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Seguir tendências está matando marcas | Tathi Ventri & Silvia Freitas (Especial Nuvemshop)

05 de maio de 20261h1min
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Nesse episódio, mergulhamos no posicionamento da Missinclof com Tathi Ventri e Silvia Freitas, uma marca que escolheu não seguir tendências para construir algo muito mais forte: identidade.

Fundada em São Paulo, a marca une sustentabilidade, tecnologia e um olhar autoral para criar peças atemporais, com foco em textura, conforto e expressão individual.

Mas o ponto central vai além da moda.

Estamos falando sobre como marcas que deixam de copiar o mercado e passam a construir significado conseguem criar conexão real com o público.

Falamos sobre:

- O perigo de seguir tendências sem estratégia

- Como criar uma marca com identidade forte

– A diferença entre estética e posicionamento

– E por que o futuro pertence a marcas com propósito

Se você quer construir algo que dure,  e não só acompanhar o que já existe, esse episódio é pra você. 🚀


Anfitriãs: Scheila e Bebel

Convidadas: Tathi Ventri e Silvia Freitas

Participantes neste episódio4
S

Scheila

Host
B

Bebel

Co-host
S

Silvia Freitas

Convidado
T

Tathi Ventri

Convidado
Assuntos7
  • Organização de LojasAmbiente e mobiliário · Música e aroma · Atendimento personalizado e assertivo · Atenção a acompanhantes (marido, filhos, pets)
  • Humanização do atendimento onlineMimos e surpresas nas embalagens · Atendimento ativo via WhatsApp · Respostas rápidas e personalizadas · Frustração com respostas automáticas
  • Identidade e VendasPerigo de seguir tendências · Criação de marca com identidade forte · Diferença entre estética e posicionamento · Marcas com propósito
  • Marketing de influência e autenticidadeEscolha de influenciadores · Conexão verdadeira com o produto · Responsabilidade do influenciador · Experiência do cliente vs. venda
  • História da MissinclofFundação da marca · Transição de acessórios para vestuário · Crescimento orgânico · Primeiro investimento e sucesso das camisas
  • Futuro da ModaCustos altos e mão de obra escassa · Concorrência com fast fashion · Valorização de peças duradouras · Mercado brasileiro da moda
  • Desconexão digitalImpacto da pandemia · Vendas por WhatsApp e Instagram · Investimento em site · Crescimento de vendas online
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Se você ainda usa toner pra imprimir, tá na hora de você saber que o principal componente é o plástico. Um ano de impressão com toner em todo o mundo equivale a 20 bilhões de sacolas plásticas. É muito plástico, não é? Chegou a hora de reduzir o plástico nas suas impressões e ainda diminuir também o consumo de energia. Mude para uma impressão toner free, escolhendo as impressoras empresariais de jato de tinta Epson Workforce, com a tecnologia Precision Core.

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Eu acho que tem um pouco de sorte, assim, da gente se encontrar e ter os mesmos ideais, a mesma educação. Acho que tem um pouco de sorte quanto a isso. Mas a gente sempre, como eu tava falando, né? A gente sempre olhou pro mesmo lugar, a gente sempre quis chegar num lugar ali. E cada vez o nosso sonho foi aumentando juntas. Acho que como a gente só usa a Missing Cloth, começou na história das camisas, chegou uma hora que eu falei, Tati, eu só tenho camisa no meu quarto.

Acho que eu cansei um pouco de só usar a camisa. Então a gente usa e a gente quer novidade toda hora. Eu não quero mais do mesmo. Eu quero toda a coleção. Isso é uma das coisas que a gente é muito chata com WhatsApp e com Instagram, sabe? Porque eu falo, a pessoa que te mandou um oi...

Eu já penso, eu mandei um oi ali, eu quero que alguém responda oi, sabe? Eu quero muito, porque eu tô, eu fui impactada por alguma coisa no Instagram. Eu mandei, oi, tudo bem, quanto custa? Eu quero muito, custa tanto. Porque aí eu consigo resolver aquilo na hora.

Olá, eu sou a Sheila Santos. Eu sou a Isabel Rindeiro. E nós somos o Powercast. Antes de começar esse episódio, quero convidar vocês a se inscreverem no nosso canal, ativar o sininho. E compartilhar com todo mundo, porque hoje, Bebel, a gente tem duas convidadas muito especiais. Maravilhosas. Envelopadas com a nuvem shopping, que a gente vai falar muito de moda por aqui também.

Exatamente. Antes de tudo, quero convidar vocês a conhecerem a nossa comunidade. A gente vai deixar o link aqui na descrição. Pra vocês fazerem parte mais ainda do nosso universo do Power. São imersões semanais, visitas mensais nas maiores empresas do Brasil e o que mais é. Gente, tá incrível. Se você precisa fazer networking, aqui é o lugar certo. Venha fazer parte do nosso clube que tá bombando nas melhores e maiores empresas do Brasil.

Agora, Bebel, quem tá aqui com a gente? Eu quero pedir uma salva de palmas pra Tati e pra Silvia. Uhul!

Bem-vindas! Obrigada, meninas. Obrigada, obrigada. A gente tá muito feliz de receber vocês. Pra quem não sabe, as meninas estão à frente da Missing Cloth. Mas eu queria que vocês se apresentassem, contassem um pouquinho aí o início da marca pra depois a gente mergulhar em todas as nossas questões, pra galera tirar muito insight, muito conhecimento de vocês. Claro, obrigada pelo convite. Prazer estar aqui com vocês. Eu sou a Sil da Missing Cloth, tô aqui com a Tati, minha sócia.

Somos sócias há 20 anos, mais de 20 anos. Apenas. 20 anos, é. E a gente se conheceu no cursinho e entrou na mesma faculdade, começou a cursar na mesma faculdade. Foi tudo muito natural. A gente acho que sempre teve uma mente muito criativa, né? Muito.

E aí a gente estudando, na caminhada da faculdade, a gente começou a ter vontade de fazer bolsas. E a gente começou uma, vamos fazer, uma experiência assim, que não foi planejada, mas que foi muito bem assim. As amigas da faculdade começaram.

e a gente começou a nossa caminhada juntas ali. A marca nasceu como uma marca de acessórios, então não era uma marca de roupa. Eu acho que isso tem tudo a ver depois que a gente corre 20 anos o quanto os detalhes pra gente são importantes, porque a gente fazia tudo as coisas menores. Brinco, colar, bolsa, então a gente pegava tudo de detalhe que a gente queria colocar numa peça pequena.

E hoje a gente tem que fazer isso numa proporção maior. Mas a gente, ao mesmo tempo que a gente começou devagar, assim, quase que numa brincadeira, porque a gente fazia faculdade, a gente fazia duas faculdades, né? Então a gente fazia uma faculdade de manhã, a outra à noite e à tarde a gente trabalhava. Que legal. Mas ninguém pedia pra gente fazer isso. Era uma coisa que a gente, assim, resolveu, porque a gente queria abrir essa marca.

A gente começou trabalhando num ateliê, depois foi crescendo, a gente conseguiu alugar.

uma casa e tal, mas sempre foi uma coisa séria pra gente, assim. Era um negócio e a gente queria que aquilo desse certo, né? E a gente fazia tudo à mão. A maioria das coisas que a gente fazia, acessórios, claro, tinha partes, função, mas a gente costurava a renda, a gente fazia uma função toda com furinho, costurava, recortava. Acho que já tinha essa pegada que hoje eu falo, nossa, a gente tem uma paixão do fazer à mão e quando eu paro pra pensar, começou aí, né? A gente sempre começou.

fazendo a mão na massa gente, vocês estão mais de 20 anos juntas eu vou furar aqui um pouco, vou atravessar um pouco aqui pra perguntar Bebel, fizeram essa pergunta pra gente ontem e eu fiquei, você já sabe qual é, inclusive, né como que manter uma boa sociedade, com 20 anos de história, e assim, vocês mudaram muito nesse mês, saindo da faculdade

Aqui nos bastidores a gente batendo pavê, a maternidade, como que foi a maternidade no meio do caminho empreendendo, até porque a gente sabe que principalmente com moda, possivelmente era a loja física que hoje está em site, como que foi toda essa transformação e como manter uma boa relação como sócias.

Acho que é uma pergunta que a gente recebe muito, assim, sabe? Muita gente tem essa curiosidade. Eu acho que tem um pouco de sorte, assim, da gente se encontrar e ter os mesmos ideais, a mesma educação. Acho que tem um pouco de sorte quanto a isso.

Mas a gente sempre, como eu tava falando, né? A gente sempre olhou pro mesmo lugar. A gente sempre quis chegar num lugar ali. E cada vez o nosso sonho foi aumentando juntas. Então não é que uma queria uma coisa e a outra queria outra. Eu acho que isso facilita muito. Porque não tem quem tem que ter a razão, né? Às vezes uma tem mais razão, a outra tá insegura. E que é uma coisa que você sempre fala, né, Sil? É, que às vezes eu falo, Tati, não dormi. Tô preocupada com isso. Aí ela fala, Sil...

confia, eu tô sentindo, eu já tô visualizando como vai ser, eu falo, ah, então vambora. Eu acho que isso é muito importante, não é sempre que a gente vai estar na mesma vibração de confiança, às vezes eu vou estar com outras preocupações e ela fala, vambora, é isso, e às vezes é o oposto, então essa caminhar lado a lado, é claro que tem fases, filhos e desafios da vida fora do trabalho, que a gente tem que se olhar e falar, tamo junto, então vai lá, cuida disso, eu toco aqui hoje, e vice-versa, e ela também, acho que esse apoio, é...

