#702 - Juninho Paulista [Pentacampeão com a Seleção Brasileira]
A Charla de hoje é com o ex-jogador e dirigente, Juninho Paulista.
- Carreira de Juninho PaulistaInício no futebol · Experiência na Premier League · Participação na Seleção Brasileira · Lesão e recuperação · Retorno ao Brasil e Vasco
- Desempenho de Clubes BrasileirosFormação de jogadores · Identidade do futebol brasileiro · Desempenho em Copas do Mundo
- Campeonato Brasileiro de FutebolDesempenho na Copa do Mundo 2022 · Comparação com outras seleções · Futuro da seleção
- Viagem acadêmica à EuropaVivência no Middlesbrough · Impacto da Premier League
- FutebolDesenvolvimento de ligas no Brasil · Identidade e ídolos no futebol
Fala, galera. Ó, charla podcast no ar. Em dia de seleção brasileira, eu tô uniformizado. É. A parada é a seguinte. Olha lá, olha lá em cima aí. Você que tá aí vendo a gente agora. Vai no post do Cantarelli. Essa é a camisa da Copa, pô. É, eu sei. É aquela ali do Paulinho. Isso, amarela. E você vai no post do Cantarelli fez no Instagram. Olha nos comentários como a galera tá apoiando aí.
É muito louco isso, mas já acontece. Informizado, é que é o Brasil. É, não sei. É esse desenho aqui, ó. É, tá aqui. Eu gostei. Seguinte, ó. Voadora no peito do like. Quanto mais like a gente tiver, pra mais gente aparece a nossa resenha em Dia de Brasil.
Temos um pentacampeão do... Porra, isso é caralho, né? Isso é especial. Era pra ter jogado mais Copa, tá? Sim, é... Futebol é brabo, né? Mais jogador como ele, que tava falando quando ele chegou aqui. Porra, habilidade, velocidade, condução de bola. Amigo...
volantada, zagueirada, não perdoa, né? Magrinho, meu irmão. É, vocês jogaram no limite ali, ó. Mano, ele, Sávio, eram os caras assim, né? Paulo Nunes. É. Caralho, mano, os caras iam pra cima. Os caras perderam cartilagem assim, ó. Lembra do Sávio falar assim, não tem mais cartilagem do Torozeiro. É.
Seguinte, ó, Vandona no peito do like. Quanto mais likes a gente tiver, pra mais gente aparece a nossa resenha. É o Charludo, que é Charludo de verdade. Segue o Charludo em todas as plataformas. Então estamos no Spotify agora e também no YouTube. Você que segue a gente no Spotify, somos por lá o podcast esportivo mais acompanhado do Brasil. Se inscreva no YouTube. E você que já assiste a gente no YouTube também ouça a gente no Spotify.
Passa esse crossover aí. Isso aí. Se você não dá moral em nenhum dos dois plataformas...
Tem que seguir nas duas, pô. Tem que ir com a gente aí. Arroba charla podcast nas redes sociais. Daqui a pouquinho os rios e os rios vão estar lá, né? No Instagram, no TikTok, no Twitter e no Kawai. Se quiser me segue aí. Eu sou o Bruno Cantarelli. Arroba Cantarelli Bruno. E sigam o Betão.
essa moral aí, né? Arroba o Beto Junior na underline. Vamos lá na campanha dos 200K. É isso aí. Vamos falar sobre organização de futebol. Juninho, muito importante na CBF, muito importante no Ituano. A gente já tava trocando essa ideia aqui em off. Mas, claro, sobre a carreira desse jogadoraço, irmão. Era impressionante. Pro Zento de plantão a gente vai falar isso aqui de novo. Tu gosta de Premier League?
Ela desbravou lá. Porra, né? Tu gosta de Premier League. Sabe quantos brasileiros foram eleitos o craque da Premier League? Ah, não muitos. Só ele, né? Só ele. E numa época que não ia, né? E outra coisa, na época... Não tinha brasileiro lá. E numa época que ainda já era Premier League, mas ainda era aquele kick and rush quase assim. Então ele é habilidoso, às vezes é aqui.
daqui pô palmas pra Juninho Paulista no Charla Podcast que honra Juninho nossa geração aqui você foi um dos gigantes prazer estar aqui prazer em conhecê-los que bom você é um jogador que eu tô com 43 me deu a trajetória toda e assim
Estava até falando isso aqui, um jogador que já apareceu naquele expressinho do São Paulo. O São Paulo, campeão do mundo, a Libertadores, ia pros jogos e às vezes o calendário estava gigante com muita competição. Tinha que aparecer um expressinho com o Muricy dirigindo.
E uma... Acho que todo mundo ali explodiu, né? Todo mundo explodiu. Denilson, Caio, Juninho, uma série de jogadores e Juninho já voando ali. É a primeira peneira que você passa em São Paulo? Eu... Na realidade, eu sou de São Paulo. E só que pra virar profissional, eu precisei ir pra Itu.
Ah! É, porque fui mandado embora Eu comecei no Juventus, né? Futebol de Salão, Juventus da Moca E aí depois migrei pro campo E aí fui mandado embora do Juventus Depois na sequência Fiquei um ano no Corinthians, fui mandado embora do Corinthians E aí fui Aí tava no São Caetano Aí o São Caetano me liberou, fui pra Itu
E aí no Ituano que eu me tornei um jogador profissional. Peguei um treinador que não se importava com o tamanho. Então, esses cortes aí eram porque você franzina o Guilherme? Eu acho que sim, cara. Eu acho que sim. Eu acho que tanto no Corinthians como no Juventus, eu acho que quando eu fui mudar de categoria ia dispensado. Então, e aí cheguei no Itu, peguei um treinador que gostava de jogadores técnicos.
E aí fui me dando bem. Aí o Arthur Neto tava no profissional do Ituano, me puxou. Aí fiz dois campeonatos paulistas, aí eu vim pro São Paulo. Mas olha que paradoxo. O Juninho, na base, rodou vários clubes...
de camisa gigante. Aí, Intu, que é a cidade do grande, respeitaram ele pequenininho. Vem, dá esse pequenininho aqui. Isso aqui de Tu é tudo grande. Orelhão gigante. Ainda tem muita gente que pensa que eu sou de Tu, né? Você tá de sacanagem, né? Não tem como. Com esse tamanho, Paulo. Com esse tamanho. Você já foi lá? Eu já fui em Tu? Nunca fui. Tem um orelhão na praça. Surreal a parada. Eu lembro do homem de Intu.
Brasil. Então, mas... Aí é por outro motivo. Agora, Juninho, você acha que hoje, cara, já te perguntar isso pra gente voltar pra tua carreira, jogador do seu tamanho ainda... Se na tua época você quase não virou jogador por causa do tamanho. Hoje em dia é impossível no Brasil, assim?
