EP 219 - “BASTIDORES DO NOVO: Eduardo revela a estratégia, as tensões internas e o PAPEL central de Zema em 2026” - Com Eduardo Ribeiro
Neste episódio explosivo do Beyond the Cave,recebemos Eduardo Ribeiro, presidente nacional do Partido Novo, para umaconversa que abre a caixa-preta da política moderna — alianças, tensões,estratégia eleitoral, cláusula de barreira, bastidores do partido e, acima detudo, o papel central de Romeu Zema como protagonista do tabuleiro de 2026.
Eduardo fala sobre:
• a estratégia do Novo para voltar a crescer nacionalmente
• os desafios internos e externos do partido
• como navegar um sistema eleitoral hostil
• a necessidade de abandonar idealismo sem abandonar ideais
• a guerra institucional com STF, Congresso e mídia
• a disputa pela alma do eleitor que não acompanha política
• a expansão nacional do partido: Nordeste, Norte, Sul e Sudeste
• a força simbólica de Zema, seus resultados e sua capacidade de atrair oeleitor apolítico
• as alianças que podem decidir a eleição
• o impacto de figuras como Nicolas, MBL, Bolsonaro e líderes regionais
• a tensão entre liberalismo, conservadorismo, pragmatismo e estratégia
• e a importância de formar quadros fortes, conhecidos e confiáveis
Eduardo traz uma visão rara: como se constrói um projetonacional real em um país capturado pela polarização, pelo assistencialismo epelos incentivos distorcidos da política brasileira.
Este episódio é para quem quer entender o que REALMENTE estáacontecendo por trás das prévias de 2026 — e como o Novo pretende entrar nadisputa.
- Federações PartidáriasAdaptação à legislação eleitoral · Financiamento de campanha · Cláusula de barreira · Crescimento nacional · Alianças políticas
- Sistema Eleitoral BrasileiroLista aberta vs. lista fechada · Voto distrital misto · Incentivos do sistema proporcional · Reforma eleitoral
Sejam bem-vindos ao Beyond the Cane, podcast que promete lhe tirar da caverna. O podcast com o maior ROI da internet. Eu, Caio Fernandes, Regis Magal e Marco Antônio, chefe das cinturas, investigando a vida como ela é.
Boa tarde, bom dia, boa noite Sejam mais uma vez bem-vindos ao Beyond the Cave Teremos um convidado mais do que especial pela segunda vez aqui em nossos estúdios Um cara incrível aí que tá fazendo um trabalho irado Um cara incrível
Mas antes de apresentá-lo novamente, devidamente, nós temos algumas obrigações, não é verdade, meu amigo? Claudio França, voz do além. 100% algumas obrigações aí. Apoia.se barra beyond. Torne-se um apoiador aí, vai contribuir bastante com o trabalho. E nos siga nas redes sociais aí, arroba...
PDC. Cara, pra quem quer virar um apoiador, sabe quanto que custa, meu velho? 20 reais por mês e com 20 reais por mês você já ganha uma das nossas belas camisetas. Eu tenho aqui Dom Pedro I, que é uma referência nossa. Essa é uma delas. Bosta aqui pra galera aí, Tiagão. Aponta a câmera pro pai aqui, tá vendo? Essa aqui, uma frase do José Bonifácio.
Tem Enrange, tem Temistocles, tem Heródoto, tem pra todos os gostos. Então o cara ali entra, paga 20 reais, já ganha uma camiseta. Reserva. O cara por 20 já ganha a camiseta. Pô, é menos que um burgão, né, cara? Essa conta não fecha, hein? Eu senti as suas ideias. Então, aí... Muito bem.
Ganha, já não fecha a conta. Faz parte do nosso grupo aí de apoiadores. Tem uma galera lá, tem discussão rolando. Hoje tinha 300 mensagens em duas horas, os caras discutindo lá. MBL novo, uma puta treta do cacete lá. Faz pergunta para os convidados. E também...
pode assistir ao vivo. Dá uma checada aí se o link tá ao vivo pra galera, que me falaram aqui que não tá ao vivo não. Dá uma checada aí, qualquer coisa a gente manda o link de novo aí. Mandaram a mensagem falando que, ó, esse link aí tá meio zoado, viu, Tiagão? Dá uma olhada aí, produção, checa pra mim. Tá, então 20 reais por mês, já resolve isso. E sigam a gente, curtam, comente, né? Arroba Beyond the Cave PDC, é muito importante, mas, negão, vamos pro que interessa. Quem que nós temos aqui hoje?
Nosso querido Eduardo Ribeiro, catarinense aí, bioquímico, formado pela Federal de Santa Catarina, que eu lembro da outra vez que você veio aqui, que só tem comunista naquela porra, mas tudo bem. Gloriosa. Minha mulher fez Federal de Santa Catarina também, ela fez psicologia lá, imagina. Empresário. Ela acha que era até mais difícil, porque a galera era de humanas, né? Puta, cara, ela falou pra mim que era bizarro, assim, era maconha e Che Guevara pra tudo quanto é lado.
um ambiente bastante inóspito eu falei, não, centro de ciências da saúde que também era, mas a humanas era pior, né, pior ele foi presidente estadual do Novo em Santa Catarina e até 2019 e tá como o o head o mandatário o CEO presidente do conselho de administração a porra toda desde 2020 já, cara seis anos nessa batalha com o presidente nacional do do
do Partido Novo. Primeiro, parabéns, cara. Parabéns e obrigado por ter vindo bater um papo com a gente. Fico muito feliz de te receber novamente. Você é um cara muito bacana e merece todo o sucesso que você está tendo dentro do Partido Novo. E quem gosta do Partido Novo fica muito feliz com a sua presença. Obrigado, Edu. Eu que agradeço a oportunidade de poder estar aqui de novo. Me sinto em casa, bate-papo de alto nível, leve, produtivo. Então, poxa.
Felizão de estar aqui de novo com vocês. Cara, obrigado. Obrigado mesmo. Cara, eu quero começar te perguntando, obviamente, em relação à política nacional e à questão do Partido Novo. A gente sabe, quem acompanha, e eu acompanho, sou filiado do Novo, já há um tempão, a gente percebe que o partido sofreu vários ajustes, vários desafios.
ao longo desses últimos anos. Mudou muito, o partido se nacionalizou, podemos falar assim, cresceu ainda bem muito. E eu queria entender qual é o planejamento estratégico, quando você pensa em longo prazo, até para poder ampliar...
as questões de alianças, a presença do partido no Congresso, no Senado, nos governos estaduais, como a gente está entrando num ciclo eleitoral, dentro de um ciclo eleitoral, na parte final dele, como que é esse planejamento estratégico? Como que você vê um novo daqui a cinco anos, por exemplo? Qual que é a tua intenção? Primeiro, acho que para contextualizar,
Quando o Novo foi criado, quando a essência do Novo surgiu lá em 2011, 2012, a própria legislação eleitoral era muito diferente da qual ela é hoje. Então, muito do que se foi planejado a ser feito, poxa, o Novo vai ser um partido que vai conseguir captar muito bem com empresas, o Novo vai ter tempo para crescer, podemos, dentro de um ambiente político aqui, ir construindo as nossas bases aos poucos.
Só que tudo foi mudando ao longo do tempo, né? Ah, não vamos usar fundo partidário, não vamos usar fundo eleitoral. Só que lá, quando o novo foi criado, o fundo partidário era um pouquinho assim, era uma titica de galinha comparado ao financiamento privado que era da época. Fundo eleitoral nem sequer existia. E aí, de repente, lá em 2015, 2016, o Supremo Tribunal Federal decidiu que empresas já não podem mais doar. Então se criou uma dificuldade enorme para o próprio modelo.
de financiamento do novo, que seria captar recursos no privado, porque ficou dificultor, era mais fácil captar de empresas do que captar de pessoa física.
Então, paralelo a isso, se criou uma cláusula de barreira, com um senso de urgência para o partido crescer, eleger deputados federais para poder ter acesso a mecanismos legislativos, poder ter acesso a tempo de TV, enfim, outras estruturas que dão vantagem competitiva para o partido, depende muito do desempenho eleitoral, não é igualitário. Ou seja, se criou uma urgência para o partido crescer mais rápido do que já era. Os 2% da cláusula de barreira...
É que vai aumentando, vai até 2030, ela vai aumentando. Vai pra quanto? Vai até 3% dos votos vales pra deputado federal.
Isso tudo com o objetivo de enxugar um número de partidos. Justo, né? Porque não dá pra ter 30 partidos no país, né? Exato, mas meu ponto é o seguinte, quando o novo foi criado, nada disso existia. Perfeito. E o ambiente político que mudou completamente, né? É muito estável chegar às redes sociais, uma polarização mundial em vários... Então, o desenho que foi feito lá atrás não se encaixa mais no momento que nós estamos vivendo. Então, foi preciso o partido rever esses conceitos.
para se adaptar e preservar aquilo que é o nosso objetivo final, que sempre foi o propósito do partido, que é melhorar a vida das pessoas, o maior número de pessoas o mais rápido possível. Então, esse sempre foi o propósito. Como é que nós fazemos isso? Elegendo as pessoas decentes com as ideias no lugar. É mais simples do que era no passado, com menos regrinhas e mais bom senso.
Então nós fizemos essas mudanças, passamos a usar o fundo eleitoral, vamos usar agora o fundo partidário também. Quanto que vai entrar de fundo partidário para o novo? Fundo partidário a gente não recebe mais, porque nós não batemos a cláusula de barreira na última eleição, mas nós temos o que nós guardamos ao longo desse período, que hoje é em torno de 90 a 100 milhões que nós temos em caixa. E mais 40 milhões, 37 a 40 milhões, que é a projeção daquilo que nós vamos receber de fundo eleitoral.
A soma disso tudo dá um valor irrelevante, o equivalente a um partido médio hoje no Brasil. Então a gente vai para a eleição com condições financeiras de um partido médio, mais o potencial de captação do novo que é alto também. Tem grandes doadores, pessoas que acreditam, o filiado do novo paga. Hoje, de doadores recorrentes, o novo é o principal. Todo ano entra de 300 a 400 mil reais.
no partido dos filiados, que pagam mensalmente. Esse dinheiro fica na ponta, fica com os diretórios municipais, não fica com o diretório nacional. E nós incentivamos que as pessoas entrem, quem tem a condição de pagar, que pague, para ajudar o seu diretório local, estruturar, alheias de vereadores no futuro e tudo mais. Então, esse é o contexto que a gente se estabeleceu. E agora, numa visão de médio prazo, sob a luz da estratégia partidária, dentro desse nosso planejamento estratégico, o que a gente observa? Bom, com a cláusula de barreira, com as fusões, com as incorporações,
Devem restar até duas ou três eleições mais ou menos uns oito partidos, com representação no Congresso Nacional. Hoje são 20. Devem sobrar sete ou oito daqui duas ou três eleições. A nossa missão é ser um desses sete ou oito. Perfeito. Porque se nós não conseguirmos ser um desses sete ou oito, a gente vai ficar para sempre na mão do centrão, na mão da esquerda e tudo mais. Então nós vimos esse cenário.
nos antecipamos, fizemos essas mudanças importantes, porque essa próxima eleição é importante para a gente bater a cláusula de barreira. E vamos bater, já temos nominato o suficiente para isso. Mas já estou vendo lá em 2030 que é a última etapa da cláusula de barreira.
Que em 2022 foi 2%, agora vai ser 2,5%, e depois em 2030 vai ser 3%. E nós vamos estar prontos pra bater com 3% lá também. Edu, posso chamar de Edu, né, cara? Por favor. Cara, eu entendo muito bem o que você está falando, e eu concordo, eu acho que não tem outro caminho. Na verdade, não tem outro caminho. É muito óbvio isso, né?
