Acordo Mercosul-UE começa a valer / Irã apresenta nova proposta de paz
Cássio Zeme
Alangani
André Anelli
Janaína Camelo
Matheus Dias
Zé Maria Trindade
- Acordo Mercosul-UEBenefícios do acordo · Setores afetados
- Derrotas do governo no CongressoRejeição de Jorge Messias · Derrubada do veto do PL da dosimetria
- Ausência de Lula em visitaMotivos da ausência · Repercussões políticas
- Proposta de paz Irã-EUAReação de Donald Trump · Conflito no Oriente Médio
- CPMI INSS e Banco MasterAcordo de Davi Alcolumbre · Repercussões políticas
Oi, pessoal! Aqui é a Astrid. Deixa eu te falar uma coisa como mãe, tá? A gente tenta acompanhar tudo, mas quando o assunto é internet, é insano conseguir ver de perto. Por isso, eu achei legal dividir uma coisa com vocês. No TikTok, contas de adolescentes já vêm com mais de 50 configurações de segurança e privacidade ativadas automaticamente.
E ainda tem a sincronização familiar, onde pais e responsáveis conseguem ajustar conteúdo e tempo de tela de um jeito bem simples. Assim, a gente fica mais tranquila, né? Clique no banner e saiba mais. Sejam todos muito bem-vindos ao nosso querido 3 em 1, o programa com o melhor debate da televisão brasileira.
Eu sou o Cássio Zeme e te faço companhia a partir de agora. Claro, te trazendo os principais destaques do Brasil do Mundo nesta sexta-feira, dia 1º de maio, feriadão, dia do trabalho. Mas estamos aqui trabalhando para vocês ficarem muito bem informados. Aqui, meu amigo, a notícia não tira folga. Bora chamar então o nosso time de comentaristas para iniciar o nosso querido 3 em 1, Alangane. Meu Alangane, você está numa carreira solo hoje, é isso?
Carreira solo, Piperno nos desfalcou. Eu não acredito. Justamente no 1º de maio, a gente vai jogar aqui desfalcado. Olha, ele está fazendo inveja aos deputados e senadores. Os deputados e senadores estão aprendendo com ele, Cássio.
Não, inclusive, o próprio presidente da Câmara, Hugo Mota, anunciou hoje que vai ter uma semana estendida, de segunda a sexta, com sessão na Câmara. Até os deputados estão trabalhando mais que o Fábio Piperno. Então, em Brasília, já apelidaram a PEC Piperno, né? Que é você emenda a semana inteira, então é a Semana Piperno, já é o apelido lá em Brasília, né?
E olha, gente, que este programa não chegue aos ouvidos de Fábio Piperdo, mas eu vou ter que dar o braço ao torcer. Zé Maria Trindade, que sempre foi um apoiador, ferrenho de Alangani durante as suas folgas, eu vou ter que torcer o nariz e dizer que o Zé sempre esteve certo. É realmente, Alangani, você quando tira a folga é por motivos maiores e nunca no feriado. Já Fábio Piperdo, não posso falar o mesmo, Zé. Seja bem-vindo, uma boa tarde.
É atestado em feriado, pega mal. Mas assim, eu não apoio vingança não. Vingança não é um bom prato. Agora o que eu queria dizer é o seguinte. Promessa é cumprida. Bate o carimbo. Foi uma semana de muita emoção. Achei, houve aqui momentos em que o Davi Alcolume queria convocar o domingo e não chegar na sexta-feira.
Não, não, que isso, gente. Tem que essa semana aqui, ó, foi muito intensa, com muitas emoções. Sabe aquele passeio quando a gente vai pro Nordeste? Que é com ou sem emoção? Realmente, Brasília escolheu com emoção, porque foi uma semana aí. Pra quem trabalhou, meu amigo, foi a loucura. Zé, será que hoje a gente vai ter o decreto ou não?
Sim, é isso que eu ia dizer. Espero mais para o final aqui, nós vamos definir aí o dia de hoje e a semana, se ela vai ou não acabar, né? É isso aí, meus amigos. Então, bora trazer os principais destaques do nosso querido 3 em 1. O Piperno tira folga, mas a notícia não. E olha só, o presidente Lula se ausenta de atos de 1º de maio pelo 2º ano consecutivo. A gente vai trazer todas as repercussões e as falas durante os atos pelo país.
Acordo entre Mercosul e União Europeia começou a valer a partir de hoje. Também a gente vai trazer quais são os setores mais beneficiados com esse acordo, que ficou mais de 25 anos parado entre os dois blocos. E também o destaque internacional, que o Irã apresentou uma nova proposta de paz para os Estados Unidos, mas Donald Trump disse que não gostou tanto assim dessa proposta, viu? Tudo isso e muito mais a partir de agora, aqui no nosso 3 em 1.
3 em 1. Jovem Pan.
E você também pode participar do nosso 3 em 1 enviando o seu comentário ou a sua opinião para o número que aparece aqui embaixo na tela, que é o 11-91325-8055 e ajude a enriquecer o nosso debate. Sempre muito bom ter a sua companhia e a sua participação ainda mais em pleno feriado. Bom, meus amigos, bora começar o 3 em 1 indo direto para Brasília, porque o presidente Lula não participou dos atos do 1º de maio pelo 2º ano consecutivo após alguns desgastes.
No ano passado, o motivo foram as denúncias de fraudes no INSS, mas neste ano, a ausência vem logo após as duas derrotas que sofreu no Congresso Nacional ao longo dessa semana. Quem vai trazer mais detalhes pra gente é o repórter André Anelli. Seja bem-vindo no nosso querido 3 em 1 especial de feriadão de dia de trabalho, meu amigo. Boa tarde.
Obrigado, Cássio. Bom feriado para você e a todos aqui no 3 em 1 da Jovem Pan. O Palácio do Planalto já se manifestou em relação a essa ausência do presidente Lula, negou qualquer tipo de problema de saúde. Importante a gente destacar que essa negativa acontece porque no último final de semana o presidente Lula passou por dois procedimentos médicos, o primeiro deles para a retirada de uma mancha na pele, na região da cabeça, cancerígena, mas que não tem.
nenhum tipo de gravidade, de acordo com os médicos, e também para fazer um procedimento na mão direita, por conta de uma tendinite que causava muitas dores. E aí, o presidente Lula, então, teve um período de descanso por recomendação médica, retomou normalmente a agenda durante a semana, e o Palácio do Planalto, então...
Diante desse contexto, negou que a ausência do presidente Lula nas manifestações do dia do trabalhador nessa sexta-feira de feriado tenha sido provocada, então, justamente pela questão de saúde. Pelo contrário, o Palácio do Planalto reafirma uma boa condição de saúde do presidente da República.
No cenário político, o que a gente destaca é justamente que essa ausência nas manifestações pelo segundo ano consecutivo, como você disse, né Cássio, acontece em um contexto político muito delicado. Foi uma semana muito corrida para todos nós, por conta de dois grandes acontecimentos. O primeiro histórico deles foi justamente então a recusa de Jorge Messias, advogado-geral da União, indicado para o Supremo Tribunal Federal. Teve 42 votos não e 34 sim.
Bem menos do que ele precisava, então, no plenário. Faltaram oito votos, conforme adivinhou, entre aspas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, segundos antes de publicar o resultado. E também uma outra questão muito delicada para a presidência da República nesse momento é justamente...
o projeto de lei da dosimetria que teve o veto presidencial derrubado pelos congressistas, maioria tanto na Câmara dos Deputados quanto também no Senado. Isso pesou muito para o governo federal, foi uma semana negativa para o Executivo e por conta desse contexto político delicado, desfavorável, o presidente Lula acabou não participando dessas manifestações de 1º de maio, feriado do Dia do Trabalhador.
No ano passado, ele também não havia participado, novamente por conta de um contexto muito delicado no âmbito político. Era o início daquele escândalo do INSS, os descontos indevidos em aposentadorias e pensões, algo que acabou desgastando também o governo naquele momento e que traz resquícios até hoje para a popularidade governista.
E a gente destaca que a última participação do presidente Lula nesses atos de 1º de maio, feriado do Dia do Trabalhador, essa participação do presidente Lula, a última vez que aconteceu, foi dois anos atrás, ou seja, então, no feriado de 2024. A gente relembra que naquela ocasião...
O cenário político estava um pouco mais tranquilo para o presidente Lula, mas nem por isso a participação dele nessas manifestações foi tranquila igualmente. Isso porque a gente destaca que foi naquela ocasião que o presidente Lula deu uma bronca pesada no ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, o então ministro Márcio Macedo, por conta de um número muito pequeno de manifestantes que estavam presentes.
juntamente a Lula naquela ocasião. Cerca de 1.600 pessoas, o presidente Lula então, disse que não houve o esforço necessário por parte do Ministério, que é o responsável por essa articulação com os movimentos sociais. Portanto, a gente cita todo esse longo contexto para dizer que sim.
O feriado do dia 1º de maio, pelo menos nos últimos três anos, tem sido delicado para o governo federal. E agora, então, esse trata-se do mais delicado de todos, por conta de todo esse retrospecto político semanal que acabou atingindo o governo. Cássios.
Perfeito, Anely. Obrigado pelas informações. É claro que a gente vai seguir acompanhando os atos em diferentes capitais do país. Lembrando que o presidente Lula, a última vez que participou, foi em 2024. Ou seja, pelo segundo ano consecutivo, ele não participa dos atos de 1º de maio, comemoração do Dia do Trabalhador. E na última vez que participou, a adesão foi muito baixa. Inclusive, as imagens que aparecia o Lula ali discursando, era para um público muito pequeno. Aquela imagem acabou, de certa forma, repercutindo de forma negativa.
É claro que nesse meio do caminho acabou tendo o escândalo do INSS, acabou agora também tendo o caso do Banco Master, as derrotas que ele acabou acumulando dentro do Congresso Nacional, tudo isso acabou influenciando um pouco para a ausência do presidente Lula. Zé, eu quero começar contigo essa discussão porque a própria classe trabalhadora é uma base eleitora muito forte do presidente Lula, está na história do presidente Lula como metalúrgico, participando de centrais sindicais, participando de movimentos, mas o presidente Lula se ausenta pelo segundo ano.
Você acredita que isso pode ter algum significado por trás disso?
Pois é, a luta laboral é a gênese do PT, né? De todos os grandes líderes do PT, tem exatamente origem entre metalúrgicos, entre sindicatos, de médicos, enfim, de economistas, de vários setores, né? Até que no primeiro mandato Lula foi chamada de República Sindical, de tantos sindicalistas que existiam no governo. Então, assim, é realmente a base do governo.
Acontece que o mundo do trabalho mudou e mudou muito, né? Mas para alguns continua a mesma coisa, não é?
Essa história de parte do governo ainda pensa nisso, de que o trabalhador é aquele de capacete, macacão, com a marmita debaixo do braço, chega, bate ponto lá com aquele relógio antigo, perfurando um papel, isso acabou, né? Não pode se dizer que o trabalho é só braçal, é só manual, não. A maioria do trabalho está exatamente do outro lado, seja em escritórios, alguns trabalhando em casa, e isso muda tudo o conceito.
Eu defendo o sindicato. Sindicato patronal, aqui existem vários sindicatos, CNI, CNA, CNT, que são as confederações nacionais que englobam os sindicatos regionais e os sindicatos de trabalhadores também, claro. É preciso, porque os dois lados têm que fazer aquele lobby positivo.
Não o lobby da mala preta que chega com dinheiro para comprar deputados e senadores no balcão chamado Congresso Nacional, mas para mostrar as razões de cada setor, como está agora o debate 6x1. A CNI apresentou as suas contas dizendo, olha, o fim da semana 6x1 vai acarretar um esforço maior, vai encarecer produtos, vai dificultar empregos.
E vem o sindicato dos trabalhadores e diz, não, olha, semana seis por um, ela é bem-vinda, vai aumentar a produtividade, enfim, cada um apresenta o seu argumento. Então, nesse sentido, os sindicatos são necessários, mas eles têm que mudar. Esse tempo aí, dos sindicatos fazerem o primeiro trabalho, um grande show, com sorteio até de veículos, sorteavam carros.
shows de grandes estrelas bem pagas, né? Isso acabou, porque caiu o rendimento dos sindicatos. Os sindicatos já não têm mais esse dinheiro e muito menos apoio para fazer aquele show primeiro de maio. E não tendo esse atrativo, é claro que cai também a presença. E hoje, falando através da televisão e do rádio, se atinge muito mais trabalhadores. Lembrando que essa é uma data internacional. Existem movimentos no mundo inteiro.
falando do 1º de maio, lembrando a luta do trabalho. Eu sou um crítico de feriados, né? Alguns feriados, eles acabam sendo para descanso, mas, na verdade, deveriam ser para a luta, um dia por ano, para lembrar qual é a realidade do trabalho no mundo e no Brasil, o que devemos para melhorar.
parte a parte, né? A produtividade, ou seja, o que o trabalhador entrega, porque se o trabalhador não entregar um bom produto, o patrão não tem como vender, não tem como progredir e abrir mais indústrias, né? Então, é uma sociedade, isso deveria ser estudado, lembrado no dia 1º de maio, e até manifestações, sim. Mas isso está ficando cada vez mais para o passado, e o 1º de maio virou um dia de descanso, que as pessoas também têm direito, né?
