Episódios de DEU ÁGUA PODCAST

DEU ÁGUA PODCAST #7 - DISNEYLAND!

06 de maio de 20261h20min
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VENHA ASSISTIR A COMPETIÇÃO AO VIVO: https://linktr.ee/deuaguapodcastAPOIADORES: Mexa Bem -   / mexabem  Floresta -   / floresta_atelieherbal  APOIE O DEU ÁGUA PODCAST: https://apoia.se/deuaguapodcastREDES SOCIAS DOS APRESENTADORES: JP Fernandes -   / oijpfernandes   Dover Jr -   / dover.jr  REDES SOCIAS DO "DEU ÁGUA PODCAST" Instagram:   / deuaguapodcast  Tiktok - https://www.tiktok.com/@deuaguapodcas...Youtube:    / @deuÁguapodcast   Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?...SOBRE O PODCAST: Apresentado por JP Fernandes e Dover JrO podcast “Deu Água Podcast” é o Podcast do stand-up BrasileiroTrazendo uma competição de comédia com os novos comediantes da cena Sempre com temas polêmicos, piadas ácidas e engraçadas.

Assuntos6
  • Stand-up ComedyRegras e formato da competição · Apresentação de novos comediantes · Votação do público e jurados · Dificuldades e desafios da carreira de comediante · Estilos de humor (storytelling, on-liner)
  • Comédia de Silvio RomeroDificuldade em falar com mulheres · Experiências em festas e carnaval · Comparação com Murilo Couto · Carreira de comediante em São Paulo vs. Pará · Piadas sobre a vida no Pará · Piadas sobre avó e família · Piadas sobre capas de crochê
  • Caso Debra MilkeChegada em São Paulo vindo do Nordeste · Opinião sobre São Paulo (Sé, metrô, aluguel) · Experiências na Rua Augusta e karaokê · Piadas sobre ansiedade e paulistanos fumantes · Piadas sobre cigarro e isqueiro · Piadas sobre o Nordeste e xenofobia · Piadas sobre trabalho em São Paulo (IA, cartório) · Livro 'Mais Uma Música Urbana'
  • Indústria da ComédiaPiadas sobre calvície · Comparação com figuras públicas (Gandhi) · Experiências com carro e blitz · Criação de uma religião da maconha · Experiência com maconha e bong · Interação com policial em blitz · Piadas sobre poliglota e sexo
  • Carreira de comédia de Victor SarroProblemas com celular e spam · Dificuldades em flertar e relacionamentos · Piadas sobre voz grave e dublagem · Experiência como dublador (Sensei Lost Canvas) · Planos para o futuro na comédia · Comédia como terapia
  • Humor e ComédiaTimidez e primeiras experiências sexuais · Associação entre sexo e drogas · Piadas sobre Michael Jackson e Elvis · Piadas sobre divórcio e camisinhas usadas · Experiência como escrevente de cartório · Piadas sobre ser baiano em São Paulo
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Deu água podcast Uma competição diferente Vem com a gente Aqui o riso

Liberado, humor elevado, nem sempre é o que parece, vamos ver quem vence, o público manda, e a gente obedece Deu água podcast, deu água podcast, deu água podcast

Boa noite! Boa noite! Boa noite, pessoal, vocês estão bem? Vocês estão casados? Eu sou gay. Você é gay? Não é o único não. No único não. Olha, você cumpriu pra cima, alguém pega, viu? Aqui do lado tem uma galera.

E sabe uma coisa que é legal? A gente começou o show exatamente às nove em ponto Ele foi a única pessoa que falou As nove em ponto? Parabéns Parabéns pra vocês Como é que você chama, meu amigo? Você já assistiu algum show de comédia ou não? Você lembra quem você assistiu? Como que chamava? Eu adoro isso Eu adorava aquele menino que fazia comédia Eu sou fã dele É um menino lá O que é que fazia hoje?

Rapaz, Terce Insana, brabo. Que da hora. Só quem tem referência, tá? Desculpa. Não, eu sei que era Terce Insana. O último show que você assistiu. Entendi. Gostou?

Rapaz, que travado. Gostou. Obrigado, meu amigo. É isso, que da hora. Aplausos pro Zeca. Um agradecimento a Giovanni Hércules e eles fizeram coisa errada e deixaram os caras ficaram. Eu gostei do Zeca. O Zeca tá animado. Pessoal, então, explicando como que vai funcionar a competição. Hoje é uma noite de novos comediantes de uma maneira competitiva. Cinco comediantes se inscreveram.

pra fazer dois minutos de piada. A gente só tá aqui, o pessoal fala que é jurado, mas a gente é só bancada de entretenimento, a gente não vota porra nenhuma. A gente é tão ruim quanto eles. A gente tá aqui mais pela zoeira e pra manter aquele clima no alto, aquela zoeira generalizada.

Mas como que vai funcionar? Cada comediante vai subir aqui no palco, ele tem dois minutos pra mostrar o melhor do material que ele tem. Calma, que ele pode estar num dia ruim também. Então, tem um pouco disso. Depois disso, a gente vai fazer uma breve entrevista com ele, de oito, dez minutinhos. E aí, depois, a gente vai ter a votação pra ver quem passa pra final. Na final, mais dois minutos. E aí, vocês escolhem tanto quem passa pra final como o vencedor.

Fechou? Então é isso. Basicamente tem pra falar. Tem um outro recado que eu esqueci ou acho que foi tudo isso? Não, eu acho que tem mais coisa pra nós falar, mas lá no meio. Lá no meio? É, vamos embora. Ah, uma coisa que eu queria pedir pra vocês, assim, esse projeto é novo, é totalmente novo, tá saindo do papel agora, então qualquer coisa que vocês quiserem sugerir, sugestões, não gostei disso, gostei daquilo, guarda pra vocês.

Tá bom? Porque a gente não é... A gente não gosta muito dessas críticas. Brincadeira. Chama a gente lá no podcast, lá no nosso Instagram. E eu ia pedir pra vocês, sigam a gente também, obviamente, no YouTube, que é onde sai esta parafernada que estamos gravando aqui. Beleza? Eu sei que eu não posso contar com vocês, mas só pra sair no vídeo legal, posso contar com vocês, sim ou não? Aê, que da hora. Falsidade é boa pra caralho. Muito bom.

Então podemos começar? Vamos começar, eu acho que é isso. Mas pessoal, antes de começar, a gente sempre traz um comediante amigo nosso que tá há bastante tempo no cenário pra encerrar e outro pra abrir. Então a gente vai trazer um convidado. A gente espera que vocês gostem muito dele. Ele tá há bastante tempo fazendo. Ele faz aqui no Bexiga Direto. Ele é comediante da casa. Então pra começar esses trabalhos muito bem, eu quero pedir uma salva de palmas.

Vem todo mundo já batendo palmas. Já vem batendo palmas pra ele. Pro nosso primeiro comediante, ele é Arthur Burris.

Vai lá, Arthur! Ah, que da hora. Boa noite pra vocês. Legal. Cara, ela é esquisitão fazer show com você do lado aqui, assim. Se eu peidar, foi mal, tá? Eu queria falar do mal que eu tô sofrendo aqui, que a gente sofre muito na sociedade, que é a questão da calvície, né? Acho que tá evidente pra vocês, assim. Não percebeu, né, meu irmão? O brilho não chegou aí, né, cara?

E é foda porque não tem onde a gente reclamar das pessoas. Tipo, as pessoas zoam a gente deliberadamente, tá ligado? Não tem um fórum pra reclamar. Aí um parceiro meu que é preto, ele falou, mano, vocês são carecas, assim. Tem um bagulho que nem nós, de representatividade, de olhar pro outro na rua e falar, pô, tamo junto, bater no peito, mandar aquele salve. Falei, não, mano. Mas deveria ter. Então, toda vez que eu encontrar um careca, eu vou fazer assim agora. Salve. E pra mim é foda ser careca. Minha mãe é cabeleireira.

Você acha que isso aqui é genética? Não. Eu era a cobaia dela. É como aquele velho ditado, né, irmão? Em casa de ferreiro, cabeça de pau. E eu tinha cabelo black quando era moleque. Eu tinha cabelo black, acredita? Não dá pra acreditar, mas é verdade. Eu era um pouco zoado pelos meus amigos. Meus amigos chamavam de cabelo de boneca velha. Agora eu cresci, não tenho mais cabelo. Ele me chama de cabelo de boneca bebê. Não tem como fugir, tá ligado? Não tem como fugir.

E a gente que é careca sempre parece com alguém, né, Manu? Todo careca parece com alguém, tá ligado? Eu queria contar um bagulho antes, que eu lembrei agora. É o seguinte, eu fui pesquisar o que as mulheres acham homem careca, tá ligado? Fui pesquisar mesmo. Aí lá eu vi que a Universidade da Pensilvânia fez uma pesquisa pra mostrar que as mulheres acham homem careca mais viril, mais atraente, transmite mais masculinidade. Eu fiquei pensando, caralho, que careca que é esse aí, irmão?

Porque quando as meninas olham pra mim e falam, amiga, aquele não é o franguinho da sadia?

E muita gente faz transplante hoje para crescer cabelo, fazer esses bagulhos, está muito na moda. Mas a grande maioria não tem dinheiro para fazer essas paradas, você vai lá e apela para o Google, está muito alternativo para crescer cabelo, eu fui pesquisar. Está lá, anticoncepcional. Falei, anticoncepcional, para nascer uma criança, como é que vai nascer cabelo? Se for assim, a mina vai relaxar o cabelo, vai passar o quê? Dramin? Quer soltar os cachos? Lactopurga?

Aí, como eu tava dizendo, né, sempre parece com alguém, Mano? Sempre, sempre. Por exemplo, eu falei, caralho, o que você quer saber? Eu meti um óculos redondo, deixei um bigode. Falei, pô, vou ficar com cara de canalha, né? Aí fiquei igual uma Ratma Gandhi. Mas assim, tem lado bom de parecer o Gandhi. Tipo, eu não pego blitz, tá ligado? Não pego blitz. Em vez de os caras fazerem assim, os caras fazem só assim. Vem na palma, vem com todo mundo com ele, pô. Isso. Abandona os caras da palma, não.

E aí, falando em blitz, eu tenho um carro, né, mano? Na verdade, eu tenho um Celta, tá ligado? É um sabor carro, é sabor carro. E meu celular tá zoadão, mano. Tá zoadão, tô devendo IPVA desde 2012. O pneu tá careca. Eu recebi duas autuações do Detran. Eu tive que fugir com o Detran de uma vez. Nossa, errei tudo que eu falei. Tive que fugir do Detran com ele uma vez, tá ligado? Mas essa parte é só mentira. Só precisa imaginar o Gandhi fugindo do Detran dentro de um Celta.

Isso é maravilhoso. Eu vou contar como aconteceu. Eu fui encontrar meus amigos pra bater um papo, tá ligado? Bater um papo.

Você vai falar, papo vai, papo vem, papo vai, papo vem, papo vai, papo vem. Do nada começou a rolar dois papos. Aí eu virei pro meu amigo e falei, mano, e se a gente criar uma religião da maconha? Ele falou, já existe Rastafari. Falei, é, mas eu não posso ter dread.

E a gente é uma maconha de ganja. Eu pensei no nome da religião já. Igreja Gangelica. Igreja Gangelica. Gan de Ventista. Um ganja. Ganjomble. Assembleia de Dja. Nosso culto vai ser sempre em roda. Coroinha, aviãozinho.

