Importância do exercício ANTES e DURANTE a Gravidez - Episódio Especial DIA DAS MÃES
Você já se perguntou se deve continuar se exercitando durante a gestação? 🤔
Tagueie alguém que precisa ouvir isso!
Hoje, a conversa no nosso podcast é sobre a importância do exercício físico durante a gravidez. Cada gestante é única e traz uma história diferente, e é fundamental reconhecer que a atividade física pode ser adaptada a cada uma. Ao longo do episódio, vamos compartilhar experiências reais de mães que treinaram durante a gestação e discutir como isso impactou sua saúde mental e física.
Exercício não é só sobre o corpo; é sobre empoderamento e autonomia. Vamos desmistificar a ideia de que grávidas precisam parar tudo e explorar como manter-se ativa pode ser benéfico.
Afinal, cada uma de nós tem desafios e conquistas distintas. E se você está grávida ou conhece alguém que esteja, essa conversa pode fazer toda a diferença.
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- Exercício na GravidezImportância do exercício antes e durante a gestação · Adaptação do treino para gestantes · Benefícios físicos e mentais do exercício · Cuidados e precauções durante o treino · Experiências de mães que treinaram
- Excesso de informaçãoOpiniões conflitantes de profissionais de saúde · Críticas e julgamentos sobre treinar grávida · Filtro de informações em redes sociais e grupos de mães · A importância de profissionais qualificados
- Preconceito e Julgamento SocialOlhares e comentários invasivos em academias · Críticas de pessoas sedentárias a gestantes ativas · O corpo da grávida como domínio público · A autonomia da mulher sobre seu corpo e saúde
- Gestão de RiscosDiabetes gestacional · Pré-eclâmpsia · Relação entre exercício e prevenção de complicações
- Autocuidado e AcolhimentoExercício como ferramenta para bem-estar mental · Empoderamento através da atividade física · Lidar com a pressão social e expectativas
- Desafios da MaternidadeA importância de grupos de apoio e amizades · Compartilhamento de experiências entre gestantes · Sentimento de solidão na maternidade
Fala time, sejam muito bem-vindos, bem-vindos e bem-vindes a mais um episódio do Posto 8, o podcast do TDS. Meu nome é Bruno Rosa, vocês me conhecem como Sapo e hoje é episódio especial...
Dia das Mães. E aí, hoje, a conversa é sobre exercício durante a gestação. É um tema que envolve saúde, corpo, autonomia, medo, opinião alheia e muita informação e desinformação circulando por ambos os lados. Como eu estava falando aqui com as meninas...
compartilhando com vocês a ideia que, diferente dos outros episódios do Posto 8, não é trazer um artigo, comentar algo do gênero, hoje a ideia é uma conversa. Não é pegar o tópico gestante e botar...
numa única coisa só, porque cada gestante é diferente, cada uma de vocês é diferente. Então, a ideia aqui é conversar, trocar experiência de como o exercício pode aparecer nesse período, quais cuidados importam, como lidar com o excesso de informação e também um tanto de coisa que muita gente fala aí, e não só fala, fala com olhares, com comentários, perguntas sem noção.
E aí, quando eu tive essa ideia, foi porque a Luana, que está agora com 34 semanas, contou uma coisa para a gente, que ela até falou aqui no WhatsApp para mim, e eu vou compartilhar com vocês. Então, eu chamei também para participar três pessoas maravilhosas, cada uma numa fase diferente. E isso que eu acho interessante, eu vou deixar cada uma delas se apresentar, falando, tipo, nome...
quantas semanas está na gestação ou até quantas semanas foi treinando durante a gestação. O que mais eu quero saber de vocês nessa apresentação? Qual era a sua relação com o exercício antes da gravidez, se e como ela mudou durante esse período? Então, eu vou começar na minha ordem aqui de lado, cima, lado. O que está do meu lado primeiro é...
Nath, vai Nath. Oi gente, tudo bem? Aqui é a Natália, ou Nath, né? Mais fácil. Tô na semana, amanhã eu completo 26 semanas de gestação, minha primeira gravidez, então entrando no terceiro trimestre agora. Relação com treino. Treino já há bastante tempo, com o Bruno já acho que desde 2020, 2021, começo de pandemia, não foi?
Acho que sim. Diferentes cenários também, né? Começamos em casa, mudamos para a academia, voltamos para casa agora com a gestação e continuamos aí no exercício físico. Acho que super importante antes, depois, durante, em todas as etapas, né? Para mim foi um pouquinho complicado também no começo que eu tive que fazer muito...
não podia fazer exercício físico no meu primeiro trimestre, então foi um pouquinho de um hiato, mas depois voltamos agora no segundo e terceiro e entrando no terceiro agora e exercício duas vezes por semana. Acho que é isso. Boa! Quem está em cima? Mari. Oi, gente. Meu nome é Mariana.
Eu tenho dois filhos, o Lucas, que tem três anos, e a Cristina, que tem dez meses. Nas duas gravidezes, eu já sou aluna do Sapo desde 2014, desde antes até da ideia do Lucas e da Kiki existirem.
Então, assim, eu já treinava com ele antes, eu continuei treinando nas duas gestações. Na verdade, na gestação da Kiki, nessa última agora mais recente, eu me mudei, né? Eu tava morando fora do país e eu me mudei pro Brasil enquanto eu tava grávida. Então, até organizar tudo aqui e tal, teve uns mesezinhos aí de hiato nesse meio tempo sem malhar.
E os dois... Não, o Lucas foi treino em casa, porque a gente tinha uma academia legal em casa, a gente conseguiu montar com o pezinho, remo, tudo direitinho. E aí, agora, a Kiki foi na academia.
E acho que é isso. Carolzinha, foi. Olá, eu sou a Carolina Campos, eu tenho 37 anos. Eu faço crossfit há 8 anos. E paralelamente eu treinei com o Bruno em algumas ocasiões, quando fui fazer meia maratona, quando... Antes de engravidar eu estava treinando com ele. O Bruno, inclusive, foi uma das primeiras pessoas que soube que eu estava grávida. Antes de muita gente, porque eu também tive que parar no...
no iniciozinho e eu treinei até a véspera, literalmente, eu treinei até sábado e meu filho nasceu no domingo. Treinar durante toda a gravidez para mim fez toda a diferença, sempre quis, sempre foi um sonho. Eu falo que as mães sonham com o quartinho, eu sempre sonhava em treinar, não ter que parar durante a gravidez. E graças a Deus eu consegui.
