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Sindicato contesta transferência de empregados da Copasa

03 de julho de 20263min
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A empresa, recém privatizada, anunciou a mudança do local de trabalho de 3 mil funcionários, segundo o sindicato da categoria.
Participantes neste episódio3
B

Betão

ConvidadoJornalista
M

Murilo Valadares

ConvidadoPresidente do Sindicato dos Engenheiros de Minas Gerais
V

Vandercy Gomes

ConvidadoDiretor do Sindagua
Assuntos2
  • Troca de técnicosCopasa · Equatorial · Sindagua · Privatização · Transferência de pessoal
  • PrivatizaçõesDemissões · Prestação de serviço
Transcrição8 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Notícias da Assembleia.

?Voz B

A transferência de cerca de 3 mil trabalhadores gera protesto contra a Copasa. Menos de um mês após a privatização da empresa, a mudança de pessoal foi anunciada sem um diálogo prévio, segundo os funcionários, o que originou as reclamações da categoria. O caso foi parar na Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia de Minas. A privatização da Copasa foi autorizada por lei estadual aprovada pela Assembleia e sancionada pelo governador.

O repasse da companhia foi concluído em junho de 2026 e a vencedora do processo é a Equatorial, que pagou cerca de R$8,4 bilhões pelo controle da empresa. Já o governo do estado mantém uma fatia das ações da Copasa, que garante ao Executivo o poder de veto sobre temas estratégicos, como a alteração do nome e sede da companhia. Em meio a essas mudanças, a empresa também teria decidido realocar cerca de 3 mil funcionários, ou um terço do quadro de pessoal da Copasa.

A medida não teria sido precedida de um diálogo com os trabalhadores, como afirma Vandercy Gomes, diretor do Sindagua, sindicato que representa a categoria.

?Voz C

São surpreendidos com esse comunicado através de um email informando a eles que a partir de tal data eles terão que se apresentar em uma determinada cidade. O trabalhador recebe isso de uma forma que ele fica totalmente fora de si, onde ele já está estabilizado ali em determinada cidade, sua família já está estabilizada ali naquela cidade por 10, 20, 30, às vezes até 40 anos. E no entanto, de uma hora para outra, ele simplesmente recebe essa notícia de que ele vai ter que largar tudo aquilo ali para trás.

?Voz B

Para o presidente do Sindicato dos Engenheiros de Minas Gerais, Murilo Valadares, O anúncio da transferência busca pressionar os funcionários. Ele orienta os trabalhadores a não abrirem mão das garantias previstas em lei.

?Voz A

PDVI, o sindicato tem que assinar, senão dá justiça depois. Menos de 18 meses nós não assinaremos. É estabilidade. Não entrem, nós não vamos assinar. Segunda coisa, não peça demissão. A transferência é para pessoa pedir demissão. Vamos nos virar, não peça demissão.

?Voz B

Para o deputado Betão, do PT, que propôs a reunião, a transferência de praticamente um terço dos empregados já é o impacto negativo da privatização da empresa.

?Voz D

É aquilo que a gente já previa quando nós estávamos fazendo audiência pública aqui, que se privatizada, como aconteceu em outras companhias de saneamento do Brasil, do mundo afora, normalmente se demite 30% da categoria, né, que começa a criar problemas porque não dá conta da demanda.

?Voz B

Já para o Executivo e deputados da base de governo que apoiaram a medida, a transferência do controle da Copasa visa melhorar a prestação de serviço à população Convidada a participar, a Copasa não enviou representante para a audiência. Sobre as transferências, a empresa informou em nota que mantém canal de diálogo constante com os empregados e entidades que representam a categoria e que as decisões internas respeitam a lei trabalhista e acordos coletivos vigentes.

O conteúdo completo dessa audiência está no almg.gov.br. Da Assembleia Legislativa em Belo Horizonte, Luiz Felipe Ballona.

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