Episódios de Sabedoria Judaica em 5 minutos- Divrei Torah Podcast Jewish Torah Wisdom in 5 Minutes

Parasha PINCHAS 6

03 de julho de 20265min
0:00 / 5:50

Qual o melhor antídoto para a assimilação? Existe alguma receita? Você já segue ela? Porque rebaixar o outro é muito mais comum do que elevar a si mesmo? Tem algum segredo para manter a humildade? Ouça 👂 esse Divrei para saber e compartilhe com os amigos essas ideias se gostar.

Participantes neste episódio1
S

Speaker A

Host
Assuntos3
  • Vacinação e ImunizaçãoA história do médico e a vacina · O roubo das ampolas · A consequência da inação · Perda da identidade judaica · O papel da Torá
  • Manutenção e ESGA tentativa de Balak de amaldiçoar o povo judeu · A sedução do povo judeu pelas mulheres moabitas · A intervenção de Pinhas · A escolha entre amaldiçoar e abençoar
  • Humildade e SoberbaA necessidade de pedir bênçãos a Hashem · O erro de querer que o outro desça para subir · A importância de abençoar os outros
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async
?Voz A

Essa história eu já queria contar, já tem muito tempo, mas acho que tem tudo a ver com essa paraxá. É a história de um médico que ele fez uma vacina para uma doença muito contagiosa e ele é chamado para ir numa cidade que as pessoas tinham ficado doentes com essa doença. Ele prepara a maleta dele com as ampolas, né, que essa vacina que ele podia dar e salvar as pessoas. Só que essa vacina tinha uma característica: se ela fosse aplicada em 24 horas que a pessoa pegou o vírus, ela tinha 100% de chance de curar aquela pessoa.

Se ela fosse aplicada depois de 24 horas até 48 horas, a pessoa tinha 50% de chance de ficar curada. E se ela fosse aplicada depois de 48 horas, quer dizer, 72 horas, já era, a pessoa não tinha como sobreviver. Ele pegou a maleta e foi para o quartinho dele, pegou o carro e tal, até que no meio do caminho os bandidos, né, mafiosos lá, pegaram, pararam ele e começaram a ver se ele tinha dinheiro na carteira, tinha cartão de crédito, aquelas coisas.

Como ele não tinha nada, né, aí viram que tinha uma maleta ali do lado, aí pegaram as coisas que estavam dentro, né. O chefe desse bando lá viu que tinha umas ampolas lá no meio do caminho lá, pegou, jogou tudo no rio. E começou a rasgar a maleta achando que tinha alguma coisa no forro. No final, viram que ele não tinha nada mesmo, largaram o cara para ele continuar o caminho e foram embora. Bom, o cara acabou chegando na cidade e a notícia se espalhou, né, que o médico chegou e tal.

Ele foi lá para o consultório e nisso, já de tarde, começou a formar uma fila enorme na frente do consultório, né. E ele sem jeito de dizer que ele tava sem ampula nenhuma. Até que começou a entrar um cara lá, que era o primeiro da fila, com uma menina no colo e tal, e falou: cara, eu vim aqui para o senhor me vacinar. Ele falou: olha, infelizmente aconteceu que eu fui roubado, e realmente estou reparando aqui, você mesmo foi o chefe da quadrilha que me roubou e jogou as ampolas no lixo.

Quer dizer, eu não tenho nada que eu posso fazer pela sua filha, porque até eu fazer uma nova vacina vai demorar mais que 3 dias. Ou seja, quem decretou a morte da sua filha foi você mesmo. Essa história parece forte e realmente é um pouco, mas aí é realmente tem a ver com a nossa identidade, né? Muitas vezes a gente acaba perdendo a nossa identidade, a educação judaica por não estudar Torá. E muitas vezes esse é o nosso antídoto.

Certamente, chegam às vezes para o rabino quando vê que o filho está numa situação, está procurando outras coisas, outras pessoas, e fica falando: Rabino, o que o senhor pode fazer por mim? Mas às vezes já não tem muito antídoto para ser dado. O antídoto tinha que ser dado antes. Mas como para Hashem tudo pode ser feito, a gente ora para que ele dê uma luz e que ajude aquela pessoa a encontrar a pessoa certa para ele, que seja mantido a vida judaica plena.

E Hashem pode tudo, né? Então é nesse caso que a gente tá, pede pelas pessoas hoje que estão nessa situação. Essa paraxá, chama-se paraxá Pinhas, mas essa paraxá tem muito a ver com a paraxá Balak, que é anterior a essa, em que os moabitas eles tentam O rei moabita tenta contratar o Bilã para amaldiçoar o povo, mas não dá certo, ele acaba abençoando. Só que o cara é tão insistente, esse Balak, que ele faz o seguinte: ele pega as mulheres moabitas e manda elas seduzirem o povo judeu.

E isso estava fazendo com que o povo judeu realmente fosse para esse lado, e isso irrita Hashem, quer dizer, Deus. Hashem não Não quer acabar com seu próprio povo, né? Então esse é um caminho, infelizmente, que a gente sabe que destrói a vida judaica. E realmente o Pinhas, que era um sacerdote, né, neto de Arão, ele vai lá e mata o príncipe judeu Zimrá, que tava com a mulher moabita. E aí a praga lá acaba, e com isso o povo judeu acaba sendo salvo.

E uma coisa bacana nessa paraxá é justamente isso, que às vezes tem coisas que chocam a gente, mas resolvem. A outra parte que eu achei bacana também mencionar é que se a gente olhar o Bilaam e o Balaque, que foi o rei, ele podia ter pedido a Bilaam, que era um sacerdote lá com o mesmo poder que Moshé, em vez de amaldiçoar o povo judeu, ele podia ter pedido: olha, ô Bilaam, "Você pode abençoar o meu povo Moabita", mas não, ele optou por amaldiçoar o outro povo, que não tinha nada a ver com ele, do que pedir a bênção, que era uma coisa forte, né, uma bênção, a gente acredita muito no poder da palavra, né, e mesmo assim ele pediu o contrário, para abaixar o povo judeu.

Isso às vezes acontece também com a gente, a gente fica olhando o outro em vez de pedir a Hashem nos dá a bênção. Então você, ou nós, né, de uma forma geral, acharmos que a gente precisa para subir que o outro desça, isso é o errado, né? Então a gente tem que olhar o seguinte: vamos pedir que a gente tenha as bênçãos e que a gente dê a bênção para todo mundo que precisa, né? Então esse é o nosso pedido, que você tenha coisas boas e só alegrias.

Parasha PINCHAS 6 | Castnews Index — Castnews Index