Brasil que diz o seguinte, que o Paraguai vivia praticamente na idade da pedra e aí estava ali começando a fazer casa de barro. Não é assim também.

Mas o Paraguai era um país extremamente pobre, é ainda um dos países mais pobres da América do Sul, mas ele estava passando por um processo de organização política pautada numa ditadura, numa ditadura militar do Francisco Solano Lopes, que tinha iniciado com o pai dele.

E o Solano Lopes tinha ali um problema muito grave no seu desenvolvimento, que era financiado, Junim, por capital estadunidense. E aí o que acontece? Você tem uma organização das Forças Armadas, uma certa organização ali, tudo econômica também, está fazendo um processo de crescimento econômico, de desenvolvimento.

E o Brasil, ele influencia muito a política na bacia do Rio da Prata, que é muito importante, principalmente por questão de fronteiriça. Isso é histórico também, né? Fronteira Sul do Brasil. Então o Brasil exerce uma influência, interfere em eleições na Argentina e no Uruguai. Solano Lopes declara guerra ao Brasil. E aí depois a Argentina e o Uruguai entram ao lado do Brasil e aí vem a carnificina.

porque o Brasil entra com aproximadamente 100 mil soldados, em detrimento dos 18 mil da Argentina e dos 5 mil uruguais. E depois vira a guerra de vingança, quando o Conde D'Ele substitui o genro do Dom Pedro II, ele substitui o Duque de Caxias, que já tinha invadido a Assunção, e falava, meu serviço aqui acabou.

E o Conde D'Eau começa a perseguir o Solano Lopes, de todas as formas, e o Solano Lopes também coloca crianças para atrasar os brasileiros e tudo. E aí você tem um processo em que aproximadamente 90%...

pode ser números para baixo ou para cima, 90% da população masculina economicamente ativa do Paraguai foi morta. É um desastre isso. É um desastre humanitário. Como que você reconstruiu o país? Não tem jeito. Não tem jeito. A mão de obra foi morta. Exatamente. Isso assustou tanto, inclusive, a Argentina...

que eles vão alterar as bitolas das ferrovias argentinas com medo de uma invasão brasileira, porque compartilhava, né? Os trilhos, os trilhos, né? Exatamente, os trilhos com as bitolas das ferrovias, eles vão alterar sem avisar o Brasil, porque se tivesse... Para que o Brasil não entrasse. Para que o Brasil não entrasse, de tão assustado que eles ficaram com a situação.

E isso tem traumas até hoje. São feridas que não cicatrizaram até hoje. Então você tem... O Paraguai vai ter conflitos com a Bolívia, no Chaco, a Guerra do Chaco. Tanto que você tem o principal estádio, o Defensores do Chaco, em Assunção. Mas assim, respondendo a sua pergunta, o Paraguai não estava realizando uma revolução industrial aos moldes de nível de competição com a Inglaterra.

mas também não era um país na idade das pedras, na idade da pedra como alguns historiadores aqui no Brasil tripudiam e falam é interessante a gente perceber como é que a história se confunde também com a história do futebol, é por isso que a gente está aqui a geopolítica se confunde com o futebol porque nós tivemos a histórica ditadura do senhor Alfredo Stroessner onde que ele está?

estava, está coçando a cabeça do capitão, mas na labareda profunda mesmo. E ele, Stroessner, utilizou o futebol, assim como o Médici aqui no Brasil, utilizou o futebol como uma ferramenta ali de identidade nacional, de propaganda da eficiência. Só que o Stroessner estava muito ligado à elite econômica paraguaia.

A elite econômica paraguaia tem um clube de coração, que inclusive foi derrotado pelo Clube Atlético Mineiro, na histórica final da Libertadores de 2013, que é o Olímpia, que é justamente um clube oposto ao clube das massas do povo, que é o Serro Portém. Como que é importante a gente ver essa divisão. Senhor Bernardo Mesquita, me fale mais sobre a seleção paraguaia. Prognósticos.

