Bola Pra Cima
Bola Pra Cima tem a ousadia de criar um filme sobre futebol no Brasil sem ousar pisar em solo brasileiro. O resultado é uma obra 100% superficial e sem nenhum carisma.
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PODCAST DO CINEMAQUI
Apresentação: Rodrigo Monteiro e Vinicius Carlos Vieira
Participação:
Produção: CinemAqui
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Rodrigo Monteiro
Vinícius Carlos Vieira
- Crítica ao filme Bola Pra CimaProdução do filme · Comédia e humor · Estereótipos brasileiros · Relação Brasil-Argentina · Cinemas de comédia
- Direção e roteiro de Peter FarrellyCarreira de Peter Farrelly · Oscar e Green Book
- Recepção do filme
- Comparação com outras comédiasCinemas de comédia brasileira · Humor politicamente incorreto
Bom, hoje, bem-vindos ao Podcast Cinema aqui, eu sou o Rodrigo Monteiro, na companhia do editor canal Lhado Sempre, Vinícius Carlos Vieira, pra falar sobre o melhor filme de comédia que eu assisti nesse final de semana. Tudo bem, Vini? Não sei, eu acho que eu vi coisa mais engraçada, sei lá. Não, filme de comédia, mais engraçado com certeza eu vi mais. Com certeza, filme de comédia também, eu acho que não, eu acho que não vi, só vi esse de comédia. Putz, isso aí.
Tudo bem com você, Vini? Tudo ótimo. Eu acabei de pensar, eu me senti meio mal, porque eu acabei de reparar que o meu bom hoje, bem-vindo ao podcast, às vezes eu me sinto meio Manuel Gomes falando isso, e agora eu vou pensar nisso toda vez que eu... Eu não sei quem é Manuel Gomes, é alguém que eu precisaria saber? Azul Caneta. É o Azul Caneta. Sim.
Ele vai sair com o deputado, não é isso? Bom hoje! Bem-vindos ao Podcast Cinema aqui. Eu sou o Rodrigo Monteiro. Tá bom, é um cara, é um exemplo a ser seguido.
Mais um, né? Sempre bons exemplos trazendo aqui nesse programa. Hoje, Vini, você, por algum motivo você falou assim, cara, vai estrear esse filme aqui que eu estou apostando nele. Vou pedir pro Rodrigo dar prioridade na fila de filmes pra assistir. Porque a gente tem que gravar um podcast sobre bola pra cima. Não tem condição de a gente passar a semana sem esse filme.
É que eu pensei assim, né? Pô, tá estreando na Amazon um filme de um cara que ganhou Oscar. O mínimo que a gente pode fazer é falar sobre o filme dele. Boa. Tudo bem. Aceito. O filme que envelheceu mais mal na história do Oscar. Parabéns.
falaremos, falaremos dele falaremos antes da gente começar a falar desse filme vou lembrar todo mundo que está nos ouvindo se você está no Youtube, você pode se inscrever, deixar um joinha comentar se você gostou desse filme ou qual foi o melhor filme de comédia que você viu no último final de semana se você está no Spotify, você também pode assinar deixar 5 estrelas, pode comentar
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E é isso, a gente vai falar sobre Bola Pra Cima, que chegou ao Prime Video. E está entre os filmes mais assistidos aí, está fazendo sucesso mundial, sucesso de streamings e não sei o quê. E nós vamos discutir ele. Talvez o único podcast do mundo, talvez do Brasil, a discutir Bola Pra Cima. O que é um... Está errado, né?
Porque é um filme semi-brasileiro, como é que não iríamos falar dele? Então, está aí. Então, isso é meio estranho, né? Vamos começar a falar do filme já. Mas é uma produção meio brasileira mesmo. Eu nem fui pesquisar mais sobre a produção. Ele não tem nada do Brasil.
Menos mal. Não, ele não tem dinheiro no Brasil, não. Então, tá bom. Nem profissionais. Nem profissional e nem e nem e nem filmagem também. Acho que deve ter umas filmagens alguma coisa, os drones e tal, mas as filmagens não tem nada no Brasil.
Não, claramente não tem. Se tivesse, não teria... Se tivesse, você teria filtro sépia, pô. Não estava amarela a cor quando ele chega no Brasil. Só para deixar claro, pelo IMDB aqui... Vamos lá. Pelo IMDB, que é o Internet Movie Database. Ele fala que ele tem locação Rio de Janeiro, né?
Alguma coisa ali deve ter, mas ele tem Brisbane e Queensland na Austrália. E Austrália é Austrália. Praticamente inteiro na Austrália e alguma coisa no Rio de Janeiro, que se você ver o filme, você identifica ali alguma coisa na rua, algum ângulo alto, um drone, sei lá, mostrando, mas é isso aí.
E não tem dinheiro do Brasil, né? O que é melhor. O que é melhor é foda, tá? É, mas é verdade. Imagina. Pagar um... Desgraça dessa ser feita. Vini, explica pra quem tá chegando agora o que é esse filme, por favor. É...
Bola pra cima, né? Bola pra frente. Bola pra cima, né? Bola pra cima. Bola pra cima. É uma comédia dirigida pelo cara chamado Peter Farelli. Pra quem não sabe quem é o Peter Farelli, ele é um dos irmãos Farelli, que é o responsável por algumas... Eu considero coisas boas ali. Quem vai ficar com o Mary, o Debbie Lloyd.
tem aquele filme com o Jim Carrey, Eu e Eu Mesmo e Rele, se não me engano, enfim, eles têm uma carreira desse tipo de comédia, e eles se separaram. E o Peter Farelli continua trabalhando. E é um filme sobre... Vamos lá, adiantando a pauta, né?
O Peter Farahé continua trabalhando e ele chegou até a ganhar o Oscar com o Green Book, dirigido pelo Peter Farahé. Fica aí a dica. Isso é uma comédia, né? É uma comédia. Eu acho que é quase um terror, quase.
É que a história se repete, primeiro como... Confesso que o Green Book é um filme muito bem feito. O problema são as intenções dele. As intenções dele são muito ruins e as ideias abordadas são ruins, mas é um filme bem feito, é um filme que trabalha o personagem e tal.
que respeita a história que quer contar, mas as intenções são muito ruins e o resultado e as ideias que estão discutidas são ruins. Enfim. E aí ele volta a fazer esse Bola para Cima, que é uma produção da MGM que vai direto para o streaming. Eu não acho que ela vai direto para o streaming porque é boa ou ruim, é porque eu acho que esse tipo de comédia... O...
O cinema não comporta mais. Não está comportando. Todas as crises que aconteceram no cinema, eu acho que... Eu não sei se esse tipo de comédia ainda se sentiria segura no cinema para dar lucro. Então, lucro suficiente para...
para fazer valer. Então, você jogando no streaming, você tira lucros de outros lugares, enfim, aí você fecha a conta de outro jeito. Então, é um filme direto para o streaming, o que não quer dizer que é um filme de menor ou maior qualidade em termos de produção, ainda que ele seja muito ruim. Mas é um filme sobre esses dois caras que trabalham numa... uma empresa de camisinha, o... o...
O Walter Hauser, esqueci o nome dele. Completamente. Os atores. Paul Walter Hauser e o Mark Wahlberg. O Paul Walter Hauser é um inventor e o Mark Wahlberg é o vendedor da empresa. E o Paul Walter Hauser tem uma ideia muito criativa de fazer uma camisinha que...
que segura o escroto, que segura as bolas. O saco. Você segura, você coloca o membro na camisinha, e ela tem um espaço embaixo. Que maravilhoso, te explicando a ideia. Aloca o escroto, aloca o saco do ser. E aparentemente isso é uma ideia muito, muito boa.
E ela não tem graça. Eu acho que isso já era para ser uma piada, mas não é uma piada, porque eles levam muito a sério a ideia. Vai muito longe. Hã? Vai muito longe essa piada. É, então, mas, enfim. A verdade é que as pessoas acham incrível a ideia. E elas têm uma ideia melhor ainda de fazer com que essa seja a camisinha da Copa.
