A Inimiga da Rainha: Terroristas Hackeados?
PARTE 1
Membros fundadores da revista A Inimiga da Rainha se reencontram na véspera das eleições, para lembrar a história da zine anarquista que nasceu em Salvador, na Maloca Libertária, entre 2017 e 2018. Entre risos e saudade, eles recordam como o nome foi escolhido, o clima dos protestos contra Temer e do “Ele Não,” e a distribuição da revista no Fórum Social Mundial na UFBA, interrompida pela notícia do assassinato de Marielle Franco. Também lembram da produção artesanal das edições, impressas em riso com o apoio da maravilhosa Lanussi Pasquali. Entre uma lembrança e outra, discutem como a cultura de protesto mudou desde 2013 e o dilema de votar por medo do pior, mesmo sem apoiar o governo.
A conversa tem o propósito de chegar ao ponto central, de que o site da revista, hospedado no Noblogs, saiu do ar. O servidor do coletivo italiano foi hackeado, e classificado como terrorista pelo governo Trump. Os sites que abrigava foram reunidos num mapa rebatizado de “Trumpblogs,” onde a revista aparece descrita como “revolucionária, retórica e hiperlocal.”
O episódio trata de memória, arquivo e apagamento. Por que registrar, imprimir e guardar cópias, e o que significa ver a própria história reescrita por quem a vigia?
Com Mirna Wabi-Sabi, Rauan Fernandes, e Rafael Almeida.
Música por Clever project.