E qualquer um pode estar na religião, com qualquer religião comum, né? Mas pra ser batizado tem que saber bolar. Acho justo. Então pra galera que não sabe bolar, vou criar uma escola técnica pra isso, né? Vou criar um ETEC. Vou chamar de Ebec. Tenho até uma aluna já, minha mãe. Eu ensinei minha mãe e a bola. Minha mãe não fuma maconha não, mas ela fuma tabaco hoje em dia. E eu lembrei da primeira vez que fumei maconha na minha vida.

Foi no bong de garrafa pet, mano. Improvisado, um bong de garrafa pet, assim. E eu fiquei muito chapado com aquilo. Eu fiquei tão chapado. Teve uma hora que eu olhei pra garrafa, ela olhou pra mim e falou, Oi, eu sou o Dolinho.

Seu companheiro de aventura. Tá comigo até hoje lá essa garrafa. Agora eu sou pai de pet. Aí, mano, peguei meu carro e fui embora, tá ligado? Peguei meu carro e fui embora. 100 metros de carro tinha uma blitz. 100 metros. Falei, tô fudido, o que é que eu vou fazer, mano? Tô fudido, né? Meu carro todo zoado, tá ligado? Aí eu vi um policial careca. Quando vi um policial careca, me deu um pouco de esperança. Falei, pô, nossa, que a careca não se zoa, mas que veio bem do outro, tá suave, né? Vai deixar eu passar. Aí o policial careca me parou, mano.

Na hora eu só pensei, porco traidor. Você não está me reconhecendo, senhor? Eu sou o Gandhi. Aí ele falou, Gandhi é a muta que você vai tomar. Aí ele pediu para encostar, assim, eu encostei, ele ficou dando a volta no carro, ele falou, é, cidadão, o seu pneu está careca, né? É, senhor, eu sou careca. Você é careca. Pneu é careca. Me mutar por isso é hipocrisia, você sabe.

Aí ele pegou o documento assim, ele falou, peraí, você está devendo IPVA desde 2012? O que aconteceu? Falei, é, pandemia, né?

A única explicação que eu tinha dado pra ele. Aí ele falou o seguinte, eu vou na viatura, vou ver se tem guincho. Se tiver guincho, eu vou levar seu carro. Se não tiver, se deu sorte, pode ir embora. Falei, tô suave. Por fora eu tava suave. Ele tava me cagando, tá ligado? Aí ele foi, quando ele voltou, ele falou, ei, careca, deu sorte, hein? Pode ir embora. Recebi as duas atuações, fui embora. Recolhi meu cu, pá. Aí ele falou, gente, eu entrei no meu carro, eu coloquei a primeira, eu olhei o policial, ele fez assim pra mim, ó. Yes!

Eu ia fazer uma piada de sexo aqui, mas vai ficar muito esquisito se eu vou fazer. Eu vou comer o banquinho com a bunda na sua cara. Vou fazer, vou fazer, foda-se. Que é o seguinte, tem uma vez que eu saio com a menina que ela é poliglota. Sabe, tipo, pessoa poliglota, que mistura as línguas em várias situações diferentes? Vou dar exemplo pra vocês. Cheguei na casa dessa menina uma vez e falei, pode dar um copo d'água? Ela respondeu, sure. Eu não sei o que é sure. Falei, sei lá, me dá do filtro.

E ela gostava de misturar na hora do sexo também. Eu vou fazer pra cá, tá, meu irmão? Qualquer coisa... Então eu tava nesse movimento aqui, assim, ó. Ela tava aqui, e eu tava aqui, né? E ela... Nossa, a risada é boa, meu irmão. Você tava lá também? Ela falou, você gosta da minha pussy? Também não entendi, também não entendi. Aí ela repetiu, você gosta da minha pussy? Aí eu falei, gata, nem sabia que você tinha pet.

Aí continuei aqui, ela começou no yes, yes. Eu falei, pô, não vou ficar zoando a menina, vou entrar na onda, né? Lembrar as palavras em inglês e o cenário do sexo. A menina no yes, eu, oh shit. Oh my God. Aí eu me empolguei também, né? Fuck my ass. Ela falou assim, você quer que eu coma seu cu?

Aí eu falei, não, é joke, é joke. Obrigado, senhoras e senhores. Senhoras e senhores, Arthur Buni, senhoras e senhores. É isso, pra começar os trabalhos, Arthur Buni, senhoras e senhores, bom demais. Podemos começar, então, de fato, a competição? Sim! Perfeito. Meu amigo, como é que você chama, meu querido? Abude, Abude. Abude? O Marcos te conhece de outras épocas, né? Eu acho que eu tô assim... Conhece o Abude?

Ah, eu lembro de você sendo risadinha no Madeira. Você me deu uma vez um bolo que claramente tinha maconha. Nossa. Que susto. Eu lembro, meu querido. Que susto, ele me deu. Você me deu, eu falei... Vamos fazer o seguinte, pra começar, você puxa um papelzinho e entrega pra mim, por gentileza. Vamos lá.

Tá tudo bem, pode ir também. Quase que ele foi também, eu senti isso. Vamos lá, então. Primeiro competidor da noite é... É... Fernando Nicolau! Uma salva de palmas pra Fernando Nicolau!

Vamos lá, meu querido, dois minutinhos pra você, valendo! Boa noite, São Paulo, tudo bem com vocês? Pula! Eu tô impressionado que o plateia é lindo, gente. Olha aqui, cara. Olha só o casal lindo ali, cara. Que bacana, velho. Sério mesmo. Meu nome é Fernando, eu sou agente funerário. Mas relaxa, eu só observo, viu?

Que plateia linda, cara. Nossa, estou impressionado mesmo. Eu estava olhando o camarada de vocês ali e falei, que pessoa linda. Não pode dizer o mesmo para esses dois aqui. Mas eu quero passar alguns perrengues que eu passo para vocês no meu serviço. Esses dias eu saí com a Mina e ela pediu para eu maquiar ela. Mas eu acho que não deu muito certo. Ela não curtiu os algodão no nariz.

E no Tinder, então, quando a mulher já vê a profissão agente funerária, já desconecta na hora já. Ela acha que eu quero matar ela para bater a meta do mês no serviço. Toda semana eu pego um corpo que é baleado. Isso é de praxe. Toda semana eu pego um corpo que é baleado. Normal. E no NML nem precisa tirar as digitais para saber de onde que é. Já sabe que é de diadema. Se vocês não sabem, o governo já incluiu na cesta básica do Diamandante, já um item a mais da cesta básica. Um colete à prova de bala.

As pessoas perguntam pra mim, Fernanda, você não tem medo do morto se mexer na hora? Claro que eu tenho medo. Que aí vira reembolso. Quem é que gostaria que Jesus voltasse? Eu ia amar. Só que, sinceramente, eu não ia ficar sem serviço daí. Porque imagina só, a família vai lá e fecha o funeral de 15 pau comigo. Velório lotado, flor pra todo lado. De repente entra Jesus do nada. Levante, Ander. Não.

Faz isso não, Jesus. Isso aí já está pago no Pix. Se for para fazer isso, me avisa que eu atualizo os planos funerários já. Plano básico, descanso eterno. Plano prêmio, volto três dias úteis. Mas tomara que ele não pegue o gosto de fazer isso daí, né? Porque imagina só se ele pega o gosto. Se ele pega o gosto, está complicado para o meu lado. Porque, sinceramente, vou ser sincero com vocês.

Eu tenho pessoas que eu enterrei que eu queria que eu continuasse sendo lembrança. Tipo minha sogra, que ainda tá viva. Mas eu já fiz o orçamento já. A minha sogra me odeia, vocês já podem saber. Ela fala pra minha namorada assim, é, você casou com o Manico? Esse cara louco aí, não sei o quê. E ela vem com ódio e eu vou com amor.

Esse dia no aniversário dela mandei um buquê de rosa linda, assim, florido. Rosa mais linda, assim, ó. Ela me ligou e falou assim, Fernando, ó, você sabe que eu não gosto de você? Não aceito você com a minha filha. Mas, cara, que flores lindas, mano. Muito obrigado. Onde você comprou? Não comprei não, sogra. Chegou um estoque novo na funerária lá. Tô testando a durabilidade. Se não murchar em três dias, parece que funeral que eu vou fazer com essa flor com você.

Que massa, que legal, cara. Esses dias eu estava assistindo um noticiário e tinha um serial killer solta. Várias mortes. Três, quatro funerários acontecendo. Toda semana. Eu achei um absurdo aquilo. Fiquei passar a cabeça de um cara desse. Não ser meu sócio na funerária. Fernando Nicolau, senhoras e senhores. Salve e palmas para ele.

Fernando Nicolau. Pega aqui todo mundo. Eu ia inclusive perguntar isso pra ele, mano. Com esse nome, quantas vezes já te zoaram, Fernandão? Ah, toda hora, né? Que pega no meu pé. Eu falava, você gosta de pegar de pau de homem? Ah! E dá-lhe zeca, caralho!

Eu sou agente federado mesmo. É isso. Tá querendo se candidatar já mesmo, caramba? Eu quero trabalhar. Eu gostei do Zeca, pô. Eu gostei do Zeca. Que da hora, mano. Quando o senhor tem, desculpa. Senhor, eu vou tomar no pô. Eu vou tomar no pô. Adorei, adorei. Você vem pro meu serviço.

58? É, tá quase perto de nós trabalharmos. Tá na média, tá na média. Dos seus clientes. Tá com cara na vida, tu dá cova. O Fernando, pega a cadeira sendo aqui, ó. O Fernando, deixa eu falar um pouquinho. Primeiro assim, da apresentação. Eu gostei, mano. Acho que você tem um texto fechadinho. Você faz comédia há quanto tempo, mano?

Minha terceira apresentação. Mentira, viado. Caralho, salva de paus pra ele. Uma salva de paus pro Fernando, então. Vocês têm noção, mano? É muito difícil fazer isso. Você treina com os mortos?

Você faz um show do... Vou fazer piada até você rir, filha da puta. Se a piada foi ruim, ele fala... Nem foder. Não, mano. Porque, tipo, em dois minutos... É isso. Morri de rir. Em dois minutos e um pouquinho que passou. Mas, tipo, você fez oito piadas ali com o setup punch. Acho maneiro pra caralho. Os textos, eles convergem, né? Porque é basicamente do mesmo assunto. Mas tem muita piada boa aqui no meio da parada. Eu gostei bastante.

E me surpreende, terceira apresentação, o que deu na sua cabeça de fazer comédia? É que eu tenho uma vantagem que eu venho do teatro também, né? Ah, então perdeu menos dois pontos. Quanto tempo você tem de teatro? Pô, faz tempo que eu não fazia, mas já tinha mandinga já, entendeu? Já tinha um leve solto com a plateia. Ah, tá, então é. Agora depois é a minha plateia mais fria, então...

é só para a terra mais fria mas eu vou confessar para vocês eu tava um pouco nervoso de vir aqui que falaram pô até falar com um valor dos comediantes os caras vai fritar você lá então eu falei eu fui olhar pesquisar a vida dos caras de vocês né

Pô, tem relevante os caras. É, exatamente. Daí eu pensei assim, porra, meu, por que eu vou ter medo? É verdade. Aqui é a mesma coisa que eu for no The Voice e ser julgado pelo Manuel do Caneta Azul. É isso. É isso.