Se é lei, se tem que ser feito, tem que ser feito. E se é para sobreviver o partido mandar ele conseguir passar essas cláusulas e ser uma das vertentes do ponto de vista ideológico que vão estar vivas em 2030, você não tem outra opção. Mas eu imagino que na tua pele, em vários momentos, você tem que fazer concessões que não são fáceis.
do ponto de vista de você conseguir equilibrar a ideia e manter essa ideia pura com a prática, com a praxis daquilo que tem que ser feito. Porque senão a gente não vai chegar em lugar nenhum. Aí eu te pergunto, como que você, sendo o CEO desse partido, trabalha isso? Quais são...
os pilares que você segue e como que você toma certas decisões que muitas vezes vão até contra do ponto de vista ideológico mas que são necessárias a serem tomadas pra a gente conseguir chegar em 2030 e ter
uma vertente que a gente acredita liberal conservadora, com essa visão de direita, uma direita limpa, não uma direita suja. Como que você trabalha isso, cara? Porque eu imagino que vai ser muito, muito difícil, velho. Muito difícil. Acho que o primeiro exercício foi conseguir abandonar o idealismo sem abandonar os ideais. Parece até frase de efeito, mas no fundo é a seguinte. Cara, se eu sei exatamente no fundo o que eu quero, o que realmente importa é a diferença, é a diferença,
Como eu faço para chegar lá?
sem necessariamente ferir os meus ideais, mas abandonar a visão romantizada que eu tinha da política. Ou de que nós conseguiríamos, com as nossas ideias, convencer as pessoas na mesma magnitude com as quais nós fomos convencidos. Porque quando eu conheci o Novo pela primeira vez, eu falei, caramba, é isso, é óbvio, é tudo que eu penso, é tudo que eu sempre defendi. E nem todo mundo é assim, nem todo mundo tem essa pegada, nem todo mundo tem esse filho. E a grande massa do eleitor não é essa.
Hoje o que a gente vive, nós que temos o Twitter, o Instagram, a gente fica dando aquela bolha reverberando aquilo o tempo todo, mas não é a realidade da grande maioria da população. E nós precisamos buscar esse voto, chegar nessas pessoas, que ela não está tão preocupada com política na maior parte do tempo, ela vai ficar preocupada com política na época da eleição. Então, como que nós conseguimos buscar lideranças que vistam a camisa
que também é mais idealista que outro, mas que não abandone os seus ideais, que gostem do partido e estejam dispostos a ir para a linha de frente dentro de um sistema eleitoral que é uma merda. Nosso sistema eleitoral proporcional é uma merda. Ele cria os piores incentivos do mundo. Ele dá muito poder para quem já é governo. Ele dá muito incentivo para os partidos acabarem indo para onde já é governo, onde tem recurso, onde tem estrutura, para convencer pessoas a serem candidatas, muitas vezes para perder a eleição.
Porque para quem não está familiarizado com o nosso sistema eleitoral... O volume, né?
Só para contextualizar, para você fazer uma cadeira, por exemplo, de deputado federal, é muito difícil que o candidato consiga fazer esses votos sozinhos. Ele precisa que o partido, os outros candidatos, a soma desses candidatos, sejam suficientes para conseguir ali uma, duas ou três cadeiras e os mais votados ocupam esses cargos. Mas muitas vezes você tem uma certa dificuldade de convencer pessoas a serem candidatas sabendo que tem candidatos mais fortes. Por que eu vou ser candidato?
Se o meu concorrente já vai fazer mais votos que eu e já vai vencer. Só que se essa pessoa não for candidata, não tem voto suficiente para aquela pessoa se eleger. Então, é um pouco do ovo da galinha. E que quando você tem um partido independente, que quer construir essa independência, buscar pessoas, muitas vezes até de fora da política, mobilizar as pessoas para virem para a política, ela tem muito mais a perder do que a ganhar.
E o modelo atual é os partidos, geralmente, acabarem pendendo para onde já está, para as esferas de poder, os governos, que você tem cargo, as pessoas têm estrutura, oferecem cargos para a base e tal, e conseguem aglutinar essas forças dentro do governo, você dificulta a reeleição, você dificulta a construção de uma oposição. A gente vê isso com ministérios, vê isso com secretarias, vê isso com cartas, com estatais, com tudo.
Então, o nosso modelo eleitoral hoje, proporcional, é uma merda para a gente conseguir fazer renovação política e para conseguir eleger pessoas com características principiológicas que a gente defende. Tanto que nós defendemos o modelo distrital, é um distrital misto, porque você reduz a área geográfica e daí tem um candidato, é a candidatura majoritária, passa a ser uma disputa majoritária e tem menos opções para se escolher e você pode concentrar tudo num candidato maior.
Então esse é um ponto de dificuldade. Então o nosso desafio que nós temos conseguido até com bastante êxito e para mim a surpresa é que nessa eleição, diferente de 2022, que nós tivemos muita dificuldade em convencer pessoas, as nossas dominatas agora estão muito fortes. Estão muito fortes. Do Rio Grande do Sul a Pernambuco. Está muito forte. Então eu estou bastante otimista, estou muito convencido de que o Nouvem é muito forte para a seleção elegindo bastante deputados. E uma vez conseguindo fazer isso...
Nós passamos a ter de novo uma relevância importante no Congresso Nacional, elegendo deputados e senadores, vai ter tempo de TV, nós vamos conseguir atrair candidatos a prefeito, porque o partido vai ter estrutura de recursos, vai ter estrutura de tempo de TV também para as disputas de prefeituras, vamos conseguir atrair candidatos a vereador. E a gente começa a reconstruir a nossa base de capilaridade que a gente não tinha, que nós deixamos de construir quando tivemos a chance lá em 2018 e 2019.
Então, essa estratégia está posta, o desafio agora que nós fizemos é tudo bem, como é que nós vamos trazer essas pessoas mantendo a coerência ideológica, acho que foi a sua pergunta, né, Regis? A coerência ideológica, e essa turma, eu estou bem tranquilo, porque as pessoas que estão hoje, que são os nossos cabeças de chapa, já são gente bastante antiga do partido, que estão indo para essa missão e que vão manter essa agenda do novo... É porque é difícil, né? A gente que gosta de política e a gente vê...
Cara, normalmente, e eu não tô falando isso que é essa questão do novo, mas as pessoas que acabam sendo atraídas pela política, do ponto de vista qualitativo, se eu posso dizer assim, normalmente não são as melhores, né? É aquela coisa, né? O cara que é eleito, ele é o mais popular e não necessariamente o melhor, né? Ele foge de uma ideia socrática de democracia.
Não diria nem democracia, né? Mas de você conseguir ter um governo dos melhores, né? E aí quando você tem um sistema eleitoral que favorece esse tipo de coisa, que é tipo, junta aí, bota aí todo mundo no bolo, que a gente faz mais votos e consegue colocar os primeiros que foram mais votados dentro do nosso partido pra dentro, fica difícil, né, cara? É uma coisa muito tênue.
Esse é o modelo, só para complementar, que é o de lista aberta, né? É proporcional de lista aberta. Então, quanto mais candidato popular você lançar, mais voto você traz para a chapa. Portugal é diferente, você tem uma lista fechada. Na lista fechada, até quando você vê, vou usar como exemplo a Assembleia de Portugal, mas as casas legislativas...
a qualidade do homem público em Portugal é muito maior do que a nossa. Por quê? Eles colocam lá, bota na primeira da lista um médico, depois um advogado, tem pessoas qualitativas, uma formação específica, né? Não necessariamente você precisa ter curso superior, mas você já tem uma formação, uma respeitabilidade, uma noção melhor das coisas, e coloca para ser candidato nessa lista e a capacidade dessa pessoa de fazer uma atuação, ter uma atuação melhor.
a chance é maior. Na Alemanha também, você tem o voto distrital misto, então você vota no candidato do distrito e você vota na legenda, a legenda é a lista fechada. Então a legenda tem condições de escolher, não quer dizer que a legenda vai escolher também os mais qualificados, mas você dá a chance de o partido, da elite do partido, do grupo da convenção, escolherem uma lista que tenha mais a ver pra defender a ideologia do partido.
É mais aristocrático, mas ele tem um resultado melhor. Não é por mal, né? Porque é isso, cara. É uma ideia de você tentar buscar os melhores de uma certa forma. E aí o próprio partido não vai querer se queimar e colocar aquele que não é melhor, porque senão ele vai perder a possibilidade de ser eleito, de estar novamente ali. E o sistema proporcional de lista aberta ainda é mais nocivo porque você pode colocar um monte de cacaredo ali.
E pegar um candidato estilo tiririca, na época que fazia milhões de votos, e puxar essa raça toda junta sem nenhuma legitimidade. Então, inclusive, distorce completamente a representatividade. Candidatos que fizeram até mais votos não entram, porque no outro partido tinha um candidato que explodiu por questões que não tem nada de ideológico. Só para aproveitar isso, digamos que o Novo consiga ter uma representatividade grande no Congresso e no Senado.
Óbvio que a reforma administrativa não necessariamente vai vir do Congresso em si, normalmente vem do Executivo, esse tipo de proposta. Mas o Novo pensa como essa parte de reforma administrativa, se tivesse o poder para tal, como você vê? Você vê como um voto distrital misto?
É assim que você acha que o partido... A reforma eleitoral, sim. A reforma do nosso sistema eleitoral, eu defendo que seja o voto distrital misto, porque o voto distrital puro, com muitos partidos, ele tende a direcionar o modelo partidário para ser bipartidário. Porque é como é nos Estados Unidos hoje.
Por exemplo, você tem lá os republicanos e os democráticos. Tem vários outros partidos, tem centenas de partidos nos Estados Unidos, mas o que tem relevância são os republicanos e os democratas. Por quê? Porque se houver qualquer outro partido que comece a crescer dentro do campo da direita, nas eleições distritais o que vai acontecer é que os democratas vão vencer em todas as eleições, porque os republicanos e esse outro partido da direita vai se dividir.
Então a tendência vai ser forçar sempre em dois polos. O distrital misto, ele dá a oportunidade...
de você proporcionalmente eleger partidos de diferentes gamas na Câmara. Porque a divisão do parlamento vai ser de acordo com a proporção que os partidos receberam em votos. Então metade da Câmara é eleita pelo distrito, pelo representante do distrito, e a outra metade é eleita pelos representantes dos partidos, de acordo com a proporção dos partidos. Então você tem uma divisão melhor. Justo. Ainda nessa questão de reforma estrutural,
O que você acha que o Brasil precisa priorizar a curto prazo para poder avançar do ponto de vista político e institucional? Quais são as reformas que você... Quando eu falo você, entenda-se o Partido Novo como um todo, como representante principal do Novo.
Qual que é a visão em relação a essas reformas? O que você acha que tem que ser priorizado? Eu acho que de imediato é estancar essa diarreia fiscal monetária, que não precisa ser muito sábio e entender muito de economia, que isso é absolutamente insustentável e é um pavio que está aceso. A gente só não sabe o tamanho, mas essa bomba vai estourar. Uma nova reforma da Previdência, de curto prazo, é extremamente necessária. De novo, né? Uma reforma administrativa. É aí que o principal...
seja uma capacidade de poder avaliar desempenho de funcionário público e a possibilidade de se demitir funcionários públicos. Eu acho que isso poderia reduzir o custo da máquina pública, em especial agora com a utilização de inteligência artificial e outros mecanismos que nós temos hoje de tecnologia, rever todo o plano de cargos, todo o modelo de cargos que existe hoje no Estado brasileiro. Eu acho que esses são os movimentos iniciais para você conseguir passar para o mercado.
que você vai ter uma gestão fiscal responsável e no curto prazo, no médio, curto, médio prazo, você conseguir fazer uma redução da taxa de juros para que minimamente as pessoas parem de colocar dinheiro no CDI e passem a usar esses recursos para investir na economia real, na economia de fato para que a gente possa fazer investimentos em empresas, abrir novas empresas, gerar mais emprego e tirar, em geral, as pessoas do assistencialismo, que hoje a gente está caminhando para o...
para um modelo em que se vende a ideia de que o desemprego está reduzindo, quando, na verdade, muitas dessas pessoas ou estão indo para a informalidade ou estão indo para o assistencialismo, bolsa-família, inclusive recebendo pela informalidade. Então, não é um dado lá muito... Zero conflável. O que nós temos é uma diminuição das pessoas em...
em exercício laboral, de fato, trabalhando. Então, nós precisamos trazer isso de volta para que a produtividade do país aumente, a riqueza do país aumente, a gente tenha minimamente condições de construir poupança para o futuro. Acho que esse é o principal. E depois tem outras pautas que o Novo sempre defendeu, desestatização, redução do tamanho do Estado, privatizações.
