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Cortes Do Bom e do Melhor – Danilo Gobatto entrevista Milton Parron

09 de maio de 20261h26min
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Participantes neste episódio2
D

Danilo Gobatto

HostJornalista
M

Milton Parron

Participante
Assuntos5
  • Carreira Radio TVInfluência paterna e aversão inicial ao rádio · Primeiros contatos com o rádio em Avaré · Teste reprovado e admissão como aprendiz de operador · Paixão pelo rádio e primeiras oportunidades como locutor · Tentativa de teste na Rádio Nacional do Rio de Janeiro · Experiência na Rádio Mauá e proposta de trabalho com Ângela Maria · Trabalho na VASP e início como rádio escuta na Rádio Pan-Americana
  • Relação com Fernando Vieira de MelloFernando como professor e anjo da guarda no rádio · Indicação para a Rádio Globo e retorno à Rádio Pan-Americana · Desentendimento e saída da Rádio USP · Visita a Fernando em casa de repouso e manifestação de Alzheimer · Mensagem de carinho do filho de Fernando, Fernandinho Vieira de Mello · Fernando como figura de apoio e mentor
  • Histórias engraçadas e inusitadasO caso Chico Picadinho e a entrevista na delegacia · Cobertura do terremoto no Peru · Entrevista com o Príncipe e Princesa do Japão · O salto de paraquedas narrado · A história do oxigênio hospitalar e a intervenção do Estado · A questão dos botijões de gás defeituosos · A relação com a família Saad e a doação de área para o São Paulo Futebol Clube
  • Mercado de radiodifusãoRádio como amigo da população, sem cobranças · Pressão de governos sobre anunciantes e emissoras · Importância do anunciante para a manutenção das emissoras · Moralização da área comercial pela família Saad · Rádio como veículo de informação e resolução de problemas
  • O negócio do paraquedismo e a criação de conteúdoPrimeiro voo de avião aos cinco anos de idade · Sonho de ingressar na Força Aérea · Curso de paraquedismo e a paixão pela aviação · Habilitação como piloto desde 1978 · Sensações e descrições sobre o voo · Narração do próprio salto de paraquedas
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10 horas, 5 minutos, Parron, se me permite, queria começar o programa de hoje de uma forma diferente, não é? Abrindo como você abre o memória. Alô, São Paulo, olá, Brasil! Anunciando aqui, recebendo hoje nos estúdios da Bandeirantes, no Morumbi, em São Paulo, um dos maiores nomes do rádio.

do jornalismo, Milton Parron. Olha, antes de mais nada, Parron, eu sei que você não gosta de dar entrevista, eu sei que você foge de entrevista, mas eu estou muito feliz, muito feliz mesmo, de verdade, de te receber aqui. Há tempos venho tentando organizar esse encontro, viabilizar aqui. E que bom que deu certo hoje para a gente conversar, para a gente bater papo, contar história, ouvir as suas histórias. É uma alegria mesmo, de verdade, de coração te receber, viu, Parron? Muito obrigado, Danilo. Os amigos da Bandeirantes.

Bom dia a todos. Agora, você imagina, meio século entrevistando. Aí, de repente, começo a te entrevistar. Agora eu vejo, porque as pessoas que eu entrevistei ao longo deste meio século, fugiu como o diabo da cruz. Realmente não é a minha praia. Da entrevista não é a minha praia.

Ah, mas estou feliz, estou feliz, eu sei que você não gosta, mas estou feliz, viu, Parrom? Porque hoje a gente vai ter a oportunidade de, nesse programa aqui, ouvir muitas das histórias, das curiosidades, fatos curiosos, engraçados, outros nem tanto, não é? E eu queria, na verdade, começar aqui do começo, eu queria começar falando de uma pessoa importantíssima na sua vida, grande responsável, na verdade, por te levar para o rádio, né? Eu estou falando, na verdade...

Do seu pai, porque você lá atrás, menino, você não gostava de rádio. Era o seu pai mesmo, um rádio amante, apaixonado pelo rádio, Parron? Você não acredita. Meu pai era espanhol e tinha um programa na Rádio América que à época pertencia ao grupo já dirigido pelo senhor João Saad e tinha um programa aos domingos nessa Rádio América chamado Ondas de Espanha.

Eu tinha, por quê? Oito anos de idade, por aí. E todo domingo meu pai lá ia com minha mãe, evidentemente, e a mim eles convenciam para ir e não ficar fazendo escândalo, não querendo ir, de que me dariam um ingresso para o Cine Imperial, que não existe mais, na Rua da Moca.

para assistir qualquer coisa lá. Então eu ia contrariado, mas ia, por causa do convite para o cinema. Quem apresentava Ondas Espanha era Salomão Júnior, que era irmão de Salomão Esper. E volta e meia, o Salomão Esper é que fazia as vezes, quando o irmão, por qualquer razão, não podia apresentar. Ali começou meu contato com a rádio.

E passei a ter aversão pelo rádio. Porque por culpa do rádio, eu não podia ir para o futebol lá com os coleguinhas, enfim. Depois nos mudamos para a Varé. Lá é a Varé já adolescente, precisando trabalhar, porque aos 15, 16 anos...

Na época que me refiro, era necessário que você já começasse a... E aparece lá um anúncio na Rádio Avaré dizendo que precisava de locutores. Meu pai ouvia muito, não apenas a Rádio Avaré, ouvia as rádios de São Paulo também. Ele sempre foi um amante do rádio. Quando ele ouviu aquele anúncio, falou, vamos lá, vamos fazer um teste. Mas teste para quê? Teste para locutor. Mas eu não sou locutor.

É, lá fomos nós. Fui devidamente reprovado. E aquilo provocou a ira do meu pai. Ele tinha conta no Banco do Estado de São Paulo, onde o gerente era um dos dois sócios da Rádio Avaré. Ele ameaçou o senhor Clóvis Guerra, falou, eu vou tirar minha conta, vou encerrar minha conta nesse banco, vou transferir para o Banco do Brasil.

Mas por quê? Não, não, você reprovaram o meu filho. Aí eu, então, com méritos, fui admitido na Rádio Avaré, mas não como locutor, porque eu era um garoto, não tinha nem como operador. Então, hoje, estou me sentindo meio à vontade aqui. Parrom, você, na verdade, é natural de Araçoiaba da Serra. Você só nasceu em Araçoiaba. Só nasci em Campo Largo.

Era o nome de Araçoiaba quando eu nasci, depois que mudou para Araçoiaba. E você também depois foi para o norte do Paraná, é isso? Norte do Paraná, um lugar chamado Patrimônio do 15, hoje chama-se Quinzópolis, era um distrito de Santa Mariana. Relativamente próximo a Londrina, mais perto de Cornélio Procópio.

E depois, então, a Varé, com 13, 14 anos, é isso? São Paulo. Ah, São Paulo. Eu era São Paulo. Ficamos aqui em São Paulo uns três anos. Meu pai era comerciante. Ele montou um armazém na rua Santa Rosa, vizinha da Paula Souza, onde é a bandeirante. Sim. E depois, por uma série de razões, ele comprou uma fazendinha lá em Avaré.

E nos mudamos para lá. Mas então essas mudanças todas de cidade, por conta do trabalho do seu pai, é isso? Ah, do meu pai. Do meu pai. Por conta do trabalho, em verdade, eu vim parar aqui em São Paulo, definitivamente, para trabalhar numa loja chamada Três Leões, uma loja de departamentos, tipo Mesbar, Piranha, etc., menor.

Fechou também. Foi o único emprego no qual fui despedido. Em três meses, o período de experiência, vindo os três meses, aí eles passavam a ter obrigações trabalhistas, então me dispensaram. E até hoje eu tenho trauma de ter sido dispensado daquele emprego.

60 anos atrás. Agora, com o rádio mesmo, a relação com o rádio começa em Avaré, que você já contou aqui essa história, como... Aprendiz de operador de mesa. E sem salário, Parron? Ou recebia alguma coisinha? Não, eu tinha um saláriozinho muito... Salário.

E como o seu pai, que forçou ali aquela situação, quando você chegava ali na Rádio Avaré, você gostava? Você sentia prazer? Ou foi se apaixonando aos poucos? Fui me apaixonando aos poucos. E me apaixonei de tal maneira, tinha um locutor que eu fazia o horário da noite. Um horário que podia errar à vontade na mesa, que a repercussão era menor que o horário diurno.

E esse loutor, Bruno Marcon, arrumou uma namorada e apaixonado, volta e meia-noite, ele atrasava, faltava, enfim. Aí eu pegava o microfone, levava do estúdio, levava para a técnica e fazia isso que se faz hoje em dia no rádio. Eu não sei se aquilo era...

Se era uma tremenda evolução ou se hoje é uma involução. Mas eu sei que eu levava o microfone e operava ao mesmo tempo. Ele também dava umas fugidinhas para namorar. Comecei a apagar, o Bruno marcou para ele faltar.

Fui pegando, porque começou a ter repercussão. Nessa época eu fazia o ginásio lá em Avaré, e os colegas meus falavam, te ouvi ontem à noite, ou aquela música, bota hoje lá. Enfim, pediam músicas para mim, dizendo que estavam me ouvindo. Ah, eu fui me empolgando. O amor nasceu daí. Aí entra de novo o senhor Ramon, meu pai, saudoso.