Ele veio querendo foder nós, entendi. Mas ele só tem um problema, né? Hoje nós estamos aqui, né? E deixa eu fazer uma pergunta. O Dover perguntou por que você quis fazer comédia. Você gostava do teatro, parou de fazer. E aí você descobriu a comédia por quê? Qual foi a parada? Desde criança eu gosto de comédia. Eu ficava imitando Jim Caron. Uma criança idiota. Pode crer.

imitava a galerinha, Silvio Santos. Inclusive eu comecei na funerária com 14 anos, eu trabalhei escondido no conselho do hotelar, você acredita? Você começou na funerária com 14 anos? Você mandava a galera pra lá? Eu mandava lá, e eu trabalhei escondido no conselho, aí a funerária concorrente ficava brava, pegava mais corpo, me demonstrava pro conselho lá. Pegava mais corpo, é muito bom. E como é que é essa pira de trampar?

Difunto, e aí? É tipo... É legal? Você gosta? Ah, maravilha. Todo mundo queria ter isso aqui. É, é um sonho, é um sonho. É um sonho em todo mundo. Sonho no emprego. O pessoal fala que a gente mexe de vez em quando, né? Eles dão um... Ah, e eu tenho que devolver o dinheiro pra família. Fodeu, né? Não, mas tipo, não tem uns que mexem. Eu não tinha medo com 14 anos de mexer no corpo?

Não, por isso que eu era uma criança doente. Tem alguma história da hora de funerar, assim, que você já presenciou alguma coisa, que o cara tava morto, chegou a amante no meio do rolê, alguma coisa assim, não? Você nunca presenciou nada diferente? É massa e treta, assim. É? É treta, assim. Pode falar, se tem uma treta. Quer contar uma? Tinha um véio, assim, morreu uma vez, assim, um véio. Desculpa os véios, por nada não, mas todo mundo vai ficar velho.

E daí lotou de mulher bonito assim, em peitudo, e era as amantes dos caras. É, as do Job? As do Job? Não, é, o que o velho tinha dinheiro, então ele tinha esquema pra caralho. As do Job. E daí a gente começou a pegar no tapa lá, bicho.

Aí vocês já enterraram mais três. Pois é. Eu quero o relógio dele. Cacete, é isso. E você que está fazendo terceira vez a comédia, a sua apresentação, como é uma competição? O que você acha que você foi? Você acha que você foi bem, mais ou menos, comparado a essas duas grandes que você fez até então?

É difícil de gerar um comparativo. Ah, eu vou levantar minha bola. Acho que foi legalzinho. Você que fez arte, você acha que foi legal, gente? Foi, né? Foi, foi maneiro. Foi maneiro, foi maneiro mesmo. Terceira apresentação. Até porque você foi o primeiro da competição. É bem fogueira o primeiro, assim. É verdade. É isso mais alguma coisa? Não, acho que é isso mesmo. Pessoal, salve de palmas, então. O Fernando Nicolau, ele que começou os trabalhos aqui no Deu Água.

Pode deixar o microfone aí. Nota 7, porque perdeu dois pontos do teatro. Porque já fazia teatro, é isso. E se fizer o curso do Fabio Lins, perde mais quatro. Tira uma...

É isso! Essa é a mó quieta! Só pros comediantes! Vamos lá, meu querido! Mais um nominho? Vamos, mais um nominho! Seu Abdel Macio... Nem lembro o nome mais. Abidala? É esse canal, esse canal! O que você achou, Zeca? Tá gostando? Achou que o Nicolau foi bom? Silvio... Qual foi a piada que você mais gostou?

Qual foi a piada que você mais gostou? Você tava olhando pro pau dele, que nós sabe, Zeca!

Maquiar, essa é boa. Essa é boa. Essa é boa. Maquiagem dela, maquiagem. É a melhor. E o do Rainbow, você é bom também. Ah, é. A do Rainbow, você é bom. A Gay NoPix é boa mesmo. É verdade. Vamos lá, então. Próximo comediante. Então, vamos para o nosso segundo competidor da noite. Uma salva e palmas para ele. Silvio Romero. Você é o seu.

Boa noite, Silvio Romero! Silvio Romero! Bom, boa noite, pessoal, boa noite. Valendo, vai lá, um abraço. Tudo bem, pessoal, boa noite. Meu nome é Silvio Romero. Eu sempre tive muita dificuldade pra falar com as mulheres, sabe, mano? Sempre foi muito difícil pra mim falar com mulher, tá ligado? Sempre fiquei muito nervoso, tá ligado? Tipo, como eu tô agora aqui, tá? Foi a primeira vez que fui conhecer uma menina. Sabe quando a gente é novo, que vai levar a gente pra conhecer alguém? Não sei, eu sei.

Mas você conheceu? Sabe quando você foi novo e foram lhe apresentar alguém? Sabe? Já nunca lhe apresentaram quando foi conhecer? Fui conhecer uma menina, mas eu tava muito nervoso, mano. Eu tava tão nervoso, tão nervoso, que ela me deu a mão pra me cumprimentar? Eu pedi a benção dela, mano.

E ela me deu a benção, Zeca. Que eu queria, ela não deu, tá ligado? Mas eu adeus, ela deu. E aí eu cresci, mano, e porra, dificuldade, tá ligado? Pra falar com mulher, e é sério, sabe? E eu fui conversar com os primos meus, com os amigos meus, e falaram assim, mano, eu tava numa festa, sabe, mano? Aí tinha uma menina bonitinha, eu fiquei afim da menina, só que eu não sabia o que falar com ela. Eu queria puxar a ideia, queria falar com ela.

Aí eles falaram assim, mano, fico olhando pra ela. Fiquei encarando ela, que ela vai sentir alguma coisa dentro dela.

Aí assim eu não sei o que ela sentiu, tá ligado? Mas foi a primeira vez que me expulsaram de uma festa. Foi esse dia, sabe? E assim eu cresci e falei, realmente, mano, eu não sei falar com mulher, eu não sei. Mas eu queria beijar na boca das meninas, sabe? Eu queria ver uns peitos, sabe? Eu queria ver uns cu e tal. Mas eu não sabia nem falar, tá ligado? Aí meus primos me falaram, mano, a gente te leva pro carnaval.

Aí eu falei, por que carnaval? Eu falei, porque carnaval não precisa falar nada, é só chegar e beijar. Aí eu falei, pô, estourei, não sei falar, né? Quero beijar, não sei falar, estourei, carnaval é nóis. Aí levaram pro carnaval, aí a gente foi pro carnaval, né, e tal. Aí comprei uma badada pra mim, aí eu apertei aqui na manga pra ficar fortinho meu bracinho, sabe, no carnaval. E a gente chegou lá, aí tinha umas meninas, aí falaram pra mim o seguinte, falaram, mano, o seguinte, o não tu já tem.

O não, tu já tem. Mas que pra quando você não, né? Então, beleza, beleza é nóis. Aí eu vi o grupo mais menino assim, aí o menino mais ferninho assim, né? Aí eu fui, né? Aí eu falei, eu vou beijar a menina, né? Aí eu falei, o não já tenho, o não já tenho, o não já tenho. Quando eu fui beijar a menina, ela botou uma na cara e falou assim, Credo! Aí eu te juro, mano, ela ainda falou assim, o diabo quando não vem manda estagiário.

Estagiário, mano, sabe? Porque, tipo assim, galera, eu tava preparado pro não, sabe? Mas pro credo! Eu não tava preparado. Galera, muito obrigado, sou o Silvio Romero. Silvio Romero! Silvio Romero, sério, sério.

Dois minutinhos. Silvio Romero, dois minutinhos cravados. Ainda bem porque eu tenho um péssimo hábito que eu falo. Deixa que eu controlo o tempo. Eu sempre deixo passar porque eu sou um idiota. É, o Fernando Nicolau passou, mas está tudo bem. Passou pra cacete. Não, passou 30 segundos, mas está bom. Ah, 30 segundos? É, foi. Não, ele podia passar 30. Você podia passar um pouquinho. Sacanagem. Silvio Romero. Silvio Romero não é de São Paulo, certo, Silvio?

Não, não. Eu sou lá do Pará. Você veio do Pará. É, longe pra quebrar. Mano, é... Como que é ser comparado sempre com o Murilo Couto quando alguém falar, eu sou do Pará.

É que tem o Murilo Couto e o Murilo escroto. Sou eu, peguei essa vaga dele. É isso, eu acho boa. O Murilo Couto com um pouquinho mais de cabelo ainda. É, é, é, junto. Parece que é a fusão do Murilo Couto e Osmar Campion. É, mas é isso aí, mano. Você faz comédia quanto tempo, mano? Essa é a minha primeira apresentação. Primeira?

Primeira apresentação. Aqui no Deu Água. Primeira apresentação. Filha de uma puta. Eu falei, cara, ela fechou com você semana passada. Aqui no Deu Água. Primeira apresentação. E aqui. Quanto tempo? Mas eu tô desde fevereiro. Hoje é que mês a gente tá? Março? Abril. Abril. Desde fevereiro na cena. Tu fazia lá ou começou a fazer aqui? Não, eu fazia lá no Pará. Aí aqui em São Paulo eu tô desde fevereiro na cena. Lá era diferente.

Lá era um show a cada um mês. Dois meses sem fazer show. Aí aqui é três na semana, dois na semana. É, dois na semana.

Caraca, velho. Você sabe o que é pior? Essa semana eu fiz sete. Esse é meu sétimo show na semana. E aí eu tô com uma conta bancária de menos 14 reais. Porque é muito foda, velho. E lá a gente faz um show, a gente fica com a conta mais 1 mil reais. Aqui a gente faz 14 shows e fica menos 1 mil reais. A galera não sabe o quanto que é pra fazer comédia aqui, não. O quanto você ganha por cada show. Você não tem noção. Ganha? Vocês ganham pra fazer show?

A galera não sabe, é difícil. Cara, eu toquei meu cachê aqui, ó. Ó, o cachê mais alto que eu ganhei uma vez no show lá no Pará, que tinha um show que a gente fazia lá que ele dava o caldo de feijão pra gente. Que isso. Mas é luxo isso aí. Não, vai vendo, vai vendo, vai vendo. Caldo de feijão, é sério, né? Só o caldo de feijão. Teve um dia que eu fui assistir o show da galera, aí esse dia eu falei assim, hoje eu vou...

Vou assistir, hoje eu tô patrão, vou comprar um caldo de feijão. Aí eu comprei um caldo de feijão. O que a gente comprava vinha bacon, ovo, farofa. O nosso era só o caldo mesmo, tá ligado? Só o caldo? Era só o caldo. Certeza que era o restante que deu nos outros. Era raspa! Os caras curravam o bagulho. Era raspa, era o salário dos comediantes. Você mudou de São Paulo pra fazer comédia?

Na verdade, não. Eu vim pra cá fazer minha pós e tal. E aí, conheci a galera e tal. Fiz amizade e continuei. Você falou, vou fazer, então. Tamo aí, tamo aí. Desculpa, você veio pra cá pra fazer o quê? Eu vim fazer minha pós, na verdade. Ah, você veio fazer sua pós? Pós-graduação em direção audiovisual. É maravilhoso. O nome é incrível. Na hora eu aprendi a gravar TikTok. Mas é incrível. O nome é maravilhoso. Faz aula. Aula 1. Vai se tratar, garoto.