Hoje, as empresas que não foram privatizadas durante o governo Bolsonaro estão sendo usadas pelo PT, inclusive para perseguir liberais e conservadores, para perseguir, usando como mecanismo eleitoral, para dar estrutura para os amigos do rei, para os futuros candidatos. Tudo isso não é uma questão ideológica do ponto de vista de reduzir custos. Não, é tirar poder do Estado.
a essência do partido sempre foi essa retirar poder do estado, porque toda vez que você reduz o poder do estado, na prática você tá devolvendo poder pro cidadão. Cara, é muito louco, porque assim a gente tá falando uma coisa que a gente tá, tipo, assim eu quero que o Bolsonaro se exploda eu não gosto do Bolsonaro, não sou bolsonarista, não é isso. Mas parece que a gente voltou 20 anos atrás porque isso a gente tava falando em 2018 entendeu? tipo, você tá falando assim, ó, liberalismo clássico é isso, liberalismo clássico esse, esse, esse, esse, esse, esse, esse, esse esse, esse, esse, esse, esse, esse, esse, esse, esse esse, esse, esse, esse, esse, esse, esse, esse, esse esse, esse, esse, esse, esse, esse, esse, esse esse, esse, esse, esse, esse, esse, esse, esse, esse
A gente tá voltando oito anos depois das coisas mais... com um débil mental que lemize sabe o que é, velho. Ainda tem pessoas que não concordam com a privatização dos Correios. Prejuízo bilionário. Só quem tá ganhando dinheiro em cima, Edu. Só quem tá ganhando dinheiro em cima, velho. O resto... Isso aí é má fé, cara. Pois é. Então, a essa altura do campeonato, você tem que ouvir o argumento lá. Mas quem vai levar a cartinha lá no interior de Roraima? Porra.
Sério? Não, tá de brincadeira. Exato, exato, exato. Cara, essas políticas econômicas, atualmente, é bizarro, velho. Nós estamos dando passo pra trás. Eu não consigo entender como que as pessoas não conseguem olhar pra isso e botam o assistencialismo como a contrapartida pra, meu, economicamente acabar. Quanto que tá a taxa de juros? Quinze. Quinze.
Aí você fala, inflação que não é a real, tá em 5%. Não é a real. Se você for ver de verdade, ela é maior. Fuga de capital. Tá achando, agora, os médicos tão fudidos, hein, meu? Você tá fudido, viu? Distribuição de lucro. Você tá ferrado, viu, meu velho? Se prepara, hein, que a casa vai cair pro teu lado. 50 pau no máximo, viu?
Já caiu esse mês. E o dinheiro indo embora. Quanto que foi agora? Saiu o déficit primário? Como é que foi? Quantos bilhões? 50 bilhões? Dá uma procurada aí, Claudião. De importação e exportação. Quanto foi? E nós continuamos na mesma atuada econômica, cara. Mas assim, o problema é o seguinte. A gente só consegue mudar...
Se a gente convencer, através desse sistema político péssimo que a gente tem, a maioria a mudar, o que é um problema gigantesco. Dá uma olhada mais assim, nessa pegada. E o Zema, cara? Eu queria te perguntar do Zema, porque ele mudou Minas Gerais, claramente. Primeiro ele teve que estancar a sangria, os primeiros quatro anos se fudeu, teve que parcelar pagamento de uma galera.
Agora a coisa está andando, o Estado melhorou. Mas é óbvio que não melhorou o quanto deveria, porque o problema era muito grande. Qual é o posicionamento novo sobre a candidatura do Zema? Até onde que vai? Porque quem está de fora e não está por dentro do processo...
gera uma dúvida em relação à direita em geral. Porque aí você tem Ratinho, ele, Caiado, né? E tá tudo certo, não acho que seja um problema. Mas gera uma dúvida. A pergunta é, aonde o novo tá mesmo? E o que vocês querem fazer com o Zema? O Zema é pré-candidatíssimo à presidência da República, porque assim, nós entendemos que ele...
Tem toda a legitimidade do mundo para vir para essa eleição e mostrar o que ele fez em Minas Gerais. Quando as pessoas olham para as pesquisas, veem lá, poxa, não muda muito, está lá 5%, 6%. Em janeiro de 2018, que foi a campanha em que o Zema se elegeu pela primeira vez, ele tinha 2%.
Na época tinha um monte de candidato. Ele foi indo, foi indo, foi crescendo, foi fazendo a campanha dele daquele jeito mineiro. Quando terminou, às vésperas da eleição, ele estava com 12%. Poxa, muito legal, vamos terminar aqui em terceiro, um desempenho honroso. Desmontaram o comitê, se despediram da galera, acertaram tudo. Chegou no domingo e apareceu com 40% em primeiro lugar e foi para o segundo turno.
Domingo à noite ligando pra todo mundo pra remontar o comitê pra disputar o segundo turno contra o Anastasia. E aí ganhou com 72 e fez tudo que fez. E tem mais uma coisa que credenciou o Zema. Porque muita gente fala, ah não, mas 2018 foi uma eleição atípica. Teve a eleição do Bolsonaro, teve a onda antipolítica, antipartidária, antissistemas. Vários governadores se elegeram assim.
É verdade, o governador de Santa Catarina se elegeu assim, do Rio de Janeiro se elegeu assim, de São Paulo, o Dória também se elegeu nessa onda. Onde é que eles estão agora? Governador de Santa Catarina não se reelegeu. Sofreu dois processos de impeachment e não se reelegeu. O Witzel sofreu um processo de impeachment e foi derrubado. O Witzel. E tá fora da política. O Dória nem sequer foi candidato. Nem sequer foi candidato. Pagou mico aqui em São Paulo. E o Zema foi reeleito em primeiro turno. Ou seja, da geração dos outsiders...
O outsider que deu certo foi o Zemo. Então, se essa pessoa não tem legitimidade pra apresentar a pré-candidatura, depois de ter consertado o estrago que o PT fez, o PT faliu Minas Gerais. Faliu Minas Gerais. Tem muita coisa a ser feita, mas hoje, cara...
Eu converso com alguns secretários de desenvolvimento de outros partidos e um deles até me falou assim, poxa, se cria uma dificuldade gigantesca para nós aqui. Porque sempre quando eu tento trazer uma empresa para cá, a primeira coisa que eles perguntam é, pô, tem como fazer como eles fazem lá em Minas Gerais? Ou se a empresa já não está lá, eles pedem para fazer como não. Não, eles captaram quase meio trilhão de reais de investimentos em Minas Gerais. Então, poxa, isso...
Deu um peso de participação do PIB de Minas Gerais. O crescimento do PIB de Minas Gerais, a participação do PIB dentro do Brasil é maior do que todos os outros estados. Minas Gerais cresceu um Piauí em seis anos, em termos de PIB dentro do Brasil. Isso é simples, né? Então, nós sabemos o que precisa ser feito. A gente sabe fazer. Qual que é o desafio do Zema hoje? Ser conhecido. É só isso.
ser conhecido. Ah, mas os bolsonaristas vão ter a preferência pelo Flávio. Ah, tem gente que não gosta do Zé porque, enfim... Só que quando a gente analisa pesquisas que mostram inclusive tem uma pesquisa da Quest mostrando isso. Pegava só aquela massa de eleitor que não tá nem aí pra política. Aquele que sabe quem é quem, tem 30% do eleitor. E vieram nesse corte, nesse segmento do eleitor, como é que desempenhavam os candidatos.
O Lula vencia todos. O único que ele não vencia era o Zema. O Zema ganhava do Lula ali. Assim como ele ganha em Minas Gerais, em todas as regiões. Ele ganha em Belo Horizonte, e ele ganha no Vale do Mucuri, no Vale do Jequitinhonha, no norte de Minas, que é quase Bahia, ali é uma pobreza muito grande. Por quê? Porque ele conquistou o coração dessas pessoas, com o jeito dele.
O problema é que ele ainda é muito desconhecido. Mas isso a gente vai vencer. Essa barreira é possível de ser vencida. É mais fácil você vencer o desconhecimento do que vencer a rejeição. Ah, não. Sem dúvida. A rejeição dele é muito menor, né? Comparativamente, eu não tenho a menor dúvida. Acho que de todos. Provavelmente, ele é o que tem menos rejeição. É, isso. Mesmo que... Eu quero pegar uma coisa meio hipotética aqui. Mesmo que o Zema não seja eleito presidente, tá? Vamos colocar esse cenário.
Na última eleição, ele, como governador de Minas Gerais, ele não conseguiu, por exemplo, ampliar a bancada legislativa no Estado. A gente não conseguiu eleger um senador por Minas. A minha pergunta é, como que o Novo está trabalhando dentro de Minas Gerais e não conseguiu eleger um senador por Minas Gerais?
para que a gente consiga mudar esse micro, não micro, porque Minas é o maior estado do Brasil, é o maior territorial, depois do Amazonas, acho que deve ser o segundo maior. Ou depois do Amazonas e Pará, talvez. Mas um estado tão importante do ponto de vista eleitoral, porque mesmo que ele não seja eleito, se a gente conseguir botar um senador lá,
e alguns deputados federais, a gente muda o panorama do negócio. Isso está sendo feito também? Ou a coisa está voltada só para a questão federal do Zema? Não, não, não. Isso está sendo feito. Nós temos uma nominata hoje para disputar a eleição em Minas Gerais muito mais forte do que nós tínhamos em 2022.
Em 2022, todos os partidos do espectro da direita sofreram um pouco em Minas Gerais por causa da eleição do Nicolas. Pode ser que isso também tenha um impacto. Acho que ele aglutinou. Ele drena muito os votos de todos os candidatos à direita. É natural, ele é uma liderança muito grande. Mas nós nos preparamos para isso, colocando candidatos que conseguem ter segmentos muito fidelizados também do campo da direita e que conseguimos trazer esses votos para o partido. Então, hoje o partido está bem mais estruturado para fazer um deputado federal.
No caso de 2022, a gente não lançou candidato a senador. Talvez a gente não lance candidato a senador em Minas também por causa de uma composição local, que foi um acordo, sendo construído um acordo com o PL, com o próprio PSD, que é o atual governador que vai assumir, que é o vice-governador do PSD, vai assumir. Então está sendo construído um acordo para que a gente evite...
que caia na mão da esquerda Minas Gerais, que é tão importante. Então, isso vai depender, a gente talvez abra a mão de uma candidatura ao Senado em Minas Gerais por causa disso. Mas a gente vai compensar em outros estados, porque nós temos candidatos muito fortes ao Senado, no Rio Grande do Sul, com o Marcelo Van Hattem, o Paraná, com o Deltan Dallagnol, aqui em São Paulo, com o Ricardo Salles. Espero que em breve a gente consiga ter uma novidade aí no Alagoas também, trazendo um excelente parlamentar para ser candidato ao Senado no Alagoas.
Então, nós temos grandes nomes em boas praças competitivas. Então, não precisamos lançar em todos, né?
