163 | Empregos Verdes: Como se preparar para trabalhar na economia verde? Ouça de quem está há anos na área
Neste segundo episódio do podcast Empregos Verdes discute quais conhecimentos e habilidades realmente fazem diferença para quem quer construir carreira em sustentabilidade.
Conheça os convidados
A editora de Um Só Planeta Naiara Bertão conversou com dois profissionais que construíram carreiras ligadas à sustentabilidade a partir de trajetórias diversas:
Daniela Mignani é diretora executiva de gestão corporativa do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), organização que reúne grandes empresas em torno da agenda de desenvolvimento sustentável.
Filipe Alvarez é head de Sustentabilidade, Governança e Disciplina de Gestão na Azul Linhas Aéreas. Com mais de 18 anos de experiência na área, ele lidera a agenda estratégica de ESG da companhia, conectando temas como transição energética, mercado de carbono e gestão de riscos climáticos ao desempenho financeiro da empresa.
- Virada SustentávelO que são empregos verdes · Habilidades e conhecimentos necessários · Pós-graduação vs. cursos rápidos · Oportunidades no mercado de trabalho verde · Certificações em sustentabilidade
- Trajetórias Profissionais em SustentabilidadeTransição de carreira para a área verde · Experiência em gestão corporativa e comunicação · Experiência em gestão ambiental e finanças · A importância da visão de negócios · Comunicação e storytelling em ESG
- Energia BrasilEnergia e transição energética · Soluções baseadas na natureza · Tecnologia e clima · Mercado de carbono · Bioeconomia
- Futuro do TrabalhoImpacto da inteligência artificial nas carreiras · Necessidade de transição de carreira · Portfólio de carreira e renda adicional · Novas posições e habilidades demandadas · A importância de sair da zona de conforto
- Implementação de ESGDemanda por profissionais verdes vs. formação · Green skills e sua importância · Atenção a cursos e formações · Diplomacia e construção de coalizões · Habilidades de diálogo e negociação
- Mudança de Vida ProfissionalPivotagem de carreira em diferentes fases da vida · Superar desafios de mudança de setor · A importância da humildade e aprendizado contínuo · Construção de um portfólio de carreiras · Networking e expansão de contatos
- Impacto social e sustentabilidadeCEBDS e sua atuação · Agenda de desenvolvimento sustentável
Esse episódio faz parte de Um Só Planeta, maior movimento editorial brasileiro para promover práticas sustentáveis. Acesse, informe-se, atue. Não existe Planeta B.
Olá pessoal, estamos aqui em mais um episódio do nosso podcast para falar sobre carreira, nessa transformação verde que a gente tem visto. E assim, quando a gente fala de carreira tem tantas dúvidas, né? Primeiro, o que é um emprego verde?
é que a gente realmente não sabe ainda né tá em construção outra outra questão que sempre surge será que vale fazer uma pós-graduação será que o MBA e faz diferença para mudar de carreira para que algum curso rápido ajuda mais né ou para onde eu vou né Quais são as oportunidades que tem por aí
que tipo de certificação eu tiro? Então, assim, tem muitas dúvidas, né? E a gente está tentando responder aqui ao longo dessa série para vocês essas dúvidas. E eu, Nayara Bertão, editora de Um Só Planeta, estou aqui com dois convidados que têm uma trajetória muito interessante, diferentes, mas muito complementares, voltados para a sustentabilidade, podem dar algumas pistas aqui para a gente.
sobre o que fazer, se você está querendo mudar de carreira ou querendo direcionar a sua carreira desde o início a isso, eles podem dar algumas dicas, algumas pistas e vocês também podem se inspirar na história deles. Vou apresentá-los aqui, eu estou com a Daniela Mignani, ela está como diretora executiva de gestão corporativa do Cebedes, que é o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.
O Cebedes, para quem não conhece, ele reúne um setor empresarial, um grupo empresarial bem forte em torno da agenda de desenvolvimento sustentável. Ela vai poder explicar um pouquinho mais aqui. Ela tem formação em comunicação, pós-graduação em marketing, MBA em administração, várias capacitações dentro e fora do Brasil e mais de 20 anos de experiência como se levam de grandes empresas. Obrigada por ter aceitado o nosso convite, Daniela. Obrigada.
Obrigada, Nayara. É um prazer estar com você e com o Felipe aqui. Bom, eu, Felipe Alvarez, que já conheço há um tempinho. Inclusive, ele vai contar que ele é coautor de um livro bem interessante. O Felipe está como Red de Sustentabilidade, Governança e Disciplina de Gestão nas U-Linhas Aéreas. Ele lidera a agenda estratégica de ESG, que está conectada com...
Geração de valor, gestão de risco, performance financeira, que são assuntos muito relevantes também quando a gente fala de sustentabilidade. Ele atua há mais de 18 anos com sustentabilidade corporativa, passou por diversos setores, hoje está no setor aéreo, e tem forte experiência em clima, transição energética, mercado de carbono, bioeconomia.
E depois ele vai contar também algumas outras coisas que ele faz, porque o currículo tanto do Felipe quanto da Daniela é super extenso, então eu estou só dando um spoiler aqui. Seja bem-vindo, Felipe. Obrigado, Nayara. Obrigado pelo convite. Um prazer estar aqui com você e com a Daniela.
Legal. Acho que vamos começar com vocês contando um pouco sobre essa trajetória. E assim, fora do currículo, o que ao longo desse tempo tem feito a diferença? Por que vocês foram se encaminhando para a área de sustentabilidade? Eu sei que a Daniela trabalhou com outras coisas também, então acho que pode contar um pouco o que a motivou a focar. Obviamente, no Cebedes ela faz muito mais do que só olhar para a sustentabilidade, também tem muitas funções.
Mas eu acho que, Daniela, podemos até começar contigo, você contar um pouquinho da sua trajetória e as guinadas de carreira que você teve ao longo do período.
Obrigada, Nayara, pela pergunta. Enfim, eu comecei no campo da comunicação mesmo. Eu fui trainee do Banco Nacional e passei por... Na época, aquele programa trainee era super robusto, extenso, ganhei uma gastrite para poder passar no programa de trainee com quatro meses de seleção, enfim. Mas eu fiquei quatro anos no mercado financeiro e o mercado financeiro, eu tive um tutor, por ter sido... DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO
trainee, acho que isso é muito importante na minha carreira e conta muito do desenvolvimento dela, é que o presidente do cartão de crédito, Conrado Engel, na época, ele foi meu tutor no programa trainee. Um alemão do IT, engenheiro, enfim, banqueiro. E ele me ajudou muito a trazer os números como aliado da minha carreira.
Então, eu sempre fui aquela menina, porque eu tinha 21 anos na época, aquela menina de comunicação, mas que lidava, de alguma maneira, com os números. E todo o meu planejamento e comunicação nunca demandou muito dessa questão do ROI, de resultado, enfim. E eu sempre trazia um pouco dessa camada em função da formação que eu tive.