E aí a Copa vai ser no Brasil. A Copa 2025. Vai ser no... 2025, né, que eles falam? Acho que é isso. A Copa 2025 vai ser no Brasil. E aí, numa dessas viagens, eles vêm para o Brasil e eles encontram o ministro de turismo do Brasil, que é vivido pelo Benjamin Bratt.
que tem cara de amante latino, não tem cara de brasileiro. Ele até tenta falar... Os brasileiros não são latinos, né? Não. Ele até tenta falar umas palavras em português umas horas aí, e você percebe claramente que ele nunca falou português na vida, né? Ele fala Spine Roll, Fluent e tal, mas ele não fala...
português, então... E aí... O filme vai, o filme vem. Eles acabam sendo convidados para a final da Copa do Mundo, os dois. Só que, né, tem uma situação ali, eles perdem a venda.
a empresa fale, mas mesmo assim eles vêm para a Copa do Mundo. E aí, uma coisa que o Spielberg falou uma vez, ele falou um negócio assim, nenhum filme é bom se você tem que perder mais de duas linhas explicando ele. Entendeu? Eu estou cinco minutos para explicar a sinopse, então já não tem chance de um filme ser bom. Porque acontece que aí eles vão para o...
Eles vão para a final e aí o personagem do Paul Waterhauser fica bêbado e aí ele impregna com uma salsicha lá, um cara vestido de salsicha, e aí ele quer bater no cara vestido de salsicha. O Mark Wahlberg vai atrás dele e aí eles fazem o Brasil perder um gol e aí eles começam a ser perseguidos pela nação brasileira.
E é isso. E aí o resto é... as coisas acontecendo. Uma comédia de fuga. Uma comédia de fuga deles fugindo dos brasileiros malucos que perderam a Copa do Mundo na final para a Argentina por um gol que...
provavelmente teria sido validado. Naquela situação, daquele jeito, muito provavelmente o gol teria sido validado. Ainda que o repórter inglês fale não, mas na regra... A regra do futebol, as 12, 13 regras lá, elas são pontos iniciais de discussão. E aí, todo ano, os juízes se juntam para discutir de novo, tem um simpósio e tal.
Então, hoje, sabe-se que se você tiver uma situação daquela...
e alguém invadir o gol lá e tentar pegar, ou acontecer alguma coisa dessa, o gol vai ser validado, ou se o gol não fosse ser validado, ia ter pelo menos um pênalti, alguma coisa desse tipo. Aquela situação... Direto, qualquer coisa do tipo. É, então, para facilitar com que o gol fosse feito de algum jeito, porque as regras hoje, elas...
A ideia é facilitar com que o gol seja feito. Mas, enfim, isso não importa, porque... O que importa é que o Brasil fica atrás dele. Em segundo lugar, perde para a Argentina jogando no Brasil. É. O Vini, é muito curioso isso que você falou da sinopse, porque eu tive a impressão que o primeiro ato era interminável, não acabava nunca.
E aí eu olhei e tinha quase 40 minutos de filme, e o negócio não... E o caráter ainda está me dando contexto. Ele ainda estava ali no começo. E só para deixar claro... O filme até é uma hora e quarenta. Então, assim... Claro que a gente já pode falar, né? De... Falar mal do filme agora. Por exemplo, essa parte de... Ah, mas aí os brasileiros vão ficar atrás dele.
Isso acontece durante, cara, dois minutos do filme. Dois minutos, no máximo. Porque estão na cadeia e aí o novo ministro, o ministro da Defesa, o seu desafio, cara, acho que... Cara, acho que era pior que só se tivesse chamado o cara do cigano Igor lá para fazer. Puta que pariu, cara.
Igor não, caramba. Fugiu o nome do cara. Enfim, eu acho que assim, vamos pegar um ator muito ruim pra fazer esse cara, vamos. Aí ele pega o cara, o Sousa Feira, muito, muito ruim. Muito ruim. E...
É muito cadastrão, né? É um cadastrão ruim, não é um cadastrão... Legal, é. E é um... E é o ministro da defesa que é um militar, sabe? É um negócio super de direita, assim. Que nunca aconteceria no governo. Não faz sentido. Nada faz sentido no filme. A questão é que quando eles são soltos na rua, as pessoas olham e olham, ah, é eles, e elas perseguem eles. E isso dura...
30 segundos depois que eles reconhecem eles, e aí começa um outro filme. E aí... E é isso. Eles não vão mais ser perseguidos no Brasil, sabe? Porque tudo que acontece no filme depois disso, nada mais... Ainda que tenha um pouco ali daquelas traficantes e tal, mas as situações dentro daquela situação já não têm nada a ver com isso. Não tem nada a ver com isso. Enfim, é isso aí. E além disso... Parabéns aos envolvidos. Essa cena...
É muito engraçado, porque a impressão que eu tenho desse filme é que ele tem muita dificuldade de encerrar uma cena, de encerrar uma piada. Ele não acaba. As cenas são muito longas. As piadas se estendem muito mais do que deveriam. E o ponto central do filme é muito rápido. É menos de um minuto de cena.
O que eu achei que era o filme é que eles vão ser perseguidos pelos brasileiros, tipo zumbi. Lógico que seria ofensivo, mas seria pelo menos minimamente engraçado. Mas não é isso. Eles esquecem que vão fazer outra coisa. Vamos fazer um outro negócio. Poderiam ser várias situações. Todas as situações que eles se colocam, se fossem brasileiros odiando eles, já seria 100% o propósito que o filme me vendeu.
porque eles vão parar em três situações, que as três situações as pessoas são contra, estão a favor dele praticamente. Estão a favor deles. Isso é muito... É muito... Vamos dizer, parece que... Parece desleixado. Parece que porque é uma comédia,
eu não preciso montar aquilo de um roteiro que faça sentido ou que tenha as peças que se liguem. Eu posso fazer qualquer coisa. Porque se você parar para pensar, a gente está sendo chato porque a gente é brasileiro, sim. O cara está no Rio de Janeiro. Aí...
Continuando a história, ele é sequestrado, eles são sequestrados por um grande traficante. Por um cartel de drogas.
Vou deixar claro, só para mostrar como não existe Brasil no filme, é por um cartel que eles são sequestrados, não é outra coisa. Eles falam a palavra cartel. Em inglês, eles falam cartel. Eles falam a palavra cartel. Enfim, eles são sequestrados por esse cartel, e aí, quando eles fogem desse cartel, eles vão para o meio de uma floresta. E no meio dessa floresta, eles... No final do filme, no final do filme dessa floresta, né?
Eles caem num rio e o rio é o famoso Rio Iguaçu. Só que, assim, geograficamente falando, o Rio de Janeiro de Foz do Iguaçu e do Paraná está muito longe. O Rio de Janeiro do Paraná está longe. Imagina do lugar mais extremo do Paraná para o lado de cima. Eles entraram no carro no carro.
E eles ficaram, tipo, um dia e meio vendado dentro do carro, tá ligado? Sendo sequestrado. Ficaram um dia e meio lá dentro. Não faz sentido isso, sabe? Não...
Não tem nem pegar e falar assim, não, pusei ele no helicóptero, pusei ele no avião, para tentar não ofender geograficamente o país. Assim, é muito... Mas é pior ainda, porque quando o traficante lá, o Sacha Barancói...
começa a falar do terreno dele, da casa e tal, ele tá claramente falando de uma região de floresta, assim. Ele tá falando, tipo, muito como se estivesse na Amazônia, sabe? Eu achei que ele tava na Amazônia. Eu achei que ele tinha ido, tipo, Mato Grosso, Tríplice Fonteira. Sabe aquele lugar ali? Ele pra cima, onde tem... Primeiro é isso. É, tipo, Mato Grosso...
