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Fast News – 2ª Edição – 02/05/2026 | Messias ignora Moraes / INSS muda regras

02 de maio de 202659min
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Fast News - 2ª Edição - 02/05/2026 | Messias ignora Moraes / INSS muda regras
Participantes neste episódio9
C

Cássio Zema

Host
A

André Anelli

Reporter
E

Eliseu Caetano

ReporterCorrespondente
J

Janaína Camelo

Reporter
L

Luca Bassani

Reporter
M

Marco Viana

Reporter
M

Matheus Dias

Reporterjornalista
R

Rafaela Almeida

Reporter
R

Rodrigo Viga

Reporter
Assuntos11
  • Redução da Jornada de TrabalhoJoão Barradas · Léo Prates · Alencar Santana
  • Redução da carga horária de policiaisSargento Portugal · Coronel Meira
  • Indicação Jorge Messias ao STFDaniel Vorcaro e Alexandre de Moraes · Gilmar Mendes · Flávio Dino · Rodrigo Pacheco
  • Mudanças no INSSJuan Carlos Serafim
  • Desafios políticos no CongressoLula · Fernando Haddad · Nicolas Ferreira · Flávio Bolsonaro · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Gumota
  • Saída dos Emirados Árabes da OPEP
  • Show da Shakira no Rio
  • Manifestacoes e Protestos Sociais
  • Série Chernobyl
  • Guerra no Oriente Médio
  • Petrobras
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Olá, muito boa tarde e sejam todos bem-vindos ao Fast News, segunda edição, neste sábado, dia 2 de maio de 2026. Eu sou o Cássio Zema e te faço companhia, a partir de agora, com os principais destaques do Brasil e do mundo. A gente começa indo direto para Brasília porque o presidente da Câmara, Hugo Mota, convocou sessões extras para acelerar a tramitação da PEC que acaba com a escala 6x1. O repórter André Anelli traz todos os detalhes.

A Câmara dos Deputados vai ter sessões deliberativas em plenário de 4 a 8 de maio, de segunda a sexta, rotina atípica, já que esses compromissos costumam ficar concentrados de terça a quinta. A medida faz parte de um esforço do presidente da casa, Hugo Mota, para aprovar a PEC da redução da jornada de trabalho ainda em maio.

O texto tem como prazo 10 sessões plenárias deliberativas para que sejam apresentadas emendas na comissão especial que analisa o tema. Só depois desse prazo é que o relator, deputado Léo Prates, pode divulgar o parecer. E o presidente do colegiado, deputado Alencar Santana, pode levar à votação.

Com mais sessões dentro de uma mesma semana, o prazo regimental corre mais rápido, objetivo buscado pelo presidente da Câmara, Hugo Mota, que pretende votar a mudança em plenário ainda em maio. A pressa se deve ao potencial eleitoral da medida não apenas para o Executivo Federal, mas para os próprios parlamentares, que também vão enfrentar as urnas em 2026. De Brasília, André Anelli.

E o projeto de lei que reduz a carga horária do trabalho de policiais e bombeiros militares foi aprovado na Câmara. Matheus Dias. Na mesma linha de um dos debates mais presentes no Congresso esse ano...

presidente Lula, uma outra pauta foi aprovada entre os deputados, essa de autoria da oposição. A redução da carga horária mensal para policiais e bombeiros militares, de autoria do deputado sargento Portugal do Podemos do Rio de Janeiro e relatoria do deputado Coronel Meira do PL do Pernambuco.

A proposta aprovada na Câmara dos Deputados e que agora vai para o Senado estabelece jornada mensal de até 144 horas, o que dá em média 36 horas semanais. Apenas em casos necessários, com escalas de 24 horas, aí sim o limite máximo pode ser de 192 horas mensais.

O deputado Sargento Portugal diz que hoje a carga horária dos servidores ultrapassa 200 horas mensais em alguns casos. O que que representou ontem a aprovação de 5.967 de 2023? Libertar o povo da Polícia Militar.

e do corpo de bombeiro. Nunca antes foi regulamentado a carga horária para esses profissionais que trabalham por inúmeras vezes acima de 200 horas por mês. Vocês sabiam disso? Então esse povo estava aclamando por isso tudo. E no texto...

Não gerou nenhum impacto financeiro, porque fica obrigatório criar o banco de horas e registrar as horas trabalhadas a mais, sendo contadas em dobro. Agora vai seguir para o Senado e ontem foi aprovado por unanimidade. Nós esperamos que o Senado agora aprove também o regime de urgência. Diz ainda que não tem dúvidas que a pauta vai ser aprovada, sem enfrentar nenhum obstáculo, seja no Senado ou no Planalto.

A importância da aprovação do projeto ontem na Câmara dos Deputados, em que regulamenta a carga horária de todos os policiais militares e bombeiros militares do Brasil, é justamente para ele poder se recuperar física e mentalmente e parar de ser explorado. Parar de ser explorado. A escala não pode ser considerada nenhum tipo de favor e nem coação em cima desses operadores.

Nós passamos por isso por muito tempo. Então nós estamos libertando um povo. Ontem por unanimidade. E agora vai para o Senado e eu tenho certeza que vai ser também aprovado por unanimidade para seguir para o presidente da República sancionar essa lei. Além da redução mensal, a proposta prevê remuneração extra para o trabalho que ultrapasse essa carga horária. Em casos de domingos e feriados, o pagamento será dobrado.

E a pesquisa Latam Pulse apontou um desgaste na imagem do Congresso Nacional. Todos os detalhes na reportagem do Marco Viana. Olha, essa nova pesquisa pela Latam Pulse traz um sinal de alerta importante sobre a imagem dos principais líderes políticos do país. O levantamento mostra um desgaste generalizado com queda na avaliação de praticamente todos os nomes analisados.

O presidente Lula aparece com 45% de imagem positiva e 53% negativa. Uma queda em relação ao levantamento anterior. Fernando Haddad segue na mesma linha com 44% positiva e 53% negativa.

Entre os nomes de projeção nacional também está Nicolas Ferreira, que tem 44% de imagem positiva e 55% negativa, enquanto Romeu Zema e Geraldo Alckmin ficam na casa de 43% de avaliação positiva, mas também registram queda.

Flávio Bolsonaro aparece com 42% positiva e 55% negativa. Ronaldo Caiado tem 37% positiva e 48% negativa. Mas o maior destaque negativo fica para os presidentes do Congresso Nacional. Davi Alcolumbre tem apenas 3% de imagem positiva e 81% negativa. Já na Câmara, o Gumota registra...

2% positiva e 87% negativa, os piores resultados do levantamento. Os dados reforçam o cenário de alta rejeição e mostram que o desgaste atinge diferentes campos políticos em um momento de grande sensibilidade no cenário nacional.

