Canal Livre: Romeu Zema
Participam do programa como entrevistadores os jornalistas Fernando Mitre, Eduardo Oinegue e Sheila Magalhães. A apresentação é de Adriana Araújo.
- Crise InstitucionalPropostas para limitar atuação das cortes superiores · Confronto entre poderes · Ministros do STF como intocáveis · Contratos de ministros do STF · Reforma do Judiciário · Indicação de ministros do STF · Decisões monocráticas do STF · Impeachment de ministros do STF
- EleiçõesPré-candidatura de Romeu Zema · Fragmentação da oposição · Candidaturas da direita · Estratégias de pré-campanha · Comparação com eleições de 2018
- Programas SociaisBolsa Família · Combate a fraudes em programas sociais · Incentivo ao trabalho · Revisão de público-alvo do Bolsa Família · Unificação de políticas de transferência de renda
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Olá, boa noite para você. Está começando agora mais uma edição do Canal Livre Especial sobre a corrida eleitoral de 2026. Para a gente começar, colocando no ar a nossa marca registrada da cobertura eleitoral aqui na Band, coloca aquela trilha que a gente já está acostumado.
É isso aí, é ano de cobertura eleitoral aqui na Band. E o convidado de hoje tem apostado suas fichas num confronto com os ministros do STF. Virou até alvo de pedido de investigação por isso. O programa vai falar também das diferentes candidaturas da direita apresentadas até o momento e, claro,
da dupla derrota sofrida pelo governo nesta semana no Congresso Nacional com a derrubada do veto da dosimetria e a rejeição do nome de Jorge Messias, indicado para o Supremo pelo presidente Lula. Para tratar destes e de muitos outros temas, está aqui conosco esta noite o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência pelo novo, Romeu Zema. Boa noite, governador. Muito obrigada por estar com a gente.
Boa noite, Adriana. Boa noite a todos que estão nos acompanhando. Um grande prazer estar aqui com vocês. Prazer é nosso, viu, governador? E me acompanham nessa conversa os jornalistas Fernando Mitri, Sheila Magalhães e meu colega de todas as noites, Eduardo Oineg. Vamos juntos. Governador, para a gente começar essa entrevista, eu queria colocar no ar dados da parceria da Band com o Google, da Procura...
da população, das pessoas, pelo seu nome. Está aí o gráfico no ar já, gente. Olha, a gente vê que no comecinho do ano, governador, a procura por Romeu Zema no Google era baixa, era pequena. E agora, no final de abril, nos últimos dias de abril, um pico na...
procura pelo seu nome, isso coincide justamente com o momento em que, na sua pré-campanha, o senhor usou um teatro de bonecos para chamar os ministros do STF de intocáveis e para fazer críticas muito duras ao Supremo. A minha pergunta para o senhor é, a gente já teve, num passado muito recente, um momento de confronto direto entre o presidente Jair Bolsonaro e o Supremo. O senhor acha que o caminho para debater e discutir o papel do Supremo na nossa sociedade é pelo confronto?
Adriana, eu tenho criticado tudo aquilo que eu vejo que é errado. Lembrando que eu não critico só o Supremo. Eu critico essa gastança do Lula, eu critico esse governo que não toma nenhuma medida com relação à segurança pública e eu não poderia ficar de forma alguma calado com relação aos absurdos que estão acontecendo no Supremo Tribunal Federal.
O resort Tayayá está muito mal explicado. Um contrato de R$ 129 milhões com a esposa de outro ministro, muito mal explicado. Eu sempre fui pagador de impostos.
Como governador, que eu até deveria receber impostos, eu fui um governador voluntário, doei tudo, então posso falar que toda a minha vida no Brasil eu paguei impostos. E acho que o brasileiro que rala, que levanta cedo, que sabe que esse país tem futuro, todos ficaram indignados com tudo o que está acontecendo hoje em Brasília, mais especificamente dentro do Supremo Tribunal Federal.
É um absurdo eles estarem tolhendo qualquer tipo de investigação. Eu quero saber quem mais que consegue contratos dessa natureza, porque é um tapa na cara do brasileiro honesto. Nós estamos vendo os políticos vivendo no luxo e o brasileiro no lixo aqui no Brasil. Eu não ficarei calado. E acho que mineiro é meio inconformado, não é, Mitri? É. Não é inconformado? Temos uma tradição. É, nós temos uma tradição.
Já tivemos Tiradentes, já tivemos outros. Não ficarei. E estou tranquilo, eu não tenho rabo preso. Até eu estranho porque outros ficam calados. O senhor acha que isso não agrava uma crise institucional que acaba, de alguma forma, levando o Brasil só para uma situação mais de impasse?
agrava a crise institucional nós continuarmos com esses absurdos lá, quem está no Supremo achando que é intocável que pode fazer tudo. Governador, aí entra uma outra questão. O senhor certamente tem uma proposta para mudar isso que o senhor critica, provavelmente dentro de uma reforma do Judiciário. E eu queria que o senhor colocasse suas ideias aqui. Mudar como?
Mitre, eu já tenho essas propostas. Primeiro, eu quero que vá para o judiciário quem tiver 60 anos ou mais.
Eu falo que estar no Supremo Tribunal Federal é o equivalente a ser Papa dentro do sistema judiciário. Não se vê Papa com 30, 35 anos de idade. Papa é o coroamento de uma longa carreira e ser ministro do Supremo, a mesma coisa. Você já limita a 15 anos o máximo que essa pessoa iria ficar dentro do Supremo. Outro ponto.
A indicação precisa mudar. Eu colocaria muito menos poder ao presidente. Teria de ser um nome submetido, talvez indicado também pelo Superior Tribunal de Justiça, pelo Ministério Público Federal, pela OAB do Brasil, semelhante ao que existe na Alemanha hoje. Hoje o presidente pode falar, não, o próximo é meu irmão, não, o próximo é meu sobrinho. Peraí, Supremo Tribunal Federal não é confraria, não.
Está lá o ex-advogado do presidente, o ex-ministro dele, o ex-advogado do PT. Mas tem um Senado, Guarulhos. Passa pelo Senado. Um Senado omisso. Ontem, essa semana, até que não. Foi um Senado corajoso. Mas nem sempre é assim. É muita autonomia para o presidente. E eu ainda vou além, ainda restringiria essas decisões monocráticas a temas menores.
Hoje, muitas vezes, 400 deputados aprovam uma medida, um ministro do Supremo, com uma canetada, anula essa medida. O Brasil precisa rever a governança. Nós temos hoje, ficou muito claro, uma governança frágil. E o Supremo, eu lamento muito que esteja acontecendo tudo o que está.
