Episódios de Main Cast RPG

S1E7 RPG Cyberpunk - Embrace the Void - Post Mortem

26 de abril de 20261h4min
0:00 / 1:04:07

Muito obrigado aos nossos padrinhos!

Sem eles, este episódio não seria possível.

- Ronald Goes (Lorde Supremo)

- Nicholas Lacerda (Cavaleiro)

- Ivo Wakassugui (Cavaleiro)

Editado por Eder Akesam

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Música e sons utilizados com direitos autorais.Hologram

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"Spacial Harvest" Kevin MacLeod (incompetech.com)

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Çay Karıştırma (Stir Tea) by sonically_sound -- https://freesound.org/s/643625/ -- License: Attribution NonCommercial 4.0

Axe Chop.wav by yadronoff -- https://freesound.org/s/320377/ -- License: Attribution 4.0

Glitch Transition by qubodup -- https://freesound.org/s/221509/ -- License: Attribution 4.0

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"Equatorial Complex " Kevin MacLeod (incompetech.com)

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"Welcome to HorrorLand" Kevin MacLeod (incompetech.com)

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"Political Action Ad" Kevin MacLeod (incompetech.com)

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"All This" Kevin MacLeod (incompetech.com)

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Participantes neste episódio4
I

Ivo Wakassugui

Co-host
N

Nicholas Lacerda

Co-host
R

Ronald Goes

Co-host
E

Eder Akesam

editor
Assuntos6
  • Aventura em Cyberpunk
  • Exploração de apartamentosCorpos desmembrados · Crianças mortas
  • Mutação de vírusVírus mutante
  • Conflito com civis armados
  • Estado do capitãoCapitão ferido
  • História dos fractosFracto maior · Rômulo da Imédis · Augmelius
Transcrição158 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Eu pego a minha pistola e eu vou até a sala do elevador. Tá. Eu vou entrar, vou, tipo, até o final do corredor e eu vou olhar. Você vê que o corpo está no chão morto, caído, né? Vocês vão indo atrás, né? E elas estão mirando na porta. De novo, né?

A Anja pega um daqueles gélacos brancos, né? Que tem ali no canto. E começa a digitar no computador. O que aparece ali. Vai pegar a composição. É um vírus. Você percebe claramente que se trata de um vírus. Só que esse vírus, ao ele adentrar dentro desse organismo, ele muta numa velocidade escandalosa. Então é uma mutação contínua. Você percebe que ali mesmo, enquanto você está segurando...

analisando, né? A mutação começa a crescer, crescer, crescer, cara. As informações vão subindo na tela, né? O visorzinho... Cara, quando você vê a máquina, começa a soltar uma fumaça, assim. Cara, o seu ombro, ele tá como se estivesse necrosando, cara.

você percebe que a metralhadora nota esse comportamento, começa a piscar novamente a luzinha, só que dessa vez o tambor começa a girar. É como se fosse uma minigun, né? Vai começar a disparar. De repente, cara, uma voz sai de dentro dos altos-falantes.

não ser incomodado por criaturas como vocês. Mas se você insiste em tentar ultrapassar os limites postos, vai sofrer as consequências. De dentro dela, saem dois drones carregando metralhadores. E roda a iniciativa pra mim. A Anya com o alicate, né? Delicadamente, ela vai cortando os fios pra desativar as bombas, né?

Eu chamo o capitão e falo, vamos dar uma olhada lá no civis, deve estar um caos. Vamos lá, vamos lá, garoto. Cara, na hora que você passa pela porta do terminal, você sente um cano frio encostar na sua cabeça. Abaixa a arma aí, polícia. Você está ouvindo.

Maincast RPG. Uma aventura sonorizada de Deus do Senhor. Peraí, o que está acontecendo aqui? Não, não! Não! Você está ouvindo uma aventura sonorizada de Carbon 2185, Cyberpunk, no Maincast.

É um dos civis que tá com arma, dois deles, né? Eles pegaram algumas armas ali que tinham na nave do capitão. Agora quem vai dar as ordens somos nós, seu babaca. A gente não vai ficar aqui morrendo de fome. Bota essa arma no chão. Você e esse braço de metal aí. Vai, bota a arma no chão. E aí, calma, calma, calma. Eu coloco minha arma no chão, coloco. Eu mando um audiozinho no grupo do Discord. Tudo certo aí, Shaibe?

Eu consigo digitar, sei lá, com meus olhos? É, você consegue mandar uma mensagem mental, né? Dizendo, tipo, fudeu, alguma parada assim. Tá, eu falo fudeu, civis estão com arma aqui. Ajuda. É, cara, na hora que ele vê você fazendo isso, ele dá uma coronhada. Tá, faz um teste de constituição pra mim.

18, passa na serra? Hum, caí. Eu vou fazer o do capitão agora. O capitão é um monstro. Vai, capitão. É, cara, você toma uma puta coronhada na cabeça e apaga, né? O capitão, cara, na hora que o cara vai dar a coronhada nele, ele segura com o braço mecânico, assim, aperta o braço do cara. Ele torce o braço, assim, pega a pistola, aponta pro cara. Era melhor você não ter feito isso. Vocês já escutam. Vocês não sabem o que aconteceu.

Eu olho pro... Pascal. Será que eles não conseguem ficar dois minutos sem a gente de babá? Vamos! Eu puxo o machado do corpo de uma das aranhas assim. Bora lá. Preciso de umas armas de longo alcance, viu? Esse daqui tá ficando cansado rápido. É, exatamente. Você vê que tem dois fuzis ali no chão, né? Dos robôs, né? Ah, olha aí. Manda bala. Deixa eu pegar um desses aí. Melhor condição. Qual que é? Que eu já ponho aqui.

Ah, uma submachine gun, cara. Eu tenho proficiência com submachine gun, tudo de boa. Eu pego também. Já tem duas. Eu vou ir tático. Meio agachado. Eu também. Cara, na hora que você vai andando, cara, as luzes piscando ali e tal, né? Na hora que você chega no corredor, você vê o capitão andando. Andando pra você, ele tá com, tipo assim, sangue escorrendo da cara. Ele... Ah, soldado!

Não pensei que ia ser assim, minha última missão. Cai de joelho. Cai no chão, assim. Caralho. Meu Deus. Mas vê uma poça de sangue fazer assim embaixo dele, cara. Quando você se aproxima correndo, né? Você olha, você vê no peito dele assim, um puta de um buraco enorme, assim, cara, de pistola.

Nossa senhora. Fiquei em alerta total, né? O Shaibi tá ali? Eu tô no chão, desmaiado. Você vai caminhando ali, taticamente. Quando você chega, né? Num lugar, você vê dois caras caídos no chão. Um com um buraco na cabeça. O capitão deu um headshot nele na hora ali. E o outro, você vê caído de costas com a arma na mão. Provavelmente aconteceu um Mexican standoff ali, né? Os dois puxaram a arma ao mesmo tempo. Os dois dispararam.