Não, impossível não, mas ainda tem essa questão. Principalmente hoje, com a intensidade de jogo, ainda tem essas questões. Mesmo o Messi, por exemplo. Do meio para trás, difícil, bem difícil. O cara tem que ser muito talentoso para ser baixinho e jogar em uma ala defensiva. Se a gente for pensar em os baixinhos, até agora no São Paulo, o Volante, que joga em uma posição estratégica.
Mas 10 assim, por exemplo, a gente acabou lembrando que é off do Lúcio Acosta, né? Pingo. Desse tamanho. Mas no Brasil a gente não vê esse cara, o 10 baixinho surgindo. Não estamos fabricando mais 10.
Tá uma loucura. O cara se destaca no meio, começa a cair pros lados. Os nossos 10 hoje estão tudo na ponta. Estevão é um? Estevão. Que teria qualidade de jogar ali de 10. O Rafinha, agora, tem feito temporadas por dentro, mas quando ele aparece lá na Inglaterra, jogando pelo lado, vai para o Barcelona jogar pelo lado direito. Mas é um atacante que joga livre. Não sei se é o 10-10. Não, não, não. Não é o 10 que a gente está falando, não.
Isso passa... A gente já conversou aqui com profissionais da base e tem muita gente que fala que ainda tá nessa situação de separar pensando muito mercado europeu. Então, assim, jogadores de antemão já tem que ser bom porte, tamanho, físico. Se for um menino...
De 16, já com muito físico, melhor ainda. E não estão olhando muito para a qualidade. Exato. Botou a bola no chão, esse menino é um monstro com a bola no pé. Exato. Não interessa que ele é pequenininho, ele é um monstro com a bola no pé. Isso tinha que ser o critério principal, né? Tinha, tinha, com certeza. Eu acho que a gente está pecando muito na formação dos nossos atletas. A gente estava conversando aqui, jogador com 12, 13, 14 anos é mais entendimento de jogo do que fundamento.
Então assim, cara, antigamente era fundamento, era passe, era domínio, era drible, era esse um contra um de finalização. Cara, então a gente tá perdendo muito isso. É, você moldar o moleque muito jovem, né cara, faz essa função aqui.
a moleque sai, não, não, não isso vai tolhindo, né parece que não tem diversão, né não tem aquela criatividade deixa a criatividade dele florir, né até a certa idade é lúdico é lúdico, é lúdico futebol de salão, a gente acho que todos os grandes jogadores aí passaram por futebol de salão, futsal
drible curto, pequeno espaço exato rapidez de raciocínio então, pô, isso aí tem que tem que voltar, a gente tem que voltar ficar copiando ficar preparando jogador pra ir pro futebol europeu, a gente já tá 24 anos na fila e isso aí, se não mudar, vai demorar mais você tem condição de vir da CBF, você teve lá dentro mas muito mais ligado ao futebol profissional tudo mais
Mas será que teria condição da CBF estipular um padrão? Ó, os clubes que são filiados aqui à CBF, futebol brasileiro, ou isso seria uma interferência que teria como cada clube... Não, não, calma aí, isso não é possível.
Eu acho que a Alemanha, no pós... O trabalho que a Alemanha faz, que chega em 14, se eu não me engano, eu lembro na época, eles fizeram uma série de investimentos em software, em scout, pra procurar o jogador na Alemanha inteira. Ampliaram a procura com os estrangeiros também, que estão naturalizados. A gente acabou vendo...
Ozil, jogador que tem turco, né? A Bighéia de fora, jogadores africanos e tudo mais. E unificaram esse padrão de jogo da base. Então, assim, a seleção jogava de uma forma e esses atletas que eram escolhidos nos clubes, nesses clubes se praticava aquele futebol, aquele tipo de futebol, eles conseguiram unificar isso. Aqui seria possível?
Eu acho que seria que você é na conversa, não na exigência, porque na exigência é impossível, você não pode interferir no trabalho dos clubes, né? De formação dos clubes. Mas quando você vai pra CBF, aí sim, você pode ter esse tipo de trabalho. É muito pouco tempo, né?
É muito pouco tempo, é difícil você ter esse trabalho todo quando os jogadores estão com a seleção brasileira. O branco de coordenador, ele, eu acho que aí na conversa, né, de implementar uma metodologia para os clubes, ó, pô, esse é o… a gente tentou.
A gente tentou, a gente fez um trabalho, quando eu estava na parte de desenvolvimento da CBF, nós fizemos um trabalho de DNA do futebol brasileiro, entrevistamos vários jogadores, treinadores, é um trabalho muito importante, eu acho que a gente poderia aplicar esse trabalho aí na...
Nos clubes, né? Já tá feito. Já tá feito. Já tá feito. Já tá feito. Mas o problema é que, assim, o que a galera tem que entender é que o jogador não é formado pela CBF, né? Ele vai lá na seleção quando ele é um destaque do clube já. É isso. A questão é entrar isso nos clubes. Os clubes tem que praticar o DNA brasileiro de futebol. É isso, que fica a maior parte com esses atletas aí, são os clubes. É isso. Agora, Juninho, o Leandro Mamute, que é narrador e brabo demais, lembrou aqui, ó.
Aliás, manda um comentário, manda pergunta, porque quando tem um cara fera aqui com a gente, é maneiro tu mandar pergunta ou fazer pro seu ídolo. Então aqui, ó. Leandro Mamute. Lembra de assistir aos jogos do São Paulo? A gente tava falando de fundamento, de melhora.
Quando criança, quando o Juninho Paulista saia do banco, o repórter falando que era a arma secreta do Tele Santana. A gente já teve vários jogadores aqui que trabalharam com o Tele e todos são unânimes em dizer que o Tele, você falou essa questão de fundamento e tudo mais, o Tele melhorou o cara.
Com você aconteceu também. Igualzinho. No que ele te melhorou? Cara, assim, o Tele era impressionante, né? Ele não era... Ele, claro, tinha um entendimento de jogo, também tinha essa questão, mas ele era muito focado na individualidade do atleta, de melhorar tecnicamente o atleta. Então ele fazia cruzamento com o André, com o Cafu, né? E aí comigo, ele melhorou o meu posicionamento.
e aí eu tive a honra de ter jogado com o Toninho Cerezo ele tava na final de carreira no São Paulo, ele e o alemão e aí eu tive a honra de jogar com o Toninho ele falou assim, observa o Toninho Cerezo todas as vezes que ele recebe a bola ele está livre
Então, a inteligência dele em se desmarcar, né? E aí, no momento certo do volante de Dalpaccio, ou lateral, enfim, você não precisa ficar se deslocando à toa. O tempo inteiro. É, no momento certo do cara Dalpaccio, aí sim é onde você tem que aparecer.
