Corrida pela presidência ganha novo capítulo
Beatriz Manfredini
Carolina Brasil
Cintia Nunes
Thaís Cremasco
- Violência contra a mulherPatrulha Lilás · Coronel Glauci
- Corte dos penduricalhosDireitos dos juízes · Privilégios da classe judicial
- Atuação de Lucia na políticaCandidatura de Flávio Bolsonaro · Polarização política
- IA na AdvocaciaUso de IA por advogados
- Regulação de IACódigo de conduta para nutricionistas
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Linha de Frente
Olá, está começando agora mais um Linha de Frente nesse fim de semana. Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda. Eu sou Beatriz Manfredini e agradeço a todos pela companhia desde já. No programa de hoje, nós vamos debater alguns dos assuntos que agitaram o Brasil e o mundo nessa semana. Temos novos desdobramentos do corte dos penduricalhos. Quem lembra? A gente falou disso semana passada, porque agora os juízes querem mais um tempinho para esses pagamentos.
Tem também o novo plano da PM paulista para acabar com a violência contra a mulher. PM essa que será comandada de forma inédita por uma mulher, a Coronel Glauci. E tem ainda, claro, você já sabe, mais atualizações da corrida eleitoral que está chegando.
Pra isso, olha essa bancada feminina que me acompanha. A gente tem hoje um trio de advogadas. A Carolina Brasil, também a Cintia Nunes por aqui e a Thaís Cremasco. Meninas, boa tarde. Boa tarde. Obrigada mais uma vez por estarem aqui no Linha de Frente. Todos os sábados, uma bancada feminina super qualificada. Nosso encontro marcado, vocês já sabem.
Quero começar um pouco diferente essa semana, porque, olha, semana passada aqui na Linha de Frente, deu polêmica, deu audiência, todo mundo quis comentar esse assunto. Falando dos penduricalhos, então, os juízes pedem que o Supremo Tribunal Federal adie a implementação da decisão que limitou o pagamento dos penduricalhos à classe. Associações que representam os magistrados alegam que os tribunais estão enfrentando dificuldades para compreender e operacionalizar esse corte nos pagamentos.
A categoria também quer que seja mantido o pagamento extra de 5% a cada 5 anos trabalhados. As entidades argumentam que os tribunais querem um entendimento melhor da decisão. Querem ainda que a mudança só comece a valer 30 dias depois da publicação de um acordão sobre os cortes.
No fim das contas, são juízes tentando usar a justiça para protelar uma decisão da instância máxima das justiças, da Suprema Corte. Pois é, aí o vídeo que a gente até assistiu semana passada, então, da juíza ali reclamando e dizendo que a situação estava complicada financeiramente.
Vou começar essa rodada com a Thaís, então, para a gente pensar. Thaís, semana passada a gente falava bastante, assim, claro, há ali privilégios, a gente sabe que não dá para comparar a realidade de juízes com diversas outras profissões no Brasil, pensando ainda em número de salário mínimo e tudo mais, mas também se ponderou aqui no debate que é preciso uma transição, porque as pessoas estão contando com dinheiro X, não é que de repente você pode tirar Y.
Concorda esse pedido agora de mais tempo, de mais prazo, ele faz sentido? Sem dúvida nenhuma, o pedido de mais tempo faz todo sentido. Inclusive, esse princípio de não redução salarial está na nossa Constituição Federal. Então, é um direito de todas as pessoas que trabalham não ter uma redução salarial abrupta.
É evidente que uma pessoa que está esperando uma remuneração não pode ser surpreendida no mês seguinte com um terço, metade, 25% a menos dessa remuneração. Isso é uma questão absolutamente inconstitucional. Às vezes, enquanto cidadão, a pessoa pensa, olha, mas juízes ganham muito bem. Gente, juiz não ganha muito bem.
É um trabalho que é de muita responsabilidade, que envolve uma série de riscos. É decidir a vida das pessoas. Então, se a gente simplesmente pensar, vamos reduzir, vamos cortar, porque está acima do teto, sem considerar o tanto de tempo que não teve reajuste salarial, o tanto de questões que eles ganham, que não são só penduricalhos, que fazem com que o salário fique acima do teto.
A gente vai pensando assim, para esses magistrados que estão se sentindo absolutamente desconfortáveis e injustiçados, o sistema de justiça vai parar. E isso já começou a acontecer. No dia seguinte da decisão, inúmeros juízes desmarcaram a audiência e o CNJ já falou o que está acontecendo. Então, assim, é uma crise institucional que não precisa. Um prazo e uma transição para essa redução é fundamental para garantir os direitos de qualquer pessoa trabalhadora.
Vou chamar a Cintia. Cintia, inclusive, a gente está com um time de advogadas, então, Cintia estava me falando que é acordão, é isso? Acordão. Acordão, é assim que fala. Então, agora, também na linha de frente, aprender termos também, gente, da advocacia, que eu falei errado, então, corrigindo. E puxando, então, o comentário da Thaís e Cintia. Você estava aqui até na semana passada, a gente estava falando dessa transição para a sociedade, num momento que já está ali numa crise, num desentendimento com o judiciário.
Como é que fica? Bom, eu vou até reforçar o que eu disse na semana passada. Primeira, uma das coisas que eu disse é realmente, assim, que pode ser necessário, ainda nem se tinha falado disso, um período de transição. Porque realmente, concordo, assim, parcialmente com... Vamos começar, hein, Thais? Vamos lá.
concordo parcialmente no que diz respeito à questão de ter um período de transição, gente, é humano nós imaginarmos que as pessoas elas ganham um salário e elas se organizam de acordo com isso e ninguém estava ganhando ali alguma coisa dentro de uma, pode até se questionar se isso de futuro deve continuar esses extras, né? Esses chamados pendulicados, mas ninguém estava ganhando isso Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res Res
subrepetitivamente, estava ali na folha dita. Então, em princípio, realmente te pega e a gente vive de acordo com aquilo que a gente ganha. Então, de fato, um período de transição, uma análise detalhada, questões que venham por tempo de trabalho, eu acredito que numa análise mais minuciosa, muita coisa seja devida e possa ser ajustada. Então, acho justo. 30 dias me parece um período muito...
razoável mesmo, no termo de, não muito de excessivo, mas até assim, salary, para se tentar fazer esse ajuste. Agora, a sociedade, é preciso que a sociedade entenda que as coisas não acontecem só numa canetada. Então, tem questões, tem garantias que qualquer trabalhador depois gostaria que fosse estendida para ele também. A única coisa que eu discordo da fala da Thais é que, eu nem sei, acho que ela não defendeu isso, talvez a gente não esteja discordando.
Quando ela disse que alguns juízes vão parar, então aí eu entendo que a sociedade também não pode pagar por isso. Porque quando a gente tem qualquer setor que vai fazer, por exemplo, uma greve, a sociedade vem e fala, olha, eu não tenho culpa, eu não posso ficar sem o meu transporte. Então a sociedade que já vem sofrendo.
com um serviço que acaba sendo lento, não por conta de uma ineficiência de trabalho, mas da máquina em si, de uma quantidade de trabalhos, uma série de recursos existentes. A demora muitas vezes é também causada pelos advogados, então não estou aqui imputando isso para o Poder Judiciário exclusivamente. Mas eu só entendo que não é justo descontar na sociedade. Então, dos dois lados, a sociedade não pode agora querer dizer...