O cara morreu na hora e o capitão ainda conseguiu se arrastar um pouco, mas não resistiu aos ferimentos. Então o capitão matou um cara... Matou dois. E foi atingido. O capitão tomou tiro no peito? É, você vê um puta buraco no peito dele, cara. Um puta buraco, tipo, do tamanho do quê? É, tamanho de um... Na hora que você vê o cara caído no chão, você já induz, né? Era uma... Shotgun de cano curto.

É, ela entra pequena e sai do tamanho de uma maçã, né? Exato. Tem algum sinal de vida ali? Ou ele morreu, morreu mesmo, Guilherme?

Cara, você vê que, tipo, ele tá perdendo muito sangue, desmaiou ali, tipo, ele tá quase morto. Pra você salvar ele é muito difícil, mas se você quiser por lá um teste... Eu vou tentar, cara. Eu não vou pensar muito, não. Eu vou ir junto com a Anja ali e vou usar um... Eu tenho uma parada, é Healing. É um D8 mais um modificador de tecnologia, um D8 mais 3. Boa, boa. Se quiser combinar com a Anja, na interpretação eu vou cauterizar o sangramento externo com a lâmina do machado.

Da hora. Roda um Medicina pra mim, Anny, em vez de rodar Cura. Pode ser. É, pra gente ver o quanto você consegue estabilizar ele e o Pascal ajuda. E roda com vantagem, que o Pascal tá ajudando. CD 18, tá? Tá. Cara, peraí, deixa eu ver se tem uma inspiração. Eu tenho. Eu tenho uma. 19. Caralho. Da hora. Não pensei que ia sobreviver esse NPC. Muito bem. Brabo. Um soldado não deixa o outro ficar pra trás.

Cara, você cauteriza a ferida ali, a Ania começa a injetar um monte de nanorobô nele, né? Começa a ver os sinais vitais ali. Adrenalina. É, cara, ele começa... Tá meio assim ainda, cara, cuspindo sangue ainda, muito ferido. Ele... Não fale, não fale. Recupera suas energias. Posso rolar o meu healing também, Guia? Pra juntar com o do Pascal? Pode, pode. Um de 8 mais 3 aí nele, vou rolar aqui. Pode.

É, cara, na hora que você olha, tipo, você vê sangue ali ainda, aí quando você vai no braço mecânico dele, cara, você olha, é um pedaço do braço do cara que ele arrancou na mãozada, assim, né? Caralho. Tipo, ele segurou o braço do cara, né, que foi bater nele e arrancou um pedaço na mão, tipo, tão forte que foi o Grap, né? Caralho. Argumentação militar.

18 de HP que ele recupera, Gui. É, cara, ele já começa a estabilizar ali. Percebe que ele tá... Os danos do robôs estão trabalhando ali, cara. Vai lá, Gui. Assim que eu ver que ele estabilizar, eu vou em direção ao Shaib. É, que tem mais 18 civis aí, né? Eu vou ficar de olho na área, Gui. Se alguém aparecer armado... Beleza. É, você vai no Shaib lá, ô, Pascal. Você vê que ele tá... Já escanei os sinais vitais, você vê que ele tá normal, ele só tá desacordado.

Enfim, eu viro ele, né? E dou uns tapinhas assim na cara dele. Shaiby? Shaiby, você acorda, você vê aquela cara, visorzinho roxo, capacete na sua frente. Eu acordo assim. Ai, ai, Pascal, Pascal! O que aconteceu? É, você tá bem, rapaz. O capitão ali quase morreu. Ai, meu Deus. Ele tá bem? Ele tá bem? Está se recuperando. Vai ficar melhor.

Tá, eu levanto assim, passo a mão assim atrás da minha cabeça, deu um corte assim, mas não muito grave. Tô com dor de cabeça pra caralho. E chego na Ana e falo assim, você sabe que eu troquei os vidros, né? Quer me dar um daqueles analgésicos? Agora eu vou ser que eu dou analgésico, né, Garrota? Eu dou um pra ele, assim. Aqui, Garrota. Eu tomo um pra dor de cabeça. Aí eu olho em volta e falo, cadê os outros civis?

Eu não sei, mas eu acredito que já é valor descobrir. Ah, devem estar na sala dos computadores. Não tem outro lugar aqui que a gente não consiga ver. Eu pego... Minha arma do chão, tá? É, cara, vocês... Vocês veem uma cabecinha saindo pra fora, assim, na parte de trás da nave. Eu atiro.

Não, eu atiro não pra acertar, eu atiro na nave, pra assustar. Não, não, você falou eu atiro, cara. Roda um D2. Roda um D2. Eu falei eu atiro. Você atirou no reflexo. Eu não falei aonde. Ele falou que atira, não em alguém. Ah, mas a referência do contexto era a cabecinha, né?

Tá, roda um D20 para mim. Dependendo do resultado, vai dar merda. Roda um D20 para mim. Abaixo de 10, você matou uma pessoa que estiver ali.

8. Muito rápido, muito rápido. Foi um puta reflexo, cara. Na hora que você viu a cabecinha, você... Aí só um barulho seco, assim, cai no chão. Uma poça de sangue. Você acabou de matar uma cientista ali que deu um pique, né? Pra olhar. Aí você escuta os gritos de dentro da nave. Matou ela! De dentro da nave. Alguém matou ela! Ai, meu Deus! Era assim os caras desesperadão lá dentro, cara.

Tá, beleza. Eles não viram, eu vou ir na frente. É, parece que esses dois não eram muito confiáveis, né? Mataram um de vocês mesmos. Mandar um Deception. Manda, manda.

É, cara, a galera tá muito desesperada ali. A galera, tipo assim, você percebe que foda isso que você fala, a galera tá desesperada, cara. Só vê a galera se encolhendo pra trás, assim, nego, se escondendo atrás do banco. O cara querendo entrar dentro do duto de ventilação da nave. Tá, tudo bem.

Eu dou umas pancadas assim na lata da nave, né? Eu falo. Boas notícias. Desativamos as metralhadoras e reparamos o elevador. Então, se alguém quiser nos acompanhar aqui ou preferir ficar com esses corpos aqui, é a escolha de vocês. Um cara empurra você e sai correndo assim, em direção ao corredor. Segura esse cara, não deixa. O cara vai usar o elevador sozinho. Eu dou um teco nele aqui.

Deu um totó na perna do cara, o cara cai de boca no chão, assim. Levanta, assim, cuspindo os dentes, tá ligado? Sabe quando criança cai de boca, assim? O cara levanta, cuspindo os dentes, ele... Chorando, já. Morre. Trauma de seme craniando.

Vamos organizar, vamos organizar essa porra. Ó, a gente tem que seguir... O elevador foi reparado. Ali na plaquinha tá dizendo oito por vez. Então umas três viagens aí. Aí o cara que tá ali do lado grita com os piros deito.