Então, eu, embora tenha feito comunicação, marketing, enfim, me aprofundado na questão de produto e comunicação, a minha carreira foi desenvolvendo, no final das contas, para gestão de negócio. Então, eu passei pela Infoglobo, pela mídia impressa, ali do Grupo Globo, né? E, na época, o Globo Online.
depois fui para o grupo Multiplan e depois eu fui para a TV, onde eu cuidei de vários canais de TV, enfim, divisão de pay TV, mas já se desenvolvendo por uma carreira de gestão de negócios. E os números me ajudaram muito nesse sentido.
E um dia, eu conversando com uma grande amiga, uma grande executiva, que é a Maria Silva Baixos, ela falou, Dani, no final das contas, a gestão de negócio, você não necessariamente precisa saber a fundo daquele setor. Claro que eu estou aqui generalizando, evidentemente tem exceções em relação a isso.
mas você tem que entender o processo, de onde entra e de onde sai aquele produto. Então, naquele momento, me encorajou de alguma maneira, a gente não precisa a vida inteira estar num único setor, porque a gente é especialista apenas naquele setor. Então, ao sair do audiovisual...
em 2022, eu me deparei com dois grandes cenários. A gente tinha o AI ali emergindo e todo mundo entendendo como é que aquilo ia ser aliado ou não de cada uma das profissões, tanto no campo físico, quanto em pessoa, no campo profissional como pessoa física. E também tinha sustentabilidade, né, Ara?
E aí, quando eu olhei para a AI, eu falei assim, bom, esse aqui eu posso ser uma usuária, eu não consigo ser uma gestora. Quando eu olhei para a sustentabilidade, eu falei, olha, qualquer que seja a profissão hoje, à medida que o tempo passa, a gente tem que acrescentar essa camada de consciência e de conhecimento de sustentabilidade. Seja você um CFO, seja você um CMO.
seja você o CEO, seja a profissão que seja, o cargo que seja. E aí eu olhei para isso e falei assim, poxa, está aí, esse é um assunto que eu gostaria de desbravar. Eu tinha um pouco mais de contato e experiência na parte de governança, porque eu ocupei o Comex por 11 anos, o bordo por 11 anos ali do Grupo Globo.
eu tinha um pouco mais também de contato na parte do social. O primeiro canal que eu fui diretora foi o GNT, e o GNT me trazia isso como desafio profissional, então a gente teve que fazer um trabalho bastante grande.
em termos de diversidade e inclusão, tanto dentro da equipe quanto também no ar, de assuntos, de representatividade, apresentadores, enfim. Fiquei sete anos na ONU Mulheres, no Comitê Impulsor da ONU Mulheres aqui no Brasil, então me deu um pouquinho mais de bagagem para eu estar ali entre as três letrinhas, o ISD, a governança e o social. No entanto, o ambiental, eu não tinha mais uma ideia, eu não fui desafiada na minha vida profissional com isso.
E aí é uma batalha, né, Yara? Não é simples. E aí eu quero concluir para não perder muito tempo aqui, para a gente ouvir o Felipe, mas assim, quando você faz uma pivotagem de setor, e aí vem o lado bom e o lado ruim, né?
Quando você não consegue transferir seu vocabulário, seu networking, as pessoas não te conhecem, você era referência num lugar e você vira uma mera aprendiz nesse outro lugar, te demanda um esforço gigante na área. Então, não só são flores, mas, no entanto, se você tem automotivação, entusiasmo, enfim, a gente chega lá porque a trajetória de 30 anos te deu muita bagagem também.
E aí eu tive uma amiga, uma pessoa que eu nunca conheci, porque é amiga de pandemia, e ela foi pra lá na França, e a gente nunca se viu, a Nathalie, e ela falou pra mim uma coisa muito interessante que eu sinto hoje, pra finalizar aqui a minha conversa.
Ela falou, Dani, eu já fiz três reinvenções na minha vida. A primeira reinvenção, ela é brutal. A segunda, ela é bem difícil. A terceira, você tira de letra. Então, e aí ela disse, só que ao final disso, você acaba ganhando um superpoder. Quando você percebe que o que você acumulou ao longo da vida...
pode vir a ser aplicado em muitas outras situações que não foi aquela que você passou 20 anos, entende? Então, depois de dois anos aqui no conselho, eu começo a ficar bem mais confortável na cadeira, no assunto, enfim, demanda muito.
A gente tem que ter muita humildade, porque antes você era a primeira a ser ouvida na sala e hoje você, eventualmente, é a última a ser ouvida na sala. Mas essa humildade também é um grande poder que você tem, porque você acaba observando, ouvindo mais do que falando. Ao ouvir mais, a gente aprende mais. A gente tem duas orelhas e uma boca.
De uma maneira geral, a gente deve ouvir mais do que falar. Então, assim, mas tem sido fascinante. E aí, como eu falei, como a minha carreira migrou para gestão de negócio, hoje eu me sinto confortável, que se eu tiver que fazer alguma outra pivotagem, vai ser difícil. Mas eu acho que eu e todo mundo é capaz disso.
Muito bom. E até eu apresentei vocês falando que vocês estão no cargo, que vocês estão, porque é um pouco isso mesmo. Obviamente, quero que vocês tenham vida longa aí nas organizações, mas a gente faz essas mudanças. Então, também entender isso, que a gente consegue mudar até de crachá ou fazer o nosso próprio crachá, eu acho que é muito importante olhando para o futuro que vem, essa transformação que a gente...
Tá vendo. Queria ouvir o Felipe agora também, um pouco da sua trajetória e tudo que você anda fazendo. Legal, Daniela, obrigado. Muito bom ouvir a Daniela, porque a gente tem um... Eu acho que um mindset muito parecido em relação ao processo. Não tive a sorte, Daniela, de ter sido trainee, mas eu tive alguns desafios no começo da carreira que fizeram esse papel que você comentou, do tutor.
Eu fui treinando, mas não num processo robusto como esses de grandes bancos. Eu fui de uma consultoria finlandesa que tinha um escritório em Curitiba. Então, me formei, saí de São Paulo e fui morar em Curitiba.
para trabalhar numa consultoria que atendia o setor de papel e celulose. E eu tive uma chefe, mesmo... Foi engraçado porque ela também é uma descendência alemã, muito metódica, muito organizada, um nível de cobrança altíssimo, e ao mesmo tempo uma boa vontade de orientar e de dar sugestões de carreira.
E eu sou biólogo de formação, então eu sempre quis trabalhar com gestão ambiental, com a parte técnica, ir para o campo, fazer levantamento, conversar com comunidade. E ao longo da minha carreira eu fui percebendo que isso era muito legal, mas era muito cansativo e pagava pouco. Poxa, como que eu posso crescer na minha carreira de forma estratégica, não sofrer tanto com o...
essa rotina de campo, de viagem o tempo inteiro e ter um plano de crescimento e aí foi que o que a Daniela falou e eu concordo plenamente, eu tenho que entender de negócio, porque se eu for ser um técnico, por mais que eu seja um especialista profundo no que eu faço
eu vou ser sempre um técnico. Eu preciso ter uma visão mais ampla de business, de negócio. Então, eu fui atrás de um mestrado, enfim, fui fazer o que eu achava que tinha que fazer, que era construir a formação adicional. E isso é importante, de fato, mas...
