Jornal Jovem Pan – 01/05/2026 | Lula não comparece a atos de 1º de Maio pelo 2º ano
- Ausência de Lula em visitaMotivos da ausência de Lula · Críticas à mobilização sindical · Saúde de Lula
- Derrotas do governo no CongressoRejeição de Jorge Messias ao STF · Derrubada do veto presidencial
- PEC da Escala 6x1Redução da jornada de trabalho · Mobilizações sindicais
- Atuação de Lucia na políticaFernando Haddad como pré-candidato · Rodrigo Pacheco e a vaga no STF
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Olá, boa noite. Já estamos entrando no ar com o Jornal Jovem Pan para todo o Brasil. Muito obrigado pela sua audiência, pela sua companhia. Estamos aqui juntos nesse feriado. A gente começa por Brasília. O presidente Lula foi ausência dos atos do Dia do Trabalho pelo segundo ano consecutivo. Em 2025...
O petista evitou as suas por causa do escândalo das fraudes do INSS. Repórter André Anelli chegando com as últimas informações. O não comparecimento é registrado depois das duas derrotas dessa semana do governo no Congresso Nacional. Bem-vindo, André. Boa noite para você.
É isso mesmo, Tiago. Muito obrigado. Boa noite a você também e a todos aqui no Jornal Jovem Pan. O Palácio do Planalto emitiu um comunicado dizendo que a saúde do presidente Lula não tem nenhum tipo de relação com essa ausência dele em eventos alusivos ao feriado do Dia do Trabalhador. A gente destaca...
Nesse contexto que no último final de semana o presidente Lula passou por dois procedimentos. O primeiro deles para a retirada de uma mancha na pele, na cabeça. Mancha essa cancerígena, mas sem grande gravidade, de acordo com os médicos. Outro procedimento foi em relação a uma tendinite na mão direita. Isso fez com que ele precisasse de intervenções médicas, um certo repouso, mas sem grandes...
restrições em relação à sua rotina. E aí o Palácio do Planalto diz então que a ausência do presidente Lula nos eventos alusivos ao Dia do Trabalhador não tem relação com essa situação de saúde. Por outro lado, a gente destaca sim que de fato o cenário político do presidente da República não foi muito favorável essa semana. Primeiro e principalmente por conta da recusa da indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União...
para o Supremo Tribunal Federal, por 42 votos contrários, apenas 34 favoráveis. Ele não conseguiu passar pelo crivo do plenário do Senado. Foi a primeira derrota desse tipo em mais de 130 anos, desde 1894, algo que abalou o presidente da República, todo o Palácio do Planalto, e um dia depois, no caso, ontem.
Houve ainda a derrubada do veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria, estabelecendo então vantagens para os condenados pelos atos do dia 8 de janeiro de 2023. Mais uma derrota menos de 24 horas depois da primeira para o governo federal.
texto então, o presidente Lula resolveu não participar desses eventos do dia do trabalhador, assim como fez também no ano passado, ele também não participou no primeiro de maio de dois mil e vinte e cinco, na época estava em alta o escândalo do INSS em relação às fraudes, os descontos indevidos nas aposentadorias e pensões, isso fez com que o presidente Lula também não participasse e agora então...
O último feriado do Dia do Trabalhador que contou com a presença do presidente Lula em eventos nesse sentido foi o de 2024. Ainda assim, naquela ocasião, houve polêmica também. A gente destaca que o presidente Lula deu uma bronca pública no então ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macedo, na ocasião...
O público que estava acompanhando presencialmente, o presidente Lula em um dos eventos, era considerado muito baixo, tinha cerca de 1.600 pessoas. E o presidente Lula criticou a mobilização do governo federal por meio da Secretaria-Geral da Presidência da República. Com esse retrospecto, a gente então destaca que o feriado do dia 1º de maio tem sido...
de certa forma, envolto em polêmicas para o presidente Lula e para se livrar, então, para ficar mais protegido dessas polêmicas, nesse feriado do dia 1º de maio de 2026, ele resolveu não participar dos eventos do Dia do Trabalhador, ao contrário, por exemplo, do atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que marcou presença em um dos atos de metalúrgicos no ABC Paulista, em São Bernardo do Campo, e aí fez, então, todo aquele discurso relativo à...
a defesa dos interesses do trabalhador, em especial a proposta de emenda à Constituição que prevê reduzir a jornada de trabalho e que deve ser usada como uma das bandeiras principais nesse ano eleitoral para o governo. Tiago.
Daqui a pouco você vem com a discussão sobre o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional. Até daqui a pouquinho, André, deixa eu já dar as boas-vindas para os nossos comentaristas, Denise Campos de Toledo nos estúdios e o Cristiano Vilela aqui no nosso telão. Começa por você, Denise. Era melhor ter ido ou fez bem não ter ido aos atos?
Boa noite, Tiago. Boa noite, Filela. Boa noite a todos. Eu acho que ele fez bem de não ter ido, viu, Tiago? Já houve um grande esvaziamento dessas mobilizações de trabalhadores no primeiro de maio e em outras ocasiões. Isso cria situações constrangedoras quando se pensa no presidente Lula, que teve todo o histórico, a origem dele é no movimento sindical. Então, esse esvaziamento da ideia de falta de apoio político a ele mesmo e ele está num momento desfavorável.
Há uma divisão também entre as centrais sindicais, inclusive do ponto de vista político.
não ter aquela adesão por ele ser um representante dos trabalhadores lá na origem, que hoje todas as centrais o apoiam, tem uma certa divergência. E mesmo que ele tenha uma bandeira agora a defender do interesse dos trabalhadores, que é a redução da jornada, falta essa mobilização nas ruas. A gente até tem visto aqui na Paulista, que é um centro de manifestações, algumas mobilizações pontuais, mas com poucas pessoas.
Hoje, o eleitorado, a população de modo geral, tem acompanhado mais à distância tudo o que está acontecendo em Brasília e tem esses dados desfavoráveis, como está sendo destacado, contra o presidente, uma semana pesada, com duas derrotas, uma delas histórica.
Pois é, Vilela, o dia do trabalho já teve mais mobilização aqui no Brasil. De qualquer forma, a ausência do presidente Lula, que é o líder do país, comanda o Planalto, de qualquer forma ele evita as críticas, evita eventuais vaias, mas também não se posiciona, como a Denise falou, com esse passado dele da liderança sindical. Bem-vindo, Vilela.
Pois é, Tiago, uma ótima noite a você, a Denise e todos que acompanham o Jornal Jovem Pan. É importante a gente resgatar que o fato do presidente Lula ter esse histórico no movimento sindical e muitas vezes ter posições talvez consideradas antiquadas hoje em dia, mais vinculadas àquele período onde ele atuou mais efetivamente.
onde a lógica do mundo do trabalho era totalmente diferente da lógica atual, isso acaba fazendo, por vezes, demonstrando talvez um certo anacronismo, uma certa percepção erronea e equivocada em relação à realidade atual do mundo do trabalho. Não é à toa que dois anos atrás, quando ele esteve na última vez, na última manifestação, ele ficou...
ficou muito bravo ao constatar uma realidade, que aqueles segmentos tradicionais do movimento sindical brasileiro não conseguem mais botar um milhão de pessoas nas ruas, em eventos, em atividades. O mundo mudou e nesse sentido, quando a gente trata da visão de trabalho, não se pode mais manter determinadas lógicas que eram defendidas nos anos 70, nos anos 80 ou nos anos 90.
A realidade hoje é diferente e o governo, se quiser se aproximar mais de uma visão mais moderna, mais jovem, mais atualizada, vai ter realmente que mudar o seu discurso, que repensar o seu discurso e tomar um banho de atualidade.
Como já era esperado, o fim da escala 6x1 foi o mote dos atos das centrais sindicais pelo Brasil nesse dia do trabalho. Girando a nossa reportagem agora, Matheus Dias aqui com a gente. A ideia é colocar pressão no Congresso para que o projeto seja aprovado. Matheus, bem-vindo, boa noite.
Tiago, uma ótima noite a você, ótima noite a quem nos acompanha. É claro que uma semana em que o governo federal teve duas derrotas amargas, como na quarta-feira em relação à não aprovação do nome de Jorge Messias para a vaga do STF, e na quinta em relação à votação que acabou derrubando o veto presidencial de Lula.
Dessa vez, agora, a pressão é para que o Congresso aprove a pauta do fim da escala 6x1, redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, e tudo isso sem reduzir o salário dos trabalhadores. Essa pauta, então, hoje, no 1º de maio, dia do trabalhador,
fez com que vários manifestantes se reunissem ao redor do país, a gente fala em Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, principalmente, e também aqui na capital paulista, pela manhã, as centrais sindicais, como o caso da Central Única dos Trabalhadores, a CUT, fez com que os...
manifestantes se reunissem já por volta das 9 horas da manhã em alguns endereços, 11 horas da manhã em outros, para pedirem que essa pauta fosse aprovada para manifestarem a favor do fim da escala 6x1. Aqui em São Paulo tiveram manifestações de ambos os lados, viu Tiago? Isso porque...
Tanto na Praça Roosevelt como na Praça da República, manifestações a favor do fim da escala 6x1. Já na Avenida Paulista, manifestações contra, mesmo que com poucos integrantes ali, cerca de 90 pessoas, segundo dados que apontaram, se reuniram ali na Avenida Paulista, mas os líderes daquela manifestação disseram que não era apenas pela adesão.
mas para evitar que a esquerda se manifestasse também na Avenida Paulista, cujo endereço à direita tem se apossado nas últimas manifestações e protestos. Esses encontros ao redor do país fizeram até que autoridades se posicionassem também, como o caso do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Felipe Vieira de Melo Filho, que ele disse que o debate para o fim da escala 6x1 tem que deixar de ser...
desideologizado, não tem mais que ter apenas uma ideologia da esquerda, e sim ser discutido por ambas as partes, já que, segundo ele, vai ser sim algo em que a economia vai aderir, a economia vai se acostumar a essa nova forma de trabalho, essa nova forma de escala. Assim como ele mesmo comparou em entrevista à Folha, disse que antigamente, quando se pensava no 13º salário, há quem diria naquele momento que ele quebraria a economia. E hoje...
Numa escala de trabalho CLT, por exemplo, não há nenhum comerciante ou funcionário de trabalho que não pense no 13º ou que descarte o 13º salário. Ele acredita, então, o presidente do TST, que o fim da escala 6x1 será assim debatido daqui para frente. Várias manifestações e vários encontros ao redor do país para essa pauta que é projeto de campanha da reeleição do presidente Lula, viu Tiago?
Matheus, e por falar em posicionamento, o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esteve em um dos atos e não deixou de lado as críticas aos adversários do presidente Lula. Lembrando que Fernando Haddad é pré-candidato ao governo de São Paulo.
Pois é, Tiago, ele esteve presente em dois eventos hoje. O primeiro deles, o evento chamado de 1º de Maio na Força Sindical, esse na Liberdade, aqui na capital paulista, lá participou do evento para promover, enfim...
mais protestos, mais manifestações a favor do fim da escala 6x1. E lá deu duras declarações. Primeiro disse que vamos lutar pelo fim da escala 6x1 e por viabilizar a jornada 5x2, de 40 horas de trabalho por semana. E no caso disse que ele e outros integrantes do governo Lula, eles vão trabalhar na escala 7x0, para garantir a reeleição do presidente Lula e para garantir, segundo ele,
que não seja um desastre como foi o governo anterior ao de Lula. Garantir a reeleição do presidente e também a vitória aqui ao governo paulista, como você bem disse, Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo. Mas teceu críticas também às pesquisas recentes.
que apontaram um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, num possível primeiro turno das eleições, que levaria ao segundo turno, com esse empate técnico também, ele não criticou as pesquisas em si, mas os números e as respostas dos votantes ali. Disse que nessas pesquisas só pode ser uma lavagem cerebral coletiva. Fernando Haddad, que esteve presente, como disse, de manhã aqui em São Paulo, e à tarde participou de um evento em São Bernardo do Campo.
Em homenagem ao Dia do Trabalhador também, Tiago. Então, os dias falando sobre o Dia do Trabalho, as mobilizações aqui na região metropolitana de São Paulo. Até daqui a pouquinho, deixa eu chamar a Denise Campos de Toledo. Temos dois minutinhos para o intervalo das nossas praças, Denise. Essa vai ser uma discussão interminável. Nesse semestre, já a gente vai falar sobre o Congresso Nacional, que também vai apressar o debate do fim da escala.