Não, vamos estar correndo isso como se isso também fosse um absurdo e totalmente ilegal. E também os juízes não podem solapar a sociedade. Então, é só nesse sentido. Só um esclarecimento antes de passar para a colega, Cíntia. A gente sabe que, tecnicamente, os juízes não podem fazer greve. Todas as categorias podem se paralisar para reivindicar direitos, mas o Poder Judiciário não tem esse direito.
constitucionalmente garantido. O que, para mim, como advogada que defende os direitos humanos, já é algo estranho. Não estou aqui defendendo que os juízes devem fazer uma paralisação. Mas o fato é que qualquer pessoa que está aqui nos ouvindo e trabalha, se em 30 dias resolverem reduzir o seu salário pela metade, você não vai produzir igual. Você não vai produzir com a mesma responsabilidade. E o juiz é um ser humano. Então, não adianta forçar numa candidata, e daí eu discordo.
só para a gente manter a nossa discordância de sempre. Frontalmente, 30 dias não é nada. Os magistrados têm filho, têm família, eles têm organização financeira, muitos deles vão ter que tirar filhos de escola, mudar... Então, assim, esse teto vem há anos sendo pago a maior.
E daí a gente não precisa ser 30 dias para resolver isso. Eu acho que a dignidade da pessoa humana, o respeito às regras constitucionais, ao trabalho das pessoas é fundamental. Nós precisamos de um judiciário eficiente que julgue e ninguém vai ser eficiente. Mas está isso.
recebendo metade do salário. Taís, eu não disse que era... Eu disse que quem pediu os 30 dias foi o próprio tribunal. Então, nesse sentido, não vejo que ele seja demasiado. É isso que eu quis dizer. Os 30 dias não é um prazo. Que absurdo, estão pedindo 30 dias. Foi nesse sentido. Você tem que ser meses. Eu achei que... Entendi que foi um período assim. A sociedade não pode se colocar frontal em nossa, querem 30 dias. Porque se o próprio tribunal está pedindo 30 dias, não é algo que a gente possa questionar no sentido de nossa, quanto tempo. Foi isso que eu quis dizer. Sim.
Vou trazer a Carol também para o debate, com uma provocação que o meu editor-chefe, o Diego Castro, fez aqui. Carol, falando, a gente está defendendo, está pensando, então, num tempo maior, para que esse corte não seja brusco? Será que se fosse, por exemplo, no caso de políticos, a gente defenderia que o corte fosse mais brusco, que há menos vontade da sociedade com essa parcela?
Olá. Bom, no meu entendimento, existe sim uma antipatia maior da sociedade em relação aos parlamentares e ao excesso de gasto no Congresso, enfim, tanto na Câmara quanto no Senado e os orçamentos que tem lá, que os gabinetes têm lá.
No judiciário isso também acontece de uma forma mais branda, mas esse debate já vem acontecendo. Então é importante lembrar que os 30 dias são da publicação, então a gente ainda tem um período até a publicação dessa decisão, a gente sabe que tem decisões que demoram muito até serem publicadas.
Me parece que ainda vai ter um acordo, um esclarecimento dos detalhes para que essa decisão seja, enfim, publicada. E aí são 30 dias da publicação. Nesse tempo também do debate, a gente também tem que pensar que os juízes também estavam com essa dúvida. Então, eles também devem ter se preparado para essa transição.
concordo que tem que ter uma transição, um planejamento para que esse orçamento seja reajustado e que os juízes, os magistrados, eles também estejam preparados para esse reajuste. Agora, o ponto que eu gostaria de colocar aqui é um apelo para todos nós como cidadãos. O nosso país está em déficit fiscal há um bom tempo.
E enquanto não houver uma reforma administrativa efetiva, enquanto houver um país que gasta mais do que arrecada, não haverá planejamento, não haverá arcabouço que resolva o problema fiscal do país. Então, é aquela história, né? Ah, tem que gastar menos, tem que ganhar, mas a hora que vem pegar no meu, não.
Ah, eu quero que tenha uma reforma administrativa, que tenha uns cortes, mas no meu não. Então, é uma conscientização para todos nós, como cidadãos, que tem que ter uma reforma administrativa, porque senão o nosso país não vai parar de gastar mais do que arrecada.
Pensando no gancho da Carol, então, de novo Congresso, será, Thais, que quem for eleito, mudando então, agora a gente está num ano eleitoral, alguém consegue mexer nesse ponto? É que eu não concordo muito com esse argumento, porque para mim dá para resolver taxando, por exemplo, super ricos.
Ficar discutindo em redução de salário de juiz para resolver um problema, na minha cabeça isso não tem sentido nenhum. E eu concordo com ela nesse sentido, de que, olha, tudo bem, ninguém quer mexer no dele e não vão ser os magistrados que vão mexer. Agora, eu não acredito que a política da forma que está, com essa transição... O poder sempre fica na mão das mesmas pessoas e a gente vai mudando e vai ficando tudo igual. Então, em relação a ter uma expectativa que mude algo com os novos políticos, eu não tenho, sinceramente.
Thaís, mas só um ponto. A gente não está falando dos salários. É que esses chamados de penduricalhos e quando nós olhamos as verbas de gabinetes também dos parlamentares, esses valores são muito mais altos do que o salário. Então é para que haja uma razoabilidade. Quando a gente olha a nossa Suprema Corte, ela gasta mais do que a família britânica na Inglaterra. Então, assim...
É um ponto que a gente tem que ter bom senso. Nós somos um país subdesenvolvido. Sim, há a Suprema Corte, mas não o Tribunal de Justiça. E daí eles mexem no salário dos juízes, de primeiro e de segundo grau, e não mexem na questão dos gabinetes do STF. Mas os gabinetes dos tribunais de justiça também têm... Tem os assessores também.
que é muito maior do que o salário. Mas que a questão do salário mesmo dos magistrados, é importante as pessoas saberem, porque falaram muito dos salários acima de 100 mil reais e etc. O salário do magistrado não é 100 mil reais, é 40.
E daí esses penduricalhos, nem tudo é penduricalho, às vezes é pagamento de férias atrasadas. Mas 40 está dentro do teto, então não seria isso, não era reduzir a 40. O que a gente tem comentado muito são algumas coisas como falas, que a pessoa fala, nossa, a gente vai passar fome. E aí, se você olha em dezembro, tirou 500 mil.
Então, eu acho que isso não, eu penso que é o que a Carol está dizendo, não repercute com a sociedade. A gente vive um país que é um país pobre, com pessoas vivendo com salários baixíssimos. Então, eu não acho que é demonizar uma categoria. A gente não pode dizer se a culpa agora é do judiciário. Não é. Não é nesse sentido.
Acho que ninguém aqui está falando isso, né? Não é isso. A gente precisa partir de algum ponto e fazer uma reforma estrutural. E que todo mundo pudesse, nesse país, ter um salário digno, mas que a gente comece a olhar o que é excessivo. Mas não é isso que está acontecendo. Não, mas é o que a gente está dizendo que é o ponto de utopia do que poderia acontecer. Mas isso que está acontecendo agora não é o início daquilo que a Carol está propondo.
