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ElevenLabs: Como a Startup de US$ 1 Bilhão está criando vozes que você não consegue distinguir

04 de maio de 20261h11min
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Este episódio do GrowthCast traz uma visão exclusiva do estado da arte da tecnologia de voz. Thiago Reis recebe Eduardo Villalba, Head de Marketing da ElevenLabs no Brasil, empresa que revolucionou o mercado de IA e hoje é avaliada em mais de US$ 1,1 bilhão.

Eduardo compartilha sua trajetória como executivo na Meta, onde lançou produtos como o WhatsApp Business e Instagram Stories na América Latina, e revela os bastidores da ElevenLabs: uma empresa de pesquisa de voz fundada por ex-funcionários do Google e da Palantir que decidiu resolver o problema das dublagens monótonas na Polônia.

Neste vídeo, você vai aprender:

  • O Futuro da Voz: Por que em poucos anos a maioria das ligações e audiobooks será feita por vozes sintéticas indistinguíveis das humanas.

  • Tecnologia ElevenLabs: O diferencial de uma empresa focada 100% em pesquisa de voz e a nova funcionalidade de vozes expressivas (com risadas e sussurros).

  • Hyper-personalização em Escala: Como a IA generativa está permitindo que cadências de vendas sejam adaptadas individualmente para cada cliente.

  • O Case da Prospector: Como o braço de tecnologia da Growth Machine utiliza a ElevenLabs para criar agentes de prospecção (SDRs de IA) que superam a taxa de conversão humana.

  • Deepfakes e Segurança: O compromisso ético da ElevenLabs, o rastreio de vozes e a conformidade com a LGPD e GDPR.

  • Marketing B2B para IA: A estratégia de transformar o produto no principal porta-voz e a eficácia de eventos presenciais em salas de cinema para falar de inovação.

Se você quer entender como a inteligência artificial está transformando o atendimento, o cinema e as vendas globais, este papo é obrigatório.

Assuntos8
  • Interfaces de Voz e Comportamento HumanoPesquisa e desenvolvimento em voz · Vozes sintéticas indistinguíveis · Vozes expressivas (risadas, sussurros) · Deepfakes e segurança de voz · Rastreabilidade de vozes
  • IA clonando vozesVozes sintéticas em ligações e audiobooks · IA em atendimento ao cliente · Conexão emocional através da voz · Design de voz para empresas · Vozes regionalizadas com sotaques brasileiros
  • Interação Humano-IA e PromptingAdaptação de cadências de vendas individualmente · Agentes de IA para prospecção (SDRs de IA) · Personalização em escala para anúncios · Agente planejador que personaliza cadência · Agente de pesquisa para pontos de rapport
  • Prospector Growth MachineAgente de prospecção autônoma (SDRs de IA) · Problema do turnover de SDRs humanos · Criação do agente Prospect AI · Cisão em Growth Machine e Growth Edge · Motor de voz da Prospect AI usando Eleven Labs
  • Ética e Confiança em Sistemas de IARastreamento de vozes e conformidade com LGPD/GDPR · Watermark de voz para identificação · Prevenção de uso malicioso em eleições · Responsabilidade com grandes poderes
  • Trajetória e aprendizadoExperiência na Meta (WhatsApp Business, Instagram Stories) · Carreira em tecnologia e internet no Brasil · Experiência na OMS e Editora Três · Trabalho no Terra (publicidade, Terra TV, Sonora) · Lançamento do Facebook no Brasil
  • Fundação e História da ElevenLabsFundadores ex-Google e ex-Palantir · Problema das dublagens monótonas na Polônia · Evolução de ferramenta de dublagem para agentes de IA
  • Eleven Creative e Eleven APIFerramenta concorrente do Red Giant · Integração com outros modelos (Nano Banana) · Automação de fluxos criativos para marketing · Troca de produto em campanhas de marketing
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A nossa empresa, antes de ser uma empresa de agentes, ela é uma empresa de pesquisa de voz. Então a gente investe muito em trazer pessoas que são especialistas em voz, pesquisadores da voz. Nosso foco é realmente fazer com que a voz seja a melhor possível dentro da nossa plataforma. Então eu não vou ser o melhor gerador de imagens, eu não vou ser o melhor criador de vídeos. O meu foco é fazer com que essa voz seja uma voz realmente com qualidade.

Você já parou pra pensar que nos próximos anos, a maioria das ligações que você recebe pode ser feita por uma inteligência artificial? Que o próximo audiobook que você estiver ouvindo não vai ter sido gravado por um ser humano? E que o atendimento da sua operadora, do seu banco, do seu médico, do seu cartão de crédito vai ser feita por uma voz que nunca existiu de verdade? Isso não é ficção científica.

Isso está acontecendo agora. E o convidado de hoje está no epicentro dessa revolução. Ele é Red B2B de marketing da Eleven Labs. Passou por Meta, onde lançou produtos como Instagram Stories, WhatsApp Business da América Latina. Eduardo, muito obrigado por topar participar do GrowthCash. Para a gente vai ser uma honra bater esse papo contigo e entender o que está vindo por aí de mudança nesse mundo de inteligência artificial.

Não, obrigado vocês pelo convite. E vamos falar de inteligência artificial. Cara, eu vou te falar que eu tava no evento da HubSpot em São Francisco no final do ano passado. E aí passou lá um cara bem tímido, assim, lourinho, né? Um cara de novo, assim, eu falei, meu irmão, cara, não é possível que esse cara tão jovem assim é o fundador da Eleven Labs. E foi muito legal, ele teve um Q&A junto com o Mark Robert, que é o ACRO da HubSpot.

E falando um pouco, cara, sobre o que tá vindo de tecnologia, sobre o que tem nos laboratórios de vocês. E eu particularmente fiquei assustado, cara.

São muitas coisas legais e é impressionante como esses CEOs estão cada vez mais novos. Quando eu entrei na meta, o Mark era um cara novo. Hoje em dia, o Matt é o cara muito mais novo também. Então, eles estão cada vez mais jovens e com mais ideias. Isso é super bacana de ver as pessoas trazendo ideias novas e sendo muito jovens. Junto com a gente...

Alexandre Klepa, Caio e diretor de produtos da Growth Edge, nosso braço de tecnologia e inteligência artificial. E é impressionante o quanto a gente testou tecnologias de voz e a gente não conseguiu chegar em nada perto do que a gente viu dentro da Eleven Labs.

Nada, cara. Nada. Fico bem feliz de estar aqui, de tu ter aceitado esse convite, né? Porque eu, pelo menos, curto muito conversar com gente que é o estado da arte de alguma coisa, né? E hoje em dia, quando você fala de TTS, tu pode testar quem tu quiser e ainda não chega perto da Eleven Labs pra usar em produção com cliente de verdade, etc. Eu acho muito difícil tão cedo alguém conseguir bater em você, pra ser sincero. Então, eu tô bem contente com o papo, cara.

Super bacana, e eu acho que a grande vantagem da Eleven Labs é ela realmente ser uma empresa de pesquisa primariamente. Então, o nosso foco é pesquisa de voz e a gente desenvolve agentes de AI em cima dessas pesquisas. Então, por isso que a qualidade da nossa voz é muito melhor.

É, então, eu percebi que os dois founders são caras muito técnicos, né? Cara, engenheiros de dados, pessoas de pesquisa, pessoas de P&D, então tem uma base, sem dúvida nenhuma, muito avançada quando a gente olha para o aspecto tecnológico, né? Sim, e eu não sei se você conhece a história da Eleven Labs, como que a Eleven Labs foi fundada. Não, não conheço.

Um deles é ex-Google, né? Isso, é um ex-Google e outro ex-Palantir. É, Palantir. E é super bacana porque os dois são poloneses e moravam já em Londres há muito tempo e um dia voltaram pra Polônia pra poder visitar a família e tudo mais e aí foram assistir um filme e todos os filmes na Polônia eles são dublados por uma única pessoa.

Então imagina você assistindo Vingadores Ultimato e o mesmo locutor dublando todas as vozes. Eles abaixam o som original do filme e o cara fica falando, fulano agora disse isso. E agora a Psicrano falou tal coisa. E vai fazendo assim, é todo esse processo. Aí eles falaram, cara, a gente...

tá vivendo essa puta era super legal de inteligência artificial, tecnologia, e é que os filmes na Polônia ainda são dessa forma, porque talvez não seja um público-alvo dos grandes empresas de cinema e tudo mais fazer essa tradução, essas dublagens. Então, os estúdios não se preocupam tanto. E eles falaram, a gente precisa resolver isso. E aí eles começaram a sentar, estudar, estudar como fazer, como fazer, até que chegaram numa solução. E a partir daí, surge a 11 Labs.

Uma ferramenta que no início servia para dubbing e foi evoluindo para agentes de AI e hoje é essa ferramenta que está aqui. E eu gosto dessa história porque uma empresa surge para resolver um problema e muitas vezes é um problema simples. E esse problema, quando você identifica esse problema e você consegue solucioná-lo e escalar, e aí viram as empresas fortes que a gente tem hoje no mercado. Então, acho que isso é super legal.

O que é legal é que a gente está vivendo um momento em que a tecnologia está virando absurdamente commodity. Vibe code, AI, tudo isso. A gente vê múltiplos inflacionados de valuation, mas ao mesmo tempo existem pouquíssimas barreiras tecnológicas. E a Eleven Labs conseguiu fazer um negócio que praticamente ela não tem concorrente. Ela tem muito pouco competidor. Mas antes de eu ir para a próxima pergunta, eu quero saber como é que você saiu do meta para ir para a Eleven Labs.

Como é que foi a sua carreira como executivo para liderar um movimento e um desafio como esse?

Eu queria falar para você que está ouvindo, se você está assistindo isso pelo Spotify, você pode marcar em seguir e dar 5 estrelas. Você faz com que esse conteúdo seja mais entregue para mais pessoas e faz com que o nosso trabalho alcance outras pessoas. Para você que está assistindo isso pelo YouTube, o meu time falou que a maior parte das pessoas que acompanham o canal do GrowthCash não é inscrito. Então, se inscreve agora, marca no sininho para ser notificado.

Assim que eu lançar um vídeo novo, você vai ser avisado de primeira mão. E já deixa um comentário. Quem que você gostaria de assistir aqui no GrowthCash? Qual que é o teu grande desafio em vendas? Por último.

Você está com o desafio de montar processo? Está com o desafio de escalar vendas? A gente criou um jogo chamado Desafio de 5 a 50 clientes nos próximos 20 dias. Nele, usando inteligência artificial, modelos prontos, que é só copiar e colar. Eu vou te ajudar a conquistar exatamente esse resultado. O link está fixado no primeiro comentário. Vai lá, clica, entra para o desafio de 5 a 50 clientes nos próximos 20 dias. Tem um joguinho lá dentro chamado Lord of Sales, onde você vai brincar.

