Nino e Betty
Outro grande destaque é o relançamento em cópia restaurada 4K do clássico moderno Betty Blue (1986), de Jean-Jacques Beineix, que celebra 40 anos. O filme, conhecido por seu apurado senso visual e pela trilha sonora de Gabriel Yared, apresenta a intensa e instável relação entre Zorg e a impulsiva Betty, papel que marcou a estreia explosiva de Beatrice Dalle no cinema. A versão reexibida é a original de cinema, capturando o espírito estético que consagrou Beineix como um "esteta" da sétima arte.
- Nino de Sexta à SegundaDiagnóstico de câncer e crescimento interior · Pauline Loquez · Theodor Pelerin
- Betty Blue (1986)Relação intensa e instável de Zorg e Betty · Jean-Jacques Beineix · Beatrice Dalle · Jean-Yves Anglade
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Olá, temos algumas estreias bem interessantes esta semana nos cinemas. Nem vou falar de Mortal Kombat 2 porque não consegui ir a cabine, então não sei nada sobre o filme, não tenho o que falar, até porque simplesmente não consegui vê-lo.
Vou destacar outras duas estreias, na verdade, uma estreia e um relançamento. A estreia, no caso, é Nino de Sexta à Segunda. Essa suposição que eu farei agora é somente minha, mas eu acredito que o título nacional de Nino de Sexta à Segunda, que é o longa-metragem de estreia na direção da francesa Pauline Loquès,
seja inspirado no clássico Cléo das 5 às 7, filme dirigido em 1962 pela Agnès Vardar. Não é o caso de uma refilmagem, mas há algumas semelhanças nas premissas destes dois filmes, especialmente porque ambos cobrem um período de tempo envolvendo a personagem principal.
No caso da Cléo, de Cléo das 5 às 7, temos apenas duas horas. Já em relação ao Nino, temos um final de semana inteiro. O roteiro foi escrito pela própria diretora, ao lado da Mod Ameline, e começa em uma sexta-feira, dia do aniversário do Nino.
quando ele recebe um diagnóstico de que é portador de um câncer e que já na segunda seguinte ele terá que começar o tratamento. A partir daí, a gente acompanha a jornada do Nino ao longo daqueles três dias antes de voltar ao hospital. Por conta de um detalhe bastante curioso, que não convém revelar aqui,
Ele não consegue voltar para a casa dele e termina passando aqueles dias, primeiro na companhia da mãe, depois do seu melhor amigo e por fim de uma garota do passado dele, da época de estudante. Cada dia é destacado e vemos a trajetória de crescimento interior do Nino aprendendo a lidar com aquela nova condição dele.
tudo bem pontuado pelo desempenho do ator Theodor Pelerin, que interpreta o papel título, não apenas pelo que ele fala, mas principalmente pelo seu olhar e por sua linguagem corporal. Nino, de sexta à segunda, é uma pequena obra carregada de sensibilidade e sutileza.
E é também da França que vem o relançamento desta semana, no caso, um clássico moderno que completa este ano 40 anos e por conta disso volta aos cinemas numa cópia restaurada em 4K. E não é a versão do diretor, existe uma versão do diretor com cerca de 3 horas de duração.
É a versão que foi lançada nos cinemas em 1986. Eu estou falando de Betty Blu. Depois de quase uma década trabalhando como assistente de direção ou diretor de segunda unidade, o francês Jean-Jacques Bernier Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal Anal
Iniciou carreira como roteirista e diretor em 1981, quando ele realizou Diva, Paixão Perigosa. Dois anos depois, ele adaptou uma obra no ar do escritor David Goores, no caso, A Lua na Sarjeta.
Mas foi a partir de seu terceiro longa, este Bat Blue, que ele conquistou uma legião de cinéfilos mundo afora. Apesar de todo o filme ser um registro de seu tempo, como bem disse o cineasta Henrique Romé,
há aqueles que capturam com mais precisão esse espírito, e Betty Blue é seguramente um deles. O roteiro do próprio BNX é uma adaptação do romance de Felipe de Jean, e nos apresenta o Zorg, que é vivido pelo ator Jean-Yves Anglade,
que vive no sul da França, trabalhando como zelador e pintor de um conjunto de bangalôs. Nas horas vagas, ele escreve e sua vida muda por completo com a chegada da jovem.
Bette, interpretada pela atriz Beatriz Daly. Bette exala vida por todos os poros, mas também é marcada por uma instabilidade que gradativamente vai abalando a relação com Zorg. BNX
Eu sempre erro sobre o nome dele. É um diretor que muitos costumam chamar de esteta por conta do apurado senso visual de seus filmes, realçado aqui pela expressiva fotografia de Jean-François Roubain, que destaca a cor azul em todas as cenas. Outro ponto alto é a ótima trilha sonora, composta por Gabrielle Arede.
Sem esquecer, obviamente, da dupla central do elenco que esbanja a química, especialmente Beatriz Dalle em sua explosiva estreia no cinema. O título original, 37 graus de manhã,
se refere à temperatura do corpo de uma mulher quando ela está ovulando. E como eu já disse no início do comentário, essa é a versão que chegou aos cinemas, é a mesma que volta agora, mas existe uma outra versão com pouco mais de três horas de duração, a chamada versão do diretor. É isso, Betty Blue de volta aos cinemas. Até semana que vem.
E essas foram as dicas de cinema desta semana no Ensino Ivéricas. Este podcast é mais um podcast da família de podcasts do Jornal Plural. Eu sou o Paulo Biscaia Filho e este podcast também é apresentado por Marden Machado. Siga a gente nas redes sociais. Eu sou o arroba biscaia e o Marden, arroba, sim, Marden. É isso aí. Até a semana que vem. Tchau!
Everyone, have a great day.