Você que acompanha há muito tempo sabe que o Supremo sempre foi um porto seguro para resolver as crises, o bombeiro das crises do Brasil. E o Supremo agora se transformou num incendiário. Quando a gente pega as regras do tempo em que o Supremo funcionava como o senhor descreve, elas são muito semelhantes às de hoje.
Então, não é um problema de regra, é um problema de elenco, talvez. Se a gente pegar a idade média dos ministros da Suprema Corte Brasileira e comparar com a Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Suécia, Reino Unido, não é diferente.
Se a gente pegar o tempo médio de permanência, também não é muito diferente. Então, as regras, é como se tivesse um time de futebol, pega o Real Madrid, pega o meu São Paulo, todo mundo usa camisa, chuteira e tal, só que o desempenho é diferente. Mas as regras não são absurdas. O Senado da República, que pode vetar um juiz, pode também confirmar.
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Mais de 15 milhões de pessoas do mundo todo já usam e confiam. Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam. E cabe ao Senado decidir como fazer. O senhor entende que existe alguma regra adicional?
que pode melhorar o sistema, porque nos Estados Unidos funciona muito bem. E é a mesmíssima regra que funciona aqui no Brasil.
Entendo, senhor Neg. Outra regra que eu também colocaria é a seguinte, não precisar de aprovação do presidente do Senado para abrir pedido de impeachment para os senadores. Se a maioria quiser, o pedido será aberto. Hoje nós sabemos claramente que nós temos um presidente do Senado que está engavetando esse pedido.
Não sei se ele tem medo, se ele tem o rabo preso também, mas nós estamos vendo desfuncionalidades. É uma crise, Oieck, de liderança no Brasil. Um presidente com um passado de descondenado, que não tem autoridade moral, e eu falo que é um efeito dominó, é um círculo vicioso. Uma coisa ruim vai levando à outra e está dando no que deu. Na hora que nós tivermos um presidente com capital moral...
as coisas começam a reverter, mas nem sempre vamos ter. Então, eu falo que a governança é que melhora. E hoje ficou claro que os instrumentos que serviram no passado não estão sendo, infelizmente, suficientes mais.
Nessa semana, governador, o senhor falou que há árvores podres no Supremo Tribunal Federal, referindo-se a alguns dos ministros e dizendo que essas árvores vão cair. Quando o senhor fala vão cair, significa o quê? Tem a ver com a reforma no Supremo ou tem a ver com impeachment de ministros? O que o senhor quer dizer com árvores podres que vão cair?
Sheila, essas árvores podres a que eu me referi, eu acho que é uma figura que todo mundo conhece, né? Às vezes uma árvore perde as folhas, fica ali anos.
um bom tempo até vir um vento mais forte e derrubar. A única coisa que nós sabemos é que essa árvore não vai ficar muito tempo, que ela já não tem vida. E hoje, para o brasileiro voltar a ter orgulho do Supremo, como ele já teve no passado, nós temos de tirar alguns elementos de lá.
E o caminho mais natural é um processo de impeachment. Espero que o próximo presidente do Senado tenha coragem, não tenha o rabo preso, para poder levar essas investigações à frente. E nós sabemos que é insustentável a permanência de alguns ministros ali. Governador, o próximo presidente vai indicar três ministros para o Supremo. Por isso que eu acho que essa questão vai estar na campanha eleitoral. Já está, né?
É isso que eu vejo como o senhor cresceu, o seu nome cresceu na mídia de uma forma quase inédita, em poucos dias depois que o senhor entrou nesse confronto. Mas o próximo presidente terá a oportunidade de mexer. Ele vai indicar três, talvez até quatro, se não haver substituição agora. Como é que o senhor vê isso? Tudo dentro da regra atual e mudando.
Eu estou, Mitre, muito, muito confiante de que nesse mês de outubro o brasileiro vai dar as respostas. Essa eleição de 2026 tem uma semelhança muito grande com aquela de 2018. A de 2018 foi a eleição da antipolítica.
Essa eleição atual é a eleição da indignação. O brasileiro vai renovar o Senado. Eu estou extremamente confiante que o Senado vai dar uma resposta à altura. E que nós vamos ter um presidente também com...
uma sabedoria com capital moral para indicar nomes adequados, já que os últimos, nós estamos vendo, não foram muito felizes. Mas, governador, o Mitri, o que ele disse é, se o próximo presidente vai ter esses nomes para indicar, pela mudança da composição da corte, você já não muda a atuação dessa corte, ao invés de ir para o impasse, para o confronto, como o senhor sugere que seja via impeachment de ministro do Supremo? Essa é a questão. Qual é o melhor caminho para o país?
Adriana, não dá para engolir, para sentir orgulho de ser brasileiro com esses ministros que estão lá utilizando a corte para ser um superior balcão de negócios, que nós estamos vendo. Estão utilizando o cargo claramente para enriquecimento.
E eu vejo que um processo de impeachment contra esses ministros é algo que vai acontecer naturalmente. É igual eu falei, a árvore está podre. É só ter o vento certo em determinado momento que é questão de queda. Eles não têm credibilidade mais, perderam.
E sobre a derrota histórica do governo essa semana em que o Jorge Messias não foi indicado? A que o senhor atribui essa derrota? Mas olhando não só uma foto, mas o filme todo, porque numa foto você pode ver que a oposição conseguiu impor uma derrota ao governo, mas por outro lado, há também as fotos seguintes que mostram que dentro da corte havia interesse na derrota do nome do advogado-geral da União.
porque não interessava que ele chegasse ao Supremo para se aliar ao André Mendonça. Então, dá para a oposição comemorar tanto assim essa derrota? Adriana, sim e não. Eu acho que ficou muito claro que o PT, o presidente Lula não estão tão bem informados do clima político de Brasília, da situação dos parlamentares.
Eu falo que os parlamentares têm uma sensibilidade muito maior porque estão mais próximos das pessoas. Recentemente, eu estava ao lado de deputado federal, de senador, junto de vários populares, e o que todo mundo chegava e falava é o seguinte, se você não tirar aqueles ministros do Supremo, eu não voto mais em você. Eles estão percebendo como as coisas estão. E eu falei já.
Está podre. E o primeiro vento, a primeira brisa começou a soprar agora. Foi essa semana com a não indicação do Messias. Está dando para ver que tem uma brisa já. Agora, a velocidade do vento que vai derrubar essas árvores podres, a gente vai ver mais adiante. Governador, quando o Fernando Collor foi candidato...
Ele falava de um alvo que estava debaixo da esfera de ação dele. Vamos combater a corrupção, os marajazos, vamos derrubar a inflação, coisa que ele não conseguiu. Fernando Henrique também falava de inflação. Lula falava em distribuição de renda. Coisas que estavam debaixo da mão dele, na ação do executivo. Parte do seu discurso, agora, pelo menos enquanto a gente está conversando aqui, fala de um outro poder.