Valeu, Marco. E olha, o Supremo Tribunal Federal voltou a estar no meio de uma discussão entre o governo e o Congresso após as duas derrotas consecutivas dos governistas. Janaína Camelo.

Nessa questão toda envolvendo o STF novamente no meio de uma crise política, está, por exemplo, a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da dosimetria, né? Porque já tinha uma expectativa de que esse caso fosse judicializado e foi, por exemplo, a Federação Rede Pessoal já protocolou no Supremo a ação direta de inconstitucionalidade contra a derrubada desse veto.

O PT mesmo também já adiantou que vai também judicializar esse caso lá no Supremo Tribunal Federal. Então, quem vai decidir sobre esse assunto no fim das contas é o Supremo Tribunal Federal. Além disso, só lembrando que para começar a valer o PL da dosimetria, que flexibiliza as penas, reduz penas para os condenados no 8 de janeiro, as defesas desses condenados precisam acionar o STF.

precisam apresentar recursos, mas o que pode acontecer, o que deve na verdade acontecer, já que esse caso já foi judicializado. A relatoria provavelmente vai para o ministro Alexandre de Moraes, ele deve suspender todos os processos que envolvem esse tema, como por exemplo ali esses recursos apresentados pelas defesas dos condenados, até que se analise esse caso no Supremo. Então ele mesmo deve tomar alguma decisão e deve colocar essa decisão dele.

para julgamento no plenário do Supremo. Ele pode também determinar audiências para discutir esse assunto, audiências envolvendo todas as partes, isso ainda vai ser redefinido. Mas o fato é que agora esse caso está nas mãos do Supremo Tribunal Federal. Outro fato também que coloca o Supremo no meio de uma crise política é a própria rejeição ao nome de Jorge Messias a essa vaga no Supremo Tribunal Federal.

porque pegou muito mal no Palácio do Planalto, nos ouvidos do presidente Lula, que pode ter tido algum tipo de influência dos próprios ministros do Supremo Tribunal Federal para essa derrubada pelo nome de Jorge Messias. Especificamente, ministros que defendiam, por exemplo, o nome de Rodrigo Pacheco, do senador Rodrigo Pacheco, para essa vaga. Então, por exemplo, ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes. No caso do ministro Alexandre de Moraes, na véspera.

da Sabadina de Jorge Messias, ele se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em um jantar na própria casa do ministro, um jantar que ele ofereceu para o ex-secretário nacional de segurança pública, Mário Sarrubo. E lá nesse jantar estava, por exemplo, Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça, estava também o atual diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

E também Davi Alcolumbre. Então, é uma questão que está, sim, sendo muito discutido, principalmente no Congresso Nacional, principalmente entre os parlamentares da base governista, que dizem também que um dos fatores que levaram à rejeição de Jorge Messias seria a influência daqueles que não querem o avanço, por exemplo, das investigações do Banco Master. De Brasília, Janaína Camelo.

Em uma semana marcada por essas duas derrotas do governo no Congresso, o presidente do PT, Edinho Silva, admitiu que o partido errou ao não apoiar a assinatura da criação de uma CPI para investigar o Banco Master. Matheus Dias.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, e coordenador de campanha de Lula, nessa tentativa à reeleição, disse que a bancada do PT errou em não votar a favor na questão da criação de uma CPI para investigar o Banco Master. Na visão de Edinho Silva, o PT deveria ter votado e deveria ser o primeiro partido a investigar após...

Tantas acusações sérias em relação às fraudes do Banco Master. Mas Edinho Silva disse que a criação de CPIs como essa acabam paralisando o Congresso, acabam paralisando e impedindo a aprovação de pautas do Planalto e por si só, por consequência, acabam também deixando o governo de mãos atadas. Mas disse em entrevista exclusiva ao Estadão...

que a bancada do PT deveria ter assinado a favor da criação dessa CPI do Banco Máster, o que depois acabou gerando um acordo entre Davi Alcolumbre e a oposição. Na mesma entrevista, o presidente nacional do PT criticou o Congresso que essa semana acabou deixando duas derrotas ao governo, tanto na quarta-feira em que desaprovou a indicação...

De Jorge Messias, a vaga em aberto no Supremo Tribunal Federal por votação entre os parlamentares. E na quinta-feira, a votação que derrubou o veto presidencial de Lula, a pauta da dosimetria que prevê a redução de penas para o ex-presidente Jair Bolsonaro e os outros condenados do 8 de janeiro. Nas falas de Edinho Silva, mais uma vez, o Congresso vira as costas para a sociedade. Ele disse que o modelo político brasileiro ruiu e está totalmente destruído.

Quando comentou sobre a não aprovação da indicação de Jorge Messias, disse que o Senado cometeu um erro ao transformar uma indicação legítima e competente a uma disputa política. E quando comentou e se referiu à derrubada do veto presidencial na pauta da dosimetria, disse que o Congresso está tentando mudar o regime de pena ou garantir até anistia aos condenados que previam.

Tentativas de homicídio ao presidente Lula, ao vice-presidente Geraldo Alckmin e também ao ministro Alexandre de Moraes. E olha, depois de ter a indicação ao Supremo Tribunal Federal rejeitada pelo Senado, Jorge Messias pode deixar a Advocacia Geral da União. De Brasília, Janaína Cabelo.

Essa foi a primeira reação do advogado-geral da União, Jorge Messias, depois da conclusão ali, né, do resultado do Senado, a rejeição do nome dele à vaga no STF. Ele disse ao presidente Lula que o ciclo dele na trajetória, na advocacia geral da União, já havia encerrado. O presidente Lula pediu que ele aguardasse, que ele não tomasse nenhuma decisão de cabeça quente, que ele refletisse, pelo menos...

Esse final de semana. E aí os dois combinaram de se reunir mais uma vez na próxima semana. E aí, nessa reunião, eles vão decidir qual o destino do advogado-geral da União. Se ele continuaria na chefia da AGU ou então se ele pode ser também deslocado para outra pasta do governo Lula. Como, por exemplo, que já foi ventilado para o Ministério da Justiça.

Jorge Messias tem dado alguns recados desde quando ele foi rejeitado lá no Senado, tem agradecido, por exemplo, a equipe dele que trabalhou com ele na AGU, mas a ideia dele mesmo é que ele não permanece, até porque se ele permanecesse no comando da AGU, ele precisaria continuar indo ao Supremo Tribunal Federal, ter contato com os ministros do STF, porque ali ele precisa defender todos os processos envolvendo o Estado, e Jorge Messias ainda está muito ressentido.

com alguns dos ministros do Supremo, com uma ala que teria influenciado nesse resultado da sabatina e também no plenário do Senado, que acabou rejeitando o nome dele por 42 votos. Nas redes sociais, em uma última publicação, ele fez agradecimentos.