Escreve uma carta para a dona Sara Kubitschek. Ela era a primeira dama. Ele era o marido dela, Juscelino. Rádio Nacional do Rio, era uma emissora estatal. Eu escrevi para ela, dizendo que... Enfim, contando uma história. Você acredita que alguns dias depois chegou um telegrama lá em Avaré? A Avaré inteira ficou sabendo porque o telegrama chegava via rádio.

O telegrafista lá contou para a varé inteira, antes de eu saber já. E aí eu fui para o Rio de Janeiro, para fazer um teste na Rádio Nacional, num determinado dia marcado lá. Chego lá, Celso Guimarães, submeteu o teste, o diretor lá, o chefe dos locutores. Um grande nome hoje, tá?

e também fui devidamente reprovado. Lá meu pai não tinha conta, em banco lá, não tinha nada. Então não teve como. Aí fomos para a rádio Mauá, uma rádio que não via muito, entrava bem na Iavaré. Fausto Guimarães era o apresentador mais famoso lá. Nos apresentamos ali também reprovado. Só que ele, esse Fausto Guimarães, que era um gaúcho, morava no Rio, esperto.

Ficamos uma semana lá no Rio de Janeiro e meu pai todos os dias pagando almoço dos mais, entendeu? Nos melhores restaurantes do Rio, para esse Fausto. Aí ele falou, olha, o senhor pode voltar para a Varé, mas deixe o menino aqui, que eu já acertei tudo com a Ângela Maria. Ele vai ser secretário dela.

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Hot cakes, sausage patty, hash browns, scrambled eggs, biscuit, real butter and syrup. You know how our big breakfast got its name. And you know where your whole family can share one for just six dollars. McDonald's. Limited time only. Price and participation may vary. Cannot be combined with any other offer or combo meal. Escuta, eu não... Nem sei o que é ser secretário. Não, não precisa saber. Você vai aprender com ela. Você acredita?

Eu só fui falar com a Angela Maria, só fui estar com ela. 500 anos depois, em tempos relativamente recentes, um pouco antes dela morrer, ela teve no meu programa a memória. Aí eu contei essa história para ela. Mas isso nunca chegou ao meu ouvido. Falei, é evidente que não chegou. É evidente. Se eu estivesse esperando, estaria até hoje lá no Rio, aguardando.

Veja as coisas que eu passei. Aqui em São Paulo, meu pai falou com Silvio Santos, que disse, estava presente, disse ao meu pai, olha, o rádio não é exatamente... Como ele é muito jovem, bota ele para estudar, mantenha os estudos. Eu vou me casar agora, não tenho nem roupa para comprar um terno. Silvio Santos.

Ele, meu pai, não feliz, foi... Bom, no final das contas foi para o vice-governador de São Paulo, que era o Porfírio da Paz. O meu pai tinha uma certa amizade e tal. E o Porfírio me mandou para a VASP, que a VASP também era uma empresa estatal aqui de São Paulo. E lá fiquei no escritório trabalhando, e ao mesmo tempo, incansavelmente, o seu Ramon.

Conseguiu lá com Latufi Aurame, que era um engenheiro, depois esteve aqui na Bandeirantes muitos anos. Latufi era de Avaré.

E ele me arrumou para ser rádio escuta da Rádio Pan-Americana, Departamento Esportivo. Ali começou tudo. Então, nesse momento, você estava trabalhando durante a semana na VASP. Isso. E só ao final de semana... Rádio escuta na Rádio Pan-Americana. A gente está falando de 58, 59, Parron? 59. 59. Isso. Então, na verdade, a Rádio Avaré, você não considera o seu início no rádio? Você considera na Pan-Americana, Parron?

Ah, foi, né? Foi. Quer dizer, a Varé teve também a participação, porque despertou o meu amor por este veículo aqui. Mais do que eu, só Roquete Pinto, porque o que eu gosto de rádio é... Televisão não é minha praia. Rádio... Até porque televisão é veículo pra gente bonita como você, né? Ah, imagina!

Ô, Parron, tem muitos ouvintes aqui, muitos ouvintes dando o seu alô, o seu recado. A gente vai abrir espaço aqui também, né, pra colocar a participação da nossa audiência. O Francisco Ferreira de Oliveira já tá chegando aqui, o Luiz Pazzini. Hoje o ótimo Parron, tô assistindo aqui. O Sérgio, bom dia, Bandeirantes, feliz em acompanhar neste sabadão. O Gilberto Almeida do Jardim Universal também tá aqui parabenizando a escolha do convidado. Isaías Francisco de Lima.

O Parrom é a história. Parrom, grande cara. Viva, um salve para vocês. É o Edilson Procópio de Azevedo. A Cida Luzumira também está aqui, está na escuta. A Cida Baldavira. Bom dia, Parrom, toda a equipe. O Carlos Eduardo, grande Parrom, está mandando aqui as palminhas. A Cleusa Muniz está em Santos, está ouvindo a gente aqui também.

Parron, você agora é o entrevistado, não é? A Dizela aqui, o Plácido de Araújo, grande ouvinte, sempre encontro com o Plácido nos teatros aí da vida, voz icônica do rádio, da Bandeirantes, o Carlos Seno também está aqui, a Bandeirantes teve e tem os maiores nomes do rádio brasileiro, o Parron, o Zaidan, aliás, também.

mandar um abraço aqui para o Zaidan, para o Manuel, que estão ouvindo aqui as histórias de Milton Parron. O Eteuboni está aqui também. Que presente para nós, ouvintes, receber o Milton Parron. Bom, daqui a pouquinho a gente vai colocar mais a participação aqui dos nossos ouvintes, que já participam com mensagens de texto e de áudio também. Daqui a pouquinho, então, no nosso WhatsApp, a gente vai fazer uma rodada com os nossos ouvintes no 11-99-04-8756.

Mas a gente estava falando então da sua chegada na Pan-Americana ali em 59, que depois se tornaria a Jovem Pan, não é, Parron? E lá você ficou 30 anos, pouco mais? 29 anos. Algumas saídas e algumas voltas também. Não, sabe como é que é? Rádio você às vezes desempenha o seu trabalho em duas, simultaneamente.

No caso da PAN, eu saí um pequeno período, fui para a Rádio Globo. Gil Gomes estava saindo da Globo, estava indo para a Record. Eu ia botar alguém no horário, porque era um horário absurdamente... A audiência era o programa policial.

Eles não podiam levar de volta para cobrir o lugar do Gil, precisava não, alguém do Afanásio Jazad. O Jazad estava na Rádio Capital e tinha brigado lá com a Globo. Ele saiu brigado lá, então não podiam. E alguém, o Fernando Vieira de Mello, que era meu diretor lá na PAN, ele me indicou e falou para o gerro dele.

que era assessor da diretoria lá da Rádio Globo. Bota o nome do parrô, hein? E leva ele para aí. E eu soube pelo próprio Fernando. Ah, você vai ser chamado para... Eu apresentar programa de polícia? Sim, você. Você vai para lá para ganhar um pouco mais.

É a chance que você tem pelo seu pé de meia. Você acredita que ele quase que me jogou para fora de lá? Me obrigou a ir para a Rádio Globo? Por duas razões. Primeiro, para o seu tuto valorizar o pessoal que tem aqui. Segundo, para você ser merecidamente remunerado. Eu devo isso a ele. Fui para a Rádio Globo, fiquei lá há dois anos. Terminou o contrato.

Eu voltei levado pelo próprio Fernando de volta. Depois que eu saí da PAN, fui para a Rádio USP. Desentendi com o Fernando. Me desentendi depois de 29 anos. Por que eu me desentendi? Porque eu já comecei a me sentir uma estrela. Você vai crescendo, ou se não vai crescendo, vai envelhecendo e achando que você é o máximo.

E comecei a desentender com aquele que, além de ter sido meu professor o tempo todo, meu anjo da guarda, era uma pessoa que sabia tudo, tudo sobre jornalismo na rádio. Eu estou na Rádio USP, depois de um ano, um ano, depois que ele me telefona e fala, estou saindo da PAN. Como saindo da PAN? Era antigo lá para a burra.

brincando, saindo como? Tô saindo e tô montando uma rádio com o Dijênio. Essa rádio chama-se Trianon, eu quero você lá. Mas eu tô aqui, não, eu quero você. Bom, conclusão. Lá fui eu pra rádio Trianon, mas sem sair da USP. Era dois meses, três meses.

Me desentendi de novo com o Fernando, porque tinha Maria da Broca na frente de todo mundo. Eu não achava que tinha uma Broca. Era na frente de todo mundo, não era particularmente, não. E eu me aborreci, deixei uma cartinha lá de demissão, não voltei mais. Ficou me telefonando ele, o Delfiol, que era sócio dele lá na Rádio. Eu, em um dia...

três anos depois, telefona o Orlando Duarte. A Rom vai visitar o velho, o velho é o Fernando Veremeiro. É uma forma carinhosa. Eu vou visitar ele aonde? Ele está internado numa casa de repouso ali na região de São Roque, perto da Castelo Branco. Lá fui eu. Eu e a minha namorada à época, a Débora Raposo,

Hoje minha esposa. E chego lá, alto, tal, há pessoas que, aí a moça lá, a enfermeira, falou, o senhor conhece? Ele foi muito. Então olha o seguinte, ele provavelmente não o reconhecerá, ele não está reconhecendo os próprios filhos. As filhas e o filho.