Dentro do mundo medieval, construindo 100% do teu processo de vendas. E ainda, se você for o melhor que executa, eu vou te dar 10 mil reais. Estou te esperando lá dentro. Eduardo, cara.

Conta pra gente, como é que você foi parar na Eleven Labs e como é que foi a tua carreira como executivo antes de liderar esse movimento dentro do B2B deles? Cara, bacana. Eu acho que a minha carreira começou junto com a internet no Brasil. Porque eu estou há mais ou menos 30 anos já trabalhando com tecnologia e eu sempre fui uma pessoa muito curiosa. Então, eu acho que isso acabou me desafiando e sempre me posicionando em locais que eram disruptivos.

Eu tive a oportunidade de trabalhar na OMS, que é a Organização Mundial de Saúde.

Fazendo a primeira biblioteca virtual de saúde, na época era em CGI ainda, pra quem conhece de tecnologia, sabe que é um negócio bem antigo. Aí tive a oportunidade de ir pra Editora 3, trabalhar na Istoé. Eles queriam lançar a revista digital, então tive a oportunidade de lançar a revista digital da Istoé na...

isso mais ou menos em 98, 99, e depois fui para o Terra, onde eu comecei a trabalhar mais na área de publicidade mesmo. Então, eu cuidava da área de operações e tecnologia, então o meu foco era entender quais eram as melhores tecnologias para fazer a entrega de publicidade dentro do Terra, e o Terra tinha, na época, Terra TV, Sonora, todos esses produtos. A gente comprou os direitos às Olimpíadas de Pequim e de Londres, e eu fui o responsável por colocar todos os formatos para rodar e funcionar.

quando eu recebi o convite de entrar na meta, né? Na época ainda era Facebook, isso em 2011. E o grande desafio era abrir o escritório e operação no Brasil, junto na época com o Alexandre Rohrhagen e tudo mais. E foi super bacana, porque...

Foi numa época que a gente tinha um concorrente do Brasil, que era o Orkut. O brasileiro era apaixonado pelo Orkut e nos outros países já não existiam mais o Orkut, não tinham concorrentes. E foi impressionante como o Facebook matou o Orkut muito rápido, né, cara? Sim, e foi numa jogada muito bacana. Porque como que acontece? Por que você vai pra uma rede social?

Com os seus amigos. Por conta dos seus amigos. E se seus amigos não estão lá, como é que você faz? Você não vai. Então, na época, a gente lançou um produto que conseguia importar todas as suas fotos do Orkut para o Facebook e já tagueava as pessoas na foto. Então já tagueavam seus amigos. De repente, teu amigo recebeu uma mensagem dizendo olha, fulano te marcou numa foto.

Você entrava ali, fazia o login, e dali você já não saía mais. Na veia. Daí você não saía mais. E isso foi um negócio que, assim, na época o Orkut era do Google, eles não tinham percebido que existia essa possibilidade de fazer isso. Quando eles foram perceber, já era tarde. Então, na época que eu entrei na meta, nós tínhamos 12 milhões de usuários no Facebook só.

E a gente foi pra quase, não sei, 98% da população dentro da plataforma. Meu pai entrou no Facebook por esse processo. Então, isso que foi a grande sacada na época. É assim, como que você convence as pessoas a participarem de uma rede nova? É trazendo seus amigos juntos.

Cara, ele me deu uma ideia agora aqui. Falei. Milionária, meu irmão. Lord of Sales. Essa história que eu estava contando do desafio, qual que é o grande desafio que existe no digital e você como diretor de marketing sabe disso. Cuspo Lead aumenta exponencialmente. As grandes marcas, ano passado, pela primeira vez, tiveram mais investimento no digital do que na TV.

Então a gente tem uma guerra muito grande com custo pro lead e ainda pra teoria lá do Oscar Schwartz, que só 3% do mercado tá pronto pra comprar, a gente tem investido cada vez mais em gerar leads menos conscientes. E aí, cara, o que a gente fez? Quando a gente faz um webinário, quando a gente faz um lançamento, as pessoas se inscrevem, mas elas engajam um pouco pra participar da aula ao vivo. Existe uma abundância de oferta de conteúdo.

A gente pegou Lovable, Vibe Code, desenvolvemos um jogo de RPG, que, cara, é igualzinho um jogo medieval. Lá dentro você...

realiza missões, cada missão você ganha XP, você pode registrar vendas, prospecção, tudo que você está fazendo, e você tem três aulas ao vivo comigo, no final você tem uma opção de participar do nosso programa presencial, que é o Expansão Comercial, que é onde em três dias a gente monta 100% do processo comercial. E a gente conseguiu fazer uma coisa de louco, o lead caiu para um décimo do valor, por causa do jogo, ele é todo gamificado, então as pessoas vão disputando, vão jogando, vão compartilhando.

E a gente conseguiu gerar um ROAS de quase oito vezes em cima do investimento de marketing. Então foi muito bom. Só que a gente tem pouco mecanismo viral. Você dá a opção pro cara se inscrever no Loan of Sales via LinkedIn e já puxar e falar, quer convidar todos os seus amigos do LinkedIn e ganhar tantos pontos? Fazendo exatamente igual ele fez. Vai gerar muito lead barato, mano. Só temos que agora pensar como é que a gente coda isso, mas assim, já valeu. A gente não precisa codar. A gente tem você agora.

Pois é, eu sou dev sênior da empresa via Lovable e cursou. Eu também adoro isso, eu gosto muito de tecnologia, então eu gosto de aprender as coisas antes de começar a falar sobre elas. Então eu sou o cara que vai funcionar no código, eu sou o cara que vai checar e vai fazer. Eu fiz algo bem parecido, a gente teve um evento semana passada e eu criei uma página no Lovable para as pessoas compartilharem que elas estavam participando do evento.

Então isso acabou gerando um reengajamento das pessoas no LinkedIn. Elas compartilhavam direto no LinkedIn com a fotinho delas e a hashtag tudo bonitinho. Então a gente começou a fazer o quê? Eu acredito muito nesse modelo que...

É marketing de influência, mas não necessariamente por influenciador. É as pessoas falarem do seu produto, porque elas gostam do seu produto e elas usam o seu produto. Então eu acho que hoje, quando a gente fala de Eleven Labs, quando a gente fala de Lovable, Cursor, as pessoas falam muito desse produto porque elas usam esse produto. Toda vez que eu vou em qualquer evento e eu falo de Eleven Labs, todo mundo tem um monte de coisa legal pra falar de Eleven Labs.

Porque é um produto que é super legal de mexer. Assim, se você não quer usar pra algum fim comercial, se você entrar pra mexer, é legal de mexer. Você colonar a sua voz, você fazer testes. Então as pessoas acabam criando um boca a boca virtual que é super legal. Então eu tenho um vídeo que bateu.

56 milhões de views, 100% criado com o Raygen e a Level Labs. Não é minha voz. Eu, Thiago Reis, não consegui bater nunca o número que a gente bateu via. E hoje a gente tem, olha...

não sei quantos influenciadores vêm falar comigo dizendo que criaram conteúdo de forma orgânica, sem ser pago, para falar da Level Labs. Porque eles veem que tem um engajamento grande, tem um número de visualizações muito alto. Então, eu acho que essa é a parte legal. Quando a gente fala de estruturação de marketing, você ter produto.

como sua principal propaganda, sua principal referência, junto com os founders, falando desse produto também, mostrando uma visão clara de para onde a empresa está indo, fica muito mais fácil de trabalhar a partir de marketing, que ainda vai existir de captação, de você rodar campanhas e tudo mais. Mas quando as pessoas já sabem o que é o seu produto, eu até brinco que quando eu...

entrei na Meta, no Facebook, eu falei pro meu pai que tinha entrado no Facebook, meu pai nem sabia o que era o Facebook na época. Em 2011, meu pai não tinha ideia do que era, meu pai tinha 60 e poucos anos, nunca tinha ouvido falar disso. Quando eu entrei na Eleven Labs no final do ano passado, eu falei pro meu pai, cara, entrei numa empresa que faz clonagem de voz. A primeira coisa que ele virou, ele falou assim, não é aquela que clonou a voz do Reinaldo Azevedo no programa do Jornal da Band, jornal da Rádio Bandeirantes.

Eu vi que viralizou isso. Eu falei, como é que meu pai sabe disso? Meu pai tá com 80 anos e ele sabe. Eu falei, cara, olha a diferença.

Quando a gente vê a evolução da tecnologia, a gente coloca a AI nessa equação, é bizarro, porque, assim, acelerou muito mais rápido e as pessoas que têm menos acesso à tecnologia em si já sabem o que é. Então, na época, demorava muito mais para poder ter acesso e saber o que era aquela tecnologia. Eu lembro que tem um livro do Léo Xavier, que foi dono da PontoMob e tudo mais.

Ele lançou um livro que chamava Microtédio. Que era ele explicando esses momentos que a gente pegava o celular na fila do banco e olhava alguma coisa e ele chamava de Microtédio.

18 anos depois, esse microtédio já não existe mais. O celular faz parte da nossa rotina. Já não é mais um microtédio. Você tá usando aquele tempo pra várias outras coisas. Agora, cara, como é que é lançar um produto como o Instagram Ads ou o WhatsApp Business numa multinacional e ser responsável por isso no Brasil? Como é que foi essa experiência, cara? Cara, é uma experiência... Primeiro aqui, assim, é super legal porque é um produto que, normalmente, quando você fala que vai lançar algo, todo mundo quer ser o primeiro a usar.

Então, o nosso trabalho era sempre escolher quais vão ser os beta testers desse produto, porque eles que vão ajudar a criar esse engajamento e fazer com que isso saia de uma bolha que todos os clientes queiram usar. Então, a primeira coisa que a gente fazia era selecionar quem eram os líderes de cada vertical. Eu pego e-commerce, eu pego retail, eu pego CPD, seleciono alguns clientes e solto para eles primeiro. Ou, muitas vezes, os que conseguem adaptar mais rápido, que conseguem fazer...

a movimentação de implementação muito mais rápido, porque esses caras vão colocar para rodar e os outros clientes vão acabar vendo e querendo seguir esse modelo. Então, para a gente, era sempre um processo de pesquisa acima de tudo. Sentar e identificar quais os clientes que tinham mais oportunidades de ter resultados positivos, porque aí você vai avançando dentro da cadeia, dentro dos verticais. Cara, e para a Eleven Level deve ser parecido, né?