Agradeceu ao senador Jacques Wagner, que é o líder do governo no Congresso Nacional, e também ao senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Então, nessa semana ainda, a gente vai ver uma nova reunião entre Jorge Messias e o presidente Lula, e nessa reunião será definido para onde Jorge Messias, então, será deslocado, ou se ele continua chefiando a Advocacia Geral da União. De Brasília, Janaína Camelo.

E as deputadas Heloísa Helena e Fernanda Melchiona protocolaram um pedido de CPMI no Congresso para investigar o Banco Master. O requerimento apresentado na última quinta-feira tem apoio de 181 deputados e 35 senadores. Rafaela Almeida.

O pedido de criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito para investigar o Banco Master aumentou a tensão política no Congresso Nacional. O requerimento foi protocolado pelas deputadas Heloísa Helena e Fernanda Melchiona com apoio de mais de 180 deputados e 35 senadores, número acima do mínimo necessário para a criação da comissão.

A proposta é investigar possíveis irregularidades envolvendo operações financeiras, concessão de crédito e possíveis prejuízos a consumidores, além de apurar a relação da instituição com agentes públicos. A iniciativa ocorre em meio a um ambiente político já pressionado logo após a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria, o que ampliou o confronto entre governo e oposição.

negociaram a pauta escandalosa da anistia pelo silêncio e por parar com a cantilena em Fadonha, porque nós sabemos que vocês nunca quiseram investigar. Por isso eu e a deputada Heloísa Helena estamos coletando, sim, as assinaturas para garantir a instalação da CPMI do caso Master, porque nós sabemos que a extrema-direita não quer investigar.

Não quer investigar o Cláudio Castro, não quer investigar a bandalheira, não quer investigar o Ibanez e o rombo histórico do BRB que vocês causaram, usando dinheiro público para botar nos bolsos de banqueiros e ladrões. Apesar das críticas, parlamentares governistas negam qualquer acordo para barrar a investigação.

Segundo líderes da base, a oposição já defendia a criação da CPMI anteriormente e não houve negociação para enterrar a comissão. Eles afirmam ainda que o pedido feito ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, foi apenas para que a sessão fosse dedicada à análise do veto da dosimetria, o que não significa compromisso com a leitura imediata do requerimento da CPMI.

Essa é uma sessão que envergonha o país. Infelizmente, senhor presidente, vossa excelência levará essa vergonha na sua biografia. E é uma vergonha porque atenta contra a Constituição. Temos medo de discutir o Master. Nós não temos medo, não. Quero fazer um pedido para a vossa excelência. Instale a CPMI do Master. Por isso, da anistia e votar esse projeto da dosimetria é permitir que isso aconteça novamente.

O nosso compromisso com a Constituição de 88 é defender a democracia que ainda está frágil. Eu espero, senhor presidente, senhor como presidente do Congresso Nacional, que teve essa casa que vossa excelência dirige, aviltada pelos golpistas, não permita isso.

Não leve isso na sua biografia, porque vai ser muito vergonhoso para a nossa história um retrocesso desse jeito. Agora, a instalação da CPMI depende da leitura do requerimento pelo presidente do Congresso e da indicação dos integrantes pelos partidos. Nos bastidores, a avaliação é que o tema deve seguir no centro da disputa política nas próximas semanas.

E o primeiro indicado ao STF, rejeitado pelo Senado desde 1894, Jorge Messias recebeu nas horas seguintes a derrota, ligações e mensagens de solidariedade de diferentes ministros da Suprema Corte. Mas o advogado-geral da União tem mostrado mágoa, inclusive com alguns desses ministros. O André Nelly chega ao vivo conosco para trazer todos os detalhes desses dias após a rejeição de Jorge Messias à sua indicação.

ao Supremo Tribunal Federal, Anely. Pois é, Cássios, mais uma vez boa tarde a você e a todos aqui no Fast News da Jovem Pan. Nesse sábado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, teve uma semana difícil, conforme você disse, né, Cássios? Ele foi surpreendido, assim como todo o governo federal, com aquela decisão...

do plenário do Senado, que por 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis, o Senado então decidiu barrar de vez a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal na vaga aberta por Luiz Roberto Barroso em outubro do ano passado. E aí, logo depois desse acontecimento então, o que Jorge Messias recebeu foi mensagens de apoio.

E até aí nenhum problema. Só que uma dessas mensagens recebidas foi justamente de um dos ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Ele se solidarizando com o Jorge Messias pelo resultado negativo. Fez também ligação para Jorge Messias para...

demonstrar toda essa solidariedade, mas nem as mensagens, nem a ligação telefônica, nenhum tipo de contato foi respondido pelo advogado-geral da União. Essas informações são do jornal O Globo. A gente destaca que em entrevista à Jovem Pan, o deputado federal Cezinha de Madureira também já havia dito que existe a suspeita de que não apenas Davi Alcolumbre...

O presidente do Senado contribuiu com a derrota de Jorge Messias na votação no Senado, mas também alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, como por exemplo o próprio Alexandre de Moraes, algo que explica então essa resistência de Jorge Messias em receber qualquer tipo de contato do ministro do STF. A gente ouve agora então um trecho do deputado federal em entrevista à Jovem Pan nesse sentido.

O ministro Messias, ele tem uma vida elevada. Ele tinha todos e tem todas as prerrogativas para este carro, independente de quem está indicando. O que nós precisamos entender? Esta indicação é do presidente da república, embora o presidente da república...

não teve a força de contrapor a dois, três ministros do Supremo que se juntou com o Davi Alcolumbre para imputar esta derrota.

E a gente destaca que até o momento o Palácio do Planalto, o governo federal, ainda não sabe o que vai fazer em relação a essa indicação que continua em aberto para o Supremo Tribunal Federal. Uma ala defende que seja apresentado um nome considerado irrecusável, só que esse nome ainda não tem nenhum tipo de consenso em relação...

A ele, por outro lado, há quem defenda a indicação de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, que é publicamente apoiado por Davi Alcolumbre e teria fácil aprovação no Senado. Ou, então, quem apoia e que o presidente Lula deixe para depois das eleições, para que esse processo de escolha do sucessor da vaga de Luiz Roberto Barroso não seja contaminado pelo processo eleitoral. Cássios.

Valeu, Anneli. Obrigado pelas informações. E olha, o INSS passou a proibir novos pedidos de aposentadoria, pensão e benefício de prestação continuada para o mesmo tipo de benefício enquanto houver um processo em análise ou dentro do prazo de recurso administrativo. Todos detalhes com Vinícius Alexis.