É que nem um time de futebol. Eu sempre falo, enquanto um tá atacando, às vezes o outro tem que estar na defesa, mas o objetivo é fazer o gol, né? Então essa sinergia a gente tem, graças a Deus. E querer o bem, eu acho, sabe? Também vai, faz, sem disputa de ego. A gente já trabalhou com várias amigas que a sociedade acabou não dando certo e eu sempre parava pra pensar, o que aconteceu? Mas eu acho que é isso. Uma que é...

ir pra um lado e a outra quer ir pro outro. E às vezes, eu acho que é isso. Tá sempre olhando pro mesmo lugar. Tem uma coisa que eu penso também, que eu não sei, eu sinto que com a idade a gente vai pegando algumas manias. A gente vai ficando um pouco mais difícil de conviver, sabe?

E a gente começou muito nova. A gente começou na faculdade, naquela fase onde você é muito maleável, sabe? Não deu certo aqui, vamos tentar ali. Você tem mais garra, você tem mais pique. Então a gente veio amadurecendo juntas. E a gente passava por fases juntas. Então uma engravidou, depois a outra engravidou. Então a gente tinha isso. Eu entendi que não tem como você trabalhar agora. Eu vou ter que... Tem essa coisa da gente amadurecer juntas. Eu fico pensando hoje, se a gente tivesse um sócio novo...

A gente tem várias manias. A gente sabe o que a gente quer. Eu não sei se hoje ia dar certo. A terceira pessoa seria... Ela ia sofrer. Acho que ela ia sofrer. E às vezes eu já sei o que a Tati tá pensando. Já sei se a Tati tá incomodada com alguma coisa. Eu já sei. A outra pessoa fala, mas como assim? No escritório chegam com uma tabela de cores. Falam, Silvio, escolhe duas cores pra essa peça. Falam, essa é essa. Mas vê o que a Tati quer. Ela escolheu a mesma. Não, não sei.

Que máximo, gente. Que máximo mesmo. Não, isso é muito importante. A gente gosta de trazer isso, porque a galera sempre fala, né? Empreender é muito solitário, mas ao mesmo tempo, será que eu tô preparado? Será que eu quero um sócio? Porque, de certa forma, é bom, porque a gente tem alguém com quem dividir, né? Isso, aqueles momentos de insegurança, aqueles momentos que você tá assim. Você tem alguém ali pra ligar e falar, meu, será que vai dar certo?

Será que a gente faz? E quando você tá sozinho, você não tem pra quem ligar. Você tem que você mesmo lidar com isso. Mas a galera sempre fica nessa...

nesse dilema, mas será que é pior ou será que é melhor? E eu acho que é muito isso, é importante você encontrar alguém que tem a mesma visão, né, os mesmos ideais, acho que os mesmos valores também, isso é muito importante. E o resto vai se ajustando, né. Isso, as trocas são muito importantes, porque às vezes a gente não tá discutindo pra ter razão, mas eu tô levantando pontos que a Tati fala, não, isso não, isso sim, e...

Às vezes eu não sei o caminho. E juntas a gente acha o caminho. Ou define o caminho e fala, vamos confiar, vamos ver o que vai dar. Total. Muito legal. Eu quero pegar ainda nesse momento da história de vocês, em que momento que vocês entraram pro vestuário? Como vocês entenderam, né?

Tipo, tinha galera que tava indo atrás disso ou vocês que tinham essa vontade ainda adormecida lá dentro. Porque por mais que seja tudo, a gente tá falando de moda e etc, é bem distante você desenvolver ali um vestuário pra acessório, né? Então, como é que foi pra vocês esse momento? Foi logo no início da marca? Queria que vocês contassem um pouquinho. Eu acho que a nossa grande paixão sempre foi roupa.

A gente usava blusa de saia, saia de blusa. A gente realmente ficava na frente do espelho, inventava, mudava. Só que a gente nunca teve ninguém da família, ninguém próximo que trabalhava com isso. Então é muito difícil você começar do zero e muito nova. Você não sabe o caminho. Eu acho que a gente começou com o acessório, que foi um ateliê, começou, na verdade, o ateliê era em casa, né? Na casa dos pais, a gente foi indo aos poucos. E a gente começou com o que a gente tinha na mão.

Só que a vontade ali, acho que o coração sempre impulsava pra fazer roupa. Mas a gente foi deixando o caminho levar a gente. E quando a gente tinha essa tele, quando a gente resolveu abrir a primeira loja, que era numa vila, a gente falou, nossa, mas vai ser uma loja só de acessórios? Vamos fazer camisa? Camisa, pensando na camisa como um acessório da roupa. Vários tipos de camisa. Porque a gente falava, poxa, a gente sai de manhã.

Tem muitas funções durante o dia e a noite quer estar com uma camisa que não seja uma camisa tão certinha, uma camisa mais despojada, uma camisa com uma bola. Que a gente não encontrava no mercado, né?

com um botão diferente, uma camisa como um acessório da roupa. E a gente falou, vamos fazer. A gente fez a primeira linha de camisas, que foi assim, graças a Deus, um sucesso. No dia do lançamento, esgotou. A gente na rua esperando a costureira, que chegava com mais duas, chegava com mais... Isso já era na loja, né? Isso a gente já tinha montado uma loja, no Jardins.

E foi o primeiro grande investimento nosso, assim. E aí a gente fez um lançamento, contratou, né, uma PR pra convidar. Então foi aquele primeiro frio na barriga, assim, de como que vai ser.

E realmente vendeu tudo. Vendeu tudo a ponto de pessoas chegarem e ficarem só os cabides ali. Não tinha. Que incrível. E a gente ligava pra costureira. Não, vai fazendo e você entrega. Seis da tarde, sete, oito. Chegava uma sacolinha com três camisas. Não, desesperador. Incrível, mas desesperador. Porque você faz todo um evento. Chama as pessoas. As pessoas entravam ali. Tudo bem. Tinha umas bolsas, né? Os acessórios. Que também tava vendendo.

Mas a gente entendeu que roupa é assim. A pessoa compra uma bolsa. Compra um colar. Mas assim, roupa. As pessoas compram três.

Ainda mais se gosta muito. Exato. Então a gente entendeu que tinha uma força muito maior. E já era o que a gente gostava. Só que como era uma loja, a gente colocou dois manequins na loja. E a gente colocou um shorts nosso, pra complementar a camisa. Não dá uma corção a camisa no manequim. Pelada. Galera queria o shorts também. E aí a cliente fala, mas eu quero assim, ter esse shorts. Não, é. Da onde é? Não, é um shorts antigo.

Aí elas viam a gente usando. Nossa, vocês estão com colete por cima da camisa. Eu quero esse colete.

A gente entendeu que a gente tinha que complementar a camisa e fazer. A gente foi fazendo, foi orgânico também, né? Foram poucas peças. A gente sempre fez uma quantidade menor e mais modelos. Porque a gente começou vendendo pras amigas e depois foi expandindo. Mas as amigas, elas iam muito, né? E a gente não podia chegar no lugar com todas, com a mesma roupa. Então a gente fazia poucas.

Foi aumentando a quantidade de peças, os modelos ao longo da história. Nossa, eu tenho várias perguntas aqui. Até o momento que quando a gente foi fazer o lançamento, fez com a primeira piada. Quem consome o nosso projeto tem de vários tamanhos, mas principalmente quem começa a empreender, tem essas questões. Quando vocês entenderam que vocês estavam prontas…

pra abrir um negócio, né, porque é um investimento abrir um lugar físico, possivelmente mais vendedoras e tudo mais. E aí eu bato na tecla que a gente influencia tanto. Imagina você falar, ah, queriam que eu usasse. Você totalmente já influenciava, né, vocês duas influenciavam já, não só as compradoras como as amigas, né, então vocês trouxeram a essência de vocês usando também as pessoas querendo. Elas chegaram aqui lindas dessas roupas. Eu já quero também, pode tirar e me dar essa roupa. Tá bom pra eu ir embora.

Quatro aqui de claro. Eu falei, gente, a gente não combinou. Exatamente. Totalmente conectadas. Mas não tem como dizer que não é um bom gosto absurdo o olhar de vocês pra moda. E sei que o Bebel compartilha do mesmo olhar. Eu amo coisas feitas à mão. Eu acho que aqui no Brasil a gente tem esse dom coletivo das pessoas fazerem esses trabalhos manuais que são maravilhosos. Daí, esse processo de sair da casa pra começar a montar um negócio do claro,

Como foi? Vocês falaram que fizeram duas faculdades. Era alguma coisa em expertise, em administração, alguma coisa? Ou foi na raça mesmo? Tinha lá um business plan ou foi indo, acontecendo? A gente nunca fez, a gente nunca colocou muito no papel. A gente foi se movimentando conforme a necessidade. Quando não cabia mais no lugar, a gente expandia. Quando não dava mais, até hoje é assim, sabe?