A impressão que se tem é que o Congresso, pelo menos uma parte dele, quer avançar com esse projeto mesmo, inclusive para tirar depois futuros resultados do ponto de vista eleitoral. Então, quem conseguir carregar essa bandeira, que não vai ser exclusividade do governo, principalmente se aprovada a PEC, que está em tramitação agora na Câmara.
outros parlamentares, inclusive o presidente da Câmara, que tem endossado essa rapidez agora, pode também usufruir dos benefícios de uma eventual aprovação. Agora, em relação às mobilizações de hoje pelo país, a gente viu que há uma baixa adesão, que até justifica o que nós estávamos falando antes.
em relação à não participação do presidente Lula. Claro que Haddad é candidato aqui em São Paulo e tende a estar mais próximo da população, marcar uma posição mesmo. Agora, é importante que eles vejam essas pesquisas como recado e não como um posicionamento errado do eleitorado, porque se o eleitorado tem dado essas respostas, é porque está insatisfeito com a situação e insatisfeito, em parte, com o andamento da economia.
do qual Haddad comandava o ministério até pouco tempo atrás. Então é importante que se faça uma autocrítica para ver qual o redirecionamento. Apostar apenas na redução da jornada no 5x2 pode ser muito pouco para produzir o resultado esperado em termos de apoio do eleitorado à candidatura pela reeleição do presidente Lula e mesmo a disputa nos vários estados, as negociações, a formação de alianças.
Bom, em um minutinho voltaremos a esse assunto para falar sobre a discussão do fim da escala 6x1 no Congresso Nacional. E para mais informações, não se esqueça, acesse sempre o nosso portal jovempan.com.br. A Justiça Americana autoriza que o processo de despejo do master de um prédio na Flórida seja mais célebre. Um juiz da Corte de Falências do Estado vem adotando decisões que permitem o avanço do caso.
As medidas englobam a insolvência do banco e a recuperação de ativos da instituição no país. O magistrado decidiu que o liquidante e dona do edifício onde o Master estava, instalado em um andar e meio, sigam com o acordo.
O prédio fica em um dos endereços corporativos mais caros de Miami, uma espécie de faria lima da cidade. E nessa semana, a justiça negou o pedido de Daniel Vorcaro para limitar ou impedir o recebimento de intimações. Então, o processo está célebre nos Estados Unidos e o Banco Master, que já foi dissolvido, ainda é o responsável por esse andar e meio em um prédio.
Em Miami, a Jovem Pan continua acompanhando este caso. Aqui no Jornal Jovem Pan, voltaremos à Brasília. O presidente da Câmara, Hugo Mota, convoca sessões extras para acelerar a tramitação da PEC, que acaba com a escala 6x1. André Anelli, mais uma vez aqui com a gente. Qual a estratégia do deputado? Aprovar o mais rápido possível, não é, André?
Justamente isso, Tiago, e até por conta desse objetivo é que Hugo Mota, presidente da Câmara dos Deputados, de maneira muito incomum, marcou sessões deliberativas no plenário para toda a semana que vem. De 4 a 8 de maio vai ter sessões deliberativas na Câmara dos Deputados.
É muito incomum porque trata-se de um cronograma que costuma ser estabelecido entre terça e quinta-feira, com os parlamentares na segunda e sexta-feira se dedicando a viagens até os seus locais de origem eleitoral, mas, na verdade, esse novo cronograma, especificamente para a semana que vem, tem como objetivo acelerar.
A PEC, a Proposta de Emenda à Constituição, que reduz a jornada de trabalho atualmente, seis dias de trabalho, um dia de folga. Isso porque, para que a PEC possa ser, então, encaminhada para frente, para que o relator Léo Prates, deputado federal, possa apresentar o seu parecer, ele precisa de um prazo de dez sessões deliberativas.
Tendo sessões de segunda a sexta-feira, esse prazo acaba sendo acelerado. E tudo isso com o intuito de fazer com que a proposta seja aprovada na comissão especial, com Alencar Santana na presidência, e que vá então a votação já no plenário da casa, ainda no mês de maio, evitando com que qualquer tipo de trancamento de pauta possa agravar a situação ainda mais no Congresso Nacional.
Além disso, o presidente da casa, Hugo Mota, também pretende usar todo o potencial político dessa medida, não apenas para ele, mas também para os aliados dele, parlamentares da casa, porque trata-se de uma medida de grande potencial eleitoral nesse ano de disputa, não apenas para a presidência da República, mas também...
para o próprio Congresso Nacional. O governo federal, obviamente, não se opõe a esse tipo de medida, uma vez que, principalmente, tem pressa também em relação a esse assunto. Tiago. É isso. André, não sai daí. Já, já você fala sobre a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes, eu vou chamar o Cristiano Villela.
para falar um pouco sobre essa tentativa do presidente da Câmara, o Gomota, de apressar essa análise. Ontem, o deputado Reginaldo Lopes, que é autor de uma das PECs, nos esclareceu que o limite é de 40 sessões, mas eles podem fazer apenas, entre aspas, 10 e tocar essa votação até o plenário. Agora, o problema é o que vai acontecer no Senado. A relação não anda muito boa não, né, Vilela?
Pois é, Tiago. Agora, por esse tema se tratar de um tema extremamente aceitável pela opinião pública, a opinião pública, todas as pesquisas colocam isso à prova, sobremaneira esse tema, eu vejo como sendo muito difícil alguém se posicionar de uma forma contrária, alguém ficar como sendo a pessoa que vai criar algum óbice para o andamento dessa aprovação. Então, me parece que na Câmara...
no Senado, a gente vai ter realmente esse objetivo de caminhar, de avançar. Naturalmente, é possível que esse projeto tenha ali a possibilidade de algumas alterações, algumas nuances, a colocação de alguns pontos que possam eventualmente gerar ali um período maior para que as empresas, para que a economia de uma forma geral possa se acostumar dentro dessa nova realidade. No entanto, eu vejo com certeza...
que será realmente um tema que será aprovado e que será objeto de grande uso na campanha eleitoral. Seja pelos parlamentares que vão buscar ali a sua reeleição, suas candidaturas, seja pelo presidente Lula, que desde logo já tem feito muita propaganda com relação a esse tema.
O ex-presidente Jair Bolsonaro se recupera depois de ser submetido a uma cirurgia no ombro. O procedimento, feito em Hospital de Brasília nesta sexta-feira, não teve intercorrências. André Nery traz as informações, o último boletim médico, o que indica, André?
Pois é, Tiago, o último boletim médico foi divulgado por volta de meio-dia dessa sexta-feira. Inclusive, a equipe médica disse que vai fazer a divulgação de apenas um boletim por dia, ou seja, o próximo deve ser divulgado apenas amanhã, por volta desse mesmo horário. E esse boletim médico diz que a cirurgia no ombro direito do ex-presidente da República ocorreu sem nenhum tipo de intercorrência. Essa cirurgia foi para a reparação do manguito rotador.
Rotador, é exatamente esse o termo e trata-se então de dores que o ex-presidente da República vinha sentindo no local, desde que ele foi vítima de uma queda, ainda quando estava cumprindo prisão na Papudinha e a partir de então a equipe médica...
acabou demonstrando a necessidade de cirurgia. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, fez a autorização dessa cirurgia depois, então, de consultar a Procuradoria-Geral da República, que, por sua vez, não demonstrou nenhum tipo de oposição a esse procedimento. A partir de então, o ex-presidente da República deu entrada no hospital particular DF Star.
na manhã de hoje e já passou pela cirurgia, que durou cerca de duas horas. O movimento lá na unidade hospitalar foi muito tranquilo ao longo dessa sexta-feira. Não houve grande movimentação nem mesmo de apoiadores. E lembrando que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou também a restrição de visitas. Apenas a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, nesse momento, pode ter um acesso irrestrito ao ex-presidente da República. Ele que cumpre.
prisão domiciliar e continua então com todas as limitações dessa condição sendo cumpridas agora então no Hospital DF Star, que por sua vez vai divulgar um novo boletim médico, como eu disse, apenas no dia de amanhã, por volta de meio-dia. Tiago. O ex-presidente fica em observação, qualquer momento outros detalhes, até daqui a pouquinho André, deixa eu chamar aqui o Cristiano Vilela, só uma curiosidade, porque na outra cirurgia...
e o ex-presidente ainda estava na papudinha, teve toda aquela estrutura para retirar de lá e levar para o hospital. No caso, agora que ele está em prisão domiciliar, a alta também tem que ser comunicada à justiça. Como é que isso funciona?
Olha, Tiago, funciona da mesma forma que tivemos naquela oportunidade. A diferença, realmente, é o local de retorno. Naquele contexto, ele retornou diretamente para a Papudinha e agora ele vai retornar para a sua residência. Mas como é dentro do quadro atual, ele não pode sair de sua residência, teve autorização feita exclusivamente por conta.
dessa cirurgia, ele poderá naturalmente permanecer na atividade hospitalar durante o tempo necessário. E aí os médicos é quem vão fazer a avaliação técnica do período necessário para tanto. Agora, uma vez tendo recebido a alta ou estando para receber a alta, aí sim deverá comunicar às autoridades o seu regresso à sua residência de onde não poderá sair, eventualmente apenas diante de novas solicitações.
para um acompanhamento hospitalar que se faça necessário após a cirurgia. Depois de ter a indicação ao Supremo Tribunal Federal rejeitada pelo Senado, Jorge Messias pode deixar a Advocacia-Geral da União. De Brasília, Janaína Camelo.
Essa foi a primeira reação do advogado-geral da União, Jorge Messias, depois da conclusão ali, né, do resultado do Senado, a rejeição do nome dele à vaga no STF. Ele disse ao presidente Lula que o ciclo dele na trajetória, na advocacia-geral da União, já havia encerrado. O presidente Lula pediu que ele aguardasse, que ele não tomasse nenhuma decisão de cabeça quente, que ele refletisse, pelo menos...
esse final de semana. E aí os dois combinaram de se reunir mais uma vez na próxima semana. E aí, nessa reunião, eles vão decidir qual o destino do advogado-geral da União, se ele continuaria na chefia da AGU ou então se ele pode ser também deslocado para outra pasta do governo Lula, como, por exemplo, que já foi ventilado para o Ministério da Justiça.
Jorge Messias, ele tem dado alguns recados desde quando ele foi rejeitado lá no Senado, tem agradecido, por exemplo, a equipe dele que trabalhou com ele na AGU, mas a ideia dele mesmo é que ele não permanece, até porque se ele permanecesse no comando da AGU, ele precisaria continuar indo ao Supremo Tribunal Federal, ter contato com os ministros do STF, porque ali ele precisa defender todos os processos envolvendo o Estado, e Jorge Messias ainda está muito ressentido.
com alguns dos ministros do Supremo, com uma ala que teria influenciado nesse resultado da Sabatina e também no plenário do Senado, que acabou rejeitando o nome dele por 42 votos. Nas redes sociais, em uma última publicação, ele fez agradecimentos.
Agradeceu ao senador Jacques Wagner, que é o líder do governo no Congresso Nacional, e também ao senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Então, nessa semana ainda, a gente vai ver uma nova reunião entre Jorge Messias e o presidente Lula, e nessa reunião será definido para onde Jorge Messias, então, será deslocado, ou se ele continua chefiando a Advocacia Geral da União. De Brasília, Janaína Camilo.
Pois é, ô Denise, imagine ele internamente, o que deve estar sentindo, se ele sai da AGU ou não sai. Tem, como a Janaína destacou, toda essa especulação de que ele pode ir para o Ministério da Justiça. É, a primeira reação dele, eu acho que é de afastamento da situação. Ele se dedicou nos últimos meses.
Ele foi alvo de muitas críticas, ele fez uma sabatina em que ele se esforçou ao máximo para não criar situações contraditórias, que pudesse criar uma rejeição maior à própria posição dele. Eu acho que ele foi muito bem nessa sabatina, foi duramente...
questionado pelos senadores, mas tem toda essa relação agora com o STF. Ele até agradeceu o apoio que recebeu de alguns dos ministros, mas ficou aquela suspeita. De um lado, que parte deles preferia que fosse Rodrigo Pacheco, assim como Davi Alcolume, presidente do Senado, que fosse esse o indicado pelo presidente Lula para ocupar a vaga no Supremo Tribunal Federal. E de outro, a possibilidade, inclusive, de algumas negociações em paralelo.
para evitar que ele fosse indicado para o cargo, fosse aprovado para o cargo, porque ele poderia ajudar a levar adiante investigações relacionadas ao caso Master. Se querendo ou não, é o que há de especulação também em Brasília a respeito disso, e aí envolvendo políticos e integrantes do STF. Então, fica uma situação bastante complicada. Talvez ele queira também entender e assimilar toda essa situação, entre aspas, ele acabou sendo vítima de uma conjuntura muito desfavorável enfrentada pelo governo e parte do STF.
Bom, a gente segue nesse assunto porque o senador Rodrigo Pacheco sinaliza aliados que não têm interesse na vaga no STF e nem na disputa pelo governo de Minas Gerais. O parlamentar era uma aposta do presidente Lula para um palanque competitivo no Estado, um dos mais importantes colégios eleitorais do país. Thalita Souza chega agora aqui com a gente com as últimas informações, com os detalhes. Tudo bem, Thalita? Boa noite para você, bem-vinda.
É, Tiago, é isso mesmo, né? Depois dessa rejeição aí do Jorge Messias, que a gente acompanhou na programação durante essa semana, né? E foi finalizada aí com 42 votos contra 34, mais uma abstenção. Dessa vez, o senador Rodrigo Pacheco sinalizou que não tem interesse em disputar essa vaga.
que continua em aberto no Supremo Tribunal Federal. Bom, Pacheco, ele também já se posicionou em relação ao governo do estado de Minas Gerais, estado do qual ele atualmente é senador. Ele mencionou que também não tem interesse na disputa pelo governo do estado.