Mas isso, eu imagino, tem desafios muito importantes no Executivo e que são tão sérios quanto esses. Por exemplo, o endividamento público, que está muito grave, a taxa de juros que é decorrente disso, déficit, e são segurança pública e outros temas que são muito graves e que, eu imagino, a derrota do...
Messias, no jogo do Flamengo com estudiantes, ninguém estava comentando. Mas estava comentando a aliança, o relógio, o celular roubado. Eu queria ouvir o senhor sobre...
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Mais de 15 milhões de pessoas do mundo todo já usam e confiam. Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam. O senhor chegando lá não é o supremo, pode até ser o seu interesse ali, mas o que o senhor vai fazer, primeiras medidas, para poder transformar o Brasil na área do executivo?
Oineg, eu vou mudar muita coisa. Primeiro, eu vou privatizar tudo. O grande problema do Brasil hoje se chama juros altos, que está matando, endividando as famílias, os negócios, a mesma coisa. E vou usar esse recurso para poder quitar a dívida.
Isso vai provocar uma queda de juros muito rápida. A economia responde quando os juros caem. Os juros, nessa última semana, caiu em mais 0,25. É muito pouco, 14,5. Significa que quem quer pegar dinheiro não consegue por menos de 20%. Acabar com a gastança do Lula.
Uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária, revisão de benefícios sociais. Isso vai fazer com que a expectativa de juros no Brasil tenha uma mudança muito rápida. Eu vou querer falar o seguinte, nos próximos 20 anos, nós vamos economizar algo como tipo 10 trilhões de reais. Está entendendo? E é factível, é possível. E tem um detalhe, eu falo que...
Isso que eu estou dizendo é com propriedade, porque foi semelhante ao que nós fizemos em Minas Gerais. Nós saímos de um déficit de 11 bi do PT para um superávit de 4 em 2024. Então, tem medicamento para isso. Quando o senhor fala de privatizações amplas e pegando Minas Gerais como exemplo, o senhor não conseguiu fazer a privatização da CEMIG, por exemplo, nem da Copasa, muito embora no fim do ano passado tenha caminhado.
Por quê? Quais foram as dificuldades? A gente está falando de quantas empresas estatais? Centenas, centenas. Imagina, quanto tempo para isso caminhar? E o senhor teve essa experiência de não ter conseguido ser bem sucedido na privatização da CEMIG. O que aconteceu e que aprendizado o senhor traz? Tá. Sheila, pergunta muito boa.
Primeiro, a CEMIG vendeu todas as subsidiárias que ela tinha. Eram centenas de subsidiárias. E mesmo sem as subsidiárias, a CEMIG quadruplicou de valor na Bolsa de Valor. O que demonstra que uma gestão boa valoriza o patrimônio público. A Copasa já tem aprovação do legislativo para ser privatizada e é só questão de tempo agora.
E essa privatização é necessária, porque melhora, aumenta os investimentos e também o serviço. E o Brasil não pode continuar com essa dívida pública nesse caminho explosivo. Parlamento que você falou.
Eu comecei o meu governo em Minas Gerais em janeiro de 2019, toda a classe política de Minas apostando que seria um governo que não daria certo.
porque a minha experiência como gestora era no setor privado. Eu criei uma empresa que dá mais de 5 mil empregos diretos, sem fornecer para governo, sem nenhum favor de governo, e falar, esse sujeito aí que é vendedor de geladeira, não vai dar conta de governar Minas. Mas eu falo que a minha especialidade é montar bons times.
Eu levo gente boa para trabalhar comigo. Fiz isso no setor privado, fiz isso em Minas Gerais e vou fazer em Brasília. E em Brasília eu vou chegar com um capital político e com um capital de credibilidade, porque nunca teve corrupção ou escândalo no meu governo. E no início em Minas eu ainda tive de construir esse capital.
É, o capital político é fundamental, porque quando o senhor fala no choque fiscal, no seu projeto de governo, tem lá o choque fiscal. Eu imagino que um item fundamental do choque fiscal é uma reforma administrativa. E aí, capital político...
Tudo que tiver tem que ser adotado aí, porque até agora a reforma administrativa está no discurso de tantos políticos e ela nunca andou, não é por acaso. Então, precisa de condições políticas. Como é que o senhor faria uma reforma administrativa? O senhor vai reduzir o quê? O senhor vai reduzir o número de funcionários? O que o senhor vai fazer ali?
Mitre, lá em Minas nós reduzimos quase 50 mil funcionários. E como eu não tenho nenhum plano pessoal de poder, eu não me importo de ser o presidente boite piranha. O que chega lá tem de fazer todas as mudanças e que não vai ganhar a próxima eleição. Eu quero é ver o Brasil dar certo. Eu tenho uma filha que mora em Londres.
Eu quero que um dia ela volte para o Brasil, porque aqui voltou a ser a terra das oportunidades, como a minha família que veio há 130 anos atrás. Então, eu sou um candidato diferente. Eu sempre falo, para mim, ganhar ou perder a eleição não vai mudar a minha vida. Eu quero é contribuir. Então, eu tenho uma visão um pouco diferente dos políticos de carreira.
Agora, governador, o senhor citou a reforma da Previdência. Quando a gente olha as contas públicas no país, a gente vê que o grande rombo está na Previdência. Só a INSS, no ano passado, fechou 2025 com 320 bi de rombo que o governo teve que aportar. Então, duas perguntas sobre esse tema. A sua reforma da Previdência será como? É aumentar a idade mínima? Qual é a sua proposta de reforma da Previdência? E se o senhor é favorável a desvincular reajuste de aposentadoria do salário mínimo?
Adriana, reforma da Previdência. Eu participei daquela que aconteceu em 2019, tinha lá um mecanismo, um gatilho, no qual se previa um aumento de tempo de contribuição à medida que a expectativa de vida aumentasse. Infelizmente, não foi adotado esse mecanismo, esse gatilho.
Nós vamos precisar, sim, aumentar o tempo de contribuição. É fundamental.
E eu quero que o salário mínimo continue sendo utilizado para aposentadorias, para o piso nacional de quem trabalha também, mas tenho certeza que com a queda na taxa de juros, com o aumento de investimentos, de modernização do setor produtivo, nós vamos ter um aumento natural no mercado de salários. Isso vai acontecer, já há isso.
O salário mínimo hoje em grandes cidades, no sul e sudeste, ele é uma mera referência hoje. Pouquíssimas pessoas ganham. Eu acompanho o mercado de trabalho continuamente, estou com o setor privado. Mas não podemos também estar dando ganhos reais de forma alguma.