Eu pensei isso, pô, puseram ali no lugar que tem realmente uns caras esquisitão ali. Ali tem mesmo, né? Meu nome tá pro lado. E aí, foi o menor sentido. É uma vergonha aquilo. Nem se esforça, né? Nem se esforça, nem se esforça. O Brasil do filme é do tamanho de Santos, assim, pra gente regionalizar.
porque sabe não é nem, ah, mas eu desrespeito não, é porque simplesmente é uma cena é eles entrando no helicóptero faz uma piada eles entrando no helicóptero faz qualquer coisa, sabe dá pra usar uma piada ali deles entrando num avião dá pra fazer alguma coisa que vai ser engraçada o helicóptero e eu acho muito bom que o simples
O cara que faz o ex-ministro, ele entra, pega eles, os caras só... Ele sumiu do filme. Não existe mais um filme. Não tem essa importância. Não sério. Não... Mas isso é meio que um padrão, né? Os personagens aparecem, voltam depois pra alguma coisinha e somem.
aconteceu isso com o ministro também, o Luciano Zafiri faz isso, né? Mas ele aparece depois, né? O Luciano Zafiri aparece depois. Não, mas é isso, ele volta pra alguma coisa e sai. É, porque você não acha mais que ele vai aparecer. Você não acha mais que o personagem do Luciano Zafiri tem uma função dentro do filme? Não tem, né? Ele volta lá pra nada, né? Mas... É, cara, eu acho muito difícil. Agora, assim, eu acho mais triste por causa disso, porque você vê...
É o cara... O Peter Farelli, pô... Fale o que quiser, cara. Ele manja de comédia. Ele tem um pouco rico. O Billard é muito bom. E eu acho que quem vai ficar com o Mary é problemático hoje. Mas, assim, é um filme que na época ele era muito engraçado. É muito difícil. Mesmo você... Assim como eu, mesmo Irene.
Eu mesmo acho menos interessante, mas quem vai ficar com o Mary, você jovem, desconstruído, politicamente correto, eu duvido que você fique na frente... Um filme de 30 anos, né? Do quem vai ficar com o Mary comendo uma pipoca e não der uma risadinha. Ah, mas é horroroso. É horroroso. O filme inteiro é horroroso. Mas duvido que você não vai dar risadinha. E você vai dar risada do negócio que você depois se arrepender, sabe? Putz!
Porque essa é uma... É bem parte do que o humor deles, dos irmãos eram. Era de tentar te levar nesse lugar desconfortável, porém engraçado. E aí é o tal do...
Vamos lá, usar o limite do Moro num outro sentido, porque não existe o limite do Moro, é engraçado. Mas ele colocar naquele lugar desconfortável, naquele limite entre o que poderia ser uma piada ruim e uma piada muito boa, mas a mesma... Então eles sempre fizeram isso. E isso não é um problema. E aí você pega um filme desse e não... Não tem isso. Não sei se...
Não sei se é falso de timing. Por exemplo, o Mark Wahlberg é um péssimo comediante, ele é péssimo comediante, ele não sabe fazer... É impressionante como ele não é... Nenhuma comédia que ele fez é sobre ele ser a piada. Ele é sempre em alguma situação engraçada que ele está ali, mas ele nunca lê a piada, ele não é um bom comediante.
O Paul Walter Hauser é um comediante, mas, cara, está perdido. Eles não têm química. É impressionante como os dois não têm química. Como os dois, os personagens não se... Parece que eles não conversam entre si. Parece que eles não têm ligação, não têm motivação conjunta, sabe? Não têm... E eles estão indo só. É impressionante.
E dá para falar a mesma coisa do roteirista, né? Porque o roteirista é um cara legal. Os dois roteiristas são caras que recentemente fizeram um filme interessante, diga-se, passagem. Sim. E o Richie Rizzi lá tem o Zumbilândia. Todos os Deadpool, basicamente. Sim, sim, sim. É o cara do Deadpool, né? É.
Triste ver esse filme, esse roteiro. Zumbiland eu vi recentemente com meu filho e continua engraçadíssimo. É divertido, continua legal. Eu vi na TV recentemente. Continua bom, continuam sendo ideias boas. É óbvio, mesma coisa, está tentando tirar sarro de uma coisa que às vezes não é piada, mas ele consegue fazer. São pessoas que conseguem fazer isso.
tirando o Mark Wahlberg ali, são pessoas que conseguem fazer isso, todo mundo que está no filme, tirando o elenco brasileiro, tirando o Luciano Zafir e tal. O diretor consegue fazer, os roteiristas conseguem fazer, o Paul Waterhouse consegue fazer, o Sacha Barucói consegue fazer com a mão nas costas. E não funciona, nem o personagem dele funciona.
O personagem dele é insuportável, cara. Eu não falo que ele é insuportável, porque eu acho que ele... É a única coisa ali que poderia vir a ser algo interessante caso fosse bem feito. Mas é chato demais. Exatamente, não é bem feito, não consegue explorar o que é o personagem e tal, e fica um...
um negócio meio esquisito ali, fica meio no meio do caminho, né, entre o que poderia ser e o que realmente é, sabe, não faz... Sim. É muito esquisito, muito esquisito o filme inteiro, pra não falar que é ruim. Mas você acha que é ruim porque a gente é chato, ou porque o mundo tá ficando chato?
mimimi a gente tá destruindo a gente não sabe rir dessas coisas mas acho que não não sei acho que não acho que eu também acho que não acho acho que nem a pessoa mais conservadora do mundo assim vai olhar para isso e vai rir assim tipo rir mesmo é meio estranho e eu dou risada de piada
Não, eu também, por isso que eu tô falando. Eu gosto, geralmente tem muito comediante que, principalmente com stand-up e tal, que procura chegar nesse lugar, os americanos chegam muito nesse lugar, por causa dos malucos woke lá. Eu lembro quando você voltou do show do Léo Lins, eles não... É, desculpa.
Não sei se eu nem me falar a respeito do negócio. Mas, assim, acho que existe esse humor, existe até o humor que tenta não ser... Existe um politicamente correto.
E quando a gente fala Eu acho que quando a gente fala de politicamente correto Na arte A gente não está falando de Ah, a gente não pode fazer mais piada De preto Não, porque isso Existe um tema proibido, não é Não é que é proibido É que assim, a piada de preto não deve existir Porque ela nunca teve graça
Porque você está fazendo piada com alguém e essa pessoa não deu risada. Isso não tem a ver com politicamente correto ou correto. Isso tem a ver com graça mesmo. A gente evoluiu por lugar que a gente já pode não dar risada daquilo que a gente estava sendo imposto na risada. A gente não estava dando risada, a minha geração, não estava dando risada porque, por exemplo, desde muito pequeno, eu nunca...
me identifiquei com piada sobre gay e piada sobre preto. Sempre me incomodou, sempre. E eu não entendia por que isso me incomodou. Hoje eu entendo por que me incomodava. Eu sou racista, eu sou homofóbico. Mas, assim, eu identificava que aquilo ali era um negócio... Cara, não vejo graça, não consigo ver graça. Mas...
Eu estava inserido numa sociedade em que eu não dar risada naquilo era o errado. Então, acho que a gente evoluiu para um lugar que hoje a gente pode falar que isso não tinha graça antes e a gente não precisa fazer essa piada. Então, o que eu acho que é o politicamente correto não é isso daí. O politicamente correto é simplesmente você tentar não ofender...
A minoria ou alguma coisa que não faz sentido. E o filme não faz isso. Não tem uma piada com uma minoria que eu posso falar. Quem vai ficar com o Mary tem. Quem vai ficar com o Mary tem. E você dá risada. É muito difícil não dar risada. E assim, mas está errado? Está.
porque a gente evoluiu para aquele outro lugar. Mas esse filme não tem isso. Por isso que estou falando que a discussão não deveria ser essa. Talvez não seja, ou seja, enfim. Não procurei saber, nem quero procurar saber. O máximo!
Eu diria que o máximo que eu me falo de ser politicamente incorreto é estereótipo sobre o Brasil, mas ainda assim... Mas eu não acho que esse é politicamente incorreto. Eu acho que é mais burrice mesmo. Até porque tem várias... Tem várias coisas do brasileiro que são engraçadas para pensar. Sim. Por exemplo, a ideia de... Tanto é que eu achei... Eu nunca achei que o filme pudesse ser bom. Mas...
