#706 - José Trajano [Jornalista]
A Charla de hoje é com o jornalista, José Trajano.
- Carreira de José TrajanoHistória na ESPN · Experiência no jornalismo esportivo · Cobertura de Copas do Mundo · Relação com narradores e comentaristas
- Cultura do FutebolImpacto do futebol na sociedade · Histórias de jogadores icônicos · Relação entre futebol e carnaval
- Jornalismo EsportivoEvolução das coberturas esportivas · Desafios do jornalismo atual · A influência das redes sociais
- Experiências de CorridaVivências na Itália · Histórias de carnaval com Sócrates
- Gestão no FutebolRivalidades entre clubes · Histórias de jogadores e técnicos
Fala, galera! O Acharla Podcast no ar. Cara, que episódio especial. Muito. Pra gente, né, Betão? Com certeza. O papo em off já tá maravilhoso. Até como uma homenagem, né? Uma homenagem, assim, é. A gente bebeu dessa fonte aí muito tempo, né? Muito tempo. Até vir na TV e eu era um fanzaço. Porra, tá maluco, cara. Seguinte, fã do esporte.
voadora no peito do like quanto mais likes a gente tiver pra mais gente aparece essa nossa conversa, beleza? seguinte, vá mandando a sua mensagem que eu vou colocando aqui no papo e Charludo, que é Charludo, segue o Charludo em todas as plataformas, né Betão? se você tá aí no Youtube com a gente ajudou a gente a chegar a mais de um milhão de inscritos, se não tá no Spotify vem pro Spotify, tá vivendo errado tá vivendo errado, a galera bota a gente lá em cima o podcast esportivo mais ouvido, então
Também se inscreve no Spotify. E se você tá no Spotify e não tá seguindo a gente no YouTube, vem pro YouTube, dá essa moral. É isso aí. Um aos dois milhões. No Spotify e no YouTube você acompanha a gente, beleza? Arroba charla podcast em todas as redes sociais, que aí os rios, os cortes vão chegando até o vantia. É, espalha o conteúdo, né? Instagram, TikTok, Twitter e Kawai. Se quiser, segue a gente aí, arroba charla podcast. Me segue também, eu sou Bruno Cantarelli, arroba cantarelli e Bruno e sigam o Betão. Dá essa moral aí, arroba o Beto Junior Underline. Rumo aos 200 mil aí.
Cara, hoje é um daqueles episódios que eu acho que faz valer a pena, de verdade, assim, tudo que a gente fez até agora. Lógico. E pra uma figura dessa querer vir aqui... Possibilitado de trocar uma ideia com ele. É. E, assim, cara, se não fosse a ESPN de José Trajano, acho que o Charla não existiria, né, Beto João? É, bicho. Acho não, eu tenho certeza. Isso vai te nutrindo ali, né? Você vai falar, caramba, era o sonho de trabalhar naquela ESPN, né? Pô, eu tinha um sonho gigante de trabalhar na ESPN, assim. Acompanhava muito.
E ele participava da programação, né? É, e toda a programação, que ele já tava falando de loucos de futebol, mano, se for lembrando aqui, o futebol no mundo, pra cacete, né? O Linha de Passa, eu lembro do Linha de Passa. Tradicional, né? Tinha uma galera ainda. Lá atrás, Milton Leite apresentando. Sim.
Que fúria. Que fúria. O Anteiro entrava ali no União de Parque. PC Vasconcelos. Paulo César Vasconcelos, exatamente. Então, cara, assim, quem é da nossa geração, com certeza, assim, o canal que iria trabalhar era a SBN do Trajano. Ele deve ter ouvido isso, né? Muita gente daquele período ali foi fazer jornalismo. É. Aí depois você viu que o buraco é mais embaixo. Mas, além disso, o Tijucano que tem uma história gigante no jornalismo. Gigante. Espetacular. E vamos falar sobre ela aqui com muita honra.
José Trajano no Chala Podcast. Olha só. Não, olha. Eu tava louco pra vir aqui. Pô, fala isso. Mas na verdade, eu tava louco pra ir lá em São Cristóvão. Então, já tá convidado de novo. Mas como eu tenho saído pouco de São Paulo, né? Eu falei, bom, uma hora vai dar certo. Você viu que caiu um pé d'água danado hoje? Pra variar. Pra variar, porque eu falei, eu vou. Eu falei, olha só.
Vou sair de casa Mas na relação que vocês fizeram Que tá no Spotify No Youtube E na história da fora Vocês tão competindo com o Mauro Betting É Tá em todos os lugares Eu acho que o Mauro Betting é imbatível O Mauro Betting é imbatível O Mauro César chega ali Cabeça com cabeça, o Mauro ganhando É verdade O BBC de uma época tava assim também Mas deu uma recuada Mas esses caras aí tão em todos os lugares É incrível, cara
Internet, televisão, rádio. Eu já tô com o freio de mão puxado. É, é muito tempo, né? Como diria o Leonel Brizola, que foi meu... Segui muito o Leonel de Moura Brizola. Ele tinha uma frase que hoje eu uso muito. Eu venho de longe. Ele dizia muito isso. Eu venho de longe. Eu venho de longe. Como eu venho de longe, eu tenho 63 anos de jornalismo. E ando pra chuchu.
E como o tiroteio tá grande... Encheu o saco? Não, não encheu o saco, não. E tem a sobrevivência, tem que trabalhar. As pessoas diziam que eu era dono da SBN. Se eu fosse dono da SBN, eu não tava aqui com vocês, não. Tava na Jamaica, tomando champanhe, com um iate. Dono da SBN, seria dono da Disney. É verdade. Ou então sócio da Disney. Mas não, eu gosto do que eu faço.
Mas eu quero lugares mais tranquilos. Sabe? Por exemplo, no UOL é tranquilo. O pós-de-bola tá do cacete, cara. É tranquilo, porque tem um dia que você vai lá ao vivo, no estúdio, e tem um dia que você faz de casa.
E é legal até esse dia que você vai lá, porque você tem que convívio com as pessoas, fica enfurnado dentro de casa também. Ah, e assim, é importante a gente ainda ter você no convívio, dando opinião, isso é importante. E agora eu tô também na TV Brasil, eu, Juca e o Lúcio Castro. O programa tá se acertando ainda, os primeiros ainda não... Mas agora a gente vai se acertando.
Porque cada um em sua casa. Ainda ficou meio escorregadinho, mas agora eu acho que já está indo no caminho certo. E escrevendo meus livros. Agora vai sair em junho o outro.
Porque o livro de ficção, você vai viajando. Você pode botar o que você quer. É, só que é isso. Cria personagem, inventa, mata aquele, nasce aquele outro. Isso é uma diversão. Para quem está há muito tempo em casa, então eu estou... Não é que eu não quero fugir do pau. Sim. Mas eu não quero me meter em discussão que não leva a nada. Eu tenho visto o universo do jornalismo esportivo.
E tem muita coisa desagradável. Muito antagonismo, muito ódio, raiva. Um não vai com a cara do outro, às vezes. O cara foi inimigo do outro, deixa de ser amigo. Vaidade. Vaidade. Tudo a procura de like, like, like. E tu ia falar, às vezes tudo isso por causa do like. Maldito like. Quem que inventou esse negócio de like?
No posse, enfim, quem é fascinado pelo like é o Juca Kfuri. É verdade, é. E eu criei o negócio de sacanagem. Agora tiraram ali do poder do Juca. É, meteu o pau em enquete. Enquete. Eu já faço de propósito. Tem muita gente na rua, passa, e aí, como é que vai ser? Vai meter o pau na enquete amanhã? Deixa comigo. É de propósito, evidentemente. No traje do meteu o pau em enquete, também gostava também de meter o pau na pauta do linha de passe. Também. Calma aí.
Cudeu a história do Amigão. Do Amigão. Aquela saída. Tá falando muito de... Vamos falar de São Paulo, Corinthians. Mas você sabe como é que era o... Que figura, que saudade. Que dupla. Essa dupla sim. Por sinal, o programa que aconteceu, eu não te via... Foi até impactante pra mim, porque eu não te via...
Oito anos depois de lá E aí quando aconteceu infelizmente A partida do Antero, fizeram o programa E aí eu ligo lá, tá você no programa Falando, falei, porra Deu uma parada assim Eu fiquei emocionado, por dois motivos Principalmente a morte do Antero E depois por voltar oito anos depois Para o lugar que eu criei
Agora, quando eu saí da SBN, eu fiquei viúvo um pouco da SBN. Mas depois do tempo foi passando, passando, você foi fazendo outras coisas, comecei a fazer um negócio de casa, criei o Ultrajano, que era na sala do Zé. Deve dar uma mão de obra, desgraçado, mas foi de um tempo. E quem fez eu ir para o Ultrajano, que fazia a casa, foi a moçada que trabalhou comigo. Ah, você não pode ficar parado.
Aí eu, vamos nessa. Então eles me ajudavam muito. Fazer live, né? Um na câmera, outro no áudio, não sei o quê, papai e tal. Basicamente era o pessoal que era do Radicais. Sim. O pessoal de Radrianinha, o Pedro Link. Então era muito divertido. Você deu essa moral também, esse espaço na televisão antes de uma galera. Antes de todo mundo, né? Até meu amigo Tales Machado.
Também. Mas é gostado. Às vezes eu vejo a Globo. Quais são os narradores da Globo? Diz aí pra mim. O Roberto. Começou a narrar na televisão na ESPN. Aí você tem o Evey e o Paulo Andrade. Evey e o Paulo Andrade. E o Vilani. Olha só. Olha só. É porque você fez meio que uma escolinha ali, né? Maçã e ESPN. Mas sabe o que é? As pessoas procuravam, como vocês falaram que gostariam de trabalhar lá.
As pessoas também... Não é que eu descobri. Eles que procuraram aquilo. É. Eu tinha um sonho de trabalhar lá. É, o cara chegava... O cara era muito bom. O cara chegava mais ou menos por ontem. Era só... Entra aí, faz aí, segura lá. O único cara que não foi assim foi o Rogério Voga. Que nunca tinha chutado uma bola na vida dele.
Ele veio lá do norte, na Manaus. Manaus, né? Não é Manaus. Mas é do norte. Mas ele já fazia alguma coisa com a voz? Ele era... Não, ele tinha aquele vozeirão, a voz dele é de viludo, né? Ele veio pra São Paulo pra fazer um estágio na TV Cultura.
que ele trabalhava na TV Cultura de lá. Ah, vai. Aí fica um mês, dois, não sei o quê. Ele ficou muito amigo do falecido Mutum, que era produtor, produtor, incluído o cartão verde, Mutum. Doido de pedra, falecido, figurado. Aquelas figuras que você não esquece.
Aí, de repente, um dia toca o telefone, tem um cara aqui fazendo estágio, mas vai acabar o estágio. Nós já mandamos o currículo dele para tudo quanto é lugar, não deu certo, não emplacou. Você não quer ouvir e falar com ele? Eu falei, manda vir aí, pô. Aí chegou o Rogério. Ele não sabia nada de esporte. Futebol, então, era um Zé Miguel, sabe? Aí, botei ele para apresentar lá, um negócio com aquele vozeirão, né?
E ele começou como apresentador. Mas ele tinha um esforço tremendo que ele passava, acabava o chamado expediente, ele ficava na redação naquelas cabines, botava fita, o tempo da fita, botava fita pra ficar ouvindo jogo de futebol, jogo de vôlei, pra ver como é que se fazia. Ele não tinha vivência. Ele não era aquele narrador de rádio. Não, não era de experiência que vocês tiveram. Nada. Nem rádio ele fez lá de esporte. Agora, tem uma história dele muito boa.
Eu fazia questão de cobrir os Jogos Abertos do Interior. Eu achava que seria obrigação da TV Cultura de São Paulo cobrir os Jogos Abertos do Interior, porque são os Jogos de São Paulo, né? E é uma emissora do governo de São Paulo. Mas não cobrir assim por cobrir. Tinha um jornal diário, transmissão das finais de basquete, vôlei e futsal.
basculino, feminino, e mandava uma tropa pra essas cidades. Basicamente de jovens, com dois ou três macacos velhos. Mandavam um Elvide, um Salim, né? Fazendo um vídeo mais. Quem trabalhava com a moçada. Quem foi de produtor? Mendel, o Vinícius, tudo era produtor, ninguém era repórter ainda. Ele pegava uma camereta, aí correram tênis de mesa, ajudavam pra botar a bateria, flash no jornal.
Bom, aí foi o Rogério. Foi pra apresentar o jornal, mas com sonho de ser narrador. E eu falei, ele vai começar como narrador. Aí, jogos abertos, tem três jogos, um enfileirado, um atrás do outro. Bom, aí, eu digo, Rogério, vai lá pro ginásio, vai ter um jogo lá, e você vai se tirar como narrador.
E ele foi com o Vlamir, saudoso o Vlamir. O ídolo no basquete. O Diabo Louro. Foi ele e o Vlamir. Ficaram na arquibancada lá do ginásio. E ele com a mão aqui, como se fosse microfone. Testando com o Vlamir. Mora, sei lá o quê. Remessou, bate no ar, não sei o quê e tal. E aí, Vlamir. Aí o Vlamir, muito bem, sei lá o quê. De vez em quando ele parou. E aí, tô indo bem e tal, tá. Não, tá bem. Tá bem, tá preparado. E vamos pro jogo.
Aí vai começar o jogo. Eles estavam na arquibancada. Olha só. Eles estavam na arquibancada. Tinha que descer...
Porque o equipamento estava na beira da quadra. Posição ali. Posição ali. Quando ele desce, pisa no fio, arrebenta toda a luz no estádio. Placar, eletrônica. Rogério Vogel. É.
Até restabelecer a luz e a energia. Olha como é que ele ficou. Na estreia. Essa foi a estreia. Mas com o tempo ele foi se esmerando, ele procurava saber. Mas ele era zero, zero, zero, zero de conhecimento de futebol. Ele é um dos monstros hoje. Cara, e o que ele tá narrando agora é um...
um negocinho. Ele virou o narrador do inglês. Não, ele virou o narrador principal da SBN. É, o Bellingham, hoje, eu acho que a Globo ajudou, né? A Globo ajudou. Devotou todo mundo para lá. O Rogério teve que agradecer ao meu irmão, ele. Pô, mas ele agora, quero que ele tenha narração viralizada do Real Madrid, do... É, mas você sabe que teve uma vez... O Renato Inglês. Eu era comentarista, às vezes, de futebol, também, de jogo. É.
Mas acumulava, era muito... Cuidado do negócio, depois... Se tivesse se dedicando só a comentar, seria uma coisa mais... Aí teve o jogo lá na Vila Belmiro. Foi a Vila Belmiro. Fui com o Nivaldo Preto, é outro que começou na SP. Também. Caramba, mas é o Nivaldo. Fui eu e o Nivaldo. Não sei quem era o repórter. Calçade, o Calçade era repórter de campo. Calçade era repórter de campo. Aí, do lado, tava Globo. Tá?
Quem é que tava na Globo? Luiz Roberto narrando, Casa Grande comentando e Bassan de repórter. Eu sei que eles tinham saído da ESPN. Na cabine do lado. Falei, putz, vou te contar, hein? Olha só. Cara, mas vamos voltar nessa história? A gente já passou pela história do Rogério, que é um. E essa infinidade de times de narradores, o principal time da Globo era da ESPN, né? Assim, voltar no tempo. Depois a gente volta mais ainda, mas quero saber da criação, assim, como é que começa a ESPN, como é que começa a sua história na ESPN? Nesse entrevista.
Minha visão, tá? Primeira vez que eu vi uma TV TV profissional, é isso? Tinha um trajeto na Fox Kids? Não, TVA TVA, exatamente Primeira vez na minha vida Era um amigo do meu pai Que tinha, aí meu pai Pô, vai ter um aniversário, aí eu fui no aniversário Tava passando o jogo ali Tudo começou com a TVA Esporte
Que era a TV Abril. TVA era a TV Abril. TV Abril. TV Abril. Vinha a ser concorrente da Globo Sática. Que virou net. Que fez uma parceria com a SPN. Comprou vários campeonatos. Campeonato do Brasil. Carioca. Carioca. Eu vi o Carioca. O Roberto Ponto chegou a se comentar algum jogo. Antes do programa a gente falou do saldor do Roberto Ponto. PC Vasconcelos comentava. PC Vasconcelos e tal. Bom, aí Carioca, Paulista, Brasileira. Uma opção de coisa.
E eu estava nessa época no Cartão Verde. E o cara designado pela Abril para tocar o projeto todo, já falecido, era o Júlio Bartolo, que era um jornalista que foi meu colega de São Bento, carioca, me perdido aqui em São Paulo. De Colégio. De Colégio. E conhecia que eu gostava de futebol, era técnico do time do Colégio, e depois me acompanhou também, acompanhava no Cartão Verde.
Ele, como não tinha intimidade, vamos dizer, com o assunto, mas era um homem de confiança, o editor abriu, ele ligou para mim. Poxa, eu estou montando aqui uma televisão e tal. Eu não dei a menor bola. Porque naquela época, a gente chamava, você falou, TV por assinatura ou TV a cabo? TV a cabo. TV a cabo. A gente não sabia como chamar.
Bom, aí fui lá, consegui ir lá e tal. A gente ficava no prédio da MTV, no restaurante da MTV. Não tinha redação, não tinha nada. E fui catando um aqui, o Nivaldo Prieto, por exemplo. Nivaldo, como a gente fazia o cartão verde lá na cultura, ele era narrador de chamada da programação. Ele ficava vindo a gente narrar o campeonato alemão, que foi muito legal naquela época.
Sim, sim. Muito legal. Foi uma novidade, né? Boa. Foi uma novidade. Lidinava o alemão. Não, não, não. Ali era todo o pessoal velho da cultura. Ah, é. Era o... O... O... O dentista. Não, tinha o... O mais novo era o Cacá Fernando. Cacá Fernando. Tinha o... Zé Góes. Zé Góes. Zé Góes. E tinha o... O Wilson de Freitas. Ele disse que era dentista. Ah.
Mas já eram da cultura. E depois entrou, e pra comentar comigo, tinha o Gerard Wenzel. Tchau, tchau. Deixa eu falar um balanço aqui. Deixa eu dar uma parada, porque o Gerard Wenzel não começou de cara. Nas primeiras narrações, contrataram o cara do consulado alemão, porque entendia alemão, mas não entendia nada de futebol. Quando aconteceu um fato que entrou pra história.
Primeiro jogo foi num sábado, geralmente era sábado de manhã. E teve uma... A segunda rodada foi quarta-feira à tarde. Nós narramos até num estúdio grande, porque aquele estúdio que a gente narrava estava ocupado. Aí começamos a narrar, né? Bola pra cá, bola pra lá, não sei o quê. Porque de repente ia ter um produtor no estúdio. Assim. Aí tiramos o micro... O que que houve? Estão narrando tudo errado. Esse de azul...
É o Borrum. Esse azul é o Chalk 04. O verde é não sei o quê. E vocês estão trocados. Ai, meu Deus, e agora? O que a gente fala, pô? Eu não sei, pô. Alimento estava 0 a 0, né? Imagina o gol de Mulan. Sensacional. Olha, o gol foi do outro. Eu falei, liga, liga, liga. Eu dou uma desculpa aqui, uma cascata aqui. Falei, até os espectadores da TV Cultura, TV Cultura sempre inovando.
Trata no Brasil. Campeonato Alemão. Campeonato Alemão. Vocês viram que qualidade das imagens, que será emissão. Tem uma câmera toda especial. E como toda novidade, é passível de cometer erros. Por exemplo, nós estamos cometendo um erro. Esse de azul, esse de verde, esse de verde, esse de verde. Vamos começar tudo de... Então, ponto final. Entendeu? Zero. Vamos embora. Tocou bom.
Mas aí o Prieto ficava ouvindo a narração nesse estúdio. Um dia acabou a narração, ele falou, vem cá, não dá pra fazer um teste lá na... Falei, vamos lá. Aí fizemos um teste, ele narrando e eu comentarista. Então aprovei e ele virou o exterior como comentarista de futebol na TVA. TVA. TVA. E depois eu trouxe o Milton Leite, que já tinha narrado na Jovem Pan, tinha uma televisão antes dessa aí, que telemetia futebol de salão, sei lá o que e tal.
Então, o... Milton era de lá. O Milton era de lá. A TVA durou pouco tempo, porque dava uma confusão muito grande, porque ela entrou, porque existia uma ESPN. Que era internacional. É, mas que ninguém via. Naquela época, a minha dúvida de assinantes.