Ele termina a faculdade em um minuto agora. 30 segundos. 30 segundos. E aí, como você acha que você foi hoje, comparado ao tempo que você tá fazendo aqui em São Paulo? Já dá pra ter uma experiência. Ah, eu fui uma merda. Hoje eu fiz juiz ao nome do podcast. É isso, ele é realista. Não, não, não, eu não acho que foi assim, de todo ruim, não. Eu acho que é o seguinte, quando a gente tem dois minutos, a gente precisa escolher os punches mais curtos, pra gente conseguir... Que nem o Fernando Nicolau fez oito piadas ao todo. Funcionou três.

Mas ele fez 8. Então tem uma história. Você fez 5 com o setup e punch, que é menos. E aí você tem que ter mais assertividade pra você conseguir ter o mesmo resultado do cara anterior. Por quê? Porque ele escolheu punts mais curtinhos. Então, de repente, às vezes é só pensar em escrever piada com um punchzinho mais curtinho.

As minhas piadas é tudo historinha, assim. É, história de três minutos. Aí é foda, porque toda piada minha tem três minutos. Exato. Aí eu venho fazer open, é cinco minutos. Aí eu tenho que escolher, ou eu faço uma piada inteira, ou eu faço... Faz uma e meia. Um e meia, faz uma e meia. Aí eu faço arrombado e falo, faz dois. Aí quebrou. Aí quebrou. Aí quebrou.

ou bradesco. Só pra explicar a fim de contexto, porque acho que tem uma galera que não sabe, geralmente na comédia tem vários estilos de humor em relação a fazer piada. Tem um que é muito famoso que é o storytelling, que a gente conta uma história e tem um que chama um on-liner, que é uma piada mais curta, que é de uma linha só. Então geralmente quem faz show e vai fazer piada de uma linha numa competição faz mais piada. Ele, no caso, você fez, contou o quê?

Uma história. Dá uma ideia de piada on-liner aí. Piada on-liner é... O ruim de bater punheta na rua O ruim de bater, eu pensei, eu pensei, eu pensei,

É... A piada é assim... O ruim de bater punheta na rua é que você escuta umas coisas muito nada a ver das pessoas. Tipo, ei, solta o pau do cachorro! Sabe? Tá vendo? Isso é uma piada de uma linha. É, 15 segundinhos, 20... Tipo, eu escrevi uma outra que é... Eu tenho um pau tão pequeno que eu compro camisinha na Re-Hap.

Ah! É isso, é curtinha. A piada é boa. Então, eu acho que é isso. De repente, é se adaptar ao bagulho que você vai fazer. Mas eu vou falar um bagulho pra você. De presença de palco, você é muito bom. Muito bom. Na moral. Pessoal do Paracel. Se for envolto, você troca ideia. É, se você viesse e fizer sua mímica. E é bom pra caralho.

Talvez ia ser melhor, mas foi bom, mano. Na minha visão, foi bom. Eu gostei. E o que você tá mais curtindo de São Paulo? O que você tá mais odiando daqui? Você tá aqui há quatro meses, é isso? Na verdade, eu tô morando aqui já há um pouco mais de um ano, mas tô na cena há quatro meses. Cara, o que eu mais gosto de São Paulo é o Sesc, mano. O Sesc?

Caralho, é do Pará mesmo, né? Só o cara do Pará vai falar, puta, eu amo o Sesc. Tem água no Sesc. Vai cagar, velho. O que eu mais gosto de São Paulo é o Sesc, tem muito show legal. Isso é uma piada boa, velho. Show legal, 15 reais pra ver show. Tu chega lá, o show começa 8 horas mesmo, tá ligado? E termina 10 horas mesmo. Pô, Zé, cara, é bom ir lá. Isso é uma puta premissa, caralho. Vocês são do Pará, anota essa porra. E outra coisa boa é metrô também, eu acho bacana.

Eu gosto, eu gosto. Mas a gente é verdade que é fora de São Paulo, o metrô pra gente é incrível. É maravilhoso, mano. É muito da hora, velho. Tipo lá, porque lá no Pará não tem como ter metrô. Ele anda embaixo da terra. Não tem como, mano. Eu falei isso, eu falei esse tempo atrás pra minha menina. Eu falei, caralho, nós estamos andando embaixo da terra. Ela é, nós é umas minhocas.

Lá no Pará vai confundir com a Cobra Grande, com o Boto... Aí não tem jeito. Mas depois eu quero tocar ideia com você. Eu já tenho ideia de história com esse bagulho. É muito bom do Sesc. Ô, Fábio Lins 2, vai ser um curso aí então, pô. Se você quiser aprender a fazer comédia...

Não vem comigo. Mano, parabéns, na moral. É isso, pessoal, salve e palmas. Obrigado, obrigado, obrigado. Ah, e só pra te avisar, Silvio Romero é o nome de uma praça, lá no Tatuapé. É, pois é. É, né, mano? É. Mas o meu é Silvio com Y. Y, né? Ah, é com Y. É porque lá no Pará o pessoal gosta de Y, W, K, essas coisas, galera. É verdade. Pessoal, muito obrigado. Salve e palmas pra eles, senhoras. Kathleen, Kathleen.

É isso. Mas é maneiro. Mano, os caras do Pará todos são bons, velho. De palco, assim. Os caras são bons pra caralho. É uma merda. Eu me sinto idiota. Tem muita presença, né? Isso que é foda. Meu querido, como é que você chama? Guilherme. Do seu lado, tá?

Ana Clara, vocês estavam com muito medo de tomar a interação nossa, não tava? Tavam, porque ele tava assim, eles vão mexer com a gente. Eles não vão mexer com a gente. É uma hora de ir embora agora. A gente é menor de idade. Como é seu, Guilherme? Quantos anos você tem, mano? Sabia? Sabia que você era menor de idade. Se a gente vier estar na Ilha de Ápice, tem nesse exato momento. Desculpa, eu vou ser lento. É, idiota. 17 anos, você não tem aula amanhã não, filho da puta?

Você trabalha... Caralho, nossa! Você é amigo do Diplomau, você vai pra funerária também? Só com 14? Que da hora! Você trabalha com o quê?

Marcenaria? Moleque, você tem uma vibe de cara sênior, uma cara que sabe o que tá fazendo, não tem? Um cara educado, caralho? Bonito, você é gostoso! E isso, Rodolfo? Desculpa, desculpa! Ele tem 18 anos, ele falou! Desculpa, moça, que ele acabou de comprar uma camisinha no R$&D! E a moça? Vai na moça, então! Ela tem 13, quantos anos você tem? Caralho, é sua irmã?

Mano, o que vocês estão fazendo aqui, gente? Verdade, como vocês descobriram esse show? Programa de domingo, programão. É isso. Mas você veio com quem? Só vocês dois? Mas vocês são órfãos? O que é que eu quero dizer? Família, cadê o restante dela? Caralho, que doido, mano. Mas você tem aula amanhã. Ah, não, é emenda, né? É feriado. Não, é feriado, é na terça. Amém.

Aí, véi! Vocês têm aula com ela ou não é possível? Dá pra ver que ela é uma professora cansada, que ela já tá bêbada. Dá aula de quem, professora? Matemática? Todo mundo te odeia aqui! Calma aí, calma aí! Enfia a fórmula de Bhaskara no cu! Brincadeira! Nem é matemática isso! Delta igual a b ao quadrado menos 4x, x igual a menos b, mais ou menos a de delta sub dos viz a! É isso, caralho! Que nerd idiota! Minha mãe é professora também!

É uma bosta. Não, de biologia. Essa é a mesma coisa que eu era menino. Adorei. Eu não sei diferença de célula procarionte ou carionte. Nossa, que bosta. Meu Deus, que nerd, mano. Olha esse assunto aqui. Nós estamos no Bexiga, 10 horas da noite. Você acha que alguém está pensando em procarionte? Viu, vocês que são menores de idade, vocês já... Brincadeira. Vocês gostaram do show? Estão gostando? Vocês consomem comédia? Quem que é que você gosta?

Legal. Eu fui em um outro metropoderal, aqui eu fui o Vini Santos. Vini Santos é pico, mãozinha. Porra! E você veio com ele? Ele tinha um agora pra vim. Ah, vou te crer. Então você gosta de um mono um pouquinho mais ácido? Ótimo, então a gente espera que vocês vão gostar dos próximos comediantes. Obrigado por terem vindo. Então uma salve-mossa pra eles aí. Criançada tá bombada! O moleque tem 17 anos, parece que tem 30, caralho!

Ele bate em nós dois, você sabe, né? Olha o tamanho do braço dele! Ele vai com marcenaria, filho. Ele enfia o ferro em... Vai! Isso, vamos lá!

É isso, é verdade. Vamos pro nosso próximo comediante, então? Todo mundo pronto? Perfeito? Então, senhoras e senhores, uma salva de palmas pro próximo competidor da noite. Ele, Caio Leite, senhoras e senhores! Salva de palmas pra Caio Leite! Caio Leite! Boa, Caio Leite! Boa noite, meu povo!

Valendo. Valendo, meu povo. Pra quem não conhece, meu nome é Caio Leite. Acabei de chegar aqui do Nordeste. Sou comediante de lá. Estou agora em São Paulo. Quer quem de São Paulo levanta a mão, por favor? São Paulo, Zeca? Todos. Todo mundo aqui de São Paulo. Zeca, eu vou te fazer uma pergunta, irmão. Tu gosta de São Paulo? Eu também, mano. Você acredita? A galera fica assim. Eu adoro, velho. Ó, pra mim a Sé é igual a Disneylândia. É tão sujo que eu vi um rato usando luva. Luxo.

Pode bater, Zeca, pra você já puxa. Maravilhoso, velho. Mas Zeca, tem alguma coisa aqui que você não gosta da cidade? Você gosta, você é muito time, né? Bairrista mesmo. Maneiro. Eu não sei você, me incomoda um pouco o metrô de São Paulo. Porque o trânsito me pega um pouco, mas o metrô salva, sabe? Eu acho interessante que, veja bem, na linha azul anda por dia no vagão pelo menos 600 mil pessoas. 600 mil pessoas, gente, é a população da minha cidade.

Isso significa que se a Araquejo se revoltar e roubar os trem daqui... A gente consegue fazer o maior pau de arara do mundo. Valeu, Zeca, me ajuda. Não, papo reto, assim, acho maravilhoso. Só me pega também um pouco o aluguel, tá ligado? Eu fui alugar um apartamento, é foda, o dono do imóvel chegou pra mim e falou Cara, eu tô com esse quarto e sala, 15 metros quadrados, com varanda.

Na humilde singela bagatela de 2.500 reais. Que gostosinho! Ele, porra, vai querer a chave? Eu, não, meu irmão, vou ficar só com a varanda. Eu já aproveito e pulo dela. Não, mas São Paulo é maneiro, tem uns rolês legais. Eu mesmo fui no melhor rolê que eu fiquei, foi com o meu amigo JP. Ele que não me deixa mentir. Ele me falou, tem um lugar bacana, tranquilo, pra gente ir. A gente colou lá num lugar chamado Rua Augusta.

Conhece, né, Zeca? Não é? Pô, na época de Zeca com o Augusto era só GLS, né? É mesmo. As puta lá na época que você ia, o nome era Meretriz. Era outra pegada. Nossa, eu fui lá... Zeca, eu fui no rolê lá, Zeca. Alguém acompanha o Zeca, ele tá sofrendo aqui sozinho.

Meu Deus do céu! O Zé, o JP me levou num canto assim, que ele falou, vamos no karaokê, tá ligado? Mas o prédio, o primeiro andar era karaokê e no último andar era puteiro. Falei, eu nunca vi tanta gente ao mesmo tempo correndo de boca no microfone.

