#105 Madonna Literal Entrevista: Catto
É com muita alegria que recebemos Catto no Madonna Literal Entrevista, em um episódio especial, potente e cheio de sensibilidade.
Em uma conversa envolvente, falamos sobre arte, identidade, presença e entrega, explorando como a música se transforma em expressão e narrativa no palco. Ao longo do papo, Catto também compartilha sua conexão com a obra de Madonna, passando por fases marcantes como Erotica até chegar às percepções sobre a nova era da Rainha do Pop e seus caminhos atuais.
O episódio ainda mergulha na escolha de “Bad Girl”, revisitada por Catto com novas camadas emocionais, além de reflexões sobre desejo, solidão e interpretação artística.
Um encontro intenso, honesto e inspirador, que celebra tanto a trajetória de Catto quanto o impacto contínuo de Madonna em diferentes gerações.
- Madonna e Confessions 2Expectativas para o novo álbum · Stuart Price como produtor · Impacto do show de Copacabana · Lançamento e estratégias de marketing
- Catto e sua relação com MadonnaInfluência de Madonna na carreira artística de Catto · Gravação de 'Like a Prayer' na adolescência · Show de Copacabana como divisor de águas · Identificação com 'Bad Girl'
- Legado e impacto de MadonnaMadonna como artista pop e de arte · Influência em diferentes gerações · Reconhecimento e referências atuais · Madonna e o underground
- Madonna e a fase EroticaCoragem e ousadia do álbum Erotica · Impacto cultural e artístico de Erotica · Referência a Erotica na capa de 'Caminho Selvagens'
- Artistas e apresentaçõesTeatralidade e narrativa nos shows de Madonna · Importância do conceito e identidade em álbuns · Retorno do conceito de álbum no mercado musical
- Nerdice e Cultura PopMadonna como ditadora de tendências · Desafio de atingir novas gerações · O papel da noite e da dança na cultura pop
Oi, eu sou o Sérgio. Oi, eu sou o Tico e esse é o podcast do Madonna Literal. Madonna Literal, um podcast de fã pra fã sobre a maior artista da música pop.
Olá, literais! Sejam todos bem-vindos a mais uma edição do podcast do Madonna Literal, nosso podcast que até tá cumprindo uma agenda bem regrada. Peço paciência a todos vocês, a gente some. A gente não some porque quer, a gente some por amor, por vários motivos.
Não tô sozinho, nunca tô sozinho, tô sempre bem acompanhado e hoje a Cláudia não está. Quem tá comigo é o Sérgio. Oi, Sérgio. Tudo bem, meu amor? Oi, querido. Como é que você tá? Tudo bem? É uma semana que eu não sei se é fácil você perguntar como é que você tá, porque eu posso passar uma hora falando como eu tô. Então não vou nem te perguntar, não vou nem te perguntar, porque também aqui no Tô Bem a gente vai dividir informações e vai ficar difícil.
Pois é, a gente finalmente chegou na semana que a gente chamou o ano inteiro. Aliás, há mais de um ano a gente vem chamando a energia dessa semana. Finalmente ela chegou. Exatamente. A gente está esperando aí desde a Celebration uma notícia nova. E ó, dois anos. Vamos colocar dois anos nisso. Quase maio já.
É, acho que dois anos mesmo. Pois é, meus amores, a Madonna anunciou o Confessions 2 chegando aí. Óbvio que a gente vai falar muito disso, a gente vai falar um pouco disso hoje com uma convidada especial, tá? Que esse episódio não tá pequeno. Mas esse assunto vai ser o nosso assunto no próximo ano e meio, dois anos, ou talvez a vida toda, né?
Exatamente, amigo, a gente tem muito pano pra manga Muita coisa pra gente discutir E como eu falei, não é um episódio pequeno Não é um episódio normal, não tem como chamar de normal Quando a gente tem uma Eu não sei se eu posso falar pessoa, também eu posso falar entidade Tem alguém aqui pra conversar com a gente A gente já anuncia depois que o Sérgio fizer uma coisa muito tradicional O que, Sérgio? Chamar a vinheta? Isso mesmo Vambora
Gente, voltei aqui e assim, o que eu tenho pra hoje é algo que a gente vai discutir bastante e assim, no grupo a gente tem brigado muito pra saber quem é mais fã da Madonna, mas eu acho que hoje a gente vai entrevistar a Tico, uma pessoa especial e os seguidores vão... Eu acho que ela vai brigar com a gente pelo posto de a maior fã. Ai gente, isso é uma briga séria.
exato, exato, teve até um suspense agora, isso é uma briga séria a gente no final do episódio a gente vai descobrir quem que é a maior fã aqui a gente tá com a Cato hoje, Tico Cato, seja muito bem-vinda gente, boa noite bom dia, sei lá, olá, olá olá, olá
Cato, a gente está muito alegre de te trazer, a gente está muito feliz de estar trazendo autoridade para o nosso podcast, porque a gente quer trazer informações, a gente quer falar da Madonna, mas a gente quer trazer pessoas que falem sobre a Madonna, pessoas que gostam, você é uma figurinha carimbada lá no nosso Instagram, você está sempre seguindo a gente, isso é muito legal, então a gente se sentiu na obrigação de entender o que você entende da Madonna.
Gente, que privilégio estar aqui, eu sou muito fã. E estou, assim, especialmente num momento maravilhoso de fã. Eu não paro de falar de Confessions 2. Ontem saiu a capa nas redes. E assim, eu estou... Todo mundo que eu... Eu paro as pessoas na rua para falar as notícias. Arrubou.
Porque eu achei tão maravilhoso. Eu tô muito feliz, porque eu tenho certeza que foi sempre esse disco. Pois é, mexeu bastante, né? Com a expectativa. Sempre quando tem algum lançamento, a expectativa dos fãs. É uma coisa que balança o nosso coração, né? E como você falou, que tá parando as pessoas pra falar na rua. É como se a gente estivesse todo mundo trabalhando pra equipe da Madonna agora, né? Eu acho que o show de Copacabana...
abençoou tanto a gente, e agora a gente vai ser abençoado de novo com o Fashion 2 mas acho que ela ficou bem inspiradona ali depois daquele show de copa eu acho que aquilo ali fez a mãezinha ficar com o sangue nos olhos de novo
Pra fazer as suas filhas regozijarem-se. Vamos começar por aí então? Quais são as suas expectativas, Cato? O que você tá achando? Como é que vem isso aí? Como é que é? Olha, eu acho o Confessions um dos discos mais legais da carreira da Madonna. E foi um disco que eu vivi muito intensamente. Porque...
Ele é um disco que saiu justamente quando eu tava... Quando eu... Quando foi? 2005? 2005, né? Eu tinha 16 e 17 anos, então eu tava no auge de sair pra dançar. E eu acho que eu lembro de dançar hang up na boate, dançar jump, sorry. Todos esses hinos, né? Então foi realmente um momento que eu tenho lembranças lindas de pista de dança do Confessions.
E eu acho muito louco, assim, agora, depois de tanto tempo, poder reviver isso, assim, porque com o mesmo produtor, com tudo, né? É o Stuart Price que tá fazendo, né? Então eu acho que esse é um disco que ele vai ser um...
Eu acho que vai ser um presentão pra gente, assim. Eu não sei dizer, porque hoje é tudo tão pulverizado, mas eu acho que é claro que o povo do Twitter vai comemorar feriado quando lançar. Mas eu acho que principalmente pra gente, que é fã de longa data, assim, é um presente enorme.