É aquele pragmatismo que a gente conversou. De que maneira... Concentrar, né? Esforçar. Buscar ter um sucesso, abrindo mão em alguns lugares pra que a gente possa ter sucesso em outros. Já teve algum papo com o próprio Nicolas? Do ponto de vista... Porque, assim, ele é um cara liberal, né? Tem os problemas dele. Todo mundo tem, né? Mas é um cara liberal, conservador, que tem uma ideia...
é um cara de direita, né? Já teve algum papo com o próprio Nicolas em si? Eu nunca conversei com ele, eu não o conheço pessoalmente eu sei que ele conhece algumas pessoas do Novo tem até o nosso vereador hoje de Curitiba, que é o Guilherme Quilter, é bastante próximo ao Nicolas o Guilherme também vai ser candidato a deputado federal vai ser um dos mais votados também do Paraná, não tenho dúvida disso, então tem uma proximidade de alguns dos nossos membros com ele
Mas eu acho que ele tem um papel ali também dentro do PL, né? Ele sempre se mostrou muito leal à liderança do Bolsonaro e até por uma questão de idade, né? E eu vi entrevistas recentes dele, muito pé no chão, eu tenho aqui um processo para cumprir, eu tenho uma escada para subir. Então ele é bastante pé no chão com relação a isso, mas o que ele tem feito mostra um poder de mobilização gigantesco, né? Ele tem uma força muito grande.
Que bom, né? Que bom, porque eu não consigo ver ninguém da esquerda com essa magnitude, com esse poder, com essa idade também, né? Mostra que os nossos jovens, nós temos lideranças jovens que vão poder capitalizar uma geração toda pra gente continuar enfrentando essa luta, que não acaba agora, né? Não. Ô Claudio, já que você tá aí, eu queria aproveitar que já que a gente tá falando da questão do Nicolas, que você fizesse a pergunta do nosso apoiador.
Do Cássio Siqueira. Tá com ela aí, meu velho? Tô com ela sim, aqui. Pergunta pra você, Eduardo. Como ele enxerga a participação do Missão nessas eleições e a posição do MBL de que atacaria outras candidaturas da direita? O Novo, o próprio Nicolas, né? Você vê que é uma coisa bem... Efervescente ali dentro do partido Missão, né? O MBL sempre atacou o Novo, né? Desde sempre.
Eles sempre lançaram os candidatos deles também em outros partidos. Então, tendo que o segmento do eleitor do MBL já está precificado porque eles sempre lançaram candidatos em outros partidos. Eu acho que impacta isso dentro do público do Novo. Nós não vamos atacar ninguém.
Não é essa a nossa vibe, a gente não tá com esse espírito, a gente tá com o único espírito de vencer o PT, lógico, fazer o partido crescer, mas nós não vamos continuar com essa rinha, com essa briga, com essas disputas dentro do campo da direita. A gente errou no passado, já fizemos isso, não funcionou, não deu certo, não é saudável, nós precisamos amadurecer e aprender.
Paralelo a isso, eu defendo que quanto mais partidos da direita tiver, melhor. E aquele que conseguisse se conectar melhor com a sociedade, parabéns. Então, conseguiu vencer. Eu acho que eu sou bastante democrata nesse sentido. Agora, não esperem da gente ser beligerante, ficar atacando, respondendo, porque não vai ser. Não é esse o nosso sentimento. Perfeito. Concordo 100%. Também uma ideia de pirâmide de Maslow, né, meu velho? Tipo, a primeira coisa é tirar os vagabundos.
tá na base não, mas é isso, cara e aí você vai, né, você pode não ter o perfeito 100% perfeito, mas primeiro você tira o vagabundo não dá pra você dizer que você é o único que faz tudo perfeitamente bem quanto mais você faz isso, mais você afasta as pessoas, na verdade tem uma frase de um político português eu não me recordo o nome, que ele diz primeiro o país, depois o partido e depois as conveniências pessoais
Perfeito, exatamente isso. Às vezes as pessoas trocam as ordens aí. Cara, eu quero falar um pouco mais do Zema. Assim... Do ponto de vista de buscar novos eleitores, vai. A gente... O novo tem uma galera ali que é o novo, né?
já conquistou, e vai ter ali, acho que vai ter ali 4, 5%, que com certeza vai votar no novo. O que é ótimo, porque você passa a cláusula, dá o próximo passo, como que o Zema, do ponto de vista de atrair novos eleitores, que não estão nessa nossa, não digo bolha, mas que não pensam igual a gente pensa,
Como que vocês estão trabalhando isso? Ainda mais agora, porque agora vai realmente não agora, daqui uns dois, três meses vai realmente começar propaganda, ir pra cima né? Qual que é o trabalho de marketing, entre aspas que o novo tá pensando pra poder angariar mais mais votos no final, porque o que importa no final é isso? Eu vou te dizer que eu acho que não tem fórmula mágica pra isso eu acho que é a estrela de cada um
A nossa escolha pelo Zema é porque ele já provou que tem em diversas urnas nas eleições de 2022, agora, havia uma maioria de votos para o Lula e uma maioria de votos para o Zema. Ou seja, a pessoa foi lá e votou no Lula.
E votou no Zema, do ponto de vista principiológico e ideológico, faz o menor sentido, né? São pessoas diferentes, pensam completamente diferentes na maioria das coisas. Não há razão, né, cara? Não há razão. Ele olha e fala, eu confio nessa pessoa, essa pessoa me representa. É mais do que isso, né? É mais do que simplesmente as ideias. E a nossa escolha pelo Zema é porque a gente entende que ele já aprovou isso. Ele já conseguiu isso. Ele consegue mostrar para o eleitor nosso o cordo novo, né?
que vive o novo dos princípios, dos valores, que compreende, que entende o que o partido defende, que entende os fundamentos, esse aqui já está nosso, já é 100% nosso, consegue irradiar para os lados, na sua família, na sua comunidade, e trazer mais votos para dentro do novo. Essa é a nossa comunidade, a nossa capitalidade. Para além disso, cara...
Tem que ter uma figura, que tenha estrela, que se apresente e que seja conhecido. O meu trabalho e o trabalho do partido, mais do que ficar escrevendo discurso, acertando a palavra, editando videozinho, mais do que isso, é, cara, bota o Zema pra falar numa rádio e deixa ele falar. Deixa ele falar. Se a pessoa gostar, ela vem com a gente. É meio tipo um headhunter, né, cara? Você tem que pegar os caras bons que você fala, mano, esse cara aqui, hein?
Esse aqui entrega. Contagia, convence, lidera. É líder. Tem diversas formas de ser líder. Tem um líder que consegue falar pela voz, tem um líder que lidera pelo exemplo. O Zeme é o cara que lidera pelo exemplo. Porque pode dizer, ah, mas... O governador não mora no Palácio Tiradentes, né? Tô ligado, sem dúvida. Ele abriu mão de morar no Palácio Tiradentes, foi criticado pela aristocracia de Belo Horizonte, que absurdo, né? O governador sempre morou aqui, tem todo um simbolismo.
Não, aristocracia não, pela plutocracia Plutocracia Plutocracia de Belo Horizonte É pela... Exato, não Abriu mão disso, aluga a própria casa Do salário, né? Do salário O Zema doou o salário dele durante Toda a gestão dele
E não ficou também fazendo... Mas fez. Ah, mas isso vai ter um impacto na dívida bilionária de Minas Gerais, porque abriu mão das 40 empregadas que vendeu avião. Não, não vai.
Mas é o exemplo. E aí quando ele senta com os secretários, ele chega lá com aquela simplicidade dele. Os secretários, poxa, se ele está fazendo assim, eu tenho obrigação de fazer assim. E aí vai para os diretores, os diretores dizem, não, poxa, se o governador está fazendo assim, nós também temos obrigação de fazer assim, fazer mais com menos, é melhorar a gestão, conseguir colocar fundamentos, indicadores e mostrar para ele que a gente está conseguindo. E aí funciona, né? O Brasil carece também.
Tem esse tipo de exemplo que às vezes parece bobo, mas ele tem um simbolismo por trás, um significado por trás, que é muito mais forte. Então o Zema é esse tipo de líder, o cara que lidera pelo exemplo. Não esperem discursos efusivos, um microfone, uma eloquência. Não é isso, não é isso que faz as pessoas seguirem, não é isso que faz as pessoas admirarem ele. É o exemplo. Por isso que ele precisa ser conhecido. Ele precisa de tempo para ser conhecido. Como que está a questão de construção de aliança para o governo federal?
talvez eu esteja dando um passo um pouco além aqui mas como é que está essa questão de construção de alianças cara porque o que você falou assim o Zema precisa ser conhecido para ser conhecido precisa de capilaridade para ter capilaridade você precisa de outras pessoas do meio político que estão levando o seu nome para as pessoas que estão na rua então você necessariamente precisa de alianças como que está esse trabalho de construção de alianças então você precisa de alianças
do Partido Novo pensando na questão federal. Isso ainda está bastante incipiente, mas o que eu tenho feito, buscado conversar com as lideranças de outros partidos, é falar o que eu estou falando aqui para vocês. Para eles entenderem que esquece a pesquisa agora. A pesquisa não diz nada para mim agora. Conhece a pessoa. Olha o que nós estamos apostando. Olha o discurso que nós temos. Olha o que nós temos para mostrar. E a capacidade que a gente tem de crescer dentro de um público que não está nem aí, que não está nos ouvindo agora, que vai nos ouvir lá na frente.
E paralelo a isso, tem uma coisa que emperra bastante qualquer construção nacional agora, são os palanques estaduais. Porque você tem acordos estaduais, em alguns estados o PSD pensa de um jeito, o PL pensa de outro, o Republicanos pensa de outro, então você não tem uma unidade tão grande, porque alguns partidos são franquias, então você tem o PSD na Bahia, vai apoiar o Lula, por exemplo.
Aí você tem agora a filiação do Caiado ao PSD com três presidenciáveis, que são a direita, o Eduardo de Maisalcêndro não tem uma unidade muito clara, mas é um partido que está tomando robustez, mas também não tem essa clareza. Então, qual que é o nosso papel? Esperar.
projetar o Zema o máximo possível, deixar as portas abertas para a construção de pessoas que venham nos apoiar, outros partidos que venham nos apoiar, mas nós também temos a obrigação de tornar o Zema viável, né, à medida que o tempo vai passando. Então, acho que por enquanto, o que se começou e iniciou foram as construções estaduais e a partir dali, nós vamos conseguir fazer uma construção nacional. Vai ser ao contrário do que geralmente acontece.
Perfeito. Vai ser tipo bottom-up, ao invés de top-down. O que faz todo sentido, na verdade, né?
Porque desse jeito você vai ter menos alianças por conveniência, digamos assim, né? Não que você não vai ter, porque você acaba tendo que... Ou construir alianças forçadas, que depois acabam sendo até constrangedoras, né? Mais uma coisa que eu queria falar, assim, passando um pouco do... Eu quero falar do Zema ainda, uma outra coisa, mas agora vem na minha cabeça. Quem são nossos deputados federais aqui em São Paulo? Pra já, pra galera que tá aí, ó.
anotar quem que vai estar aí concorrendo
pra votar. Quem são os nossos deputados? Eu vou acabar esquecendo de alguns nomes, peço perdão. Tem outros que vão surpreender também, tá? Mas hoje nós temos a Adriana Ventura, que é a nossa deputada federal, vai crescer muito em votação. Ela é uma deputada excepcional. Terceiro mandato. Ricardo Salles, também ex-ministro. Mas ele vai pro Senado. Muito forte no agro, vai pro Senado, mas liderando, né? Liderando essa chapa, de certa forma, vai ser o nosso candidato majoritário.
