Episódios de Antenados

Antenados #320 - Danilo Gobatto entrevista Donizeti Camargo

08 de maio de 202657min
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Antenados #320 - Danilo Gobatto conversa com Donizeti Camargo. Cantando desde os cinco anos de idade, Donizeti nasceu em Conchas, no interior do estado de São Paulo, e tornou-se conhecido nacionalmente como “A Voz de Ouro do Brasil”. Aos poucos, consolidou-se no mercado sertanejo, emplacando em todo o país o hit “Galopeira”. Seu sucesso ultrapassou as fronteiras nacionais. Em 1982 participou no México pela Televisa do Festival América Esta Es Tu Cancion, onde concorreu com grandes nomes da música internacional entre eles Luís Miguel, Lucera e Paulina Rúbio, e foi o vencedor com a canção "Canarinho Dobrador". Recebeu o prêmio de Melhor Voz Infantil da América Latina. Apresentação, produção e edição: Danilo Gobatto. Sonorização: Cayami Martins
Participantes neste episódio2
D

Danilo Gobato

HostApresentador
D

Donizete Camargo

ConvidadoCantor
Assuntos6
  • Carreira de Donizete CamargoInício da carreira aos 5 anos · Primeira experiência em gravadora · Lançamento do primeiro compacto em 1979 · Lançamento do primeiro LP "O Menino Boiadeiro" · Sucesso com a música "Galopeira" · Participação em programas de TV · Carreira internacional no México · Músicas "Ai Amor" e "Onde Andará" · Adaptação vocal e técnica de canto · Repertório eclético nos shows
  • Festival América Esta Es Tu CanciónRepresentação do Brasil no México em 1982 · Seleção por Silvio Santos · Participação de Luis Miguel · Prêmio de Melhor Voz Infantil da América Latina · Canção "Canarinho Dobrador"
  • História de Ana LúciaComposição de Maurício Cardoso Ocampo · Versão brasileira de Pedro Bento · Sustentação de nota por 16 compassos · Erro do maestro que resultou no arranjo
  • Origem e Família de Donizete CamargoNascimento em Conchas, interior de São Paulo · Família de músicos · Pai violeiro e influência musical · Irmãos músicos e duplas sertanejas · Filhas gêmeas e netos
  • Experiência como Caminhoneiro na PandemiaParalisação dos shows devido à Covid-19 · Necessidade de trabalhar para manter as contas · Trabalho como motorista de caminhão · Recepção e carinho da classe caminhoneira · Importância da classe caminhoneira para o Brasil
  • Influência de BoniInspiração para a carreira em espanhol · Gravação da música "Malaguenha" · Show com Miguel Aceves Mejia no México
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Olá, está no ar o Antenados aqui pela rede Bandeirantes de Rádio pelo aplicativo Bandplay e também radiobandeirantes.com.br. Eu sou o Danilo Gobato e vamos relembrar no programa de hoje a participação do cantor, a voz de ouro, Donizete Camargo, dividindo as novidades da carreira e tocando os grandes sucessos. Lembrando que você pode interagir conosco pelas redes sociais em arroba Danilo Gobato.

Antenados na Bandeirantes, com Danilo Gobato.

Saudade, teus encantos, mercedita Perfumada, flor bonita Me lembro que uma vez A conheci no campo, muito longe, numa tarde Hoje só ficou saudade Desse amor que se desfez Assim nasceu o nosso querer Com ilusão, com muita fé Mas eu não sei Por que esta flor deixou-me dor e solidão Ela se foi com outro amor

O que é querer, o que é sofrer, porque lhe dei meu coração. Índia, sangue, tupi.

Estamos recebendo hoje nos estúdios da Rádio Bandeirantes em São Paulo, ele, Donizete Camargo. Fala, Donizete, como você está? Seja muito bem-vindo, hein? Bom dia para você, Danilo. Bom dia a todos os nossos queridos amigos da Rádio Bandeirantes.

Depois de muitos anos, estou retornando aqui a essa casa. Agradecer a você pelo convite. Muito obrigado. Muito obrigado a todos vocês aí que recebem a gente com tanto carinho. Muito obrigado, viu, Daniel? Eu te agradeço pela atenção aqui com a Rádio Bandeirantes, com o nosso programa. Dona Izete está aqui para dividir as novidades da carreira, a retomada dos shows, os novos projetos, os lançamentos e, claro, relembrar os momentos marcantes e os grandes sucessos. Dona Izete, a gente estava falando aqui, antes de começar, você é natural de...

Conchas. É, eu sou nascido em Conchas, que é uma cidade do Rio de São Paulo, isso, nasci em Conchas, e depois de tantos anos voltei pra minha cidade. Conchas ali pertinho de Botucatu? É, um pouquinho antes de Botucatu, fica entre Laranjal Paulista e Botucatu, Buffett, aquela região ali.

E você falou que voltou por quê? Porque você passou um tempo onde? Eu morei, na verdade, eu morei aqui em São Paulo muitos anos, né? Morei aqui por conta da carreira, por conta do trabalho. Eu iniciei a minha carreira muito jovem, muito criança, na verdade. Nem jovem, nem muito criança. Eu comecei a cantar com cinco anos com meu pai no interior de São Paulo e logo em seguida eu vim pra São Paulo pra tentar a sorte aí, né? Foi a minha primeira experiência.

fazendo um teste numa promo gravador e graças a Deus consegui passar nesse teste, né? E foi aí que a minha vida nunca mais parou na música, né? Então comecei com 5 anos de idade. A gente vai contar em detalhe essa história, mas daí você ficou muitos anos aqui em São Paulo fazendo sua carreira mesmo e já tá um bom tempo lá de volta em Conchas e você fica entre Conchas

A gente tem uma casa aqui em Barueri, e temos também a nossa morada lá em Conchas, que na verdade é uma casa que pertencia à minha mãe, minha mãe é falecida, infelizmente, mas eu tenho meu pai que está lá também, tenho meus irmãos, minha família toda de lá. Seu pai está bem? Graças a Deus, meu pai é o violeiro daqueles de primeira. É o Bill violeiro, não é isso? Bill violeiro, agora está mó moda na internet. Bora Bill!