Vale lembrar que o Rodrigo Pacheco, até então, além de ser uma possível indicação do presidente Lula, ele também era o nome preferido de Davi Alcolumbre, o presidente do Senado da União Brasil, para ocupar a vaga deixada por Luiz Roberto Barroso no STF. Lembrando que Barroso fez parte da corte durante 12 anos.
Bom, enquanto isso, o presidente Lula já sinalizou que não vai abrir mão de fazer uma nova indicação para essa vaga do STF. Segundo ele, essa vaga, essa indicação deve acontecer aí nas próximas semanas. Ele só vai esperar mais algumas semanas depois desse desgaste mais recente para fazer uma nova indicação, mas não quer abrir mão de indicar.
Bom, é isso. Tiago, volto com você. Até daqui a pouquinho, Thalita. E para outras informações, acesse o nosso portal.
Deixa eu chamar aqui o Cristiano Villela, nesse intervalo das nossas praças, em um minutinho, depois a gente continua comentando sobre esse assunto. Rodrigo Pacheco não quer saber de nenhuma dessas duas vagas. A gente imagina que ele queira seguir como senador, ele precisa disputar a reeleição, ou como ele já aventou lá atrás, de não disputar mais cargos públicos, não é, Villela?
Pois é, Tiago, eu vejo que como candidato ao governador, diante do posicionamento que ele teve ontem, tudo indica que realmente nem ele tenha votado em Messias nessa disputa, não há justificativa para manutenção de sua candidatura com o apoio do presidente Lula.
Aliás, uma candidatura que ele próprio já dava sinais de que não tinha tanto interesse, tanto vigor, e que logo nas primeiras pesquisas também não empolgou. Então eu vejo que uma candidatura ao governo do Estado é algo que fica de fora, uma ida para o Supremo Tribunal Federal é algo muito difícil. Mas talvez antes de que isso seja cravado 100%, a gente poderia dar um pouquinho mais de tempo.
Você que nos acompanha pelas praças, estamos aqui conversando com o Cristiano Vilela para falar sobre esse posicionamento do senador Rodrigo Pacheco. Ainda, não é, Vilela? Uma discussão de bastidor, ele vem demonstrando isso para os aliados dele. De qualquer forma, ele não gostaria de voltar a ser aventado para o Supremo. Agora, se ele tivesse sido indicado, certamente ele seria o novo ministro, não é, Vilela?
Pois é, e eu não tenho dúvida que seria uma vitória maiúscula, seja pela possibilidade de ampla gama de apoiadores que ele teria como ex-presidente, como apoio de Alcolumbre, daria realmente esse fortalecimento ao Congresso Nacional. O fato é que o presidente Lula, dos três nomes, das três indicações que teve oportunidade de fazer ao longo desse terceiro mandato, acabou...
apresentando ali um dedaço, apresentando uma indicação muito personalista, especialmente com o Zanin, com o Flávio Dino, era seu ministro, então também foi uma indicação pessoal do presidente Lula. Agora, nesse contexto com o Messias, o presidente Lula acabou contrariando totalmente os interesses do próprio presidente do Senado, que por essas e por outras...
atitudes do presidente, do governo federal, acabou entendendo como um desprestígio tudo o que aconteceu e resolveu tomar ali a desforra, fazer com que realmente ficasse marcado a sua insatisfação com relação à forma como ia sendo tratado. E quem perdeu nessa história foi, portanto, o presidente Lula.
Partidos ligados ao governo estudam ingressar no Supremo depois da derrubada do veto ao PL da dosimetria. Sobre a relação do Congresso com o Planalto, o nosso entrevistado agora é o deputado Cezinha de Madureira do PL, aqui de São Paulo. Tudo bem, deputado? Mais uma vez, muito obrigado por atender a Jovem Pan. Como vai? Boa noite.
Tiago, boa noite, como vai? Uma alegria falar com você, também com o Vilela e todos os telespectadores e os nossos amigos que acompanham também pela internet. Perfeito. Deputado, pessoalmente, o senhor acredita numa reversão desse cenário pela justiça depois da derrota do governo ontem? Olha, a derrota do governo ontem, ela não se dá apenas à rejeição do governo. Nós já tivemos aqui.
uma reeleição, não sei se você se recorda, da presidente Dilma, com 71% de rejeição, ela foi reeleita, porque a máquina trabalhava bem. Então, essa derrota de ontem, ela não se dá, ao meu ver, apenas à rejeição do governo, e sim de um acordão entre o Senado e parte do Supremo Tribunal Federal.
que tinha ali seus interesses próprios. E é claro que o governo não cooperou da forma que deveria cooperar com o ministro Messias para que ele fosse sabatinado e aprovado no pleno do Senado Federal. Agora...
corrigir, isso é com o tempo. A política, ela é para ganhar e para perder. Quem está mais forte vence. Nesse caso, o presidente Davi Alcolumbre não foi nem a oposição do governo, foi mais ali o presidente Davi Alcolumbre com uma parte do Supremo Tribunal Federal que impôs essa derrota no governo.
Deputado, vou chamar os nossos comentaristas, o senhor já citou o Cristiano Vilela, mas eu vou dar prioridade aqui para Denise Campos de Toledo, que está nos estúdios. Denise. Boa noite, deputado. Eu queria falar com você. Boa noite. É o seguinte, o senhor mesmo citou essa questão do Supremo Tribunal Federal. Como é que o senhor vê o envolvimento dos ministros do Supremo, dos que podem ter participado dessa negociação?
para a rejeição de Jorge Messias. Eu queria tocar nesse assunto também, que é uma coisa que você tem especulado muito, além da decisão no dia seguinte em relação à dosimetria, que o governo pode até recorrer ao STF, tem essa possibilidade. Eu queria saber qual a sua expectativa nesse sentido.
Olha, Denise, é uma alegria falar com você. O Supremo, de fato, parte do Supremo Tribunal Federal, atuou nessa conjuntura ali. Isso não significa, pelo pouquinho de experiência que nós temos, que o presidente da República vai indicar qualquer um dos nomes envolvidos aí.
do MDB, entre outros. Porque a indicação, a Constituição diz que é do presidente da República e alguém que tem a experiência que ele tem jamais vai fazer uma indicação de outra pessoa. A indicação é pessoal. Ela tem que ser pessoal, como foi na época do presidente Michel Temer, por exemplo. Ele fez a indicação pessoal junto com o presidente Alckmin.
ministro Alexandre Moraes. Na época, já bem escolado na política, como foi aí uma indicação pessoal do presidente da República do ministro Flávio Dino, que também tinha relacionado.
Eu penso que é um fato vencido esse. Então, não é esse o comentário aqui, ao meu ver. Com relação à reconstrução do governo, a política é assim. Você ganha hoje, perde amanhã e no dia seguinte você dá de pé para continuar trabalhando. Eu observo que...
O governo sai fraco, o Flávio Bolsonaro do PL passa a ter uma chance grande de ganhar a próxima eleição, porque o governo se enfraqueceu, sim, com a ajuda do Supremo Tribunal Federal e o Davi Alcolumbe para fazer essa indicação do Supremo Tribunal Federal. Cristiano Villela.
Deputado, boa noite. Deputado, o senhor, na condição de um parlamentar da oposição, teve esse momento da votação da indicação de Jorge Messias, uma notícia que enfraqueceu o governo. Por outro lado, o senhor, enquanto um parlamentar evangélico, talvez tenha perdido ali a possibilidade de ter um ministro...
evangélico no Supremo Tribunal Federal, que inclusive em sua sabatina se comprometeu com uma série de pontos caros, especialmente esse segmento tão importante do eleitorado. Posso dizer que o senhor está mais feliz pela vitória política contra o presidente Lula ou mais triste pela derrota de um irmão evangélico nessa disputa?
Olha, Vilela, é uma alegria falar com você. Eu vou te ser bem franco, até um pouco longo aqui. O ministro Messias, ele tem uma vida elevada. Ele tinha todos e tem todas as prerrogativas para este carro, independente de quem está indicando. O que nós precisamos entender? Esta indicação é do presidente da República. Embora o presidente da República...
não teve a força de contrapor a dois, três ministros do Supremo que se juntou com o Davi Alcolumbre para imputar a esta derrota. A prerrogativa é dele. E para nós que somos evangélicos, que o Messias, além de uma pessoa preparadíssima...
para o cargo, muito preparado, isso ficou provado na sabatina, ele também é evangélico, e para nós evangélicos, que somos 40% da nação, nós ficamos tristes, claro. Primeiro, que a derrota não foi contra o Messias, foi contra o governo e contra o sistema deste momento hoje de Banco Master, INSS, entre outros temas que está eleitoreiro hoje.
e enfraquece o governo, a derrota é do governo, mas não significa que o ministro Messias não era capacitado. Nós, evangélicos, ficamos tristes com certeza. Por quê? Seja qual for a indicação que o presidente da República indica agora...
Eu acredito que se ele indicar, ele tem que indicar alguém dele, não é de A ou de B, não é meu, não é de fulano ou beltrano, se não for aprovado, vai ficar para o próximo governo, que pode ser o próprio Lula ou Flávio Bolsonaro. Tudo indica que as eleições estão se desenhando para ser um ou outro.
Agora, quem será o próximo ministro do Supremo? Será que vai ser um evangélico? Será que vai ser um de outra religião, um cristão ou não? Como já foi indicado, pessoas que não é muito nessa vibe aqui do cristão e do evangélico.
Então, ficamos tristes, com certeza, o governo sai enfraquecido e, se você observar a sabatina, os senadores, mesmo de oposição, eles fizeram ali um debate respeitoso, diferente de outros momentos. O debate foi muito respeitoso ao ministro Messias, que já estava na conjuntura ali, dá para se ver, de todo mundo combinado, não bate muito, porque a pessoa do ministro Messias, não tenho o que falar,
É um cara muito do bem e seria um grande ministro. Disse o ministro André Mendonça, em seu texto posto na internet, que o Brasil perdeu. De fato, nós, brasileiros, perdemos com esta reprovação.
Agora, deputado, o senhor está reconhecendo que pode ter havido participação de ministros nessa decisão do Congresso. Eu queria saber como é que fica a posição da oposição que tem se manifestado contra o posicionamento de alguns ministros, o comportamento, inclusive alguns candidatos ao Senado defendem processos de impeachment contra ministros e alguns desses que estariam na lista para esses processos de impeachment podem ter participado dessas negociações. O senhor citou o caso Master, por exemplo.
Como é que fica essa situação mais à frente? A gente pensando no pós-eleições, posicionamento da oposição, no caso, por exemplo, de o Senado ter uma composição mais à direita. Como é que ficaria a situação da relação Congresso com o Supremo, se há esses espaços, essas brechas para negociações? Olha, eu quero dizer para você, Denise, que eu respeito muito os poderes.
São poucas vezes que você me vê nas televisões, aqui na mídia, aqui na Jovem Pan, falar algo com relação ao judiciário. Eu acredito no judiciário, eu acredito que nós temos que obedecer a Constituição e seguir...
O que o judiciário determina, o que tem acontecido nos últimos tempos, é que os valores têm se invertido um pouco. Por muitos anos, o parlamento ficou quieto sem legislar em alguns temas. É óbvio que o Supremo Federal...
sentiu na obrigação de ter algumas determinações perante a Constituição. Óbvio que várias determinações por omissão do Congresso Nacional, que quando quer fazer alguma coisa faz, como foi agora, lá atrás já era para ter aprovado a amnistia, mas não quiseram, só queriam as pautas, o céu...
a selfie na mão, ninguém estava preocupado com o presidente Bolsonaro, estava preocupado com a pauta, essa é a verdade. Dito isso, eu respeito muito o Supremo Tribunal Federal, mas é óbvio que quando a gente ouve e vê algumas pessoas, entre elas pessoas do Judiciário, comemorando a derrota do ministro...
é óbvio que estava tendo ali uma postura de alguns membros, é natural isso, do parlamento, do judiciário, as composições.
Nós temos que voltar àquilo que a Constituição nos permite, que é o judiciário, a parte do judiciário, o legislativo, a parte do legislativo, e o executivo, a parte do executivo. Ultimamente está muito misturado isso. Agora, a política é isso. Quem mais articula é quem vence. Quem mais dialoga é quem vence. Eu, de vez em quando, digo para alguns colegas, gente, vocês têm que parar um pouco de gritar e conversar, dialogar.
Se pega aqui, por exemplo, a CPI do INSS. Foi anunciado pelo presidente Hugo Motto, o Davi Alcolumbre, que teria o presidente Omar e eu seria o relator. De repente houve um veto dos dois e nós fomos em uma madrugada lá quieto e fizemos um jogo e o Vianna foi ser o presidente da CPI quieto com conversa.
com diálogo. Mas quando você vai para o celular, para a guerra, você não consegue vencer. Então, eu acredito que o diálogo, ele prevalece em todos os lugares. Se tiver diálogo, a gente consegue vencer qualquer pauta no judiciário ou qualquer pauta no parlamento.