Você começou a procurar esse espaço ali. E aí eu comecei a procurar esse espaço, principalmente entre linhas, né? Onde pegar numa zona mais perigosa ali do campo, né? Por adversário. Então, essa dica, né? Essas ideias ele sempre dava, né? E ele via o defeito de cada um e tentava corrigir isso. E aí no coletivo ele fortalece, né?
E assim, é o maior treinador que você já teve? Ah, um dos maiores treinadores que eu já tive. No começo de carreira, pegar o Tele Santana, pra mim, foi um privilégio. Fundamental, né? É, fundamental. E, pô, quando você ouve que um treinador melhora todo mundo que trabalha com o cara... É, e todo mundo fala isso, né? Todo mundo. Porque ele fazia, cara. Sim. Os caras, assim, que a gente nem lembrava que jogaram no São... Que eu não lembrava, né?
Numa época, assim, por exemplo, Guilherme, centroavante. Guilherme. É. No Atlético e tal. Guilherme teve aqui e falou, cara, eu...
Era um depois do treino e eu virei outro. Marques. Também. Também, que cracasso, né? Tinha uma muretinha, né? Tem uma muretinha e depois tem um banco de reserva. E essa muretinha, ela é baixinha. E antes do treino, o Tele... E no CT da Barra Funda? No CT da Barra Funda. Aí o Tele falava assim, você tem que chutar a bola, ela tem que bater na muretinha e voltar. Por quê? Porque a bola, ela não sai do chão.
porque a Moretinha era baixa, então ela batia na testa da Moretinha e voltava. É pra você bater essa bola errente. Cara, assim, era impressionante. E ele fazia. Falou, ó, tem que bater assim na bola. É, que ele foi jogador bravo. Então, assim, e isso pra um passe, pra uma precisão de lançamento, uma precisão de colocar o cara na cara do gol, é fundamental.
Isso falta na base. Hoje ele fazendo um profissional, né? É o fundamento que a gente fala. É o fundamento que a gente fala na base. Pra zagueiros, tempo de bola, que antes existia a forca, né? Que você colocava uma forca e tinha o tempo de bola, o cabeceio. É fundamental. A gente faz lá em Tu. É, né? É, a gente faz. Professor Telê, né? Professor Telê, eu penso. E assim, a gente começou com...
O maior cara da base do Brasil hoje, que é o João Paulo Santar, ele tem dito isso. Sim. Ele tenta aplicar no Palmeiras, né? E ele aplica. O João Paulo faz um trabalho excelente, cara. Excelente. É, você vê que o Palmeiras nunca teve tradição de revelar, foi muito mais de comprar. Sim. Nesse investimento com ele, nos últimos tempos. É, ele tá... Pensar um milhão é alguma coisa em venda. O trabalho dele na base e do Barros no profissional.
é impressionante e ele vem de um lugar onde tem que recuperar esse know-how que é do Vitória que sempre foi no teu tempo lá quando a gente ia pro norte, nordeste ainda tem essa questão do um contra um, tem muitos dribles os torcedores lá gostam disso, desse futebol às vezes sem muita tática um futebol intuitivo o Bahia pegou lá o Puga
Eric Pulga, que o jogador que tava no Ceará e no Bahia chegou, se desenvolveu bastante o Juba, né? O meio, foi pra lateral esquerda mesmo, o Bidudo agora, Juninho quando você aparece, que todo mundo lembrando-se é um negócio, era impressionante você jogar, assim, avassalador você era um cara que assim, é
Era uma característica de meia, mas você era um meia que, mano, você saia cortando igual faca na manteiga, defesa, uau. Você esperava que tua carreira fosse assim. Pra mim, ao nosso ver, era meteórico. Cara, começou o Juninho jogando. E era o expressinho do São Paulo, né? Pressinho. O que era o expressinho? Explica pra molecada. Cara, assim, eu era um jogador muito vertical. Vertical, cara.
Muito vertical. Eu tinha essa característica. E todos os companheiros que jogam comigo, né? Então, assim, às vezes ganhando jogo de dois, três... Cara, vamos pra cima. Dá no Juninho, hein? Vamos pra cima, meus caras. Cara, espera, deixa eu respirar um pouco. Não, respirar não. Vamos pra cima.
Então eu tinha essa característica. Eu acho que foi uma das características principais que fez eu também chegar a uma seleção brasileira e ter uma carreira de sucesso na Inglaterra. Porque também a objetividade na Inglaterra, você tem espaço pra jogar no futebol inglês. E aí quando eu saio do Ituano e chego no São Paulo, o São Paulo tinha oito jogadores servindo à seleção brasileira naquela época. Do time titular de São Paulo, oito eram convidados. Era o Zabalubi campeão? Era o São Paulo campeão.
Campeão. Aí eu chego em 93 e a gente vai e conquista o bicampeonato. E aí tinha os jovens, as revelações do Campeonato Paulista. Aí naquele ano fui eu, pelo Ituano, e o Guilherme pelo Marília. A gente chega junto no São Paulo.
pegava isso, né? e aí o Tele ia preparando essa garotada então foi minha primeira viagem internacional, nunca tinha saído do país aí nós fomos disputar o torneio Tereza Herrera lá na Espanha é Santiago de Compostela e aí esses jogadores serviram a seleção brasileira então a gente foi sem esses oito jogadores e aí chegou nesse torneio e eu ainda era banco e aí
Eu falei, caraca. Sem oito, tava no banco. Eu tava no banco, eu falei, caraca, cara, quando que eu vou jogar aqui, né? Cara, e pra minha surpresa, quando a gente volta dessa excursão, voltam os jogadores também da seleção. Aí o Teleme coloca pra jogar junto. Então foi uma surpresa grande. E eu, assim, eu tinha muita personalidade.
Então, eu não tinha medo de jogar, não tinha receio. E eu acho que isso, o Tele, ele gostava. Então, não só eu, mas tinha eu, Caio, Denilson. A gente tinha muita personalidade. Botava gente pra jogar, a gente jogava com os caras. Não se intimidava.
Então, eu acho que o Expressinho foi muito isso. Nós somos campeões. Hoje é da Sul-Americana, né? Na época lá era Comebol. Já era Comebol, né? Cara, o São Paulo só. Ganhamos Comebol com o Expressinho. Pra galera entender. O time de Flávio é o Libertador. Ah, não. Jogava tudo com o mesmo time, irmão. Não.