Albiroha Albiroha branco e vermelho então é a seleção a seleção, perdão a seleção paraguaia eu ia falar equatoriana porque eu ia falar do Gustavo Alfaro Gustavo Alfaro que é o treinador da seleção paraguaia e eu ia falar equatoriana porque ele treinou a seleção do Equador e levou o Equador para a Copa de 2022BYBY

ele era o treinador da Seleção do Equador, treinou a Costa Rica, se eu não estou enganado, na Copa de 2014 e também em 2018, as duas Copas que a Costa Rica foi da última vez, e o Alfaro ele vai resgatar.

essa confiança do Paraguai, que estava sem ir para uma Copa do Mundo desde 2010. Então a última foi em 2010 na África do Sul. Foi o melhor resultado, não foi? Foi o melhor resultado. Quarta de final. Foi eliminado pela Espanha. Pela Espanha. E tem uma curiosidade sobre isso, porque em 98...

que a seleção paraguaia tinha uma linha de zaga, que era uma coisa maravilhosa. Um cara chamado Gamarra, que ele saiu da Copa, o Paraguai foi eliminado nas oitavas pela França, que foi campeã. Em 2010 foi eliminado pela Espanha, que foi campeã. Entendeu? E esse ano vai ser eliminado pelo Brasil, que vai ser campeão.

Previsões. Previsões. Previsões, Roger. E aí, o Gamarra, ele saiu da Copa do Mundo sem fazer... Zagueiro. Sem fazer uma falta sequer. Eu não tô falando de cartão amarelo, não. Ele não fez falta. Ele tava no banco? Não. Titularíssimo. Só não era o capitão, porque o capitão era o Chilabé. Igual o Nadar na Copa de 70. É. Ele fez uma falta. Não foi uma falta. Não tava no banco o tempo todo. Não, não. Ele jogou todos os jogos e nas oitavas marcou...

a seleção, né, os atacantes da seleção francesa, que eram incríveis na época, né, o jovem Thierry Henry por exemplo, mas hoje a gente tem aqui como destaque, tá João o Miguel, eu trouxe três de cada, mas no Paraguai vou colocar mais um. Você não vai falar que o Júnior Alonso é destaque senão eu vou sair dessa mesa de podcast agora. Não, não vai o Miguel Almiron o Almiron fez

Jogou muito tempo na Inglaterra, estava no Newcastle há um tempo atrás, foi para a Arábia e agora está no Atlanta United dos Estados Unidos, na MLS. Ele é experiente, muito experiente, muito veloz, é um atacante de ponta. Você tem o Júlio Enciso, que está no Estrasburgo.

É muito legal o nome do Strasburgo, que chama Associação de Futebol Strasburgo de Alsácia. Porque Strasburgo está na Alsácia-Lorena, né? Ele jogou na Alsácia-Lorena. Então, para entender. E é muito legal porque Strasburg é um nome muito alemão, né? Então, é muito interessante. E o Strasburgo, ele jogou um tempo na Premier League, tá? Mas está lá na França agora. Diego Gomes, que está no Brighton.

meio campista, Brighton é um time da Premier League, da Inglaterra meio campista também, então é bem tem a confiança do treinador, e o último que eu queria colocar é o Gustavo Gomes, zagueiro que tá há anos aqui no Palmeiras é o capitão do time do Palmeiras, multicampeão

Então ele é um ótimo zagueiro, a gente pode falar o que for dele, quase quebrou a perna do jogador do Cruzeiro ano passado, nem tomou o cartão amarelo, mas é um baita jogador, um baita zagueiro, artilheiro, um zagueiro artilheiro, inclusive já fez mais de 46 gols na carreira, sendo zagueiro. Então ele é muito bom, muito bom zagueiro. Então o Gustavo Gomes também é um destaque.

Professor Bernardo Mesquita, então agora nós vamos pegar novamente o nosso moinho. João, eu queria fazer uma observação em relação ao que acontece. Vamos lá, vamos voltar. Eu já estava subindo a escadinha. Mais um fato que chamou atenção nessas pesquisas aqui.

É a possibilidade de lavagem de dinheiro do narcotráfico nos times de primeira divisão do futebol paraguaio. A gente não pode esquecer que existe uma rota do narcotráfico muito importante que fica ali no Mato Grosso do Sul. De um lado tem uma cidade lá que é Pedro Juan Cabaleiro.