Sem dúvida pra gente, fã. E a gente espera que pros não fãs a gente estoura a bolha. Porque eu acho que o Hang Up, o Confessions, o primeiro Confessions, ele estourou uma bolha que trouxe a Madonna pra uma galera nova, uma geração que talvez não conhecesse, soubesse quem era, mas não fosse fã, não acompanhasse.
então de repente quem sabe isso acontece de novo eu acho que a Madonna está num momento de vida, de carreira que o legado dela está muito evidente aos poucos a gente vê também que as novas gerações estão referenciando cada vez mais ela e é engraçado pensar que houve esse gap geracional aí em que as jovens
As queridas jovens deixaram mãezinha de escanteio um tempo, porque eu sempre vi a Madonna em evidência. A Madonna pra mim sempre esteve em evidência desde que eu nasci. Então, assim, eu nasci com aquela entidade ocupando todas as rádios, era uma coisa... Eu sou de 87, né? Então...
Eu lembro de ter essas memórias com a figura onipresente da Madonna na mídia, na MTV, nos jornais, nas revistas, os figurinos, as polêmicas, né? Ali nos anos 90, até o Rea Flight. Eu lembro que tinha essa imagem da Madonna, essa grande putona que quebrava tudo. Então, tinha uma coisa assim, uma rebeldia também, né? Tipo, naquela postura.
E depois que o Real Light lançou foi que eu comecei de fato a entrar mais voltado com a música, com os discos, que eu tinha mais idade pra entender.
Mas eu acho que hoje a Madonna vem com o peso da história da arte junto, né? Com tudo que ela traz. Porque o trabalho dela, ele é um trabalho muito interessante, porque ele tá ali no pop. Ele fala desse pop, mas ele é um tratado da arte do século XX e XXI. Não tem um trabalho tão profundo, tão ousado, tão cheio de referências a tantos...
tantas coisas chiquérrimas, né? Eu acho que esse trabalho, independentemente de chegar ou não furar a bolha, porque hoje eu fico pensando qual é a bolha que fura, porque são muitas bolhas, né? Mas eu acho que tem essa qualidade de um trabalho emblemático, de um trabalho que realmente fala de não só desse tempo, mas de todos os tempos, né?
É, sem dúvida. Recentemente viralizou a música Laís La Bonita numa trend e assim, nossa, viralizou, viralizou. Eu acho que Laís La Bonita nunca saiu de moda, todo mundo lembra de Madonna desde antes, mas assim, Laís La Bonita é uma coisa que vem na cabeça de todo mundo. Eu não sei se viralizar é o termo, mas sei lá, sedimentar alguma coisa assim, trazer de volta, porque tá todo mundo fazendo essa trend e a música tá aí porque sempre esteve.
É uma música nova Imagina viver num mundo que não tem a Isla Bonita Que não tem a Like a Prayer Coitadas das pessoas que não lançaram essa música Eu acho que é a melhor bait de latina É a única pessoa que pode fazer bait de latina ela Só ela, só ela
É, eu acho que de certa forma você até já acabou entregando um pouco sobre o que eu queria começar perguntando pra você, porque quando a gente ouve os seus trabalhos, a gente percebe que não tem só a ver com técnica, enfim, não é só o...
o teórico, tem muito da sua expressão muito da sua identidade e eu justamente queria saber quando você entendeu que cantar era a sua expressão principal, que era assim que você queria passar sua mensagem pro mundo e se a Madonna tem um pouco de influência na sua decisão ou no encontro com essa decisão
Eu sou de uma família de músicos, meu pai é músico, meu irmão é músico, então eu sempre tive muito ligado à arte no todo, como uma boa LGBTQIA PN+, eu gostava de moda, eu gostava de teatro, eu gostava de cinema, eu gostava de desenhar, eu gostava de tudo que era a arte e a música, inclusive. O que aconteceu foi que a música sobressaiu porque eu era muito boa.
E fazia isso muito bem desde muito jovem, estudei desde muito jovem, enfim. Mas eu sempre me considerei um pouco múltipla, assim. Sempre gostei de tudo, assim, né? O mundo do videoclipe, eu sou formada em design, então também tem essa coisa de olhar para o design como uma coisa que engloba vários aspectos da arte, né? Da arte, do pensamento contemporâneo, blá, blá, blá. Que eu acho que isso é super interessante.
E a Madonna pra mim foi assim, eu lembro que na escola, uma das primeiras vezes que eu comecei a sair da casca enquanto artista, eu tinha um mini estúdiozinho bem safado em casa, um microfone, uma plaquinha ali pra gravar umas músicas voz e violão, e eu gravei uma versão de Like a Prayer em 2002, sei lá, alguma coisa assim. Eu gravei essa música no meu computador em casa, fiz lá uma versão disso e gravei um CDzinho e dei pros meus amigozinho.
Na escola. E aí, tipo, me chamavam pra cantar essa música, tipo, nos festivais, nos fones todas. E ali eu comecei a ver que eu podia ter, que eu tinha... Sei lá, que eu entrei em contato com o povo da minha idade, assim, através de uma música da Madonna, que...
É muito... Foi muito assim o primeiro momento, a primeira coisa que eu gravei, que eu fiz. Mandava pras pessoas pelo MSN, sabe essas coisas assim? Mas isso a música já existia há uns 20 anos, né? Então, de certa forma, você rolou uma furação de bolha, como a gente falou, de qualquer forma, porque você tava à frente. Mas aí que tá, a minha geração desde sempre, assim lá, acho que desde o Ray of Light...
A gente já tava... A Madonna era a artista que fazia parte do nosso presente. E também do passado, porque tinha isso lá que a gente... Eu pegava, eu lembro que eu roubei o disco da minha prima, tá aqui em casa até hoje, o vinil do Immaculate Collection. Eu acho que todo mundo tem esse disco, né? Eu acho que todo mundo tinha o vinilzão do Immaculate Collection em casa.
E é muito engraçado porque com o Ray of Light, o Music e o American Life, Confessions, essa época final dos anos 90, começo dos anos 2000 com a Madonna, foi também que a gente voltou para os sons dos anos 80 e tocava muito nas festas, a gente ouvia muito isso em festa, dançava muito Like a Prayer, Like a Virgin, Na Isla Bonita, Dress You Up, todas essas músicas assim.
Mas era claro que eu acho que também era um lixo, assim, de umas LGBTs nerds, assim, que gostavam desse tipo de coisa. O Cato, nessa sua história, tem alguma fase mais íntima, assim, mais próxima da sua carreira com a carreira dela, com o que você gosta? Um álbum predileto, algum momento mais íntimo entre você e ela, assim?
Cara, eu acho que o momento, assim, de todos os momentos que eu tive com a Madonna, acho que o melhor, o mais importante momento foi o show de Copacabana em 2024. Foi realmente um divisor de águas pra mim. Foi o melhor show que eu vi. Eu nunca me senti tão fã de alguém.
E eu, claro que eu gosto do Erótica, né? Eu acho que o Erótica é um disco, um trabalho, um sexbook, tudo aquilo é uma aula pra qualquer artista. Porque ali é um conceito, uma coragem, uma... É um negócio que até hoje eu sempre falo, assim, não gosto de rivalizar cantoras. Não vou dar nomes, mas aí eu fico pensando, cara...
nenhuma outra, nenhum outro artista se colocou na Berlinda dessa forma, até hoje fico pensando, né, tipo não sei, não tem como mensurar o que significava a Madonna lançar o Erótica naquele momento em 91 porque seria como tu, sei lá, de repente a Beyoncé aparece chupando uma rola do nada, sabe tipo o o
Não tem como. Não existe nenhuma artista que poderia fazer isso. E eu acho que a Madonna já era uma artista tão enorme, tão absurda. Ela era a única. Ela e o Michael eram os grandes reis e rainhas do pop. E ela chegar com o trabalho com essa...
com essa insubordinação, com esse grau de artista e feminismo, num nível tão alto, que tem que ser muito artista para fazer um negócio desses. Porque ela estava em evidência de um jeito que não era só uma artista, ela era a maior artista, e ela botou tudo em jogo com esse trabalho, se expôs de uma maneira...
inédita, eu acho que inédita e também que nunca foi nem superada nem mesmo ninguém nem chegou perto de tomar de fazer um trabalho como isso ela correu risco ali, né? é, mas justo, eu vi esses dias um vídeo dela falando alguém tinha perguntado, cara, nesse vídeo careta, né? as pessoas ficavam perguntando pra ela se, ah, você vai deixar seus filhos verem o sexbook e ela falou, sim, se eles quiserem ver quando for maior de idade, né?