Exatamente, Zé. Inclusive, gente, chama bastante atenção o fato do presidente Lula estar ausente por dois anos. E quando a gente traz para o contexto de 2026, Alan Ghani, chama atenção esse período porque é justamente após as duas derrotas lá no Congresso Nacional para a rejeição.
da própria indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, e no dia seguinte, nessa última quinta-feira, a derrota também com a derrubada do veto do projeto de lei da dosimetria que reduz as penas para os condenados da trama golpista, o presidente Lula poderia até mesmo participar desses atos para mostrar algum tipo de reação, ou pelo menos para demonstrar força perante o eleitor?
Pois é, ele poderia demonstrar algum tipo de resiliência. Agora, na verdade, Cassius, pesou muito contra ele os dois anos anteriores, né? 2023, 2024, que ele acabou participando dos eventos.
fiasco. Eu lembro que teve uma comentarista aqui na Jovem Pan, eu estava também fazendo o Jornal da Manhã juntamente com ela, e ela espontaneamente falou ué, mas cadê, não tem povo, cadê, soltou algo assim. Então veja, é um...
Foi aí dois fiascos consecutivos e é claro que ele toma a decisão, né, já no ano passado de não participar. E esse ano, né, teria aí o agravante dessas duas derrotas acachapantes que ele sofreu. E principalmente a derrota em relação à indicação do Messias, algo que...
Não ocorria não aceitarem um ministro indicado pelo presidente da República desde o início da República, ou seja, desde o século XIX. Então, foi uma grande derrota. Agora, eu entendo também que ele não pode, enfim...
Baixar a cabeça num momento como esse. Mas, de alguma maneira, ele sentiu o golpe e é por isso que está mais recluso. Talvez o presidente Lula esteja colocando as peças do quebra-cabeça no lugar, tentando entender o que aconteceu ali, enfim.
O PL da dosimetria, e sim, esse aí já era mais esperado, já havia uma articulação para a derrubada do veto, até porque aprovaram o PL da dosimetria. Então, eu não vejo que, pelo menos, o PL da dosimetria foi uma grande derrota para o presidente Lula. E eu queria pegar e chamar a atenção, e concordo absolutamente com o que o Zé trouxe, em relação a como o mundo do trabalho mudou.
E o presidente tem uma dificuldade, não só o presidente, mas o próprio PT, em falar com o jovem, com as pessoas que estão ingressando agora no mercado de trabalho.
É uma ideia muito, e talvez pelo próprio DNA do PT, que nasce com o movimento sindical, o PT é uma mistura ali do seu nascimento de marxismo com teoria da libertação, com movimento sindical. Mas muito arraigado ainda naquela ideia da CLT, da luta de Getúlio Vargas, dos direitos trabalhistas. Acontece que o mundo mudou.
Então, você tem hoje jovens que não querem esse vínculo trabalhista, muito pelo contrário, eles querem ter a liberdade, eles querem ser PJ, eles querem ter vários trabalhos, eles querem ter flexibilidade.
E aí o PT tem uma grande dificuldade de se conectar com este jovem. A linguagem também, né? É uma linguagem ainda da década de 80, quando a gente está no século 21, né? Então, eu acredito que o PT precisa reformular essa linguagem. Caso contrário, vai acabar perdendo eleitores, né? Esse é um diagnóstico, Cássio, que mostra que...
O atual governo, assim, a dificuldade de emplacar, de ter uma grande popularidade, é também por conta de um discurso muito ultrapassado, muito requentado em relação ao mercado de trabalho.
O Alangane, inclusive você citou esse evento de 2024, ele aconteceu lá em frente ao estádio do Corinthians, foi meio que um movimento unificado de várias centrais sindicais na Zona Leste do Capital Paulista, e foram apenas, gente, 1.600 pessoas na Zona Leste da cidade de São Paulo, a região mais...
praticamente populosa, numa capital que tem mais de 10 milhões de habitantes e 1.600 pessoas realmente. Ficou uma fotografia de um evento esvaziado, parecia que o presidente Lula estava falando ali com poucas pessoas. Isso demonstrou pelo menos um distanciamento do próprio presidente com as suas raízes, com essas centrais sindicais. E é claro, Zé, você acredita que o medo do presidente Lula...
de um novo esvaziamento, ainda mais depois de duas derrotas no Congresso, poderia ser uma terceira derrota do governo, inclusive trazer uma fotografia que o governo está cada vez perdendo mais força e Lula preferiu apenas fazer um pronunciamento em rede nacional, em cadeia de rádio e de TV, do que se arriscar a, pelo menos, ter mais um momento de constrangimento?
É, claro que sim. Hoje nós vivemos um mundo de imagens, né? As imagens hoje falam mais do que discursos, do que promessas, porque essas imagens rodam em todos os veículos de comunicação e no novo mundo de comunicação.
Para você ter uma ideia, eu vi hoje de aliados do presidente Lula de que o discurso dele, a fala, a nação dele em cadeia em rede nacional de rádio e TV, não teve panelaço. Para você ter uma ideia de que ponto chegamos de comemoração. Então, se arriscar a ir no evento vazio um presidente da República que tem a fama de ser popular, um dos presidentes que mais andaram ali pela linha popular,
ele ir no evento vazio, isso é contra a producente, isso é contra a imagem, eu não tenho a menor dúvida disso. E há muito tempo o PT perdeu essa mão, o PT perdeu essa linguagem direta com o povo, se afastou, talvez até por desgaste.
do material, não tem mais novidade. Essas lutas aí de nós contra eles, essas lutas estão chegando ao fim. Há uma tendência, sim, de declínio claro da esquerda. A gente vê isso, isso é muito um mapa. Só pegar o mapa eleitoral do Brasil e ver quem são os candidatos a governos estaduais que estão na frente.
Aí a gente vai ver que está acontecendo uma inversão. A tendência é que a direita comece a se dividir, que é natural. Onde há uma expectativa forte de poder, há disputa interna, né? Então isso está muito claro. As maiores disputas estão entre candidatos da direita.
Esse setor cresceu e está se dividindo, que é natural, né? E a esquerda está no declínio. Então, assim, a não ida do presidente aos movimentos populares tem dois sentidos. Primeiro, os movimentos populares já não são mais tão populares assim. Aqui em Brasília, por exemplo, o movimento foi muito pequeno, teve ali...
uma divergência com alguns manifestantes do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve o empurro-em-purro, a polícia teve que intervir, mas não há mais aquela movimentação, o Grito da Terra e outros grandes movimentos que aconteciam antes. Então, cada vez mais, essa manifestação, essa presença em atos está sendo substituída.
Eu temo, viu, Cássio, que essa eleição será mais através de meios eletrônicos do que exatamente daqueles famosos comícios, viu?
Perfeito, Zé. Olha, gente, vamos seguir falando um pouco sobre isso, sobre o Dia do Trabalhador, porque centrais sindicais realizam atos pelo Brasil com ênfase na pauta do fim da escala, da redução da jornada de trabalho 6x1. O Matheus Dias está ao vivo conosco e vai trazer mais detalhes como é que está a movimentação de momento e, é claro, a presença da classe política nesses atos. Matheus, seja bem-vindo, uma boa tarde e um bom feriadão, meu amigo.
Cássio, uma ótima tarde a você, ótimo feriado a você, a quem nos acompanha aqui no 3 em 1. Essas mobilizações começaram desde cedo, então, no feriado. Dia do Trabalhador, 1º de Maio. Mobilizações essas que aconteceram aqui em São Paulo, aconteceram em Belo Horizonte, Brasília.
Na sua terra natal também, em Porto Alegre, aconteceram manifestações hoje em prol da pauta do fim da escala 6x1, sem redução salarial para os trabalhadores. Aqui em São Paulo, locais de concentração dos eventos que foram proporcionados pela Central Única dos Trabalhadores, a CUT.
e outros centros sindicais, aconteceram principalmente na Praça Roosevelt e também na Praça da República, já que aqui na Paulista a gente está na frente do fim aqui de uma outra manifestação, essa da direita, viu, Cássio? Manifestação contra o fim da escala 6x1 e contra outras pautas defendidas pelo governo.
priorizada pelo União Brasil. Essa manifestação aqui que teve até poucos participantes, segundo dados recentes, apontam que foram cerca de 90 manifestantes aqui na Paulista, mas o organizador do evento disse que foi apenas um meio, independente da adesão.
mas de fazer com que a esquerda não se manifestasse aqui na Avenida Paulista. De toda forma, as manifestações aconteceram também na capital, em outros pontos, para viabilizar essa pauta que prevê o fim da escala 6x1, início então da escala 5x2, com redução de jornada de trabalho também, de 44 horas semanais para 40 horas semanais. No caso, inclusive, tiveram até manifestações.
de autoridades, como o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, o Luiz Felipe Vieira de Melo Filho, ele que disse que esse debate do fim da escala 6x1 precisa ser desideologizado. Essa palavra fica até difícil de dizer, mas ele diz que não precisa ser até uma pauta apenas defendida pela esquerda. E algo que sim, deve ser aceito por todo mundo, já que é algo que vai ser implementado, que deve ser implementado, e a economia...
suporta, segundo ele. Ele até comparou as questões de uma entrevista que deu à Folha, em recente fala, dizendo que essa nova pauta agora, o fim da escala 6x1, é como antigamente foi a viabilização do 13º salário, que naquele momento diriam que o 13º iria quebrar a economia.
E hoje em dia, nenhum comerciante ou nenhum funcionário de uma empresa CLT, por exemplo, se vê sem o 13º. Ele disse que no futuro o fim da escala 6x1 será enxergado dessa forma e que tem que ser viabilizado, as discussões têm que ser viabilizadas para esse ponto, para se achar um senso comum como entre empresários e trabalhadores que hoje se manifestaram. Viu, Cássio?
Matheus, é claro que foi muito sentido a ausência do presidente Lula nos atos de 1º de maio, mas também outros pré-candidatos ou até mesmo aliados do presidente marcaram presença, entre eles o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que participou de um desses atos. O que o ministro acabou falando para toda a classe trabalhadora, inclusive trouxe declarações bastante polêmicas.
Sim, Cássio, o pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, ele participou de dois eventos hoje. Um pela manhã, que começou por volta das 11 horas da manhã, na Liberdade, em São Paulo, aqui no ato de 1º de maio da Força Sindical. Lá participou de um evento, saiu em defesa da escala 6x1. Ele disse que agora vamos lutar.
pela jornada 5x2, de 40 horas de trabalhos por semana, proporcionados pelo governo, e que vamos lutar, e isso quando ele diz vamos, ele se refere a ele e a todos os participantes da ala governista e da esquerda, vamos lutar na jornada 7x0.
Essa para eleger o presidente Lula e também para conquistar o governo de São Paulo. Ele disse que em outubro não quer que seja um desastre do governo anterior nas eleições. Ele ainda reparou e confirmou que essas pesquisas recentes proporcionadas que apontam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, na visão de Haddad, esse empate técnico é por conta de uma lavagem cerebral.
coletiva. O ex-ministro da Fazenda participou desse evento, então, aqui em São Paulo, na capital, e agora está em um evento em São Bernardo do Campo, no centro da cidade, um evento acompanhado do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, onde lá, claro, também será defendida o fim da escala 6x1 e o início da escala 5x2. E o Cássio...
Perfeito, Matheus. Obrigado pelas informações. Olha, meus amigos, a gente tem muito assunto para discutir, muitas camadas, em relação também à questão da pauta 6x1. Porque está sendo, claro, a grande pauta em relação a esse dia do trabalhador, pelos atos que a gente está vendo ao longo do país. Tem essa fala do próprio presidente do Tribunal Superior Eleitoral, defendendo a escala do 6x1, que não vai prejudicar ou afetar a economia.
É uma fala extremamente importante, que vai de encontro ao que o próprio setor produtivo fala.
E também quero começar com o Alangani falando um pouquinho mais sobre essa declaração do pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, que disse que há uma lavagem, só uma lavagem cerebral coletiva explica o empate de Lula e Flávio na disputa presidencial. O Alangani, o próprio Haddad vem há algum tempo num modo meio sincerão, ou pelo menos deixando um pouco de lado aquela figura do professor, do ministro, de uma figura mais polida, com aquele tom de voz um pouco mais calmo para realmente...
partir para cima do ataque. Exatamente, ele está em campanha, então aquela figura mais intelectual, enfim, e aqui eu estou usando o termo intelectual, não que eu o considere um grande intelectual, mas é inegável.
que ele tem ali toda uma passagem pela academia, enfim, mas ele, de fato, larga um pouco o tom de intelectual, o tom que ele adotava enquanto era ministro da Fazenda e agora está em tom de campanha e não é nem campanha para ele, é campanha para o presidente Lula, até porque seria muito difícil ele ganhar do Tarcísio de Freitas.
O que ele está fazendo? Está sendo ali uma linha auxiliar, está dando palanque e está atacando o Flávio Bolsonaro para tentar trazer votos para o Lula. Mas, na verdade, não tem lavagem cerebral coisa nenhuma. Vamos lembrar que na eleição passada, não foi o presidente Lula que ganhou o Cássio, na verdade foi o Bolsonaro que perdeu. E perdeu por conta, na minha visão, pela...
a comunicação que ele teve durante a pandemia. Não foi nem a conduta dele na pandemia, até porque o Brasil acabou vacinando muito, mas a comunicação foi bastante ruim, com aqueles tipos de comentário, é uma gripezinha, tinha gente morrendo, eu não vou pegar nada, eu sou um atleta. Então, isso acabou pegando muito mal. Teve gente que perdeu o familiar.
E aí pegou uma grande aversão a Jair Bolsonaro por conta desses comentários. Então, se o Jair Bolsonaro tivesse uma conduta mais polida durante a pandemia, como o Trump...