Entrou em vigor uma nova determinação do INSS, que proíbe novos pedidos de aposentadoria, pensão e benefício de prestação continuada para o mesmo tipo de benefício, enquanto houver um processo em análise ou dentro do prazo de recurso administrativo. A partir de agora, será considerado o processo em curso ou prazo para apresentação de recurso administrativo que ainda não terminou, como explica o advogado tributarista Juan Carlos Serafim.

Na prática, se a sua apostadoria foi negada hoje, você não poderá protocolar um outro pedido de apostadoria amanhã. Vai ter que esperar o prazo recursal correr ou entrar com recurso administrativo. A regra atinge principalmente apostadorias, pensões e BPCs. Pedidos de revisão continuam liberados. Por que isso mudou?

A justificativa oficial é para combater a duplicidade dos pedidos. Os próprios dados do INSS mostram que mais de 40% dos requerimentos são reapresentados em até 30 dias depois da decisão. Em modalidades como salário e maternidade, por exemplo, o INSS argumenta que o segurado reapresenta o novo pedido no mesmo dia. O argumento da autarquia é que isso gera retrabalho e prejudica quem ainda aguarda uma primeira análise.

Pedidos de revisão não se enquadram nesta determinação, então podem ser solicitados normalmente. Segundo o INSS, há um desequilíbrio estrutural relevante na fila de pedidos, apesar do esforço contínuo para ampliar a capacidade de análise e de um volume crescente de solicitações duplicadas. Para Juan Carlos Serafim, essa decisão traz consequências práticas e jurídicas. Na prática, quem tinha um documento faltando ou um erro no pedido e perdeu o caminho mais rápido de correção,

Agora precisa reapresentar recurso ou esperar o prazo correr. E aqui vale um alerta, quem mais vai sofrer com isso, infelizmente, é o leigo, o idoso, o apresentador rural, que muitas vezes nem sabe da existência do recurso administrativo. Juridicamente, a consequência direta é o aumento expressivo dos processos judiciais, principalmente mandados de segurança.

Dados do Ministério da Previdência Social apontam que a fila do INSS é de 2,6 milhões de pessoas. Segundo o Juan Carlos Serafim, essa decisão não implica nos motivos que prejudicam tanto os brasileiros. O gargalo do INSS não está em quem reapresenta o pedido. Está na lentidão da análise, na falta de servidores e peritos.

No próprio sistema do meu INSS que fala e está fora do ar, em decisões administrativas mal fundamentadas, que negam o benefício sem explicar direito o motivo. O segurado não representa por capricho. Ele representa porque foi negado sem clareza, porque o sistema não aceitou um documento ou porque ele precisa do benefício para colocar comida na mesa. Limitar a representação ataca o sintoma e não a doença. Pode até melhorar a estatística da fila.

Mas o problema continua. Solução de verdade passa por reforço de pessoal, modernização tecnológica e principalmente decisões fundamentadas e com maior clareza para que o segurado não tenha que pedir três vezes a mesma coisa. Durante a campanha de 2022, o presidente Lula prometeu zerar a fila do INSS, mas o volume de pedidos continuou elevado.

No dia 14 de abril, Ana Cristina Silveira assumiu a presidência da instituição, com a missão de melhorar processos e apresentar resultados concretos na diminuição da fila.

As manifestações do 1º de maio tomaram as ruas do país, colocando a agenda trabalhista no centro do debate político. As principais reivindicações incluem o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada de trabalho sem que haja um corte nos salários. A repórter Thalita Souza acompanhou tudo.

Neste ano, os atos do Dia do Trabalhador acontecem de forma descentralizada, com mobilizações organizadas por centrais sindicais, movimentos sociais e grupos políticos em todo o Brasil. Entre os principais temas, o debate sobre o fim da escala 6x1 ganha destaque, além da proposta de redução da jornada de trabalho sem corte de salário.

Este 1º de maio tem atos previstos por todo o Brasil. As principais manifestações da Grande São Paulo acontecem em São Bernardo do Campo e aqui na Avenida Paulista, onde se estendem por todo o dia.

Movimentos ligados à esquerda promovem atos em locais como a Praça da República, Praça Roosevelt e no centro da capital. As principais reivindicações incluem a redução da jornada, combate à precarização do trabalho e igualdade salarial. O ABC paulista, berço histórico do sindicalismo, recebe o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para os atos.

Já na Avenida Paulista, um ato organizado por grupos de direita reúne apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro e pedidos de liberdade para o ex-presidente Jair Bolsonaro.

E a Petrobras fechou o primeiro trimestre com um desempenho recorde. A produção média surpreendeu com mais de 3 milhões de barris por dia. Do Rio de Janeiro, Rodrigo Viga. Aproveitando a alta do bar do petróleo no mercado internacional, em um período de conflito entre Estados Unidos e Irã, a Petrobras...

Literalmente bombou no primeiro trimestre em sua produção. Crescimento de 16,6% em relação ao mesmo período do ano passado. E houve um crescimento também expressivo em relação ao último trimestre de 2025.

Alta de 5,2%. A produção de petróleo da Petrobras chegou a quase 2,6 milhões de barris ao dia entre janeiro e março desse ano. Ante 2,2% no mesmo período do ano passado. Agora, nesse primeiro trimestre, 10 novos poços entraram em operação. 7 na Bacia de Campos, 3 na Bacia de Santos. Houve mais exportações, mais plataformas operando e crescimento.

necessário de toda grande empresa, da chamada eficiência operacional. Eficiente continua sendo o pré-sal, o trem pagador do mercado de petróleo nacional. Desses 2,6 milhões de barris produzidos no primeiro trimestre desse ano, quase 2,2 milhões vêm da camada pré-sal. As exportações...

Para os Estados Unidos, a Petrobras zeraram entre janeiro e março desse ano, mas cresceram vertiginosamente para a China, que responde hoje por 62% dessas vendas externas da estatal brasileira de petróleo e gás, que não tem no seu horizonte de curto prazo perspectiva de mexer.

No preço do diesel, depois daquele programa de isenção de impostos e subvenção, da gasolina também, aguarda um projeto de lei complementar que está sendo discutido e tramitando no Congresso, mas está fazendo ajustes no preço do querosene de aviação, insumo utilizado pelas companhias aéreas para aeronaves de médio e de grande porte. Do Rio, Rodrigo Viga.

E a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, PEP, traz mudanças positivas para o mercado e representa uma vitória para os Estados Unidos, segundo alguns especialistas. Além disso, a movimentação deve causar impactos também no Brasil. Para a gente falar um pouquinho mais sobre esse assunto, a gente conversa ao vivo com o Daniel Toledo, que é advogado especializado em Direito Internacional, Macroeconomia e Geopolítica do Petróleo. Doutor, seja muito bem-vindo, uma boa tarde.

Boa tarde, Cássio. É um prazer estar aqui com vocês. Bom, Daniel, quero começar ouvindo a sua avaliação. Quem representa essa saída dos Emirados Árabes Unidos, da OPEP, e de que forma isso pode impactar ou interferir no preço do petróleo?