Isso não é coisa pra criança, isso é coisa pra adulto. Daí ela até fala assim, o que você tava sentindo, né? O que você tava pensando quando você fez esse trabalho? Ela falou, você tava sendo uma artista.
E vou sempre repetir isso, tá? Sendo uma artista. Eu acho que ser artista é isso, né? É se comprometer com a sua visão de mundo de uma forma que, sim, você pode botar mesmo tudo a perder. Mas eu acho que esse é um trabalho que só prova o quanto que a Madonna tava sempre correta e a caretice do mundo sempre...
nojenta. Falando em erótica a capa de Marginal, perdão não é Marginal, Madrigal ela faz uma referência a erótica. A capa do Caminho Selvagens? Do último álbum é, Caminho Selvagens. Cara não foi exatamente construída para ser, porque na verdade essa foi uma foto que foi uma selfie que eu fiz, a capa do Caminho Selvagens
mas óbvio que sim, né? eu acho que ela é claramente um fruto disso, mas assim eu não fiz ela pensando nisso é porque eu olhei aquela imagem que apareceu ali e percebi que aquilo era uma capa de disco, mas com certeza sim inclusive ficar loira foi uma coisa que eu quis sempre muito tempo ser loira justamente pra mostrar que eu sou filha legitima mesmo tá bom
Tem coisa que só uma loira pode fazer, não adianta. E eu gosto quando a Madonna pinta o cabelo de preto, que significa que ela tá embucetada, que ela quer dar o testão dela. Acho engraçado, inclusive, tudo que você mencionou, porque quando a gente fala sobre os assuntos que a Madonna abordou, a gente fala muito da fase erótica, né? Mas várias coisas que ela fez, desde as contas...
contestações que ela fez pra igreja católica, quando ela toca em assuntos políticos e guerras e tal, até o Bolsonaro ela já alfinetou e tal. Se aparecesse alguém aqui e que não conhecesse nada do nosso mundo contemporâneo, não conhecesse nada da mídia e a gente contasse tudo que a Madonna já fez que tem a ver com isso que eu falei, a pessoa ia achar que é alguém muito do underground.
Ele demanda de uma energia que eu acho que só o underground tem. E não é, é a maior popstar do planeta, né? Ou seja, traz para o popular, traz para todo mundo, o que pouquíssimas pessoas, só quem é talvez do underground, tenha coragem de mexer. Acho que isso tem a ver com os artistas LGBTs por isso.
porque a gente, enfim, de certa forma, é acoplado ao underground e demanda de muita coragem para se expressar. Acho que é até por isso a identificação do público LGBT com ela. Eu acho, sendo muito sincera, que o underground é um...
uma pesquisa obrigatória quase dos artistas, né? Eu acho que, tipo, os artistas que eu realmente admiro, eles têm raízes profundas no underground, têm, né? Porque...
O que chega, o que é muito mainstream, sempre vem cheio de interferências. E a Madonna sempre... Eu li o livro, vocês leram o livro dela, aquele grandão? Como é que chama aquele livro? Vida Rebelde? Da Mary Gabriel. É esse, muito bom.
É interessante porque a Madonna sempre andou com quem era do underground mesmo naquele momento, até hoje. Ela sempre foi a pessoa que estava ali junto das pessoas marginalizadas, que é nas subculturas onde nascem os grandes movimentos culturais. Então ela estava ali vendo tudo de perto, ela não é uma...
Uma pessoa que encomenda uma pesquisa, né? Ela tá ali, de fato, vivenciando. Ela viaja, acho que ela tem uma coisa muito de uma experimentação muito legítima com tudo que ela faz. E com um bom gosto que é inacreditável mesmo, porque tem isso, né? Essa sensibilidade de poder entender o tempo, as tendências, poder traduzir isso, na verdade, pro grande público, que é o que ela sempre fez.
Ô Cato, a Madonna sempre pensou no show como uma história, né? Essa questão da teatralidade, de trazer uma história contada. Você sente que o seu repertório também conta uma narrativa, assim? Tem. Que a sua presença de palco tem essa teatralidade também? Como é que é isso? Eu acho que cada trabalho ele conta uma história, assim, o disco, assim, toda a era, assim, né?
O disco fala de uma ideia, de uma história. E aí a gente vai contar isso através do figurino, da luz. Tudo conta uma história. Cada mínimo detalhe do que a gente apresenta num trabalho, eu gosto de que esses conceitos estejam bem amarrados.
E isso foi uma coisa que eu realmente aprendi muito através do trabalho da Madonna. E eu gosto de álbum, né? Eu gosto de fazer um álbum que tenha uma ideia, que tenha um conceito, que tenha uma identidade. Cada disco tem a sua identidade. E eu acho muito, muito legal. E também é uma coisa que, assim, é um convite a fazer com que a gente se reinvente. Eu tô sempre fazendo coisas muito diferentes. Acho que nesses 15 anos de carreira...
Eu não repeti nada assim, né? Meus discos sempre foram andando pra frente, assim que eu quero seguir também. E você tem percebido isso hoje no mercado? Porque, assim, o que você está falando de conceito, de imagem, de semiótica, letra, tudo muito amarrado, eu não tenho mais visto. Pode ser que eu não esteja frequentando bons lugares.
Mas eu acho que é tudo muito pulverizado, como você disse no começo. A gente tem um álbum novo, de uma artista nova, tem uma música de um estilo, em línguas diferentes, com inserções de música. A gente não tem mais aquele conceito de abrir um álbum e ver esse álbum fala sobre isso, esse álbum fala sobre confissões pessoais. Eu não tenho percebido mais isso. Você percebe isso ainda, Cata?
Eu acho que tá rolando um retorno a isso, né? Eu acho que tem os discos, até no pop, importantes, que tipo, o disco da Rosalia, o Lucas. Os discos da Rosalia são assim, né? O disco da Charlie, o Brett também, que trouxe um conceitão. Eu acho um trabalho extremamente inovador, assim, em vários sentidos.
Eu acho que tem uma necessidade das pessoas, aqui no Brasil eu vejo uma resposta muito legal, assim, nos meus últimos discos, que foram super amarradinhos esteticamente e tal, acho que as pessoas, elas curtiram e entenderam essa coisa da era bem acabadinha, assim, acho que tá rolando uma volta, eu não sei se é pra todo o público, a questão é essa, que dentro desse nicho...
Existe um grupo dentro do todo que realmente está valorizando a coisa da obra, do vinil, do espetáculo. Acho que as coisas, aquele mundo que a gente às vezes pensava, sei lá, 10 anos atrás, quando começou a ter muito mais.
Ah, porque agora os artistas vão lançar singles. Aí os artistas... Aí todo mundo lançou singles. Aí de repente o álbum voltou a ser uma coisa assim, né? No fim das contas, eu acho que um trabalho bem amarrado que tenha consistência sempre vai sobreviver ao tempo, né? A gente tem febres e modinhas e coisinhas.
Mas um bom disco, um bom livro, um bom filme, sempre sobrevivem a tudo. Inclusive hoje o vinil é mais vendido do que o CD, né? Acho que isso expressa muito o que a gente está falando, né? Que a obra como inteira, a construção de uma era está chamando muita atenção.