Todo mundo fala, aí fala, eu sou o filho do Bill. Que legal, é. E vocês continuam, é claro que depois da sua carreira tomou uma proporção, a gente vai contar tudo isso, mas lá atrás, com cinco anos, você se apresentava na cidade, fez muitas apresentações em circo.

E tem um coreto ali na praça, lá em Conchas, que você fez muitos shows com o seu pai. No começo era uma dupla, você e seu pai, é isso? Era meu pai, a gente fazia uma dupla, e assim, meu pai fazia a segunda voz. Nós cantávamos muito música da Cascatinhana na época, como eu tinha a voz muito aguda de criança, então eu conseguia fazer, por exemplo...

Meu cafezão em flor, quanta flor, meu cafezão. A gente cantava essas músicas aí, em Índia, né? Inclusive até regravei nesse Popurri que você, a introdução do programa. Você tocou aí, eu regravei também nesse...

discos meus, e a gente cantava essas canções, né? Era isso que a gente fazia nas kermesses, que antigamente tinha muito isso, né? As kermesses, assim, lá nos sítios, né? E foi assim que eu comecei a minha carreira, né? Aí logo em seguida, como eu te falei, eu vim pra São Paulo e fiz o teste na gravadora, foi aí que a minha vida mudou pro lado profissional mesmo. Ô Donizete, mas você sabe que outro dia vendo uma publicação da sua filha, de uma delas, porque você tem gêmeas, né?

Eu tenho duas meninas, tem a Amanda e a Bruna. Amanda? Amanda e a Bruna. Amanda e a Bruna. Eu vi a publicação da Bruna falando que o avô, o seu pai, foi quem ensinou você a cantar, que ensinou também os seus irmãos, né? Sim, sim. Vocês são em sete. Nós somos em sete irmãos total, né? Eu sou mais velho, eu sou o primogênito. E nós temos duas irmãs, né? Que são as...

A Ana e a Cássia, que são minhas irmãs. E tenho mais os meus irmãos, que é o José, o José Benedito, que é depois de mim. O Oswaldo, que é o terceiro. Aí vem a Ana, que é a quarta. A Cássia, que é a quinta. E vem o Ulisses, que é o sexto. E o nosso caçula, que é o Anderson. E todo mundo canta e toca lá na tua casa? Menos as minhas irmãs. Os meus outros irmãos todos gostam de música. Inclusive, dois deles, que são os caçulas, né? Eles sobrevivem além do trabalho normal que eles têm, né?

Eles ainda são cantores também que atuam ali na região de Piracicaba. O Anderson tem uma dupla chamada Anderson e Rico e o meu irmão Ulisses e Nando. Então são duas duplas do interior de São Paulo, de Piracicaba.

E a sua filha Bruna falou nesse post que o seu pai que te ensinou a cantar. Foi primeiro o canto, depois foi o violão, primeiro o violão e o canto, foi tudo junto, como que foi? Então, eu comecei primeiro cantando, né? Mas na verdade, eu não tocava violão, eu tocava cavaquinho, cara. O primeiro instrumento que eu aprendi a tocar era um cavaquinho. Porque como eu era criança, né? Você está realmente achando um carro online no AutoTrader agora?

Realmente, eu posso ficar super específico com as listas de alíquota e ver caras baseadas no meu budget. Você pode realmente ter o que está entregando. Ou pegar o que está acontecendo.

Então o meu avô, na verdade, que é o pai do meu pai, que já era cantor, que cantava também, ele me deu de presente um cavaquinho pra mim começar a aprender. Aí logo em seguida, quando eu já tava um pouquinho maior, eu já tava assim com uns de oito pra nove anos.

Aí o meu pai me deu um violão que a gente chama de requinto. É um violãozinho um pouco menor que esse, de seis cordas, porém a afinação dele é uma afinação um pouco mais aguda. Então são os mesmos acordes do violão normal, porém ele dá um som mais agudo. Então foi aí que eu comecei a praticar o violão normal. Aí eu aprendi o instrumento também.

Hoje eu toco violão, toco um pouquinho de viola caipira, eu gosto de arriscar um pouco na bateria, baixo, então é os instrumentos que eu gosto de tocar. Você sempre fez os meus sonhos, sempre soube do meu segredo, isso já faz muito tempo, eu nem me lembro quanto tempo faz.

O meu coração não sabe contar os dias, e a minha cabeça já está tão vazia, mas a primeira vez, ainda me lembro bem. Talvez eu seja no seu passado mais uma página.

Que for do seu diário arrancada.

Sonho, choro e sinto que resta alguma esperança. Saudade, quero arrancar esta pátria. E lá na tua cidade, lá em Concha, você já fazia um sucesso com o teu pai, se apresentando em dupla, nas igrejas, nas apresentações de cidade e tudo mais.

E você falou desse convite para vir a São Paulo por uma gravadora, mas como surgiu? Quem que te ouviu lá em Consos e falou, opa, peraí, está pintando alguma coisa em São Paulo que pode dar certo? Então, tem uma dupla, existiu uma dupla chamada Valderi e Misael. O Misael é meio que parente próximo da gente, entendeu? O Misael tem um grau parentesco com a família do meu pai. E o Misael, na época, fazia muito sucesso que tinha uma música deles que era...

Já comprei passagem, já comprei passagem para ir embora, só me resta agora apertar-te a mão. A que se chama Avião das Nove, essa música estourou na música sertaneja, tanto é que depois o trio Parada Dura regravou, enfim, fez mais sucesso ainda, mas o primeiro que gravou essa música foi o Valderí Misael. O Misael, ele estava gravando nessa gravadora que era a...

A CBS na época, né? E tinha um selo chamado selo Uirapuru, que só lançava artistas sertanejos. E o produtor na época da gravadora estava procurando uma criança para cantar. E eu vim fazer o teste aqui em São Paulo na gravadora, e eles gostaram e falaram, não, vamos começar a gravar. E em 1979 eu lancei o meu primeiro disco, que na época era compacto ainda, né? Eu lancei meu primeiro compacto já como cantor profissional.