Boa. E aí, eu acho que a primeira coisa que a gente tem para passar para as outras pessoas, e eu como profissional de educação física, só costurando o meio que vocês falaram,
é que, e a gente falou isso aqui antes também, cada uma de vocês é diferente, cada uma de vocês tem uma história diferente, teve alguma coisa diferente, na gestação tinham sonhos diferentes, momentos diferentes, países diferentes, mudanças. Então, eu conheço o Carol desde sempre, o Carol é minha prima, eu conheço desde sempre.
Petru desde 2014, Nath desde 2020, barra 21. Então, treina em casa, treina na academia, se muda do Canadá para o Brasil. Uma está em Brasília, uma está na Holanda. E o que eu quero passar com isso é que não é para botar tudo no mesmo bolo. Treino com gestante não é um bloco só. E assim eu acho que é para tudo na educação física.
E a mensagem desse primeiro bloco para mim é isso. Gestante não é a categoria única. Cada uma vai ter uma história, cada uma vai ter uma situação diferente. E quando a gente fala de exercício na gestação...
Muita gente ainda pensa, primeiro, em risco, como se a mulher grávida fosse uma pessoa extremamente frágil que precisa parar tudo, mas, ao mesmo tempo, também tem esse outro extremo, de uma cobrança para continuar performando, continuar treinando pesado, postando, dando conta de tudo. E eu queria ouvir de vocês.
Em relação a isso também, qual foi ou qual tem sido a importância do exercício na gestação. E se o treino apareceu mais como cuidado físico, cuidado mental, manutenção de rotina, sensação de autonomia, um pouquinho de cada coisa. Microfone aberto para vocês, quem quiser falar. Vai, Mari. Então, eu...
Pra mim, eu sempre fui mais gordinha, sempre tive muita dificuldade de manter o peso e tal. Então, pra mim, a gente sempre foi muito importante, tanto pela questão da saúde mental, da saúde mesmo, mas também a gente tem que levar em consideração que isso é um fato mesmo da estética.
né? Então, assim, pra tentar manter o meu peso, tentar essas coisas, eu sempre tentei seguir com a questão do exercício e, inclusive, treinar com o Bruno. Nossa, esquisitíssimo te chamar de Bruno. Treinar com o Bruno. Mas, gente, não precisa falar Bruno. Pode falar sapo, não tem problema. Treinar com o sapo sempre foi... Vocês estão muito formais, cara. Todo mundo aqui tem história de zoeira comigo. Não tem uma pessoa aqui, entendeu?
Eu não consigo chamar de sapo. Eu não consigo chamar de sapo. Eu só chamo de Bruno. Para mim, eu fui apresentada como Bruno. Carol, eu fui príncipe de 15 anos de Carolina Campos.
Petru, ah, tem o Lucas e Cristina. Eu vi o primeiro beijo antes de casar numa festa do TEDx. Entendeu? Então vamos... Ai, porque aqui... Ah, porra! Fala na moral aí. Tá, então assim, eu treino com sapo.
Desde 2014, como eu falei. Então, assim, já tem bastante tempo que ele me ajudou muito até a mudar a minha relação com o exercício, que realmente antes eu tinha muito isso de focar na estética. E aí com isso foi muito também para a parte da saúde mental, mais a questão do prazer no exercício e tudo isso. Mas enfim.
Pra mim foi muito importante, igual a Carol, o sapo foi uma das primeiras pessoas a saber que eu tava grávida, tanto no Lucas quanto na Kiki, né? Ele soube logo porque eu falei, ó, a gente já tá treinando, vamos seguir treinando, mas agora você tem que saber que o treino talvez tenha que mudar uma coisinha ou outra por causa disso. Mas com o Lucas a gente seguiu treinando desde o comecinho.
Não mudou em nada a minha rotina. Eu continuei treinando duas... Na época era três vezes por semana, eu acho, que eu estava treinando. E continuei treinando. A gente conseguiu manter essa rotina. E foi muito importante para mim. Foi muito bom, porque eu consegui...
seguir e manter uma gestação inteira muito saudável. Todos os meus exames sempre deram ótimos durante a gestação, foi tudo maravilhoso. Na Kiki, a história mudou um pouquinho, porque por causa dessa mudança, eu fiquei um tempo sem treinar.
E aí, a gente não sabe se foi por causa disso ou se é só uma coincidência, mas não dá para ignorar que realmente não teve exercício nesse começo da gestação. E na gestação da Kiki, eu tive diabetes gestacional. Então, que realmente também só foi detectada mais para o final da gestação. E que foi, por acaso, eu voltei a treinar com o sapo e duas semanas depois o exame já deu alterado.
que, obviamente, duas semanas depois, porque é um exame que provavelmente já teria dado alterado antes, mas duas semanas depois a minha glicose deu alterada e aí foi detectada a diabetes gestacional. Então, assim, só para mim aumentou mais ainda.
o quão óbvio é que treinar é realmente importante durante a gestação, né? Porque, pra mim, foi a coisa que fez diferença, foi isso. Porque, da gravidez pro Lucas, pra da gravidez da Cristina, no Lucas eu engravidei quando eu era mais nova, eu era mais magra, eu era mais nova, mas eu engordei mais, eu já engravidei mais gorda, eu engordei mais durante a gravidez.
Então, assim, o Lucas era um bebê enorme e diabetes gestacional normalmente dá bebê grande. Então, assim, no livro, a minha diabetes, a minha gestação que tinha que ser um diabetes era a primeira. A segunda, eu era mais magra, eu engordei muito menos na gestação da Cristina. A Cristina era um bebê que estava sempre no tamanho mais paranormal. E a única coisa que faltou foi o exercício. Então, assim, coincidência, talvez, mas a gente tem que pensar nisso também.
Carol, tu falou que treinou até a véspera do Arthur nascer. E teve algum dia específico durante que tu pensou, putz, ainda bem que eu treinei hoje? E também ao contrário, teve algum outro dia que tu pensou, hoje meu corpo está pedindo outra coisa, não vou ficar de boa e é isso.
Várias vezes. Treinar sempre já faz parte da minha rotina há muito tempo, eu treino regularmente há 10 anos mais ou menos. Mas sim, de fato tem dias que você está muito cansada, principalmente no terceiro trimestre, que você já está imensa, que você está ali se arrastando, mas eu ia, eu ia assim mesmo, porque sempre valia a pena ir.