Cassius, faz muito tempo que alguns países da OPEP já queriam sair. Inclusive, em 2019, nós tivemos a saída do Catar, onde aquilo já gerou um desgaste interno. Por quê? Alguns países têm maior capacidade de produção de petróleo do que outros que fazem parte da OPEP. Um deles são os Emirados Árabes, que hoje representam um terço da produção total da OPEP.

Isso faz com que os Emirados Árabes fiquem atrelados aos limites que são colocados pelo PEP, seja para manutenção de preço, seja para subir o preço, seja para ter uma maior oferta no mercado, porque a lei da oferta e da demanda, se você tem muita oferta no mercado, obviamente você tem preços mais baixos. Se você restringe a produção do petróleo, obviamente você tem menos oferta no mercado e tem preços mais altos.

E os Emirados Árabes, como um grande produtor com capacidade de produzir até 70% a mais do que eles produzem hoje, já vinham tentando se desvencilhar dessas limitações que são colocadas pelo grupo. Pode até ser dito um cartel, porque eles tinham ali uma combinação entre eles para que mantivessem o preço do petróleo num valor interessante para eles.

Porém, com a alta do petróleo agora e com a retirada de restrições temporárias, segundo o presidente dos Estados Unidos, sobre o Irã e também sobre a Rússia, essa venda de petróleo se tornou um mercado de salve-se quem puder. Quem tiver mais capacidade de produção, obviamente, vai conseguir colocar um petróleo neste momento de alta em vários outros mercados.

e obviamente vai ganhar muito mais dinheiro do que ele ganharia. Hoje nós temos um valor de barril Brent, é quase o dobro do que estava antes do conflito. Então, obviamente, quem conseguir entrar nesse mercado com maior produção, agora vai ganhar muito mais dinheiro. O impacto disso no Brasil...

A curto prazo não vai ter muita movimentação, não vai ter muita diferença. Mas a longo prazo nós teríamos aí mais produção de petróleo, mais oferta de petróleo e, obviamente, menores valores do petróleo no mercado internacional, o que acaba beneficiando, de alguma forma, o mercado brasileiro, que agora vem tomando algumas...

algumas decisões e fazendo alguns investimentos para que ele se torne autossuficiente. Mas a autossuficiência no mercado de petróleo é a mesma dos Estados Unidos, que também consegue produzir 100% da demanda dele, não daquilo que ele consome.

Porque você precisa ter algumas misturas de petróleo para produzir alguns outros derivados, que é o caso dos Estados Unidos, que precisa de petróleo do Canadá, precisa do petróleo do México e precisa do petróleo da Venezuela, para que eles consigam ter ligas diferentes e produzir produtos diferentes. Mas em quantidade de produção, ele é, sim, autossuficiente. Ou seja, ele consegue produzir 100% do que em tonelagem ou em litragem ele consegue consumir.

E isso acaba aí facilitando as negociações, os tradings de mercado. O que não quer dizer que vai facilitar ou baixar os preços na bomba de combustível para a gente que paga ali, pobres mortais que pagamos o dia a dia ali como o valor do litro da gasolina. Porque o petróleo é uma commodity precificada em dólar e obviamente se sobe no mercado internacional, sobe na bomba de combustível, independentemente do país ser autossuficiente ou não.

Daniel, inclusive a gente pode dizer que essa saída dos Emirados Árabes Unidos, da OPEP, pode classificar como uma vitória do governo dos Estados Unidos, mas mais do que isso, escancar a todas as divergências locais que os países ali do Oriente Médio enfrentavam, mas também o próprio isolamento, a falta de apoio por parte dos Emirados Árabes de outros países, principalmente a Arábia Saudita?

Eu iria até um pouco além. O presidente dos Estados Unidos já vem tentando há muito tempo reduzir a presença militar dos Estados Unidos em outros países. Primeiro porque ele quer proteger o Inland daqui, dos Estados Unidos. Segundo porque ele não tem intenção de ficar com esses custos tão altos. Terceiro...

Porque é nítido que em algum momento da nossa história futura, nós vamos ter aí ou uma grande guerra, um grande conflito entre países de potência militar, Estados Unidos, Rússia e China, ou nós vamos ter um grande acordo para que não haja essa terceira guerra mundial em níveis realmente desastrosos para o mundo. Então, obviamente, eles vão sentar e negociar. Olha, esse pedaço aqui fica para mim, esse pedaço aqui é para você, esse outro não tem nenhum tipo de influência.

E o presidente dos Estados Unidos já disse várias vezes que ele tem a intenção em manter controle sobre as Américas. O resto é para ele... é resto. Então ele vem criando desentendimentos com a Alemanha, como ele fez ontem, dizendo que ia retirar e hoje ele já assinou o pedido de retirada de 5 mil soldados.

da Alemanha, soldados americanos da Alemanha, pertencentes à OTAN, onde ele vem já ameaçando diversas vezes fechar algumas bases americanas que eles têm no Oriente Médio. A CNN, inclusive, publicou ontem um documentário que eles fizeram, conseguiram com informantes locais deles, os estragos que realmente foram feitos lá dos ataques do Irã nas bases americanas e que não foram noticiados por outras redes porque, obviamente, tentaram encobrir.

Mas os estragos foram gigantescos. Nós estamos falando aí na casa dos 200 bilhões de dólares em prejuízos. Não só em aviões, como em estrutura de prédios, como também em equipamentos que estavam ali. Então nós temos aí um prejuízo gigantesco que o país não está mais disposto a pagar e a bancar essa situação sem que haja aí uma contrapartida dos outros países. E os Estados Unidos, como não é membro da OPEP, nem da OPEP Plus, como a Rússia é membro da OPEP Plus, por exemplo,

O Brasil é um mero observador, faz parte como observador. Estados Unidos nunca fez parte disso e sempre quis trabalhar com essa ideia de livre comércio. Daniel, você vê um certo enfraquecimento por parte dos países que integram a OPEP, ainda citando esses países, a Arábia Saudita e também a Rússia, que de certa forma acabam liderando essa organização?