Rob Porto morando lá nos Estados Unidos. É, tinha uma negação de alguns esportes com os avanços. Eles chão, o Rob Porto. É, o Rob Porto, como é que era o nome do... Werner. Zimmerman. Zimmerman. É. O Zé Inácio, que mora até hoje lá, tinha sido companheiro do Geraldo Brasil. Mas o que que acontecia? Tá transmitindo um jogo de basquete, de beisebol, sei lá de quê, e nós tínhamos comprado brasileiro, e entrava no meio daquela transmissão, dane-se, pum, cortava de onde fosse. Gol, filho.
Tinha um cara, tinha um cara, se fosse onde eu estava demitido em dois segundos, tinha um cara que era assinante, e ele ligava para a televisão, e tinha umas meninas que cuidavam na programação, ele ficava alugando as meninas, e eu vi assim, era uma sala, eu ficava, o que esse cara quer? Não dá atenção, mas não, dispensa. Aí um dia eu pedia para ele, deixa eu falar com esse cara aí. Falei, qual o problema, meu amigo? Aí hoje seria demitido um ato.
Ele falou, não, eu sou assinante, pago pra ter esse negócio aí, tô vendo aqui um beisebol, não sei o que e tal, e vocês ficam botando futebol. Eu falei, vamos com calma. Você acha que uma televisão aqui no Brasil vai optar entre futebol e beisebol, vai botar o quê? Aí ele falou... Não, não, não, mas a pior vez depois. Aí ele falou assim. E ainda mais, vou fazer uma outra reclamação. Pego muito mal o sinal.
Aí eu falei, mas vem cá, você mora onde, hein? Ele falou, sei lá, você mora no cafundó do judo e quer pegar um sinal bom ainda?
Tinha um saque, né? Ou seja... Aí tu dá o cara contrajando no saque. Já imaginou? Então eu estaria na rua ali, se a direção souberta, se é hoje, pimba, pá. Cara, e aí... Aí foi... Não dá pra continuar assim, porque além desse cara que reclamava, tinha outros que reclamavam. E ficava uma combinação. É meio louco mesmo, né? Era uma combinação meio estranha. Esse jogo e o Utah Jazz. Aí resolveram criar um canal, que até... ESPN Brasil.
Aí ficou aí internacional e a Brasil. Aí me deram seis meses. Porque nesse meio tempo, a TVA começou a tentar fazer um canal de notícias. Instalou coisa ali no prédio, que até hoje, o Silvio Santos, aquele prédio lá. Era o prédio da MTV. Nunca foi ao ar esse canal de notícias. Mas tinha lá cabine de áudio, não sei o quê, redação, blá blá blá e tal. E seis meses pra criar a TVA, a SPA Brasil.
Pra contratar as pessoas era uma boa dificuldade. Você ligava pra um cara, mesmo desempregado, você não quer trabalhar com a gente. O que é? ESPE. O que é? Teve a assinatura? Não, o cara preferia desempregado esperar uma vaga na Cultura, na Record, no SBT, na Globo, na Bandeira. Uma rádio. Uma rádio. Do que ir pra um negócio que ele não sabia o que era. Caraca. Vários negaram. Imagina essa galera que disse... Não, depois foram correr atrás.
Mas naquele início, um ou outro quis, aí foi, manda a TV Brasil. Aí eu juntei a macacada toda, falei, o negócio é o seguinte, gente, esse canal de notícias aí está comendo dinheiro, dando prejuízo e nunca conseguiu ir ao ar. Se a gente gastar dinheiro e ficar fazendo piloto, piloto, piloto e não for ao ar, vai acontecer a mesma merda. Então vamos ver o seguinte, vamos ver que ele está pronto, botamos o canal no ar e a gente reabastece no ar.
Tipo o avião, a gente vai criando aos poucos, se reabastesse no ar, a gente segura. Três meses depois, botamos no ar. Três meses depois. Se fizeram alguns pilotos, vamos embora. Você me falou uma coisa interessante, eu perguntei desse início da SMN, você falou. Cara, eu acho que a Gazeta TV tem muito a ver com o que a SMN foi...
É isso, Trajão. Eu até confesso, você perguntou, a gente tava batendo papo antes, como é que eu tô e tal. Eu até gostaria de passar uns dois dias dentro da TV, Cazé. Pô, Cazé, pelo amor de Deus. Pra ver como as coisas... Não é pra trabalhar, não. Eu queria ver o funcionamento interno, como é que as coisas são decididas, como é que as coisas são feitas, como é que é o ambiente da redação, de transmissão, de programas, não sei o quê, pra ver essa moçada trabalhando. Eu... Eu...
Eu gostaria de ter esse convívio por dois dias que fosse. Olha que bacana. Eu acho que tem alguma coisa. Claro, nós temos que separar as épocas. A formação. Era uns anos lá pra trás. Hoje é hoje e tal. Você tá no YouTube. Mas eu acho que tem alguma coisa. Tem aquele sentido de camaradagem. Tem. E como novidade. Sim, também. E como novidade. É de revelação também. De revelação. Porque a SBN Brasil foi uma novidade.
Novidade, em termos de programação. E tinha a questão dos direitos, aí você falou no início, carioca, não sei o que. E a ESPN que, assim, você tinha, a Band fazia muito isso, o italiano, lembro de ver a Band. Mas quando o momento que a Band estava...
diminuindo, que já tinha sido a Band, e acaba entrando num vácuo que tinha, porque a Globo nunca investiu em esporte como a Band já investiu. Então, tem programa semanal. Tem um campeonato internacional. Acho que a gente tem hoje visibilidade da Premier League, da Champions. Mas a sua coisa mais forte era o jornalismo.
E eu fiquei pensando Uma coisa que é o seguinte A gente tinha grande reposição O Vídeo Matos, Roberto Salim, Marcelo Gomes Teve um pouco do Bassan No início Depois veio a garotada O Mendel A gente fazia grandes matérias
Grande matéria, séries de matéria. 70 anos do Pelé, foram 70 programas. Então, olha, 70 programas sobre o Pelé. O Pelé aparecia. E tinha um programa que eu adorava, que era o Brasil da Copa do Brasil. É. Então, o que era o Brasil da Copa do Brasil? Vamos dizer, vai jogar Lagarto e Palmeiras. Focava Lagarto. Mandava a equipe uma semana antes lá pra Lagarto, a cidade.
que mostrava a vida da cidade, da comunidade, da gastronomia, da cultura, não sei o quê, ia criando um ambiente e botando o pessoal de lá para participar dos programas, principalmente do pontapé inicial e tal. Eu queria mostrar o Brasil para os brasileiros ali. Você mandava muito bem isso. Foi muito legal. Então era um negócio... Agora, o que aconteceu hoje? Praticamente você não tem mais matérias, porque dizem duas coisas.
argumento dessa matéria, aquelas matérias mais redondas, nós tínhamos um programa chamado Histórias do Esporte, que era sensacional. Descobria professor de atletismo no interior do Maranhão, seguia carreira. Caravana com a Adriana Saldanha. Tinha caravana do esporte.
Muito bem. Aí o pessoal disse duas coisas. Primeiro que ninguém tem paciência pra ficar vendo matéria de uma hora, de 40 minutos. É um argumento que se usa. Segundo o argumento é que jornalismo é caro. Você mandar uma equipe lá passar 15 dias, fazer... Aí depois ele argumentou o seguinte, fica somando toda aquela graninha que ex-jogador ganha, aqueles comentaristas todos ganham. Não dá pra separar um pouquinho, pra mandar uma equipe de reportagem.
Mas aí tem um outro detalhe. É porque virou a TV, assim, fazendo uma crítica mesmo, assim.
Teve uma série de programas iguais, né? É mesa redonda. É isso. É uma mesa redonda depois da outra. É. É transmissão. O que é que segura os canais? Transmissão, direitos. Isso aí. Você tem o brasileiro, o Copa do Brasil, o campeonato de guerra. Mas essas matérias maiores foram...
para os streamings. Vai estar tudo na Globoplanet. Netflix. Netflix. Séries. Onde é que tem umas séries? Onde é que tem umas séries? Documentários. Especial sobre o Ronaldo, sobre o Romário, sobre o Zerakem. Agora, inclusive, vai ter um... Não pode anotar aí. Uma série de cinco programas. Esse vai ser especial. Eu participei de alguns. Direção do Walter Salles Jr. O nosso premiado no Oscar do ano passado. Sobre o Sócrates.
Mas com uma visão completamente diferente. Vai lá para o norte, vê o pai dele trazendo a família para baixo. Fala dele na Itália. Eu morei com Sócrates na Itália. Até mandaram foto da casa lá em Firenze e tal. Então essas matérias maiores foram todas deslocadas para isso.
abrir o espaço pra essa coisa, você pega os canais, é tudo igual, muda só a composição da mesa, mas é uma mesa redonda atrás da outra, antes do jogo, depois do jogo, de manhã, não sei o que e tal. É até o que a gente faz aqui, que é...
tem muito. É tentar debater com o personagem. Ainda tem na SPN o Bola da Vez. Bola da Vez. Bola da Vez, é. Mas assim, deveria ter mais. Um espaço pra... Porque aqui, mal ou bem, é uma entrevista com histórias, né? E com os personagens. Vocês têm uma virtude muito grande. Vocês não têm preconceito. Não. Isso é uma coisa que vocês ganham muito com isso. Vocês não chamam o entrevistado já com viés pra lá e pra cá.
Traz o cara pela história que ele tem. Pelo que ele tem pra dizer. É uma figura pública, é legal. Vamos saber dele como é que ele começou na profissão, o que é que ele faz no rádio. Quando ele passou, né? Isso é muito importante. Falta da sociedade de entender, né, Trajano? É. A gente ouve e a galera hoje tem muita opinião formada. Todo mundo sabe tudo. Não, porque o mundo mudou tanto.
Que todo mundo, você pode abrir um canal seu. Amanhã o meu canal fica falando qualquer merda lá. Exatamente. O que ele falou da... Que pensou, sei lá, acho que pode ser parecido de quando surgiu a TV naquele ambiente de rádio. Acho que hoje é pior, porque acho que o grande mote do que aconteceu hoje é deu a voz para a audiência.
Nas outras revoluções, ninguém botou audiência pra falar. É. Hoje, com a revolução das redes sociais, a audiência... Paga pra participar. Paga, cria o seu canal, vira veículo, né? Falando em rádio, eu adoro rádio. Não tenho mais paciência pra ouvir transmissão de rádio, porque eu tenho um cara engraçadinho no meio, ou comercial. E eu sou da geração. Tem um quadro lá na TV Brasil, que eu adoro. Eu que faço a seleção.
Porque a Rádio Nacional está fazendo 90 anos. Sim. Então tem um quadro. 90 anos da Rádio Nacional. Então eu pego locuções do Jorge Cury pela Rádio Nacional. Da Copa de 50. Até acabei de pegar aqui, porque tem um programa de segunda-feira, já mandei para o produtor a narração do primeiro gol do Brasil contra a Espanha em 50. Em 50. Gol do Ademir. Quando o pessoal canta o Toradas em Madrid. Rapaz, eu fico emocionado ouvindo aquilo.
Cury narrando o Mengão, né? Camisa 10 da gala. Mas é engraçado porque ele narra e tem o Antônio Cordeiro, que era o chefe da equipe, que às vezes os dois narram. Incluído na Copa de 50, era cada um para um lado do campo. É, isso acontecia. E aconteceu uma coisa que o Antônio Cordeiro quebrou a cara. Porque como ele era chefe da equipe e o Cury ainda estava começando, ele achou que ia narrar o segundo tempo com o Brasil atacando. Porque aí, o campeão do mundo...
Então dividiram, você narra pra cá, o primeiro tempo. Bom, quem narrou o segundo tempo do Uruguai, gol do Uruguai, foi ele. Ele achou... O novo vitória do Brasil. Mas é engraçado, o jogo que ele não estava presente, ele fala no estúdio. E aí? E aí, César? César era o César de Alencar, que era o repórter de campo, o famoso César de Tepa.
E aí o Céu de Alencar entrava, era um anticlima desgraçado. Em vez de ele dizer, o pessoal está empolvorosa, cantando, emoção. No meu Omega são 30 minutos. Era para dar o comercial rapidinho em cima do gol. Que era Omega, relógio Omega.
O Cury narrou pra várias rádios Mas nesse, como é o negócio da Rádio Nacional Eu procuro pegar só As narrações da Rádio Nacional Porque é de 90 Agora depois, ele narrou muito com o Valdir Eram meus dois ídolos de narração Cada um com estilo Os soldados bombeiros
tem bololô na área não tava vendo porra bololô na área, a bola tá pipocando não sei com quem tá vai entrar porque só você viu, Porto o mesmo que você o milhésimo gol do Pereta é uma história sensacional que o Zé Carlos Araújo é repórter de campo e ele vai falar
Agora é só aqui em cima, hein? Agora é só o narrador. Agora é só o narrador. Você fica quieto lá na hora. Mas quando ele tentou falar, quem é que tava ao lado dele? Você. Eu tava atrás do gol, dentro de campo. Qual a sua história do milésio 1 do Peretra, Jean? Eu era do Jornal do Brasil.
Eu tava ainda... Não tava com moral, assim. Era uma equipe muito forte, eu era muito novo. E pra esse jogo... Porque o Brasil todo, a imprensa é a multibus, eu tô seguindo o Pelé pra ver sair esse maldito milésimo gol. O cara tirou, salvou, o cara foi vaiar, o cara que salvou o gol. Ele salvou o gol contra o time dele, mas pô, era o Bahia, não era? Era o milésimo do Pelé, pra ele salvar o gol. Deixa a bola entrar, né?
Bom, aí teve o Maracanã. Mas tinha credencial, todo mundo, tinha gente do mundo inteiro pra acompanhar o Pelé. A equipe era grande, mas credenciaram a equipe toda. Eu fiquei meio ali... O trajeto tem que estar, vamos botar ali, vamos lá dentro de campo.
Você fica atrás do gol. Mas a credencial era de fotógrafo. Tinha credencial pra fotógrafo. Aí o parecido, Oudemário e Toguinhó. Oudemário e Toguinhó. Sabe por que era Oudemário e Toguinhó? Filho da dona Oudema com o seu Mário. Oudemário. Oudemário. Oudemário e Toguinhó. Os maiores jornalistas mais falados. Falados, é. Depois do Brasil. Você falou que era o Brasil a vida inteira. Aí ele me emprestou um pouquinho. Pra disfarçar, eu levei uma máquina. Rolhei flex dele. Não tinha filme.
Era só fachada. Era só fachada. Era pendurada aqui. Pendurada aqui. Quando tem aquelas imagens que o Pelé faz o gol e é carregado, sei lá o quê, eu sou um daqueles caras que correm ali atrás. Cara! Já me identifiquei ali, tá? Cara! Eu fui, então, como falso fotógrafo. E quando faz o gol, que não foi pênalti do Fernando no Pelé. Não foi pênalti. Não foi pênalti, de jeito nenhum. Não tinha falo, não tinha imagina. Mas ali era só dobrar o joelho que era. É, claro.
Agora eu estou escrevendo um livro que sai em junho, tem uma passagem, o livro não é de futebol, mas tem muita coisa de futebol.
o meu personagem vai morar no Morro do Salgueiro, quando ele vai morar lá, ele numa birote, ele sai da zona rural, lá de Rio das Flores, da Barracamento, que passa tudo lá onde eu fui, criado um pouco, e ele vê esse gol. Ele também acha que não foi pênalti. E fica irritado com o Andrada, que o Andrada é só o goleiro do Vasco, o argentino, que soca o gramado irritado por ter tomado o gol do Pelé. Aí ele fala, pô...
Ele devia louvar, exaltar. Você lembrou pra cima. Entrou pra história pra tomar um gol, vai ficar puto porque a bola entrou. O goleiro rei, o goleiro mínimo. Mas não foi, não. Mas não foi, não. Mas de qualquer maneira, qualquer coisa. Ali, tá. E outra coisa, tinha que ser no Maracanã, né? É, tinha que ser pênalti. Tinha Maracanã. Pra parar tudo. Pra parar tudo, Maraca, pô. Ali era o templo. Cara, e assim, o Atarajano, fala pra molecada que hoje vê os jogadores de hoje, né? Eu sempre tento passar essa mensagem mesmo.
não sendo tão novo, mas não sendo mais velhos também. Porque é o seguinte, cara, a galera falando pô, jogadores antigamente tinha muito amigo do Canhota, conheço muito o Gerson, ele é figuraço, foi figuraço. Outra coisa pra garotar, o que ele jogava. Pô, então, craque da final, eu vou pra 70.
O Pelé é insuperável. Sim. Sempre será. É como o Pepe fala, o Pepe se diz o maior tirinho da história do Santos. Fala, mas não é o Pelé. Não, o Pelé não conta. Pelé é só terreno. O mano sou eu. Sou? Um fato pra galera ter uma ideia. O Cristiano Ronaldo tá perseguindo o milésimo gol agora. Tem 40 anos, 41. Ah, tá. Pelé fez com... Ele fez antes do 39, né?
1969 1969 antes da Copa de 70 Cara, assim pra posicionar assim, pra você que viu, assim, a gente não viu eu vi a Copa de 70 nos jogos na pandemia assim, os jogos todos e tal pra você que viu, é algo insuperável? Primeiro tem que contar uma história que... Quando você ouve assim, ah, hoje não jogaria esses caras não jogaram Olha, primeiro contar uma história aqui que aconteceu e já contei algumas vezes, mas é pura verdade Obrigado
Nós estamos em plena ditadura, em 1970. Eu, com o meu lado esquerdista, e ainda mais jovem, fui para a Copa para torcer contra. Mas, subversivo. Torcer contra. Fazendo o trabalho de jornalismo, entrevistar. Mas na hora do jogo, eu vou lá e vou torcer contra. Para o JB que você estava. É.
Ah, não, já tava achando o Correio da Manhã. Eu já lembro que eu fui correr da manhã. Sim, sim. Pra arranjar credenciamento. Sim. Bom, aí começa Brasil, Tcheco e Lováquia. Eu e uma turminha. Ficamos batendo o parque. O Brasil vai ganhar a ditadura, vai se aproveitar e tal. Primeiro jogo Brasil, Tcheco e Lováquia. Gol da Tcheco e Lováquia. Aquele do cara fez o final da cruz.
E a gente ali, um olhando pra cara do outro. Não é que sai o gol do Brasil? Mandamos tudo pro inferno, já gritamos o gol, nos abraçamos. E a partir daí começamos a torcer desesperadamente. Vamos lá, vamos lá. Mudou tudo, mudou tudo. Não tem como. Primeiro gol. Agora, ali, os craques... O Zagaro teve uma atitude muito grande, né? Ali a gente estava irritado com a seleção pela ditadura e também pela saída do Saldanha, que era amigo nosso.
sabe? E quando entrou o Zagaro, a gente achou que ia tudo pro vinagre. E o Zagaro teve a virtude, até o Tostão sempre fala isso, de montar o time de uma maneira muito interessante. Ele conseguiu aproveitar, porque senão o Gerson era titular, o Riverino teria que ser reserva.
Ele botou o Riverino na ponte esquerda. Botou o sessão de falso nove. Falso nove. Em setenta. Então ele armou do jeito que deu tudo certo. Encaixou os dez ali. Encaixou todo mundo. Ou seja, tem que botar no time quem é o melhor. Não tem, ah, meu esquema não cabe. Não, ele é contra o que você botar.
E você vê aqueles caras de perto. Não, tem presenciado isso. É incrível. No estádio, né? Na Copa do Mundo. Imagina, o jogo do Uruguai, cara. É. O jogo do Uruguai tem um negócio curioso. O jogo das quase... É uma semana que não, né? O jogo mais duro foi contra a Inglaterra. Aquele jogo foi... A Inglaterra tinha um timado. A Inglaterra tava tentando o B. Isso. Era campeã do mundo, foi de 60 AC.
contra o Uruguai, quem era jornalista e estava lá, era o grande diamante negro Leônidas da Silva. Estava como comentarista da cadeia verde e amarelo, que era a cadeia de Rádio Jovem Pan e outra. E quando saiu um gol lá, ele deu um soco na cabeça do Tuba, aqui embaixo, aqui do repórter do Uruguai. Aí ficou meio assim, aquele clima, um brigado. O Leônidas que estava envolvido. Cara!