Eu acho que tem que começar por algum lugar. Eu acho que a gente tem que revisar nos três poderes. Executivo, Legislativo e Judiciário.
verbas excessivas, verbas que são maiores que os salários e aonde elas são aplicadas e para isso a gente precisa de uma reforma administrativa sim, e o quanto isso repercute para a sociedade também por exemplo, eu também entendo, entendo super você está falando, dá para a gente chegar de repente a gente vai falar, nós vamos tirar tudo a gente, a pessoa investe na carreira, a pessoa trabalha eu entendo
Tendo tudo isso, e eu não gostaria que acontecesse comigo, por exemplo, se eu fosse funcionária pública. O que a gente tem defendido aqui várias vezes é que é necessário uma reestruturação para a gente pensar, né? A gente não pode ter um funcionalismo público encastelado. A gente tem que lembrar que tem um monte de funcionário público ganhando muito pouco também.
E que começo de carreira é diferente. Então, assim, acho que é fazer um equilíbrio. É isso que a sociedade esclarecida, e não é uma questão política, a gente pode envolver isso nesse contexto em que pés ele tenha. Mas, assim, usando em termos de argumento, de razoabilidade, acho que a gente espera é que haja uma contenção de gasto público.
ele possa ser direcionado o dinheiro para onde realmente precisa, saúde, educação, e não é endemonizando uma única categoria. Tem que ser uma coisa estrutural, concordo, pode ser utópico, mas se a gente não sonhar e começar de algum lugar, que não é sacrificando um único setor e colocando ali, como se fosse agora, vai resolver tudo, se cortar o judiciário, porque não é isso, o caminho não é esse. E a gente tem que lembrar que...
não é só o judiciário que está nisso tudo. Tem Ministério Público, tem outros setores também. A gente está falando muito do judiciário, mas acho que quem defende isso está falando do poder público como um todo. E último ponto, Thais, em relação ao que você colocou da taxação dos super-ricos, a gente já tem essa medida que o Haddad trouxe para a distribuição de lucros que sejam acima de 50 mil mês, 600 mil ano.
E é um ponto de alerta até, porque o Brasil está batendo o recorde da carga tributária e a gente vai matar a galinha dos ovos de ouro, porque a empresa gera riqueza para o Estado, a empresa gera emprego e a gente está inviabilizando a atividade empresarial com excesso de carga tributária, com excesso de tributação.
Os países desenvolvidos, eles têm uma alíquota progressiva do imposto de renda muito maior do que de 50 mil reais. Super rico com 50 mil reais. Eu tenho pessoa que ganha 100 milhões no mês e a pessoa que ganha 50 mil, 100 mil, é diferente. E aí eu estou tratando todo mundo de maneira igual. Então, assim, eu preciso tratar iguais de maneira igual e desiguais de maneira desigual. A isenção do imposto de renda, justíssima. Há quanto tempo não havia isso? Porém, a taxação dos super ricos...
Não adianta, e é por isso que eu bato no ponto da reforma administrativa, até que tem um projeto do deputado Pedro Paulo lá em Brasília, porque eu posso colocar a taxação dos super ricos mais alta do mundo. Primeiro que tem a curva de Laffer, que daí demonstra que isso causa sonegação, e também fuga de investimentos. Muitos vão embora, como já aconteceu em Espanha, Inglaterra e em outros países. E o outro ponto é que eu posso arrecadar, arrecadar, arrecadar, só que enquanto eu estiver gastando mais do que eu arrecado, esse buraco nunca vai terminar.
Lembrando gente que a gente citou Diversos casos aqui Como disseram as meninas Dentro do funcionalismo público tem salários diversos Dos menores aos maiores Mas um caso que a gente citou e que falou aqui agora De novo, falamos semana passada Que reverberou de forma negativa nas redes sociais É o caso da desembargadora Eva Do Amaral Coelho Lá do tribunal da
Do Pará, que disse o seguinte, que o STF pode levar juízes, esse corte de verbas pode levar os juízes a um regime de escravidão. Foi aí que começou também a polêmica e falas como essas então.
Seguimos, porque apesar desse assunto também preocupar muito a população de maneira geral, e ser um assunto que está em alta, não só judiciário, penduricalhos e tudo que envolve os três poderes, outro assunto tem figurando aí nas pesquisas, como um dos principais pontos de preocupação do eleitorado, pensando em 2026, é a segurança pública.
E claro, a gente sempre fala aqui no Linha de Frente da violência contra a mulher. Aqui em São Paulo, o governo paulista está preparando um pacote de medidas voltadas ao combate à violência contra a mulher. A iniciativa ocorre na esteira da nomeação da primeira comandante-geral da Polícia Militar, a coronel Glaucio Cavalli, que assumiu a tropa em cerimônia na quarta-feira dessa semana.
Entre as medidas previstas está a criação da chamada Patrulha Lilás, que terá viaturas da PM nessa mesma cor para facilitar a identificação e garantir atuação exclusiva nas ocorrências de crimes contra a mulher. Na prática, o objetivo desse plano é coibir uma demanda de cerca de 1.500 ligações diárias relacionadas à violência contra a mulher.
que hoje nem todas avançam. A APM está recebendo então essas 1.500, mas um terço só está resultando na formalização de boletins de ocorrência. A Coronel Glaucio disse, inclusive, vou até ler uma frase dela aqui, abre aspas, olha, que o enfrentamento à violência doméstica e familiar será prioridade operacional.
No novo comando. Fechou aspas. Então a gente está vendo também imagens dela nessa cerimônia em que ela assumiu o comando pela primeira vez. São mais de 200 anos aí da polícia militar. Primeira vez uma mulher então à frente da tropa. A gente já tinha falado um pouco dessa notícia aqui. Mas quero pensar agora também com vocês sobre esses planos. A gestão do governador Tarcísio de Freitas tenta fazer uma sinalização com a chegada de uma mulher.
esse cargo, é uma preocupação, uma alta de feminicídios no Estado, que a gente vem falando também extensivamente, pelo menos desde o ano passado. E agora tem essas medidas que devem vir nas próximas semanas, a gente antecipou com exclusividade aqui na Jovem Pan como um pacote. Thaís, uma patrulha lilás, então com viaturas colocadas ali com adesivadas, de fácil identificação, 10 mil vagas daquelas extras de DGEM, para quando o policial faz um trabalho extra daquelas extras de DGEM.
participar ali então desse dia a dia dessa nova atividade. Pode ser uma medida eficaz? É algo que falta hoje na sociedade? Com certeza. Toda medida que pensa em coibir a violência contra a mulher antes de que ela se concretize. Então nós não queremos lei que aumenta a pena do feminicídio de 20 para 40 anos.
A lei do feminicídio, a questão de quando a mulher já morreu, nós já perdemos enquanto sociedade. Então, nós precisamos, urgente, de ferramentas que inibam o que o crime comece a acontecer. Então, claro, toda legislação é importante. O Brasil criou mais de 40 legislações nos últimos anos, sempre para tentar coibir a questão da violência contra a mulher. Mas é verdade que ainda o Estado de São Paulo usa apenas...