E até quando o meu esporte era o crossfit, mas quando eu tinha que fazer muita adaptação no treino, ou quando eu não estava muito afim, eu usava a planilha do Bruno como essa opção. Eu tinha uma planilha voltada para mim, para as minhas necessidades. E aí, o dia que eu não estava afim de correr, de fazer lá os movimentos do crossfit, eu tinha essa planilha como opção e eu ia sempre.
Eu acho que eu só deixei de ir quando realmente não dava. A rotina não deixava por causa de trabalho e não por causa de cansaço. Isso aí, o gostar de treinar superava isso e eu acabava sempre indo. É importante, antes de eu chamar a Nath para o próximo tópico, só...
Eu vou tentar costurar ao máximo o que vocês falam, só para eu dar um note. Como profissional de educação física, o exercício pode ajudar na disposição, força, mobilidade, dores, controles de possíveis sintomas, saúde cardiometabólica, saúde mental. Mas isso não significa que ele...
precisa ser vivido também como mais uma obrigação. Encarar é um pouquinho diferente também. Tem uma diferença grande de dizer que o exercício pode ser benéfico e dizer que você tem que treinar para ser uma boa gestante, para ser uma boa manhã, mais um peso que se coloca. Sobre o que o Carol falou, é muito importante... Eu passei isso com a Nath. Deixa eu ver.
40 minutos atrás, que adaptar o treino não é regredir. Adaptar também é respeitar o momento. Eu falo com a Nath porque a gente acabou de fazer uma aula de personal online e eu passei para ela polichinelo adaptado. Eu nem que me deu o meu cabelo. Foi polichinelo adaptado e Sproul adaptado. E no meio do polichinelo adaptado, Nath estava, cara, eu estou sentindo que eu estou dançando aqui. Cadê a Gene Fonda? Sabe? Então, só adaptar o treino não é regredir, gente. Tá bom?
Quer falar sobre isso, Nath, antes de qualquer coisa? Eu preciso fazer uma observação rapidinho. Vai lá, Manu. Que a Carol falou isso, que treinou até a véspera. Eu só queria fazer uma observação que na digestação do Lucas, eu treinei no dia que eu fui para o hospital. Inclusive, eu comecei a sentir contrações no meio do treino. Eu lembro que quando tu falou isso, eu tive... Quase que eu tenho um parto junto, pelo amor de Deus. Deixa ela, Nath, da adaptação.
Peraí, acho que a Carol quer falar também, depois eu falo. Fala aí, Carol.
Rapidinho. As pessoas falavam, Carol, você vai parir aqui dentro do box. Eu falava, que seja, eu prefiro parir rápido dentro do box do que passar 12 horas de trabalho de parto no hospital. Que seja aqui, gente. A gente chama um bombeiro e vai para o hospital rapidinho só para limpar. Está tudo certo. Já nasce fitness, né? É desse jeito. Cordão umbilical é rope climb. Já nasce. Meu Deus! Subindo rope climb. Nova modalidade. Ai, ai, ai.
Cara, vai mais. Falando agora da atuação, mas foi muito isso mesmo, né? A gente acabou de treinar e tô eu lá, né? No polichinelo, toda feliz, de ladinho pra um lado, mãozinha pra cima. Gente, socorro, cadê a Jane Fonda aqui com o colã colorido? Porque tô me sentindo literalmente nisso, né? Mas acho que é super importante, né? E voltando um pouquinho também no assunto anterior, né? Acho que...
É, Mare, você tinha comentado também, né, daí do seu caso de diabetes gestacional. Não é o meu caso, graças a Deus. Fiz meu exame segunda-feira, tudo certo. Mas eu tenho um caso de risco alto para pré-eclâmpsia, né? Então, Bruno, você estava falando aí de todas as vantagens, principalmente a cardiovascular. Então, assim, achei que para mim o treino é um desses fatores, assim, que é super importante.
Mas, ao mesmo tempo, acho que também, voltando ao que você falou, né? Aquela mais uma tarefa do que você precisa fazer, mais uma obrigação, etc. Eu tô levando, assim, muito tranquila, né? Então, por exemplo, as últimas duas semanas a gente não treinou. Semana passada eu tomei uma vacina que acabou com o meu braço. Eu falei, Bruno, não tem como, vamos pular.
Sabe? Aí, semana que eu tô muito cansada, trabalho, sendo consultora estratégica, tipo, tava até comentando com você também hoje isso, né, Bruno? 60 horas semanais de trabalho. Então, assim, tem dia que realmente não tem como, né? Então, essa flexibilidade é muito importante, mas ao mesmo tempo eu sinto muita diferença na semana que eu treino.
e na semana que eu deixei de treinar, né? Então, acho que mesmo cansada, principalmente assim, a gente começa a nossa aula, a primeira pergunta do Bruné, como você está hoje?
Estamos prontas? Com muita energia. Vamos fazer só cinco, então. Vamos fazer só dois. Então, assim, aquela coisa para não passar em branco, porque eu sinto benefício no dia a dia, eu sinto benefício na minha saúde mental. Foi principalmente o que me fez recomeçar a treinar lá em 2020. Eu estava entrando no burnout.
Foi um dos motivos que eu entrei para voltar para o esporte. Eu falei, não, não tem como, temos que continuar. E essa é a jornada, né? E agora, completamente outra fase da vida. Nós continuamos aí, firme e forte, mas com todas as adaptações, com a flexibilidade. Eu acho que isso também é super importante, ainda mais eu treinando em casa. Então, assim, até aquele dia que...
É aquela coisa, Bruno, a gente... Não vou desmarcar, vou ficar aqui fofocando, mas não vai dar pra treinar. Ou é aquele dia de tipo, não, super energética, vamos embora. Ainda mais agora eu ganhei a bike, né? Então, pô, aí que ele me bota é pra trabalhar mesmo. É... Fala, Carol. Mais um ganchinho aqui.
Nath, eu tive pré-eclâmpsia, não tinha risco de pré-eclâmpsia, mas eu tive. E eu tenho certeza absoluta que foi a minha vida saudável de treino e de... Enfim, uma vida saudável no geral, que me salvou e que fez com que eu não tivesse nada do que era possível que acontecesse, sabe? Certeza absoluta, sim.
A médica falava assim, você não tá vendo estrelinha? Você não tá com dor de cabeça? Não, completamente assintomática. Que não era nem 100% bom, né? Porque não tava indicando sintomas do problema. Mas, assim, de tudo que podia dar, por causa da pré-eclâmpsia, nada. Não tive nada, nada, nada. E com certeza isso é culpa do...
da rotina. A minha diabetes também. Eu dei o exame alterado, que foi diagnosticado diabetes gestacional, e eu tive que ficar furando o dedinho pra ver toda vez antes de comer tudo. E todas as minhas glicemias davam normais. Todas. Todas as minhas glicemias davam normais. E isso eu boto muito, assim, na conta de, né, genética, graças a Deus. Obrigada, papai e mamãe. Mas também fazer exercício regularmente, com certeza.