Era um negócio de... E o convívio com o jogador era completamente diferente. Você falava assim... Eles ficaram num hotel em Guadalajara. Com uma piscina no meio e quartos assim. Como se fosse um hotel mesmo.
você entrava, tinha horários pra entrar mas você falava com quem você quisesse jogadores ficavam lendo jornal, revistas, na beira da piscina não tinha aquele negócio de marcar o cara não falar com você, só com o pato não e olha, eu vou te contar coisa muito mais natural você não tá falando disso, você tá falando da maior era os Gromit Trotters o time da história do futebol você tá falando do Pelé mas olha só que loucura a gente viu o treino jogo
E entrava em campo. Acabava o treino e entrava em campo. No treino, precisava ficar ali dentro de campo. E inventaram um torneio de futebol de jornalista. Mexicano, inglese e nós.
E começava depois do treino do Brasil, os jogos. No mesmo campo? No mesmo, era um campo de treinamento. Alguns jogadores ficavam pra ver a gente jogando. Olha só que loucura. Alguns iam embora e outros ficavam pra sacanear a gente. Aê! Já ganhou nada! Já ganhou? Ah, merda! E aí o Fontana, o saudoso Fontana, que batia até na mãe, ele me deu, eu joguei com a chuteira dele, que ele deu pra laciar.
Mas, porra, Tachana. Olha, eu saí dando porrada em todo mundo. Agora eu sou o Fontana. Eu dei de Fontana. Fomos campeões. Os jornais brasileiros ganharam. Ganhamos da Inglaterra e dos mexicanos. Mas no nosso time também tem aquela coisa. Nós. Eu jogava mais ou menos. Teve no nosso time. Ademir. Que tava lá pela Rádio Mauá. Ah, entendi. Mauá, Mauá, Mauá, do Orlando Batista.
Jogou um tal de Nicola, que tinha sido jogador do Fluminense e do Bom Sucesso. No meio de campo, jogou o Nelson, que tinha sido... Tava jogando lá no México, foi do Flamengo. O goleiro foi um ex-goleiro do São Paulo. O nosso time tava... Pô, o tio da empresa... O tio da empresa...
Agora, da imprensa tinha, Armando Nogueira, que se batia também, até, Armando Nogueira. Ô, poeta. Queria brigar toda hora. Armando Nogueira. Conheci, assim, o... Deixa eu ver a demanda aqui, não sei se vocês conhecem. E de que tá quizá, o... Não sei se vocês querem. Já ouvi. Já foi o Jornal do Esporte. Januário de Oliveira era o goleiro. Pô, não é você? Cruel. Cruel, muito cruel. Januário de Oliveira era o goleiro. Cruel.
Você é um bom imitador de narrador, Betão. É? O imitador aqui só tem um, que é o Leandro imitando o Evaristo. O resto é fingir. O resto é fingir. O Alex é bom também. Calma, eu queria pegar o gancho. Não, e quando o Brasil é campeão do mundo, Trajano? Aí é uma coisa muito louca.
O Brasil foi campeão na Cidade do México. O Brasil se concentrou em Guararruato. Passou um mês lá. A gente jogava futebol, às vezes, contra a comissão técnica. Barreira. Coutinho. Carleço. Porque era um negócio da altitude, né? Aí depois foi pra Guadalajara, onde fez todos os jogos, menos a final. Aí foi pra Cidade do México pra disputar a final.
a gente andava muito de carro essas coisas, alugava, era um dos de darts veja você como é que é a vida o Félix goleiro ficou muito amigo nosso, porque ele entendia de mecânica então qualquer problema o Félix ia lá, baixava debaixo do carro pra ver qual era o problema o goleiro do Brasil e quando o Brasil foi campeão foi todo mundo tinha um hotel chamado Hotel Camino Real jogo
Um hotel gigante que tinha várias boates, chamavam de boate, com shows, né? E a Seleção Brasileira foi comemorar num desses boates grandes, onde estavam se apresentando o Cé da Camargo Mariano com o Simonal. Naquela época tinha muito artista brasileiro lá.
João Gilberto eu entrevistei lá. Tinha Carlos Lira. Mas estava lá por causa da Copa? Não, não, porque ficou um trampolim para ir para os Estados Unidos, naquela época. Eles ficavam no México um tempo, gravavam discos, show, e acabavam arranjando um contrato para os Estados Unidos. Então tinha Carlos Lira, João Gilberto, tinha um quinteto gaúcho, quinteto do Breno Sauer, que era muito bom. E tinha temporadas, que eu conheço do Simonal.
e o Serra Camargo Mariano. Os jogadores todos foram nesse lugar. Eu cheguei meio atrasado, tinha que passar a matéria, aquele negócio todo, confusão na porta. Nem todos os torcedores sabiam que a festa era ali. Mas tinha um bafafá ali, dentro do hotel, no corredorzão do hotel. Aí, pô, como é que faz pra entrar o porteiro mexicano? Vou dizer que você é jornalista. Aí eu mandei chamar o Félix.
O Félix foi até a porta. Não, o que é isso, pô? Botou eu e mais uns três ou quatro jornalistas pra dentro. O Félix foi acusado de ser frangueiro. Além daquela defesa do Banks, tem uma defesa dele contra a Inglaterra, que ele mete a cara na chuteira do inglês. Ele vai bem na Copa. Nossa, pelo amor de Deus. O papel, que era conhecido como papel, né? E ele não precisava nem luva, né? Agora você sabe que tem uma história da Copa, que é verídica. Com o Simonal.
O Rogério foi cortado lá em Guanajuato. Rogério ponta-direita, aquela do Botafogo. O Jairzinho jogava na meia no Botafogo nessa época. Então o Rogério ponta-direita foi cortado. E ficou lá. Ficou de observador. Ele e o Parreiro tiravam fotos. Eu ia tirar fotos. Pra dar pra pagar. Pra botar slide, pra comprar. Quando o Rogério foi cortado, os jogadores resolveram fazer uma sacanagem com o Simonal. Você não sabe dessa história? Não. Ah, essa é muito boa.
O Simonal ia muito na concentração e tal. E o Simonal era metido a jogar bola. Aí não sei quem ligou pro Simonal e falou assim, o negócio é o seguinte, o Rogério foi cortado e tá em cima do laço pra botar o nome de um outro jogador. E como você costuma jogar umas peladas com a gente e tal, falamos com a comissão técnica, vai botar você inscrito pra jogar a Copa. E ele acreditou. Não tô mentindo termo em isso.
E vê como é que o Simonal, ele era confiante. O Simonal é ótimo, porra. Mas é descontar naquela mentira. Não, não, não. É em cima do laço. Tem que encontrar a inscrição já, porque a Copa vai começar. E como você tá aqui, vai você. Ele falou, deixa comigo, né? E, enfim, passou um tempo ele acreditando. Durou um dia isso, ó. Você tá falando de Wilson Simonal, cara, de Copa de 70. Coisa maravilhosa, assim. Tinha a história do Dadá.
Era verídica essa situação. Do negócio de calar o Dada? É. Mas daí foi no tempo de Saldanha, né?
O Saldanha sai por isso. Não, um dos motivos. Um dos motivos é esse. Mas o Saldanha, que é um dos meus ídolos, figuraça, inteligente, era o comentarista que o Brasil consagrou. E eu gostava que na rádio tinha que fazer as coisas. O Brasil, o Jardim, o comentarista que o Brasil consagrou. Uma vinheta. Quando o Saldanha falava, o Maracanã todo ficava ouvindo. Você nem precisava levar o seu rádio de pílpia.
Porque do lado tinha um cara... Todo maracana ouviu o João Saldanha. Já vi um vídeo que mostra isso aí, assim. Impressionante. Então ele é nosso ídolo. Porque ele era guerreiro. Era um lutador. Era um porra louca do bem. É, o Gilson Ricardo não contava muito a história do Saldanha. No final... Não no final, né? Acho que o Gilson, quando chega na Rádio Globo, ele chegou a viajar. Comentando na Globo, né? Com o Saldanha, comentarista da Rádio Globo.
E o Gilson fala que o Saldan é um parável em qualquer boteco. É. Saldan, você vai entrar aí, cara. Não, o Saldan... Ele saiu por vários motivos. Tem esse negócio que o Médicos teria... É, o Médicos teria exigido que o Dadafos... E tem a tentativa que ele tentou matar o Yustrik, né?
Ele foi na concentração do Flamengo pra dar um tiro no Strik. Ainda bem que o Strik não tava. Só tava um goleiro reserva dormindo lá. Quis arrombar a porta. O cara falou, seu soldado, que tal é o homem que eu vou matar aqui. Ele é armado. É, não tenho nada com isso, não. Ele falou... Mas por quê? Ah, porque o Strik falou mal da seleção, não sei o quê. Cara, isso... Então o soldado... O soldado também teve um caso com o Manga também? Teve.
de tiro também. Eu tenho vários tiros do Saldanha. Apesar disso tudo que eu não gosto, ele era tão um personagem tão especial, cativante, que isso aí ficou debaixo do tapete. No manga foi o seguinte, o Botafogo foi campeão e teve uma festa no Morisco, um banquete no Morisco. E ele tá na mesa lá, tinha um...
palco, ele ficou na mesa. Ele do lado do sobrinho dele, falecido Bebeto de Freitas, técnico de basquete. Foi o cara até que impediu a merda. E ele tinha falado durante a semana que o manga tinha sido vendido pro Castor. Muito bem. Castor, na época, é presente do Bangu. Do Bangu e o Bangu forte. Botafogo perdeu o campeonato pro Bangu. Pro Bangu.
Na hora que tá aquele negócio lá, o Manga vai se aproximando, tá lá na plateia, não sei o quê, o Manga vai se aproximando pra subir no palco, não sei com qual intenção. Saldanha achou que era pra tomar... Pra afrontá-lo. Pra afrontá-lo. O que que o Saldanha fez? Puxou o revólver. O Manga viu, o que que o Manga fez? Saiu disparado, atrás do palco tinha um muro, diz que ele bateu o recorde mundial de salto... Em altura. É, ele subiu o muro e caiu do outro lado.
E quem segurou ele foi o Bebeto de Freitas. Outra história de tiro. Agora, no final da... No final da vida, já mais velho, aduentado e tal... A última Copa que ele comenta é 90, né? Ele morreu na Itália. E não era pra ir, ele quis ir, mas não tinha mais condição. Era uma manchete, né? É, ele já tava... Tudo pra não ir, ele resolvia ir, porque ficava no ambiente dele, Copa e tal. Mas ele já aduentado.
Ele pediu a moça que trabalhava com ele para ir na farmácia Piauí, ali no Leblon, no final do Leblon. E ela foi comprar um remédio e tal, e voltou para casa dizendo que foi maltratada pelo atendente lá. Ele falou, ah é? Foi de pijama na farmácia Piauí. Caraca, coroace. Com revólver.
Foi preso de pijama e tudo. E já velhinho, ao quebrado, não sei o que e tal. Aí tiveram que tirar o poder de... Sabe? É o João Sem Medo, né? É o João Sem Medo. Cara, João Saldanha. Tem um livro dele lá em casa. Saiu, né? A história dele é... João Saldanha foi no Partido Comunista. Foi candidato a vice-prefeito do Rio.
Era o gaúcho mais carioca que eu conheci. É o gaúcho, né? O gaúcho mais carioca que nós conhecemos. Era um comentarista fora de série. Foi técnico da seleção brasileira. Classificou o Brasil para a Copa. E foi técnico. Fera, Jusson. Nunca tinha sido técnico na vida, porque era dirigente do Botafogo. Campeão pelo Botafogo em 57. É, 57. Quem vai ser aí? O Saldão é ficar técnico. Ficou.
fumavam, fumavam cigarros atrás, cada época o técnico ficava dirigindo o time fumando e ficava deitado tinha um noel do túnel, olha essas fotos antigas só a cabeça dos caras aqui não, não, não, tinha uns degraus e eles ficavam meio deitados ali no degrau assim, vendo o jogo
E do lado tinha um banco de reservas, um foçozinho. E ele ficava ali fumando e tal. Era a figura. Aí eu fui fazer uma ligação, porque a gente já passou por aqui quando falou a Copa de 70, que quem substitui o Zaldanha sai e quem herda o time é o Zagalo e muda algumas coisas. A gente... Eu ia te perguntar isso. Eu queria que se fosse você e o Kifuri, perguntaria pros dois.
94? 94, né? Eu, moleque, é o meu depoimento, eu, moleque, acompanho a minha primeira copa e já começava a ver alguma coisa de... Não passava tanto pro Rio, por exemplo, Cartão Verde, não passava pro Rio. Mas na parabólica a gente conseguia pegar. E aí eu demorei a entender, porque eu me amarrando na copa e boto você, Flávio Prado, e Furi, descendo a mamona, descendo a ripa. E o sujeito seja feito. Mas aí já estávamos na ESPN.
Aí era o Liga de Passe. Na Copa de 94? Não, não. Não, era o cartão verde. Quando é que foi a Copa do Mundo do Brasil? Não, aí já 14. Já 14. Ah, não, não. Aí de 94. 94. Parreira. Tá, tá. E aí eu lembro que a justiça já feita, no programa do Luciano, na Band, o China também descia aí, o Rua Juarez. Saudoso Juarez. O próprio Chester. O Juarez jogou nesse time aí. Na imprensa? Na imprensa. O China. É, jogava nada, mas tava lá. Baixinho. Baixinho.
Eu acho que é o China que solta a frase. Pô, Brasil, campeão mundial graças ao Maurací Santana. No programa Pinto Final. É, você ia perguntar, tinha esse choque de imprensa carioca com um paulista? Mas não tinha um ranço de vocês com o Zagallo? Com o Zagallo e Parreira. Muito por causa também de 82, que o Brasil não ganhou a Copa. Tinha, tinha...
Desde a saída do Saldanha, por mais que o Brasil tivesse sido campeão, que ele escalou bem, mas tinha. O Zagallo era meio murrinha, né? O Zagallo foi competente, foi um grande técnico. Bom, eu tenho que gostar do Zagallo, porque o Zagallo começou no meu América. Sim. O Zagallo era tijucano. É, isso aí. Aliás, o Zagallo começou como mesa tenista, ele foi campeão jogando tênis de mesa no América. Aí começou a jogar no juvenil do América, se destacou como meia.
Aí foi jogar no Flamengo, como os venílios do Flamengo, aí ficou aí com a carreira Flamengo, depois Botafogo e tal, né? Mas nós tínhamos certa peníma mesmo. Agora, naquela época...
Os canais para você ver e ouvir discussão eram poucos. Não é como... Rapaz, para assistir um jogo de futebol, hoje eu me pego, tenho que ligar para o meu filho, vem cá, que eu olho e vou passar o... Eu falei, pai é na praia? Eu falei, não tenho praia, não, tem, acho que tem. Tem aí, porra, tem aí. Tem aí, tem aí. Alguém deu a senha. Passa a senha, sabe? Porra. Naquela época aqui em São Paulo era o seguinte.
Tinha o Cartão Verde na Cultura, que era a maior audiência da cultura. Sim. E a Mesa Redonda na Gazeta. Que teve versão do Rio. Do Avalone. É, o Avalone aqui no Rio Garotinho. Milton Neves. E havia uma rivalidade muito grande. A Mesa Redonda na Gazeta era mais exporrenta, briguenta, não sei o quê. E o Cartão Verde, por ser na Cultura, talvez, tentava ser um pouco mais suave.
Onde você podia ouvir discussão Ver debate Era aí Mas em 97 vocês vão me engolir Pra vocês Ou pra um grupo de vocês É pra vocês Vocês vão ter que me engolir Depois ele falou até o meu Depois ele retirou o meu nome, achei bom
Era Juarez, Juca, eu, mais uns dois. Ele enumerou lá. E ele nervoso pra chuchu, né? Não, na hora ele não enumera. Não, na hora. Vocês quem, né? Aí perguntaram, não no dia, eu acho que outro dia ele enumerou, mas depois ele também não quis mais se meter. É que foi no auge da...
da euforia e contrária. Tinha vindo o tétrico. Agora vocês vão ter que me engolir. E virou uma frase famosa, né? Tem frases que ficam, né? Vocês vão ter que me engolir. Isso no dia a dia as pessoas falam. Você pode chegar aqui, ó. Vocês vão ter que me engolir hoje aqui. Qualquer um que dá uma volta por cima, vocês vão ter que me engolir agora. Virou, virou. Cara, fantástico. Isso é a história do futebol. Essa história aqui, eu lembro que assim, eu, moleque, do mesmo jeito que eu não entendi. Eu falava, porra, por que os caras tudo viram...
Os caras desceram uma marreta. E os caras do Rio apoiando. Voltando a esse negócio que eu falei. E o Trajano é carioca, mas a vida é erradicada aqui em São Paulo. O Maracanã foi o quintal da minha casa. Eu como tijucano, o Maracanã, a Lávia Tijuca começou a amelhar tudo em volta. Tinha um bairro chamado Aldeia Campista que acabou. Era onde? Era ali do lado.
Maracanã virou Tijuca. Uma parte de Virizabel virou Tijuca. Andaraí, a grande... Tijuca. Grajaú ainda é mais preservado, que é um pouquinho mais distante. Andaraí é Tijuca agora. É a grande Tijuca. É a grande Tijuca. É o Night of Kindle of Tijuca. Então o Maracanã...
Tem uma usina. Usina, muda, mas aí sempre foi, né? É, né? Porque a Tijuca, se você for pela Conde de Bonfim, você vai seguindo, você vai... ali na beira, termina no... quando começa o Alto Boa Vista. Então a Tijuca é grande pra Tijuca. E quase tá sendo anexado.
Porque é o maciço da Tijuca. Vai virar, né? E não confundir. Aí é Salgueiro, Boré, Amor da Fumir. Eu quero escrever um livro ainda. Agora vai sair um, em junho. Vai dar trabalho. Não sei se eu vou ter saco, mas a ideia é boa. Me dá cabeça.
Eu quero provar que a Tijuca é o bairro mais musical do Rio de Janeiro. O pessoal pensa que é Ipanema, que é Madureira. Não, coisa nenhuma. Eu vou fazer só a lista para vocês. Tem que ser entre que nasceram lá ou viveram lá, sei lá o quê. História. Você falou Salgueiro, né? Tem o Niso da Tijuca, tem o Império da Tijuca. Mas tudo bem, isso aí é o samba, né, no morro. Só aí tem o Miguel Neto. Exatamente. Olha só. Na rua Afonso Pena, onde eu fui criado, morou Tim Maia.
Era a pensão do pai dele, Tim Maia. Mário Reis, que foi o grande cantor dos anos 40 e tal. O pai dele foi presidente da América. Lamartine Babel, Tijuca. Fez todos os hino dos do América, inclusive. Que é o mais bonito. É, a controvérsia. A controvérsia, eu também acho, mas será que foi um plágio, né? É. É um plágio de uma música americana. Na verdade, melodicamente, o hino mais... Melódicamente, atenção pessoal, vou ouvir também esse cara.
Que eu fui fluminense quando era criança. Quando eu fui morar na Tijuca, eu virei América. Claro, ali do lado, eu vi o treino, o América jogar, os jogadores na porta. E eu comecei a jogar também, futebol de salão, basquete. Eu era o garoto do bairro, né? Era o time do bairro. Agora, o América não é mais o time do bairro. Foi pra um Daraí, Daraí. E joga em Mesquita, né? Não tem nada a ver. Mas, aí, voltando. Herágio Caros.
Tremendão, é. Erasmo Carlos. Aí você tem... O Roberto era dali? Não, o Roberto não era, mas ele se encontrava com o Erasmo e o Jorge Bem no Divino, em frente ao Cinema Madrid. Ora, agora é pesado. Tom Jobim na Senhora Tijuca. Tom Jobim é... É.
Foi aos três anos pra Ipanema. Milton Nascimento não nasceu em Três Pontas. Nasceu na Tijuca, filho de uma empregada. É mesmo? Então vem cá, Milton Nascimento. A minha ideia é... Vou pegar foto antiga de onde eles moraram. Tem foto, se eu já vi, foto onde nasceu o Tom Jobim, na rua Condire Bonfim. Foto da época e foto do que ficou hoje. E contar um pouco de história, como é que o cara nasceu lá, porque nasceu na Tijuca, essa cor é toda.