É, e é muito melhor, assim, eu acho que, tipo, pra mim, sempre foi o que me seduziu, mas justamente, eu acho que eu sou de uma geração que cresceu vendo as eras, né? A gente via as eras da Madonna, a gente via, sei lá, de todas as artistas tinham... Isso, assim, eu achei nessa coisa do final dos anos 90, nos anos 2000, a Britney, né? O pop sempre veio muito bem embalado, né, dentro desse conceito, né? As pessoas mudavam de cabelo, de roupa, de um disco pro outro.
Eu acho que isso acabou virando uma parada meio que tá no DNA, né, de quem faz arte a partir do consumo desse tipo de obra. A música é como arte, realmente, né, talvez um retorno pro orgânico possa ser um pouco mais raro, mas mais valorizado.
Bom, a gente que tem essa questão saudosista de que viveu um álbum, esperar o novo álbum da Madonna, que cores virão, quais são as imagens, o que ela vai explorar, a gente lembra disso. E a gente espera isso. No caso, agora, a gente está desesperado. Hoje, a gente tem uma leve noção do que vem, mas a gente ainda está na ânsia de saber como é que é. E a gente viveu isso. É muito bom, sim. É muito bom.
Olha, eu queria entender como você faz a escolha de uma música entrar no seu repertório, tanto sua quanto qualquer música. Como você escolhe aquilo pra se expressar? E eu falo porque quando você canta Bad Girl, ou qualquer outra música de outro artista, mas especificamente essa que a gente tá falando sobre Madonna, isso tá dialogando com o que você sente?
ou você tá revisitando por ser fã eu falo porque a Madonna mesmo diz que ela não explica muito grandes obras porque ela quer que as pessoas criem os seus próprios significados tragam pra si e coloquem o seu significado nisso, então queria saber se as suas escolhas principalmente quando tem a ver por exemplo com uma escolha de uma obra que não é sua é porque dialogou com você ou porque você é fã daquilo o que é?
As duas coisas. As duas coisas. Porque assim, as duas coisas. Quando eu tô montando um espetáculo, quando eu tô montando um show, né? Fazendo a seleção de repertório, eu gosto de que... de trazer músicas pontuais.
que expandam aquele conceito. Então, por exemplo, o Caminho Selvagens é um disco e um show de Bad Girl. Tem uma coisa assim, que as letras que estão ali, das minhas letras, tem essa cara, tem essa provocação. Eu acho que colocar Bad Girl no show é simplesmente aquele momento que tu fala assim, não, gente, é isso aqui mesmo, que eu estou contando essa história. É uma coisa que...
Pra mim, é até um pouco óbvio, mas não é óbvio pro público, porque o público não tem esse registro, talvez, dessa música ligada ao meu repertório. Então, quando traz uma música da Madonna com um arranjo super pesado de rock dentro do meu show, é uma catarse, é muito lindo cantar Bad Girl, porque ela é justamente aquela música que todo mundo gosta e é um hit que é um hit dos fãs mesmo, né? Mas quando toca...
assim, quem é fã fica enlouquecido porque é aquela música que tu não ouve em quase lugar nenhum, então é uma delícia assim, mas eu acho que tem que ter esse valor íntimo assim, Bad Girl é uma música que eu canto de dentro de mim, porque é uma comunhão mesmo com essa letra, acho que ela é uma música ótima de performar
E que eu me identifico pra caramba. E eu acho que é um dos clips mais legais da carreira da Madonna. Eu tinha ele gravado na época em CDs, fazer CDs de clipe que eu baixava no Soul Seek da vida, eu acho. Então tem as duas coisas, né? A sua identificação mais o ser fã de um trabalho, né? Sim, sim, sim, sim.
Eu acho que assim, claro, eu sou, antes de qualquer coisa, eu sou muito uma fã, eu sou fãzaça de música. Eu sou uma pessoa que eu tenho... eu gosto de dançar música, eu gosto de ouvir música, eu gosto de... Eu gosto de gostar dos artistas, eu não sou uma pesquisadora, eu não sou uma pessoa muito inteligente, assim, eu não sou uma catedrática de música, eu não sei falar de um jeito assim... Técnico.
acadêmico da música. Eu sou muito mais uma fã que consumia, que assistia MTV, que assistiu, que viveu uma época, na verdade. Eu até acho que eu não acompanho tanto o que é feito hoje, porque eu vivi uma época dos anos 90 e anos 2000 e anos 2010.
Foram três décadas muito fortes de consumir tudo e viver essa revolução tecnológica que a gente viveu. Foi muito diferente, é tudo muito diferente. Hoje eu sinto que eu tenho... É tanta informação, é tanto assédio, de tanto lançamento, de tanta coisa que eu acabo...
Não acompanhando. É possível com muita gente, na verdade. É. E qual foi a sensação de ouvir Bad Girl ali no meio da multidão, com aquela introdução no piano, cara, em Copacabana? Foi um sonho, porque eu nunca imaginei que eu ia ver ela cantando essa música ao vivo, né? Porque ela não cantava essa música em show nenhum. Foi um momento muito lindo com a filha dela cantando o piano. Achei divino. O show inteiro, chorei, chorei, chorei, chorei. Eu só chorava, chorava, chorava, chorava, chorava, chorava.
Aí tinha uma menina do meu lado que eu não tava no VIP, né? Eu tava na farofa. Na farofa.
E aí teve uma hora que tinha uma menina que ela tava curtindo o show e ela vinha e falou assim, nossa, você é fã mesmo aí? Eu falei, calma, você tá louca, tô aqui vendo a Madonna, cara, tipo, quero muito ver, tomara que ela venha pro Brasil, né, com o Confessions 2 Tour. Acho que vem, né? Eu acho possível. Esperamos. Eu vou pagar o que for pra ver esse show. Será que ela vem com o cavalo? Será que vai ser meio isso? Ela vem com o cavalo de novo, com todo aquele bato. Ela podia vir, né, de equitação de novo, ia ser tudo?
É, eu acho que ela vai trazer bastante coisa nova com uma linguagem do Confessions anterior, mas acho que não vai ser pegada nostálgica, sabe? Pode ser. A arte gráfica se distancia um pouco do primeiro Confessions, então eu acho que ela vai ter referência, mas sem parecer nostálgico. Eu acho que atualizou. É, uma atualização. Eu acho que atualizou, mas eu achei que...
ficou super coerente, assim, dá pra ver que é o Confessions, assim, as cores, o figurino, eu achei muito, muito legal, assim, eu tô muito feliz. É a construção da era, né, que a gente tava falando. Pois é. Já começou, né? Agora, ela tá ruiva ou tá loira? Loira, eu achei loira. Ela tá loira. Achei loira ali no dia vizinha, que eu não tô enxergando direito, meu celular tá com brilho. Não sei, que ela tá com véu na cabeça, a gente não... Tá com véu, tá com véu, é, eu ia falar...
Eu vi um vídeo dela esses dias que ela tava ruivinha, mas podia ser lace. Vocês acham que ela vai ampliar ela mesma? Eu acho que isso é possível. Principalmente por trabalhar com o mesmo produtor, né? Eu acho que de repente vai ter até coisa que eles já começaram a fazer em 2005. Eu acho também. E não concluíram e vão utilizar agora. Percebendo as mudanças do mercado, claro. Mas acho que é super possível um...
ser referência da referência, sabe? Ela gosta muito, né? De se usar como referência. E sabendo que é uma era de ouro, a Confessions. E já vendo o que causou na internet nesses poucos dias, acho que é muito possível.
