DIABÉTICO PODE COMER GRÃO-DE-BICO? A VERDADE SOBRE ESSA PROTEÍNA VEGETAL - Dr. Turí Souza #43
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Diogo Mota
Dr. Turí Souza
- DiabetesGenética · Estilo de vida · Resistência à insulina
- Taxa metabólica basalReversão de diabetes · Tipo metabólico · Dieta personalizada
- Preços de AlimentosResposta metabólica · Carboidratos · Proteínas · Fibras
Hoje você vai descobrir se o grão-de-bico ajuda ou atrapalha no controle da glicose. Eu sou o Diogo Mota, apresentador do programa Desafio Diabetes, o maior podcast do Brasil quando o assunto é reversão de diabetes. Esse é o episódio 43 e estamos mais uma vez com o Dr. Turi, um dos maiores especialistas do Brasil quando o assunto é reversão de diabetes. Doutor, seja muito bem-vindo a mais um episódio.
Grato, Diogo. Para mim é uma honra estar aqui mais uma vez falando aí desse problema tão grave, né, que assola a população brasileira, e trazendo informação de altíssima qualidade para que as pessoas possam se livrar dessa doença. E o grão-de-bico, pode ou não pode?
É isso aí, doutor. Então hoje você vai descobrir se o diabético pode comer grão-de-bico com segurança. Mas antes disso, eu sempre falo que aqui no canal nós temos dois tipos de de espectadores, aquele que só assiste e o que assiste e aplica. Então, se você é aquele que assiste e também aplica aí na sua dieta as dicas do Dr. Turi, comente aqui: estou no desafio, estou no desafio, aqui nos comentários. Já são milhares de pessoas que estão aplicando e estão nos desafios.
Doutor, quando a gente fala da doença diabetes, do diabetes em si, Por que muitas pessoas comem carboidratos e não desenvolvem diabetes, enquanto outras comem muitos carboidratos e acabam desenvolvendo?
Pois é, parece, parece até uma injustiça, né? Tem gente, poxa, mas minha mãe, minha irmã, minha tia come um monte de carboidrato e não tem diabetes, e eu tenho. Qual é o motivo? Tem muitas questões que influenciam, Diogo. Uma das questões principais é questão genética, tá? Então às vezes a pessoa tem uma amiga, um amigo que não tem o problema e ela tem. Né, chegam muitos pacientes no consultório falando: ah, todos os meus irmãos têm porque minha mãe tinha, né, o meu pai tinha, minha avó tinha.
Isso influencia muito. Então a questão genética ela cria uma predisposição combinada com a má alimentação que pode gerar o diabetes. Outra questão é o estilo de vida, porque às vezes a pessoa come muito carboidrato mas dorme bem, ou come muito carboidrato mas faz exercício, ou come muito carboidrato mas vive tranquila, não vive estressada. Enquanto o outro dorme mal, é sedentário, vive estressado, também influencia na resistência à insulina.
Então são outras questões externas que podem influenciar também, além da alimentação errada, na geração, vamos dizer assim, da pessoa ter ou não ter o diabetes.
Muito bom. No nosso dia a dia, a gente, por mais que alguns tenham um consumo muito alto de carboidratos, existe uma combinação de alimentos naturalmente, né, A combinação de alimentos na dieta, no dia a dia, ela influencia na forma como o nosso corpo reage, digamos, na resposta metabólica do nosso corpo?
Sim, Diogo, sim, influencia muito. Então, por exemplo, eu sempre explico aqui, quando a pessoa faz uma combinação de carboidratos, né, então 1 1 é mais do que 2. Então, por exemplo, a pessoa comeu só o arroz, é um pico glicêmico alto. Ela comeu só o feijão, é um pico glicêmico também. Agora, se ela juntar o arroz e o feijão, o pico glicêmico é triplicado, né? Se ela já combina o carboidrato com uma proteína, aí ela já tem um pico glicêmico menor, porque a proteína segura a absorção daquele carboidrato.
Se ela combina ainda com uma fibra, com saladas, o pico glicêmico é menor ainda. Então, a combinação dos alimentos também influencia diretamente no efeito metabólico do alimento no nosso organismo.
Muito bom. E agora nós vamos entrar no assunto principal desse vídeo, que é o grão-de-bico. Por que que o grão-de-bico é considerado um alimento saudável? Quais são os seus principais benefícios?
