Quando o Espírito forma um legado - Pr. Reinaldo Jr
Mensagem do Pr. Reinaldo Jr no dia 10/05/26 como parte da série "O Espírito Santo que transforma todas as áreas da vida", ep. 05. Nos acompanhe em www.i21.com.br e nas redes sociais: youtube.com/IgrejaBatista21 facebook.com/IgrejaBatista21 instagram.com/igrejabatista21
Reinaldo Jr
- Legado Espiritual vs. Herança MaterialDiferença entre legado e herança · Preocupação com bens materiais · Legado como algo deixado em alguém · Legado espiritual · Herança como bênção e maldição
- Legado familiarInfluência positiva e negativa · Padrões de repetição familiar · Legado de alcoolismo · Legado de fé · Legado de práticas positivas (cozinhar, esportes)
- Violência contra a mulherNúmeros assustadores de feminicídio no Brasil · Violência física, patrimonial e psicológica · Masculinidade frágil que agride mulheres · Machismo e a influência familiar
- A Fé Visível e CotidianaFé não fingida · Fé prática e visível · Fé cotidiana em casa · Coerência entre discurso e prática · Desafio da coerência na adolescência
- Espírito SantoO Espírito Santo que transforma · Ensinar ao sentar, levantar e caminhar · Criar um ambiente de graça no lar · Legado espiritual invisível
- O papel da igreja na sociedadeVivência comunitária na igreja · Liderança servidora · Perseverança das igrejas · Acolhimento e respeito na igreja
- O Legado de Paulo para TimóteoInstrução pastoral sobre o tratamento das mulheres · Fé não fingida de Timóteo · Legado de fé de avó e mãe
Mas vamos lá, 2 Timóteo capítulo 1 e versículo 1 também. Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pela vontade de Deus, segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus. A Timóteo, meu filho amado, graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus nosso Senhor. Dou graças a Deus a quem sirvo com consciência limpa.
como o serviram os meus antepassados, ao lembrar-me constantemente de você, noite e dia em minhas orações. Lembro-me das suas lágrimas e desejo muito vê-lo, para que a minha alegria seja completa. Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou em sua avó Lloyd e em sua mãe Eunice, e estou convencido de que também...
Habita em você. Vamos orar de novo? Senhor, que o Espírito do Senhor fale com a gente, Pai, aqui. Por meio da Tua Palavra. Que é o que eu te peço, em nome de Jesus. Amém. Quando o Espírito forma um legado. Esse é o nosso tema. Dia das Mães. Eu não poderia... Eu nãoèces oèces.
Deixar de pensar, refletir, orar a respeito de uma mensagem que de alguma forma nos conectasse com esse dia. Muito embora em aspectos, seja um dia de movimentos comerciais, né? Que movimentam a economia com os seus presentes e as suas movimentações. Quem esteve em shopping esses dias sabe do que eu estou falando.
Mas acaba nos marcando, porque acaba sendo um dia de oportunidade para reafirmar a vida dessas mulheres tão importantes para nós. E não é fácil ser mulher, imagino eu. Não é fácil ser mulher no Brasil, a gente estava conversando no encontro dos homens essa semana. Os números sobre feminicídio são assustadores. Acho que no número de 2024.
falava de sete mulheres mortas por dia no nosso país. Isso registrado, essas mortes, como feminicídio. E a gente não precisa de muito. Com pouca reflexão, a gente vai encontrar na nossa mente alguma ou algumas histórias de mulheres que sofreram violência. Dos seus maridos, dos seus filhos, dos seus pais, dos seus irmãos.
dos seus namorados, violência física, patrimonial, psicológica e por aí vai. Eu tenho isso na minha família, infelizmente, tia que apanhava do marido e outras tantas histórias. E não é difícil a gente lembrar, infelizmente.
E então a gente afirmar, e eu fico muito feliz quando a gente conversa sobre isso no grupo de homens, a gente conversou justamente sobre isso, o que tem nessa masculinidade tão frágil que precisa agredir outras mulheres, ou agredir as mulheres.
Então a gente trabalhar, e o apóstolo Paulo quando escreve para Timóteo, não só nesse texto, mas em outros momentos, ele escreve com muito zelo, por exemplo, com as mulheres. Porque ele fala para Timóteo como um jovem pastor, tratar as mulheres mais velhas da igreja como sua mãe. A tratar as mulheres jovens da igreja como suas irmãs. E a tratar as mulheres pequenininhas da igreja como suas filhas.
Então, a instrução pastoral para Timóteo é essa. O respeito às mulheres mais velhas, como se respeita a própria mãe. O respeito às mulheres da mesma idade, como se respeita uma irmã. E o respeito às crianças, como a gente respeita e cuida da nossa própria filha. E essa é a recomendação. E eu diria, essa recomendação pastoral, ela deve servir para todos nós.
E isso mudaria muito a nossa perspectiva, né? Se a gente olhar para todas as mulheres mais velhas e ver ali uma mãe e tratá-las como mãe. Se a gente olhar para todas as mulheres da nossa idade e vê-las e tratá-las e considerá-las como irmãs.
E se a gente olhar para as mulheres pequenininhas e ver nelas uma filha para nós. Aliás, teve um episódio engraçado esses dias. O Estevam de vez em quando perde um irmão, uma irmã, enfim. De vez em quando, mas isso não está no projeto não.
Mas, esses dias eu estava com ele no terra do prédio, e uma menininha de uns dois aninhos, aquela fase de bebê para criança, caiu andando, se desequilibrou e caiu. E aí eu corri, ajudei ela a levantar, fiz um abracinho ali para ela não chorar. E aí o Estevão veio e falou assim, você não quer me dar uma irmã, mas você fica ajudando as crianças aqui.
Eu falei, é que ajudar a criança do prédio é bem diferente de fazer e criar uma outra criança. É muito diferente. Seria boa se fosse tão fácil assim. Então, isso foi um ciuminho que bateu ali. Mas foi interessante. Mas, enfim, voltando para o texto.
O apóstolo Paulo escreve para Timóteo, encorajando o ministério dele, a segunda carta, o começo da segunda carta. Ele chama Timóteo de filho, é um discípulo mais jovem, um pastor mais jovem. E ele trata Timóteo como um filho, chama de filho amado, inclusive. E fala dessa experiência que ele tem, da alegria que ele tem na vida de Timóteo.
de saber que a fé dele era uma fé muito constante, muito firme. E as lágrimas dele, inclusive, Paulo fala que se lembra das lágrimas de Timóteo.
E se alegrava com isso e dizia que a fé que ele via em Timóteo era a mesma fé que ele viu habitar em sua avó Loide e em sua mãe Eunice. E eu queria falar sobre legado e uma palavra que se aproxima do legado, mas é também muito diferente, que é herança.
a gente considerar legado e herança. Algumas famílias se preocupam muito com a herança. Quem vai receber, quer gozar dos bens que não trabalhou. Quem trabalhou para construir, muitas vezes quer oferecer de fato esses bens aos filhos, quer deixar.
A minha mãe é uma dessas, sempre se preocupou de deixar algo para mim, como é que vai ser a minha vida depois que ela morrer, o que ela pode deixar. E a herança, embora...
não seja merecida, porque herança é um bem que normalmente a gente não trabalhou para conquistar, ela é bem-vinda, claro. Se a gente ganha algo, é muito bem-vindo. É muito bem-vinda a casa, é muito bem-vindo o sítio, é muito bem-vindo qualquer herança que nos é dada. E isso é precioso e eu acho muito legítimo os pais se preocuparem com isso também.
Mas, quando a gente olha para a escritura, a gente vai ver que a perspectiva bíblica, ela oferece muito mais um olhar para o legado do que para a herança. Porque a herança é algo que a gente deixa para alguém, é algum material. É um dinheiro, um investimento, uma casa, um carro.
O Diego, quando foi fazer o endoscopia, ele fez um testamento, que ele achava que ia morrer com uma endoscopia, e ele falou que a minha parte da herança seria os livros. Deixaria uma herança para mim de livros. Ele dividiu entre família e amigos chegados, eu fiquei com a parte dos livros. Então, herança é algo material que a gente dá para alguém, ou que a gente deixa para alguém, essa é a herança.
Mas o legado, ele tem um sentido diferente, ele tem um sentido mais profundo. Porque o legado é algo que a gente deixa em alguém. Não é o que a gente deixa para alguém, mas é algo que a gente deixa em alguém. E agora, pensando em mães, em pais, em filhos, em todos nós, é muito mais precioso a gente construir legado um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um ter um
E deixar esse legado na sociedade, na vida dos nossos filhos, na vida dos nossos amigos, na vida dos nossos colegas de trabalho até, na vida das pessoas efetivamente, do que a herança. Porque a herança...
Primeiro que, se a gente não for rico, não vai deixar muita coisa. Já começa por aí, né? Alguns de nós já não vão ter condição de deixar muita coisa. E ainda que a gente deixe, quantas heranças acabam no piscar de olhos, né?
Quem assume ali, não sabe lidar, não sabe administrar, não sabe quanto custou. E dali a pouco se esvai. Ou quantas heranças viram motivo de briga e de confusão na família. De morte até entre irmãos. Uma briga, uma confusão por conta daquela herança. Então a herança é uma bênção, mas às vezes se torna uma maldição. A depender de como as coisas ficam. Agora...
O legado é aquilo que a gente deixa na vida das pessoas. Eu lembro de uma conversa de um pastor num velório. Um dos meus mestres, esse pastor, e ele conta isso. E ele estava no velório. E aí começou aquele papo de velório entre os homens ali. O que você vai deixar para a sua família quando você morrer? E aí um daqueles homens...