Porque eu vejo assim, a gente começou a usar muito, muito cedo. Então, logo que pôde, o pessoal já estava fazendo o teste, né? Tanto que a gente fez uma call esses dias atrás com o meu CTO e quem é nosso account manager hoje e um cara técnico para suportar a gente nos pontos.

Ele começou a olhar e falou, pô, por que você não usa um workflow? Por que vocês não usam isso aqui? A gente falou, cara, porque quando a gente começou não tinha. Não tinha. Não tinha, não tinha nada disso. Então agora para a gente mudar, a gente tem que fazer algumas atualizações na nossa ferramenta para conseguir comportar isso. E tudo que tem de novidade que vocês estão lançando, a gente geralmente, cara, imagina, o Petro, ele entra na plataforma de vocês e a Síndia também.

Ele acorda, ele faz o login. Se você quiser tirar alguma dúvida sobre a DeleveLabs. Ele provavelmente vai ter.

Vai saber te responder. Então, poxa, hoje a gente quer ser os primeiros a testar, entendeu? Só que a gente fica saindo. Como que vocês fazem esse programa? Você tem um programa de beta tester hoje? Até pra posicionar a galera que tá acompanhando o GrowthCash, que não tá dentro do GJ da Growth, existe um negócio chamado maldição do especialista, que a gente acha que todo mundo mora na nossa cabeça. Gente, a gente lançou um produto chamado Prospect AI, inclusive vai aparecer o QR Code na tela e vai ter um link na descrição se você quiser entender um pouco como funciona o Prospect AI.

que é um agente de prospecção autônoma. O que aconteceu, Eduardo? Quando a gente foi analisar nosso histórico, a Growth Machine nasceu como uma empresa de serviço e consultoria. A gente atendeu hoje mais de 4 mil empresas, entre elas, cara, Sankia, Tivit, Totos, as principais empresas de tecnologia, a gente atuou de alguma maneira ajudando a montar a operação comercial. Quando a gente ia analisar a taxa de insucesso dos nossos projetos, os projetos que fracassavam, 80% deles fracassavam por conta do tornovo do SDR.

O SDR tem um grande problema. Primeiro que você leva um tempo grande para achar um bom SDR,

segundo, aquele negócio é um moedor de carne humana, ninguém aguenta. O SDR leva três meses para... Sete meses para... Você leva três meses para contratar, sete meses para ficar bom, só que no décimo primeiro mês ele quer ser promovido. E aí você tem duas opções. Ou você perde ele para dentro ou perde ele para fora. Porque se você não promover ele para alguma função, alguém vai levar ele. Então a gente percebeu que as empresas pagam, cara, 12, 13 meses de um SDR para ter ele performando quatro.

E aí a gente foi lá, cara, vamos criar o nosso agente. Na verdade a gente ia fazer parceria com uma empresa que tinha criado um agente, mas que no final a gente não teve muito fit cultural com eles. Petro, o nosso CTO, que é um hacker humano que a todo momento tá achando alguma coisa gênio. Moleque é um vampiro, ele não vai. Gênio, gênio, gênio, gênio é absurdo. Ele foi lá e pum, criou o nosso agente. Cara, hein...

15 dias a gente estava lançando para o mercado. Eu viralizei com um vídeo, não sei se vocês já viram aí no Instagram, que é eu em cima da mesa vendo que mandei todo mundo embora. Pode ir fazer. Foi um Ads. Esse Ads teve 9 mil compartilhamentos e a gente tirou ali de 5 reais. Então assim, você imagina que coisa de louco. Só que a gente percebeu no meio do caminho que a cultura da Growth junto com a Prospect AI ela estava meio que se perdendo porque a Prospect AI é um business muito mais enterprise, a Growth é um business muito mais SMB.

E aí, mês passado a gente fez uma cisão, temos duas empresas, temos uma chamada Growth Machine.

que é de serviço e educação, e temos uma outra chamada Growth Edge, que o Ale cofundou junto com a gente e está liderando essa frente pela camada de business. Então, para quem está assistindo, o motor de voz da Prospect AI é 11 Labs, a gente usa essa tecnologia, mas a gente tem todo um orquestrador de workflow, de atividade, de cadência, de interação para substituir por ser humano, que é o GS Engage, então, só para todo mundo ficar na mesma página.

Tá contigo agora. E aproveita, cara, nessa resposta dá um gancho contando um pouquinho sobre como foi essa migração e por que você decidiu ir pra Eleven Labs.

Bom, bacana. Eu acho que o grande desafio sempre é, quando você fala de um SDR ou atendimento, o que quer que seja, é o SLA que você consegue responder aquele lead. É o tempo que você tem de receber o lead e interagir com ele. Isso, se você não consegue otimizar ao máximo, você perde. Assim, passou 24 horas, 48 horas, você vai cada vez perdendo mais esse lead até um ponto que você não consegue recuperar. E eu acho que dentro da Eleven Labs, como você perguntou sobre a parte de ser beta tester...

É engraçado porque é difícil até, porque a gente lança tanto produto numa velocidade tão rápida que eu acho que a gente nem tem esse tempo de maturação de ter os beta testers. Então foi o que você falou, hoje a gente está soltando um produto, no final da semana a gente já tem uma feature nova. E vai porque o mercado vai demandando. O mercado vai demandando e as coisas estão acontecendo e vão sendo criadas. A gente lançou, vai fazer duas semanas o Flows, que é uma ferramenta que você consegue colocar todo o seu processo criativo dentro de uma AI. Então imagina que você tem...

Você desenvolve uma modelo no Nano Banana, você tem seu produto ali, você quer colocar modelo segurando o seu produto. Então, você passa isso para uma parte de um Flow, você dá esse prompt, ele vai juntar as duas imagens, você pede para animar essa imagem, e no final você pede para trocar a cor do seu produto e deixar, em vez dele estar rosa, ele ficar azul.

Você faz toda essa parte. Só que aí eu tô vendendo um perfume, mas aí eu olho e falo, putz, eu não quero vender um perfume, eu quero vender uma panela. Em vez de eu trocar todo... Mas esse é o... Isso é da Eleven Labs? É da Eleven Labs. Não tá muito distante da voz? Aí que tá. A gente tem toda uma... A gente tem três plataformas dentro da nossa... Dentro dos nossos produtos, né? A gente tem a parte de agentes, a gente tem a parte de criativa, a parte criativa, que é o Eleven Creative, e a gente tem a Eleven API. O Eleven Creative é um concorrente do Redian.

Não necessariamente, porque dentro da nossa plataforma você tem acesso a todos os outros modelos. Então você tem acesso ao Nano Banana. Vamos usar o Red Gen.

O Radiant, se não me engano, não deve estar porque ele usa de outras LLMs, né? Ele não tem, acho que uma LLM proprietária. Posso estar errado nisso, mas a gente tem nano banana, a gente tem... Vai fazer a mesma coisa que o Radiant faz. Vai fazer a mesma coisa, só que se você criou todo esse flow e você quer trocar do vídeo o produto, você não precisa trocar desde o início. Você troca aqui em cima e ele já regera tudo automático.

Então você consegue fazer o quê? Criar vários flows pra campanhas de marketing, por exemplo, e ter 300 produtos diferentes. É genial porque o Raygen, ele é muito bom, mas a voz dele é horrível. Sim. Então você tinha que fazer o avatar no Raygen e depois ir pra voz. Que foi o que tu fez. Naquele vídeo seu foi exatamente isso que tu fez. Só que aí se ele resolve a ponta do avatar, matou o Raygen. Eu vou direto contigo. Mas aí eu pago o token e envio a você ou tenho que usar a minha API da outra plataforma?

você paga dentro da plataforma do Eleven Labs, só que ele vem separado que está sendo usado pelo LLM. Entendi. Então você consegue ter... Sabe o que eu acredito que vai acontecer, sinceramente? Eu estava conversando com o João, uma amiga meu, essa semana, e a esposa dele, que talvez você até conheça, não sei o nome dela, mas ela era líder de vendas do Facebook. E ela foi agora para liderar a área de ads do Netflix. Depois eu te falo o nome dela.

Cara, o que eu acho que vai acontecer num futuro muito próximo usando tecnologia como essa?

Você, puta, Alexandre, cara nerd, gosta de tecnologia, trabalha em startup. Tu tá lá assistindo o Breaking Bad, só que em vez de ter uma TV no Breaking Bad, vai ter um chroma.

E a propaganda que eles vão vincular ali vai ser, puta, ali tá na hora de trocar de carro. Vai aparecer um carro. E eu acho que em tempo real ele vai conseguir fazer isso de acordo com o teu perfil. É uma possibilidade. Quem sabe é um produto novo que a gente possa avançar no futuro. Não, porque essas tecnologias estão caminhando pra isso. Porque no final das contas, eu acho que é...

Eu falo bastante isso no Arena. Toda vez que eu vou falar alguma coisa sobre IA, eu realmente acredito que o que a gente mais ganhou sobre IA de 2018 para cá com a IA generativa é a hiperpersonalização. Sim. Eu não acredito que tenha algo a mais. Se tu está usando hiperpersonalização dentro dos processos com IA generativa, é o que a gente está ganhando. Vou te dar um exemplo. Hoje a gente está fazendo um teste junto com a Leven Labs.

digo, não junto com a Eleven Labs não, né? A gente tem a Eleven Labs usando pra parte de voz, etc. Só que o GS Engage, ele comporta alguns agentes. Então, dentro de um processo onde esse SDR nosso liga pra você, marca uma reunião, a gente tem uma camada de outros agentes trabalhando junto. Então, por exemplo, a gente faz hiperpersonalização hoje nas nossas cadências. Você tem que seguir uma cadência de prospecção de três dias que vai te mandar dois WhatsApp, uma ligação, etc.

a gente tem um agente que ele é um agente planejador. Então, ele personaliza a cadência de acordo com você. Por exemplo, eu, você e o Thiago. O primeiro dia seria igual. Só que em algum momento o Thiago atendeu e ele falou, cara, odeio que me ligue, manda só a mensagem. Cara, esse agente não vai mais ligar, ele vai mandar só a mensagem. Então, tem essa personalização. E junto com isso, a gente colocou agora uma ponta que, cara, está sendo fantástico para a gente, que chama Growth Intel. Está liberado para a gente e agora vai entrar para alguns clientes beta.

que é a parte que o SDR odeia fazer. Que é o quê? A parte de pesquisa. Cara, você vai colocar uma atividade de pesquisa, o cara vai demorar 20 minutos a mais por lead. Geralmente, ele vai pular essa atividade. E quando o cara faz, a tendência de aumentar a taxa de conversão é muito grande. Então, hoje a gente colocou um agente separado que ele faz toda a pesquisa e ele manda para o agente pontos de rapport, possibilidades com o cara. Isso dobrou a nossa taxa de conversão.