A chave foi virar quando eu fui trabalhar depois numa empresa brasileira que exportava madeira para a Europa, madeira certificada com FSC e tudo mais. E em um dado momento o investidor dessa empresa queria que a gente expandisse o negócio para uma região no sul da Bahia.
E o meu chefe me perguntou, era uma empresa muito pequena, boutique, investida por fundos de private equity? Então a gente tinha um contato com os investidores muito direto. E essa relação da visão do negócio foi muito importante para mim. E o investidor pediu, vamos para o sul da Bahia, eu quero saber qual é o lugar que vocês querem que seria melhor para a operação.
E o meu chefe me perguntou, aonde a gente vai gerar o maior impacto socioambiental possível? Eu fiz uma análise qualitativa, mostrei, enfim. Mostrei para ele, ele adorou, falou, tá ótimo, é isso mesmo. Quanto vale esse impacto?
Aí eu falei para ele, poxa, eu não sei quanto vale, eu sou biólogo. Aí ele brincou comigo, era um cara muito simpático, muito brincalhão, ao mesmo tempo um gênio. Ele falou, então faz o seguinte, ô preguiçoso, vai sentar ali do lado do diretor de finanças e vai aprender a fazer fluxo de caixa.
E eu fui. Um biólogo foi aprender a fazer fluxo de caixa, fui entender o que era a TIR, o que era a VPL, o que era o WAC, taxa de desconto, o que era a operação estruturada. Aquilo explodiu a minha cabeça. Falei, cara, não existe sustentabilidade sem dinheiro.
E aí eu comecei, eu fui fazer uma pós-graduação em finanças e investimentos, fui aprender, tive disciplina até de gestão de grandes fortunas de famílias, abri a minha cabeça para um mundo que eu achava que eu não gostava, que não era minha, e isso foi em 2017. De lá para cá, essa visão técnica, que eu não abandonei, junto com a visão de negócios, de dinheiro, porque você tem que falar de dinheiro,
foi fundamental para eu chegar onde eu cheguei hoje. E nos últimos cinco anos, é legal estar aqui com duas comunicadoras, eu percebi a terceira coisa importante. Não adianta você ser um bom técnico, saber fazer conta e falar de grana. Você tem que contar essa história de um jeito adequado.
Então, já há um tempo eu venho me dedicando a aprender a me comunicar, obviamente que não como um comunicador em si, mas fui fazer curso de storytelling, de programação neurolinguística, para entender como que eu me comunico melhor com os tomadores de decisão. Porque, no final do dia, o que eu falo para os meus alunos, nas aulas que eu dou de formações para ESG, que não adianta você só...
conhecer tecnicamente ou ser muito bom discutindo a modelagem financeira. Se você não consegue colocar isso numa narrativa adequada ao seu interlocutor, então a primeira coisa que você tem que saber é pra quem que eu vou falar. O meu CFO tem qual perfil? Tem uma história engraçada que eu gosto de contar, que quando eu cheguei na Azul, o presidente falou, Felipe, eu não entendo de sustentabilidade ESG. Me dá um banho de loja, me faz apresentação de uma hora que eu quero sair de lá sabendo tudo.
do Mandas de Precisa. E a primeira coisa que eu mostrei pra ele foi um gráfico que o Itaú Asset Management tinha feito de, olha, se a gente não quiser nada em relação às mudanças climáticas, o EBITDA consolidado do Ibovespa tende a derreter. Eu falei, bom, eu vou falar pra um presidente, eu vou mostrar um gráfico, enfim. E aí, logo de cara, ele bateu o olho e falou uma frase que eu gosto até hoje. Ele falou, ah, mas isso é óbvio, sem planeta não tem EBITDA.
Então, assim, mas eu acertei, né, por acaso eu acabei acertando, mostrei na linguagem financeira um argumento técnico que ele compreendeu, acho que com certeza tirou de lá e carrega com ele. Então, assim, para devolver a palavra para você, Nayar, eu acho que...
daria para ficar, com certeza, daria para ficar amanhã inteira aqui contando casos, mas eu acho que o segredo de qualquer carreira, verde, não verde, em AI e comunicação, é, independente do que você faz, entenda de business, e como a Daniela falou, não necessariamente um tipo de business, entenda como os negócios funcionam, entenda como o dinheiro percola o negócio e como que as decisões são tomadas em função e como que as decisões são tomadas em função
do resultado financeiro. A partir daí, você constrói todo o resto e com certeza com muita propriedade. Legal. Até eu quero... Enfim, contar um pouquinho, muito rápido a minha experiência, porque isso me dá o gancho para a próxima pergunta. Eu sempre fui jornalista, mas da área de economia, finanças, investimento. E aí, quatro anos e meio, mais ou menos, quase cinco, eu recebi esse desafio.
de montar um caderno de sustentabilidade para o valor econômico. Então, falar sobre finanças, economia, negócios com um olhar de sustentabilidade. E eu não tive um fim de semana no ano que eu comecei o Prática ESG. Porque todos os fins de semana, ou eu estava estudando, ou eu estava realizando coisas, editando. Então, assim, houve muito sacrifício também. E na época...
acho que vocês também talvez passaram por isso, não tinha tantos cursos aqui no Brasil, então você vai atrás de conteúdo da forma que você encontra, seja em site, seja fazendo algum curso online fora. Então eu literalmente me virei, não vou dizer que foi fácil, porque não foi, e hoje em dia eu continuo com esse desafio de aprender, porque o tempo inteiro a sustentabilidade está se atualizando.
Então, vocês falaram, por exemplo, de ambiental, para a Daniela um pouco mais difícil, para o Felipe mais fácil, mas imagino que tem outras questões, né, Felipe? É um desafio mesmo, a hora que você vai falar de mercado de carbono, o mercado de carbono está evoluindo, a hora que você vai falar, enfim, sobre descarbonização, tem tantas outras tecnologias servindo. Então, a minha pergunta é um pouco nesse sentido, assim, quais os desafios que vocês hoje enfrentam?
como uma ilustração de que é uma área que tudo bem você estar em constante busca de conhecimento, até mesmo transformação em muitos casos e até direcionamento, redirecionamento de carreira. Daniela, quer começar?
Posso começar? Eu acho que a gente tem que ver esse assunto com bastantes nuances. O Felipe falou uma coisa interessante, de que não importa qual é a carreira. Quando a gente olha os índices de demanda de empregos verdes, tem uma pesquisa, que é uma pesquisa americana que saiu ano passado, está em inglês aqui, vou passar para português, mas é do Instituto Economic Graph Research Institute.
que diz, é imaginando o mercado de trabalho, né? E quebrando as barreiras, enfim. Quando a gente olha, assim, a gente pode ver pelo meio copo cheio e meio copo vazio, né? A gente vê que a demanda está correndo muito mais rápido do que o processo de formação. Isso que você está trazendo, né? Duas vezes mais rápido, né? Profissionais que têm o...
a habilidade verde, os green skills, eles são contratados a uma taxa 46% maior do que a média global. E se nada mudar, segundo esse mesmo relatório, a gente pode chegar a um gap de 19% em 2030 e ultrapassar 100%.
até 2050. No entanto, e aí vem as nuances que a gente tem que olhar, dependendo do recorte da pesquisa, dessa mesma pesquisa, 51% ou 53%, dependendo desse recorte, essas contratações de pessoas com green skills, com habilidades verdes, estão em função não-verdes.
que bate um pouco com a minha motivação, né, de ter, eu falo, putz, sustentabilidade, no mínimo na área, eu estou aprendendo para alguma, se eu mesmo retornar para o setor anterior, entendeu? Então, a gente tem que olhar que...