30% dos recursos destinados no combate à violência contra a mulher. Apenas 30%. Então, qualquer medida que tente, de alguma forma, trazer efetividade para a questão do combate à violência contra a mulher é fundamental. E mais.
Ter uma mulher à frente dessa instituição é fundamental. Não só por uma questão simbólica, né? De, ah, pela primeira vez temos uma mulher. Uma mulher, ela vive experiências para poder chegar num espaço de poder que a torna totalmente diferente para conseguir combater essas violências. É lógico que um homem pode ter empatia, ele pode se colocar no lugar da mulher, ele tem mãe, ele tem irmã, ele tem filha.
Mas a verdade é que quando a mulher chega no espaço de poder, ela transforma as instituições. Então eu estou muito animada para ver como será o Estado de São Paulo com a comandante à frente da instituição.
Carol, essas viaturas, quando uma mulher então vê e identifica, será que dá para a gente falar que torna mais fácil ela chegar mesmo, ter coragem de chegar num lugar como esse para fazer uma denúncia? Tem uma outra medida que deve ser um monitoramento, não só daquelas pessoas, os presos que estão ali tornozelados, sendo monitorados, mas das vítimas deles para ver se elas estão bem. Essa aproximação é uma estratégia que funciona?
Sem dúvida, eu acredito nessas políticas públicas diferenciadas, até porque os lugares de poder, os lugares onde são decididos esses assuntos, eles são predominantemente masculinos. E nós vemos que as delegacias também são, na sua maior parte, masculinas. E isso inibe.
Que a mulher chegue no local, que a mulher faça a denúncia, ela tem medo de não ter uma empatia. Então, assim como a Thais, eu estou muito feliz em ver uma mulher num cargo tão importante. Isso tem uma representatividade muito grande para todas nós mulheres. Porque nós precisamos de mulheres em cargos de poder e decisão. Onde as decisões também são tomadas, onde as políticas são desenvolvidas. Então, ter essas ambulâncias é fundamental.
E outro ponto é que nós já temos um programa aqui em São Paulo que eu vejo que é de grande sucesso, que é aquele programa Não Se Cale. Quem está acostumado a ir em bares, restaurantes, a gente vai na porta do banheiro feminino e tem lá um aviso para dizendo se você precisar, peça ajuda. Toda a equipe desse restaurante, toda a equipe desses bares, elas são treinadas, então eu acredito em políticas públicas para mudar, para a mudança dessa estatística e desse cenário.
principalmente com esse crescimento de casos de violência contra a mulher. Agora, Cintia, é claro que a gente está falando de medidas boas, Thaís e Carol elogiaram, mas corre risco de mesmo implementando, faltar algo, precisa, além de investimento, o que precisa para funcionar, então, quando a gente coloca medidas como essa para começarem?
Bom, como se disse aqui, eu concordo absolutamente com o que as minhas colegas de bancada disseram. A gente tem que comemorar. É sempre um começo. Então, nada inicia do zero absoluto, mas nada caminha se não houver um início. Então, é óbvio que sempre vai faltar alguma coisa. Mas, ao meu sentir, se tem algo que falta de base, são medidas e políticas voltadas à educação.
Porque o menino que vai ser o futuro agressor eventualmente, ele não nasce um agressor, ele se transforma muitas vezes com uma educação equivocada, com ausência na escola de conscientização nesse sentido. Eu vi uma vez uma campanha, não foi no Brasil, não me recordo em que país que foi, mas que mostrou os meninos, como eles agiam os pitiquinhos.
com as coleguinhas de sala. E eles eram absolutamente solidários, absolutamente cuidadosos. Por quê? Em algum momento, esta criança acaba recebendo informações negativas, ela acaba participando de núcleos, sei lá, extremistas aí, machistas, e ele acaba se transformando. É claro que a gente pode ter um ou outro que já nasça um pouco...
com uma inclinação, mas é claro que se nós não tivermos também uma política de educação, nada disso se transforma, né? Como a Thais falou, aqui não adianta uma legislação vir, eu concordo plenamente, ah, tá bom, o cara vai ficar preso 40 anos, mas a mulher já morreu. Então, isso não vai, e é mostrado que não adianta ter pena mais grave, também se a pessoa não ficar presa.
Porque só o recrudescimento da legislação, ao meu sentir, e não é um sentir com as vozes da minha cabeça, mas de pesquisas que eu tenho lido, não tem o condão de diminuir efetivamente a criminalidade. Se fosse assim, nós não teríamos não só o Estado de São Paulo, mas o Brasil todo com aumento expressivo de feminicídios. O que mostra que não é o receio da legislação e da pena mais severa. Então a gente precisa pensar como um todo, eu fico muito feliz.
com essa nomeação. E uma coisa, pelo menos é da forma como eu sinto, ninguém quer, em termos femininos, excluir os locais masculinos. A gente quer estar junto. A gente não quer ser excluída. Nós queremos poder dividir esses locais, inclusive os locais de comando. Penso que é isso.
Um ponto importante que a Cíntia colocou é essa questão da educação. Eu participei com uma secretária de Direitos Humanos de uma palestra e ela falou que eles fizeram uma política pública de visita às escolas e que muitas vezes ela foi procurada após sair daquela sala de aula.
com meninas que queriam saber se aquilo era estupro, se aquilo era abuso, se aquilo era normal. Então, o que parece normal e óbvio para nós não é. Então, o óbvio precisa ser dito e repetido. Então, a educação nas escolas é fundamental. E até para que aquela criança entenda que muitas vezes o exemplo que ela está vendo na casa dela não é normal.
Não é normal gritar com uma mulher, não é normal bater numa mulher. A nossa natureza humana já nos fez diferente. Eu falo que a mulher, quando entra num aplicativo, num carro de aplicativo, já fica com medo. Porque se o motorista é homem, se ele quiser, você já se sente ameaçada. Então, mudar essa cultura é fundamental.
Eu acho importante falar, gente, que esse pacote da educação já foi regulamentado por uma nova portaria que existe desde 2021 e foi regulamentada agora pelo governo federal. Então, a educação e a inserção da Lei Maria da Penha nas escolas já está dentro desse pacote. O Estado de São Paulo aderiu a esse programa nacional. Então, isso em breve vai ser uma realidade e é fundamental. Numa sociedade, como você falou, Carol, que naturaliza muito a violência, nós...
Mulheres adultas, nós mesmas nos perguntamos, será que isso é violência? Será que isso é um controle? Ou será que isso é amor? Então, a gente naturalizou mesmo, a gente não sabe identificar de forma clara e segura quando estamos sendo vítimas de uma situação de violência.
E um outro ponto interessante da chegada da Coronel Glaucia é que além então dessa missão de tentar baixar o número de violência contra a mulher de maneira geral, de feminicídios, dito pelo governador Tarcísio de Freitas, ele sinalizou na cerimônia de posse que um dos objetivos é também que ela traga a maior sensação de segurança. Claro, um dos problemas que a população vem apontando, no eleitoral a gente sabe que tem tudo isso.