Pra agregar esse tijucanismo, hoje os melhores bares do Rio são na Tijuca. Eu sou o frequentador do Madrid. Bar Madrid. Eu não fui no Madrid, né? Eu não fui no Madrid. Então, sei lá. Meu amigo Filipinho, chega lá e vai te receber. Por que que lá? Filipinho, Filipinho, ele tem três coisas em comum comigo. Porque é difícil você ter tantas coisas em comum com um amigo. Sim. Ele não tem amigo do cara porque vai com a cara dele, estudou com você, foi seu vizinho, torce pelo meu time. Mas eu com ele tenho três afinidades. É o dono do Bar Madrid.
Tijucano. Opa, já é uma. Torcedor do América. É, aí já é mais difícil. Não se complicou. E Brizolista. Olha só. Meu pai. São três? Pensa bem. Tem que ser amigo. Tem que ser amigo mesmo do peito, né?
É isso. Agora, além do... Além do Madrid, você tem... Mandar um abraço do Toninho, do Momo. O Momo é ótimo. Tem o... O Coxinha. É, espetacular. Você tem o... O Simas não sai de lá. É, o Bote Cheiroso. Que, aliás, viralizou o que ele falou aqui sobre o bar. Não sei se você viu. E o bar não pode ter uma praia na frente. Exatamente. Tem que buscar o barriga no balcão. É, o Salete. Salete. Cara...
Peguem um texto que ele escreveu. Coloquei oi até no meu Instagram. Ele mandou uma mensagem pra mim. Eu fiquei muito emocionado. Porque eu acho que o Simas é um grande pensador. Ele tinha na Academia Brasileira de Letra. Porque ele é um pesquisador. Ele sabe escolas de samba, samba, música. Simas era um cara que estaria no ponto de pé inicial direto. Ah, sim. Eu teria contratado.
Agora vamos ao cima. Direto do bode cheiroso. Do mesmo jeito que tinha a barraca do Luso, que era a barraca do... Esqueço o nome. Tinha uma barraca do Cereado. Tem o bode cheiroso. Aí você tem o bode cheiroso que tem um torrejo desse tamanho. Barra de cereal. Você tem o mombo, tem o salete.
Agora na rua do Almeirante de Gavião, a rua do Madrid, tem um outro, acho que não sei o nome que tá bombando também. Porque ali é Almeirante de Gavião, a rua pequenininha, perto da igreja de Capuchins, da Doc Lobo. Isso. Tem do outro lado da calçada. Tem o baródromo, que é o bar do... Os sambistas, né? Quase Maracanã.
Você perguntou se o Bode gerou? É o mais próximo do Maracanã. É. Quando teve aquela coisa de circuito de fechar, lembra? Acho da Copa do Mundo. Não podia ter bar aberto. O raio de tanto... O raio. O Bode podia. O Bode não podia. Tem ele na Praça dos Cavalinhos. Tem os bares bons ali também. Mas é Tijuca ou Batalhão? Ali tem o Pavão que tem um cozido maravilhoso aos domingos. É.
É, Tijuca é nem bom não. Cara, o Gabriel da Muda abriu um bar agora, que é bom pra caramba. Ó, o Gabriel da Muda, grande músico, grande figura. Daqui a pouco, porra, fui lá outro dia, cara. Não, e ele é entendido de gastronomia, ele dá dicas e tal. O próprio Simas tá com um bar também, né? É do Simas. É lá no centro da cidade. É no centro. É, perto da rua do Ouvidor, é o...
Alfa Bar. Alfa. Alfa. Alfa. Pode ter mais algum nome. Alfa. Mildinho é o nome do Bar. Alfarabe. Dica até eu te levar lá. Mildinho. Bar do Gabriel da Munda. Novo. Alfarabe. Muito bom. Fazendo lançamento de livro. Porque no Bar Madri. E tem uns aulões, né? Tem a aula pública. É que é foda isso. Muito foda. Lota. A Mirante de Gavião é uma rua pequenininha. Ali ele fala de samba. Fala de jogo do bicho. Fala de futebol. De ancestralidade. De ancestralidade. Cantomblé. Muito bom. Ele é...
Por ele vir aqui a última vez Ele veio e trouxe ele e o Gomídio do Tá Na História Ele já começou falando Do Baixo Veretrício Xande de Pilares Xande não é de Pilares também É Salgueiro Mas ele tem uma vivência Na Tijuca gigante Do Salgueiro Aí você vai pro Acabei de falar, ao Migneto E teve que vir pra São Paulo Por motivos Sim E aí
Mas é, Tijucano, tava lá, Salgueiro, tudo mais. Então eu queria pegar essa coisa... É. Sabe?
Abri, por que ele nasceu na Tijuca, o Milton Nascimento? Era um capítulo. Por que saiu? Tom Jobim, por que nasceu na Tijuca? A família era de lá, a mãe, não sei o quê. Aí vai, o Tim Maia eu me lembro bem, porque o pai dele tinha uma pensão, e minha mãe até comeu, comprou, comprava coisa na pensão quando a minha irmã nasceu. Cara, olha só. Sabe, eu levava aquelas marmitas um em cima da outra, assim? É.
Minha irmã nasceu, ela ficou... Teve problema, porque a criança é pequena e tal. Eu acho até que era o Sebastião que levava as marmitas. Dizia que ele comia metade, entregava. Salve a Tijuca, beleza? Salve a Tijuca. United Kingdom. Show de bola. Cara, voltando para a SPN, vai listando aí, então, narradores. Você falou, primeiro time da Globo de narradores.
O Roberto começou lá. Vai. Ele já era um cara de rádio. É. Sim. Quem me indicou ele foi o Paulo Soares. Eles trabalharam juntos em Santos. E Rádio Globo. E Rádio Globo. Eu ouvi o Luiz na rádio, era foda. Fórmula 1. Porque sabe o que é foda em rádio? Credi. Credi. Credi em rádio barbariza. É. É, mas aí começaram... Na Globo hoje, Luiz Roberto, Vilani. Vilani. Paulo Andrade. Paulo Andrade. E Everaldo. E Everaldo. Todos foram recebendo.
O Everaldo, quando foi pra Globo, ele foi lá em casa. Com a garrafa de vinho na mão.
Eu venho aqui comunicar a você que eu vou pra Globo e agradecer. Olha que legal. E essa garrafa aqui de presente. Ele contou aí. O Everaldo acho que é o mais completo narrador. Porque você pode dar qualquer coisa pra ele narrar.
Se você tem uma Olimpíada, porque a Olimpíada é foda. A gente fez várias Olimpíadas. Se você tem uma Olimpíada e tem um narrador como Everald, ele pode estar narrando o judô, o atletismo, o polo aquático. Agora, fora da Olimpíada, ele é narrador de skate, de atletismo, de beisebol, de superbol, futebol americano. NBA fez muito tempo. É esportes americanos. Futebol, claro.
E é um cara de uma humildade, de um jeitão muito especial. A história dele é muito bacana. Muito legal, gosto muito dele. Então aí, esse time da Globo todo nasceu na ESPN. Agora tem os repórteres, né? Estamos falando dos narradores. Narradores. Não, mas ainda tem mais. Rômulo Mendonça.
Nossa. SPL. Romulo e o Bugarelli. O Bugarelli, sim. Aí é da Amazon, né? Aí não é Globo, aí já não é mais Globo. O Rio, o Ivaldo Preto. Ivaldo Preto. Ivaldo Preto. Aliás, vi ele com uma barba branca esquisita. Parece Papai Noel.
Barbudo Aí tá lá o Rogério Vogan Que também, pô, você explicou a história Do Rogério hoje, tá narrando demais E por aí vai, cara Agora de repórter Repórter na Globo tem Bassan Gabi Gabi Moreira Maravilhosa, maravilhosa Tem o Zé Renato
Zé Renato Ambrósio. Zé Renato Ambrósio. É. Que era produtor. Quem mais... Tem mais gente, eu vou lembrar aqui. Daqui a pouco eu vou lembrar. Na casé agora tem o Igino, que eu sou fã. Conhece o Luiz Igino? Era a dobradia. Ele e o Zé Renato. O Igino era produtor. Eu lembro do nome Igino e Igino. Tá na casé? Foi pra casé. Ah, a... É da tua época? Outra janadinha? A Borgades? Também. Aí foi pra Globo. Pra Globo.
Tem muita gente. Eu fiquei 21 anos lá. Tinha que acontecer alguma coisa. Milton Leite, a gente não falou. Temos que vergonha. 21 anos não acontecia nada. Esse cara é um lambão. Mas tinha também essa sua inquietude, essa vontade de botar a molecada e olhar, né? Agora, você pega... O cara mais louco que deu pra do lado foi olhar.
Eu nem gosto de falar muito do Ale, porque ele é meio complexado. Eu já ouvi ele aqui, ele sempre reclama de alguma coisa, que havia um complô contra ele. Aí ele vai pra uma rádio e tal, também manda ele embora. Acho que o que aconteceu com o Ale é o seguinte, ele perdeu a chance de ser um baita comentarista. Ele comentava salão com vocês. Não, ele é muito bom comentarista, ele conhece futebol. Ele é bom pra caralho. Ele é bom, ele jogava bola, foi técnico de futebol de universidade, jogou futsal, técnico de futsal.
Então, ele como comentarista podia ter uma carreira, um caminho, mas ele tentou ser humorista. E jornalista não sabe fazer humor. O humor é o pessoal da Porta dos Fontes, depois o Fábio Pochá, o Marcelo Adinei, eu não estou falando nem de Chico Anísio, de Osso Aves, eu estou falando nem dos filhos dele. Tem até uma peça, né? Nossos pais... Sim, com o Lúcio Mauro e com...
Com o Mazel, né? É. Mas eu vou te dizer que aquele programa eu gostava demais, cara. Do Alê ali com o Vicari. Mas ele... Léo Mertozzi. É, mas ele passou a ser um humor meio...
Não digo, sabe... Fulano-se o decreto. Decreto, uma coisa meio de mau gosto, às vezes, você entendeu? É claro que é uma coisa muito popular, agradável. Não tinha público. Mas não me agradava esse tipo de coisa muito popular. Não é popular, não. Eu sou o cara do povo, eu gosto. Mas eu achava meio baixa, sabe? Meio misógino um pouco. Meio... Aquela coisa de antigamente mexer com mulher. Com negro. Uma coisa meio preconceituosa um pouco.
E aquilo começou a crescer. Cara! Começou a crescer. Eu não sei se ele fez espetáculos aí, eu sozinho, participou de... Agora, a nossa carreira de comentarista acabou.
E ele enveredou por esse lado aí. Agora, como comentar isso, eu acho que ele, quando começou lá, era excelente, porque ele tinha uma visão de jogo, sabia se expressar, ele é esperto. Muito bom. Mas eu acho que ele virou um cara muito ressentido. Quando eu vejo as entrevistas que ele dá, ele acabou não ficando em lugar nenhum. Não é que ele só saiu da ESPN, saiu de vários lugares.
hoje em dia ele tá meio... Ele tá em Minas, né? É, em Minas, mas é uma coisa que fugiu um pouco do... Mas é, para a virada. Sabe, eu acho que... O humor desse pessoal novo, ele nem é novo, mas eu gosto muito do Pochá.
Aquele programa dele lá A história E ele ligando pro Fernando Diniz Porra, isso é É se ele fez da internet Agora ele tá ligando pro Renato É, sabe, é muito bom
Aqueles quadros do Porto dos Fonsos, tem uns sensacionais. Tem uns sensacionais. Né? Duma ironia. Mas aí que eu digo, tem um sentido, tem um bom gosto, não é a cor do morro, escraxado de qualquer jeito. Dando um cavalinho de pau. A gente tá falando de comentaristas, galera. Mauro César Pereira, Trajano. Gosto, eu vi ele aqui. Então.
O Mauro, o Mauro, Nitorioense, né? Niterói é meu vizinho. Eu também sou de Niterói. O Mauro, ele é mal compreendido por muita gente, mas querido também por milhares de pessoas. Cara, ele é um fenômeno. É um fenômeno, um fenômeno. E ele, como se expõe, ele não tem papas da língua, e hoje em dia qualquer coisa...
você está contra o seu time, não sei o quê. E ele é Flamengo. Sim. Então, quem não é Flamengo, já detona logo. Agora, é um cara que se prepara. Ele conhece futebol argentino como poucos. Sim. Ele vai à Argentina várias vezes pra ver jogo da segunda divisão. Pergunta ele qualquer coisa do futebol argentino. Time e tal, como é que é? Como é que é o estádio, a torcida? Ele conhece futebol inglês como poucos. Aliás, eu acho que um dos grandes problemas desses comentários, você falou em comentarista?
Se eu fosse alguma coisa, 11 dias não seria mais, porque eu não tenho mais saco, nem vão me chamar pra merda nenhuma. Nem eu quero. Eu pego toda essa turma de comentaristas, porque se o pessoal sai do B, você já vira comentarista amanhã. Você entendeu? Toda hora tem uma novidade. Não sou contra o jovem, não.
Mas eu acho que eles deviam passar primeiro por uma experiência, mesmo alguns que não são tão jovens, de botar eles na rua. Não a rua pra ser demitido. Pra ter uma experiência de ir no ônibus do Corinthians pro Rio de Janeiro, ver um jogo da Série C junto com a torcida da portuguesa, sabe? Ver um treino lá, não sei de quem, ao vivo. Tá muito estranho. Não é sair de casa, sentar a bunda, sentar uma bunda numa cadeira e comentar eu acho o que, eu acho o que, eu acho o que. É, eu não sei.
Eles deviam passar para... Antigamente, quando tinha redação, quando não tem mais redação, você tinha isso. Os repórteres botavam o pé na lama, o pé na rua. É na rua que você ouve as histórias. Na rua que você descobre boas pautas. Mas os caras não. Eles já saem de casa...
sentam ali e já começam a falar com a maior propriedade. É a primeira providência que eu faria. Vocês dois aí podem ir para ver o jogo da portuguesa lá contra não sei quem. Vão para São José e não sei o que da Série C. Depois vão se meter na torcida da portuguesa Santista.
Pinha, né? Você sempre botou todo mundo pra uma pinha. Exatamente. Mas fora da redação. É conversar, assim, óbvio que hoje é mais difícil sem assessoria, a gente tem o privilégio de o Charla ter caído nas graças da galera na bola, né? Mas é isso total que você tá falando, Brasileiro. A gente já trabalhava em rádio, eu trabalho há 20 e poucos anos, e assim, é...
Antes do Charla, a gente via um outro futebol, né? Pô, de coisa... Sabia da realidade? Cara, conversando com ele... Fica aí, pensa em redação... É, porque quando a gente traz aqui na entrevista, a gente já extrai um conteúdo legal. Quando a gente sai off e começa a conversar com quem tá, quem não tá... Pô, aí você tem um... A gente tem um... Eu faria isso também. Ensinamento gigantesco. Pra fora do Brasil também. É. Esse pessoal que comenta futebol internacional, dá uma oportunidade.
Tem uma garotada que comenta futebol internacional, você vai pra Inglaterra amanhã.
É você fazer isso. Vai pra Inglaterra amanhã, vai passar 15 dias lá, vendo o jogo da Série A, da Série B, treino, como é que a imprensa de lá trata o futebol. Tem muita gente que comenta hoje. Pode encher a cara no público, tem problema nenhum. Mas vê o que a torcida comenta, como é que ela comemora uma vitória, chora. Então, você cria um outro tipo de ambiente. O cara voltaria não só com elementos pra comentar melhor, como internamente contar as aventuras dele, como é que foi a experiência externa.
É isso. É, porque assim, eu acho... Eu concordo totalmente com você, porque assim, hoje em dia a galera é no estúdio, entra ali, foi numa faculdade, sei lá, entrou ali e começou a falar e tal de futebol. Nunca vi um treino, cara. Tem um treino, treino. O que o cara quer, qual o objetivo do treinador? Não, e outra coisa. Ou eu vi de... Antigamente você era repórter, o Trajan não contou em 70. O cara, pô...
E os treinos todos, sabe? Hoje você não pode ver, né? Uma outra coisa que você só descobre, verifica e vive se você está na rua. O Eulídeo, o grande Eulídeo Matos, que está aposentado, sempre diz o seguinte, você vai cobrir um jogo de futebol. Jogo num campo, jogo não num grande estádio.
O pipoqueiro que tá do lado de fora pode ser o personagem. Claro. Ele pode ser tio do cara que tá fazendo gol. Sim. Vizinho do goleiro frangueiro. Ou o cara, ele vende pipoca do lado de fora e nunca conseguiu entrar pra ver um jogo. Você pode fazer uma análise de um jogo a partir do pipoqueiro. A partir do cara que vende algodão doce. A partir do bilheteiro. Entendeu? Por exemplo, o Zagalo. Vamos dar uma experiência pra maluco. Até o policial que tá do lado de fora.
Ou aquele cara que fica de costas por campo o tempo inteiro. O Zagaro prestou... O Zagaro era PM na Copa de 50. Do lado de fora, no Maracanã. Não viu jogo nenhum. Então, isso aí você só vê, só verifica, só sente. Você tá perto. E perguntando, conversando, né? Outro fenômeno, né? Que agora também é redes sociais, né? É o PVC, né? PVC é o maluco do bem, né?
que é a grande virtude de você ser maluco do bem. Tipo o João Carlos de Canalha, né? Você bota os dois no mesmo... Não, não, não. São diferentes, mas eu boto os dois como malucos do bem, né? O PVC é aquele cara... O PVC é aquele cara de revista, de jornal, né? O PVC é uma coisa tão engraçada, que mostra bem o espírito dele, assim. É um centro tão leal, tão amigo, tão sem maldade, centrado naquela coisa, né? E pesquisar, saber...
ele parava o carro ali na rua da ESPN, e ele sempre cheio de livro, de caderno, não sei o que e tal, várias, eu tô falando, várias vezes ele ia abrir o carro, mas pra abrir o carro ele botava tudo em cima ali do teto do carro. Entrava no carro, ligava e ia embora, aí voava tudo pela rua, papel, livro, tudo. Você entendeu? A tabela do campeonato lúngaro. Da segunda divisão.
É bem PVC isso. Aí tinha que voltar pra pegar todo o carrinho. Então ele aí, uma vez, nós estávamos cobrindo não sei o que, uma seleção brasileira, e ele... chamaram a polícia até, porque ele estava com uma... porque ele sempre levou a famosa mochila do PVC. Que é pesadíssima.
É pesadismo porque ele leva 3 quilos de livro, 3 quilos de papel. Não tem nada de escova de dente, essas coisas. É a mochila do PVC. Ele botou assim a mochila e ficou pesquisando e tal. Mas era na saída de um lugar lá, tinha que passar carro e tal. E ele tava ali, o pessoal queria safir. E ele preocupado com a coisa ali, aquela mochila. Tiveram que chamar o guarda pra tirar ele.
as famosas mochilas do PNC um calhamaço de arquivos vocês cobriram juntos Copa ali que é 98 2000 e... a Copa da Alemanha que nós fizemos talvez tenha sido a Copa mais interessante em termos de grupo que a gente fez
E teve uma coisa, o Juca fala muito disso, o André Kfouri fala, foi muito marcante. A Copa foi todo mundo, foi de 2006, que foi todo mundo pra lá. É, e nós fizemos um negócio depois, quando acabou a Copa. Todo mundo presente lembra até hoje desse acontecimento. Nós estávamos num hotel já na Alemanha, já era em Berlim, afinal foi em Berlim. Foi, foi.
E já desmontando o cenário, aquela coroa toda. E a gente já ficou ali, sabe? Muitos chegando, já tinham jantado, outros não sei o quê. E foi juntando gente, todo mundo foi sentando assim, fazendo uma roda. Umas 30 pessoas. E um comendo um sanduíche, outro tomando cerveja, um vinho, não sei o quê. E aí nós ficamos até de madrugada. Comentando como é que foi a Copa para cada um.
Puta merda. Nós ficamos até de manhã. Tinha gente que foi, que já ia pegar o avião, uma parte, que saiu dali pra pegar o avião. Isso foi inesquecível pra todo mundo, porque foi uma troca de emoções, sabe? Começou assim, tipo 11 da noite, acabou 6 da manhã. Em volta, assim, como se fosse uma coisa indígena, sabe? Sim. Depois da final, né? Depois da final.