Quando a gente olha, a gente fala, gente, tá impossível isso. Quando a gente cresceu a loja do Cidade de Argin, foi um momento que a gente olhava e a gente falava, só tem dois provadores. Não tem como uma cliente do nosso, do nível que entra aqui, esperar pra provar uma roupa. Então vamos comprar o ponto do lado e a gente vai ter mais dois provadores, né? Então eu acho que sempre foi assim. Quando a gente saiu da casinha de vila...

Era um momento que a gente realmente precisava crescer. A gente tava atendendo clientes que a gente não queria atender naquela casinha de vila. Eram clientes que realmente saiam de casa, pegavam o carro pra ir naquele lugar, mas não tava apropriado pra gente atender essa cliente. Então, nunca foi um risco gigante, nada do que a gente fez. Mas a gente nunca sentou e colocou no papel. Embora a gente sempre quis e a gente sabe o que a gente quer, sempre conversou muito, né?

Eu acho que quando você começa a empreender muito nova, o empreendedor tem um brilho no olho, ele tem um coração que você fala, parece que vem uma força, você fala assim, eu vou fazer isso e você vai fazer aquilo. E as pessoas, como? Porque parece que na cabeça já tem muito, você tem vários caminhos. E a gente começou e foi isso, foi orgânico, mas a gente falava, vamos, é esse o lugar, é esse o lugar, vamos fazer acontecer, vamos acontecer. A gente sempre pôs muito a mão na massa.

Então até na hora de contratar pessoas ou parceiros para um evento específico ou para trabalhar com a gente, a gente sempre buscava uma pessoa que, tá bom, eu entendi e tinha que ser muito alinhado com as nossas filosofias, porque a gente nunca trabalhou em outro lugar.

A gente começou e foi tudo acontecendo. Então era difícil, a gente não tinha uma experiência pra compartilhar naquele lugar, era assim, a gente ia com o nosso feeling, é por aqui, vamos fazer isso, e testando, deu errado, então assim não dá certo, vamos testar de outra maneira. Então isso também foi uma forma que aconteceu, que o caminho levou, não foi uma receita. Que legal.

Muito legal. E vocês começaram lá em 2004, que o mercado digital não era ainda tão forte, né gente? Eu queria também que vocês trouxessem como foi pra vocês essa transição. Por que vocês entraram no digital se foi...

Agora na época do que aconteceu da pandemia, se já foi antes, quando que vocês viram essa necessidade, como foi pra vocês se adaptarem pra ir vendendo um varejo online? Engraçado que quando a gente começou, ao longo do caminho, falavam, não, o digital vai roubar a cena. E eu falava, imagina, como? Como? A pessoa quer tocar nas texturas, tem que provar. E hoje o digital, assim, eu falo, nossa, eu compro muita coisa online.

Não tenho tempo de ir em todos os lugares que eu gostaria de ir, então eu acabo comprando muita coisa online. Mas como a gente estava falando, foi um caminho também natural e orgânico. Nós somos na época em que se você quisesse aparecer, ou você entrava em contato, ou eles entravam em contato, revista grande.

A gente, assim, o dinheiro era uma coisa assim, era caríssimo você anunciar, então você via ali a marca, aí você ia atrás na última página, pegava o telefone, ligava, era tudo um processo, gente, que eu falava, você tinha que ir, você queria mesmo, sabe? E hoje, em qualquer momento, você é impactado, né? Pra gente foi, na época da pandemia, eu acho que foi assim,

Um empurrão, é agora, tem que ser. Então começou com as vendas por WhatsApp e o Instagram. E aí logo em seguida a gente entendeu o tamanho disso e a gente falou, agora a gente precisa melhorar o site e realmente investir pra que isso aconteça. E hoje a gente vê, é uma coisa... Gente, você tá ali parado e muitas vezes você não tá nem anunciando e quando vê, alguém entrou ali, porque viu alguém, porque tá procurando. E pra gente foi maravilhoso.

maravilhoso, assim, o digital. Vocês vendem muito bem online. Muito bem. Ai, que legal, gente. Que legal. Normalmente, eu fico curiosa, não sei se vocês têm esses dados, são pessoas que já conhecem a marca ou vocês têm bastante cliente novo do digital? Bastante cliente novo. O lugar que a gente mais vende fora de São Paulo é no Rio de Janeiro. E aí a gente vende tricô, casaco pro Rio.

Mas tem cara carioca, gente. Não tem como não falar, vocês entraram. Eu tô indo pro Rio, principalmente esse que eu falei, cara do Rio de Janeiro. A gente vende muito bem no Rio. E a gente vende no Brasil todo. É muito legal ver o site. O site tá crescendo, o time tá crescendo. Eles estão sempre muito animados. Chega segunda-feira, a gente...

vender as caixas ali fora da sala. É muito maneiro ver as caixinhas. Eles fazem ações, então eles vêm com várias ideias, dia do consumidor e tal, e eles vêm com algumas ideias e a gente fala, tá bom, vamos por esse caminho. E aí eles ficam muito confiantes, chegando, a última semana a gente fez uma sexta-feira, eu até esqueci.

segunda-feira, eles entraram no computador e viram, porque aí a gente não trabalha final de semana, a gente deixa no final de semana, né, e segunda-feira eles voltam. Eles ficaram, assim, muito animados. Que máximo! E o que a gente pede muito é pra entregar o mais rápido possível, porque a cliente fica ansiosa, já quer usar. Então, a gente tem um time bom, mas a gente só fala.

Entrega o quanto antes, né? E aí as clientes adoram receber São Paulo no mesmo dia, né? Eu sou essa cliente. Eu acho que todo mundo é assim. Gente, eu compro. Eu nunca vi alguém que compra e esquece. Você compra muito, né? Exato. Eu compro e aí eu já fico lá naquela observação. Meu, vai chegar tal dia, vai não sei o quê. Eu falo, nossa, a gente como…

aqui em São Paulo principalmente, né, que as coisas chegam muito rápidas, você fica realmente mal acostumada. Totalmente. Com, tipo, no mesmo dia, tem coisas que chegam no mesmo dia. É, porque a gente entrega com o portador, motoboy e tal, então às vezes é no mesmo dia mesmo. Fantástico.

E a experiência do cliente é outra, né? Quando ele recebe no mesmo dia, é como se você fosse à loja. Porque eu só vou, eu adoro ir pra shopping ver coisas. Mas eu só vou quando realmente falo, putz, eu preciso agora comprar umas três, quatro coisas que eu já faço tudo de uma vez só. Se não, pego na internet, porque eu gosto da experiência da loja. Mas, modéstia à parte, é muito mais rápido de comprar lá, né? Mas a experiência não é a mesma.

Já fazia muito tempo que eu não ia pro shopping pra parar, pra comprar. Eu tava na loja e falei, gente, eu tenho esse tempo pra ficar provando roupa, sabe? É legal a gente ter essa experiência também. Eu sinto que quando a cliente já compra e confia na modelagem, né, é mais fácil. É com a mais delas grandes. Aí a gente fala, nossa, ela comprou esse conjunto, esse casaco e tal. Porque a gente já sabe, faz bem, já sabe a numeração.

Então, além das clientes que a gente já fidelizou, sempre também chega cliente nova.

E tem muitas clientes fora de São Paulo que não tem a opção. Claro que a gente vende em multimarcas. A gente vende multimarcas no Brasil todo. Mas não é a nossa loja. Então não vai ter tudo, né? E hoje a gente vende pra fora de São Paulo. Assim, eu fico chocada. A gente fala, gente, a cliente comprou tudo isso mesmo, assim. Ela tá confiando que... E muito pouca troca, assim. Isso é fantástico. Muito pouca troca.

A troca, eu acho que ela é muito quando a modelagem não bate ou vai entender da textura. Mas quando você tem um produto bom, eu acho que raras vezes… Uma foto boa, explica muito bem, né? Eu até queria perguntar, vocês vendem atacado e varejo? Vendem isso. E como que funciona essa estrutura?

de atacado, ser pronta entrega, como que vocês fizeram essa rapidez para as pessoas ou como que vocês fazem na logística de atacado e como que vocês, quando montaram a parte do site, deixam esse estoque, ele é um estoque integrado ou um estoque separado?

Hoje em dia, o nosso estoque é separado. O estoque do site é o estoque do site. Mas é aquela coisa, começa a diminuir o estoque do site, pede pra loja, pede pra atacado e sempre vai puxando. Mas a gente tem o estoque ali garantido do site, porque tem uma coisa que a gente não gosta, principalmente que eu acho que a nossa cliente não gosta, é você perde seu tempo ali fazendo uma compra e de repente alguém comprou ao mesmo tempo, acabou.

e você recebe um e-mail falando, olha, infelizmente não temos mais essa peça. Isso é uma coisa que... Então a gente prefere deixar ali o estoque do site, e aí vai diminuindo, os nossos funcionários já vão pedindo para repor de outros estoques.

O atacado, a gente não faz pronta entrega, a gente faz pedido, a gente monta um showroom, a gente tem showroom próprio, e aí as lojistas vêm no nosso showroom e tiram pedido. E aí a gente entrega, o que acontece? A gente recebe novidade toda semana na loja.

Porque o Cidade Jardim é um shopping que tem, claro, muitas clientes que não vão sempre, mas tem as clientes que estão sempre da academia ou moram ali. Então toda semana a gente quer que elas entrem na loja e possam comprar coisas que elas ainda não viram. Então tem novidade toda semana. Então isso para o atacado...