O PCC na alta. Exato. Não só o PCC. O Comando Vermelho também. É uma área de disputa. Inclusive, na quarta-feira do dia 28, o seu programa no Instagram, sua live no Instagram foi sobre Comando Vermelho e PCC.

Mas é uma rota do narcotráfico, de um lado tem uma cidade chamada Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, do outro lado, Juan Pablo Cabaleiro. E daí a droga sai dessa região, ela tem sua origem na área andina, através do Mato Grosso do Sul para chegar até o Porto de Santos. E esse dinheiro tudo indica, há indícios de que o dinheiro do narcotráfico é lavado em times de primeira divisão do futebol paraguaio. E é muito dinheiro.

E agora eu posso fazer outro adendo? Antes de subir a escada eu posso. Então beleza. Sobre o Paraguai também, você tem uma aproximação fortíssima do presidente atual, Santiago Penha, ao governo Donald Trump, ao governo dos Estados Unidos. Santiago Penha que é do partido colorado, é de direita. Ele não tem feito acenos ao governo Trump, não. Ele tem abraçado o governo Trump, permitindo inclusive uma mudança na Constituição. O país onde os Estados Unidos vão instalar bases militares.

no Paraguai e os funcionários, soldados, não precisam de autorização do Paraguai para dirigir, não precisam respeitar a legislação paraguaia. Eles estão submetidos, o que lembra, inclusive, os tratados de paz, amizade e comércio de 1810, aqui no período joanino, tá? Relembra muito porque os soldados e funcionários dos Estados Unidos nessas bases estão submetidos à legislação estadunidense.

E além disso, sobre Itaipu, em 2024 acabou o acordo, né? Então o Paraguai pode vender o excedente dele para quem quiser. Certo. E o Brasil quer comprar, o Paraguai quer preço de mercado, o Brasil quer negociar. Mais ou menos o preço de custo, né? Isso, mas não chegou a um acordo ainda, porque teve um caso de espionagem da ABIN a funcionários do alto escalão do governo paraguaio.

E aí não chegou um acordo sobre isso. E as big techs americanas estão em cima do governo paraguaio para instalar data centers no Paraguai e utilizar água para resfriamento desses data centers. Já que os dois fizeram adentro, eu vou fazer o meu então. E eu vou dar um furo de reportagem. Eu vou dar um furo de reportagem.

Eu tenho a informação Quais são os motivos Do senhor Ronaldinho Gaúcho E seu irmão terem sido presos No Paraguai Eu tenho a informação Suspense, por favor Suspense Bateu na mesa Suspense, olha só A informação segura De fontes seguras

É que Assis e o seu irmão falsificaram o documento do Paraguai para serem presos e ganharem o campeonato.

Na penitenciária, que é o título que faltava a Ronaldinho Galo. E ele ganhou. E tenho dito. É isso, ele ganhou. Desse modo, nós vamos pegar o avião. Agora nós vamos subir a escadinha. E vamos subir a escadinha, vamos para a Austrália. Eu vou dar enquetes. Nós vamos ter primeira classe? Enquetes. Enquetes. Nós vamos ter um jet lag desgramado. Vamos ficar dentro desse avião mais muito tempo.

Mas, enquetes, os senhores associariam... Vão pelo Pacífico que dá mais seguro. Não vão passar ali, porra. Vai, Diogo. Não, não. Não, não. Não, não. Não, não. A gente sai, vai pro Chile que usa o Pacífico. É isso. Um oceano bem da paz. Muito bem. Olha só. Você associa Austrália a... Letra A, canguru. Sim. Letra B, todos os animais peçonhentes e perigosos do universo. Letra C, picanha. Pode ser.

Letra D. Carvão mineral. Carvão mineral. Qual é a imagem mais forte que vem à sua cabeça, professor Júlio Lopes, quando você pensa em Austrália? Cara, acho que o Outback.

Mas o Outback território ou restaurante? Essa foi a melhor de todas. Gente, ele almoçou, viu? Ele almoçou. O Outback, patrocina nós aí, bicho. Eu fiquei em dúvida nos dois. O Outback restaurante é americano, né? Eu particularmente associo mais a Austrália à picanha. Foi a melhor picanha que eu já comi na minha vida. Picanha australiana.