Um time jogou a Libertadores, foi campeão. E o expressinho, que é o que o Juninho tava falando, sem os cobras da bola e tal, com a molecada surgindo, umas apostas que vieram no interior, esse time joga a Comembol, que era a Copa Sul-Americana, e ganha. Ganha. E nessa época, a Libertadores era... Passamos pelo Corinthians, passamos pelo Flamengo. Cara... Nessa Comembol, né? Nessa Comembol, cara. Caraca, que suja. A do Flamengo é aquela que o Marcelo perde o pênalti, bate na trave.
Aquela... Não, acho que não. Supercopa. Ainda tinha muito campeonato. Aí fomos campeões em cima do São Paulo. Do Flamengo. Quem perde o pênalti? Marcelinho. Foi 2x2 os dois jogos, jogaço. Ele bate bem o pênalti. Ela vai na trave e volta pro pé dele. É reto assim. Mas aquele tipo do São Paulo, pô, era... Eu ia enfrentar ele e falava assim... Mesmo expressinho. Eu ia jogar falando...
Não, cita pra gente o principal E assim, vai citando alguns jogadores Não precisa da escalação completa Mas jogadores do principal No principal você tinha Miller, Cafu Palinha Você tinha Toninho Cerezo O Raí tinha saído Quando eu cheguei ele já tinha ido pro Paris Saint-Germain Aí você tinha Leonardo Vete Ronaldão Valber Valber
Aí você tinha na lateral, você tinha André Luiz ou Ronaldo Luiz. Aham. André Luiz que jogou a Copa? André, 98, não sei. O André, acho que não. Não, mas chegou aí pra seleção. É, chegou. Cara, Timasso. É. Tinha o Vitor. Gilmar na zaga. Vitor na lateral. Gilmar? O... Na zaga? Gilmar na zaga. É. Gilmar, amigão. É, Gilmar. Esse é o Timasso. Depois ele me faz os dois pênaltis na final da Mercosul, jogando pelo Palmeiras. Ah!
Vamos chegar lá. Mas, cara, assim... Esse é o time principal. Expressinho. Vai lembrar da galera que tá no Expressinho. Rogério Ceni.
Rogério Senna tinha o Pavãozinho, lateral. Pavão. Na Zaga tinha o Nelson, o Testa. Tinha o... Aí tinha eu, o KT. KT. Falecido KT. E brilhou na Europa, né? Espanha. Aí tinha o Denilson, o Caio. Show. Caio. Pereira, volante. Pereira. É...
cara, tinha... Guilherme? O Guilherme. Guilherme e Marília. Guilherme e Marília, exato. O Marques não foi nessa época, não? O Marques, não. Não, é. Não. Mas, cara, olha isso. Isso é o expressinho que ganhou. É, que todos também depois ficaram titulares de São Paulo. Sim, óbvio. Porque aí o time de cima foi... ganhou o bicampeonato da Libertadores, ganhou o bicampeonato Mundial, e aí a galera...
Sai, né? Uma galera sai. Tu vai pra Olimpíada de 96, Juninho? 6, Atlanta. Atlanta, cara. Zagallo era um fã zato do Juninho. É, é. Porra, o Zagallo, pra mim também, foi um dos grandes treinadores que eu convivi. É mesmo, Juninho? Porra. Era o lugar foda. Sabe quando eu percebi que o Zagallo era, porra, cara de fora do comum? Quando teve a pandemia. É?
E aí começaram a reprisar os jogos do passado. E aí começaram a reprisar os jogos de 70. Cara, a organização do time do Zagal em 70 era impressionante. Passaram todos os jogos da televisão. Passaram. Era impressionante. Então assim, cara, você nota que o cara... E assim, a paixão dele, cara.
Todo mundo gostava dele, cara. Todo mundo gostava. A seleção, ele falando da amarelinha, a paixão que ele tinha pela seleção brasileira. Porra, isso contagiava, né? E ele gostava do futebol organizado, mas do futebol arte, né? Exatamente. Não, e o que é assim? Eu acho que...
O Guardiola fala da seleção de 82, né? Sim, é. O que o pai dele falava. Mas assim, a seleção de 70, se você aplicar, aí a galera vai falar, não, mas fisicamente, na época... Só que a galera só dá a parte física pro Brukutu, né? Você imagina esses caras chamando Pelé com a preparação do Cristiano Ronaldo. O que que ia acontecer? Esquece.
Os jogadores estariam inseridos no mundo de hoje. Os craques também seriam melhores preparados. É uma coisa que o Juninho sabe. O Juninho é um cara que viaja pra caramba. O mundo sabe disso. O mundo, quando mostra um quadro do gol do Carlos Alberto contra a Itália, o cara já olha e fala assim...
E é, taticamente, uma seleção muito à frente do tempo, né? Muito à frente do tempo. Muito à frente do tempo. Muito à frente. Então, o Zagallo, e aí quando eu chego na seleção com ele... O Gerson quase um volante. O Gerson que ela tinha, cara. O Maestro por trás dele se tinha. Sim, tinha acho que 5, 10, né? É isso. Do meio pra frente. Essa foi a missão dele, botar 5, 10 no time.
Abre o Ribeirinho no Ribeirinho. A gente não valoriza o Zagalo como um gênio tático. A gente fala sobre a... Ele tem muito respeito no mundo e dos nossos treinadores. Sim. Tem muito respeito. Lembra quando ele lá atrás? Na Copa de 94, como perseguiu ele e o Barreira.
Vocês vão ter que me engolir. É. Já tava acumulado. Já tava acumulado. É, Copa América de 97. Mas a intolerância. Hoje tá pior. Hoje tá pior, cara. Hoje você faz três jogos ruins, você tá demitido, cara.
Você ganha 8x0, Juninho. É a novidade. É que o problema é que ele tá no comando, né? Tem muito amador ainda e que acha que entende futebol. Exato. É isso, né? Agora, voltando nessa Olimpíada de 96, o Brasil para na Nigéria, né? E tem você, Ronaldo, né, cara? Tipo, Caio tava? Tava. Tava. Bebeto. E Bebeto mais velho, né? Aldair. Cara, Rivaldo. Rivaldo. É.
