UMA NOVA BESTEIRA
Os Argonautas se reúnem para resolver enigmas do universo utilizando todo seu saber lerolerolístico para mudar o curso da humanidade.
- O paradoxo do Bob Esponja lavando louça no fundo do oceanoMorgan Freeman Jr.·Bob Esponja·Identidade·Exploração da identidade
- A possibilidade de gravidez psicológica em homens e suas manifestaçõesCharles Móris Fagundes·Síndrome do pai empático compensatório·Arnold Van Damme·Obstetrícia andrológica
- A questão da estatística criminal e o equilíbrio homicídico compensadoLara Croft Menezes·John Wick·Estatística criminal·Equilíbrio homicídico compensado
- A função do cabelo humano e suas implicações sociais e físicasSarah Connor Aparecida·Piolho·Dívida·Sistema exploratório capitalista·Instrumento de leitura atmosférica
- A absorção de conhecimento através da ingestão de papel e métodos alternativosÁria Gonçalves Stark·Filmes americanos·Osmose·Celulose acadêmica
- As consequências de tomar choque elétrico e a redefinição de fábricaSamu Zarandi Freitas·Highlander·Mary Shelley·Reboot·Comitê Internacional de Eletricidade Doméstica
E aí, Argonautas! Compartilhando conhecimento e sabedoria com vocês, estamos aqui Jair.
E oi, Fê! Oi, Paulinha!
Paulinha!
E aí, gente, tudo tranquilo? Oi, Fê! Oi, Jair!
Oi, é a Fernanda, essa que vos fala, com pouca sabedoria e muito achismo. Estamos aqui para responder a perguntas dos nossos ouvintes.
Nós temos mais perguntas aí dos nossos ouvintes, Jair?
Temos! Temos uma aqui que é praticamente saída de um episódio de true crime. A pergunta foi enviada por Lara Croft Menezes.
Se eu tô numa sala cheia de assassino e eu mato alguém, é um assassino a mais ou um assassino a menos? Bom, é aquela velha coisa, você vê o copo meio cheio ou meio vazio?
Eu acho que é parecido como quando você entra numa fila, exatamente quando outra pessoa sai, o número fica igual. Na verdade, a pergunta lida com o que a estatística criminal chama de equilíbrio homicídico compensado.
Eu ainda tô achando que se isso é um filme do John Wick, mas não sei se é.
Será que a Lara Croft aí ela é amiga?
Ah, é outra franquia, né? Mas o John Wick, você desculpa, Lara Croft, ele não tem peitos e beiços, mas ele Manja bem. E quando ele tá matando gente, ele não é um assassino só, ele é um herói.
A Lara Croft nos anos 90 não tinha peitos, ela tinha um Cybertruck.
O que eu te sugiro, querida Lara, se você entrou matando alguém, arranje um bom advogado.
Ou identifique-se como homem e diga que estava transtornada no momento. Sobre o uso de pílulas. Tenha certeza de que você seja branca pra usar esse argumento.
Ou use o método Agatha Christie, assim: todo mundo é o assassino, todo mundo matou um pouquinho. Tá bom, vamos pra próxima pergunta. Esta tem a ver com animação. A pergunta foi enviada por Morgan Freeman Jr. Por que o Bob Esponja lava a louça sendo que ele mora no fundo do oceano?
Nossa, Morgan, porque todo mundo tem as suas responsabilidades, né? Porque tu mora no fundo do mar que tu não vai lavar a louça que tá suja, né?
Acho, Morgan, que você deve entender que a gente não pode fugir da nossa própria identidade. Uma esponja não pode se furtar ao que ela veio fazer no mundo, que é lavar louça. Chega-se a um ponto da exploração tão forte da identidade que tem gente que há 10 anos não troca a esponja de casa e vem questionar Bob Esponja, que faz o seu serviço no fundo do mar.
Eu acho que ele lava louça porque ele não tem máquina de lavar louça. Eu não me lembro a última vez que eu lavei louça na vida.
Tinha que vir um burguês da física para falar isso para gente.
A gente, eu acho isso assim complicado, que água não é detergente, porque se fosse, bastava morar debaixo d'água e os navios já saíam brilhando, já reluzentes.
Mas Morgan Freeman Júnior, titia aqui tá preocupada com você. Se você acha que só a água tira sujeira, repense, repense.
Devia ter uma legislação, né, exigindo que todas esponja, lave a própria louça pelo menos uma vez por semana. Esponjas deveriam, né, ser eliminadas o mais rápido possível. Não Bob Esponja, Bob Esponja é legal, ele é trabalhador, né, gente?
Ele é workaholic e ele é um comunista disfarçado, porque a comida que ele cozinha é a carne do patrão.
Vamos direto para as perguntas. A primeira foi enviada por Sarah Connor Aparecida.
Achei uma injúria. Por que que a gente tem cabelo?
Olha, Sara, porque é melhor ter cabelo do que virar um careca red pill.
Pesado! Eu ia falar que a gente tem cabelo para carregar piolho, mas depois dessa eu fiquei totalmente intimidada.
A gente tem cabelo para perder peso. Ontem a Leia foi depilada. Leia, minha gatinha. Eu pesei quanto saiu da Leia, 150 gramas. O meu não vai dar 50 50 gramas. Se raspar o meu cabelo não dá 50 gramas?
Já vou marcar o cabeleireiro amanhã, tô precisando emagrecer.
Mas olha, Sarah Connor, você como lutadora contra o sistema tá aí propondo uma pergunta muito interessante. Eu vou te falar, cabelo é para dar dívida, porque é shampoo, é condicionador, é creme, é hidratação, é tintura, é minoxidil, é viagem para Turquia, é um sistema exploratório capitalista gigantesco.