Você não é patriota, João Marcelo. É, olha. Não é patriota. É a vida. Que isso. É, é a vida. Mas assim, vamos falar sério, né? Vamos falar sério. Trazendo então, Fio Sojuninho, você que está aí falando de Outback, o senhor que entende muito de Austrália. Austrália é uma potência mineral e é uma potência energética, né? É curioso.

Porque as pessoas não sabem muito bem como é que funciona as bases da economia australiana. Então, tem uma questão, a gente fica achando que é feio exportar commodities, né? A gente fica falando isso do Brasil. Ah, o Brasil é um grande exportador de commodities. E daí a gente acaba nos colocando em uma...

posição de inferioridade. Eu costumo falar o seguinte, não é feio exportar commodities. O feio é exportar somente commodities. Ou então não saber cobrar por essas commodities. A gente sabe que o preço das commodities são definidos em bolsas de valores. Mas você pode tentar baratear o processo logístico e de exploração do recurso. E além disso, cobrar os famosos...

royalties, pelas empresas que exploram o recurso ou os recursos no seu território. E a Austrália faz muito bem isso. A Austrália é uma grande exportadora de minério de ferro para a China. A China consome uma grande quantidade de minério de ferro, é uma potência industrial, precisa de muita matéria-prima.

E existe uma questão de proximidade física, é uma questão de bom senso também, né? Nós temos a China, temos a Austrália, tem uma proximidade, uma certa proximidade física. A Austrália cobra bem por esses royalties de empresas que exploram os recursos minerais em seu território e vende uma quantidade gigantesca de minério de ferro.

para a China. Além disso, nós temos também reservas de carvão, certo? E essas reservas de carvão, a gente sabe que a principal fonte energética do planeta Terra não é mais o carvão. O carvão deixou, o carvão mineral, viu gente, né? Carvão churrasco, não. O carvão mineral deixou de ser a principal fonte energética do planeta ali por volta de 1950, 1960, quando o petróleo se tornou a principal fonte energética

do planeta, mas a China ou melhor, a Austrália ainda é uma grande exportadora deste recurso também, tá? Olha só, tudo que você está falando da relação com a China é muito importante porque é um paradoxo, né? Há um paradoxo porque há uma tensão crescente entre o governo australiano

E o governo chinês, e essa tensão vem se acumulando, e o paradoxo é, a Austrália é o principal parceiro comercial, o principal parceiro comercial da Austrália é a China, em termos de compra de commodities. Hoje é até difícil buscar um país que não tenha o principal parceiro comercial. Especialmente falando de commodities. É de commodities. O Paraguai não reconhece a República Popular da China como membro da ONU. Isso. Taiwan. É a ONU da América.

Da América. Interessante isso. E aí você vê que essa tensão, como é que se justifica que o governo australiano, tendo seu principal cliente, seu principal comprador, entre em tensão com ele? E aí a questão de motivos alegados pela segurança nacional da Austrália, e justamente a questão da tecnologia 5G, a Austrália foi a primeira a banir a Huawei e a rede 5G.

do seu território, outros países fizeram esse movimento, né? E o governo citou ali os riscos de espionagem, e isso, claro, que foi visto por Pequim com péssimos olhos. Porque são empresas, que fique claro, são empresas chinesas. São empresas chinesas. Durante a pandemia, a Austrália liderou um pedido de investigação independente sobre a origem do vírus.

A ideia de que a China, e aí a China responde a isso com sanções comerciais, especialmente em vinho, vinho australiano também é bom, cevada e carne, é isso, Bernardo Mesquita? É isso aí. Então, basicamente você tem ali uma pressão comercial de Pequim, você tem ali uma pressão tecnológica da Austrália, não aceitando infraestruturas tecnológicas chinesas.

