Podcast Cinem(ação) #644: O Terror está em alta?
O cinema de terror valia 128 bilhões de dólares em 2025 e deve chegar a 224 bilhões até 2035. Como um gênero que era “cinema B” nas madrugadas virou a salvação econômica de Hollywood?
A resposta envolve Skinamarink (feito com 15 mil dólares, viralizou no TikTok e faturou 2,1 milhões), Invocação do Mal (oito filmes, 2 bilhões de lucro com orçamento total de 180 milhões), e youtubers virando diretores. Os irmãos Philippou fizeram Fale Comigo com 4,5 milhões e embolsaram 90 milhões. Um garoto de 16 anos criou The Backrooms no YouTube e agora está virando longa.
Mas tem um lado sombrio: a Netflix investe 17 bilhões em conteúdo, mas “pasteuriza” tudo com filtro de Stranger Things. As janelas de cinema encolheram para 45 dias, e roteiros estão sendo “tiktokerizados” para prender quem assiste mexendo no celular.
Rafael Arinelli, Sil Perez (Rainhas do Grito), Cal Cruz e Fábio Franzoni (Terror sem Medo) debatem por que fãs de terror sofreram menos na pandemia (dark copers treinam o cérebro para catástrofes), o terror social feminino em alta, e se Corra! e Hereditário provam que horror é o gênero mais politicamente honesto de todos.
• 04m46: Pauta Principal
• 1h16m05: Plano Detalhe
• 1h29m25: Encerramento
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Agradecimentos aos padrinhos:
• André Marinho Moreira
• Bruna Mercer
• Charles Calisto Souza
• Daniel Barbosa da Silva Feijó
• Diego Alves Lima
• Eloi Xavier
• Guilherme S. Arinelli
• Thiago Custodio Coquelet
• Wilmar Arinelli Jr
• William Saito
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Plano Detalhe:
• (Sil): Filme: Corrente do Mal
• (Sil): Filme: A Camisinha Assassina
• (Sil): Filme: Vagina Dentada
• (Fabio): Série: The Boys
• (Cal): Jogo: Conga Master
• (Rafa): Dicas: Apoia.se Cinemação
• (Rafa): Canal Youtube: Cameron Das Racing
Edição: ISSOaí
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- Crescimento do TerrorValorização econômica do gênero · Projeção de crescimento até 2035 · Terror como salvação de Hollywood · Filmes de baixo orçamento com alto retorno · Brasil como maior consumidor de terror em streaming
- Filmes de TerrorSkinamarink e o viral do TikTok · Fale Comigo e o sucesso de youtubers · The Backrooms: do YouTube para o cinema · Terror indie e viabilidade de produção · Atividade Paranormal e o início de franquias · Undertone e a aquisição pela A24
- Psicologia do Medo e TerrorDark copers e o treinamento cerebral para catástrofes · Menor sofrimento psicológico em fãs de terror durante a pandemia · Terror como escape e conforto · Adrenaline junkies e white knucklers · Terror como simulador de realidades e preparo psicológico · Estudos sobre a visão masculina e feminina na rua
- O terror e a indústria cinematográficaJanelas de exibição encolhendo · Roteiros 'tiktokerizados' · Netflix e a 'pasteurização' de conteúdo · O terror comparado a blockbusters como Marvel · Adaptações de jogos para o cinema de terror
- Subgêneros e diversidade no terrorTerror social feminino · Corra! e Hereditário como terror politicamente honesto · Terror para crianças (Os Apocalipses) · Terror internacional (tailandês, chinês, indiano, indonésio) · Terror psicológico · Folk horror e terror ecológico · Analog horror
- Streaming e o Mercado de TerrorDemocratização do acesso ao terror · Impacto na experiência coletiva do medo · Filmes originais da Netflix e a 'pasteurização' · Produções 'a toque de caixa' e roteiros de IA · Ataque Brutal e filmes trash auto-assumidos · Impacto na janela cinematográfica
- Tendências Futuras do TerrorAdaptações de jogos para o cinema · Terror social feminino e misoginia · Produções originadas da internet (The Backrooms, creepypastas) · Diretores vindos do YouTube e produções independentes
- Plano Detalhe: Recomendações de filmes e sériesA Camisinha Assassina · Vagina Dentada · It Follows
Esse episódio do podcast Cinemação conta com a parceria do Topazio Cinemas. Acesse topaziocinemas.com.br e aproveite a melhor programação do interior de São Paulo.
Seja bem-vindo ao Podcast Cinemação 644. Eu sou Rafael Arinelli e hoje temos aqui comigo Sil Pérez. Olá, oi Rafael. Bom, hoje eu não tenho frase de efeito, eu só queria dizer que eu tô muito feliz de gravar com muitos amigos pessoais. É isso, é isso mesmo. Obrigada pelo convite. E vou dizer que a Sil, ela quase interrompeu as férias dela pra estar aqui hoje. Então vamos valorizar essa presença, né Sil? Verdade. Quase, foi quase, não que ela interrompeu.
É isso aí. Temos aqui também Cal Cruz. Olá, gente. Olha só, vamos valorizar nossos primeiros encontros que podem ser os últimos. Olha, fala assim, fala assim, que tem a ver com conversa de bastidor também. Conversa de bastidores. Mas levem pra vida.
Leve pra vida, exatamente. Eu acho que tem que aproveitar mesmo esses momentos. Cal, que bom ter você aqui. Muito obrigado por estar aqui pra falar agora de terror, que é a sua praia também. Sim, verdade. Tô muito grata. É a minha segunda vez aqui. E espero que seja a segunda de muitas outras.
é isso aí, gosto muito de estar aqui eu também, obrigada pelo convite viu Rafa, obrigado você e a gente tem aqui também Fábio Franzoni olha muito obrigado por ter me convidado já é a minha primeira vez aqui né mas valeu pelo convite aqui é meio que a gente está fazendo meio que um crossover né da galera do terror, o Cinemação porque temos aqui Cal e Fábio que são lá do terror sem medo e temos a Sil que além de...
Ser aqui do Cinemação, a gente pode dizer isso, né, Silvio? Você é do Cinemação, né? Sim, sou da família. Não dá pra gente não falar isso. Mas ela também é lá do Rainhas do Grito também. Então estamos aqui fazendo esse crossover gostosinho aqui pra falar sobre um assunto.
que promete, porque olha só, meus amigos, estamos aqui reunidos para falar de algo que faz o coração acelerar, a respiração travar e o ingresso vender feito água no deserto. É isso mesmo, nós estamos aqui para falar de terror, o gênero cinematográfico que todo mundo diz que não aguenta, mas que nunca para de assistir.
E olha, os números não mentem. O mercado global de filmes de terror foi avaliado em nada mais, nada menos que 128 bilhões de dólares em 2026. E a projeção é chegar a 224 bilhões de dólares até 2035. Isso é muito dinheiro pra gente ficar passando mal na poltrona do cinema, né? Então, já tem que ficar de olho nisso.
Mas será que o terror está mesmo em alta? Será que ele chegou para ficar? Ou a gente está sendo enganado por franquias que vivem naqueles jump scares e sequências desnecessárias? Porque se a gente pegar o universo de Invocação do Mal, por exemplo, que faturou quase 3 bilhões de dólares, e um Pecadores, do Ryan Coogler, que briga...
com vaga no Oscar, que está lá no Oscar e tudo mais. Parece que o gênero finalmente cresceu, mas a pergunta que fica é, será que ele ficou mais caro? Será que ele realmente cresceu? E a gente vai conversar sobre isso. E o Brasil é importante também nesse tabuleiro, porque o Brasil é o país mais apaixonado por terror no mundo inteiro.
7,3% de toda demanda por streaming aqui é de terror. Nós somos os campeões mundial em levar susto. Faz sentido? Não sei. Mas a gente já vive num país que a gente vira e merda e tem que lidar com situações aterrorizantes. E a gente vai falar um pouco sobre isso também. Então vamos bater um papo agora sobre terror e o mercado cinematográfico agora no segundo ato desse podcast.
Eu quero começar com um dado que me deixou realmente assim, boquiaberto, sabe? Quando eu estava lendo, estudando aqui para a pauta, o mercado global de filmes de terror, ele foi avaliado em 128 bilhões de dólares em 2026. E tem essa projeção de que chega aí a 224 bilhões até 2035. Ou seja, o medo literalmente é um dos produtos mais valiosos do planeta hoje em dia.
E eu queria saber como que vocês processam isso, assim, porque vocês são um terror raiz, né? E a gente vê que o terror, ele sempre foi colocado num lugar de aquele gênero meio B, de nicho, de madrugada, e, na verdade, ele tá dominando a economia criativa global, assim. Então, como é que vocês veem esse crescimento do gênero de terror no cinema, em séries e tudo mais?
Eu até, quando você veio com a pergunta pra esse episódio, Rafa, se o terror está em alta, né? Eu até pensei assim direto, está. Até pensando no Oscar mesmo desse ano, que acho que não é a única marcação nesse sentido, né? Mas foi um ponto fora da curva, assim, pra filmes de terror. Principalmente pra pecadores, assim. Mas aí eu fui procurar...
Por que, né? Tipo, se tem alguma explicação, assim, até em notícias, assim, de não só desse ano, mas de anos recentes, assim, pra ver se tinha algum embasamento. E acho que até uma parte você até já respondeu, Rafa, que é essa coisa de vivemos uma vida real que é muito assustadora em vários momentos.
E o gênero terror serve muito como escape, né? Mas em questão de dinheiro, né? Se a gente for falar de lançamentos no cinema e tal, o terror, ele se destaca no sentido de que tem muito filme de terror que é muito barato de fazer e o retorno é muito grande.
Porque, por exemplo, o Invocação do Mal, que aí já é uma grande franquia, são 9, 10 filmes, já nem sei mais. Mas olhando dados aqui de 2022, quando ainda eram 8 filmes, foram mais de 2 bilhões de lucro ao longo de toda a franquia. E o orçamento foi de menos de 180 milhões.
Então, tipo, o retorno é muito grande. E aí, por isso que muita gente fala, o terror sempre salva o cinema quando o cinema tá em crise. Porque é um gênero que leva muitas pessoas pra, de fato, ver no cinema. Então, tem esse retorno financeiro muito grande, né? Às vezes acontece de, ai, ninguém tá indo pro cinema. Vamos lançar uns terrores aí que a galera vai, sabe? É!
Tem um retorno muito expressivo, assim, até tanto em franquias, a gente tem muito retorno esse ano mesmo. A gente teve, por exemplo, o Pânico 7, né? Uhum.
Mas volta e meia também surgem filmes soltos, assim. Que de alguma forma, por algum motivo, até tenho alguns exemplos pra trazer depois. Mas por algum motivo, gera um burburinho, gera um hype, assim. E que se espera que também se transforme em alguma coisa. Mesmo que não venha com um nome feito, assim, né? Mas alguma coisa tem pra chamar atenção, pra levar as pessoas pra...
de fato pagarem pra assistir. É, eu acho, eu queria saber a opinião também, né, da Caldo Fábio, porque... E tem um ponto que você falou, Sil, que eu acho interessante, porque quando você fala do valor, né, dos filmes de terror, é engraçado, né, porque, por exemplo, hoje a gente pode dizer que os filmes de terror, eles estão equiparados, estão na mesma prateleira, assim, que Marvel, Star Wars e tal, e eles são feitos, tipo, com um terço do valor, sabe?