79. 1979. 79 pela CBS. Pela CBS, é, o selo, o Irapuru, que é o selo da época do sertanejo na CBS. Aí você passou no teste, né? Você passou no teste e gravou o seu primeiro compacto, né? Isso em 79. Depois, mais pra frente, nos anos 80, 81, 82, né? É, na verdade, de 81 pra 82, eu gravei o meu primeiro LP, que é esse.

Esse que tá aqui na tela. O menino boiadeira. Na tela, é, o menino boiadeira. Com 12 faixas mesmo. Isso, já era o disco, o disco LP normal, né? Porque as gravadoras na época, eles só gravavam o artista, né? Um disco cheio, que a gente chamava, né? Um LP, um disco cheio, quando o artista começava a sobressair em emissoras de rádio, tocando a música no rádio. Começava a ter um certo nome, um certo sucesso. Aí eles gravavam o disco cheio, né?

Mas o primeiro foi pela CBS. Esse LP mudou a gravadora? Esse já foi pela gravadora Ariola. Já era uma outra gravadora que já estava lançando no cenário sertanejo na época. Estava sendo lançada no cenário sertanejo na época.

E a Ariola, que depois se tornou Poligrã, enfim, é uma história já meio mais pra frente. Mas a Ariola, na época, eles lançaram um selo chamado Celulaço, que só lançava o artista sertanejo por esse selo. E aí eles me contrataram e lançaram o primeiro limpeiro, porque eu já tinha um disco já lançado pela CBS. E como a CBS, na época...

foi extinto, o selo Irapuru não existia mais, eles só lançaram alguns artistas, então eles não quiseram investir no sertanejo. Aí a Ariola me pegou, me levou pra lá, e foi aí que, graças a Deus, a galopeira estourou do disco, e eu nunca mais parei, cara.

Vamos falar sobre isso, porque daí você grava esse disco. Vou até pedir para o Daniel Mesquita, por gentileza, abrir aqui a tela e mostrar a carinha do Donizete Camargo nesse disco, nesse LP. Daniel Mesquita está no nosso switch, para quem acompanha em imagens do nosso canal do YouTube, para quem não acompanha, é a primeira capa do LP de 82. Esse disco vendeu mais de um milhão de discos, cara. Muito disco.

Nessa carinha aí você tinha que idade? 5 ou 6? Não, tinha mais, aí eu já tava com 10 anos 10 pra 11 anos O menino boiadeiro Seu primeiro LP com 12 faixas Exatamente Você falou de Galopeira, mas na verdade Galopeira, que foi a música que estourou Um sucesso até hoje na tua voz Ficou marcante mesmo

E acho que isso ninguém tira de você com todas as gravações, os novos artistas que fizeram e regravaram Galopeira, mas você tem realmente a sua impressão digital nessa música. Só que na verdade nem era para entrar no disco, não era música de trabalho, não era.

Na verdade foi assim, a história da galopeira Todo mundo acha que a música galopeira É minha, de minha autoria Não é, a música galopeira Quem compôs a música é um compositor Paraguaio chamado Maurício Cardoso Ocampo Ele que é o compositor da música Essa música é do Paraguai, já tradicional no Paraguai

Aí essa versão que nós cantamos aqui no Brasil, quem fez essa versão foi o Pedro Bento, da dupla Pedro Bento Zé da Estrada. O Pedro Bento Zé da Estrada gravou essa música também em um dos discos deles, né? E na época não fez tanto sucesso, mas o sucesso veio na verdade na minha voz. Por quê? Por conta de segurar os 16 compassos, né? Que é quase 20 segundos aí, 18 a 20 segundos aí segurando uma só nota, né? Então...

Foi isso que realmente chamou a atenção dos fãs do rádio na época, da mídia, inclusive televisiva. Eu fui um dos primeiros cantores sertanejos a cantar no Fantástico, da Globo na época, que era um programa que lançava para o Brasil inteiro os artistas. Enfim, foi muito bacana nesse sentido. Então foi realmente uma marca que foi criada pelo Donizete. A sustentação da nota foi criada por mim.

Olha, tem uma história interessantíssima que você vai contar na sequência, mas antes preciso tocar aqui essa gravação dessa época aí, desse disco aí, original. Vamos lá, relembrar esse grande sucesso na voz do menino, até então, o menino do Lizete. Fui no baile em Associação, capital do Paraguai, onde eu vi as paraguaias com sorridentes a bailar.

Sobre o som de suas guitarras, quatro avos a cantar Galopeira, galopeira, eu também entrei dançar Fui no baile em Asunción, capital do Paraguai Onde ouvir as paraguaias sorridentes ao bailar

Sobre o som de suas guitarras, quatro corpos a cantar, galopeira, galopeira, eu também entrei dançar. Galopeira.

Nunca mais esquecerei. O Antenados faz o primeiro intervalo comercial e na volta vamos continuar o bate-papo com o cantor Donizete Camargo. Antenados, na Rádio Bandeirantes. O Antenados está de volta e hoje recebendo nos estúdios da Rádio Bandeirantes em São Paulo, Donizete Camargo.

Que baita sucesso, hein, Donizete? Isso foi um estrondo no Brasil inteiro, graças a Deus. Essa música realmente, ela ultrapassou fronteiras aí, né? E creio também que ultrapassou gerações, né? Você só sustentou 16 compassos aí, 20 segundos dessa música de galopeira por um erro do maestro, Donizete? Como foi? É verdade, a história realmente foi essa aí, meu Danilo.

A história foi essa, na época do estúdio, que foi assim, a Galapera, ela entrou meio que no susto, sabe? Aquela coisa assim, o maestro chegou pra mim e falou assim, quem fez o arranjo dessa música foi o maestro chamado Maestro Oscar Nelson Safuan. E o Maestro Oscar, ele era do Paraguai, ele era um maestro paraguaio. E ele que gravava na época os artistas sertanejos, assim, Milionários é Rico, enfim, os grandes sucessos, Milionários é Rico na época.