Teve nos Estados Unidos, dizendo que a doença era séria, pedindo responsabilidade das pessoas. Não precisava nem falar o fique em casa. Poderia falar o seguinte, olha, eu não vou trancar a economia aqui, eu não vou trancar, mas cada um, a doença é séria, cada um cuide de si, enfim, se vacine, se proteja, etc. Era discurso de estadista. Não foi nessa linha.
O Lula acabou ganhando por uma margem muito pequena e essa polarização, evidentemente, que continuou. Então, não tem uma lavagem cerebral. E aí, o Lula enfrenta um Bolsonaro mais preparado. Eu vejo que o Flávio Bolsonaro, qual é o grande diferencial dele em relação ao pai dele? Ele é muito mais contido, ele é muito mais polido, ele pensa para falar.
ele não é tão reativo, ele não fica humilhando o jornalista enquanto faz uma pergunta. Então, é um adversário muito mais difícil de se enfrentar. Além disso, Cássio, as circunstâncias agora para o presidente Lula não são favoráveis, não. Veja, a gente tem dois casos de corrupção que, independentemente, se o governo está envolvido ou não, não estou nem entrando nesse mérito, mas que...
acabam afetando o governo de turno. Então você teve o caso do INSS, e aí é fato que as cifras, os descontos bilionários, aumentam muito durante esse governo, como também é fato que o Ministério da Previdência demorou muito para tomar uma iniciativa, quando ficou sabendo, e você tem o caso do Banco Master, que acabou, ok, envolvendo os três poderes, mas atingiu...
o governo federal na percepção do eleitor. Então você tem esses casos de corrupção que já tiram popularidade. Para piorar, uma baita crise de segurança pública. E aí, também, de novo, pouco importa se é por conta da impunidade, da leniência do Poder Judiciário, pouco importa se é porque as leis são ruins, porque o Congresso não tem agido, pouco importa se é responsabilidade das polícias, do governo estadual ou do governo federal.
mas atinge o governo federal. Então, há uma grande epidemia de segurança pública, uma criminalidade generalizada, pessoal estourando vidro de carro para roubar celular, celular, pessoas latrocínios nas ruas, enfim. Então, isso também acaba atingindo a popularidade do presidente. E...
Para piorar, a economia que estava meio adormecida agora virou também um tema de campanha. Alto endividamento das famílias, elevação do custo de vida. E isso tende a piorar com a guerra no Oriente Médio. Então, as circunstâncias todas são muito adversas para o presidente Lula. E aí, enfrenta um candidato mais preparado que o Jair Bolsonaro, que é...
o próprio Flávio Bolsonaro. E as derrotas que o Lula acabou sofrendo ontem, antes de ontem, mostra que ele vai ter uma eleição muito dura pela frente, porque talvez foi um prenúncio aí de...
uma possível derrota. Vamos lembrar que ele perdeu a indicação à Suprema Corte. Então, sem sombra de dúvidas, o Flávio está num bom momento e lavagem cerebral, eu acho que quem está precisando aí é o ministro, porque não está lendo muito bem o tabuleiro.
Zé Maria Trindade, eu quero te ouvir também... O ex-ministro. O ex-ministro da Fazenda, agora pré-candidato ao governo de São Paulo. Zé, eu quero te ouvir também em relação a essa declaração do Haddad, dizendo que somente uma lavagem cerebral explicaria esse empate técnico, ou pelo menos numérico, entre Lula e Flávio nessa disputa eleitoral. Mas também, Zé, a própria frase, o trecho do presidente do TST, ao dizer que nas eleições acontecem milagres. Você já viu muito milagreando a eleitória.
Zé? Milagres não. São as decisões das pessoas, de cada uma, a decisão de cada um, e essas decisões se somam numa grande decisão nacional. Às vezes, incompreensível. E incompreensível ao ponto de o próprio candidato não acreditar.
Eu sei de um caso de um prefeito que fraudava pesquisas. Ele, quando ficava sabendo que uma rádio estava fazendo uma enquete, ele mandava os assessores ficarem ligando, ligando, ligando. E aí, quando tinha pesquisador, mandava as pessoas responder. E aí ele começou a aparecer em segundo lugar, em primeiro lugar nas pesquisas.
E ele acreditou na própria fraude. Depois, quando veio o resultado da eleição, ele se surpreendeu. Teve pouco voto demais. Então, veja bem, ele mandou fraudar as pesquisas e ele ficou decepcionado com o resultado que não era.
o resultado, né? Então é assim. Então quando o ministro fala da lavagem cerebral, isso aí é um conceito moderno na política, mas que é arraigado nos conceitos antigos de emoção. Então a tendência de todos é de que o meu lado é o lado bom, o lado certo e o lado maior.
O outro lado é um lado louco, um lado de lavagem cerebral e também o lado errado, o lado torto da vida. Então isso está muito presente na política, mas só que agora está muito mais, muito maior. E é disso que fala o ministro.
Na verdade, a política tem de ter emoção, senão fica uma coisa muito inteligência artificial, quer dizer, em vez de um eleitor, coloca inteligência artificial para analisar os currículos dos candidatos. Na verdade, não é assim. Na verdade, o povo toma uma decisão coletiva através das decisões unitárias, mas que tem uma coerência, tem uma função que é exatamente expressar o que o coletivo está pensando, e é isso.
E é incoerente essa fala quando ele defende que o trabalhador deveria se manifestar no dia 1º de maio de forma coletiva e sem viés ideológico. Concordo, deveria ser assim. O sindicato, eu defendo o sindicato, não esse sindicato que está aí. Esse sindicato esquisito que não representa o trabalhador.
Mas haverá sempre a exigência de sindicatos e associações, para falar em nome dos trabalhadores. Que o sindicato seja um local de defesa corporativa, por natureza. É uma defesa do segmento. E que o sindicato foi tomado por ideologia e pela política.
Eu falo sempre com as pessoas que combatem sindicatos, eu digo, que tal tomar o sindicato, né? Tomar no sentido de eleger o presidente. Em vez de acabar com a CUT, que tal a gente ir lá à direita e eleger um presidente de direita para defender com raciocínio de direita o trabalhador? Porque é preciso, o trabalhador precisa de uma defesa, assim como...
O empresário precisa de defesa, por isso que tem um sindicato. A defesa do empresário é muito importante. Uma atitude mal tomada de um governo pode quebrar um setor inteiro.
Esse 6x1, por exemplo, vai prejudicar alguns setores. Outros não, vão adaptar e tal. Então, isso precisa de sindicato. Então, eu defendo sindicato. Então, quando ele fala de tirar a ideologia do sindicato, eu concordo. Agora, sobre quem é o errado e quem é o certo? Cada um tem a sua concepção, né?
Com certeza, Zé. Cada um tem a sua percepção, mas em ano eleitoral é importante todo mundo refletir bastante sobre os seus próprios atos. Vamos seguir falando sobre as eleições, porque olha só, gente, podemos ter mudança no tabuleiro lá em Minas Gerais. Porque o senador Rodrigo Pacheco sinalizou aliados que está fora das disputas para a vaga no Supremo Tribunal Federal e também para o governo de Minas Gerais.
O parlamentar era a grande aposta do presidente Lula para ter um palanque mais competitivo no importante colégio eleitoral. Rodrigo Costa está ao vivo conosco, diretamente de Minas, e vai trazer mais detalhes para a gente sobre essa sinalização. Se isso se confirmar, Rodrigo, Rodrigo Pacheco, ou pelo menos o presidente Lula, não vai ter palanque em Minas Gerais e vai ter que ter um rearranjo político aí muito grande.
E um cenário de definição também, traz mais detalhes para a gente sobre essas sinalizações que podem ser, inclusive, muito importantes para a disputa presidencial. Meu amigo, boa tarde.
Boa tarde, Cássio, pra você e pra todos que acompanham o 3 em 1. O Rodrigo Pacheco, senador, hoje no PSB, ele descartou junto a aliados essa possibilidade de ser indicado no lugar de Jorge Messias pro STF. Começou a circular nos bastidores essa possibilidade e logo de cara já o Rodrigo Pacheco, ele, disse que não.
que o STF, para ele, é uma página virada. Após a derrota de Lula na escura do novo ministro, a avaliação é de que somente Rodrigo Pacheco teria condições de ter o seu nome agora aprovado, mas ele descartou essa possibilidade nos bastidores, inclusive. Ele disse que é bom deixar claro que não há mínima possibilidade disso acontecer, que essa página está completamente virada.
E que ele afirmou, inclusive, isso desde um primeiro momento lá atrás, ainda no ano passado. Ele disse que esse tempo passou. Vale lembrar que o Rodrigo Pacheco estava no PSD de Gilberto Catab. Ele deixou a sigla rumo ao PSD de Geraldo Alckmin, trocou o D pelo B, para disputar, então, o governo do estado de Minas Gerais e ser um palanque do presidente Lula.
No entanto, até o momento, o Rodrigo Pacheco não declarou a sua pré-candidatura e isso tem deixado os aliados bastante preocupados, inclusive.
A gente acabou perdendo o contato com o Rodrigo Costa, mas ele trouxe todos os detalhes pra gente, envolvendo essa movimentação no cenário eleitoral do Estado de Minas Gerais, que é considerado o Estado extremamente importante e decisivo pra uma eleição presidencial. E o presidente Lula vinha desde o ano passado ali conversando, sendo aquele unsquitinho na orelha de Rodrigo Pacheco pra demover a tentativa dele ser o ministro do STF e dizendo que contava com ele para o governo de Minas Gerais.
Tanto que Rodrigo Pacheco acabou mudando de partido. Ele deixou o próprio partido, União Brasil, e acabou migrando para o PSB. E, claro, havia essa expectativa dele trazer consigo a própria Federação União e o PP, a União Progressista, para fortalecer ainda mais este palanque. Mas, Zé Maria Trindade, quando a gente fala também em Rodrigo Pacheco, e ele é cada vez mais se distanciando desse possível cenário, o presidente Lula pode ter mais um revés.
Pois é, olha, eu nunca vi candidato que não quer ser candidato como agora em Minas Gerais. Eu, ontem tive uma conversa rápida com o Cleitinho, que está em primeiro lugar nas pesquisas, e eu perguntei, Cleitinho, você vai ser governador ou não?
Ele, ah, depende se o povo de Minas votar aquele jeito dele, né? Depende se o povo de Minas votar, eu vou ser governador. Mas você é candidato? Sim, sou candidato, sim. Mas o povo de Minas tá querendo ele e os políticos estão dizendo, não, o crentino é candidato. Agora a mesma coisa. Olha, o Rodrigo Pacheco me surpreendeu. Ele está consolidado ali em terceiro lugar e competitivo em Minas Gerais.
Mesmo não sendo candidato e sendo empurrado, não vai ser candidato. Geralmente, os candidatos lutam para ser candidatos, lutam para chegar onde ele chegou e se não for assim, não vai. Mesmo tendo muita vontade, às vezes não dá certo.
Quando não tem, será que vai dar e não sei se eu vou, aí a coisa não dá certo. E agora em Minas está acontecendo exatamente isso. O Rodrigo Pacheco entrou nessa foto que nós estamos vendo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, com o João Campos, que saiu lá de Pernambuco para vir à Brasília para tentar ajudar o Jorge Messias. Muita gente achou que esse movimento tinha isolado o presidente da Câmara, inclusive eu.
Eu entendi que esse movimento era forte, porque o Rodrigo Pacheco entrar num movimento desse para perder, aí é demais, né? Eu sempre disse, na cobertura aqui, eu disse.
O Davi Alcolumbre não perde. Quando ele sente que vai perder, ele adere. Ele vai pro lado que vai ganhar. Então, se ele não foi pro lado que vai ganhar, àquela hora, eu falei, pronto. O negócio tá confuso. E aí, esse movimento que participou o Rodrigo Pacheco só podia ganhar, porque ele entrou numa rota de colisão.
E isso me surpreendeu. Agora, em Minas Gerais, o PT vai ficar sem candidato, porque o PT se desdobrou para apoiar outro que não seja petista. O Rodrigo Pacheco é um advogado criminalista famoso em Minas Gerais, um grande escritório de Minas Gerais, e que se candidatou a deputado e, de repente, virou senador. Ele foi eleito para derrotar a Dilma, derrotou a Dilma, e, chegando aqui, ele se aliou mais ao PT, ao presidente Lula, do que...
o pessoal que o elegeu.
distribuíram em Minas Gerais inteira, outdoor, faixas, né? Rodrigo traidor. E aí ele ficou no limpo. Ele não era nem do grupo da direita, do ex-presidente Bolsonaro, e também não era petista. Os petistas não se misturam, igual água e óleo, né? Principalmente em Minas Gerais. E aí o que aconteceu agora? Agora ele tem o apoio do PT e diz que não vai ser candidato. Quer dizer, desmancha toda a articulação do presidente Lula em Minas Gerais.
Com certeza, Zé. E é muito interessante esse movimento do Rodrigo Pacheco deixando o seu partido e migrando para o PSB, que é uma base consolidada, é o partido do vice-presidente da República, Gerardo Alckmin, tem um grande apoio em vários estados no Nordeste, por exemplo, lá no estado de Pernambuco, inclusive o presidente do partido, o João Campos.