Estamos conversando aqui na Jovem Pan com o deputado Cezinha de Madureira, do PL aqui de São Paulo, falando sobre os temas do Congresso Nacional, as derrotas do governo e as votações agora desse semestre. Para você que está nas praças, na TV aberta, a gente faz um breve intervalo de um minuto, mas voltaremos aqui e a gente segue com a entrevista com o deputado. Para outras informações, acesse jovempan.com.br.
Deputado, eu sei que o senhor é jornalista, radialista e entende bem essa história de propaganda, de tentativa do próprio governo de insistir na pauta do fim da escala 6x1. E eu queria perguntar para o senhor o seguinte, o senhor é do PL, o PL é um partido da oposição ao presidente Lula. De que forma o partido vai se posicionar nesse debate? Porque o presidente da Câmara...
O deputado Hugo Mota está insistindo nisso, vai fazer essas 10 sessões necessárias para que o Congresso Nacional siga nesse debate. Pessoalmente, o senhor acredita que essa proposta será aprovada na Câmara nesse semestre, deputado? Ou é possível que o setor produtivo...
vai ter uma reação muito grande em relação a isso e acabe não apoiando esse projeto. E aí a Câmara pode acabar recuando. E voltamos no intervalo aqui das nossas praças com o deputado Cezinha de Madureira. Perguntei sobre o fim da escala 6x1. A Câmara aprova nesse semestre ou não aprova? Deputado.
Olha, deixa eu te contar uma coisa, Tiago. Esse é um tema que ainda precisa de muito debate no Congresso Nacional. Nós temos que aprender...
que tudo no parlamento precisa da boa conversa, do bom diálogo. É um tema que ainda não está maduro, porque a gente trata aí do setor produtivo, trata das empresas, do empregador, do empregado. É um tema que, de fato, ainda não está pronto, é como nós dizemos no parlamento. O parlamento não está maduro ainda.
Eu vi um esforço muito grande do presidente Hugo Motta, inclusive ontem estive na residência oficial conversando com ele, entre outros temas ali da secretaria, onde eu sou secretário, entramos nesse tema. Então, você percebe que ele está com muita vontade de dialogar para andar com esse tema, mas eu acredito que essa semana, por exemplo, por mais que haja um esforço, ainda tem muita resistência, porque, de fato, precisa de ajustes. E todas as vezes...
que nós vamos tratar de um tema difícil, às vezes as pessoas se escondem. Mas o parlamento é para isso. É para tratar temas difíceis mesmo. E tem pessoas que não querem dialogar, querem fugir, mas é nossa responsabilidade.
Embora seja um ano eleitoral, estamos há cinco meses das eleições, falta hoje, eu acho, 156, 157 dias para as eleições, e é difícil votar algum sistema, mas a nossa responsabilidade é votar, independente das eleições. Isso é que o brasileiro...
que está no parlamento, precisa entender, eu não posso me preocupar se eu vou ganhar ou perder eleição por conta de uma pauta, que, digamos que, às vezes, é uma pauta bomba para votar, que não é o caso dessa, mas é uma pauta difícil. Então, eu acho muito difícil esse tema ainda essa semana, viu? Cristiano Vilela, mais uma pergunta.
Deputado, o senhor falou agora de pouco sobre a importância dentro do parlamento de dialogar, de conversar. Estamos chegando aí na reta final desse mandato do presidente Lula. O senhor pode dizer que, de uma forma geral, o governo do presidente Lula não soube dialogar bem dentro do parlamento, não soube ampliar o seu arco de relações, especialmente para setores do centro, e por isso tem tido derrotas importantes como essas duas que tivemos nessa semana?
Olha, Vilela, eu disse algumas vezes, em entrevista aqui, também disse pessoalmente ao presidente Lula, que o Brasil precisava de pacificação. Hoje nós vivemos um momento muito difícil ainda, de polarização. E a responsabilidade seria do presidente da República trazer paz ao país, trazer um diálogo com o país. Eu disse outro dia, eu falei, presidente, se eu preciso votar, seu Lula, paz e amor. É o que nós precisamos. E, de fato...
As dificuldades que nós tivemos aí, do que o presidente viveu, do que o presidente Bolsonaro também viveu, essa polarização, um pouco de fígado para lá, um pouco de fígado para cá, acabou que o presidente Lula, observe, não é ele quem disse, nem ninguém do governo dele, é uma análise meu, teve algumas dificuldades aí porque aquele grupo antigo que acompanhou o presidente Lula, que era o chamado Núcleo Duro,
não estava mais com ele. Então, as recomposições ali acabaram tendo dificuldades com o Congresso. Nós tivemos aqui vários embates na época do ministro Padilla, que era um ótimo ministro ali com o presidente da Câmara, Arthur Lira, na época, com o presidente do Senado. Nós tivemos vários embates depois da ministra Glaze.
e que acabou não trazendo uma paz. Eu repito, sem o diálogo com paz para o Brasil, nós não vamos continuar crescendo. O Brasil é um país valioso, é um país...
rico, porém com muita pobreza por falta de políticas públicas e por falta de diálogo. E essa polarização ela não ajuda em nada. Quem for o próximo presidente da República tem uma missão muito grande. Não se preocupar com reeleição, mas sim se preocupar com algumas pautas que às vezes traz desgaste, deixa a pessoa com a popularidade baixa, mas que precisa ser feita.
que é trazer a paz para o centro. O nosso país precisa, de fato, voltar a crescer. E isso só vai acontecer com a paz e o amor. Com o próximo presidente da República, se isso não acontecer, vamos continuar aí perdendo os nossos jovens para outros países, perdendo os nossos profissionais para outros países, e por aí vai. Por quê? Essa polarização, ela não traz nenhum benefício para mim e para você. Olha só, e já...
para concluir, Vilela, Denise, Thiago, eu fico observando no parlamento, as pessoas que são eleitas, às vezes, na pauta extremista, elas não se preocupam em caminhar com um projeto, em fazer um diálogo, elas querem apenas fazer uma selfie ali do momento, olha, está vendo isso aqui agora, por exemplo, era para ter sido aprovada a anistia lá atrás, o presidente Hugo Mota iria colocar a anistia para votar.
Mas a maioria ali não queria que votasse naquele momento. Foram fazer um motim em cima da Câmara, em cima do... ali do púlpito da Câmara. E isso trouxe um desgaste com os líderes e acabou que não aprovou.
Aí agora, graças a Deus, que com todo esse problema que teve aí, nós conseguimos derrubar o veto do governo para que podemos começar a ter uma chance, um espaço para dialogar, para conseguir diminuir apenas...
dessas pessoas que estão presas injustamente. Óbvio que é uma batalha grande pela frente, mas sabe por que isso demora? Porque falta o diálogo e as pessoas só estão se preocupando com a pauta dela pessoal da próxima eleição. Deputado Cezinha de Madureira, do PL aqui de São Paulo, muito obrigado pela entrevista à Jovem Pan. Até a próxima. Um abraço ao senhor e bom fim de semana.
Um grande abraço, Tiago, para você e todos os telespectadores. Ouvinte, repita. É isso aí. Muito obrigado, viu? Até a próxima. Em uma semana com duas derrotas para o governo no Congresso, o presidente do PT, Adinho Silva, declara que o partido cometeu um erro ao não assinar a CPI do Banco Master. Repórter Matheus Dias chegando aqui com a gente mais uma vez. O senador Davi Alcolumbre fez um acordo com a oposição para engavetar o pedido de abertura das investigações.
pelo parlamento. E agora vem o presidente do PT e dá essa declaração. Bem-vindo, Matheus, mais uma vez.
Pois é, Tiago, de novo uma ótima noite a você, a quem nos acompanha aqui no Jornal Jovem Pan. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse sim que foi um erro da bancada do PT não ter assinado, não ter votado a favor da criação da CPI do Banco Master. Segundo ele, por conta da gravidade das acusações e das investigações, o partido deveria ser o primeiro a se posicionar a favor da criação dessas investigações, o que...
não foi feito e posteriormente acabou gerando um acordo de Davi Alcolumbre com a oposição. Só que Edinho Silva também disse que a criação dessas comissões parlamentares acabam atrasando o Congresso, acabam paralisando o Congresso e, no caso, impedindo a votação de pautas do Planalto e, por consequência, paralisando o governo também dentro do Legislativo.
Ele disse, mesmo que dessa forma, que o PT deveria ter sido favorável à criação dessa CPI. Mas comentou também o momento impactante dessa semana de duas derrotas do governo, como você bem disse, Tiago. Derrotas essas na quarta-feira pela...
derrubada da indicação de Jorge Messias ao STF e também pela votação que acabou derrubando o veto presidencial na pauta da dosimetria e que prevê a redução das penas para Jair Bolsonaro e os outros condenados do 8 de janeiro. Edinho Silva disse que mais uma vez o Congresso vira as costas para a sociedade e que o modelo político brasileiro ruiu, está completamente destruído segundo o presidente nacional do PT.
Ele disse em relação a Jorge Messias que o Senado cometeu um grave erro ao transformar uma indicação que era qualificada ao cargo em uma disputa política. E disse ainda que no caso da derrubada do veto presidencial sobre a dosimetria, aí o Congresso está tentando reduzir as penas para quem mancomunou ali ou tentou criar uma espécie de tentativa de homicídio para o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin.
E para Alexandre de Moraes, essas foram as falas de Edinho Silva, o presidente nacional do PT, viu Tiago? A questão é, será que se o PT tivesse apoiado a CPI, a AGU Jorge Messias teria sido aprovado? É uma conjectura, mas agora já foi. Até daqui a pouquinho, Matheus, deixa eu passar para o Cristiano Vilela, já já eu vou ouvir a Denise também.
Ô, Vilela, essa história do Banco Master pairando sobre essa história da derrota do Jorge Messias. De que forma será que o PT, fazendo esse meia-culpa que errou, a história poderia ter sido diferente?
Olha, Thiago, vai ficando registrado através de falas como essa do presidente do partido que o PT, que o grupo próximo ao presidente Lula, enxerga claramente as digitais de quem esteve por trás dessa articulação.
Tem a digital mais evidenciada, vamos assim dizer, que é a do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mas existe também as digitais de Alexandre de Moraes. E que esse contexto, esse tipo de fala, acaba sendo recados, que são dados do ponto de vista político e que podem...
talvez, distanciar um pouco a relação muito próxima que vinha acontecendo até o presente momento do ministro do Supremo com o grupo de apoio ao presidente Lula, especificamente com relação ao partido dos trabalhadores.
É interessante a gente analisar quais serão os próximos passos, seja no sentido do ministro Alexandre, no sentido de acabar procurando se ausentar desse posicionamento, excluir qualquer atuação mais incisiva que tenha tido, no sentido contrário ao de Messias.
ou então, eventualmente, tendo um pouco mais de fervura nessa relação, fazendo com que haja, assim, uma separação, um distanciamento entre esses dois pontos políticos de grande importância, o que pode, inclusive, mexer um pouco mais no tabuleiro de causas importantes do mundo jurídico-político, como, por exemplo, essa questão, essa celeoma toda envolvendo o Banco Master.
Bom, e por falar em Seleuma, o STF volta a estar no meio de uma briga entre governo e Congresso depois das duas derrotas consecutivas do Planalto. De Brasília, Janaína Camelo.
Nessa questão toda envolvendo o STF novamente no meio de uma crise política, está, por exemplo, a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da dosimetria, né? Porque já tinha uma expectativa de que esse caso fosse judicializado e foi, por exemplo, a Federação Rede Pessoal já protocolou no Supremo a ação direta de inconstitucionalidade contra a derrubada desse veto. O PT mesmo também já adiantou que vai também judicializar esse caso lá no Supremo.
Tribunal Federal, então quem vai decidir sobre esse assunto no fim das contas é o Supremo Tribunal Federal. Além disso, só lembrando que para começar a valer o PL da dosimetria, que flexibiliza as penas, reduz penas para os condenados no 8 de janeiro, as defesas desses condenados precisam acionar o STF.
precisam apresentar recursos, mas o que pode acontecer, o que deve na verdade acontecer, já que esse caso já foi judicializado. A relatoria provavelmente vai para o ministro Alexandre de Moraes, ele deve suspender todos os processos que envolvem esse tema, como por exemplo ali esses recursos apresentados pelas defesas dos condenados, até que se analise esse caso no Supremo. Então ele mesmo deve tomar alguma decisão e deve colocar essa decisão dele.
para julgamento no plenário do Supremo. Ele pode também determinar audiências para discutir esse assunto, audiências envolvendo todas as partes, isso ainda vai ser redefinido. Mas o fato é que agora esse caso está nas mãos do Supremo Tribunal Federal. Outro fato também que coloca o Supremo no meio de uma crise política é a própria rejeição ao nome de Jorge Messias a essa vaga no Supremo Tribunal Federal.
porque pegou muito mal no Palácio do Planalto, nos ouvidos do presidente Lula, que pode ter tido algum tipo de influência dos próprios ministros do Supremo Tribunal Federal para essa derrubada pelo nome de Jorge Messias. Especificamente, ministros que defendiam, por exemplo, o nome de Rodrigo Pacheco, do senador Rodrigo Pacheco, para essa vaga. Então, por exemplo, ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes. No caso do ministro Alexandre de Moraes, na véspera.
da Sabadina de Jorge Messias, ele se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em um jantar na própria casa do ministro, um jantar que ele ofereceu para o ex-secretário nacional de segurança pública, Mário Sarrubo. E lá nesse jantar estava, por exemplo, Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça, estava também o atual diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e também Davi Alcolumbre. Então, é uma questão que está...