Chitão Zichoró, e muita gente, ele gravou na maioria dos artistas, né?

E o mestre Oscar chegou para mim e falou assim, Donnie City, eu era criança, Donnie City, você gosta de que música que você gosta de cantar? Porque não temos que cerrar o repertorio do disco e não temos a música, né? Aí ele, eu falei, ah, eu gosto de cantar galopera, né? Ele, então, canta galopera para mim. E começou a escrever ali o arranjo na hora, assim, no estúdio, né? Meio assim, no improviso, né?

E quando ele acabou de escrever, ele escreveu e tal, e ele pegou o violão, e ele mesmo fazia as bases com o violão, além dele ser o maestro, ele mesmo tocava. E o baixista estava no estúdio, no outro...

a gente chama de um outro aquário, estava um outro aquário baixista, e mais um outro violonista, que estava também no outro aquário, e o maestro. E como eu cantava de ouvido, como eu cantava de ouvido, então assim, o meu pai falava, olha, quando o violão mudar a posição, você tem que mudar a nota também, para acompanhar o violão. Então eu tinha que ficar ouvindo. E como eles começaram, eu fiquei...

e ele não mudava e eu fiquei

Aí ele mudou e eu parei. Aí o maestro, naquela época, não é como hoje, né? Hoje você tem a tecnologia que pode ajudar, você grava um instrumento de cada vez, enfim. Mas naquela época já gravava o baixista, o violonista do lado e ele fazendo outro violão, que seria a base, né? Um baixo e dois violões tocando, né? Quando ele parou assim, ele...

Donizete, está confortável para você cantar assim, nesse compasso? São desses seis compassos? Eu falei, para mim está bom. Você tem certeza disso? Eu falei, tenho, mas pode deixar. Se eu conseguir cantar agora, porque eu ficava na técnica com o microfone para fazer a voz guia. E ficava lá na técnica. Eu falei, se eu conseguir agora, eu vou conseguir gravando. Foi um erro que deu certo. Deu muito certo. Dá para fazer ao vivo aqui uma palinha para os nossos ouvintes, Donizete?

Fui no baile em Assución, capital do Paraguai, onde eu vi as paraguaias sorridentes a bailar. Sobre o som de suas guitarras, quatro guapos a cantar, galopeira, galopeira, eu também entrei dançar. Agora. Galopeira.

E assim foi... Sensacional! Donizete Camargo! E hoje eu tô com a garganta um pouco por conta desse clima, desse tempo aí que muda bastante, ao mesmo tempo faz calor, daqui a pouco o clima vai pra lá pra baixo. Mas Donizete, seguindo aqui, depois disso o Brasil conheceu mesmo a garganta de ouro, a voz de ouro, e essa música fez um sucesso absurdo. Você participou de todos os programas de rádio, televisão, do Bolinha, Geraldo Meirelles, Som Brasil, programa da Hebe,

A EBE. Ainda na TVS. E foi lá que você também chamou a atenção do patrão, né? Do Silvio Santos. Isso, exatamente. Do Silvio Santos. E o que aconteceu, né? Porque teve um festival importante que, por intermédio dele, você acabou sendo selecionado para representar o Brasil. Foi isso?

Isso, foi o que aconteceu. Eu cantei na época num programa da Hebe, né? E o Sil, na verdade foi no programa da Hebe e no programa do Flávio Cavalcante, não sei se você lembra, mas tinha um programa chamado Flávio Cavalcante e o Flávio Cavalcante era muito polêmico na época, né? Quando ele não gostava do disco, ele quebrava e tal, era um negócio assim bem, era bem polêmico pra aquela época na televisão. E eu cantei no programa do Flávio Cavalcante e o Flávio Cavalcante não quebrou, meu Deus.

não, esse daqui eu vou deixar passar e nessa vou deixar passar acho que o Silvio achou legal e começou a me incentivar levando nos programas da TVS que não era nem SBT na época ainda da TVS, foi aí que eu participei do programa da Hebe, participei de vários programas do SBT na época, inclusive do programa do Silvio, participei muitas vezes

E o Silvio, como tinha um programa chamado, um programa, um festival chamado América Esta Estucansión, América Estucansión era um festival que acontecia no México. Isso foi no ano de 1982, por aí para 83. Pela Televisa. Pela Televisa do México. Quem apresentava esse festival era um apresentador chamado Raul Velasco. O Raul Velasco...

Ele produzia esse festival só com crianças, com crianças cantando. E eu fui, o Silvio me selecionou e falou, você vai então para representar o Brasil. E eu fui, na época, representando o Brasil, foram 19 países participantes desse festival, e graças a Deus, Deus me abençoou, e eu trouxe o título da maior voz infantil da América Latina. Então isso foi uma coisa que aconteceu, e o culpado foi o Silvio Santos.

Quebrei a taça da amargura, atirei seus pedaços ao vento, Gritei bem alto, viva a vida! O sol que andava meio ausente, voltou a brilhar novamente, Com o sorriso da mulher querida.

As minhas lágrimas secaram para sempre, sua presença mandou a saudade embora. Não sinto mais esta ansiedade louca, quando de amor estava quase morrendo.

Você foi sozinho? Você foi com a família? Não, eu fui com o empresário na época, o meu empresário que cuidava da minha carreira, eu fui com ele, e lá, chegando lá depois desse festival, eu recebi um convite de uma gravadora chamada Poligrã, na época, e a Poligrã me contratou e eu lancei dois discos do México, cantando espanhol.

e foi lançado no México e também numa parte de Portugal, Espanha, ali na região da Espanha, ali na Europa, né? E foi lançado esses discos lá. Pena que, infelizmente, eu não consegui dar sequência por conta de agenda aqui no Brasil, aí os meus shows aqui eram constantes no Brasil, e o Brasil é um país muito grande, e aí eu voltei pra cá e não dei sequência, infelizmente, não dei sequência na carreira internacional.

Você ganhou o Festival América Esta Estou Cancion, por intermédio do Silvio Santos, representando o Brasil. Eram 19 países lá. Você ganhou em primeiro lugar. Isso, isso. Em segundo lugar...