Eu, assim, sempre vi a cobertura de vocês da Copa, e eu acho que essa de 2006 é uma que foi todo mundo pra lá, e, tipo, a gente vai pra nossa primeira cobertura de Copa esse ano, e eu cara, eu penso muito nisso, de como eu via vocês, falava, caralho, que foda, galera. Será que um dia a gente vai com esse... É, assim, com esse ambiente, cara. Que diziam, assim, o que acontece é boa. Chegava a turma da SPN, mesmo em minoria, o pessoal da... Ih, chegaram os caras aí.
Tipo, vão dar trabalho. Vão dar trabalho. Então eu vou te contar uma boa. A gente... Sempre tem uma Olimpíada, Copa do Mundo, você compra um espaço no centro de imprensa. Você monta ali um estúdio. No IBC. No IBC, o famoso IBC. Narração, redação, aquela coisa. Programa, né?
A Globo tinha em frente a gente, mas o tamanho da Globo era 10 vezes mais. 50 bairros. É, tinha até uma secretária, pra você entrar, posso falar com fulano e tal. E a gente fazia programa ao vivo de madrugada lá. De madrugada. Isso na Alemanha? Na, eu acho que... Não, na Atenas, foi qual a Olimpíada? Olimpíada e Atenas. Aí a gente tava trabalhando, passava o Galvão, ele gravava o programa dele.
uma mesa redonda que tinha. Aí na porta, que tinha um corredor, ele, ô fulano, já mandou reservar aquele vinho lá, aquele vinho da Macedônia? Ah, sim, ó, estamos chegando. Reserva logo uma caixa pra gente e tal, vinho da Macedônia e tal. E a gente ficava ali comendo cachorro quente.
hambúrguer frio e tal, eu falei, deixa comigo. Quando acabou tudo, eu falei, gente, o negócio é o seguinte, todo mundo hoje sabe pra onde? Tomar essa porra desse vinho da Macedônia. Muita essa porra aí. Bota na conta da Disney. André, André, André, André que fúria. André, você que fala bem em inglês, liga lá pro restaurante. Tinha um restaurante lindo.
Que a gente passava toda noite aquilo ali, um sacrifício. Trabalhando. Agora vamos àquele restaurante que a gente viu a foto, que dá pra ver lá não sei o quê e tal. Liga lá e pergunta se tem vaga pra não sei o quanto. Agora, que tem o vinho da Macedônia. Quero tomar sapo. O negócio é o vinho da Macedônia. A vista, a comida, a vista pra acrópole, entendeu?
A gente entrevistou aqui Os primeiros personagens da ESPN Que a gente falou aqui foi o Ply Hall Foi, foi o Ply Hall E o Ply Hall conta isso de como as coberturas Da ESPN De 2002 ele vai sozinho Se manda ele pra lá Sozinho Meio ninja Mas não tinha esse espírito Na hora que a gente ia E aí
Eu já reuni a turma aqui. Pessoal, é o seguinte. Nós estamos em desvantagem. Tem um cara que... De vez em quando você entra no Instagram, não caem uns vídeos para você? Tem um técnico de periferia que é muito engraçado. Eu mando até para o meu filho. Eu não sei o nome dele. E toda hora cai vídeo dele, ele dirigindo o time. Então eu fazia como esse cara. Reuni o time. Então é uma desvantagem de gente.
Mas nós vamos ganhar deles. Agora, para ganhar deles e entrar para a história e todo mundo lembrar dessa cobertura, a gente vai ter que se matar. Não é o sonho de todo mundo cobrir essa porra? Cobrir uma Olimpíada, cobrir uma Copa do Mundo? Então não dá para relaxar. A gente só pode se cobrir bem se a gente ganhar da Globo.
Cara, assim, né? Como é que vão ganhar da Globo? O Globo está com 20 repórteres. A graça é essa. A graça é essa. Desafio é esse. Se a gente ainda perdendo, nós temos que dizer que vamos ganhar deles. Vamos meter medo neles. Vamos ter pauta mais criativa. Você entendeu? Vamos ousar mais.
Então, você ousando, sendo o mais criativo e o mais guerreiro, ninguém te segura. E vocês conseguiam fazer uma coisa diferente. Jogar contra o Flamengo do Felipe Luiz. Eu nunca era. E era nessa criatividade. Se você vai defender assim, não, não, vamos cobertura, mas você sabe, nós estamos com pouca gente, a gente vai cumprir tabela. Fazer aqui um negocinho. Peraí, pô. Não estamos aqui para brincar, não, pô. Pô, eu lembro que na África do Sul tinha umas matérias com restaurante de carne de caça. Era o Mafelo Duarte.
Marcelo Duarte. Marcelo Duarte. Curiosidade, né? Marcelo Duarte fez em Pequim também. Pequim, gente. Na Olimpíada. Na África do... E tinha um quadro que era o maluco, era o louco por Copa. Isso. Louco por Copa. É. Era muito bom. É, Bruno, nas pegadas do campeão, quando veio o Guga, aquela ali. Do Guga, é, cara. Aí foi legal na pegada. Eu falei, bom, a gente não tinha direito de todos os torneios, de alguns torneios.
Mas o Guga disputou uma série de torneios. Então, mesmo que a gente não tinha direitos, eu mandava uma equipe seguir o Guga. E fazer um revezamento para dar chance de todo mundo ir, os produtores, editores. Então, todo mundo viajou atrás do Guga. O mundo inteiro.
O André que foi incluído, foi porque depois que ele virou o primeiro do mundo, foi lá pra Austrália, sei lá, ele tava... O primeiro ganjado dele. Pegando onda, não sei o que. Foi pra Gold Coast. Mas vê como é que não é de publicidade, né? Pegado do campeão no nome. Pegado do campeão. A vinheta pegava assim, por trás. O campeão andando. Andando, só os pés. E era um sapo... Por acaso era Raider.
Falei, opa, que legal. Comercial pode ir atrás, pô. Pegadas do campeão. Você pensa que deu nada. Nada? Aí eu vou dar uma bolinha. Eu falei, a filha da...
Bota uma tarde nesse nome aí. Joga fora a finalidade. Agora, trajando Copa de 2014 no Brasil, tem um episódio que é obrigatório... Que é aquele que você tinha confundido. Aí é supeito também, prevê... Episódio obrigatório pra estudante de jornalismo, pra quem se amarra em futebol, é assistir o Linha de Passe pós 7x1. E o pré? Eu faço isso até hoje. E o pré o Mauro fala.
Expectativa de vocês. Expectativa de vocês. Aí o Trajano fala, aí o Mauro fala, a mesa mais ou menos tava no mesmo tom. Aí o Mauro fala, olha... Eu fui o primeiro a falar, né? Depois da derrota. Porque eu sempre abri. Cara! Eu fui o primeiro a abrir. Esse programa é histórico. Vocês não sejam em BH. Não, era aqui. Era aqui. Era aqui.
Que tinha um pessoal em BH e tinha um pessoal aqui. O Mauro tava em BH. É. Aí abriu. Gente, mano, que trolha, né? Que coisa. O primeiro a falar, porque ela podia pedir licença. Licença, eu tô com dor de cabeça, eu vou pra casa. De bode. Será que não dá pra falar amanhã?
Se era um tempo de colégio, você inventava pro pai assinar a caderneta. Não vai dar pra ir, né? Vai você. Pimba. Caramba. Foi triste, foi triste. Vai ter cada um, olha. O programa ao vivo.
É, eu não gosto de coisa gravada. É. Porque o gravado, você fica, é gravado, o vivo você erra e conserta e vai. É um organismo vivo. Sai até melhor do que o gravado. O gravado, mesmo que você faça falso vivo, tem um, fica um ar geladinho. Mas você tem essa noção que a galera assiste esse programa do Pós-71? Tem audiência, eu já entrei ali pra ver, tem um, uma visualização, né? É intenso até hoje isso aí. Até hoje.
Porque é um marco 7x1 E o programa que tinha uma audiência E vocês Nós metemos o pau o tempo inteiro Vocês veem que assim A gente avisou, a gente tá avisando Foi alguém que tava lhe alertando E tem uma coisa legal que é o seguinte
A gente o tempo inteiro criticou a Copa do Mundo por ir à construção dos estádios. Sim. Mesmo a gente... Ah, vocês são de esquerda. Não sei o que. Coisa nenhuma. Não quer dizer pra reclamar, vamos reclamar. Falar mal, vamos falar mal. Foi um absurdo aquela construção daqueles estádios todos. Elefante Branco. Elefante Branco. Elefante Branco. Elefante Branco, né? Era. Então não vamos aliviar a cara de ninguém, não. Se é isso, é isso.
Cara, é um absurdo cada vez mais claro. Se outro dia eu estive naquele estádio de Brasília pra final da Supercopa, né? O Corinthians foi campeão em cima do Flamengo.
É de um... O estádio tá largado, assim, o negócio não tem nada lá, cara. Sabe assim, tudo vermelho, aquela terra vermelha de Brasília, no estádio faltou luz numa final nacional. Não voltou a luz, assim, o VAR foi prejudicado durante um tempo. Sim, um negócio... Próprio o que fizeram com o Maracanã, né, trazendo, assim. Olha, eu peguei cada um do Maracanã. É.
Quando eu falei que era quintal da minha casa, uma das coisas mais bonitas da minha juventude, infância, assim, adolescência, né? Era ir ao Maracanã. Bom. Rapaz, mas era o... A gente ia em bando, né? A moçada ali do PEDA. É, e era simples. E ia ver jogo de qualquer time. Não era só do América. A gente marcava encontro lá na minha casa do pessoal do São Bento, que saía de várias partes da cidade.
A gente marcava o encontro ali na minha casa. Minha mãe até fazia uns lanchinhos e tal. E a gente ia em bando para o Maracanã. E ficávamos todos centrados no meio. E eu, assim assim, depois saía dali, iam jogar sinuca ali perto do colégio militar, sabe? Que coisa. Eu me lembro que havia um jogo antológico para mim. Santos e Mila.
Santos, bicampeão mundial. Chuvia pra chuchu. Santos e Milano, cara. É o jogo que o Poçosso joga no lugar do... O Almir jogou no lugar do Pelé. E o Poçosso joga pelo Milano, né? É, e um minuto de jogo deu a saída, o Almir já deu uma cacetada no Amarito. Aqui não, hein?
O Amarildo jogando no Minas. Esse jogo eu vi com o meu tio. O meu Pernambuquinho, o Estupelé no Santos. E o Carioca adotou o Santos. Então, quando acabou o jogo, os bares todos ficaram lotados. Cara, olha que maravilhoso. E esse meu tio, que era motorista de caminhão, que estava dormindo lá em casa, nós chegamos em casa umas três da manhã, assim. Nós fomos parar num bar, todo mundo comemorando, gritando, Santos, campeão. O Carioca aderiu, absorveu o Santos. Tanto que o Santos começou a jogar no Maracanã como estádio dele.
O futebol burino daquele? Agora você viu que havia uma coisa O jogo final não foi bom O jogo histórico Foi aquele que o Santos virou pra cima do Milan Que tinha perdido de 2x0 Na Itália Aí o Santos ganhou de 4x1 Pepe jogou demais naquele dia Aí teve o terceiro jogo Três dias depois, também debaixo de chuva Aí foi 1x0 o gol de pênalti O gol do Dalmo
Porque já não foi aquela coisa... A Gloriosa foi o jogo que o Santos tinha que virar. Aí provocou o terceiro jogo. Maracanã, que coisa. O Maracanã, eu vi Maracanã. Olha que coisa que eu vi no Maracanã. Que eu não vou esquecer nunca, né? Esse jogo. Os dois jogos.
Sururu, Flamengo e Bangu, que o Almi correu atrás dos jogadores do Bangu, que não queria que o Bangu desse a volta olímpica. É porque o Birajara teria se vendido. É, mas aí saiu dando porrada em todo mundo, apanhou também, porque ele encarava qualquer uma. Ah, é, então vou acabar com o jogo. Eu montava a volta olímpica. Já dava uns dois a zero, o Bangu, três a zero. Não, ia acabar. O Bangu era de massa naquela época. Sururu, envolvendo o Almi.
América Campeão Carioca, 1960, que é o meu último livro. Em 1960, né? 1960. E lá pra cá não ganhou nada de campeonato carioca. Ganhou a Taça Guarabara de 74 e uma Copa Rio em 80, sei lá. Porque o campeonato carioca naquela época era campeonato carioca mesmo, nessa pouca vergonha que é hoje.
Se você ganhasse Antigamente, todo mundo morria de inveja no Rio de Janeiro Porque tinha a Taça Guanabara E a Taça Rio O campeão da Taça Guanabara jogava o campeão da Taça Rio Se você ganhasse os dois, ele era campeão A Taça Guanabara era comemorada Como se fosse um título Campeão do mundo Sabe?
E porque ela chegou a ser disputada como um título só na época do estado da Guanabara, né? Ela foi disputada independente. A virtude maior de Campeonato 60, que aí eu escrevi o livro, que em 1960 foi que o Rio deixou de ser Distrito Federal, virou estado da Guanabara. Então é o primeiro campeão do estado da Guanabara, em 1960.
E aí, aí foi. Delícia completa. Eu tinha 13 anos. Cara. E agora sensacional. Afinal, claro, afinal, emoção. Estamos chorando, campeão. O América não era campeão desde 1935. Ela fazia 25 anos. Mas o jogo mais emocionante não foi esse. Foi o jogo anterior. Porque não foi a final América do Sul. Era a última rodada. Foi América 3, Botafogo 3.
Botafogo com garrinho cheio de D. Veja você. Botafogo fazia 1x0, o América empatava. Botafogo fez 2x1, o América empatava. Botafogo fez 3x2, faltando os 2, 3 minutos, o América empatou 3x3. Se o América não empata ali, ele ia para o jogo final com o Fluminense praticamente campeão. Entendeu? O América foi para a rodada final, o Fluminense jogando pelo empate. E o América tinha que ganhar o jogo.
Mas aconteceu o seguinte, o futebol é muito interessante, né? Quando acabou o jogo, o América não tinha charanga. Tinha não, o Zabiné, não era essa coisinha de hoje. Tinha a torcida, mas não era... Torcida, mas torcida. Tava com meu pai e tal ali. E a torcida do Botafogo, tinha o Tarzan, que era o chefe da torcida do Botafogo. Eles saem do lado de lá, com a charanga tocando, pá, pá. Acabou o jogo, né? E vem vindo, vem vindo.
Aí todo mundo da torcida do Amir, eles vão bater na gente. Meu pai, que tinha um jovem, ficam lá pra trás, vocês, nós vamos tentar ver o que é aqui. Todo mundo preparado pra apanhar, né? O cara era o Tarzan. Tinha muita gente. É, criança fora daí. A rapaz foi muito emocionante. Quando eles chegaram ali, eles disseram, calma gente, nós viemos aqui hipotecar a solidariedade.
E dizer o seguinte, que domingo estaremos juntos na torcida pra trazer uma charanga pra vocês. E aí, saímos com eles pela rua, a charanga, até a concentração do América, com a charanga do Botafogo. Veja você. Até a rua Gonçalves Crespo, perto da Campos Salles, onde era o estádio.
Você imagina, futebol é um lúdico. Isso iria, eu acho que hoje seria impossível. Impossível. Agora, como é que é isso? Estou achando assim, essa questão de até hoje ser americano, tem você, Escobar, ali...
Aquele coroa que fala pra tá com a mãe o Pé, assim, você tinha ido à América, pô! Ele tá na série D do Campeonato Brasileiro. Vai jogar pra portuguesa do Rio, portuguesa de esporte. Isso, é o mesmo grupo, né? Eu até tô combinando com o Flávio Gomes, que é torcedor. Vê um jogo América e Portuguesa junto. Porra, eu quero ir nesse jogo. Aqui, junto, aqui. Como o Flávio Gomes é pequenininho, mas já foi previdente da Leões da Fabulosa, ninguém vai me bater.
Vai na proteção. O negócio é o seguinte. Cara, português e América. O América não passa a mandar... Eu vejo jogos no América, no Cariocão TV. Cariocão TV. Veja você. Pra internet. É da fé. É, internet.
Mas aí eu comecei a adotar o Arsenal como meu time. Falei, tô cansado de não ver. Todo mundo fala dos seus times. Por que eu adotei? Por causa do meu filho, pô. Meu filho mora lá desde criança, torcedor fanático do Arsenal. Foi a maneira que eu encontrei de me corresponder com ele. Sim.
o futebol nos aproximou mais então quando vai ter jogo a gente tá cobrindo até o jogo vamos ganhar hoje, sei lá o que então a torcida pelo ar ele veio aqui me dar camisa ele liga e dizia, já tem a escalação vamos ganhar domingo então essa relação através do ar nos aproximou mais da relação pai e filho você falava de um cunho eu demorei muito tempo pra descobrir que o João era seu filho é
E ele tá, olha, ele foi pra lá com 10 anos. Já tá com 45, pra você ter uma ideia, quanto tempo ele tá. É. Casou, tem cidadania lá. Inglês, né? Inglês. Ele e a minha filha, a minha irmã, a Marina, também tá lá. E um repórter espetacular, né? Então o ar, então o ar, senão... A lei me decepcionou perdendo a Copa. Mas o menos importante, foi a Copa da Liga, menos... Mas você campeou o inglês, né? Mas se não for também, parei, viu?
o cara que é América escolhe o outro pra se divertir pra ter uma alegria, você ainda não tem aí eu vou torcer pra baseball a desbulei mas tem uma coisa com a América que eu lembrei aqui agora
Trajando, que foi voltar pra ele. Trajando. O último grande momento do América é a cena do Lázaro Ramos, de uma novela da Globo, que ele é América. Ele vai sair com a... Eu tô lendo quantas histórias num programa, não sei se vai lembrar disso. Tava na SPN e ele falou assim, pô, gente, tava vendo outra novela. Tem um personagem que é América, né? Ele é o Lázaro Ramos. Você viu o episódio de ontem? E o Lázaro Ramos tava contracenando com a Camila Pitanga.
E aí eles... Ela vai na torcida. É, aí ele leva, tipo, flertando para namorar. Aí ele leva ela num jogo do América. E aí o América vence o jogo. E eles voltam empolgados. E aí... Desnamoram o carro. Pô, é o grande momento do América. No América nos últimos... O que é? Um time como o América, ele serve para esse tipo de coisa. Como ele não faz mal a ninguém, e ele é querido por todo mundo,
Você bota uns personagens, vários clipes com o pessoal com a Camila Rua. Uma calé gravou com a Camila do América. A Fernanda Abreu. A Camila do América é linda. A Fernanda Abreu tem um clipe dela antigo também, que aparece um cara com a Camila do América.
Porque soa legal. É. Sabe? É charmoso. É bem sacado. É. Não, eu, por exemplo, cara, tem duas imagens do América. Uma que eu joguei futsal. A quadra do América era do cacete, um tempo atrás. Quando era moleque, né? Agora acabaram com o clube lá e... O América foi. É. O América foi. O ginásio era foda. Fundador do futebol de salão. É. No Rio de Janeiro. É. E foi bicampeão carioca. Eu ouvia todos os jogos.
Na época que era futebol de salão. Era futebol de salão. Time até me lembro, que era Nivaldo, Pavão, Babão, Maurício e Wilson Bafora. Sabe? Esse time ganhava de todo mundo. Mas era futsal. Apesar que o maior time de futebol de salão, eu acompanhei muito, o maior time de futebol de salão que eu vi na minha vida era do Vila Isabel.
Vila Isabel. Tem o clube lá até hoje. Mas não é. Tinha um Aécio que jogava muito. E o grande jogador do Vila Isabel veio jogar aqui no Palmeiras, o Serginho. Pergunta para qualquer conhecedor de futebol de salão. Qual foi o maior jogador de futebol de salão da história aqui de São Paulo? Serginho, que veio do Vila Isabel.
Então eu acompanhava Eu não perdi o jogo Eu morava na Força do Peno O América era na Campos Aires Mamão com açúcar pra um jovem Outra lembrança que eu tinha Eu sou botafoguense Foi a taça Guanabara entre o Botafogo e a América Fala isso aí
É filho do Ailton, não é? É o Cris Foi derrubado na área pelo goleiro Max, uma vergonha Esse juiz, eu encontro com ele até hoje William Nery, eu dou uma cacetada William Nery William Nery era o juiz Pênalti escandaloso 2007, pode ser 2006, 2007 E assim o América ia ganhar o que? Guanabara Você não sabe o que eu fiz nesse jogo
Pra ir, pra ver esse jogo, eu aluguei um ônibus. Ah, eu lembro. O Robert jogava na América. Ele jogava muito, era o craque do time. Eu lembro se você convocou a SP e ele, os amigos. Eu botei dentro do ônibus, saímos com o ônibus daqui, pra ver o jogo lá. Paramos em Resente, um bar esperando a gente. Cara. As moças que foram, o colega de trabalho, levaram sanduíches. A história é muito louca.