Os economistas estão sendo formados, os jornalistas estão sendo formados, os engenheiros, enfim, todas as profissões. E hoje é necessário acrescentar essa camada, tanto quanto a gente acrescenta tecnologia, né, Nayara? Então acrescentar essa camada verde. É inexorável isso hoje. Claro que o que você diz vale para a AI também. A gente vai olhar...
Tem um monte de curso de AI picareta, que a gente fala, putz, será que eu vou aprender mesmo? Será que é relevante? Vale para a ESG, porque na onda de uma nova tendência surgem dezenas, centenas de prestadores de serviços, de consultores, de cursos A, B, C, D, F, G. Enfim, isso vale para qualquer fase da nossa vida e momento profissional. Então, tem hoje instituições muito...
acho que consolidadas, solidificadas nisso. Eu continuo achando que as formações, não quero dizer que as formações tradicionais têm que sentar no banco de uma cadeira de formação de pós-graduação, mestrado tradicional, enfim. Não é disso que eu estou falando, mas assim...
Eu acho que hoje em dia a gente tem que buscar o lastro daquela instituição, tem que buscar o lastro daqueles professores, sabe? A gente tem que ficar um pouco mais atento e menos afoito e menos se seduzindo por essas formações muito rápidas, por pessoas que têm eloquência.
falamos aqui de comunicação e aí Felipe, eu preciso te dizer uma coisa eu e a Nayara ela trabalha em um dos maiores grupos de comunicação da América Latina as empresas de comunicação tem imensos problemas de comunicação interno e externo para comunicar sua própria mensagem o problema de comunicação é inerente do ser humano mas quando a gente vê hoje se você fosse me perguntar
dentro desse contexto aqui, para finalizar, tem hoje imensas oportunidades. Quem quer entrar para dentro dessa economia verde, e aqui estou entre aspas, enfim, a gente tem uma oportunidade, olhando para o Brasil, a gente tem uma oportunidade muito grande em energia e transição energética. Se a gente olha, primeiro que a gente tem uma posição estratégica, competitiva, muito favorável em relação ao resto do mundo.
Se a gente pega ali a... Eu acho que a IRENA é o Instituto de Energia Renovada. A gente já tem 16 milhões de empregos globais dentro de energia renovável e no Brasil já são quase 1,6 milhões. Então, olha só a baita oportunidade que tem isso. E aí eu não digo só para os engenheiros e os técnicos.
para o CFO, para a comunicação, para quem quer que seja, para o jurídico, enfim. Quando a gente olha para, por exemplo, soluções baseadas na natureza, que também é uma grande fortaleza aqui do Brasil, segundo a ONU, soluções baseadas na natureza podem gerar até 32 milhões de novos empregos em 2030.
E a gente já tem um contingente gigante, quase 60 milhões já trabalham nessa atividade, classificada como solução baseada na natureza. E a gente também tem tecnologia e clima, que a gente já falou um pouquinho. Como é que a gente pega toda essa explosão de tecnologia? A gente vem falando que o AI é o único capaz de dar escalabilidade às soluções climáticas.
e também aplica a eficiência e aos dados climáticos. Então, a gente tem, no Brasil, imensas oportunidades pela nossa própria vocação. Então, acho que, resumindo, curso, enfim, procura o lastro da instituição, procura o lastro dos professores que a chance de acertar é muito maior.
Muito bom. Queria te ouvir também, acho que a Dani, a intimidade aqui, Daniela, trouxe um ponto bem interessante, que é, você vai ter duas coisas acontecendo, né? Os próprios profissionais, as profissões que hoje existem adicionando essa camada.
ou até mesmo contratando pessoas de outros setores que não eram muito comuns, por exemplo, meteorologistas entrando em banco, etc. E tem essa outra frente de empregos que a gente começa a ver focados nas oportunidades de tecnologia para soluções baseadas na natureza. Enfim, acho que a gente já consegue ver algumas coisas, mas tem coisas que a gente nem sabe o que vai ser demandado.
O que você vê disso, quais são os destaques que você daria, quais as oportunidades que você visualiza?
Cara, eu gosto muito do... Acho, inclusive, muito legal que a Daniela está trazendo fatos e dados. Eu aprecio muito. Fiquei até me sentindo, puxa vida, eu podia ter me preparado alguns fatos e dados aqui para não ficar... Mas vou aproveitar os fatos e dados que você trouxe, Daniela, porque são muito relevantes. Eu acho que o primeiro destaque aí, e eu queria reforçar o que ela comentou, o potencial do Brasil...
como um provedor de soluções de transição energética. Desde as soluções baseadas na natureza, que eu acho que hoje está na mesa, está pronto. Até você comentou, né, eu vou aproveitar e fazer o jabá, um tema que a gente discute bastante no livro Visão e SG, Negócios Resilientes. Tem um capítulo que fala...
só sobre isso, mas assim, a gente tem muito dinheiro na mesa, muita oportunidade para o Brasil de impostos, geração de emprego, enfim, e o Cebetes faz um trabalho espetacular nesse sentido de promover essa economia. Eu vejo uma grande oportunidade, como a Daniela trouxe, para profissionais trabalharem nessa área e principalmente...
Menos felipes, menos caras que passaram a vida inteira estudando isso e se especializaram, e mais pessoas que vêm da área de administração e precisam entender mais sobre carbono. Uma área que eu vejo cada vez mais, absurdamente demandando profissionais que têm esse viés...
é suprimentos. Eu, por exemplo, formei uma analista no meu time, na Azul, abri uma vaga interna em suprimentos e a gente falou, cara, é a sua oportunidade, vai, porque é uma carreira, você ser uma compradora que tem conhecimento de sustentabilidade e ESG consegue trazer para dentro de um processo, isso é muito importante, é um diferencial muito grande, vai acelerar o seu processo de carreira. E dentro do universo de biocombustíveis, eu destacaria aqui para o Brasil,
A gente tem desde o cara que está no campo Eu falo, ah, o emprego verde Ele tem que saber o que é Escopo 1, 2 e 3? Não Mas ele está lá justamente porque O mundo entendeu de fato o que é Escopo 1, 2 e 3 e está tomando decisões Agora
O gestor comercial, o comunicador, toda uma cadeia de valor que vai produzir, fazer essa empresa se posicionar no mercado, ter um produto, vai precisar, as pessoas em todas as posições vão ter, de certa maneira, uma demanda de entender um pouco melhor sobre sustentabilidade. E eu vejo cada vez mais, ontem mesmo, um advogado da área trabalhista falou, estou fazendo um curso de administração.
