Você não quer um relacionamento, quer um anestésico
Nem todo mundo que busca um relacionamento quer, de fato, amar.
Muita gente só quer parar de sentir.
Neste episódio, eu falo sobre relações que nascem não do encontro, mas da fuga. Quando o outro passa a ocupar o lugar de anestésico emocional, o vínculo deixa de ser escolha e vira dependência. A urgência, a intensidade exagerada, o medo constante de perder e a dificuldade de ficar sozinho não são sinais de amor profundo — são sinais de medo do vazio.
Relacionamentos usados como remédio não curam. Apenas adiam o encontro com aquilo que foi evitado por muito tempo. E quanto mais o outro é usado para aliviar a própria angústia, menos espaço existe para liberdade, presença e amor real.
Este episódio não é sobre culpar parceiros, nem sobre romantizar a solidão. É sobre maturidade emocional. Sobre entender que ninguém pode ocupar o lugar que é nosso. E que relacionamento só começa quando o outro deixa de ser solução e passa a ser escolha.
Se você sente que seus vínculos são intensos, cansativos e repetitivos, talvez a pergunta não seja “por que meus relacionamentos dão errado?”, mas:
o que exatamente eu estou tentando não sentir quando não consigo ficar sozinho?
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