Tudo bem, eu vou buscá-lo. Ela foi lá e eu fiquei sentado no sofá com a Débora esperando ele chegar. Quando ele veio com ela, segurando no braço dela, incomum, Fernando segurava o braço de alguém, a não ser por um gesto de amizade, mas não por necessidade de cabeça baixa. Chegou perto de mim, sem olhar para mim. O senhor, Fernando, seu amigo veio te visitar.

a parte. Deixa eu conhecer o senhor Fernando. Pode.

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Quase que eu precisei ser internado junto com ele naquele lugar. Quando tive... É que ele ia andar, andar, andar. Tinha um jardim grande ali, ficamos andando, andando. No certo momento, sentamos num banco embaixo de uma árvore lá. Tinha aquelas flores no chão da árvore. Pegou com dificuldade de uma florzinha que ela deu para a Débora ainda. Voltamos lá para dentro, sentamos no sofá e deitou no meu ombro.

E dormiu. Acho que tinha aplicado alguma injeção nele para... Enfim, Alzheimer, estava se manifestando. Então, chamamos a moça lá, ela veio... Você não pode ficar cegado. Aí, segurou a cabeça dele, eu levantei com a Débora. Vamos nesse lado de volta. Feito o caminho, eu parei. Aí, eu desabei. Veio a minha memória.

com ele durante toda a vida. Como eu dei trabalho pra ele. Descabeçado que eu era. Tenho muita dor de cabeça pra ele. Nunca ele me disse, você é bom. Suportando porque você... Você entrega. Nunca me disse. Mas eu soube Eu soube

Todos os demais. Eu virava as costas. Ninguém é igual a ele. Segundo o pai que eu tive.

É, você é muito grato, né, Parron? Algumas pessoas que estiveram ali do seu lado, dando oportunidade, segurando a sua mão e também te incentivando, né? Porque, claro, início de carreira, algumas escorregadas, alguns equívocos, né? E ali o Fernando, e não só ele, outras pessoas que você sempre se refere também, e se refere dessa forma muito carinhosa e de gratidão, porque é muito importante a gente ser grato às pessoas, não é, Parron?

Como é que eu não vou ser grato a uma pessoa que me... Fui suspeço. Três dias. Ele quebrou a suspensão porque ele... Ele era autoridade lá dentro da panha, ele mandava. E por que eu fui suspeço? Vou te contar. Costa e Silva era o presidente da República. E de todos aqueles presidentes do período ditatorial, Costa e Silva foi o único...

Eu cobri todos eles, desde Castelo Branco até o João Batista Figueiredo. O único que você se aproximava e se dirigia a ele foi o Costa Silva. Ah, mas os atos mais, o AI-5, por exemplo, os atos mais rigorosos, os atos mais torredores da democracia foram editados no período do Costa Silva. Sim, mas ele era uma pessoa...

Afável com a gente. E numa daquelas idas e vindas, tinha vindo a São Paulo para apaziguar aqui o núcleo aqui dos que estavam alinhados com o governo, que estavam meio rebeldes. Então ele veio aqui para ter uma conversa com esse pessoal e inaugurar algumas obras. Na hora que ele foi embarcar de volta em Congonhas, eu chego a ele.

Claro que você não vai chegando, você vai pedindo ao pessoal de Segurança da Licença. Me aproximei dele. Ao vivo, ao vivo. Presidente, fiz umas, duas, três perguntas para ele e aí encerrei. Presidente, cara, a gente deseja, a Jovem Pan, desejo que o senhor tenha um retorno, um ótimo retorno. E foi muito bom tê-lo aqui.

Convive com o paulistano. Um grande abraço da Jovem Pan, viu? Ah, meu filho, muito obrigado. Tal, tal, tal. Escuta, quem é que é essa jovem? É a Jovem Pan, é emissora de rádio. Rádio? É, a Pan-Americana. Ah, muito antiga. É do Saad, não é? Não, senhor, ela é do... O doutor Paulo Machado de Carvalho. Ah, tá.

Do Saad e a Bandeirantes, não é? Rapaz, três dias de suspensão. Havia nesta época uma concorrência. Hoje você é tão democrático, estou aqui na Bandeirantes falando de jovem pano. Imagina se naquela época já estaria sumariamente rifado. Mas então nem cumpriu também a suspensão? Não, porque o Fernando já tratou de cortar aí, não é? É, não teve culpa.

Deixa eu te falar mais um? Claro, por favor, Parron. A gente fazia também, volta e meia, a televisão, a Record, TV Record. Quando nós tivemos o Campeonato Mundial de Futebol, em 1970, o... O...

No dia teve início... Débora Raposa entrando aqui. Débora Raposa entrando no estúdio Bandeirantes. E eu fiquei nervoso. E o Parvão ficou nervoso. Ela sempre me encanta, sabe? Mas aí... Bom dia, Débora. Fica aqui com a gente. Fica aqui, tirar umas fotinhos aqui do Parvão. Tem que preparar o Brasil urgente, não tem? Então, por favor, não vai perder a hora.

Fica aqui, Fica aqui. Diga lá, Paulo. Nós tivemos, então, no dia que teve início mundial, um terremoto que causou um número fantástico de mortes no Peru. O Tuta me mandou pra lá, pra fazer, pra TV Record e pra Jovem Pan. Pra TV Record era o dia D o programa. E ao ar, nas noites de eu não me lembro, acho que segunda-feira ou domingo à noite, sei lá.

Fui eu e Laerte Garcia Rosa, um cinegrafista repórter, repórter, gênio, já falecido também. Lá em Lima, nós fomos até o balcão da Varig, eu fui falar com o gerente da Varig para ele mandar.

Os tapes que a gente ia gravar lá, ficava quase 2 mil quilômetros de distância, a região mais assolada, ficava quase 2 mil quilômetros de Lima. E meios de transporte não havia, estava tudo, entendeu? Então nós combinamos de mandar para ele e ele mandaria, despacharia para São Paulo o material. Fizemos isso.

Quando nós voltamos depois de uma semana comendo o pão que o diabo amassou, numa região chamada Rua Arei, que foi arrasada pelo terremoto, chego lá no hotel, ligamos para São Paulo e já levamos uma escolhinha para São Paulo. Olha, o Tuta está uma arara com vocês dois, eu e o Laércio. Por quê? Porra, o programa está indo para o ar.

E não tem material nenhum, eles não mandaram nada. Mas como não mandamos? Rapaz, fomos lá no Balcão da Varia, à noite, onde moram esses camaradas? E fomos na casa lá do gerente. O Laerte queria bater no cara e para segurar o Laerte foi outra luta. Bom, conclusão. Voltamos para São Paulo dois dias depois.

trazendo as fitas que estavam lá. O homem não despachou nada. Quando chegamos aqui, foi o Fernando que entrou de novo no circuito, porque o Tuta não queria botar mais nada no ar. Acabou botando e a gente recebeu o Prêmio S. Mas foi o Fernando.

Uma das coberturas históricas aí, cobertura difícil, né, Parron? E ainda mais numa tragédia como essa, num terremoto. A gente tem outras aqui, são muitos os fatos, os momentos, cobertura pela PAN e aqui depois na Bandeirantes. Mas quero abrir espaço aqui porque tem muita gente querendo conversar com o Parron.

A Denise Corrochano está aqui mandando um beijo. O Newton Ayres Santista de São Vicente, nessa entrevista você acertou no ângulo, Danilo. Tem mensagens de carinho chegando em áudio também, vamos ouvir.

Bom dia a todos, bom dia pessoal da banda, Danilo, Parron, Parron. Você vai acordar mais cedo no domingo, hein, Parron? Para ouvir as memórias das bandeirantes. Sem você eu não ia saber de nada do passado, dos jogos, das reportagens todas. Está de parabéns, Parron, você é o cara. O cara vai de praia grande.

Obrigado a todos. Danilo, bom programa. Só a voz dele é inconfundível. E todo domingo de manhã. Parrão, Deus te abençoe.

O Gilberto aqui, Milton Parron, verdadeiro guardião da memória do rádio brasileiro. Seu trabalho une talento, história e paixão pela comunicação. O Dário Vidal Fernandes, ouvindo a Bandeirantes há mais de 50 anos. Depois de ouvir o Zaidan aqui no Gente, em seguida aqui o Parron. O sábado vai ser esplêndido. Agradecer a Deus por essa tremenda satisfação. Um prazer numa manhã só.

A Yara Serrazes de Santos, eu iria desejar um bom programa, mas o que posso dizer já iniciando com o magnífico Parron é um privilégio. Que delícia ouvir o Parron, ouvir o Memória, conhecer a Débora também. Ah, conhecer o Parron e a Débora no casamento da Paula Marinho. É a Loreta Bellini, do bairro de Santana, aqui também.

O Deto Cordeiro de Mauá, a melhor entrevista até agora. O João Rosinha de São Bernardo do Campo. Tenho 63 anos de bandeirantes, sempre acompanhei o trabalho do Parrom. A Lúcia Maria da Vila Mariana também está aqui. Puxa tanta gente, Marli Gomes acompanhando as reportagens do Parrom. O Sedon, o trabalho que ele faz.