Na verdade, assim, foi um festival que não é que teve um primeiro e segundo lugar. Você recebia um título, entendeu? Então, assim, quem participou comigo desse festival, que também já, inclusive, ele já era sucesso também já lá no México, foi o Luiz Miguel. Nós somos mais ou menos quase da mesma idade. Ele deve ser um ano ou dois mais velho que eu, né?

E na época o Luiz Miguel também participou desse festival, né? Ele recebeu o prêmio como participante também, eu não me recordo, sinceramente não me recordo, né? Mas ele recebeu também um prêmio como participante do festival. E nós éramos crianças na época, né? Tanto eu quanto ele, nós éramos bem crianças. Então eu recebi o título de Melhor Voz Infantil da América Latina, né? Nesse festival. E o Luiz Miguel recebeu também um outro... Claro que ele foi graduado também, porque o cara canta demais até hoje, né?

Ele canta muito, mas ele participou também na época desse festival. América é esse texto do canciono. Bom, se eu não estou me enganado, você ganhou esse festival cantando essa música aqui.

Comparo ao canarinho, por ser triste o meu cantar. Comparo ao canarinho, por ser triste o meu cantar. E por viver prisioneiro nas grades do seu olhar. Morena, linda, morena, motivo do meu penar. Morena, linda, morena, motivo do meu penar.

Me compara um canarinho Por ser triste meu cantar

Canarinho dobrador Carrego penas na alma E o cantar cheio de amor Canta demais, hein? Canta demais. Danilo, era engraçado quando eu cantava nos shows, nos circos, eu fiz muito show em circo na época, né? E era muito engraçado porque as pessoas tentavam acompanhar, né? Tanto no Canarinho dobrador, que você viu que são 16 compassos aí também, né?

Então é muito tempo segurando uma nota só. E era engraçado que nos shows as pessoas tentavam, rapaz, tentavam cantar junto comigo. E foi um fato realmente que marcou muito essa coisa de sustentar uma nota só. E até hoje nos shows, é claro que são mais de 40 anos e a gente consegue ainda fazer isso no show, mas as pessoas ficam ainda esperando que segura aquela nota.

É muito engraçado. É gostoso, né? Foi uma coisa que marcou muito na vida das pessoas. E até hoje, se você vai, por exemplo, num churrasco aí que tem música sertaneja e toca galopeira, todo mundo quer cantar igual. O Antenados faz mais um intervalo e na volta tem mais música e mais história com a voz de ouro Donizete Camargo relembrando os grandes sucessos.

na Bandeirantes. O Antenados está de volta e hoje recebendo nos estúdios da Rádio Bandeirantes em São Paulo, o cantor Donizete Camargo.

Roupas jogadas no chão, paira no ar uma indecisão. Seu olhar perdido, pensamentos vãos. Teu silêncio me incomoda, foi só uma noite. O que vão dizer agora para o meu coração? Me apaixonei, me apaixonei, me apaixonei.

Suas pernas travaram meu corpo, teus suspiros me deixaram louco. Fica comigo só mais um pouco, preciso de tempo pra dizer.

Dona Isete, você sabe que eu te ouvi cantar com 5 anos, depois mais velho, já um pouco mais velho, com 10, 12 anos, eu me lembrei muito daquele cantor em espanhol, o Roselito. Roselito, é. Na verdade, a inspiração da minha carreira...

produtor na época, ele me mostrava muito trabalho, tanto é que eu gravei, eu regravei uma música do Roselito, que é o Malaguenha, lembra do Malaguenha? Que bonitos ojos tienes, não sei se tem aí, mas acho que deve, é mais ou menos assim, Que bonitos ojos tienes, debajo de esas docejas, debajo de esas docejas, que bonitos ojos tienes.

Eu cantei essa música no México, foi uma música que eu gravei em espanhol, e fez um grande sucesso, inclusive, na época. Eu tive a honra e o prazer de cantar, não com o Rossellito, mas eu cantei com o Miguel Aceves Mejia, que era um dos maiores cantores do México na época, que era considerado o pai, o patrono da música mexicana. E eu tive o prazer de cantar com esse homem na época, e ele foi assim...

Muito solícito comigo, nós fizemos um show, uma cidade chamada Puebla, fizemos dois shows na verdade, um em Puebla e outro em Guadalajara, que é uma cidade também mexicana, e foi um sucesso muito grande, tanto é que ele me chamou depois para participar de alguns eventos com ele lá no México, e foi muito gratificante para mim, eu era criança na época, eu me lembro muito bem dessa passagem, e por causa que eu cantei essa música, e o Malaguinha aqui é uma música muito difícil de cantar também.

Donizete, para uma criança, como que foi administrar tudo isso, manter os pés no chão? Porque a gente sabe que uma carreira, principalmente uma carreira artística, é feita de altos e baixos. Você teve toda a estrutura familiar também, o apoio do seu pai, da sua mãe, dos irmãos. Você entendia que era um sucesso que você estava fazendo, que as pessoas vinham te abordar.

da importância de participar de programas de televisão, era tudo uma brincadeira para você? Você via de que forma, como foi lidar com tudo isso? Então, para mim era tudo muito normal, porque eu acho que quando você tem uma missão, eu acho que eu nasci com uma missão nesse mundo, que é uma missão de cantar.

de ser cantor, porque eu vim de uma família de cantor meu avô cantava meu pai é cantor e violeiro até hoje graças a Deus, meu pai tá lá tá vivo com a gente lá, de vez em quando nós tomamos umas cachaças junto lá e só com moda de viola então assim eu acho que eu nasci com uma missão que é a missão de cantar e levar alegria para as pessoas

Tem o desafio como profissão Gosta de viola, de som sertanejo Tem um lugarzinho no seu coração Para uma linda garota Viva e pra lhe dar a mão Segura, segura Segura que esse gol é bom Segura, segura

Segura que esse todo é bom Eu comecei muito cedo, muito criança, e isso não me alterou em nada na minha vida, graças a Deus. Eu penso que por conta da minha origem e por conta da minha raiz. Eu sempre preservei isso muito na minha vida, a minha família, as pessoas que me cercam.