Deixa eu te falar, Zeca, foi o momento mais nordestino que eu estive aqui em São Paulo. Foi muito nostálgico, fiquei até emocionado. Porque eu tenho a experiência mais nordestina do mundo que você tá sentado, se preparando pra ter um lap dance, você escutar de fundo a música ser calcinha preta. Pessoal, vou ficando por aqui. Caio Leite!

Caio Leite. Metralhadora, bicho. Caio Leite que já participou do Degapodcast. Qual é o episódio 2? O episódio 2. Aquele que não foi gravado.

Não, três. Foi meio gravado, né? Três, três. Que daí a gente teve problema com a câmera, não sei o quê. Mas pegou a sua apresentação, ó. Não. Afinal, não pegou, né? Não pegou, mano. Desculpa, ainda bem. Essa pegou, mano? Não, também. Olha, dois. Eu acho que o problema é com o nordestino mesmo. Eu acho que é isso. Brincada. E aí, Caio? Não, minoria, mas depois? Não, não, não. Essa questão não foi só xenofobia. É isso. Foi só pra chorar vazar.

Caralho, é verdade. Caio Leite, como é que você se sente confiante depois de ter perdido uma? Como é que é?

Maneiro, mano, eu tô feliz. Aqui tá uma hora, a plateia tá ótima. A Zeca tá rindo de tudo, eu tô felizão. Mano, eu gostei demais. Comparado com essa apresentação... Você tem notado a outra apresentação dele? Comparado com a outra, na outra você tinha feito seis piadas. Você tinha feito seis punch, nessa você fez oito. Já é bem mais pronto ali. Já tá bem mais pronto, tava bem mais cortadinho. As piadas são excelentes, do começo ao fim.

Eu só acho que você perdeu uma coisa que eu gosto muito de falar. Eu, quando faço show...

Eu geralmente fico prestando atenção nas apresentações anteriores, sempre. Mas prestando atenção mesmo. Porque assim, não vai adiantar eu ficar pensando no meu texto na hora do bagulho. É igual estudar na hora da prova, não vai funcionar. Então eu fico prestando atenção na galera. No meu texto eu vou fazer o que eu já tinha pensado antes. O cara, antes de você, fez uma parada que a gente riu... A galera riu muito. Que foi falar o quê?

A coisa que eu mais gosto de São Paulo é do Sesc. É verdade. Quando tu começou a falar, sabe o que eu mais gosto de São Paulo? Se tu manda o caralho do Sesc... Ia ser maravilhoso. Eu acho que nós saímos embora. Você ia falar, eu fico por aqui, muito obrigado, sai. Tem toda a razão.

Mas é só uma dica. Às vezes, numa próxima apresentação, sei lá, você vai fazer a abertura de algum comediante grande, aí um outro cara faz antes de você, você pega um gancho e puxa pra você. É muito bom. Mas, meu irmão, todas as suas piadas são boas. Todas, todas. Desde o começo. Do começo ao fim. É, do começo ao fim foi piada com risada. E, pra mim, um dos pontos altos é o nome mesmo.

Porque Caio Leite é muito bom. Caio Leite é muito bom. Parabéns. É da hora, mano. Eu anotei uma piada que pegou muito, é da varanda. Porque é a melhoridade pagar aluguel nessa bosta cidade. É verdade. Faz comédia há quanto tempo, mano? É isso. Irmão, eu faço na minha cidade há uns dois anos. Acabei de chegar em São Paulo. Estou fazendo uns quatro, cinco meses aqui. Muito diferente. Estou gostando muito aqui de estar com o pessoal.

Tá rodando igual uma vagabunda. Pra caralho. Fazendo show em cada conté canto. Trabalha, sai do trabalho, vai pra show, dorme e tarde, acorda cedo nessa loucura. Tu disse só que é do Nordeste. Você é de onde especificamente? Porque senão todo mundo que é paulista aqui vai te chamar de baiano na hora de bora. Não, com certeza não. Porque eu sou de Aracaju, eu sou de Sergipe, assim. Aí, que da hora. E pro paulista, você ainda continua sendo baiano.

Vai ter alguém que tá pensando Ah, outro nortista. Ah, que gostoso. Tem muito essa parada mesmo.

Caralho, mas é da hora. É assim, eu não conheço muitos comediantes de Aracaju, Sergipe, não conheço muitos. E sempre que vem algum nordestino, sempre fala, mano, os caras são muito bons. Vocês são muito bons. Pode ser o... Ah, é isso aí, xenofobia. É, xenofobia é pro lado bom. Porque a galera é bom demais os comediantes de lá. Então, parabéns, assim.

Como é que é o cenário de Aracaju? Tem bastante gente fazendo show lá? Tem uma galerinha, mano. Tem um pessoal. Tem uns amigos meus que tentou fazer, movimentar muito uma cena, uns dois anos atrás. Mas ainda tá rolando. Tem comediante lá de Paline Negrindia, Raul Mococinho, o maior de lá, Marcos Corrêa, Deveval Braga, Gabriel Menezes. Se vocês não conhecem essa galera, pode até ter poucos seguidores. Se puderem dar uma moral, agradeço muito. Eu vou falar agora um pouco de xenofobia. Eu não entendi porra nenhuma quase.

Mas tá tudo bem, vai embora. Tá tudo dentro do ponto. E agora que você tá morando em São Paulo, fala uma coisa que é completamente diferente do seu estado daqui.

Mano, completamente diferente, mano. Aqui eu estou trabalhando, estou desempregado. Excelente, excelente. Tem essa diferença. Aqui eu estou trabalhando, estou respondendo chat para a empresa, aquelas empresas de tecnologia, você responde o chat, que geralmente é um IA que faz. A galera falava que a IA está roubando o nosso emprego, eu estava me vingando, eu estava roubando o emprego da IA.

É isso. É esse movimento. É isso. Você tá tipo treinando o chat pra ele... Não, não, tô respondendo. Depois do chat sou eu. Você finge mesmo que é a... Oi, meu nome é Bia, do Bradesco. E aí, cadê o seu riso dela? Aí manda uma selfie sensual assim pra não vencer com a sua Bia. Faz na própria Gêmeni você feminino e manda oi, sou a Bia, tá feliz?

Que da hora, que da hora. Isso mesmo, tem que roubar esse emprego dessas filha da puta. É engraçado esse negócio da IA, porque hoje tá todo mundo falando nossa, vamos automatizar, botar IA em tudo. Só que daí no final, o pessoal, a primeira coisa que o cara fala deixa eu falar com o humano. Não, não, não. Deixa eu falar com o humano. Aí eu escrevo o português correto, você é um robô. Eu não. Eu só tive, foi alfabetizado só, me perdoa. Eu só me informei. Não, eu me informei que eu larguei, mas eu aprendei.

Uma coisinha ou outra. Não sei escrever, porra. Inclusive, você escreveu um livro, quer falar pro pessoal? Porra, eu esqueço. Eu sou escritor, gente. Ah, é isso. Eu escrevi um livro. Parabéns, você é pobre em duas profissões. É isso, mano. Quanto mais, melhor. Tem que diversificar. É verdade. Eu sou escritor. Escrevi um livro chamado Mais Uma Música Urbana, Uma Comédia, Que Se Passa na Caju, sobre um moleque que tem uma banda cover do Red Hot de Peppers. O nome é Pimenta com Caju.

Aí tá lá, eu vou dar a sinopse toda, se ficar curioso, tá lá no Kindle. Vai estar no Kindle, que eu tenho o TDAH ou o Procrastino pra fazer as coisas, mas em breve estará no Kindle. Mais uma banda? Mais uma música urbana. Mais uma música urbana. Não entendeu de novo, né, irmão? É. É isso, então é isso. Uma salva de palmas pro pai. Muito obrigado, pessoal. Boa noite.

Caio Leite, ele que tá voltando pela segunda vez, aí se perder de novo na terceira é música no Fantástico. Melhor que Caio Leite, só um outro comediante que veio, que era Caio Pinto, o nome dele. Caio Pinto... Se viesse depois Caio Pinto Leite... Caio Leite do Pinto... Tá, vai! Meu amigo aqui, dois, escolhe, esse ou esse? Da esquerda sua, minha? A dele, lá? Aqui, então vamo lá!

Foi o contrário. Mas agora eu já li, né? Agora você já leu, é. Aí depois o Norris e nem os caras, né? Senhoras e senhores, vamos então pro nosso próximo competidor, ele, Victor Barro, senhoras e senhores. Victor Hugo, errei! Victor Hugo, Victor Barro tá na semana passada. Na hora que você errou, levantei, citei, até teve um tremor ali, cuidado. Pera aí só um minutinho, Victor Barro lendo agora.

Gente, eu sei que o celular vigia muito a gente, mas o meu tá exagerando, tá? Porque eu tô recebendo um monte de SMS, de propaganda, de spam, e tudo, sabe, coisa inútil pra caralho. É propaganda de dieta, de cirurgia bariátrica, tudo inútil. Tudo inútil. Mas eu até entendo por que vem essas coisas pra mim. Deve ter a ver com eu realmente ir no McDonald's comer.

Três dias seguidos. Realmente o celular já entendeu, vocês também já entenderam. Como muito tudo isso. Além do problema com o celular, eu tenho um problema para flertar, gente. Por que será? Por que será? É um mistério. Mas, enfim, no último encontro que eu fui, eu fui educado, né? Eu levei flores para ela, muitas flores para ela, mas ela olhou assim e falou, Pô, cara, flor?

Não podia ter pelo menos um dry, um ice. Eu não sei qual o problema maior disso aí. Se ela não quis mais bater papo comigo, ou se era porque era dia 31 e não tinha dinheiro mais nem para o prensado.

Ai, gente, complicado, complicado, viu? Complicado. Mas, realmente, eu tenho tanto problema para flertar que estou solteiro há sete anos. Nem a professora de matemática consegue fazer essa conta. Acho que estou querendo quebrar um feitiço. Não é possível, gente. Complicado. Mas eu fui entrar nos aplicativos de namoro e...

Começou o problema com a voz, porque eu gosto de mandar mensagem de áudio, vocês notaram que a minha voz é mais grave, né? Então eu começo a pirar na batatinha, porque eu penso assim, minha voz é mais grave, então minha voz é bonita, a minha voz é envolvente. A minha voz vai deixar ela molhadinha.

Tudo isso na minha cabeça, gente. Porque a mulher vai ouvir eu falando a mensagem, ela só vai pensar em uma coisa. Me dá! Me dá a batata! Ela vai confirmar que eu perdi na batatinha. Senhoras e senhores, Victor Hugo, senhoras e senhores. Salve de palmas. Obrigado, obrigado. Victor Hugo.

Você que também já fez o Gagam Podcast, qual episódio você fez? O 4. O 4. Quem ganhou na época do 4? Eu fui na final, perdi pro Perelinha. Perelinha, Perelinha Chaves. Perelinha ali tava difícil. Perelinha tava uma metralhadora. E aí, meu querido, como é que tá sendo hoje, comparado à outra vez que você fez?

Eu acho que foi... Eu fui um pouquinho mais rápido, um pouquinho mais ansioso. Acho que é porque eu não fumo há algum tempo, sabe? Estou sem cota. Está sem cota, faz todo sentido. Dover, comentários dele mesmo. Eu gosto muito do Vitor Hugo. Na verdade, ele me surpreendeu muito na primeira apresentação dele. Eu até falei isso para ele. Para caralho, assim. Ele parecia ser mais introvertido. Na hora que ele sobe no palco, ele se solta para caralho.