Sim, sendo muito discutido, principalmente no Congresso Nacional, principalmente entre os parlamentares da base governista, que dizem também que um dos fatores que levaram à rejeição de Jorge Messias seria a influência daqueles que não querem o avanço, por exemplo, das investigações do Banco Master. De Brasília, Janaína Camelo.
No próximo bloco, o acordo Mercosul-União Europeia passa a vigorar de forma provisória. Não saia daí, o Jornal Jovem Pan volta em um minutinho, não troque de canal. Até daqui a pouco.
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O direito está em tudo. Naquilo que você fala, naquilo que você decide. E às vezes, no que você nem percebe. Quem entende, questiona. Está na hora de você questionar. Grandes nomes do direito. Entrevistas exclusivas.
Eu, Fernando Capês, apresento uma nova forma de entender a justiça discutindo o direito. Domingo, às 11 da noite, na Jovem Pan.
Jornal Jovem Pan para todo o Brasil. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Bom, depois de 26 anos, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia saiu do papel. Mas, afinal, como esse acordo entre os dois blocos vai mexer com os brasileiros no dia a dia? Quais produtos serão mais acessíveis? E o nosso entrevistado agora é o ex-secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz. Secretário, como sempre, obrigado por atender a Jovem Pan em pleno feriado também. Muito obrigado. Boa noite.
Boa noite, Tiago. Sempre um prazer estar aqui com vocês. Bom, tem toda uma questão simbólica, mas é importante dizer que ainda o acordo passa a vigorar de forma provisória. Eu pergunto para o senhor o seguinte, ainda existem restrições ou resistências na Europa para esse acordo, mas da forma como ele está, mesmo de forma provisória, o que vai mudar no dia a dia?
principalmente aqui da população brasileira, o acesso a novos produtos. De que forma isso vai se dar na prática, secretário?
A parte política do acordo depende...
tendo em vista justamente essa separação entre aquilo que se entende como acordo interino, que tem ali a parte de comércio e investimento, e a parte política. Essa separação foi a raiz do questionamento da oposição no Parlamento Europeu, que saiu vencedora e levou o acordo para a Corte de Justiça.
Mas o fato do acordo ter sido aprovado no Conselho Europeu previamente dá a prerrogativa para a presidente da Comissão Europeia, a Ursula von der Leyen, de implementá-los da forma provisória como está sendo feito a partir de hoje. E eu entendo e conversei, inclusive, com muitos parlamentares, eurodeputados em Bruxelas, estive lá recentemente, todos eles entendem que foi muito mais uma manobra protelatória.
do que propriamente algo que a oposição, sobretudo eurodeputados ligados ao agro, acreditam que vai haver algum tipo de reversão, até porque a União Europeia já fez acordos, já aprovou acordos nesse formato. Recentemente tivemos, há um tempo atrás, o próprio acordo da União Europeia com o Canadá, que também houve aí o split e foi aprovado dessa forma. Então a expectativa é que daqui a um ano e meio, dois anos, ou talvez até um pouco antes, a Corte de Justiça Europeia analise o acordo.
e certamente dará, digamos, o aval para que o acordo seja implementado e também com a parte provisória já a partir de hoje sendo implementada, dificilmente isso terá algum tipo de reversão. Com relação aos benefícios concretos, é importante lembrar que esse acordo tem um formato...
justamente para acomodar as assimetrias em termos de competitividade do lado europeu e do lado aqui do Mercosul. Então, na parte industrial, aqui as tarifas de importação serão reduzidas num prazo de 15 até mesmo 25 anos, a depender do produto, que é o caso específico do carro movido a hidrogênio.
18 anos do carro movido com a bateria elétrica. Então, esse efeito será um efeito gradual. Mas já a partir de hoje, já a partir de 1º de maio, as tarifas de máquinas e equipamentos, de algumas máquinas e equipamentos, alguns bens de informática, alguns alimentos, alguns produtos do setor metalúrgico e setor químico, já serão, digamos, zeradas para o Brasil, para as exportações brasileiras, melhor dizendo, no continente europeu,
E aqui do nosso lado também a gente zera algumas tarifas, algo como mil produtos. Então a Europa, vamos organizar, na Europa zera tarifas de 5 mil produtos, algo como 54% de tudo que nós exportamos para eles a partir de hoje. E nós aqui do nosso lado zeramos tarifas da ordem de mil e poucos produtos, mil linhas tarifárias, correspondendo ali a mais ou menos 10% das linhas tarifárias que nós compramos dos europeus. Então o acordo...
ele começa a já surtir efeito a partir de agora. E para todos os produtos, tá, Tiago? Eu estou falando aqui aqueles produtos que são levados a zero a partir de hoje, porque já tinham tarifas menores. Mas o prazo de desgravação de uma média de 10 anos do lado europeu e de uma média de 15 anos aqui do nosso lado, para basicamente todo o universo de produtos, ele já começa a ser desgravado, a ser reduzido as suas tarifas a partir de hoje.
Pergunta agora de Denise Campos de Toledo. Denise. Lucas, boa noite. Obrigada pela participação aqui no jornal. Eu queria saber exatamente sobre a implementação, porque eu vi os estudos de algumas entidades que falam que 80% da pauta exportadora do Brasil para a União Europeia já poderá ser beneficiada de imediato com redução das alíquotas. Tem esse escalonamento até se chegar quase na totalidade de alíquota zero para todos os produtos, mas há algumas restrições em relação ao agro. Então, eu queria saber, primeiro,
Se estende também ao agro de uma forma mais ampla essa redução de tarifas e a contrapartida que se tem da possibilidade de barateamento de produtos que entram aqui no Brasil, que podem ficar mais baratos.
Não, certamente. É importante a gente classificar, a gente tentar aprofundar um pouco mais esse número que você colocou, Denise, corretamente, de 80%. Nós estamos falando de algo como 5 mil linhas tarifárias que serão levadas a zero, foram levadas a zero a partir de hoje, que correspondem a 80% de tudo que nós exportamos.
para a União Europeia. Isso pode parecer um número muito grande, mas o fato é que cerca de metade dessas linhas tarifárias, mais de duas milzinhas tarifárias, já eram zero. Elas já estavam com tarifa zero. E elas simplesmente agora estão plasmadas no âmbito do acordo como tarifa zero.
O restante, por volta de 2.600 linhas tarifárias, essas sim tinham tarifas da ordem de 2,5%, com avaliação ali com a ordem, digamos, ali no desvio para adão até 3, 3,5%, e correspondem basicamente a produtos da indústria de transformação. Cerca de 90% das tarifas que efetivamente serão reduzidas hoje.
para as exportações brasileiras, são produtos da indústria de transformação. Como eu falei, são produtos químicos, são produtos de máquinas e equipamentos, bens de informática, metalurgia, alimentos. E do nosso lado, por sua vez, cerca de mil linhas tarifárias também envolvendo produtos já com tarifas mais baixas. Como nós somos mais, digamos, protecionistas do que os europeus, historicamente falando, nossas tarifas são maiores.
E a média das tarifas que são reduzidas hoje para as exportações europeias, portanto para as nossas importações, é da ordem de 6%. Também envolvendo máquinas e equipamentos, bens de informática, alguns alimentos, algumas frutas também provenientes da União Europeia. E ao longo do tempo, a ideia é que os produtos, todos eles, todos os produtos cobrindo mais de 90% do comércio, sejam liberalizados. Sobre a sua pergunta em relação ao agro, sim.
nesse primeiro momento, também os produtos sensíveis, como carne bovina, carne de frango, carne suína, que são as cotas, o próprio açúcar, o próprio etonal, que são as cotas que foram dadas ao Brasil, essas cotas começam a entrar em vigor a partir do momento que o acordo começa
a vigorar a partir de hoje. Só que essas cotas, elas entram em vigor gradualmente. Pegando o exemplo específico da carne bovina, são cerca de 99 mil toneladas que foram conferidas para os exportadores do Mercosul. Essas 99 mil toneladas terão uma tarifa intracota de 7,5%, já valendo a partir de agora.
Mas essas cotas de 99 mil toneladas, elas serão conferidas gradualmente num período de cinco anos. Então, só após cinco anos é que nós teremos, de fato, 99 mil toneladas. Mas já a partir de agora, elas começam a valer, mas evidentemente, com a quantidade menor e elas vão expandindo gradualmente. E vale isso também para as outras cotas que foram dadas para os produtos sensíveis que eu mencionei. Cristiano Villela.
Secretário, boa noite. O senhor colocou bem agora sobre essa mudança gradual que teremos a partir de hoje. Dá para a gente imaginar que os setores que serão impactados por esse novo quadro que teremos agora na cela?
entre Mercosul e União Europeia, com que as consequências a esses setores, especialmente no campo do emprego, por exemplo, elas já serão sentidas por parte dos trabalhadores, por parte da sociedade e por parte do setor produtivo. Desde já...
Ou esse impacto será um impacto diluído com o tempo e que talvez acabe permitindo com que os setores da economia venham a se ajustar melhor diante do crescimento de alguns setores e do arrefecimento em relação a outros?
Exatamente, Vilela. Eu acho que você toca num ponto muito importante. O acordo foi negociado justamente para acomodar as assimetrias em termos de competitividade. Então, a União Europeia é um pouco mais conservadora nos produtos do agronegócio e o Mercosul um pouco mais conservador nos produtos industriais, onde está aí, digamos, o nosso interesse defensivo.
É claro que numa abertura comercial sempre haverá ganhadores e perdedores. Então eu acho que é mais uma razão que o Brasil tem, a partir da entrada em vigor desse acordo, para acelerar as reformas que melhorarão o nosso ambiente de negócios. Aí a questão da infraestrutura, aí a questão da nossa qualidade de mão de obra, a educação, a questão dos marcos legais, sobretudo os marcos legais voltados para produtos que hoje são considerados estratégicos, dado esse novo ambiente geopolítico.
que a gente vem vivendo, como minerais críticos, as terras raras, a nossa biomassa, a mudança de biomassa, a questão da nossa energia limpa, tudo isso vai ser uma fonte de atração de mais investimentos para aquele parceiro comercial, que é o caso da União Europeia.
que já é responsável hoje por cerca de 50% do estoque de investimento externo direto no Brasil. Então, onde há comércio, como eu sempre digo, onde há mais comércio, há mais investimento. E o Brasil tem razão de sobra para, nesse momento, estar recebendo ainda mais investimentos, não só da União Europeia, como também do resto do mundo, em função da sua abundância, da sua vantagem comparativa em produtos que hoje são cada vez mais estratégicos nesse novo ambiente geopolítico.
E, claro, temos aí um prazo de desgravação tarifária aqui do nosso lado de 15 anos em média, muito ali concentrado, na verdade, entre 10 e 15 anos para ser mais rigoroso, mas com produtos que podem chegar a 18 e até 25 anos. Então, um prazo mais do que suficiente para os setores produtivos brasileiros se adaptarem a essa nova realidade competitiva.
E aqueles setores que, porventura, perdem com o acordo, certamente os benefícios agregados compensarão em função daqueles setores que vão se beneficiar. Vamos lembrar que esse acordo renegociou regras de origem muito flexíveis, o que permite, o que cria incentivos adicionais para que os setores industriais brasileiros se integrem às cadeias de valor europeias, às cadeias industriais europeias.
Tudo isso vai, digamos, impulsionar um salto de qualidade, um salto de competitividade no setor industrial brasileiro e certamente vai impulsionar também as nossas exportações, criando mais vagas de emprego e, quizás, vagas mais qualificadas, porque empresas mais conectadas ao comércio exterior são empresas que geram melhores vagas de trabalho e pagam melhores salários, porque são empresas mais eficientes.
Secretário Lucas Ferraz, peço para o senhor ficar com a gente mais um pouquinho, porque nós temos agora um minutinho de um intervalo para as nossas praças, mas a gente continua por aqui. Em um minuto a Denise volta com a pergunta para o senhor. E para outras informações é só acessar o nosso site jovempan.com.br.
Enquanto a gente não volta nesse intervalo de um minuto, eu só vou repassar algumas questões aqui do acordo Mercosul-União Europeia. Além dos produtos que passam a contar imediatamente com tarifa zerada de importação, outros terão taxas caindo de forma escalonada. Esses prazos até a isenção completa podem chegar a 10 anos na União Europeia e há pelo menos 15 anos dentro do Mercosul. Essa redução gradual, como o próprio secretário falou,
acaba tendo essa consequência, essa redução para os itens considerados mais sensíveis ao fim da proteção tarifária vai servir para as empresas terem mais tempo e também se preparar para a entrada em vigor efetivamente de tudo isso. E há ainda uma exceção para os veículos elétricos, híbridos e também de novas tecnologias que terão um prazo maior de proteção. Serão 18 anos para os elétricos e híbridos, 20 e...