Não, Timasso. A gente fez uma preparação, a gente jogou com os melhores do mundo, né? A seleção, nós fizemos homens todos lá em Miami. Pô, isso era maneira, tinha, né? Seleção da FIFA, né? Seleção da FIFA. Cara, ganhamos de dois a um, cara. Cara. Desses caras. Então, assim, a seleção do Brasil era muito boa. Era muito boa. Cara, aquele jogo da Nigéria, você fala assim, foi uma das maiores decepções minhas, né? De carreira.
cara, a gente ganhando de 3x1 eu faço o quarto gol na época não tinha VAR eu não estava impedido fiz o quarto gol, era pra ser 4x1 pra gente, mas sim, a gente dominando o jogo cara, de repente os caras fazem 3x2
Dá meio que um branco no nosso time. Aí, na sequência, os caras empatam. Aí tinha aquele golden goal. É, o gol de ouro. Cara, os caras foram pra prorrogação. Parecia que os caras estavam ganhando de 5 a 0. E aí tem aquela infelicidade. Aí os caras fazem um gol na prorrogação. Você fala, cara, que loucura, né? Cano, né? Cano, sabe? Cano. É que os nigerianos também, nas Olimpíadas, também não... A idade é...
É, tem um papo aí que eles... Porra, a idade é foda. Eles foram se registrar, eles mesmos. Eu nasci ontem. Ah, os africanos nas Olimpíadas eram a vantagem. Essa época, então, era... E era um grande, assim, grande geração na Nigéria, né? Sim, sim. Ocoxa, Canu... Eles ganham da Argentina também. Ganham da Argentina, afinal. São campeões. São campeões. Mas, assim, o próprio Canu depois tem problema cardíaco, assim.
Você não joga no ar, você não joga. Não, depois ele foi, se destacou no ar. Não, os caras eram, tinha o zagueiro também. O West, o Anibal West, da Inter de Milão. Não, não, tinha massa, tinha massa. Mas, pô, a circunstância do jogo, a gente tava domindo. Pô, perder aquele jogo lá foi... Tanto é que depois, no terceiro e quarto, a gente ganha do Portugal de 5x0.
tipo assim, voando isso no Brasil chega na Olimpíada de Atlanta com tipo, o Ronaldo Banco do Sávio ali o ataque era Sávio e Ronaldo é vendido por Barcelona lá mas aí durante a Olimpíada o Ronaldo pega o PSV
Cara, sensacional lembrar, mas foi uma decepção assim, mas tinha essa questão da idade, o Canu não é, não sei se tinha idade 96, aí a outra Olimpíada foi 2000 pra Camarões Perdeu pra Camarões Camarões eu acho outro africano
Embomar. Embomar? É. Aí você vê o lance, ele faz até os gols. Mano. Um tanque, né? Ele era, teoricamente, ele era um cara sub-23. Isso. Meu irmão. Yes. Aí o Mauro era muito grande. Aquele time do Camarões era um time fisicamente, era de chamar atenção. O Danigério eram uns caras, uns guios, assim.
O Cadu é bem alto. Bem alto, né? Eu tinha um G.G. O Côte de Carabos é abridoso. Finidinho, né? Finidinho. Era. A gente tava nesse time, o Gerardo Major? Tava, acho que tava. Essa galera toda junto. Babaioco. É, essa geração aí. Aí, Juninho, você perde essa... Você falou, é uma das maiores recepções da...
Da tua carreira. Mas ali você já tava no Middlesbrough ou não? Você vai depois? Ali, não. Vou depois. Depois, né? Vou depois. E cara, como é que era essa parada assim? Em 95, a gente disputou um Brew Cup na Inglaterra. Era Brasil, Inglaterra, Suécia e Japão.
E aí a gente se torna campeão. A gente ganha da Inglaterra em Wembley de 3x1. Cara, eu acho que a Inglaterra é de vermelho. É, exatamente. Eu lembro desse jogo. Paul Wins. Paul Gascoyne. Paul Gascoyne. Tem... Charing. Seaman no gol. Então, assim. E aí o treinador do Middlesbrough, ele era auxiliar do treinador da Inglaterra, que era o Brian Robson. Brian Robson.
E aí começa a despertar o interesse em me levar pra Inglaterra, nesse torneio. O Wembley antigo ainda, né? O Wembley antigo, porra. Cara, você punha a mão assim no gramado, você ficava a sua mão no gramado, a perfeição do gramado era… Surreal, é. Surreal, surreal. Apesar dos gramados na Inglaterra, já naquela época, era fantástico. É.
Só que aí tinha a questão do work permit, que eu não estava ainda enquadrado nessas questões. Você tinha que ter... Uma média de convocações. Pô, naquela época você tinha que ter, nos últimos dois anos da seleção, 70% de presença. Era... Para ser credenciado aí para a Inglaterra. E eu não tinha isso ainda. Então, ele esperou passar um tempinho, eu fui sendo convocado novamente. E aí, quando eu tive esse enquadramento, aí eles vieram me buscar.
E assim, falam que o primeiro brasileiro a jogar lá é o Mirandinha, não é isso? Sim, no Newcastle. No Newcastle. Só que o Mirandinha, se eu não me engano, ele jogou em 89, em 89, 90. Não era a Premier League ainda. A Premier League começa em 92.
Eu sou o primeiro brasileiro Da Premier League Cara, olha que maneiro isso Primeiro brasileiro a jogar na Premier League Cara, e o que você encontrou Porque você era o único Cara, o desbravador Olha Foi o que você falou A gente ficava com um pouco dor no pescoço
No começo, é. Mas o Brian Robson, eu acreditei nesse projeto do Middlesbrough porque o Brian, ele me convenceu, falou, vem que a gente vai fazer um time técnico. Eu gosto de jogar com bola no chão, ele era um jogador técnico também, foi capitão do Manchester da seleção inglesa também por muitos anos. Então ele falou, vem que a gente vai fazer um time técnico.
E realmente aconteceu, né? O Middlesbrough era um time pequeno que queria se tornar um time de médio, grande porte. E aí fui, foi onde acreditei no projeto. E aí eu chego num inverno, né? Cara. Bravo. Então a adaptação em relação ao frio foi complicada. Mas, cara, eu chego assim, já me adaptando bem ao futebol inglês. Porque, assim, nessa correria de...
Eles falam long balls, né? De jogar a bola da defesa diretamente pro ataque. De repente o jogo assenta, cara, sopra espaço, cara, pra você jogar. E aquela correria, então assim, eu tinha muito espaço pra jogar. E aí eu fui me adaptando bem nessa função, né? Então, já no primeiro ano eu tenho um certo destaque, mas aí no segundo ano, individualmente, pra mim foi muito bom.
Você é o melhor jogador da competição. Aí fui considerado o melhor jogador da Liga. Atenção, Enzo. Aqui. Atenção, Enzo. Você adora a Premier League, né? Assiste, debate. Não temos um jogador nesse time. Temos um Enzo no nosso time que torce pelo Manchester City. Sim, torce.