Nós temos a Marina Helena, que foi candidata a prefeita aqui, hoje é apresentadora da Revista Oeste, cresceu muito, está crescendo muito nas redes sociais, se tornou muito mais conhecida, deixou a marca dela aqui na cidade de São Paulo também.
a Cris Monteiro que a vereadora aqui de São Paulo super respeitada dentro da comunidade judaica vai vir para deputada federal muito forte cresceu muito foi muito bem votada para vereador aqui em São Paulo temos o Léo Siqueira que é deputado estadual também deve vir para deputado federal cara espetacular genial
Já esteve aqui umas três vezes. Já é um cara até mais antigo dessa de saber usar as redes sociais, saber usar Instagram. Muito bem votado pelo Estado. Tá se preparando bem pra essa candidatura também, vai vir muito bem. Tem o Marco Aurélio, de Ribeirão Preto, foi candidato a prefeito, foi pro segundo turno. Ah, perdeu um tempo. Nossa! Ele foi na trave, na trave, foi a eleição que mais doeu. Isso aí foi foda. Foi 500 votos, velho. E ele tava na frente, tomou a virada no finalzinho ali.
É, vem pra deputado federal, tem o Pedro Ponço, que é um ex-MST, a história do cara é sensacional, ele tava lá dentro, ele viveu em MST, agora a missão de vida do cara é mostrar pra todo mundo o absurdo que é, o autoritarismo, a massa de manobra que...
que é o MST hoje como braço, muitas vezes braço armado do PT. Então é um cara que vem lá de dentro para vir mostrar e está crescendo para caramba também, tem mais de um milhão de seguidores. Tem o Borgo também, que é o vereador de Bauru hoje, também vem para deputado federal. Tem muita gente. A nominata aqui em São Paulo está muito forte. Está muito mais forte que 2018. Só não falou meu preferido. Quem que eu esqueci? Alexis Fontaine. Alexis Fontaine. O professor Alexis. Vem muito forte por Campinas.
A Cláudia Rodrigues, a irmã da Débora do Batom, está no Novo, vai ser candidata para levantar a bandeira da liberdade. Caramba, é mesmo? Vem para ser candidata, muito forte também na comunidade adventista. Então, assim...
Nós temos várias gamas de diferentes segmentos que defendem os mesmos princípios. Esse é o grande desafio. Porque como nós precisamos trazer muitos votos para a chapa, você precisa de pessoas de perfis diferentes. Se está todo mundo igual, se é Ctrl-C, Ctrl-V, se é um exército de clones, você não faz voto nenhum. Todo mundo precisa de pessoas. Então você precisa de pessoas com os mesmos princípios, mas que consigam atingir pontos diferentes. Qual que é a perspectiva do ponto de vista eleitoral?
Tirando o presidente da república Mas governo de estado Senadores Deputados federais Qualquer perspectiva Gente, não é uma obrigação É uma ideia Como vocês estão trabalhando? Como esses números?
Deixa eu fazer um adendo que eu esqueci de mais uma pessoa importante, que é o Christian Lobauer, também, que foi um dos fundadores do Novo. O professor Christian foi o vice da campanha do João Moedo. Pode crer. Era para ser o candidato ao Senado, seria eleito, vai ser candidato a deputado federal também, vem bastante forte. A nossa perspectiva, assim, do que nós temos hoje, tá? As nominatas que nós temos hoje, as projeções que nós fizemos, que vai aumentar, porque ainda tem tempo para trazer mais pessoas.
é em torno de 15 a 20 deputados federais e de 3 a 4 senadores. Caralho, velho. É grande. E assim, não é eleger qualquer uva, entendeu? Não, animal. Se isso acontecer, cara, o Brasil tem o caminho. Cada deputado do novo vale por...
10, cara, deve ser por 15. Então, assim, a qualidade que nós vamos trazer para o processo legislativo com essa turma, assim, é revolucionário. E governo do estado? Governo do estado, hoje, nós temos dois bons nomes postos no Nordeste. É, isso eu ia perguntar do Nordeste. Muitos se falam que o Novo não vai ter chance no Nordeste, aquela coisa. Eu ia fazer essa pergunta, exatamente essa.
curiosamente Pernambuco é a nossa praça que está mais bem estabelecida hoje nós vamos fazer dois deputados federais em Pernambuco mas nós temos um vamos fazer dois deputados federais em Pernambuco e três estaduais a nominata do Nufo está muito forte lá em Pernambuco Pernambuco é o estado brasileiro de maiores vanguardas
Na luta pela liberdade. Ah, por tudo, cara. Terra de Joaquim Nabuco. Eu não tenho nem o que dizer. Pernambuco é um estado, com certeza, pra mim, é que eu amo São Paulo. Mas depois, em Santa Catarina, porque a minha esposa é de lá, tirando os dois, cara, Pernambuco é o estado que eu mais gosto no Brasil, disparado, assim, disparado. Historicamente falando, é sensacional. E não à toa, acaba sendo o epicentro do Novo agora nessa eleição, pela qual nós temos dois grandes vereadores lá, né?
Inclusive, nós somos a principal oposição ao João Campos. Ao João Campos. O Eduardo Moura lá fazendo um ótimo trabalho, né? O Eduardo Moura...
A boca pequena da política diz que ele vai ser o deputado federal mais votado do Nordeste. Cala a boca, sério. Então, olha a gente ter um quadro político assim, né? E nós temos o Felipe Alecrim, que é outro vereador, que também vem para deputado federal. Temos o Jorge Bastos, que é a figura antiga do Novo. Dentro da comunidade jovem também vem para candidato a deputado federal. A gente vai com as nominatas completas. O Novo está redondinho. E no Maranhão nós temos o Laésio Bonfim, que é pré-candidato a governador.
Aparece ou em primeiro ou em segundo, dependendo da pesquisa. Então tá muito forte. Poxa, no Maranhão, cara. É o estado mais pobre do Brasil. Você imaginar que o novo pode liderar uma candidatura a governo no Maranhão. E no Ceará nós temos o nosso querido Eduardo Girão, né? O nosso treinador maravilhoso que tá lá.
Vai pra uma briga dura, né? De um lado, o Camilo, a turma do PT toda, do outro, Ciro Gomes. E ele falou, não, vou abrir mão, me recuso a estar junto com o Ciro Gomes. A direita do Ceará precisa ter um representante. Ele vai pra reeleição. Vai ser candidato a governador. Ele vai pra eleição. Governador. Corajoso, muito corajoso. Mano, imagina o novo governando o Ceará, cara.
O Ceará é uma... Ia ser uma das coisas mais lindas do mundo, cara. Não, o case, né? Ia virar case. Assim como o Minas foi, né? Com o Zema. Já tem quatro mandatos pra gente. Ia virar um case pra gestão. Mas, mano, é muito maior do que Minas, cara. Desculpa. Não, o Braca é mais embaixo também, né? O Braca é muito mais embaixo. É, o Braca é mais embaixo. Você tá louco? O Ceará, cara... Cara, se isso acontecer, meu velho, eu vou te falar que... Eu vou pagar um churrasco pra todo mundo aqui, hein?
Dos grandes, velho. Porque, cara, se a gente conseguir ganhar o governo do Ceará, ia ser um negócio... Imagina o Ceará, que é um puta potencial também, é outro grande estado do Nordeste. Se a gente ganhar o governo do Ceará, a gente vai fazer um episódio especial do Beyond lá em Fortaleza, então.
sensacional se fez acontecer, eu vou pago passagem pra todo mundo aí pra gente gravar, meu velho é, cara, animal que legal, cara, e que bom saber que, cara, que no Nordeste a gente tem uma representatividade, eu fico muito feliz com isso eu não achei que tava assim eu não tinha esses dados, eu sei que no Sul e no Sudeste realmente nós estamos crescendo e muito, graças a Deus
Mas, cara, lá no Nordeste, cara, que legal. E o que tem acontecido muito, é que eu viajo bastante, né? Toda semana eu tô em algum estado, em alguma cidade diferente, tô rodando, conversando com as pessoas. E o que eu vejo são muitos políticos bons, quadros que poderiam estar tranquilamente no Novo, me sondando, assim, cara, se eu tomar um balão aqui, que tem chance de acontecer, tem espaço pra mim. Eles não estão seguros, eles não têm segurança de que eles podem ser candidatos. Entendi. E isso...
E isso é uma coisa que... Uma das poucas coisas da política tradicional que eu acho que é uma virtude e que nós precisamos preservar. Que é dar a palavra. Que é dar a segurança. Cara, você vai mudar a sua vida. Você vai tomar um risco pessoal para um projeto. Em que nós estamos decidindo que esse projeto vai ser agora. Que eu não sei se vai ser bem sucedido. Que eu não sei se vai sequer ter chance. Tá arriscando. Mas se eu der a minha palavra. Que você vai ser o nosso candidato. A decisão vai ser sua lá na frente.
Se você quiser ser o nosso candidato, nós vamos cumprir. Você vai ser o candidato. Nem que seja pra fazer 1%, mas eu vou manter. É, cara, isso é caráter, né, cara? Palavra. Caráter, isso aí. Podemos até perder. Foda-se. Gastar dinheiro e vamos até o final. Porque na próxima eleição eu sei que outras pessoas boas vão olhar pro novo e falar cara, pra eu ter a segurança de me candidatar, eu vou com eles. Pelo menos eles mantêm a palavra.
Antes de voltar pro Zema, e o Norte? Norte também temo ou o Norte tá mais difícil?
O Norte ainda é mais incipiente, mas nós temos uma figura que está crescendo muito, que é o Allen. O Allen pelo Pará vai ser candidato a deputado federal no Pará. E é uma pedra no sapato dos barbalhos, vai incomodar muito os barbalhos. A gente está construindo uma aliança com outros políticos de outros partidos que querem fazer um enfrentamento à família barbalho. E ele vai ser...
Sem sombra de dúvida, um dos deputados federais mais votados do Pará. Pelo novo. É mesmo? Sabe o que eu tava pensando agora? Eu vi na minha cabeça, cara. Quando você fala, vou brigar contra os barbalhos. Né? É um feudo. Contra os campos. É isso. Capitanias hereditárias em 2026. E a segurança dessa galera? O novo, ele tem algum tipo de... A gente paga segurança pra alguns eventos. Ah, tá. Carro blindado.
Tem que ter, né, cara? Porque eu imagino que é um negócio que é muito pesado, né, cara? Pra quem entra nesse tipo de risco, que não deveria ser, né? Num país civilizado. Sim. Não deveria ser quem entra. O novo tem que estar lá também garantindo a segurança da galera. A pessoa já tem a coragem de se expor, de colocar o CPF, de colocar o rosto dela. Nós temos obrigação moral enquanto partido de fazer tudo que seja o nosso alcance pra dar o máximo de segurança pra ela.
Tem que estar junto nisso. Edu, cara... Vou fazer uma pergunta aqui, Regis? Lógico, meu velho. Uma pergunta que eu sempre tive curiosidade, acompanhei o trabalho do Novo em Pernambuco já há um bom tempo.
Como é que tem sido fazer essa oposição ao João Campos? A gente sabe que ali é um conchave entre duas famílias, a família Campos e a família Raiz. Terminou que o João Campos, ele logrou a êxito para assumir a prefeitura de Pernambuco. Só que acho que ele não estava nem contando com o partido novo ali da bancada dos vereadores.