E teve uma disciplina de sustentabilidade SG, eu achei super interessante, por isso isso, quer dizer, ele já traz o aspecto, óbvio que ele estava olhando mais pro social, mas ele já está olhando pra sustentabilidade como uma ferramenta importante pro desenvolvimento do dia-a-dia deles. Então, eu acho assim, concordo gênero, número e grau com a Daniela, cuidado com os caroneiros, cuidados com os...
cowboys, tem muita gente oferecendo o curso que o cara fez na inteligência artificial, só deu uma capa bonita, não que no início do início do início você não tem a menor ideia de onde você quer atuar em sustentabilidade, você sabe você quer ir para a sustentabilidade
Não vai ser horrível se você entrar num curso de curta duração que você pagou 100 reais. Legal, está te ajudando a construir para onde você quer ir. Mas toma cuidado na hora do portfólio, porque um MBA, um curso de longa duração, um investimento maior, se você for para um lugar que, como a Daniela falou, você não tem certeza do programa do curso, de quem são os professores, talvez você vai se arrepender. Mas eu queria deixar uma mensagem importante, já que a gente falou de inteligência artificial.
Com um pouco de disciplina e inteligência artificial, você avança muito rápido nessa parte inicial do conhecimento. Você não precisa ter curso de curta duração, de carona. Você pode sozinho ir atrás, construir o seu conhecimento, conversa com a inteligência artificial, ela vai te recomendar livros, podcasts, enfim. Não precisa...
desesperadamente contratar um curso para ter conhecimento. Óbvio que em dado momento você vai chegar, bom, legal, eu gosto do social, gosto de governança, quero me aprofundar nisso. Aí sim, você vai especificamente fazer o... pegar exatamente o que você precisa fazer o seu curso, não precisa sair correndo atrás de um monte de informação desesperado, apesar do mercado.
as propagandas dizendo que você precisa, né? No final de contas, o pessoal está querendo vender. E está certo, eles estão vendendo. Mas você pode comprar só o que for necessário na hora necessária. É bem legal isso. E eu queria puxar esse gancho até que a Dani...
citou, das green skills. A gente chama de green skills, mas assim, nada mais é do que o que eu faço para conseguir estar capacitada, preparada para a profissão, a carreira que eu escolhi dentro da sustentabilidade ou que tenha contato com o tema de sustentabilidade.
Então, acho que a gente pode até dividir em soft skills e hard skills ali, mais capacitação técnica, o que pode fazer diferença, se vocês quiserem trazer até experiências pessoais, o que fez mais diferença, o que tem feito mais diferença, eu acho que pode ser legal para quem está ouvindo a gente. Dani, quer começar? Posso começar. Enfim, a gente vinha falando que a economia, eu acho que tem uma premissa que é importante a gente...
partir que a economia verde não é um setor. Ela é uma camada de inteligência que atravessa todos os setores. Então, com essa premissa, a gente está falando da economia verde, mas a gente está falando de todos os outros também.
Tem uma coisa que eu quero trazer aqui, uma provocação para a gente discutir, nós três aqui, que é a tecnologia social, o que a gente chama. Enfim, a gente sabe que o caso das questões climáticas, da agenda climática, ela é altamente sistêmica.
nenhuma empresa vai resolver sozinha, nenhum país vai resolver sozinho. Se a gente resolve aqui a questão das emissões do Brasil, se Estados Unidos não resolvesse, a Europa não resolvesse, a China não resolvesse, todos nós seremos afetados. Então, tem essa questão intrínseca de ser sistêmica. Ao ser sistêmica, a gente também tem que atuar com diplomacia.
Porque a gente tem que saber desenvolver movimentos pré-competitivos. Porque se ela é sistêmica, se eu não resolvo sozinho o meu problema e eu preciso do outro, como é que a gente une os outros ou outro ou os outros? Então, hoje vem crescendo muito a força. Eu acho que o embaixador André Correa do Lago foi muito feliz.
alcunhar ali o termo mutirão para a COP, porque acho que mutirão é uma palavra que define muito a forma como a sustentabilidade deveria atuar. Então, a construção de coalizões pré-competitivas, de modo que a gente consiga organizar e pactuar compromissos em consenso, em convergência.
é algo que vem demandando muito, né, Ara e Felipe, né, da nossa atuação em sustentabilidade. Então, quando a gente olha especificamente a agenda de sustentabilidade, a gente precisa construir coalizões, parcerias público e privadas, redes empresariais. Como é que a gente faz isso?
estando aberta para o diálogo, entendendo um pouco da diplomacia. Quando eu falo diplomacia, é mais da diplomacia privada do que a diplomacia institucional. A gente, a sustentabilidade, ela faz uma ponte permanente.
entre o setor empresarial, ou seja, o mundo executivo, resultado ebista, e poder público, que é a influência de políticas públicas. Então, o profissional que consegue atuar e agir desta maneira, nessa diplomacia que traga esse...
esse skill de diálogo é fundamental. Ele é absolutamente fundamental. E eu quero dar um exemplo prático. O Cebed teve a oportunidade, por uma demanda do próprio embaixador André Guerra do Lago, pediu que a gente conseguisse, como o Cebed, como o Conselho, ele é uma organização multissetorial.
Ele nos pediu o auxílio para que a gente pudesse chegar em convergência na COP, o setor empresarial chegar em convergência na COP em seis temas prioritários para o Brasil. Agricultura, pecuário, floresta, energia, minerais críticos e transportes. E a gente conseguiu construir quatro coalizões dentre esses seis temas prioritários, que foi agricultura, energia, transportes e minerais.
Quando a gente olha para o conjunto dessas quatro coalizões, falando bem resumidamente, nós reunimos 270 empresas e associações que trabalhamos juntos, divididos nessas quatro coalizões, num movimento altamente pré-competitivo. E eu vou dar um exemplo de uma colisão só, só para ilustrar para quem está ouvindo.
entender o que é. Nós começamos com a coalizão de transportes, que foi viabilizada pela Motiva, antigo Grupo CCR. O Miguel Cetas é um líder super, super inspirador, tem muito conhecimento na parte de sustentabilidade.
E aí ele falou, não, pode deixar aqui, eu vou viabilizar a coalizão de transporte. Só que a coalizão de transporte não foi uma... E o negócio da motiva fundamentalmente está em cima de rodoviário, e um pouco ali de aeroviário, como é que eles estão saindo, enfim. O que aconteceu? Essa coalizão foi dividida em seis grandes eixos.
aeroviário, ferroviário, rodoviário, hidroviário, enfim, concorrentes diretos, se a gente pensar em termos de modal. E isso não impediu em momento nenhum do Miguel e do Grupo Motiva de encampar, chamar os concorrentes e, ao final, o que eu acho interessante, a gente mapeou 90 alavancas de descarbonização, são coalizões voltadas para a Net Zero até 2050.
E dessas três alavancas que representam 70% do potencial de descarbonização, uma delas é eletrificação, outra é o uso intensivo de biocombustíveis e a terceira é a mudança de multimodalidade do transporte no Brasil. Aí a gente pensa, quem tem mais a perder? O rodoviário que mais emite, né? E é, potencialmente, é o negócio da motiva.