A dieta, tudo, mas o exercício, obviamente, faz muita parte disso. Porque eu tive, mas foi um caso muito leve. Tanto que eu, normalmente, com diabetes gestacional, a gente não deixa passar de 39 semanas, né? Tem que induzir em 39 semanas. E por mil questões aí que não tem nada a ver com a gestação em si, eu optei por...
segurar até 40 semanas. E a minha obstetra foi muito parceira, segurou comigo e deixou bem claros os riscos e tal. Mas ela falou, cara, se a sua diabetes estivesse um pouquinho menos controlada, a gente não poderia se dar esse luxo de tentar atrasar um pouquinho mais. Então, assim, com certeza... Tive diabetes? Tive. Mas foi um caso muito mais leve, com certeza. E em parte por causa do exercício.
Boa, meninas. Esse tópico agora é interessante e foi uma das primeiras coisas que eu lembro que eu falei com o Nati. Eu comentei isso com a Luana. Eu estou me ouvindo em algum lugar. Enfim, eu falei isso com a Luana semana passada. Vocês estão me ouvindo? Sim, eu estou te ouvindo normal. Em eco? Eu também. Não, sem eco. Muito bom.
que é o excesso de informação. Hoje em dia, por si só, ninguém recebe pouca informação. A gente está sendo bombardeado por muita informação o tempo todo. A pessoa grávida, ainda mais, parece que abre um portal que todo mundo pode dar informação e se meter. Então, vem médico, influenciadora, mãe, sogra, algoritmo, vídeo, o que você pode, o que você não pode, relato traumático, relato maravilhoso.
protocolo, isso é proibido, isso é permitido, isso é obrigatório. E, no meio disso tudo, tem uma pessoa ali tentando entender com um ser humano crescendo dentro de você. Vocês sentiram esse excesso de informação durante a gestação?
E de onde vinham mais essas informações e, às vezes, desinformações? Era familiares, profissionais de saúde, rede social, família? Isso te ajudou? Isso te confundiu? Como foi isso aí? Microfone aberto para quem quiser. Eu vou começar, já vou aí, porque acho que isso é algo que, para mim, foi muito chocante. Sendo brasileira e morando na Holanda, acho que assim...
Fiz assim, fui fazer, sei lá, um ultrassom no Brasil, só pros meus pais verem a netinha, sabe, aquela coisa. E aí vem a ginecologista e fala, você não pode andar de bicicleta de jeito nenhum, né? Onde que eu moro? No país da bicicleta. Aí cheguei aqui na minha primeira consulta com a parteira, aí a parteira... Aí eu falei, não, escutei que eu não posso andar de bicicleta e tal. Aí, parteira, você tá louca?
Como assim você não pode andar de bicicleta? Óbvio que você pode andar de bicicleta. Olha ao seu redor, está todo mundo andando de bicicleta. Você não vai parar de andar de bicicleta. Então, já começa aí um exemplo clássico, duas profissionais de saúde, duas opiniões diferentes. Mas acho também que isso é algo assim, você lê na rede social, todo mundo falando isso, não pode fazer de jeito nenhum.
Uma das minhas primeiras perguntas, quando a gente voltou a treinar, no começo do meu segundo trimestre, foi todo mundo falando que eu não posso fazer abdominal, que eu não posso treinar a barriga de jeito nenhum. Primeira coisa que o Bruno falou, não. Com certeza isso tá errado. Tá aqui informação científica, aqui três artigos. Mas assim, não se sente confortável e a gente não faz. Eu vou cheio de embasamento. Beleza, não quer também. É isso, ponto. Não quer também.
E é muito isso, né? E vem da família também. Acho que toda hora que eu falo, ai mãe, para aí, vou parar que eu vou treinar. Ela fica, nossa, você ainda está treinando essa hora, sabe? Então vem aquela criticadinha do, você tem que descansar. O que você vai fazer exercício físico?
E por aí vai, né? Então, acho que é informação de tudo quanto é lado, indicação do que pode fazer, do que não pode fazer, aquela coisa, não, como assim, vai te fazer mal? O outro já vem, não, tem que fazer, continuar. Então, você fica meio que perdida com a bomba de informação, mas acho que é isso, né? E acho que uma das vontades é ter um profissional que te ajuda baseado em fatos, né? Fatos científicos e comprovados.
Mari e Carol, além disso que eu falei, e, de novo, backgrounds totalmente diferentes, uma médica, uma engenheira, além disso, como vocês filtravam, filtraram o que fazia sentido e o que era barulho?
É, eu... Você acabou de falar, né? Eu sou médica, eu sou desse meio da saúde e eu trabalho muito levando em consideração embasamento científico, estudo clínico, essas coisas. Então, assim, eu não sou muito de...
ver uma influencer falou uma coisa e eu falo assim ai gente super, super vou fazer isso eu não tem gente que é assim e se funciona pra você beleza, pra mim não funciona eu gosto de saber o embasamento por trás daquilo e tal, então assim por já ser desse meio da saúde
você meio que tem um faro, assim, pra falar, tipo, isso tá esquisito, né? Isso aí não parece que tem muito sentido. Então, acaba que eu conseguia filtrar muito o que que eu ia pesquisar mais, o que que eu ia ler a respeito e o que que eu falava assim, não, isso aí eu vou ignorar. Então, pra mim, principalmente na primeira gestação, porque na primeira é quando a gente tá procurando mais informação, na segunda eu já tava tipo, ah, já sei, dane-se, já sei o que que é, vambora.
Mas eu sempre procurei muito as informações que eu queria saber. Quando vinha alguma coisa que eu falava assim, não, isso aí tá estranho, eu nem tomava conhecimento. Eu falava assim, não, quero isso não. O problema é que hoje em dia, principalmente pra quem não tem, e isso eu falo, Nath, você vai viver isso ainda, Carol talvez viva isso, que é a questão do grupo de mães.
No grupo de mães, você sempre vai ter aquela mãe que vai te dar uma opinião. Mas aí tem a outra que, não, mas eu li que não é assim. Eu li que é o contrário. E aí a outra que fala que, não, mas é um terceiro jeito. E aí eu falo, gente, olha só. Hoje em dia, você consegue encontrar um profissional, um especialista. Qualquer coisa. Pra embasar qualquer tipo de coisa, de conduta que você queira ter. Então, assim...