Mano, pelo amor. Eu olho pra situação, mano, e falo, a gente vai ter que usar a ideia do capitão. Eu pego o cara que caiu no chão, vou indo pra nave, jogo ele lá na nave e fecho a porta da nave, assim. Ah, não me fecha? Vocês começam a escutar os gritos abafados? Anny, Anny, me dá um frasco de analgésico, rapidão, hein? Pô, mano. Eu vou estourar o analgésico na entrada da ventilação.

E o Geraldo caindo no chão, assim, desmaiado de calmante, né? Pronto, pronto. E a galera dando uma calmada, assim, parando de chorar. Tá todo mundo com a mão pra cima, assim. E aí o cara que tá entrando dentro da ventilação, você vê só as pernas pra baixo, assim. Tipo, as pernas penduradas pra fora. O capitão tava tentando ficar sério ali, cara. Ele... E aí

Ele, desculpe, desculpe, é uma situação... É, nunca vi algo assim, não é verdade? Nunca vi é forte, mas está cômica no mínimo. A gente te salvou, irmão. Fica na boa aí. Pra quem tomou um tio de doce, você tá rindo muito, capitão. É, ele pega na sua mão, assim, na sua ânia e no Pascal, né? E fala... Isso que é um médico de combate, precisávamos de um desse na Eurasia. Que guerra, que guerra.

É, essas mãos fazem milagres. Aperta o botão. Abre a porta aí. Então, mas calma, pensaram no que vocês fizeram? A gente não vai morder. Não vai machucar ninguém. A gente só quer a sua cooperação pra tirar a gente daqui e não morrer de fome, cara. Simples. É, cara. A galera começa a baixar as mãos, assim. Aí o primeiro... O que foi isso? O que tá acontecendo aqui? A gente já te falou. A gente vai salvar vocês. É só vocês colaborarem.

Faz o que você quiser aí, cara. Eu não aguento mais. Isso aqui tá uma loucura. Eu só vim aqui pra estudar moléculas, cara. Puta que pariu. Vamos continuar a nossa trabalha aqui, capitão. É, o capitão vira... Eu acho prudente inspecionarmos o que tem do outro lado do elevador antes de levar as pessoas.

Eu acho que dá pra ficar dois, na verdade, assim, a gente divide melhor. Dá pra ficar o capitão em mais um e dois descerem. O capitão vira e fala, eu não preciso de ninguém pra ficar comigo. O meu revólver tem seis balas. Mata os seis, o resto vai com esse bracinho aqui. Ele pega uma caixa de metal do lado, assim, ele aperta, assim.

Pra quem quase beijou a morte há pouco tempo, você tá bem... Tá bem corajoso, não é? Aham, meu amigo, isso já aconteceu diversas vezes na guerra. Caímos, mas nos levantamos. Não tem problema nenhum. Já estou acostumado. Então, beleza, guys. Então vocês...

Deixam ali o hangar e partem em direção ao elevador. Então vocês vão entrar no elevador, né? Sim. No elevador onde estava a torreta. Isso, das torretas. Antes de entrar no elevador, a Anja, ela lembra o que aconteceu com o garoto? Ele virou uma máquina de matar? A Anja, ela puxa os dois corpos. Pascal.

Beijo de aqui, eu falo mais baixinho né Vamos levar esses corpos pra alguma sala Ou algo assim queimá-los Não gostaria que eles se levantassem novamente

Mandou bem. Pascal levanta o visorzinho assim. Caralho. Dá uma coçadinha assim, no capacete. Põe aquele fonezinho de pato no pescoço. Ok. Bem, queimar aqui dentro vai ser meio difícil. Acho que talvez tenha ácido na estação hospitalar ou algo assim. Não sei como a gente pode expor desses corpos. Não tem como se chamar, mas... Ah, a gente não quer gastar carga, eu acho.

Olha, podemos sempre jogá-los a esposa dentro. Ah, mas as comportas estão lacradas. É, exato. Isso aqui tudo tá fechado, tá vendo, guys? Entendeu? Tá tudo fechado isso daqui, isso daqui. Então, assim, vocês estão nesse corredor aqui dentro, né? Que é um corredor que vai e tal. Entendi. E aí vocês vêm e dão acesso aqui.

Então, tipo, ele tava se espraiando, né? Os tentáculos estavam se espraiando naquele corredor inicial de vocês, mas ele não ainda tá... Vocês dão uma olhada e percebem que ele ainda não evoluiu, né? Tá mantendo bem ali a queimadura. Mas a ideia do Bob foi uma ideia sábia, né? Não gostaria de ter gastar mais bala com gente morta. Eu acho que a gente já tá pra além de formalidades, né? Como enterros e identificação de corpos, só que... Você vê muito filme, Gavoto.

É, o capitão vira e vê vocês conversando ali, ele escuta, né? Porque ele tá com o comunicador ligado, vocês esqueceram de desligar o comunicador, né? Aí ele fala... Eu vou jogar eles no disposer da nave, não tem problema. Lá tem um lixo. E aí ele... Aí vocês sabem, né? Que as naves têm uma espécie de dispenser. Que ele é um... É um distridor de átomos, né? Caralho. Ele não simplesmente...

Converte aquilo em matéria de outra natureza, né? Que é o que acontece conosco, né? A gente morre e vira carbono. Não, ele desmaterializa a parada mesmo. Rolou. Beleza. É uma boa ideia. Aí ele pega um dos corpos. É, Pascal, pega o outro. Caralho, eu virei encarregado nessa porra agora. Eu falo murmurando assim e vou... Ex-militar sempre continuou soldado. Ele abre a comporta. Vocês jogam.

e veem os corpos se desfazerem. Primeiro, né, começa a abrir, né, começa a desmaterializar e começa a dar aquela jorrada de sangue, mas rapidamente até os próprios glóbulos sanguíneos se desfazem e fica como se nada tivesse acontecido ali. É, tem coisas do exército que eu não sinto saudade. Agora, já que cuidamos do lixo, podemos descer.

Vocês se encaminham então para este local, aquele leve ruído de ar-condicionado, uma estação ainda em construção, então vocês veem aqui, escutam aquele leve ruído de ar-condicionado, os passos das botas, sapatos batendo nas plataformas de metal.

Eventualmente, vocês chegam ao elevador, entram, ele dá uma leve suspendida com o peso de vocês, né? Vocês testam ali aquele aparato da Anya, apertam o botão e começam a descer. Senhoras, como vocês estão vendo munição?

Eu falo, vou ver. Aí eu levanto a lâmina do machado assim, dou uma olhada assim, ainda tá afiado. É, acho que mais uns 20 anos. A submetralhadora ainda tem a munição que eu encontrei com o corpo. Acho que é o suficiente por enquanto. Por bom, porque talvez precisamos. Exato. Então vocês finalmente, né, têm acesso ali ao local.

Você percebe, Pascal, que ao você ter hackeado ali o firewall deste elevador, você teve acesso ao mapa deste próximo local. E o que vocês veem...

Na frente de vocês é uma placa dizendo acomodações de A a D. E aí tem lá os números, os seriais. A1, A2, A3, A4, A5. E embaixo tem os nomes dos habitantes e o cargo.