Dá uma olhada só de consumir a API do Crystal Now. Depois anota isso. Que é uma... Cara, não sei como essa empresa não ficou grande, mas... Crystal de cristal. É, Crystal Now. É uma startup que lê e traça perfil comportamental baseado no LinkedIn. Bem legal. Bem bacana.

E eu vejo que esse vai ser muito futuro, né? De uma personalização absurda pra abordagem. E há quanto tempo você escuta as pessoas falarem de personalização em escala pra anúncio? Eu lembro quando a Meta começou a fazer isso, a personalização era sobe 30 imagens, 30 textos, 30 copies, e ela vai meio que cruzando. E hoje em dia não é mais isso. Hoje em dia é realmente personalizado. Hoje, quando você pensa em AI, a AI consegue te entregar produtos que são realmente 100% personalizados.

Então, eu estou falando com a gente usando o expressive mode da Eleven Labs, se eu entrar em desespero por alguma razão e se a gente consegue entender isso e tentar me acalmar. Se eu falo que eu não quero responder agora, ele entende isso e desliga a ligação. E fala, ó, muito obrigado. Então, ele consegue entender qual é a situação que você está passando naquele momento. Imagina você...

é uma empresa de seguros, você tem seu carro, você liga para uma empresa de seguros, seu carro quebrou e você está passando por uma emergência. Como é que aquele agente vai reagir? Ele não pode ser um agente robotizado. Um dos nossos parceiros até comentou semana passada que a gente não pode ficar pensando que AI vai criar o Urachique.

Que assim, só vou adicionar, eu acho isso genial, porque assim, pega num ponto que é ótimo. Vou implementar AI, mas ele vai fazer o mesmo papel da URA normal, só que agora com AI, não. A gente tem que realmente entender o que está acontecendo, qual é a situação daquele momento, qual é a necessidade do meu cliente, e criar essa conexão. A gente fala muito de que o texto informa e a voz conecta. E eu acho que essa é a sacada a partir de agora.

E quando a gente fala de personalização, é as empresas também entenderem qual é a voz que essa empresa tem.

Porque imagina que em algum momento vai ter o design de voz. Você vai ter que definir a voz da tua empresa e não só o logo da sua empresa, não só a marca. Como que aquela voz tem que soar? Eu já escutei muitas empresas falando que eles tentaram já fazer processos de localização e fazer uso de...

dubladores, ou o que quer que seja, pra criar vozes regionalizadas e no final soar muito caricato. Porque parece que é falso, no final. Então, com a inteligência artificial, você consegue amenizar muito disso. E resolver muito desse problema e soar mais real. Agora, me conta uma coisa, Eduardo. Cara, o que te motivou a sair do Facebook, cara, carreira consolidada, com vários projetos de sucesso e...

ir pra uma aventura numa startup, tudo bem que não é uma startupzinha qualquer, é uma startup de 11b, mas qual foi o projeto que eles te venderam e o que te fez fazer essa migração? Eu demorei um pouco entre sair da meta e ir pra Eleven Labs, né? Eu saí da meta e fiquei um ano de sabático, onde eu tive a oportunidade de parar um pouco e tentar entender um pouco melhor pra onde a tecnologia tava indo. Então, pra mim, isso foi super importante porque desde que eu comecei a trabalhar com 16 anos, eu nunca tinha parado.

Eu sempre fui de uma empresa pra outra, de uma empresa pra outra, e foi a primeira vez. Minha filha tinha acabado de nascer, eu falei, quer saber, eu vou ficar um ano sem trabalhar e vou estudar. E aí tive contato com o pessoal do MIT, na época, foi em 2022, eles começaram a montar esse grupo de...

pessoas que estavam estudando AI e acabaram me chamando, acho que no Brasil são poucas pessoas que a gente tem no grupo, e a ideia era discutir inteligência artificial, dos primórdios até agora. E aí eu fui estudando e estudando, acabei entrando numa startup que tinha o foco inicial, na época quando eu entrei, era ser uma rede social de futebol.

Só que era um negócio que assim, na época que eles me chamaram, os dois founders, eles são suíços, eles me chamaram para conversar, eu falei, mas por que eu postaria meu vídeo de futebol?

no seu app e não no TikTok e não no Instagram. Volta para aquele assunto que a gente conversou no início. Por que eu vou postar onde meus amigos não estão? Como é que eu vou fazer meus amigos verem meu vídeo se eles não estão lá? E aí a gente acabou dando uma pivotada no processo de criação do aplicativo, de deixar de ser um aplicativo para ser uma rede social, para revelar novos talentos do futebol.

Por quê? Essa molecada hoje em dia, eles precisam estar em várias peneiras. E era super difícil. Era super difícil. E quando você fala... O foco deles era Brasil? O foco deles era Brasil. Começou no Brasil. Os dois são suíços. Mas eles moram aqui? Não. Eles moram na Suíça. Um deles foi CEO do Julius Baer.

E foi, eu acho, o CEO mais novo a vender um banco de investimento. Caraca. Assim, é um negócio bizarro. E ele, assim, apaixonado por futebol. E aí eu falei pra ele, cara, não tem sentido ser uma rede social. Vamos tentar pegar um outro foco e ter um nicho específico onde a gente consiga trabalhar bem. Eu comecei a empeneira, conversar com as mães.

A comunidade. Todo o discovery de você que fez. E foi super bacana. A primeira vez, quando eu entrei na empresa, minha primeira experiência foi, eu vou no Ibirapuera no final de semana pra falar sobre o aplicativo pra pessoal jogando bola. Aí você vai no Ibirapuera, teoricamente é meio elitizado já. Estar no Ibirapuera pra falar com as pessoas que jogam bola ali no parque. Aí eu sentava e falava, putz, você não quer? O cara falou assim, não, eu não trago meu celular pro parque. Se eu trouxer, eu vou ser roubado.

Falei, putz, aí falei, cara, tem alguma coisa errada. Aí eu voltei e falei, cara, a nossa audiência tá errada. Não vai ter gente se filmando jogando bola. Não tem. Quem tá filmando essa molecada são as mães. Porque as mães vão estar na peneira filmando. Então a gente tem que mudar o nosso público-alvo. E a nossa narrativa tem que ser em torno de comunidade. Esse moleque, ele traz os parentes, ele traz a família inteira.

pra poder assistir o jogo dele. Ele traz os amigos, ele normalmente tá numa comunidade. E aí a gente começou a mudar a nossa narrativa em cima disso. E aí virou um app pra revelar novos talentos do futebol. No primeiro ano a gente conseguiu revelar uma menina pro Corinthians. Ela foi descoberta pelo aplicativo e foi contratada pelo Corinthians.

No início do segundo ano, a gente mandou três moleques pra fazer uma peneira na Itália, no Lecce, um clube da série A italiana. E dois deles foram contratados. Então, a ideia foi tirar um pouco dessa coisa de eu preciso crescer e ser uma rede social pra todo mundo estar no meu aplicativo, pra ser uma coisa de nicho. E falar, cara, o moleque vai estar ali...

E a família dele vai estar torcendo por ele. A comunidade dele vai estar lá torcendo por ele. Então eles vão entrar no aplicativo. Porque isso é interessante. E aí focar muito nessa coisa de nano influenciador. De colocar alguém que falasse a língua do futebol, que é o futebol da peneira. Que é o futebol da várzea. E aí a gente contratou na época 100 influenciadores, 100 nano influenciadores. O que é um nano influenciador? Qual que é o tamanho de um cara desse?

Cara, é um influenciador que normalmente tem menos de 20 mil seguidores. Mas ele fala sobre alguns assuntos específicos.

Mas, cara, toda plataforma, ela tem uma correlação entre o número de seguidores e taxa de engajamento. Quanto maior é a tua quantidade de seguidor, mais difícil. Por exemplo, eu tenho 3.5 de engajamento. Isso é bem alto pra quantidade de seguidor que eu tenho. Que é quantos hoje? 1 milhão e pouquinhos? 1 milhão e 2 milhão? 1 milhão, quase 1 milhão e 200. 1 milhão e 180 e pouco.

cara, tipo Virginia, Carlinhos Maia, esses caras, é bizarro o que eles conseguem fazer de engajamento, os caras são hackers do algoritmo. Agora, quando você pega um nano, ele tendo 20 mil, ele consegue falar com todo mundo, cara. E a entrega dele é muito maior. E o alcance dele é alto, e o conteúdo dele é muito específico pra aquele target. Então ele não tem perda quando ele fala sobre futebol. Quando ele tá falando de lifestyle de futebol na periferia.

A perda dele é muito pequena, porque ele tá atingindo ali aquele público, ele tem um alcance maior e ele consegue conectar com esses caras. Então a gente começou a criar conteúdos com esses caras. E aí foi aí que o app começou a explodir, porque a gente começou a entender que a dinâmica era outra, era focar no futuro desses moleques dentro da plataforma. Receberam o sócio deles?

eu cheguei a ter algumas ações da empresa, mas depois eu acabei saindo. Entendi. Aí eu saí da empresa, aí fui empreender, fui estudar mais a parte de inteligência artificial, cheguei a montar uma consultoria, e daí pra conhecer Eleven Labs foi um passo, que aí foi a primeira plataforma que eu comecei a mexer, que era a plataforma de áudio com inteligência artificial. E aí abriram uma posição aqui no Brasil, acabei falando com o Bruno, que é nosso general manager, e aí entrei na Eleven Labs. Mas eu acho que a parte mais bacana é...

É ter essa conexão, trabalhar com marketing, mas ter um perfil que entende uma plataforma técnica e como ela funciona. Porque hoje em dia as pessoas cada vez mais precisam entender melhor o produto que elas estão ou vendendo ou anunciando para poder falar desse produto, né?

E, cara, a galera não... É difícil entender, assim, tudo que a Level Lab faz, acho que até você não consegue responder, talvez o Mark também não consiga responder, né? Mas o que que essa empresa está fazendo pra conseguir bater um aporte de 500 milhões de dólares e um valor eixo de 11 bi? Na tua opinião, o que que vocês criaram de tão diferente pra conseguir ter esse valor eixo? Cara, eu acho que primeiro de tudo...

é ter uma tecnologia muito robusta. E como eu falei, a nossa empresa, antes de ser uma empresa de agentes, ela é uma empresa de pesquisa de voz. Então a gente investe muito em trazer pessoas que são especialistas em voz, pesquisadores da voz, para poder fazer isso dentro dos nossos modelos de LLM. Então o nosso foco é realmente...