Eu não tô dizendo questão da saúde, mas na questão da maternidade, principalmente, na gestação, tipo, de como levar a gestação, vai como fica melhor pra você, porque você vai conseguir embasar isso de um jeito ou do outro, entendeu? Vai como fica melhor pra sua cabecinha e pro seu neném, e é fim. Então, assim, eu levei muito isso na minha gestação, nas minhas gestações, e eu levo isso até hoje na minha maternidade. Porque, né, vamos tentar proteger a saúde mental da mãe, por favor.
Petru, você falou que você, como médica, tem esse pensamento. E você, Carol, como engenheira, como é isso?
Olha, comigo depende de onde vinha a crítica, né? O grau de intimidade que eu tinha com a pessoa. Mas quando dava, eu falava assim, olha, eu tenho um coach no meu crossfit, eu tenho um coach que eu pago à parte, eu tenho uma fisioterapeuta, eu tenho uma obstetra cuidando de mim.
Então, cale sua boca. A minha informação, todos eles estão dizendo para eu fazer isso. Então, primeiro você me prova que eu não posso fazer isso, com embasamento científico, que aí até... Mas, enfim, no geral, a gente dá um sorriso e fala... Mas o comentário que a Mari falou de grupo de mãe...
Eu tenho pavor de grupo de mãe, eu não tenho, eu não participo. Porque cada criança é de um jeito, cada gestação é de um jeito. E às vezes o que você fala, às vezes uma outra está vivendo uma situação e aí aquilo te leva à loucura.
eu falei, eu tive pré-eclâmpsea e eu tenho duas amigas do crossfit que estavam grávidas junto comigo e elas iam ter neném logo depois então, quando eu pari elas vieram, e aí, Carol, como é que foi? aí eu tentei com todo cuidado falar pra elas, porque assim, pra não causar uma ansiedade numa mãe que tá prestes a ter neném também, então num grupo é uma loucura, porque o seu problema, de repente a outra mãe tá vivendo também ou pode vir a viver aquilo vai dar uma...
meu Deus, uma sacudida na cabeça e você não vai passar por nada daquilo. Então, eu não gosto, eu não participo, mas é isso. Durante a gravidez, eu tentava esquivar das informações vazias. E aí, dependendo do grau de intimidade e do meu humor naquele dia, ou eu era muito simpática ou eu falava... Então, eu tenho gente profissionais comigo me orientando e eu vou continuar fazendo isso.
Bom, e o Carol falou de novo uma coisa que, se tem uma coisa que vai ficar desse nosso bate-papo é isso, cada pessoa é diferente, cada gestante é diferente e isso também serve, obviamente, para profissionais de educação física que estão trabalhando com gestantes. Uma informação...
seja ela qual for, ela precisa considerar o contexto. Exatamente o que a Carol falou. A informação estava lá. Como é que foi o seu parto? Se ela só larga aquela informação ali, tive isso. A outra pessoa ia ficar desesperada. Considera o contexto, mesmo que a informação esteja...
entre aspas, é que considera o contexto e, mais do que nenhum outro momento, profissionais de saúde, não só de educação física, escuta, explica e individualiza de novo, não coloca no mesmo blocão de gestante, é tudo igual. E aí, a gente vai entrar em um bloco e um subbloco.
Nossa ordem agora é o seguinte, vocês no espaço de treino e logo depois a gente vai reagir a algumas historinhas que vocês têm e que outras pessoas já relataram para mim. Mas o local de treino normalmente, seja academia, boxe, estúdio...
está cheio de julgamento, está cheio de gente falando, está cheio de gente olhando. E, quando aparece uma gestante, isso potencializa. Parece que algumas pessoas se sentem autorizadas a olhar, a encostar, a perguntar, a fiscalizar, mesmo sem ter...
embasamento nem é da profissão daquela pessoa. Vocês, a Petruça e a resposta, porque eu estava do lado, vocês sentiram a diferença no olhar das pessoas quando começaram a treinar grávidas nesses locais? Alguém já comentou alguma coisa sem vocês pedirem opinião? Já receberam alguma pergunta invasiva? Um conselho não solicitado nesses lugares? E aí, de novo, o microfone aberto para vocês.
Só porque o sapo puxou aí já o meu nome, eu vou só falar. Eu, sinceramente, eu acho que eu não sou a pessoa mais... Eu acho que eu sou muito simpática no geral, mas eu acho que, assim, para pessoas que não me conhecem, eu tenho a cara muito fechada. Então, eu acho que realmente...
pessoas não vêm falar comigo, não me abordam. Então, tipo, eu não tenho muita história daquilo do estranho que chega e fala assim, ah, você devia fazer isso, você devia fazer aquilo, bota a mão na barriga, não sei o quê. Não tenho história disso, graças a Deus. Mas tem uma história que me deu muita raiva no dia, que eu estava treinando com o nosso amigo Bruno Rosa Sapo. E eu estava lá fazendo meu exercíciozinho com kettlebell, que eu amo, né? Eu estava com saudades do kettlebellzinho com a barriga.
E tinha uma senhora fazendo exercício no aparelho atrás de mim. Ela com o personalzinho dela e eu com o meu personalzinho. Todo mundo feliz, sendo orientado bonitinho. Aí ela fez algum comentário. Ela falou alguma coisa. Na hora eu ouvi alguma palavra, não me lembro mais qual foi a palavra, mas eu ouvi alguma palavra que me levou a crer que tinha alguma coisa a ver comigo.
E aí, eu olhei pelo espelho, eu olhei pra ela. Na hora que ela falou, ela olhou pra mim. E o personal dela também olhou pra mim. Então, isso pra mim foi uma confirmação, que ela estava falando de mim. Aí, eu fui e prestei atenção, né? Aquela coisa que você fica meio... Eu tô fingindo aqui que tô fazendo exercício, mas tô olhando pra lá. É porque a academia que a gente treina é um ovo. Falou, escuta. É nesse tamanho, academia.
Aí ela fez alguma coisa, aí o personal falou pra ela. Não, não, mas ela tá lá. Como quem diz assim, não, tem alguém cuidando dela. Fica tranquila, né? Relaxa com isso. Então... Só que ela tava... E ela passou o resto do treino dela inteiro olhando pra mim. Todo o exercício que eu fazia, ela ficava olhando pra mim. Como quem diz assim, essa coitada, essa grávida, eu não devia estar fazendo isso. E eu tava bem grávida, porque minhas barrigas não foram pequenas. Então, assim, a véia olhou. E olhou e não achou bom, não.