É, eu tenho experiência como ator, né? É, então... Opa, menos dois pontos. Menos dois pontos, teatro. Opa. Não, mas é verdade, assim. Aí a gente perguntou da voz, você podia falar de novo? Essa voz é porque você é dublador, certo? Sim, sim. A galera não te conhece. Tenho, assim... Trabalhei um ano como dublador, mas vocês conseguem encontrar meu trabalho no Sensei Lost Canvas. Ah lá? É mentira! É verdade, cara!

Eu fiz o... Eu não lembro se foi o segundo ou terceiro episódio. Eu fiz o stand de Besouro Mortal do não sei o quê, da feiura. É isso? Você vê que combinou bem. Me escalaram bem o papel. Caralho, escalaram. Espera aí, só um minuto. Você lembra desse personagem?

Lembra. Caralho, você quer comer ele mesmo, real! E nessa hora o Zeca, com inveja pra porra... O Zeca falando, eu lembro também! Sacanagem. Isso aí é o lasticão!

Sensei? O que é sensei? Cavaleiro do Zodíaco. Não, eu tô ligado. Você contou, eu consigo contar cinco piadinhas ali de Pants em sequência. No seu primeiro show você tinha feito seis. Então não é regredindo, mas... Texto novo? Isso aí que você tá fazendo?

Não, é um texto que eu já tenho faz tempo Eu procurei não repetir piadas Não, eu digo então Porque assim, naquele primeiro show Você não fez nenhuma dessas piadas aqui Mas isso aqui não é necessariamente um texto novo É um texto que você está trabalhando Sim, é o texto que eu já trabalho há um bom tempo Ah, maneiro, tá bom

Você tava fazendo bastante show de comédia, porque da última vez que a gente conversou, você tava meio que organizando a sua vida, né? É, tô ainda terminando de organizar a minha vida, mas já tô começando a fazer mais show. Esse final de semana eu consegui fazer o show sexta, sábado e hoje. Aí, já é quase um profissional, caralho. Três shows na semana, é isso? Aí você fez cinco, cinco e dois, caralho.

Eu só queria falar um negócio. No primeiro show que ele fez, ele tinha falado que ele tem um projeto de podcast, certo? Você tem um projeto... Não, é um... Mini entrevistas, assim, pro Instagram. Eu ainda não consegui lançar. Entendi. Mas eu preciso parar pra editar, mas ainda vou lançar. Mas tem algumas entrevistas que você já fez? Sim, sim. E aí você também prometeu chamar a gente e não chamou ainda. Então menos... Vamos gravar ainda, tá?

Vamos gravar, vamos gravar. Isso aqui eu não sou otário. Não, não, maneiro demais. E como é que anda a sua vida com mulher? Você que tá comendo. Não, é desse jeito que eu falei. Com mulher eu não sei, mas com mano ali tá pronto já. É, tá desse jeito aí. Tá bem realista. Qual foi a última vez que você comeu alguém?

Foi ano passado. Não faz tanto tempo, mas... Ah, mas quatro meses você tá bem ainda, pô. Depende, né? Foi ano passado, mas foi em janeiro. Não, não, acho que foi em outubro. Por que a gente tá perguntando há quanto tempo ele não trânsito? Eu sei lá, eu cruzei essa. Pra onde a gente foi, cara? Eu falei de há sete anos, tô solteiro. Ah, pode ser isso, é. Não sou investido. Ou ele tá muito interessado. Não é como se eu queria saber da vida sexual do vídeo. Não.

Porque ele tem umas tetas bonitas. Você já tem umas tetas bonitas. Ele tem umas tetas bonitas. Lembrou da sua infância? Lembrou da minha infância? É verdade, na infância eu era obeso mesmo. A única vontade de você ser gordo na infância é que você pode chupar a sua própria teta. Eu não faço isso não, eu não faço ainda não, cara. Eu acho da hora que a teta do Victor Hugo é estrabica. Ela tá olhando pra ele e pra ele ao mesmo tempo. É isso. Victor, e quais são os seus planos com a comédia?

Cara, eu não sei se eu vou viver da comédia. Eu estou mais preocupado em ganhar dinheiro de forma mais rápida. Eu consigo em outras áreas. Vou começar emprego novo essa semana aí. Mas eu entrei na comédia já com experiência de ator, mas num momento que eu estava afastado dos palcos, foi um jeito de eu voltar para os palcos. Faz todo sentido.

Você se sente bem fazendo comédia ou você prefere fazer outras paradas? É meio terapia pra você, a comédia?

Sim, me sinto bem. Também tem o lado terapêutico. A gente sabe que terapeuta tá caro. É isso. A maconha também tá anda cara. É verdade. Quer dizer, não sei. Se você falar pela terceira vez que você tá sem cota, alguém salva você até o final da noite. O que você acha que eu estou falando? Mas é isso. Vitor, uma saura de pós pra ele. Victor Hugo. Victor Hugo, senhoras e senhores. Victor Hugo.

Eu ia falar Vitor Barros de novo. Caralho, o nome da Diácio. Zeca. Falta uma só, hein? Você gosta de homenagem? De homenagem? É. Jesus, eu. Porque o Vitor conseguiu algalim, mas se juntar três, todo mundo ganha. É, três é par, ué. Hã? Não é, professora? Três é par?

Vai, Zeca! Zeca, como você é um cara muito legal, você chama o último pra gente? Você vem aqui chamar? No microfone, Zeca! Caralho, o Zeca tá aqui, homenagem! Ah, que isso! A honra é nossa! Meu Deus do céu! Pode falar nesse principal! Ele tentou jogar no chão pra fazer o Zeca ficar de quatro, você vê? É um cuzão, né? Foi mal, foi mal, foi mal... Oh, meu Deus, não, não pode! Não pode? Deu gatilho, é o nome do meu ex! Ah, então...

Adorei esse Zeca. É real mesmo? Puta, se esse Zeca tentasse um pagode, era o melhor Zeca que eu conhecia. É o nome do Zeca. Eu espero que ele não esteja aqui. E se ele tiver, que se foda. Aí! Vai lá. Obrigado pelo carinho. Boa noite a todos. E agora com vocês... Lucas! É verdade isso.

Lucas Fortunato! Sim! Lucas Fortunato, senhores e senhores! Uma salva de palmas pro Lucas Cruzeca! Lucas Fortunato! Lucas Fortunato! Dois minutos pra você! Agora! Boa noite, pessoal! Tudo bem? Meu nome é Lucas e... Espero que vocês não reparem, mas eu sou um cara muito tímido. Eu sou tão tímido que a primeira vez que eu transei, eu esperei a moça dormir primeiro.

Cara, eu sempre escutei as pessoas fazerem uma associação entre sexo e drogas, sexo e drogas, e hoje eu vejo que faz total sentido, porque às vezes para você transar, você precisa drogar alguém. Vocês sabiam que o Michael Jackson era corintiano? Não. Não sei como é que vocês não sabiam, ele era alvinegro na pele. Muito boa.

A primeira pessoa que teve HIV, ela estava muitos anos à frente de todos esses digitais influencers. Vocês acham que veio de onde esse termo viralizar? Ai, cara. Eu estou passando por um divórcio.

Estou me divorciando e vocês acreditam que a minha ex, ela pediu todas as nossas camisinhas usadas? Ela pediu todas as camisinhas que a gente usou? Ela olhou para mim, na minha cara, no dia da audiência e falou você não vai ficar com porra nenhuma. Uma vez eu brochei numa suruba. E não fez diferença nenhuma. Continuaram me comendo.

Muito obrigado, pessoal. Lucas Fortunato! Lucas Fortunato! Caraca, você claramente é baiano, né? Sim. Sabia. Ai, fiquei com preguiça de fazer mais um às duas. É isso. Lucas, faz há quanto tempo comédia? Um ano. Um aninho.

Caralho, é muito bom. Tô em casa. É isso. Dá trabalho. Dou o ver algum comentário. Eu tenho algumas piadas boas aqui. Não, eu gostei de todas. São seis piadas com punch bem certinho no lugar certo. Essa piada do porra nenhuma é muito boa. Eu só fico pensando, quem que guarda as camisinhas usadas em casa? Mas é muito boa. Continua me comendo, é foda também. É que eu mais gostei. Continua me comendo, foi que eu mais gostei. Porrada, drogar alguém é boa também. Desculpa. É, é boa.

Faz sentido. Não é legal, mas faz sentido. E transei, esperei a dormir, que é a primeira que você abriu. É que são piadas mais, assim, com um cunho mais, né, delicado, vamos dizer assim, né? Pessoas falam de humor ácido, outros, humor negro. Dá pra ver? É isso, mas eu acho que é excelente, mano. Parabéns mesmo, real. É verdade, eu gostei. Lucas, você falou que faz um ano comédia. Você tá aqui em São Paulo há quanto tempo agora?

Tem um ano. Eu vim pra cá pra fazer comédia, eu vim pra cá pra ganhar dinheiro com isso e não tô conseguindo. Você trabalha com o quê? Eu sou escrevente em um cartório. Escrevente em cartório, que legal. Basicamente, a pessoa chega lá e eu falo você não é você. Pode crer. Sabe aquele capte de Eu Não Sou Um Robô? Ah, pode crer. Só que você faz na vida real. Exatamente. Bora comédia, o que você gosta de fazer pra se divertir? Bater punheta.

Isso é pra fazer a vida fazer sentido, né? É isso. Eu gostei muito que é o seguinte, nós temos um de Sergipe, o outro é paraense, o outro é baiano, e os dois de São Paulo se fuderam muito, né? Eu achei incrível, meu, muito bem. Por isso que eles... Tipique Trump, eles vêm aqui e roubam o nosso emprego! Mexicano, filha da puta!

Não é só porque ele entrega na 9-9! Cara, preciso falar um negócio pra vocês. É a segunda vez que eu tô aqui, né? E depois daquele dia que eu vim aqui, eu fiquei conhecido na cena como o baiano do Deuágua. Olha! Eu falei, sim, em todo lugar que eu chegava, ó o baiano do Deuágua. Eu nem faço parte do bagulho. É que o povo não pode... Eu nem conheço tanta água. É que o povo não pode ver dois brancos e um negro, que acha que nós é dono, né?

É foda essa vida. Pô, eu acho que agora a gente pode encerrar. Pode encerrar também depois dos 400 crimes que... Foi muito bom, parabéns. Uma salva de palmas pro Lucas. Mas deixa ele aí já, chama a galera. Ah é, Lucas, fica aqui, verdade. Pra gente fazer a votação, pode vir então, por favor, Caio Leite, Silvio Romero, Fernando Nicolau... A paus pra ele, galera!

Todo mundo vem pra cá, vem pra cá, vem pra cá. Vamos decidir quem vai pra final, hein? Chamei, faltou mais alguém? Não, né? Não, Fernando Nicolau, Silva Romero, Caio Leite, Vitor Hugo e Lucas Fortunato. Aí vai lá, faz sua parte que eu tô cansado. Pessoal, é o seguinte, agora é a hora que o filho chora e a mãe vê.

Vocês vão escolher quem vai passar pra final. Dois só passam votação por palma. Fechou? Então vamos lá de Lucas pro Nicolau. Pode ser? Todo mundo fechou? Então vamos lá. Quem acha que o Lucas foi um dos melhores pra passar pra final? Palmas, por favor. Quem acha que foi o Caio Leite? Palmas, por favor. Victor Hugo?