O Alecrim e o Eduardo Moura fazendo um trabalho sensacional, né? Dois valem por dez, por vinte, sem dúvida alguma. Como é que tem sido isso até para a imagem, né? Reforçar a imagem do partido ante a população ali recifense, né? É, você pode parar para pensar, poxa, dois vereadores, né? Enfrentando toda uma máquina pesada da prefeitura de Recife, que é uma prefeitura pesada. Pesadíssima.
e lá nós temos um grande mérito cara que é o espírito de equipe de time nós temos um presidente sensacional que é o teste teles e consegue construir um egrégora sabe um ambiente de de coesão da turma que dá segurança para eles fazerem que faz o Felipe Alecrim tem um uma atuação de bastidor de articulação muito forte é o líder da posição da oposição e o Eduardo Moura
É obstinado, corajoso, recebe denúncia, vai atrás, pula muro para investigar a obra e falcatrua. Recentemente teve esse caso da nomeação do juiz da PCD, mas o pedido de impeachment. E tem mais coisa que vai vir à tona, né? Com certeza. Você tem coragem de expor.
a ponto de você desgastar a imagem, não desgastar a imagem por má fé eleitoral, não, mas porque precisa ser desgastada. O João Campos estava aparecendo nas pesquisas com 70%.
Hoje está 51, 52. É isso. E muito em função da atuação da nossa bancada. Por quê? Porque tem coragem para mostrar a atuação. E mostra que tem uma grande comunidade, não só em Recife, mas em todo Pernambuco, que não está disposta a ser refém da família Campos, a raiz para sempre, não. Não está. Que topa uma alternativa.
Justo, né? Não dá pra ser... Mas, cara, vou te falar que no Brasil e no Nordeste é mais difícil ainda, viu, cara? É muita cooptação, tá ligado? Os caras são dominados, assim, ainda mais com esse assistencialismo e tudo.
Difícil, hein, cara? Mas hoje é mais fácil do que era. E eu acho assim, só fazendo um paralelo, Regis, eles trouxeram à tona o Partido Novo com o trabalho de oposição, mostrando que Recife não é esse céu de brigadeiro pregado pelas mídias sociais do governo, da máquina pública ali. Então, toda essa questão de Ministério Público, envolvimento com o Tribunal de Contas, esse tipo de coisa, assim, pô...
A prefeitura está gastando rios de dinheiro com marketing, com propaganda, para manter essa imagem, balizar essa imagem. E assim, o que eles estão fazendo é só mostrar o real. Mostrar que tem supressão de árvores indevidas, tem alocação de construção em mangue que não poderia ter.
Então é só o que o Novo está fazendo que, cara, se tivesse começado antes, que tivesse começado antes. Ah, mas é uma construção, velho. É uma construção, isso é o papel da oposição. E a gente tem que conviver, nós temos oposição em Minas Gerais também, nós temos oposição em Joinville, onde nós estamos aqui, e nós temos que conviver com isso. E se for mentira, a gente vai rebater e vai discutir e está procurando. Se você não consegue sustentar a sua aprovação...
Mesmo com todo o poder da máquina que você tem de mídia, é porque a população viu que tem caroço no agulho e os caras estão vendo que não é bem assim. Então, essa, acho que para nós, é a grande importância e mostra...
Poxa, nós temos dois vereadores. São quantos? 37 lá? É baixo tempo. Temos dois. Mas temos cinco deputados federais. Cinco deputados federais. Às vezes eu falo assim, nossa, mas você só tem cinco? Porque eu vejo tanta notícia. Faz um barulho, né? Faz um barulho tremendo.
Novo já entrou com quantos, Nath, 7 ou 8 denúncias e atuações, tanto na PGR, quanto na CNJ, quanto no Supremo Tribunal Federal, agora com esse caso do Banco Master. A gente sabe que existe um grande conluio entre as forças do judiciário e muito difícil que uma denúncia nossa, por mais robusta, clara e óbvia que seja,
vai ir para frente porque eles estão se protegendo. Mas nós estamos cumprindo o nosso papel de oposição. E eles que se constranjam, então, de fazer o que estão fazendo. Porque a história vai cobrar. E lá na frente, quando isso tudo vier à tona, a carreira jurídica dessas pessoas, Paulo Goneide e tantos outros ministros, vai ser colocada à luz e eles vão ver o que tudo aquilo que eles estão fazendo agora vai ter um preço muito caro.
Antes de eu partir para uma coisa que eu quero falar um pouquinho também, eu queria, para a gente falar um pouco mais, para terminar a questão do Zema, quais são as prioridades do governo federal do Novo, caso ele seja eleito? Quais são as prioridades? O que o Novo faria nos primeiros seis meses com o capital político que ele ganharia, caso o Zema fosse eleito? Tem muito do que é o perfil do governador, mas eu me colocando assim agora como uma gestão do Novo.
a primeira coisa é dar sustentação para um Senado Federal fazer o impeachment do Alexandre de Moraes e do Dias Toffoli. Começar daí. Primeira coisa, porque não existe razão nenhuma para a gente ficar discutindo política pública, reforma constitucional, reformas infralegais, se tudo isso vai cair na mão do Supremo Tribunal Federal depois por causa de uma ação do PSOL. E eles vão decidir. Não faz sentido. O que nós precisamos mostrar?
É. Hoje nós elegemos uma bancada de Senado Federal que não está disposta a ser subserviente. Nós vamos fazer justiça a todos os crimes de abuso de autoridade, corrupção que foram cometidos pelos senhores. Vocês estão fora, impeachment. Vamos indicar novos dois ministros. E passo o recado para todo o judiciário.
para todo judiciário, que mostra, olha, o judiciário é óbvio que é importante, é um dos poderes da República, o Supremo Tribunal Federal é uma instituição muito importante, mas precisa ter dignidade e precisa saber os seus limites. A partir daí, a gente começa a fazer o resto. Mas a gente depende de um Senado para isso. Por isso que nós estamos abrindo mão de lançar candidatos a deputado federal que são potenciais puxadores de voto para bater a cláusula de barreira, para sair candidato ao Senado que não conta para a cláusula de barreira.
mas que tem chances reais de se eleger senadores e que eu sei que vão cumprir o seu papel, que eu sei que vão cumprir a sua palavra de brigar para enfrentar os abusos do Supremo Tribunal Federal. Porque dos outros eu não confio tanto, mas dos nossos eu coloco a minha mão no fogo. Então a gente está abrindo mão dessas pessoas para ocupar esse espaço. Eu sei que de outros partidos também vão ir, também vão montar, e alguns que já estão eleitos nesse primeiro quadrênio vão conseguir sustentar uma maioria para fazer isso. Uma vez fazendo isso, a gente vai para o resto.
E aí, óbvio, um ajuste fiscal muito forte, apertar o cinto logo no primeiro ano e construir um mecanismo, talvez seja por classificar as facções criminosas como terroristas para poder usar o exército, poder usar a Força Nacional, poder usar toda a estrutura.
federal pra reocupar os territórios ocupados hoje pelo crime organizado. Tem quase 20 milhões de pessoas hoje sob domínio do tráfico em territórios. São enclaves, né? Não dá nem pra dizer que aquilo ali é Brasil. É um enclave. É outro país. É um outro estado. É ausência de estado, né? É um outro estado. Você tem ali os senhores de guerra liderando, né? Você precisa reocupar aquele território. Não é Brasil. Então você precisa usar o exército pra reocupar aquele território. Então...
Fazendo isso, a gente também passa uma mensagem muito clara para o crime organizado, de que não vai ser mais tolerado como é tolerado hoje. Mas tudo isso só funciona se a gente fizer uma reforma do judiciário, porque não adianta nada ir lá prender um monte de chefe de criminal para ser solto depois, para pegar um helicóptero e ir embora do país. Sensacional. Reforma do judiciário, segurança pública e ajuste fiscal e contas públicas.
seria os três pilares que seria uma bandeira, né? Isso tudo eu vejo como de curto, médio prazo, né? Todo o resto são mudanças que a gente vai fazer para o longo prazo, fazer mudanças na educação, na saúde, coisas que demoram. Mas de imediato que se consegue fazer nos primeiros anos, né? Aquela ideia de você... Porque assim, vamos fazer o impeachment do senhor Cabeça de Piroca
E do Dias Toffoli. Tem que incluir o Gilmar Mendes. Vou te falar que por mim caía a bancada quase toda. Ia sobrar dois ou três. Mas tudo bem. Vamos nos principais ali. Isso é uma questão de curto prazo. Como que o Novo enxerga políticas, ideias de você mudar o STF para próximas pessoas, para a gente conseguir blindar?
para o STF não ter tanto poder quanto tem hoje futuramente, eu digo uma coisa mais estrutural, assim, sei lá fazer que não seja vitalício que tenha um mandato de 10 anos, como que vocês veem isso? Primeiro que eu vejo que se houver o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal já muda totalmente o cenário para o futuro você abriu um precedente
porque eles acabam se sustentando muito na ideia de que isso nunca aconteceu, então é muito improvável que aconteça, né? Um cisne negro. Então, se você vai lá e faz o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal, que seja...
todos os outros já falam, poxa, peraí, né, não posso mais ultrapassar os meus limites, que eu sei que ultrapassa, existe um Senado Federal hoje muito mais bem estruturado, caixa de ressonância da sociedade que não vai deixar eu fazer isso, então, ok, vou ficar mais comedido aqui nas minhas decisões, nas minhas manifestações. Tem gente defendendo aí um código de conduta pro... É até dor risada, achar que um código de conduta vai resolver o problema que nós temos hoje de abuso de autoridade, de tudo que tá sendo feito hoje, né.
No Supremo Tribunal Federal. O que eu tenho defendido, para além de mandato do Supremo Tribunal Federal, é que talvez uma saída seja que a idade mínima seja maior. Porque eu acho que tem que ficar menos tempo, não dá pra ficar pra sempre lá.
Ainda que seja um dos maiores salários, qualquer um que receba o que um ministro do Supremo, deputado federal, presidente ganha, já está lá no 0,02% da população, ainda que seja isso. As pessoas que têm qualificação jurídica para chegar lá, ou que supostamente teriam qualificação jurídica para chegar lá, iam ganhar muito mais no mercado privado. Então, eu entendo que você servir no Supremo Tribunal Federal, se fosse do jeito certo, decente, honesto, você estaria abrindo mão de muito dinheiro.
de ganhar como advogado, como promotor, como qualquer coisa que seja. Então eu acho que deveria ser o final da carreira. Depois que você já construiu um patrimônio, seja como advogado, seja como juiz, seja como promotor, seja como jurista, qualquer que seja, você chegou lá para você dar a sua contribuição final. Então coloca lá para o fim da vida, entendeu? Entra com 55 anos e vai até 70, entra com 60 e vai até 75, não sei. Mas conclui!
a sua vida profissional como ministro do Supremo Tribunal Federal. E não volta para advogar depois. Não volta para advogar depois. Você foi ministro do Supremo, depois você volta e monta uma banca de advogacia.
Pô, não dá, entendeu? É muito... é desleal com o restante, você não tem governança jurídica. Perfeito. Nossa, gostei muito dessa coisa. Não tinha ouvido isso ainda. Se traz esses mecanismos, eu acho que talvez seja mais efetivo do que estabelecer um parado, porque se você coloca mandato, o cara entra com 50, sai com 65 ou com 60, que seja, o cara ainda está em período de... ele quer trabalhar, né? Daí, puxa, vai advogar de novo? Não é legal, não dá. Vai virar ministro? É, não dá.
Muito bom, gostei muito dessa ideia, cara. Acho que é um caminho bom mesmo. Primeiro que você pega um cara que já fez grana e tá lá pra servir mesmo, que é a ideia socrática, né? Quando você já resolveu tua vida particular, você vai lá pra ajudar os outros, vai doar você ao resto público.
e limita e aí o cara depois que acabou aquilo, acabou chega, muito bom ninguém falou isso, cara e se tiver um código de conduta é pra não receber não julgar ações dos seus próprios familiares porque eles decidiram que eles mesmos podem julgar ações de advogados que são seus familiares e o foro? o fim do foro, como que você vê?