Será que a Madonna vai conseguir fazer essas pessoas saírem na frente do sofá, sair tirarem a bunda do sofá e dançar de novo, gente? É, eu acho que o maior desafio, o maior desafio da Madonna, eu acho que é o desafio de todo artista que tem a mesma, tem uma idade parecida com ela ou vem da mesma época que ela, que é atingir os jovens que estão consumindo isso hoje. Porque assim como o consumo deles é diferenciado do que foi, do jeito que tudo que você estava comentando aí...
as frequências deles em eventos festas, shows, é tudo muito diferente, eu acho que o desafio tem mais a ver com os jovens do que com a gente, com a gente ela já tirou, só nesses teasers já foi o suficiente pra empolgar pra deixar ansioso
Mas é sobre isso também, eu acho. Porque assim, eu fico viajando nessa coisa. Será que tem que agradar os jovens? Os jovens são chatos. É, eu acho que essa é uma questão da música pop no momento, né? A gente vive falando isso, né? Mas a gente já é jovem também. A gente é jovem, mas a gente tem vívidas. Eu acho que a gente tá mudando o conceito do que é ser jovem, assim. Porque às vezes eu... Eu também acho.
Nós temos a ideia, eu e você, a gente tem a idade super parecida. Mas quando eu olho um menino de 20... Quem sai pra dançar é a nossa geração. A geração tem um pai pra dançar. Não tem Deus, Flor. Pra eles é Confessions on the Roblox. Exato. E assim, eu sou DJ há 20 anos. Toda semana eu faço de 6 a 10 festas. Eu acho que com mais energia e vontade do que quando eu tinha 20 anos. Então eu acho que talvez...
O novo trabalho da Madonna sirva pra gente ver que o jovem, ele não é o de 20 anos, é o de 40. Pois é, porque justamente isso, eu fico pensando nessa coisa do tipo, o jovem gosta do quê? Gosta da Taylor Swift? De nada, eu não gosto de nada, eu acho. Acho que nada é profundo. Gosta apenas do entretenimento. Mas os jovens gostaram do Pratt.
Mas o consumo é diferente. Ah, sim. Eu não consigo comparar, mas eu acho que o cenário de São Paulo é muito diferente do cenário de Rio para essa questão do dance floor que você falou. Eu não vejo aqui, no meu estado, no estado do Rio, eu moro numa cidade pequena, mas eu não vejo. Às vezes, quando eu vou ao Rio, você pensa em uma, duas, quatro casas para sair para dançar, para dançar, entendeu?
Porque geralmente tem uma musiquinha ao vivo, tem um outro tipo de música, mas um dance floor com aquele espelhão, eu tenho que sair daqui pra ir pra São Paulo ver o Tik Tokar. Sim. Porque eu não tenho achado no Rio. No Rio realmente tá complicado. Mas é que é outra cultura também, o Rio, né? Tem outras coisas, acho que... É, é. Aqui em São Paulo tem ainda bastante, mas já teve mais também, né?
Tá meio... são tempos estranhos. É, a noite já foi maior aqui. Com toda certeza a noite já foi maior aqui em São Paulo. Com certeza. Mas eu acho que a diferença do Rio é porque a noite compete com a própria cidade. No Rio de Janeiro as pessoas, além de ser uma cidade muito turística, né? As pessoas elas curtem muito o dia. Tem muita coisa pra fazer durante o dia.
E a noite é mais uma opção. Eu acho que aqui em São Paulo a gente sempre trabalhou como a noite sendo a opção principal pra tudo, pra você sair conhecer pessoa, pra namorar, pra qualquer coisa. A noite é o principal. Então é por isso que a nossa noite é muito maior, porque o nosso maior ponto turístico não é o Cristo Redentor, é a noite. E aí são 5 mil baladas, entendeu? É, faz sentido.
E é verdade aquela história Que no primeiro Confessions É verdade essa história, óbvio Que o Stuart Price Ele levava as músicas Para as boates Sem a voz dela Vocês estão fazendo isso também hoje? Deve estar fazendo, né? É, eu acho que se fizer vai começar essa semana A gente vai saber essa semana Não, acho que eles deviam estar testando a música E a gente nem sabe
não imagina, mas é porque o Stuart Price depois do primeiro Confessions, ele se tornou uma pessoa muito perseguida, principalmente pelos fãs da Madonna, então só se tiver muita assessoria envolvida nisso porque se ele tivesse dando pinta estamos tentando receber informações, assim, eu acho que alguma coisa já pode ter circulado, sim eu tô muito curiosa, gente, sério, eu tô assim ó, eu não consigo pensar em outra coisa
A gente está nessa fase há bastante tempo. Ontem, a gente começou a trabalhar incessantemente, conferindo cada respiro, repostando tudo que a gente podia, pesquisando fontes, tudo que a gente podia fazer, para a gente matar um pouco da nossa curiosidade também e trazer para os seguidores uma informação mais fiel, né? A gente não gosta de rumores. Então, a gente está nessa corrida desde ontem. Desde que apareceu a primeira imagem, a gente está louco.
E é meio que o fotógrafo é brasileiro, né? O fotógrafo é brasileiro. Tomara que a gente comece a marcar um papo com ele também. É. Eu quero fazer um comentário antes de seguir que vocês falaram de teste de música. Recentemente teve o aniversário de 20 anos do disco que eles lançaram remix e umas músicas que eram uns discais.
Eu acho que começou aí essa história De sacar qual que era a temperatura Pra esse disco, pra essa história Pra que caminho a música tava seguindo E agora lançaram o disco com 68 9 dias de antecedência há muito tempo Então pensando em estrutura de lançamento Mas o meu trabalho com isso Eu acho que eles também vão Mapear alguma coisa, talvez ainda tenha A risco de ter esse disco Se transformando até o lançamento sem a gente saber E aí
Nossa, e a gente não pode colocar o seu áudio no episódio? Serve muito. Pode, lógico. Esse é o Gustavo, Tico. Mas é, e realmente faz sentido mesmo, porque o assunto já está sendo trabalhado com bastante antecedência, né? E dessa vez a gente está vendo que a dona nunca deixou as coisas tão protegidas como dessa vez.
Além dessa proteção, eu vejo também que teve muita preparação envolvida, né? Sim. O disco saiu, já saiu com 500 mil produtos diferentes, isso demanda uma logística da equipe dela muito grande desde a situação, né? Então, eu acho que isso tá sendo trabalhado há muito tempo, mas ainda tem chance de destobrar nesses próximos dias aí, tudo pode acontecer. É, o termômetro tá rolando agora, né? Sim. Não, e o design dos discos, as coisas todas, eu fiquei louca de coisa mais linda.
Tudo lindo, né? Muito bonito, tá de muito bom gosto. Eu já encomendei, eu vou gastar R$1.800, meu Deus. Meu Deus. Qual que tu comprou? Eu comprei o vinil mais caro, que só ele já vai ser R$1.000. É. O duplo? É, o duplo, porque ele vai ter vários desdobramentos, capa holográfica, tal. Eu comprei o K7, que eu adoro, e o Picture. Eu não comprei os vinis simples, esses eu vou esperar, porque tem umas 5 versões, então eu pego um depois.