A Rússia é uma das grandes potências em produção de energia do mundo, a gente sabe disso, e essa é uma das razões pela qual para os Estados Unidos é muito interessante manter as sanções sobre a Rússia, porque se a Rússia abre as portas, ela praticamente, ela e a Arábia Saudita sozinhas, controlam o preço do petróleo. Não vou produzir mais, o petróleo vai acontecer o que aconteceu agora no Estreito de Urmoz. Não vou... Vovô!

parar de produzir na Rússia, vou parar de produzir na Arábia Saudita, onde você tem grandes ofertas de petróleo no mundo e grandes reservas, principalmente de gás também, no mundo, nós temos aí um caos, um colapso de energia no mundo inteiro. Então, sem dúvida nenhuma, os Estados Unidos vêm tentando contemporizar usando outros argumentos, mas obviamente é sem dúvida nenhuma a questão da energia. A saída de um país que representa um terço da produção possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil possibil

é sem qualquer questionamento um impacto muito grande dentro dessa organização. E eles vão ter que se reajustar com relação a isso. Possivelmente, com a retirada das sanções da Rússia, a Rússia vai acabar entrando num poder de decisão ali interno, um poder de pressão interna? Vai, vai. Mas eu acho que, ainda assim, nós vamos ver mais benefícios do que malefícios da saída dos Emirados Árabes, porque nós vamos ter mais oferta no mundo e o que a gente precisa...

é que pelo menos a gente tente conter a recessão que se desenha, a inflação que se desenha e principalmente as consequências dela que podem acontecer em 2027. Daniel, a gente sabe que o preço do petróleo está muito volátil, muda a todo instante dependendo, é claro, dos acontecimentos e dos desdobramentos da guerra entre o Irã e os Estados Unidos.

Tanto que o preço do petróleo do barril Brent, que é ali a grande mediadora, está um pouco mais acima também de 100 dólares. Mas esses efeitos da saída dos Emirados Árabes Unidos é um efeito mais a longo prazo? Até porque o Estreito de Urmuz segue fechado e ali não tem como medir que tipo de efeito teremos já nesses próximos meses?

Eu trabalho dentro da Penzoil. Estou, inclusive, nesse momento dentro do prédio da Penzoil. Aqui a conversa é que em não menos de seis meses, para a gente ver os preços começarem a voltar a patamares aceitáveis. Ou seja, mesmo que reabra 100% do Estreito de Hormuz hoje, e o governo americano vem dizendo que ele consegue limpar ali, retirar as minas em questão de semanas, o que não é bem realidade, porque diversos... É...

generais e pessoas militares já disseram que pra você fazer realmente ali um rastreamento, demora pelo menos seis meses, só pra você ter ideia pra retirar uma mina com um navio específico de retirar mina, que é o que agora a Ucrânia tem esses navios e tá mandando inclusive lá pro Estreito pra tentar fazer a localização dessas minas

para localizar uma mina, desativar ou explodir essa mina, demora mais ou menos quatro horas por cada uma. Tem duas mil minas colocadas ali. Então, aí você faz a conta para ver como é muito difícil isso acontecer em questão de duas semanas ou até mesmo em questão de dois meses.

Mas mesmo que haja a liberação do fluxo total do Estreito de Ormuz agora, o reajuste dos preços do petróleo estima-se aqui internamente, dentro da empresa que trabalha com isso, explora isso, que pelo menos de seis a oito meses, para que a gente veja aí os valores realmente chegando em patamares de equilíbrio.

Perfeito, Daniel. Muito obrigado pela sua participação, pelos esclarecimentos. É claro, para a gente poder entender o que acontece a partir de agora, após a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP. Um bom sábado e um bom restante dia para você.

Muito obrigado para vocês também, um grande abraço. Te agradece. E ora, meus amigos, em meio ao cessar fogo no Oriente Médio, um militar iraniano de alta patente disse neste sábado que o conflito com os Estados Unidos pode ser retomado. Eliseu Caetano chega ao vivo aqui no Fast News para trazer todos os detalhes dessa possível escalada, ou pelo menos a retomada dessa escalada, envolvendo o conflito no Oriente Médio. Eliseu, boa tarde.

Recado dado, Cássio Zeman, se prepara para trabalhar mais, viu, meu caro? Porque vai vir mais trabalho para a gente. A turma do noticiário de Internacional não tem descanso. Muito boa tarde novamente para você e para todos que acompanham a programação da Jovem Pan. A gente chega ao vivo direto dos Estados Unidos na tarde deste sábado, 3 horas com 10 minutos aqui na costa leste americana. Temperatura de momento no sul da Flórida, 24 graus Celsius. Tempo nesse momento, Cássio? Acho que você rigorou aí, hein?

Começa a mudar por aqui. Imagens ao vivo em tempo real no nosso telão mostram que o tempo em Miami está mudando. Previsão de chuva forte para amanhã, mas hoje já começou a ventania por aqui. Agora a ventania também está forte lá na capital americana, Washington DC. O presidente Trump nem lá está.

está aqui na Flórida, onde vai acompanhar daqui a pouco uma etapa da corrida de Fórmula 1, mas está balançando, viu? Está balançando porque ele está tentando, de uma maneira educada e rápida, retirar as tropas americanas desse conflito.

que começou há mais de dois meses contra o Irã lá no Oriente Médio. O prazo final para que ele pudesse fazer isso terminou ontem, dia 1º. Só que se ele quiser, ele, Donald Trump, quiser continuar com esse conflito, com essa guerra lá no Oriente Médio, vai ter que pedir autorização para o Congresso.

E aí é que está o perigo, porque ele não tem, segundo os analistas políticos, voto suficiente para bancar isso e conseguir aprovar essa missão junto ao Congresso dos Estados Unidos. Se não for aprovado, não tem dinheiro. Se não tem dinheiro, vota todo mundo.

Só que tem um elemento inesperado nisso. Ou não, né? O Irã. O Irã acabou dizer, através de um inspetor adjunto do Comando Militar Central, que é provável a retomada das hostilidades com os Estados Unidos após o presidente do país, Donald Trump, descartar a mais recente proposta de paz enviada por Teheran. Em outras palavras, é se os Estados Unidos acham que vão sair dessa...

Não vão, não. Ou, no bom português, eu dou um boi para não entrar numa briga, mas dou uma boiada para não sair. Aparentemente, esse é o lema do atual governo iraniano, dos atuais líderes do país, aliás, a terceira geração de líderes em dois meses, porque todos os anteriores foram mortos em ações de Israel e dos Estados Unidos por lá.

De acordo com esse inspetor, os fatos demonstram que os Estados Unidos não respeitam nenhuma promessa e nenhum acordo. E acrescentou ainda que as forças iranianas estão perfeitamente preparadas para qualquer ação americana.

A declaração foi divulgada agora na manhã de hoje através da agência estatal Fars, que é uma agência lá do Irã. Aliás, o Irã enviou durante essa semana uma proposta para os Estados Unidos via Paquistão, que tem atuado como mediador desse conflito. Um novo texto de paz. Texto esse que foi rejeitado por Donald Trump e Cassius. O motivo...

Claro e direto, o Irã tirou da proposta um possível acordo para a extinção do programa nuclear deles. Mas quem aí não se lembra que foi exatamente esse programa que começou essa guerra.