É alguma coisa que eu falo. Quando eu aperto play num filme e entro numa sala de cinema, eu sempre espero que ele seja bom. A ideia de que eles vão ser perseguidos pelos brasileiros, é uma ideia muito boa. E se eles fossem realmente perseguidos pelos brasileiros malucos na rua, a cena deles perseguindo tem um momento que tem uma...
...moça com carrinho de bebê e ela correndo com a bebê. Sabe, esse tipo de maluquice funcionaria. Ah, mas é coisa de brasileiro. É, porque brasileiro não sabe levar futebol a sério, sem ser sério demais. Isso seria uma piada. Ah, vamos fazer uma piada sobre corrupção do Brasil. Tá tudo certo, pode fazer, cara. Anda por qualquer cidade do Brasil e tenta...
conversar com as pessoas vai ver que assim é são piadas que funcionariam agora eles não fazem essas piadas não são feitas também não são piada feita com nenhuma minoria não são pego é simplesmente não tem graça sabe simplesmente não tem não a piada a piada basicamente a camisinha que
que não é a piada né a piada então mas o humor quase todos se baseia na camisinha o fato de ele estar aí no Brasil é só tipo o cenário ali aquilo poderia ser em qualquer lugar sabe poderia ser qualquer outra situação é porque eles têm um tem um momento que eles
que eles têm que engolir a camisinha. O cara está sendo assistente demais. Exatamente. Por quê? Por que o cara está assistente? Porque eu tenho certeza que o pessoal que fez o filme estava achando aquilo muito engraçado. Não, o set deve ter sido engraçadíssimo. Exatamente. Mas o timing dela não faz sentido. E é isso. Tudo bem, vai engolir a camisinha. Tem uma hora que o Albert... ...
faz um movimento de sexo oral com a camisinha e você fala, cara, estão realmente achando que isso é engraçado. Não é engraçado, cara. Não é engraçado. Ninguém sem moralismo nenhum, só é chato, cara. Só é chato. É, porque, tipo, enfim, não funciona. E eu acho que vai acumulando.
Ele vai tentando fazer mais piadas com mais situações. Ele vai dobrando a posta, né? Exatamente, e não vai chegando em lugar nenhum. Sabe, tipo... É igual. Tanto que no final dessa grande piada sobre engolir a camisinha...
a punchline é tipo nossa foi primeiras bolas nunca pensei nisso cara é é você já tava muito tempo falando assim sobre isso e não ia pensar nisso porque não como é que ele ia pensar nisso porque nunca teve uma camisinha com bola é sentido eu acho que não pensou nisso porque não faz sentido então
E aí ele prepara essa piada, porque ele vai tomar um negócio, ele vai tomar um remédio, ele vai tomar um remédio do nada. Ele está tomando, ele vai tomar um remédio, eu não consigo engolir, eu tenho que cantar. Cara, ele está preparando isso para não ter graça, sabe? Para não ter... Então, é isso aí. Muito desesperador, desesperador o filme. Eu estava ficando desesperado no filme, porque ele não acabava.
É, eu tive essa mesma sensação de não terminar no Caís Frequence Ativo. Mas eu tinha comentado até, eu só vou... Só estou respondendo a minha esposa, desculpa, porque eu estava preocupado com o bagulho. Mas eu tinha comentado antes da live que a gente tinha...
que eu tinha rido uma vez do filme e eu não lembrava qual era a piada. Eu simplesmente não lembrava qual era a piada. Eu lembrei no meio da gravação, mas eu ri de uma piada no filme e é uma piada mega woke, para provar o que você disse que o filme não é esse politicamente incorreto, você não tenta ser esse transgressor e tal. Uma piada que se deu risada.
Putz, é a da entrevista que o cara começa, quando está entrevistando na Fox News ali, eu acho, que o cara começa a falar que os dois estão manchando a imagem dos Estados Unidos, que é muito boa na América Latina. Muito boa. Tudo o que eles fizeram de bom. A guerra às drogas, a democracia e tudo mais. Essa é a única vez que eu vi no filme. Essa piada é boa, foi a única vez que eu vi no filme.
Não, indo para esse assunto, eu dei risada depois, eu dei risada, mas foi frustrado. O Sacha Barucoi falando inglês e eles não entendendo, eu achei muito engraçado.
Por que eu achei muito engraçado? Porque eu achei que aquilo ia continuar. Ia ser assim. Exatamente. Eu fiquei imaginando, cara, é um personagem que é um traficante brasileiro, tentando falar inglês e falando inglês que nem brasileiro. E o gringo não ia entender. E eu achei que ele ia fazer isso o filme inteiro. Eu falei, cara, se é isso o filme inteiro, eu vou dar muita risada. Porque aquele... Essa é a piada que merece levar longe, né?
É, porque ele fica, ele fala e ele realmente não fala nada. Ele tá falando. E aí o cara fala, por que, Paulo, o que você tá falando, cara? Aí você fala, isso daqui vai ser muito bom. Esse cara tentando se comunicar com eles, tentando falar inglês.
E o Sasha, para quem não sabe, o Sasha Baruncoi é incrível, cara. Ele é um ator... É foda. Ele é muito, muito esforçado, assim. Tudo que ele faz... Tanto é que se você pegar a fala dele, as falas dele no filme...
as palavras que são em português que ele fala, ele está falando essa porra em português. Futebol, ele fala em português. Ele não fala futebol, ele não fala futebol. Ele fala futebol. Todas as palavras que ele... Quando ele vai falar no meio das frases em inglês, ele vai falar alguma coisa em inglês.
português, ele fala perfeito. Ele fala melhor que o Lucilo Zafir, cara. É impressionante. Por quê? Porque é um cara que é um ator incrível. E aí eu pensei que ele ia fazer isso e aí eu dei com o burro na água porque não aconteceu. Porque eu não... Ele não falou e aí ele deu uma desculpa absurda. Eu fiz faculdade.
Qual é a graça disso? A graça seria ele tentar tirar sal do brasileiro que acha que sabe falar inglês pra caramba. Ele não sabe. A maioria não sabe. E isso eu achei que ia ser engraçado. Me ferrei. Seria uma boa piada. Seria uma boa piada se ela mantivesse. E a outra vez, a outra hora que eu dei risada, eu dei risada dessa parte aí, e eu dei muito risada de uma frase do que eu dei risada.
quando eles encontram o crocodilo, e aí o Paul Waterhauser começa a... Você não vê o urso do pau branco? Não, eles falam isso, ele começa a falar e tal. E aí ele fala, será que os bichos têm nome? Será que eles se chamam por nome? E aí o Marcão... Eles quando falam assim, isso é uma ideia...
Está no roteiro, não foi improviso. Mas aí ele fala... E ele fala assim... Uma história completamente maluca. E o Mark Wahlberg não deixa a história chegar nele. Ele não conversa sobre aquilo. Ele está levando a sério. Lógico, eles são bichos. Cara, foda-se. Conversa sobre essa merda.
E aí você... Então, essa parte não tem graça. Porque você fala, pô, por que eles estão falando disso? Mas aí, depois, algumas cenas depois, alguém fala do jacaré. Do jacaré. Não o jacaré, é um primo do jacaré lá. É, como é que é? É o Harley, sei lá, Harley. E aí ele fala, não falei que ele tinha nome? Eu falei, puta, olha, isso é uma piada.
construiu tal. É, pô, é bom legal. Mas assim, é um segundo, porque eu não falei que eu tinha nome e já vai virar um outro bagulho, né? Porque também ali é uma situação que eu acho muito boa, mal feita, né? A situação de você encontrar os caras no...
essa esses eco essa serão aqui é ecoativistas é a ideia a ideia não é até uma Deus ecoativistas não é não é uma boa ideia não faz sentido algum porque não tem não tem não tem piada envolvido né
Você está dando a visão de quem? Não está dando a visão de nada. São figuras inexistentes. Não existe aquilo. Se não dá para a alvoreça do Brasil, você não vai contrair com ativistas daquele jeito, fazendo aquilo. E aí você... Você vai contra o Ibama, o ICMB, o Rufas e tudo. Então, naquele momento, não tem uma piada. Então, isso não é engraçado.