E aí vocês veem que isso segue a ordem das cidades. Então, por exemplo, o A é o melhor apartamento. E do B vai piorando. Então você vê que o apartamento A1 é o do chanceler. E para baixo ele vai alterando. Tem uma espécie de...

tablet ali, como se fosse uma interface que vocês conseguem ver isso. Os apartamentos ali, ver quais estão ocupados e quais não. E claramente tem ali os apartamentos que estavam livres que seriam que vocês ocupariam. Tem ali designado até o apartamento pra cada um.

Querem verificar se deixaram algo pra gente nos nossos apartamentos? Pode ser. Vocês estão como se fosse uma espécie de degrau, né? De uma parte mais alta. Você tem uma pequena escada pra baixo. Tem um painel de vidro, né?

que circunda essa área mais baixa, como se fosse uma espécie de lounge, tá? Ali pra baixo. Então, onde vocês estão? Vocês percebem que é um lugar muito bonito, né? É um carpete marrom claro. O teto escuro, laminado, com luzes de LED, assim, pela lateral, né? Não é uma luz central, é uma luz que vai pela quina do teto, né? Essa luz.

É uma luz amarelada, que dá um ar de cozy, um ar de receptivo para esse local. Tem também luzes embaixo, no chão, formando como se fossem cones de luz. Então, como se fosse um caminho iluminado. Então, é um lugar bem bonito, um ar bem premium.

pras habitações. Ao invés de entender ar de, tipo, uma vibe, né? Sei lá. Eu entendi ar, literalmente. Ar premium. Falei, nossa, eu respiro e sinto luxo.

O cheiro também é bem estranho, cara. Bom que você tocou neste ponto, tá? Vocês sentem um cheiro de alguma coisa podre, tá? No ar. Um cheiro meio fétido. E vocês já percebem que o local está um pouco desarrumado. Apesar de ser bem bonito, né? Tem várias coisas jogadas no chão, né? Cadeira jogada no chão, sofá virado de lado.

Nessa espécie de hall ali embaixo. Na parte de cima que vocês estão, tá normal, né? Que é esse vidro ali. E aí tem uma escadinha pra baixo. E aquelas escadas sem corrimão, sabe? Escada flutuante, daquele ar de flutuante, né? Uhum. Esses ícones da boia de salvamento e do olho, eles indicam alguma coisa?

Justamente pela sua habilidade de hacking que você conseguiu identificar isto. Então o olho indica que este é um local monitorado. E esta espécie de boia indica que este local... Não é uma boia, tá? Isso indica que ele é monitorado pela parte militar, ou a parte de segurança da nave.

Ah, entendi. É tipo uma mira. Eu olho em volta. Eu sinto aquele cheiro, faço uma cara ruim. Vendo as câmeras eu aviso, né? Bem, a gente tá... Esse andar aqui é monitorado, diferente dali de baixo. Lá só tinham as torretas, mas aqui acho que dá pra verem tudo. Se é que tem alguém vendo. Provavelmente tem. Se quiserem, a gente pode... Derrubar as câmeras também. Destruir elas.

Na real, eu tenho uma ideia até um pouco... Mas não sei se eu consigo daqui. Essas câmeras, elas são conectadas... Tipo, tem um fio ou é sem fio? Eu consigo distinguir? Ela é uma câmera sem fio, tá? Tá, eu vejo se tem alguma rede oculta, algo assim que eu cons... Que eu imagine que seja a rede que tá sendo usada pelas câmeras. Que eu gostaria... Destruir ela seria bom, mas se eu conseguisse acessar a rede das câmeras, eu conseguiria ver outros cômodos e pá. Deixo que é melhor ainda.

Você consegue ter acesso à rede local, porque com o seu hacking do elevador, você já conseguiu ter acesso ao local onde ele se destina. Então você percebe que você tem sim acesso às câmeras apenas desse local. Só que quando você tenta acessar a câmera dos apartamentos, você percebe que elas estão desligadas.

Ok. Eu consigo ligá-las remotamente? Ou parece que tá fisicamente? Parece que tá fisicamente, tá. Tudo bem. Então eu só consigo ver essa mesma área aqui, basicamente. Exato. Assumindo que eu consigo ver as câmeras, então eu tô conectado em alguma espécie de servidor. Tipo um DVR, alguma coisa que controla as câmeras.

Eu consigo fazer um teste de alguma coisa pra saber se tem mais alguém conectado, se tem mais alguém assistindo? Beleza. Pode fazer um teste de hacking pra mim. Hacking não, porque você já tá na rede, né? Faz o teste de compute.

Você percebe, Pascal, que os sistemas dessa estação são modulares. Então eles têm redes integradas para cada setor. Então cada local separado tem um módulo de rede separado, que é ligado a uma espécie de rede central.

Que é uma rede não conhecida por vocês, na verdade. Em outras palavras, seria uma espécie de mainframe, né? Ou a parte mais central da estação, né? Que controla essas redes. Então, quando você hackeia algum local, você percebe que só vai conseguir desbloquear o módulo.

Se você quiser ter acesso ao mainframe, o teste hacking é muito mais difícil. Mas, então, nesse módulo aqui, dessas câmeras desse ambiente, eu não consigo detectar mais ninguém assistindo, João. É, você percebe que não tem mais ninguém na rede, tá? Nessa rede, beleza. Gui, você falou que a gente tá perto do quarto, que seria do chanceler, que é o 1A.

Não, você viu que o quarto chanceler é o A1, tá? Você tem ali o tablet, você consegue perceber. Mas vocês não estão nos quartos. Vocês estão no hall, entendeu? E aí esse hall, vocês vão descer pra essa zona aqui, que é uma área comum. Tem sofá, essas coisas e tal. Aí você sobe a escada. E aqui é a entrada dos quartos, tá? Ah, tá. Entendi, entendi.

Enquanto a gente tá indo pros quartos, Oggy, você falou que o lugar tá bem bagunçado. Tem sofá caído, papéis pra tudo quanto é lado. Quero ver se tem cápsula de bala no chão, quero ver se tem buraco de bala no lugar. Cara, faz um teste de investigação pra mim.

Jesus fucking set, total. Cara, você percebe que não tem buracos de bala nesse lugar que vocês estão, ou seja, não tem nenhum indício de que tenha tido um tiroteio nesse hall aí de entrada, mas você percebe com o seu teste de investigação, né, olhando ali o padrão do carpete, né, o padrão das coisas derrubadas, como se você estivesse reconstruindo a cena, né.

na sua mente, né? Você utiliza até no seu HUD, né? Você baixa uma espécie de software investigativo, né? De reconstrução de cenas possíveis. Ele monta vários hologramas, assim. E aí você percebe a cena de uma das pessoas correndo de dentro dos apartamentos. A parede, a porta sai, né? E aí uma pessoa sai correndo, saem correndo mais pessoas atrás.

Elas vão correndo, derrubam a lixeira, algumas viram o sofá e empurram ele para tentar bloquear a porta, mas a porta é empurrada e aí você não consegue mais inferir, ou seja, as pessoas estavam fugindo de alguma coisa. Eu falo isso para os meus colegas. As pessoas aqui estavam fugindo de algo, agora o quê? Eu já não consigo dizer.