O nosso nicho, ele é esse. Em vez de eu ter uma plataforma que ela é uma solução enterprise para vários tipos de segmento, para várias coisas distintas, não. O nosso foco é realmente fazer com que a voz ela seja a melhor possível dentro da nossa plataforma. Então, eu não vou ser um melhor gerador de imagens. Eu não vou ser o melhor criador de vídeos. O meu foco é fazer com que essa voz seja uma voz realmente com qualidade. Cara, e vocês estão ditando o passo, né? Então, a gente começou a testar o...

Expressive Mode agora. Os testes estão sendo fantásticos. O que é o Expressive Mode? Tu pode falar melhor que eu, mas basicamente ele consegue emitir tags explícitas pra gente de risada, de... Sussurro. Cara, foi muito engraçado.

eu queria pedir para você depois fazer um agente para a gente ligar para ele com algum sotaque maneiro só para a gente mostrar isso ao vivo mas Gustavo a gente tava em Ceará onde é que era ali Serra Talhada não era Juazeiro do Norte aí eu tava dando uma palestra para um grupo de empresários um grupo pequeno e aí tinha o Chico né Chico Júnior todo mundo rodando para caramba aí eu botei cara no ambiente de demo para ligar para o Chico Júnior cara foi o modelo novo

Cara, no meio da parada, a IA fazendo implicação e batendo na dor do Chico Júnior falou, Chico, e como é que você faz para lidar com esse turnover alto dentro da sua operação? Aí ele, ai, Juliana é doido. Ela riu, cara. Eu sei como é. Então, é muito maneiro isso, cara. É isso, né? É, porque aí, imagina, tu consegue fazer com a gente reaja a esse tipo de coisa, entendeu? E aí a gente está testando, e para testar, cara, a gente está sendo bem...

explícito nas nossas emoções pra fazer esse teste, né? Então a gente quer conseguir chegar num modelo maneiro. Gustavo, como é que foi a reação do Chico Júnior a IA Ri pra ele?

Falou que ele quase pediu a IA em namoro. Cara, ele teve um troço, ele não acreditava. Isso é uma IA mesmo? Isso não é um ser humano? Eu fiz uma... Eu tava fazendo uma apresentação e eu tinha criado um agente que era um atendente de um... de uma seguradora. E eu tava falando com o agente e eu falando, olha, pô, são 10 horas da noite, meu carro quebrou, tô numa rua escura aí, falando, falando, falando, falando. Aí eu moro e falei assim, você não tá entendendo, tá vindo um cara na minha direção agora e eu não sei o que fazer.

O agente gritou, meu Deus, Eduardo, entra no carro agora e fecha as portas. As pessoas se seguraram assim na cadeira.

eu fiquei impressionado que eu não esperava essa resposta, ela soltou um meu Deus Eduardo, entra no carro agora e fecha as portas é muito bom, eu falei, gente, olha isso na hora que você faz isso, as pessoas na sala olham e falam, cara, é impossível que você é um agente de AI, e eu falo assim

O processo ali nem está tão complexo de criação. Eu não fiz, eu estava fazendo um teste, então eu não fui a fundo de criar a base de dados e tudo mais. Mas eu não pedi em nenhum momento para ela ser tão expressiva a esse ponto. Mas ela viu o nível de urgência que eu tinha e ela soltou isso. Então essa é a grande diferença. Quando a gente fala numa apresentação sobre o que configura uma voz natural para você, o que para você é uma voz natural hoje?

Eu acho que assim, o fato da pessoa pensar, respirar, às vezes dar uma gaguejada, errar a concordância, eu acho que é isso que dá mais naturalidade. Inclusive tem um vídeo meu, um criativo, que o pessoal me xinga muito, e fala assim, ah, puta, ia gaguejando. Que é o cara, tem um agente de vocês que tem um sotaque que parece que é do interior de São Paulo, que ele fala, eu sou Manuel Dias, gerente de expansão das franquias Cota Fácil. E ele dá uma enrolada, ele dá uma gaguejada, ele não é bad.

O Manuel Dias é muito bom. O Manuel Dias precisa fazer fonodiólogo. É, é muito bom. Mas eu acho que essa é a sacada, porque aí você vira e fala, tá, se todas essas são características de uma voz natural, e se uma voz de AI te entregar isso, ela é natural ou não? Totalmente, cara. Essa é a grande sacada hoje em dia, porque vai fazer diferença se é ou não? Se ela conseguir te entregar as mesmas características?

de uma pessoa falando, eu acho que essa é a grande sacada, porque a gente consegue agregar muito em cima disso e acaba sendo uma solução que é um baita de um suporte para o próprio time que está fazendo esse tipo de atendimento. Porque você consegue eliminar vários passos dentro de um processo de um call center e ajudar essas pessoas a focarem realmente no que faz mais sentido.

E vocês que estão ditando o passo disso, né, cara? Então, a gente testou bastante coisa. Logo que eu entrei na Growth, eu falei com o Pedro, eu falei, cara, a gente precisa... Vou ser honesto com você, tá? Eu falei, cara, a gente precisa ver outras possibilidades também. A gente não tem como ficar em uma só e tudo mais. Aí ele falou, cara, beleza, mas não tem. Aí eu falei, não, vamos lá, como é que não tem? Daí a gente foi atrás, fui pesquisar, fui indo atrás, e, cara, realmente não tem.

Porque as novidades são vocês que estão ditando o passo. Então, o Expressive Mode, por exemplo. Cara, de onde que surgiu isso?

Tá entendendo? De vocês. Não tem ninguém fazendo o que não seja. E todos os gringos usam vocês. Não tem, cara. E eu testei bastante. E é um negócio engraçado, porque quando a gente lançou a primeira versão do Expressive Mode chamava de V3. E você colocava as tags no texto certinho, pra poder dizer a hora que vai dar risada.

Hoje é automático já, o sistema faz sozinho. Então o sistema entende a interação que ele está tendo com o ser humano e entrega esse resultado para você. Então sai daquela coisa de ser manual em alguns momentos para um negócio totalmente automático. Agora, Eduardo, cara, eu vi que vocês atendem desde criadores individuais a empresas no Fortunes 500. Cara, como é que é o GTM de vocês?

Onde é que está o foco? E qual que é a estratégia que você está desenhando? Você está tocando só Brasil ou América Latina? Só Brasil. Tá. Eu acho que hoje, assim, primeiro, mais uma vez, ter uma plataforma onde todos conseguem ter acesso é muito positivo, porque muitas vezes começa na base da pirâmide...

com o técnico entrando na ferramenta e mexendo para poder testar e fazer algumas coisas. E aí a gente vai subindo. Então a gente tem aquelas pessoas que acabam sendo brand lovers, porque usam a Eleven Labs, tem contato com a Eleven Labs e gostam muito. E aí a gente vai subindo nas camadas. Então o nosso trabalho hoje de go to market...

está muito focado em trazer experiências positivas para as empresas no Brasil. A gente começou a trabalhar com a localização das vozes, então ter vozes que refletem muito mais o sotaque brasileiro, o sotaque do brasileiro em várias localidades, então conseguir entregar vozes que realmente conectam com as pessoas. E a verdade é que a gente tem trabalhado focado muito em enterprise.

Porque apesar da plataforma ser aberta para todos, o nosso foco acaba sendo ser uma empresa B2B focada em enterprise, né? Então focada em vender soluções para empresas que vão fazer serviços de call center, treinamento e atendimento também. Então eu acho que é muito nesse sentido. O nosso direcionamento vai muito nesse sentido. Agora, quando a gente fala assim, cara, é porque você está jogando um business com muita grana. Quando a gente fala de uma pequena empresa que precisa, puta, consolidar mercado, ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris ris

Principalmente de base tecnológica. A pior coisa que existe para vender no planeta se chama plataforma. Sim. Porque, cara, o que é plataforma? Nós temos uma plataforma inovadora, tecnológica. Tem um porta dos fundos que os caras sacaneiam a Faria Lima. Que ele fala assim. Cara, o que a gente faz aqui? Soluções inovadoras. Tá, mas que tipo de soluções inovadoras para mercado? Aí o cara fecha a porta. Que tipo? Aí ele vira e fala assim.

Cala a boca. Que tem alguém na Faria Lima pagando essa porra. A gente não faz porra nenhuma aqui dentro.

E o que o pai mandou a gente contratar. Então, plataforma... É porque serve pra tudo, serve pra nada. Então, isso é muito difícil. Mas, no caso de vocês, eu vejo que, puta, vocês têm um diferencial competitivo absurdo, né? E uma barreira... E é muito louco isso, porque existe um estudo que eu gosto muito da Deloitte chamado The Shift Index. A última vez que publicaram ele foi em 2013, 2014.

O The Shift Index, ele pega as empresas Fortunes, 500, 500, e faz um traço do Roas dos caras. De 1969 para cá. Cara, assim, é um despencar. Por quê? Ninguém consegue mais produzir ativos baseados em capital. Então, no passado, cara, eu tinha prédio, eu tinha frota, eu tinha servidor, era um ativo, né? Hoje em dia era um ativo. Dizem que talvez volte a ser por causa da crise do silício que vai ter agora, que vai faltar processador e servidor, né? Mas, cara, tecnologia é commodity.

Hoje em dia, um moleque com uma conta na Amazon consegue criar uma startup e ter muito resultado. Só que vocês conseguiram criar um diferencial competitivo, tanto é que a gente tentou achar soluções para ter uma segunda opção. Até mesmo, cara, conversando com um fundo de investimento, quando o cara olha o nosso contrato com vocês, ele fala, putz, se esses caras decidirem triplicar preço, o que vocês fazem? Ferrou. Agora eu ligo para ele. Agora eu ligo para ele.

mas é, e mesmo assim vocês conseguiram criar um ativo, um diferencial competitivo, e cara, velho, puta, não tem competidor, com quem vocês estão competindo? Pra quem você tá perdendo conta? E tem muitas empresas por aí, mas eu acho que hoje a grande vantagem é essa, mais uma vez, é ter um produto

super focado em entregar esse produto com a melhor qualidade possível. A gente tem a plataforma, a gente trabalha no modelo Enterprise, mas a gente, qualquer pessoa consegue criar uma conta na Eleven Labs e fazer uso da plataforma. Desde a versão Starter, que vai pagar muito pouco, até uma versão mais avançada. Então, até entrar no nível de ser uma Enterprise... A gente virou Enterprise, né? A gente virou.

Tem um percurso ali muito grande. E aí entra mais uma vez essa história do produto ser o principal porta-voz da empresa. A pessoa entrar ali na casa dela pra fazer uma brincadeira e clonar a voz de alguém e de repente ela olhar e falar putz, isso aqui é um produto legal, vou levar pra dentro da minha empresa. Vou falar com o meu chefe pra ele dar uma olhada. Então a grande sacada da Eleven Labs é ter esse produto que é um produto de muita qualidade hoje.