Ganhos reais para quem está aposentado, na minha opinião, é algo que o Brasil hoje não comporta, mas o aposentado merece todo o respeito. Não, mas na prática é isso que acontece, né? Quando você aumenta o salário mínimo, você está dando o repasse da inflação e um ganho real. E esse aumento do mínimo com ganho real é usado para as aposentadorias. Do contrário, desvincula. Então, você só disse que não desvincularia, mas agora disse que considera que o ganho real não pode ir para a aposentadoria. Então, qual seria o caminho? Sim.
Salário mínimo e aposentadoria serão todos reajustados pela inflação. Ninguém vai perder nada. Então, a gente vai tirar o ganho real do salário mínimo. Isso. Sim. O ganho real o mercado define. O mercado define, exato. E sou até favorável ao salário mínimo regional. Nós temos um Brasil muito diferente. O que é sul, sudeste, é diferente de centro-oeste, é diferente de... Já foi. Já foi. Agora, o governador, tem uma coisa que é um paradoxo da administração pública, e é terrível, e imagino para o governante também é, que é um paradoxo da administração pública. Obrigado.
Que as coisas que são moralmente repugnantes, elas não consomem uma parcela importante do orçamento. E as discussões que envolvem a vida das pessoas é que pegam a parte do dinheiro. A Adriana acabou de falar da Previdência. Pega a parte do leão. Nós estamos falando de um trilhão de pagamento por ano. Pega o BPC, uma fortuna, Bolsa Família, uma fortuna. Aí a gente pega os jatinhos da FAB.
Não é relevante do ponto de vista administrativo. Só acabar com todos os jatinhos, vender todas as casas, não vai mudar nada do ponto de vista prático. O que vai mudar é cortar o BPC, é cortar o Bolsa Família, é mexer na vinculação. Isso é um paradoxo, porque aquilo que deixa a sociedade indignada são os pontos que o senhor abordou. Por exemplo, as questões morais, mas elas não têm valor no orçamento.
Eu queria ouvir o senhor sobre isso. Eu apenas acrescento o seguinte, no seu programa, o senhor usa uma expressão, redução estrutural do gasto público. É o que o Oineg está falando. Redução estrutural, onde é que está? É. Oineg, hoje o Brasil gasta muito com Brasília e pouco com o Brasil. Isso é claríssimo. E comigo isso acaba.
Essa questão que você diz procede totalmente. Eu quero te contar o que eu fiz em Minas como governador. Eu dispensei todos os privilégios e mordomias. E falei que os meus secretários também não teriam. Você tem um efeito cascata. Na hora que um presidente esbanja...
Ele está servindo como exemplo para o ministro esbanjar. Na hora que o ministro esbanja, ele está servindo como referência para o secretário dele esbanjar. Aí eu estou falando em ficar em hotel de 40 mil reais a diária, coisa do tipo, como tem acontecido no Brasil. Isso não resolve o problema, mas isso sinaliza o que precisa ser feito.
Entende? E é importantíssimo nós termos uma sinalização que hoje não existe no Brasil. Como governador de Minas, dispensei palácio às 32 empregadas, cozinheiras, chefes, mordomos. Não fui e voltei de helicóptero para o trabalho. Economizei 21 milhões nesses sete anos, cortando isso aí. Resolveu o problema de Minas, não, mas ajudou.
e exigir o mesmo dos secretários. Tenho certeza que cada um economizou alguns milhões também. Então, pelo menos, você está respeitando quem rala tanto no Brasil, quem está endividado, quem está vivendo mal hoje e enrolado. Eu acho que isso dá capital moral para um governo fazer mudanças.
E menos indignação. Então, eu vou muito por esse lado. Governador, vamos falar de distribuição de renda. No seu programa tem aqui esta frase, unificar políticas de transferência de renda para maior eficiência. O que significa isso? Vai mexer nas políticas de transferência de renda. Quem ganha e quem perde com isso? Mitre.
Bolsa Família, programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Sabemos que tem muita fraude que eu vou combater e também não vou pagar auxílio do governo Bolsa Família para os marmanjões, que é o que mais está crescendo no Brasil. Nós estamos criando no Brasil uma geração de imprestáveis hoje.
Eu vou em cidades do interior de Minas, fui recentemente Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás. É no Brasil inteiro a mesma coisa. Vagas com carteira assinada e marmanjão em casa, na internet, nas redes sociais, no Netflix, que prefere receber o auxílio governamental. Não estuda, não trabalha, vive às custas do governo e de vez em quando faz um bico para complementar a renda.
Para mim, na hora que for dito, tem aqui uma oferta de trabalho, não aceito. Esse vai perder o auxílio do governo para mim, porque ele está tendo a oportunidade de ir trabalhar num emprego onde ele vai se qualificar.
num emprego estruturado, formal, e está negando. Hoje nós temos um incentivo a essa informalidade, a perpetuação dessa situação, em que o pai já viveu assim e o filho está aprendendo a viver. Ele ganha ali com os bicos mais mil reais, não tem nenhum compromisso com horário, com aprendizado, e daqui a 10, 20 anos ele continua totalmente desqualificado como está hoje.
Mas o senhor pretende acabar com o Bolsa Família para uma parcela hoje de quem recebe? É essa a ideia? Qual é a revisão exatamente? Porque daí não é fraude, né? Isso que o senhor está apontando não é a essência de uma fraude, é de uma nova forma de encarar o Bolsa Família. E como é que o Estado controla que uma pessoa recebeu uma proposta de emprego e disse não?
Nós temos, Adriana, o CINE, que pode contribuir. Nós temos em toda a prefeitura uma secretaria de assistência social que pode estar ali com as vagas de trabalho, vai atrás de uma hermanjão de 25 anos, que está lá de pijama em casa, sem fazer nada, e fala, está aqui uma oferta de emprego.
Você vai trabalhar, se ele falar, não fala. Seu auxílio está cortado. Mas e o direito dele a aceitar ou não emprego que tem a ver com o desejo dele de trabalho? Ele pode dizer, olha, eu não quero porque esse trabalho não combina comigo.
Eu não concordo. Se ele está recebendo auxílio... O que o Estado vai definir qual é o emprego que ele vai ter? Não. Sempre tem, eu nego, uma cesta de empregos, entendeu? Tem caixa de supermercado, tem trabalho numa indústria, tem trabalho público, às vezes, até da própria prefeitura. Então, não estou dizendo que nós vamos chegar ao extremo. Você é obrigado a aceitar esse aqui. Não, eu tenho aqui 10 vagas.
Qual que é a melhor para você? A gente acabou falando em cima da Sheila. A Sheila tinha feito uma pergunta. Só para completar, na Alemanha, o desempregado recebe o seguro-desemprego e tem direito a recusar uma proposta. Bom, a gente aqui ainda... Isso não é nem o seguro-desemprego. Talvez a primeira, não é? Então, uma boa ideia. Está aqui o que o Mito falou. A primeira você pode recusar, a segunda não.