5 para os veículos a hidrogênio e 30 para os demais. Voltando aqui com o secretário Lucas Ferraz, estamos falando sobre a entrada em vigor do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, ainda de forma provisória, Denise Campos e Toledo. Lucas, eu queria ampliar um pouco essa conversa, porque hoje teve uma ameaça de Trump de aumentar a taxação de carros da União Europeia.
porque a União Europeia não estaria cumprindo os termos do acordo, ele quer atrair investimentos para lá, especialmente o setor automobilístico. Ele falou, pode voltar atrás, senão aumenta a taxação semana que vem para 25%. A gente vê que o Brasil tem buscado a ampliação dos mercados e conseguiu bater o recorde da corrente comercial com a União Europeia no ano passado, chegando a 100 bilhões. E desde o começo deste ano, março foi um pouco negativo, mas o Brasil passou a ser superavitário em relação à União Europeia.
Esse cenário todo colocado por Trump, essas divergências todas, não podem intensificar essa proximidade entre a União Europeia, Brasil e o Mercosul como um todo. A gente está falando muito do interesse do Brasil, mas o Mercosul bloco fechou esse acordo com a União Europeia.
Sem dúvida, Denise. Eu acho que esse acordo vem em muito boa hora, tanto do lado da União Europeia quanto do lado do Mercosul. Do lado da União Europeia, como você já mencionou, existe ali toda uma relação com os Estados Unidos.
que a propósito, a União Europeia é o maior parceiro comercial dos Estados Unidos em termos de volume e de comércio. Então, há uma relação muito próxima economicamente que hoje em dia está passando por tensões e por uma certa, eu diria, até desconfiança.
entre esses dois parceiros comerciais. Recentemente, os Estados Unidos anunciou um acordo com a União Europeia, quase uma imposição, quase uma sanção econômica, impondo tarifas de 15% contra os produtos europeus e obrigando os europeus a zerarem as suas tarifas de importação para as exportações americanas. Do outro lado, a China, que também pressiona muito o ambiente competitivo dentro da União Europeia com os seus produtos, sobretudo produtos industriais.
Então, a União Europeia vem buscando diversificar os seus parceiros comerciais, diversificar as suas parcerias econômicas. Tanto é que ela agora formaliza esse acordo com o Mercosul, depois de 26 anos, e certamente nós devemos muito da formalização desse acordo a esse novo ambiente geopolítico hostil, que começa a ganhar contornos mais claros a partir do segundo mandato do presidente Trump, mas ela também formaliza acordos, formalizou recentemente com a Índia.
Ela formalizou recentemente também um acordo de livre comércio com a Indonésia e vem buscando uma aproximação mais forte daquele bloco asiático, aquele mega acordo regional, que é a chamada parceria transpacífica. Então esse é um movimento que vem ocorrendo em escala global. Os países agora estão buscando cada vez mais diversificar os seus parceiros comerciais. E aqui do nosso lado, a gente tem que lembrar que a gente tem um bloco que foi fundado lá em 1991, que é um bloco que desde...
que foi fundado até hoje, quando foi formalizado, quando começa a entrar em vigor esse acordo, não tinha formalizado um acordo de comércio relevante nesse mundo que está cada vez mais complexo, que está cada vez mais se fragmentando em blocos comerciais. Então, é sim uma notícia muito importante para o Mercosul, para o Brasil, porque é um divisor de águas na tradicional política comercial aqui do nosso continente, aqui do nosso Conde Sul, deste bloco.
que é uma política comercial muito tímida e sempre muito voltada para o comércio regional, que ainda assim tem muitas barreiras. Então, eu acho que vem num momento muito propício do ponto de vista geopolítico e certamente impulsionará outros...
outros acordos comerciais. Porque a partir do momento que esse acordo é formalizado e que o Mercosul abre, reduz as suas tarifas, que hoje são entre as mais altas do mundo, para as exportações europeias, o Mercosul coloca em desvantagem outros parceiros comerciais que pagarão tarifas maiores e buscarão o Mercosul para negociar novos acordos. O que, ao meu ver, é algo muito positivo para a economia regional, aqui do nosso bloco e para o Brasil em particular.
Lucas Ferraz é secretário de Comércio Exterior. Mais uma vez, obrigado por atender a Jovem Pan. Bom fim de semana, volto sempre. Um abraço. Obrigado, Tiago. Sempre um prazer. Deixa eu chamar a Denise Campos de Toledo, que tem mais informações sobre esse acordo Mercosul-União Europeia para destrinchar um pouco mais sobre a entrada em vigor do bloco finalmente. É para registrar os dados. É um mega acordo comercial. Nós temos os dois blocos com 720 milhões de habitantes, Mercosul e União Europeia.
O PIB soma 24,3 trilhões de dólares. Isso a gente vê a dimensão do mercado consumidor, na verdade, o quanto que circula de renda nesse espaço. O mercado europeu tem 450 milhões de consumidores. Então, isso se abre para o Brasil aos poucos. Haverá uma redução de tarifas de produtos importados de 91% do lado do Mercosul, de 95% do lado da União Europeia. Isso vai ser aplicado de uma forma gradual, o prazo para se chegar...
A isenção total escalonada é de 10 anos na União Europeia, 15 anos no Mercosul. A gente vê que Mercosul tem um protecionismo maior do que a União Europeia nessa negociação, mas falta definição ainda do Parlamento Europeu, da Justiça Europeia, para acatar tudo o que foi implementado, por isso que tem a entrada em vigor parcial até agora.
E nós temos os dados da corrente de comércio entre o Brasil e a União Europeia especificamente. Nós temos esse dado. Já se conta com 5 mil produtos brasileiros com tarifa zero desde o início, que começa em vigor hoje de uma forma provisória, mas já 5 mil produtos quase, isso já estaria...
Com a tarifa isenta, representa 80% das importações da União Europeia em 2025 e a corrente de comércio do Brasil cresceu muito, chegou a 100 bilhões de dólares. Isso é Brasil-União Europeia, não estou falando do Mercosul, é especificamente o que interessa para a gente. Houve um déficit ainda de 400 milhões para o Brasil no ano passado, mas neste ano...
Nós estamos com o superávit, já chegou a corrente de comércio a 12,2 bilhões de dólares, alta de 9,7%. É o Brasil buscando novos mercados que não os Estados Unidos para reduzir essa dependência, essa instabilidade colocada pelo governo americano. E o Brasil conseguiu, no trimestre, fechar com o superávit, Tiago.
O governo pretende anunciar a nova fase do Desenrola na segunda-feira. Os últimos detalhes foram dados pelo presidente Lula no pronunciamento em cadeia de rádio e TV pelo dia do trabalho. Repórter André Aneri chegando aqui com as informações. Bom, em relação aos descontos nas dívidas, os descontos podem chegar até 90% do valor. E esse pacote vem depois do fim de semana prolongado. É isso, André?
É isso mesmo, Tiago. A gente relembra que o presidente Lula, no dia de ontem, ele fez um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão e um dos anúncios foi justamente esse pacote de renegociação de dívidas conhecido como Desenrola 2.0, uma vez que a primeira versão...
Dessa iniciativa foi promovida ainda no início desse atual mandato do presidente da República. Lula não deu grandes detalhes em relação a como vai funcionar essa medida, tem guardado esses detalhes para a divulgação oficial que acontece na semana que vem, ainda sem data prevista, exata, divulgada, mas...
Conforme a gente já apurou aqui junto ao Palácio do Planalto, junto a integrantes também da equipe econômica, o presidente Lula deve anunciar um pacote que deve contemplar descontos em juros e multas das dívidas de até 90%, principalmente aquelas relacionadas a cartão de crédito, rotativo, cheque especial. Outra alternativa que também deve ser divulgada ao longo da semana que vem é...
O acesso a 20% do saldo do FGTS, também com o propósito de renegociação das dívidas. E mais, algo que já foi inclusive divulgado no último pronunciamento do presidente Lula, foi a possibilidade de renegociação do fundo estudantil UFIES.
que é justamente aquele fundo utilizado para que estudantes tenham acesso ao ensino superior. Alguns deles acabam ficando inadimplentes e o governo de tempos em tempos lança, então, medidas de renegociação nesse sentido, como essa que deve ser anunciada na semana que vem, junto com o Desenrola 2.0. Uma novidade também em relação a essa iniciativa é que aqueles... Depois,
endividados que se cadastrarem no sentido de obter todas essas vantagens para a renegociação das dívidas, vão ficar com o CPF bloqueado temporariamente para as casas de apostas, as chamadas BETs. É uma forma também de o governo federal fazer com que esse endividamento não cresça ainda mais. Tudo isso tem o propósito de enfrentar...
o endividamento das famílias que vem sendo crescente e que preocupa o governo federal porque pode acabar então influenciando negativamente no resultado das eleições este ano.
O governo apostando nesse programa para amenizar o endividamento da população, saber qual vai ser a consequência. Até daqui a pouquinho, André, deixa eu chamar a Denise mais uma vez, que vai apresentar alguns números, as expectativas para o anúncio desse pacote, possivelmente na segunda-feira, mas tudo depende ainda de uma confirmação do Planalto. Agora, tem muito a ver o endividamento com as Betes? Qual que é a porcentagem? Você tem...
Tem muito a ver, nós vamos falar desses números, Thiago. Agora é um fato que está preocupando mesmo. Pode ter até uma preocupação eleitoral de se criar uma percepção melhor da sociedade em relação ao andamento das finanças pessoais, que é uma coisa que pesa muito na avaliação da economia de modo geral. Mas o governo tem razão quando chama atenção para esses pontos.
Nós temos alguns dados aqui relacionados à inadimplência, que segundo a Serasa Experience, chegou a 81,7 milhões de consumidores. Foi um levantamento divulgado no mês de março. Aqui, olha, 81,7 milhões de consumidores estavam devedores. Isso não é endividamento. 49,6% da população adulta com o nome negativado. Então, já inscrito aí nos cadastros negativos por conta de dívidas. Isso costuma ocorrer depois de 90 dias de atraso.
Então a gente tem uma dimensão da gravidade da situação. Aí no Desenrola, que é ou Desenrola 2.0, ou Novo Desenrola Brasil, as condições que foram sinalizadas pelo presidente Lula no pronunciamento de ontem e já vinham sendo antecipadas pela equipe econômica, se fala em descontos de 30% a 90%. Isso deve depender da idade da dívida, do tempo que a pessoa está devendo.
juros no máximo de 1,99% para quem aderir a essa renegociação. E a renegociação pega exatamente aquelas linhas mais caras. O cartão de crédito, de modo geral, para quem já está devedor, tem os empréstimos, se separa o rotativo, que é a pior opção possível, é quando a pessoa não consegue pagar a primeira fatura, entra no rotativo, pega o empréstimo e vai rolando, vira uma bola de neve, é taxa média.
do cartão de crédito, passa dos 400% ao ano. Cheque especial também muito alto, embora haja uma limitação de 8% ao mês. Também é das linhas mais caras, o crédito pessoal não consignado e Fiesca é uma preocupação permanente do governo. Eu falava da preocupação com as eleições, mas já foi lançado um primeiro programa desenrola logo no começo do mandato.
que teve pouca adesão. Então, resta ver qual vai ser a formatação dada pelo governo para que haja adesão das instituições financeiras e não apenas da população. E vai permitir saque do fundo de garantia, setor imobiliário reclamando disso, porque pode haver uma redução do volume disponível.
no Fundo de Garantia para Financiamento Imobiliário, é o que nós vamos conferir os detalhes, e aí tem essa preocupação com relação às bets, bloqueio de um ano para quem entrar nesse plano. O Tiago perguntava do quanto as bets pesam. Nós temos um outro estudo que foi feito pela Confederação Nacional do Comércio, preocupado exatamente com o comprometimento de renda das pessoas com as apostas online, que deixaria de...
para o consumo. E aí o aumento das apostas desde a regulamentação há três anos foi de 500%. O aumento dos gastos mensais com apostas, isso na média. O impacto no comércio varejista se considera que retirou...
Diminuiu o potencial de consumo em 143 bilhões de reais, desde a regulamentação em 2023 até 2026. Só em março, os gastos com as Betes chegaram a 30 bilhões de reais. Vale lembrar que além dessa preocupação em ganhar, em conseguir dinheiro, em achar que é uma fonte de renda, muita gente se vicia nas Betes. E elas têm esse impacto aqui. 270 mil, a inadimplência severa.
E 80,4% das famílias já endividadas. Então, esse é o levantamento de como as Betis têm pressionado as finanças pessoais e colaborado para essa inadimplência. No Nordeste, a cidade do Recife, capital de Pernambuco, permanece em estado de alerta para chuvas intensas. Quatro pessoas morreram até agora em deslizamentos e 340 foram resgatadas em áreas alagadas.
Duas mortes são de uma mãe e um filho na localidade de Dois Unidos. Os outros dois óbitos registrados são de um homem e de um bebê, no bairro de Passarinho. Mais de mil pessoas estão desabrigadas em oito municípios. Ao todo, 12 abrigos.
estão em funcionamento. 14 voos que tinham Recife como destino foram desviados para outros aeroportos por causa justamente das condições meteorológicas. O presidente Lula determinou apoio federal imediato às autoridades locais, à Defesa Civil Nacional. Foi acionada para dar suporte às cidades atingidas. Em apenas 12 horas, choveu uma média de 200 milímetros, o que elevou o nível do rio Capibaribe.
principal afluente da região, e a previsão é de que a chuva continue nas próximas horas. E na cobertura do nosso site, chuvas fortes deixam ao menos quatro mortos, mais de mil desalojados em Pernambuco.