E claro, você tem claramente ali uma expansão da influência chinesa no Mar do Sul, o Mar Meridional. E ali, esse Mar Meridional e nações insulares, vizinhas da Austrália, como por exemplo as Ilhas Salomão, é visto ali por Camberra como uma ameaça direta à sua zona de influência no Pacífico Sul. Por isso mesmo...

que a Austrália, junto com o Reino Unido e Estados Unidos, formaram uma aliança militar, a AUKUS. E é justamente isso que é onde você tem as bases desse acordo, elas respondem justamente a uma ideia de parcerias.

na área de submarinos nucleares, na área de bases militares conjuntas, de operações militares conjuntas. Então, realmente, ali você tem um grande paradoxo nessa questão. Olha só, Juninho, eu vou passar a bola para o nosso querido Bernardo Mesquita.

Porque senão a gente adora Austrália, né? Sim. Inclusive você lembra australiano, né? Ah, sim. Você acha que tem um período australiano? Crocodil dante. Crocodil dante. Parejo mais. Colocar uma bota de cor de jacaré é a mesma coisa. Exatamente. Então o senhor vai me explicar o seguinte. A Austrália estava na Federação de Futebol da Oceania. Exato. E ela mudou.

Sim. Ela foi pra Ásia. Sim. E aí? Tava fácil demais. Aí mudaram, justamente. Foi essa a alegação. Saíram da Oceania pra ir pra Ásia pra melhorar o nível técnico da própria seleção. Pra ir pra um processo, uma confederação onde você tinha seleções com poder técnico melhor, pra competir melhor, né? Teve uma eliminatória em que a Austrália ganhou de 31 a 0.

De Samoa, né? De Samoa americana. 31 a 0. Então os caras viram aqui e falaram, a gente vai classificar para todas as Copas do mundo possíveis. Ok. Mas a gente não vai passar da primeira fase. Nunca. Porque o nível técnico é baixíssimo. Então eles conseguiram, foram para a Ásia, continuam se classificando, porque tem sim investido no futebol e melhorado o nível técnico da seleção australiana.

E, assim, estão lá na Ásia agora jogando as competições da Confederação Asiática. E o senhor tem o quê para falar sobre o futebol? Porque, olha, a Austrália tem como principais esportes o rugby.

O críquete, o críquete, o senhor entende tudo de críquete, mas me fale sobre o futebol australiano. Se o senhor versar aqui sobre o futebol australiano, aquele PVC tem que perder o cargo dele. Vamos ser honestos, né? Austrália é muito longe.

Tem uma curiosidade sobre o campeonato australiano Tem uma curiosidade? Uns anos atrás, antes de se aposentar Alessandro Del Piero, ídolo da Juventus campeão do mundo pela Itália de 2006 jogou campeonato australiano algumas temporadas da Liga Australiana o time, agora não sei se é o time de Sydney, mas ele jogou umas duas ou três temporadas no campeonato australiano e...

Entendeu? Antes de se aposentar. Então o Alessandro Del Piero deu essa graça. Podia ter vindo pro Cruzeiro. Azul, Azura, mas preferiu ir pra Austrália. Não é possível, né? Gostava muito de picanha. Pois é. Tem lógica. Mas o futebol... Eu queria conhecer Sidney.

A Austrália, ela é uma seleção que, como eu disse, ela tem conseguido participar aqui de algumas Copas do Mundo atualmente. Então aqui, João, você tem a Austrália, participou de sete Copas do Mundo. Então, de 74 foi a primeira, depois teve um hiato aí que voltou em 2006, saiu nas oitavas de final. E aí, depois vem todas. E aí, em 2022, a última também saiu nas oitavas e agora ela vai vir para a sua sétima Copa do Mundo.

Nesse grupo, inclusive, os Estados Unidos é o cabeça de chave e é o que mais participou de Copa do Mundo. Os Estados Unidos, ele participou de, com essa agora de 2026, vai ser a 12ª Copa do Mundo. E o melhor resultado é a de 30. A primeira que ele ficou em terceiro lugar.

Então, depois vem o Paraguai, com nove, contando essa, e por último a Turquia, com só três Copas do Mundo. E uma delas já ficou em terceiro lugar. Mas sobre a Austrália, a Austrália é treinada pelo... São os soceros, são chamados de soceros. Lá se chama de soquer também, viu?