Em jogo, mas a chegada de uma mulher, então, que pode aí ser uma tentativa de tentar diminuir excessos da polícia, que vem sendo muito comentados nos últimos tempos. A gente já desejou aqui sorte para a Coronel Glaucio, mas a gente renova a final importante, posição importante. Queria falar ainda de mulheres antes, pensando, a gente está falando o nome da Coronel Glaucio, que a gente está falando bastante para ele viralizar também, que é importante.
Mas quando vocês pensam numa mulher, assim, que vocês admiram, uma mulher importante, quem vem primeiro à cabeça? Carol.
A ministra Carmen Lúcia. Ministra Carmen Lúcia. Cíntia? Eu vou falar pela OAB. Minha amiga Patrícia Vanzolini. E Thaís? Maravilhosa. Olha, as duas, faço coro das duas, mas como eu gosto de causar polêmica, eu vou falar quem? A Erika Hilton. Eu também achava que era a Erika Hilton, que tenha ficado certo.
Então, olha, por que eu fiz essa pergunta para as meninas? Porque tem uma pesquisa interessante sobre esse assunto que saiu essa semana. E eu vou aproveitar para ler para vocês um trecho da nossa Constituição, que, claro, nossas advogadas aqui da bancada conhecem muito bem, muito melhor que eu. O artigo 5º, olha, diz o seguinte, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país
A inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Nos termos seguintes, primeiro termo, homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição.
E bom, agora eu pergunto, a gente deixa esse questionamento, será que homens e mulheres hoje desfrutam dessa igualdade? Falando na pesquisa, 4 em cada 10 brasileiros não conseguem citar uma mulher poderosa. Essa é a conclusão, então, do levantamento imaginário de poder das mulheres brasileiras, realizada pelo estúdio Clarice.
Entre os pouco mais de 2 mil entrevistados, 10% citaram, olha só, a primeira-dama Janja, 6% a ministra Carmen Lúcia, como a Carol, do Supremo Tribunal Federal, e cerca de 5% se lembraram da ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro. Mas o levantamento não parou por aí. Uma em cada três mulheres afirma que é preciso mudar o tom de voz para ser levada a sério.
Isso é engraçado, inclusive, para nós jornalistas. A gente aprende a impostar a voz para ficar mais firme. Me lembro disso há alguns anos atrás. Inclusive, a voz mais fina nem sempre é tão levada a sério mesmo. Acho que essa é a palavra. Cíntia, é complicado, né? A gente, claro, tem aí Janja, Carmen, Lúcia e Michelle. Elas são mulheres que estão no noticiário.
Mas é curioso porque são as primeiras que vêm à cabeça. Talvez haja uma dificuldade de pensar, além do noticiário, de citar talvez uma escritora, alguém que fez uma lei, uma inventora. Um pouco do que a gente fala sempre, né? Sim, sem dúvida. Até porque...
voltando um pontinho na questão que você colocou, será que homens e mulheres perante a lei são? Mas, no dia a dia, sobretudo a depender das classes sociais das quais a gente se referir, essa distorção é gigantesca.
porque há ali um controle muito maior, há muitas vezes uma questão de uma imposição social, uma imposição financeira, uma dependência. Então, a gente naturalmente tem mulheres mais empoderadas dentro de um certo padrão social, financeiro, porque são mulheres que conseguiram, muitas vezes, romper essas bolhas e conseguiram lidar com seus espaços. Mas qualquer uma aqui que já tenha trabalhado em ambientes exclusivamente masculinais,
sabe que muitas vezes vem um ou outro querendo se sobressair, não pelo direito, não pelo argumento, mas impondo determinadas situações. Então, eu que já fui chefe de muitos homens em vários contextos, tive a alegria de trabalhar com homens maravilhosos, mas, eventualmente, nem todas as experiências foram 100% positivas. E acho importante olhar e entender que isso não é um acaso.
Existe um sistema que trabalha para o apagamento e para invisibilizar mulheres. Então, isso não é um acaso, não é algo aleatório. Então, durante décadas, as legislações, por exemplo, proibiam mulheres de se divorciar, proibiam mulheres de ser autora de livro, de trabalhar.
Séculos atrás, mulheres não poderiam, de repente, tocar um instrumento musical. E, na verdade, nós somos resultados de uma história de apagamento das histórias femininas. Então, tudo isso é um sistema que continua nos oprimindo e nos silenciando.
E vão criando novas formas para que a gente continue silenciada. E daí, por isso que a gente discutiu tantas vezes aqui no Linha de Frente, achei interessante você trazer a Carmen Lúcia, que é a única mulher nessa posição. E isso é uma forma de violência simbólica.
E só um ponto antes de eu passar para a Cintia que queria, eu ia falar justamente isso. Das citadas, duas são primeiras-damas ou ex-primeiras-damas, o que de jeito nenhum é demérito, mas a gente gostaria que fossem talvez as representantes do país, que só tivemos uma até então, e a outra é a única representante feminina.
Do STF, de tipo assim... Não, o que eu queria dizer, eu vou aqui... Dizer que eu tenho, assim, uma alegria na minha vida, que sou filha de um homem extremamente feminista. Então, um homem que tem três filhas e sempre nos disse que a gente podia ser o que a gente quisesse. E que é fã desse programa, não perde um.
Fala pra mim muitas vezes. Eu assisti três vezes. Então, Luizinho, te amo, te amo, te amo, te amo. Gratidão. E eu vou dizer que isso tudo, eu até fico emocionada, mas assim, eu tenho certeza que ele vai chorar assistindo. Mas eu quero dizer que realmente é a educação. Porque em um lugar onde uma mulher é empoderada...
desde sempre, ela não encontra, não há óbices que a impeçam de prosseguir. Então, era só esse complemento. Beijo para o pai da Cíntia, que está quase ganhando sexta do fim do ano aqui da Jovem Pan, já que assistiu três vezes. Carol, quer completar?
Sim, todas as mulheres deveriam acreditar que elas podem ser o que quiserem. E, linkando, né, que a Cintia acabou de trazer isso, um ponto é que nós temos um estudo que chama Dream Gap, que é a mulher, ela com cinco anos, ela para de sonhar que ela pode ser CEO, astronauta, presidente, justamente por esse gap que nós temos aí em relação à representatividade feminina.
Então, é matemático. Se eu olho um quadrado e só tem bolinha dentro, o que eu acho? Que para pertencer àquele quadrado, eu tenho que ser bolinha. Então, é a sensação de pertencimento. Então, enquanto nós não mudarmos quem faz a lei, quem está nos representando na Casa do Povo, no Congresso Nacional, enquanto não mudarmos essas estatísticas, nós não teremos representatividade feminina de mulheres líderes.
Isso é reflexo no executivo, no legislativo e no judiciário. 88, gente, 88. Eu tinha um ano. Há pouquíssimo tempo atrás... Vamos abafar essa história agora, vamos mudar de conversa. Pode passar para o trabalho, né, Lili? Há pouquíssimo tempo atrás, homens e mulheres foram considerados perante a lei. É um absurdo. Até 66, a mulher precisava de autorização do marido para trabalhar fora e para poder estudar. Para assinar um contrato.