Mas caguei. E tu, Carolzinha? Peraí, Carol, tá mudo. Vai agora. Ai. Peraí, deixa eu te liberar aqui. Foi, foi, vai lá. Eu não passei por isso. É até uma coisa que eu adoro, assim. Lá no crossfit, a gente... A galera ficava admirando que eu tava treinando durante a gravidez, me elogiava.
falava, nossa, que legal, você até agora treinando. Quando eu engravidei, eu já tinha parado muito antes, eu não conseguia, eu ficava muito cansada. Então, assim, felizmente eu não passei por isso. E eu cheguei a notar, eram tantos espetacos, né, nesse sentido de treino, que deu para fazer até uma pesquisa. Eu notei que as pessoas que me criticavam eram só as sedentárias.
As pessoas que praticavam um esporte, seja ele qual for, essas pessoas não me criticavam, porque elas sabem como isso faz bem, como o esporte em si faz bem. É claro que às vezes as pessoas me viam subindo corda e falavam menina, você está subindo corda, por que você está fazendo isso? Então assim, era uma crítica, era uma chamadinha ali com relação ao exercício pontualmente, mas não com relação a treinar.
Com isso, era ótimo. Então, só vinha realmente de pessoas sedentárias. Aí, quando alguém me falava, por exemplo, nossa, você é maluca de estar treinando, e essa pessoa sedentária, a vontade era responder. Você que é maluca de estar sentada no sofá, meu amor. O Ministério da Saúde manda eu treinar, diz que é importante, enfim. Mas, lá no boxe, eu não passei por isso, infelizmente. Graças a Deus.
Nath, pra quem tá escutando, a Nath caiu mas tá tudo bem, já voltou tô de volta a gente tava falando disso do ambiente de treino tudo tem um benefício que é de treinar em casa, né? mas mesmo assim tem gente que se mete quando você ou posta ou fala que vai treinar, enfim
Sempre tem, né? Sempre que eu falo que eu vou treinar, vem aquelas duas opiniões básicas, né? Aquelas de, nossa, você é louca, como assim, grávida, vai treinar? Nossa, carregando peso, como assim, né? Acho que até em coisas básicas, né? De tipo, tá carregando sacola de supermercado, vem sempre alguém já falar, nossa, você tá grávida e tá carregando peso, como assim? Eu tenho uma cadelinha, né? Tenho uma cacau.
E também vem aquelas críticas. Então, assim, mesmo no movimento do corpo, que não seja um exercício físico por si, nem só, mas, assim, já vem aquelas críticas absurdas, né? E eu fico, gente, calma aí. Gravidez não é desabilidade, é aquela coisa. Beleza, você não quer carregar peso, bom pra você, mas...
Calma, eu moro no terceiro andar, quarto andar, com escada na Holanda. Então é aquela outra coisa também que fica todo mundo. Você vai se mudar? Como você vai fazer com a escada? E principalmente aqui, que eu vou ter que ir para o hospital para ter um filho, né? Mas como você volta? Você vai ficar num hotel? Não, não vou, gente. É só uma escada. Está tudo certo.
Tipo, é a mesma coisa do exercício físico. Não, vou continuar fazendo meu exercício físico. E faz parte, né? Mas acho que é isso, né? Aquela opinião básica de todo mundo querer se meter e querer criticar, né? E acho que, Petrú, você comentou aí já e falou super bem, né? Cada um faz o que quer e o que faz bem pra você. Bruno, você falou a mesma coisa. Cada um é cada um e... Cada um usa a recomendação que quer ou escuta.
Aquilo que quer, né? E acho que, voltando ali de novo pro grupo das mães, é aquela coisa. Eu já sou parte do grupo das mães, tenho três aqui já. Mas assim, uso mais pro entretenimento do que de informação. Porque é cada loucura que a gente lê, cada gargalhada por dia. Então, seguimos com isso. Antes da gente só reagir a alguns causos e acasos, é interessante também. Vocês sabem aqui, né? Tem uma...
fiscalização social normalmente sobre o corpo da mulher, ponto. Na gestação, isso parece ser potencializado vezes mil. Parece que o corpo da pessoa que está ali grávida é o corpo público, né? Todo mundo chega, encosta na barriga, pode opinar, perguntar, julgar, corrigir. E quando adiciona o exercício, o treino, você ganha uma outra camada, né? Porque...
parece que tudo vai machucar, tudo vai fazer mal para o bebê, você é uma péssima mãe, uma péssima gestante, parece que aquela pessoa perdeu a autonomia sobre a própria vida. Todo mundo sabe mais sobre aquilo.
do que você. E aí, uma coisa é o cuidado disfarçado ali, aliás, o controle disfarçado de cuidado só para se meter. E aí, a gente vai falar alguns causos. Primeiro, o da Luana. E aí, quem quiser comentar, comenta. Beleza? Pode perder a linha, pode falar o que foi em relação... Ai, meu Deus, o Arthur, quem está vendo aqui, o Arthur está ali.
Vou contar o caso da Luana primeiro e depois os que algumas mulheres me responderam no Threads. A Luana falou assim, Frequento a mesma academia há dois anos e tem uma moça que frequenta também e nunca falou comigo. Agora que estou grávida, parece que sou uma estranha na academia, porque além de todos olharem, pessoas que nunca falaram comigo vêm falar.
Eis que uma desquerida, enquanto eu estava fazendo cadeira abdutora, vem me perguntar com quantas semanas eu estava. Eu respondi, 32 semanas. A Sem Noção falou, nossa, quando eu engravidei, eu parei de treinar porque uma grande amiga minha treinou pesado e abortou.
E aí a Luana respondeu, ainda bem que hoje já sabemos que a melhor coisa para a mãe e para o bebê é se manter ativo. E com muito esforço ela sorriu porque a vontade era de morder essa desquerida. Reações!