É um desafio pra gente, porque a nossa coleção vai chegando ao longo da estação. Então elas vão recebendo também, elas não recebem tudo, mas elas tiram pedido e elas vão recebendo ao longo da estação e tem esse tempo pra vender. E às vezes como elas compram, como é uma multimarca e tem outras marcas, elas querem receber tudo junto pra montar o marar ou pra ter uma coordenação. Mas a gente manda as famílias juntas, os conjuntos, tudo junto.

Mas é pedido e aí é um trabalho, porque a gente tem que comprar todo o tecido antes, também é um risco. Tem um super investimento. Um super investimento e esse desafio da entrega para as clientes. Eu só vou fazer uma pergunta que é ligada a isso. Quando vocês decidiram fazer, eu acho que fica até para a empresa não ter um investimento até maior quando é pronta a entrega e também correr o risco de...

De não vender tanto um modelo que talvez possa ter sido apostado e não foi. Para quem gostaria de aprender como funciona esse mercado por trás das câmeras, que eu acho que vai aprendendo muito no dia a dia, quando vocês montarem esse formato de ficar recebendo durante o processo, as empresas que vão comprar de vocês, elas têm a obrigação de comprar a mesma coleção? Tipo, tem que comprar alguma coisa ou ela vai...

Porque assim, vou pensando, vocês vendem pra sul e norte. Eu acredito que o comportamento do norte é diferente do sul. Então, às vezes, porque eu sei que tinham marcas antigamente que faziam experimentar um pouco de cada coleção. Vocês deixam ficar mais livre? Tem um mínimo, tem um valor mínimo que a multimarca precisa comprar.

simplesmente porque é importante ela trabalhar a marca. Se uma multimarca vai ali e compra duas, três peças, pra gente não é interessante porque ela não tá trabalhando a marca. Então tem um valor mínimo. E a gente tem mais ou menos 400 modelos, 400 a 450 modelos, que é muita coisa, com variante de cor, é muita coisa.

E a gente deixa eles muito à vontade, porque é importante, eles quem sabem, quem são os clientes deles, o tamanho que eles vão comprar, a cor, o shape. Então, a gente precisa deixar eles muito à vontade. A gente orienta. Assim, olha, isso aqui é uma aposta, essa modelagem é novidade. É legal você ter um pouco, porque a gente vai trabalhar isso ao longo da estação. Mas é legal ter a curadoria, o olhar deles, porque quando você entra na loja deles, acho que as clientes já estão acostumadas.

em ter o olhar, a escolha e confia no que eles escolhem. Perfeito. Eu queria que vocês dividissem um pouco também com o pessoal, até um assunto que eu tava até também conversando com a Sheila esses dias que a gente faz nossas lives semanais e a gente fica terapeutizando, né, sobre tudo. E aí a gente tava falando sobre o mercado da moda e eu...

Vim com essa questão de que hoje, agora tá voltando mais isso, né? Mas as marcas, principalmente pra quem tá começando agora, é muito difícil você se manter, né? Porque são custos altos, a mão de obra é escassa, ainda mais vocês que trabalham com tudo artesanal, muita delicadeza, né? Tecidos que exigem um manuseio diferente, enfim. Acaba sendo difícil o preço final da peça, acaba sendo um preço também elevado. Por mais que vocês sejam ágeis e toda semana tem a coisa nova.

Não é aquela agilidade de um fast fashion que vem ali da China. Tem várias coisas que vão competindo, né? E aí eu tava comentando com ela. Acho que cada coisa tem o seu cliente, obviamente, o seu público, né? Quem busca e tudo mais. Mas é muito desafiador o mercado brasileiro da moda, né? Nesse aspecto. E eu falei pra ela, eu vejo que hoje a gente até que tem as marcas voltando com mais força. Conseguindo, né? Por ali seu DNA. A gente tem grandes marcas que estão indo pra fora.

que estão ali ganhando seu espaço, o Fashion Week do Rio de Janeiro que voltou agora, então isso mostra que a moda está ali dando aquele respiro, mas eu queria que vocês dividissem, né, com esse tempo todo de marca, 20 anos existindo e estando ali em alta e todo mundo consumindo, como foi para vocês enxergar essa questão da vinda do fast fashion, como foi para vocês também trazer para clientes de vocês o valor da peça, por mais que no começo fossem muitas amigas e tudo mais, vocês também têm que conquistar novos clientes, quem não está aqui, que está do outro lado do Brasil, como que você traz o valor?

do produto de vocês, pra quem tá lá longe eu queria que vocês dividissem isso um pouquinho com a gente, porque eu acho que tem muita gente que quer entrar no mundo da moda, que acha glamuroso que é lindo, tem essa paixão e a hora que chega lá e fala, caramba não é tão fácil, é muito difícil e aí a pessoa se desanima mas eu queria que as pessoas não desanimassem também porque tem um lado bom, só é difícil de galgar esse espaço, então se vocês pudessem contar como foi

Acho que como a gente só usa a mise-en-cloth, começou na história das camisas, chegou uma hora que eu falei, Tati, eu só tenho camisa no meu quarto.

Acho que eu cansei um pouco de só usar a camisa. Então a gente usa e a gente quer novidade toda hora. Eu não quero mais do mesmo. Eu quero toda a coleção. E a gente, assim, chega a peça, a gente fica enlouquecida. Já quer levar, já quer usar, né? A gente tem essa… Eu fico ansiosa pra usar as roupas. Eu quero um guarda-roupa toda coleção, ele bem diferente. Nossa, sonho de todo mundo, né? Mas eu acho que a internet ajudou muito. Porque o discurso…

embora a gente tenha muito alinhado o nosso discurso, se você não conta para o outro o que você está vendendo, o que você quer vender, de nada adianta. Porque ou você só vai captar aquela cliente que chegou ali na loja que você conseguiu conversar. Então isso, a internet foi muito a nossa aliada, porque a gente tem um discurso que é, a gente quer fazer uma moda atemporal.

É o que a gente mais quer. Fazer uma moda onde a mulher se sinta elegante e confortável. Sofisticada e confortável. Que essa moda, a sua roupa transita do dia pra noite de uma forma que você só muda o acessório. Então, às vezes, eu vou estar com essa roupa, mas eu vou prender meu cabelo, vou colocar um brincando, vou colocar um salto e um blazer preto por cima.

eu tô adequada pra ir pra um super jantar, pra um aniversário. Então esse nosso discurso, que a gente sempre teve muito alinhado, a gente precisou passar pras nossas clientes com as nossas campanhas. Então a gente faz um investimento alto nas nossas campanhas.

Tentando mostrar o nosso processo criativo também, porque eu acho que a gente não vende só roupa, a gente vende todo o nosso lifestyle, né? A gente não vende uma peça, a gente vende como você se sentir dentro dessa peça, né? Então eu tô realmente assim, eu tô confortável. Qual a imagem que eu tô passando? Porque o fast fashion, ele vai total, é o contrário do que a gente, né? É uma coisa descartável.

Que é modinha, que hoje você usa um shape, amanhã você vai usar outro. E que não é a nossa proposta. A gente quer vestir as mulheres. Hoje a gente fala, nossa cliente é uma cliente mais madura. Ela é 50 a mais. É a cliente que realmente compra. E muita gente fala, nossa...

Não sabia, mas realmente é. Por quê? Porque eu acho que é uma faixa etária que é difícil de você se encontrar de ter uma moda que seja, tenha um toque jovem, mas ao mesmo tempo você não fica, você não se sente estranha, você não sente que você não tá pertencendo ou que você tá querendo ficar menina, sabe? Porque tem um sofisticado, tem uma elegância, mas ao mesmo tempo tem essa bossa aqui que tem um descontraído, né? Que não fica engessado.

E eu acho que a gente vai inovando, mas a pessoa não sai se sentindo um personagem. Ela sai se sentindo adequada. Então, e é isso, eu tenho apego a muitas peças e eu quero que ela dure. Que as peças durem. E o que eu acho muito legal é que todas as nossas coleções, elas se conversam. Então eu consigo usar essa blusa com uma calça da coleção passada, um casaco.

E é eterno. Então ela não precisa se prender só a toda coleção, só ter peças novas e tudo ser descartável. É muito gostoso você ter um guarda-roupa que você acaba vendo várias fases da sua vida e que você pode continuar usando. Então eu acho que a gente consegue passar os nossos ideais pras peças, né, pra cada coleção. E as clientes acabam vendo isso pelo nosso storytelling, que a gente gosta de contar, que eu acho que deu a força pra...

para elas verem e se identificarem. Então elas acabam gostando desse conceito. São mulheres mais maduras que dão valor a peças duradouras, as peças eternas. Claro que a gente aprende muito sobre tendência, a gente não segue, mas a gente tem também que saber todas as tendências. A gente faz muitas pesquisas de viagem, site WGSN, tem vários canais, a gente tenta ser sempre muito antenada, mas não condicionada à tendência.

Eu acho que, então, respondendo assim, eu acho que você mostrar pro mundo seu ideal e o que você tá vendendo facilita muito. Não só você contratar influenciadoras pra vestir e tal, e fica aquilo muito perdido, sabe?