E eles dão um lucro absurdo, assim. E aí, lógico, né? Não sei o que vocês acham, Fábio, mas aí fica aquela pergunta, assim, né? Será que também essa industrialização do medo, ele acaba tornando o terror mais poderoso ou ele esvazia o que ele tem de subversivo, assim? Cara, eu tava pensando aqui enquanto a Silvia tava falando...
Uma coisa que eu também, além de ser categorizado muito, ah, é um cinema B, é um cinema menor, né? Mas também é um cinema muito popular. Sim. Porque hoje tá no Oscar, né? Mas não afasta aquela galera que fala, ah, é um filme de Oscar. Não, é um filme de terror no Oscar. Então, eu acho que isso também agrega ao público, agrega...
A gente fez uma comparação de Marvel e o terror e tudo mais, né? Eu acho que o terror hoje está mais alta do que a Marvel, inclusive. Esse ano, por exemplo, a gente já falou isso no podcast várias vezes, nesse próprio ano, agora o filão é adaptação do jogo.
Cara, só esse ano, acho que dá pra contar aí umas 6, 7 adaptações de jogo de filme de terror, cara. Eu incluo Mortal Kombat nisso, que também é um filme de terror, se você for ver por um ponto de vista. Mas eu acho que o terror tá se aproveitando das tendências que a Marvel, por exemplo, e os filmes blockbusters aí não têm aproveitado, né?
Outra coisa que eu acho interessante também é que o terror, eu acho que é uma forma… É um gênero que você explicita ainda mais as crises, né. Questões raciais também, o luto, né. Então, vários problemas que todo mundo passa em algum momento da vida, sabe. Ansiedade, luto… Aí tem as questões mais de minoria, né. Sociais e tudo. Então, eu acho que o terror, ele escancara muito isso, né.
E eu acho interessante isso, que hoje em dia as pessoas estão compreendendo que existem vários gêneros do terror. Porque até então, o slasher movie era filme de terror. E os outros não eram. Mas tipo, por exemplo, tem Corra, que é um filme de terror social. E é um terror. E muita gente não encara como terror. E assiste e fala, ah, eu tenho medo de filme de terror. Mas assistiu Hereditário, assistiu Midsommar, assistiu Corra.
Então assim, tem vários gêneros ali que você vê que realmente alcança muito, muito mais público do que outros gêneros, né. Acho que hoje tem filme de terror pra todo mundo, né. Sim, exatamente. Tem filme de terror pra criança, por exemplo. A gente falou do podcast… Os Apocalipses. Os Apocalipses, que é uma animação de terror.
criança. É, e é bem lúdico mesmo, sabe? Então, se você tem uma criança ali, você pode apresentar pra ela, vai dar medo, porque a gente levou nossa sobrinha pra assistir e ela ficou realmente com medo. E assim, é muito legal, sabe? Você vê a criança tendo medo dos filmes de terror, sabe? E é legal pros adultos, porque a gente, pô, eu tenho 41, eu tenho 30 e poucos.
Pra gente foi legal assistir. Foi, divertido. Porque tem referências a filmes de terror que a gente gosta. Então, pra gente foi prazeroso. Então, eu gosto muito de terror, né? Acho que isso não preciso falar nem pelo nome do podcast, né? Mas eu acho que ele é extremamente democrático. E é por isso que hoje em dia ele tá tão aparente, assim, muito mais. Além de todas as questões sociais também, né?
Ele tem a questão de estar abrangendo mais pessoas, mais público. Outras pessoas que não se viam nos filmes, hoje elas se veem nos filmes também, né? Porque não tem só mais o protagonista branco, a protagonista branca. Hoje em dia, você tem protagonistas de todo tipo.
Sim, e hoje em dia tá muito mais acessível os filmes de terror de outros países também, né. Fora de Hollywood e tudo. Então a gente vê… Antes a gente sabia que existia, por exemplo, o chamado de Hollywood, mas o chamado japonês é muito melhor, né. Mas assim, a gente tem filme de terror tailandês, filme de terror chinês, filme de terror indiano, indonésio, né, que a gente viu esses tempos também. São os mais tempistas.
Sim, muito. E é uma forma também, eu acho que o terror ele também trabalha com a questão de cultura de um povo, sabe? A gente vê, por exemplo, esse filme que saiu agora é A Maldição da Múmia, que é um filme hollywoodiano, tudo mas ele trabalha a questão de… A Múmia, o Egipto.
possessão na visão egípcia, sabe? Então é bem legal pra você se aprofundar um pouco em outras culturas, né? Então é bem interessante. Eu acho que o terror, ele abre bastante margem pra início de pesquisa, né? Pra as pessoas se verem mesmo hoje em dia no terror, principalmente, né? Nesses filmes mais atuais. E eu acho que tem uma parada também de ser um gênero muito democrático, assim, né? No sentido de tanto da produção...
do filme em si, né, de enfim, de você ir lá e conseguir fazer um filme com uma verba menor, quanto nessa questão que vocês estavam falando, de representação, assim, também e tal. Eu vi um caso, vocês devem conhecer melhor do que eu aqui, porque eu só vi, eu li, né, sobre ele e tal, do Esquina Marink, né, que é um filme de terror índia, assim, que foi feito com 15 mil dólares, é, tipo um orçamento de um carro popular, né, o valor do filme.
filme. E aí o filme ele ganhou assim relevância porque ele acabou arrecadando aí quase 2 2.1 milhões de dólares aí porque ele viralizou no TikTok e se tornou um dos filmes de terror mais comentados dos últimos anos assim.
E isso é um sintoma de algo maior que a gente vê, porque o público de terror tem fome de experiências genuínas, experiências estranhas que não seguem uma fórmula. E quando o algoritmo do TikTok pega um conteúdo que provoca esse tipo de reação,
aquela sensação de desconforto, que você não sabe exatamente nomear e tal, ele se espalha em horas, é super rápido. E o terror indie, ele acabou mostrando que ele é muito viável também. E aí a gente vê que nunca foi tão difícil para eles competir com os estúdios grandes, tentando replicar aquela coisa de grandes produções e tudo mais.
E aí, de repente, você tem uma ferramenta popular, como as redes sociais, que ajuda você a aprovar uma ideia, a produzir um filme como esse. Eu acho muito doido isso, porque essa questão da democratização do terror me parece ser algo muito acessível. Até quando a gente vai fazer um...
Pensar na produção de um filme de terror, você fazer algumas coisas dentro do gênero de terror é mais aceitável do que você falar assim, ah, vou pegar 15 mil dólares e vou fazer um drama sobre uma mãe que está tentando encontrar o filho e tal. Cara, se nesse drama você filma tremido, porque você está filmando com o celular, você faz uma edição meia boca ali e tal, as pessoas...
se perdem naquilo, né? No terror indie tem uma coisa meio de linguagem, assim, que meio que até essas coisas que às vezes podem parecer rudimentar, meio que encaixa com o estilo, né? É muito louco isso, né? Total. Pegar, por exemplo, uma atividade paranormal, que é isso, ele aparece, eu lembro que uma vez eu tava
com um amigo assim, na rua e tinha um camelô, e aí esse meu amigo parou pra dar uma olhada nos nos DVDs piratas isso já faz uns anos, gente e aí
Aí ele pegou o de Atividade Paranormal e aí o vendedor, tipo, isso aí é real, hein? E depois gerou também toda essa franquia gigante, que também já nem sei mais quantos filmes tem. Mas antes, né, de virar a franquia…
Ele começa como um negocinho pequeno. E como você falou, Rafa, as redes sociais têm um papel muito forte na divulgação desses filmes. Tanto página que pega um negócio desse e fala Ai, gente, olha, isso aqui é real.
E aí a galera se interessa por assistir. Como qualquer outra coisa. Até esses tempos saiu um filme chamado Undertone. Que passou no festival Fantasia. Passou em muito festival. Mas o Fantasia lá no Canadá. Abre para imprensa internacional.
Então eu pude assistir, eu pedi, eu até já tinha assistido um monte de filme do Fantasia, e aí um amigo meu falou, ai, assisti o melhor filme do Fantasia, eu já tinha encerrado, assim, tudo na minha lista. Aí eu, ai, qual que é, Leandertono? Eu falei, beleza, eu vou pedir. E aí, aí eu assisti, e assisti no meu computador, só que de fone, assim, né. E é um filme sobre, que deve ter feito com, deve ter sido feito com cinco reais e uma bala juquinha. E aí
Mas é sobre A protagonista é uma moça Que ela tem um podcast de true crime Com um amigo Que não mora na mesma cidade que ela Então eles gravam à distância Ela grava 3 da manhã na sala de jantar Da casa da mãe dela Porque é a hora que não tá fazendo barulho Falei, gente, sou eu ali
E aí... Rolou uma identificação. Total. E isso acontece com vários filmes. Não precisa ser tão literal. Nós todos aqui, inclusive, né? Mas tem muitos pontos de identificação em vários filmes. E esse filme acabou sendo adquirido pela A24 pra distribuição.
E de 5 reais uma bala de juquinha Eu fui olhar aqui, ele foi feito na verdade com 500 mil dólares Mas ele já arrecadou 21 milhões Sabe? Caraca, gente Vai chegar nos cinemas aqui? Muito provavelmente não Já caiu do caminhão esses tempos aí, inclusive, né?
Acho difícil sair nos cinemas aqui, mas, assim, eu vendo esse filme no computador com fone de ouvido já foi uma puta imersão, assim. Porque como podcasters, né, personagens que tem um podcast, o áudio, o som é muito importante nesse filme. Sim.
E eu imagino assistir ele numa tela grande, sabe? Mas esse é um exemplo de filme que veio de lugar nenhum a princípio. Por algum motivo ali nessa passagem por festivais. Daí também a importância de festivais de cinema. Começa esse boca a boca, assim, até que ele chama a atenção de uma grande distribuidora. Faz um dinheiro. E isso aconteceu com...
com a Atividade Paranormal e com tantos outros que acabaram virando grandes franquias depois. E aí é aquela coisa, ele suga-se até que as pessoas percam o interesse, né? Porque aí começa a sair, sei lá, o sétimo filme, o oitavo filme, vai direto pra streaming, coisa assim, nem passa pelo cinema, até que beleza, acabou. Aí passa, sei lá, dez anos.
Vamos lançar mais um, sabe? E aí volta o interesse. Porque por mais que... Eu acho que se aproveita muito também dessa nostalgia. Até com muita dor no coração eu falo de Pânico 7. Porque foi um filme que pra mim é todo errado. Assim, não era... Não é um filme que era pra ter acontecido. Pra quê?