Foi esse programa que começou esse conflito. Os Estados Unidos argumentaram que não tinha mais um acordo para manter o Irã fora da produção de urânio, do enriquecimento de urânio, que daria a possibilidade de se fazer armas nucleares. E daí os Estados Unidos...

lançaram aquela primeira ofensiva no início desse ano, foram lá com alguns caças para destruir algumas instalações nucleares. Donald Trump, na época, disse que foram obliteradas, completamente destruídas, mas não foi bem isso não. E quem mostrou isso foi o tempo, porque eles voltaram lá para tentar terminar, digamos assim, o serviço, não conseguiram e aí meses depois a gente viu essa guerra começar, a gente viu esse conflito começar.

Centenas de milhares de pessoas já morreram lá no Irã, lá no Líbano também, por conta de uma outra frente de batalha envolvendo Israel. Mas foi esse motivo, o programa nuclear iraniano, que começou essa guerra. Um não acordo que não havia sido assinado. Existia ali um acordo desde 2015 que expirou, um novo não foi assinado pelo Irã. Os Estados Unidos entraram na guerra dizendo, assinem, vocês não podem produzir, vocês não podem ter acesso a uma arma nuclear.

O Irã bateu o pé, os Estados Unidos começaram lá esse conflito. E aí, nessa proposta enviada essa semana, o Irã deixou isso de fora, que era o principal item, o motivo de tudo. E aí, Donald Trump ficou muito nervoso, segundo as nossas fontes, bateu o pé lá na Casa Branca e disse ok.

Se eles acham que vai ser assim, não vai ser. Nós vamos continuar. O Irã tirou a questão do acordo do programa nuclear e botou ainda uma observação que ele poderia, talvez, voltar a ser discutido numa oportunidade.

futura, ou seja, nem próxima. Mas também condicionou a paz. O seguinte, a reabertura imediata do Estreito de Hormuz. Para quem não está acompanhando, o Irã fechou o Estreito de Hormuz, bloqueou, certo? Mas aí os Estados Unidos foram lá e fizeram o quê? Um bloqueio em cima do bloqueio, para tentar asfixiar e não deixar navegar aqueles navios que, por um acaso, pagaram para o Irã.

para poder fazer. Então, se você vai no mercado ali, escuso, e paga o Irã para passar, quem não te deixa sou eu, que sou os Estados Unidos. E asfixia, assim, economicamente o Irã. Então, o Irã também botou essa condição nesse documento, que foi negado por Donald Trump essa semana. Então, a gente tem visto, ao longo desses últimos dias, vários documentos indo e vindo, sendo mudados, modificados, mas nenhum deles chegou à formatação final ideal.

para ambas as autoridades, tanto dos Estados Unidos quanto lá do Irã. O Paquistão segue tentando diplomatas de diversos outros países, não apenas lá do Oriente Médio, mas também da Europa, tentando, através de reuniões bilaterais, também convencer ambos os países a desistir desse conflito e encerrar essa guerra, portanto, com um cessar-fogo definitivo. E nesse momento, na tarde desse sábado...

nós estamos numa bifurcação. Donald Trump não tem mais para onde ir. Ele não pode continuar esse conflito lá no Irã sem aprovação do Congresso, por isso na noite de ontem, sexta-feira, ele disse num evento aqui na Flórida que a guerra acabou e que os navios estão voltando. Inclusive, deu ali um jab, um soco em Cuba. Disse, olha, quem sabe na volta do Irã os nossos navios não parem lá em Cuba para a gente tomar logo Cuba de uma vez por todas.

e já deu também um recado para o regime da ilha de Fidel Castro. Então, Donald Trump não tem mais para onde correr, porque ele não pode manter os militares lá sem a anuência do Congresso. O que ele pode é tentar manter o canal, o Estreito de Hormuz, fechado, mas sem atacar.

irã aí ele conseguiria mas e se ele for atacado ele precisaria é contra-atacar e aí é que está pegando porque daí a popularidade do troco já anda e baixa por aqui pelo menos assim mostram as principais pesquisas divulgadas nos últimos tempos

pode cair ainda mais. E tem eleição de meio de mandato chegando e ele teme perder uma das casas, ou o Senado ou o Congresso. Se ele perde uma das casas, ele perde a governabilidade. E aí ele vai ter um mútuo problema para o próximo ano de governo dele.

e vai começar a não conseguir mais gerir o país do jeito que tem feito até aqui, como quer e como gosta, como diriam alguns analistas políticos. Então, Donald Trump está numa encruzilhada, está ali numa bifurcação, e o Irã, aparentemente, segundo os analistas políticos, e segundo até o Friedrich Merz, que é o chanceler alemão, que comprou essa briga com o Trump essa semana, que a gente falou mais cedo aqui na programação da Jovem Pan, até para o chanceler alemão.

Os iranianos estão humilhando os americanos nessa guerra. Virou uma percepção global de que os Estados Unidos perderam essa frente de batalha. E Donald Trump não quer ser perdedor, ele não gosta de ser perdedor e ele pode, de fato...

tentar encontrar outros caminhos para permanecer nessa guerra. Seriam caminhos muito difíceis de serem percorridos, segundo a mídia americana, segundo alguns políticos aqui do país, mas ainda assim haveria essa possibilidade, que seria ele bancar uma guerra contra o Irã. Mas nesse momento que se fala por aqui é que a possibilidade maior, a possibilidade mais plausível seria a retirada americana desse conflito com o Irã e a justificativa de que, olha...

a guerra acabou, nós vencemos, tentando através da guerra de narrativas, que a gente tanto fala, a guerra das falas, dizer, olha, nós ganhamos, nós tínhamos um objetivo lá e conquistamos o objetivo. Que objetivo?

Essa é a pergunta que não quer calar. E aí, Donald Trump está ali na bifurcação, na encruzilhada e aparentemente o Irã está levando a melhor. E agora ainda vem esse funcionário do governo iraniano dizendo, olha, se eles acham que vão sair dessa, não vão não. Mas é claro que aqui na Jovem Pan, Cássios, eu e você e todo o nosso chimaco vamos acompanhar de perto tudo aquilo que acontece aí no Brasil e também no mundo. Fico por aqui. Bom sábado para vocês.

Valeu, Eliseu. Obrigado pelas informações. E olha, meus amigos, o desastre de Chernobyl, considerado a maior tragédia nuclear da história, completou 40 anos. O acidente permanece como alerta sobre os riscos inerentes à utilização de energia nuclear. O nosso repórter Luca Bassani conta pra gente a história.

A 1h23min47s da madrugada, no dia 26 de abril de 1986, o reator número 4 da usina nuclear de Chernobyl, então parte da União Soviética, explodiu durante um teste de segurança mal conduzido. Quatro décadas depois, o acidente permanece como o mais grave desastre nuclear da história em termos de impacto ambiental e liberação de material radioativo.

sendo também visto como um dos catalisadores do colapso soviético anos mais tarde. O reator envolvido era do tipo RMBK-1000, um modelo soviético moderado a grafite e refrigerado a água, conhecido por sua instabilidade em baixas potências. Na noite do acidente, operadores tentavam simular uma queda de energia.