O Vander, Parron é sinônimo do rádio, parabéns mais uma vez. São Bernardo do Campo tem mais mensagens de áudio aqui, vamos lá. Bom dia, Danilo Gobato, bom dia, Milton Parron, Bia, um amor de pessoa que eu conheci aí no estúdio. Parabéns, Band, parabéns, Milton. E eu também estou aniversariando esse mês que eu passei, esse mês agora, dia 6. E o maior presente que eu tive na minha vida foi estar aí no estúdio, conhecer o estúdio.

com esse cidadão também, que é um amor de pessoa, Pedro Tanto. E o Danilo é esse amigão das madrugadas, maneirante a caminho do sol, né? É um tenados. Bom dia, Valter Lima de Osasco. Pensei que ele não ia falar da Rádio USP. Ele falou, grande parrom, um abraço.

E um bom dia para vocês, um bom trabalho, querido. Aqui a gente vai falando de todas, dessa trajetória do Parrom, pelas emissoras aqui de São Paulo. Márcia, a Márcia aqui, filha do nosso saudoso, querido Salomão, está te mandando aqui um abraço, parabéns pelo programa. Márcia, um beijo grande para você, viu? Obrigadíssimo sempre.

Ana Paula Rodrigues também está recebendo mensagens aí. Está todo mundo querendo falar com o Parron, né? Todo mundo se mobilizando para falar com você, Parron. Quem me mandou uma mensagem aqui dizendo que está muito feliz em te ouvir é o Valmir Salaro, grande jornalista. Disse que você foi chefe dele e mestre dele na década de 80, faz um tempinho. Mas você tem um lugar ali no coração dele, na passagem dele, no começo da carreira dele como jornalista. Grande Valmir Salaro, um abraço. Obrigadíssimo pela audiência, né, Parron?

É, Valmir, uma grande figura, realmente. Eles têm a Maria dizer, foi o meu professor. Que professor? Esse pessoal tem talento. O que precisa, às vezes, é você abrir a porta para que ele possa só. Valmir, é uma dessas figuras. Grande repórter.

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Escuta, conta aquela história do Chico Picadinho e também do Imperador do Japão. Essa eu tenho a sonora aqui, viu, Parron? Essa eu separei aqui. Aliás, preciso mandar um abraço. Ana, obrigado, viu? Vai chegando mensagem, pode ir entrando aqui. Tem sonora do quê? Eu tenho a sonora da princesa do Japão.

Eu tenho essa sonora aqui, viu, Parron? Aliás, eu preciso agradecer aqui, não só a Dé, a Débora Raposo, pela ponte, sempre pelo contato, pela ajuda, mas também o Adriano Rovere, que me ajudou aqui. Eu entrei em contato com o Adriano, falei, olha, vou receber o Parron, que era uma surpresa.

Me ajuda a selecionar aqui, fazer a curadoria desse material. Mas não conta para o Parrom. E aí, em segredo, ele separou alguns áudios que a gente vai tocar ao longo dessa entrevista, viu, Parrom? Mas conta, então, primeiro a história do Chico Picadinho, que você foi parar na cela. Ficou frente a frente com ele, não foi? É, esse Chico Picadinho aí... Tchau, querido. É o Francisco da Costa Rocha. O que acontece é o seguinte. Eu era radioescuta...

da Pan-Americana, esporte. Aí, o plantão esportivo Aluane Neto, todas as figuras que eu vou receber os nomes aqui, já, infelizmente, já se foram. O Aluane Neto deixou o plantão esportivo e passou para a reportagem, porque já não aguentava mais ficar preso. O plantão esportivo da Rádio Record, Laércio dos Santos,

foi para o lugar do Anan na Panamericana e me indicou para o Geraldo José de Almeida, que era o titular de esporte da Rádio Record. Lá fui eu para ser plantão esportivo da Rádio Record. Pedi demissão da VASP, ganhando lá na VASP R$ 19 mil e fui para a Record ganhando R$ 13 mil. Olha que troca que eu fiz. Por causa do bendito amor pelo rádio.

Fiquei na Record um certo tempo. Aí uma equipe aqui da Bandeirantes, liderada, estava Darcy Reis, estava José Valpeixoto e outros aí. Saíram da Bandeirantes, foram para a Record, compraram o horário ali, para fazer esporte lá. Primeira pessoa que eles dispensaram, Milton Parron.

Estava lá, fazia o quê? Três, quatro meses efetivos, tinha saído da VASP. Falei, pô, estou desempregado de novo. Só que tinha futebol de salão lá. Tinha um ginásio ali. E em terra de cego, quem tem olho é rei. E eu a vida inteira ficava jogando no gol, nas peladas por aí. Eu me dei bem no campeonato lá. E o goleiro de jornalismo era o Reale, Reale Júnior, que não pegava nada.

Aí estava o Fernando bravo com ele, estava o Tuta bravo, que eram todos do mesmo time lá do jornalismo. Aí então um deles sugeriu o meu nome e eu passei a jogar pelo jornalismo. No dia que eu fui demitido, o Tuta me chama e fala, você saiu? Te mandaram embora da rádio? Te mandaram embora, me dispensaram. Eu estava nesta época também como rádio escuta de jornalismo.

Porque para jogar no time precisava ter vínculo ali. Então me botaram de rádio escuta lá e plantão esportivo continuei sendo. Até ser demitido para o pessoal que foi para lá. Aí o Tuta pega o telefone interno, liga para o RH. Me chama o Bebenuto.

Era o diretor. Eu não tenho um pedido de demissão, uma ordem de demissão do Milton Barrão. Eu falei, tem. Está na minha mesa aqui, já vou despachar. Não, não despacha não. Rasga, joga fora. Mantenha ele como está e aumenta. Quanto está aí de salário? E aumentou o salário ainda. E lá fiquei eu. Bom, fiquei como rádio escuta do jornalismo, ganhando... Oh!

Mas não era o que eu queria, microfone. Então o que eu fazia? À noite, final de semana especialmente, eu pegava lá um gravador, tinha lá de reserva, um gravador todo estropiado, e ia para as delegacias. Porque delegacia é o local onde as portas estão sempre abertas e onde sempre tem notícia. E eu numa daquelas idas, vou falar do Chico Picadinho, numa daquelas idas foi o terceiro distrito policial.

Lá na rua Guaianazes ficava, não sei onde fica hoje. Chego lá, entro, perco o delegado titular. Na porta estava aberta, bati. E ele sentado na mesa lá, escrevendo alguma coisa. Bom dia, doutor. Isso foi no período da manhã. Nem levantou os olhos. Bom dia, doutor. Ele continuou escrevendo. Doutor, bom dia. Ah, p***.

Fala o que você quer O que é Ó doutor, eu sou jornalista Quê? Eu sou jornalista, sou lá da Rádio Record Quem é que mandou você aqui? Eu falei Shazam, a palavra chave Era Fernando Vieira de Mello Era um nome mais que respeitado E conhecido Ele que mandou aqui E conhecido

Ah, como é que ele soube? Eu não sei. Eu não tenho nem ideia. Imaginou que era o assistente dele, o outro delegado. Leva esse rapaz lá pro... pro camarada lá embaixo lá. Foi você que falou, Magno? Falou o quê? Foi você que avisou lá, recorda esse caso aí?

Aí do Chico, aí embaixo? Não, eu não. Então trata de apurar, que eu quero saber quem foi. O moço veio aqui, é um amigo meu que mandou. Ele, se era amigo, não sei, mas respeitava o Fernando. E desci com esse doutor Máginas. Era xadrez, não era parede, era xadrez.

Ô, Chico, vem cá. Ele tava lá no fundo do xadrez. Você não fazia ideia de quem era, né, Paulo? Não, nem. Mas não podia também dizer. Escuta, mas o que que é? Se eu fui lá porque me mandaram, entendeu? E o camarada chegou perto de mim ali. Olha, vou fazer o seguinte. Você vai me dar o seu nome, a sua idade e me conta.

Todos os detalhes, por que é que você praticou isso? Eu conheci o pessoal a falar, aí eu encontrei com a Margarete, e a gente começou a beber no bar, ali na rua Aurora, quando ele falou Margarete já, porque estava todo dia nos jornais, mas todo dia fazia notícias populares.

Aquele crime. Sim, sim. Você é ali frente a frente com ele. Ia frente a frente sem saber. Quando eu só falava... Aí eu matei a charada. Saí dali voando. Chego lá no aeroporto, que já estava lá a Record. Não tinha dinheiro. Peguei um táxi. Eu não tinha dinheiro no táxi. Pedi para o cara esperar na porta. Subi correndo. Fernando, olha. Eu peguei um táxi. Agora preciso pagar aí embaixo. Eu trouxe uma matéria aqui.

Você vai ver. Eu não quero saber, você me traz... Bom, conclusão. Tive que pegar dinheiro emprestado na discoteca com um amigo meu lá, o Dias, para pagar o táxi. E subi correndo para passar a gravação. Anohaq Central. E está passando ali o material. Seu Vandique Freitas, que fazia um comentário diário, entrou ali para gravar o comentário dele.

E o pessoal ouviu que lá, ele tinha sido diretor de jornalismo antes do Fernando. Pera lá, o senhor Vadim. O que é isso aí? Ah, o cara lá daqui esquartejou, matou esquartejou aquela bailarina da Margarete. Aprenderam ele? Eu gravei ele agora.