Além disso, o cabelo é um instrumento de leitura atmosférica. Se alguém acorda com o cabelo estranho, é porque o cabelo ficou a madrugada inteira procurando sinal de Wi-Fi. Isso foi demonstrado pelo professor sueco Lars Björkman no primeiro simpósio escandinavo de bioqueratina aplicada em 1989.
Nossa, então é por isso que na física tem aquele experimento da bola pra testar o cabelo da gente.
Exatamente, ela responde a campos eletromagnéticos.
Por isso que os físicos são descabelados procurando Wi-Fi.
Coitado de mim, no meu caso é porque o meu cabelo é oleoso. Na verdade, ele é seco nas pontas e oleoso na raiz, as poucas raízes que ainda sobraram, né? Então, ainda ficando na área de choques elétricos, a pergunta foi enviada por alguém com nome difícil chamado Samu Zarandi Freitas.
Se a gente toma choque duas vezes, na primeira vez a gente morre, na segunda vez a gente revive? Então, tu tá te achando Highlander aí? Ah, talvez nem tenha visto, né, esse filme, mas...
O filme tem 40 anos, Paulinha!
Você tá me chocando.
Esse pessoal, eu acho que tá muito obcecado por tomar choque.
Ah, Mary Shelley já trouxe isso. E sabe o que que acontece quando você revive por choque, né? Vota em certas pessoas. É melhor não. Jair, explique para nós. No ápice do seu conhecimento. Tem gente inculta.
É óbvio o que que acontece no primeiro choque. Não é que você morre, ele redefine a configuração de fábrica, é um reboot. Aí a segunda pergunta é se você realmente deseja continuar. É tipo quando aparece a mensagem no computador: tem certeza que quer continuar? O problema é que muita gente aperta o continuar. Só que aí o Comitê Internacional de Eletricidade Doméstica concluiu que comuns não possuem botão de confirmação. Desde então, evita-se qualquer procedimento de reinicialização humana usando eletrodomésticos.
Continuamos matando pessoas com torradeiras elétricas e banheiras, gente.
Agora a pergunta foi enviada por Ária Gonçalves Stark.
Se eu anotar uma informação no caderno, se eu comer a folha, eu absorvo? Menina, Ária, Por favor, pare de consumir esses filmes americanos que todo mundo fica comendo papel. Não é assim que a gente absorve o conhecimento. Não é engolindo. Tu pega a folha, coloca embaixo do teu travesseiro, dorme, e aí tu vai adquirir esse conhecimento.
O travesseiro é um meio permeável. É uma osmose pelo travesseiro direta para o cérebro.
Não come, não come papel porque não faz muito bem pra nossa barriguinha.
É, e vocês têm que relativizar o que o professor fala, utilizando o conceito muito caro aqui ao meu caro amigo Jair. Quando fala para engolir o conteúdo, não é necessariamente disso que a gente tá falando, entendeu?
Inclusive, é importante seguir a famosa recomendação de não consumir livros didáticos sem orientação de um bibliotecário.
Não consumam livros didáticos, gente. Sempre que vocês puderem ir para os ingredientes primários, fontes primárias, é melhor, mais nutritivo e agrega melhor no seu É, celulose acadêmica não é digerível. Faz mal, dá diarreia e tal. Quanta gente falando besteira por causa disso. Esse negócio de falar merda veio disso.
Aí não vai achando que a sua bundinha vai sair limpa se engolir esse papel, né?
Vai sair com discursos de gente que vota em certas pessoas.
Teve um certo grau de insistência em um certo tema. Sem contar, gente, que o cérebro só consegue absorver 3 páginas de conhecimento por refeição. Esta pergunta foi enviada por Charles Móris Fagundes.
Homens podem ter gravidez psicológica? Se sim, você gostaria de ter?
Bom, primeiro que eu não sou homem e nem como mulher eu gostaria de ter. E eu acho que pode, eu acho que até deveria, né, passar por uma experiência dessa. Acho que seria muito interessante que o homem tivesse gravidez psicológica e que a barriga inchasse bastante para ele achar que tivesse bem grávido mesmo.
Eu acho isso uma questão filosófica interessante, porque se os homens pudessem estar psicologicamente psicologicamente grávidos, eles conseguiriam ainda assim serem pais ausentes?
Respostas bastante válidas, né? O que eu posso dizer como especialista no assunto—
antes de vir com a tua experiência científica, tu gostaria de ter uma gravidez psicológica, Jair?
Vou comentar sobre isso como especialista em obstetrícia andrológica. Os homens podem ter a gravidez psicológica, isso é importante. Inclusive, existe um fenômeno conhecido como síndrome do pai empático compensatório, que é detalhada na psicologia cognitiva do estudioso Arnold Van Damme. Neste tipo de gravidez, a pessoa desenvolve vários sintomas clássicos: fome fora da hora, vontade de reorganizar a garagem, comprar uma churrasqueira, assistir vídeos sobre ferramentas que nunca vai usar, E ao contrário da gravidez psicológica tradicional, essa costuma terminar com a aquisição de uma furadeira sem fio.
Respondendo a sua pergunta se eu gostaria de ter, não, porque eu já tenho uma parafusadeira, então seria redundante.
Depois de tantas perguntas que nos fizeram questionar a nossa própria existência, agradecemos a todos os que contribuíram. Confesso que eu estou, não é nem com dissonância cognitiva, acho que eu estou com ressonância cognitivo-anal, porque é o meu corpo inteiro, em todas as reverberações possíveis. Nos aguarde para um próximo episódio em que a gente vai trazer aqui as verdades sobre a vida, existência e qualquer coisa que não tenha nada a ver com isso. Até mais, gente!
Até mais! Valeu, gente!
Falou, galera!