Era o futuro de ver o América do Meão. Tinha um bar do lado que a gente frequentava da SPN. Eu levei o garçom e o pai do garçom. Nunca foram também junto com a gente. Nunca tinha no Maracanã, Rio de Janeiro, nem nada. Saiu daqui São Paulo, Rio de Busão com a galera. Olha o lugar. Parou em Resende e foi para o Maracanã. Lá no Maracanã, a gente estava esperando a banda do Tutu, do Bangu. Eu falei, ó, a banda tinha até tuba. Eu falei, precisa de tuba, turba de calça branca e camina vermelha. Esperando a gente.
o pessoal já tinha comprado ingresso, eu pedi pra comprar ingresso, aluguei o ônibus, e nós levamos uma carga, uma meia de cerveja geladinha, e já tinha mais cerveja geladinha embaixo do ônibus, não de bagagem. Mandei fazer uma faixa com a América, onde estiveram a América, de 40 metros. Pô, você preparou?
As moças, além de levar o sanduíche e tal, aí que foi sensacional. Elas foram fazendo durante a viagem saquinhos com papel higiênico, com confete, porque quando nós chegamos no Maracanã, pegava esse saquinho e jogamos lá pra cima, pro pessoal jogar.
Agora, melhor não foi isso Daqui até o Rio de Janeiro Nós botamos um vídeo com o hino do América Aquele que vai Contra assim, que mostra a letra Pra todo mundo aprender o hino Daqui até lá De novo, de novo Seis horas Seis horas de viagem, pessoal aprendendo o hino Robert era o craque do América Que é o Curiosidades do time do América Jorginho era o treinador
tinha o Bruno Lazzarone no meio de campo Bruno Lazzarone que hoje é técnico agora tem o Vasco na intercessão de Diniz e Renato o Robert era o craque, o Cris era o centroavante o filho do Ailton jogou bem esse carioca
Tinha o Valber, não é o mesmo? Valber, Valber. É o Valber, Valber. O Valber era o quarto zagueiro. O maior maluco da história do futebol. Valber. É isso aí, era o time do América. Na lateral direita tinha um cara chamado... Na lateral direita era o Guerra, não? Guerra. E o Santiago era o quarto zagueiro. Depois jogou no Vasco. E o Santiago... Ó, a escalação. Everton, Guerra, Santiago, André e Maciel. Valber, Argel, Bruno, Lazzarone e Robert.
E o Julinho, e só o Cris no ataque, o Jorginho no técnico. Esse Maciel jogou no Vasco, lembra? No lateral esquerdo. Né, no lateral esquerdo, é. E o Botafogo é um campeão carioca, ele ganha a Guanabara do América e ganha... O Dodô que fez um ou dois gols. O Dodô, né? É, o ganha a Guanabara do América e ganha a Taça Rio do Madureira.
O William Nery acabou com a gente. O William Nery. Ele não deu nessa lance do Cris. Duas coisas. Não deu o pênalti, não expulsou o Rui Cabeção. Jogava no Botafogo. Jogava. Que deu um chute na bola. Eu acho que era o Bruno Lazzarone. Ele tinha caído. É. E a bola ficou perto. Ele deu um bico. Sabe? A bola bateu na cara. Que se o América vence, ele vai pra final do Carioca. Não, não só ia pra final. Ele ia ganhar agora na bara. Título. Título. Título. Volta Olímpica. É.
Eu lembro desse jogo. Eu lembro dessa expectativa. O Trajano falava todo pontapé inicial com o Dudu Monsanto. Não, tô preparando a caravana do América. O Dudu teve um... Pontapé inicial também, cara. O Dudu foi dirigente do... Serrano, né? Recentemente. Botou dinheiro lá. Coitado. É pior do que eu. Eu não tenho camisa do Serrano. E tava botando dinheiro no outro. Era o... Do América também tem. Pado do ano.
Não sei. Não, não, o Clemente é no Serrano também. Serrano. Que ele mora lá em cima, né? É que o Dudu assumiu essa bronca uma época. Eu lembro. O Dudu não fez também um rock, um livro sobre o Serrano? Não sei. Ele fez de 81. Sabe quem jogou no Serrano? Não, na Polina? Não, Tartar, pô.
Será que foi o goleiro do Fernando? O Acácio. Acácio. Mas foi lá atrás. É o... Finado, nosso amigo Gilção. Gilção Ricardo. Ele que indicou pro Vasco, Acácio. Tem goleiro lá que é boa. Garricha jogou no Fernando.
Nossa. Porque ele era de pau grande, que era embaixo da serra. Isso ali antes de ir pro Botafogo. No início ele não era nem Garricho, era Gualicho, que era nome de um cavalo famoso no joque. Então as primeiras participações dele, Gualicho, o cara que veio lá de pau grande. Logo depois virou Garricho. Você é o Passaí, né? Jogando assim, bem o...
Porque o Gondil era quintal de casa, então a gente não perdia jogo. Opa, vai ter o Flamengo, o Botafogo, vamos lá. Porque você ia perder o Garrincha jogando no Maracanã. E o que era o Garrincha jogando no Maracanã? Ah, era... Primeiro que era uma delícia, não queria que ele fizesse contra o América. Mas você viu, esse jogo famoso de Garrincha, que o Flamengo ganhou de 3 a 0, o Botafogo ganhou de 3 a 0.
que o Garrinche acabou, é um jogo histórico, que o Flávio Costa botou, tinha o Jordan, o Jordan na lateral esquerda, né? Que era da Mangueira, o Jordan. E o Gerson, né, no jogo. Botou o Gerson pra ajudar a marcar. O Jordan. O Gerson tomou um baile, até hoje o Gerson fica pau da vida. Ele é puto com o técnico. É, com o Flávio Costa. Ele sai do Flamengo por causa desse jogo. E o Flávio Costa também tem um diretor lá também.
Porque foram os responsáveis. Esse jogo, ele acabou com o jogo, assim. Era o auge, ele estava em forma, era uma coisa alegre, divertida. Tem muitas imagens desse jogo. Ali, ele ia aquele chupra lá, pra cá, pra lá, pra cá. Agora, depois, o problema do Garrincha foi você acompanhar a trajetória e vai ir vendo o cara de mim. Ele definhar, né? Ele veio aqui pro Corinthians, foi triste, sabe? Aquela imagem dele desfilando na escola.
Ali tá muito triste. Ele já tava sentado no carro alegórico. Meio inchado, né? Sentado no carro alegórico.
Ele já enrolaria ainda, né? Ele morreu com 49 anos, chegou a 50. Cara, é só isso, né? É, é. Agora, fenômeno, né? É todo mundo que viu jogar, você acha que ele é subvalorizado? Sim. Quando o tempo passa, aí vamos fazer a seleção de todos os tempos, o cara lá pra trás não entra, não. Não entra ninguém. O cara vai lembrar até de, sei lá, o cara que joga nada, vai entrar.
É, essa coisa de seleção do Tô Nostro vai passando na geração, né? A galera de hoje vai substituindo por uma galera que... Não sabe nem quem é o Gerson. Porque é surreal, né? O Rivelino, o Tostão. Gerson veio aqui com a gente, teve uma passagem, o Chay jogava no Botafogo. É, ele comentando já. Aí ele criticando o Chay no canal dele.
Solta a bola, solta a bola. Quem é esse velho aí pra falar do Chay? Esses velhos aí agora viram, abrem canal e acham que podem falar de futebol. Isso ainda bem. Um abraço do Chay, parceiro. Jogou na América, o Chay. Ele jogou tudo quanto é time.
Ele saiu do futebol de sete, eu acho. Isso. Ainda bem que logo abaixo desse comentário veio uma galera. Você mora onde? Você viveu onde? Você está maluco? Esse senhor aí foi o craque da Copa de Setembro. É um dos poucos remanescentes. É. Porque você pega a escalação da final. Félix. Carlos Alberto. Brito, está muito mal. Cadeira de roda e tal. É... Piaza. E o Vieraldo morreu cedo. Morreu há muitos anos.
Clodoal, tá bem ainda. Gerson, Bivelino. Jairzinho, não tá bem. Não tá mal, mas não tá bem. Tustão tá bem. Eu falo vendo quanto Tustão. É, o Tustão... O Tustão aqui é assim... O Tustão é uma figura rara. Rara, porque... Pensa bem.
Ele encerrou a carreira aos 26 anos. No auge da carreira. Porque tomou aquela bolada do ditão do... Aí foi operado, voltou, jogou a Copa de 70 no sacrifício. Foi no Vasco, no sacrifício, aquela coisa toda. Naquela época, quase que ele ia pra Itália. Nem foi, porque... 26 anos encerrou a carreira. Aí virou médico. Então ele não queria mais falar de futebol. À medida que o filho dele foi crescendo, começou a...
Pô, pai, e aí? Sabe, começou a se interessar, sabia que era filho do Tostão, mas ele era filho também do doutor Eduardo. Mas o filho foi questionando. Até que o Tostão começou a levar ele para ver um jogo. Aí foi, na televisão, no estádio. O filho que provocou, vamos dizer, ele...
a retomada pelo futebol. Eu tô estampo. É inteligente. Contratei ele pra ele, tirando ele da bandeirante. Ele perguntou assim, mas como é que é esse negócio mesmo? TV a cabo, estampo.
Mas vai fazer a Copa do Mundo, porque eu tô te chamando. Ele não tava à vontade na Bandeirante. E ele viu, eu tava com o PC Vasconcelos, a gente era mais bagunceiro, ele gostou mais disso aí. Sim, você tava ali. É, vem cá, vem com a gente e tal. É, ele fazia o apito final, né, lá com o Zuluva. Eu fiz um quadro com ele, que ele viajou a Europa toda. Eu gostava do nome, um tostão de prosa. Olha que nome simpático. Ele ia com uma equipe.
entrevistar jogadores brasileiros que jogavam na Europa. Não só, nós entrevistamos o Chico Buarque em Paris, o Romário quando jogava no Sevilha.
Não sei mais quem. Você viu no Valencia? Não, acho que você viu. Não, Romário no Valencia. Não jogou nada no Valencia. É. Por isso que a gente não lembra. Ele deu vaga pra que ele engolou. É, tem a história do Vampeta, né? Mas não só fora. Ele entrevistou o Reinaldo em Minas, não sei o quê. Mas eu gostava do Tustão de prosa. De prosa. Era muito legal. Waldir Blanc no Rio, porque é torcedor do Vasco. É, você já mistura. É o que é um cara... Pô, o Tustão é um cara muito culto. Igual em você misturar.
O interessante no canal de esforços é você poder fazer esse cruzamento. Na hora que você tem um tostão entrevistando o Aldir Blanc pra falar de futebol, aí ele perguntava de música, o outro falava por que que fez daquela... Sabe, enriquece o canal, não fica aquele marasmo de um programa atrás do outro falando a mesma merda, você entendeu? Muda, né? Quando fazia o pontapé inicial, qual era a ideia? Começar o dia com o negócio...
Tinha sorteio de livro, sorteio de CD. Era o quê? Três horas de problema? Não, acho que duas. E você falava também da rodada do Hard News? Claro, falava. Falava da rodada da tabela, mas tinha esse espaço. Receita de Silvio Lancelotti. Tinha uma porrada de brinquedinho de você na mesa. Comentava colunista de jornal. Coluna oi do fulano, falou isso, não é o quê?
Era muito engraçado. Agora, dois problemas que eu quero saber ainda, assim. Primeiro, assim, amigão e antero no Sport Center, esse produto Sport Center, né? É aquele produto americanás. Paraná, Paraná. O cara comentou ali o NFL e tal. Só que, assim, se tornou brasileiraço com os dois. Mas no início tu ficava porra. Não, não, eu achei que ganhamos a guerra.
Eu passeia desse princípio. Porque se eu desse o braço ao torcer, aquele canal inicial, que foi isso que foi, teria sido um canal como é o de hoje. Todo engravatado. Sabe, engravatado, com os americanos. Quando começou o canal, quando deixou de ser TVA pra virar a SPN Brasil, veio um bando de americanos pra cá.
Aí teve uma reunião numa sala lá, do Júlio, esse que me contratou. Sim. Aí, papapá, papapá, tum tum. Aí eles assim, tinha uma moça, ela que era diretora de programação lá da ESP. Como é que vai ser esse canal? Eu não entendo nada de inglês. Eu sou o diretor do canal, eu falo, ó, porra, nem o meu de inglês. Aí o Júlio, aí eu falo assim. E ela, como é que é? Como é que vai ser? Ah, segunda isso aqui, tá? É mesmo? Mas por que isso aqui? Eu falei, ô, Júlio.
Olha a minha paciência. Naquela época, eu era bem estouradinho. Falei, ô Júlio, a vida dessa mulher aí, que quem manda aqui no Brasil somos nós. Nós conhecemos o mercado brasileiro, a vida de brasileiro, e para ela não ficar piando, que ela está me enchendo o saco. Aí o Júlio traduzia de um jeito muito simpático.
Não falava nada disso. Você entendeu? Igual o... Ah, você sabe, tá, papapá, um ponto... O meu nome não é Johnny, meu irmão. Meu nome não é Johnny total. Traduz aí. É, eu falei, ô, Johnny, eu não falo inglês, mas eu entendo inglês. Você não falou o que eu queria falar pra ele. Fala aí, pô. Aí ele tentava amenizar, acompanhar... Aí eu dizia, ó, e eu era bravo. Dizão, é que é assim.
E outra coisa, não é eu enfrentar. Tem que confiar na gente. Se nós estamos aqui, tem que confiar na gente. Tem que ter um crédito. Tá sim, porque é Brasil. E eu queremos a ajuda de vocês. Queremos que vocês contribuam. Com imagens, com não sei o quê, papai e tal. Mas a programação tem que ser feita aqui.
Tem a característica. Cara do Brasil. Ô, porra, não é a SPN Brasil? Então bota a SPN em Los Angeles, pô. Não é, pô? Isso foi uma guerra. Cara. Foi uma guerra isso aí. Então, e quando molda esse Sport Center amigão e antigo? Aí o Sport Center sempre foi o xododo dos americanos. É isso. É isso. Mas é um negócio...
Porque o Westport, você vê filmes americanos que o cara tá vendo o Sport Center. O galã com a família vendo o Sport Center. Parece que no avião presidencial, não sei de quem, o presidente fica vendo o Sport Center. É o Jornal Nacional deles. É, o Obama. O Jornal Nacional deles. Resultado do basquete. Então havia uma pressão pra ter o Jornal Nacional. O Sport Center. Vamos ver esse Sport Center, que é até legal ter o Sport Center. Fizemos um cenário meio que é trefe.
Paulo Soares, juntei os dois ali, vamos ver o que que dá, né? Mas eu achava que não podia ser um negócio... Foram um jornal aqui pra falar dentro desse espírito de ser com a da brasileira. Agora eu não imaginava também que fosse dar tão certo. Porra, é um... É um nó de louco, ali foi sorte.
É, acabou que foi o entrosamento deles dois, né? Eles começaram a se entrosar. Eles superaram todas as expectativas. Eles começaram a ter uma independência e uma virtude de tocar pra frente. Chegou uma hora pra vocês que mancam, sabe? Eles que riem, eles que curtem, não sei o quê. É de vocês, né? É de vocês. Na hora que engrenou, eu falei, puta que sorte que a gente deu essa dupla. Aí eles ganharam o tamanho, o corpo, sei lá o quê.
a gente tinha orgulho que tivesse os dois. Caramba. Que bom que deu certo com esses dois. Pô, o dia que tive férias de um, puta, pelo amor de Deus, pô. É. Que eu não gostava que ninguém tivesse férias. É, porque o esporte seria amigão. Era amigão. Eu era tão louco. Não tem como surgir os dois. Exatamente. Não vá. Eu era tão louco que um tirava férias. Mas, peraí, você não pode, pô.
Como se o cara não tivesse direito de tirar a perna. Aí o cara vai assim, mas o Trajano tem que tirar a perna. Quem mandou engrenar o programa aí? Deu certo? Não é só em relação aos esportes, não. Qualquer outra coisa. É, o Linha de Passos é Trajano, Juca, PVC e Mauro aqui. Depois vem o Jão aqui. E o Milton Leite. Não, é aí. Tem com o Milton Leite. Boa essa coisa também, porque tem a... Depois vem o Paulo, Andrade. O Linha de Passos.
Muito tempo depois. O Linha de Passos que eu assisti aquela formação clássica com o Milton, você, que fure.
Paulo Vasconcelos, e aí já tinha o PVC entrando, né? O PVC. Aí o PVC Vasconcelos, o PVC, o Trajano... É o bom surdo de Mauro Serra. A minha lembreia, a barraca é do Aguinaldo. Aguinaldo. No programa do Bate-Bola. Ele falava de Lúcio, ficava na barraca do Aguinaldo. É, mas o Trajano Aguinaldo. Que vocês... Que tem um evento que eu acho que é muito louco, que é quando o PC sai, né? Vai pra Globo.
E vem um novo participante, um novo... Cajuru. Tava voando, né? Cajuru tava explodindo, era band. Tava, tava. Aí acabou que fizeram o mistério, vai entrar um novo... Não, não, não. Cajuru. Foi um fiasco.
O Cajuru tinha que dormir em Goiânia. Na verdade, na verdade, você tem que contar o seguinte, eu fiz uma SPN, me orgulho muito de ter criado, fiz muita coisa boa, mas fiz muita merda também. Tem muita coisa que errei, que olhando de fora, anos olhando pra trás, e até em termos de temperamento, quando você ficava mais nervoso, mais agitado... É, a galera fala disso de você. É, quando você ficava exposto. Hoje seria uma coisa impensável.
Mas porque era muito tenso. A gente, pra ganhar aquela história, era uma coisa de muita vontade de que a cor acontecesse. Raça. Raça, grupo, vambora, vambora. Sabe? Então isso, olhando pra trás, eu falo, pô, o senhor Fihui não faria isso. Mas teve dois personagens que trabalharam também no Linha de Passos. Cazuro foi muito pouco tempo. É. Cazug. Cazug. Cláudio Cazug. Cazug, cara. A gente solteava até, falava da cravata do Cazug, eu me lembro. É.
o mundo fantástico de Cláudio Cassulli ele sempre falava fila nos estádios a galera metendo o pau e ele não tem uma cena que é antológica no início da SPN a gente foi pra esse prédio onde está a SPN hoje, que é um prédio do Silvio Santos
E a redação, logo na primeira semana, estava bonitinha, caiu um aguaceiro. Entrou na redação, porque tinha um desnível, assim. Ficou água pelo tornozelo, sabe? Pelo tornozelo. Isso está gravado há pouco tempo atrás. Tem um programa lá agora que a gente fala de coisa do passado, com o Celso Zelt e tal. Aí chega a redação.
pessoal da redação, todo mundo, a equipe toda, com rodo, com papel, para tirar água, com pano, entra Cláudio Cassugui com um casaco, sabe, sobretudo.
como de tudo, gravar, guarda-chuva pendurado aqui, com aquela nobreza. É uma cena rápida. Define bem. Mas você sabe, eu voltei a S.F.N. depois de oito anos, com essa homenagem ao Antero. Mas voltei depois. Trinta anos no Sport Center. O Mendel que tava fazendo a matéria. Aí eu fui.
gravar lá no cenário hoje do Sport Center, isso já tem algum tempinho atrás. E quem estava gravando antes de mim? Claudio Cassu, que eu não vi há algum tempo. Cara, olha só. Mesma coisa, termo, gravata, só de cadeira de roda. Mas sem perder aquela elegância, aquela fleuma toda. Sabe, aquele jeito de falar, cabeça boa.
Eu falei, que impressionante. Era muita classe. A gente, para você ter uma ideia, essas coisas da S&P, a gente foi para a Alemanha agora, né? Os Dortmund e Stuttgart. Aí vimos lá, a Borussia Dortmund. Bayer, Stuttgart e Wolf. A gente começou lá de brincar com os times errados. De brincadeira, a gente começou a falar na rua, né? Tchau, tchau, tchau!