Mas aí já foram 1.800. E vai surgir mais 15 até lá. Pois é. Mas isso é muito louco, né? A gente tá falando do mercado hoje em dia, tá tudo mudando tanto que tu vê que ela nem lançou o disco e a gente já tá comprando o vinil.
a gente já tá comprando, cara. E isso é muito legal, porque de certa forma o público tá indo de volta pro físico, né? Eu acho que isso é uma forma legal também de lidar com todas essas, essas, sei lá, revoada de mosquito que é a informação hoje. Inteligência artificial. Que é priorizar o contato com o físico, sei lá, sabe? Tipo...
porque assim, a música entrou dentro desse lugar que a música, assim, não se paga pela música, né? Então hoje em dia tudo é de graça toda a música que tu quiser na plataforma e a gente se ferrou muito, né? Nós artistas em relação a isso porque a gente tem um repasse muito baixo
E agora, com essa demanda do disco virar de novo um objeto que a gente vende e pode monetizar isso, é maravilhoso. É, eu lamento muito que o Brasil é desprestigiado nesse mercado, né? Embora sim, a gente tenha muita força nesse consumo.
mas pra gente todos esses produtos são produtos importados e se houvessem os mesmos lançamentos aqui no Brasil os recordes de vendas estariam todos aqui, com toda certeza não alcança mais porque pra gente é sempre produto importado é sempre muito caro, sempre muito difícil trazer, eu acho realmente que é muita coisa eu pagar mil reais num vinil. Não, é exagero.
é muita coisa então imagina se fosse um produto brasileiro se houvesse essa franquia se tivesse esse lançamento aqui aqui ia estourar de venda porque a gente sempre tem essa busca escandalosa sabe? e eu acho até que é uma burrice
dos selos das gravadoras em não perceber esse nosso potencial aqui. Mas sabe de uma coisa? É que no Brasil a gente tem duas ou três fábricas de vinil. É. É muito mais difícil aqui. A gente tem uma dificuldade técnica mesmo, né? É, pois é. Porque não tem como tu produzir, tem uns acabamentos de vinil
certo tipo de impressão, certo tipo de coisa que tu não tem como fazer aqui eu compro bastante de um selo chamado bolachão discos que eles tem relançado uns álbuns da Xuxa que não existiam em vinil, só em CD e cassete e tal só que aí eles precisam fazer sempre em números pequenos e com uma pré-venda muito esticada porque não é a grande escala
É sempre um sucesso, mas é isso, né? Não são muitas fábricas, não tem tanta fabricação, então tem que fazer dessa forma que parece injusta pra mim. Eu acho que aqui o público sustentaria esse mercado, sabe? Aliás, um beijo, Leandro Peixe, da Bola Chão Discos. Eu lancei um beijo. Ah, ele é mó gostoso, pelo amor de Deus. Olha!
Eu já falei isso pra ele, que ele é gostoso. Leandro tá solteiro? Não. Ah, não, não tá, mas tudo bem, gente. Só falei que ele é gostoso. Se me der um cupom pra comprar meu vinil da Xuxa, eu tô de boa.
Você é fã da Xuxa? Eu sou. Já até trabalhei com ela. Você é Xuxa, Xuxer, assim, raiz? Sou Xuxer. Sou baixinho. Eu também, ela era muito... Eu sou da Madonna e da Xuxa. Você sabe que eu acho que sempre existe uma grande coincidência de quem é fã da Madonna e da Xuxa. Eu falei até isso num podcast que eu dei entrevista esses dias, porque pra mim é quase um sincronismo religioso, sabe? Tipo Oxum e Nossa Senhora.
É a entidade em religiões diferentes, assim. Exatamente. A mesma entidade em religiões diferentes. Eu amo a Xuxa também, nossa, queria muito... Uma vez eu vi ela ao vivo, vi ela no Projac, nossa, quase o meu mundo parou, assim, pra eu ver a Xuxa descendo de um carro, durou horas aqui. Eu acho que é uma pessoa muito magnética, impressionante a Xuxa.
É, não, tem sim, e eu vou te falar, mesmo eu sendo muito fã da Madonna, eu não saberia escolher entre a Madonna e a Xuxa, mas a Xuxa te tira muito mais do eixo do que a Madonna. Pelo menos tudo que eu já fiz, que tinha a presença da Xuxa, quando ela vai chegando perto de você, alguma coisa muda no ambiente, assim, é um babado. É que ela é uma feiticeirona, né, as duas são grandes feiticeiras. É, tem um axé grandão, né. Tem um axé, tem um axé mesmo. E vocês já estiveram diante de Madonna?
pessoalmente? Não, só em shows, né? É, só nos shows. Mas nunca assim um coquetel, sei lá. Coquetel no Copacabana Palace, um sonho. Ah, olha, eu até imaginei, eu até imaginei que na Confessions aqui no Rio de Janeiro nós tivéssemos alguma chance, porque a gente fez bastante...
A gente fez vários trabalhos pra produção do show, sabe? Inclusive a gente fez coisas que a gente não pode contar, e aí foi engavetado e a gente vai ter que morrer com o segredo, sabe? É o ó. Mas não rolou. E é porque a gente também sabe, né, Cé? Que isso não é a cara da Madonna, entendeu? Não é a Madonna isso. Eu acho que inclusive essa distância faz bem. É uma idolatria.
no sentido do ídolo distante mesmo, porque a Xuxa, de repente, tem essa questão da presença. Eu não tenho essa coisa com a Xuxa. Até porque, assim, acho que a Xuxa é uma coisa de imaginar infantil, vocês são mais novos. Quando a Xuxa apareceu, eu já tinha meus...
10, alguma coisa assim, então ela não mexe com a minha primeira infância. Então assim, ah, ok, então talvez pra vocês tenha aquele imaginário, aquela coisa mágica, que eu também nunca vi de perto, mas imagino que seja isso. Mas essa distanciação, essa...
Essa coisa de Madonna estar lá e a gente aqui, o mais que a gente trabalhe pra ela, que a gente corra atrás, que a gente... Eu acho isso legal, né? Que é muito místico também. É um outro tipo de imaginário. É, mas eu desejei muito quando a gente tava lá trabalhando. Sim.
A gente só não sabe se teria estrutura pra isso, né? Emocional, é, sim. Estrutura no show tinha. Eu não sei, eu acho que... Estrutura emocional pra chegar na frente. Sim. Não, no show a gente já chorava no primeiro acorde, no piano. Imagina encontrar. Ah, vocês foram selecionados para encontrar. Neste caso, Dona Cato, o que você perguntaria pra ela? O que você falaria? O que você faria na frente de uma dona?
Eu acho que eu não ia falar nada. Eu acho que eu ia só... Eu não ia fazer nada. Eu acho que eu não ia tirar nem foto, não sei. Reverenciar. Porque eu sou assim... Eu tenho medo de incomodar quem eu admiro muito. Eu prefiro nem falar com a pessoa. Porque eu acho que deve ser um porre pra ela conhecer fãs. É, acho que na verdade é um pouco de estar saturada, né? Que a gente tá falando da pessoa mais famosa do planeta que vive isso há mais de 40 anos, né? Sabe quem eu queria conhecer?
Lourdes Maria Leão. Com certeza, é muito mais acessível. Acho que essa sim a gente podia dar rolês juntas. Ia ser tudo. A Lourdes Maria achava a maior cara de quem seria amiga, sabe? Bem doida assim. Ela me dá um cigarro dela, eu dou um cigarro meu pra ela. Amiga de rolê. Acho que na verdade, inclusive, deve ter tanta gente que se aproxima dela querendo, óbvio, né? Óbvio. Querendo se aproximar da Madonna, que enfim, talvez também não seja possível por isso.
Vem cá, falando em Filhos da Madonna, vou te perguntar uma coisa, falando em Filhos da Madonna. Vocês acham o Roku-O também? Porque eu acho que esse menino tem vontade de passar um... dar uma lição nesse menino. É, eu acho que todo... Todo...
Será que eu vou ser muito ó no que eu vou falar? Mas acho que todo filho de muito milionário tem uma... um problema que não precisava dar, sabe? Sabe? Já nasceu na vida perfeita e vai arrumar problema onde não tem. Acho que é isso. Mas enfim, eu acho ele um gostoso e eu acho o trabalho dele de pintura muito legal.