E em menos de 10 segundos, a energia do reator disparou para mais de 30 mil megawatts térmicos, quase 10 vezes sua capacidade. E o Dussauer, engenheiro nuclear e vice-diretor do Instituto de Energia e Ambiente da USP, nos explica. Por que aconteceu o acidente? Porque eles acharam que era tão seguro e começaram, naquele dia, madrugada de 26 de abril de 86, fazer o experimento de reduzir...

a potência de algumas partes do reator e desligar a refrigeração de água, fazer experimentos com isso. Não se deram conta que no meio do processo baixou a potência, aumentou a potência e isto formou alta temperatura do vapor d'água, formou-se hidrogênio e lá tem grafite. Grafite é carbono, ele é combustível. E aí formou-se uma explosão.

Química reagindo hidrogênio, gás com oxigênio e o grafite com oxigênio. Uma explosão química. O superaquecimento causou duas explosões sucessivas que destruíram o núcleo e lançaram material radioativo na atmosfera. A nuvem radioativa atingiu grande parte da Europa, com níveis elevados detectados desde a Ucrânia até a Escandinávia.

Aproximadamente 116 mil pessoas foram evacuadas inicialmente da zona de exclusão, 30 quilômetros ao redor da usina, número que chegaria a mais de 350 mil pessoas ao longo dos anos seguintes.

O impacto humano foi significativo, embora ainda debatido por cientistas e historiadores. Dois trabalhadores morreram na noite do acidente e 28 bombeiros e operadores faleceram semanas depois devido à síndrome aguda da radiação.

O oncologista Dr. Marcelo Coraça fala sobre os efeitos ao longo prazo para as vítimas. É muito além da saúde física, obviamente a saúde mental está associada, mas a gente nunca conseguiu mensurar de fato o efeito disso na população.

Não quem estava morando ali em volta da usina, mas quem estava muito longe ali. Então existem algumas discussões que, eventualmente, pacientes que moravam longe dali, por causa da radiação ser eventualmente carregada por fenômenos até geográficos, possam ter sido expostas àquela radiação. Isso até explicar alguns tipos de câncer em pacientes muito jovens, por exemplo.

Para conter a radiação, cerca de 600 mil liquidadores participaram das operações de emergência. Em 1986, um sarcófago de concreto foi construído em poucos meses para isolar o reator destruído, além de mudanças no modelo nuclear soviético.

Em 2016, o sarcófago foi coberto pelo novo confinamento seguro, uma gigantesca cúpula de aço de 36 mil toneladas projetada para durar ao menos 100 anos. 40 anos depois, em 2026, Pripyat, na Ucrânia, permanece desabitada.

Símbolo de um acidente que expôs os limites tecnológicos e institucionais de uma era que continua a influenciar o debate global sobre energia nuclear até os dias atuais.

E olha, a Cidade Maravilhosa já está no clima do show da cantora Shakira, que se apresenta hoje à noite na praia de Copacabana, na zona sul do Rio. É mais uma apresentação de uma grande artista da música pop internacional, Rodrigo Viga.

É isso, contagem regressiva aqui no Rio de Janeiro, em Copacabana, para o mega show da cantora colombiana Shakira, neste sábado, a partir das 22 horas. Praticamente tudo pronto por aqui, esquema especial de segurança, esquema especial de trânsito e muita gente já andando para lá e para cá, circulando, respirando esses momentos que antecedem.

O show da cantora colombiana, que já esteve inicialmente por aqui, lá em 96, num show mais acanhado, em Uberlândia, em 97, ingressos custando apenas 5 reais. Mas aí foi descoberta aqui no Brasil e literalmente...

Explodiu, virou um sucesso sul-americano, depois um sucesso internacional. É mais uma celebração no mês de maio, Celebration Week, que agora foi rebatizado de todo mundo no Rio de Janeiro. Madonna em 24, Lady Gaga.

Em 25 milhão e meio, 2 milhões e meio de pessoas, percatativa de 2 milhões de pessoas neste sábado aqui no Calçadão e nas areias da praia de Copacabana. E você anda pra lá e pra cá, descobre a toda hora, a todo instante, histórias e inúmeras curiosidades. Uma mãe argentina, uma filha brasileira, a Augustina e a Clara. A Clara tem 9 anos, o próximo dia 15 vai estar...

Está completando 10 anos de vida e fez o pedido para que a mãe grávida estivesse aqui em Copacabana neste sábado, tentando o mínimo de contato máximo, mais próximo possível do show que acontece a partir das 22 horas por aqui. Eu queria muito vir para cá.

Querer muito, porque meu pai falou pra minha mãe que a Shakira ia fazer show, eu falei, eu quero vir direto, a gente pode ficar no hotel, voltar a qualquer hora, mas eu quero ver o show dela. Eu queria vir de qualquer jeito, de qualquer jeito, carro, avião, ônibus, de qualquer jeito. Eu quero muito tentar conseguir falar com ela e eu quero muito curtir, dançar, cantar nesse show.

A Clara, como toda criança, tem muitos sonhos e esperanças que vão além do horizonte. Ela espera estar pertinho da Shakira, logo mais aqui em Copacabana, ter contato com a cantora colombiana e se puder trocar uma ideia, conversar. Afinal de contas, a mãe é argentina e está acostumada com o espanhol, com o castelhano.

É filho por filho a gente faz de tudo, né? Eu estou grávida e a gente falou com meu marido, vamos encarar essa. Ela sempre gostou muito da Shakira, eu gostava já de pequena, aí eu passei isso também pra ela e a gente prometeu ir no show da Shakira. Só que a gente estava na Espanha quando ela esteve aqui no Brasil, aí ela ficou arrasada, mamãe, eu queria tanto, e aí a gente não pode, mas aí teve essa surpresa dela vir aqui em Copacabana e eu falei...

Gente, a gente prometeu pra ela, vem no mês do aniversário dela, a gente tem que ir. Do Rio, Rodrigo Viga.

Valeu, Vig. Inclusive, temos imagens ao vivo da Praia de Copacabana. Olha só onde o palco está montado. A previsão é que Shakira suba neste palco por volta das 9h45 da noite. Não há ainda uma previsão de duração desse show, mas com certeza deve ir noite adentro. Já tem alguma movimentação de turistas, de fãs, todo mundo tentando um lugarzinho especial para acompanhar o show da artista pop colombiana. Meus amigos.

Fast News, segunda edição, fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia, pela audiência e bom sábado a todos. Tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan.