Episódios de Padre Francisco Arcanjo

6⁰ Domingo da Páscoa A

10 de maio de 202615min
0:00 / 15:51

João 14,15-21

Participantes neste episódio1
F

Francisco Arcanjo

HostPadre
Assuntos4
  • Evangelho do Sexto Domingo da PáscoaMandamentos e amor a Deus · O Espírito Santo como Paráclito · A promessa de não deixar órfãos · A presença de Deus em nós · A caminhada pascal e Pentecostes
  • Espírito SantoDefensor e Consolador · Oposição a Satanás, o acusador · Habitação em nós
  • Confusão entre amor e obediênciaAmor como origem da obediência · Transformação pelo amor · Desejo de viver como Jesus
  • A Importância da Vida ComunitáriaNão caminhar sozinho · Comunhão com Deus e com os outros · Manifestação de Deus nas pequenas atitudes
Transcrição34 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Olá, meu irmão, minha irmã, que é o padre Francisco Arcanjo, e nós queremos meditar o evangelho deste sexto domingo da Páscoa. Eu desejo que a graça de Deus, nosso Pai, o amor de Jesus Cristo, nosso Senhor, e que a graça e a luz do Espírito Santo esteja sempre com todos vocês. Vamos meditar o evangelho de hoje.

O Senhor esteja convosco, Ele está no meio de nós, proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo São João, glória a vós, Senhor. Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos, se me amais, guardareis meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro defensor, para que permaneça sempre convosco.

o Espírito da verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. Não vos deixareis órfãos. Eu virei a vós pouco tempo ainda e o mundo não mais me verá.

Mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. Naquele dia sabereis que eu estou no Pai, e vós em mim e eu em vós. Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei.

e me manifestarei a ele. Palavra da salvação, glória a vós, Senhor. Meus queridos irmãos e irmãs, celebramos então esse sexto domingo da Páscoa, não é? Estamos já caminhando para o final do tempo pascal.

Domingo que vem celebraremos a ascensão do Senhor ao céu e no outro domingo a solenidade de Pentecostes. E assim terminaremos esse tempo pascal desse ano litúrgico, o ano A. O evangelho de hoje nos conduz mais uma vez ao chamado discurso de despedida de Jesus.

Isso aconteceu durante a última ceia. São palavras profundas, íntimas, carregadas de amor e de esperança. O evangelista São João dedica vários capítulos a esse momento, porque ali Jesus abre seu coração aos seus discípulos, diante da sua paixão.

Ele nos entrega o seu testamento. Jesus sabe que os discípulos estão assustados, confusos, inseguros. Diante dessa partida dele. Por isso, ele não os abandona ao medo. Pelo contrário, ele abre um novo horizonte. Uma nova perspectiva.

Cristo revela que a sua presença não desaparecerá, mas assumirá uma forma ainda mais profunda e também transformadora. Então o Senhor começa dizendo, se vocês me amam, guardarão meus mandamentos. Muitas vezes, meus irmãos, interpretamos Muitas vezes, meus irmãos,

essa frase de maneira invertida. Como se obedecer fosse uma prova para merecer o amor de Deus. Mas Jesus nos mostra extremamente o contrário. O amor é a origem da obediência. Quando alguém realmente encontra Cristo e se deixa tocar pela sua presença,

Nasce naturalmente nessa pessoa o desejo de viver como ele viveu. O amor transforma, transforma os pensamentos, os desejos, o modo de enxergar a vida. Então guardar os mandamentos, minha gente, deixa de ser um peso externo e passa a ser uma resposta espontânea do coração.

O discípulo deseja amar como Jesus amou. Servir como Jesus serviu. É o padre Zezinho, não é? O padre brasileiro, o padre Zezinho, que vai cantar, não é? Amar como Jesus amou. Pensar como Jesus pensou. Sorrir como Jesus sorriu. Viver como Jesus viveu.

Isso significa acolher também como Jesus acolheu. Acolheu as pessoas, os mais necessitados, não é? Então é nesse caminho que encontra a paz. O discípulo encontra a paz no caminho. Encontra a paz, sentido e verdadeira felicidade, seguindo os passos de Jesus. Aí depois de um evangelho, Jesus anuncia uma promessa extraordinária.

Ele pedirá ao Pai que envie outro Consolador, o Espírito Santo, o Espírito da Verdade. No Evangelho aparece a palavra paráclito. Esse termo vem do grego e que significa literalmente aquele que permanece ao lado. Aquele que ampara. Era uma expressão usada para indicar que alguém...

que defendia outra pessoa, alguém que se colocava ao lado do acusado para sustentá-lo, para protegê-lo. Então, nos tempos antigos, quando alguém era acusado injustamente e não conseguia provar sua inocência, havia ainda uma última esperança, que uma pessoa idônea, respeitada, reconhecida pela sua integridade,

se ela se colocasse, se levantasse diante de todos ali, não é? E simplesmente permanecesse ao lado do acusado, esse gesto bastava para mudar toda a situação. E essa pessoa, então, tinha o nome de Paráclito. Então, esse defensor, não é? Que era chamado Paráclito. E é exatamente assim que Jesus nos apresenta o Espírito Santo. É aquele que permanece ao nosso lado.

que nos sustenta, nos consola, nos defende diante das acusações do mal. Interessante que a palavra Satanás, minha gente, ela significa acusador. E o Espírito Santo, ao contrário, é aquele que recorda dentro de nós a verdade do amor de Deus.

Se Satanás é o acusador, o Espírito Santo é o defensor, que nos defende das acusações e das incígnias de Satanás. Então, quando surge o medo, a culpa, o desânimo, ou a sensação de indignidade, é que às vezes a gente tem isso, né? Eu não sou digno, quem eu sou, eu não sou nada, isso e aquilo. Não.

O Espírito nos lembra que somos amados pelo Pai. E somos sustentados pela graça de Cristo. Então Jesus afirma que o Espírito habitará em nós. Deus não estará apenas fora de nós, mas dentro de nós. Gente, que coisa linda, meu Deus. Ah, se a gente pudesse gritar para o mundo inteiro essa verdade, não é?

E se a gente que fomos bautizados, se a gente vivesse com essa convicção todo dia, a vida transforma. Por isso Cristo diz, não vos deixarei ófãos. Essa promessa continua viva, minha gente. Continua viva hoje. Jesus retorna a nós através da ação silenciosa e poderosa do Espírito Santo.

Por isso, quando a gente celebra na nossa língua portuguesa, eu acho isso lindo, maravilhoso. Porque, como vocês sabem, eu celebro as missas aqui em espanhol. E em outros países também a resposta é igual. Quando fala, a gente diz, né? E todo mundo responde, e com teu espírito. E com teu espírito.

Mas em português não é assim. Em português a gente diz, o Senhor esteja convosco. E como a gente responde? Ele está no meio de nós. Para dizer que Ele está vivo no meio de nós. Então, gente, essa vida de Cristo passa a agir dentro da nossa própria vida. Sua força se torna nossa força. Sua esperança ilumina os nossos caminhos.

Então o Evangelho nos convida a viver essa comunhão profunda com Deus. E também uns com os outros. Não caminhamos sozinhos, irmãos. Você não está sozinho nunca. O Espírito nos guia, nos inspira, nos fortalece diariamente. E quando vivemos concretamente o amor de Jesus, Deus. E quando vivemos.

nas pequenas atitudes, não é? Seja no perdão, na paciência, na solidariedade, nós descobrimos que Deus realmente se manifesta em nossa vida. Então, ao longo dessas semanas de Páscoa, a igreja vem nos conduzindo passo a passo para compreender o grande mistério da ressurreição.

No domingo de Páscoa, não é? Contemplamos o túmulo vazio e aprendemos que a morte não tem a última palavra. Depois nós vimos que com Tomé, e aprendemos que a fé nasce também das dúvidas, das buscas sinceras. Depois nós vimos como os discípulos de Emmaus

E descobrimos que Jesus caminha conosco, mesmo quando não conseguimos reconhecê-lo. No quarto domingo do Bom Pastor, entendemos que Cristo ressuscitado continua cuidando do seu povo, chamando cada um pelo nome. E agora, nesses últimos domingos, não é? Nós vemos que Jesus nos prepara para Pentecostes.

Ele nos promete o Espírito Santo, aquele que continuará sua obra dentro de nós e dentro da nossa comunidade. Então a Páscoa não é apenas recordar um acontecimento do passado. A ressurreição é uma vida nova, que começa agora.

É um caminho contínuo de transformação. Somos chamados a deixar para trás o medo, a desesperança, as murmurações, viu? Para de murmurar tudo aquilo que nos afasta de Deus, para viver como uma comunidade renovada pelo amor do ressuscitado. Então, minha gente,

No próximo domingo, vamos celebrar a ascensão do Senhor, como eu já disse. E depois chegaremos a Pentecostes. Quando a igreja receberá o fogo do Espírito e se manifestará para todo mundo. Como manifestou no dia de Pentecostes. Isso se repete a cada vez que celebramos. Toda essa caminhada pascal nos ensina que a vida cristã é uma passagem.

Uma passagem constante da morte para a vida, das trevas para a luz, do medo para a confiança. Cristo ressuscitado continua vivo no meio de nós. E o Espírito Santo continua agindo, renovando os corações, fortalecendo a igreja e fazendo novas todas as coisas. Que neste domingo...

possamos abrir o coração a essa presença do Espírito Santo e permitir que Deus transforme nossa vida cada vez mais. Abra seu coração a esse amor de Deus. E vamos pedir juntos, Senhor, dá-me a graça de amar, amar sempre mais a Ti. E por amar a Ti,

Dá-me a graça de cumprir seus mandamentos, porque sei que sou morada sua e que estás comigo. Ainda que a dor seja grande, ainda que o sofrimento insista permanecer, ainda que o peso do luto me oprime, ainda que as dificuldades da vida me amedrontam, eu sei que estás comigo. Fala isso hoje para o Senhor. Abra seu coração.

E lembre-se sempre, ainda que todos te abandonem, Deus jamais te abandonará. Ainda que tudo para ti ou para a humanidade está perdido, Deus é capaz de transformar tudo. Ainda que os homens te digam que não tem mais solução, Deus tudo pode fazer.

Que desça sobre ti a bênção de Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Estou aqui rezando por ti e peço que rezes também por mim. Tá bem? Um forte abraço. Um feliz e abençoado domingo para você e toda a sua família.