É o prefeito de Recife e está liderando as pesquisas para o governo do estado pernambucano. Tem uma atração, tem uma linguagem muito parecida. Deu certa dobradinha Lula e Alckmin e se imaginou que no estado de Minas Gerais poderia repetir essa dobradinha de sucesso, só que na figura de Rodrigo Pacheco. O presidente Lula tem uma boa relação desde que Rodrigo Pacheco era presidente.
aí do Senado, mas Rodrigo Pacheco também tem um grande amigo e que se chama Davi Alcolumbre. É importante a gente entender esses meambres, ou esses nuances da política, até mesmo para entender se há alguma influência de Davi Alcolumbre sobre essa decisão de Rodrigo Pacheco. Eu já acho muito difícil, porque isso também diz muito sobre o que Rodrigo Pacheco quer para os próximos quatro anos. Ele que vai perder agora o seu próprio cargo para o Senado.
mas poderia concorrer ao governo e, a partir da oficialização da sua pré-campanha no Estado de Minas, ele poderia crescer ainda nas pesquisas. Na última, que a gente trouxe aqui, inclusive no 3 em 1, ao longo dessa semana, ele aparece na terceira colocação, com cerca de...
8%, 9%, apenas atrás de Alexandre Calil, que é do PDT, e que o presidente Lula apoiou há quatro anos contra o Romeu Zema. E na primeira colocação está, como o Zé falou, o senador Cleitinho, que se torna, pelo menos, um grande favorito devido à margem de vantagem, à gordura que ele tem nessa intenção de votos. Mas é isso, gente. Minas Gerais...
Tanto Flávio como o presidente Lula não tem ainda um candidato. O Flávio acabou, de certa forma, apoiando a filiação de Flávio Roscoi, que era o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais. Ele pontuou muito mal nessas pesquisas. Talvez não seja o melhor candidato. Matheus Simões, que é o candidato do Romeu Zema, que poderia fazer palanque para o Flávio Bolsonaro.
O próprio Flávio deixou claro que ele é um puxador de votos para baixo, ou seja, não deve influenciar muito, ou pelo menos tem um poder muito grande e aparece na quarta colocação nessas pesquisas, mesmo tendo a máquina pública ao seu favor e sendo governador, herdando essa cadeira deixada por Zema. Mas é um cenário de total indefinição de Minas Gerais. A gente não está falando de qualquer estado. A gente está falando, gente, dos maiores colégios eleitorais do país que têm uma importância, que têm uma simbologia de que quem ganha por lá...
acaba levando à eleição presidencial. E até o momento, tanto Flávio como Lula ainda não mergulharam, de fato, nessa campanha dentro de Minas Gerais. Alangani, como é que você vê todo esse cenário de indefinição e esse recuo? Até hoje, a gente não entende se é um recuo estratégico ou não de Rodrigo Pacheco, mas, de certa forma, frustra os planos que o presidente Lula tinha com ele no estado de Minas.
Pois é, frustra bastante. E olha só, Cássio, a decisão dele em relação a não vou concorrer a uma vaga do STF não teria a menor condição, não teria clima. Quem em sã consciência vai imaginar que o presidente Lula, depois da traição que sofreu...
E aí, legítimo, o Senado tinha essa prerrogativa, mas da traição, inclusive, da sua própria base, de membros do Centrão, Davi Alcolumbre, que sempre foi muito ligado ao governo, sempre foi governista, sempre foi ligado ao presidente Lula. Depois dessa traição, e lembrando que Rodrigo Pacheco e Davi Alcolumbre é uma coisa só, é a mesma empresa ali dentro do Senado.
Depois dessa, o presidente Lula vai, depois dessa derrota, indicar ainda o Rodrigo Pacheco, que seria a preferência do Davi Ocolumbre, ou seja, daquele que o traiu e que operou para essa derrota, não teria o menor cabimento, a menor condição. O Rodrigo Pacheco sabe que, para ele, não tem espaço no Supremo Tribunal Federal, pelo menos...
Enquanto for o presidente Lula, talvez um outro presidente, né? Eu ouvi até o Flávio Bolsonaro dizendo que poderia indicar o Rodrigo Pacheco também. Achei super estranho essa declaração que se circulou por aí. Mas, enfim, então, STF esquece para o Rodrigo Pacheco. Agora, em relação...
O governo de Minas Gerais, talvez, diante dos números da pesquisa, enfim, ele sentiu que não teria muitas condições com o Cleitinho. E aí é por isso que tira o time de campo. Agora, isso muda tudo, porque talvez mude até a decisão do Cleitinho. O Cleitinho poderia ficar no Senado, ter uma situação super confortável, ou sair governador. E talvez o Rodrigo Pacheco fosse um nome capaz de... ...e...
derrotar o Cleitinho ou ter ali uma disputa mais acirrada com ele. Sem o Rodrigo Pacheco, e aí pegando os outros candidatos, a situação fica muito favorável para o Cleitinho. Então essa escolha que seria muito mais difícil para ele, poxa, abandonar o Senado.
e correr o risco de perder uma eleição para governador, agora talvez não fique tão difícil, porque daí isso chancela mais o seu favoritismo. E é claro que, para o presidente Lula, é muito ruim, porque ele já não tinha um candidato do PT.
em Minas Gerais, tinha do PSB, linha auxiliar do PT, mas saindo o Rodrigo Pacheco fica completamente desfalcado num Estado-chave, num Estado que é pêndulo. E aí soma-se a tudo que eu vinha falando anteriormente, quer dizer, essa maré aí não está boa para o presidente, seja pela segurança pública, seja pela economia, seja pelos casos de corrupção, seja...
pelas duas derrotas que sofreu nesta semana e mais ainda agora essa notícia em Minas Gerais. Realmente não está uma situação fácil. E se você me permitir, Cássio, eu queria perguntar para o Zé se o Rodrigo Pacheco teria chances para ser prefeito de Medina.
Ele tem base lá em Medina, é muito amigo do vereador Codó lá em Medina e já visitou a cidade, sim. E Minas é um estado de muitos municípios, né? Mas Medina é muito importante como referência, não exatamente quanto ao colégio eleitoral. Sobre o colégio eleitoral, Carlos, Minas é o segundo colégio eleitoral do país.
É realmente importante. E essa fórmula de Minas é porque ela pega um pedaço de cada estado, né? Ela faz uma condensação média dos estados. Na Bahia, ali perto de Medina, Pedra Azul, Itaubim, ali é muito próximo da Bahia, né? O norte e nordeste de Minas. Então pega muito da Bahia, muita influência. O Vale do Jequitão é muito PT.
E aí, do outro lado, do Espírito Santo, também, uma região muito próxima do Espírito Santo. E lá, em X de Fora, dizem que X de Fora é um bairro do Rio de Janeiro que não tem marizia. Então, ali é muito Carioca, Barbacena, X de Fora, aquela região ali. É Muriaé e tal.
E no sul de Minas é São Paulo. Então é por isso que faz do estado de Minas esse estado aí da condensação das ideias. Então é uma média mesmo de quem vem do Nordeste para o Sul, para o Sudeste passa em Minas Gerais. Daí não é lenda, é exatamente essas influências que fazem de Minas aí essa média nacional.
Você pode ver que a tendência de votos em Minas Gerais não acompanha a tendência do governo local. Com certeza, Zé. Inclusive, a gente vai ficar acompanhando voto a voto lá em Medina, que todos podem ser extremamente decisivos para a eleição presidencial. Bom, vamos seguir girando aqui o nosso 3 em 1, porque após uma semana com vitórias no Congresso, a oposição espera ali surfar onda positiva contra o governo pensando nas eleições de outubro. Já o PT quer virar a página.
e deve apostar no lançamento de projetos populares. Além disso, meus amigos, a rejeição de Messias ao STF colocou a Suprema Corte mais uma vez nessa discussão política. Janaína Camelo traz todos os detalhes pra gente dessa semana agitada nos três poderes. Jana, seja bem-vinda, uma boa tarde.
A agitadíssima, né? Inclui aí o PL da dosimetria, a derrubada do veto do presidente Lula ontem e aí agora o STF entra em cena. O Supremo Tribunal Federal, que já tinha a expectativa de que esse caso, por exemplo, do PL da dosimetria fosse judicializado, né? Inclusive já foi, quem saiu na frente aí foi a Federação Rede Pessoal, já apresentou, já protocolou no Supremo uma ação direta de inconstitucionalidade contra essa derrubada do veto.
O PT também já disse ontem, ainda não entrou, mas já disse que vai também judicializar esse caso. Para o PL da dosimetria começar a valer a flexibilização de penas dos condenados do 8 de janeiro, aí as defesas dos condenados precisam acionar o STF, apresentar recursos e tudo.
Esse caso provavelmente vai para a relatoria do ministro Alexandre de Moraes e quando um caso assim é judicializado no Supremo, Cássio, o ministro relatou que ele faz, ele suspende todos os processos sobre o assunto que estão tramitando. Até que o Supremo...
analise o caso, ou ele mesmo, numa decisão dele, mas provavelmente ele deve colocar para o plenário também decidir. Então é isso o que deve acontecer. Geralmente quando é um caso de muita repercussão, se faz audiências envolvendo todas as partes, e aí o caso fica parado ali um tempão até que tudo isso seja analisado, seja discutido, e aí depois julgado no plenário. A ver como vai ser esse trâmite, se o ministro e o STF, os demais ministros...
vão desejar que isso seja muito breve, ou não, se prolongue um pouco mais e se faça audiências, enfim. Mas só lembrando, Cassius, é importante lembrar que o PL da dosimetria chegou a ser colocado como acordo em alguns momentos na relação do Palácio do Planalto do STF do Congresso Nacional para amenizar a relação em algumas pautas consideradas bem atípicas.
estavam causando uma certa crise institucional. Então, a flexibilização da dosimetria, tem uma ala do STF que defende isso. Então, é provável também que essa derrubada desse veto seja mantido pelo Supremo. E outra questão também colocou o STF...
Por conta dessa semana agora, no meio da crise política, foi a rejeição de Jorge Messias, porque pegou muito mal lá no Palácio do Planalto, especificamente ao presidente Lula, que pode ter havido algum tipo de influência por parte de ministros do Supremo, como, por exemplo, o ministro Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino, o ministro Gilmar Mendes, que eram ministros, uma ala que defendia, por exemplo, o nome de Rodrigo Pacheco, quando o Rodrigo Pacheco era...
apoiado por Davi Alcolombre para essa vaga aberta no Supremo Tribunal Federal. Muito com o argumento ali, com a alegação por parte desses ministros, que seria um novo ministro com uma articulação muito boa no Congresso Nacional, e isso ia acabar facilitando a vida do Supremo Tribunal Federal, especialmente em relação a eventuais crises envolvendo as instituições, os dois poderes.
Enfim, isso pegou muito mal, até porque o ministro Alexandre de Moraes, na véspera da sabatina de Messias, ele jantou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. E ontem a base governista, depois da derrubada do veto do PL da dosimetria, um dia depois da rejeição do Messias, tem dito também que essa questão toda...
tem influência de pessoas que querem evitar o avanço das investigações do Banco Master. Enfim, são vários fatores envolvidos, mas sim o Supremo Tribunal Federal agora entra nessa questão toda envolvendo a política também, o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional, enfim. Cássio.
Perfeito, Jana. Obrigado pelas informações. Zé, eu quero falar com você, porque enquanto a própria oposição está tentando surfar essa onda, se manter no hype, depois dessas duas derrotas que o governo acumulou no Congresso, o próprio presidente Lula está numa expectativa, pelo menos uma tentativa de virar a página. Tivemos ontem um pronunciamento.
Ele trazendo novidades em relação ao programa Desenrola 2.0, de renegociação de dívidas. Você acredita, Zé, que o governo vai conseguir virar a página e a melhor forma é fazer esse lançamento de programas populares? Pois é. Olha, sobre essas duas derrotas aí, eu ouvi de um líder de que isso é um debate político. Principalmente a história da dosimetria.
Me disse ele que o PT acredita que a maioria é contra a anistia e é contra a dosimetria.
Então, assim, o discurso entre os dois favorece os dois, né? O lado do PT vai dizer, olha, não se pode anistiar, olha e tá vendo, eles defendem aí a impunidade, eles que fizeram um discurso falando em não redução, não saídinha, não não sei o quê, agora aprovam no Congresso e derrubam o veto do presidente nisso aí, quer dizer, ganham. Do outro lado...
vai ganhar os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que dizem trata-se de uma condenação injusta, isso nunca aconteceu, essa história de golpe, a anistia, a esquerda foi anistiada lá atrás, então são dois discursos e nós estamos no ano eleitoral, isso pega muito forte. Agora, não dá para virar a página dessa história do Messias, o buraco está aberto.
Me dizem que Lula não desistiu, vai indicar um novo candidato a essa vaga no Supremo Tribunal Federal. Eu não sei como isso vai acontecer, porque se ele indicar um aliado de Davi Alcolumbre, e o Davi Alcolumbre está exatamente querendo cobertura no Supremo.
Devemos lembrar que o caso Master, ele conseguiu, pelo menos uma grande vitória do Davi, foi sepultar a CPI do caso Master. Ele abriu uma sessão do Congresso, votou os vetos e não criou a CPI. Eu não sei como é que ele fez isso, porque o Regimento Mada lê o requerimento. Ele abriu uma sessão pauta única, só para os vetos, e não leu o requerimento de CPI. Isso foi um acordão geral de todos os lados, não tem a menor dúvida disso.
E aí, assim, a presidência do Amapá investiu 400 milhões de reais no Banco Massa.
Senhoras e senhores, o Amapá tem 750 mil habitantes. Se o sistema de previdência lá investiu 400 milhões, olha, é sério, né? Mas, enfim, agora é esperar exatamente a reação do presidente Lula a essas derrotas no Congresso. Perfeito, Zé. Você que está na TV aberta, fique agora com o Pan na área.