Meio homem de negócio, preocupado com a família. Falou, olha, já comprei uma casa, eu estou equipando ela. Se der e se eu tiver tempo, talvez eu compre uma segunda casa. Para deixar essas coisas, ok, aí eu posso morrer em paz, porque eu deixei aí a minha família com teto para morar. O pastor, naquele primeiro momento, ele falou...
Muito bom, muito legítimo, um pai de família querer deixar um imóvel, ou até dois, para resguardar seus filhos, ou a sua esposa, se ficar antes dele, ter um teto. Muito legítimo isso, muito nobre até. Mas depois ele pensou assim, mas se a gente deixar isso, será que vai ser o suficiente?
Será que quem não deixa isso também fracassou? Porque não deixou uma casa? O que é? E como é que a Bíblia responde isso? E a Bíblia não fala sobre a gente trabalhar e deixar herança. A Bíblia não fala sobre a gente trabalhar e deixar bens materiais. Mas a Bíblia fala...
Desse legado, dessa fé que passa de geração em geração. E aí o que a gente vai ter de mais profundo para experimentar e para ter em nós. Não é exatamente aquilo que nos dão como bens materiais. Mas o que as pessoas são na nossa vida. E a marca então que elas deixam em nós. E aí isso é legado.
E isso se transfere de geração em geração. E isso marca de forma imaterial a vida das pessoas. E isso pode marcar, inclusive, a vida de várias pessoas. Porque aquilo que você deixa na vida do seu filho, por exemplo, você pode marcar uma vizinhança inteira. Você pode marcar uma comunidade inteira, uma família inteira. Porque aquilo marcou como algo precioso na história.
E aí, o que o Espírito Santo pode construir através das pessoas que discipulam, que servem, que oram, deixa um legado espiritual para as próximas gerações. E eu gostaria que você não subestimasse isso. No mundo de influencers, a gente tem uma tendência a achar que a influência é só em quem tem milhões de seguidores nas redes sociais. Esses são influencers.
Mas eu queria que você pensasse que você é a influência. Não desses do YouTube. Mas que você tem uma influência gigante sobre seus filhos. Que você tem uma influência gigante sobre seus netos. Que você tem uma influência gigante sobre as pessoas que convivem de perto com você.
Você tem influência sim. E a questão da influência é que ela não é uma palavra só positiva. Quantos influencers do mal a gente tem? Quantas más influências a gente tem? Quantas histórias tristes há? E a mãe fala, meu filho se envolveu com coisa errada pelas más influências. Os maus amigos, as más companhias.
Então, infelizmente, há más influências. Infelizmente, há influencers e influências familiares que deixam marcas terríveis. Por exemplo, a gente falou, eu falei na introdução de violência contra a mulher, às vezes é uma marca de certos homens, de certa família. Aliás, essa semana, na conversa...
Que a gente teve dos homens. Um dos homens compartilhou que ele ouviu de uma tia. Quando ele namorava ainda. Que mulher gostava de apanhar. Então ele deveria ser assim quando casasse.
Uma tia. Quando a gente fala de violência e machismo, a gente está falando de todo um conceito, não é uma coisa só do homem. Às vezes é também das mulheres, é uma doideira isso, mas existe. E às vezes é uma influência, é uma geração. A gente falou de problema de álcool, que é um grande vetor ou influenciador das violências nas casas, a questão do alcoolismo.
E às vezes você tem uma família inteira com problemas de alcoolismo. Que aquilo vai passando de um por um, de um por um. Na minha família eu tenho muitos episódios tristes para contar sobre álcool. É um problema grave. É um legado negativo. É uma influência que se deixa ali para o mal. É terrível. Então...
Você não pode subestimar. Você não pode achar que quem influencia é quem está lá em destaque na internet. Quem influencia é quem está falando em público, como o pastor fala em público. Quem influencia é quem é líder de uma grande comunidade. Quem influencia é quem é político, que então influencia nas leis e influencia no ordenamento da sociedade.
Também. Também. Mas quem mais influencia seu filho? Quem mais influencia dentro da sua casa? Quem mais influencia no ambiente onde você lidera? Porque, por vezes, você pode liderar no ambiente de trabalho também.
É você. E você não pode perder de vista isso. A sua influência, o seu legado, as suas marcas. E a fé aqui que habitou nelas. Veja, uma fé que habitou nelas. É visível. Era uma fé que as pessoas viam. A fé não é subjetiva? Ninguém olha para ver a quantidade da sua fé. Não dá para medir exatamente.
Mas dá para olhar para a sua vida e ter uma ideia. Dá para olhar para o seu estilo de vida e ver. Essa pessoa tem fé. A fé é verdadeira. Ou não, essa pessoa, acho que a fé dela, pelas atitudes, está mais para uma fé falsa. Ou essa pessoa aqui, pelas atitudes dela, acho que ela nem tem fé. Ela fala assim, mas não parece.
Era uma fé visível, era uma fé prática, era uma fé que se via na prática, na vida. Era uma fé que se mostrava na realidade, que tocava a realidade. Era uma fé com certeza cotidiana, porque o maior desafio para a nossa fé é a vivência da fé junto às pessoas mais próximas de nós, não é? Uma fé que se mostra na internet...
é razoavelmente fácil, porque a gente pode editar. Uma fé que se mostra com os de fora, também é fácil. Uma fé que se mostra em casa, essa é de verdade. Porque não dá para a gente fingir o tempo todo. E aí em casa a gente mostra quem a gente é.
Então essa fé cotidiana é mais preciosa. E ela precisa o quê? Ela precisa ser coerente. Ela precisa ter um discurso e uma prática que se combinam e se complementam. Não que se distanciam. E uma das coisas mais preciosas da infância, e que vem muito forte na adolescência, é o questionamento a respeito de coerência. Não é verdade?
Os nossos filhos são mestres nisso. Em questionar a nossa coerência. E dizer, mas você não falou que não podia passar no farol vermelho? Por que está passando? Mas você não falou que tinha que andar com cinto de segurança? Por que não está? Mas você não falou que isso faz mal? Esteveu estar na onda do faz mal. Não é saudável. Você não falou que doce não era saudável? Você está comendo doce?
Eles desafiam. E isso só vai aumentar, só piora. Pelo menos até o início da fase adulta só piora. A adolescência é a grande crise desses questionamentos com a coerência dos pais, com a coerência com o mundo. E, embora as mães sejam super heroínas, como as crianças cantaram, a gente sabe que essa coerência 100% de A a Z,
Ela não é bem assim na nossa vida, a gente sabe disso. A gente sabe que a gente dá bons tropeções. Então, eu não espero perfeição de ninguém. Nem muito menos de mim mesmo. Mas, a coerência precisa ser perseguida por nós. Ainda que não vamos chegar no 100% da coerência.
A gente não pode ter uma fé fingida. A gente não pode ter uma vida dupla. A gente não pode ficar num teatrinho, num faz de conta. E o compromisso com a coerência da nossa fé, da nossa espiritualidade, é que vai marcar.
Se é de verdade ou não a vida que a gente está levando. E que a gente quer levar. E que a gente quer transmitir para os nossos filhos. E isso era muito precioso de Paulo reconhecer essa linhagem, essa história. E uma das coisas que a gente precisa lembrar e ensinar. É história para os nossos filhos. E história da fé.
História da família. História das boas e más influências que marcaram. E especialmente a ênfase das coisas boas. Na minha família, a minha avó e a minha mãe foram as primeiras a se converter. Vieram de religião, de culto afro, etc. De candomblé, de umbanda, eu nunca sei exatamente qual era, mas era dessa linha. E foi muito importante essas histórias.
E essas histórias precisam continuar sendo contadas e recontadas. O quanto marcou uma virada na vida da família. O quanto minha avó era analfabeta até os 40 anos e aprendeu a ler lendo a Bíblia. O quanto aquilo foi uma marca e uma virada para toda a família. O quanto esse engajamento na fé libertou alguns da nossa família justamente do problema com o álcool e com outras drogas. O quanto isso foi e é.
importante na nossa trajetória. E a gente precisa recontar essa história. A gente precisa dizer para os nossos filhos como é que a gente se converteu. A gente precisa dizer para os nossos filhos a respeito dessa experiência. E não só na perspectiva espiritual, mas na perspectiva também dos estudos, das diversas virtudes. Quando eu faço curso de noivos, eu sempre trabalho isso. Quais as virtudes da sua família de origem?
Quais são as virtudes dos seus avós, dos seus pais, que você quer levar para o seu casamento, para a nova família que você está construindo? Isso é precioso e importante. E quais os defeitos? Para você tomar consciência e não repeti-los também. Também é importante. Quais as virtudes da sua família de origem? Para você preservar essa boa tradição, esse legado? E quais os defeitos da sua família de origem? Para você tomar consciência e não repeti-los?
Se o seu avô era alcoólatra, se o seu pai era alcoólatra, você vai beber? Você vai querer repetir essa história? Só que as pessoas não pensam, elas simplesmente repetem. A gente precisa pensar um pouco. Olhar para trás. Tem gente que acredita em maldição hereditária. Eu acredito em padrões de repetição familiar.
E a gente tem que olhar para isso e dizer, opa, tem uma questão aqui que eu preciso parar. Meu pai era alcoólatra. Morreu com 48 anos, já contei isso mil vezes. E a primeira vez que meu pai me deu bebida alcoólica, eu tinha cinco anos de idade. Batida de maracujá com leite condensado.
Com 13 anos, eu bebia, com 13 não, com 11, 12, eu bebia com os meus tios, com meu pai, com a minha mãe. Sentava na mesa e tomava cerveja. E estava tudo bem. Aquele era o padrão familiar e da nossa história. E aí um dia o meu próprio pai falou para mim, naquele dia ele foi usado por Deus. Porque ele falou assim, olha, eu comecei a beber com 18 anos.