Nós sempre defendemos o fim do foro privilegiado, contanto que evidentemente isso não seja... Hoje eu tenho certas dúvidas se de fato funcionaria, dado que nós somos hoje um país que tem uma afinidade muito grande por processo. A gente gosta de processar, então eu me preocupo às vezes...
de você ter, por exemplo, um deputado federal e ter um juiz que não gosta da comarca da sua cidade e, enfim, tirar o seu mandato, te mandar prender, que causa todo um ruído muito grande por questões locais, meramente pequenas, muitas vezes. Mas, em geral, o partido defende o fim do foro privilegiado. Talvez seja melhor assim.
do que manter, porque às vezes pode parecer que até uma proteção do deputado federal poderia ser só julgado pelo Supremo Tribunal Federal por uma instância superior mas na verdade você fica preso você fica amarrado desequilibra os poderes mas era a perspectiva disso você que está no meio e vendo muito pouco provável não existe uma articulação nesse sentido muito pouco provável
Que pra mim acho que resolveria uma parte, pelo menos desse ponto de vista, porque com certeza tem muito senador que tá incomodado com a questão da STF, mas tá com o pé atrás, né, cara? Tem muitos senadores que fizeram coisa errada mesmo, né? Fizeram coisa errada? Pra começar, não faz errado. Ou podem ser perseguidos. Não, isso sim. Isso de fato tem. Mas tem muitos que fizeram coisa errada, chegaram lá, e esses sim estão sendo protegidos, né? Estão sendo protegidos.
Claudião, manda uma pergunta que a gente tá partindo pro final aqui, que tem gente que tem voo que eu tô sabendo manda uma pergunta do apoiador, que os caras ficaram muito inquietos com a presença do presidente aqui
Tá, o Victor Barros aqui, ele perguntou como ele vê o Pedro Duarte, o expoente do Novo no Rio e provável candidato à prefeitura, virando a base do Eduardo Paes, famigerado, nervosinho da lista da Odebrecht. É, eu vou mentir que eu fiquei bastante chateado. A gente enfrentou alguns ruídos no Rio de Janeiro, que, enfim, acabaram tornando a situação ali no estado como um todo insustentável.
para o Pedro Fricá, não é nem uma questão ideológica, o Pedro é um bom parlamentar do ponto de vista técnico, era o melhor vereador do Rio de Janeiro, mas o ambiente partidário não ficou favorável para ele, ficou um ambiente ruim, ele decidiu sair, a gente liberou, não fizemos caso, não pedimos a cadeira nem nada, a gente liberou.
pra ele sair. Agora, me parece um pouco contraditório ele ir pra base do Eduardo Paes, ir pro PSD ir pra base do Eduardo Paes, porque ele era o principal crítico à atuação do Eduardo Paes. Então, me parece muito coerente. É difícil de a gente... É muito difícil, né, cara? Política é um negócio muito louco, porque por mais que você tenha princípio, você tem uma base, às vezes... Cara, você depende das pessoas. E você nunca vai saber 100%. ... ... ... ...
se a pessoa é aquilo ou não é, né cara? Ela vai se mostrando com o tempo, e os oportunistas, eles são muito espertos, são muito manipuladores, e de repente você encontra-os pela vida onde você menos esperava, né cara?
E isso faz parte da política. Então, acontece, né? Eu já levei algumas facadas, já tô ficando... Você vai melhorando, mas você nunca consegue ter 100% de certeza. E não existe nada que é 100% puro. Não, não é nem de certeza de saber se aquela pessoa vai nos trair, vai nos abandonar. Mas é...
Não me deixar mais deprimir, não ficar chateado nem nada. A tua resposta em relação à atitude dos outros. É o que a gente estava falando de ataraxia. De você não ser imperturbável. Você consegue deixar de lado, não se sentir ferido pela atitude do cara que não é uma pessoa boa. E isso é uma virtude humana.
Que não é fácil, é difícil pra cara. E é uma virtude humana superior, eu diria. Tem que ser meio magnânimo pra conseguir isso, né, cara? E inclusive pra depois de conseguir isso, você perdoar também a pessoa, né? Falar, você que é o cristão aqui? Não é verdade? Seu amigo meu que diz, eu não guardo nem dinheiro, vou guardar rancor. Então começa a guardar dinheiro, Edu, porque senão você tá perdido, meu velho.
tem mais um mano, tem Claudião? tem mais um aqui, Eduardo admiro a sua luta assim como a dos poucos indivíduos que buscam a política só fala quem foi, quem foi que fez essa pergunta aí não apareceu aqui pra mim, deixa eu ver se tá aqui na outra que eu copiei Bruno Modelo Bruno Modelo que buscam a política como meio de
Racional de resolução dos problemas do Brasil. Dito isso, o que você teria para dizer aos céticos, já cambaleados pelos fatos, quanto à seguinte frase? Podem ficar sossegados, tranquilos, não é o menor risco do Brasil se livrar da corja que lhe governa.
Caramba, gostei disso, hein? Eu não sou tão pessimista, cara. Eu não sou tão pessimista. Eu acho que existem momentos da história que criam janelas de oportunidade em que você consegue fazer grandes mudanças. Crises, né? É. A gente não tem controle sobre isso.
Agora, o que nós temos controle é de que maneira nós podemos nos preparar para quando isso chegar, né? Quão preparados a gente vai estar? O Gilson Marques, que é o nosso deputado federal, o libertário, lá de Santa Catarina, que é um excelente parlamentar, excelente parlamentar. Ele está na CCJ. CCJ, a Comissão de Constituição e Justiça, é a comissão mais importante da Câmara, que é basicamente ali que vai dizer que, olha, essa lei é constitucional, bola para frente, vamos discutir o resto, né? Ou seja, você consegue, na maioria das vezes...
matar uma lei ruim ali. O apelido dele na CCJ é Coveiro. Coveiro, tô ligado. Toda vez que ele chega na comissão, os outros deputados se olham, e aí você tem vários mecanismos regimentais, que você vai atrasando o negócio, aí o cara tem voo, tem que sair, param, tem mais coro, derrubam. E é isso que a gente faz, nós conseguimos hoje, como o Roberto Campos dizia, talvez eu não, descobri que talvez eu não consiga aqui fazer o bem, mas eu acho que eu consigo evitar o mal.
Enquanto esses grandes momentos, essas grandes janelas de oportunidade não aparecem, a gente fica ali evitando o mal e evitando que o Brasil piore cada vez mais. E eu vejo que, infelizmente, você até pode conseguir fazer o bem.
de outras maneiras. Você pode criar uma ONG na sua empresa, você tem, enfim, monta um negócio, faz caridade. Você consegue fazer o bem para algumas pessoas. Mas para fazer o bem em uma escala maior, é só na política. É só na política. Porque é ali que está o orçamento, é ali que passam as leis, é ali que você tem toda a estrutura que dá, de fato, escala para você resolver o problema.
mais pequeno que seja, mas que seja o que destrave a possibilidade daquela pessoa, daquela família, daquela comunidade melhorar. Talvez não em um ano, mas que seja em cinco, dez. Às vezes uma lei, uma assinatura, um artigo que você derruba hoje é um resultado que vai vir para uma família daqui 10, 15, 20 anos, para toda uma comunidade, para um Estado. Então eu acho que a política tem esse papel.
Mas não é, no final das contas, a solução. Eu sou um liberal. Eu acredito que não são os políticos que vão resolver os nossos problemas. Eles podem parar de atrapalhar. Acho que a gente está lá para tentar parar de atrapalhar. Mas quem, de fato, vai fazer as coisas acontecerem... É o indivíduo. É o indivíduo. Até estava conversando com... Nós estávamos lá na Associação Empresarial de Recife, recentemente. Estávamos conversando sobre isso.
Dos empresários. Tem muitos empresários no Novo. E muitos fazem doações para a caridade. Tudo mais...
Às vezes eu fico pensando, cara, você tem muito dinheiro e você tem tempo agora. Você quer fazer um ato de caridade? Abre mão de viajar com barco e monta mais uma empresa. Abre mais uma empresa. Dá uma rodada, vai ver algumas startups, o que o pessoal está fazendo, gente que quer crescer, gente que quer gerar riqueza, gerar inovação. E bota dinheiro lá.
Eu acho que você vai ser muito mais caridoso, você vai ser muito mais produtivo da possibilidade de você abrir uma empresa nova, gerar emprego, trazer dignidade. Poxa, um dos maiores programas hoje que me dá orgulho de ser do novo e que Minas Gerais entregou é o Trilhas de Futuro. Não sei se eu já falei disso aqui da outra vez. Não me lembro dessa, não. Trilhas de Futuro é o maior programa técnico-educacional do Brasil. Ele é 10 vezes maior que o Pronatec, só em Minas Gerais.
Tanto que hoje, Minas Gerais é o estado que tem o maior número de jovens matriculados no ensino fundamental técnico do Brasil. Tem o dobro de São Paulo. Olha, São Paulo é o dobro do tamanho de Minas Gerais, e Minas Gerais tem o dobro da quantidade de alunos em São Paulo em cursos técnicos. Caraca. Ano passado começaram a se formar as primeiras turmas. E, cara...
que talvez não tinha perspectiva nenhuma de vida, se formou lá em técnico de edificações, em técnico de metal mecânico, em técnico de turismo, qualquer coisa que seja, de acordo com a região onde tinha emprego pra ele. De repente, ele tá com um salário maior do que o pai e da mãe. Ele duplicou a renda familiar dele. Ele já começa a pensar em fazer uma universidade. Você vai aumentando o poder de compra daquelas pessoas, compra uma coisinha melhor, muda de casa.
isso daí isso do caralho velho isso é para isso que eu vim para o novo sabe isso é
mostra que às vezes, uma coisa simples, a gente não fez nada de genial, a gente não montou nenhuma escola, a gente simplesmente foi lá, sentou com os cursos técnicos e disse, olha, o que está precisando, junta a Associação Comercial, a FIENG, o que está precisando aqui na região? É isso? Tá bom. Quantos cursos precisa para completar, para preencher essas vagas? Tanto? Nós vamos pagar. Está aqui, pega o dinheiro do cidadão, os impostos, e coloca lá. Ganha o Vale Transporte, Vale Alimentação.
vai fazer o que quiser, vai aproveitar essa oportunidade e vai crescer de vida. Cara, isso daí não tem preço. Cara, acho animal, mas eu vejo, eu pelo menos, nessa caminhada, tentando ajudar da forma que eu posso, essa visão de mundo.
E os feedbacks que eu recebo das pessoas que pensam parecido com a gente, e vem aqui, elas veem um déficit muito grande do empresário que tem essa vertente liberal conservadora, de na hora que precisar, precisa mesmo ir lá e ó, pá. Mas é que eu vou falar um negócio pra vocês. Os maiores empresários do Brasil não são liberais.
Os maiores empresários do Brasil estão muito mais ligados ao governo do que a gente imagina e eles não têm a visão que nós temos de mundo e a visão que nós temos de economia. Porque é confortável estar lá. É confortável não ter companhia. É um capitalismo de compadril. O Salim Matar talvez seja o maior exemplo hoje de um grande empresário brasileiro liberal. Liberal.
extremamente liberal, não tem medo de concorrência. Agora, os grandes aliados do novo e do liberalismo, eu diria que são os pequenos e médios empresários, porque esses sentem na pele a dificuldade que é montar uma empresa, a dificuldade que é lutar contra o grande, a dificuldade que você montar um negocinho e sair uma lei, um decreto de proibir, isso daí. Esse cara sente. Não, perfeito, concordo. Eu trago isso muito pro Denis Xavier.
meu amigão esteve muito aqui né com a gente e ele deu vários exemplos de quando ele precisou ali da galera ajudar né de empresários teoricamente liberais ele não falou do Salim mas de outras pessoas e você vê que negócio é meio vai não vai eu acho que a gente fala acho que a gente tem um problema muito grande de de conseguir pensar nesse código de juntar o conceito do individualismo
liberal que é a base das coisas com uma questão altruísta sabe? Os caras são muito hindianos. É, os caras são hindianos. Entende? São muito hindianos e aí você acaba perdendo possibilidades muito grandes entendeu? Ao mesmo tempo que você vê aquela desgraça daquela da Magalu lá.
aquela porra lá como que ela chama? Trajano botando dinheiro na esquerda que ela acorda, que ela concorda, que ela abraça sabe? A gente ainda tem um caminho de muita gente que podia estar contribuindo assim fortemente.