Eu só olho pro machucado no ombro do Shaiby. É, talvez a gente saiba. Talvez. Faz um teste pra mim de medicina, Bob. Foi mais de 10. 21 total.

Cara, você percebe que os reflexos dele estão mais lentos, tá? E você percebe que a infecção está se espalhando. Então, antes ela estava focada no ombro dele. Então, agora ela já atinge a parte do abdômen inferior e parte do peito esquerdo.

Você estima, baseado na sua perícia médica, que em torno de 15 horas essa ferida vai... O vírus vai se espalhar completamente, vai tomar conta do organismo. Beleza. Não é uma coisa boa. Os computadores lá, eles encontraram algum composto enquanto isso? Ou até agora nada? Até agora nada.

O Pascal, ele tava de costas, assim, tipo, mão na cintura, quadril gelado, meio que com controle remoto desativando, holográfico desativando as câmeras, né? Aí eu dou uma olhada pra trás e, caramba, o que tá pegando aqui? Vou me aproximar. A Anya, ela tem um olhar de preocupado. No momento eu não consigo pensar em nenhuma solução que não envolva a gente continuar explorando aqui e tentar achar algo que nos ajude. Temos que encontrar algo, nós vamos encontrar algo.

E aí, capitão, como tá a situação aí embaixo? Uma porra. Esse pessoal aqui é chato pra caralho. Tente não matar ninguém ainda, capitão. A gente vai pros quartos então, Guia. Vocês se aproximam da porta e você percebe que o cheiro de podridão só aumenta.

Eu tiro uma máscara, tipo uma pequena máscara de gás compacta, eu ponho e repasso pra eles. A gente já tá com uma, né, Ignor? Já. Vocês estão com as máscaras médicas ali, o cheiro é um pouco menos forte, né? E aí você vê a porta, ela está fechada. É a porta que dá acesso ao complexo dos apartamentos.

Pascal, antes da gente entrar atirando, por mais que eu achasse divertido, não é nem um pouco sábio. Você teria alguma câmera em... Fila o suficiente pra poder passar no vão da porta e a gente ver o que tem do outro lado?

A porta tem vão? Você percebe que ela tem sim. Aí o Pascal já tava, tipo... Você vê que ele juntou os dois machados num só, tipo... A parte de trás com a parte de trás. Ficou tipo um instrumento quase, um machadão gigante. Aí já tava todo animado pra entrar, aí você falou isso. Aí ele faz um bico assim, é...

Aí põe atrás, aí passa a mão nos bolsos, assim, tira do bolso e traz um cartãozinho, tipo, Pascal Von Helsing, aí consultoria, né? Ele dá uma batidinha com o dedo, passa embaixo do vão, assim, da porta. Aí do outro lado ele abre e é uma webcamzinha ultra fina. Na hora que a sua câmera liga, na hora que ela abre, você imediatamente dá um pulo pra trás, olhando pra câmera.

Você começa a olhar e você vê dezenas de corpos desmembrados. Como se tivessem sido arrancados pedaços deles. Você vê que a maior parte deles está com furos de bala. E eles estão em linha. Grande parte deles estão em linha, como se tivessem sido uma linha de fuzilamento. Outros deles estão caídos no chão, provavelmente perseguidos.

Você percebe que a luz do local está falhando muito, né? E quando você levanta a câmera, você percebe que os painéis de luz estão danificados. Né? Pendurado assim, né? Um painel está pendurado, né? Um tiro atravessou. Você percebe o que já está apodrecendo os corpos, né? Já está ali há um tempo. O ar ali é denso, né? Eu tiro assim, tipo, uma telinha do meu visor, né?

A situação ali não é muito agradável, não. Pelo que eu vi, acho que a maioria deles foi fuzilado sumariamente e alguns tentaram escapar. Mas tudo que eu consigo ver é gente morta. Só uma dúvida aqui, são... Pelo que eu identifiquei, são só humanos, só gente daí mesmo, né? Não vi nada fora do comum. Sim, todos os funcionários da Burnell Corporation. Parecem ser todos os membros da Burnell também.

Pela decomposição dos corpos aqui. Eu poderia rolar um medicina pra saber o quanto tempo aquilo ali tá ali? Sim, mas você teria que olhar mais de perto, tá? Pela câmera num fone fanal? Pela câmera você conseguiria intuir de forma muito geral, tá? Uhum. De qualquer forma, eu encaminho um clipzinho MP4 pra ele. Pra ele ver se ele consegue distinguir alguma coisa. Beleza.

Então pode rolar uma medicina com desvantagem, se você quiser ver pela câmera, tá? A gente vai ter que abrir essa porta de qualquer forma mesmo, mas só pra ter uma ideia geral... Essa bestifa é super recente, pá, sei lá. É, vou rolar duas vezes então, tá, gente? Pega o menor. 16 ou menor. Tá. Você intui que esses corpos estão aí há duas semanas ou mais. Tô há duas semanas.

Há quanto tempo que o chanceler veio pra cá? Duas semanas. Beleza. Eu vou tentar abrir a porta aqui enquanto você analisa. Só dei uma olhada pelo visor, mas eu vou... Assim que abrir a porta, eu vou dar uma olhada nos corpos direito. O que me preocupa é o que fez isso tudo e não estiver aqui dentro. Abra, fique à vontade.

O Pascal, ele vai assim, bem, vamos tentar alguma coisa um pouco diferente. Eu passo, tipo, o dedo, assim, pela superfície da porta, né? Ela é metálica? Ela é uma porta de metal, só que você percebe que a parte baixa de cima dela é de madeira. É uma porta bem bonita, não é uma porta feita para prender, para uma porta, sei lá, de contenção, né? É uma porta simplesmente de adorno.

Quando você passou a câmera por baixo, você viu que é uma corrente que tá prendendo ela do lado de dentro, tá? Com um cadeado. Uma corrente tipo aquela paradinha assim? Não, é uma corrente amarrada, tá? Uma corrente amarrada nos dois batentes com um cadeado. Ah... Então foi trancado por dentro a parada? Por dentro, sim. Isso.

Bem, é uma porta de madeira convencional. Ela tá trancada com um cadeado e uma corrente por dentro. A gente pode simplesmente arrombar. Podemos tentar. Você chuta, começa a quebrar a madeira ali. O barulho é bem alto, tá? Ele começa a chutar, começa a quebrar a madeira.

eventualmente a madeira se rompe, você percebe que ela era uma peça só, colada, ela descola daquela parte metal, você retira ela e fica aquele rombo por baixo. Imediatamente, na hora que você faz isso, vem um cheiro muito forte de carne podre no nariz de vocês. É difícil não vomitar, faz um teste de constituição. Seria fortitude. É, fortitude.

Me fudiu. Um. Então, só a Ania não passou. A Ania, a sua pressão instantaneamente baixa.