E aí, tal, sei o quê, aí eles falam que a gente fica aqui para transar e tal, e aí você vai indo, né? Aí você fala, puta, daqui vai chegar a lugar nenhum, né? Aí tem o cara que explica do peixe lá que entra na uretra, e ninguém entende o que o cara fala, aí você fala, puta, olha, o cara está falando aí, ninguém entende, o cara está falando espanhol, não sei porquê, mas ninguém entende. Brasil. E aí eu acho que a ideia é muito boa.
da moça quando ela leva os dois para transar, e ela fala, vamos transar aqui, onde a gente... onde a gente mata os caçadores. Sim.
É uma ideia que, se é bem arrumado, é boa. Só que do jeito que é feito, não é boa. Se você prepara todo o terreno para eles serem ultra pacifistas e eles fazerem um monte de coisa, não sei o quê, de repente você chega naquele lugar, seria uma boa ideia. Não funciona, porque ela não... E aí você fica lá vendo e tal, e aí ele fica muito tempo ali naquele lugar. E aí depois aquilo não é usado mais, sabe? E aí vai para um lugar meio exagerado.
Mas eu acredito que o problema do filme principal é esse, porque ele tem muito essa piada de exposição, assim, de querer te chocar. E não te choca, ele só te cansa, porque ele repete a exaustão e isso é cansativo. E onde ele teria uma boa piada, falta setup, assim. Ele só tem punch. Ele falta setup de piada, ele não prepara piada nenhuma pra vir, assim. São poucas. Porque, por exemplo, ele perde um tempo desenvolvendo aquela...
aquela aldeia, mas em nenhum momento ele dá a entender que a última coisa que eles poderiam fazer ali é matar gente. Para quando você mostra aquilo, vai dar esse choque. Ele está preocupado com cogumelo, com os bagulhos, com o sapo, com o cara lambendo sapo.
E não com essa ideia de ser paz e amor, ou ser pacifista, ou ser alguma coisa... Ele foi no estereótipo do hippie também, né? Tipo, sabe? Não funciona. Não funciona. E assim, a solução do filme também é uma piada que não funciona de jeito nenhum. O final? É. Caraca. É.
Mas, assim, eu acho que naquele momento, você diz na hora que eles são encontrados pelo exército argentino. Isso, exato. Então, aí eu fiquei pensando assim, o brasileiro no filme é... Só um comentário, você poderia só ser saúdos pelo exército argentino. Não teria fechado o filme. Não, tudo bem. Ok.
não ia ter graça, mas assim, eles estendem para aquele momento todo, e aí eu fiquei pensando isso assim, o quanto o brasileiro não se ofende com o filme, com todo o retrato do brasileiro, porque o brasileiro idiota do filme não tem cara de brasileiro, o outro não tem... O ministro chama Santos It's...
O ministro da defesa é Cristos. É mesmo, é Cristos. Não tem Cristos no Brasil. Desculpa, não tem Cristos. Tinha do Vinícius, não existe nome com S no final no Brasil. Não é um negócio comum assim, sabe? Enfim.
Aí, o que eu acho que... Tudo que eles não ofendem o Brasil, eu acho que eles não ofendem a Argentina. Provavelmente. Não, porque... Não gosto nem de falar essa frase. Preconselho de história. Pini, deixa eu só fazer um comentário antes de você entrar nessa... Eu fui pesquisar nomes do Brasil. No IBGE não existe um único Cristo registrado no Brasil.
Eu não estou nem muito errado. É isso aí. Então, assim... Porque, assim, eu... A imagem que eles dão da Argentina é do... É a imagem que a gente gosta de passar, né? A gente tem um preconceito histórico com a Argentina. Perdão, correção. 32, se a Vagrafia for com o, zero se for com o.
Tá, e 33 com o Luciano Zafia. Isso. Desculpa te cortar. Quer falar assim, eu tenho um preconceito histórico com a Argentina, por causa do futebol, por causa de uma série de coisas, enfim, e aí eu acho que é mais uma piada do que realmente um preconceito, a gente vai sempre tirar essa onda ali. Mas se eu fosse argentino, que não é uma frase que eu gosto de dizer,
eu ia ficar bravo, cara. Porque, cara, ele cria uma imagem do argentino ladrão. Do argentino que está feliz com o bagulho roubado, tá ligado? É a imagem que o Brasil tem do argentino. É, é, é. Não que eles não tenham festejado uma Copa do Mundo com um gol de mão.
Mas isso ficou passado, né? A gente não precisa voltar para isso, né? Porque isso, cara, eles acham... Eles vão tratar como herói dois caras que praticamente roubaram uma situação, né?
E a pessoa foi, cara, será que eles entenderam que não é um elogio? Será que o Peter Farelli está entendendo? Não, eu fiquei o filme zoando brasileiro, mas eu vou ofender mesmo o argentino? Porque é isso, não faz sentido, sabe? Até faz, porque o Clevo acredita que talvez o roteirista seja brasileiro, é isso? Quer dizer? Não.
Só que eles conseguem ir nos estereótipos mais rasos de tudo. Então, acho que o filme erra até nessa hora, na hora de conquistar o público, de falar que agora a Argentina veio. Acho ofensivo para caralho. Acho que é uma piada. Isso é uma piada. Eles tentam fazer essa piada. Mas acho que fica um negócio de...
de ser uma piada ofensiva. A única piada ofensiva para mim do filme é essa. E assim, você também tem outro ponto. Você não se identificou com aquele cenário de Brasil ali e você nem consegue gerar tanta diferenciação, sabe? Dos argentinos para os brasileiros. Eles têm uns cabelos crotos. Todos os personagens têm cabelos crotos. Pode ver. Eles têm uns manlets.
O Manet está em alta no Brasil também. Mas é um Manet diferente. O Manet de Argentina é diferente. Eu sei. Mas é verdade. Você não tem identificação. Você não vai identificar eles. Em momento nenhum você identifica eles como vilão. Isso já é uma questão. Em momento nenhum você está preocupado no filme com os argentinos. Você não está preocupado com... Você nem discute a ideia de que o Brasil perdeu para a Argentina no jogo. Isso não é um problema. O problema foi que eles...
Os dois atrapalharam. O empate, ainda nem uma vitória. Em nenhum momento você fala, em nenhum momento o filme se dispõe a falar que os argentinos são os vilões do filme ou poderiam ser os antagonistas dos brasileiros. Não tem... Para quem não está no Brasil...
Acredito que a pessoa nem entenda o peso desse choque, a rivalidade. Eles falam, ah, o maior rival do momento ali é assim, mas sabe, você não vai ter um... Não tem esse momento que você vai falar... Você sabe, quem está no Brasil sabe, quem está no Brasil, o cara que está vendo o filme lá na Turquia, sei lá, não sabe. Não, mas... É, mas acho que o ponto...
Central do filme é essa identificação também, assim, de erro. Porque é isso que eu falei, você não vai conseguir odiar os argentinos no filme, não tem como você entendê-los como vilão. Aí os brasileiros, você não entende eles muito como brasileiro. A moça argentina, a atriz que é argentina, a atriz que faz uma personagem argentina no final, é a pessoa que melhor fala português no filme.
pra falar português, perfeito. E no final era gentil. Então, os traficantes parecem todos uns mano mexicano, assim. E esse fala português de Portugal. Cara, tem vários português de Portugal, assim, falando. Tem uma hora que estão os três no carro, assim, os três estão falando português de Portugal, assim, sem dó. Não, não, mas eu digo, tipo, estereótipo visual, isso poderia muito ser criminoso do Breaking Bad, sabe, assim? Sim.
Agora, eu ficaria surpreso se, por exemplo, o Peter Farelli viesse... Não, eu falei para eles falarem português de Portugal para fazer uma piada. Mas isso aconteceu. Eles falam português de Portugal, porque deve ser português de Portugal. Tem português de Portugal, mas fala português de Portugal, pô. É, só os brasileiros de Hollywood.