Então eu nunca, aí todo mundo falava, mas você não brincou de peão, você não brincou de pipa, não, brinquei, porque eu tenho irmãos mais novos, né, que também a gente fazia, nos momentos que eu tava em casa, porque a gente não é artista 24 horas, né, a gente faz os shows no final de semana, ou faz os programas de rádio, televisão, mas assim, o momento que eu tinha de poder estar com a minha família, poder estar com meus irmãos, com meus amigos, eu tava.

Eu ia pra escola, fui pra escola também, normal, como uma outra criança. Embora na escola eu tinha muito problema, né? Porque a hora que eu chegava na escola, como eu já era muito famoso, muito sucesso, então eu tinha aquela coisa do ciuminho, né? Da molecada da escola, né? Então todo dia tem uma...

tinha uma tretinha que tinha que resolver com a molecada mas depois foi passando o tempo foi normal e eu sempre fui uma pessoa assim que graças a Deus como eu te falei eu sempre fui muito pé no chão assim muito eu encarei as coisas muito com com muito respeito principalmente a música eu sempre encarei a música com muito respeito com muito carinho, com muito amor então pra mim não foi nada difícil de fazer sucesso na época por conta disso care care

Donizete, outra coisa que eu queria te perguntar, que isso é inevitável de acontecer mesmo, que é a mudança da voz, e ela acontece. Você recebeu ajuda de algum profissional para entender, com o passar da idade, saindo da adolescência, de que notas você iria alcançar, como que iria ficar confortável para você? Você teve essa ajuda de alguém? Sim, foi assim. Quando eu comecei a... Ab careu!

fase transitória, foi muito difícil para mim, porque eu não sabia realmente, porque eu estava num pique de shows muito grande, eu fazia quinta, sexta, sábado, domingo, era show, geralmente. Quando entrou a minha fase de adolescente, eu estava fazendo um show numa cidade de Minas Gerais, eu me lembro que era o estado de Minas Gerais.

E era um show no ginásio de esporte, era lotado, cheio de gente, e foi nesse dia que eu realmente senti que a minha voz já não estava alcançando mais as notas que tinham que ser alcançadas, porque eu cantava, você vê aí nos discos, eu cantava muito agudo, as notas muito altas, sustentação de notas por muito tempo e tal.

E quando eu comecei a entrar na puberdade, realmente você não consegue atingir as mesmas rotas. Por quê? Porque as pregas vocais começam a mudar, você começa a mudar. Mas eu não tinha esse conhecimento, porque eu sempre cantei, como se diz, foi pelo dom mesmo e de ouvido, de ouvir meu pai cantar, de ouvir as músicas na rádio e tal. Então eu aprendi assim.

Meu carro tá parado na porta do boteco O som já tá no talo e em torneio caneco Ouvindo uns modão na base da sofrência O garçom já tá avisado, só o skitop aqui na mesa Se pensam que eu tô triste, estão muito enganados Eu tô seguindo o baile com o meu carro lotado

Tô indo pra balada, chapada de mulher, agora eu tô solteiro e topo que vier. Pode vir as novinhas, pode vir as preparadas, é hoje que eu vou tocar o terror com a mulherada. Pode vir as novinhas, pode vir as preparadas, é hoje que eu vou zoar e beber, não pega nada.

Aí quando chegou nesse momento, inclusive eu me lembro direitinho, eu tinha uns 13 anos, 13, 14 anos, e eu comecei a chorar, cara, no palco, porque eu não conseguia mais dar conta de cantar, né? Aí eu até cancelei, assim, eu tinha uma turnê de shows, eu cancelei todos os shows porque eu achava que eu tava perdendo minha voz. Eu tava, porque eu não conseguia cantar mais. Voltei aqui pra São Paulo...

Na época eu tinha que cumprir uma... Porque as gravadoras eram assim, você fazia por anos, né? Você assinava um contrato por três ou quatro anos, ou fazia o contrato por duas ou três obras, que seriam os discos que você tinha que entregar para a gravadora, né? E eu tinha que entregar um disco para uma gravadora na época, que inclusive era poligrã.

eu precisava entregar um disco urgentemente pra eles, porque já tava vencendo o contrato, e eles estavam cobrando, que se eu não fizesse o disco, né, eu talvez teria que pagar uma multa de contrato. Quando eu voltei pra São Paulo pra fazer a entrega desse disco, pra entrar em estúdio, pra gravar, o maestro, me lembro direitinho, chamado Pepe Ávila, o maestro Pepe Ávila chegou pra mim e falou, Dona e Cete, inclusive... E aí

inclusive eu não sei se ele era chileno, eu creio que ele devia ser chileno, eu não me lembro direito eu sei que ele chegou pra mim e falou assim Doricete, você tem que trabalhar sua voz melhor, você está passando de fase de voz, aí ele começou a me orientar, eu fiquei escutando ele falar eu falei, é maestro, realmente eu não sei o que eu faço, que eu não consigo mais atingir as mesmas notas, mas ele falou você não vai agora atingir essas notas, porque você tem que trabalhar a sua voz care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care care

Eu falei, mas como que eu faço isso? Ele falou, eu vou ensinar você a cantar, eu vou ensinar você a fazer respiração, vocalização. Eu falei, mas tem isso, maestro? Ele falou, tem, você vai na minha casa. E eu fui na casa do maestro, na época ele me ensinou, sentou no piano, pegou o piano, me ensinou a técnica vocal, como respirar, respirar, eu não sabia nada disso.