Mas acho que ele deve ser um inferno. Eles devem ter uma relação muito ruim. Pois é. E assim, eu vejo que é desnecessário porque a gente vive num mundo que a Madonna batalhou. Sabe? Eu, por exemplo, como homem gay, colho liberdades que a Madonna pregava. E aí eles já nasceram nisso. Eles já nasceram nisso. Quem fazia era a mãe deles. E aí eles dão problema. Falaram, ai meu Deus, pra quê?
Se a gente precisa, se o mundo inteiro precisou da sua mãe, você que tem a sua mãe embaixo do seu teto tá dando trabalho pra quê? Eu acho que é problema de milionário. Mas é que ele é filho de um cara super machista, né, também. Eu acho que tem isso. É, também tem isso. Que o Guy Ritchie... Isso.
enquanto se dependesse de mim esse homem não ia nunca mais ter paz na vida dele nunca mais ter uma noite de sono que homem nojento acho que ele deve carregar muito arrependimento acho que não os boys são tão arrogantes que eles não tem é, pode ser, eu também não sei entender a cabeça dessa galera porque é muito oposto do que a gente vive porque assim, lendo o livro todo tipo de, sei lá se é um fetiche que a mãezinha tinha na próxima E aí
de ser humilhada, às vezes a pessoa tem um fetiche de ser humilhada mas olha, ela foi humilhada por esse homem é, ela se forçou muito pra caber naquilo, né e isso é muito distante do que a gente conhece dela, pode ser fetiche mesmo mas um surto também, acho que pode ser um surto dela, porque toda mulher tem um momento surto que ela botou aquele vestidinho lá do Love Profusion que parece uma propaganda do Downey, eu amava Obrigado
É, teve um ensaio pra Vogue também, que foi super dona de casa inglesa também. É. Não, eu amei esse surto dela sendo britânica. Esse surto foi muito engraçado, gente. É, às vezes parece que também foi tudo na caricatice, assim. Acho muito difícil levar a Madonna 100% a sério, porque ela bota humor em tudo, assim. Tem tudo uma tiração de sarro, uma autocrítica, uma crítica ao mundo. Então é um surto que, de certa forma, serviu, né?
E também mostra que é humana demais, né? Eu acho chique. Eu gosto do surto português também dela. É, foi o último. Qual será o próximo surto étnico dela? É, vamos esperar. Vários surtos. Bom, brasileira ela sempre será. Porque na minha cabeça ela não tem que pedir nem licença. Ela já deu rolê com Dilma Rousseff. É, com a Dilma. Ela já pegou Jesus Luz.
Ela é praticamente brasileira pra mim. Já subiu o morro, já foi embalada aqui em São Paulo. Ela tem todos os requisitos pra ter a carteirinha de brasileira. Já falou mal do Bolsonaro. Ela foi carregada por Pablo Vittar no São Paulo. Pois é, é exato. Onde que a mais boa dona moraria, será, no Brasil? Ah, mas no Rio de Janeiro, com certeza. Ela é muito apaixonada pelo Rio de Janeiro.
Ela não ia aguentar as Golobet. Pode ser também. É bem Beverly Hills, né? Aquela coisa do assédio e tal. Né? Porque assim, ou ela ia morar onde? Ela ia morar onde? Na Glória? Ah, mas seria uma casa bem do Luciano Huck e da Angélica, né? Aquela isolada no meio da floresta.
A Madonna ia morar num condomínio na Barra da Tijuca. Mas você já viu a casa do Luciano e da Angélica? Isolada na floresta, assim. A próxima casa tá a cinco quilômetros. Ah, isso eu acho mais a cara dela, assim, de ter uma reserva, um negócio assim. É, o Cato, e a gente também pensa em possibilidades, acho que principalmente agora que a Madonna tá vindo com um trabalho novo, então a gente também pensa nas possibilidades que podem...
referência pra mais artistas existe mais alguma coisa sobre a Madonna que a gente pode ver na sua obra? pode ser alguma coisa nova, alguma coisa do passado, mas existe mais alguma coisa que a gente pode ver? Isso é pra alimentar a curiosidade dos fãs eu gravei, na época da pandemia, eu gravei uma live, um especial uma live cantando só músicas da Madonna, tá lá no meu canal
Era como uma vítima tocada pela primeira vez. O nome do grupo. Aquela versão de Like a Prayer que você fez pra escola, que você gravou do CD, isso é impossível a gente ver. Não, isso não tem. Alguém tem. Alguém tá com o CD aí. Alguém tem, mas eu não sei quem tem. A gente tinha, na pandemia, eu fazia um projeto que chamava Love Cato Live.
Parece que faz tanto tempo, mas foi ontem. E faz muito tempo já. Nossa, uma introdução. E aí teve um sucesso. Antes de fazer essa versão, que era uma versão mais bem acabada, que estava lá no meu projeto.
no meu canal, eu fazia uma live semanal mesmo que eu abria que nem a gente tá aqui, abria a câmera e ficava cantando no karaokê e a live mais, com maior sucesso de todas, tinha sido o especial Madonna, que eu tinha feito assim ó cantado Madonna a noite inteira, assim, e aí eu transformei isso no especial quando a gente foi fazer a versão
o filme da série a gente fez um revival da Especial Madola que tinha sido o mais famoso o mais popular, recebi várias doações no dia, recebi a doação de Pix pra fazer a sua live era muito legal. E pra finalizar, você consegue escolher um álbum preferido pra deixar aqui pra gente, ou como a gente você fica sempre na balança com três preferidos o
Cara, assim, olha, tem vários, tem álbuns que são obras-primas, né? Eu acho que pra mim... Ai, é muito difícil falar isso. Aí é, foi o que eu acabei de falar. Eu vou jogar um álbum, eu vou jogar um álbum que eu não vou dizer que é o melhor que pra... Eu acho que...
Do Like a Prayer até o Confessions, só tem coisa que eu amo. Nossa, são muitos anos. Os anos 90 e os 2000, porque, por exemplo, eu acho que um dos discos que mais marcou foi Music. Music é muito forte aqui no Brasil. Music eu acho um descaço. Eu acho que envelheceu muito bem.
Eu acho um disco muito... parece um disco de indie pop atual, só que foi feito lá atrás, a sonoridade era muito ousada. Eu lembro quando eu escutei music a primeira vez no rádio, eu tava no recreio da escola, era um negócio tão inovador aquilo.
Porque quando começou a tocar aquilo no rádio, a gente tava perguntando, gente, é sério mesmo que Madonna fez isso? Porque era uma coisa completamente, uma estrutura musical maluca, não tinha acordes, né? É. Era uma coisa muito futurista, assim, esse disco. Eu amava Gond, eu adoro os violões de música, aquela coisa muito seca das batidas, com a voz cheia de autotune.
Nobody's Perfect What It Feels Like For A Girl Gente, que disco Eu acho que é o meu Pra mim assim, os maiores, os melhores discos Pra mim é o Erótica O Ray of Light e o Confessions São os melhores Os melhores em termos de tipo Disco, disco 10 do 10 Mas por exemplo, o Bad Time Stories O Music Mas afetivamente tem esses dois que
são discos que eu acabo escutando mais, por incrível que pareça. Eu escuto o Music e o Bad Time Stories. Eu também tenho a tríade do Ray of Light, Erótica, e Bad Time Stories, mas o predileto é Bad Time Stories, não tem jeito. Aliás, todos esses três a gente consegue ouvir de ponta a ponta, sem parar.
Mas Bad Time Stories traz alguma coisa também que eu não sei explicar. Eu tô falando que é muito difícil escolher um. Eu digo que tem três obras-primas que não tem defeitos. Que é o Erótica, o Ray of Light e o Confessions. Pra mim são três obras-primas. Eu estou falando como artista, como crítica, como olhando pra obra. Agora, eu pessoalmente...