Você tem que ter um discurso, começo, meio e fim, muito alinhado com o seu ideal, com aquilo, sabe? Tem que estar tudo muito alinhado. E aí, quando você sente que isso chegou no ponto onde é verdadeiro, que realmente o que você quer vender é o que você está produzindo, quando você vai no ponto de venda, está se comunicando exatamente com essa cliente, sabe? Tudo vai encaixando, aí você ganha cliente.

Eu concordo, até quando vocês falam de valores e passa isso pro processo criativo, eu observo muito nas marcas que eu gosto, como que é a jornada delas, né? E eu acho que até hoje com a maternidade, você acaba pensando até em roupas que são mais fáceis de usar, que eu tô num momento tão confortável, sabe? Tipo, eu passei uma época no final da minha gestação que nada dá, eu comprava uma coisa agora e daqui uma semana já não tinha mais onde...

colocar, eu falei, meu Deus do céu, nem vi essa barriga crescer desse jeito, que eu queria barrigão, Deus me abençoa realmente com a barriga, né, eu chegava a barriga, era uma loucura. Mas, eu acho que é muito importante as marcas entenderem a necessidade dessa transição da mulher, principalmente da mulher, né, porque o homem, ele...

passa por as idades ele vai mudar no máximo a cor que ele não gosta mais e tudo mais mas não muda de look total, né? como a gente mas aqui o meu ponto de vista é eu queria entender, né? até pra galera que assiste essa transformação quando começou essa parte digital e aí todo mundo falando de influencer e tudo mais como foi pra vocês?

entenderem esse novo mercado pra vocês trazerem pra realidade de vocês as escolhas das influencers ou de embaixadoras ou da essência da marca nesse formato e se esse processo criativo no meio do caminho mudou como vocês também foram amadurecendo também ela mudou com essas novas vivências, sabe? Sim, acho que a marca amadureceu com o nosso amadurecimento a gente usava mais curto, usava mais salto virou mãe, começou a usar menos salto claro, claro, claro claro, claro, claro claro, claro claro claro claro claro claro claro claro

cumprimentos mais confortáveis, né, pra adequar os movimentos que a gente faz quando é mãe. Então eu acho que a marca foi amadurecendo com a gente. E a gente sempre busca a nossa verdade. Por exemplo, tem influenciadoras que a gente acha elas muito legais, muito bonitas, mas elas não falam com o nosso produto. Então quando a gente escolhe uma pessoa que fala com o nosso produto, você fala, nossa, daí parece que até o trabalho cresce, tudo cresce porque fica natural.

geralmente a gente quem busca as influenciadoras, a gente recebe hoje no Instagram, a gente recebe todos os dias às vezes por hora a gente recebe alguém ali falando olha eu trabalho com tal, tal, tal influenciadora o que você acha tal, tem influenciadoras que são maravilhosas que vendem tudo e que tem seu mérito mas que não dão um match assim com a gente porque a gente precisa vestir uma influenciadora que ela compraria a nossa marca e aí

Que ela não vai vestir. Então a gente não faz provador. Não tem ninguém. Nenhuma influenciadora vai na loja fazer provador. Que é o que muitas marcas fazem. E que eu acho que dá resultado pra elas. Mas pra gente é importante a mulher. Ela se conectar com essa coisa verdadeira. Que no dia a dia a influenciadora tal. Não é que ela vai acordar e falar.

Oi, tudo bem? Estou aqui de Missing Cloth e tal. Isso ela pode falar lá no final do dia, ou ela pode dar um print se alguém perguntou. É claro que é importante mencionar, porque às vezes fica todo mundo perguntando ali, 20 pessoas perguntando, ela respondendo só para as 20 pessoas. Não, ela tem uma comunidade gigante. É importante ela falar. Mas que isso não seja a primeira coisa. O importante é que ela tenha liberdade para pegar a roupa na loja.

Então a gente combina, ela tem a liberdade pra pegar a roupa na loja e aquilo vai fazer parte da vida dela. Aliás, a gente tem uma coisa também assim, olha, você vai pro aniversário de alguém, alguém que você acha legal, que tem a ver com a Missing Cloth, dá um presente da Missing Cloth. Então é um trabalho de formiguinha que a gente vai fazendo, mas que tem a ver com a nossa verdade. Então ela tem que usar no dia a dia, ela vai buscar o filho com aquela roupa, ou ela vai pro curso de culinária, assim, coisas do dia a dia, mas que ela tá vestida de Missing Cloth. Então é sempre assim.

O mais verdadeiro. A gente tem marca que faz isso com a gente. É o mais verdadeiro. Você não precisa postar. Porque a pessoa que vai comprar seu produto, ela vai enxergar você usando e ela vai comprar anyway. Porque senão, eu acho que se não fala com a nossa cliente, a nossa cliente…

Ela questiona. E eu acho que quando você pega uma influenciadora que realmente é do seu universo, você não vende só aquela peça. Porque eu acho que tem isso. Tem uma influenciadora posta um maiô tal. Todo mundo quer aquele maiô. Se você fala com uma influenciadora que realmente entende, vai mostrando o lifestyle da Missing Love, a cliente ela não quer só. Ela quer aquele maiô, ela quer a camisa. Ela começa a virar realmente cliente da loja. Acho que a gente busca isso.

É muito legal. Fantástico. Isso é muito bom, né, gente? Porque eu acho que isso se perdeu um pouco também, né? Das marcas quererem só fazer ali venda e tal, e aí se conectam aquelas coisas que todo mundo fala, né? Da Xuxa usar o Monange, etc. Tipo, acho que tem que fazer o sentido, né? Tem muita marca que fala, às vezes chega um influenciador e fala, ah, quero falar da sua marca, e a marca fala, não, então eu quero que você venha aqui e conheça o meu produto.

Primeiramente quando é marca de coisa de alimento, conhece o meu produto, vê se você realmente gosta, se você vai consumir isso, se faz sentido pra você.

Porque senão não tem o match, né? E eu acho que vocês estão certíssimas. É criar esse relacionamento, eu acho. Às vezes até uma cliente que vira influenciadora, às vezes deve acontecer, né? As pessoas estão com medo hoje. Eu vejo assim, mas você realmente usa isso? Porque dá medo, gente. Muita gente pagando bem que mal tem. Vão fazendo, só que, poxa, você tá… Tem pessoas que acreditam no que você fala. Então é uma responsabilidade.

Eu tenho essa sensação, às vezes, outro dia mesmo, um travesseiro. Eu tava na fase do travesseiro. E uma influenciadora falando, falando do travesseiro. Aí eu me peguei mandando um direct, porque eu conheço ela, mandando. É realmente bom. Sabe? Eu recebo o recado assim, realmente funciona? Eu recebo também. Assim, querendo dizer, você testou? Porque eu tô com esse problema. Porque às vezes ela gostou, mas não testou tanto. Aí eu me peguei duvidando.

E eu falei, gente, é isso. Tem uma coisa um pouco no inconsciente das pessoas que…

que você fica assim, nossa, será? Mas o que eu acho é que tem influenciadoras que conseguem vender muito naquela primeira vez que ela usa. O maiô, por exemplo, vende a primeira vez, mas você não se conecta com aquela marca. Ela compra aquele maiô porque ela viu aquele dia, ela quer ser aquela pessoa. Mas ela não continua se conectando com a marca, ela não volta a comprar. Ela comprou porque tal pessoa usou. E quando a Tati fala, a gente fala pra influenciador aí na loja, escolhe o que você gostar.

Porque daí fica verdadeiro. Não, eu quero que você use isso, ela sai. Porque eu acho que a roupa te dá uma segurança. Se você tá bem vestida, se é apropriada, nossa, você chega bem. Se você chega ou arrumada demais ou arrumada de menos, você já fica com vergonha, você já não é tão você, você já não conversa bem. Então a roupa te traz uma segurança.

que é muito boa, né? Então se ela escolhe o que ela gosta, ela passa o dia inteiro usando e tá se sentindo bem, nossa. Concordo com vocês. E eu acho que uma das maiores dores de quem às vezes, de muitas pessoas que investem, empresas que investem em influencers, primeiro que eu acho que eles fazem um...

um direcionamento muitas vezes errado e esperam muito, porque eu acho que o influenciador ele não é vendedor, eu acho que ele muito e eu tava vendo até umas críticas esses dias que eu tava falando com a Bebel de muitas pessoas falarem, ah essa aqui não é uma influenciadora de moda, ela fala sobre consumo muito mais do que moda

Eu, particularmente, a gente tava numa fase de parar de seguir de várias coisas que não fazem mais. Sabe aquelas fases que a gente tem? E eu comecei a notar que eu sou muito mais influenciada, principalmente por influencers europeias. Elas não falam de marca.

Elas não falam de marca. Às vezes, até quando eu gosto de uma coisa, eu tenho que ir lá, tirar um print, usar o chat. Não, eu vou no chat e mando chat da onde é essa roupa, sabe? Porque eu não sei da onde que é, realmente. Ou de algum outro produto que eu acho que seja legal, que se não aparece o produto ou do que ela tá falando. Porque eu acho que a gente ficou, aqui no Brasil, é um dos maiores mercados, né? A gente sabe disso.