Então, grão-de-bico é um alimento realmente interessante, né? Ele é uma leguminosa, é rico em fibras, ele é rico em também proteínas vegetais e tem algumas vitaminas, tem um pouquinho de ferro, um pouquinho de magnésio, algumas vitaminas e minerais também. Que são interessantes. Então, se for comparar, por exemplo, com alimentos industrializados, é um alimento interessante, sim, é um alimento saudável e é uma boa fonte de proteína.
Você falou de proteína, qual que é, digamos, a disponibilidade proteica desse alimento?
Então, ela é uma fonte interessante, tá? Dentro do reino vegetal se destaca o grão-de-bico como fonte de proteína, mas quando você vai levar para o reino animal, aí ele perde, porque no reino animal nós temos proteínas de alto valor biológico. E a proteína do grão-de-bico já não é de alto, é de baixo, médio valor biológico. Então não chega à comparação com carne, com ovos, com os derivados de leite, mas é interessante dentro dos vegetais, é uma proteína interessante.
E na disponibilidade, digamos, se a gente for destrinchar esse alimento, quais são os nutrientes que chamam mais atenção? É um alimento rico em quê?
É realmente a questão principal dele ali. São carboidratos de médio índice glicêmico, tá? Então ele é um carboidrato que tem uma absorção mais lenta que, por exemplo, um arroz, que tem uma absorção bem mais alta. Ele vai ter as fibras também, é bem rico em fibras. E essa questão proteica é o que mais se destaca nele, né, na questão do grão-de-bico.
Quando a gente fala em grão-de-bico, às vezes a gente lembra da dieta vegetariana, né? Porque enfim, é muito utilizada. Isso muda alguma coisa no contexto metabólico?
Então, é, na dieta vegetariana, o grão-de-bico é uma das principais fontes de proteína, né? O vegetariano ou ele vai para soja, que é terrível, vamos dizer assim, porque é um alimento rico em fitoestrógenos que causam vários problemas de saúde, ou ele fica pelo grão-de-bico. Então, para o vegetariano é bem interessante, mas quando a gente vai falar em efeito metabólico, aí pode ser vegetariano, pode ser onívoro, carnívoro, tanto faz. O efeito metabólico é igual para todas as pessoas.
E a forma de preparo? Eu fui pesquisar para a gente falar desse tema. Tem saladas, tem diversas maneiras da gente utilizar o grão-de-bico na dieta. A forma de preparo, ela muda a forma como o nosso organismo lida com aquele alimento?
Com certeza. Então, por exemplo, assim, se você faz um grão-de-bico cozido e consome ele quentinho ali na sopa, ele vai ter uma absorção maior dos carboidratos. Já se você faz o grão-de-bico num dia, coloca na geladeira, faz uma salada fria para consumir no dia seguinte, aí já vai haver ali um processo de retrogradação do carboidrato. Então o impacto glicêmico dele já é menor. Então influencia diretamente a forma que a pessoa prepara e a forma que consome no impacto metabólico do organismo.
Muito bom. Agora nós também entrando na dúvida principal, né, que é o grão-de-bico no controle da glicose. Mas antes disso, eu queria te lembrar e te contar, para aqueles que não sabem, que o Dr. Turi lançou um guia digital. É o guia digital O Primeiro Passo. É literalmente o primeiro passo para você que confia no Dr. Turi, que já assiste o Dr. Turi. É o primeiro passo para você ir em direção à reversão do diabetes. Já são muitas pessoas usufruindo desse guia digital e aplicando a dieta.
Lá dentro desse guia tem uma dieta de 21 dias com alimentos baratos e que são encontrados provavelmente aí na sua casa, tá bom? É apenas R$49, possivelmente muito mais barato que o valor que você gasta na farmácia todos os meses. Parcelado é mais barato que o Glyphage, beleza? É só escanear aqui esse QR code ou clicar no link da descrição e dar o primeiro passo na reversão do diabetes. E para você que já deu o primeiro passo, comenta aqui: eu dei o primeiro passo.
É um compromisso que você assume comigo e com o Dr. Turi, que você realmente comprou o guia digital, mas que também tá aplicando. Muito bom! Vamos lá, doutor, a grande pergunta desse vídeo, né? O grão-de-bico interfere ou não no controle da glicose?