E aí o próprio Miguel dizia, não, ele estava olhando ali como um bem maior, uma contribuição maior para o país. E aí tem a camada de negócio que diz assim, o Brasil ainda é um país em desenvolvimento. Então a gente ainda tem muito o que crescer em absoluto. Ainda que você possa vir a ter uma mudança de share ali da modalidade.
Essa mentalidade de movimentos pré-competitivos, de olhar a camada aqui em cima, o andar aqui de cima, sabendo que todos nós, como cidadãos e empresários, podemos nos beneficiar, é um skill que é necessário para a gente atuar na gestão da sustentabilidade e saber transitar por governo, entender como é que isso funciona, como é que são as políticas públicas.
E, Nayara, eu vou te dizer uma coisa. Antes de vir para o conselho, eu não tinha ideia como isso funcionava. E a gente sempre, como cidadã, acha que tem uma relação promíscua de governo, essas coisas todas, enfim, lobbies de interesse, enfim.
Um preconceito, né? Exato, totalmente. E assim, o nível de contribuição que as organizações da sociedade civil, que o setor empresarial fazem para o avanço das políticas públicas é enorme. É enorme.
Então, saber transitar também nesse setor é muito importante. Então, eu acho que esses soft skills de diálogo, sabe? De diplomacia, quase de psicologia humana, né? Porque a gente tem que entender o outro, né? Para se fazer entender e também para estabelecer acordos. Enfim, eu acho que é muito importante. E está ao alcance de todos nós, né?
Acho que é muito legal essa questão da rede, porque envolve muito soft skills, né? Você conseguir, imagina o que essas pessoas, esses executivos, executivas, não tiveram que fazer para chegar em consensos.
com concorrentes, com argumentos de um lado ou do outro, então realmente são muitas coisas, e como você falou, cada vez mais esse movimento em rede, em coalizão, é necessário dentro da sustentabilidade, então vai exigir das empresas, não necessariamente só as que estão 100% focadas, impacto e tal, de todo mundo mesmo.
E também, acho que você até trouxe, mas acho que vale reforçar aqui, o próprio terceiro setor, essas organizações da sociedade civil, também são muito interessantes para quem quer fazer uma carreira voltada para isso, olhando até para políticas públicas, mas não quer exatamente trabalhar no setor público. Então, tem muito campo aí também a ser explorado. Perfeito, exatamente isso.
Muito bom. Felipe, difícil tarefa aqui, hein? Bastante coisa já.
Super. Não, e eu acho que assim, pra não deixar de falar, a caixinha de ferramentas básicas do profissional de ESG, ela é gigantesca. Eu acho que é impossível você que tá, puxa, eu quero ir pro mundo ESG, ou estou de alguma forma dentro do mundo ESG e quero sair do S pro E ou pro G. Primeiro, acho que assim, entender um papo, fazer um, pôr o chapéu de mentor de carreira aqui.
Aonde você quer ir? Verdade, você contou isso, né? Mas você faz bastante mentoria também, né? Como trabalho voluntário eu faço, faço mentoria. Gosto muito disso, gosto de ajudar as pessoas a... Principalmente nesse recorte de sustentabilidade. Porque às vezes tem gente que fala Puxa, tá hypado o mercado, vou pra lá. Veja, pense bem. Porque como qualquer outro mercado tem suas dores e seus amores.
Mas, de qualquer maneira, aquela pergunta que todo mentor vai fazer para você, né? Onde você quer estar daqui a cinco anos? Como é que você se enxerga daqui a cinco anos? Você é um biólogo e quer ir para a governança? Ou você é um comunicador e quer trabalhar com sustentabilidade na parte do ambiental?
É para isso, é para o mental que você quer ir, é para o social, é para a governança. Escolhe mais ou menos esse escopo, porque isso vai definir o caminho técnico que você vai seguir. Como a gente está falando de hard skills aqui, não tem muito zona cinzenta. Se você quer falar de meio ambiente, já falamos aqui inúmeras vezes. Onde está o potência? Aliás, deixa eu dar um passo para trás. A segunda coisa que eu falo para o meu mentorado ou mentorada é beleza, você sabe para onde você quer ir, então segue o dinheiro.
não vai para o outro caminho, segue o dinheiro. Se você quer ir para o ambiente, onde o dinheiro está? Está na transição energética. Onde vai ter oportunidade? Onde vai ter interesse? Onde vai ter energia? Tomadores de decisão, de políticos, de terceiro setor. Onde as oportunidades vão surgir? Onde os desafios vão se concretizar? Ah, mas pode soar pragmático demais? E de fato é, mas assim, sem muito romantismo, todo mundo precisa pagar conta.
Então, se você quer ter uma carreira em sustentabilidade, se você quer ter o prazer de atuar nesse setor, você tem que fazer. E aí eu falo como experiência própria. Cuidado com o romantismo de ir para um lado que tem pouca demanda. Eu não contei, mas a primeira coisa que eu quis fazer na vida como biólogo era... Eu falei que eu estava fazendo o levantamento de campo, mas o meu sonho era ser especialista em identificação de árvores.
eu com 19 anos recém formado em biologia, eu queria identificar árvore no campo, é legal pra caramba mas qual que é a demanda que o mercado tem pra isso, onde eu vou conseguir chegar como profissional seguindo esse caminho, óbvio tem pessoas que vão falar olha
pra mim é mais importante fazer o que eu amo, vou fazer isso, não tô preocupado, mas a maioria das pessoas vai falar, puxa vida, eu quero casar, quero ter filhos, então você vai precisar de recursos. Então segue o dinheiro, que é ambiental, segue o dinheiro. E o dinheiro hoje tá sendo discutido na transição energética. Então dentro do mundo de transição energética, a gente pode começar a abrir caixinhas. A Daniela já trouxe algumas aqui.
a questão dos biocombustíveis, o setor de transportes como um todo, eu posso falar com um pouco mais de propriedade que atualmente estou, você tem biocombustível para aviação, biocombustível para transporte marítimo, eletrificação de transporte terrestre, enfim, daí você pode falar desde o cara que está fazendo a conta de carbono,
Até o comprador, o desenvolvedor de estratégias de parceria, vou dar mais um exemplo. Poxa, mas o que isso tem a ver com o transporte, né? Hoje em dia a gente compra tudo pela internet. Praticamente a gente não vai comprar coisas.
Escolhe na internet e recebe em casa. As empresas de... Como é que fala? Marketing digital, de e-commerce, elas precisam, elas dependem do last mile, da entrega, do final. E essa entrega final, ela é escassa.
não tem para todo mundo, Shopee, Mercado Livre, Amazon, todas elas vão competir pelo mesmo recurso que é o Last Mile. Essas empresas de Last Mile estão olhando cada vez mais como é que eu faço a minha entrega com a menor pegada de carbono possível, como é que eu faço a minha entrega
respeitando o máximo possível, respeitando o máximo possível, respeitando 100% das questões sociais e ampliando o máximo possível o meu olhar social para algo que vai além do simplesmente cumprir lei e entrar nas boas práticas. Então, dentro da transição energética, você tem contatos com o social, contatos com...
escolha dentro dos universos possíveis do mundo ISG o que faz um caminho mais curto eu sou administrador de formação
e já tive experiência com o setor de compras. Poxa, talvez um caminho mais lógico seja ir para os suprimentos. Então, o que eu preciso para atuar com compras sustentáveis que vai fazer sentido? Essa construção mais pragmática de uma matriz de habilidades, o que eu quero fazer, onde eu quero estar daqui a cinco anos, é normalmente óbvio. E aí...