E olha como é que eu estou. Se ele está começando com 12, 13, toma cuidado. Só que meu pai não era de proibir nada. Então, mesmo que ele falou isso, ele deixou eu continuar bebendo. Mas ele falou, pelo menos. Foi importante essa conversa. E aí, quando eu me converti aos 18, isso me veio. Porque eu já estava ficando bêbado direto, baladinha e tal, tomando todas.
Aí eu falei, opa, isso aqui é um problema. E aí meu pai tinha cirrose quando morreu, a irmã dele morreu de cirrose, o meu outro tio infartou também, já estava com o fígado tudo ferrado. Tudo álcool. Eu vou repetir esse legado? Eu vou repetir esse padrão? Ah, mas cada um decide por si. É verdade, cada um decide por si. Mas nós somos mais influenciáveis do que a gente admite.
O seu padrão familiar influencia os seus filhos muito. Mais do que você queira admitir. O bom é que você pode deixar a boa e a má influência. Eu cozinho. Por que eu cozinho? Porque meu pai cozinhava. Porque com oito anos de idade, meu pai me levava na feira, ensinava a escolher peixe.
fazia, ia fazer um bife, me levava para a cozinha para fazer o bife com ele. Isso me marcou. E marcou positivamente, porque eu achava isso legal, era um rolê legal. Ir no mercadão municipal comprar peixe com meu pai de sábado, de domingo. Era um padrão positivo. Então, para mim, fazer comida hoje não é um peso.
É uma coisa que eu vi a minha mãe fazer desde sempre, mas vi meu pai fazer também. E a mãe é mais dominadora da cozinha, então minha mãe não me deixava muito chegar perto das panelas. Mas meu pai não, meu pai me levava para a cozinha para fazer as coisas com ele, aquilo é marca. Aquilo me marcou muito. E eu não sei o quanto ele tinha consciência disso. Então, e hoje...
A gente precisa tomar consciência cada vez mais dessas marcas que a gente vai deixando. E não é marcas de discurso somente. É marca de prática, de vida, né? Não são essas as maiores marcas que a gente deixa? Não é de fala, é de vida.
A minha avó não é o tipo de mulher que só fala de oração. A minha avó é o tipo de mulher que a gente chega na casa dela e ela está de joelhos. Ela está orando. A gente chega na casa dela a qualquer hora e ela está sentada lendo a Bíblia.
Então não é de falar, é de viver. É de ver essa realidade. É de observar isso e é isso que vai nos influenciando, nos marcando. E construindo esse legado. A minha avó me levava para a capelania. Com oito, com nove anos de idade eu fui em presídio com a minha avó. Porque ela me arrastava, ela me levava.
Ela de alguma forma sabia que ela precisava deixar uma influência ali e ela ia fazendo isso. Na prática, na vida, em cada culto, em cada visita, capelania, não sei o quê. Isso é muita influência, isso é muito importante. A gente não sabe o quanto isso é, mas é.
E você tem que considerar isso e pensar, o que eu estou deixando? O que eu estou fazendo aqui como marca, como símbolo na vida dos filhos? E eu sei que essa fala para as mulheres pode ser dura no sentido de que as mulheres já têm tanta coisa. Já têm trabalho, já têm um monte de coisa, já têm estudos e ainda têm que marcar a vida dos filhos.
Marcar a sociedade, marcar a igreja. Mas isso é para todos nós. E não é só o que a gente faz, mas é principalmente o que a gente é. O que a gente é. Em casa é muito interessante, porque a Cris é a moça dos livros e dos filmes. Então o negócio dela com o Estevão é os estudos, que ela já pega no pé dele desde já. Acho que a vida dele não vai ser muito fácil.
e ele já fala que a pior parte na escola é a parte do pedagógico, então já sabemos do embate que será essa luta, que ele só quer brincar, e ela é mais de pegar no pé nisso, e gosta de assistir filmes, então eles assistem muito os filmes, assistiram tudo quanto é filme dos streamings que tem por aí, e cinema e tal, eu já não tenho paciência, então eu quase não assisto filme de criança, não tenho paciência de assistir, eu durmo, ou simplesmente não assisto.
Por outro lado, eu sou dos esportes. Então, comigo, ele anda de bicicleta. Aí agora ele faz lá um treino lá funcional, não sei das quantas que eu tenho que ir com ele. Aí eu tenho que fazer com ele. E ele quer que faça com ele. Então eu faço com ele. O pessoal olha meio torto às vezes, né? Porque tem um monte de criancinha e um marmanjo lá. No treino, mas eu estou com o meu filho. Aí a gente treina. Agora ele está no jiu-jitsu. No jiu-jitsu eu não posso entrar no tatame. Porque é só de criança.
Mas eu estou lá, olhando ele fazer, observando. Por quê? Porque qual é a minha melhor memória com meu pai? Era meu pai me levando para o futebol. E olha que meu pai não jogava, era super sedentário. Mas o fato dele levar e ficar assistindo, me marcava. Porque eu sabia que o sábado era o dia de ir jogar bola, que era a coisa que eu mais gostava na vida, e meu pai ia comigo.