Aí alguém falou assim, aí alguém respondeu lá, tchau, tchau. E eles falam, o cara que fez é alemão, porra. Ele fazia o que alemão faz, cara. Tchau, tchau. Ele inventou isso. Eu não contei direito aquela história que a gente narrou errado. Isso. E tinha um alemão lá, pô. Não tinha contratado um alemão. É, é. O cara não sabia nada, o cara não ajudou nada. Ficou feito um pastel lá.
Ele não conhecia os times também. Também não conhecia merda nenhuma. Traz, anda. Tá aí que ele foi mandado embora, vem Guedes Verde. Porra, que figura aí também. Opa, que salvou a pata. Já gostava de futebol e nem dia. Nem dia, aquela coisa toda. Guedes Verde. Vizia na cultura, né? Mas você vê o negócio de etarismo? O alemão, o campeonato de luta, tá em vários canais hoje em dia. Ninguém chama o Guedes Verde.
Eu chamaria. Eu acho que ele fez pontualmente no Golt, eu acho. Ele não é fixo, não. Eu vi um vídeo do Golt. Não, ele faz no Golt. Nesses canais todos, podia ter o Guedes Verde. Claro que sim. Marcou, meu. Para mim é a voz da Pernambuco. Marcante, é. Por muito tempo era ele e o próprio Rogério, o Vogue aqui. A voz da ração do Vogue. Era dupla. Eu lembro, tinha um técnico alemão, a gente chama de Joaquim Lou.
Aquele da meleca? É! Eu lembro da primeira vez, se for um programa da SPN, entrou o Gerdi Venzel. Aí a galera, não, porque o técnico Joaquim Loh, não sei o que, passou a palavra do Gerdi Venzel. Cara, ele falou o nome do Joaquim Loh, assim. Eu não sei como... A gente, de brincadeira, chamava o Geraldo Vencerlau. Geraldo Vencerlau. Agora, na cultura...
Foi uma inovação, porque não tinha tantos... Foi a primeira vez que passou o campeonato alemão transmitido ao vivo, por exemplo. E tinha uma câmera, não sei o nome que se chamava, que aproximava mais os jogadores. Foi um show isso aí, um glow fantástico. E eu comecei a curtir aqueles jogadores. Até hoje eu quero saber, alguns já morreram. Eu era fã, por exemplo, do Eboá. Eboá. Eboá, sabe? O... O... O...
jogavam vários brasileiros, o Jorginho jogava lá sim, né? Dunga não, talvez mas tava aquele meia meia brasileiro? Não, tinha o Elber Elber, Giovanni Elber e aquele fortão que foi artilheiro tem o Queixada, né? Ailton Queixada
campeão no Vadedré depois eu fizemos uma matéria com ele na época que se fazia matéria ele tinha um vaquejada lá no interior não sei de onde e dava tudo geladeira, fogão papai noel da cidade eu não sei se ele tá vivendo na Alemanha até hoje o Cacau, a gente teve o Cacau com o Dedê a Calma Lins foi estútil até hoje fizeram a vida lá quem tava lá era o mineiro que tava lá jogo
O Mineiro tinha ido plantar até o final de carreira dele ali. Jogou num time de segunda divisão e ficou por lá mesmo, é verdade. Agora, Trajano, o posse de bola é o linha de passe raiz?
É outra linguagem, mas é uma reunião de amigos. Então. Pessoal que todos eles se conhecem bem. Dá enorme prazer fazer. O esquema meu é o seguinte lá. Segunda de casa. Sexta ao vivo. Que eu acho legal ir lá. Porque você encontra as pessoas e tal. É gostoso de fazer. E eu acho que no meio do que acontece em discussão de futebol, eu acho que passa...
O passe é legal. Eu acho que é gostoso. Entre nós, o teor do programa, a pauta. Não tem conflitos assim maiores. Porque o que a gente... A gente diz o Juca e o Juca e o Juca. É, não. Mas o Mauro e o Juca também se irritam. Aí é Corinthians e Flamengo.
O Júlio já solta a rida, ele já sabe que o Mauro vai... É, é. Ele já fala assim... Mas eu ali, eu tô numa fase que eu faço ali um papel do cara mais velho, que eu outro dia, eu falei assim, porque tem sempre uma abertura, né? Antigamente era manchete, eu falei, não é manchete, destaque, manchete é uma coisa curtinha. Aí agora mudou, destaque. Destaque, eu falei, ó, vamos começar a fazer um destaque aqui, diferente, peço paciência, que o futebol tem coisas inacreditáveis.
Ele te leva para a tristeza, quando o time perde, para a euforia, quando o time é campeão, quando vence. Mas tem uma coisa sublime no futebol. Agora o Vasco ganhou de virada no Fluminense. E eu fui dormir, tem uma coisa sublime, pensando nos meus amigos torcedores do Vasco, que eu não vejo há muitos anos. Um deles já morreu.
Eu ouvi você falar isso. Então eu caminho para um lado hoje em dia, destaque, você vai falar, não, o Vasco mereceu, não, não, o Vasco vai falar do que mereceu, o que o Arado Gaúcho, sei lá o que é. E o Gil vai pegar outro lado. É.
Eu tenho espaço para isso, vamos dizer. Então pronto. Não vou... Outro dia eu falei uma coisa parecida com isso também. Então eu tento ir pontuando. Ah, por exemplo, outro dia o pessoal caiu para trás. Alguém falou não sei o quê, do clube do Remo, do Maracanã. Não sei o quê. Não, eu digo, eu vi a seleção do Pará jogar no Maracanã. Eu vi a seleção do Pará. Tomou, se não me engano, de 6 a 0, 10 a 0, 11 a 0, sei lá o quê. Mas o destaque do time era o ponto esquerda.
Aí todo mundo, é mesmo? Cacetão que era o nome dele. Cacetão no destaque. Todo mundo caiu. O que o apelo dele era esse? Não, mas... Aí ficou... Perguntaram. Mas por que será? Não, mas o Cacetão... Aí eu falei, o Cacetão formou uma dupla com Lachicha. Peraí, trajeto. Eu tô dizendo, pega aí no Google. Lachicha de Cacetão, lembrando.
O cacetão, olha como é que é, aí pegaram o Tironi e pegou o nome dele lá. Norma, não sei o que e tal. O pai nasceu, é da Guiana.
O pai é inglês, a mãe é não sei o quê, papapá. O nome dele tem... Norman, Robert, não sei o quê e tal. Aí ele foi parar em Belém. E os maiores auxileiros da história do Paysandu. Paysandu. O Paysandu é famoso lá. Só perde pro Robigol, né? E você sabe quem era famoso que disputava a estilharida? O 40, pai do Quarentinha do Botafogo. Pai do Quarentinha. O Quarentinha. E ele era o Quarentinha. O Quarentinha era filho do Quarentinha. O Quarentinha era filho do Quarentinha.
Então esse tipo de história... Uma hora tirando a história do Botafogo até longe. Uma cabeça também diz. O Newton Santos. O desenhando ele. O Newton Santos era fantástico quando ele tava velhinho. Ele falou... Eu não sei porque tu senta do Botafogo. Dá tanta moral pro Heleno de Freitas.
Ele deu de frente, eu não sei porquê. Quarentinha. Cara, o Quarentinha é muito melhor. Eu lembro do... Ô Garrincha, você tá fazendo o que aí? Aí o Garrincha, tô desenhando. Sabe aquele boneco que você bota a cabeça? Que isso aí, Garrincha? Ele botou a cabeça desse tamanho. Quarentinha. Foi que desenhou o quê? O Quarentinha. E o Quarentinha, ele foi artilheiro várias vezes no Campeonato Carioca.
E tem um livro sobre ele Que ele ficou conhecido Com o artilheiro que não sorri As fotos Ele fazia gol e não Ele achava que era uma obrigação
A obrigação do atacante já foi na goiça. Então ele fazia gol, não saia dando cambalhota. Tem um de livro, o artilheiro que não sorria. Pô, bom. Agora, só um minuto. Você falou assim, eu tenho essa licença, né? Tenho esse espaço hoje pra falar. Eu lembro de uma linha de passe. Eu, meu irmão, meu irmão até hoje lembra disso.
Você tava comentando, linha de passe normal, aí botaram, né? Era o linha de passe segunda-feira, então tava falando muito em cima do que aconteceu no domingo, no sábado. Aí eu acho que teve alguma polêmica lá e tinha coletivo do Luxemburgo falando de alguma situação. Aí vamos botar coletivo do Luxemburgo, olha o que o Luxemburgo falou, depois pro pessoal comentar aqui na mesa. Aí entrou o Luxemburgo falando, o Luxemburgo falando. Não, porque fazendo aquelas analogias de...
De que o time adversário não pode ter facilidade na casa, né? Eu tô em casa, a casa é minha. Aí ele falou, ô, eu tô na minha casa. O cara vai entrar na minha casa, abrir a geladeira, pegar minha garrafa de uísque. Não é não. Aí passou batido, né? Ele citou outras coisas. O cara volta, a galera comentar. Tá achando assim.
Vou falar uma coisa aqui. O Luxemburgo acaba dizendo que isso é um absurdo. Isso é um absurdo. Quem guarda a garrafa de uísque na geladeira? Isso é só na casa do Luxemburgo, pode ser? Isso aí é um crime, pô. É um crime, crime. Vai pegar um doce ano de botar na geladeira. Você sabe que eu tenho uma com o Luxemburgo, mas aí era no cartão verde. Ah. O cartão verde levava os convidados, velho e quando. É. Aí um dia o Luxemburgo estava no auge. É pra ir de Palmeiras, imagina? É, aqui no auge.
Aí foi o programa, pá, pé, pé, pum, pum. No final do programa, o... Não sei se era o Flávio Prado, agora estamos nos despedindo, ele falou, peraí, peraí. É, e deixou para o final. Quero fazer uma reclamação para você, Trajano. O seu repórter lá da SPN, falou da SPN, pô. Fez uma matéria comigo, não sei o quê, pá, pá, pum, pum.
Aí falou um pouquinho, né? Aí o Flávio, agora sou eu que vou falar. Não para o programa agora, não, pô. Aí ele deixou. Eu falei, interessante, deixa pro final do programa pra vir confrontar. Aí ficou um bate-boca. Cara! E lá tem rede, tinha que sair do ar. É! Não, porque eu não sei. Teve outro programa do Cartão Verde, esse ficou famoso.
Tinha de vez em quando um assunto da semana, em maio da semana, sei lá o quê. Aí começou, o Flávio falou, o Juca falou, falou Trajano. E eu não concordei com o que eles falaram. Acho que ele em relação ao Raí. Falei, então me calo. Eu passei o programa todo mudo. Eles no início tentavam. Aí Trajano, o que você acha? Eu passei uma hora e meia sem falar nada.
Aí com o Austin falecido, o Austin Oliveto, que é amigo, aí falou, trajeram o melhor mau humor da televisão brasileira. Não vou falar nada.
Isso é muito bom. Agora, eu ia te perguntar, o Eurico proibiu esse prêmio de entrar no Vasco, né? Foi. E uma vez, narrando basquete, tem imagem disso. Ele pra cima do Milton Leite, foi uma agressão. Ele? Ele. O Milton narrando e ele botando o dedo na cara do Milton. Se não são bem-vindos aqui, saem daqui. Segurança, estão vendo aqui? Eu estou sendo coagido. Porque se você fizer um jornalismo pra valer...
Ninguém vai ser permitido entrar no clube. Ainda mais hoje em dia. É tudo, sabe? Vê as perguntas das coletivas. E não. E não os torcedores estão comprando isso, cara. Não, não. Eu vou fazer aqui um relato, porque o Antalene também sabe disso. Por muito tempo, a gente chegava, na época do auge da sua ESPN, com vocês ali, né? Chegava numa coletiva da seleção brasileira, era assim.
É, geralmente... Na coletiva da seleção até hoje é assim. É, então, mas geralmente era dado o microfone para o repórter da Globo, né, para falar. Para o trabalho. Para o trabalho. Ah, mas... Fazer aquela pergunta. Ou então aquela coisa, chama-se aqui ao vivo do Globo Esporte, então vamos fazer a pergunta aqui para o coletivo aqui. Aí, pá, pagou, né? O primeiro normalmente não é da Globo.
Não, quando tem ao vivo é o Gran Globo, aí vai pra mão de alguém no rádio. Isso aí. E aí vai pra uma galinha na rádio, que ele... Paraná te abraça, sei o que. Aí, aí... Parabéns, presidente, pela conquista. Obrigado pelos quitudes. Obrigado pela recepção. Agradece, cumprimento. Isso, aí cai na mão do repórter da ESPN. Aí vem uma coisa aí. Pra quem tiver na mesa...
Esses escândalos de Ricardo Teixeira que tá acontecendo. Saiu essa semana. Tal, tal, tal, tal, tal, tal, tal, tal. Eu queria que você pudesse... Você é o técnico da seleção. Eu queria que você falasse. Ou pro diretor. Diretor, tem alguma... Alguém vai vir falar sobre isso? Aí tinha tipo, o Rodrigo Paiva tava ali. O clima, né? Aí pensou assim. O anticlima. Aí o cara via. Aí todo mundo se olhava assim. Aí vinha o... Se fosse, por exemplo, um Dunga na vida.
Eu não falo disso. Só perguntar pra diretoria. O próximo Rodrigo Paiva já vinha. Que humilha.
filipão que eu quero saber que eu quebrava cara depois o repórter ia sempre pra mão da Kiumi pra dar uma aliviada
Mas eles foram os mais combativos. A gente era muito maldito em alguns lugares. Mas não porque ele queria ser maldito. Mas buscava a informação. A fonte primária tá ali. Você tá diante do técnico da seleção. Na semana saiu uma cagada. Diretor de futebol. Tem uma cagada do Carlos Teixeira. Manda a chuva na CBF. Você não vai perguntar? Ora, eu quero saber o que a CBF tem a dizer sobre isso. Cara, não é comigo. Dava merda. Eu vi assim.
Ele levantava o repórter de camisa vermelhinha e... Ih, calma aí. E aí, dá pra te perguntar o que... Foi com o Edinaldo ainda, não foi? Foi, foi Edinaldo. É, teve uma situação na ESPN atual, né? Que tiveram que... O que houve, cara? O pessoal foi suspenso por um dia.
Ah, tá, tá, tá. É. Rolando lá o Lino. É o... O Edinaldo. É o... O Paulo... Pedro Ivo. Todo mundo. O Jean Oide. O Jean Oide. Que ele tava na mesa. Ele me tirou, mas acho que foi falando do...
Era uma opinião sobre alguma ação ali. Eu não lembro o que foi, mas foi agora contra a CBF. Isso, uma opinião forte. Da atitude da CBF. Então, mas acho que o Edinaldo era o presidente. Acho que era Edinaldo. Mas aí ficou um ridículo, porque suspenderam por um dia e voltaram atrás no dia seguinte. Bom, é o tipo de acordo que podia ser resolvido internamente. Então, é, isso que eu ia te perguntar. Não, como é que você podia resolver?
Pessoal, vocês fizeram um programa ontem, não consultaram ninguém, foi chato. Da próxima vez, olha...
Uma hora você suspende, pegou tão mal, a repercussão foi... Que no dia seguinte, estava todo mundo de volta. Sabe? É mais ou menos como se fosse agora o negócio da Globo News lá. É. Como é o nome daquele negócio? Powerpoint. Powerpoint.
Que não é mais um powerpoint, mas é... É, powerpoint. É horrível, todo errado, né? Tentando incriminar o Lula como PT ali e tal. Houve uma repercussão imensa nas redes sociais. Aí pediram desculpa. Tudo bem, tem que pedir desculpa. Agora, a pergunta que não quer calar. Na hora que estava errado no ar, não teve ninguém para dizer, peraí, se você está errado, vamos falar... Continuaram falando em cima. Eram de mentir o estagiário. Por que pediu desculpa? Porque a pressão foi muito grande.
Era uma situação de que a SPN tinha fechado e comprado alguma coisa. Comprou a série B. Comprou a série B. Aí vieram e falaram assim, na verdade, pediram que a gente tivesse um assunto tão delicado que era para ser consultado. Olha, no programa de hoje, vamos falar sobre isso. Eu imagino que esse tipo de pressão deve ter chegado a você diversas vezes. Eu nem gosto de falar muito mais de SP.
porque é uma página virada na minha vida. Eu me orgulho de ter feito. Trabalhei com... Formei de muita gente. Aprendi com muita gente. Foram 21 anos. Muito, olha, intensos. Maravilhosos. Vejo a SPN e vejo o jogo. O campeonato inglês. Eu não vejo muito programa. Porque os programas são todos mais ou menos iguais. Eu vejo ele em bebê. Eu adoro, sou torcedor de Franca, por exemplo.
Eu tô sempre um viés, assim, meio... É, mas ficou nessa época, né? Exatamente. Mas até morreu agora o Marquis, foi um dos maiores pivôs do Brasil. Franca tem a tradição de basquete. Pô, com a família Rubens, algum peço do Helio. É, agora é o Helim, filho do Helio Rubens. E os tios jogaram lá, o francês, jogaram, né?
O falso que era parecido. Mas então, foi uma coisa que aconteceu. É que eu imagino você nesse lugar que eu ia perguntar assim, dessa pressão, como vocês eram combativos, tipo de chegar e... Tinha pressão na CBF, federação, federação, mas a gente resistia. Eu não sei porquê a gente era tão forte como grupo que não tinha ninguém de cima pra chegar e dizer, isso não pode.
Com esses caras não vão, tipo assim, a gente tinha um poder de grupo. É bom não mexer. É bom não mexer contra a Jânia e a turma dele. Que não era só eu.
Não vamos mexer com o Anterno, não vamos mexer com o Paulo Soares, não vamos mexer com o André Kifuri, com o André Pligal, com não sei mais quem, ppp, sabe? Isso aqui não era o respaldo da audiência que se chamou forte. Os caras sabiam que vocês carregavam gente ali, né? Vocês mexeram ali. Tinha muito isso. Que relevância. É, relevância. Tinha muito isso. Eu me manifesto pouco. Outro dia, já tem algum tempo que eu me manifestei.
Nem gosto de falar muito, porque eu continuo para virada, foi ótimo, legal, tem amigos lá, tem grandes amigos lá, torço para que tudo dê certo. Hoje quem está lá está muito bem, porque é uma empresa forte, paga bem, é sólido, tem que torcer que tudo aconteça do melhor para os que estão lá.
Mas a única coisa, uma das melhores coisas que aconteceram nesse mercado maluco que está o jornalismo esportivo, a empresa esportiva, é começar uma opção de coisas que dá emprego para uma gente. Exatamente. Isso aí é muito interessante, sabe? Não ficar limitado só aqui, ali. Tem oportunidade, vai. Se não tem, não vai. Exatamente. Tem que fazer outra coisa. Mas aí eu me manifestei, que eu achei de mau gozo. Foi o pessoal comendo o cachorro quente no ar.
Você é recente? Eu não vi. Não, tem um pouco. Não é tão antigo, não. Porque o Estado... De mal coisa... É a coisa de americano. A explicativa. Tem um campeonato... Hot talk. Tem um campeonato nos Estados Unidos... Tem de quem come mais cachorro. Quem come mais cachorro. O cara come quente cachorro. É sempre um magrinho japonês. Eles acham sensacional. Eu acho uma merda. De mal gosto. O cara fica empurrando... Você entendeu? Grosseira.
E pra divulgar esse dia... Fizeram uma disputa na redação. Na redação, não, programa ao vivo. Ah, quando eu vi aquilo, eu falei, ah, peraí.
que comia mais rápido, não sei o que foi de mau gosto, pô aí que eu me manifestei eles não gostaram, não gostaram mas daí em diante tem um algo que aconteceu semana passada aliás, melhores aí pro led, né cara mas o led tá internado, rapaz então
Melhoras pra ele. Mas parece que eu vi um vídeo dele, já vi publicações. É, o Lédio que ele vê um texto lamentando o momento do jornalismo esportivo, que ele tá cansado disso, que ele fala que tem discussões inúteis, tem muito ódio, muito rancor, muita perseguição, que ele tá cansado de conviver com isso. Ele vem de longe, né?
E que ele também tem alguns problemas médicos de visão, que ele perdeu um pouco da visão de um olho, problemas de caminhar. Isso me surpreendeu. De caminhar. E querer sair das redes sociais. E querer sair das redes sociais. Eu escrevi um texto me solidarizando com ele. Teve uma repercussão impressionante. Impressionante. E depois, agora eu soube que mais recentemente ele está internado, mas está sob controle, porque deu um probleminha das taxas subirem muito e tal.