É, por causa de tantos problemas que eles tiveram na produção, assim. E aí eu fui assistir... Esse eu fui assistir só em casa mesmo, depois que caiu do caminhão. E pegam, tipo, personagens do primeiro filme, lá de 97, sabe? Então eles exploram mesmo essa... A questão sentimental mesmo que a gente tem.
com esses filmes mais antigos e foi um filme que fez bastante dinheiro na bilheteria, assim. Então, são coisas que é isso, produtoras assim, vão resgatando os cacos e muitas vezes com um relativo sucesso ali, né? E aí volta a fazer, sei lá, sai mais três filmes de coisa que já tinha parado e...
aí acaba de novo, enfim mas aí, são essas duas coisas que a gente costuma ver, né continuações ou esses perdidos assim que parece que vieram de lugar nenhum mas dão esse peteleco que fazem uma puta grana e provavelmente vão virar franquia depois também
Vocês acham que, tipo, cinema de terror fica menos tempo nas salas de cinema, assim? Porque a impressão que eu tenho é que eles ficam um tempo menor em cartaz, né? Se você comparar com blockbuster e tudo mais, mesmo tendo esse sucesso, assim, e mesmo sendo...
Um tipo de filme que tem bastante fãs e tudo mais. Mas ele fica um tempo menor, só que ele tem um poder diferente dos outros, que ele tem uma força. Quando ele embala, ele tem uma força suficiente para ganhar resibição depois. Isso é real ou é só uma impressão minha? Cara, aqui a gente mora no interior de São Paulo, dependendo da Manhã Gaba.
Aqui, não vejo… Assim, o filme fica pouco tempo em cartaz. Mas eu não vejo tanto resibição, acho que eu nunca vi aqui de filme. As salas aqui têm ficado muito vazias, né? É, têm ficado vazias. Mas quando a gente vai assistir muito filme de terror, né? Quando a gente vai assistir na estreia, a gente vê um pouco mais cheio do que outros filmes que a gente costuma ver em estreia, assim. Mas assim, esse ano a gente já foi, sei lá… Não sei quantas vezes a gente foi no cinema, mas…
Pânico, por exemplo, que a Sil falou. A gente já assistiu no cinema. É uma porcaria mesmo. A gente não gostou. É verdade. Por vários motivos, né? Até os motivos de Baixa Dor também. Mas acho que foi o filme que tava mais cheio, né? É. Porque acaba sendo pânico, né? Acaba chamando mesmo o público. Porque também se aproveita da nostalgia, né? É. Porque acho que o terror, o gênero, né?
A entidade de terror, ela se aproveita de várias coisas assim, né? Tipo, acho que vira o Zaytigat. Tipo, agora tá em alta a nostalgia. O Amargo vai fazer isso. Vai voltar o Robert Downey Jr. Vai voltar o... Chris Evans. Cara, porque não chamar o Robert England de novo pra fazer um...
Uma hora do pesadelo novo, sabe? É, verdade. Assim, eu vejo com maus olhos dependendo do que for, assim. Mas, por exemplo, Pânico foi realmente um tiro no pé. É, então. É um filme que realmente não era pra ter acontecido. A gente vê pelos níveis de download, pelas interações nos episódios, né?
A galera gostou, mas a gente não gostou muito. Mas tem coisas, por exemplo, que vão retornar agora. Eu tava vendo até uma matéria um pouco mais cedo, que é o Bruxo de Blair. Ele vai ganhar um soft reboot. Caraca. Cara, e aí eles também se aproveitam dessas nomenclaturas, né? Tipo, é um soft reboot, mas aí você tem que explicar o que é um soft reboot. Reboot? É então. É um rebootezinho. É um reboot, mas você tá aproveitando alguma coisa. É.
Aí vai voltar agora, porque vai voltar os atores, vai voltar os produtores. E aí vai fazer o quê de novo? Aquilo já foi, né? Aí já vai ter a nostalgia de ver os atores antigos de novo, né? A atriz não vai voltar, só os atores. É que ela vive uma vida feliz, ela planta maconha. Ah, é? Caraca! E aí ela não vai voltar. Então, isso aí eu já falei, porra, velho. O Chiriblé já foi, né? Já deu, né?
É, basicamente, tipo assim, porque faz muito sucesso aquelas matérias, né. Veja como estão os atores 20 anos depois, sabe? Então assim, é meio que isso, né, que as pessoas querem ver. Como estão os atores. Porque, cara, é inevitável, assim, quando você vê uma matéria, né. Quando você tá vendo uma matéria X que você quer ver. Aí lá embaixo aparecem umas que não tem muito a ver mesmo. Mas é mais pra chamar atenção e tal, né. Veja como está a atriz que fez…
Mary Kate Ashley, que é Mary Kate Ashley. Tem uma foto dela morosa, sem maquiagem, sem nada, de penteada. Ou então coloca a foto dela de criança e fala veja como ficou essa atriz 30 anos depois, sabe? Você não acredita que aconteceu. Aham. Os filmes fazem isso, nem os filmes fazem isso mesmo. Fazem isso mesmo.
Retornando um pouco com o que a Sil tinha comentado, né, sobre a questão do… E o que a gente comentou também, né, sobre o terror. Ele dá muito lucro, com muito pouco. Esse ano também a gente viu que, assim, fazer terror acaba sendo, teoricamente, né. Quando você tem uma boa rede de apoio ali. Você vê que é algo mais acessível também, sabe? Porque a gente também tem os irmãos Filipou, que são youtubers. E a gente tá tendo uma onda de youtuber fazendo filme, né. Também é.
O Jovem Nerd, tem os Irmãos Filipeau, tem outros youtubers também que a gente tava vendo um filme, que também a gente descobriu numa conversa, assim, que é youtuber também, sabe? Então assim, é uma onda desse pessoal chegando. E a gente vê, né, Fale Comigo, que foi o primeiro filme dos Irmãos Filipeau que tinha o orçamento de 4,5 milhões. Que pra um filme, né, que vai pra todos os cinemas porque chegou até aqui em Pinda também. Chega.
Então assim, a gente conseguiu assistir no cinema aqui, sem precisar viajar, nem nada. 4,5 milhões é um orçamento bem baixo, né, pra um filme que é um blockbuster e tal. E ele faturou 90 milhões. Então assim, mundialmente, né. Então assim, você olha e fala, poxa, é uma forma de você arrecadar muito com pouco mesmo, né.
E outra coisa, acho que não tem muita relação, mas você falou dos flipôs, mas eu acho interessante também. Hoje em dia, as pessoas, os diretores, não têm mais vergonha de vir do terror. Não. Antigamente, né? Muita gente veio do terror, diretor, ator, atriz, diretores e tal. Mas hoje em dia, não, cara. Esses caras aí, os flipôs, são extremamente talentosos. E, mano, os caras não vão sair do terror. Eles iam dirigir o filme do Street Fighter, que vai sair agora.
Mas aí por conflito de agenda Conflito de interesse, né Não, não quero, não vai ser do meu jeito, não quero Então os caras foram lá, lançaram outros filmes deles Vai lançar websérie e tudo Da franquia que eles estão criando, que eles controlam O terror também tem Esse poder de dar Essas pequenas Esses pequenos feudozinhos pra essa galera Tipo, eles não estão No Má 24, eles estão Eles têm o poder deles Sim Davi
É, que nem a gente vê os filmes do Jordan Peele. A gente sabe que é filme do Jordan Peele porque tem toda uma estética ali, tudo dele, né. Hoje em dia, apesar de ter só dois filmes, né. Os Irmãos Filipeau, a gente já sabe como é a estética deles. A gente já sabe o que pode acontecer. E tudo, se tem criança, a gente sabe que ela vai se fuder de verdade. E então, assim, você vê isso. Então, eu vejo que é até uma forma de você criar a sua personalidade ali no cinema, né. Porque a gente vê que muitos diretores antigos, né, eles iam…
pra todo… atiravam pra tudo quanto é lado, né. A gente vê os diretores mais… mais convencionais, assim. A gente vê que eles fizeram terror, fizeram drama, fizeram suspense, fizeram vários tipos de filme, até chegar numa… numa característica deles, né, pra você ver ali. Hoje em dia, tá muito fácil você criar suas características logo no segundo filme, que você percebe o primeiro, o segundo e pronto, tá ali.
Então é interessante. Inclusive eu ia perguntar isso pra vocês, porque foi divulgado, a Netflix divulgou, que investiu 17 bilhões de dólares em conteúdo em 2024. E daí, quando ela foi classificar esse investimento, ela colocou o terror entre os cinco principais categorias da plataforma.
E aí a gente vê também que a janela entre o cinema e o streaming caiu para 45 dias, 45 a 90 dias, assim, mas a gente tem visto o filme saindo do cinema e indo mais rápido para o streaming, né? E isso, obviamente, muda a experiência da gente assistir o filme, assim.
Vocês acham que isso de alguma forma ajudou também o terror a vir para esse local que ele está hoje, de alta? Porque é uma diferença enorme entre você ver o filme de terror numa sala lotada, onde o medo é coletivo, e você ver sozinho em casa também.
Vocês acham que o streaming, ele democratiza o terror ou ele tira alguma coisa ali fundamental dele, assim? Como é que vocês veem isso? Eu acho que o Frankenstein do Guilherme Del Toro é um bom exemplo aí. É, ótimo. Porque, ai, eu tenho um ranço dos streamings, porque...
Porque assim, o Frankenstein do Deltoro ficou, acho que o quê? Duas semanas no cinema. Não chegou nem a essa janela de 45 a 90 dias, assim. Porque era o... Mas esse foi o acordo, né? O Deltoro, inclusive, brigou para que o filme dele passasse nos cinemas, né?
E é uma forma também de garantir que possíveis indicações, há premiações. O Frankenstein ganhou, inclusive, o Oscar e tal. E essa é a exigência, né? Não pode... Ele tem que passar no cinema pelo menos um pouquinho. Mas assim, se eu vejo... Eu, uma pessoa que não tô... Tipo, eu tava super esperando por esse Frankenstein. Mas se é uma pessoa que não tá...
que vê, tipo, ai, tá no cinema e eu posso pagar um ingresso que hoje é caríssimo e assistir no cinema mas daqui duas semanas vai estar na Netflix. Pois é. Por que que eu vou assistir hoje, se daqui duas semanas eu posso assistir em casa? E é uma experiência totalmente diferente, porque
assim, o Frankenstein é um filme muito bonito assim, visualmente gostando ou não do todo eu nem gostei tanto assim em questão de roteiro, personagens tal, mas é inegável que é um filme muito bonito de se assistir
Mas aí eu fui ver, depois, na Netflix, aquela cena inicial, que é no barco atolado na neve lá, ele tinha cara de expresso polar, que é uma animação 3D, sabe?
Muito bonita também, muito bonita. Mas não era isso que eu vi no cinema, sabe? É outra coisa. Tipo, é uma distância muito grande, assim. Entre o que eu vejo numa tela e na outra, né? Então, eu acho que pode servir essa questão de terror nos streamings. Ajudar a...
com essa distribuição. Mas é muito prejudicial também, até hoje, inclusive, cinemas brigam pela regulamentação dessa janela cinematográfica, para que ela aumente, para que os filmes fiquem mais tempo, de fato, em exibição nas salas. E isso até é importante também para o cinema brasileiro.
Porque eu tava até vendo aqui o Homem com H, um exemplo recente, assim. Ele saiu nos streamings depois de 47 dias no cinema. É pouco tempo, sabe? O Agente Secreto, que é um filme que ficou muito mais conhecido, você vê ele tá em cartaz hoje ainda.