Eduardo, mas eu acho que... Desculpa, Thiago. Eu acho que você está... De todos os GTMs que tem, eu acho que você está num ponto muito bom, né? Aqui no Brasil. Porque o que eu olho? Que independente do que a gente testou, a gente começou a fazer alguns testes. A gente tem uma vontade de explorar o mercado americano também.

Então a gente começou a fazer alguns testes com vocês com as vozes em inglês. Assim, em português tá bom pra caramba, em inglês tá absurdo. Então a gente chega num nível de detalhe muito melhor, em uma naturalidade que realmente é muito difícil distinguir do que é uma voz humana. A latência é menor também?

Não, aí entra em... Não, é muito parecida, muito parecida. É mais a ponta de naturalidade, a gente notou diferença. Só que, cara, quando a gente vai pro mercado americano, por exemplo, e a galera que tá fazendo o que você faz aqui e lá, eu acho que isso tem um desafio e eu queria saber de você. Que é o quê? Por exemplo, você pega a nova Sonic da Amazon aqui. Se você tem a série em português, cara, tá bem atrás hoje. Tá bem aquém do que a gente espera pra poder colocar pro nosso cliente e a gente não tá colocando.

Quando a gente olha pra como ela tá em inglês, ela não tá como vocês estão. Só que eles atingiram um good enough, sabe? Cara, é bom o suficiente. Como que vocês estão lidando com isso? E você tá prevendo isso chegar no Brasil também? Tem um negócio interessante que na época da meta tinha uns pôsteres e tinha um que dizia...

done is better than perfect. E eu acho que muitas empresas americanas ainda seguem um pouco esse raciocínio, que assim, é melhor entregar e deixar do jeito que está. Na Level Ames eu vejo que é muito diferente. A gente tem um foco realmente em ter muita qualidade. Então a gente estava num processo agora no Brasil para tentar localizar 100 vozes, com 100 sotaques diferentes para a gente poder ter uma base de dados mais robusta.

No Brasil de vozes. Por quê? Muitas das vozes que a gente tinha eram vozes que eram de outros idiomas que eram trabalhadas pra falar em português. Então, o que a gente fez? A gente pegou e mudou isso, a gente vamos trazer vozes locais e treinar nosso modelo em cima da nossa voz. Eu fiz semana passada uma apresentação e a MC do evento foi um avatar criado na Eleven Labs que falava o sotaque nordestino leve. Quando que vai lançar isso?

A gente já tem, já. Mas todos os sotaques... O projeto a gente tá ainda fazendo a gravação das vozes, mas a gente já tem... Essa é a pergunta que eu quero fazer. Elas são sintetizadas ou são pessoas de verdade? O nosso foco, eu pelo menos dentro do marketing, é trazer pessoas reais. Por quê? Porque a gente tem dentro da nossa plataforma o nosso marketplace de vozes.

Onde as pessoas conseguem comprar, as pessoas conseguem disponibilizar a voz e ganhar royalties em cima dessa voz. Então eu posso ser um locutor e gravar minha voz em português, mas ele pode ter alguém nos Estados Unidos fazendo uso da voz dele e ele ganhando dinheiro pra isso.

Então, ano passado, se não me engano, a gente pagou quase 11 milhões de dólares só em direitos de uso de voz. Você já pensou em ter uma startup inovadora que trabalha a prospecção de clientes sendo sempre seu beta teste e lançando tudo primeiro pra eles?

Pode ser, pode ser uma boa. A gente tem um projeto, cara, por que eu te pergunto isso? Porque a gente ia começar a fazer dentro de um projeto que a gente tem, é uma hipótese e tal, que não vou abrir aqui ainda. Mas eu ia precisar de todos os sotaques, entendeu? A gente tava olhando pra isso e como que a gente ia gravar, ia ser difícil pra caramba, não sei o que. Mas se você vai lançar isso, a gente que... Se puder, eu gostaria muito do seu beta testa, da solução, porque eu tenho um olhar muito bom.

Essa foi uma ideia que a gente teve no final do ano e a gente está já avançando para ter esse projeto 100% funcional já. Então, a ideia é a gente começar a captar essas vozes, fazer gra... Porque qual que é o grande desafio? Da mesma forma que quando eu estava na futebol, que era aquele app de futebol, qual que é o grande desafio?

Quando você vai gravar a voz de uma pessoa, a pessoa, quando o cara tá lá, o filho tá jogando futebol e a mãe vai gravar, ela tá com o celular ruim, atrás da grade, e não consegue filmar nada. Tremendo e gritando, né? Aí quando você fala, eu preciso fazer um processo de trazer vozes de qualidade pra plataforma, qual que é o grande desafio? O cara não vai ter um microfone bom, não vai ter um estúdio, então a gente vai começar a fazer o quê? Tentar fechar algumas parcerias com estúdios pra poder fazer essa gravação.

Até a minha voz, eu acho que ela não é tão boa por causa da qualidade da gravação dela. E esse é o grande desafio. Hoje o vídeo podcast deu, né, pra fazer e tal. A do Thiago não ficou 100%. Não parece tanto eu. A que a agência de marketing usa com a minha voz é melhor do que a que vocês usam. A que a gente não usa mais a sua voz. Tá lá. A gente tem voz mais bonita. É que da mesma forma que hoje a tecnologia como software tá avançando cada vez mais...

O acesso ao hardware, no Brasil pelo menos, é cada vez mais difícil. As pessoas têm o celular, mas tem celular antigo ainda. Não vai ter um microfone profissional pra poder fazer a gravação da voz. Então a gente tem que levar também um pouco disso pra frente. Edu, tem uma pergunta pra você nessa ponta de clonagem de voz. Por exemplo, a gente tem umas... A gente tava no final do ano, eu e o Petro, a gente tava trabalhando e tal.

A gente começou a fazer algumas brincadeiras, né? Então a gente achou um repositório, adaptou um código pra fazer um deepfake de foto. Então eu fiz assim, eu subi uma foto do Thiago e eu saí ligando pros executivos da empresa com a cara dele, só que de topete e óculos de oncinha. Isso daí não dá a demissão, não? A gente...

Isso aí deveria dar demissão. Faz parte da tiquíra. Tá gravado aqui. Aí eu saí ligando pra todo mundo, mandando foto, trocava a minha cara pra gente. Mas dava pra ver porque, pô, tava de topete e tal, né? Não, eu tava de olho azul, pô. É, de olho azul. E óculos de oncinha. O Thiago parece um designer.

Cara, mas assim, brincadeiras à parte, o tio Ben fala pra gente, com grandes poderes temos grandes responsabilidades. Hoje, por exemplo, se a gente for fazer um deepfake de voz e etc, a Eleven Labs é o melhor lugar pra fazer isso. Então a gente começou a prospectar com a voz do Tiago, uma época e tudo mais. Até um dos criativos é esse, a gente prospectando com a voz dele. Como que a Eleven Labs trata hoje a possibilidade de eu poder fazer a mesma coisa pra passar um golpe, por exemplo? Uma boa pergunta.

Hoje, tipo assim, quando eu subia minha voz pela primeira... Não sei como é que vocês faziam subir a API, mas quando eu subia minha voz pela primeira vez, tipo, ele exigia que eu fizesse uma gravação falando eu autorizo com um texto bem específico lá em vários idiomas. É, e não só isso. Dentro da Eleven Labs hoje, a gente tá 100% de acordo com a LGPD, de DPR na Europa, e as nossas vozes, elas têm como ser rastreadas e a gente pode ir atrás da pessoa que criou a sua voz. Sério? Ah, legal, legal. A gente tem o watermark da voz. O que é isso?

alguma coisa que tem no áudio ali que eu consigo identificar que foi criado no Eleven Labs. Então a gente consegue fazer todo esse processo reverso pra poder chegar na pessoa que criou a voz. Então hoje, assim, a nossa...

Grande certeza de ser uma empresa que tem esse foco no desenvolvimento realmente da voz é garantir que tudo que esteja ali seja realmente 100% de acordo com a lei. Cara, e o que eu tava pensando, essa eleição vai ser uma loucura, você concorda? Cara, eu tava vendo uns vídeos na página do Flávio Bolsonaro que aparece o Lula, o Alexandre de Moraes e tal. E são animações, obviamente, que não são os caras. E assim, beleza, ali é uma animação que ele mostra fazendo uma narrativa.

Mas o quanto que o Nego não vai lançar de coisa fake? Tem um monte, cara. De declaração que não é real. Então, áudio, entendeu? Áudio do cara falando uma coisa que não é. É, áudio do Alexandre de Moraes. Não, não, Polícia Federal interceptou. E tudo mentira, cara. E essa é a grande diferença. Porque hoje, a maioria desses deepfakes vão vir de plataformas que são plataformas perdidas de algum lugar aí. Agora, empresas que são mais sérias, ainda mais empresas que vêm...

da Europa, que a GDPR já faz um tempo, é muito mais difícil. E aí tu faz o traceback e chega no cara que... Chega no cara. Agora... Que foda. Eduardo, voltando para a camada de business, né, cara? Em 2025, vocês reportaram 330 milhões de dólares de receita recorrente. Cara, como é que é o papel do Market B2B nesse crescimento e um pouco de como funciona o funil de vocês e até mesmo com clientes que vocês estão mais focados?

É, hoje assim, qual é o nosso grande papel ali? É a gente realmente entender qual é o nosso público, então a gente tem pessoas no mundo inteiro, eu fico a cargo da parte do Brasil, e a gente tentar trazer esses leads via inbound.

fazendo desde webinars, então comunicando como se usa o produto. E eu acho que essa é a grande vantagem de ter pessoas que têm um perfil técnico. Eu posso fazer um webinar e explicar como é que a plataforma funciona. Eu posso falar da API da plataforma. A gente lançou uma integração com o WhatsApp.

vai fazer uns quatro meses e eu fiz o webinar explicando como fazia. Porque eu tenho esse conhecimento pra poder passar isso. E é super legal porque cada webinar nosso tem mais de 200 pessoas normalmente. Então a gente consegue fomentar também... E vocês fazem captura de leads, divulgação desses webinars por onde hoje? Por a LinkedIn. É muito focado nesse boca a boca digital. Você tem um ICP definido? Não. Você tem um perfil de clientes que vocês estão focando mais ou não?

A gente tem na parte de agentes, mas o nosso foco maior realmente é muito na parte de atendimento, educação. Então, aonde a gente consegue ter essa integração de voz de uma forma mais automática. E como é que você... Mas a gente tem a parte criativa, por exemplo, onde a gente tem criadores de conteúdo que já dublaram o próprio conteúdo em 22 idiomas. O cara quer expandir, o cara faz vídeos dele jogando.