A despeito de todos os problemas outros, aquela marca era muito preciosa. Porque ele estava lá, ele estava olhando, ele estava observando, ele estava comigo. Então, essas marcas de vivência, de prática, de vida, elas são muito, muito preciosas. Essa vivência comunitária aqui de igreja é muito preciosa.
Eu aprendi a viver e ir para a igreja muito mais com a minha avó do que com meus pais, porque meus pais não iam. Mas eu tinha a minha avó com essa influência de vida de igreja. E aí quando eu passava por crise, eu já sabia onde ir. Era numa igreja. Quando eu saí de casa com 16 anos para jogar bola pelo interior, eu me sentia lá sozinho, morando lá nos alojamentos da vida.
Eu buscava uma igreja na cidade. Porque a minha avó me deu essa referência. Busca uma igreja, filho, vai orar. Fala com um pastor, fala com uma pastora. Se precisar de algo, as pessoas vão te ajudar. Era essa a leitura que eu tinha. E com isso que eu cresci.
Depois eu vi que na igreja tem uns picareta também. Mas é a minoria. É a minoria. A maioria das pessoas que eu encontrei nas igrejas foram pessoas que me ajudaram de muitas formas. Eu tive verdadeiras pessoas que me adotaram. Quando eu cheguei para pastorear na primeira igreja batista de São Paulo, eu tinha muito receio, porque eu tinha só 28 anos, era uma igreja com pessoas muito mais velhas. Eu dizia, esse pessoal não vai nem me respeitar.
E as pessoas me acolheram, me respeitaram, me trataram como filho. A Luzinete me adotou como filho. Isso é precioso. E essas marcas vão ficando e às vezes as pessoas nem sabem. Às vezes a pessoa não tem nem ideia, mas ela me marcou. Eu lembro da Carol, uma menina que já veio aqui na I21.
Ela é só um pouquinho mais velha que eu, mas ela foi minha professora de escola bíblica de criança. Ela era adolescente. Ela me marcou. Então esse legado, essas marcas que a gente vai deixando na vida das pessoas, é muito precioso. Você acha que nossos filhos vão esquecer da Tati? Não vão.
É uma marca que vai ficando na vida deles. E que bom, porque eles vão crescer, eles vão passar os perrengues, eles vão ter um monte de outras coisas, mas eles vão lembrar. Da igreja, da oração, de correr, de cantar aqui na frente, da tia, da lição. E por mais que na cabeça deles seja só brincar, porque na cabeça do Estevam é só brincar.
A Cris insiste que vir para a igreja é para adorar a Deus, é para estudar a Bíblia, mas na cabeça do Estevam, o que é na igreja? É brincar. Ele vem para a igreja para brincar. Mas é isso. Mas esse é o ambiente que a gente está construindo. São essas amizades que a gente está oferecendo para ele. E isso é intencional. E tem que ser. Eu quero meus filhos neste ambiente.
Eu quero esta influência e não aquela outra. Não somos exatamente melhores, mas aqui eu estou vendo. Aqui eu estou conhecendo, aqui, o Samuel, o Pedro, o Gustavo. A Emily, a Luísa, o Lourenço, todos eles aqui. Lá fora, eu não tenho ideia quem eles vão encontrar. Lá na escola, eu não tenho ideia como vai ser.
Aqui eu tenho. E eu fico feliz em ter e saber onde eles estão. Então essa marca que a gente vai deixando. Os filhos, eles aprendem não só pelo que ouvem, eles aprendem pelo ambiente espiritual. Como a gente reage, como a gente lida, como a gente se trata. Como a gente trata as pessoas, como a gente lida, como a gente fala. Em casa não tem grito.
Se meu filho grita, a gente fala, filho, aqui em casa não tem grito. Não tem. Não pode. Gritar é um desrespeito. Não pode. Pede desculpa. Não pode. Aqui não é assim. A gente cria esse ambiente e nós somos responsáveis por criar esses ambientes.
O Espírito que transforma. Em Deuteronômio 6 fala que nós devemos ensinar os nossos filhos ao sentar, ao levantar, ao caminhar, a fazer tudo. Eu confesso que eu não sou um cara muito disciplinado para uma tradição de culto doméstico, de devocional todo dia na hora certa. Eu sou bem pouco para isso, na verdade.
Mas, por outro lado, eu gosto muito de aproveitar os momentos e as circunstâncias. Para ensinar algo. Se eu vejo uma criança violenta brincando, eu chamo meu filho e falo. Não seja assim, seja diferente. Se ele faz uma coisa legal, eu vou lá e digo. Filho, gostei muito do que você fez. Foi muito bonito isso, parabéns. Papai tem orgulho de você.