É gostoso que balança as tetas, olha. A gente vai ter um palmo lá alto assim, ó. Quem acha que foi o Fernando Nicolão? O Caio, eu sei... O Caio eu sei que passou, mas três os outros eu fiquei na dúvida, assim, mano. Entre os... Faltou o Silvão aí. Nossa, eu sou muito xenofóbico.

Quem acha que foi o Silvio Romero ou a Sol de Pós? Tá, passou os dois, ai, meu Deus! Qual que foi o seu veredito? Eu tenho dois na mente aqui. É, eu acho que o Silvio Romero, até do pedido da galera... Da galera, hein? ...pedido...

Mas eu tô muito em dúvida aqui, Lucas Fortunato e Caio Leite. Lucas Fortunato e Caio Leite entre os dois. Pessoal, por votação de mão, então. Tem que ter todo mundo, mano. Uma mão só pra gente fazer a votação. Quem acha que foi o Lucas uma mão só que passa pra final? Vou contar. Um, dois, três, quatro. O que aconteceu? Vocês desistiram no caminho? Vocês podem votar em... Quem acha que foi o Caio Leite, se for quatro, passou. Beleza, Caio. Parabéns. Caio Leite e Silvio Romero na final.

Três pedidos muito especial. Primeiro de tudo, por favor, peguem os celulares de vocês. Todo mundo pega o celular de vocês e entreguem pra gente, por favor. É que eu sei que é, nós vamos fazer uma mágica. Brincadeira. A gente vai anunciar os nossos patrocinadores. Antes de tudo, eu queria pedir pra vocês seguirem, por favor, o nosso arroba, que é o arroba Deu Água Podcast, que é uma logo azulzinha que a gente tem lá.

Seis pessoas que o Deu Água Céia, que é o Bexiga, o pessoal da bancada e os nossos patrocinadores. Nós temos dois patrocinadores. O primeiro deles é o Floresta Atelier Bal, que é uma empresa de sabonete e outros produtos naturais que eles fazem. EscaldaPest, pra você que quer cuidar da sua questão energética, limpeza, espiritual, eles são bem holísticos nessa parte. E uma coisa legal que eles fazem, eles deixam dois kits pra gente sortear. Um vai pra plateia e outro vai pro campeão, que é sortear os dois hoje.

Pode ser, acho melhor. Eu vou sortear os dois, então. Os dois kits a gente vai sortear para vocês. Para vocês. Para vocês. Como que funciona esse sorteio? O nosso último post da Agapodcast, se eu não me engano, foi um vídeo de divulgação desse show do dia 19. Tem alguns comentários lá, mas vocês podem comentar o quanto vocês quiserem. Quanto mais vocês comentarem, depois a gente vai pegar aqui e vai organizar e sai dois vencedores de lá.

O segundo patrocinador é o Mexa Bem, produtos plásticos em geral. Então, para você que vai fazer festas na sua casa, quiser pratinhos descartáveis, aqueles garfinhos fortes, que não é aquele badarosa que você vai furar a carne e ele faz... Procura eles lá, manda mensagem, fala que vocês ficaram sabendo deles pelo The Uago Podcast, que eu tenho certeza absoluta que eles não vão dar desconto nenhum, mas vai ser muito bom para a gente, que eles vão saber que vocês vieram por aqui. Então, Mexa Bem e o Floresta Ateliê Herbal. É isso.

Pessoal, eu vou fazer o seguinte, enquanto vocês comentam, eu vou chamar a nossa segunda convidada pra encerrar o programa e depois a gente ter a participação dos finalistas e depois a votação. Pode ser? Ela que também faz comédia há muito tempo, ela é nascida, não sei se é nascida ou criada no Rio de Janeiro, mas ela é uma comediante carioca, então eu quero que vocês recebam com muitos aplausos, muitos aplausos, podem vir com muitos aplausos, e ela, Marina Castilho, senhoras e senhores.

Boa noite, gente. Eu sou Marina Castilho. Como ele disse, meu sotaque já entrega, né? Eu sou do Rio. Mas eu tô morando aqui em São Paulo há algum tempo e vocês aqui em São Paulo adoram falar da violência no Rio, né? Mas eu não sei vocês. Eu prefiro morrer pra uma bala perdida olhando pro Corcovado do que ser atropelada por um celta.

Vocês também me perguntam muito se eu não sinto falta do Rio, das coisas do Rio, das pessoas do Rio. Eu digo que eu sinto muita falta, sim. Principalmente nosso sotaque. Tanto que toda vez que eu ia transar com alguém aqui, eu pedia pra pessoa sussurrar no meu ouvido. Vai, fala biscoito pra mim, vai.

E, na verdade, eu sou de Niterói, lá no Rio, que é onde fica o Morro do Bumba. Que eu não sei se vocês lembram que em 2010 teve uma puta chuva, que teve um acidente, que o morro foi abaixo, muita lama. Mas, gente, convenhamos. Pra mim, aquilo não foi acidente que nada. Foi o primeiro treinamento da Vale pra saber se ia funcionar em Mariana e Brumadinho.

É nessa que eu gosto de ver o nível da plateia. Eu também queria falar que eu julguei muito quem começou a namorar durante a pandemia. O que eu tinha feito quanto a isso? Eu tinha começado também. E eu tava lá num momento romântico com ele, de mãos dadas. Aí comecei a pensar, né? Como é bom quando a gente gosta de alguém, o simples toque. Mas aí eu comecei a pensar. E se ele não tivesse as duas mãos? Andar de mãos dadas com ele na rua seria o mesmo que bater uma punheta em público?

O ruim é que não existe preliminar, né? Qualquer brincadeira já é uma penetração. O bom é que se o original não compensar, ele tem um reserva. E não tem desculpa de estar cansado, porque é só revezar. E no final das contas, essa vai ser uma pessoa que nunca, nunca vai te deixar na mão. Gente, eu queria também fazer uma reflexão. Vocês já pararam pra pensar o quão barata?

Deve ser a conta de luz de um cego. Chega a Nel e fala, ah, você tá devendo 200 reais, sério, nem vi. Minha amiga trabalha em loja, ficou puta com cego esses dias. Ele entrou e ela perguntou, o senhor deseja alguma ajuda? Ele falou, não, tô só dando uma olhadinha.

Vocês devem estar pensando, ah, Marina, você não se sente mal, a gente está fazendo tanta piada com o cego e tudo mais. Gente, é tudo brincadeira. Nunca foi minha intenção ofender, é tudo piada. Mas eu também acho que se tiver alguém aí na plateia, não vai conseguir me acertar daqui.

Gente, eu também queria falar sobre marcas endossadas. Sabe essas marcas que levam os nomes dos artistas? Tudo uma bosta, né? Por exemplo, a sandália da Sandy. Duvido que ela tenha usado. A boneca da Xuxa. Duvido que ela tenha dado uma porra daquela pra Satcha. Ainda era mal assombrada. A papete do Seninha. Ele olhou pra aquilo e falou, nem morto eu uso isso. Foi lá e bateu.

Eu também queria falar, gente, que quando criança, era uma criança muito literal. Toda vez que eu bebia todinho, eu ficava cansada, porque vinha escrito na embalagem Agite antes de beber. Mais tarde, quando adulta, eu descobri que essa história de agite antes de beber também funcionava. Meu ex.

principalmente com os meus namoradinhos. Inclusive, um deles me lembrava muito o Toddinho. E não é porque o leitinho era gostoso, é porque o candudo era bem fininho mesmo.

Gente, eu também queria falar que meu ano passado começou incrível. Eu e minha família, a gente quase morreu no acidente de carro. Eu, minha mãe, meu pai, meu sobrinho com 10 anos, minha irmã e um amigo meu. A gente caiu no fosso de um elevador de carro. O carro fez assim, uuuh, 6 metros. Foi, parecia cena de filme, a gente foi resgatado pelos bombeiros, foi parar no hospital, mó drama. Aí mais tarde, a gente chegando em casa, todo mundo vivo.

Eu comecei a olhar pro céu, refletir sobre a vida. Aí comecei a pensar. Gente, agora eu já posso dizer?

Que eu literalmente já fui e voltei do fundo do poço. E o que eu achei curioso é que a gente estava indo visitar o museu do amanhã, né? E quase que a gente não viu mais o amanhã. E foi um trauma, né? Na semana seguinte fui conversar com a minha psicóloga e ela ficou preocupadíssima, porque quase que ela perde uma cliente.

E eu descobri que já era o terceiro carro que caía naquele buraco. E eu fiquei pensando que, de acordo com o Fantástico, a música ambiente daquele estacionamento tinha que ser o hino do Vasco. Gente, eu também gosto muito do Japão. Principalmente da cultura pop japonesa. E por isso eu estudei japonês por muito tempo. Por exemplo... Estudei não, eu estudo, né? Estudo japonês por muito tempo. Por exemplo...

A-ha-jime-mash-te! Eu sou o meu nome, Merina. Seja bem-vindo! Eu gosto muito do Nippon no Mokawa! Precisava dessa vozinha? Sim, vem no pacote quando você aprende com o hentai.

A nata no ka, sonatashi no tinchin osu, koto ga dais kyo. E por causa dessa vozinha, parece que tudo que eu falo no japonês fica muito fofo, né? Mas eu acabei de dizer que sua mãe gasta o meu pau. No Japão tentaram me ensinar a jogar videogame, mas eu nem entendo.

Gente, minha professora japonês tá aqui. Eu tô passando vergonha com ela, tá? E eu sempre gostei muito da cultura pop japonesa. Desde pequena, né? E sempre imitei muito o que os desenhos faziam. Por exemplo, eu levantei os braços pra ajudar o Goku com a Genkidama. Eu juntei as mãos pra juntar o Ki pra aprender a voar igual o Videl. A minha sorte é que nessas de tentar aprender a voar, eu não tentei pular da janela, porque senão hoje em dia eu só conseguia imitar o Professor Xavier.

Eu também gosto muito de rock, gente. Principalmente de metal. Quanto mais pesado, melhor. Eu gosto muito pesado, muito pesado, muito pesado. Eu gosto tão pesado que eu queria que o Pericles cantasse rock. Eu me apaixonei pela picanha errada. E, gente, eu entrei no hype da Barbie uns anos atrás, né? E eu comecei a pensar, e se a Barbie tivesse religião? Por exemplo, a Barbie evangélica. Ia vir com um coquinho, saião, apertando o botão, ela rodava.

A macumbeira não seria muito diferente. Ela também ia rodar. Mas ela ia vir com o cigarrinho na mão e apertando o botão ela ia rir. Caralho, ela veio. A espírita caixa ia vir vazia.

E a islâmica eu prefiro não brincar muito. O meu ex também, né? Ele era do Candomblé. E ele me contou que uma vez ele viu Exu sentado na cadeira do escritório. O que eu achei maravilhoso, porque assim ele sabia que Exu tava trabalhando por ele.

Eu também sou a louca das teorias da conspiração. Adoro ficar vendo conteúdo sobre. Uma teoria muito boa é... Vocês sabiam que a Disney tem um parque aquático abandonado? E a teoria do que ele fechou e nunca mais abriu foi porque uns dois ou três meninos morreram porque tiveram cérebro comido por uma ameba encontrada nas águas desse parque. O que é um absurdo, não é? Porque imagina se uma ameba dessas encontra um terraplanista. Vai morrer de fome, a coitada.