Pois é, Diogo, a gente sempre traz bastante informações para o nosso público, a gente explica sobre o alimento, sobre os benefícios dele. Quando benefícios, né, para no geral a gente também explica. Mas o que que é mais importante é entender se para o diabético é ou não é interessante o grão-de-bico. Então, grão-de-bico, ele vai ter um carboidrato de médio índice glicêmico, é um carboidrato de absorção mais lenta do que, por exemplo, do que os cereais, né, ele é do grupo das leguminosas, mas ainda vai ter uma carga glicêmica alta.
Então, para pessoa que quer fazer reversão de diabetes, né, sempre lembrando que que o diabetes é um tipo de intolerância alimentar, a pessoa é intolerante a carboidrato, então o grão-de-bico não é recomendado para o diabético se ele quer reverter a doença.
Só que o fato dele ter fibra e proteína, isso reduz em alguma coisa o impacto glicêmico, ou a resposta é não?
Reduz, reduz o impacto, né? Então assim, fica mais lenta a absorção. A fibra que tem no grão de bico, o que que ela vai fazer? Ela vai atrapalhar na digestão do carboidrato. A proteína vai deixar mais lento esvaziamento gástrico. Então isso tudo realmente auxilia para que a pessoa não tenha um pico muito alto. Mas no longo prazo, né, não é o pico, também é a carga, a quantidade de carboidratos que ficam ali. Então se a pessoa tem a intolerância, aqueles carboidratos vão atrapalhar na sensibilização da célula à insulina.
Perfeito. E sempre tem aquele pouquinho, né? E o pouquinho, a quantidade segura? Existe alguma quantidade segura de grão-de-bico para quem tem diabetes?
Se a pessoa quer reverter o diabetes, não existe, né? Claro que ela pode. Ah não, mas eu vou comer só um pouquinho no final de semana. Tá na conta dela. Mas se quer reverter a doença, realmente não pode utilizar o grão-de-bico.
Bacana, doutor. E como que o diabético ele descobre o que ele realmente deve comer para conseguir reverter a doença? Algumas pessoas ficam de certa forma apavoradas inicialmente, com receio de, ah, não vou poder consumir nada, não vou poder comer nada. É realmente assim?
Não é bem assim, né? O medo é comum, né? Muitos pacientes chegam no meu consultório falando isso. Ah, o que que eu vou comer? Não tem mais nada para eu comer. Eu vi um vídeo seu de 5 alimentos, é só aqueles 5 alimentos? Não, não é bem assim. Tem bastante coisa. O primeiro passo, como você até já explicou aí para os nossos seguidores, é cortar o carboidrato, né? Então esse é o primeiro passo, né, que é ensinado também no nosso guia digital.
Então a primeira coisa é cortar o carboidrato. Só que para reverter o diabetes não bastam apenas 21 dias, né, 2, 3 meses de dieta. Você tem que separar pelo menos 1 ano da sua vida para resolver esse problema. É claro que depende do tempo de diabetes que a pessoa tem, mas pode botar a partir de 1 ano para resolver. E aí ela precisa então o quê? De uma dieta de longo prazo. Então ela precisa de uma individualização da dieta, que é a individualização metabólica.
Então a individualização metabólica, a pessoa faz um rastreamento metabólico, ela vai saber quais são os melhores alimentos para reverter o diabetes dela, e assim ela vai conseguir manter a dieta no longo prazo para poder se livrar da doença.
Certamente. E se você que tá nos ouvindo quer descobrir o seu tipo metabólico fazer esse rastreamento e receber a sua dieta personalizada, é só clicar aqui no link da descrição do aplicativo. O QR code também vai ficar aqui, você pode escanear, pode clicar no link da descrição para você fazer um download do app e conseguir receber a sua dieta personalizada. Doutor, obrigado por mais um episódio, por entregar em mais um episódio tamanho conhecimento para os nossos espectadores.
Eu que agradeço, Diogo. Para mim é uma honra estar aqui.
E para você que já sabe o seu tipo metabólico, que já é um assíduo espectador aqui do canal, comente aqui o seu tipo metabólico para as pessoas poderem interagir. Às vezes um colega já, já fez e já tem o seu tipo metabólico. Vai ser muito importante para vocês interagirem aqui nos comentários. Obrigado pela sua audiência e até a próxima. Tchau, tchau!