Então, uma revisão de parâmetros, de público-alvo do Bolsa Família, e acaba, portanto, com Bolsa Família para determinados públicos, é isso? Acabar o Bolsa Família para determinados públicos? Eu acho até...
Sheila, que alguém que recebe, que é um homem de 25 anos saudável, pode estar morando numa cidade onde não tem a oportunidade de empregos. Aí é diferente, concorda? Mas o que nós estamos assistindo hoje, na grande... Eu vou no chão de fábrica, isso é que eu preciso deixar claro aqui. Eu vejo...
Esse podcast é um oferecimento da Wise, o app feito para você ser do mundo. Com a Wise, você pode enviar, receber e pagar com o cartão em mais de 40 moedas, economizando na conversão. Seja enviando dinheiro para um parente que mora fora, pagando com o cartão da Wise em uma viagem para o exterior ou recebendo dinheiro de outro país. Com a Wise, você faz tudo de forma prática, segura e rápida.
Mais de 15 milhões de pessoas do mundo todo já usam e confiam. Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam.
Vejo o prefeito, o vereador, o empresário indignado, falando nós estamos aqui pagando na minha cidade 1.700 auxílios para jovens e eu tenho aqui 500 vagas e ninguém quer trabalhar.
Agora, o cadastro é muito ruim, né? Porque para poder fazer isso que o senhor está falando, tem que ter um cadastro de qualidade para saber fulano de tal, na cidade de tal, emprego tal. E os cadastros são muito ruins, tanto que quando, de vez em quando, o próprio governo, esse governo...
Apertou uns botõezinhos lá, eliminou milhares de pessoas do Bolsa Família, porque o cadastro é meio mal feito, né? São os prefeitos que organizam isso. Dá para aprimorar muito, Oineg, esse processo. Uma auditoria constante, contínua, ao longo do tempo, inclusive com...
empresas externas para estarem acompanhando, dando um laudo, porque alguns prefeitos são muito criteriosos. Eu sei, ele já me levou na Secretaria de Assistência Social, que é onde todo esse cadastro nasce. Ele tem pessoas qualificadas que fazem um bom acompanhamento, mas tem cidades que parece que ele ganha voto, incluindo todo mundo no Bolsa Família. Governador.
O grande problema do Brasil é o crescimento. E não é o problema de agora. Você olha na história recente do Brasil, nem tão recente. O crescimento brasileiro é quase um vexame.
Eu me lembro, eu sou do tempo em que a detante estava em discussão, Nixon e Mao Tse Tung se encontrando. Eu sempre falo, naquele dia, o PIB da China era menor do que o PIB do Brasil. Muito menor. Olha o que aconteceu lá, o que aconteceu no mundo. Coreia do Sul tem tantos exemplos e nós estamos aqui na luta de sempre. Tem algum nó aí que segura tudo. E não estou falando de governo, não. Estou falando de governos.
Entendeu? Como é que o senhor encara isso e qual o corte que o senhor daria nesse nó? Mitre, não tem bala de prata e o que você falou procede. Década de 70, 80, o Brasil representava 4% da economia mundial. Nós estamos representando 2%. O Brasil exportava carros para o Iraque. Hoje o Brasil, acho que não consegue exportar quase nada mais de produto de maior valor agregado.
Dmitri, primeiro, tirar o custo Brasil, acabar com o custo Brasil. E isso está lá nas minhas propostas. Uma delas, a que mais pesa e está de encontro com o que o Oineg falou, além de desonerar o setor privado, desonera o setor público, que é a queda na taxa de juros.
Na hora que nós tivermos, Mitri e Oineg, uma queda na taxa de juros dos atuais 14,5% para 6,7%, que é plenamente viável, o que acontece? A União, que hoje tem uma dívida de 8 trilhões, está pagando 1 trilhão e 200 milhões de juros por ano.
15%, 14,5% de 8 trilhões é isso. Na hora que cair, já tem uma economia direta de 600 bilhões por ano.
E o setor privado que hoje não investe, porque tem indústrias, eu sempre tenho acompanhado, próximo de investidores, ele fala, eu vou deixar o meu dinheiro parado, porque está muito melhor receber juros do que investir e ter um resultado menor. Na hora que os juros caem, esse investimento acontece, vem mais emprego. Isso é fundamental. Precisamos de uma alternativa CLT também.
Eu não quero acabar com a CLT porque ela é considerada tão sagrada pela esquerda, mas eu quero ter. Quando a gente vai casar, você não pode escolher regime de casamento? Não tem essa opção? Por que que na hora de trabalhar o brasileiro é obrigado a engolir a CLT? Ele não pode ter opções. Eu quero falar, não, tem aqui a CLT e tem o regime por horas trabalhadas, igual tem na maioria dos países.
Se alguém quer optar por horas trabalhadas com o patrão, que faça essa opção e deixe o mercado regular, se ele quer CLT ou não. Essa flexibilidade do mercado de trabalho é fundamental. Outro ponto, precisamos ter obras de interesse nacional.
Em Minas, nós temos um rodoanel metropolitano concedido há um ano para uma empresa italiana e essa obra não começa devido legislação que proíbe o empreendimento por causa de uma comunidade que se alega tradicional e não é.
Vive igual nós, mas fala que é tradicional. E está a seis quilômetros do Rodoanel. Nós precisamos falar, isso aqui é interesse nacional, é para salvar vidas, é para melhorar o trânsito e não tem nada que vai impedir que essa obra vá adiante. Aí as coisas começam a destravar, são medidas nesse sentido. Governador, temos muitos assuntos ainda para tratar, mas nós temos que fazer uma pequena pausa no Canal Livre de hoje e voltamos já. Não sai daí.
Estamos de volta com o Canal Livre, essa noite recebendo o pré-candidato à presidência pelo novo Romeu Zema. Governador, quando o senhor esteve aqui no Canal Livre, que nós nos encontramos pela última vez, eu lembro até de brincar com o senhor, porque o senhor disse que esperava que os governadores de direita andassem juntos, com um nome único, e que o senhor queria contribuir, mas que não fazia questão de ser cabeça de chapa e que poderia ser vice.
E eu brinquei que achei que naquele momento o senhor estava se lançando a vice. Hoje.
O paletó de vice ainda te serve? Se vier um convite da família Bolsonaro para o seu serviço, o senhor aceita? Adriana, eu tenho dito que eu vou levar a minha pré-campanha e campanha até o final. Eu estive com o Bolsonaro em agosto do ano passado para comunicá-lo em primeira mão da minha pré-candidatura e ele falou, quantos mais candidatos a direita tiver, melhor. Tivemos a eleição recente no Chile.
onde candidatos da direita caminharam lado a lado no primeiro turno e se uniram no segundo e levaram à eleição. Aqui no Brasil nós vamos ter esse mesmo caminho, me dou bem com os colegas de direita, e nós estaremos todos juntos no segundo turno. Então agora, vice, pelo que o senhor disse, não cabe mais. Acabou.