O único brasileiro craque da Premier League está aqui, beleza? Não tem nenhum outro. Juninho Paulista, vai pesquisar aí. E hoje tem um monte de brasileiro na Premier League, a gente não tem um jogador assim na Premier League. São geralmente atacantes, extremos, né? O centroavante, ou então esse oito, né? É, isso. Você não tem um jogador meia, condutor, 12, 12, não tem. E cara, o que tu jogou esse ano pra ser eleito o craque da Premier League, cara?
A gente chegou em duas finais de Copa, no mesmo ano. Lá tem duas Copas, né? Então é a FA e a Copa da Rainha, a FA. E a gente chegou nas duas finais. Porque lá, assim, pros jogadores ingleses que não fazem parte da seleção, pra jogar em Wembley é só chegando em finais de competição.
Senão eles não têm a oportunidade de jogar em Wembley. É, o Wembley não é a casa de nenhum time, né? Não é a casa de nenhum time. E assim, era um sonho dos jogadores ingleses chegarem, né? Nem todos chegam à seleção. Então era o sonho de... Pô, pra cidade e pra esses jogadores ingleses, cara, eles estavam vivendo um sonho.
entrar e jogar em Wembley duas vezes, né? Então a gente participar de duas finais de Copa pelo Middlesbrough e aí teve, como a gente era um time, acho que a gente focou muito, porque Copa é aquele jogo rápido, mata-mata
E a gente tava indo muito bem. Então, às vezes, deixava um pouco a Liga, um pouco meio que você entrava, não entrava com o mesmo espírito, né? Quando você ia jogar Premiere. Porque você achava, ah, não, no próximo a gente vai. Ah, no próximo a gente vai. E aquilo foi ficando cada vez mais difícil, né? A gente ali perto da zona de rebaixamento, quando a gente entra na zona de rebaixamento, começa a dar uma tensão grande.
E aí tem a questão lá do... Que a gente não vai jogar contra o Blackburn. Por conta de uma virose que deu na equipe. Mas a FA aí não aceita. E aí nos pune. Tira mais três pontos da gente. É, perde pontos. E no final, a gente... Na mesma temporada, onde a gente chega em duas finais de Copa. Nós somos rebaixados. Que é uma loucura, cara. Você foi o melhor jogador da competição. E o time foi rebaixado, cara. Sendo rebaixado. Imagina o que o Juninho jogou.
Eu me destaquei bem ali Quem foi o campeão da Premier League? 16 gols 16 gols Era um meia fazendo 16 gols Aí tive assistência Nosso time era muito bom
Era muito bom. Tinha Ravanelli. Ravanelli. O Ravanelli. Tinha o Emerson. O Emerson é do Rio. Emerson de dread, né? É, de dread. De a rubaçua. Ele é do Rio, só que ele saiu muito cedo. Ele se destacou no Porto. Eu acho que ele foi campeão da Champions League pelo Porto. Porto.
E aí o Brian leva ele pra lá. Tinha o Nick Bambi, que era um dos destaques do futebol inglês. Craig Hignett também. Jogadores técnicos, né? Aí tinha um italiano defensor, que é o Fiesta.
Cara, o time era muito bom. O Schwarzer, que era o goleiro. Era o Schwarzer. Australiano. Então, assim, o time era bom. Eu lembro que, assim, a gente não tinha o costume de... Não passava, né? E aí, quando o Juninho chegar lá, acho que a Band começa a passar os jogos, né? Aí eles começam a transmitir. Não, mas tinha aí que passar os lances do Juninho também. Também. Tipo assim, é... Gol de fala. É. Lembra aí desses 16, 5, vai? 5 gols aí pra gente fazer aquele edit legal no Instagram.
Nessa época, vamos lá, tem uma chapada, acho que se eu não me engano, contra o West Ham, em casa. Tem um gol super importante, onde eu faço a jogada aqui pela beirada e faço um gol de Peixinha contra o Chelsea.
Esse foi o que ganhou o gol do ano no Nome dos Bro. Cara, olha só. Puxa vida, agora minha memória. Mas se eu for vendo os lances assim, eu vou... Tem o gol contra o Leicester, fora de casa, que eu dribo o goleiro e faço o gol. Tem... Cara, assim, uma coisa assim que... Isso é muito legal, né? Porque é difícil de ver. A gente tava jogando contra o Tottenham, fora.
E aí o jogo tava pegado, acho que tava, se eu não me engano, 0x0 ou 1x1. E eu tava jogando muito bem. Quando eu vou bater escanteio, perto da torcida do Tottenham, os caras começam a me aplaudir.
Na casa deles. Eu falo, pô, que loucura, né? Então, assim, o respeito que nós temos também lá fora. E eles estavam vendo coisas que não estavam acostumados a ver. Dribble, velocidade. Não estavam acostumados a ver. Não tentaram te... Eu acho que você não podia mais, mas não tentaram te naturalizar, não? Não, não. Eu já tava na... Já jogava pela seleção. É, não dava mais, né? Mas também jamais...
sairia da seleção brasileira. Podia vislumbrar a Copa. Os ingleses assim, né? Vendo aquela magia ali. E o sentimento dos ingleses, eu acho que não só o pessoal do Middlesbrough, mas eu acho que os ingleses em geral. Porque assim, na época, eu tava jogando o 10 da seleção. Então assim, era um 10 da seleção brasileira e ir pra uma equipe média...
do futebol inglês. Era uma honra, assim. Eles consideraram isso bastante, sabe? Então, esse meu desafio. Então, eu tenho muito carinho por eles e eles também por mim. Caraca, o melhor jogador da Premier League, o único brasileiro. Cara, isso é de arrepiagem. Pô, eu fui o pioneiro. Depois o mercado começou a abrir, né? Depois os clubes começaram a olhar para jogadores brasileiros, né? Então, e aí agora, pô...
10 anos eles estão fazendo esse procedimento vem aqui pegar jovem pega jogador bem novo quando você volta lá, Julinho? como é que é até hoje? ah, é, pô, em Middlesbrough é bem legal eu levei meu filho agora a última vez fui eu e meu filho e aí ele falou caraca, pai pô, você parece o Neymar e Messi aqui, cara é
Porque ele não tinha noção, né? Eles não me acompanharam, né? Então, e aí ele ficou impressionado, né? Porque, pelo carinho das pessoas. Lá, assim, o passado é muito valorizado.
Independente daqui, né? O passado é muito valorizado. Então eles reconhecem... Tive isso na Alemanha, que a gente foi na Alemanha agora. Reconhece as histórias, né? A gente teve com o Dedê, por exemplo, que é ídolo do Dortmund. Isso. E o Cacau, que é ídolo do Stuttgart, né? Os dois... Cara, o Dedê ficou 13 anos. Até hoje, né? É surreal. Ou o Alex tem estátua na Turquia. Ah, é.