Meses depois, assim. Mas foi uma exceção. Então, por um lado, sim, ajuda a espalhar a palavra. Estar em streamings. Mas é importante que...
que os filmes fiquem mais tempo na tela grande também, né? E aí faz-se um trabalho de marketing pra levar as pessoas ao cinema, né? Não só espera, tipo, ai, vamos fazer um marketing meio qualquer coisa aqui, porque aí quando chegar nos streamings a gente ganha o nosso ali também.
Então é prejudicial por esse lado Para os exibidores Para quem faz os filmes E aí não só filmes internacionais Tem que valorizar o nosso cinema Nesse sentido também é importante Exato
Filme de terror brasileiro aqui na cidade não vem nunca. Não vem nunca. Pois é. Então, eu acho que a questão do streaming, ela ajuda a divulgar tudo. Ficar mais tempo o filme no cinema faz total sentido também. Porque a gente vê que muitas famílias acabam… Porque assim, se você vai assistir com família…
Porque a gente sempre vai, né, nós dois, né, ou vai eu, ou vai você. A gente acaba gastando um ingresso, dois ingressos no máximo, né. Ou cada um paga o seu, então é um ingresso pra mim, um ingresso pra você. Aí, beleza. A gente tem várias jantar, a gente mora na rua do cinema. Verdade. E aí, a gente não vai com adolescência, porque filme de terror geralmente é mais adolescente e tudo, né. Aí é isso, então acaba não tendo aquela coisa de ter que jantar e pagar jantar pra um monte de gente. Ter que comprar pipoca.
pra todo mundo, então acaba não sendo um rolê de cem reais toda vez que a gente vai no cinema. Mas a gente sabe que, né, cinema de maneira geral, pra muitas pessoas, acaba sendo um puta planejamento, né. Ou você paga uma mensalidade do sofá novo, ou você vai no cinema com família.
Então aí é aquilo, né, você pagar o streaming, que é, sei lá, 40 reais por mês que é o que não tem propaganda, nem nada. É mais vantajoso do que você pagar 100 reais todo mês, 150 reais todo mês pra ir num rolê de cinema, né. Então aí acaba que você, tipo assim, tendo, vamos supor, 45 dias no cinema e tudo é uma forma de você se planejar. Esse mês vou assistir esse, no outro mês vou assistir o outro filme que ainda tá em cartaz enquanto eu tô assistindo esse.
Porque você não precisa escolher, porque realmente, né, tá saindo muito filme. Não.
E tem pouca sala de cinema, né, pra isso. Então assim, a gente entende o fato do filme ficar pouco tempo por conta da quantidade, todos eles têm que passar. Só que ao mesmo tempo você fica pensando poxa, poderia ter mais tempo mesmo de tela pra todo mundo ter acesso, principalmente a filmes brasileiros, né. Mas assim, pra todo mundo ter esse acesso e tudo, né. Sem contar que o ingresso do cinema também tá ficando cada vez mais caro, né. Então você vê que… No ingresso do cinema…
praticamente a assinatura. É, praticamente a assinatura, verdade. Aqui na nossa cidade, por exemplo, o ingresso, o cinema não é aquele cinemark, nem nada, mas ele tá a 32 reais a inteira, e a meia sai a 16. Se vai duas pessoas assim, já é 60 reais. Se você vai pagar o rolê, sabe? Então é fora pipoca, fora tudo. Então o rolezinho de casal sai a 120, cento e poucos reais. Imagina fazer isso toda semana, né? É, então, pois é.
Por exemplo, você falou do investimento da Netflix em filmes de terror. Mas eu também vejo muito do streaming. A Netflix, por exemplo, lança muito filme. Pra mim, lembra da época das blocadoras que tinha aqueles filmes que tinham o selo cinza, o selo prata, o selo azul, que era o catálogo total. Pra mim, filme de streaming, de terror...
É muito difícil de você tirar uma perolinha dali, cara. Pra mim é tudo aquele selinho azul de catálogo, velho. É mesmo? É, cara. É muito difícil, velho. Assim, você vai no Prime, o Prime tem muito filme de terror. Tem muito filme brasileiro de terror. Cara, só que a qualidade é muito contestada, assim. Muito contestável, assim.
Mas será que é por conta do público? Porque assim, a gente vê que existe uma tiktokização do mercado. E por exemplo, quando perguntado para jovens de 18 a 24 anos, 13% deles dizem que terror é o gênero favorito deles.
tá acima de comédia, de romance de ação e tudo mais e aí a gente tem, por exemplo uma geração que tá crescendo agora, com por exemplo Five Nights at Freddy's né, que é que vem do videogame mas que ganhou também um filme e tal e é um negócio mais popular assim e tal
Vocês acham que tem esse problema, assim? Tipo, esses filmes que, de repente, as plataformas investem pra colocar lá porque estão, na verdade, com uma vontade de produzir algo que se conecte com essa faixa mais jovem.
E aí, enfim, não precisa fazer nada tão rebuscado, cortes mais rápidos e tal, sabe assim? Então, eu acho que sim, os filmes estão muito assim. Eu não vi o Five Nights at Freddy's pra ver como é que é o filme. Você que teve dois já filmes, então acho que fez sucesso, né? É um filme pra criança, é um público do jogo pra criança.
Então, a gente não pegou muito pra assistir. Mas, cara, eu vou dar o exemplo do Ataque Brutal, que saiu na Netflix agora. É um filme de tubarão. Que é outra coisa, os filmes de tubarão voltaram também. Voltou. Muito filme de tubarão.
Eu também gosto, também gosto. Mas esse ataque brutal, cara, esse é o puro suco desse dinheiro que a Netflix dá, só que dá centavos pra fazer o filme, cara. Porque, assim, não dá centavos pra fazer o digital, os atores. Não, pega o pior roteirista de todos.
O chat EPT. Aquela, né? Tem cara de chat EPT, velho. Tem cara, tem cara. Ele vai, assim, nos clichês mais... Mais podreira de todos, sabe? Aquele clichê da mãe que o neném acabou de nascer. E aí ela vira a super poderosa. Ela dá um soco na cara do tubarão. Na água, sem pé. Nossa!
Não do trash Ele se leva a sério do começo ao fim E aí, essas coisas Eu acho que acabam atrapalhando muito o terror O gênero até Porque aí cai nessa galhofa Tipo de, não somos filme trash Quando o filme não se assume de um filme trash E ele é um trash, aí é um problema pra mim Porque quando ele se assume é um trash, beleza Sim, tem cortes rápidos Nesse filme também, né Nossa, tem um milhão de cortes
Porque assim, tem um momento que a menina consegue sair do espaço que ela tá pra salvar essa mulher que até então ela tá grávida ainda, né. E aí, você vê que ela teve uma puta dificuldade de descer. Ela vai ter que subir. Subir, eu pensei assim, cara, eu só quero ver essa parte da subida.
A mulher já tava no lugar, não teve subida. Eu fiquei assim, pera. Aí você até comentou comigo que eu tava com um pouco de sono, né, e tal. Daí eu falei, cara, pera, ela já tá na cama, no quarto. Aí o Fábio falou, nossa, mas você não viu ela indo lá pro carro? Falei, mano, eu não vi nada. Daí você até falou, não, mas ela desceu. Não, eu vi a descida, só não vi a subida. Aí você falou, é que não teve. Não teve a subida. Eles fazem assim, cara, é tipo um filme de...
E eu fiquei assim, gente, não, não. Eu sei que, né, pode falar. Eu ia até falar, as cenas são como se você estivesse rolando pra cima, né. Essa cena é isso. Ah, entendi, entendi. Mas se ela for salvar, eu rolei pra cima, ela já tá dentro de casa. Pouca mentião, né. Sim, porque assim, a gente entende, né, que os filmes bem mais antigos, né, anos 70, 80…
Eles mostravam, né, ah, eu vou para São Paulo, entra no carro, liga o carro, tem a viagem, chegou em São Paulo. Os filmes de hoje é tipo, vou pra São Paulo, entra no carro, liga o carro, dirige um pouco, já chegou em São Paulo, sabe? Não tem aquela parte da viagem. Cara, esse filme é, vou pra São Paulo, cheguei em São Paulo.
Você fala assim, cara, pera. Já voltei, na verdade. Já voltei. Já voltei de São Paulo. E eu fico assim, tá, pera. O que ela foi fazer em São Paulo? Porque eu não entendi, sabe? Perdi. E aí, eu tô me sentindo meio velha assistindo o filme. Porque eu falei assim, meu, eu juro. Eu falei pro Fábio, eu falei, cara, como que ela chegou no quarto? O Fábio falou, não apareceu. Eu falei, mas mano, ela tá grávida. Como que ela subiu um telhado?
Aí o Fábio, não apareceu. Eu falei, gente, eu não entendo. Eu acho que a gente tá começando a passar por aquele momento do cinema antigo.
em que explicava toda essa situação porque as pessoas não entendiam, né? As pessoas mais antigas não entendiam o dinamismo da cena. Agora, assim, tá muito dinâmico e a gente não tá pegando porque eu, por exemplo, não uso o TikTok, então eu não tenho esse costume do corte rápido.
Então, eu não sei, assim, tem uns filmes que realmente a gente fica bem perdido, né. É, e aí parece que o filme me solta em algum lugar e eu não consigo mais voltar. Então, eu consigo compreender o filme ali, tudo. Só que assim, eu já tô fora, entende? Já não tô mais ali imersa, sabe? Porque vão me cortando ali, vão me tirando. Eu falo, gente, que loucura, sabe?
Só uma coisa sobre esses filmes de streaming, assim, que além deles terem essa imagem meio feia, parece que tudo usa o mesmo filtro, né? Filmes, séries, enfim. Tudo tem cara de Stranger Things, assim.
E isso não se limita aos filmes de terror. Acho que todos os originais, principalmente da Netflix, sofrem da mesma coisa. Eu acho que é mais problema da Netflix mesmo, porque você pega, sei lá, uma produção da Apple, por exemplo, tem muito mais cuidado com qualidade.
Mas tem essa coisa de... Das pessoas estarem muito acostumadas aos vídeos curtos, que você precisa prestar atenção só por ali um minuto. Aí os originais Netflix estão tendo muito essa coisa de... Tá acontecendo uma coisa... Tipo, estou indo para São Paulo.
E aí a pessoa entra no carro pra ir pra São Paulo e você já entendeu que ela tá indo pra São Paulo. Mas ela fala, vou para São Paulo. Porque quem tá assistindo já tá no celular vendo outra coisa. Então ela precisa ter essa explicação redundante pra não se perder no filme, né?
Então, acho que esses originais feitos a toque de caixa mesmo, é muito difícil mesmo de assistir. Ok, filme que depois, que não é produção original, em algum momento vai entrar no streaming, é uma coisa.
Mas os originais todos estão sofrendo ali com essa mesma questão. O que é muito triste, porque até abri aqui o IMDB pra ver sobre esse ataque brutal. E o diretor é o Tommy Virkola, que é um diretor norueguês, se não me engano. Que uns anos atrás fez um filme chamado Zumbis na Neve.