E a gente segue a nossa discussão em relação, gente, essa semana extremamente turbulenta lá em Brasília, principalmente para o governo Lula, que acabou acumulando duas derrotas com a rejeição de Jorge Messias e depois, no dia seguinte, com a derrubada do veto do presidente Lula em relação também ao PL da dosimetria.
O Alangani, como o Zé, a gente estava falando na questão do presidente já virar página, sobre como é que o governo vai reagir, se vai ser de forma imediata, vai esperar a poeira baixar, se vai fazer uma espécie de caça às bruxas, se vai ali tentar mapear quem traiu o governo ou não. Mas o Lula está apostando, ou pelo menos está se agarrando, nesses programas de endividamento e também na pauta 6x1. Você acredita que o caminho do governo é por aí? Mas a gente sabe que tem algo contra o governo, o tempo.
Faltam pelo menos aí uns 5, 6 meses e até lá muita coisa pode acontecer, tanto para o bem como para o mal. Olha só, é até bastante oportuno você trazer essa pergunta, Ocácios. Inclusive, acho que foi uma matéria que eu li, se eu não me engano, hoje no Estado de São Paulo, dizendo...
que o governo vai para tudo ou nada nas pautas econômicas. É o que restou. Insistir numa indicação de um ministro da Suprema Corte seria muito difícil. Olha o tempo que o Davi Ocolumbre deixa cozinhando a indicação. Ele fez isso com o André Mendonça e fez isso...
também com o Messias, a não ser que essa hipótese jamais aconteceria se o presidente Lula indicasse o Rodrigo Pacheco, aí ele colocaria para votar amanhã. Como isso não vai acontecer, então é perda de tempo. Ele vai para o tudo ou nada nas pautas econômicas, o programa Desenrola 2.0 é mais tranquilo, porque ele pode fazer via medida provisória.
Não sei se tem aí um grande alcance, porque não atinge todo mundo. Você pega pessoas que ganham até cinco salários mínimos, podendo utilizar 20% do FGTS. A adesão também dos bancos não é automática. Você vai usar o FGTS para abater a dívida, mas ok. É algum trunfo aí que ele tem pensando na campanha eleitoral. Agora, a grande aposta dele é... Então vamos lá. E aí
a redução da jornada da escala 6 por 1. Aí sim, ele vai apostar, vai para o tudo ou nada. É claro que é difícil um parlamentar, num ano de eleição, acabar votando contra, mesmo que, na minha visão, é um projeto populista que vai trazer desemprego em alguns setores, mas muitos...
os parlamentares ficam com receio de perder voto, porque explicar isso para a população é muito difícil, porque para a população vai continuar ganhando a mesma coisa e vai trabalhar menos e o pessoal não entende as consequências negativas. Agora, tem muito lobby, tem muitos grupos de pressão, setores empresariais, enfim, organizados, e que estão fazendo aí muita pressão.
para que não passe essa proposta. Dado essas duas derrotas, eu vejo que já não é 100% que o governo vai conseguir passar a escala 6x1. Mas é o que ele tem na mão, Cássios, vai para o tudo ou nada e talvez seja o último.
projeto do governo. Muitos já estão dizendo, o Zé pode falar melhor do que eu, estando em campo lá, o Zé que transita muito bem em Brasília, mas que o governo acabou. Pelo menos é eu que tenho saído na imprensa. Não sei até que ponto isso é verdade, mas pelo menos é o que estão falando.
Ola, Gana, inclusive eu ouvi de fontes próximas que o Zé não transita em Brasília, ele flutua. O Zé, por onde ele caminha, as portas vão se abrindo, é uma loucura. Então, Zé Maria Trindade, chega mais que eu quero te ouvir, Zé, em relação também ao próprio discurso, narrativa.
por parte de algumas lideranças da oposição, mas também, principalmente, do senador Flávio Bolsonaro. Depois dessas duas derrotas do presidente Lula, muitas lideranças, tantos parlamentares da oposição e do próprio Partido PL, dizendo que Lula já estava derrotado, que já estava fadado a uma derrota. Zé, você vê esse discurso...
pelo menos de um salto alto muito perigoso, ainda mais se tratando desse tempo que temos até outubro, onde tem o caso master que pode acontecer, pode trazer novos desdobramentos, onde o presidente Lula pode, pelo menos, ressurgir ou se reaguprar novamente. Como é que você vê esses discursos, parte da oposição, e o perigo de declarar uma vitória antecipada?
Pois é, olha, o jogo político é bruto demais, né? E às vezes parece incompreensível, mas não é não. Eu costumo citar a frase do Galileu que diz o seguinte, o movimento dos astros é previsível, o movimento dos poderosos é que é imprevisível. Isso o Galileu falou lá na época em que ele foi...
preso acusado de blasfêmia quando ele disse que o movimento dos astros era previsível, que a Terra era apenas um satélite em torno do Sol, não era exatamente o centro do mundo. E aí ele acabou pagando caro por isso. Então, assim, essa máxima continua. O movimento dos poderosos é imprevisível. O ACM nos ensinou, o Antônio Carlos Magalhães, o avô do ex-prefeito de Salvador, né?
de que não se deve procurar briga com o menor que você. Porque não tem a menor chance de levar lucro nisso, mesmo quando ganha, é covardia, bater no menor, né? Então, essa foi uma luta muito pesada, muito pesada. E eu fui atrás, exatamente, de conversar sobre os resultados disso. Ninguém sabe. É incrível. Ninguém sabe o que vai acontecer. Muitos dizem o seguinte, olha, o governo Lula, perigosamente, se aproximou do fim.
se fragilizou e antecipou o fim. Está fraco. Mas aí me dizem alguns que não, que não, que isso é um jogo calculado e que quando você perde, e dependendo do lugar e contra quem, você ganha eleitoralmente.
E aí a aposta é o seguinte, olha, eu pedi para o Davi Alcolumbre, que é hoje o mais impopular da República, um dos mais impopulares já perto de algum voto. Então, assim, perder para alguém assim...
Pode ter vantagem eleitoral, por incrível que pareça. Eu já vi várias derrotas se transformarem em vitória. Aqui em Brasília tem um caso famoso do Cristóvão Buarque, que tripudiou durante um debate em cima de Joaquim Roriz, que tinha dificuldades de falar, era simplão, e ele tripudiou, levantou um copo de água, olha aqui, olha, o copo de água não estou tremendo, estou tranquilo e você está nervoso.
Quem ganhou? O Roriz, que foi massacrado no debate. Então, política tem isso.
Pode até ser que esses petistas tenham razão de que, apesar da derrota, seja vantagem eleitoral. Mas eu vejo isso aí, de que o governo está fraco, sempre foi muito fraco no Congresso. O eleitor elegeu um presidente progressista e um Congresso de direita, um Congresso conservador. Não tenho a menor dúvida disso. Houve um acordo que veio até aqui.
O acordo era esse, não houve traição. O acordo era ter que, a partir daqui, eleição. E pronto, né? E esse acordo funcionou.
Apesar de uma minoria no Congresso Nacional, o PT tem quase 87 deputados, de 513, e mesmo assim conseguiu aprovar pautas importantes com mudanças. O Congresso mudou todas, mas aprovou. E principalmente, principalmente, é que ninguém valoriza o que não aconteceu. Não houve impeachment.
Perfeito, Zé. O Alangari, vamos falar também, a gente falou um pouquinho também sobre a estratégia da oposição, sobre também quais seriam os caminhos que o governo deve adotar na tentativa de virar essa página, apostando em novos projetos, principalmente ligado à área da economia. Mas tem outro detalhe importante, toda essa rejeição por parte de Jorge Messias...
deixou pelo menos algum ruído do governo Lula com os próprios ministros do STF. Por que eu digo isso? Porque o próprio governo vê algumas digitais de uma ala da Suprema Corte na rejeição de Messias. Não é que eles tenham atuado contra, mas também não ajudaram nesse quesito. Muitos já se manifestaram entre eles e a gente de Moraes, acabou enviando uma nota dizendo que não teve nenhum tipo de articulação, não saiu para jantar com ninguém.
Outros ministros, como o Flávio Dino também, acabou se manifestando. Ele que estava um pouco mais de bastidor e pela proximidade com a relação que ele tem com o presidente Lula. Mas é nítido, em mais um capítulo, depois do caso Master, essa divisão que a gente tem dentro da própria Suprema Corte.
O que é muito interessante na rejeição do Messias é que pouco tem a ver com o Messias. Não estava sendo julgada ali a capacidade jurídica do Messias, que divide opiniões. Tem gente que defende que ele tem essa capacidade, tem o notório saber, tem gente que questiona. Mas não era isso que estava entrando em campo. Na verdade, eu até disse o seguinte, mesmo se fosse o Rui Barbosa,
sendo sabatinado, era capaz de ser rejeitado por conta de toda uma circunstância. E essa circunstância, quer dizer, cada um com as suas motivações diferentes, acabaram tendo um objetivo comum, que foi a rejeição.
do Messias. Davi Ocolumbre operou pelo revanchismo, operou também porque sabia que se o Messias fosse para a Suprema Corte, seria um aliado de André Mendonça, uma grande afinidade entre eles, uma boa relação pessoal, afinidade religiosa, enfim, e poderia ser um aliado no caso do Banco Master.
que atingiria diretamente Davi Ocolumbre, dado que os fundos de pensão do Amapá compraram muitos ativos do Banco Massa, e é claro que ali a gente está falando do grupo de Davi Ocolumbre. Agora...
Por outro lado, também, ministros ali da Suprema Corte, que tiveram seus nomes ventilados, nesse caso do Banco Márcia, relações pessoais, movimentações financeiras, é claro que também eles não gostariam.
de ter o Messias como aliado do André Mendonça. Você poderia ter, talvez, pela primeira vez na história, abrir investigação contra ministros da Suprema Corte. Então, também por essa razão, eles não queriam o Messias. No caso...
da direita, dos bolsonaristas, enfim, a rejeição do Messias foi um recado para a Suprema Corte, dizendo o seguinte, olha, a gente pode rejeitar um ministro, e isso é o primeiro passo para uma abertura de impeachment. Se a gente pode rejeitar, a gente também pode pedir um processo de impeachment. Então, prestem...
Atenção nesse movimento aqui que a gente está fazendo. E aí, incomodados com as interferências nas CPIs. Então, cada um operou de acordo com os seus interesses. Mas todos os interesses...
Todos os interesses levaram à rejeição do Messias. Então, não tinha nada a ver com o Messias, mas, na verdade, tinha a ver com algo muito maior, um recado para a Suprema Corte e também um enfraquecimento do governo. Cássio. Perfeito, Alangani. Agora a gente vai falar um pouquinho mais da AgriShow.
Jovem Pan na AgriShow. Apoio, a maior regulação fundiária do Estado. São Paulo são todos. Oferecimento se crede na AgriShow. O agro acontece aqui.
E o secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, comentou sobre a importância da regularização fundiária durante a sua participação na AgriShow deste ano. Direto de Ribeirão Preto, a gente conversa ao vivo com Marcelo Matos, que vai trazer mais detalhes pra gente dessa declaração. E a AgriShow chegando nos seus últimos momentos, né, Matos? Seja bem-vindo, uma boa tarde.
Boa tarde a você e a todos que nos acompanham. Feliz dia do trabalho para os trabalhadores, aqueles que buscam também uma vaga, que eles possam encontrá-la, evidentemente. O nosso final de tarde aqui em Ribeirão Preto, temperatura já agradável, como você colocou. Situação mais complicada para o agro, uma situação que já era interna, foi agravada pela questão externa. Isso se refletiu até no resultado aqui da feira.
11,4 bilhões de reais em intenções de compra. Eles não divulgam os acordos fechados, mas em intenções de compra. E isso representa menos 22% em relação a 2025. Nós sabemos também que a questão do financiamento é fundamental. Por isso mesmo, neste ano, o governo do estado de São Paulo apresentou seu maior plano.
De reforça aqui o Agro Paulista, 455 milhões de reais, seguro, financiamento, programas de trator e também regularização fundiária. E aí vem justamente como você colocou o secretário Geraldo Melo Filho falando da importância. Nós temos 5.300 regularizações aqui colocadas no papel.
Desde 2003 é o maior número de todo o estado e 250 mil hectares. Vamos acompanhar então o secretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo aqui na Jovem Pan.
Mas na prática nós temos famílias que estão há mais de 100 anos em cima da terra e que, bem ou mal, seja por que motivo, a sua propriedade foi questionada. Isso leva ao quê? A insegurança, a violência. Mais do que a regularização fundiária, a gente está fazendo uma pacificação fundiária. Estamos levando paz para esses lugares, estamos dando a essas pessoas a segurança que podem investir, que podem produzir.
Dando a essas pessoas, por exemplo, uma terra que serve como alavanca para o crédito, para a produção. Nós estamos mudando a realidade fundiária. São mais de 250 mil hectares já regularizados só nesses últimos três anos.
A gente sabe que também a Green Show recebe muitos políticos ao longo da sua abertura oficial, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e na sequência nós tivemos a agenda de Tarcísio de Freitas com Flávio Bolsonaro, a primeira agenda de pé-campanha com a promessa de muitas, na sequência o ex-governador Romel Zema, o ex-governador Ronaldo Caiado, e hoje, para surpresa, porque em geral é difícil a Green Show receber.