Mas você está fazendo o quê? Estou passando aqui. Não, bota no ar já, isso aí. Tinha mais hora? Não, só eu. Põe já no ar. Aí parou a gravação, tocou tudo no ar. Eis que, como a rádio era ouvida nas redações, Ferreira Neto, lá da redação do Diário da Noite, liga para o Fernando, que era muito amigo também, tinha trabalhado na Record. Fernando.

Onde é que está esse camarada aí que vocês botaram no ar? Os cortejadores da rua Aurora. Ô Ferreira, não estou entendendo. Como não está entendendo? Está na tua rádio, você não sabe o que está. Lá foi o Fernando correndo lá, para ver o que está vendo aqui. Espera aí. O que está aí no ar?

corta aí. Aí o seu Vandic virou o cão lá. Não vai cortar nada. Fui eu que mandei ele botar no ar. Não, vai ter que botar na televisão. Lá fomos pra televisão. Tirou a gravação. Aí botou. Tinha quase uma hora de gravação. Eu me sentei numa mesa como eu tô aqui. Na TV. Na TV. Não tinha como ilustrar aquilo lá. Era o som só. Era só o áudio.

Cinco, dez, quinze minutos, eis que chega lá, onde eu estava sentado ali, com uma bruta daquelas câmeras. Chega Narciso Kaliri, que era secretário da redação.

Esse podcast é um oferecimento da Wise, o app feito para você ser do mundo. Com a Wise, você pode enviar, receber e pagar com o cartão em mais de 40 moedas, economizando na conversão. Seja enviando dinheiro para um parente que mora fora, pagando com o cartão da Wise em uma viagem para o exterior ou recebendo dinheiro de outro país. Com a Wise, você faz tudo de forma prática, segura e rápida.

Mais de 15 milhões de pessoas do mundo todo já usam e confiam. Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam. Ô... Fulano. Eu tô usando a expressão fulano porque falou um palavrão. Ô, fulano.

Você vai ficar com esta cara, esse tipo, como se fosse a coisa mais divertida do mundo, você está rindo de quê? Para você, para você. Você está rindo de quê? Fecha a cara, você está com um criminoso, um esquartejador. Cheia a carranca. Seus 10 minutos. Pô, você vai ficar o tempo todo com esse... Pega um papel, pega uma caneta.

Vija o que está escrevendo. Fiquei... Escrevendo, escrevendo, escrevendo. Chega Fernando. Você está escrevendo o quê? A tradução da Bíblia? Para de escrever! Rapaz! Você não sabia o que fazer na frente das câmeras, Paulo. É por isso que eu tenho a versão por televisão até hoje.

Uma das histórias aí de Milton Parron. Tem outras aqui que a gente vai tirando da cartola, a gente vai relembrando. A gente tem alguns áudios também que eu já vou tocar aqui na sequência. E claro, a participação do ouvinte Bandeirantes, histórias aqui depois, né? Nessa trajetória aqui na Bandeirantes que começa em 94. 94, Parron. 94, 95?

94. 94. 94. Esse capítulo aqui do Parron na Bandeirantes, a gente vai contar depois do intervalo comercial. A gente vai rapidinho para o intervalo comercial, dá tempo de tomar uma água, tomar um cafezinho. A gente já volta aqui com as histórias de Milton Parron, do Bom e do Melhor.

Copa do Mundo da... No ar e fora do ar também, né? A gente volta aqui com o Milton Parron nesse programa super especial, recebendo um dos maiores nomes do rádio, do jornalismo, o Milton Parron, que já contou um pouquinho de como tudo começou, né? Natural de Araçoiaba da Serra, depois foi pro norte do Paraná, São Paulo, Avaré, começou na rádio Avaré, 30 anos de jovem pai e em 94 aqui.

na Bandeirantes, não é? E antes da gente contar algumas histórias aqui da Bandeirantes, Parron, eu queria voltar a falar sobre o seu pai, porque o seu pai, além de ter apresentado o rádio e ter te incentivado também, ele te mostrou algo que você depois viria a se apaixonar também, que é a aviação. Você, com cinco anos, fez o seu primeiro voo com o seu pai, no colo do seu pai, Parron? No colo do meu pai, Paulistinha.

assentos em tândido, quer dizer, na frente o piloto, atrás o passageiro, e eu no colo do meu pai. Isso lá no Paraná, lá no ano do 15. E ele comprou, meu pai pagou lá dois passeios. Primeiro fui com ele, o segundo meu irmão iria com ele.

Aí meu irmão, mais novo que eu, nem a pau entrar no avião, não, não, eu vou, eu entrei e fui de novo. Me apaixonei pela aviação, realmente. E o meu sonho, meu sonho, era ter ingressado na Força Aérea. Esse era o meu sonho. Acontece que, muito precoce, como sempre fui, me casei antes da hora.

Adolescente, lá é a varéia. Em uma das condições para ingresso na academia, na Força Aérea, que a pessoa fosse solteira.

Eu só fui muito mais tarde fazer o curso de pilotagem. Antes disso aí eu acabei fazendo paraquedismo, porque o paraquedismo tinha um acordo entre o Aeroclube de Bragança Paulista e o Clube de Paraquedismo aqui em São Paulo. Ficava a sede em São Paulo, em São Caetano, é verdade.

E por esse acordo você poderia fazer curso de pirotagem lá em Bragança sem pagar a joia e sem ser sócio do Aeroclube. Eu fiz paraquedismo, tá aí.

Pilotar mesmo, então você tirou, você pilota desde quando? Desde, prevetado desde 78. Desde 78. Você tem um avião? CP, tenho. Não, avião. Você tem um avião. Você tem, você tem um avião. Parrom, você sabe que a aviação para mim é mágica. Eu vou continuar viajando, voando e não vou conseguir entender essa engrenagem. Para mim realmente é incrível, né? A tecnologia, a modernidade.

A revolução, quando eu entro dentro de um avião, depois de 8, 9 horas, você está ali num outro continente, num outro país na Europa, por exemplo, como que isso saiu ali de São Paulo e chegou aqui na Europa? Qual que é a sensação de fazer subir aquela máquina, fazer descer aquela máquina, cortar os céus, ver ali do alto as plantações, as cidadezinhas, as montanhas, os rios?

Como que você conseguiria descrever esse momento, esse sentimento, essa sensação? A primeira coisa é que eu descobri por que os passarinhos cantam. Essa é a primeira... Estou falando, aí é pessoal, né? Não existe essa... Essa...

questão do desafio, conseguir ir nessa máquina do chão, estou trazendo de volta, não. Tenho o prazer de estar lá em cima e a satisfação de você ir de AAB num espaço muito mais curto do que você iria se fosse pelo chão. Se fosse de carro.

Não existe outra, a não ser os inconvenientes. De repente você pega no meio do seu trajeto aí, uma formação meteorológica inadequada, aí você vai passar por grandes emoções. Mas, fora isso, é trivial, até acho que piloto qualquer um pode ser. E desses modernos aviões, mais ainda, tem que ser bom de computação. Nesta aviação...

qual estou inserido aí, que é a primária ainda, nessa você tem que ter pé e mão, funcionar, nada de computador, nada disso aí. Você pilota, você voa todo final de semana? Como que é? Quase todo, quase todo. E tem um destino certo? Você traça a rota? Como que é? A não ser um voo mais longo. Ah, sim. Você vai ter que fazer, traçar o plano de voo e vai ter que registrar o seu plano de voo e vai fazer um voo controlado.

mantendo a sua posição a cada instante com os órgãos que você vai cruzar os jogos de terra, né? Mas fora isso, não. Fora isso, no visual puro ali, você voa sem... Não vai entrar em área controlada, evidentemente, se você não estiver voando controlada. Sim. Você vai causar um...

O tumulto. E você já sabe também onde pousar, onde tem pista, onde tem tudo, onde que você pode ir. Não, qualquer piloto decola, ele sabe para onde vai, sabe qual é a estrutura do local que ele vai pousar, entendeu? Tem que ter isso tudo lá. Eu perguntei como que você poderia descrever esse sentimento de voar, porque você é bom em descrever sentimentos e emoções, né, Parron? Não à toa.

Não à toa, a Hebe Camargo te chamou na Record para falar sobre aquele salto de paraquedas. Vou pagar mico de novo. Você sabe que história que eu estou falando, né? E agora os ouvintes vão passar a conhecer também essa história. Você saltou de paraquedas e narrou o seu próprio salto, Parron? É, mas eu saltei várias vezes, não foi uma vez. Mas foi a primeira que você saltou e narrou o segundo salto.

Eu estava tomado pelas emoções. O primeiro salto, quando eu cheguei na porta... Você vai num avião que já não tem a porta. Isso. É sacada. Só que você tem que sair, você está sentado... Nós fomos em quatro no primeiro salto. Nos primeiros saltos. E eu, casualmente, fui sentado no chão e era o primeiro a sair para o voo. O salto.

Quando o piloto gritou, preparar, que eu segurei no montante, no montante do Santo Antônio ali, e que botei a cara pra fora, me pendurei, o que é que eu tô fazendo aqui? Rapaz, é uma sensação muito estranha. De se jogar num abismo, né, Paulo? É, até porque eu não tenho vocação pra paraquedista.