Você pode construir isso sozinho, de novo, reforço, com inteligência artificial, muitos mentores profissionais vão ficar com escassez de demanda, eu não porque eu faço isso voluntariamente, mas enfim, você consegue chegar até um ponto com inteligência artificial que a maior parte das pessoas não vai precisar além de mentoria. Puxa, tá aqui, olha, aqui, construí a minha matriz de hard skills, mas isso vai depender de onde você quer ir.
E, de novo, eu reforço, gente, a não ser que você tenha muito claro que dinheiro não é importante pra você, e eu acho difícil ter essa pessoa no mundo hoje, a melhor dica, a construção do seu caminho de transição de carreira, se esse for o caso, é...
Parta do que você sabe e segue o dinheiro. Construa um percurso pragmático, entendendo onde, e no sentido de dinheiro, obviamente, onde as atenções estão voltadas e para onde o mercado está colocando energia e esforço, porque ali vai ter oportunidade.
Eu gosto muito do que o Filipe está falando, porque fica parecendo um discurso capitalista, mas não é no fim do dia, é o discurso de sobrevivência e a independência, seja em que campo, ela é fundamental para você progredir como ser humano. Então, eu também acho que a próxima década, falando especialmente no campo da economia verde...
e o que eu vou falar é um pouco parecido com o mundo das startups, é menos sobre qual é a escolha da sua profissão, mas qual é o problema que você quer resolver. E quando eu falo do problema que quer resolver, é exatamente isso que o Felipe está dizendo, qual é a demanda que existe. Então, qual é o problema que eu quero resolver? Porque, sem dúvida nenhuma, um dos grandes problemas, talvez o maior problema do nosso tempo atual, é...
a questão do clima. Clima é o nosso maior problema econômico hoje. Então, olhando por essa lente, qual é o problema dentro desse campo do clima que você pode querer resolver? Então, a gente já falou aqui mais de uma vez, né? Finanças precisam entender de clima, né? A gente tem hoje os relatos integrados, então você tem que entender sustentabilidade, o cara que vai fechar lá o P&L da empresa.
O marketing precisa entender de impacto, não estamos falando de publicidade, o pura e simples é de impacto. O supply chain que o Felipe mencionou precisa entender de rastreabilidade, você tem que ter essa noção. O jurídico precisa entender de transição regulatória. Então, olha só quanta oportunidade tem, quanto problema tem para resolver em profissões que a gente já conhece, em profissões que a gente precisa desenvolver.
mão de obra qualificada, como a gente vê na pesquisa, se a gente não requalificar e readequar, a gente vai ter um colapso, ali em 2050.
Sim, e interessante que na própria mini bill do Felipe, que ele me passou, inclusive, ele fala que é a agenda estratégica de ESG conectada com geração de valor, gestão de risco e performance financeira. Então, cada vez mais...
está sendo integrado, não sei se daqui não muito tempo a gente vai começar a ver que o departamento, a área de sustentabilidade vai acabar sendo diluída ali e não ficar como uma área separada.
Nas próprias redações, a gente já começa a ver isso, as editorias diversas tratando dos temas de clima, de sustentabilidade. Então, eu acho que talvez seja uma tendência para o mercado corporativo também.
Pode ver isso acontecendo, isso que você está dizendo, até entre o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Fazenda. Você vê uma pauta de carbono sair do Ministério do Meio Ambiente para o Ministério da Fazenda. E quando isso migra, a gente está falando exatamente disso. Está seguindo o dinheiro, é uma questão econômica, não é uma questão ambiental.
A questão ambiental já suplantou essa história de estar lá confinado num único departamento, é alguma coisa transversal, enfim. Então, você vê, você nota isso até no campo público, sendo tratado como uma questão econômica, não somente como uma questão ambiental. Sem dúvida, você tem toda a razão.
Bem legal. Bom, a gente está chegando agora ao fim aqui do nosso episódio. Queria obviamente agradecer vocês aí pelos muitos insights, mas também quero deixar aí um espaço para as últimas palavras, pode ser uma sugestão, uma dica, uma puxão de orelha, o que vocês quiserem aí deixar de recado para quem está ouvindo a gente. E super agradeço, acho que foram contribuições valiosas.
Depois também se vocês quiserem deixar os contatos de vocês, o LinkedIn, enfim, para quem tiver alguma dúvida e quiser também tirar a dúvida diretamente com vocês, pedir mentoria para o Felipe, quem sabe, ou para a Daniela também, fiquem à vontade.
Felipe, a gente tem isso em comum desde 2018 também, sou mentora voluntária, faço parte de uma plataforma chamada Top2U que atende grandes empresas aqui do Brasil, então assim, talvez seja um dos momentos mais prazerosos da minha vida eu estava indo lá na Globo, onde fazia mentoria, eu falava, gente, como é que eu posso ter esse impacto, provocar esse impacto
Mas eu acho que eu vou trazer essas palavras finais, Nayara, uma questão muito pessoal, assim, que eu acho que muita gente se encontra hoje em dia e com diferentes idades, por incrível que pareça. Eu fiz uma pivotagem de carreira aos 50 anos de idade, né? E vou trazer aqui sem nenhum tipo de lamúria, né? Ainda com a camada feminina aqui do etarismo e tudo aquilo que a gente sabe, a mulher sabe e tudo mais, enfim.
O que eu não tenho a reclamar, porque os grandes impulsionadores da minha carreira foram os homens, que eu só tive chefe homem na minha vida. Enfim, é a primeira vez que eu tenho aqui a Marina Grossa ao meu lado, como chefe. Mas, assim, é necessário, é super possível. Existe um mundo de oportunidades, de verdade. A economia verde é uma delas, tá?
É necessário um esforço realmente brutal da gente querer. Não vai cair do céu, não vai. Você tem que estudar, você tem que... Quando você quer fazer uma pivotagem de carreira, você tem que trafegar por outros ambientes que te tiram da sua zona de conforto, porque se você se mantém naquele mesmo networking, você não vai ver outras oportunidades.
Então, se eu for pegar aqui o meu exemplo, que não é exemplo para ninguém, é apenas para mim, mas eu fui frequentar eventos que eu nunca imaginei que eu fosse frequentar. Eu abri a minha caderneta de telefone aqui e liguei para todos os cilévolos que eu tinha contato, fui conversar com cada um deles, não botei currículo debaixo do braço, eu fui conversar porque aquelas pessoas tinham muito a acrescentar.
E quando a gente está numa conversa despretensiosa, vem insights incríveis, a pessoa sabe que a gente não vai chegar no final da conversa e entregar um currículo. Aproveitar essa networking de conversa foi fundamental para ir desenhando os meus próximos passos e me encorajando para os próximos passos.
Então, o que eu que vivi em audiovisual 20 e tantos anos, fazia programa de TV, geria canais de TV, enfim, e hoje está em sustentabilidade, é uma prova que qualquer um, e mulher, 50 anos, enfim, pode fazer uma pivotagem de carreira. A gente está com uma vida muito mais alongada.