O brasileiro gosta de mostrar e tá tudo bem, eu acho que isso funciona, mas até onde é verdade ou não é. Eu muitas vezes, às vezes eu me pego fazendo, quando eu gosto muito de um negócio, eu vou lá, faço post, marco a marca, que não tem nada a ver com o negócio, aí eu vejo pessoas perguntando cheio, funciona mesmo? Olha, não sei o que, daí eu falo...

Gente, é uma responsabilidade tão grande da gente pensar de fazer coisas. E esse negócio que você falou de fazer escolhas. Eu passei agora, quando eu tava grávida do Antônio, de muitas marcas mandarem coisas lá pra casa. E eu nem sei de onde eu acho o endereço. Sabe quando manda? E às vezes eu falo, putz, como é que sabe o endereço aqui de casa? Às vezes, marcas, converso com marcas.

mandando, e depois me mandam assim, ah, cheia, você não postou, não sei o quê. Primeiro, eu acho que a marca, quando ela manda também um presente, ela tem que pensar que às vezes eu não vou usar aquele presente, não é porque ela mandou e eu não estou pagando, que quer dizer que eu vou usar aquilo.

Principalmente no meu filho, que eu comecei no primeiro tempo. Querer saber que produto é, não saber se ele era alérgico, né. O Antônio não tinha nascido ainda, pra eu entender o meu filho. Primeiro filho, né, a gente fica com várias questões aí, né. Então assim, eu fiquei bem rígida no início. Tipo, de lavar sem amaciante. Aquela coisa toda que vocês devem ter passado. Total. Total, a gente fica… Putz, até a…

A própria médica dele falou, Sheila, se caiu a chupeta, não precisa lavar todas as vezes. Tipo, porque eu ficava aquela mãe, ninguém toca, lava, sabe? Acho que a gente fica meio assim. Mas resumindo, eu acho que a marca, quando ela vai fazer o investimento, tanto no influenciador, embaixador, ou o que ela quiser, ela vai presentear, precisa ter um bom senso de entender quem é aquela pessoa. Mas às vezes a gente presenteia e a gente não quer que a pessoa poste.

A gente vai com a pessoa, use no momento com as amigas, no momento natural, e aí a amiga vai ver. Nossa, que legal. E aí que a gente ganha cliente. Porque o postar, hoje em dia, é claro que é bom. E eu acho que a marca tem que pensar também, não só no postar. Mas ela tem que pensar se a marca tem o mesmo valor da pessoa, pros dois lados. Porque acho que às vezes a pessoa, ela quer muito que aquela pessoa use pra vender.

Eu sei que todo mundo quer vender, tá tudo certo isso. Mas, tipo, e a jornada que você vai ter, você vai mandar toda hora, não é só um dia, que nem você falou, maiô é legal, mas a conversa que tem com a marca. Eu gosto de trazer essas reflexões aqui em grupo.

Porque vocês que estão numa marca de 20 anos, né? De consistência, né? Eu imagino que vocês tenham passado por vários momentos. E assim, como que coloca na ponta do lápis é que dentro que seja sustentável. Porque vocês também fazem um investimento, querendo ou não de tempo, de dinheiro. Porque produto é dinheiro, de aposta. Então, tem que ser uma coisa pensada. Às vezes as pessoas acham que o marketing manda pra um monte de gente e dá certo.

Então, é legal a gente trazer esses momentos de falar. Porque como a gente fala com muitos segmentos, de muitos...

muitas coisas diferentes, às vezes as pessoas criam expectativa em cima de um produto, que não é, né, tem muita gente que fala assim, ah, nunca mais vou fazer influencer, esse negócio de marketing não dá certo. Mas você vai ver a campanha da pessoa, não era conectada e não tinha uma jornada aí ser feita. Então a gente gosta de trazer esses assuntos, porque vocês têm muito a ensinar aqui, né.

Eu acho que é isso, acho que o mais importante é a pessoa tá muito conectada com a marca, com seus ideais, então eu tava lembrando disso também, outro dia eu recebi um presente desses que você recebe e aí eu pensei, eu acho que eu vou trocar, porque não tinha a ver comigo, né você fica um pouco de vergonha, troca, não troca mas eu pensei, a pessoa deu, é porque ela quer é pra eu usar, e aí eu fui na loja trocar, quando eu fui já chegou uma pessoa e falou claro

Olha, deixa eu te falar, você vai trocar? Não, é porque isso é da coleção passada. E começou todo um empecilho que eu falei, não, gente, não precisa, não vou trocar, sair com a sacola, tá? Frustrada. É, porque eu falei, gente, até foi por educação que eu fui trocar. Porque eu falei, eu preciso agradecer, mas ao mesmo tempo eu já vou agradecer falando, olha, ficou grande, escolhi um outro modelo, tal. Até falando, bom, já que é pra se conectar, vou entender, vou ver que marca que é.

E eu falo, gente, tudo errado, né? A pessoa deu um presente, não sentiu, você foi lá tentar trocar. Não porque por nada, mas não é pra se conectar. Aquilo era da coleção passada, te mandaram, só que aí não pode trocar. Então acho que tem que ser uma coisa muito pensada, né? Se a ideia é que a pessoa se conecte e conheça a sua marca, tem que se conectar com a pessoa. Devem ter mandado que tipo, ah, isso tá empacado, vou mandar.

Porque daí pelo menos ela conhece a marca, elas, né? Que devem ter mandado. Ou só faz uma foto ali da sacola, obrigada, tal.

Gente, vocês sabem que eu vou, não vou falar o nome da marca, obviamente, mas vou expor aqui. Tem a mãe de uma amiga minha, eu fui jantar na casa dela, daí a mulher tava falando assim, ai, eu tô com uma coisa aqui, eu posso dar pra você? Eu falei assim, pode? Como assim? Ela, meu, é que tem essa marca, que todo ano no meu aniversário, ela faz questão de pegar o item mais barato da loja, no menor tamanho, e ela é mais...

cheinha, assim, e me mandar de presente, porque daí ela sabe que eu vou ter que ir lá trocar, e eu sempre vou ter que pôr dinheiro, porque ela sempre pega o item mais barato da loja, e a loja é caríssima. Ela falou assim, eu não aguento mais, você quer provar a saia? Porque eu sou pequenininha, ela falou assim, eu achei que você ia caber dentro dela, e se você gostar pode ficar. E se quiser trocar pode também, mas não recomendo.

Eu falei assim, mas isso tinha quanto tempo? Isso acontece lá todo ano, elas me mandam há, tipo, já 3, 4 anos. E ela falou assim, a primeira vez eu fui lá, troquei. Aí na segunda vez eu saquei que tava estranho. Aí na terceira eu falei, ah, não vou mais. Aí mandaram de novo. Aí eu falei, gente, mas que safadeza. E é uma marca que, tipo, aparentemente não precisa fazer isso, sabe? E é uma marca cara e tudo mais. Eu falei, eu tô chocada.

A gente fala como estratégia de marketing tem que impactar. Tem que ser um uau, tem que ser uma coisa que a pessoa fique muito feliz. Pra mandar, pra mandar, pra pessoa ter que trocar. Nossa, já ia ficar chateada só de trocar e também errar em meu tamanho. Porque eu ia falar assim, putz, me sinto desrespeitada. A pessoa nem ter estudado ou perguntado o número que eu uso. Claramente é, tipo assim, ela, sabe, tipo, sei lá, 32. Assim, dá pra ver que não é que erraram um pouquinho, fazemos de propósito.

Ela falou, gente, é sempre a peça uma das mais baratas, assim. Ela falou que eu vou ter que pôr um dinheiro pra trocar, porque não vai ter, sabe. E era...

Ai, essa era a última peça, não tem tamanho maior, a gente troca. Ela falou assim, gente, na primeira eu caí, na segunda eu tava lá na loja Jada e eu comprei, ela falou assim, agora eu não volto mais, eu tô traumatizada. Chocada, ilusora. Eu vou terminar, eu não vou saber quem é. Se você está na liderança de uma grande empresa, sabe. Quando a operação cresce, os desafios também crescem.

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Começa com cliente curiosa também. Não posso contar, mas no off eu conto pra vocês. Mas eu fiquei chocada. Eu falei, mas isso não conquista cliente. Ela falou, pois é. E eu agora falo o bala pra todo mundo. Quem me pergunta, eu falo, não. Gente, é o contrário, né? Ela ficou chocada. A experiência do cliente, acho que é pior ainda. Gente, experiência é tudo. A gente fala pras vendedoras, né, na loja. A cliente chega, ela tá feliz.

Não é que ela bateu o carro, tá chegando no mecânico. Ai, vou ter gastado dinheiro com o carro, alguma coisa. Ela tá feliz. Ela chega feliz. Ela chega...

maravilhoso, tá com a faca e o queijo na bola tá feliz, ela vai comprar uma coisa pra ela ela vai gastar o dinheiro que é um dinheiro que ela quer gastar com uma coisa pra ela, então ali você tem que sabe saber envolver a cliente ser verdadeira, não ficou bom falar, olha, posso te pegar outra opção porque essa eu acho que ficou um pouco justo ou não te valorizou aqui, sabe, ser verdadeira e você tá num momento de felicidade na vida da cliente, num momento de alegria aproveita. A gente fala lá na loja é ** **

A mãe chegou com o filho, a gente já tem três brinquedinhos ali. Você coloca um filho no provador, porque a gente se coloca sempre no lugar da nossa cliente, né? Eu fui com meu marido, por exemplo, numa loja. Gente, que coisa melhor, o marido sentou, se tem uma revista, um café, uma água, servem ele. É, tem que envolver o marido, se não ferrou.