O nosso site traz todos os detalhes dessa chuva aí, uma imagem, inclusive, de uma inscrição recife, que as pessoas normalmente tiram fotos, os turistas, completamente com aquele trecho alagado. Então, para outras informações, você acessa o nosso portal jovempan.com.br. A gente continua acompanhando os desdobramentos dessa chuva no Nordeste do Brasil.
No próximo bloco, o presidente dos Estados Unidos afirma que não está satisfeito com a proposta do Irã para encerrar a guerra. Não saia daí, o Jornal Jovem Pan volta daqui a pouco. Até já.
O agro começa no campo, mas ganha o mundo e acontece em todo lugar. Do plantio a colheita, da lavoura à indústria, das estradas ao Brasil inteiro. Acontece nos mercados, nas feiras, nos armazéns e nas mesas. Em cada canto onde o campo é indispensável. O agro acontece em você e se fortalece com as parcerias que te fazem crescer. Se crede na AgriShow, o agro acontece aqui. Se crede, é ter com quem contar.
Você está ficando mais pobre todos os meses. O Real perdeu metade do poder de compra em apenas 11 anos. Existe um grupo de pessoas que não sofrem esse processo da mesma forma. Não porque ganham mais, porque entendem como o dinheiro se move no Brasil. Câmbio, ciclo político, Copa do Mundo, juros. Entendem um mecanismo que a maioria nunca aprendeu.
Esse mecanismo tem um nome, leitura de cenário. É o que eu vou ensinar ao vivo no dia 9 de maio. Cinco horas, do zero. Você entra sem saber ler o mercado e sai com o raciocínio de quem estava posicionado em 2015, quando a última janela parecida como essa se abriu. A virada financeira. Participe dessa imersão por apenas R$ 47.
Criticar é entender o mundo. Criticar é questionar o que vemos. Visão Crítica, de terça a sexta, às 10 da noite, na Jovem Pan.
Se acompanha o Jornal Jovem Pan, muito obrigado sempre pela sua audiência e pela sua companhia. O presidente Donald Trump declara que não está satisfeito com a proposta do Irã para encerrar a guerra. O conflito deve continuar mesmo sem o aval do Congresso americano. O regime de Teheran afirmou que o país está pronto para a diplomacia se os Estados Unidos mudarem de postura.
O republicano destacou hoje que a liderança da nação persa está desorganizada. De acordo com o presente, o Irã quer fazer um acordo, mas que não está satisfeito e disparou, entre aspas. Veremos o que acontece. Donald Trump elogiou os esforços de mediação do Paquistão. Ele destaca que...
As negociações por telefone continuam. Os preços do petróleo, que permanecem acima dos 100 dólares por barril, recuaram depois dessa notícia da proposta iraniana. Agora, para o regime de Teheran, os Estados Unidos mudaram o que chama de abordagem excessiva, retórica, ameaçadora e ações provocativas por parte de Donald Trump. Deixa eu chamar Denise Campos de Toledo para falar sobre o mercado. Hoje não temos o mercado.
Não tivemos o mercado aqui no Brasil por causa do feriado, mas como é que o mercado reagiu a essas falas novas de Donald Trump? Olha, confiou mais, Tiago, na proposta apresentada pelo Irã, que se houver um desbloqueio dos portos do Irã, haverá a possibilidade de liberação do Estreito de Hormuz, só que Trump quer a discussão a respeito da questão nuclear. Ele não abre mão desse ponto, que até foi a justificativa...
para os ataques contra o Irã. Então, o mercado ficou com essa versão mais favorável. E nós tivemos queda do petróleo, o Brent, que é referência global, caiu 1,59%, ainda em 108 dólares e 81 centos o barril. E o WTI, que é referência nos Estados Unidos, caiu 2,98%.
Aos 101 dólares e 94 centos o barril e só o registro. As bolsas nos Estados Unidos funcionaram e também foram nesse embalo, além de balanços que foram divulgados, mas elas chegaram a marcas recordes. O S&P e o Nasdaq, dois índices de referência lá no mercado americano, chegaram a recordes de fechamento. Só o Dow Jones que caiu 0,31%, então o mercado tentando fazer uma leitura mais positiva dessa situação.
A Petrobras fechou o primeiro trimestre com um desempenho recorde. A produção média surpreendeu com mais de 3 milhões de barris por dia. Do Rio de Janeiro, Rodrigo Viga.
Aproveitando a alta dobra do petróleo no mercado internacional em um período de conflito entre Estados Unidos e Irã, a Petrobras literalmente bombou no primeiro trimestre em sua produção. Crescimento de 16,6% em relação ao mesmo período do ano passado. E houve um crescimento também.
expressivo em relação ao último trimestre de 2025, alta de 5,2%. A produção de petróleo da Petrobras chegou a quase 2,6 milhões de barris ao dia entre janeiro e março desse ano, ante 2,2 no mesmo período.
do ano passado. Agora, nesse primeiro trimestre, dez novos poços entraram em operação, sete na Bacia de Campos, três na Bacia de Santos. Houve mais exportações, mais plataformas operando e crescimento.
necessário de toda a grande empresa, da chamada eficiência operacional. Eficiente continua sendo o pré-sal, o trem pagador do mercado de petróleo nacional. Desses 2,6 milhões de barris produzidos no primeiro trimestre desse ano, quase 2,2 milhões vêm da camada pré-sal. As exportações...
Para os Estados Unidos, a Petrobras zeraram entre janeiro e março desse ano, mas cresceram vertiginosamente para a China, que responde hoje por 62% dessas vendas externas da estatal brasileira de petróleo e gás, que não tem no seu horizonte de curto prazo perspectiva de mexer.
no preço do diesel, depois daquele programa de isenção de impostos e subvenção. A gasolina também aguarda um projeto de lei complementar que está sendo discutido e tramitando no Congresso, mas está fazendo ajustes no preço do querosene de aviação, insumo utilizado pelas companhias aéreas para aeronaves de médio e de grande porte. Do Rio, Rodrigo Viga.
Bom, deixa eu chamar os nossos comentaristas, eu já vou com a Denise, eu vou chamar primeiro o Cristiano Villela. Ô Villela, por mais que a Petrobras vá batendo recordes, sempre há essa preocupação dessas pressões internacionais do preço do petróleo e aí bate na porta do Brasil, o consumidor paga mais e aí, consequentemente, os prejuízos para o governo da forma política que a gente imagina. Villela.
Pois é, Tiago, quando se tem ali um momento de grande turbulência nos preços do petróleo, especialmente num contexto como o que a gente vive hoje, num contexto pré-eleitoral, qualquer movimentação pode trazer impacto político para os interesses do governo e acaba emergindo a necessidade ou a intenção por parte do governo de eventualmente procurar minimizar esse impacto direto no bolso do trabalhador.
com um pensamento claramente político eleitoral, e acaba fazendo com que, de alguma forma, o país inteiro, a sociedade inteira, acabe pagando a conta. E é o que existe realmente esse...
momento agora, que haja, que apesar de termos esse quadro muito favorável trazido pela Petrobras, números bastante robustos nesse sentido, mas que eventualmente a intenção é populista por parte do governo e não é um atributo específico desse governo, mas é algo que a gente já vê a cada governo que se sucede de uma forma geral.
Acabe se utilizando desse colchão que eventualmente a empresa tenha para que possa possivelmente tomar algumas medidas que acabem gerando um certo prejuízo, mas tudo em nome do benefício eleitoral almejado pelo governo de plantão.
A companhia deve perguntar, tudo bem, a Petrobras bateu recorde, mas e daí? Porque isso muda a vida das pessoas, o preço vai cair, não vai cair? Não, melhora as contas do governo, na verdade, porque ele tem royalties, por isso que ele apresentou aquele projeto para que o Congresso autorize quando há uma receita.
adicional, que isso sirva para compensar o corte de tributos para ajudar a segurar os preços. Então é toda essa triangulação que o governo pretende fazer, só que a presidente da Petrobras já disse nessa semana mesmo que se o Congresso aprovar essa medida, ela teria espaço para aumentar a gasolina, porque a Petrobras vem trabalhando com defasagens em relação aos preços praticados no exterior. Ela ganha muito pelo que ela vende, porque o aumento...
Há um aumento de preço, só que o Brasil tem que importar o diesel, por exemplo, 30% do que é consumido aqui tem que importar derivados, é um tipo de petróleo diferente. Então, ganha de um lado, mas tem um custo do outro, que se não houver reajuste de preços, pode acabar comprometendo os resultados financeiros da estatal, o que ela repassa depois para todos os investidores. Então, tem essa preocupação também.
com relação às defasagens de preço. Agora, de qualquer modo, os preços estão subindo, é uma situação desfavorável pelo governo. Só para a gente citar uma combinação de fatores. Inflação em alta, não só por conta do petróleo, juros mantidos em um patamar muito elevado, endividamento alto, inadimplência elevada, que é o que o governo tenta agora minimizar, pelo menos com desenrola.
Jovem Pan na AgriShow. Apoio, a maior regulação fundiária do Estado. São Paulo são todos. Oferecimento Volkswagen Caminhões e Ônibus. Entrega mais valor para o seu negócio entregar mais. E se crede na AgriShow. O agro acontece aqui.
A AgriShow, a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, chega ao fim, mas o balanço indica que as consequências do conflito no Irã interferiram nos negócios, assim como os juros e o endividamento elevado. Direto para Ribeirão Preto, no interior paulista, repórter Marcelo Matos.
O primeiro trimestre fechou com queda de 16% nas vendas de máquinas e implementos agrícolas, na comparação com janeiro a março de 25. Pedro Estevam, da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos, analisa o resultado. As vendas no primeiro trimestre desse ano caem em 16,4% e são basicamente três coisas.
Taxa de juros muito alta, o agricultor não quer fazer investimento, ele está pegando todo o recurso dele e fazendo custeio, porque se ele for no mercado pegar dinheiro e fazer custeio é muito caro, então ele posterga o investimento.
pega o dinheiro dele e faz custeio. O diretor de assuntos corporativos da João Dira, Alfredo Miguel, aguarda o detalhamento da liberação de 10 bilhões de reais anunciada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin na Grishow. Por exemplo, recentemente nós tivemos aqui um anúncio de um plano para apoiar a venda de máquinas.
mas ainda não sabemos quais são as condições desse plano. Isso dificulta muito, porque cria uma grande expectativa ao produtor e o produtor não tem acesso a isso. Então, eu acho que nós temos que trazer ações muito imediatas para apoiar o produtor num momento tão importante para ele.
Diante do cenário, o governador Tarcísio de Freitas anunciou na AgriShow o maior pacote de investimentos do agronegócio paulista, 455 milhões de reais ao crédito rural, seguro, regularização fundiária, maquinários agrícolas e os municípios também, e 40 milhões para tratores.
Gilson Faria, do Cicred, defende a expansão do Pro Trator após 821 operações realizadas até março no estado. A gente está muito feliz com o programa e mais que isso, os produtores estão felizes também contando com a marca nova que é menos custo, é aumento de renda, é mais qualidade de vida pro associado. Hoje mesmo teve um recebendo a chave aqui, falou, nossa vou ter um trator com ar-condicionado, isso é uma maravilha.
Olha só, né? Então qualidade de vida para ele também. Então tudo isso possibilita através dessa parceria com o Governo do Estado de São Paulo, que subsidia os juros e o Cicrede entra com financiamento e também atende toda essa necessidade do produtor e aí as comunidades crescem, o Cicrede cresce e todo o Estado de São Paulo cresce ainda mais. O presidente da AgriShow, João Carlos Marquesan, lamenta as conjunturas domésticas e externas neste ciclo do agronegócio.
Não obstante isso, nós estamos vivendo um momento difícil, que essa situação, esse conflito que existe ali no Oriente Médio, isso leva ao encarecimento, principalmente dos insumos, os fertilizantes.
Isso também reflete no preço do dízio. Isso é insumo básico para o agricultor que acabou de colher, que está plantando e também a preocupação com as fertilizantes para a próxima safra de verão que se inicia em outubro desse ano.
Marquesan reforça que a Grichou mais uma vez demonstrou a competência e resiliência dos agricultores e fabricantes de máquinas e equipamentos aqui do Brasil. Mesmo há três anos de um mercado desfavorável, mas com a convicção de reversão de novos ciclos positivos. No contexto geral, o que nós estamos vendo aqui...
Nós estamos vivendo um período agora de volta a uma normalidade em 2027, que a gente espera que isso aí se resolva e o mercado volta a crescer, porque a agricultura vive de ciclos. E nós já estamos na 31ª edição do AgriShow e esses ciclos que nós vimos, já passamos por ele diversas vezes.