Vamos levar adiante, exatamente. Adiante como cabeça de chapa. Com cabeça de chapa. Agora, governador, o senhor disse que se dá muito bem com os outros candidatos da direita, é claro, mas ele é isso, campanha é campanha, né? Então, o senhor se dá muito bem, mas, evidentemente, o senhor tem que mostrar diferenças em relação aos outros.
Não digo que haverá conflito, mas essas diferenças têm que aparecer. A minha pergunta é o seguinte, o que afasta o senhor, por exemplo, das ideias do Flávio? Ou são absolutamente iguais? O que afasta o senhor das ideias do Caiado? Ou são absolutamente iguais? Se são absolutamente iguais, sem diferenciação, fica difícil na sua campanha. Então, o senhor tem que se notabilizar perante o eleitorado com diferenças. Quais são as principais?
Mitre, ótima pergunta. Eu tenho um plano que se chama implacável. Esse plano prevê...
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Mais de 15 milhões de pessoas do mundo todo já usam e confiam. Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam. Privatizações de tudo. Acho que nenhum outro candidato tem.
O que eu quero é privatizar, poupar, não deixar roubar e prosperar no Brasil. Eu sou o único que vem do setor privado. Acho que todos têm uma carreira no setor público, nada contra.
Mas quem fica 10, 20, 30 anos no setor público, que vem de uma família, já vem muitas vezes com um modelo mental que acha que o setor público é parte sempre da solução. E eu sei que o setor público muitas vezes é o problema no Brasil.
Nós sabemos disso, o gigantismo do Estado é um dos motivos do Brasil não ser talvez uma China, um Estado ineficiente. Uma das minhas propostas é redução de tributos ao longo do tempo, coisa que ninguém fala, porque eu quero que todo instituto, toda autarquia melhore a sua eficiência 1% ao ano. Dá para melhorar 1% ao ano tudo.
E aqui no Brasil a gente vê um setor público cada vez mais gordão, mais ineficiente, dando mais cargos. Eu vou reverter. Nós temos uma carga tributária hoje que é insuportável para o setor produtivo. Por isso que o Brasil não consegue exportar, ser competitivo. O empreendedor, o empresário brasileiro, todos os dias ele causa uma botina de chumbo.
e tem de correr com países que têm tênis no pé. Agora, governador, um caso como o Banco Master, ele acontece por falta de CVM, por falta de Banco Central. Eu me refiro à capacidade de fiscalização do sistema. Falta gente, falta tecnologia.
As filas do INSS, 3 milhões de pessoas esperando, pode ser que o número não seja esse, porque dizem que tem erro de cadastro, não importa, mas é muita gente. Falta muito médico perito, falta muita gente. Nós estamos falando de 20 mil pessoas que deveriam estar lá no sistema. Pode ser que seja metade, o governo está exagerando, mas é muita gente. A Polícia Federal precisa de gente. As fronteiras do Brasil são uma peneira, não tem fiscalização.
Então, se a gente for usar o estado necessário, tirando a parte gorda do estado e vamos para a parte do estado musculoso, seguramente o senhor vai demitir alguns aqui e vai ter que contratar uma montoeira de gente de alta qualidade, especializada, médicos, gente de alto padrão, e vai gastar um dinheiro monumental, que é o que os Estados Unidos gastam. Os Estados Unidos têm um estado grande, bem grande, diga-se de passagem, na proporção por habitante, é maior lado que aqui.
E lá não é um Estado como o nosso e também a carga lá não é de 35%. Então, eles conseguem ter um Estado necessário, não sei se é eficiente, mas não é ineficiente como o nosso e não tem carga como a nossa. O México tem metade da nossa carga. A China usou como exemplo. É um Estado monumental. Então, eu queria ouvir o senhor sobre isso, porque para ser eficiente...
A gente não pode deixar que aconteça a Master, não pode deixar entrar fuzil, não pode deixar entrar droga. E aí vai ter que gastar mais dinheiro no Estado eficiente. Oi, Neg, você falou aí de Banco Master. O Banco Master aconteceu por um motivo. Impunidade que existe no Brasil. Nós tivemos uma Lava Jato que foi toda desfeita.
Você sabe disso. Quando se tem essa impunidade, parece que você está falando, raposas, entrem no galinheiro quando vocês quiserem, que não vai acontecer nada com vocês.
Se nós tivéssemos mantido as punições da Lava Jato, é pouco provável que um master tivesse repetição. Mas o master é resultado de uma falta de fiscalização de CVM e Banco Central, não de poder judiciário. O poder judiciário, a impunidade vem depois do processo. Mas com tentáculos dentro do governo também.
Eu falo que é um conjunto de questões. Você citou aí a questão da criminalidade, de fronteiras, etc. Na hora que o custo do crime subir, e eu vi isso durante o meu governo em Minas Gerais, a criminalidade cai. Nós temos um custo social...
gigantesco, mais de 40 mil homicídios por ano, são 40 mil famílias que perdem pais, filhos, que enfrentam uma tragédia. Além disso, sobrecarrega um sistema de saúde que toda hora está tendendo um baleado, um esfaqueado ali, sobrecarrega o sistema de previdência, gente que vai ficar um ano, dois anos com sequelas se tratando.
sobrecarrega a previdência de novo com quem perdeu a vida e a viúva, os filhos vão receber. O Brasil está perdendo dinheiro a rodo com coisas que são gerenciáveis e que muitas vezes não interessam aos políticos porque não ganham votos.
Fazer política, eu aprendi, eu que vim de fora, não é muitas vezes fazer o que é melhor, é muitas vezes é fazer o que é mais visível, é o que é mais glamuroso, que aí você fica bonito no filme. Aí, governador, nessa semana, desculpe interrompê-lo, quero juntar já e a gente puxar para falar mais de segurança pública, porque nessa semana o senhor apresentou e fez a defesa do seu plano de governo para a segurança pública.
Ali, inclusive, também fala do Supremo Tribunal Federal, como uma forma de moralização, mas aí puxa para endurecimento penal e mudança no tratamento ao crime organizado. São alguns aspectos que o senhor coloca ali e valorizou, salientou. O que exatamente é essa?
é mudança no tratamento ao crime organizado, é a classificação como terrorista, o que é exatamente que compõe isso que o senhor considera tão importante, além do endurecimento penal? Quais são as respostas para a população caso o senhor seja eleito?