Mas não se... Acabou deixando de lado. Não se envolvem. E muito em função de nós termos um Estado muito poderoso. Bota medo neles. Também. Então, você vê nos Estados Unidos, você tem uma cultura maior de doação, de contribuição para a política, para tem que ter e tudo mais. Mas é inimaginável pensar que o Estado americano... Com todos os defeitos. Mas que o Estado americano persiga empresários.
É inimaginável que no Estado americano, que um indivíduo do alto escalão do governo, do judiciário, pegue o telefone para ligar para um meio de comunicação e pedir a cabeça de um jornalista. E seja atendido, como é no Brasil. Então, você ter instituições moralmente corrompidas e muito poderosas do ponto de vista de coerção, como nós temos no Brasil,
Também dá... Só que assim, ou enfrenta, meu amigo. Ou é Venezuela. É questão de tempo. Esse assunto... Só pra finalizar, já que você falou isso, como que você vê... Como que você vê o Trump desse ponto de vista? Porque ele não me parece um cara liberal. Mas ao mesmo tempo, ele tá brigando por valores que a gente também...
acredita, em uma certa parte. Como que você... Esquece novo, tá, gente? Isso é uma questão pessoal aqui. Uma pergunta que não tem nada a ver com o partido novo, o posicionamento novo, não tem nada a ver. Estou falando você, como pessoa. Como que você enxerga o Trump, seu governo, suas ações? Eu vejo ele como um fenômeno que acabou sendo uma reação à deterioração das instituições internacionais.
Como é que você vai levar a ONU a sério quando os membros do Irã participam de uma comissão de direitos humanos? Tem como levar a sério. Ele faz uso disso, e eu acho que muitas vezes até de maneira exagerada, pode ser que de fato ele tenha outras intenções por trás, enfim, o seu modelo de negociação, a agressividade, aquela coisa toda, mas ele usa isso como um subterfúgio narrativo que no final das contas é correto.
É correto porque ele está ali para proteger os postamentos dos Estados Unidos. Talvez eu não concorde muitas vezes com a forma como é usado, porque eu acho que isso pode criar reações ainda maiores. Mas, de fato, a gente está vivendo um rearranjo geopolítico em que ele acaba usando essa situação toda como um caminho para que ele e os Estados Unidos liderem um dos eixos que vai acabar se consolidando no mundo ocidental. Mas é questão das tarifas, por exemplo.
Então, eu sou completamente contrário. É, então, eu também. Só que, ao mesmo tempo, eu também entendo que você tem uma guerra geopolítica rolando. É, mas, assim, talvez seja a única forma que ele encontrou pra conseguir colocar na mesa, né? Porque, enfim, é o modelo de negociação dele. E pode ser que funcione, pode ser que não funcione. Mas eu acho que isso cria, abre precedentes ruins pro futuro. Porque você cria uma instabilidade geral, né? Agora... É...
Ao mesmo tempo, eu não sei como é que vai ser o desfecho disso tudo. Ao mesmo tempo, eu acho que... Eu não sei quem falou isso, eu li essa frase em algum lugar uma vez, mas que paz é poder. Poder é paz. Poder é paz. A paz depende do bom senso do mais poderoso. Paxa armada. Uma vez que ele consegue, de alguma maneira, ainda que seja por...
através do medo ou do receio de qualquer coisa, manter minimamente a paz, talvez ele tenha atingido o objetivo dele. Entendi. Faz sentido. É George Orwell, isso aí, né? Guerra é paz, paz é guerra, que ele usa esse subterfúgio pra manter as pessoas arredias ali à vontade, né? Eu não sei se é... O George Orwell fala isso do ponto de vista que é...
antagônico, né? É o duplo pensar. O duplo pensar. O paz é guerra, a guerra é paz. É mais um jeito de Pax Armada. Tipo, Pai, passa pela força. É, passa pela força. Passa pela força. Tipo, você tomar conta porque você tem poder. E quem tem dinheiro, quem tem força no final...
Agora, se me perguntar você é a favor da intervenção e da prisão do Maduro, óbvio que eu sou. Óbvio que é. Só um imbecil. É um governo ilegítimo. É um governo ilegítimo usurpador e você tem... E aí, de novo, né? Mostra completamente a falha da ONU. Vem buscar o Lula, caralho. Se desse pra falar isso, a gente falaria.
Mas nós vamos ganhar no voto aqui. Nós vamos tirar ele no voto. Nós ainda temos mecanismos que nos permitem vencer no voto. Eu tenho muito medo com esse STF aí, com essa urna. Não sei como... Eu estava vendo uma pesquisa antiga que mostrou dos eleitores que não votaram, que não foram votar em 2022, a imensa maioria se considerava bolsonarista. É mesmo?
Era na ordem de 40% dos que não foram votar eram bolsonaristas e 20% dos que não foram votar e era muita gente. Tinha ganho ali. Muitas vezes quando a gente cria um medo de que, ah não, essa urna é tudo fraudado, não tem jeito. A pessoa não vai nem votar. E a gente perdeu a eleição porque não foram votar. Os ausentes. Última pergunta. Prometo que é a última agora. Eu prometo que é a última.
Existe algum tipo de articulação, caso não dê, pensando no segundo turno? Segundo turno, a gente vai... Digo, vocês já estão conversando. A direita aqui, que não é escola. A direita, tirando o Bolsonaro.
Essa direita aqui, Caiado, você, nós aqui, o Ratinho, que eles... Vocês já estão conversando sobre isso? Tipo, não deu, estamos juntos? Tem um acordo, incluindo a família Bolsonaro, incluindo o PL, com o Ratinho, tem um acordo da direita, anti-Lula, que aquele que for para o segundo turno vai receber o apoio do outro. Incondicional, incondicional. Tá feito isso. Deixa as diferenças para depois, o mais importante é tirar o Lula. Não, a missão não tá fechada, a missão vai fazer o caminho deles.
Mas como eu falei, nós não vamos entrar nessa eleição pra ficar brigando com todo mundo, pra ficar querendo ocupar espaço pro partido. Não é isso, cara. É primeiro o país, depois o partido, e depois as conveniências pessoais. Boa, excelente. Perfeito. Edu, você deixa uma mensagem, fique à vontade aí, falar o que você quiser, em seu nome, em nome do Partido Novo.
Te agradecer, obviamente, é sempre muito bom te receber, você é um cara muito legal, independente de qualquer coisa, um cara tranquilo, bacana, você vê que tem um pensamento reto, que tem virtudes, eu fico muito feliz que você esteja hoje, esteja como presidente do Novo, então...
Obrigado. E queria que você falasse o que quiser falar. O microfone aqui do Beyond the Cave vai estar sempre para o novo e para aqueles que pensam como a gente pensa. Porque a gente sabe que na mídia tradicional é difícil. Não que a gente seja mídia de nada, mas a gente faz o que a gente pode. Pode não quebrar as coisas aí. A gente agradece também. Então, por favor, meu amigo. É, Regis, eu que agradeço de novo.
possibilidade de estar aqui conversando com vocês, trocando essa ideia, falando um pouquinho do novo, do Brasil. Eu adoro esse modelo de podcast, eu ouço vocês sempre que eu posso. Não sou membro, mas agora eu vou virar membro, que eu quero essa camiseta aqui do Dom Pedro também. Vamos, velho!
E dizer que essa é a eleição mais importante da nossa geração. Da nossa geração. Acho que nos eventos do Novo eu faço uma pergunta para as pessoas. Quem aqui conhece, tem que ter um parente ou um amigo que já foi embora do Brasil? Quase todo mundo levanta a mão. E as pessoas se olham e veem aquela quantidade de gente levantando a mão. E percebem que a gente já está vivendo uma diáspora.
A gente tá vivendo uma diáspora E eu fico me perguntando Por que essas pessoas estão indo embora? Ah, mas é por causa da violência Ah, é porque, sei lá, os impostos são muito altos A minha empresa... No fundo não pode ser Mas é mais que isso Pra você abandonar o seu país É porque você não consegue É porque ali você perdeu o direito de sonhar E isso é muito, muito pesado
Tem um monte de médico indo embora, cara. Cara, isso aqui é o teu país, né? Se é o teu país, você vai... Tudo bem, tem países que você consegue se adaptar, mas não é a mesma coisa. Todo mundo que mora fora diz que não é a mesma coisa. A minha irmã mora na França, eu estava com ela agora em Paris. Eu vi, cara, você é um estrangeiro, né? É a sua casa, é a sua terra. E, poxa, se a única forma que nós temos de lutar para recuperar esse direito de sonhar das pessoas é através da política...
Então que seja, ah, mas eu não gosto de política. Faz sem gostar, cara. Faz sem gostar. Também não gostava. É porque...
Ou é assim, ou são eles. E essa eleição vai ser a mais importante, porque o próximo presidente que entrar vai nomear mais três ministros do Supremo Tribunal Federal, vai aparelhar tudo de vez, vai indicar mais procurador. Eles já perderam tanto pudor que o Partido dos Trabalhadores vai tomar conta das instituições brasileiras e depois eu não sei se tem voto. Então, assim...
O senso de urgência está aí. Nós estamos nos esforçando, estou rodando o Brasil, toda semana eu estou fora, toda semana eu estou conversando com pessoas, tentando trazer para ser candidato, buscando doações, tentando estruturar as nossas bases para que a gente possa chegar firme, forte e cumprir o nosso papel. A gente não está aqui para dizer que nós somos os melhores em tudo. Esse tempo já passou.
A gente quer cumprir o nosso papel. Aqui no Novo é uma casa pras pessoas decentes, pessoas de bem, que querem um caminho, um CNPJ, uma instituição onde elas se sintam confortáveis pra fazer política, pra colocar o seu nome à disposição, pra ser candidato, pra apoiar um candidato, pra ser dirigente, pra ser um voluntário, pra ser um mero doador. 50 pilas, 50 reais por mês. 50 reais por mês, galera. Pra fazer a gente crescer.
ocupar espaço e eleger essas pessoas e quem sabe a gente consiga garantir esse direito de sonhar. Incrível, sensacional. Natália, obrigado, tá? Obrigado por ter entrado em contato comigo mais uma vez. Estamos aqui com as portas abertas para vocês precisarem sempre. Edu, novamente, cara, sensacional. Saibam que temos vários, né? Temos nossa pequena trupe ali, são 100.
Mas é uma trupezinha e que acredita muito que vai continuar apoiando e que a gente consiga... 101 agora. 101, garoto. Obrigado. E que a gente consiga...
independente de atingir o objetivo, porque o importante é o meio, não é o fim, né, velho? A gente fazendo aquilo que é certo vale mais do que se for chegar no que precisa ou não. A gente tem que fazer aquilo que a gente acredita e nós confiamos em vocês. Obrigado novamente. Obrigado, Thiagão, Operação, Claudião. Tamo junto. O que a gente tem que falar no final? Livro? Não. O que a gente tem que falar no final?
arroba arroba beyond the cave pdc né aonde é que tá todas as redes sociais aí pão sigam sigam comentem comentem compartilhem e compartilhem e quem gosta vai pro isso aí eu não posso falar não
apoia.se barra beyond se, não é se é se é não, desculpa essa pronúncia da vogal aí eu não abro mão me perdoem me perdoem apoia.se barra beyond meus amigos galera muito obrigado pela companhia até a próxima semana