E ele falava só em português, ele resolveu que precisava expandir. Ele fez o quê? Usou Eleven Labs e conseguiu criar 22 vídeos novos em outros idiomas. Não, eu tô vendo muita gente fazer grana com canal Dark, 100% Eleven Labs, com animação. E, cara, tipo assim, isso vai ser uma coisa de louco. Mas hoje, por exemplo, o que é uma oportunidade qualificada pra vocês? Assim, é volume de chamada, é tamanho da organização? O que vocês classificam como sendo um lead relevante?

Cara, eu acho que é muito o volume, com certeza, de voz. O volume de uso de voz, né? Então, volumetria, né? É muito focado na volumetria e também no caso de uso, né? Como que vai ser desenvolvido o caso de uso? Porque tem muitas vezes que é...

É muito mais complexo. Eu queria fazer uma aposta ao vivo com o Eduardo aqui, valendo um jantar onde você escolher. Olha lá, hein? Vamos. Tem cara que conhece um lugar caro. Olha lá, faz isso comigo. Cara, olha, eu truco que não tem um cliente da Eleven Labs que faz mais ligação proativa que a gente no cenário de vendas.

Olha só, só o ambiente da Growth, mês passado, eu não sei quantos minutos deu isso, mas eu olhei da última vez, a gente fez 136 mil chamadas, só o nosso ambiente. Quando a gente soma, há dois meses atrás, pela primeira vez, a Prospect AI passou o Jesse Engage. Jesse Engage, a gente tem 600 clientes ativos, a Prospect AI a gente tem algo próximo de 100. Só que, aqui são humanos, aqui são agentes. Quanto total de chamadas nós fizemos no ambiente e...

Cara, se a gente for pegar o total de minutos falados, que é essa que é a métrica que a gente mais controla, que pra mim faz bastante sentido, a gente tá falando de mais de 300 mil minutos falados dentro do nosso ambiente de SDRA. E isso superou a ponta de humanos que bateu o tag perna. E aí, o título é nosso?

Eu não posso falar nada. O meu time de PR disse que eu não posso me pronunciar. Meu time de PR me disse que eu não posso me pronunciar. Ela com uma plaquinha assim. O microfone para de funcionar. No próximo quadro eu faço uma pergunta e não tem ninguém lá.

E a taxa média de assertividade reduziu bastante usando agentes de AI, mais do que o atendimento humano? Desculpa, eu não entendi a pergunta. Taxa de assertividade... É, o volume, o tempo médio, numa chamada, ele reduziu bastante usando agentes de AI, ou vocês ainda têm mais ou menos pau a pau? Eu nunca fiz essa comparação. Eu também não. Mas era um bom estudo. O que a gente sentiu, de tempo diminuto, a minutagem, o que a gente sentiu é que a taxa de conversão...

quando a gente acerta que é um jogo, né? que a gente tem que acertar a cadência as atividades da cadência com o prompt do agente não só o prompt do agente na nossa plataforma, porque o system prompt a gente já fez com

essas duas coisas, né? A cadência com o prompt. Quando a gente acerta isso, a gente tem taxa, a gente pode ter taxas de conversão maiores. Por quê? Porque, cara, imagina só, uma ponta que eu acho interessante. Tiago, você está na ponta de venda já tem quanto tempo? 15 anos. 15 anos. Quantos SDR sêniores você conhece?

Só de Big Tech global que tem salário superior a 18 mil reais por mês. Mas é muito difícil, né? Você achar no mercado comum aí. É muito difícil. Então, cara, eu já encontrei algumas pessoas que viam o SDR como uma carreira. Até pessoas mais velhas, assim, que gostam muito. Mas hoje em dia o cara quer virar closer. É, mas a mulher cada nova, inclusive isso é uma boa tese pra quem quer contratar SDR, trazer pessoas mais velhas, que elas querem mais estabilidade. O cara novo, ele quer crescer, né?

E o que a gente pode, o que a gente começa a ver, cara? Que a nossa, a IA do jeito que a gente formatou ela, tem duas coisas. Quando a gente coloca uma, a gente colocou uma feature lá de auto aprimoramento. Então depois de 50 e tantas chamadas, ela vai analisar e ela faz um auto aprimoramento no próprio prompt.

Ou a gente mesmo começa a olhar a taxa de conversão, faz uma análise humana e vê como que a gente pode melhorar isso. Quando a gente acerta isso, a nossa taxa de conversão aumenta, por quê? O que o SDR faz? Se ele liga para você, tipo, o espectando, você fala assim, cara, não posso falar, estou almoçando. Ah, desculpa, vou te ligar mais tarde, qual que é o melhor horário?

A nossa não, cara. Ela responde o cara, entendo que você está almoçando, mas vou ser bem breve. Pode fazer três perguntas? Então, pode ser outro horário. Ela falou, não, outro horário eu sei que funciona, mas como que está tal coisa? Ela sendo insistente, a gente começou a ver uma melhoria na taxa de conversão.

Então, na assertividade dela, no sentido de ir direto ao ponto, etc., eu não sei te responder agora. Mas na taxa de conversão, quando a gente acerta esses dois pontos juntos, ela tende a se performar melhor. O nosso time humano bate uma média entre 3% e 18% de taxa de conversão de lead para reunião agendada. A IA, ela bate 35%, 36%. Eu já vi bater 42%.

Em muitos atendimentos também tem o TAM, tempo de atendimento médio, que é de quanto você consegue reduzir do humano para a AI, para entender se você consegue converter também de uma forma mais rápida, fazendo uso da AI, porque a AI acaba sendo muito mais assertiva em alguns pontos. Ela está conectada com a base de dados, ela não precisa parar de falar para poder buscar. Então, isso acaba também reduzindo bastante. Isso é bem interessante. O nosso lead response time é mínimo.

cai, ela já liga. Mas você não acha que a gente tá no top 10 não, cara? Não sei, não tenho ideia. Não tenho ideia. Mas se você tivesse... Se você tivesse ideia. Se não tivesse gravando agora. Mas, cara, assim, a gente tá muito feliz com a parceria que a gente tá construindo.

o nosso propósito é mudar a vida dos empresários então a gente sabe o quanto é difícil no Brasil contratar, pagar, treinar e não tem jeito, cara nos nossos SDRs a gente desistiu de trazer SDRs, a gente forma os nossos SDRs porque não tem no mercado mas assim, um dos grandes desafios que a gente percebe quando a gente fala sobre assertividade, a gente teve um puta desafio de GTM, eu foquei muito no digital em trazer lead, volume, a gente conseguiu fechar contas muito importantes, muito estratégicas então hoje a gente atende empresas como Genial como Localiza e... e...

como Cirela, como Grupo Acelerador, estamos numa POC dentro da Totos, então, a gente conseguiu usar muito da minha visibilidade, da nossa credibilidade pra trazer esses clientes grandes, mas o maior desafio é processo. A maior parte das empresas não tem processo ou não acompanha. Cara, a gente pegou um caso de um cliente que gastou quase 40 pau de ligação com a gente, que subiu uma base com quantos mil leads? Pô, cara, absurdo.

e ele não tinha o primeiro nome, ele botou olá amigo. Era mil e poucos, cara. Não, era meu amigo. O primeiro nome era meu, o segundo era amigo. Pra mil e quinhentas cabeças, cara. E aí, puto, que não funcionou. É complicado. É porque são três pontas, né, cara? É processo, ferramenta e pessoas. A gente, você também está na ferramenta. Fala pro cara, né? O Tiago mesmo fala desse jeito, eu acho sempre do risado. Mas cara, se tu compra uma Ferrari e daí na hora de pôr gasolina, você prefere mijar dentro? Não tem como ela andar rápido, né?

Então, é esse ponto. Às vezes o cara tá com o processo lá todo torto, todo complicado. E o SMB tem muito isso, cara. Ele compra a IA como sendo a salvação dele, entendeu? Quando, na verdade, ela não é o salvador, ela é o acelerador. Primeiro você tem que ter o processo rodando, depois você acelera. E a falsa expectativa, né, cara? Que, assim, independente do que você fala pro cara, às vezes, ele acredita...

friamente, que ele contratou por seis mil reais por mês o Tiago Reis pra operação dele. Pra ser o SDR, né? Falar, porra, mas é a EA do Tiago. Eu falei, rapaz, mas é a EA do Tiago, não é a EA de Jesus, entendeu? Mas eu acho que esse é um dos grandes desafios, né? Porque hoje, por AI estar nesse hype, AI é a solução pra tudo.

E esse que é o problema, porque assim, não é solução pra tudo. E é muito fácil vender. Não é solução pra tudo ainda. Muitas vezes o problema não é ferramenta, é processo. A ferramenta vai te ajudar a melhorar o teu processo, mas se você não resolve o teu processo, você não anda. Você não anda, você não consegue sair do lugar. E até na ponta das pessoas, né, cara? O que a gente viu? Tem um cliente nosso...

que estava muito parecido com a gente de ter uma operação híbrida no começo, né? Ele falou, cara, vou começar aqui com os teus S10, mas não vou desligar todos os meus e tal, mas vai fazer parte, né? É um gestor híbrido que estava ali, que agora a gente tem isso daí, os caras que cuidam de agentes, de AI e de pessoas também. E o que a gente viu? Que a gente estava tendo um sucesso muito grande com esse cara.

E aí chegou na minha mesa lá, risco de churn. Aí eu falei, pô, se esse cara vai churnar, todos os outros vão também, né? Porque é um dos melhores clientes que eu tenho, então deixa eu ver o que tá acontecendo. Beleza, a gente foi lá, liguei pra ele e tal. Ele falou, olha, eu vou abrir pra você. O que aconteceu, cara? Os S10 estavam com medo de serem mandados embora.

Os closers estavam na ponta, porque os SDRs e a AI agendavam para os mesmos caras. Os closers na ponta, para não foder com os amiguinhos deles, fizeram o quê? Fizeram, ah, vamos priorizar as agendas dos humanos. E aí as da AI, eles ou davam no show, ou caíam, ou não sei o quê, porque a taxa de conversão dela não podia ser tão boa quanto a dos caras. Aí o que aconteceu? Pô, cara, é um motim que surgiu ali e aí não existe. Então, culturalmente, eles não estavam prontos para ter a nossa ferramenta ali dentro, entendeu? Não.

Então essa é outra ponta. Processo, ferramenta e pessoas. Agora, indo pra marketing, Eduardo. Cara, assim, eu sou o louco da IA, né? Cara, meu cartão de crédito de IA deve estar quase uns 10 mil. É absurdo, é absurdo. Cara, lovable, eu fui top o quê? Top 3 do mundo? É, o Thiago ficou, ele começou a usar quando foi em outubro, ele ficou no top 10% de quem mais usou no mundo. E ele teve de outubro a dezembro. A galera ficou na frente dele. Férias na República Dominicana.