Você, de todas as pessoas que já esteve exposta a esse tipo de situação por várias vezes, né? É incomum que a sua pressão baixe nesse tipo de situação. Mas, devido a todos os acontecimentos recentes, né? E todo esse número de mortes, o vídeo que você viu. Tudo isso, em conjunto, faz com que você fique cada vez mais apavorado da situação, né? E você teme que isso aconteça com vocês também. E aí, nesse momento, você começa a passar mal.

A sua pressão baixa, você fica com a boca seca e você cai pra trás do chão, sentado assim de bunda. Agora, tá? Você tem desvantagem contra testes de coragem, né? De sanidade mental, tá? Pelas próximas 24 horas. Tá bom. Eu abro o restante da porta pra tentar arejar a parada.

Vocês se levantam, cara, mas o cheiro, cara, tá forte. E aí vocês ficam só imaginando, puta, cara, tem que entrar ali dentro. Quem vai ser o primeiro? Eu me agacho e eu entro assim, tipo, eu prendo a respiração, né? E eu deslizo por baixo da porta e já tento alcançar a corrente, o cadeado, pra ver, tipo, se ele tá com a chave, se ele tá facilmente removível ou se vai ser mais rápido. Aí eu volto pra fora, tá ligado?

Tá, você bota a cabeça ali, cara, aquele cheiro de podre, já enche as suas narinas, você começa a pegar o cadeado, sabe aquela agonia, né, aquele senso de ansiedade, quero abrir isso logo, você começa a mexer no cadeado, você acha o cadeado ali. É um cadeado de metal reforçado. Faz duas semanas, no cheiro que eu sinto, eu sinto o cheiro tipo de metano, por exemplo?

Metano? Por que metano? Porque dependendo do tempo, da quantia de matéria orgânica, a hipótipa poderia ter metano suficiente pra causar uma explosão caso a gente disparasse aqui dentro. Aí eu só pensando nisso, se eu consigo perceber esse tipo... Pelo cheiro. É, o mestre desconhece esse fato científico, então não, não tem metano. Aí! Não tem chave no cadeado, né?

Não. Beleza. Eu volto pra fora, aí eu respiro, aí eu entro de novo só que com o machado em mãos pra, tipo, levantar e tentar arrombar a porta por dentro. Não a porta, né? Estourar a corrente que é mais fácil do que estourar todo o resto da porta fora. Tá. Faz um teste pra mim de força.

É cara, você bate ali, você percebe que de primeiro ele não quebra, você percebe que é mais efetivo você forçar o machado contra o cadeado, né, e ir derretendo a parte reforçada com aquele calor daquele machado seu de fogo, né, do que bater, né, instintivamente. Você vai empurrando e aí vai saindo aquela faísca, né, azulada assim, como se tivesse uma sarico, né.

E eventualmente, o cadeado cai no chão. A corrente já abre um pouco, você puxa o resto, né? Você tenta fazer pouco barulho, mas você percebe que... Naquele barulho de corrente roçando no metal é alto. Você abre a porta assim.

por cima da sua cabeça, se levanta, e aí já vem aquela lufada de ar podre e começa a ser tragada pela ventilação dessa sala onde vocês estão. Vocês percebem, inclusive, que a ventilação desses apartamentos está desligada. Está tudo desligado, né? Apenas a luz elétrica bem fraca. Não importa quantos cadernos eu veja, o cheiro nunca melhora.

Eu quero puxar nos nomes que eu tive acesso e nos nomes das pessoas que vieram na nave com a gente, se tem algum sobrenome que bate e cruza com esse, ou alguma pessoa relacionada. Você começa a olhar os corpos, vocês percebem, tá? Que mesmo com vocês abrindo a porta, ainda fica difícil de enxergar, porque é muito denso, né? Aquilo é que está há muitas semanas, então vai demorar um pouco pra arejar. Vocês puxam lanternas, né?

e vão iluminando ali. Sabe aquela luz de lanterna que fica aquele reflexo de partícula assim, né? No raio. Então vocês vão iluminando, vocês iluminam um par de corpos, você vê que tem um corpo numa fileira, né? Que são todos esses de bala, mas alguns desses corpos mesmo que estão de bala, você percebe que eles estão sem parte, sem membros, né? Alguns sem rosto.

Eu conseguiria dizer o que aconteceu primeiro, o fuzilamento, o arrancamento? Faz um teste de medicina pra mim. Você se aproxima da primeira linha de fuzilados. Tá escuro aí, tá? Mas aí conforme vocês forem iluminando o local, eu vou descrever melhor, tá? Tá, 18. Beleza. Você aproxima a lanterna do corpo.

Você vê que não tem larvas, porque não tem larvas no espaço, mas você percebe que o corpo está bem apodrecido já. E você percebe, você olha que claramente o motivo da morte foi o fuzilamento, você vê alguns disparos no rosto.

Pelo calibre, você estima que são submachine guns, né? Então um calibre mais baixo do que um fuzil de assalto. E você percebe que o rosto foi arrancado pós-morte. Isso não faz sentido algum. Eles realmente morreram pelo fuzilamento. Mas o rosto e os braços foi arrancado pós-morte, hein?

Pelo seu teste, Anja, você percebe que foi arrancado com... Não foi arrancado de forma brusca. Foi arrancado de forma extremamente cuidadosa. Você vê até o corte de um bisturi. Foi precisa. Exato. Como se tivesse sido recortado. Parte da pele do rosto e parte da pele dos braços e dos músculos.

Não foi arrancado por pura força, não, como um animal. Foi alguém com uma precisão absurda pra fazer isso aqui. Talvez os robôs, como se um robô estivesse querendo passar por humano, né? Você percebe que tem um padrão mesmo, tá? São sempre pares.

Sempre pare. Então ele tirou de uma sequência, né? Não é um braço de uma pessoa, um braço de outra, não. Ele tirou. E você percebe, tá? Que todas as pessoas que ele tirou tem uma estatura aproximadamente média igual. Do braço, né? O tamanho do braço é similar. Você acredita que estariam tentando fazer um tipo de capa? Como as que nós vimos lá em cima?

você puxa o identificador dessa pessoa, que é um QR Code tatuado. Você percebe que a maior parte dos empregados tem uma tatuagem que é removível. Então, normalmente, quando você entra no local, você tem uma tatuagem que é um identificador como se fosse um RG. E na hora que você puxa aqueles dados, você vê que é uma mulher, que se chama Danila Carnal.

E ela é uma engenheira, tá? Mecânica. É uma engenheira de máquinas, de indústrias pesadas, né? Aparentemente é uma pessoa comum, tá? 34 anos, 1,80m de altura. Uma mulher bem alta.

Você puxa na base de dados, você percebe que não tem nenhum familiar dessa mulher na estação espacial, mas você percebe que ela chegou há bastante tempo. Provavelmente ela foi uma das pioneiras aí na estruturação dessa estação espacial. Ela é engenheira, mas ela tem algum cargo aqui dentro específico? Tipo, Yerara? Não. Ela é uma engenheira baixo clero, vamos dizer assim.