Cara, então assim, é surreal, cara. O Romário voltou agora. O reconhecimento. O Romário voltou. O PSV, porra. Pô, você viu os caras com ele? Nome de sala de imprensa, Romário. É, é. É surreal. É surreal. A gente aqui, infelizmente...
Tá começando, os clubes estão começando aí a valorizarem a história, né? Então reconhecer quem fez a história e por que estão essas estrelinhas nas camisetas. Isso é super importante, cara. Não dá pra esquecer. Cara, e assim, você, nessa época de Premier League, que é uma Premier League raiz, né? Na minha cabeça é Eric Cantona, sabe? Tando voadora no cara na arquibancada. É, o Manchester, o grande papão ali, né?
O Manchester e o Newcastle na época, né? Com o Ginola, com o Albrecht. Ed Sheeran. Ed Sheeran. É. Pô, isso era maneiro pra caramba, né? Era o Arsenal também, da equipe lá do Thierry Henry. É, o time do Venguer. É, pô. Venguer. Venguer. Cara, sensacional. Essa é uma igreja engraçada, né? O time que...
Esse time do Arsenal, que foi o campeão invicto em inglês, né? Aí os caras, eles associavam a um outro time do passado do Arsenal. Quando eu tava lá, eu ouvia isso. Era o Borne Arsenal.
Porque assim, ele ganhava tanto que é o Borne Arsena. É. Não tinha emoção, não tinha um... Ficar com medo de perder um jogo. É. Ah, a gente vai pro jogo? Sabe o que vai ganhar. É. Aí é o Borne Arsena. É. Campeão e vítima. E tem outra curiosidade da Premier League. A gente falou do único brasileiro que é você, né? O melhor da Premier League eleito. A Premier League nunca teve um treinador inglês campeão.
Até hoje. É o Ferguson, é escocês, né? É o Ferguson, é escocês. É o mais... É o mais? Aí tem uma série de games. É, não conte. É, o Guardiola. É mesmo. O Guardiola. O Pares. O Pares. Surreal, né? É. E eu acho que o Ferguson e o Wenger, acho que eles batem recordes de tempo, né, nos clubes, né? Isso é surreal. 25 e 20. 15 o Wenger e 25 o Ferguson. O Ferguson era brabo mesmo? Era.
Você pegou ele nesse... Peguei, peguei. Cara, antes de eu ir pro Atlético de Madrid... Vai do Middlesbrough pro Atlético? Pro Middlesbrough pro Atlético de Madrid. Houve interesse do Manchester United. Só que eles não quiseram pagar o que o Middlesbrough queria.
Cara, olha só. Acho que na época eram 12 milhões de libras. E eles não queriam pagar. Aí o Ferguson não quis pagar. Hoje os caras pegam os pés de rato por 100 milhões de libras. O Liverpool e o Tottenham fizeram propostas. E o Liverpool, na época. E por que você vai para o Madrid? Cara, assim...
A gente fala um pouco da importância do conhecimento hoje, né? Então, você tem que ter um conhecimento do que está se passando na sua carreira. E aí tem os agentes, os bons agentes, eles conseguem hoje ter essa noção, te mostrar. Na época era aí o meu pai. E aí, assim, com aquela ânsia de eu disputar uma Copa do Mundo, que era em 97 isso. A porta da Copa. O Middlesbrough rebaixado.
Pensava assim, pô, tem que colocar... Eu falei, pô, tem que colocar um pouco mais de destaque, né? E a Espanha, o Brasil passava jogos do Campeonato Espanhol. Eu falei, pô, pro Zagallo me ver, eu preciso pra uma... Uma visibilidade. Uma visibilidade maior. Mas, cara, assim, eu era tão querido na Inglaterra. De verdade, cara, se eu tenho essa consciência hoje, eu não sairia. Iria pra um Liverpool? Eu iria pra um Liverpool, pra um Tottenham.
Eu acho que seria a decisão mais acertada. É, é. Mas, cara, você vê que a importância de o cara ter uma noção. A gente fala muito da questão da transferência do Neymar do Barcelona para o SG. Você tem que ter uma noção do que se passa. Essas decisões de carreira contam.
É porque pode mudar tudo, né? Pode mudar tudo. Pode mudar tudo. O ambiente tem que ser barato. Longe de mim, pô, eu fui muito feliz em Madrid, né? Uma cidade fantástica. Dizem que é um negócio. Uma cidade fantástica. O clube do Atlético de Madrid também fantástico. Então, assim, eu fui muito feliz lá, não me arrependendo de jogar no Atlético de Madrid, mas olhando a situação naquela época, cara, eu não deveria sair da Inglaterra.
É, né? É, né? É, isso, mas aconteceu... Aprendizado, aprendizado. É, você estava encaixado no futebol. A gente procura passar isso hoje para os jovens, né? É. Fazer-se pensar um pouco, né? Até hoje você vê... Respira ali um dia e analisa, né? Respira, é. Até hoje você vê decisões de carreira no Brasil mesmo, que prejudicam...
O jogador, tanto em relação a direcionamento já, se tá próximo, vai pra Copa ou não, ou numa construção de idolatria, né? De você ser querido. Porque era tudo a ver. Você tava adaptado, né? O futebol inglês, porra. Tava adaptado. Tava muito querido. O time melhor, meu irmão, é voar, né? Certamente. Exatamente. Porque aí tava totalmente adaptado lá.
Só que o Campeonato Espanhol já passava no Brasil e ainda não. É, 97. Que loucura. 97. É, porque aí, pô, era aquela loucura do Ronaldo numa Barcelona. A Band comprou o direito. No principal campeonato... O Roberto já tava no Real Madrid. Sim. No Real Madrid, é. Aí a gente vai ser... Nós vamos ser vizinhos aí em Madrid. A gente morava um do lado do outro. Cara, olha só. Mas não era o Atlético de Madrid ainda o que se tornou depois, né?
Cara, tinha ganho duas... Era um bom momento. Eles falam do doblete, né? Que eles ganharam a Copa e a Liga no ano anterior.
Ah, então você foi num momento legal. É, foi num momento legal. Foi num momento legal. Quem que você foi jogar no Atlético, por exemplo? Com o Atlético tinha o Camineiro. Aham, o Camineiro era ídolo. O Kiko. Tinha o Christian Vieira, que era o italiano. Vieira, pô. O Centroavante. É o Camineiro. Simeone jogava? Simeone já tinha saído. Tinha saído. É. O Camineiro era da seleção espanhola, lembra? É, Camineiro. No copo de 94. Molina, goleiro.
Molina, isso aí. E aí tu vai pra esse time. Só que nesse time você tá falando aí de 97.