E ela tá apostando na continuidade de um estilo de jogo bem bacana. E esse cara, o treinador é o Tony Popovich. Ele é australiano mesmo, ele é ex-zagueiro da seleção australiana. E ele implementa ali um estilo de jogo bem mais moderno do que era jogado pelos australianos anteriormente.

Os destaques, eu vou colocar três aqui. Tem o Matthew Ryan, do Levante, goleiro e capitão, tá? Da seleção australiana. Você tem o Harry Soltar. Ele é do Leicester. Esse aqui não tá muito feliz, não. Porque o Leicester, ele era da primeira divisão, caiu pra segunda divisão. E nessa última temporada, ele caiu pra terceira divisão.

O Leicester O Leicester que foi o time Que fez uma mágica Na temporada 2016 Que foi campeão da Premier League Um time incrível, incrível mesmo Foi o último Fora do Big Six

o que eles chamam de Big Six lá na Inglaterra, ele foi o único campeão. Entendeu? Assim, nos últimos anos aí. Já vai para 10 anos. Isso é bem interessante. E, por último, nós temos o Nestori Irancunda. Tem um nome muito australiano. Sim, claro. Irancunda, realmente. Opa! Ali deve ser de Camberra. E foi muito legal, porque agora teve um amistoso na data FIFA, ele fez o gol.

Ele fez um gol da seleção australiana e imitou o Michael Jackson. Com a luvinha e tudo. Já gostei. Com a luvinha e tudo. Muito bem. E ele é um ponta, tá? É um ponta muito rápido, muito explosivo. O cara com muita força física. E ele joga no Watford, da Inglaterra também. O Watford está na Championship, que é a segunda divisão. E o Watford, que é o time do nosso querido e amado Elton John, que inclusive já foi presidente do Watford.

Que legal. Olha só, nós estamos aqui pegando nosso avião e vamos sobrevoar a Turquia. Por que que eu digo que é um sobrevoa a Turquia? Isso. Porque nós, meus queridos teleouvintes,

Nós já fizemos a análise da Turquia exatamente no episódio, se você não ouviu, se você não assistiu, é o episódio onde a gente fala sobre a repescagem europeia. Analisamos essa esquizofrenia geográfica entre Europa e Ásia, como é que a Turquia é um importante corredor energético.

Professor Bernardo Vesquita desfilou seus conhecimentos futebolísticos, falando sobre Fenerbahçe, Galatasaray. Ficou feliz ao falarmos de Alex, um dos ídolos do time dos dois, né? Porque aqui a bancada tem um alvinegro.

e dois azuis. Então, é isso. Nós já falamos da Turquia e assim nós vamos encerrar mais um episódio do Geopolítica em Campo. Não é isso, meus queridos? Convidando sempre vocês a compartilhar o nosso conteúdo pelo amor de Deus. Existe muita pesquisa envolvida. A gente está muito feliz, inclusive, com a recepção do podcast, muitos comentários positivos.

Muita gente no privado também, lá no arroba Terra Negra Brasil. Pessoas importantes acompanhando o nosso podcast também. Pessoas importantes, jornalistas esportivos. Jornalistas importantes. Muito honrado, inclusive, com tudo isso. Você, comente, deixe seu comentário aí. Se você não gosta da minha careca, faleceu. Não tem problema com carecofobia. Pode criticar minha careca.

Não tem problema, mas deixe o seu comentário, compartilhe o conteúdo e nós, eu já estou instituindo isso aqui, tá? No final, porque aqui é uma ditadura, Rogério.

A olhar dos dois aqui pra mim. É uma ditadura. Que nós vamos fazer uma pequena sessãozinha, uma sessãozinha curtinha, lendo os melhores comentários que tiver no episódio anterior. Legal, legal, legal. Faça aí os seus comentários que a gente vai ler aqui, vai mandar beijinho, vai mandar coração. E pode, e a gente fala tanto de Copa da África do Sul, que a gente gosta, eu particularmente gosto muito das vovuzelas, do barulho das vovuzelas.