Eu acho que numa dessas, eu não ia... Eu não sei, eu ia ficar olhando muito sem palavras, assim. Porque eu fico chocada com esse tipo de coisa. É normal, infelizmente é normal. Isso acontece muito. Acho que toda grávida tem alguma história desse tipo. Mas eu ia ficar muito chocada. Porque essa chegou num extremo de, tipo, falar sobre um negócio de... Ah, não, porque ela treinou e abortou. Como quem tá dizendo assim, toma cuidado, porque você pode abortar o seu filho. Dá vontade de mandar.
pra aquele lugar. Teria mandado com certeza, né? Aquela coisa de tipo que bom, essa é a sua opinião, eu tenho outra, beijo, tchau, vai cuidar da sua vida, cuida da minha. Tipo, como assim? Tipo, gente, é absurdo.
deixar para quem está vendo eu vou espelhar uma tela aqui para quem está ouvindo eu vou falar os comentários e aí obviamente as meninas vão falar o as reações dela isso aqui para quem está vendo é o meu traz eu fiz essa pergunta aqui gestantes que treinam barra treinaram qual a coisa mais sem noção que já falaram ao tiverem treinar com barrigão
Pode ser que falaram na academia ou até mesmo algum familiar falou. E aí eu expliquei para essas pessoas que eu ia gravar o podcast, esse que vocês estão ouvindo, que eu queria abordar essa questão. Então, a Paloma Laureano.nutri, ou seja, profissional da saúde, essa aqui eu vou ter que reagir no caso. O profissional de educação física, quando eu contei que estava grávida, perguntou o que eu estava fazendo lá na academia. E aí...
É isso, sacanagem. Como a gente já bateu nessa tecla aqui pra caramba, está mais do que recomendado desde que com liberação médica, eu sou do time...
trabalho multidisciplinar, médico, médica, profissional de educação física, fisioterapeuta, nutricionista, todo mundo trabalhando junto, médico liberou, é mais do que recomendado você treinar. Profissionais de educação física que perguntam o que está fazendo na academia quando a pessoa está grávida, eu acho que estão extremamente desatualizados e têm que rever um pouquinho a sua carreira.
Vamos para a próxima.
E aí, quando eu acabar de falar, quem tiver com o microfone aberto vai. Ficavam falando para não pegar peso, sendo que eu sou personal trainer. Treinei e trabalhei a gestação toda sem intercorrências, aplicando toda a teoria que aprendi. Muitas vezes eu falava que estava tudo bem, que eu sabia o que estava fazendo, que estava controlando tudo, que eu trabalho com gestante. E ela bota, realmente trabalho. E a pessoa me devolvia um, eu não acho certo. Tchau.
Quem falou isso foi a Carolina Beraldo. Carolina Beraldo, Ponto Personal. Ela falou isso lá. Cara, vai, meninas. Foda-se. Só isso. Eu não acho certo. Tá, foda-se. É a sua opinião. Tchau. Eu acho, eu acho. Fonte, fonte, minha cabeça. Que ódio. Ó, eu agachei. Eu agachei na gravidez com 100 quilos.
Eu acho, se alguém tivesse me falado antes de eu engravidar que eu ia agachar com 100 quilos, eu ia falar, não, não vou fazer isso, não precisa, não tem a menor necessidade disso. Só que foi acontecendo, assim, eu não resolvi do nada agachar com 100 quilos. Primeiro que meu corpo tá acostumado, eu faço mais do que isso. E segundo que eu tava me sentindo bem, treino após treino. O Arthur participou da BESA.
sem sentir dor, sem sentir nenhum incômodo, e dava até para ir mais, só que eu falei, não, não precisa, estou bem aqui, meus cenzinhos, só para eu tirar uma foto bonita com essas anilhas, mas, enfim, está tudo certo, não tem nenhum problema, meu corpo está acostumado a fazer isso. Eu fiz uma aula de levantamento de peso olímpico com sapo, tenho as fotos lindas, eu pegando peso com barrigão, amo.
É verdade, tem as fotos muito legais. A Gabi Zecchneri, a Gabi é profissional de educação física. Curiosidade sobre a Gabi, ela participou do concurso da Loura do Tchan.
Gabi, ex-dançarina. Aliás, acho que não tem ex-dançarina, né? Dançarina pra vida toda. A Gabi falou, treinei bem e fiz spinning até 38 semanas. Um dia eu tava na bike ergométrica em baixa intensidade. Uma senhora veio na minha direção e falou, olha, cuidado que fazer bicicleta é abortivo.
Quando disse que era professora e que a informação que ela falou estava equivocada, ela sorriu sem graça e saiu. Mas acho que o pior era a vizinha do prédio que morava, que ficava olhando os meus stories treinando e ia reclamar com a minha mãe que eu estava fazendo mal ao meu bebê e que eu era irresponsável.
Olha só, se você está no Spotify, eu botei o vídeo também. Dá uma paradinha, vê o vídeo, porque a reação das meninas quando eu falo, está muito boa a reação da cara. Mas como é um podcast também baseado em áudio, meninas, tentem transmitir em áudio. Nath, você falou da bicicleta. O tema da gravidez é cuidado.
Acho que o termo da gravidez com as pessoas é cuidado pra você não agachar. Cuidado pra você. Cuidado. Nossa. Nossa, uma véia chegou, falou que é abortivo, a outra vizinha foi fazer queixa pra mãe, cara. Gente, cara, é muito absurdo. É muito sem noção. É muito sem noção.
Ai, deveria ter dado uma aula. Cara, às vezes acho que é isso que a gente precisa fazer, sabe? É dar uma aula para a pessoa que está criticando para parar de passar aí fake news e se meter na vida alheia, né? Vai cuidar da própria vida.
A Van Ponto Serqueira falou aqui, né? Falaram para ela, cuidado para o bebê não nascer aqui. E aí tem a Luana também falou, né? Teve um outro cara na academia que me perguntou se eu ia treinar até ela nascer. E ela respondeu que a ideia era exatamente essa. Isso aí vocês escutaram? A Carol falou que escutou, né? É, vai nascer aqui no boxe. Eu falei, que nasça. Prefiro um parto aqui rapidinho, escorregado, que...
18 horas no hospital, gritando. O nosso bebê quiabo. É o grande sonho de todas as gestantes. Exatamente. Agora...
Agora, todo mundo diz que os comentários, as críticas nunca acabam, né? A Mariana, que já tem dois filhos, deve responder isso. Nunca acaba, só muda. Meu filho nasceu e eu continuo diariamente escutando. Não, você deveria, você deveria, você não deveria. Todo mundo tem pitaco o tempo todo. Se você fizer de um jeito, vão dizer que é para fazer do outro. Se você fizer do outro, vão fazer o que é para fazer do um. Então, minha filha, faz do seu jeito, está tudo certo.