Que é divertidíssimo, assim. É tipo, é um grupo de amigos que vai pra uma cabana na neve. E aí, sem querer, eles desenterram zumbis nazistas. É um filme imbecil. E aí, vai e pega um diretor desse que fez esse negócio que foi super original na época, né? Acho que é de 2009, talvez. E joga pra fazer essas bobagens, sabe? Sendo que podia estar fazendo outra coisa original também.
mesmo dentro da Netflix ele fez aquele do Papai Noel, como é que é? O Valentine's Night? Noite Infeliz Noite Infeliz também, que é um filme legal é verdade e cara, é muito triste mesmo, e o foda, maior assim é que o filme tá no top 10 em um monte de países sim
E aí, como as pessoas vão assistindo, vão dando trela pra esse tipo de filme, assim, aí a Netflix fala, ah, beleza, esse filme mais ou menos assim, tá bom, velho. Pega aí, faz 350 milhões de filmes com 15 milhões aí, ó, filha da puta.
Esse tipo de filme, ele é aquele pra você assistir, tipo, sem pretensão, né. Porque você pode… Porque assim, ele é um filme que… Mano, eu não consegui não parar de assistir. Porque ele é realmente trash. E eu queria saber o que ia acontecer, sabe. Eu queria saber o desfecho daquilo. Eu queria saber o momento em que o tubarão ia pegar todo mundo ali. Porque em algum momento, a protagonista ia ter que lidar com tubarões, né. E ela teve que lidar. Então, assim…
É um filme que não tem como você parar de assistir. Porque tem filme que é muito ruim, que você para sem problema nenhum. Esse daí, eu pelo menos não tive como parar, assim, sabe? Tipo, eu fiquei pensando, cara, eu quero assistir ele inteiro pra ver até o fim onde isso vai dar. Como um filme trash, se ele se vendesse como um filme trash, ele é um filme muito bom, eu indicaria.
Mas ele é trash. Ele é trash. É tipo um acidente na estrada, né? É. Não consegue parar de... Exatamente. É muito isso, sabe? Ele é hipnocrinante de tão ruim. É ótima definição. Nossa, ele é muito isso mesmo. Ele é exatamente isso.
Mas eu vejo que o streaming muito mais atrapalha a entidade de terror, no caso, do que ajuda fazendo esse tipo de coisa, assim. Porque é pasteurizado, cara. Não é pasteurizado. É porque, assim, na verdade, acaba atrapalhando por conta dos filmes que eles mesmos decidem produzir, pra não ficar na mão também de grandes produtoras, de grandes estúdios. Porque se esse grande estúdio resolve fazer o streaming, tudo isso sai do catálogo. E aí vai pro grande estúdio, né? Pro outro streaming.
Então assim, é uma forma até deles se resguardarem e terem um catálogo ali sempre inflado, né. Só que assim, isso acaba sendo ruim, né. Porque por exemplo, na Netflix tem o filme Nós tem vários outros filmes que são muito bons e dá pra assistir no streaming coisa que foi super aclamada no cinema. Só que onde que eles estão? Eles não estão no top 10, eles não estão como opção pra você assistir. O que tá como opção acaba sendo o filme da Netflix.
que é esses roteiros meio que feitos por inteligência artificial, que a gente já viu que está rolando um negócio desse, que não é mais tanto uma teoria da conspiração, esse negócio. Mas vocês sabem que, falando com vocês, eu estou vendo que a gente tem um mix de coisas que acabaram colocando o terror em alta, como a gente está falando aqui. A gente tem essa questão dos streamings, que acabaram catapultando o terror de alguma forma,
A gente tem a questão de ser um tipo de produção mais barata. Aparentemente é um gênero que também atrai muitos jovens, então a gente está vendo um crescimento em termos de consumo, inclusive nessa parte de jogos também, por exemplo, o mercado de jogos de terror.
assim, também projeta mais de 22 bilhões de dólares até 2032. A gente tem Resident Evil, por exemplo, que atingiu um pico de 619 mil espectadores simultâneos na Twitch. Pessoas assistindo outras pessoas com medo de jogar o jogo, tipo...
É uma doideira isso. E aí, tem um outro fator que esse me interessa muito também aqui, que é o que alguns especialistas chamam como a psicologia do medo. E eu queria saber o que vocês acham disso. Porque, por exemplo, existe um conceito na psicologia chamado Dark Coopers, que diz que pessoas que usam Davo Davo
acabam usando o terror, esse terror ficcional, assim, pra meio que treinar o cérebro a lidar com ansiedades reais, assim. Isso pode ser feito de forma consciente ou inconsciente, né? E tem um dado que é surpreendente, assim, que fãs de horror relataram menos sofrimento psicológico durante, por exemplo, a pandemia, né? Pandemia 2019.
do que as pessoas que não consomem esse gênero. As pessoas que não consomem se sentiram mais ansiosas, tiveram mais problemas psicológicos durante aquele momento assim e tal. Então me parece também que o terror abarca um pouco disso.
E o que eu queria saber de vocês é isso, porque existe esse fenômeno que eu diria que é coletivo, que o terror consegue abraçar também. Então, o terror sendo usado cada vez mais como comentário social, a gente consegue mostrar lá...
enfim, pandemia, mudança climática, racismo, feminismo, a gente consegue colocar tudo isso. A gente viu ótimos filmes saindo nos últimos anos, como Hereditário, Midsommar, Get Out, O Corra, Sinners, enfim, vários filmes muito bons assim. E o horror parece que virou um gênero mais politicamente honesto do cinema.
E eu queria saber como que vocês veem isso, essa parte psicológica do terror. Ele realmente está se encaixando melhor no dia a dia das pessoas, no consumo das pessoas, por tudo que a gente está vivendo. E ele consegue fazer isso, tanto a crítica social ser mais aceitável, quanto esse treinamento psicológico.
para que as pessoas tenham menos ansiedade, ajude de alguma forma elas a terem menos sofrimentos psicológicos, vamos colocar assim. Vocês acham que o terror também tem essas vantagens? Sempre que eu gravo um podcast falando de algum filme, é muito recorrente assistir aos filmes e falar que eu não faria isso, sabe? Eu estou sempre aqui.
Que idiota, ele vai falar com o assassino. Exato, exato. E eu achei muito interessante até essa... Eu lembro dessa coisa da Covid, né? Porque é isso, não é que a pessoa está imune, né? Não é isso, mas é o preparo psicológico mesmo, né? Que eles chamam de o processo preditivo do cérebro, né? Tipo, se acontecer alguma coisa, pelo menos aqui na minha cabeça...
eu sinto que estou preparada, né? Exato. E até essa pesquisa que teve os... Você falou dos Dark Hoppers, né? Que é esse sentimento... Eles são pessoas que se sentem em segurança, tipo, vê umas coisas horrorosas acontecendo no filme e fala, ah, não, mas aqui na minha vida... O comparado é isso aí, aqui tá tudo bem.
Mas tem outros dois tipos, dois grupos também que eles encontraram, né? Que é os Adrenaline Junkies, que são pessoas que se sentem mais vivas quando sentem medo, que até gente que pratica esportes extremos, assim, acho que entra também nesse grupo, né?
E os white knucklers, que são pessoas que sentem medo, não gostam tanto do sentimento, mas elas gostam do sentimento de... Ah, eu senti medo, não gostei tanto do que senti, mas assisti tudo, cheguei no final e tá tudo bem. Sabe? Tipo, é o superar, conquistar esse medo. Então, e pra mim, assim, como uma pessoa que gosta mesmo de filme de terror, né? Pra mim, muito terror é filme conforto.
Tem até muito meme, né? Uma TV rosa, assim, cheia de Hello Kitty em volta. Vou assistir meu filme Conforto. Tá passando o Terrifier. Porque às vezes... Porque muitas vezes a realidade é muito.
E a gente precisa buscar outras distrações. E, por exemplo, falando do Terrifier mesmo. É um filme que atrai muito público. Já está no terceiro filme, vai sair o quarto em algum momento. O quarto e dizem que o último, pelo menos por enquanto, em algum momento. E você vai assistir, ele é muito violento, mas ele é tão exagerado que ele dá a volta.
E fica uma coisa divertida, assim, sabe? Eu acho os Terrifier muito divertidos, assim. E sei que não é todo mundo que vai gostar, óbvio, né? Mas como a gente já comentou mais cedo aqui, são muitos subgêneros dentro do gênero terror. E acho que dá pra achar um que cause um sentimento melhor.
Mesmo que seja um sentimento horrível, mas que traga essa sensação de conforto e até alivie outras ansiedades, assim, né? Eu acho que o terror é um gênero que faz isso muito bem. Até, eu não sei se foi quando eu fiz o curso de cinema, anos atrás, assim. Eu não lembro se foi lá que comentaram que o terror e o melodrama...
São os dois gêneros em que a gente mais está dentro. Porque quando você assiste uma comédia, você está rindo dos personagens. Sim. Quando você está vendo um filme de terror, você se sente como um personagem. Você sente como se aquilo estivesse acontecendo com você. É uma coisa muito mais imersiva.
Então eu acho que traz essas questões psicológicas muito fortes É um gênero que tem o poder de fazer isso muito forte E a gente vê na tela como você citou, Rafa, o Corra, por exemplo É um tipo de filme que traz problemas muito reais traz a questão do racismo Então as pessoas negras estão se vendo ali E aí
E nesse caso é um filme que tem um final feliz, né? Assim, relativamente feliz. Mas e nem era pra ser esse final. No final original que o Jordan Peele escreveu, o personagem principal, que agora esqueci o nome, ele vai preso.
Mas aí ele falou, tipo, isso já acontece tanto na vida real, sabe? Vamos dar uma mudada aqui, pelo menos, pra gente sentir esse conforto também na tela, né? E assim, não precisa sempre, óbvio, ter um final feliz, mas de vez em quando também é bom.
que pelo menos esses problemas do mundo real pelo menos eles se apagam naquele momento ali naquelas duas horas que você tá ali você consegue deixar isso um pouco de lado então acho que sim, rola muito essa questão psicológica e é muito legal ver essas pesquisas de verdade saindo sobre isso, sabe não é só uma conclusão que a gente tirou aqui da nossa cabeça tem gente de fato estudando e aí
Eu acho que é bem o que a Kisil falou mesmo, né? Que pra mim, assim, o filme de terror, ele realmente é uma forma… Acaba sendo um conforto ali mesmo, né? Porque são uma hora e meia, duas horas que você tá ali vendo…
Algo acontecer, vendo crimes acontecendo. Ou, sei lá, espíritos e tal, BBB, né. Toda aquela narrativa ali, mas de uma forma mais controlada, sabe. Então, muitas vezes, os nossos medos, assim… Eu tenho muito medo de espírito, sabe. Nunca vi, nunca quero ver. Mas eu tenho muito medo. Mas eu adoro sentir medo nesses filmes. Porque eu gosto dessa sensação mesmo, né. Eu gosto muito de sentir medo. E depois saber que tá tudo certo, entende.
O Fábio já tem aquela coisa de invasão de casa, né? Então, assim, é uma forma mais comprovada... Calma aí, calma aí. Acho melhor você explicar isso. O Fábio tem aquela coisa de invasão de casa, parecia... Não, ele tem medo de invasão. Eu tenho medo de invasão. Eu tenho medo de invasão. Ele invade casa dos outros. Não, não, não.
A reclamando que a sua não visita você Daqui a pouco só fala Pois é O Fábio definitivamente Não é um holograma Desde então estamos juntos Tchau
Não, mas a gente... Não, tô vendo esse cabo aqui. Então, assim, mas eu vejo que muita... Pra mim, pelo menos, né, filme de terror. Ele é um filme pra você... É até uma forma de você ver como você poderia se portar no momento, sabe?