Lucas Neto e Anitta e Pedro Sampaio colonizaram Portugal, ninguém mais fala português pré-histórico lá. Deixando claro que o Pedro Sampaio não fala português, direito? Como não, não sei. Assim, nas músicas ele não fala porque ele só...
Fala duas palavras, Pedro Sampaio. É Pedro Sampaio. É que depende, às vezes ele sabe quatro, né? Depende da alfabetização dele. É Pedro Sampaio. É, exatamente. Cinco. Perfeito. Nunca tinha pensado por esse ponto de vista. Talvez seja um... Ele só foi alfabetizado até aí, né? Ele aprendeu a falar o próprio nome. Por isso, ele começou a produzir música.
Ele não sabe assinar ainda. É isso aí. Incrível. Mas, Vini, existe algum ponto bom desse filme? Não. Fim. Os créditos, né? Os créditos. Não tem. Achei muito ruim, achei ofensivo para o humor.
te ofendido porque me falou que é uma comédia, sabe? Porra, não tem razão. Cara, o que me irrita é isso. Tipo, o ponto me pega muito isso, assim. Eu gosto muito de comédia. E é um gênero mega, assim, menosprezado, né? E aí você vê um filme desse, você entende por que as pessoas não tiram o mesmo comédia. Se isso for um padrão de comédia, sabe? É muito ruim, cara. É muito ruim.
Eu fui pesquisar algumas comédias para a gente falar e tal.
Eu cheguei à conclusão que temos um problema mesmo, cara. Não tem... Os últimos anos de comédia... Eu estava pesquisando os últimos anos... Lógico assim, eu vou até abrir aqui assim, mas aí você fala, ah, tem comédia, né? Lógico que tem comédia, mas aí você pega o que as pessoas estão considerando comédia, tipo o Palm Springs. O Palm Springs é uma comédia romântica, não é uma comédia, né? Desculpa. É uma comédia, porque é engraçado, mas assim...
Não é esse tipo de comédia, sabe? O gênero comédia já meio que não existe mais. Eu percebi isso pesquisando. Existe, mas eu acho que ele está... Ele está em crise. Eu acho que existe uma crise na comédia. Acho que a gente já pode até usar isso como um ponto para um próximo... Crise do humor. Chegamos no limite do humor, o limite é ele ficar sem graça.
Se o cinema de comédia está em crise, sabe? Eu acho que tem esse... O que... Convenhamos, né? Vamos lá. O cinema de comédia de Hollywood está em crise. O cinema de comédia do Brasil não está em crise. Muito pelo contrário. O cinema de comédia do Brasil... Inclusive, eu não dei recomendação brasileira. Está bombando. O cinema de comédia do Brasil, ele se mantém...
muito forte assim sabe no e a mas eu não gosto do tudo bem mas assim a quem goste e tem coisa muito boa e coisa muito melhor do que você acha que tem que você só não vê porque você tem preconceito sabe tem tem muita coisa boa que a eu não vejo porque é comédia brasileira aí você acaba não vendo um problema seu
Um filme bom. O gênero comédia brasileiro não está em crise. Acho que a comédia brasileira americana está em crise. Talvez porque a geração de comediantes... Comédia brasileira americana, Vini? Ou cinema de comédia americana? Comédia americana. Comédia americana. Talvez esteja em crise. Acho que a gente pode até usar isso como uma pauta. Porque acho que tem alguma coisa a ver com...
com a independência do stand-up, com sala de roteiro, com o cara não precisar mais fazer o roteiro. É uma questão de pesquisar, mas isso me deu a impressão que existe. Então, no Brasil, não.
Eu tava vendo um dado hoje de séries animadas. Isso é muito nos Estados Unidos, assim, e tal. Eu não lembro o dado exato, mas era em torno de 80% das pessoas. Era um número real muito alto, assim. Preferia ver séries independentes. Tipo, séries autopublicadas, YouTube e tudo mais. E eu acho que tem um caminho aí do humor... Quanto? Quanto por cento? Foi?
Era beijando 80, sim. Era mais de 70%. Esse é o tipo de pesquisa que você fez dentro do YouTube. Você faz uma pesquisa dentro do YouTube, as pessoas dentro do YouTube vão responder isso. Não faz o melhor sentido essa pesquisa dar um resultado desse. Se fosse assim, não teria porra de streaming nenhum. Não teria Netflix fazendo comédia. Não teria ninguém. Você viria só... Vini, vini.
Mesmo assim, cara, todos eles estão fazendo... Essa pesquisa foi feita dentro do YouTube. Pergunta do YouTube. A pessoa está lendo do YouTube e ela responde a bobagem dessa. Eu acredito. Eu complemento isso. Eu discordo. Eu duvido que o número seja tão alto quanto isso. Mas eu acho que tem esse cenário crescente de séries animadas independentes e tal. E eu tenho a impressão que o humor vai muito pra esse caminho. Ele consegue se lembrar melhor aí.
O humor independente não tem... O humor independente não paga conta. O humor rende muito pouco. Eu acho que... Não, o humor não paga conta. Na internet, o humor não paga conta. O humor não paga conta. O cara vai ter um milhão de visualizações e vai pagar um aluguel.
mais ou menos, mas tudo bem não paga não paga rios de dinheiro não entra não, rios de dinheiro é o que não
Mas eu digo para projetos pessoais, onde o cara antes tinha que defender muito um roteiro, ele tem subterfúgios hoje mais fáceis de criar. Talvez seja isso. Não pesquisei sobre isso, só conseguiu ter visto esse dado hoje. Eu vi esse dado num post do LinkedIn, Vini. Não tinha nada a ver com a discussão da nossa porta. Porra, LinkedIn, é tudo mentira, cara. É tudo currículo mentiroso. É um cara confiável. Não existe gente confiável no LinkedIn. Fica aí a questão. Todo mundo mente no currículo.
E o LinkedIn é só currículo. Então é só mentira. Tem mais mentira no LinkedIn do que no Instagram. Fica a dica pra quem usa. É muito foda eu falar no podcast que eu uso o LinkedIn assim. Mas, gente, eu tô no mundo corporativo também. Eu não. Eu tô aqui só pra falar mal de LinkedIn, cara. LinkedIn é tudo mentira. É tudo mentira. Discordo.
aulas do Vinícius tudo que ele está dizendo aqui é de minha responsabilidade dele mas eu pesquisando sobre isso me procurem no LinkedIn
Isso, me contratem no LinkedIn, né? O Vinícius diz assim, dito tudo isso, me contratem no LinkedIn que eu estou lá. Não, eu não estou procurando emprego, mas pode ir procurar no LinkedIn que eu tenho... Não, Freela. Tenho post muito bom no LinkedIn. Eu também não estou procurando emprego, mas sempre aceito um bom Freela. Sim. Dito isso tudo, Vinícius. Na real, o que eu ia falar é que eu fui pesquisar assim, ah, fui buscar, tipo, lista de maiores bilheterias de comédia dos últimos anos, melhores filmes de comédia dos últimos anos.
E aí eu reparei que a maioria não é comédia, comédia, é sempre muita coisa misturada, assim, igual você falou. Você olha e fala, isso daqui é uma comédia, né? Ou é tipo Deadpool? É, eu... Vamos lá, eu... Eu fechei no lugar, né? Como eu estava falando de...
a gente está falando de Hollywood, né? Então eu fechei em Hollywood. Eu pensei em três filmes que... Na verdade, eu pensei em três filmes que não são brasileiros, de comédia, porque um deles não está muito... Está um pouco em Hollywood, mas não está. Enfim. E foi isso que eu achei. Foi isso que eu achei. Comédia, comédia, comédia mesmo. Que é piada...
cena, piada, cena, piada, cena, piada. Enfim, eu achei... Tá com a coisa de uma piada a cada 10, 20 segundos. Ainda que um seja mais sutil que o outro, mas eu não achei tantos, não, de você falar. E é lógico, bom, né? Ou ruim, eu achei um monte. Mas, enfim, então...
um americano e um brasileiro. Só para deixar claro, eu não procurei brasileiro porque, na minha teoria, o cinema brasileiro de comédia não está nem perto de crise. As maiores literias são comédias. O problema é que não é a comédia que as pessoas querem. É a comédia que uma fatia da sociedade se interessa.