Fiz aquilo lá porque eu queria fazer o curso de pilotagem e ia me abreviar. Aí o segundo salto eu resolvi gravar. Falei, vamos gravar isso aqui. Acho que isso aqui é interessante para a rádio. Ei, rapaz, que mico que eu paguei. Seu Tuta e Fernando Vieira de Mello. Ouviram, botaram no ar lá na rádio. E vamos botar na televisão.

Mas não tem imagem. Não, não, a imagem é você, você vai... Não, mas pera, aí não... Aí não, não, você vai. E lá fui eu. E aí a Hebe te chamou no programa. Foi no programa da Hebe. Ela apresentou esse áudio. Era dirigido pelo Newton Travesso. A ideia foi dele, na verdade.

Opa, Rô, então esse salto de paraquedas, eu cheguei a pular uma vez em 2009, uma aventura, não sei se de hoje eu faria. E é uma sensação muito indescritível. Quando é que você saltou? Eu pulei em 2009. Eu pulei em 2009, mas daí com o instrutor, aquela coisa toda. Esses saltos que você fez, era sozinho, não é que tinha instrutor que saltava junto, sozinho.

Não sozinho é mais que isso. Não é esses paraquedas que você pegou aí. Você vai para onde você deseja ir. Aquele você ia para onde o paraquedas desejava ir. E o paraquedas era muito amiguinho do vento. Ele se entendia. Falava o mesmo idioma. Ambos contra você. Ei, rapaz, eu vou te falar.

Esse podcast é um oferecimento da Wise, o app feito para você ser do mundo. Com a Wise, você pode enviar, receber e pagar com o cartão em mais de 40 moedas, economizando na conversão. Seja enviando dinheiro para um parente que mora fora, pagando com o cartão da Wise em uma viagem para o exterior ou recebendo dinheiro de outro país. Com a Wise, você faz tudo de forma prática, segura e rápida.

Mais de 15 milhões de pessoas do mundo todo já usam e confiam. Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam. Era os paraqueles que eu tenho... Eu não me lembro.

Eram paraquedas excedentes do exército, que eram vendidos depois para os clubes. Em lote, né? É.

Os paraquedas que você não conseguia levar para onde você queria, entendeu? Roberta Aparecida, entrevista maravilhosa aqui, o Carlos Ribeiro Boba, o Leandro também está aqui mandando mensagem, tantas mensagens de carinho aqui, o Marcos Damião, o Marisa Silva, o Fábio Sampaio, o José Flávio, memória, um dos melhores programas do rádio de todos os tempos, parabéns.

Bernadette também está aqui em Itu, a Cida Luzumira, já falei aqui, já registrei, bom dia, Parron, que maravilha, recebendo aqui o Parron no programa, Maria do Socorro, todos os domingos, às sete horas, meu relógio desperta avisando que é hora do Parron do Memória, o Alexandre Olegário de Souza também está aqui, dando um salve.

A Márcia Celina Maier, a Vera Lúcia Francisco, a Cecília Valverde, o Mariana Eliane Dias, o Edu César do Papo de Bola diz que é imperdível estar aqui a compreensão para o parquedista. Fiz aquilo lá porque eu queria fazer o curso de pilotagem e ia me abreviar. Aí o segundo salto eu resolvi gravar. Falei, vou gravar isso aqui. Acho que isso aqui é interessante para a rádio. Ih, rapaz, que mico que eu paguei.

Seu Tuta e Fernando Vieira de Mello Ouviram Botaram no ar lá na rádio E Vamos botar na televisão Não tem imagem Não, não, a imagem é você Não, mas pera Aí não, não, você vai E lá fui eu

E aí a Hebe te chamou no programa Foi no programa da Hebe Ela apresentou esse áudio Era dirigido pelo Newton Travesso A ideia foi dele, na verdade

Opa, Rô, então esse salto de paraquedas, eu cheguei a pular uma vez em 2009, uma aventura, não sei se de hoje eu faria. E é uma sensação muito indescritível. Quando é que você saltou? Eu pulei em 2009. Eu pulei em 2009, mas daí com o instrutor, aquela coisa toda. Esses saltos que você fez, era sozinho, não é que tinha instrutor que saltava junto, sozinho.

Não sozinho e mais que isso. Não é esses paraquedas que você pegou aí. Você vai para onde você deseja ir. Aquele você ia para onde o paraquedas desejava ir. E o paraquedas era muito amiguinho do vento. Ele se entendia. Falava o mesmo idioma. Ambos contra você. Ei, rapaz, eu vou te falar.

era os paraqueles do TBT. Desde o início, o bate-papo com o Parron, a Maria Elizabeth Janot tem muito carinho também pelo Parron, a Lucie Carezato, a Ana Maria Moraes de Santos, o Heleno Souza, Nelly Mello, um beijo para você, a Maria Cristina Russi também, Evandro Lamoglia pediu o link aqui do YouTube, porque quer acompanhar.

Em vídeo também, o Parrom aqui nos nossos estúdios, Jorge Acamarga, um beijo para você, Aldelia Vido, a Loreta Bellini, a Vilma Ceciliato também, Tonins Catena, queria mandar um abraço carinhoso aqui para o Ricardo e para a Rosana Saad, sempre, sempre com muito carinho, acompanhando aqui o programa, Ricardo Sanches, a Adirnei Vieira. Agora...

São várias as histórias, né? A gente não vai conseguir, claro, contar todas elas aqui, mas essa história... Parron, até japonês se aprendeu para fazer entrevista, para fazer cobertura jornalística. Você sabe, rapaz, a época em que eu comecei era muito comum

o profissional querer demonstrar conhecimentos de área onde ele não conhecia nada. E uma das manias era essa de você se meter a entrevistar pessoas, estrangeiros, sem entender nada do que ele estava falando e você muito menos falando o que ele pudesse entender. Quando veio aqui ao Brasil, no cinquentenário da imigração japonesa,

O casal está fazendo aqui aquilo que o rádio não permite. Fico aqui. Tem uma aguinha aí, Paulo? Tem. Se a gente pega aqui, tem uma aguinha? Bom, então, o casal Príncipe Akirito e Princesa Mitiko, que depois se tornaram imperadores do Japão, e agora, recentemente, foram sucedidos pelo filho do casal. Então...

Quando eles vieram, eu cismei de entrevistar o príncipe e, se possível, a princesa. Como se isso fosse a coisa mais banal. Aí, me foi dito que, em primeiro lugar, você não vai se aproximar com essa facilidade do príncipe. A segurança é... E, segundo, você vai falar que idioma com ele?

E eu falei com o Cabo Menda, TV Record, senhor Haru. Haru, você fala japonês? Sim. Eu queria falar com o príncipe. O que eu poderia... Você quer falar o quê? Ah, uma saudação. Ele me ensinou. E eu anotei. Em polo, noto, kukara, ioku, irashai, masita. Isso quer dizer o quê? É uma saudação, bem-vindo, tal. E se ele responder, aí você vai dizer, doma, ligato, kusamashita.

Isso quer dizer muito obrigado. Rapaz, eu falei aquilo, mas fiquei um mês. Até hoje, 50 anos decorrido, decorei para valer. Quando o príncipe foi depositar uma coroa de flores lá no Museu do Ipiranga, todos que vinham iam lá depositar a coroa.

No meio daquela multidão, mas o japonês é muito disciplinado e respeitoso. Eles baixavam a cabeça quando passava o príncipe, não olhava de frente não, no silêncio. E ele passando, ele, governador Abreu Sodré, mais meia dúzia lá de... Quando ele passou nas proximidades, eu ali do lado, no meio daquela multidão, no cordão de isolamento. Eu gritei, né? Conta a estalma! Conta a estalma!

E ele só falou, aí eu estiquei o microfone, aí me arrastaram. Esse me arrastaram, aquele delegado Sérgio Paranhos Fleury, que cuidava da segurança e outras cocitas. Me botou numa viatura, lá fiquei eu, até que o príncipe foi embora, aí me liberaram.

No dia seguinte, a princesa foi aqui ao Ceasa para visitar a feira de flores. A maior parte era tudo japonês ali.

Com ela não teve problema. Eu consegui e ela falou. Só que ela falou uma porção de coisas, eu não sabia o que ela estava dizendo. Aí eu pedi para uma flor daquelas mulheres que estavam lá em folicultura, me traduz por gentileza. Ela traduziu, eu escrevi, aí para mostrar uma sapiência maior ainda, além de botar entrevista, eu traduzi o que ela falou.

Isso foi pro ar. Foi pro ar. Quer que eu complemente? Passados os três ou quatro dias, foi pro ar e depois ficou repetido lá. A cada duas, três horas, a emissora repetia. Dois, três dias depois, termina o jornal de manhã cedo, eu saio do jornal. Eu saio, eu estava na redação. Numa daquelas passagens do corredor pro outro, eu vejo...

quatro, cinco japoneses de casaca, roupa... O primeiro deles estava de cartola, em fila. Quando eu vi aquilo, eu falei... Já achei que era algo que eu estava metido. Mas não deu outro. Eu desci correndo, fui para a padaria do lado da tua café. Daqui a pouco, o bip, aquela época que você não tinha... Era bip. Falei, bip, bip.