Ah, eu não faria isso. Mas será que eu não faria mesmo, sabe? A pessoa que apareceu aqui é um conhecido, entende? Eu tenho várias pessoas que eu conheço e, tipo, já entraram na minha casa porque são meus amigos, entende? Então assim, mas aí você vê os sinais ali, as red flags e tal. Então você vai vendo alguns sinaizinhos ali, tudo que você pensa. Poxa, então talvez, né?
Poderia acontecer algo comigo sem eu perceber. Porque eu não percebi outros sinais de quando eu tava relaxada na minha vida, entende? Sim. E tem todo um estudo falando sobre mulheres que gostam de assistir filmes de terror. Principalmente true crime mesmo, assim, né? E é muito por conta disso, né? Sobre a autoproteção e até mesmo a educação mesmo, né? Da gente…
entender como que a gente pode se precaver de risco, né? Analisar cenários perigosos, que muitas vezes a gente não tem esse acesso, sabe? Eu já passei por perigos, mas eu nunca passei por perigos que eu vejo em alguns filmes, por exemplo, entende? Então eu penso assim, poxa...
A gente tá fadada a passar por isso, sabe? Eu tenho só 37 anos e espero viver, né, muito tempo. Em algum momento eu posso passar por isso. Como que eu vou me portar, sabe? Sem precisar passar por isso e descobrir como não fazer, sabe? Sim. Então, eu acho que os filmes, eles acabam ajudando isso e sendo bem um conforto mesmo, sabe? Pra até treinar mesmo o seu cérebro num momento que você realmente precisa dessa ansiedade, dessa adrenalina pra fugir, né? Não pra talvez não tá, sabe?
Ai, ai, isso é.
Não sei se vocês lembram, mas quando começou a pandemia, nossa, o que o pessoal falava de contágio, lembra? Sim. Tipo, nossa, já teve filme que falou sobre isso, não sei o quê, tal, tal, tal. Porque é meio que isso, assim, né? O filme acaba funcionando também como um simulador ali, né? De realidades, né?
Inclusive, eu vou falar pra vocês, a gente assistiu o contágio antes, tipo, um pouquinho antes da epidemia de covid, inclusive. Então quando começou a vir e tal, tudo, eu já tinha assistido quando eu era mais nova, você também, né, quando eu era mais novo. Mas a gente falou, vamos assistir.
vamos, cara, a gente chegou e usou contágio como nosso como nosso manual de instrução antes de ter manual de instrução a gente falou, vamos ficar em casa, vamos começar a comprar comida e voltar pra casa rápido tal, nornã, aí é isso porque a gente já pensou, gente, a gente tá no filme contágio aí a gente já ficou criando teoria da conspiração que no final não era teoria nenhuma era realidade mesmo que tava acontecendo eu...
Eu tenho uma questão diferente com os filmes, assim. É claro, o contágio foi uma questão, cara, uma pandemia, né? Tipo, foi muito parecido, né? Mas, por exemplo, aconteceu recentemente com a gente aqui. Invadiram nossa casa, em fevereiro.
do carnaval. E roubaram nossas duas bicicletas que estavam lá no quintal. Pô, pra mim, a Carol acabou de falar que o filme que eu não assisto, filme de home invasion, de invasão domiciliar. E aconteceu com a gente aqui. Cara, o filme de terror pra mim funciona um pouco diferente. Não sei se de repente eu não peguei, não entendi muito bem. Mas pra mim, por exemplo, o que aconteceu naquele dia, a pessoa ela invadiu aqui.
ela não roubou o nosso carro e nem a nossa moto, mas roubou nossas bicicletas só que ela invadiu nossa casa 2 horas da manhã, deixou o portão aberto e a gente acordou, era carnaval a gente acordou 10 horas da manhã com o portão escancarado e aí depois eu fui pensando cara, a gente correu um risco da porra de alguém entrar aqui eu lembro daqueles coisas de filme sabe, tipo, pessoa
Quebra a janela e pega a chave. Sei lá, quebra a janela do banheiro, que o nosso banheiro é virado pra garagem, e entra dentro de casa. Mata nossas gatas, sei lá. E isso tudo veio pro filme. Eu levo o filme muito pra me dar mais medo. No real, eu não consigo ficar preparado pras coisas. Entendi.
Eu já uso pra ficar preparada. Então eu já fico, tipo assim, criando formas de não dar a sopa por azar, por exemplo. Sabe, tipo, ai, o que eu faria se acontecesse isso? Aí eu iria trancar a porta do quarto, trancar a porta do banheiro e ligar pra polícia, que é menos, mais tempo da pessoa até chegar em mim. Eu já falei meu endereço, já falei minhas coisas, agora eu tenho que lutar. Sabe assim? Porque a polícia tá vindo. Ô, Calma, mas deixa até…
Deixa eu até te perguntar, porque isso é uma coisa muito interessante que vocês estão contando, porque é uma dúvida, não sei se vocês já pensaram sobre isso, mas será que isso também tem a ver justamente por a gente estar falando de um homem e de uma mulher? Porque a mulher é constantemente colocada em situações que ela precisa pensar justamente em como sair daquilo, é o tempo todo.
Vai sair na rua, não pode sair com roupa X, porque ela pode ser olhada, pode sofrer um abuso, pode não sei o que e tal. E o homem, a gente fica mais aquém disso, porque o nosso mundo é, entre aspas, né? Mas é um mundo mais seguro, que de repente a gente toma um choque quando vem uma violência dessa, de, ah, invadiu a minha casa e tal, entendeu? Porque realmente, assim, essa diferença de visão de vocês me parece ser muito isso, assim, sabe? Davide...
da realidade mesmo, de como que o mundo preparou a gente pra encarar isso. Sim, verdade. Então, eu acho que sim, eu acho que sim, não, isso com certeza, você falou, temos vivências diferentes, eu venho do Rio de Janeiro, a Cal é daqui, tenho uma vivência totalmente diferente por ser mulher e eu por ser homem, e assim, voltando ao que eu tava falando,
E realmente não consigo usar nada pra me preparar. Eu tenho medo de tudo. Então, eu sempre sei como sair de certas situações e tal. Mas eu não consigo usar o filme como uma ferramenta de preparação, sabe? Sim. Eu sempre uso o filme como, tipo assim, hipótese de que poderia ter acontecido. E não como um escudo.
Sim, por exemplo, se eu não assistisse filme, eu jamais iria imaginar que minha cômoda… Porque assim, eu tava falando sobre trancar a porta. Nossa casa não tem trancas nas portas, assim, né.
Quem ouve esse pode… É, tem trancas, né. Mas assim, vou trancar, mas também vou colocar a cômoda. Se eu não assistisse filme, eu jamais ia ter essa coisa aqui. Vou colocar a cômoda, que ela é… Ah, não tem chave nas portas dos quartos, realmente. Aí é isso, aí eu vou colocar, porque no banheiro tem tranca. Então daí, eu vou ficar lá. Aí vai dar mais tempo, tipo… Menos tempo da pessoa, tipo assim, vai dar mais tempo pra mim.
Vou sofrer menos do que eu sofreria se tivesse tudo aberto, entende? Aí é isso. Tem uma questão... Eu lembrei de uma coisa rapidinho. Cara, você falou que tem gente que fica com menos ansiedade. Eu fico com mais ansiedade. Me entende?
verdade hoje em dia a gente tem todo um movimento pra ir dormir a gente olha não dorme mais com tal roupa dorme preparado acontece alguma coisa e aí eu fico com isso por exemplo outro filme que mexeu muito comigo também porque eu também sofri um acidente de carro há muitos anos atrás é o Fale Comigo
Fale comigo. Fale comigo, tem uma cena de acidente muito real. E eu saí desgraçado do filme por causa daquilo. E eu falei, agora eu tenho que dirigir até em casa. Se essa porra acontece comigo agora, mano, o que eu vou fazer? É, então. Eu sempre levo água e saio com o celular com massa de bateria. Que eu penso assim, qualquer coisa eu escondo meu celular. Se eu for sequestrada, eu tenho tempo ainda de ligar e tenho água pelo menos. É, é, é. Tá bom.
Tá vendo? Tá vendo? É, gente. É muito foda. Mas tem um estudo também muito interessante, né, que saiu, eu tinha visto no Instagram, mas era um estudo bem relevante, assim, sobre. Que é, eles viram, né, como, acho que eles colocaram um aparelho, né, tipo, de calor e tal, pra mapear onde que as mulheres, acho que eles fizeram isso com imagem, né. Não sei se fizeram isso com, eu não cheguei a ler inteiro o estudo, né. Mas mostra com mapeamento de calor.
aonde que as mulheres olham quando elas estão andando na rua e pra onde que os homens olham quando estão andando na rua. Você chegou a ver isso daí? É muito legal, porque até fala isso, né, que os homens mapeiam o caminho. As mulheres mapeiam o perigo, porque os homens estão ali no meio só vendo onde eles vão e tudo. E assim, você vê, né, que a rua tem que atravessar ali, eles já olham pro semáforo, eles olham pra coisas que, teoricamente, todo mundo deveria olhar, né. Sim.
Aí a mulher tá ali, tipo, tem pouco do caminho, mas tem mais pros lados, assim, sabe? Tá olhando o arbusto, tá olhando do outro lado da rua, tá olhando em outros espaços, assim. Pra poder mesmo se proteger, sabe? Ver algo antes do que pode acontecer, pra que ela possa voltar. Ou então, procurando outras pessoas e tal. Então, isso é muito interessante mesmo, né? Que você vê que, assim…
Realmente, né, pra um homem, principalmente, é muito mais fácil mesmo sair na rua de dia, de tarde, de noite, né. Que esse estudo mostra até em locais, tanto de dia quanto à noite. A visão não muda, sabe? Do homem é sempre o mapa de calor mais no meio mesmo, né. Mapeando realmente caminho, enquanto a mulher tá mapeando ali os arredores, assim, sabe. Não tanto olhando o caminho, porque ela sabe que precisa chegar, mas ela precisa chegar viva.
É, pois é, pois é. Eu acho que isso tem muito a ver com o que a Sil tinha comentado antes, né? Justamente dessa... De como o... Principalmente o filme de terror, né? Ele consegue fazer a gente emergir ali, né? A gente fica realmente conectado a ele, fica prestando atenção. Porque ele propõe situações extremas, assim, né?
Inclusive, eu estava vendo uma entrevista do Jordan Peele e perguntado sobre... Porque ele veio da comédia e daí ele foi para o terror. E aí, perguntado sobre a diferença de fazer os dois tipos, ele falou sobre isso. Ele falou que são gêneros que se somam muito, que eles têm muita coisa em comum. Porque como eles trabalham muito com...
com esse sentimento mais aflorado e tal, eles trabalham com isso de uma forma muito mais conectada. Você consegue trabalhar críticas sociais, você consegue fazer alusões a situações e tal, de formas mais exageradas ali e tal. Então, eles se conversam muito. Eu acho que isso é realmente algo que a gente vê aqui, que o terror carrega isso.
com ele, assim. Ele é permissivo, né? Permissivo, exatamente. Exatamente. E aí, até pra gente, né, pra fechar esse papo, assim, se vocês pudessem apostar, assim, num único subgênero ou numa única tendência do terror que vai dominar os próximos anos e tal, qual que vocês acham, assim, que tem vindo com mais força, assim? É o folk horror, o horror ecológico?
o Análogue Horror, Terror Social, enfim, tem algum assim que chama a atenção de vocês que vocês falam, putz, porque vocês comentaram aqui vários, né, algum assim, durante o papo, vocês falaram tipo desse tipo, ah, tem tubarão que tá voltando com força, tem isso, tem aquilo, mas tem algum assim que vocês falam, meu, esse daqui, eu acho que vai virar, vai vir forte assim, sabe, nos próximos anos. Eu chuto uma adaptação de jogo. Uma adaptação de jogo, boa.
