“Trump é intravável e o Irão é intratável”
Esgotaram-se os 60 dias que Estados Unidos e Irão se tinham proposto para alcançar a paz. Nesses 60 dias, o presidente dos Estados Unidos manteve-se igual a si mesmo: acusou o Irão de tudo, insistiu na ameaça de destruição total e, finalmente, achou-se na disposição de declarar o Estreito de Ormuz como fazendo parte dos Estados Unidos. O Irão respondeu à altura, mantendo o seu registo sacrificial. Neste contexto, muito estranho seria que a trégua servisse de alguma coisa. Esperam-se os próximos capítulos de uma guerra que não está para acabar. O mesmo se passa a muitos quilómetros dali, no Donbass: Rússia e Ucrânia correm ‘alegremente’ para um possível aumento da geografia do conflito.
Entretanto, alguma coisa mudou na relação entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, naquilo que parece ser uma vingança de Trump como resposta à ausência de apoio dos coreanos na guerra contra o Irão.