Se a gente pensar hoje com sorte, com algum cuidado, todos nós aqui vamos viver ali até 95 anos. Então, quando a gente fala de 70, 75 anos, são pessoas que precisam continuar a estar na ativa.
São raríssimos as pessoas que vão construir patrimônio para ficar 40 anos, para de trabalhar para 60, 35 anos vivendo de renda. Isso não existe na realidade brasileira. Então, a vida profissional foi mais alongada. Por ter sido mais alongada, a gente tem que pensar...
em um portfólio de carreiras, porque não necessariamente a gente vai ter a mesma carreira ao longo de toda a sua vida cronológica. Então, eu quero encorajar as pessoas. É um caminho difícil, tem que encontrar dificuldade, é um caminho sim, mas é super possível, porque o mundo está cheio de possibilidades. Se a gente pegar o relatório do World Economic Forum, que é o futuro dos empregos de 2025, e um cu...
Eles mostram que haverá, nessa década, 170 milhões de empregos criados. 92 milhões vão desaparecer. Só que tem aí um delta de 78 milhões de empregos criados. Poderia ser déficit, mas não é. E aí, por fim, dentre essas competências que crescerão,
Tem justamente o que eles chamam de environmental stewardship, que é gestão ambiental e responsabilidade socioambiental, que o Felipe é um craque nisso, entendeu? Então, olha quantas oportunidades. Agora, eu lá no audiovisual nunca tinha pego um Old Economic Forum para ler. Nunca tinha lido um relatório de feature of jobs ou qualquer outro. E quando você se desafia a ler e frequentar outros lugares que você não está acostumado, começa na...
Pontos de luz se abrem aí à sua frente e você consegue reconfigurar a sua carreira. E sempre, você nunca vai deixar para trás o que você aprendeu. Você vai acrescentar. E isso é riquíssimo na vida da gente. Enfim, é isso. Eu estou encorajando as pessoas que estão aí nesses dilemas. Muito bom. Obrigada pelas palavras. Felipe?
Ah, espetacular, Daniela Depois eu vou querer mentoria, brincadeira Eu acho que O que a Daniela falou A gente está obviamente aqui falando de Empregos verdes e discutimos Bastante sobre vários aspectos Mas eu acho que o que a Daniela trouxe Serve para qualquer tipo de movimento
Se você está olhando para empregos verdes, dentro desse universo de sustentabilidade, isso tudo vale, mas vale para qualquer outra transição de carreira. E eu acho que um ponto mais relevante no universo dos próximos anos, as dinâmicas de trabalho vão ser drasticamente modificadas por conta das inteligências artificiais. Então, estar preparado para fazer transições de carreira é fundamental, seja para onde você queira ir.
mesmo que você não queira ir para algum lugar, se prepare para ter que ir para algum lugar, porque isso que a Daniela trouxe, essa composição de portfólio de carreira, é uma grande tendência, na verdade não é uma tendência, ela já está posta, e a gente está pegando o começo dessa cauda, mas você fazer, vamos dizer assim, o seu CLT, que vai representar 60%, 70% da composição da sua renda,
você vai precisar ter outras coisas. Então, eu vou ter um adicional, vou fazer isso, vou dar aula, vou... Enfim, ou então vou me preparar para que daqui a pouco o que eu faço hoje, eu tenho certeza que daqui a cinco anos vai ser 100% substituído por inteligência artificial. Ou muito substituído. Boa parte dos empregos vão deixar de existir, mas eu tenho...
com a possibilidade de migrar para ou aprender inteligência artificial para ser o ser humano por trás da inteligência, né? Isso é uma tendência muito grande, né? O pessoal fala de, óbvio, a gente vai diminuir muito os empregos que são automatizáveis, mas as posições de checagem, de garantia de qualidade, de... DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO
dar o mano para a experiência do cliente ser algo aceitável, vai continuar existindo e acho que cada vez mais vai ser demandado. Então, a forma de trabalhar vai mudar bastante nos próximos 5, 10 anos, mas os trabalhos não vão diminuir. Vai ter uma migração de para onde está o esforço, a demanda. Então, acho que principalmente para quem está no começo, meio de carreira, eu acho que esse é um podcast importante de ser ouvido, porque...
vocês vão ser obrigados a sair da zona de conforto. Se vocês saírem porque querem, vai doer muito menos. Se vocês forem empurrados para a zona de desconforto, vai doer mais. Então, acho que a minha mensagem final aqui é estejam preparados para as mudanças que vão vir e quanto mais preparado vocês estiverem, mais interessantes vão ser os desafios e o desconforto vai ser estimulante e não algo que vai te machucar.
E eu quero só pegar esse ponto do Filipe, que é super importante. A gente não pode esquecer de uma frase que vive no jornalismo, Nayara, e que você sabe melhor do que ninguém, porque você vem do jornalismo econômico. Falta mão de obra qualificada. Quantas vezes a gente escuta isso, Nayara? Muito. Essa frase...
Essa frase é muito importante quem está pensando na carreira e aonde atuar. Porque destrincha essa frase. Falta mão de obra qualificada. Opa, falta. Falta aonde? Enfim, e aí você vai fazer o tracking de onde você pode chegar. Porque a gente escuta isso há quanto tempo na área. A gente que é um país em desenvolvimento continua sendo em desenvolvimento. Continua sendo em desenvolvimento. Eu tenho 53 anos de idade. Meus livros de OSPB diziam que a gente era um país em desenvolvimento 50 anos depois. A gente continua.
você não está em desenvolvimento. Isso também é um gap, mas isso traz uma janela de oportunidade. Então, pega essa frase, quando a gente lê e ouve, e fala, opa, peraí, tá bom, aonde está faltando? E vai atrás, entendeu? Porque tem sim oportunidade.
Perfeito, acho que mataram aí certinho. A gente finalizando com exatamente essa última dica aí, acho que falta arregaçar as mangas, ir um pouco atrás, correr atrás, falar com pessoas, buscar esses ambientes que fogem um pouco do que você já está, acho que não falta, que é dica, dá um livro, inclusive, quem estiver aí disposto.
Eu quero super agradecer O Felipe e a Daniela pelo tempo Pela disponibilidade em estar aqui com a gente Também fica o convite Aqui para quem está ouvindo a gente Para escutar o nosso episódio anterior E acompanhar os próximos episódios Que a gente vai trazer um pouco mais dos setores Eles já citaram aqui Alguns, então acompanhem Que vocês vão gostar também E se gostou desse
desse nosso episódio, também compartilhe com amigos na faculdade, se você é estudante ainda, é um período muito interessante para começar também a pensar nessa carreira. Muito obrigada. Obrigada, Nayara. Prazer, filho. É um prazer. Tchau, tchau. Tchau. Eu sou Nayara Bertão, editora de Um Só Planeta, e este episódio contou com os trabalhos técnicos e edição de Gustavo Mafei e Danilo Bandeira.
Este episódio faz parte de Um Só Planeta. Acesse, informe-se, atue. Não existe Planeta B.
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