É, esse ano tá vindo bastante, né? Tem muitas ruins, mas essa Exit 8 aí, que saiu agora, é muito boa, cara. Inclusive, a gente descobriu, né, a gente tem um episódio sobre esse filme. E a gente descobriu que esse jogo não é de terror.
Ah, não? Eles são um caminhozinho ali, que a pessoa passa, faz um puzzle ali e tal. E eles transformaram o jogo em um filme de terror, sabe? Então, é interessante. Então, eu acho que dá pra fazer várias adaptações, assim, né. Pra terror, diversos jogos, né. Não só jogos de terror.
A gente assistiu, por exemplo, o Mortal Kombat 1 ontem. Pra poder ver o 2. Eles transformaram o Sub-Zero, que é o personagem de gelo, num personagem de terror, velho. Ele é completamente um personagem de terror dentro desse filme. Então, eu acho que dentro do terror, com o jogo, eles vão conseguir, mais pra frente, fazer novos filmes. Talvez até flertando um pouco com o terror. Ou tendo uma pitadinha de terror. Então, expandindo o mundo do jogo,
pra uma franquia de terror que talvez não seja tão de terror, por exemplo eu saí da 8, eu acho que essa é a nova parada porque eu sinceramente não tenho conseguido ver o que a gente vai ver pela frente, porque todo mundo tá apostando em jogo tem muito o Sonic o Mario, Street Fighter esse ano tem Street Fighter, Mortal Kombat Resident Evil e Silent Hill no mesmo ano é, pois é verdade tchau
que é uma tendência do futuro. Eu vejo assim do que a gente acompanha e tal, mas gostaria de saber de vocês também.
Olha, eu acho que o terror social, principalmente feminino, essas coisas eu acho que vai vir com… vai estar bastante em voga, né. Principalmente com as diretoras chegando aí, tudo, né. Colocando toda essa questão, assim. Então, eu acho que vai chegar muito, assim. A gente já tá vendo, né, como a substância tem acompanhante perfeito. Então, eu acho que esses filmes, assim, que escancaram, né. A questão de misoginia e feminicídio, assim, tá…
substância já tem vários filhinhos já, velho. Já tem muitos filhinhos. Então, ele é um filme, ele é um psicológico, né? Eu acho que o terror psicológico vai estar em voga, assim, sabe? Independentemente do foco ali, mas eu acho que as diretoras estão vindo com muitos filmes bons. É, que eu acho que tem muito a ver com o nosso tempo, né, Cal? Assim, de...
Sim, exatamente. Porque é uma coisa que a gente vê no terror, né? A gente vai vendo o que tá acontecendo no mundo ali. Que muitas vezes acontece. Ah, no Brasil tá acontecendo, mas a gente vê no mundo todo acontecendo, né? Então, eles acabam pegando essa ideia e trazendo ali pro terror também, né?
A hora que o filme de terror parar de fazer crítica social, algo errado tem. Aham, verdade. Porque até a hora do pesadelo tem crítica social, né? Então... E você, Sil? E sempre vai ter alguém chorando que, ai, tirem a política do meu filme de terror. É... Acabou o filme de terror. Exato.
Olha, eu concordo muito com vocês dois E eu aposto também Pensando até nessa coisa de internet De virais e tal Que outros filmes Nessa toada virão Até em breve Eu acho que Eu não tenho certeza se é nesse mês Acho que é junho Vai estrear The Backrooms E eu acho que
Acho que é esse mês, acho que é o finalzinho desse mês agora. É, que eu tô bem curiosa e ele veio de um curta no YouTube, né? Exato. Um menino de 16 anos, né? Exato, então. E tem outros filmes que também... A gente tem vários exemplos, assim, nos últimos anos até, de curtas-metragens que viram longas, né?
Mas esse eu tô achando bem promissor, assim, até. Porque essa coisa da creepypasta é muito forte entre o público jovem, né? Todo mundo adora ler esses contos de terror na internet, essa lenda urbana, né?
Na internet. E a Cal falou mais cedo dos irmãos Filipe Polk também. Vem do YouTube. Se eu não me engano, Iron Lang também foi um filme que foi criado, né? Por gente que veio do YouTube. Então, acho que também...
É uma tendência forte, assim, né? Diretores, realizadores descobertos nessas produções independentes e que acabam fazendo esses longas, assim, que geram um hype bem forte também. Então eu também apostaria aí.
Plano Detalhe da Semana, aquele momento que a gente dá dicas para vocês, ouvintes, para vocês fazerem coisas diferentes durante a semana. Sil, vamos começar com você, porque os nossos convidados aqui vão se aquecendo, pensando o que eles vão indicar e tal. Então vamos começar com você. O que você trouxe de bom para a gente, Sil, de plano detalhe?
Olha, eu assisti nessa última semana dois filmes que, eu vou dizer o nome, tenham paciência, tá? Eu assisti A Camisinha Assassina e Vagina Dentada pra gravar. E It Follows também, porque eu vou gravar um episódio do meu podcast Falando no Diabo, que inclusive sai no mesmo dia que esse que a gente tá gravando agora.
Que é sobre, basicamente, o tema é quando o sexo vira terror. Então, It Follows é um filme que eu já tinha assistido. Que é sobre uma assombração que é passada como se fosse uma IST, assim.
passa através de relações sexuais. Então, a pessoa começa a ser seguida por uma entidade que, se a entidade chegar até ela, ela morre. Então, a forma de se livrar, pelo menos temporariamente, é ter relações sexuais com outra pessoa e essa entidade vai passar a perseguir essa outra pessoa. Se essa pessoa morrer, volta pra pessoa anterior. Horrível. É um filme ótimo. Obrigado, gente. Esse filme é muito bom. Muito bom.
E ele é de 2014, se não me engano. E eu revi agora, anos depois, assim. Ele continua excelente. Mas então, pra essa gravação, eu fui assistir Vagina Dentada e A Camisinha Assassina. Que tudo que eu tinha de informação sobre eles até então é... O título deve ser autoexplicativo.
E de fato são títulos auto-explicativos. Mas, assim, o Camisinha Assassina é justamente algumas camisinhas que começam... Tipo, elas têm dentinhos assim. E vocês podem imaginar o que acontece. Porém...
É um filme queer, porque essas camisinhas estão ali, pelo menos no primeiro momento, em um hotel barato em que se reúnem muitas prostitutas. Assim, eu vou usando até o termo que o policial, o delegado usa em dado momento do filme. Até quando esses monstrinhos estavam atacando só prostitutas e viados, estava tudo bem. Sim.
Então ele vem, tipo, é uma comédia, né? Claro, uma comédia sangrenta. Mas ele vem com essa camadinha ali de crítica, né? Então é um filme queer. É um filme que faz piada até com filmes policiais, assim, também. E acabou sendo uma experiência muito mais interessante do que eu esperava.
E o Vagina Dentada também é autoexplicativo, mas é sobre uma menina adolescente, assim, que no começo ela é o leãozinho do Proerde, assim. Ela é sobre o Eu Decidi Esperar. E ela faz campanha em escolas e tal, é uma coisa muito nociva até, sabe? Até que em um dado momento do filme ela é abusada sexualmente e o abusador se lasca.
né? Então também tem toda essa camada de crítica envolvida ali, ele também cai bastante pra comédia porque acho que esse tipo de filme se você vai fazer um negócio muito serião também aí não dá certo mesmo então foram duas assistidas que eu tava devendo há anos já e foram muito interessantes e eu deixo de recomendação pra quem ainda não assistiu esses três Caraca, é!
caraca, muito bom posso fazer uma piada infame? por favor esses dois seriam um crossover do caralho é nossa, alguém faça isso acontecer
Muito bom, caraca. Muito bom. Tem um nicho diferente aí, né? A gente tava falando de subgêneros, tá? E um que, de repente, pode emergir aí nos próximos anos. Pois é, eu apoio. Terror sexual. Sim.
Pois é, muito bom, muito bom. Tá aí, então, três dicas de filme da Sil. Fábio, e você? O que você trouxe de bom pra gente aí, de plano detalhe, na sua estreia aqui no Cinemação? Estamos com um caderninho a postos aqui. Cara, eu vou... Eu tava pensando o que eu ia recomendar, até que eu tô assistindo, mas eu vou recomendar uma coisa assim, que tá no gosto popular, e tá quase acabando, que é The Boys.
Ah, boa! Ele fleta um pouco com terror, né? Quem não assistiu ainda. Cara, quem gosta de hominho, de super-herói. É uma série completamente diferente. Vai preparado. Mas, cara, tá acabando na última temporada. E eu sei que é uma recomendação fácil, né? Mas tá no Prime Video. Tá bem interessante porque, mano, pra quem gosta de política, tá um prato cheio, assim.
Tá com umas críticas bem legais Até a piada Só a cena e você olha Você vê um personagem lendo um livro E você vê quem escreveu aquele livro Aí você fala Eu peguei essa pedinha Aliás, quando você começou a falar Que você ia indicar The Boys Você falou assim, não, porque tem uma relação aí com Com terror Eu achei que você ia falar que tem uma relação também com Vagina deitada E aí
É verdade, né? Assim, não chega a ter uma vagina dentada, mas tem um personagem lá que tem um negócio que é um quilométrico, assim, ele foca as pessoas em um membro dele. É verdade, é verdade. É o superpoder dele, né? É isso aí. Muito bom. Tá aí, então, dica de série pra você. Tá no Prime, né? Pra quem quiser ver. E você, Cal, o que você trouxe de bom pra gente? Olha, eu não trouxe nada relacionado ao terror.
Ótimo, melhor coisa. Mas se você é uma pessoa que fica ansiosa depois de assistir filme de terror, na Steam tem um joguinho muito legal, o Konga Master, que eu tô viciada.
Muito bom. Tá R$20,00 lá. Tá R$19,99. Explica o que é. Vou contar, vou contar. Então, esse joguinho é basicamente pra quem não conhece esse jogo, ele é basicamente você vai entrar numa discoteca ali e você tem que ficar rodando em volta das pessoas até criar uma conga. E você tem umas missões ali, sabe? Aí cada personagem ali do joguinho, ele é em 8 bits e tal.
Tem um simbolozinho, tem óculos, tem coração, tem chapéu e tem uma lampadinha assim. E você tem que rodar e você tem que pegar, sei lá, cinco de cada simbolozinho ali. Então você vai rodando em volta da pessoa que tem um símbolo de lampadinha. Aí depois essa pessoa entra na sua conga. Então você tem que meio que convencer as pessoas a entrarem na sua conga. A conga é aquela dancinha que você faz nas festinhas, né? Que você segura no ombrinho do outro e vai com...