Então, para que eu consiga trazer, de fato, justiça e um Estado democrático de direito, uma democracia, de fato, não só posta na Constituição, eu preciso trazer as mulheres nos três poderes e nas corporações, também nas presidências. Porque a gente olha aí que muitas empresas têm a bandeira de minha empresa tem 70% de mulheres.
E nos cargos de decisão? Nenhum. Se level. Então, assim, temos mulheres super competentes, super brilhantes, e nós não estamos numa corrida contra os homens, né? Aliás, essa causa é de toda a sociedade. Então, para que a gente melhore mesmo em tudo, eu acredito que essa representatividade feminina, ela precisa melhorar e ela precisa aumentar.
E por isso que a gente fica muito feliz com esse espaço aqui também no Linha de Frente. Todos os sábados, seis da tarde, mulheres então debatendo os principais assuntos do Brasil e do mundo. Fico feliz também com os comentários de vocês que sempre recebo, mas tendo alguma sugestão, algum palpite, pode mandar nas redes sociais, arroba Jovem Plan News, que a gente quer saber.
Daqui a pouco eu volto a falar de Mulheres Poderosas. Quero falar do show que vai rolar esse final de semana no Rio de Janeiro, que também, olha, uma sucessão de shows de Mulheres Poderosas por lá. Se a gente fizer a conta, mas já já eu volto nesse assunto. Antes eu quero ficar um pouquinho ainda em São Paulo, mas não para falar de violência, mas de outro assunto que a gente também já tem debatido aqui no Linha de Frente. O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, se posicionou contra a proposta.
de criar uma Times Square aqui no centro da capital, se a proposta derrubar ou flexibilizar a lei Cidade Limpa, uma legislação que foi implementada por ele mesmo, Gilberto Kassab, lá em 2009. Foi considerada um avanço global, com restrições duras à poluição visual em São Paulo.
O projeto, que está sendo apelidado popularmente de Times Square, na verdade chama Boulevard São João, e prevê a instalação de quatro painéis gigantes de LED na esquina das avenidas São João e Upiranga, bem no coração de São Paulo, lá da música do Caetano Veloso. Cassab afirmou que desrespeitar a lei Cidade Limpa seria desrespeitar milhões de paulistanos que abraçaram a lei.
Vou chamar a Thaís pra gente começar. O que você acha, hein, Thaís? Deu uma risadinha. Tá polêmica essa questão. Tem gente que fala que vai levar o centro de volta, gente que fala que desrespeitar essa regra não é legal. Pra começar, eu acho super brega.
a gente se inspirar na Times Square brasileira, eu sei que tem outro nome, mas assim, para mim já começa com um problema estético. A Times Square não é um lugar a ser copiado, ao meu ver. Colocar telões gigantes, e eu concordo muito. Eu acho que tem uma questão de identidade visual, do que é o Brasil, o que combina com o Brasil, o que combina com a Avenida Paulista. Eu acho que...
Acho absurdo. E acho que sim, atrapalha. Atrapalha a questão da limpeza visual. E eu concordei com a Sábia lá. Para quem acha que eu sempre estou discordando, não, estou concordando com a Sábia. Acho que não é original o projeto, não tem nada a ver com a nossa cultura. Imaginei uma coisa totalmente diferente para a Avenida Paulista, que não fosse telões gigantes copiando a Times Square.
Para botar uma pimentinha, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que conversou antes de sugerir esse projeto com Gilberto Kassab e que o projeto não muda os moldes da Times Square. Kassab fez ali uma crítica antecipada até o momento, porque tem muita gente agora interessada. O projeto era menor, ficou maior e pode se desenvolver aí na opinião agora do presidente do PSD. Carol, a lei Cidade Limpa é importante aqui para a capital?
Eu acho importantíssima a lei Cidade Limpa, acho que melhorou muito o visual de alguns lugares, porém, para um lugar específico, se for desenvolvido e esse recurso for utilizado para a restauração, para a segurança pública do próprio local, eu sou favorável. Então, eu acho que a gente tem que pensar não só na estética, mas na contraprestação que isso teria.
E aí, se for planejado, não a cidade inteira está com essa poluição visual, mas um lugar planejado ali, eu gosto da Times Square, apesar de ser um formigueiro humano. Mas assim, não dá para a cidade inteira ser assim. A Marginal, eu uso muito a Marginal chegando do interior, eu vejo que é um local que não atrapalhava ninguém também, porque a Marginal é vazia. Então, eu vejo que é muito do ponto de onde vai ser.
e o porquê e como isso vai ser utilizado. Eu acho que a gente sempre tem que ter essas perguntas, o que, porquê e como. Cintia, você acha que a população lidaria bem se a Lei Cidade Limpa fosse modificada, o que, de acordo com o projeto atual, não está no escopo, pelo menos por enquanto? Eu penso que a lei é de suma importância, ela melhorou imensamente a identidade visual da cidade, que tem construções belíssimas, sobretudo no centro.
E que se dependesse de mim, se eu tivesse qualquer poder, se não fosse insignificante, eu entendo que deveria ter efetivamente um restauro daqueles prédios belíssimos e um trabalho realmente de revivar o centro para que a gente trouxesse um movimento, segurança.
Agora, por outro lado, também não tem um radicalismo. Eu entendo que se for num determinado lugar, com uma finalidade, com o objetivo de trazer uma vida ao centro, isso pode também trazer ali uma identidade visual específica daquele...
daquele determinado local. O que não pode é começar a ter flexibilizações que daqui a pouco a lei desapareça, né? E que qualquer coisa possa servir de pretexto para desrespeitar a lei. Então, nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno, mas eu adoraria ver o centro revitalizado, com vida. E outra coisa também, assim...
Depende, tá, esses telões eles vão colocar o que ali? Porque também se for uma coisa só para ter uma propaganda, também não tem finalidade nenhuma. E aí quem vai ganhar com isso? Porque a gente tem mais uma perguntinha, né? Quem ganha com tudo isso? Mas se esses telões tiverem efetivamente, sei lá, vamos imaginar a projeção à noite de um pedaço...
de questão de cultura, às vezes, vamos expor uma questão, mostrar uma obra de arte, mostrar sobre a cidade de São Paulo. Se tiver uma finalidade que não seja meramente comercial, mas cultural, e tenha benefícios, eu sou a favor. Por enquanto, o projeto inicial é que tenham, então, intervenções culturais, como disse a Cintia. A previsão, a expectativa inicial era...
de inauguração para a Copa do Mundo. Agora tem gente que já fala em setembro, a gente segue acompanhando, porque eu sei que ninguém quer mexer com o Kassab, afinal, o presidente do PSD é um dos políticos mais poderosos do país. Então, todo mundo atento às falas dele sobre esse tema.
Falando um pouco de eleição, especificamente agora, um dos principais aliados políticos aí da família Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Partido Progressista, fez um alerta importante nessa semana. Ele avaliou que Flávio tem a eleição presidencial nas mãos, mas que pode jogar fora se focar na extrema direita. A gente tem um trechinho, inclusive, dessa fala dele.