Eu sabia que eu cantava de ouvido mesmo, por intuição. Aí eu sentei com o maestro e ele me ensinou. Foram mais de dois anos ele me ensinando técnicas vocais, técnica de respiração, técnica de interpretação. Aí eu realmente comecei a conhecer o que é a música, o que é cantar, o que é conhecer a minha voz. Aí eu baixei todos os tons, foi baixando as tonalidades. Por exemplo, música galopeira que eu cantava em lá.

que foi gravado em lá maior, eu baixei ela pra mim maior, bem baixo mesmo, mas eu cantava, eu conseguia cantar, então foi aí que eu comecei a trabalhar novamente minhas cordas vocais, comecei a trabalhar a interpretação, a técnica de respiração, porque você cantar não é simplesmente você sair fazendo a coisa, tem uma preparação, um preparatório que você pode fazer, como qualquer outro careu,

qualquer outra coisa que você vai fazer ou que você vai desenvolver, claro que você tem que ter aptidão para isso, mas você tem as técnicas que você pode usar, que nem hoje. Eu uso muita técnica para cantar, eu canto a galopeira hoje de uma tonalidade que é um tom apenas abaixo do que eu gravei, entendeu? Então, para você ter uma noção, mas eu tive que, para chegar nessa tonalidade, eu tive que ir conhecendo a minha textura vocal.

E foi aí que tudo passou, graças a Deus, e continuo aí mais de 40 anos cantando. E continuo cantando muito, são muitas as histórias, momentos marcantes da carreira, a gente vai falar daqui a pouquinho dos projetos, a retomada do show. Mais um dia no meu caminhão, em cada parada, a minha mente vai em sua direção.

Próximo de casa, bate mais forte o meu coração Chegando em frente ao portão, escuto bem alto uma canção I love you my baby, I love you my baby Porque ela se foi e deixou a love music, como explicar?

Ela deixou uma nova musica Dotando algo como explicação Entrando em casa Enquanto o nosso coração No último bloco tem mais música e mais história com ele Donizete Camargo Quebrando em pedaços o meu coração

Mas que mulher cruel, deixou escrito a frase da música em meu violão. I love you my baby, I love you my baby. Continuamos antenados na Bandeirantes.

O Antenados está de volta e hoje recebendo o cantor Donizete Camargo, relembrando os momentos marcantes da carreira e os grandes sucessos. Eu vou colocar aqui mais um grande sucesso do Donizete, que essa música também tocou demais, tocou durante muitos anos nas rádios. A gente vai relembrar aqui. Ai, amor! Ai, amor!

É como um raio de luz, ai amor, doces palavras quando estou acariciando tua fé. Tens o sabor do mel, tens o sabor do mel.

Que me alegra a alma Quando falo de ti Que me testes o teu amor Eu não posso viver sem ti Ai amor, ai amor É como a areia do mar

Ai amor, dia claro, sombra e sol da minha vida. Ai amor, trajo como um dia.

Toquei essa música, A Amor, foi realmente também mais um outro sucesso na sua carreira que tocou muito, né? Essa música foi um grande sucesso, foi disco de ouro também na minha carreira, né? Isso eu já tava na fase mais adulta, já, né? Eu já tava com uns 20 anos. Antes dessa música, Danilo, tem uma música também que fez muito sucesso, chamado Onde Andará. Onde Andará tocou muito também nos anos 80.

E todas as rádios do Brasil, shows, até hoje inclusive, nos shows, as pessoas pedem pra tocar bastante, porque é uma música que fez muito sucesso na época, que é Onde Andará. E logo em seguida veio, já nos anos 90, veio o Ai Amor, que também se tornou um clássico aí na música sertaneja, graças a Deus. Já que eu toquei a gravação aqui de Ai Amor, pode dar uma palinha de Onde Andará, Dona Izete? Claro, vou. A garganta hoje não tá ajudando, mas tamo lá.

Existem momentos da vida que a gente não pode esquecer. Momentos que tive ao seu lado.

Momentos de muito prazer. Você não me sai da lembrança, por mais que eu procure esquecer. Quisera saber onde andas, quisera saber de você. Quisera saber onde andas, quisera saber de você.

Onde andará aquele amor que marcou, que tanto me judiou, que tanto me faz sofrer? Onde andará como eu queria te ver? Meu Deus, onde andará?

Tonizete Camargo ao vivo aqui no Dupo e do Melhor. Ô Tonizete, você segue aí com muitos shows, apresentações no Brasil. Graças a Deus. Todo, né? E continua mesmo, que é a sua identidade, o sertanejo raiz. É o clássico, mas raiz. No teu show, no repertório do teu show, tem espaço ali pro sertanejo universitário.

pro sertanejo que eles falam agora mais moderno, enfim tem espaço ou não? Você é fiel mesmo? Sim, não, a gente tem que acompanhar um pouco também a evolução eu no meu show sou bem eclético, cara eu canto de tudo um pouco, canto desde quem tem mulher que namora quem tem burro empacador até o o amor é o calor a gente canta de tudo um pouco

Foi numa festa, sério, Cuba, Libra A gente canta de tudo no show, cara O meu show é um show bem versátil Eu canto as músicas mais atuais também Que nem, por exemplo

Tem um pedaço do meu peito bem colado ao teu A gente canta Jorge Pateu, canta também o... Aliás, eu gosto muito do repertório deles, que eu acho muito bacana, que é o... Léo e Vítor, não, Vítor e Léo. Vítor e Léo. Essa música. Percebo que o tempo já não passa, você diz que não tem graça.

Amar assim Foi tudo tão bonito Mas voou pro infinito Parecido Com borboletas e jardim Acho linda essa música Então a gente canta nos shows, muita coisa assim Atual, a gente canta Até o Sidney Magal eu canto no show Opa! Seu Seu Minha Toda minha Juntos

Quero te dar todo o meu amor. Muito bom. E olha, aproveitar aqui a nossa audiência, os ouvintes todos sintonizados aqui, falar que o Donizete está nas redes sociais todas, porque lá tem agenda de shows, tem o link para você saber por onde o Donizete vai passar. No Instagram, é cantordonizete, cantordonizete, mas ele está também no Facebook, no Facebook é... Donizete Camargo.

Camargo. Mais fácil de achar. Donizete Camargo Oficial. Donizete Camargo Oficial no Facebook. Tá no TikTok também. No YouTube você tem canal. E no YouTube também que é o Donizete Camargo Oficial no YouTube.