E que acaba criando um preconceito por ser feito para essa fatia da sociedade, ainda que, repito, tem muita coisa que as pessoas não veem por preconceito, e é bom. E fica claro. Não, não se vê. E o que eu falei? Vamos fazer um programa, vamos falar sobre isso, a gente expõe isso.
Sim, mas é só um adendo. O cinema de comédia no Brasil também sobrevive de filme underground ou mainstream, leva Globo Filmes nas postas. Sim, sim, e não está preocupado. Você pega comédia sem dinheiro e comédia da Globo Filmes, com o mesmo esforço, e funciona, e se mantém.
Enfim, começa a falar você. Três indicações de comédias para falar que a gente... Eu trouxe duas, porque na lista estava uma. Duas de comédias para provar que a gente não...
E são comédias recentes, tá? O meu recorte foi 10 anos. O recorte foi 10 anos. É, eu usei o mesmo recorte do Vini. Eu confesso que eu nem olhei os anos de lançamento desses dois que eu lembrei. Porque pesquisando tive uma dificuldade, então eu peguei dois que foram mais fáceis de eu lembrar. Um deles é... Não, eu tenho certeza que eles têm menos de 10 anos. Não tenho dúvida disso. Primeiro alto da...
tem meses de 10 anos. Vai se fazer falar mal, eu vou fazer isso de novo, né? Vai lá. Não. O primeiro é o brasileiro, que eu vou citar. E é justamente porque, cara, ele brinca com inúmeros estereótipos locais, inúmeras coisas, e ele sabe fazer o humor politicamente incorreto, dentro do critério que a gente disse aqui, sem ser ofensivo, que é o Cabras da Peste.
da Netflix assim nem é o melhor desse rolê do Carvalho Zapé show do policial isso nem é o melhor desse rolê tá tem melhores nesse tudo isso é divertidíssimo e é fácil
É, é o do diretor, fugiu o nome dele. O Hollywood é incrível, cara. O Hollywood é incrível. Peraí, eu já te falo. O Shaolin do Sertão, eu sou apaixonado. É maravilhoso, ele é incrível. É, eu gosto muito dos filmes dele. Me fugiu o nome agora, acredita? Só um minuto, eu já te falo.
E eu escolhi esse, inclusive, como eu disse, acho que eu gosto mais dos outros filmes do diretor. Mas esse é muito bom. Esse é muito bom. Muito importante. O Cabra da Peste é muito, muito bom.
Só que eu acho esse mais palpável pra quem quer conhecer ali do que o Cine Hollywood e o Xolindo Sertão. Acho que os dois levam muito ao extremo as piadas regionais dele. Sim, sim. Regionais no sentido de regionalização da piada mesmo. Não de… Cine Hollywood tinha legenda, né? Cine Hollywood tinha legenda, cara. Ele ter legenda é maravilhoso. Exato.
E o Shaolin do Sertão, ele vai muito pra um absurdo, assim, que eu acho que talvez quem não consome tanta... Tanta comédia. E aí o Cabras da Peste, eu acho que ele tá meio nesse tema, ele tem mais carinha de Globofilme, sabe? Filme Netflix bem popular, extremamente divertido. Eu gosto muito desse filme. Acho incrível. Outro dia, mais precisamente, semana passada, Cabras da Peste passou uma sessão da tarde. Sério? Eu não vi. E aí eu tava... E aí
Ele começou ali, acho que era umas... Acho que começa três horas, três e pouquinho. E eu sentei... Meu filho começou a ver e meu filho viu quase inteiro. A gente só teve que sair, porque ele tinha um compromisso. E meu filho tem dez anos, ele cascou o bico com o filme.
É muito engraçado para qualquer idade. É um filme inteligente. Ao mesmo tempo, ele é um filme que provoca. Ele faz várias piadas com vários clichês. É muito bom. É. E ele não fica nesse medo de quero ser politicamente correto. Nada disso. É só um filme engraçado. Ele tem uma perseguição no final.
Que é uma das coisas... Pô, é divertido demais ser de perseguição. Aquela perseguição é muito boa. Sim. Quer falar? Depois eu falo? Bora. Eu trouxe três filmes. Então um quase não é comédia, então ele fica por último. Mas o primeiro filme é de... Cadê? Agora eu abri a caba, ele não vai funcionar. Ele é de 2018, chamado A Noite do Jogo.
Claro que é um filme bobo, é um filme comédia enlatada e é boa, dá para fazer isso de verdade. Quem não viu, é muito, muito engraçado esse filme. É muito bom, é muito... Eu acho que tem uma aventura, mas mesmo assim, em nenhum momento do filme é uma aventura.
O filme inteiro não se leva a sério nem na aventura que eles têm e tal. Incrível, é um elenco incrível, várias piadas muito boas, várias situações absurdas. A noite do jogo, muito bom.
E é uma piada clichê que já se estendeu em vários lugares. Sim, perfeito. Essa piada já deve ter... Já foi, tipo... Deve ter milhões de séries que já fizeram um episódio do mesmo jeito. Sim. Jolê Maia, como a gente faz com carinho, faz com carinho, faz divertidinho, põe um elenco bom, o bagulho vai funcionar. Não precisa ser incrível, não precisa ser maravilhoso.
Por isso que a gente reclamou tanto do bola pra cima aí. Porque não precisa ser... A oficina de tal... Se tem uma hora e meia, precisa dar risada ali, sabe? Então, fica aí. Minha primeira dica. Que não é o meu preferido dos três. Meu preferido dos três vai depois. Tá bom. Eu fui até... Como eu falei, esqueci de deixar a ficha aberta do anterior. Aberta do anterior, eu tô pegando a ficha do que eu vou falar agora. Que é...
Achei engraçado que no IMDb está caracterizado como comédia de humor negro. Que é o... É o... Não olhe pra cima. Também Netflix. Que é o do Netflix. Que é o do Meteoro, né? É o do Meteoro com o Leonardo DiCaprio. Que é basicamente... Esse eu acho que é um filme também que, cara...
Eu não reassisti ele recente. Eu acho que talvez ele tenha dado um pouco de sorte dele ter sido lançado na hora certa, no momento certo, sabe? É, é, é. Eu acho que ele dá risada de umas coisas, mas ele tem umas coisas muito delicadinhas, assim, pra ser engraçado, assim. Então, mas ele é engraçado demais, cara. E ele pega, tipo... E eu acho que...
Esse é o ponto de que dá pra fazer piada de tudo, assim. Que eu acho que é onde ele entra pra mim. A gente tava num momento mega delicado de pandemia. E vem esse filme discutindo um assunto que tava latente ali. E fazendo piada, levando pro extremo. Pro extremo e você rindo da situação que pra você tava sendo uma merda naquele momento, sabe? A gente tem até podcast sobre ele, eu acho. Acho que a gente chegou a gravar na época.
Então, eu gosto muito desse filme por isso. Eu acho que ele é um desses recentes. É um exemplo de situação que a gente estava vendo e que vem um filme e consegue brincar com ela sem ser um problema. Consegue pegar uma situação delicada e fazer um filmácio divertido. As minhas duas indicações aqui. Uma que eu acho que quase não é uma comédia, mas...
Talvez você veja ele sem você perceber. Se você não vê ele pensando numa comédia, talvez você ache que ele é só um filme ruim.