Uma cuida do marido ali, pra ele se sentir à vontade. A outra cuida da esposa e ágil. Porque o marido não vai querer esperar muito tempo. Meu marido odeia ir comigo. E assim, eu tenho que ser muito rápida. Então se intertem ele, bate papo. Aí a vendedora tem que ser muito rápida com a cliente que o marido tá lá. Então é assim…

corre, corre, corre e tal. E vai ali, quer um café? Posso pegar um cafezinho pra você? Uma água? A gente tem essa revista, quer ver aqui. Criança, a primeira coisa que a gente faz é ter um provador do lado do outro, numa parte da loja e outro provador do lado do outro. Então assim, coloca a criança fechada e um provador do lado da mãe. Fecha. Por quê?

Tem coisa pior do que se o filho tá correndo na loja e se esconde embaixo das roupas, você fica, cadê, cadê? Não, deixa o filho ali do lado. Com um brinquedinho, a gente tem brinquedinho de madeira, sabe, de fazer pizzinha e tal, deixa ele lá. Então, são coisas que a gente se coloca no lugar da nossa cliente, sabe? É uma experiência boa.

Isso é uma boa dica também. Isso é muito importante. Que realmente isso acontece. Esses dias eu fui numa loja pegar um negócio e aí tinha uma mãe com uma filha. Ela era pequenininha, mas ela já era, tipo, grande o suficiente pra comentar. Daí tava ela e todas as vendedoras sentadas no provador comentando os looks da mãe. Eu falei, gente, coisa mais fofa. Tipo, a vendedora senta lá e ficou Não, o que você acha? Não sei o que. Ai, mãe, acho que não sei o que.

Eu falei, gente, que ótimo. Daí ela tava lá tranquila. Ela provou. Gente, a mulher, juro. Provou a loja inteiro. Ela levou metade da loja. Eu falei, gente,

Que tava todo mundo lá. A gente tem até potinho pra água, pra cachorro também. É muito legal. É muito bom isso. Eu adoro ir ao shopping agora que eu tô com o filho e não consigo levar todo junto, porque daí eu não consigo fazer mais nada. Porque a minha cachorra também gosta de interagir. Mas eu adorava ir com a Lila antes e agora em torno. Mas tem que ter esse...

Passa na loja que vai ter aguinha pro cachorro. Adorei. Bebel com seus dois. Deixa ele sentadinho ali no provador. O meu não dá, isso é muito caótico. O Manuel ia... A Helena, ok. O Manuel, não. Mas eu vou fazer a minha última observação aqui. Nós estávamos fazendo uma mentoria esses dias com nossa plataforma. Eu achei fantástico o Douglas trazer falando sobre...

Você falou agora. Não é que ele tá indo pro mecânico, ela tá indo pro mecânico ir lá gastar dinheiro. Então ela já vem feliz. E ele citou uma coisa que ficou muito na minha cabeça, que foi a seguinte observação. Quando a gente faz tráfico pago, lead, você não sabe quem que é o lead que tá chegando lá, mas, meu, você tá aqui mexendo. É muito mais fácil, rápido.

quando você consegue ajustar o seu funil. Mas hoje em dia, pra você sair de casa, né? Todo mundo tem uma agenda caótica, principalmente em São Paulo, que a gente demora, às vezes, muito tempo pra chegar nos lugares. Se você só sair de casa, ir pra sua loja, ter a experiência. E muitas empresas não pegam nem o WhatsApp da pessoa quando ela entra só pra ver, às vezes, porque ela entrou na sua loja de várias vitrines, de várias lojas. Então eu queria que vocês trouxessem nessa observação.

qual é a experiência do cliente, além dessas fantásticas que vocês trouxeram, mas qual é a experiência do cliente que vocês fazem para a física? O que tem, além dessas observações, dessas adendos aqui, porque eu acho que é incrível, tanto da criança quanto do marido, mas dentro da experiência da mulher quando ela entra dentro da loja sem marido e sem filho?

Eu acho que toda experiência precisa estar de acordo com aquilo que a gente quer passar e o que a gente quer vender. Desde o mobiliário que a gente coloca na loja, a arquitetura, tudo precisa conversar. Precisa conversar com aquela cliente, a cliente precisa olhar e se sentir em casa, que é o que a gente quer. Então o cheiro é muito importante, o cheiro é uma coisa que a gente sempre fala. A música que você coloca na loja, porque às vezes eu entro em algumas lojas e tenho uma música.

Porque eu falo, gente, tá atordoante isso. Como que as pessoas trabalham aqui? Como que consegue, sabe? Então sempre tem uma bossa nova, uma música calma, uma música gostosa. Num volume que seja bom, sabe? Nem tão alto, nem tão baixo. As nossas vendedoras, elas têm esse treino e também observam muito a gente quando a gente tá lá, a gente tem um olhar muito crítico. E às vezes a gente pega na mão e fala assim, vem aqui na vitrine, tem alguma coisa te incomodando?

Porque assim, eu de longe eu olhei já cinco coisas e a gente tem que treinar esse olhar, né? Pra nossa equipe entender que, olha, isso daqui tá torto, isso daqui tá assim e tal. Então de mostrar esse nosso olhar, porque a gente tem um olhar muito esteta assim, sabe? E crítico, e a gente precisa passar isso. Mas a ideia é que a cliente, quando ela entra na loja, ela se sinta em casa.

E precisa ter um plus dela comprar pela internet, precisa ter toda a experiência. Então a vendedora precisa ler essa cliente. E muito pouco tempo, porque são poucas as clientes que chegam lá e tem tempo para ficar ali conversando, batendo papo. A gente tem algumas que são maravilhosas, que elas têm tempo, elas conhecem as nossas vendedoras, elas tomam café e ficam ali, mas não é a realidade da maioria. Então tem que agir muito rápido. A cliente fala.

A gente sempre faz esse teste. A cliente fala, eu vou passar o Réveillon em Punta del Leste. Todas as vendedoras têm que saber o clima em Punta del Leste. Não dá pra pegar, né? Tem que saber que vai estar vento, vai estar um friozinho. Então, se você der um vestido, você vai já junto colocar uma jaqueta por cima, um casaquinho e tal, pra que isso seja rápido.

Então essa experiência da cliente na loja precisa ser rápida, mas muito assertiva. Então ler a cliente é muito importante, né? Então ela dá uma brecha pra abrir um pouco o provador, você já tem que estar lá com outras coisas. Tipo, não tem? Ai, peraí que eu vou buscar pra você. Tá tudo ali. Ela deu a brecha, ah não, vai embora, tudo bem. Vai e guarda. Mas se não, você tá ali.

Você tem segundos pra ler se ela é mais moderna, se ela gosta de justos, você tem que ler em segundos. Porque senão você vê ela, olha essa peça, uma coisa que não tem nada a ver com a cliente, ela já se afasta. Eu acho que o clima, o tom que você fala, às vezes você sente que a cliente tá em algum momento querendo conversar, você conversa, se a cliente é mais...

fechada, mais tranquila, você respeita. A gente sempre fala, lê e respeita. E sempre seja verdadeira, porque eu odeio chegar com a minha filha, preciso comprar um tênis branco pra um acampamento que ela vai precisar de um tênis branco e tal. Você chega na aula e fala, você tem esse tênis branco? Aí o vendedor fala, só um minuto, daí ele volta com dez caixas. Aí a primeira que ele já abre é um tênis azul, aí você fica olhando, o segundo é um rosa, depois você fala, e o branco? Ah, o branco não tem.

Aí você fala, eu preciso do branco, obrigada. Aí eu falo, poxa, então se a cliente chega a falar, não tenho essa, já chega e fala, olha, essa eu não tenho, mas eu tenho essa e essa, sabe? Não deixa a cliente esperando, já fala, olha, eu não tenho na sua numeração, mas esse, esse eu acho que também pode compor com essa ocasião que você me pediu, te ajuda, sabe? Tentar ser verdadeiro. Fantástico esse bom senso que vocês têm, fantástico.

E a gente sempre dá todos esses exemplos ruins que a gente tem em outros lugares quando a gente vai pra elas.

Pra elas entenderem o quanto que o nosso tempo é precioso e o quanto precisa ser assertivo. Essa coisa de ler a cliente, a cliente chegou ali com uma calça seca, justa, uma blusa toda justa. Não adianta você dar uma peça super ampla pra ela. Pode ser que ela use, mas você precisa ser assertiva.

vai naquilo que é mais sequinho e justo. E aí você vai entendendo, você leva uma calça mais larga, quer provar, talvez fique bom. E aí você vai amadurecendo essa conversa. A gente sempre dá esse exemplo, que não é um supermercado, ela sabe exatamente o que ela quer, ela vai pôndo no carrinho, tem as necessidades. Não, ela precisa do seu olhar. Só que ela precisa do seu olhar, não o olhar que você faz pra você, o olhar que você faz de acordo com a leitura dela. Claro.

que você pode falar, olha, isso aqui talvez seja um pouco ousado, você gosta, é uma proposta que a gente dá. Mas você tem que ir mostrando, mas também sem ser aquela vendedora que de repente a cliente fala, pelo amor de Deus, sabe? Assim, não tem nada a ver comigo. Aos poucos, vai, leva, quando você coloca uma camisa que é um pouco transparente, já coloca um top junto e fala, olha, eu coloquei, eu sei, pode ser que você tenha na sua casa, é só pra você ver como fica.