Eu vejo o recado. Fernando Vieira de Mera. Venha urgente para a redação. Meu pai do céu. Eu entrei e já tinha ido embora. Mas levei uma esculhambação. Seu moleque. Por quê? A tradução que a mulher me fez lá não tinha nada a ver com o que a princesa falou. Eles ficavam repetindo aquilo lá de outro a cada duas horas, três horas.

Eu tenho aqui o trechinho, Parron. Posso soltar? É, vamos ver. Vamos lá, vamos ouvir então. Oi, gente. Por favor. Vou tentar nos aproximar da princesa... Michiko. Michiko, Michiko Hitenka. Empo no Tokukara, Ioko Ida Shai Mashita. Brasil no Minasama, doomo arigatou gozaimashita. Doomo arigatou gozaimashita.

Trechinho, trechinho só aqui desse áudio, desse arquivo, não é? Agora, Parron, você estava falando, a gente falou muito do Fernando Vieira de Mello, tem uma mensagem aqui para você que eu vou ler, que na verdade chegou aí no seu WhatsApp, mas chegou aqui para mim também.

Querido Parron, estamos todos aqui em casa emocionados com sua gratidão e amizade. Seu reconhecimento é valioso para a nossa família. E as memórias desses momentos nobres do nosso ofício só dignificam o exercício do jornalismo. Você e meu pai escreveram capítulos premiados e marcantes da história do rétio. Por favor, reserve essa gravação dessa entrevista para a nossa família. Um abração. Fernandinho. Fernandinho Vieira de Melo. Deixou essa mensagem aqui de carinho para você, viu, Parron?

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Mais de 15 milhões de pessoas do mundo todo já usam e confiam. Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam. Eu tenho uma passagem. O Fernandinho estava... Fernando Pai. Falei, ó, vou botar o Fernandinho para sair com você aí. Começar.

O Fernandinho já estava fazendo engenharia, mas não tem nada... Trate de cuidar bem dele. Vê o que você vai fazer. E o Fernandinho saía com a gente, comigo, com outros repórteres e tal. No projeto Verão, nós estávamos lá na Baixada Santista e aconteceu aquele incêndio na Vila Socorro. Incêndio ali no terminal da Petrobras. Morreu gente.

E nós passamos a noite, ele estava lá mesmo? Já nos ligaram, vai para lá já. Entre outros, estava comigo o Fernandinho. Quando foi lá de manhã cedo, eu dei um número de mortos lá. Tinha 16 mortos. O Fernando ficou uma arara quando deu o nome dos mortos. Me liga, falou, você tem o nome deles? Não.

A RG você tem de cada um? Não, não tem. Como é que você fica falando, seu irresponsável? E se não for esse número, você vai ressuscitar no ar aí? Eu vou checar, estou dizendo a você que eu contei. Não me interessa. Peguei o Fernandinho. Fernandinho, vamos comigo contar os cadáveres aí. Coitado, pô. Você imagina aqueles corpos calcinados. Fernandinho.

Ele e eu também. Senti mal. Agora, vamos botar no ar. O número de títulos estava em 40 lá. Ele, o Fernandinho, deu o número de títulos. Agora o seu pai vai ser com você. Parro, além do Fernandinho, tem muitos ouvintes aqui deixando mensagens de carinho. Vamos soltar aqui e vamos ouvir. Milton Parro.

Gente, que honra te ouvir, cara. Que honra e que respeito que eu tenho por você, Parron. Você fazia os seus programas da manhã, se eu não me engano, por volta de 10, 11 horas. Eu sempre te ouvia. E o quadro que eu mais gostava é quando tinha a participação de juristas, juízes que falavam sobre causas trabalhistas, civis, enfim.

impossíveis, né? Mas, Parrão, que alegria, cara, te ver bem, sóbrio e não desapareça do rádio não, porque você é uma lenda, entendeu? Eu te amo como profissional, cara, parabéns, parabéns mesmo, é uma honra estar aqui te ouvindo. Francesco de Itaia, hein? Bom dia, Luiz Praia Grande. Parrão é a história viva do rádio brasileiro.

E da Band também. Um abraço. Fica com Deus. Que Deus abençoe. Abençoa. Belos programas Memória, viu? Bom dia, Danilo. Pessoal do Bom e do Melhor na Bandeirantes. Que maravilha escutar Milton Parron. Seja no Memória, seja em todos os programas que fez, seja como convidado neste caso. Referência máxima.

E arrepiante esse relato dele a respeito de Fernando Vieira de Mello. Sensacional! É a história viva. Devemos sempre aproveitar e beber da sabedoria dos mestres. Abraços, Edu César de Porto Alegre. Luizinho Trocate, de Andradas, Minas Gerais. Bom dia, Danilo. Bom dia, Parron. É fantástico ver vocês dois, ouvir vocês dois, vê-los.

É um grande jornalista do passado e do presente e do futuro. E a maior revelação do jornalismo brasileiro nos últimos anos, o Danilo Gobato. Sem puxar o saco, é que realmente sou fã dos dois. Abraços. Bom dia, Band. Milton, do Campo Limpo. Xará aí do grande Milton Parron.

É um prazer sempre ouvi-lo. É uma enciclopédia. A história do rádio paulista se confunde um pouco com pessoas da capacidade e do talento do Milton Parron. Um bom dia a todos, bom final de semana, feliz dia das mães. Um pouquinho só das mensagens. A ideia é qual é? Me infartar.

O Parron está emocionado aqui, mas é um trechinho só, é uma parcela aqui do carinho da nossa audiência, tanta gente querendo conversar com o Parron, e a gente vai tocando aqui aos poucos. Mas, Parron, você sabe que a gente começou esse programa falando sobre o seu início, sua trajetória, curiosidades.

Mas já aqui na Bandeirantes, em 1995, você entrevistou em uma das entrevistas com o seu João, João Jorge Saad, e você perguntou justamente para ele sobre o início da vida profissional, a relação dele com o rádio, e a gente tem esse trechinho de 1995. E assim como você, que ali no começo não tinha muita familiaridade com o meio rádio, o seu João respondeu isso aqui. Vamos ouvir.

O senhor tinha o hábito de ouvir rádio nessa época, embora o rádio fosse coisa tão difícil de ser? Eu saía de São Paulo, o rádio não pegava, era um radinho pequeno que você tinha no carro e não tinha alcance. Estão falando em 1938, isso era antes da guerra.

que o Brasil já vinha com aquele equipamento todo, maquinaria de todas essas fábricas, tudo obsoleto. Não tinha transmissor que tivesse alcance. Então você só ouvia pipoca, você ligando no carro, o barulho do motor, você saindo de Santa Mara, você já não ouvia coisa nada. E também eu não ligava para o rádio. Só não tinha uma emissora preta? Não tinha, gostava de música.

Não ouvia, Bandeirão? Eu ouvia tudo que pudesse ouvir. Ah, um trechinho só dessa entrevista de 1995 e o seu João, bom, não cheguei a conhecê-lo, mas falam, você também fala, né, Parron, que era uma pessoa divertidíssima. O Ronco aqui, que já participou do Bom e do Melhor, falava que era engraçado e era parceiro também, não é? Conta um pouquinho dessa história com o seu João.

Bom, isso aí é um predicado da família, né? Se cruzar aí pelos corredores, Ricardo Saad, Tony Saad, se você conhece, tudo bem, se você não conhece, você vai pensar que é um funcionário como outro qualquer, porque eles têm a mania, entre aspas, de cumprimentar a todos, indistintamente.

O Sr. João, eu me diverti muito com ela, na entrevista, nessa aí que você usou aí. Eu tive com o Sr. João, acho que umas, para entrevista, né? Umas três ou quatro vezes. Uma delas, foi essa aí, essa primeira aí. Ele disse que... Ele tinha imobiliária, de canduva.

E a Aricanduva tinha uma vasta área aqui nessa região do Morubi, que pertencia a ela. E ele, seu João Saad, resolveu doar, doar, uma grande área para que o São Paulo Futebol Clube construísse ali o seu estádio, que é onde está o Cícero Copel. E seu João, e seu...

Foi cobrada? Não, nada, nada, absolutamente nada. O senhor deu para o São Paulo? Sim, exato. O senhor é São Paulino desde quando? Não, eu sou corintiano. Mas como? Corintiano, o senhor dá o estádio para o São Paulo? Então, teve uma outra, foi ele quem me pautou.

O Sr. João. O Sr. João. Via Luquete, Alberto Luquete, que era o diretor aqui. Bom, o Sr. João disse que já deu essa matéria. Duas, três pessoas, dois, três... Não foi adiante. Dá para se tocar? Investigaçõezinhas aí. Foi a matéria sobre o oxigênio hospitalar.

O Estado de São Paulo gastava uma fábula nos hospitais, nos hospitais das clínicas, do servidor público e outros aí, santas casas, que o preço do oxigênio hospitalar para essas entidades, que era o governo de São Paulo que bancava.

Era, digamos, mil reais o metro cúbico. Estou dando um número aqui, empírico. Para os hospitais particulares, era de 200. Uma diferença de 70%, 80%. Um absurdo. E aí a gente se envolveu nesse negócio aí e foi uma... E o Estado acabou, Mário Covas, cancelando todos os todos.