Mas se você tiver a chave... Esse triângulo foi foda. É verdade. Se você tiver a chave de decifrar, aquele código que decifra, que fala assim, esse filme é uma comédia. Então, o que você está achando ruim nele é porque ele está sendo... É uma piada. É uma piada, que é o Triângulo da Tristeza de 2022, do sueco maluco lá.
do Rubem Oslund, que é... que é uma... Só explicando, assim, é um casal que vai num navio, e o navio naufraga, mas o filme não é sobre isso. Conta-se qual que é, eu não lembrava o nome, sim. É um filme que ele é completamente constrangedor, assim, ele vai o tempo inteiro te provocando a ficar incomodado.
com aquela situação, com aquelas pessoas, com aquelas ideias, com tudo aquele... Sabe? Então, é um filme muito bom. E eu gosto muito dele porque ele parece que não é uma comédia. E aí ele... Se você...
provavelmente alguém viu, achando que não era uma comédia, e falou, cara, isso não faz o menor sentido. Mas se você ver com essa isso, sabe, que tudo está tirando o sábado da situação, é uma... Sim, sim. Eu acho incrível ele. Ele chega em limites que eu não...
que são limites que eu não gosto. Mas no filme funciona, sabe? Coisas que acontecem no filme que eu geralmente não gostaria. Mas no filme eu entendo a arte do negócio ali. Cara, se eu não me engano, a sua crítica sobre esse texto, por meses e meses, assim, talvez por anos, foi um dos textos mais lidos do Cinema Key.
Porque uma galera estava tentando entender o filme, se eu não me engano... Não, não é esse. Esse é o outro, é o Triângulo do Medo. Não, mas eu acho que o Triângulo da Tristeza também entrou no ranking. Esse é o ponto, eu acho que os dois subiram ali. O Triângulo do Medo, sim, eu tenho certeza. Esse é campeão. Mas justamente por isso, por as pessoas não entenderem tanto a piada.
É, eu acho incrível. Mas não é esse o meu preferido. Meu preferido dos três é um filme de 2023 chamado Bottoms, da Emma Segg. Bottoms ou não?
com a Rachel Seno... Ah, não, lógico que eu vi, pô. Incrível esse filme. Eu acho que talvez, se alguém perguntar qual é a sua comédia preferida dos últimos, sei lá, 20 anos, eu vou estar colocando Bottoms com Trombone Tropical, sem dúvida. Cara, eu esqueci deles quando eu fui procurar. Esse filme é muito bom. Eu acho Bottoms uma coisa...
mais engraçado que eu vi nos últimos, sei lá, 10 anos. É muito bom esse troço. É muito engraçado. As atrizes são incríveis. A ideia do filme é completamente fora da casinha. E não tem a mínima vontade de não ser uma maluquice completa. Então, enfim, incrível. E é pesado também. É pesado. Ele começa num lugar pesado e ele vai indo, indo, indo. E no final ele está num lugar e ele vai indo.
que se perderam completamente. Ótimo que você fique com seus pais no almoço de domingo. Maravilhoso. Por favor, veja. Aquela pessoa que você acha que vai ficar constrangida com qualquer assunto, sente essa pessoa do seu lado para ficar constrangida. Vai ficar muito constrangida. Todos os assuntos são tocados.
Quando eu estava pesquisando, Bottoms passou nas pesquisas. Eu não associei o nome ao filme que era. Acho que em português veio Bottoms mesmo. Eu acho que veio Bottoms mesmo. Incrível. E eu acho que é uma prova de que provavelmente o Peter Farelli poderia fazer um filme.
Bom, ele não precisaria estar tentando fazer o que ele fazia 20 anos atrás. Porque eu acho que o cara do Bottoms, a moça do Bottoms, a diretora e as roteiristas, provavelmente é muito difícil não terem nada deles. E aí o cara vai e faz um negócio que não faz sentido hoje. Então, é possível fazer. É um filme de 2023, é um filme agora. É possível fazer. É ele que não fez.
Não vamos fingir que não é possível. É, ele que não fez. O Vini não veio com o título Bottoms. Acho que mudou depois. Ele chegou no Brasil com...
Clube da Luta para Meninas. Inclusive o nome que está na sua crítica. Exatamente. É, por isso que eu não associei. E aí depois virou Bottoms, atualmente no IMDb. É que o nome do Clube da Luta para Meninas é um nome muito horroroso. Horrível. Mas faz sentido, mas é muito horroroso. Eu não lembro. É verdade. Clube da Luta para Meninas. Acho incrível. Incrível. Comédia maravilhosa. É muito bom. Muito bom esse filme.
é dá para dar para assistir quase todos os dois que eu falei são da Netflix o botão de Prime Video Triângulo da Tristeza se eu não me engano Ah mas eu acho que tem outras plataformas você vou ver também eu acho sim sim quer ver eu vou falar agora onde tem cada um deles então vocês podem ver para mim mesmo
Prime Video, o HBO Max. Prime Video, tem um monte de lugar. Prime Video, HBO Max, claro, TV+, Diamond Filmes. Está em vários lugares. Isso aí. E qual foi o primeiro mesmo? Era o... Noite do Jogo. Noite do Jogo. Boa. Acho que está na HBO. Noite do Jogo.
a gente viu Max Claro TV também é claro TV ele pega aqueles canais ali né que você assina e às vezes tem o catálogo do canal então ele joga tudo junto então tem lá no Claro TV mais consegue navegar pelo catálogo dos canais que assina provavelmente é isso aí é isso Vini
É isso, vamos dar risada. Temos um programa sobre o melhor filme que você viu nesse final de semana de comédia. Temos dois agora, né? Porque a gente já pegou uma pauta para o outro, então está ótimo. Semana que vem o cinema... Não, não tinha. Semana que vem, não. Temos que estudar e preparar. Semana que vem a gente vai falar mal do filme.
Ah, então perfeito. Tenho que olhar o catálogo de estreca, não lembro o que vem, se for que vem. Muito obrigado a quem nos ouviu até aqui. Se você gostou dessa conversa sobre o bola pra cima e como a gente... A nossa ideia aqui era discutir um pouco disso de humor, mas acabou virando outra pauta que a gente vai discutir futuramente, né?
Mas se você curtiu esse nosso programa, você pode se inscrever no YouTube, deixar um joinha, comentar. Nas plataformas de podcast, você pode curtir... Pode curtir, não. Você pode deixar 100 estrelas, você pode se inscrever também, assinar o podcast. E se for no Spotify especificamente, você pode comentar aqui o que você achou de bola para cima. É isso, Vinícius. Temos um programa, tem algum recado que você gostaria de dar para a nossa audiência, para o nosso público, para o nosso telespectador? Vejam comédios.
Vejam comédias. Vai tentando. Fujam um pouco. Vai tentando. Fujam um pouco do stand-up também. Eu acho que... É, são coisas diferentes. Tem muita coisa que é stand-up, mas... Não coloque as duas coisas no stand-up. Comédia não se resume a stand-up. É um pouco isso. Comédia não é stand-up. Cinema de comédia é um negócio, o stand-up é outro. Então, consumam os dois, mas... Isso. Dito para um cara que gosta bastante de stand-up. Também. Consuma as duas coisas.
Não frequento os brasileiros porque não tenho paciência para brasileiro que gosta de stand-up. É porque você costuma frequentar os de Los Angeles, né? É, o fandom de stand-up no Brasil me desagrada. Porra, assim, o fandom de stand-up gringo no Brasil também é insuportável. É, exatamente. Só deixar isso claro. Não, o fandom de stand-up.
No Brasil. Não é de stand-up no Brasil. Exatamente. Ah, eu gosto muito de stand-up no Brasil. Puta, sai fora. É que... É, concordo. Sempre. É, é isso. Vão... Procura... Ó, se você... Procura os stand-upers gringos ali, que você gosta, que você identifica, e procura o que eles roteirizaram, o que eles atuaram, o que eles fizeram. Tem um monte de coisa legal. É, exatamente. HBO tem um monte de especial bacana, de gente que faz filme.
Isso. Então vai procurando os filmes desses caras assim que vocês vão descobrir bastante coisa que vocês vão curtir. Certo? Certo. Fechado, Vini? Fechado. Não temos dicas, pois já demos cinco dicas de filmes. Cinco dicas de filmes. E depois a gente volta. Um beijo. Até semana que vem. Vini, um beijo.