No balanço divulgado pela Grishow, não consta os contratos fechados, mas sim a intenção de compra, que ficaram na casa de R$ 11,4 bilhões, um número 22% inferior ao resultado da Grishow do ano passado. A ponte de Guaratuba foi inaugurada hoje e começa a receber veículos a partir deste sábado no litoral do Paraná. Reportagem é de Fernanda Xavier, da Jovem Pan, Curitiba.
A entrega da ponte de Guaratuba marca um feito histórico para os paranaenses, que por anos enfrentaram a travessia de ferryboat entre Guaratuba e Matinhos, principais destinos aqui do nosso litoral paranaense. A estrutura da ponte tem 1.200 metros de extensão, quatro faixas de tráfego, além de espaço para ciclovia e para pedestres. O investimento passa dos 400 milhões de reais. Atualmente, a travessia de ferryboat leva cerca de 30 minutos, sem contar com o tempo da fila.
Agora com a nova ponte, o tempo da travessia será reduzido para pelo menos dois minutos. A liberação de veículos está prevista para sábado a partir das 11h30 da manhã. E para celebrar esse novo momento, também está programada uma maratona internacional aqui na região.
O IP anunciou mudanças no cálculo dos preços para determinar os valores de subvenção ao diesel. O objetivo é conter a alta dos combustíveis causada pelo conflito no Oriente Médio. A reportagem é de Danúbia Braga.
Exatamente, o que muda na prática é que deve ser elevado o preço teto do programa de subvenção criado pelo governo para conter a alta nos combustíveis devido ao conflito no Oriente Médio. Então essa é a grande expectativa, essa mudança no cálculo que já era uma demanda muito pedida pelo mercado e que deve atrair o interesse de empresas no subsídio. A área técnica da Agência Nacional...
de gás natural e petróleo, a ANP, estima que as correções vão elevar os preços de referência em 20 centavos aproximadamente, o que deve, consequentemente, levar a aumentos dos valores de subvenção e nos preços finais também de comercialização. O objetivo dessas mudanças é atrair mais importadores para o programa do governo. E a iniciativa, no entanto, não teve uma grande adesão como era justamente esperada e grandes distribuidoras do mercado brasileiro.
seguem de fora. Após uma consulta pública, então, a respeito da regulamentação da subvenção, a diretoria da ANP decidiu por unanimidade adotar os preços do Golfo do México como referência internacional para a importação.
Considerando o cálculo de diesel da Rússia, uma das principais fornecedoras desde o início da guerra da Ucrânia. No entanto, o diesel russo, que é vendido a preços abaixo do mercado internacional por causa das sanções aplicadas lá em 2022, empresas do setor alegam que a inclusão do combustível da Rússia no cálculo levaria o teto da subvenção para um valor que seria inviável.
para a importação de outras regiões, como por exemplo os Estados Unidos. Então as companhias reclamavam ainda da fórmula usada pela ANP, que considerava duas vezes o desconto sobre o diesel russo de 20 centavos. O que diminuía aí a margem de lucro dessas empresas que adotassem os preços do programa de subvenção. O novo cálculo vai justamente corrigir essa distorção.
Apesar da ANP não interferir em questões comerciais ou geopolíticas, muitas empresas brasileiras, incluindo a Petrobras, não negociavam com empresas russas por restrições de governança. Então, com essas alterações, a agência pretende justamente viabilizar que companhias impedidas de importar diesel russo também possam participar desse programa.
Então, o grande objetivo é fazer essa correção na fórmula em que era usada pela ANP. Essa metodologia de cálculo vai ser corrigida e foi anunciado, então, pela agência. É claro que a gente fica de olho nesse assunto. De São Paulo, Danúbia Braga. Prepare o bolso porque a conta de luz deve ficar mais salgada agora no mês de maio. Matheus Dias.
As contas de luz em maio podem ficar um pouco mais caras do que estiveram nos quatro primeiros meses desse ano. Isso porque a Agência Nacional de Energia Elétrica confirmou que em maio será o patamar da bandeira amarela nas contas de luz. Isso desde janeiro até abril foi bandeira verde, ou seja, um patamar em que não há acréscimo nas contas de luz, mas a partir de maio agora terá sim, a cada 100 kWh consumidos.
um acréscimo de cerca de R$ 1,88. Por isso, as contas podem ficar mais caras. A explicação da agência de energia é por conta de um período de transição de período de chuvas para período agora de mais seca. E por conta dessa seca, as usinas hidrelétricas produzem menos energia, sendo necessário acionar as usinas termoelétricas, que têm um custo de produção de energia mais caro.
O sistema de bandeiras tarifárias foi adotado pela ANEL em 2015. Tem algumas diferenças. Bandeira verde, como disse, não há nenhum acréscimo. Bandeira amarela, acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. E como vimos no ano passado, em alguns momentos, a bandeira vermelha.
No patamar 1 e 2, um acréscimo um pouco maior. Bandeira vermelha no patamar 1, um acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, enquanto a bandeira vermelha no patamar 2, R$ 7,87 na média. De abril...
Até abril, bandeira verde. A partir de maio, agora, bandeira amarela. Por isso, a ANEL orienta para que o consumo de energia, principalmente nos horários de pico, aquele horário mais à noite, em que os chuveiros elétricos mais são usados, a ANEL pede e orienta que o uso de energia seja feito de maneira consciente.
Em ano de Copa do Mundo, o Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, aposta na febre de colecionar o álbum de figurinhas dos jogadores e lança a campanha Violência Não Cola. Acompanhem os detalhes na reportagem de Vinícius Alexis.
O Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, lançou a campanha Violência Não Cola. Ao unir a Copa do Mundo, uma das paixões nacionais, com o cuidado e bem-estar de crianças e adolescentes, através do universo simbólico dos álbuns de figurinhas, a entidade chama a atenção para um dado alarmante. Na América Latina, seis a cada dez crianças ainda sofrem algum tipo de castigo corporal ou agressão dentro de casa.
Para Luiz Bittencourt, oficial de proteção contra as violências do Unicef no Brasil, o país tem uma legislação moderna, mas é sempre importante reforçar a mensagem de proteção às crianças. O Brasil também já tem uma legislação bastante avançada sobre o tema que proíbe os castigos corporais e o que a gente chama aqui as famílias, a sociedade a discutir é como trabalhar a criação desses meninos e dessas meninas de uma forma protetiva.
de uma forma que se possam estabelecer limites sem violência, sem agressão, sem os gritos, sem humilhações, mas de uma forma que seja também um constante aprendizado para as crianças e adolescentes, né? E que diversos estudos podem mostrar que traz um benefício profundo na criação e no desenvolvimento desses meninos e dessas meninas, né?
No primeiro momento, o álbum será disponibilizado de forma virtual no site da Unicef, mas também será distribuído em edições impressas e gratuitas. As figurinhas que colam no álbum são as ações positivas, como explica Luiz Bittencourt.
são aquelas quatro figurinhas que a gente traz e que colam no álbum, que é o que deve estar na vida dos meninos e das meninas, né? É a parentalidade protetiva, é o cuidado, é o respeito, é o diálogo. E o que não cola são aquelas violências, né? São outras figurinhas que a gente traz no álbum também que justamente não colam, que não podem mais ser presentes na vida desses meninos e dessas meninas.
É a violência sexual, são os homicídios, é o racismo, é o castigo corporal, as agressões. Então é isso que não cola mais na vida desses meninos, dessas meninas, e que devem ter marcado na sua vida uma criação, os cuidados, marcado pelo respeito, pelo diálogo, pela parentalidade protetiva.
No Brasil, mais de 15 mil crianças e adolescentes foram mortas de forma violenta entre 2021 e 2023. E mais de 165 mil sofreram violência sexual no mesmo período. No Jornal Jovem Pan, participação agora de David de Tarso.
Não é da sua conta de hoje uma iniciativa do PicPay Bank, e por mais que a gente se organize, sabemos que os imprevistos acontecem e precisamos estar muito bem preparados para enfrentá-los. E hoje, dia do trabalhador, o Alelupe vai trazer um caminho para quem é trabalhador para não ficar na mão nessas situações.
Olá, tudo bom? Pois é, querendo ou não, uma hora acaba acontecendo, né? Um conserto em casa, um problema no carro ou até uma despesa de saúde que não estava no planejamento. A reserva financeira, por exemplo, é uma dica que a gente fala bastante por aqui e que existe justamente para situações como essas.
Mas e quando ela não é capaz de cobrir todos os gastos? Nessas horas, recorrer a um empréstimo pode ser a saída para colocar as contas em ordem e seguir em frente sem tanto aperto, né? Só que isso não significa que você precisa ficar preso em uma bola de neve de dívidas.
Existem opções mais acessíveis e seguras, como o crédito do trabalhador, PicPay, que foi pensado justamente para oferecer condições melhores e mais justas para quem precisa de um fôlego financeiro. O crédito do trabalhador é um consignado criado pelo governo federal em março do ano passado e que usa o FGTS como garantia.
Nesse tipo de empréstimo, as parcelas são descontadas diretamente do salário e por conta disso oferecem taxas de juros mais baixas. No PicPay Bank, o trabalhador pode contratar o crédito do trabalhador direto pelo app de forma rápida e segura. O dinheiro cai na conta em até um minuto. É a rapidez que você precisa nos momentos de emergência, né?
E se você ainda não tem conta no PicPay, hoje é o dia de abrir a sua. Todo mundo que criar uma conta só hoje, dia do trabalhador, vai ganhar vinte e cinco reais pra usar como quiser. Você abre sua conta e o dinheiro cai em até sete dias úteis pra você usar dentro do PicPay Bank. Essa foi a dica de hoje. Segunda-feira a gente tá de volta com mais um É da Sua Conta. Até lá. Muito obrigado, Alelupe, pelas indicações.
A Cidade Maravilhosa já está no clima do show da cantora Shakira. Mais um mês de maio no Rio de Janeiro, com a apresentação de uma grande artista da música pop internacional. Todos os Itálios com Rodrigo Vigar.
É isso, contagem regressiva aqui no Rio de Janeiro, em Copacabana, para o mega show da cantora colombiana Shakira neste sábado, a partir das 22 horas. Praticamente tudo pronto por aqui, esquema especial de segurança, esquema especial de trânsito e muita gente já andando para lá e para cá, circulando, respirando esses momentos que antecedem.
O show da cantora colombiana, que já esteve inicialmente por aqui, lá em 96, num show mais acanhado, em Uberlândia, em 97, ingressos custando apenas 5 reais. Mas aí foi descoberta aqui no Brasil e literalmente explodiu. Virou um sucesso sul-americano, depois um sucesso internacional. É mais uma celebração no mês de maio, o Celebration Make, que agora foi rebatizado de todo mundo.
no Rio de Janeiro. Madonna em 24, Lady Gaga em 25, milhão e meio, dois milhões e meio de pessoas, percatativa de dois milhões de pessoas neste sábado, aqui no Calçadão e nas areias da praia de Copacabana. E você anda pra lá e pra cá, descobre a toda hora, a todo instante, histórias e inúmeras curiosidades. Uma mãe argentina, uma filha brasileira, a Augustina e a Clara. A Clara tem nove anos.
O próximo dia 15 vai estar completando 10 anos de vida e fez o pedido para que a mãe grávida estivesse aqui em Copacabana neste sábado, tentando o mínimo de contato máximo mais próximo possível do show que acontece a partir das 22 horas por aqui.
Eu queria muito vir pra cá, queria muito. Porque o meu pai falou pra minha mãe que a Shakira ia fazer show, eu falei, eu quero vir direto. A gente pode ficar no hotel, voltar a qualquer hora, mas eu quero ver o show dela. Eu queria vir de qualquer jeito, de qualquer jeito, carro, avião, ônibus, de qualquer jeito. Eu quero muito tentar conseguir falar com ela e eu quero muito curtir, dançar, cantar nesse show.
A Clara, como toda criança, tem muitos sonhos e esperanças que vão além do horizonte. Ela espera estar pertinho da Shakira, logo mais aqui em Copacabana, ter contato com a cantora colombiana e se puder, trocar uma ideia, conversar. Afinal de contas, a mãe é argentina e está acostumada com o espanhol, com o castelhano.
É filho por filho, a gente faz de tudo, né? Eu estou grávida e a gente falou com meu marido, vamos encarar essa. Ela sempre gostou muito da Shakira, eu gostava já de pequena, aí eu passei isso também pra ela e a gente prometeu ir no show da Shakira. Só que a gente estava na Espanha quando ela esteve aqui no Brasil, aí ela ficou arrasada, e ela falou, mamãe, eu queria tanto, e aí a gente não pode, mas aí teve essa surpresa dela vir aqui em Copacabana e eu falei...
Gente, a gente prometeu pra ela, vem no mês do aniversário dela, a gente tem que ir. Do Rio. Rodrigo Viga.
O Jovem Pan estará de olho nesse show nesse sábado e para outras informações, acesse jp.com.br. O Jornal Jovem Pan volta amanhã um pouquinho mais cedo, a partir das 7 horas da noite, e eu estarei por aqui. Muito obrigado sempre pela sua audiência e até lá. Na sequência você fica com Daniel Caniarto, vai começar o Visão Crítica, um bom programa a todos e um excelente fim de semana.
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