Eu fico atento nos treinos, nos momentos que a gente tem para ensinar, para orientar, para corrigir, para reafirmar coisas positivas. Às vezes as crianças, às vezes a gente dá muita bronca, foca no que eles fazem de errado. E às vezes a gente tem que pensar um pouco e também inverter um pouco isso e encorajar as coisas boas que eles fazem, encorajar.
aquilo que eles fazem de bom, encorajar, aquilo que é bom e bonito neles, e a gente reafirmar para que isso se repita mais. Então, a fé bíblica, ela não é sobre evento, sobre o culto, mas é sobre o ambiente que a gente cria.
E a influência que o ambiente que a gente cria, o ambiente que a gente leva aos nossos filhos, é o ambiente que vai moldando eles, que vai formando o caráter deles. Eu nunca fui um sujeito violento. Mais uma vez eu estava com um monte de torcedor de São Paulo, indo para o estádio, e vi uns torcedores do time contrário. O que a gente quis fazer? Bater nos caras.
Ainda bem que eles correram. A gente estava em maioria. Mas depois eu pensei, eu falei, meu, que loucura que eu ia fazer, que insanidade. Mas aquele feito não é nada do grupo que não pensa, que só vai. É terrível. A gente não pode subestimar essas coisas. Essas coisas influenciam.
E aí quando a gente vai ver, já fez, já cometeu um crime até. E aí a gente tem que, opa, que ambiente que eu estou me colocando, que ambiente que eu estou colocando o meu filho, que ambiente que eu estou colocando a minha esposa, que ambiente que eu estou colocando a minha família, tanto esse ambiente da minha casa, que é mais precioso e mais controlável por mim, quanto os ambientes externos que eu exponho eles.
É muito importante. Então o espírito age, mesmo quando não vemos resultados imediatos. As mães ficam cansadas, preocupadas, frustradas, sentindo culpa, achando que estão falhando. Talvez a Eunice não imaginasse o que Timóteo se tornaria. Então o legado espiritual quase sempre cresce invisivelmente, antes de aparecer publicamente. Ninguém vê.
As sementinhas lá que a gente está colocando no chão. Mas uma hora vai brotar. A gente precisa insistir nessas sementes. A gente precisa insistir nela. Ninguém está vendo, meu Deus. Eu insiro meu filho e outro dia ele está pior do que ele estava. Às vezes a gente passa umas vergonhas, né? Eu lembro de uma vergonha que eu passei na creche com o Estevão, novinho. Estevão não falava ainda. E a professora veio falar comigo se tinha acontecido alguma coisa, que ele estava meio violento. E eu falei, não.
Então é que ele está meio violento, aí na hora que eu olho assim, uma criança num brinquedo, ele pegou pelo cabelo o menino assim e levantou. A professora falou, é disso que eu estou falando. Falei, filho, tipo, né? Que doideira é essa aí? Então a gente fica até sem jeito. E a gente fala, meu Deus, eu estou criando a criança, estou fazendo, nunca bati nada com verso.
Ele está saindo, batendo nos outros na rua. Eu falei, não quero que você apanhe, mas também quero que você bate. Espera aí. Mas a gente vai lançando essas sementes e nós vamos ver. Esses dias a gente foi no PG lá, ele apanhou um monte do Matias e não revidou. Falei, isso aí, filho. Você é maior, você se protege, mas você não pode bater nele que ele é menor. O Matias é bravo. Eu falo, o Matias é pequeno, os grandes precisam cuidar dos pequenos. Então, se segura.
Então a gente vai educando e aos poucos a gente vai vendo essas coisas. Então o Espírito chama a gente a pensar como é que a gente vai contar a nossa fé à nova geração. O Salmo 78 diz que nós contaremos a próxima geração, os feitos do Senhor.
A gente tem que lembrar que nem sempre houve Bíblia escrita. Por muito tempo a nossa fé foi transmissão oral. Eram histórias contadas nas famílias. Nem sempre as pessoas liam. Nos tempos de Jesus, ler e escrever era praticamente uma profissão. O escriba, aquele que escrevia, era uma profissão. De algumas pessoas só. A fé era transmitida pelo que era falado.
Pelo que era contado, pelo que era vivido pelas pessoas. Então, gente, eu queria que você respondesse a essas perguntas com muita sinceridade. Que tipo de legado espiritual você está construindo? Sim, você está construindo um legado espiritual. Para você, para os seus filhos, para os seus netos, para as pessoas que estão perto de você. E o que você está construindo?
O ambiente da sua casa aproxima ou afasta as pessoas de Cristo? O ambiente que você cria, o jeito com que você lida com as coisas, aproxima ou afasta as pessoas de Cristo? Os nossos filhos enxergam uma fé real na nossa vida ou é só uma religiosidade? É só um rito.
E o que você está transmitindo sem perceber. Porque a gente pode falar das nossas ideias. Mas a gente vai transmitir efetivamente aquilo que a gente é, de fato. Então, três decisões muito importantes para a gente orar. Primeiro, cultive uma presença espiritual no seu lar.