Os que eu mais ouço são Music e Belly Time Stories. O que eu mais gosto, eu não sei te dizer que eu sou libriana. Eu não sei te dizer qual que eu mais gosto. Eu acho o mais importante o Erótica, porque o Erótica tem toda uma carga política e de arte que eu acho ele um dos melhores discos de todos. Mas é muito difícil falar um só.
São muitos anos de carreira, eu não sei. Tomara que seja Confessions 2, vamos esperar. Quem sabe não seja Confessions 2. Ai, tomara. Eu sei os que eu não gosto também, que eu não suporto. Pode falar também, a gente gosta de saber. Eu não gosto de Heart Candy, não gosto.
Não gostei quando lançou. Lançou o disco na época, eu não gostei. Achei que o... O que eu gostava muito do trabalho da Madonna, que ela ditava a tendência, ela estava fora do hype, porque ela era o hype.
E aí quando ela foi se fazer o disco com o Zimbalan, eu acho que esse disco no final acontece um monte de música legal pra caramba. Mas aquela época da música, não só o Hard Candy, mas parece que todo mundo soava como aquilo, sabe? É, porque ele tava produzindo pra todo mundo também naquela época. Então não produza com ele.
ela foi o mesmo que tava todo mundo ela foi ingênua, eu diria foi ingênua, mas o disco é legal só porque assim, tu não tem como comparar Heart Candy com Confessions é, talvez dentro da maturidade artística dela
Era o que menos combinava. Pelo menos se fosse em outro momento, irritava mais, assim. Mas acho que também foi muito preparado por conta da turnê. A Stick and Switch é muito boa. Mas não, a turnê foi... Bom, enfim, pode ser. É, acho que tem... Pelo menos nos últimos álbuns ela faz pensando em turnê. O que deixa a gente aliviado sobre o Confessions 2. Porque se ela tá fazendo isso também pensando em turnê, a turnê vai arregaçar.
Bom, o próprio Celebration, a Celebration já arregaçou. Acho que vai arregaçar ainda mais. Estaremos juntos. Tomara, né, gente? Quero essa turnê aqui até o final do ano aqui em São Paulo. Pelo amor de Deus, morreu. Até o final do ano que vem, né? Não vai ser agora, não. Não? Ai, eu esqueci que demora, né? Calma, a gente nem pegou no disco ainda, gente. O disco daí chegou ainda.
vai ter promoção do CD, muita entrevista clipe vai ter muita televisão ia muito ver ela na Maria Braga na blogueirinha ia ser tudo gente, eu tenho uma pergunta, eu quero saber de vocês qual é o disco favorito de vocês o meu é o Bad Time Story eu nem fico na dúvida, eu acho Bad Time Story
É assim, foi como você falou, né? Tem as obras 10x10, mas o pessoal, o meu pessoal é o Bad Time Story. Eu sou muito fã de um trabalho que eu acho que quando perguntam isso pra gente, só eu falo. Eu sou muito fã de Evita, sou muito fã de Evita do projeto. Evita é tudo! É, eu sou muito fã de Evita, mas Bad Time Story é o meu álbum preferido. Tu sabe o Bad Time Story que eu gosto que eu ganhei quando eu era...
assim, era adolescente, eu ganhei a fitinha do Bad Time Stories, a fita cassete oficial e eu ouvia no banho, eu ouvia no banho esse disco, eu ficava o banho inteiro cantando Madonna e eu amo esse disco que ele tem Take a Bow, que é uma música meio que... o que ela tá fazendo ali, não sei, mas que bom que ela está
Porque eu amo Take a Ball. Eu amo as baladas de Madonna. Sabe que eu gosto muito de Pray for Spanish Eyes? Como eu amo essa música. É, mas essa é provavelmente a melhor música da Madonna. Essa daí. É totalmente ignorada por ela. Mas é muito boa. É muito boa essa música. Das românticas, né? Tipo, o que vocês gostam das românticas? É, a minha música preferida é Inside of Me. Sim! Eu gosto de Rain.
Eu gosto de Rain. Rain. Rain tem aquele sussurro do meio da música. É maravilhoso. Eu gosto muito do álbum de baladas justamente porque eu fui... Engraçado que eu fui me acostumar com uma dona meio dance, meio pop depois do Confessions. Porque eu gostava mais das baladas. Eu gostava muito de Bad Time Stories, eu gostava de Rain. Eu gostava das... Assim, deeper and deeper, ouvia.
dava aquela animada, mas não era assim o que eu mais ouvia, o pop o dance, mas aí depois eu me acostumei com essa coisa, não, Madonna é pop Madonna é dance, mas eu gostava do, do, desde o começo de, de, de, de, da da, da, da, da, da Live to Tell, Live to Tell introduz a gente, arrepia entendeu? Bad Girl Bad Girl, é, Bad Girl acho que é a melhor balada, é a melhor balada é, o clipe de Bad Girl é perfeito é muito, muito
Cinematográfico aquele clipe Cato, a gente queria Deixar um espaço pra você Falar com os nossos seguidores, os nossos literais Deixar algum recado A gente sabe que você tá fazendo alguns shows Eu fui ver a sua agenda Tudo em São Paulo Esse final de semana vai ter um de São Paulo Mas eu vou estar no Rio no show da Marina Eu sei que você me perdoa Porque você gosta muito de Marina Marina Lima Estarei lá
A Marina, pelo amor de Deus. A gente estava falando, justamente assim, a gente queria fechar justamente com o que você tem para falar para os nossos literais. A gente sabe que você está com shows marcados, uma mensagem para a gente, o que você diria para os nossos seguidores e te agradecer já de antemão. Obrigada, gente. Eu que agradeço. Ah, eu quero muito agradecer o espaço. Adorei a conversa.
Adoro quando a gente pode conversar de coisas que a gente gosta, te mostrar também o lado fan pras pessoas. E dizer pro povo aí que tem Caminhos Selvagens, meu último disco, nas plataformas de música. E se ligue nas minhas redes sociais.
arroba oficial Cato, com dois T's, e que tá tudo lá. Vamos se encontrando pelo Brasil, fora do Brasil, a gente vai pra Argentina também em maio. O que mais? A gente tem shows aqui em São Paulo dias 25, 26? 25, 26 no Sesc 14 bis. A gente vai pra onde mais? Putz, agora não vou lembrar de cabeça. Mas a gente vai, muito saudável. Ah, a gente vai, devagarinho. É só porque assim, ó,
artistas independentes, não sou filha da Madonna, infelizmente, meu nome não é Lourdes Maria, gostaria que fosse. E como não sou...
Uma Apple Baby, eu preciso que vocês me sigam e olhem minha agenda, porque é lá nas redes sociais, é aqui nas redes sociais que a gente faz o nosso trotuar. E é sobre isso. É isso, muito obrigado. É ótimo saber que uma pessoa que leva a nossa arte com tanta expressão, tem referências na próxima.
que servem muito pra gente que conversam com o que a gente acredita é muito legal que os fãs os nossos seguidores saibam das suas referências, porque quanto mais eles conhecerem sobre você, mais eles vão se identificar e é isso todo sucesso do mundo estamos aqui super te aplaudindo esperamos te encontrar em breve
E é isso, literais. É só vocês voltarem mais vezes aqui pra escutar os nossos próximos episódios, aguardar as novidades. Cheios de novidades. Estamos cheios de novidades. Tá chegando muita coisa legal por aí. Muito obrigado, Cato. E muito obrigado, Sérgio. Obrigada, gente. Um beijo. E é isso. Confesso os dois. Um beijo. Valeu, valeu.
Madonna Literal Um podcast de fã pra fã Sobre a maior artista da música pop Ok, eu estou terminando