E outra também, do seu João, aí foi um amigo dele, que tinha uma empresa de gás, GLP, gás de cozinha, que também...

Era outro absurdo. Os botijões, tinha botijão de gás aí da época da Segunda Guerra Mundial. Não eram reclassificados, né? Um risco danado de vazamento. Tanto que você pega na época aí o número registrado no corpo de bombeiros de explosões, de acidentes em domicílio por causa de botijões defeituosos, é muito grande.

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Mais de 15 milhões de pessoas do mundo todo já usam e confiam. Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam. A gente se envolveu lá também, foi baixada uma lei que está vigorando até agora.

Obrigando todas as empresas engarrafadoras e distribuidoras de gás de cozinha a reclassificarem a cada tempo todos os botijões que estão aí.

Parron, são muitas histórias, como eu já falei, a gente não vai conseguir contar e dividir todas elas aqui. Mas você é muito exigente com o seu próprio trabalho, muito criterioso, muito profissional, dedicado mesmo e é reconhecido não só pelos pares, pelos colegas, pelos ouvintes principalmente, a razão pela qual estamos todos aqui, recebeu ao longo da carreira diversos prêmios, medalhas, honrarias.

Eu quero saber o seguinte, sendo um profissional tão exigente, criterioso, com a entrega daquilo que você faz, qual é o balanço, qual a avaliação, com qual olhar que você enxerga e vê toda a sua trajetória, o que você construiu e segue construindo, hein? Fazer uma... fazer uma... um relato.

É difícil porque fica comprometido com o amor que eu tenho pelo veículo. E quando você está apaixonado, meu amigo, aí você comete equívocos ou deixa de relatar verdades. Enfim, mas eu sempre vi o rádio, sempre vi o rádio como um excepcional prestador de serviço, um amigo da população que não cobra...

que não exige e que exatamente com foco neste amor pela população, dedica a sua programação quase que total, às vezes colocando o empresário, o dono, colocando ele em situação difícil. Ao longo da carreira, muitas vezes eu vi empresários.

serem sitiados por força do governo junto às empresas, exercendo pressão, não anuncie nesta, não anuncie naquela emissora. A emissora depende do anúncio. Sem isso, ela não consegue pagar as despesas, que não são poucas. A emissora de rádio, você mantém no ar? Claro, tem hoje as web, mas isso é outra história. Estou falando do rádio, o profissional.

É um veículo que exige investimentos caríssimos e que tem despesas mensais muito altas. Depende do anunciante. Depende desse parceiro. Eu me lembro de uma história que o Sr. João me contou quando ele assumiu a rádio. Ele verificou que...

Tinha anúncio que não acabava mais. Em compensação, dinheiro quase zero entrava mensalmente na emissora. Aí foi checar. Ele foi pessoalmente... Era uma época, estou falando de 1945, 1946, ele assumiu em 1947, é verdade. Ele foi aos anunciantes. Nesta época era possível até porque não eram muitos.

Só que, não sendo muitos, eles tinham inserções diárias num número fantástico. Uma empresa tinha 50, 60 inserções de textos, uma única empresa. E o dinheiro não tinha no caixa. Ele foi checar com os camaradas e disseram a ele, o que acontece, João, é que vocês prometem e não põem no ar.

Certo? E é por isso que eu estou aqui. Tudo que for prometido irá para o ar. Mas você não tem que pagar em dia também. Foi assim que ele moralizou esta área tão importante que são os comerciais. A área do comercial, Eduardo. Eu vejo o rádio como um prestador de serviço antes de mais nada.

É aquele que informa, sempre foi em primeiríssima mão, pela facilidade de... A produção exige a montagem de equipamentos. O rádio ainda é assim e sempre foi assim. Além de informar, ele presta um serviço a um aqui.

Não, não, não, não, não, sabe? Não tem policiamento, não tem farol de trânsito, está toda esburacada. Ou duas, três vezes. Via de regra, quem resolve isso é o político. Ele que está no cargo público. E para ele é um desastre ficar uma emissora errada falando mal.

Eu tenho essa correspondência. O rádio, nesse ponto de vista, é um prestador de serviço inestimável. Ele consegue resolver e nada custa para aquele que ouve.

Fernando Araújo deixando aqui a sua mensagem. Que honra ouvir a enciclopédia do jornalismo. Parabéns, Parron. Maria Lúcia Travaglione. Sensacional a ideia de trazer aqui o Parron. Terezinha também está aqui. Silvia Crisante, um beijo para você. Tanta gente que a gente não vai conseguir.

registrar, mas na reta final, aqui a gente tem mais cinco minutinhos anunciar os vencedores no início do programa, fizemos aqui um sorteio cinco ouvintes que irão no dia 13 de maio na quarta-feira que vem, no Teatro Santander conferir Tina Tina Turner, o musical, é imperdível já fui assistir, já arrepiou a história da Tina Turner todinha, contada ali no palco ela que teve que se reinventar, começar do zero o

Uma relação abusiva de violência que sofria ali com o marido, o empresário dela nos primeiros anos. Então, atenção os vencedores aqui do Do Bom e do Melhor. O Adriano Livio, a Maria Cristina Vardaro, o Eduardo Nonato, o Marco Aurélio e a Marta Isabel. Cinco vencedores, todos eles.

com direito a acompanhante. A Beatriz Beirute já entrou em contato pelo WhatsApp, já passou as orientações, mas é só comparecer. No dia 13, ali no balcão, com o nome, com o documento, o espetáculo começa às 8 horas da noite, é importante respeitar o horário, chega com antecedência, retira os ingressos para curtir, depois conta para a gente. A gente agradecer aqui também a Paola, a Rosana, todo mundo do time de eventos por essa parceria, mandar um abraço ali para o pessoal também.

da produção do Tina Tânia, que é essa super montagem. A Ana Lu e o próprio musical vão receber certamente todos os prêmios da temporada e eu tenho certeza que vocês que vão ter agora a oportunidade de no dia 13 conferir de pertinho, não vão se arrepender. E depois conta aqui pra gente, tá certo? Bom, também na reta final...

deixar já aqui o parabéns para todas as mamães, não é? A minha mamãe está lá em Sorocaba, ouvindo aqui, ao lado do meu pai, da minha tia também, que saiu de São Carlos e foi lá para Sorocaba para passar o Dia das Mães. Então, logo mais estaremos juntos e poder, né, desfrutar aí do Dia das Mães, para a gente comemorar e para celebrar. Então, todas as mamães que estão ouvindo agora, a gente deixa aqui, né, todo o nosso carinho, o nosso abraço. E, Parron, em dois minutos... Sorocaba vai ficar na grande dia,

era a sonhaba, né? Olha pra roca, era a sonhaba, desde que você saiu de lá, não cresceu muito não.

Incrível. Parrom, em dois minutos aqui, a gente ouviu tantas histórias, mas eu vou contar uma que eu acho que você não sabe, não sei se eu já te contei, mas eu me lembro que você trazia dessas suas viagens, dessas suas andanças, uma pinguinha. E eu levei essa pinguinha para a minha saudosa tia Hilda, que adorava uma pinguinha depois do almoço, tomava ali com o tio Vicente.

E a pinguinha era tão boa, tão boa, que ela tomava assim a conta gotas, porque não queria que acabasse. E ela deixava escondida no armário para ninguém pegar, viu, Parron? Aí, Daral.

Minha tia é falecida, minha tia é falecida. Mas não foi por causa da pinga, né? Não, não, não foi por causa da pinga. Mas adorava aquela pinguinha que você trouxe e guardava ali, não queria que ninguém bebesse, podia dividir com ninguém, deixava ali no armário. E uma curiosidade aqui, porque também tinha muito carinho aí, viu, Parron?

Tá terminando, né? Tá terminando, Parron. Tá terminando. Passou rápido. Encontrei com o Parron, viu, Bia? Encontrei com o Parron aqui no café antes de começar. Fui receber o Parron e falou, quanto tempo de programa? Falei, Parron, uma hora e quarenta e cinco. Ele falou, Danilo, eu não tenho história. Eu falei, ah, Parron, pelo amor de Deus, se você não tem história, então...

Passou rápido, Parron, passou muito rápido. Eu queria te agradecer aqui de verdade, de coração mesmo, dividir tantas histórias, curiosidades, momentos da carreira. Ficou faltando tanta coisa. Você que cobriu o Joelma, uma cobertura de fôlego, que você passou ali a madrugada, o dia ali.

cobrindo. Agora que a gente teve a série também da Ângela Diniz, você também acompanhou o julgamento do Dock Street e tantas coberturas memoráveis, não é? Então, puxa, nessa manhã aqui em uma hora e quarenta e cinco, foi só uma parcela aí, uma porcentagem muito pequena de tudo isso que você fez em todas as emissoras e continua fazendo porque esse final de semana tem memória, no sábado tem também o repeteco no domingo.

E sempre com programas espetaculares, que eu também faço questão aqui, aliás, deixar um abraço para o nosso Roger Palme Duarte, que toca aí também o Memória com Você. Parron, obrigadíssimo, obrigado mesmo, viu? Danilo, eu que agradeço e a todos que se manifestaram o meu carinho, como eu gostaria de ter o verdadeiro.

para dar um abraço pessoalmente a cada um. Muito, muito, muito obrigado, mesmo de coração.