É político do espectro da esquerda, né? Mas o ex-ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, participou aqui, portanto, hoje no seu encerramento. E ele concedeu uma entrevista exclusiva aqui à Jovem Pan. Eu perguntei pra ele o resultado dessa derrota política um dia atrás do outro. E como é que fica agora a governabilidade do governo Lula? Vamos ouvi-lo aqui na Jovem Pan. Então, Paulo Teixeira, que hoje é deputado federal pelo PT.
Eu não creio que sejam derrotas do governo. Nós temos que circunscrever a não indicação do ministro Jorge Messias, que era o melhor candidato que o Brasil tinha para o Supremo Tribunal Federal, a crise resistente entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal. E a outra...
Foi uma dosiometria que não dá anistia. Portanto, é uma derrota, meu bem, para a sociedade brasileira e não para o governo. O governo está indo bem, está tomando providências para ir melhor e acho que o Lula é um grande candidato para reeleger se ganhar a eleição no Brasil.
Portanto, ouvimos Paulo Teixeira, que deixou o Ministério do Desenvolvimento Agrário para a sua tentativa de reeleição como deputado federal. Ele, então, procura terceirizar essa derrota do governo nessa semana e garante que não haverá o comprometimento da governabilidade a partir de agora. Daqui de Ribeirão Preto, já com uma temperatura bastante agradável, daqui a pouco teremos o pôr do sol. Retorno agora com você, Cássio, nos nossos estúdios na Avenida Paulista. Com você.
Valeu, Matos. Obrigado pelas informações. Bom trabalho pra você aí, curtindo o pôr do sol maravilhoso de Ribeirão Preto. Aquela cidade que tem um chopinho, meu amigo. Enfim, daqui a pouquinho bate 18 horas, acaba o 3 e 1, já é hora também de dar aquela curtida no Happy Hour. Até lá, a gente tem muita informação ao vivo. E olha só, após mais duas décadas de negociação, o acordo Mercosul-União Europeia entra em vigor provisoriamente hoje.
O governo federal, inclusive, definiu algumas regras para adoção de algumas cotas de importação e também de exportação. Vamos voltar a falar ao vivo com o André Anelli, que vai trazer mais detalhes para a gente em relação a este acordo. Anelli, havia uma expectativa muito grande porque vários produtos vão ficar agora livres ou, pelo menos, isentos de impostos. Isso vale tanto para os produtos europeus como aqui para os produtos da América Latina, meu amigo. Mais uma vez, boa tarde.
Mais uma vez, boa tarde a você, Cássio, e a todos. É exatamente isso, e até por conta desses benefícios que passam a vigorar a partir desse feriado do dia 1º de maio aqui no Brasil, é que o Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços, o MDIC, e também o...
O Sistema Integrado de Comércio Exterior, o SISCONEX, publicaram nas últimas horas as diretrizes, os parâmetros que as empresas precisam então acessar e atender para que justamente possam conseguir então esses descontos nas tarifas, tanto de importação dos produtos que vêm da União Europeia para cá, quanto os de exportação, aqueles que saem aqui do Mercosul rumo...
ao mercado europeu. Então, tudo isso fica publicado para que as empresas passem a se beneficiar de todas essas medidas, que são o resultado, justamente, de mais de duas décadas de negociações entre os dois blocos econômicos, formando...
a maior zona de livre comércio do planeta, mais de 700 milhões de pessoas, um PIB combinado de 22 trilhões de dólares e que nesse momento começa a dar os seus primeiros passos, então, depois de o acordo ser assinado pelas duas partes, apesar de ele ainda ser questionado por alguns membros da União Europeia, países mais protecionistas, como por exemplo, Irlanda, França, Polônia, Bélgica, que...
Por outro lado, não aceitaram totalmente esse acordo e defendem, inclusive, então, que esse acordo não vá adiante. Mas a grande maioria da União Europeia se posiciona favoravelmente a esse acordo, que agora, então, entra em vigor e com essas regras, parâmetros, diretrizes publicados pelo Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços e também pelo Sistema Integrado de Comércio Exterior, o SISCONEX. Cássios.
Perfeito, Anely. Obrigado pelas informações. Zé, a gente sabe que esse acordo era muito aguardado, inclusive o próprio presidente Lula tentou lhe destravar de várias formas e conseguiu, foi um ator importante nessas negociações, mas, embora o Brasil vai colher os louros, isso não quer, ou pelo menos não se reverte, e muitos ganhos políticos.
Pois é, o setor agropecuário é o mais beneficiado desse acordo Mercosul, isso é um acordo muito importante. E é o setor que mais sofreu resistência ali por parte principalmente da França. Os nossos produtos são melhores, são competitivos em preço e são melhores também de qualidade. A tecnologia aqui se desenvolveu muito por conta da Embrapa.
E a novidade é que o próprio setor produtivo está com laboratórios bons, o setor empresarial na área privada também está fazendo investimentos nesse setor há muito tempo, e isso possibilitou esse aumento da produção sem exatamente aumentar a área plantada. É o que se chama de produtividade, que é a produção por metro quadrado. Então, nós estamos com um produto muito competitivo.
E é uma área que o presidente Lula já tentou de todas as formas e não conseguiu chegar. Não conseguiu porque a ideia do governo é igual a ideia. A ideia exatamente da produção, da indústria, do setor do agronegócio.
que é amplo demais falar agronegócio, né? Porque o agronegócio inclui a planta, a venda, maquinário, a gente está vendo aí o Marcelo trazendo esses maquinários parecendo nave espacial, né? São caríssimos, são caríssimos. Milhões de dólares custam uma coletadeira dessa automática. Então, assim, é uma área muito especial e o governo não consegue atender porque não tem afinidades, né?
Pois bem, e só para o outro lado, eu sempre aqui, Cacho, falei que muito se falava nesse acordo do Mercosul como se fosse um grande bezerro de ouro, uma grande coisa. Olha, haverá setores aqui no Brasil fortemente atingidos por esse acordo.
Setor de azeite, de vinho, de produção de uvas e de frutas até, não é tão só bom para o Brasil, não. Na área tecnológica, de equipamentos eletrônicos, tudo mais. A Europa não é boba. A Europa produz e tem produtos que competem com produtos brasileiros.
na área têxtil, por exemplo. Então, haverá uma concorrência muito forte com outros setores. Por enquanto, vale apenas alguns setores experimental, mas eu defendo, porque os setores que serão atingidos agora, como de vinho...
terão que disputar com os vinhos europeus. Alguns podem até... Será que o Brasil vai disputar com os vinhos franceses? Será que a área de cosméticos vai disputar com as grandes marcas francesas de perfumes e cremes e tal? Olha, o Alan Gannes, o professor Alan, me ensinou que sim, no primeiro momento é triste, é duro, mas acaba provocando o desenvolvimento local.
O Alangani, agora eu estou curioso, né? Melhor um vinho europeu ou sul-americano, hein? Olha, você sabe que tem excelentes vinhos sul-americanos. Eu não sou um grande entendedor de vinhos. De argentino, né? Mas eu sei que vinhos chilenos, vinhos argentinos e mesmo vinhos brasileiros aqui, né? Tem um...
Tem um amigo meu, é o Choro da Videira, tem um perfil legal no Instagram que ele sempre fala de vinhos nacionais. Então, ele sempre promove vinhos nacionais, eles são excelentes de fato. Mas, enfim, o Zé tem razão.
Num primeiro momento, um acordo de livre comércio vai penalizar alguns setores. O consumidor sempre está ganhando, hein? Porque olha só, o consumidor aqui no Brasil vai ter acesso aos vinhos europeus, aos queijos europeus, vai ter acesso a perfumes baratos, enfim. E a mesma coisa o consumidor lá, vai ter acesso à carne, ao café. O consumidor sempre está ganhando.
o jogo do ganha-ganha. Ganha-ganha. O consumidor, não à toa, por que as pessoas adoram ir para os Estados Unidos, inclusive para fazerem compras? Porque é muito barato. E por que é muito barato? Porque, pelo menos, estou falando antes do tarifácio, porque ainda é muito barato para eletrônicos, para roupas, enfim, porque você não tem barreiras protecionistas, ou tem menos barreiras protecionistas. Então é por isso que todo mundo adora viajar para lá para fazer compra.
porque, enfim, é menos barreira. Agora, num primeiro momento, alguns setores aqui vão ter muita dificuldade para competir com a indústria europeia. Isso é verdade. Agora, também não deixa de ser uma oportunidade para que esses setores se desenvolvam.
Aqui internamente. Por quê? Porque, tudo bem, você, num primeiro momento, vai ter dificuldade com os produtos, mas você pode comprar tecnologia de fora, você pode comprar o maquinário de fora e se desenvolver internamente. Então, a média e longo prazo, quando você tem uma corrente de comércio forte entre dois países, aí, no caso, entre dois blocos, é uma relação ganha-ganha.
Para ambos, a experiência internacional mostra isso. Eu lembro que, em uma das minhas primeiras aulas de economia, um professor fez a seguinte provocação para a gente. Ele falou que um acordo de livre comércio seria bom, entre Cuba e Estados Unidos, se tivesse, hipotético, seria bom...
Mais para os Estados Unidos ou para Cuba? E aí todo mundo pensa o seguinte. Não, os Estados Unidos tem uma pujança econômica, é muito maior que Cuba, vai atropelar Cuba, é bom para os Estados Unidos. E aí eu falo, não, é bom para Cuba. Por quê? Porque o que os Estados Unidos vão vender para Cuba? Você tem um mercado muito pequeno, uma população muito pobre. Agora, Cuba passa a ter acesso ao maior mercado do planeta e o mercado mais rico do planeta. E a possibilidade de se desenvolver internamente. Então é a mesma loja.
Nesse acordo Mercosul-União Europeia é altamente favorável para o Mercosul. Por quê? Porque a gente vai ter acesso a 400 milhões de consumidores e consumidores com dinheiro e consumidores ricos. Sem contar a possibilidade do desenvolvimento da indústria nacional. Eu sempre, eu e o Zé, a gente brinca muito com o computador cobra da década de 80. O Brasil era extremamente fechado.
Não sofria concorrência interna, desculpa, externa. Isso desenvolveu a indústria nacional? Coisa nenhuma, era uma porcaria. Era o computador cobra, eram os carros carroça lá que o Collor corretamente apelidou. Os brinquedos eram muito ruins. Quando a gente abriu a nossa economia, e olha que o processo de abertura ainda...
Foi pequeno, mas o pouco que a gente abriu, primeiro com o Collor, depois com o Fernando Henrique, trouxe um desenvolvimento bem maior da indústria nacional, quer dizer, colocou o país dentro da globalização. Então, não tenho a menor dúvida de que, por mais que alguns setores possam sofrer no curto prazo, a médio e longo prazo...
É altamente benéfico. E se alguns setores, Cássio, não sobreviverem, paciência. É porque eles não eram eficientes. Da mesma maneira que vão ter setores que vão ter problemas, outros setores vão ser vencedores. Essa é a lógica do livre comércio. No final das contas, traz um aumento de renda, traz um aumento de produtividade e preços.
mais acessíveis e produtos melhores para os consumidores dos envolvidos. Gente, só para arrematar esse assunto, dois pontos. De tudo isso que o Alangani falou, ao todo, nesse acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, são mais de 5 mil itens.
Então, é muita coisa que vai entrar nos países do Mercosul e que vai ser exportada, ou seja, vai deixar que os países rumo à Europa. Ou seja, é o famoso ganha-ganha, todo mundo vai acabar ganhando. Os produtos que lá são, pelo menos, há uma carência muito grande, vão ser exportados, número maior. E aqui onde a gente há uma carência, ou pelo menos uma competitividade, também teremos uma oferta e com preços mais competitivos.
consumidor, é claro, que sai ganhando nessa questão. E outro detalhe, Galen, inclusive, já que a gente está falando aí de experiências, olha só que interessante. Quando eu era um pouco mais jovem, tinha um costume muito grande lá no Rio Grande do Sul, onde eu nasci, quando tinha a festa de 15, aniversário, casamento, formatura, falava assim, ó, eu vou me formar.
Então vai até Uruguai, vai até Argentina e vai comprar vinho, vai comprar uísque, vai comprar gin, enfim, a bebida que você gostar, o destilado, a cerveja, porque lá não tinha um imposto também. Então olha só o movimento que a gente fazia, deixava a capital dos gaúchos, rodava mais de 500 quilômetros, pelo menos tinha que passar a fronteira e tinha várias cidades livres de impostos que você comprava. Essas bebidas, ou pelo menos roupas, alimentos, tudo era muito mais barato que dentro do próprio Brasil.
E olha só, a gente estava num país vizinho do lado e havia essa competitividade. A ideia é justamente isso, que todo mundo tem acesso ao maior número de itens, ao maior número de produtos e todos num preço muito agradável, pelo menos que caiba no preço do consumidor. Se você quer algo um pouco mais caro, você vai ter o maior leque de produtos mais caro. Se você quer algo mais barato, você vai ter o maior leque de produtos mais barato.
Não precisa fazer grandes deslocamentos como a gente fazia. É claro que tem um limite.
Tinha números exatos de garrafas, que agora não me lembro. Caso o carro fosse parado pela Polícia Rodoviária Federal, precisava fazer ali uma prestação de contas, mostrar nota fiscal e depois era liberado, voltava para casa. Mas muito eu fiz isso, de ir para o Uruguai e para a Argentina, atrás aí de bebidas, ou pelo menos de itens para festas. Isso é muito comum lá.
hoje em dia não vale tanto. Tem a questão da gasolina, deslocamento, hospedagem, enfim, tudo ficou mais caro, o custo de vida está mais caro, isso a gente está vendo, inclusive, pelas pesquisas, mas é um movimento que tende a parar, ou pelo menos não ter mais, porque não tem necessidade. O produto uruguai já está dentro aqui do comércio brasileiro. O produto francês vai estar mais presente aqui, o espanhol também, o português, enfim. Então, são esses ganhos que a gente pode ter com este acordo a partir de agora.