Mas a eleição hoje está muito na mão do Flávio. Para ganhar a eleição, ele tem todas as possibilidades. Agora ele pode jogar fora. Se ele for virar para falar, aprenda para a extrema direita, apenas ouvir aquele discurso bem dos Estados Unidos, aquela situação, ele tem tudo para jogar a eleição fora. Quero ouvir da Carol se faz sentido essa fala. Será que não só para a Flávia, mas é uma eleição que quem derrapar perde?
Com certeza, Bia, acredito que a fala do Ciro tem total coerência, porque o momento que a gente vive, o Flávio vem crescendo e vem crescendo bastante. Muitos no início não acreditavam na eleição, na candidatura dele, na possibilidade de ganho e hoje...
a gente vê ele crescendo cada vez mais. E muito desse crescimento, eu acredito que é do posicionamento dele muito mais ponderado, muito diferente do pai. Sem esse extremismo, com uma maleabilidade muito maior. Então, eu vejo como importantíssimo, acho que foi até um recado, né? Keep going, continue assim, continue indo.
Porque acho que ele está no caminho certo. Muitos falam aí dele ter uma vice-mulher, então trazer um pouco mais as mulheres também para esse lado. Então eu acho importantíssimo, aliás, não só da direita como da esquerda, eu acho que todo esse extremismo que a gente vive traz essa polarização e traz a falta de senso crítico para o brasileiro. Que ele para de analisar o que aconteceu, ele para de analisar a ação e começa a falar, você é A ou B?
E isso é muito perigoso. Então, eu concordo com essa fala e veremos aí as cenas dos próximos capítulos. Você também vê um recado, Cíntia, ou será que, independente das escorregadas que um lado ou outro derem, quem está já com Lula, quem está com Flávio, vai continuar porque não tem terceira via no país?
Bom, são várias, várias questões. Primeiro que eu acredito que a eleição está na mão de ninguém. Nunca. Por quê? Porque o país é uma coisa assim de louco, não é para amador. Então tudo pode ser, já dizia Xuxa, então tanta coisa pode acontecer.
muita coisa pode rolar. Então, eu entendo que não está na mão de ninguém. Mas, qualquer um que derrapar, qualquer um que for para o extremo, pode perder não seus próprios aliados. Porque, gente, hoje quem vota na família Bolsonaro vai continuar, quem vota no Lula vai continuar. Isso, ao meu sentido, é imutável. Mas a gente tem um pessoal do centro que talvez penda para um lado ou para outro. E...
Aquele que tornar um discurso radical vai perder. Então, ao meu ver, isso serve para todos os lados. Direita ou esquerda, quem não for ponderado vai perder esse pessoal, o miolo ali, o centrão, que é, eventualmente, quem pode definir uma eleição. Que, ao meu sentir, não está nas mãos de ninguém.
Concordou, Thaís? Totalmente. Que autoestima delirante desses homens brancos com poder de achar que a eleição já está garantida. Que autoestima delirante. Também concordo com a Cíntia, não está garantida. A eleição... E daí acho que a gente concordou num ponto nós três. De pensar que quem derrapar pode se dar mal. E, gente, entre Lula e Flávio Bolsonaro, quem vocês acham que derrapa?
É óbvio, né? Flávio Bolsonaro não tem as mesmas habilidades políticas do Lula. E ele vai derrapar antes. E eu já falei no iria de frente. Lula vai ganhar essa eleição. Por que discorda assim, Tia? Porque eu não consigo... Assim, na minha concepção, o Lula também tem o alto poder de derrapar, de falar às vezes, falas... Todos eles, né? Acho que são homens que não conseguem, muitas vezes, calar na hora correta.
Qualquer um, ao meu ver, pode falar alguma coisa. Entre os dois, acho que nenhum deles ganha ou perde nesse paro. Vai depender de quem estiver por trás para segurar mais essas falas, muitas vezes, desbocadas. As vices mulheres. E falando em derrapar, não é só uma fala do presidente Lula que pode fazer com que ele derrape.
O próprio caso Vorcaro, que me parece estar em banho-maria, com os documentos sigilosos agora, essa negociação que a gente tem aí. Então, se as coisas não mudarem... Errapam todos. Podem errapar todos.
E uma coisa que eu concordo com vocês, que talvez não tenha ficado clara, é que eu concordo que a eleição não está ganha de nenhum lado. Mas eu concordo com o Ciro em relação ao extremismo, né? Em relação ao posicionamento do Flávio, que vem ganhando espaço e vem crescendo, em contrapartida o presidente Lula perdendo espaço, isso pode reverter caso ele vá para uma extrema-direita.
mas ele tem se mostrado até agora muito mais ponderado do que o pai a gente já viu eleições que as vésperas acontece alguma coisa, um atestado pareceu um negócio, aí a gente tudo muda poderíamos ter duas vices mulheres, igual a Carol falou, e daí nas derrapadas, as mulheres que segurarem melhor a derrapada do seu presidenciável
Podia ser o fiel da balança, né? Podia ser o fiel da balança. Agora, é bem verdade que tem muita água para rolar mesmo. Vocês lembraram de atestado na eleição da prefeitura. Na própria eleição de 2022, teve aquele episódio da Carla Zambelli com a arma, que também muita gente, tanto da direita quanto da esquerda, acreditam que movimentou a eleição ali no final de alguma forma. Então, tem mesmo muita água para rolar.
a gente vai seguir acompanhando esses desdobramentos por aqui. Lembrando que Ciro disse também que ele não acredita que há espaço para terceira via no país tão cedo, enquanto... Aliás, vou até perguntar isso para vocês antes. Enquanto Lula ou qualquer Bolsonaro existirem, será que não tem mesmo? Todo mundo que vingar, acha, Thaís? Eu acho, acho que não tem terceira via.
Eu acho que tem terceira via viável, mas que não tem projeção. Isso, não tem projeção. Existem essas coisas. Mas enquanto tiver essa dicotomia, também acredito que é uma bola dividida. Também, Carol. Essa polarização, ela não terá fim enquanto houver Lula e Bolsonaro. Então, eu concordo também. Acredito que tem candidatos super competentes. Acredito que seria benéfico para o país sair dessa polarização.
E, mas, infelizmente, é o que temos para hoje. Nós tivemos aí tentativas também nos últimos anos. Simone Tebet tentou emplacar na época como terceira via, acabou depois no governo do presidente Lula. Agora a gente tem outros nomes da direita, mas tentando se colocar no meio como caiado, apesar de algumas pautas ainda conversarem. Também com a tendência direita num possível segundo turno. Então, o pessoal caminhando ainda e não chegando. Eduardo Leite também chegou a ser um...
Quase presidenciável nesse exemplo, nesse ano. A gente segue acompanhando, lembrando que o prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor está perto do fim. A gente está agora no comecinho do mês de maio, né? E para votar nas eleições de 2026, precisa fazer a solicitação até o próximo dia 6 de maio. Então, já anota aí no calendário, no celular, na agenda.
Porque o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para as brasileiras e os brasileiros maiores de 18 anos e facultativos para as pessoas analfabetas, os maiores de 70 anos e os jovens de 16 e 17 anos. Já os jovens a partir de 15 anos já podem tirar o título, mas só poderão votar se completarem 16 anos até o dia da eleição. Tem que procurar o Tribunal Regional Eleitoral do seu estado ou o cartório eleitoral mais próximo. Alguns serviços também podem ser feitos online. A gente tem que fazer isso.