A do Máscara lá, né? Do Máscara, isso. Aí é isso, então você vai criando meio que uma cobrinha ali de congas enormes, assim, sabe? Sabe o que eu tava pensando? Esse jogo, ele parece o jogo da cobrinha. Parece o jogo da cobrinha, de conga. Cara, e a trilha sonora dele é muito boa.
Então assim, cada nível que você vai, né, no primeiro nível, é meio que um sambinha. O segundo também é um sambinha diferente. O terceiro já é uma música mais eletrônica. E ele sempre fala, né, na música ele coloca ali o estilo musical que ele tá tocando. Então fica, hey, samba! Cara, é muito legal! É um jogo divertido e muito viciante, sabe?
Tem uma coisa muito importante que você esqueceu. No meio de tudo isso, tem uma invasão alienígena. Tem uma invasão alienígena. Então aí você tem que ir lá pra tentar levar a sua conga, né. Que tem, sei lá, 20, 30, 40 pessoas ali. Uma conga com 43 pessoas. 43 pessoas já. Então assim, você tem que levar o máximo de pessoas pra próxima discoteca, entende? Pra você já começar, porque quanto mais gente você tem mais fácil é você convencer as pessoas novas a entrarem na sua conga. Então cara, é muito bom. Isso é bom.
E eu tô viciada, cara. Daí, essa é a minha dica de hoje. Mas não tem só na Steam, né? Tem pra PlayStation, tem… Tem pra PlayStation. Só não tem pra Switch aqui no Brasil. Uhum. Infelizmente, só pirata. Xbox também tem? Tem, tem. Tem também. Então, cara, vai lá, compra, porque tá baratinho na Steam. Dá pra jogar no computador mesmo, tal. É bem tranquilo. Jogão.
é muito bom esse jogo, cara é muito divertido, quem não conhece não se sentiu convencido com a minha explicação vai lá no YouTube e coloca Kungamaster que você vai gostar boa, boa, boa, é boa, já assiste um gameplay aí pra ai super cara, é muito divertido que demais, que demais, já coloquei na minha lista aqui que eu adoro esses joguinhos assim também, já coloquei aqui pra eu ver foi rápido que não ficou aqui nossa, sensacional
Aí viciou, né? Aí viciou. Me viciei. Acabar aqui, acabar de olhar. Eu vou fazer isso mesmo. Eu falei lá no podcast que era tão bom. Deixa eu ver se é mesmo. Aí joga de novo. Joga de novo.
Muito bom. Bom, pra fechar aqui os planos detalhes, trouxe dois aqui. O primeiro, na verdade, é uma autoindicação que recentemente a gente tem publicado conteúdos exclusivos para os apoiadores do Cinemação. E no dia 29 de abril, a gente publicou um listão de planos detalhes, basicamente.
A gente fez um acúmulo ali de várias coisas pra vocês verem quem tá em dúvida, assim, ah, que filme que eu vou ver, que série que eu vou ver e tal. Então tem uma lista enorme lá com filmes, séries, livros, podcasts também, e aí tem uma descrição, né, também. Então não é só a indicação. Você chega lá, vai ver, tipo, ah, o que que estão me indicando de livro.
Aí tem lá uma descrição falando sobre o que é aquele livro, por que ele é legal e tudo mais, e por aí vai. Então é um conteúdo exclusivo, mais denso, mais completo e tal, para quem é apoiador do Cinemação. E para quem também acaba apoiando o Cinemação, a gente tem feito lives, lives mensais. Esse mês em maio vamos ter mais uma. Provavelmente a gente vai fazer aberta ao público, até para divulgar um pouco mais as nossas lives e tal.
Mas fica aí uma primeira recomendação, que é você se tornar realmente um apoiador do Cinemação, porque a gente está fazendo, a cada 15 dias, soltando conteúdos exclusivos, assim, então, muito legais. Inclusive, quem gosta de podcast, tem um que é apoiador do Cinemação, né?
você tem episódios exclusivos do Cinemação para você ouvir. E aí a gente soltou lá uma entrevista que a gente fez com a Adélia Sampaio, inteira a entrevista, e você pode ir lá ouvir, está na íntegra, está sensacional esse episódio. Então esse é um primeiro plano detalhe sobre o próprio Cinemação. E um segundo plano detalhe, daí fora disso, que também não tem nada a ver com terror e tudo mais, que eu trouxe aqui para vocês.
É um canal do YouTube que eu adoro, que durante algum tempo eu sou aquela pessoa que gosta de Fórmula 1, gosta de andar de kart, gosta dessas coisas. E aí eu consumi muito conteúdo voltado para isso. E aí descobri um canal no YouTube que se chama Cameron Das.
Racing, que é um cara que basicamente foi um piloto profissional em algum momento da vida dele, não deu certo porque ele não conseguiu patrocínio, não conseguiu evoluir na carreira de piloto e daí ele resolveu fazer um canal no YouTube onde ele dá dicas e mostra circuitos de kart ao redor do mundo, assim
E é muito legal você ver, porque daí ele vai com uma câmera na cabeça, ele fica contando como que tá sendo, ele vai pilotando e vai falando, ah, aqui errei, aqui precisava fazer de tal jeito e tal. E é divertido, é uma edição bem dinâmica, não é uma coisa monótona, que você fica só vendo o cara andando lá de kart pronto.
Mas pra quem gosta desse tipo de coisa, acho que é um conteúdo bem legal. Eu gosto muito e tá no YouTube vários episódios aí que ele faz, são episódios mais longos, de 20, 30 minutos, e são bem divertidos. Então fica essa recomendação aí desse canal no YouTube pra você que gosta de kart e Fórmula 1, por exemplo.
E é isso, gente. Chegando aqui no final desse podcast, podcast Cinemação 644, batemos esse papo sensacional aqui sobre o terror, né? Então eu acho que a gente conseguiu concluir que sim, o terror está em alta e que tem muita coisa boa por vir aí. Eu acho que a gente passou por vários aspectos do porquê.
que o terror ganhou essa projeção. E eu tenho que agradecer demais aqui meus convidados, porque sem vocês, que são especialistas nesse gênero, né, de filme, de série e tudo mais, a gente não conseguiria bater esse papo. Então, Sil, muito obrigado pela presença aqui mais uma vez. E, por favor, deixa meios de contato pra quem quiser ouvir você, saber aí como é que foi as suas coberturas de festivais e tudo mais. Uhul!
Rafa, obrigada por trazer esse tema por ter me chamado pra esse rolê, eu adorei a conversa acho que foi bem rica a nossa discussão aqui hoje e é isso terror tá em alta, vamos ver o que vem por aí
nos próximos meses. Bom, quem quiser me achar, eu tô no Instagram e no Blue Sky como S-E-A-L Pérez, com Z no final. E tô lá no Rainhas do Grito e no Falando no Diabo também, tanto no Instagram como no Blue Sky. Então quem quiser acompanhar meus conteúdinhos de terror por aí, pode me achar nessas páginas.
Muito bom, tá aí, sigam a Sil, e ela tá aqui dentro do Cinemação também, tem coisa que a Sil escreveu que tá aqui dentro, vocês podem procurar, e é isso, muito obrigado mais uma vez, Cal, Fábio, vou fazer um tchau composto, né, porque afinal de contas estamos falando de um podcast aqui onde vocês lidam brilhantemente com o terror lá.
E eu tenho que agradecer demais vocês estarem aqui para a gente poder conversar sobre o terror de forma geral. Mas, obviamente, que quem quiser se aprofundar em filmes, entender um pouco mais também, tem o podcast de vocês, tem Instagram também. Então, passa aí também como que as pessoas fazem para acompanhar o trabalho de vocês aí na podosfera e na internet.
Eu, primeiramente, quero agradecer o convite. Eu fico muito grata, eu gosto muito dos papos aqui. Eu gravei uma vez ali, junto com a Domênica, tudo na minha amiga ali. E foi muito bom vir aqui hoje, junto com o Fábio também. Foi muito gostoso, né? E a Sil também, reencontrar amigos aqui.
Então é muito especial Eu gostei bastante do papo A gente sempre traz novas visões Então é muito bom mesmo Tem novas dicas também Eu gosto desse momento aqui De dicas e tal, que a gente tem novas Ah, outras dicas mesmo pra gente poder assistir E tudo mais
E a gente tá lá no Terror Sem Medo, né? Que vocês podem encontrar a gente nas redes sociais como Terror Sem Medo 13, tudo junto e 13 numeral. E o restante vou deixar com o Fábio aqui. Tá bom. Uma coisa que a gente não falou, que a gente esqueceu que quando a gente tá junto, somos o casal sem medo. É o casal sem medo. É! A gente chamou a gente de casal sem medo. E aí quando a gente tá sozinho… É solteiro sem medo. É solteiro sem medo.
Eu primeiro vim aqui como solteira sem medo Agora eu vim como casal sem medo Muito bom É esse o nome aí que os nossos ouvintes deram pra gente Mas eu também quero agradecer Gostei muito, o papo é muito legal Cara
Foi bem rico, assim, né? Tudo que a gente discutiu, eu fiquei pensando, será que eu vou agregar? Acho que deu. Com certeza. Fico grato. Muito obrigado. Quando precisar, só chamar. E eu já estendi o convite também pra você participar lá com a gente. Um dia, pra falar aí de filminhos de terror.
E a Carl falou das nossas redes sociais, né? Nós somos um podcast em vídeo. Você pode assistir a gente no YouTube ou no Spotify. Dizem as mais línguas que no Apple Podcast também dá para assistir, mas eu não sei, não tenho. E nas demais plataformas é em...
E no nosso canal no YouTube tem várias coisas que a gente faz. A gente tem conteúdo quase todos os dias. A gente solta os cortes do podcast, tem o review em dois minutos que a Carl faz de filmes que não entram para o podcast. E tem os gameplays de jogos de terror que eu faço também uma vez por mês.
E a gente tá criando novas coisas ali, né? Tem as lives também. É, a gente tem as lives também, toda última sexta-feira do mês. Só que nas últimas vezes, nenhuma vez saiu sexta-feira, né? Mas vai sair.
O bom de ser em vídeo é que a gente pode ver se vocês realmente não têm medo. Entendeu? É verdade. É terror sem medo. É, isso aí. O casal sem medo também. O casal sem medo. Tem que ver se não tem medo mesmo. Ou se na hora ali, falando do filme, de repente demonstra um medinho. Tem que ir lá assistir para conferir mais.
Já vê microexpressões, né? Microexpressões, nossa senhora. Muito bom. Tá aí, então. Fica a recomendação do Terror Sem Medo. Fica a recomendação aí pra acompanhar a Sil também. A Sil tá em vários lugares. A Sil é multiprojetos, né, Sil?
multitarefas, tentando fazer tudo ao mesmo tempo. É, exatamente. Mas vai lá também, Rainhas do Grito, né? Pra quem quiser também ouvir mais sobre terror também. Vale muito a pena. E é isso, gente. Muito obrigado pela participação de vocês. É isso, pessoal. E antes de ir embora, deixa a gente te pedir três coisas bem rápidas. E que fazem toda a diferença aqui pro Cinemação continuar existindo.
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