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Clima no agro: El Niño no radar e impactos na safra | BBCast Agro - 05/05/2026

05 de maio de 20264min
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No episódio de hoje do BB Cast Agro, o assessor Marcelo Matsumura apresenta as atualizações do cenário climático e os impactos esperados para a agricultura brasileira em 2026, com destaque para a possível formação do El Niño.
Confira os principais pontos: 
🌦️ Neutralidade climática no curto prazo: há cerca de 80% de chance de manutenção das condições neutras até o fim do primeiro semestre. 
🌊 El Niño ganhando força: a probabilidade de formação supera 60% entre maio e julho, podendo ultrapassar 90% no segundo semestre. 
🌱 Impactos na produção agrícola:
  • Norte e Nordeste: maior risco de estiagem em culturas de sequeiro
  • Centro-Oeste e Sudeste: início do período seco e atenção ao milho safrinha
  • Sul: aumento das chuvas, com riscos de excesso hídrico e doenças

🌾 Desafios no campo: mudanças no regime de chuvas podem afetar produtividade, qualidade das pastagens e operações agrícolas. 
☕ Condições no Sudeste: clima mais seco favorece a colheita do café e a maturação da cana-de-açúcar. 
⚠️ Atenção do produtor: o monitoramento climático é essencial para tomada de decisão e mitigação de riscos ao longo da safra. 
Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.
Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
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Participantes neste episódio1
M

Marcelo Matsumura

HostAssessor de agronegócios
Assuntos4
  • Impactos do El Niño na agriculturaEstiagem no Norte e Nordeste · Excesso de chuvas no Sul · Impactos no Centro-Oeste e Sudeste · Cultura do café e cana-de-açúcar
  • Previsão climática El NiñoNeutralidade climática no curto prazo · Formação do El Niño · Probabilidade de formação
  • Clima e GeografiaChuvas no Norte · Chuvas no Nordeste · Seca no Centro-Oeste · Chuvas no Sul
  • Monitoramento climático e tomada de decisãoImportância do monitoramento · Assessoria especializada · Crédito consciente e sustentável
Transcrição12 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

BB Cast Agro apresenta Cenários Agro Olá, hoje é 5 de maio de 2026, meu nome é Marcelo Matsumura, sou assessor de agronegócios no Banco do Brasil em Piracicaba, São Paulo e falaremos sobre o cenário climático.

Com informações atualizadas pela NOA, o INMET atualizou as projeções de ENUS para o Brasil, onde há cerca de 80% de chance de manutenção da neutralidade até o fim do primeiro semestre. A partir do trimestre de maio a julho, a probabilidade de formação do ELNINHO supera 60%, podendo ultrapassar 90% no segundo semestre de 2026.

O fenômeno El Ninho impacta a agricultura brasileira de formas distintas, agravando a estiagem e o risco de perdas em culturas de sequeiro nas regiões norte, nordeste e partes do centro-oeste e sudeste, enquanto favorece o excesso de chuvas na região sul.

Nesta região, o aumento das chuvas pode provocar encharcamento do solo, favorecer doenças fúngicas e dificultar as operações no campo. A intensidade desses impactos depende da força do fenômeno e da interação com as condições térmicas dos oceanos Atlântico e Índico.

Segundo o Inmet, de forma geral, para maio há uma redução gradual das chuvas nas regiões centro-oeste e sudeste, caracterizando o início da estação seca. No sul do país, aumenta a frequência de frentes frias e provocam chuvas mais regulares e queda gradual das temperaturas.

Já no norte e em parte do nordeste ainda se observa a influência de sistemas que mantêm volumes mais elevados de precipitação.

Na região norte, a boa disponibilidade de chuva e umidade do solo favorece o desenvolvimento de culturas perenes, como o cacau, açaí, banana e mandioca. No entanto, nas áreas mais ao sul da região, a diminuição das chuvas pode afetar lavouras de milho e soja tardia.

Para o Nordeste, as chuvas tendem a se concentrar no litoral, sul do Maranhão e oeste do Piauí. No interior semiárido ocorre a redução da umidade do solo. No Mato Piba, o milho de segunda safra pode enfrentar déficit hídrico em fases sensíveis. Enquanto algodão e soja tardia apresentam melhores condições nas áreas com maior regularidade de precipitações.

A fruticultura irrigada segue com bom potencial produtivo, desde que a irrigação seja bem manejada. No centro-oeste, maio consolida o início do período seco. O milho safrinha depende das chuvas do começo do mês para garantir bom enchimento de grãos.

A partir da segunda quinzena, a menor disponibilidade hídrica pode limitar a produtividade e as pastagens começam a perder qualidade nutricional. No sudeste, o tempo mais seco favorece a colheita do café e a maturação da cana-de-açúcar. No norte de Minas Gerais, o milho safrinha deve ser monitorado.

No sul, as chuvas bem distribuídas beneficiam milho, feijão e o planejamento da safra de trigo. Diante dos eventos climáticos típicos da época, o acompanhamento da safra aliado ao monitoramento climático constitui ferramenta importante para a tomada de decisões.

Conte sempre com assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima! Banco do Brasil. Pra tudo que o agro imaginar.

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Banco do Brasil

Assessoria em agronegócios
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