Pelo que me lembro bem, o quarto do próprio chanceler é aqui, é o A1, se eu não me engano. Querem dar uma olhada? Ainda estou inculcado com a capa que pegaram dele. Será que foi mais uma tentativa de alguém se passar por ele?

Na hora que vocês iluminam com a lanterna, vocês vão andando e vão iluminando, e você percebe que a lanterna tem um alcance até que curto, vocês percebem que este local onde vocês estão é uma parte mais elevada, e os quartos ficam nesse mesmo nível, e embaixo tem uma zona de convívio, vocês botam a lanterna para baixo, vocês percebem que tem uma escada para baixo.

E ali embaixo tem uma cafeteira, tem um sofá, tem algumas televisões, tem alguns terminais de acesso ali. E tem uma divisória, que é uma espécie de salão de jogos de crianças. E quando vocês iluminam, vocês veem ali quatro crianças mortas também, nesse salão de jogos.

E aí, no centro desse... É um vazamento central, né? Que qual desce, que é essa área de convívio, e em volta ficam os quartos. E no centro disso, né? Da sala, tem uma luminária grande, né? E ela tá pendendo. Ela tá caindo de um dos lados, assim. E com a luz bem fraca, assim, né? Dando uma falhada. E vocês percebem que o lugar está...

completamente assim oxidando, tá? Vocês percebem que as paredes estão oxidando com aquele... com aquela podridão. Sangue seco, aquele cheiro de sangue seco, né? De coisa podre. E aí conforme vocês vão caminhando, né? Com a lanterninha, aquelas partículas de...

energia podre no meio da luz da lanterna. Vocês iluminam uma maçaneta ali, aí a lanterna vai para o código de identificação da porta, A1. Ali é a porta.

você vê que é uma porta eletronicamente fechada. Você ilumina a parte direita da porta e você vê um terminal de acesso ali, que é uma espécie de cartão que se coloca ali. Não é um cartão, na verdade, é um leitor do QR Code, da tatuagem da pessoa. Então ela bota ali, mas percebe que está desligado. Como você já viu desses, você intui que é da mesma natureza. Mas a porta está selada.

Eu ponho a mão no peito do Shaibi. Peraí, só um momento. A gente não sabe bem o que pode ter aqui. Aquelas torretas estavam protegendo. Você falou que tudo aqui tá desligado, né? As paredes são de metal? As paredes são de metal, mas assim, elas são de... Você percebe que ali é como se não estivesse acabado ainda, tá? A decoração.

Pelo menos a forragem da parede, né? Porque tá um metal de fuselagem ali, cara. E aí tem uma parte que tá coberta por uma espécie de madeira artificial, mas é só um pedaço. Então eles ainda estavam finalizando, né? Mas enfim, o que eu tô querendo fazer é tentar descobrir por que que tá sem luz e como restaurar a luz no lugar. Eu consigo ver... Eu não sei se tem padrão de energia exposta ou nada assim que eu consigo identificar. Você... O que você consegue identificar... Faz um teste de percepção pra mim.

É você ilumina em volta, né? Você começa a procurar em volta. E você vê que no fundo desse local, né? Ele é circundado, né? Tem esse centro. A escada desce. E depois sobe de novo. Né? Pro outro lado. Ou você pode descer e subir. Ou você contorna, né? E vê pra esse outro lado. No outro lado, oposto a vocês. Você vê algumas faíscas. Como se fosse de fio cortado.

E na hora que você ilumina com a lanterna, você consegue ver que ali era um elevador, né? Você vê o elevador está ali, né? E está aberto. E você vê ao lado desse elevador uma espécie de porta com a parte de fiação e os fios estão todos puxados para fora e cortados. Nenhum sinal daqueles cabos, né?

Não. É, sem energia. Eu olho assim, eu dou uma batidinha no display dessa parada aí que eu leio o QR Code. Só pra ver se ela tem algum banco de standby, alguma bateria de reserva, qualquer coisa que permita ela funcionar sem energia. Como modo de emergência ou algo assim. Não interage, tá desligada, tá? Você pode buscar, sei lá, no seu banco de dados, se você já viu esse modelo alguma vez, se você conhece alguma coisa.

O acesso é eletronicamente controlado, mas a trava é sempre mecânica. Ou magnética. Então, vou ver se consigo fazer alguma coisa aqui. Posso tentar, se você quiser, Pascal. O item do bem, de mecânica. Ou de engenharia. Pode ser. Fica os dois funcionando. 16, 16. 16, 16. Ih.

É, então vocês olham juntos, né? Começam a buscar no banco de dados de vocês e vocês percebem que, sim, este modelo tem uma bateria interna, mas que já acabou, né? Então, quer dizer, acabou há bastante tempo, né? A energia foi cortada há bastante tempo. A autonomia de bateria desse produto é de mais ou menos uma semana. Eu tive uma ideia. Eu tiro, assim, um bloquinho com uma fiação de cobre.

Nada mais é do que um pequeno transformador que tem qualquer eletrodoméstico. E ele tá acoplado numa bateriazinha. Eu aproximo do aparelho e eu energizo ele. Pro campo magnético interagir com o circuito do aparelho e induzir uma carga dentro, mesmo com a bateria descarregada. Energizar ele sem fio. Boa.

Muito bom. Você consegue fazer isso. Ele acende, esse switch. Você percebe que a porta também, aparentemente, ela faz um rangido, né? Parece que ela pressurizou, né? Ela voltou a ter aquela... A pressurização é eletrônica. E aí você percebe que liga. Só que você não tem o RG do chanceler. É o QR Code. Isso.

Tá ligado, mas a gente ainda não tem a identificação dele. Eu envio a lista dos caras também pra todo mundo do grupo, caso seja útil. Beleza. Ela é uma porta metálica, certo? Sim. Eu posso tentar derreter com o machado, mas eu não sei se... Porque eu não sei o quão resistente é a parada, entendeu? Cara, não deve ser nenhum forte Noxus daí não, mas...

Você percebe que é uma parede grossa, tá? O metal é bem grosso. E o circuito interno de pressurização, você já viu portas pressurizadas, né? Ele aumenta a resistência do metal por pressão. Então, assim, não é um metal que desligado, ele é naturalmente tão resistente. A pressão é o que dificulta a penetração de qualquer agente externo.

Se você desligar, vai ficar mais fácil. E aí você estima que em torno de uma hora ali com o machado você vai conseguir abrir um talo suficiente para alguém entrar. Eu tive uma ideia que acho que vai levar menos tempo. Eu consegui energizar ele, eu já conheço esse modelo. Eu tenho uma ideia, uma ideia de onde no circuito, na plaquinha dele, está localizada a parte que fica responsável pela pressurização? Sim.

Eu tiro uma arminha, ela parece uma arma de brinquedo, assim, tipo de um marciano, sabe? De plato, toda colorida.