Outra teoria muito boa, Michael Jackson e Elvis não morreram. Elvis era sogrão do Michael, ele foi lá e pegou as dicas. E eu imagino que eles devam estar num bunker juntos. Eu imagino que eles devam fazer muitas coisas juntos pra poder passar tempo. Principalmente jogar. Só que eu acho que o Elvis deve perder muita paciência com o Michael, porque ele só gosta de brincadeira de criança.

E uma última teoria é de Sete Além, que é um universo semelhante ao nosso, só que ele é invertido. Ele é todo insépia, ele é todo sujo, fedido, as pessoas têm o fundo do olho preto e tem muita gente que diz que foi parar lá sem querer. O que, para mim, foi só alguém que saiu do jardim e foi parar Itaquera sem querer. E, para encerrar, gente, uma polêmica. Os homens adoram dizer que o negocinho das mulheres tem cheiro de dermacide, não é? Mas já pararam para pensar que a mãe de vocês também usa dermacide?

Agora eu quero propor uma reflexão. Toda vez que você estiver tipando uma mina, lembre-se que é o mesmo cheiro da você e da sua mãe! Obrigada, gente! Vai, Castilho, senhoras e senhores! Salva e palmas para ela!

Vamos lá, meu querido! Escolhe a ponta para um! Você não, porque senão eu vou errar a esquerda de novo. Minha amiga, os dois finalistas estão aqui. Quem você quer que seja o primeiro? Desse ou esse? Esse? Vamos lá, eu achei que você ia pegar o outro. Eu vou ter engraçado, né? Vamos lá, pra final agora, hein? Pra começar a nossa final, uma salva de palmas pra ele, Silvio Romero, senhoras e senhores!

O Romero na final. Opa, tudo bem? Dois minutinhos, valendo. Pessoal, como eu já falei, né? Eu sou paraense, sou lá do Pará. O que é muito legal não só pra mim, mas também pra cultura do meu estado, né? Porque São Paulo não vê um paraense assim no palco tantas vezes. Desde o final da banda Calypso.

faz tempo, faz tempo e assim, como eu falei do Pará, uma coisa que o Paráense adora fazer é filho, tá ligado? o pessoal adora fazer filho, minha avó por exemplo teve 12 filhos 12 filhos, tá ligado? dos 12 filhos nasceram 53 netos é porque a moça escola paga por cabeça vai fazendo filho, tá ligado? tipo assim, a minha avó, ela ama meus 52 primos, ela ama, de mim a minha avó nem gosta

Tá ligado? Minha avó não gosta de mim, mano. E é uma desgraça, eu tento interagir com ela, eu tento puxar ideia com ela, tá ligado? Mas não adianta que ela não goste de mim. Fiquei cansado dessa carreira aqui, fui foda. Ela não gosta de mim, eu tento puxar ideia com ela, eu tento, sabe, ser amigo dela, mas não adianta que ela não gosta de mim. Sabe? Tem uma vez dessa aqui, que minha avó é fofoqueira, tá ligado? Aí um dia eu fui contar foca pra vovó, né?

Aí eu cheguei assim, e vou, e vou. Ela falou, o que é, caralho? Aí eu falei, vou, você nem sabe, vó. A filha do seu Joaquim tá com namoradinha desde casa. Falei, vó, fofoca, né? Aí minha avó falou assim, tu tá com inveja porque ela transa e tu não?

Vai lá dar teu cu pra ele, vai. Minha avó. Minha avó, mano, sabe? E assim adianta. Ela não é minha amiga, ela não gosta de mim, sabe, mano? Teve uma vez dessa que eu ganhei uma TV numa rifa do Facebook. Aí eu falei, vou dar pra vovô, né? Pra ganhar moroca vovô. Aí eu peguei a rifa. Peguei a TV, estalei na TV na parede do quarto da vovó. Uma TV bonitona, de LED lá. Aí ela chegou e falou, olha aí, vó. Uma TV pra senhora que seu neto comprou pra senhora, vó.

A senhora gostou, vó? Ela falou assim, eu não. Uma TV fina dessa. Não dá nem pra botar um pano de crochê em cima.

Pano de crochê em cima, mano. Porque a minha avó tem um negócio com pano, com capa. Tua avó também é assim? Concordou muito rápido. Tua avó deve ser assim. Ou tu é avô que é assim, não sei. Mas a minha avó tem um lance com crochê, tá ligado? Com o negócio dela. Tudo ela põe em capa, moleque. Tudo ela é em capa, tá ligado? É muito engraçado. Ela faz as capas pro liquidificador, tá ligado? Ela faz capa pro botijão de gás. Aí teve um dia que a minha priminha tomou chuva.

Ficou molhando a roupa dela. A gente pegou a capa, o botijão botou na criança. Ficou indo na criança, tá ligado? Ela faz capa pros copos. Aí a gente me esquece, é só uma capa. Não, são várias capas, vários copos, assim, tá ligado?

Ela afascava pro controle remoto. Aí tu quer usar o controle, tem que abrir a capa, tirar do controle, apertar no botão, botar na capa. O dia antes ela tava fazendo uma grande capa. Eu falei, vou, que capa é essa? Era pra guardar as outras capas, tá ligado? Aí minha avó, ela afascava pra tudo, mano. Ela encapa tudo. Ela só não encapou o meu avô, né? Doze filhos, moleque.

Pessoal, muito obrigado. Sou o Silvio Romero. Agora é direto, né? Isso, é direto. Obrigado. Saúde e palmas pra ele. Saúde e palmas pra ele. É isso. Então já mantenha as palmas pro nosso próximo finalista, Caio Leite, senhoras e senhores. Uma saúda e palmas pro Caio Leite. Caio Leite, dois minutos. Valendo. Valeu, pessoal. Obrigado pra quem ficou, que eu tô vendo aqui já que Zeca foi embora, né? Domingo, 10 da noite. Foi bem fantástico, né, gente?

Um fantástico pênis, com certeza. Muito bom que vocês estão aqui, gente. Todo mundo legal para ser na final, tenho ansiedade, fico meio nervoso. Quem aqui tem ansiedade, levanta a mão, por favor. Ninguém tem ansiedade? Todo mundo está na terapia, gente. Não, parabéns. Seu amiga levantou a mão? Que bom, foi rápido, eu nem vi.

É foda. Eu tenho ansiedade, estou muito feliz de estar aqui, porque, assim, todo mundo tem um jeito de lidar com ansiedade, assim. O paulistano também tem um jeito, porque o nordestino tem o quê? Tem praia. O carioca tem o quê? Tem praia. O paulistano tem o quê? Ele tem cigarro. Maior concentração de fumante que eu já vi, assim. Acho que se a Amazônia é para o mão do mundo, o paulista é a bronquite.

Em todo lugar, no Ibirapuera, a galera começa a correr e termina acendendo o tabaco. A galera combina no cardio e vai terminar precisando do cardiograma. Eu juro, vi um maluco bolando tabaco, assim, com uma precisão, parecia um origami. Acho que mais três voltas que ele desce, o tabaco virava um avião de papel.

Nossa, eu queria entender a pira do cigarro. Eu estava na Paulista e falei assim, quer saber, vou comprar um cigarro. Vou ver qual é a pira. Fui lá e comprei um cigarro misqueiro. Cigarro de melancia, né? Porque o meu paladar é infantil.

Se tivesse sabor da net, eu comprava o maço, foda-se. Fui lá, acendeu o cigarro, mas estava muito nervoso. Na hora eu deixei cair no chão o isqueiro. Aí eu, porra, caiu num bueiro o isqueiro. Aí eu agachei para pegar, e aí eu vi que eu estava liso, porque eu não tinha um em 50 para comprar outro, tá ligado? Abaixei para pegar o isqueiro aqui no chão, e nisso que eu estou tentando pegar do bueiro, eu vejo do meu lado que tem um mendigo. E eu pensei, meus Deus, os perigos da cidade grande.

Nisso que eu tô aqui tentando, agatando a mão do bueiro, vem mendigo, bueiro mendigo, ele toca no meu ombro. Aí eu, caralho, mendigo, ele, irmão, se humilha não, eu tenho fogo, porra! Carrefe, leite, senhoras e senhores. Uma salva de palmas pra ele. É isso.

Então vem já Silvio e Romero pra cá, já, vamos fazer a votação... Eu queria só falar, mano, as duas apresentação muito boa. Muito boa. Muito boa. Mesma quantidade de punch, mesma quantidade de tudo, parabéns. É isso. Pica! Mesmo esquema, agora vocês podem gritar. Gostei muito de um, gostei muito de outro, porque é vocês que vão decidir quem vai ter uma carreira e quem vai se matar. É agora.

Exato, então vamos começar de Silvio pra Caio pra não falar que eu esqueci ele de novo. Quem acha que o Silvio Romero foi o melhor e merece ganhar? Palmas e grito, vamo lá! Eu acho que vocês não entenderam, vamo de novo? Brincadeira, vamo lá. Quem acha que foi o Caio Leite? Palmas e grito, senhoras e senhores! TAPARELHO, hein, TAPARELHO!

Parabéns a todos! Você vai chamar a galera pra dar rede social ou só os dois lembram da final? Pessoal, vocês dois que são finalistas das redes sociais de vocês, falam um pouco do trampo de vocês, rapidinho, vocês têm show, é o momento agora, vai. Valeu, pessoal, brigadão pra quem ficou, pra quem curtiu, pra vocês terem se divertido muito. Beijo pra ganhar fácil, pode olhar aí no celular, é o Caio Leite, o Caio Leite, tá lá de SE em SP, tamo junto aí, viu, pessoal?

Muito obrigado pela força, torção demais, uma plateia maravilhosa. É isso, vai lá, Silvio Romero!

Pessoal, muito obrigado, valeuzão. Meu nome é Silvio Romero, vocês encontram lá no Instagram, arroba Silvio Romero, que meu nome é esse. Só que é Silvio Romero, é Silvio com Y, que no Pará a gente gosta de Y, W, K, essas coisas, que o Pará adora. Então me sigam lá, por favor, galera, arroba Silvio Romero, valeuzão. É isso, muito obrigado, pessoal, que veio. Quem quiser tirar foto, depois marca a gente, por favor, de logo ao podcast, a gente vai ficar bem surpreso se vocês tirarem foto também.

O ganhador leva um livrinho de comédia e dessa vez vai ser a menor graça do Patrick Maia pra você. Parabéns! Mano, eu tô muito feliz, é porque eu perdi o meu no chachão onde a gente faz show. Se você olhar, é o seu. É o meu. A gente só tá te devolvendo. Cara, se pá era mesmo. Achados e perdidos. Achados e perdidos. Muito obrigado, senhoras e senhores.

É isso aí, a gente manda. Pessoal, é isso. Muito obrigado por esse caderno de vocês. Sigam a gente nas redes sociais, YouTube, TikTok, Instagram, o Lefant. Pode deixar aí o QR Code na mesa mesmo que a gente recolhe depois. Muito obrigado. Vocês foram demais. Valeu, até a próxima. Voltem sempre. Tamo junto. Vai! Que droga, Patrícia.

Deu água, podcast. Deu água, podcast. Deu água, podcast. Uma competição diferente, vem com a gente. Aqui o riso tá liberado, o humor elevado. Nem sempre é o que parece, vamos ver quem vence. O público manda e a gente obedece.

Água podcast deu, água podcast deu.

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