Aí ela fala, nossa, você acha que eu vou levar também esse? É mais compridinho, acho que eu não tenho. E a gente sempre tenta ter tudo o que ela vai precisar na loja. Então se a calça é um pouco mais transparente, como a que eu tô, a Tati também. Tem os sortinhos que você coloca por baixo. Essa blusa que combina exatamente com o tom da… Porque depois a pessoa fala, vou pegar uma regatinha branca. Não fica a mesma coisa. Não fica.

Então a gente tem que… Até a experiência da roupa não vai ficar a mesma, né? Não vai.

E quando a gente faz algumas parcerias, collabs com outras marcas, é sempre buscando a minha cliente sair da loja com o look completo. A gente não faz sapato, a gente faz alguma parceria, porque a cliente sempre fala, nossa, mas esse sapato que você tá com… Legal. Pra ela sair com…

Com tudo. Que olhar maneiro que vocês têm. Fantástica. Eu vou fazer minha saideira emendando também na pergunta da Cheia. Eu queria saber, de todas essas experiências, o que vocês conseguem levar pro digital? E como que vocês fazem, às vezes, pra uma primeira cliente que comprou no site, pra ela ter um pouquinho do gostinho do que é a experiência de vocês?

A gente adora fazer alguns mimos, então a gente também presenteia com uma surpresa, às vezes, na caixa que a gente manda, a gente tenta colocar o cheirinho, né? Quando é São Paulo, com certeza chega com o nosso aroma, mas às vezes fora pode ser que chegue um pouco mais suave, mas a gente tem esse cuidado, o cuidado de dobrar a peça, o cuidado do papel de seda, o papel de ser realmente uma experiência na hora que ela abre a caixa.

a gente não consegue controlar tudo, porque às vezes no correio, mas até o tamanho da caixa, a gente tem hoje em dia acho que seis tamanhos de caixa pra tentar fazer a peça ficar certinha. E às vezes a gente pega sobra de tecido, faz um scrunch de cabelo pra mandar, tentar sempre fazer alguma coisinha assim pra essa experiência ser cada vez melhor.

Uma dica que ajuda muito quando eu vou comprar pros meus filhos alguma roupa de ski, como é que eu não compro roupa fora, mas algumas coisas eu compro roupa de ginástica que a gente não tem como eu adoro saber a tamanho, a altura e as medidas da modelo da foto porque fala, ela tem uns 72 que é parecido com a minha, eu já sei que eu sou aquela numeração ou da minha filha e fala, a modelo está usando o tamanho M ela tem tal, tal, tal claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro, claro claro, claro, claro claro, claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro claro

que ajuda muito, porque nem é todo mundo que sabe quanto tem de quadril quanto tem, e aí vendo aquela modelo, então a descrição no site acho que é muito importante ser bem fiel e ser tudo que você puder colocar de informação, acho que ajuda. Uma coisa também que ajuda muito, a gente tem o WhatsApp que é muito ativo do site então a gente tem duas pessoas que ficam no WhatsApp respondendo e ajudando as clientes, porque eu acho que essa compra do site, às vezes é um pouco solitária assim, sabe, porque você fica ali e aí

Você fica com tantas dúvidas e a gente fala pra elas, olha, vocês têm que estar prontas pra… A pessoa falou um oi e a gente deixa bem o WhatsApp grande ali no site e a gente responde. Então elas já estão acostumadas. Quem compra sempre já tá muito acostumada a ficar no site. Às vezes elas estão até mal acostumadas, porque não tem no site, elas mandam no WhatsApp.

O pessoal consegue a peça, sobe rapidinho e fala eu vou subir agora, você compra. Sabe, conseguiu alguma peça em algum lugar, retorno do atacado e fala, ó, vou subir agora, você compra. Porque eu não posso fazer pelo WhatsApp e vai ser pelo site. Então tem muito isso, assim, o WhatsApp ajuda. Mas eu acho que uma das nossas premissas é humanizar o site. A gente sempre quis um site que não veio uma mensagem automática. Porque me dá muita aflição quando você quer falar.

Tem alguma informação. E é só resposta automática. Você parece que só tá falando com um robô. Me dá desespero. Eu falo, gente, vira tudo uma novela. Eu te juro que eu comprei uma coisa online e eu não consegui trocar. O site dava erro na hora que você colocava o enviar. Eu não consegui falar no WhatsApp. Eu não tive retorno por e-mail. E isso é muito frustrante. Você nunca mais vai comprar no site. Nunca mais. E hoje em dia é super fácil comprar no site. Só a gente fala, olha…

Seja, mostra que tem uma alma ali no nosso e-commerce, sabe? Porque a gente vende por uma mulher real, a gente é uma marca que tenta. Claro, é difícil ter um atendimento 100% personalizado porque tem muitas vendas, mas a gente pega no pé nesse ponto e eu acho que eles são muito assertivos nisso, porque elas chegam até a mandar foto, manda medida, elas conseguem desenvolver uma conversa.

ou ainda chega e mostra, sabe, olha, serviu, ficou perfeito a gente tem muito isso e eu acho tão importante esse do site, você humanizar e deixar, ontem mesmo eu fui mandar perguntando um negócio aí falava, clique na opção de 1 a 9 não era nenhuma das opções

de novo de 1 a 9, aí eu mandava não é nenhuma das ações, eu preciso de tal coisa aí voltava a minha alimentação automática, voltou umas 6 vezes depois de horas alguém veio lá, oi tudo bem, não sei o que eu falei, gente, até a pessoa responder você já foi atrás de outras possibilidades então eu acho que a pessoa que faz o investimento num site e quer ter uma venda significativa precisa deixar humanizado precisa deixar não só humanizado quanto a pessoa tá preparada do outro lado pra organizar a vida da pessoa

Isso é uma das coisas que a gente é muito chata com WhatsApp e com Instagram, sabe? Porque eu falo, a pessoa que te mandou um oi...

Eu já penso, eu mandei um oi ali, eu quero que alguém responda oi, sabe? Eu quero muito, porque eu tô… Eu fui impactada por alguma coisa no Instagram. Eu mandei, oi, tudo bem? Quanto custa? Eu quero muito, custa tanto. Porque aí eu consigo resolver aquilo na hora. Gente, quatro horas depois… Você já tá pronta, né? Depois eu nem quero mais, já pensei, pra que eu vou comprar isso? Exato, pra que eu vou comprar? Então eu sempre falo pras vendedoras.

Na hora, na hora. Então a gente fica dando print. Às vezes a gente entra no Instagram, tem assim, muitas mensagens. Eu começo a dar print. Quando eu vejo, assim, 10 horas sem responder, desesperador. A gente fala que precisa contratar agora mais uma pessoa só pra ver isso. Porque assim, não tem como. 10 horas depois você já não quer mais, já não precisa. O marido já reclamou, já… Quanta coisa… A gente fala como se tivesse uma cliente parada na porta da lancha. 10 horas de espera. Ela tá ali.

Que bom que vocês pensam nisso. Então a gente fica exatamente isso. Eu falo, gente, olha a fila de pessoas que tem aqui. E vocês estão querendo que a gente poste pra captar mais clientes? Sendo que tem horas e horas de pessoas na fila aqui. Porque às vezes a equipe fala, vai lá na loja, faz vídeo, posta, tal. Não, primeiro vocês eram tudo.

tudo, né? Toda essa fila de gente aqui na frente. Pra depois a gente pensar, porque realmente é maravilhoso essa coisa quando você posta aí vai, um monte de gente quer, quer. Só que se você não consegue atender, vira, é o contrário, frustra, sabe? Porque você, depois você esquece, aí quando você lembra, você fala gente, nem me responderam. O mundo tá muito acelerado, as ferramentas tão muito boas, hoje em dia online você tem muito recurso, o Instagram muito recurso, mas se você não acompanhar e não entregar, você perde a cliente. Certo.

Nossa, gente, eu concordo em tudo com vocês. O olhar de vocês é muito bom, né? De experiência. Não é à toa que elas estão aí. Exatamente. Parabéns. Amei, amei. Eu teria papo aqui horas a mais. A gente também. A gente fala que a gente fica com vergonha de gravar. Mas quando a câmera não tá na nossa frente, a gente tá no bate-papo. Aí é tranquilo, porque a gente tá só trocando. Obrigada por hoje. Eu queria que vocês passassem as redes sociais de vocês.

Pra quem tá assistindo, adicionar o perfil próprio e da marca também, por favor.

Tá bom, então o da marca é Missing Cloth é arroba M-I-S-S-I-N-C-L-O-F Missing Cloth o meu é Tati Ventre com H no segundo T o site é Missing Cloth também ponto com ponto BR e o meu é arroba P e Sil maravilhoso, obrigada por hoje obrigada, obrigada, amei espero que vocês tenham amado deixem vários comentários aqui pras meninas voltarem vocês não se esqueçam de se inscrever em nosso canal ativar o sininho e mandar um episódio pra todo mundo até a próxima, até, beijo beijo