É, esse negócio que a Petro falou do parto quiabo, eu só lembro do episódio de My Wife and Kids, que a Keri pergunta, como eu nasci? Aí ele responde, foi muito fácil, e aí a Jay tá, aí, tchim, nasceu no espelho. É o sonho de toda gestante, bebê quiabo. Morcega mãe, a morcega mãe ouviu.
Você não tem medo, não, de maltratar sua bebê desse jeito? Quando me viram fazendo agachamento com 80 quilos e 7 meses de gestante. E também, cuidado que desse jeito... Gente, as pessoas são muito razão. Cuidado que desse jeito vai abortar. E outro comentário que a mesma pessoa ouviu. Você está obesa, gestante não pode fazer exercício físico. Galera que está só no áudio.
as reações das caras estão as melhores, só melhor é pra pior, tá? Silêncio, silêncio Silêncio Algum comentário, gente? Eu tenho muitos palavrões pra falar, você não tá entendendo, são muitos palavrões que tão querendo sair da minha boca
E essa moça que participou, ela falou aqui embaixo, né? Tem mais, tem muito mais. Eu ouvi barbares durante a minha gestação, inclusive de profissionais. Porque essa mulher ainda por cima é gorda. Então, ela se ferra pros dois lados. Porque tanto o corpo da grávida quanto o corpo da pessoa gorda é domínio público, entendeu? Acho que as pessoas não fazem ideia.
do peso que um tipo de comentário desse pode causar, né? Você é grávida, você tá tão sensível, você tem tanta coisa na cabeça, né? Da sua gestação, se você vai ter um parto bacana, né? Se seu filho vai nascer com algum problema ou não. Enfim, eu tinha essas nóias, né? E aí vem alguém te chamar de gorda, te chamar de... Falar que você não pode criticar desse jeito. Mas tá tratando o bebê, gente. Fala sério, né? Não fala que era início abortivo. Caralho, brother, vai tomar no... Desculpa, desculpa.
Não, é isso, é esse tipo de reação que vem mesmo. Gente, deixa eu ver se a Luana falou mais alguma coisa aqui.
Mas é basicamente isso, personal trainer. Tá, beleza. Para a gente encerrar, estamos chegando aí a 50 minutos, eu falei que ia ser 45, mas enfim, 5 minutinhos. Queria que vocês deixassem um recado final. Cada uma está numa fase, cada uma tem as suas experiências. Seria esquisito, depois de tudo que a gente está falando aqui, que...
falar para vocês. Deixem um conselho, que seria mais uma informação. Não é um conselho para pessoas grávidas que estão ouvindo isso aqui, mas uma mensagem final para outras gestantes que também treinam, porque vocês viram que vocês compartilharam coisas que vocês mesmos passaram. As mulheres que responderam aqui no meu threads também passaram por situações
iguais e piores. Então, um recado final para a gente encerrar esse episódio especial de Dia das Mães e de gestantes que treinam e treinaram durante a gravidez.
uma coisa que eu tenho pra falar é que não existem experiências únicas. Então, se você tem um grupo de amigas, seja um grupo de amigas que tem mãe no meio, que tem muita mãe ou não tem mãe, mas que tem qualquer coisa, grupo de amigo, mulher que você confia, grupos de mulheres, amizades de mulheres salvam vidas. Então, assim, compartilha a sua experiência. Não existem experiências únicas. Alguém vai ter uma... ...app...
Se não viveu a mesma coisa, vai ter uma pessoa que conhece, que tem uma história parecida, e você vai se identificar com isso, você não vai se sentir tão sozinha. Porque na gestação e na maternidade, você se sente muito sozinha e você não está sozinha. Não existem experiências únicas. É só isso. Quem mais? Total.
Pra mim, recado, acho que não pras gestantes e não pras mães, mas um recado pra todo mundo, independente da sua situação, mulher, homem, heterossexual, homossexual, com filho, sem filho, etc. Cuida da sua vida. Vamos fazer isso? Acho que esse é o recado que eu deixo pra todo mundo. E pra você que é mãe, hoje vai ser mãe, deixa entrar e sai e acaba, sabe? Ignora. Mais fácil.
Quando eu estava no meu quinto mês, uma colega falou assim, Carol, você já está sentindo dor nas costas? Eu falei, já? Aí ela falou, é.
Aí eu falei, não, porque... Ela falou, não, é, uma hora vai... Uma hora não tem jeito, não, ela vai vir. Eu tô até agora esperando essas minhas douras nas costas. Olha que ódio, cara. É. Por que as pessoas estão desejando coisa ruim pra grávida? Né? Pra gente fechar em alto... O lombar vai bem, obrigada. Nó, porra, eu, hein? Deadlift, qual teu pé, Carol? 160. Porra, eu, hein? É...
Complete a frase, beleza? Durante a gestação, o exercício pra mim foi ou o exercício pra mim é? Beleza? Então, vai ser Petru, Carol e Nath. Durante a gestação, o exercício pra mim foi barra é? Como eu segurei a minha saúde mental. Faço a minha das palavras da Mariana. Ela roubou as minhas palavras também, mas aí vou falar outra coisa. Essencial. Pronto.
Bom, Tim, só para a gente encerrar, eu acho que esse episódio mostra que o exercício durante a gestação, e aí eu falando para profissionais de educação física e também para não profissionais, é menos sobre série, repetição, carga, volume, é mais, muito mais sobre saúde, autonomia, escuta, adaptação, respeito e também esse bate-papo aqui.
mostra que não é sobre romantizar também. Tem dia que é bom, tem dia que é ruim, tem dia que está com medo, tem dia que está cansada, tem dia que o humor está para cima, está para baixo, mudanças de planos, mas com uma orientação adequada, respeitando cada contexto, o exercício, pode ser uma ferramenta e deve ser uma ferramenta muito interessante, muito potente durante esse período. E também...
De tudo que vocês falaram aqui, não só para profissionais, mas para todo mundo que está ouvindo, igual a Nath falou, para todas as pessoas, o corpo da grávida não é um corpo público. Não é um convite para palpitar, para julgar, para fiscalizar, para fazer um comentário invasivo.
É o corpo de uma pessoa que continua tendo autonomia, história, desejo, dores, sonhos, direito de ocupar alguns espaços e, inclusive, os espaços de treino. Então, eu queria agradecer vocês pela troca, agradecer vocês que ouviram aqui também. Se você está aqui até o final, deixa seu comentário, participa. Todas aquelas coisas que vocês sabem que, quando escutam podcast, eu estou no YouTube, ativa o sininho, dá like, compartilha.
E até o próximo episódio do Posto 8. Tá bom? Beijo. Tchau.