Leve isso como uma decisão. Como você vai fazer isso? São muitas formas. Uma delas é fazer um devocional cotidiano. Isso é maravilhoso. Eu já falei que eu falho muito nisso. Mas em casa a gente tenta. E a Cris que coloca o esteve para dormir, ela ora todos os dias. Eu durmo antes dele, então nem sempre eu estou nessa oração. Mas eu também tento estar. Então cultivar essa presença espiritual no lar. Todo dia.
Todos os dias. Com a oração, com a leitura da palavra, com as histórias bíblicas. Construir um ambiente de graça. O que é um ambiente de graça? Aqui em casa a gente não grita. Aqui em casa a gente pede perdão. Aqui em casa a gente oferece perdão. Aqui em casa a gente não fala mal das pessoas.
Aqui em casa, a gente destaca as coisas boas que as pessoas nos dão. Aqui em casa, a gente respeita e aprende a respeitar os outros. Quase todos os dias que eu levo meu filho para a escola. Filho, obedece a professora. Respeite sua professora. É importante afirmar isso, dizer isso, repetir isso como algo de fato importante.
A gente constrói esse ambiente, a gente inculca na cabeça deles. E a gente poder pensar no legado, no que a gente está deixando. Essa semana, ou esses dias, a gente conversou sobre isso na reunião da diretoria. Várias igrejas que começaram na mesma época que a nossa, fecharam, deixaram de existir, infelizmente. Por vários motivos e muitos deles a gente nem sabe. Mas o fato é,
Um dos motivos para uma igreja não perseverar. É as pessoas não pegarem a coisa com a mão e assumirem como parte delas. Os líderes em especial. Mas quem são os líderes de uma igreja? São os mais bonitos? São os mais engenheirados? Ou são aqueles que mais servem? São aqueles que dizem, ó.
Chego mais cedo, saio mais tarde e vou servir. Esses são os líderes. Pelo menos aqui. Mas isso só funciona se as pessoas assumirem isso. E isso só perdurará. Se depender de um grupo e não só de uma pessoa. Porque as histórias em comum dessas igrejas que fecharam. É o pastor dizer assim. Cara, eu estava muito sozinho.
E aí quando eu cansei, ninguém segurava a onda. Quando eu ficava doente, não tinha outra pessoa para assumir. E eu falei isso na reunião, eu falei assim, olha. Eu quero estar aqui por muito tempo. Mas eu acho que quando eu não estiver, a igreja vai seguir. Porque a gente tem um time.
De pessoas que assumem quando eu estou em férias. Que assumem quando eu estou doente. E que assumem mesmo comigo. E assumem junto comigo. Isso é bom. Isso mostra força. Por quê? Porque eu quero que vocês vivam muitos anos. Mas pode ser que você parta hoje. E o que vai ficar?
Vai ficar o seu legado. O que você deixou na vida dos seus filhos. O que você deixou na vida dos seus netos. O que você deixou no mundo do trabalho. É isso que vai ficar. Então, se eu partir hoje, vai ficar o que eu construí até aqui. Patrimonialmente, tem uma bicicleta.
Mas talvez espiritualmente eu estou deixando coisas. Afetivamente eu estou deixando coisas. E isso é muito precioso. Então é bem isso. Você tem que planejar viver muitos anos. Mas você tem que considerar que você pode partir amanhã. E o que você vai deixar? A Bíblia fala dos reis de Israel que deixaram saudades. Que fizeram coisas incríveis. E a Bíblia fala do rei Jorão.
Que não deixou saudades. É triste isso, né? Gente que morre e não deixa saudade. Gente que morre e fala, ih, já foi tarde. Você estava fazendo hora extra. Não deixou saudade. Mas é precioso as pessoas que deixam saudade. As pessoas que vão e a gente fala, olha. Essa pessoa deixou marcas positivas, boas na minha vida.
Então é isso que a gente tem que querer, é isso que a gente tem que almejar. Essa é a melhor herança para a gente deixar. Que não é uma herança na verdade, é um legado. Para que eles lembrem quem nós fomos na vida deles. Vamos orar? Senhor Deus, ajuda a gente papai. Ajuda a gente a...
A cultivar essa presença do Senhor no nosso lar, na nossa casa. Ajuda a gente a criar na nossa casa esse ambiente de graça, de adoração. De expressão, de presença do Senhor. Senhor, ajuda a gente a caminhar nesse espírito de graça, de gratidão, de perdão, de reconciliação.
Que essas coisas envolvam a gente em todos os nossos relacionamentos. Em todo o nosso jeito de ser, em todos os nossos afetos. E Senhor, que a gente deixe legado, que a gente deixe marcas profundas. Na vida dos nossos filhos, mas na vida uns dos outros. Que a nossa casa aberta para os pequenos grupos.
Que o ambiente das pessoas com a gente e a troca que a gente vive uns com os outros. Sejam marcas especiais e positivas. Que a gente estando aqui ou estando em qualquer outro lugar, a gente deixe uma boa saudade. De quem marcou e marca positivamente a vida uns dos outros, Pai.
Ajuda a gente, Senhor. Em nome de Jesus. Amém.