Meu cheiro colou, lobo, bobo. Meu irmão era piscina pinacolada e lobo. E lobo, bobo. E quando tu olha o consumo da Grove, cara, é noventa e tantos por cento ele. Ele. Aí que aconteceu, cara. A gente fez esse desafio, a gente trouxe muita gente, mas eu tive ainda muitas pessoas que não participaram, que não tiveram ao vivo e a gente pensou, cara, o que a gente pode criar para resolver?

pedi o contexto do problema, joguei no cloud, eu tenho o Thiago Reis Copywriter, treinado com a minha cabeça, com os meus posts e com os melhores livros de copy, joguei, ele deu a sugestão de criar um evento presencial, eu falei, desenvolve a copy, a big idea, a oferta e o evento presencial, gerou. Eu não li, copiei, colei e joguei dentro do Lovable, joguei dentro do Lovable, publiquei, meu time foi vender. Aí eu falei, esse cara, gente...

vocês tem que tomar cuidado comigo, vocês tem que revisar as merdas que eu faço quando chegou no dia do evento, me entra a diretora de CES falando assim, Thiago, quem que vai pagar o almoço dos clientes? Eu falei, ninguém, não tem almoço olha o rodapé do site hahaha

Muito bom, cara. O Lovacom tomou a decisão que tinha o almoço. Eu falei, não tem. Que ia ter o almoço. E o jantar? O jantar foi o que você escolheu. O jantar foi. É porque eu criei três planos. Eu criei um plano de 497, um de 997, e um de 2497. E 2497 a galera tinha direito a um jantar comigo. Mas aí eu fiz um pitch do livro e o livro pagou o almoço. Essa é a vantagem de ser bom de venda. Cara, o que você está usando de IA e como é que é a tua estratégia de marketing B2B dentro da Eleven Labs?

Onde você está investindo? Que frente você está abrindo? Quais são as estratégias que você está fazendo?

Bacana, eu acho que o que eu uso hoje muito, eu uso o Cloddy também, da Anthrop, que é um negócio absurdo. É o meu preferido. O co-work é assim... Eu só tô com medo de tá ficando burro, sabia? Você não tem esse medo às vezes não, cara. Eu acho que não, porque eu uso pra tarefas mais repetitivas. Então eu gosto de fazer algumas coisas do tipo...

Tenho essa cadência de e-mails aqui gigantesca que eu já recebi. Eu preciso, de alguma forma, entender o que está acontecendo. Eu peço para ele resumir para mim. Eu pego e dou uma olhada. Ele está conectado no meu Gmail. Eu preciso fazer... Pegar um grupo do Slack e trazer um resumo do que está rolando. Então, ele pega. Todo dia de manhã, ele me manda um resumo. Como a gente trabalha numa empresa, que o nosso headquarter fica em Londres, então rola muita coisa na hora que eu estou dormindo. Eu pensei que fosse São Francisco.

A gente tem em Nova York, que normalmente... A gente tem o escritório em Nova York, tem em São Francisco, mas a maior parte das pessoas tá em Londres. Então o mate tá em Londres também. Então a gente tem esse fuso. Então o que eu faço de manhã? Eu recebo um resumo de tudo que aconteceu enquanto eu tava dormindo. Então isso já me garante ter as informações ali na mão. Muitas vezes ele já me dá algumas coisas que eu posso ter de tomada de decisão.

Preencher formulário, que eu preciso preencher, eu uso muito. Eu uso muito, ele consegue pegar as informações que estão no e-mail e já preencher formulários. Toda a parte de tradução de material e localização de material eu uso bastante também. Então a gente tem white papers que precisam ser traduzidos e localizados, porque...

White Paper não adianta só você traduzir. Você tem que localizar e dar um case local do que está rolando no Brasil. Então, eu uso muito para poder fazer isso também. Então, isso acaba acelerando bastante. Muitas vezes, preciso decidir qual o próximo webinar que eu vou fazer, qual é o target que eu quero ter para esse webinar, eu uso o Clod para me ajudar. Porque aí ele conecta na nossa base também para extrair essas informações. Eventos presenciais você tem feito ou não?

A gente tem feito bastante. A gente fez na semana passada um no cinema. Eu aluguei uma sala no Kinoplex pra poder falar não só da Eleven Labs, mas falar do futuro de AI no Brasil em 2026. E foi super bacana. A gente teve o Diogo Cortis, o Léo Cândido, né? Falando de...

do cenário, o Diogo trazendo uma visão muito mais acadêmica da AI no Brasil, o Léo trazendo essa parte mais de negócio, o Bruno Bloch, que é dono do Pipocando, do canal Pipocando, ele tem uma agência criativa de AI também, que só faz criação publicitária com AI, ele veio falar do processo criativo dele, a gente teve cases de clientes, a gente trouxe um painel com o Venture Capitals, que foi super bacana, por que eles estão investindo e como eles estão investindo em AI. Quando as pessoas se levam,

200 pessoas. E a gente teve mais de 1.200 pessoas no waitlist. Foi super bacana, porque foi no... Você quer falar de inovação e quer falar de criatividade, em vez de sentar numa sala ou no ballroom de um hotel, trazer a galera pra um cinema faz toda a diferença. Porque aí você vai falar realmente de criatividade. A gente trouxe o nosso criativo pra falar do Flows.

Então, o cara que senta lá e mora em Paris, a cara da Eleven Labs no YouTube é ele, né? O Alec, ele veio falar de criatividade, mostrar como é que ele tá usando a plataforma pra poder fazer toda a parte criativa dele. Então, eu acredito muito no evento presencial, mas não no evento presencial de você ter seu stand ali.

E ficar distribuindo panfleto. Porque quando você faz isso, a maioria das pessoas que vão nesses eventos vão pra pegar brinde. Então você acaba se distribuindo, gerando um monte de lead que não converte em nada no final. O teu time de vendas acaba tendo que ficar dois dias direto num evento e isso é prejudicial.

Então, o meu foco é ser muito mais assertivo nesse tipo de evento. Se a gente vai patrocinar um evento, a gente tem que... Eu sempre brinco com as pessoas quando me falam de patrocínio de evento, eu falo, eu não quero ser um patrocinador, eu quero ser um parceiro de negócio. Então, assim, eu posso até te pagar pelo patrocínio, mas o que eu consigo ter em troca também? O que eu consigo adicionar de valor que a Eleven Labs pode trazer de valor para o teu evento?

Então, a gente vai ter um evento agora, nos próximos dias, que toda a transcrição das palestras vai ser feita via Eleven Labs, de forma automática e real-time. Então, todas as palestras vão rolar, a gente vai capturar e já vai mandar para o evento todos os textos. Então, eu acho que essa é a sacada.

Você tem que mostrar como o seu produto funciona também dentro desses eventos, e não só ficar distribuindo panfleto. Sensacional. Você acaba perdendo muito tempo. E, cara, qual é o tamanho do time no Brasil? O que vocês têm de estrutura? Nós estamos em 12 pessoas, eu de marketing, a gente tem uma galera cuidando da parte de vendas, e um engenheiro, para poder ajudar na implementação aqui. Legal, legal.

Então, assim, cara, tem um boato aí que eu sei que provavelmente você não vai poder afirmar se é verdade ou não. Tem como tirar o salário. É time de piada. Mas, né, tem um... Dizem que a Eleve Labs está mirando um IPO, né? Cara, o que muda quando uma empresa de IA desse tamanho se torna pública, na tua opinião?

Cara, bacana. Eu fui pré-IPO do Facebook, né? Eu entrei antes do IPO do Facebook. É mesmo? Aí ele vai falar, se eu tiver Stock Option, eu fico rico. Eu fui pré-IPO do Facebook. Eu acho que, assim, o que muda muito, quando você tá numa startup, você consegue focar muito no crescimento e esse ser o seu principal driver.

Então, eu vou fazer as coisas focadas no crescimento, eu vou entregar produtos, eu posso testar e errar muitas vezes, acertar muitas, mas errar também muitas vezes, porque faz parte do jogo quando você está crescendo. Quando você passa para um IPO, a tua chance de poder errar é um pouco menor, porque você vai ter todo um processo de auditoria ali, de verificações, e isso acaba sendo...

Prova que a empresa chegou num nível de maturidade que ela tem que se preocupar muito mais com os erros também. Tem que ter mais acertos do que erros. Eu lembro que na época da meta a gente podia testar muito mais. A gente podia inovar muito mais. E aí a gente acaba entrando numa balança que se você não inova, você não cresce. Só que você tem que inovar, mas com muito mais cuidado. Então você tem que tomar muito cuidado na hora de inovar. E eu acho que isso acaba fazendo com que a empresa amadureça também.

Legal. Cara, pra gente fechar, Eduardo, que conselho você daria pra uma startup que usa a voz, que tá buscando virar uma big tech global e que tem como parceiro o Eleven Labs? Cara, pra onde você olharia se estivesse no nosso lugar, pensando na gente virar a solução de vendas do Brasil e posteriormente do mundo?

Continuem comigo, Lerão. Continuem usando a leve. Não falem com o nosso time de vendas. Não, eu acho que a grande sacada é muito disso que eu tava falando. De você conseguir passar pras pessoas uma voz natural, mas você não necessariamente precisa dizer que aquela voz é uma voz humana. Ela pode ser uma voz sintética.

As pessoas entenderem que é uma voz sintética, mas elas conseguirem receber isso de uma forma positiva. Quando você consegue entregar um serviço de qualidade, tanto faz se a voz vai ser sintética ou 100% humana. E eu acho que o humano ainda vai estar muito envolvido no processo. Então eu acho que a grande...

A grande questão é sempre ou um ou outro, e eu acho que os dois acabam andando juntos. Você ter um atendimento humano, mas você ter um atendimento que é por AI, mas que é humanizado também. Isso faz toda a diferença. Bom, você que chegou até aqui, pode dar um print na tela agora, vai lá nos teus stories, joga.

arroba Tiago Reis com TH tudo junto, arroba e Vila com dois L's, e Vilauba, e tem um arroba da Eleven Labs Brasil? Da Brasil não, só do Global, que é arroba Eleven Labs, arroba Eleven Labs, arroba Alexandre Clepa.

E arroba Growth Machine BR, todo mundo que fizer isso vai ganhar um presente e uma DM. E arroba Growth Edge também. E arroba Growth Edge, nossa BU de inteligência, nossa empresa de inteligência artificial. Eduardo, cara, muito obrigado por ter participado desse episódio. Pra gente é uma honra caminhar do lado da Eleven Labs, vamos fazer mais coisas juntos. Imagina, o prazer é todo meu, obrigado. Pro topo, galera. Vamos nessa.

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