Sheila, o ano passado eu fui conhecer pessoalmente com o meu secretário de Segurança Pública a experiência mundial mais bem sucedida em redução de homicídios, que foi a experiência de El Salvador, onde a taxa de homicídios teve incríveis 99% de redução.
um país pequeno, o que eles fizeram foi, é facção criminosa, é crime organizado, está enquadrado como organização terrorista. E é uma pena mínima de 25 anos sem direito a nenhum tipo de benefício. E eu fui nas comunidades de San Salvador, a capital de El Salvador. Uma senhora me falou, Osama?
A minha maior dor, além de perder o meu filho, foi ver o assassino dele continuar solto, extorquindo, fazendo maldades aqui na comunidade durante anos. Pelo menos agora, nada vai reparar a dor da perda do meu filho, mas eu vi que justiça foi feita. E o Brasil está virando esse país da impunidade.
Nós temos hoje 60 milhões de brasileiros que são vítimas de extorsão, pagam mais pela água, pela energia, pela internet. Tanto é que aquela operação do Rio de Janeiro, o ano passado, foi...
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aprovada quase que por 90% de quem mora em comunidade. Nós aqui não temos esse problema, mas quem sofre lá sabe o quanto isso é caro, custa em termos de bem-estar no dia a dia das pessoas. Nós temos de encarcer...
o custo do crime. E eu vou acabar com ele. Custe o que custar, que tenha de fazer novos presídios, que tenha das prisões ficarem lotadas. Não tem problema. Prefiro bandido preso do que bandido na rua. Mas, governador, mas para combater o crime de maneira eficiente...
Acho eu, pela experiência que eu tenho de tantas matérias que eu editei sobre violência, crime, etc., tem que ter uma coordenação nacional. Sem a coordenação nacional, por mais eficientes que sejam as políticas de alguns estados, o problema não se resolve, porque o crime está absolutamente integrado.
além de ter todos os outros recursos, como inteligência, tecnologia, está inclusive infiltrado no sistema financeiro, é uma complexidade que torna esse desafio um desafio cada vez mais violento. O desafio em si é violento.
Como é que o senhor imagina, como é que o senhor pensa, como é que o senhor planeja uma coordenação nacional com o apoio dos estados e com o apoio aos estados, sem que eles percam a autonomia, evidentemente? Tivemos uma reação muito negativa de alguns estados quando apareceu a PEC da Segurança. Queria que o senhor falasse sobre isso.
Excelente pergunta, Mitre. Eu estive com o então ministro da Justiça, Levandovski, no dia 24 de março de 2024. Eu e todos os governadores do Sul e do Sudeste, levamos para ele medidas simples para ele colocar na PEC da segurança.
medidas feitas por especialistas, nenhuma foi acatada. Só te dar um exemplo aqui, uma das medidas que nós levamos foi, se alguém está cometendo o terceiro delito, ele não vai ter a soltura na audiência de custódia, como acontece hoje. Lá em Minas eu tenho um rapaz que já roubou...
88 vezes celulares, ele está solto hoje. Deve roubar mais um amanhã e vai ser liberado na audiência de custódia. Enquanto a polícia militar conviver com essas decisões judiciais...
Não há sistema anticrime que funcione no Brasil. O que nós temos aqui hoje é quase que uma escola do crime. Nós temos primeiro de mudar esses temas, essas decisões judiciais ou legislação, no caso, para que a gente comece a ter condição de fazer. Nós podemos centralizar.
Mas o bandido continua solto, nós estamos enxugando gelo, é preciso um avanço na legislação e uma coordenação central, principalmente nas fronteiras. O que temos aqui de armamento pesado que chega via contrabando devido a uma ineficiência nas fronteiras é muito grande. Governador, assim como tem ladrão sendo solto, tem estuprador sendo solto, tem feminicida que não é punido com rigor, que deveria ser punido.
E eu queria falar sobre a violência contra a mulher. Olhando os dados nacionais, Minas Gerais é o segundo estado em número de feminicídios, números do Ministério da Justiça do ano passado. Só que quando você olha a proporção para a população, a taxa de feminicídios em Minas Gerais é maior do que a taxa de São Paulo, que é o estado com maior número. O que faltou para o combate à violência contra a mulher avançar em Minas Gerais?
E, se eleito presidente, o que o senhor pretende fazer de diferente para acabar com essa matança de mulheres que tem no Brasil?
Adriana, quem acompanha a área de segurança pública vai lembrar que lá nos anos 80, 90, o Brasil tinha uma febre de sequestros. E hoje não se vê falar mais em sequestros. Foi aumentar a pena para quem faz esse tipo de delito que fez com que o custo desse crime aumentasse. Mas feminicídio já tem uma pena bem alta. Eu iria além. Eu colocaria...
castração química e colocaria uma pena mínima de 30 anos sem direito a qualquer benefício.
Se o crime foi cometido contra a companheira, contra alguma coisa, em Minas nós iniciamos um projeto de conscientização nas escolas. Às vezes uma criança que vem de uma família que já tem violência acha que aquilo faz parte da vida. E nós estamos deixando claro, qualquer violência, por menor que seja, deve ser denunciada.
Em Minas, a nova geração já está crescendo, tendo essa conscientização. Delegacias especializadas em atendimento à mulher. No passado, tinha só homem em algumas delegacias. Como que uma mulher vai chegar e ter a liberdade de falar com o homem? Então, tudo isso aconteceu e nós já começamos a assistir uma queda em feminicídio. Mas em Minas, o que faltou para que os números melhorassem?
Os números são feios no Brasil todo e são diferenças pequenas. Eu posso dizer, em Minas, um Estado que ainda tem uma dívida gigantesca tem dificuldades em investir mais. Eu assumi um Estado quebrado, que nem folha de pagamento pagava.
Um Estado que os prefeitos estavam renunciando porque não recebiam o ICMS e o IPVA. Então, você tem, no caso de Minas, uma limitação orçamentária enorme, mas mesmo assim fizemos avanços. Agora, governador, parte da resposta à pergunta da Adriana, o senhor arriscou ali falando sobre educação. E aí eu queria aproveitar para falar de educação, que é um problema brasileiro gravíssimo.
O Brasil, nos testes internacionais, tem um desempenho pavoroso. Vai sair PISA esse ano.
E a expectativa é de que vai sair igual o PISA de 2019, PISA de 2021, péssimos números. A gente não aprende matemática, não aprende português, não aprende nada. Então, a máquina de criminalidade também é alimentada por uma máquina de insatisfação. O chefe de um estudo não aprende e ele vai fazer o quê? Vai ganhar quanto?
Como enfrentar isso? Porque quando a gente fala, precisamos treinar os professores, não tem um banco com um monte de professores altamente qualificados esperando para ser chamado para treinar o professor. Nós não temos nem quem treine os professores. Queria ouvir o senhor sobre isso. Orneg, concordo totalmente com você. E é um problema que existe no Brasil por causa da pasteurização do ensino.