Meu querido, a Vuvuzela é uma corneta, então pode cornetar também, não tem problema. Exato. A gente não vive só de elogios, né? Até porque toda unanimidade é burra, como dizia Nelson Rodrigues. Certinho. Olha aí a nossa produtora Diana. Nossa produtora, vai começar agora. Eu vou escolher um. É a ditadura da Diana, tá achando que é do João. É.

Ah, tá, tá, tá. Vamos lá. Esse é o episódio? O que episódio, Diana? Esse aqui? Esse aqui é o oito. Esse aí que tá dos recados. Esse é um compilado de comentários. Diana fez um compilado. Olha só, eu vou comentar aqui.

Comentário da Ruana Araújo. Ruana Araújo. Me senti pessoalmente atacada com os comentários sobre o curling. KKKKK. Mesmo quando não tem competições, eu procuro vídeos.

Professor Bernardo Mesquita, o senhor encontrou uma alma que gosta de curling aqui no Brasil para acompanhar de perto as partidas com o senhor, viu? Eu convoquei os amantes de curling. Muito bem, Ruana. É só fazer um grupo de WhatsApp. Duas pessoas. Duas pessoas. Tem muita gente. Tem muita gente. Faz um grupo para compartilhar as partidas. Se aparecer alguém que gosta de cricket, vai botar um grupo com o Juninho.

Vamos lá. Aqui, olha. Vamos pegar o do Silas Lima. Impressiona-me muito o quanto aprendo de uma conversa dessa. Muito obrigado pelo trabalho de vocês. Olha só. Silas, a gente que agradece por você estar nos acompanhando. Espero que esteja também.

Compartilhando, eu vou aproveitar aqui para já fazer um merchan que é o seguinte. Para quem tem interesse sobre geopolítica de verdade, nós temos um curso lá no terranegra.online, que é o Geopolítica e Atualidades, que a gente atualiza, porque é e atualidades, né? A gente atualiza semanalmente, explicando todos os conflitos, todas as tensões e todas as questões econômicas que são pertinentes aos vestibulares e também pertinentes para os entusiastas.

de uma informação de qualidade. Beleza? Vou passar aqui agora para o professor Bernardo Mesquita. Por favor, Bernardo, leia um comentário bom para a gente. Vamos lá. Vamos lá.

Vamos ver aqui o comentário. Não tô brincando, pode ler um ruim também, né? Pode ler? Pode. Aqui, vamos ver então. Olha só, vamos lá, vamos lá, vamos lá. Amandinha, Amandinha colocou aqui, ó. Eu tô amando essa série e espero que continue mesmo depois da Copa.

Ô Mandinha, muito obrigado. A gente vai continuar, a não ser que nós nos tornemos galácticos e aí vem Real Madrid, Barcelona, nos contrate. A gente vai pra Europa, cada um pra um time, né? Pra gente poder ganhar milhões de euros por temporada.

O senhor tem que ter compromisso com a identidade. Não, eu tenho compromisso. Lealdade, coisa rara no futebol. É isso aí. Muito obrigado, Mandinha. Valeu mesmo, viu? A gente vai continuar com essa série depois da Copa. Tem muito assunto de geopolítica. Muito, muito. E não só de futebol, tá, gente? Nos esportes em geral. Olha ele querendo introduzir um quadro de curling aqui dentro deste podcast.

Copa do Monte Cândido. Eu venho de calça, xadrez, gente, a bola de granito tem o peso tal. Meu Deus do céu. Oh my God. E assim nós vamos encerrando mais um Geopolítica em Campo. Prazer enorme estar com vocês aqui. É isso aí, né, pessoal? Na próxima semana, a gente continua com o Grupo

é da Copa do Mundo. Certo, e para os nossos assinantes já tem material disponível para vocês, a gente faz todo um resumo das notícias mais relevantes dos times que nós trabalhamos, as seleções, os países que nós trabalhamos aqui no podcast. Não deixem de acessar, que é um material produzido com muito carinho, com muito esmero.

É isso aí, galera. Muito obrigado. Mais um episódio. Grupo D fechado pra conta. Vamos pro grupo E, o nosso próximo grupo. Tamo junto. Muito obrigado, gente. Até mais. Tchau, pessoal. Até mais.