Então tá aí, no YouTube, no Instagram, no TikTok, no Facebook, nas plataformas digitais todas, por lá o ouvinte tem acesso aos shows, aos programas de reá de televisão que ele participa, os bastidores todos, os encontros, os fits, as parcerias que o Donizete faz, tem um telefone pra contato, pode passar aqui, Donizete? Pode, por favor. É o DDD11.

953869709 DDD11 953869709 É o seu telefone de contato para shows e eventos do Donizete Camargo. Das meninas, das filhas, a Bruna, eu sei que...

A Bruna Garcia é cantora, inclusive ela está na carreira fazendo os trabalhos dela, faz os shows dela pelo Brasil. E a Amanda é mãe, empresária e mãe do Arthur e da Estela, que são os meus netinhos. É avô então, hein, Donizé? Já sou avô, já.

E os netinhos já conseguem sustentar quanto? 30 segundos? Estão aprendendo, estão no caminho. O Arthur e a Estela já estão começando a ensinar. Tomizete, para a gente encerrar na reta final do nosso programa, eu preciso falar também que no início da pandemia...

Você foi destaque em todos os portais de notícias, nos programas que cobrem o mundo das celebridades, dos famosos. E eu li muita coisa também que você tinha abandonado a carreira artística, que você tinha trocado. E não foi nada disso. De fato, foi um período muito difícil. Mas o Donizete está aqui no nosso estúdio falando da agenda de shows, da retomada. Então ele não trocou e não abandonou a carreira artística. Mas o que aconteceu no início da pandemia, Donizete?

Na verdade, Danilo, o que acontece foi o seguinte, muitas pessoas acharam que o Donizete parou de cantar, porque no período da Covid, no momento da pandemia, nós não podíamos fazer nenhum tipo de evento, nenhum tipo de show.

E como eu sempre fui uma pessoa que eu sempre fui muito, eu gostei muito de trabalho, de trabalhar. Meu pai, minha família, meus irmãos, a gente é uma família de trabalhador, de pessoas que gostam de trabalho, de trabalhar.

Aí o que aconteceu? Como eu estava parado em casa, a gente não tinha o que fazer, eu fiquei aproximadamente uns seis meses praticamente sem fazer nada. Por exemplo, as cidades que a gente fazia shows no interior de São Paulo estavam todas em lockdown, tudo fechado, os restaurantes, bares, você não tinha realmente...

vamos dizer assim, nem festinha de família particular você não podia fazer porque realmente não podia ter aglomeração. E nós fomos muito prejudicados artisticamente, fomos muito prejudicados com relação a isso. Parte de eventos, quem mexer com eventos parou tudo e não tinha o que fazer.

Como eu tinha que trabalhar e manter, claro, as minhas contas, né? Porque, assim, quando você para, as suas contas não param de chegar. E a gente tem que... Você tem que honrar os seus compromissos. E Deus me deu uma oportunidade, porque tem um irmão meu que estava trabalhando na área de transporte, né? No ramo de transporte. Ele chegou pra mim e falou, mano, eu tô vendo que você tá aí, imagina você ficar seis meses em casa parado sem fazer nada. Ele falou, olha, tem uma... E aí

A forma de você trabalhar, você quer trabalhar como caminhoneiro, como caminhão, motorista de caminhão? Eu falei, vou trabalhar. E foi uma satisfação muito grande para mim ter tido essa oportunidade e ter tido essa experiência, porque toda a minha vida eu sempre cantei, eu sempre fui músico, sempre mexi com a música.

E foi uma oportunidade que eu creio que Deus me deu, de eu conhecer também um outro lado, saber que eu tenho habilidades para fazer outro tipo de profissão, além da música. E foi o que aconteceu, foi quando eu fui trabalhar no caminhão, fiquei trabalhando como caminhoneiro durante a pandemia, fiquei trabalhando como caminhoneiro e foi uma honra muito grande, por quê?

Os caminhoneiros, a classe caminhoneira, me receberam com tanto carinho, com tanto amor, e é uma classe que passa tantas dificuldades que você nem imagina. É só mesmo você sentindo na pele, você indo saber realmente no profundo da coisa, quando você vive, aí é que você sabe o quanto essas pessoas realmente, principalmente essa classe, que é a classe do caminhoneiro, que eu tiro o chapéu para esses caras realmente, porque eles, vamos ser bem sinceros, eles que carregam o Brasil nas costas, porque...

Se o caminhão parar no nosso país, nós já tivemos uma experiência com relação a isso. Se o caminhoneiro no Brasil parar, se essa classe do caminhoneiro parar no Brasil, a gente com certeza vai ter um colapso muito grande aqui no nosso país. Não só no país, como no mundo inteiro, porque realmente a área de transporte é muito importante. Então eu tiro o chapéu realmente para os caminhoneiros e me receberam com muito amor, com muito carinho, me deram um apoio muito grande, tanto é que eu chegava às vezes para almoçar no posto de gasolina.

eles paravam, a gente parava, ficava batendo papo, era muito gostoso, um papo muito legal, eles até falavam, pô cara, você aqui junto com a gente, a gente que escuta você aqui na boleia do bruto aí, na época das cassete, fita cassete ainda, então foi muito bom, foi uma experiência muito bacana pra mim, eu agradeço a Deus e agradeço a todos os caminhoneiros, a toda essa classe dos caminhoneiros que me receberam com muito carinho, um grande abraço pra todos.

Donizete, agradecemos o carinho, obrigado aqui pela atenção com o nosso programa. Obrigado de coração. E queria encerrar com essa música aqui.

Aí arriba, aí arriba, aí arriba iré. Por ti seré, por ti seré. Yo não sou marinero. Yo não sou marinero. Sou capitão. Sou capitão. Sou capitão.

E ponto final na edição de hoje do Antenados. Não deixe de seguir o programa no seu agregador de podcast favorito. É só pesquisar por Programa Antenados no Spotify, Deezer, TuneIn, Apple Podcast e ouvir quantas vezes quiser.

A sonorização foi de Cayam Martins e a apresentação foi minha, Danilo Gobato. Obrigado pela companhia, pela audiência e seguimos antenados por aqui. Tchau! Antenados, na Bandeirantes.

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