Bom, vamos seguir girando o nosso 3 em 1. Após ter a indicação ao Supremo Tribunal Federal rejeitada pelo Senado, Jorge Messias pode deixar a Advocacia Geral da União. A saída, meus amigos, estaria relacionada às mágoas e traições após a votação lá no Senado. A Janaína Camilo volta ao nosso 3 em 1, trazendo mais detalhes. Inclusive, Jana, está se falando muito aí na capital federal a possibilidade de Jorge Messias ser deslocado da AGU para uma outra pasta, né? Traz mais detalhes pra gente. Mais uma vez, boa tarde.
Muito boa tarde, Cássio Pois é, já se ventilou sim, por exemplo O Ministério da Justiça Que aí é uma pasta ali que tem uma similaridade Com a Advocacia Geral da União Mas a primeira reação de Jorge Messias Logo depois do resultado no Senado Foi dizer ao presidente Lula Que o ciclo Da trajetória dele na AGU
já estava encerrado. E aí, em resposta, o presidente Lula pediu que ele esperasse, que ele não tomasse nenhuma atitude de cabeça quente, né? Que ele passasse esse final de semana agora refletindo. E aí os dois combinaram de se reunir, nessa semana agora que vai começar, próxima semana, para decidirem isso, para saber qual vai ser o destino de Jorge Messias. Então já foi ventilado, por exemplo, o Ministério da Justiça, ou mesmo o presidente Lula pedir para que ele continue na Advocacia Geral da União.
O que, o Cássio, o que eu ouvi, Jorge Messias, pode ser que ele recuse se a proposta do presidente Lula for essa. Por quê? Porque na AGU, ele estando ali na chevia da AGU, ele vai precisar continuar indo para o Supremo Tribunal Federal. E aí, ali, ele precisa fazer toda a defesa em todos os processos envolvendo o Estado. E ele vai precisar manter contato, continuar mantendo os contatos ali com os ministros do Supremo. E ele ainda está muito ressentido. Até porque...
Tem essa informação que pode ter havido uma certa influência por uma ala do STF para a derrubada do nome dele ali no Senado. Bom, desde então ele tem dado alguns recados, especialmente nas redes sociais, viu, Jorge Messias? A gente tem para mostrar aí na tela o último recado dele, que foi faz pouco tempo agora, ele inclusive fez um agradecimento.
A Jax Wagner, o senador Jax Wagner, líder do governo lá no Congresso, e também o senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, ele disse exatamente assim, que agradece profundamente aos amigos, e aí citam o nome de Jax Wagner e Otto Alencar.
E aos 32 senadores que o apoiaram incondicionalmente ao longo deste processo. É o que Jorge Messias escreve. E aí ele diz que Deus os abençoe grandemente, multiplique em benção, benção todo carinho dedicado a mim. Foi o que escreveu Jorge Messias nessa última publicação, então, nas redes sociais. Agora é esperar essa definição com relação a esse encontro de Lula e ele e Jorge Messias para definir qual vai ser o destino, então, do advogado-geral da União. Cássio.
Valeu, Jana. Obrigado pelas informações. Zé, essa mudança, pelo menos, ou pelo menos o deslocamento de Jorge Messias para o Ministério da Justiça é, inclusive, um movimento bastante interessante, porque a gente pode ter um post-twist aí em relação a Jorge Messias. E por que o Ministério da Justiça? É a pasta que comanda a Polícia Federal. E a Polícia Federal é responsável pela investigação do caso Master. Zé, você acredita que assumindo o Ministério da Justiça seria uma forma de reconhecimento?
por parte do governo Lula a Jorge Messias, mas também uma forma de, pelo menos, um fantasma voltar a rondar, principalmente o centrão?
O Ministério da Justiça é um ministério importante, é o mais antigo Ministério do Brasil, criado por D. Pedro, que era o escritório dos negócios jurídicos. É por isso que o Ministro da Justiça é o primeiro, na reunião ministerial, que você entra à direita do presidente da República, na fotografia fica ao lado do presidente, ou seja, o Ministério da Justiça sempre foi reservado a grandes juristas. Mas essa era uma época em que o jurista que ocupava o Ministério da Jurisdica, e o Ministério da Justiça é um ministério.
grandes figuras, né? Ele tinha, entre as suas funções, e talvez a principal, fazer a ligação do presidente da República com os presidentes do Congresso, o presidente do Supremo e os ministros do Supremo. Era o ministro que conversava com os ministros dos tribunais superiores, né? E que cuidava juridicamente de todas as ações do governo.
Só que isso mudou. Primeiro, tem um advogado geral, que é o caso, o cargo dele hoje, né, que é muito íntimo ali do presidente. Visita o gabinete pelo menos quatro vezes por dia, duas de manhã e duas da tarde. Por outro lado, os ministros do Supremo não se atêm mais a seus cargos.
Eu vejo, por exemplo, agora o ministro Flávio Dino falando de propostas para mudar o Supremo como se falasse em nome do Supremo. Está certo? Ah, é um novo momento. Hoje o ministro fala o que quer e ele é dono do seu gabinete e criou uma espécie de Supremo para cada um. Antes não, era só o presidente do Supremo que dava declarações assim e que fazia as relações.
O ministro do Supremo hoje conversa diretamente com o presidente da República, vai lá na casa dele, o outro vai na casa do outro, toma vinho, bate nas costas, dá tapinha nas costas. Quer dizer, não precisa mais do Ministério da Justiça. Mas, de qualquer maneira, ficou esse nome e essa importância do Ministério da Justiça. Que, para mim, Cassius, eu venho falando, alguns candidatos, eu vou adotar essa sua fala.
É que já está na hora do Ministério da Justiça se chamar Ministério da Segurança Pública e Justiça. Se tirar a segurança pública do Ministério da Justiça, fica só índio, consumidor e pronto. É muito pouco.
direito de estrangeiro, enfim, é muito pouco que sobra para o Ministério da Justiça. Então, não precisa criar um novo Ministério da Segurança Pública. É só mudar o nome de Ministério da Segurança Pública e Justiça e colocar alguém do ramo. Não há como não colocar alguém do ramo no Ministério da Justiça e Segurança Pública. É preciso urgentemente cuidar da segurança pública. As facções estão dominando o Brasil.
No país inteiro, cidade de 20 mil habitantes. Tem lá rua que a polícia não entra. Pra você ter uma ideia, então, é colocar um jurista pra comandar a segurança pública do país. Não é que o cara não presta, é que ele não é do ramo, entendeu? Mas, de qualquer forma, eu acho certo ele não voltar para esse cargo. Porque ele vai ter, mas como disse a Janaína, muito bem, que lidar com os ministros do Supremo, que fazer essa ligação, e principalmente com o Congresso Nacional.
A advocacia geral da União, não sei porquê, mas a Constituição disse que é a advocacia geral da União que defende o Congresso. Apesar do Congresso ter um corpo jurídico importante, bom, mas é a advocacia geral. Mas enfim, eu entendo que sim. E olha, o Jorge Messias...
é jovem, é muito preparado, ele pode fazer mil coisas, inclusive sair do serviço público e montar agora um escritório de advocacia, que ele vai se dar muito bem, porque aqui em Brasília é nova casta. Quem ganha mais dinheiro, quem tem os maiores barcos, os maiores calados aqui no lago Paranoá, são os advogados.
Eles é que são os poderosos aqui em Brasília. Aqui, governadores, vão contratar esse pessoal e supremalista que está atuando o Supremo e deixam lá na porta 10 milhões para entrar no gabinete. A primeira consulta. Então, assim, ele pode se transformar na nova casta do Brasil. Olha, eu já sentei em mesa, debate de advogados.
e um ministro do Supremo, e ele me explicando, olha, alguns têm uma tendência de serem juízes. É o caso do ministro fulano de tal, e o ministro falou, sempre fui juiz e gosto. Agora, eu sou advogado. Se eu for para o Supremo, eu vou ficar torto lá, porque a minha tendência é defender, é ser advogado. Então, assim, para se ter uma ideia. E pergunto a alguns advogados se eles querem ser ministro do Supremo. Não, eles ganham muito mais dinheiro sendo advogados.
nesse posicionamento, nessa proximidade. E aí vale aquela máxima, né? Melhor do que ser rei é ser amigo do rei, viu, Cássio? Com certeza, viu, Zé? E agora que ele teve a rejeição, pode, com certeza, trilhar esse caminho da advocacia, com certeza, pode fechar grandes contratos. E tudo isso, gente, está sendo, inclusive, discutido na possibilidade da criação de um código de conduta ou de ético.
de ética dentro do Supremo Tribunal Federal. Essa questão de estar envolvido com escródio de advocacia, familiares, proximidade, enfim, são detalhes extremamente sensíveis. Alangane, eu quero te ouvir também em relação a essa possibilidade tanto de Jorge Messias deixar a AGU, já que não teria clima mais, porque ele acaba despachando, como o Zé também acabou relatando, com ministros do STF, com deputados, com senadores, teria que reencontrar muitos dos seus algozes, mas uma saída estratégica seria justamente assumir uma pasta importante que é o Ministério da Justiça.
Olha só, o Brasil muitas vezes avança, Cássio, não é por idealismo, por pressão popular, mas pela briga entre os poderosos e aí conflitos de interesse que levam a situações inesperadas. Eu acharia ótimo...
Ele ir para o Ministério da Justiça. Eu concordo com o Zé, e aí eu já vou explicar porque eu acharia ótimo. Eu concordo que também não deveria ser um jurista, no mundo ideal deveria ser alguém ligado à segurança pública. Aliás, essa era a crítica que eu fazia ao ministro Lewandowski quando assumiu a pasta do Ministério da Justiça, que é...
Era jurista, mas não tinha muita expertise em segurança pública. Mas nesse caso, pelo menos que provisoriamente, eu ia achar ótimo. Por quê? Porque é claro que teria algum tipo de revanchismo. E aí ele ia colocar a Polícia Federal para investigar os fundos de pensão lá no Amapá que receberam grana, que compraram, desculpa, que compraram...
uma série de ativos podres do Banco Master. E aí, é claro que as questões pessoais entram em campo. Então, por conta disso, se já fosse pelo menos...
Esclarecido o que está acontecendo naqueles fundos de pensão no Amapá, justamente por uma motivação pessoal, revanchismo, que seja de Messias à frente do Ministério da Justiça, já valeu a sua passagem. Então, eu acharia ótimo, mesmo que provisoriamente. Agora, no mundo ideal, concordo absolutamente com o Zé, o Ministério da Justiça tem que ser ocupado por alguém que tenha...
experiência em segurança pública, experiência de campo, uma espécie como se fosse o derrite aqui em São Paulo, enquanto é secretário de segurança pública.
Olha, gente, está praticamente gritando em Brasília, né? A criação, pelo menos, dando mais importância ou peso para uma pasta destinada somente à segurança pública. E por que isso? Porque tivemos ao longo do ano passado também a discussão e a votação da PEC da Segurança. Tivemos também o PL Antifacção. É uma das principais pautas e demandas da população. É um assunto incomum que atinge todas as classes.
sem ideologia nenhuma, a segurança pública é extremamente importante para a sociedade e para o Brasil. E ter alguém capacitado, alguém gabaritado, alguém com o potencial muito grande de poder administrar, de trazer novas visões, de trazer um novo confronto em relação ao crime organizado.
Em relação também a outros crimes e outros delitos, que também atingem aqui os colarinhos brancos, seria muito importante, com certeza, tanto os pré-candidatos como o atual governo estão pensando e sim dar esse peso, essa visibilidade, essa importância que é a pauta da segurança pública.
Bom, seguindo girando aqui o nosso 3 em 1, olha só, numa semana com duas derrotas para o governo lá no Congresso, o presidente do PT, o Edinho Silva, disse que a sigla cometeu um erro ao não assinar a CPI do Master. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, fez um acordo com a posição para engavetar esse pedido de abertura do colegiado. Matheus Dias volta conosco aqui no 3 em 1, trazendo mais detalhes pra gente sobre essa fala, ou pelo menos desse arrependimento por parte do Partido dos Trabalhadores. Matheus.
Música
Pois é, viu Cássio, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, ele disse que foi um erro sim da bancada do PT não ter assinado a criação da CPI do Banco Master. Na opinião dele, ele disse que o partido deveria ter encabeçado essa investigação após acusações tão graves. Mesmo assim, também disse que CPIs como essa atrasam o colegiado, ele disse que é uma visão, uma concepção do partido que essas comissões paralisam o Congresso.
impedem a aprovação de projetos do governo e aí por si só, por consequência, acabam paralisando o governo também. Mas disse que sim, o PT deveria ter assinado essa criação da CPI do Banco Máster, o que depois acabou virando um acordo de Davi Alcolumbre com a oposição.
Diadinho Silva foram a uma entrevista exclusiva ao Estadão, onde ele também comentou essas derrotas no Congresso, derrotas que tanto comentamos aqui no 3 em 1 desde ontem, né, Cássios? No caso, na quarta-feira, a derrota do governo quando a votação do Congresso impediu a indicação de Jorge Messias, a vaga no Supremo Tribunal Federal, e na quinta-feira a votação que derrubou o veto presidencial de Lula na pauta que...
previa ali a redução de penas tanto para Jair Bolsonaro quanto dos outros condenados do 8 de janeiro. E aí no caso Edinho Silva disse que mais uma vez o Congresso vira as costas para a sociedade e que o modelo político brasileiro ruiu, está totalmente destruído.