A gente lembra que o voto é uma ferramenta essencial da cidadania. O primeiro passo para o fortalecimento da nossa democracia. A Jovem Pan em cima, então, da notícia. Nas eleições, a gente segue acompanhando todos os desdobramentos.
Agora eu quero mudar um pouco a pauta da eleição, se bem que o que eu vou falar agora é falar de inteligência artificial e vai ter inteligência artificial na eleição até, inclusive já tem. Mas quero saber, meninas, se vocês já utilizaram profissionalmente a inteligência artificial. Cíntia? Já.
Já usei. E na área da advocacia, assim, ajuda bastante. Como professora também, às vezes para ajudar a preparar a aula, às vezes para colocar ali uma redação inicial de um contrato. Claro que sempre precisa ter um olho crítico do profissional para ver se está certo, porque ela viaja muito, alucina, né? Mas sim, já usei. Usou, Thaís? Uso.
Três concomitantemente, discuto entre elas com três telas abertas, sempre nas funções top, plus, paga, para que elas estejam pensando com o maior número e...
Se você coloca uma para discutir com a outra, você não tem ponto cego, gente. Também, Carol? Eu uso bastante também e eu coloco algumas regras no meu escritório. A forma de perguntar, a revisão, consultar a fonte, porque no direito isso é muito perigoso, porque constantemente tem acontecido casos de criarem jurisprudência. E aí até no Tribunal de Contas, esses dias, eu vi um depoimento de uma conselheira falando não, é a...
A inteligência artificial alucinou e criou a jurisprudência que ela queria. Então, o mais perigoso ainda é porque ela traz o que você quer. Então, é sempre checar as fontes. Mas é fundamental. Hoje em dia, para otimizar o tempo, para usar dados, números das empresas, é fundamental. A diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Então, é saber utilizar.
Acho que está todo mundo usando, os jornalistas também usam, inclusive. Foi um milagre da tecnologia quando a gente começou a gravar o que o entrevistado fala e passa lá e ele transcreve rapidinho na hora, poupa muito tempo do que a gente chamava de decupagem, ficava muito tempo lá transcrevendo o que a pessoa falava. Mas então, como a gente viu, as meninas são advogadas, jornalistas, está todo mundo usando. A inteligência artificial já é uma realidade que está ganhando espaço nos mais diferentes cenários, mas alguns usos dessa tecnologia têm se tornado preocupantes.
Por conta disso, o Conselho Federal de Nutrição lançou um novo código de conduta para essa categoria. Entre as mudanças, uma envolve a AIA. Os nutricionistas não vão mais poder usar a tecnologia para simular vídeos e fotos com possíveis resultados. A inteligência artificial também não pode substituir o profissional na interação com os clientes.
A gente até debatia isso aqui nos bastidores, de como quando alguma coisa surge, a gente precisa começar a criar regras em cima, assim como as meninas criaram no trabalho e no escritório. É um problema até que pode chegar em, por exemplo, distorção de imagem, né, Thais? Talvez faça sentido essa regra nesse caso.
A primeira coisa que eu pensei, o impacto dessa IA e dessa criação de imagens inexistentes e inatingíveis e o quanto isso impacta muito mais as mulheres, que são muito mais cobradas por sua imagem. Então é muito importante que tenha uma regulamentação. É evidente que um profissional não pode, por exemplo, colocar um antes e depois, faça a dieta das proteínas e fique com esse corpo. E esse corpo é criado por IA e você compete com...
com aquela irrealidade, com aquela imagem que você não vai atingir. Então, é muito importante que haja, sim, esse controle, essa organização, para que nós, enquanto sociedade, não seguimos competindo com algo que é inatingível.
Cintia, pode ser o caminho para a inteligência artificial no geral fazer pequenas regulamentações pelo órgão da profissão X? Com certeza. É um caminho, assim, a gente estava comentando aqui nos bastidores, né, que quando vem uma nova tecnologia...
primeiro vem um boom de tudo isso e depois a reboque vem uma regulamentação para refriar, para ver os limites éticos, até onde a gente pode ir. Então, é uma ferramenta em prol do avanço, em prol de uma série de coisas, mas...
principalmente nessa área de nutrição, que é uma área sensível, porque ela envolve muito também uma questão, como bem disse a Thais, uma distorção. A gente é cobrado muito pela nossa imagem, pelo corpo que se tem. Então, é inegável que a gente tenha agora um movimento contrário, que é um movimento de refrear para trazer os limites éticos da inteligência artificial.
E rapidinho, Carol, antes da gente encerrar, precisa ser algo que a gente também comece a pensar desde já. Porque a gente tem muito mestre também acabar pensando em regulamentações pós, depois que as coisas já degringolaram, né? Eu acredito que essa regulamentação é fundamental e não só para a nutrição, como para outras áreas e principalmente a área da saúde.
Porque quando a gente vai num hospital, vai num atendimento, você tem a triagem, esse olho no olho de você identificar o paciente, o paciente apático, o paciente anêmico, tem coisas que são fundamentais, esse olho no olho. E em questão de trazer as imagens da inteligência artificial é um absurdo, isso deveria ser proibido para qualquer profissão você simular resultado, porque você está se promovendo com base numa falácia.
Por isso, cuidado com o que vê na internet e com as promessas também na internet, tem que procurar bons profissionais. Mas eu disse que falaria novamente de mulheres poderosas? Bom, nesse sábado, ou seja, daqui a pouquinho o Rio de Janeiro recebe o espetáculo Todo Mundo no Rio.
A estrela vai ser a cantora colombiana Shakira. O show da turnê As Mulheres Já Não Choram será gratuito na praia de Copacabana e pode reunir cerca de 2 milhões de pessoas. E deve movimentar mais de 800 milhões de reais na economia da Cidade Maravilhosa. Esse já é pelo menos o terceiro show, se não me engano, grande desse jeito, né, no Rio de Janeiro. Além de Shakira, a gente já teve Madonna, já teve Lady Gaga também.
Mulherada levando multidões ao Rio, inclusive ideia que aqui a capital paulista pretende fazer também. Meninas, rapidinho. E aí, assistiria um showzão assim da Shakira no Rio? Com certeza. A Shakira é símbolo da força feminina. Quem não se lembra da geleia, né? A Shakira é empoderamento feminino puro. Eu assistiria com certeza.
Eu também assistiria. Uma energia. Tá pronta? Já tô com a roupa de... Olha, o pessoal aqui não nega uma boa festa, uma boa bagunça, uma boa música. E a gente deseja pra quem vai pro show, então, um bom divertimento. Por aqui a gente fica olhando de longe. Quero ver na semana que vem os comentários de como é que foi, então, esse show lá no Rio de Janeiro.
Por a hora, agradeço a companhia aqui das meninas, como sempre, em mais um sábado. Já convido vocês para o próximo, sempre às 6 horas da tarde, linha de frente, a nossa bancada feminina e a gente se vê na programação. Até mais. Obrigada. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan.
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