Não está num momento fácil da vida dele, mas ele está recebendo tanta solidariedade. É muito querido. Muito querido. E aí até o fato de ele estar na ativa...
Eu até quando eu escrevi, eu falei, você não pode largar, o jornalismo de esportivo precisa de você. Esse pessoal mais velho não pode abandonar. Tem tempo que nós temos que lutar. Enquanto a gente tiver força, não é lutar por lutar, não é lutar contra ninguém. É lutar por você mesmo. Isso, é. Você entendeu? Para se manter ativo. É preservação de um estilo, de um tipo de olhar ou jornalismo. Claro. Não quero derrubar ninguém, não sou contra ninguém.
Eu só acho isso que eu falei pra vocês. Gostaria que essas pessoas que comentam hoje, que saem ou da faculdade, ou é o primeiro emprego, que tivessem vivência também na rua, pra poder comentar se ele é benéfico pra elas, pra carreira delas. Entendeu? E como funcionam as coisas. Agora, me surpreende que tem muita gente boa. É. Muita gente... Quer ver uma coisa pra dar um exemplo? Rafael Oliveira. Bom. Eu acho ótimo. Agora, sabe o que eu faria com ele? Mandava correr coisa aí.
Eu quero que você vá, assim, vai fazer o jogo da Série C, vou te mandar para a Europa para ver o jogo do campeonato italiano ao vivo. Mesmo que não tenha, não sei se ele está comentando, a gente não está transmitindo. Vai lá, dá experiência. Vai lá, convive com a imprensa italiana, vê a imprensa italiana, vê um jogo no estádio, depois volta, vai ver, sabe? Porque ele tem tanto, ele é um PVCzinho, né? É. Né? Então, por que o PVC se enriqueceu? Porque o PVC começou a ter acesso... Aos técnicos.
Açaí. Açaí. E os eventos inocres. Ele começou a fazer jogos internacionais, jogos da Copa do Brasil, campeonato brasileiro, campeonato inglês, Copa do Mundo. Sabe? Isso foi enchendo-se de informação, de conteúdo. Não, ele ligava pro treinador. Claro. Em algum momento ligava, pô, Filipão, não, tanto a reunião lá, ele vai, né?
De 14, por exemplo. É, foi ele. É, mas ele ligava pros caras. Renato, e aí? Gente, isso foi tudo. Isso, pô, de técnico, então, porque a gente vê jogo hoje, né? Você não... É, você não pode ver trabalho, né? Tático, técnico. Pô, a gente viu um treino no Galo recentemente, assim, você vai... E conversar com o técnico, você aprende muito. Por dia assim, por que não bota tal cara? O cara chega, o cara chegou a esse cara. Tá caindo pelas pernas, não treina. Tá manco da perna esquerda. Puxegando, paladinho.
No treino não faz um gol há três meses. É, mas ele entrega profundidade. Entrega, sim. Ele entregou profundidade. Não é assim. A gente viu o trabalho tático ali, um pouco de cruzeiro e de galo. Cruzeiro também. Cruzeiro do Jardim também. É, mas assim, e conversar com o jogador, com o treinador. Tem jogadores que eu sei, pô, o cara, sei lá, o cara tinha que sair com 60 minutos.
Não, esse cara só joga 60 minutos. Hoje você não acompanha o treino mais, não pode me entender. 15 minutos e fecha, né? É isso. Só pra fazer umas imagens ali. É, fazer umas imagens e olha lá. Mas eu acho que na boa dá pra você fazer isso com os conectaristas. Chegar nos clubes, pô galera, a gente vai fazer aqui uma imersão, sei lá. Botar a galera que vai ver treinamento, como é que funciona e tal. Agora, nós estamos vivendo momentos que a gente nunca imaginou passar.
Eu vi uma entrevista da menina, é uma menina, diretora de marketing da Nike, justificando o Vai Brasa. Com todo o respeito à carreira dela, que deve ser uma carreira ainda em formação. E essa galera trazendo no marketing, a referência é outra. Não tem nada de nenhuma. Foram que as pessoas falam isso, que ela ouve esses gritos na arquibancada, na torcida.
O América queria transformar em bravinha, um símbolo, que era o diabo. O América era a águia. Isso era o Jorginho. Era o Jorginho, que era evangélico, queria tirar o diabo e botar a águia. Águia gloriosa. Mas tem escrito nosso chamado Diabo da Tijuca. Então são certas coisas, que eu nunca imaginei. Por exemplo, eu fui com o Juca ou o Juca não.
de botar aquela coisa do Michael Jordan. Não, porque é a marca, não sei o quê. É o Air Jordan, né? Eu quero que se dane o Air Jordan, tudo bem, os maiores atletas do mundo. Eu queria ver o Pelé dando soco no ar, o Garrido, sei lá o quê. Ah, não, mas tem a ver com a Nike. Então o Maca também se influencia de um jeito.
sabe? Porque o futebol, o futebol é um grande negócio, corre muito dinheiro, os jogadores são contratados, a gente fala, o grande jogador, o jogador mesmo morre de fome. Se você pegar, quantos profissionais tem no futebol brasileiro?
20 mil. Isso. 19 mil, ou 18 mil. Estão na relação... Estão no salário mínimo, trocando de coisa. Fazer bico. De três em três meses. Não tem onde cair morto, né? A Série B do América lá, por exemplo, que eu acompanho, os jogadores são sempre os mesmos. É. Eles ficam circulando entre... Tem cara que jogou no América mais cinco vezes já. Sim. Aí jogou no Macaé. Sai do América, vai pro Macaé. Vai ter calendário. Vai ter calendário. Pro Aldax, não sei o quê. A vida deles é ali. É.
Já estão com 32, 34 anos, não sei o que e tal. Você pega o currículo dos caras, jogaram em cada país, você nem acredita. Jogou nos lugares, você nunca imagina ter futebol lá. Aí o cara, pronto. Tem uma história aqui, o Paulo Sérgio jogou aonde mesmo, cara?
Eu sei do Ailton Turcumenistão. Turcumenistão. O Ailton Volante. Não, o Ailton foi no Iraque. Iraque, é. Aí perguntei pra ele assim, o Ailton Volante, que foi do Flamengo. Botafogo. Botafogo, meio porradeiro, pesadão. Cara, você morou no Iraque, ele veio aqui, né?
Aí ele, pô, morei. O que em Bagdá? Ele foi técnico no Iraque, foi o Zico e o Edu. É, mas um outro... O outro Iraque. O outro Iraque. O Saddam, mas... Porque o meu irmão, você rodava o Iraque de busão, assim, pra jogar. Passava barricada. É, cara, assim, o cara vai nessa, cara. Aí você explodiu uma bomba uma vez, perto do hotel, mas nada demais. Mas tira... É, não, eu tirei de letra. Eu dei de calcanhar pra...
Mas tirando esse negócio aí, que são os ciganos, né? É. O cacheiro viajante do futebol. Sim. Esses que ganham muito, os grandes cineses, é muito... Qualquer perrapado aí, ganha 700 mil por mês. Hoje é...
um milhão por mês, o cara é reserva, não sei de quê, sabe? Porque esses craques que nós falamos aí, Tustão, Gerson, Riverino, ganharam dinheiro pra época, mas nem se compara. Não. Nem se compara. Conseguiram comprar um apartamento aqui, outro apartamento ali, um posto de gasolina ali, não sei o quê, e ficou por isso aí. É, o que garantiu foi a imagem que eles criaram e trabalhando, continuam trabalhando.
O Zico trabalha. Sim, exatamente. A área do Zico não para. Tem todos os embaixadores. Diretor. O que você acha do Zico, Trajan? A gente sempre ouve que é o cara mais simples, que trata todo mundo com a gente. Foi assim. Primeiro vamos falar como jogador. Vamos falar como criança, né? A imagem que eu tenho do Zico... Você é o cara do Maracanã.
Antes do Maracanã até, ele ia no treino do Edu e do Antunes, dos irmãos mais velhos, e ficava atrás do gol, pegando as bolas que saiam por avó. Tu lembra dele assim, cara? É, conheci o Zico assim. Teve um jogo que o pau quebrou no Olaria, na Rua Bareri, dia do meu aniversário, inclusive. Estava ele com a mãe na arquibancada, brigou todo mundo. O Almir estava no América, deram um soco na cara do Edu, abriu aqui o Edu.
O Zico lembra bem disso, tava ele e a mãe vendo o jogo, ela era nervoso que o irmão tava brigando. Cara. O Zico é um ótimo jogador, eu concordo com o Mauro quando ele fala isso.
Eu acho que o Ronaldinho Gaúcho também está nessa linha. Mas o Zico, pela continuidade, porque o Ronaldinho Gaúcho é um desperdício, né? Podia ter jogado mais tempo. Mas foi um cara completamente fora de série. Um artista. Um artista pela bola. Outro dia eu vi uma jogada deles no Barcelona, que ele passa por metade do time. É um coisa impressionante. A grana de olhar para um lado e passar para o outro. Habilidade com objetividade.
Mas assim como carreira. Carreira. Eu acho que o Zico, depois do Pelé, foi o maior jogador brasileiro.
Assim entra, eu acho. Por isso que esse endeusamento... Ele foi numa época a áurea do Flamengo. O Flamengo ganhou tudo com ele. O Flamengo foi várias vezes campeão carioca, campeão brasileiro, campeão do mundo. Ganhou o primeiro título com ele, né? O que que faltou? Aí tem uma frase boa do Fernando Calasães. A Zico não foi campeão do mundo. O Dani se é a Copa do Mundo. Ah, essa frase é do Calasães. Azar da Copa. Você entendeu?
A Zona Copa não viu um Sócrates campeão do mundo, um Zico campeão do mundo, um Focão campeão do mundo, um Leandro campeão do mundo. Mas como carreira, e mesmo com aquele problema onde ele teve que fazer cirurgia, não sei o que, mas na época, são os anos 70 ali.
70 pra 80 o Flamengo ganhava tudo é de 75 em diante é incrível né é o maior tirador da história do Maracanã que você tanto frequentou é o Zico cara, sensacional e o maior jogador da história da minha história é o irmão dele e o Edu tá tudo em família que já esteve aqui também os dois estiveram aqui Eduzinho figuraça vou dar um abraço pro Edu que foi enredo
Foi, né? De uma escola de samba de Niterói esse ano. Não é de Niterói, desfila em Niterói. Desfila em Niterói, é América, samba e paixão. Além de eu ter uma novidade em relação ao próximo ano. Ih, quem será o Henrique? Mas não posso revelar ainda.
E o Zico desfilou. O Ricardo. É, pô, ele foi lá. Ele falou, pô, encontrei com o Zico, não lembro. Ele falou assim, ué, óbvio, o Edu desfilou no meu desfile, que ele foi em homenagem. Não, e o Eduardo era o Edu. É. A escola de samba é o do América, o Ricardo, que é o louco de pedra. América, samba e paixão.
O Botafogo tá samba clube. Mas tá tirando só pro Caí. O América é tipo de Niterói. O América é tipo de Niterói. Niterói é mais barato.
O gruminho? Não, porque se você desfilar, porque tem aquelas escolas que desfilam lá na Cogão. Tem nele. Tem nele. Tem que pagar uma grana pra prefeitura. Uma grana, sabe? Então, pra não pagar essa grana pra prefeitura, o América já atravessou a ponte e foi pra Niterói. Eu tô sabendo.
Cara, sensacional. Queria pedir palmas para José Trajano, que esteve no Charla Podcast pela primeira vez, cara. Tem muita coisa que não deu tempo de... Falando assim. Trajano realizou uma parada que eu tenho sonho de fazer isso. Morou ontem para a Itália, né? Trabalhando, né? Morei com o Socrates, né? Com o Socrates, né?
Cara, eu falei no documentário, quais são, em cinco episódios, do Walter Salles Jr. Em maio, agora, eu acho que vai pro ar, e conta essa, eu dei várias declarações, conta essa história na Itália, quando eu morava com ele.
E foi uma época muito... Foram alguns meses morando. Você trabalhava pra... Algumas coisas daqui? Não, eu mandava coisas pra Bandeirantes, escrevia algumas coisas pro placar. Mas você imagina, você ia morar com Sócrates na Itália? E Firenze, eu li rumo. Firenze. Não era nem Firenze, era uma cidadezinha próxima a Firenze. Ele jogava na Fiorentina. Como se fosse a periferia. Aham. Periferia... Mas mais residencial. Chamada... Como é que era? Daqui a pouco eu lembro o nome. Que era perto de Florença.
E ele todo dia ia pro treino de lá, morava no alto de um morro, uma casa legal. E eles foram gravar lá. A casa existe ainda e tal. Foi um momento... Bom, né? Tem uma história nessa época que você pode contar pra gente? Eu escrevi o Carnaval, por exemplo. Teve um Carnaval, o Sócrates, muito festeiro, aquela cura. Resolveu fazer um baile na casa dele. Baile de Carnaval. Ligou pra todos os brasileiros que moravam, que jogavam lá.
Foi muito, eles ficaram, vários foram com família e se hospedaram no hotel próximo, Gracena, que é o nome do lugar. Se hospedaram no hotel, que a Fiorentina até tinha como concentração, muito próxima da casa dele. Foi o Zico com a família, o Júnior com a família.
né? E aí, eu lembro que antes do carnaval, a gente pintou coisa, eu ajudei a decorar a sala com serpentina, ele ficou gravando, gravando música de carnaval. Bom, aí tudo bem, vai começar a festa e tal, a imprensa toda do lado de fora, por esse italiano, você imagina esses craques todos lá na casa dele, mas foi o time da Fiorentina, ele convidou o time da Fiorentina. Só que os jogadores italianos que foram, foram como? De terno e gravata.
Pro baile de carnaval. Bom, primeiro que entrou, o Sócrates ia pedir uma tesoura e... Começou a cortar gravata nos caras. Rapaz, eu me lembro do Antônio Ione, que foi um craque italiano. Ah, que seleção. Hídalo. Ele chorava, ajoelhado. Falou, minha mãe que me deu essa gravata. Custa uma fortuna. Não quero saber carnaval de gravata, não.
Essa festa durou até de manhã. Até de manhã. Era demais. Não, e outra coisa. Pera, tinha outra coisa. É, pô. Eu acho que é o áudio da coisa. O Socrates falou comigo assim, Trajano, sem lança-perfume não tem carnaval. Eu falei, como é que tem lança-perfume aqui na Itália? Ele falou, eu já sei. Tem um cabeleireiro.
que faz o cabelo da Regina, que era então mulher dele, talvez ele tenha alguma solução pro nosso problema. Laque. Laque. Aí tinha várias coisinhas de laque. Tubos de laque. Quando entrava as pessoas, além de quem tivesse de gravata, a gravata era cortada. Espirrava laque. Laque. Não, jogava no lenço e botava aqui pra ver se o cara tirasse o laque.
Não dava efeito nenhum, pô. Não dava efeito nenhum. O que aconteceu durante o baile, a festa? Um com o nariz amarelo, outro com o nariz vermelho, outro com o nariz aranjo. Não tinha efeito nenhum, mas ficou todo colorido. E o Sócrates gostou daquilo, a senhora diversão.
Ele é muito próximo do Gustavo, né? É, o Gustavo. O Gustavo é amigo, Gustavo. Trabalhou na Suécia. Trabalhou também, jogava no time de futebol. É. Advogado. É um gento. É. Saiu do Vitória. Ele parece mais o Raí que o Sócrates. É verdade.
sensacional, cara. Obrigado, Trajano, por ter me aparecido aqui ao Chá. Sucesso pra vocês. Quando for horrível, eu vou visitar vocês lá no Ainsenso. Por favor, vai ser uma hora. Almoçar no Salete. Isso, que a gente... Almoçar no Salete, que é próximo. Que é próximo. Salete pra quem não sabe, né? É.
Meu pai frequentou muito. É muito antigo. Muito antigo. Eu morava na mesma... E tem a melhor empada de camarão da cidade, do Rio de Janeiro. Ah, absurdo. Aí a empadinha é um absurdo. A empadinha é um absurdo, né? Tem um negócio... A gente foi lá e estávamos com o Evariz. Arroz de camarão. Arroz de camarão. Arroz de camarão. Também. Estamos com o Evariz. O Evariz é viciado na empadinha de lá também. É. Tem de queijo e cebola. Quem conhece, não esquece a empadinha de camarão do Salete. Isso aí. Já está marcado aí. Tá. Eu passo lá.
Tenho a certeza do seguinte, ó, tô sempre acompanhando o Poste de Bola, muito fera, e que a SPN do Otrajano fez parte da nossa formação com os funcionários. Maravilha, eu tô esperando o Leandro voltar no programa pra imitar o Evarito.
Aí, Leandro, tá com moral, hein? Pô, o bochecha é fera, cara. Começou no América, pô. É, é. E tem que dar pra ele o crédito. Foi o primeiro cara que contou a história do Marista. A partir do Leandro, veio todas as outras. Isso aí. Show de bola, ó. Fala comigo, Paulinho. Temos de falar dos nossos patrocinadores. Primeiro, o Açaí Atacadista, que é o atacadista oficial do futebol brasileiro. Mano, serve pra quem vai fazer aquela compra, fazer aquele churrasco. Isso aí.
ver o futebol e serve também pra você que tem um comércio, cara, pra reabaixer o seu estoque e tudo mais. Patrocinador do Brasileirão Série A, Série B e também da Copa do Brasil. Pensou futebol, pensou açaí. Baixa o aplicativo, meu açaí, você vai ter os melhores preços. O desconto do desconto. É, o aplicativo pra você baixar tá aqui no QR Code, beleza? Aí você vai no QR Code, baixa o aplicativo, meu açaí, desconto do desconto, beleza? Tamo junto, açaí atacadista. Bom jornal da pizza, espera, Trajano.
na hora que ele quiser, chega forneiria original, é a melhor pizza do Brasil não sou eu que tô dizendo, Beto Júnior é o iFood, elegeu duas vezes duas vezes, o melhor delívio de pizzas do Brasil, ah mas em São Paulo não entra, entra óbvio que sim em duas franquias aqui em São Paulo, sensacional uma no Itaim, bebi
É pelo centro Forneira original, vamos mandar pizza pro Trajano Show de bola, cupom CHARLA10 10% de desconto em qualquer pizza que você pedir No Brasil, veja se na sua cidade Tem forneira original, beleza? Já lançaram, fica ligado no cardápio da forneira Já lançaram pizzas pra Páscoa É uma novidade lá com pipoca doce Caramelo de bacon
A forneria vai imovando. Procura aí no cardápio que você vai ver. Show de bola. Tamo junto. Forneria original. Brama. O Charle é Brama. O Charle é Sabe. O Charle é Sabe. O América ainda não está na Sabe. Mas pode entrar. Exatamente. Sociedade Anônima da Brama. Sociedade Anônima da Brama. É o seguinte. Você compra a Brama. 10% do valor da compra que você fizer na Brama. Tem que ser no Zé Delivery. Vai para o seu time de coração. Então tem vários times. Os quatro do Rio, por exemplo. Sim.
São Paulo também Se tiver a galera reunida aí do América Se o América entrar aí, você vai comprar a Brama pra ver o joguinho É isso aí Seguinte, ó
Se for Brama 0, 20% do valor vai... Vai dobrar, comprando no Zé Delivery. Show de bola. É a sociedade anônima da Brama, é a Sabe. Tamo junto, Brama. Tamo junto, Sabe. Beleza? É isso aí. Esporte em Bet, a casa de apostas que patrocina o Chala Podcast. Sempre aquele recado pra você. Cara, apostas esportivas é entretenimento, não é investimento. Tu não vai ficar rico com essa parada. É só pra você dar um olho ali, uma brincada durante a rodada. Beleza? Não se comprometa financeiramente. Beleza? É isso, Betão.
Vai se divertir. Você vai assistir o jogo mesmo, vai dar uma frase afezinha, mas aquele troquinho do pão e essa brincadeira é pra maiores de 18 anos, hein, galera? É isso. A sua fezinha na Sporting Bet, as melhores odds do mercado. Beleza? Tamo junto. Fechou. Trajano, até a próxima. Um abraço. Valeu. É isso. Um honra aí, Trajano. Tamo junto. Que honra pro Charla, cara. José Trajano, estreia no Charla Podcast. Tamo junto, aquele abraço. Tchau. Valeu.