Aí na frente ela tem um... é um círculo assim mesmo, né? É meio um vermelho escuro. E eu ponho bem na posição onde seria esse chip e eu aperto. É só uma coisa pra gerar ruído e interferência eletromagnética. Pra ver se eu consigo fazer o circuito glitchar de uma forma que reversa a pressurização. E aí eu interrompo e deixo ele despressurizar a sala e torna mais fácil de entrar e não mais difícil.

Beleza, você consegue, tá? Você vai ajustando a frequência ali, eventualmente você acha a parte de espressurização. Começa a dar um... Saiu uma massinha da porta, assim, né? Aquele som de pressão saindo, espressurizando. E você reduziu o tempo em quase 40 minutos pra abrir essa porta. Bem, mais fraco que isso não vai ficar.

Pascal, se você quiser, você consegue cortar a porta ali, cara. Uhum. É, agora que ela tá mais fraca e não vai tomar tanto tempo, eu vou fazer isso. Manda bala. Eu... Se alguém quiser me ajudar, o Standout machado. Acho que eu ajudo. É, vocês estão... Como se estivesse fazendo um quadrado, né? Pequeno o suficiente só pra vocês entrarem engateando mesmo, pra economizar tempo.

E eventualmente, cai aquele pedaço de metal no chão. As bordas de onde vocês fizeram aquele círculo, né? Começam a esfriar, o metal começa a perder a cor laranja. Bom entrar?

Mano, eu não sei se eu posso ter isso, mas... Um dronezinho daqueles pequenos de plástico barato, tipo, ali assim, curto alcance pra pouca duração. Eu só queria soltar ele e deixar ele entrar ali dentro e, tipo, iluminar, filmar. Beleza. Cara, você joga o drone ali e você não percebe nenhuma ameaça, tá? Você quer filmar inteira ou você quer entrar mesmo? Tipo, não tendo nenhuma ameaça.

Eu falo, parece não ter nada de... Nada que quer matar a gente ainda. E já vou entrando pra dentro.

Na hora que vocês vão entrando, né? Vocês entram meio que engatinhando ali. E, cara, é um quarto quase faraônico, tá? Vocês percebem que tem vários bustos ali, né? De pessoas importantes, né? E você percebe que se tratam de fractos, tá? Fractos são os primeiros ministros de cada república, tá? Membro das repúblicas únicas.

Vocês percebem... Aí faz um teste de história pra mim, tá? Porque eu tenho três bustos ali. 20 total.

Pascal e a Ânia, percebem que o primeiro busto se trata do primeiro fracto da história, que era o fracto maior, que seria o que fundou a República Única. Os dois subsequentes se tratam de fractos famosos por uma espécie de tirania, vamos dizer assim.

O segundo fracto se chama Rômulo da Imédis. E esse fracto em específico, ele tensionava reconstruir o Império Romano. Então ele fez uma espécie de rebelião na cidade de Sigma, curiosamente. E ele uniu guardas de pretorianos ao seu redor e tentou dar um golpe de estado, fechando.

que seria uma espécie de senado ali da República Única, né? E se declarando Fractodomus, né? Ou o Fracto Maior. E ele, infelizmente ou felizmente, foi reprimido. E ele tem... Esse homem, né? Ele tem um busto bem severo, né? Ele é um homem calvo, com o nariz bem pontudo, magro, né? E um rosto bem de velho puto com a vida.

O segundo busto se trata de um dos fractos que teve o maior número de modificações corporais, né? Tanto que o nome dele era Melius e chamavam ele de Augmelius, né? Justamente pelo excesso de augmentações. No busto dele, inclusive, vocês veem que a parte completa do córtex...

e dos olhos, é uma augmentação de um aparato militar, né? Vocês veem que ele é como se fosse um visor, assim, tipo o do X-Men, esse olho dele, né? E a parte de baixo da mandíbula é como se fosse uma mandíbula potencializada, assim, nas laterais, né? Então ele tinha, inclusive, a fama, né? De devorar criancinhas por conta dessa mandíbula mecânica dele.

Mas vocês que têm já um conhecimento mais profundo de história, vocês sabem que, na verdade, ele era um ex-militar. Esse cara do setor de comunicações, inclusive, do exército, de qual você provém, Pascal. E que ele perdeu a mandíbula numa batalha que ele teve. E ele foi o fracto responsável por fundar o Ministério de Relações Cibernéticas.

Então tem esses três bustos aí. Nessa sala eles estão numa espécie de caixa de vidro, assim, né? De cristal. Vocês percebem alguns livros ali também. A maioria são livros sobre ciência política. Mas vocês percebem também muitos livros, muitos, muitos livros.

Sobre augmentações, sobre tecnologia. E você percebe um grande arsenal também, tá? E são todas armas folhadas a ouro. Uma espécie de caixa de metal ali com veludo, né? Um vidro assim. A gente fazia uma famosa Desert Eagle. Várias armas icônicas, né? Tem uma caixa de facas também. E tem um armário.

que aparentemente está vazio, mas vocês veem que ali seria um armário onde ele guardaria augmentações.

Ou retiraria. Vocês sabem que tem argumentações que são acopláveis, que podem ser retiradas. Como, por exemplo, a argumentação de blindagem epidérmica, que ela fica sobre a pele, quase invisível, mas ela pode ser retirada no momento do sono, porque ela é um pouco incômoda, justamente por conta da grossura. E aí você vê uma cama king size enorme, cara.

E é isso, cara. É um luxo até de certa forma ridículo. A Anya olha ao redor, né? O quarto gigante. Gigantesco, né? Ela realmente é como o ditado diz. Dinheiro compra tudo, menos de bom gosto.

Eu tô interessado nas armas, eu me aproximo, primeiro eu vejo se tem algum sistema de segurança ativo. Essas armas, elas são biolocked ou não? Quando você olha, você vê que essas armas são armas raízeiras, cara. É uma arma... é uma antiguidade. Arma pré-controle governamental. Isso, exato. E essas armas são inclusive proibidas, tá?

Armas dessa natureza, né? Que não são biolocked. Olha aí, caralho. Então manda a lista aí do loot, que eu já sei que você sabia que nós íamos fazer isso. Eu quero procurar, Gui, se tem passagens secretas pra esse cara sair do quarto sem ter que usar a porta principal. É, pode rodar então.

Anja, você começa a olhar o quarto, você começa a inspecionar. Aí você eventualmente chega ao closet do chanceler. E ali tem várias capas.

Vocês sabem que os oficiais do governo portam capas com medalhões. É uma espécie de... Sabe aquela corrente de ouro que segura a capa assim? E aí no cordão dessa corrente fica a insígnia do cargo político da pessoa. Então todos os políticos, oficiais do governo portam isso. E você vê ali várias capas, todas pretas, que é o que eles usam.

Com aquela enorme corrente dourada, né? E aí você tá olhando ali no armário e você vê um vidro, cara. Mas aquele vidro, você começa a olhar pra ele assim. Aí você joga, dá uma olhada de lado, olha o reflexo e você vê que ele é oco. Rapazes, acho que encontrei por onde o nosso amiguinho saiu.