O presidente nacional do PT diz que o Senado cometeu um grave erro, primeiro, na pauta de Jorge Messias, quando acaba, na visão do presidente do PT, tirando uma indicação completamente legítima, uma indicação que era qualificada, e acabou transformando isso numa disputa política. E no caso da derrubada do veto presidencial, diz que o Congresso acaba tentando dar...
indulto ali, ou retirar a pena, ou mudar a condenação de quem acabou planejando qualquer tentativa de homicídio ao presidente Lula, a Geraldo Alckmin e a Alexandre de Moraes. E o Cassius.
Perfeito, Matheus. Obrigado pelas informações. A gente vai seguir acompanhando, é claro, também os desdobramentos em relação a essa fala. Mas agora eu quero trazer o pessoal de casa que está nos acompanhando também pelo YouTube um pouquinho também sobre os destaques internacionais, viu? Durante uma breve interação com jornalistas nessa sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, o Donald Trump, meus amigos, a gente vai trazer aqui para vocês sobre o que ele falou.
Porque um pouquinho mais cedo, o Irã acabou entregando um acordo de paz Então vamos lá. Obrigado.
Mas o presidente disse que não está satisfeito, ou seja, Donald Trump disse que não gostou. Ele afirmou aos repórteres que não está muito preocupado com a situação dos estoques de mísseis dos Estados Unidos em meio a relatos de apreensão sobre o ritmo de uso de armamentos durante o conflito com o Irã. E na noite de ontem, o próprio Irã entregou essa proposta de negociação a alguns mediadores do Paquistão, segundo informou a agência estatal iraniana.
É claro que essa proposta não foi detalhada, não trouxe se seria, pelo menos aí, estava como um dos itens a reabertura do Estreito de Hormuz, que seria extremamente importante para o equilíbrio da questão da distribuição e também da travessia de vários navios.
com petróleo, com gás natural, enfim, isso que acabou encarecendo também os próprios combustíveis e o diesel em diferentes países. Não ficou também muito claro sobre o programa de requerimento de urânio, sobre armas nucleares em relação ao Irã, nada disso foi detalhado. Mas, pelo que o presidente Trump recebeu e leu, ele disse que não ficou muito satisfeito. Muito pelo contrário, ele disse, ó, não gostei muito.
mas está aberto a novas negociações. Enquanto isso, o acordo de paz perdura. Até quando? Não sabemos. Mas é importante o próprio Irã, cada vez mais melhorando esse acordo, mas também os Estados Unidos vai ter que ceder em alguma parte. Porque a gente sabe que o Irã tem algumas vantagens nessa negociação, tem alguns ativos importantes, como, por exemplo, o Estreito de Hormuz.
E também o Donald Trump está lutando contra o tempo, porque à medida que essa guerra vai se prolongando, os Estados Unidos vai tendo várias perdas, tanto política, diplomática, como também econômica, Langani.
Pois é, o que eu vejo que o Donald Trump está tentando é ganhar tempo e ter algum tipo de saída honrosa. Mas é muito difícil ter uma saída honrosa agora. Já foram gastos 25 bilhões de dólares, o preço do petróleo atingiu 126 dólares, agora ronda entre 110 e 120. Isso já...
provocou um estrago na economia mundial em termos de menor crescimento econômico, em termos de impactos inflacionários, inclusive na própria economia norte-americana. Não à toa, hoje foi capa do Financial Times, o Trump pedindo para a Exxon e para a Chevron aumentarem a produção de petróleo.
Você não aumenta a produção de petróleo assim da noite. O petróleo é empresário, sabe disso? Primeiro que você não aumenta da noite para o dia, não é um negócio trivial. E segundo que a empresa tem uma margem de lucro para operar. Então, para essas empresas, estão pensando nos lucros delas. Não estão pensando ali no país. Não estão pensando em caridade. Então, se elas estão lucrando, não tem nenhum motivo para elas aumentarem a produção. É até ingênuo o Trump cobrar isso dessas empresas.
De qualquer maneira, eu vejo que a saída para o fim dessa guerra vai ser o Irã continuar com o seu programa nuclear, porque me parece que o Irã não abre mão disso, mas com uma inspeção forte da Agência Internacional de Energia Atômica, que, diga-se de passagem, Cassio, era exatamente...
a proposta antes de se iniciar a guerra. O Irã tinha mandado uma proposta de que ele ia continuar com o seu programa nuclear, mas com uma maior presença de inspeção internacional. Muitos analistas até interpretaram aquilo que seria o primeiro passo para uma inspeção in loco de autoridades norte-americanas e não apenas da Agência Internacional de Energia Atômica.
O Trump, no meio da negociação, ele recebeu essa proposta na quinta. Sabe lá Deus por quê? Foi convencido pelo Benjamin Netanyahu. Não aceitou a proposta e iniciou a guerra. Eu vejo que talvez a gente vai voltar a estaca zero. Quer dizer, teve todo esse problema, choque do petróleo, gastaram lá bilhões de dólares, vidas foram perdidas, para no final das contas o Irã continuar com o seu programa nuclear cheio de inspeção. Ah, mas o Irã, ele pode fazer a bomba?
Eu achei duas reportagens, Cássio, hoje, e é fácil, isso aí com chat EPT e tal, você pode pesquisar, pedir para o chat. Benjamin Netanyahu falando que o Irã estava prestes a fazer uma arma nuclear, sabe desde quando? Desde 1992. Então esse papo de que o Irã está para fazer a arma, já ocorre desde 1992. Existem até tecnologias mais avançadas. Exatamente. Esse é um outro ponto.
Fazer arma nuclear hoje não é um troço difícil. Se um país quiser fazer de fato, ele faz, né? Já tem tecnologia avançada. A Tulsa Gabardi, que é a chefe de inteligência dos Estados Unidos, ela disse o seguinte, olha, o Irã enriquece urânio de fato acima de 60%. Mas não há nenhuma evidência de que eles estão produzindo uma bomba. É o Alain que está falando isso? Não!
é a chefe de inteligência dos Estados Unidos. Tem um professor do MIT, esqueci o nome dele agora, ele também dizendo o seguinte, se o Irã quisesse, já teria uma arma nuclear. Está dando entrevista em todo lugar. É o Alan que está falando isso, não, é um professor do MIT.
Então, essa vai ser a saída, vai ser o programa nuclear com forte inspeção internacional. Como era anteriormente? Como foi a proposta do Obama que o Trump acabou anulando e depois a contraproposta enviada recentemente do Irã? Não vejo outra saída.
Ogan, inclusive eu estou contigo, eu acredito sim que a guerra vai voltar a estar casera, porque agora o que está sendo discutido é uma guerra para a reabertura do Estreito de Hormuz. E quando esse conflito entre Estados Unidos e Irã iniciou, ninguém se falava de Estreito de Hormuz. Então agora a gente está diante de um outro cenário, então a gente está negociando algo que nem existia. Então isso que a gente acaba então aí...
pegando pelo menos essa discussão envolvendo o conflito no Irã, porque os objetivos, as metas mudaram totalmente. O que está em jogo agora é a reabertura do Estreito de Ormuz e não mais a queda do regime iraniano, não mais a destruição da infraestrutura balística, não mais também a questão envolvendo enriquecimento de urânio. O que está em jogo, pelo menos a prioridade número um do mundo, é a reabertura do Estreito de Ormuz, que até então ninguém falava.
Meus amigos, pode falar. Exatamente. É curioso como foi mudando os objetivos de guerra. Então, primeiro era acabar com o programa nuclear iraniano. O Trump falou, acabamos. Joguei lá aquela bomba, lembra? No ano passado. Acabou. Não, não acabou. Bom, agora é a queda do regime. Aí não caiu. Ah, não, agora é acabar com os mísseis balísticos. Bom, agora é o Estreio de Hormuz. Mas, espera aí, o Estreio de Hormuz sempre foi aberto. Agora virou objetivo de guerra. Enfim.
Exatamente. Meus amigos, a gente vai fazer agora um rápido intervalo aqui no nosso 3 em 1. Já já estamos de volta com mais informações ao vivo aqui na telinha da Jovem Pan News. Não sai daí.
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Estamos de volta com o nosso querido 3E1. E como prometido, mais informação ao vivo para você que está nos acompanhando nesta sexta-feira de feriado. Olha só, a cirurgia no ombro do ex-presidente Jair Bolsonaro terminou sem intercorrência, segundo o último boletim médico divulgado. Vamos até a Brasília, capital federal, conversar ao vivo com a Janaína Camelo mais uma vez. Ela que está em frente ao hospital onde o ex-presidente passou por esse procedimento. Janaína, tem mais informações de alta médica?
e, claro, todos os detalhes desse boletim médio.
Pois é, Cássio, o ex-presidente Jair Bolsonaro chegou aqui no hospital bem cedo, por volta de sete da manhã, fez alguns exames pré-operatórios e logo em seguida ele foi levado para a sala de cirurgia. E essa cirurgia aconteceu durante mais ou menos três horas e aí, como você disse, sem nenhuma intercorrência, sem nenhuma complicação, pelo menos foi o que foi dito pela equipe médica em um boletim que foi divulgado mais cedo, no início da tarde.
Essa cirurgia, inclusive, ela foi feita exatamente no ombro direito, exatamente no chamado manguito rotador do ombro direito. É uma cirurgia que não é tão invasiva, ela é minimamente invasiva, porque ela é feita com câmeras, são feitas pequenas incisões, assim, de mais ou menos um centímetro, e aí o procedimento é todo feito por câmera.
justamente para que ele tenha uma recuperação mais rápida. Então, segundo o bolete médico, além de não ter tido nenhuma complicação, diz também que ele está internado para controle de dor e observação clínica. Quem está acompanhando o ex-presidente da República no quarto é a esposa dele e a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro sobre alta. Cassius, não tem, não foi dito nenhuma previsão de alta.
mas se espera que ele fique até no máximo na próxima segunda-feira internado aqui no hospital. Então, só lembrando que essa cirurgia foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, foi uma autorização que aconteceu ontem à noite, a um pedido da defesa de Jair Bolsonaro, que foi feito já semanas atrás, dias atrás, foi exatamente no dia 21 de abril que esse pedido havia sido feito.
Quando o Jair Bolsonaro, na cirurgia anterior dele, que ele ficou um bom tempo internado e logo depois foi para a prisão domiciliar, os médicos já tinham adiantado que ele precisava fazer essa cirurgia no ombro direito, por conta de muita dor que ele estava tendo, não estava conseguindo fazer movimentos simples, só de levantar o braço. Então, essa cirurgia foi pedida no dia 21 e agora, ontem, só ontem, foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Por enquanto, ainda sem alta, mas uma cirurgia que aconteceu sem nenhuma complicação.
Perfeito, Jana. Obrigado pelas informações. E olha, gente, em entrevista aqui a Jovem Pan, o pré-candidato à presidência, o Flávio Bolsonaro, avalia que o perfil para vice precisa ser, antes de tudo, bem aceito pelo eleitor, mas ele afirmou que tem uma preferência por mulher.
O time C8 tem algumas pessoas em mente, algumas que vocês colocam também aí em público, mas a gente tem que testar em pesquisas. O perfil do vice vai ser aquele que agregue alguma coisa à nossa chapa presidencial, alguém que seja bem aceito pela sociedade. Esse é o perfil que a gente está buscando e que tem afiliação partidária, já que no último dia 5 de abril foi a data limite. Eu não digo o nome de uma mulher, é interessante o perfil de uma mulher experiente, empreendedora.
que é responsável, que agregue mais uma vez, e que agregue a um governo nosso, pode ser um perfil, é um perfil que eu de verdade gostaria que fosse esse perfil.
É isso aí, meus amigos. Nosso querido 3 e 1, chegando na reta final nesta sexta-feira. Queria agradecer muito a participação de vocês, mas é claro, os nossos colegas de plantão, meu querido Alan Gani, mais uma vez, muito obrigado. E agora é só segunda-feira, viu? Todo mundo está liberado. Ah, só segunda-feira eu vou massacrar o Piperno. Ah, ele vai sofrer. A ausência, ele vai sofrer. A orelha dele deve estar assim, meu Deus. E eu estou ansioso para ouvir o recado do grande Zé Maria.
Zé, quase batendo na porta das 18 horas. Decreto liberado, hein? Pois é, o que aconteceu foi o seguinte. Houve uma grande contenção durante essa semana diante da pressão. E aí, a antecipação da sexta-feira, olha só. Ontem foi sexta-feira, mas aí repetiram a sexta. Queriam passar diretamente para a segunda, mas não deu certo. Portanto, senhoras e senhores, fontes oficiais daqui de Brasília indicam hoje é sexta, relaxa.
É isso aí, muita gente sextou ontem, mas agora sim é oficial, não tem erro. Decreto de Zé Maria Trindade já no diário oficial aqui da Jovem Pan. É sexta-feira, meus amigos. Quero desejar para todo mundo que acompanhou o nosso querido 3 em 1 ao longo dessa sexta. Um meu muito obrigado de toda a nossa equipe. Mais uma vez, muito bom ter a sua companhia, a sua participação. A gente está de volta a partir de segunda-feira, no mesmo horário, às 4 horas da tarde. Beijão, tchau, aproveitem, bom fim de...
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