Os sindicatos à esquerda controlam o setor e eles não querem mudanças. E alguém vai falar, isso é suspeito, mas eu vou te dar aqui um exemplo concreto. No início desse ano, eu tentei implementar em Minas Gerais as escolas cívico-militares.
que seriam implementadas somente nas maiores cidades, Oliveira deve ter cinco escolas estaduais. Uma, caso a comunidade quisesse, depois de uma consulta, seria uma escola cívico-militar. Lembrando que Oliveira se dá do nosso querido Mitre aqui. É a maior cidade da América Latina depois de algumas outras. Mas é uma bela cidade, gosto muito de lá.
E o que aconteceu? A esquerda em Minas proibiu as audiências, não é nem a implantação, as audiências. Eles temem que uma escola com disciplina, uma escola onde os alunos vão ter um maior compromisso, vão ter um melhor acompanhamento, ameace a escola tradicional que nós sabemos que não funciona.
Eles não querem que uma escola onde os alunos aprendam mais, os professores sejam premiados. Como que você melhora alguma coisa se você não tem incentivos? É o pacto da mediocridade que existe na educação do Brasil. Como que se mexe no negócio desse, lá do Palácio Planalto?
Nós temos de ir levando adiante essa luta. Vamos dizer, é litigar, brigar com a esquerda mesmo. Eles querem a mediocridade. Está claríssimo. Eles não querem... Nós colocamos em Minas Gerais seis escolas charter, aquele modelo em que o privado administra uma escola pública e recebe verba do governo.
Eles estão lutando direto contra esse modelo em Minas. Já entraram com ação, estão sempre denunciando alguma coisa. Da variedade, você extrai comparação. E da comparação, você vê o que é melhor. E no Brasil, está proibido variar. É tudo enquadrado só naquilo que eles acham que é o bom e nós sabemos que não é.
A parte dessa contaminação política ou contaminação sindical na categoria, vamos para os números aqui relativos à educação em Minas Gerais. O senhor enfrentou, inclusive, embates importantes com professores, com servidores da educação ao longo do seu mandato. O que dizem os professores? Aliás, foi assunto nessa semana sendo debatido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O que dizem os professores? Reclamam de um déficit salarial de mais de 40% em relação ao piso nacional.
E se queixam dos contratos temporários, um alto volume, 80% de contratos temporários na educação básica. Como o senhor responde a essas críticas aqui? Sheila, se nós não tivéssemos pagando piso, a justiça já teria dado ganho de causa para eles. Alguém lá no sindicato fala que o Estado de Minas não paga o piso e tem gente que acredita.
Nós pagamos o piso. Qualquer um pode estar conferindo isso. Essa é a primeira questão. A segunda é? Relativa aos contratos temporários. 80% de contratos temporários na educação básica.
O contrato temporário dá flexibilidade. Nós temos hoje casos em que você precisa, em determinadas regiões do Estado, ter mais ou menos professores e o que o sindicato quer é gente.
pagando contribuição e não pessoas que às vezes são boas. E aí você consegue também ter, muitas vezes, pessoas que vão ter, vamos dizer, um comprometimento maior porque sabem que vão ficar naquele emprego enquanto estiverem fazendo entrega. Na educação em Minas Gerais, é um terror a quantidade de professoras que têm licença médica que muitas vezes fica quase que sem explicação.
sabe? Mas tudo com cobertura de sindicato também. Então, os temporários, muitas vezes, são para suprir essas pessoas que podem estar voltando a qualquer momento. Um problema leva a outro. É o que eu falo. A coisa é, na hora que você começa a corrigir, você, por tabela, vai corrigindo outras.
Governador, o candidato Lula, presidente e candidato, certamente vai trabalhar muito a ideia da distribuição de renda, as questões sociais, etc. E o campo para isso, evidentemente, está aí aberto. O Brasil é um país que precisa de atenção para as suas questões sociais. No seu projeto, onde é que entra a questão da renda, da distribuição de renda, da redução de diferenças? Como é que o senhor trabalha isso? Mitre.
Quantos por cento dos brasileiros compram telefone celular, moto, carro, coisas financiadas? Uns 80%. Vocês concordam? Tranquilo que é 80%.
Eu vou acabar com essa taxa de juros alta. Todo mundo que compra qualquer coisa financiada hoje vai pagar muito menos e automaticamente a renda já melhora. Hoje o brasileiro está endividado, pagando prestação alta, inclusive da casa própria, por causa da gastança do Lula.
As empresas estão quebrando, deixando de gerar emprego por isso. Nós estamos, qualquer economista que vocês trouxerem aqui, vai confirmar isso. Juros menor, vida melhor. Mas o governo atual já está com o desenrola que está atendendo essa questão. O desenrola é a mesma coisa que pegar alguém com febre e colocar numa banheira com gelo.
Eu quero é curar a febre, não é ficar dando desenrola, desenrola e o endividamento volta novamente, porque os juros não caiu. Então, nós temos de atacar o problema, é na origem e não na consequência. O desenrola é para resolver o endividamento. O que eu quero é que o endividamento não ocorra.
Governador, a conversa flui, uma hora já se passou. Tem umas 15 perguntas. Inclusive política em Minas Gerais. Tinha de ser o dobro do tempo, concorda? É, mas eu preciso cumprir o tempo do programa, quero deixar aqui um minuto para suas considerações finais. Perfeito. Muito obrigado. Primeiro, um prazer estar aqui com vocês. Eu só quero dizer aqui que nós vamos ter essa grande decisão agora em outubro. Estou muito confiante.
de que o brasileiro vai decidir o correto. Ele vai ter de decidir se quem manda no Brasil são os intocáveis que estão lá em Brasília ou se são os brasileiros de bem.
E é agora ou nunca que nós vamos fazer essa mudança. Estou muito confiante. Vai ter mudança, o brasileiro está indignado. Muito obrigado. O senhor quer terminar dizendo o nome das pessoas que o senhor acha que tem que ser trocadas, essas árvores que o senhor diz que tem que cair? Está muito visível aí, não precisamos dizer os nomes, né? Todos aqueles que voaram em jatinhos de pessoas ligadas.
que me parece que é o maior criminoso financeiro da história do Brasil, todos aqueles que tiveram contrato, que tiveram proximidade, que conviveram com esse grande criminoso, na minha opinião, não merecem cargo público.
Obrigada, governador. O Canal Livre de hoje vai ficando por aqui. Eu quero mais uma vez agradecer a presença do ex-governador de Minas Gerais e atual pré-candidato à presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema. Agradeço também aos meus colegas, Fernando Mitri, Sheila Magalhães, Eduardo Oineg e a você que acompanhou a gente até aqui. Uma ótima noite. Tchau, tchau. Até o Jornal da Band.