Tu tem uma lesão, meu irmão, que é um negócio... Porra, se eu soubesse que eu ia encontrar um cara chamado Salgado... Michel Salgado, cara. Que filha da mãe, cara. Eu não teria ido, pô. Já ia me ajudar a ficar na Inglaterra. Maurício Pascoal com... Cariceiro do cara. Michel Salgado, não existe tornozelo feliz. Não existe. Ele vem por trás, aquela imagem é... Essa imagem roda no Jornal Nacional do dia. Cara, é. É. O drama de Juninho.
Juninho era o 10 da seleção, cara. Um ano, ano de Chacó, cara. Saindo na manga ali, pô.
A gente tinha feito aquele torneio na Arábia, onde todo mundo ficou careca. Sim, era o embrião da Copa das Federações. O time de vocês. O Mário Ronaldo. Tu ficou careca? Fiquei. Não tinha... Ainda os caras falaram pra mim assim. Quando eu cheguei, eu vi alguns caras carecos. Eu não tava entendendo o que tava acontecendo. Aí o Júnior falou, porra, não sei o quê. Aí eu falei, então só corta baixinho.
Já passou a máquina no meio. Juninho com aquele cabelinho. Gonçalves tirava cabelo e jogava debaixo da porta. Não, tô tirando, tô tirando. Caralho. Não, Gonçalves nunca mais foi cabeloso. Gonçalves chamou a... Não é? Foi bem pra ele. Fez bem pra ele. Ele tava com água de coco. Leonardo com aquele cabelinho. Mas conta a história. O que houve, Elisa?
Sei lá, cara, acho que foi uma coisa do Romário com o Júnior Baiano. Pô, vão ficar todo mundo careca. E não podia dizer não. E caçava os caras assim no quarto, irmão, é agora. Ah, esquece, aí ninguém escapou, né, cara. E quem tava chegando por último, eles mandavam avisar, ó, ou já chega careca,
Porque, vamos pegar, aí teve gente que chegou com a nega, ó. Não precisa não, hein? O Leonardo relutou, ficou bravo. Ah, porra, também é aquele cabelo. Leandro, vai cabrudo. Leandro, é o Galão, porra. É, o Bebetinho. O Bebetinho, ele fala chorando, né? Pô, pai, vai. Meu cabelo, pai.
Por aí. Primeiro jogo no Brasil. Caramba. Primeiro nacional brasileiro. Aí vai... Aí passa na cara do Léo. Léo, parecendo um pinto. Sem câmera. Porra, mas ninguém... Só o Monsalto ficou melhor.
É, o Gonçalves foi melhor. Mas a gente disse que ficou putasso também. Nunca mais teve a cabeleira, o Gonçalves. Vou dar um abraço pra ele. Vai ser um dinheiro. O Gonçalves é show, cara. Na má, aquele time... Aquele time é absurdo. Cara, e aí... Não, o time tinha Romário e Ronaldo, né? Romário e Ronaldo na frente. Cara, imagina, cara. E aí, Juninho? Eu ali de 10 e Romário e Ronaldo na frente. Pelo amor de Deus, cara. Eu pedi isso na compra de 10.
Nunca vi uma dupla de ataque assim. Cara, era um sonho, né, cara? Era um sonho. Joguei com ele, joguei com o Bebeto na frente. É, então também. Aí peguei Romário e o Bebeto na frente no Vasco.
É, isso aí. Mas o Romário e o Ronaldo eram um negócio, porque nunca perdeu com os dois. Com os dois nunca perdeu. Ah, eu acho que foram, vai, depois do Pelé, que eu não vi jogar, mas pelos vídeos. É, Pelé e Garriga, a gente já foi primeiro. É, agora o Romário e o Ronaldo, cara, dois fenômenos, cara. Imagina, tudo de 10 horas. Difícil existir jogador deles hoje em dia. É, uma dupla dessa já.
isso. Isso aí. Não existe, cara. E tinha pra aquela Copa ali, mano. Era timaço. E aí, cara... Tem Djalma ainda. Não, o Djalma ainda... A gente vai nas confederações. O Djalma? Pelo amor de Deus, jogava... E aí, em fevereiro, o cara me dá aquela entrada...
A Copa em junho A Copa em junho, aí em fevereiro A gente jogando contra o Celta de Vigo Já tinha jogado a bola na frente Aí ia sair eu e o goleiro Aí o cara vem por trás Michel Salgado E dá aquele carrinho assassino E aí foi a minha primeira Lesão grave até então Doa pra cacete Quebrou o osso
Qual foi a lesão? Tem um osso mais grosso, que é a tíbia, e depois tem a fíbula. Eu quebrei a fíbula e rompi todos os ligamentos do tornozelo. Naquela torção.
Chegou por trás, aí dobrou minha perna, né? E aí... Não jogava nada o Salgado. E foi promovido pro Real Madrid. E depois foi pro Real Madrid. E continuou dando porrada. Não, tem um... Eu até tava falando do Tico, tem um Rios, ele tentando desestabilizar o Ronaldinho, mas não dando muita porrada. Aí o Juninho e o Ronaldinho ficam putos e fazem aqueles três gols. É. Com o Real, assim.
Mas que cara, mano. Esse aqui na tua cabeça ficou com uma raiva dele, assim. Fiquei muito, cara. Eterna, até hoje. Porra, eterna, cara. Sentimento de ruim. De tiro. Claro que não desejo... Deus me livre, não desejo mal a ele, nada, zero. Mas... Foi maldoso, né, cara. Eu... Putz, até hoje...
Eu falo que você foi um grande FDP, cara. É mesmo, mano? Ah, cara, ele foi. Já encontrou com ele, assim? Já encontrei, tentei, já encontrei com ele. Cara, aí depois eu fiquei puto com o Roberto, porque quando ele vai pro Real Madrid, ele se torna um dos melhores amigos. Ele é padrinho, acho que de casamento, ou de uma das filhas, o Roberto. Eu falei, ah, o Roberto, você tá de brincadeira, né, cara? Esse cara aí, mano. Não, e aí eu encontrei com ele em um ou outro evento, mas, cara...
Tanto eu, e ainda ele ficou puto, porque eu não quis recebê-lo, né? Eu não aceitei as desculpas, não quis recebê-lo no hospital, ele quis me visitar. Quis me pedir desculpas várias vezes, né? Eu não aceitei. Tava muito puto.
E aí ele ficou puto comigo de eu não ter aceitado as desculpas. E aí a gente não... É uma coisa é um lance sem querer, né, Juninho? Não é lance sem... Exatamente. Ele caçou ele. Exatamente. E aí, cara, eu passo uma fase da carreira complicada, cara. Complicada, aquela expectativa. Aí foram duas decepções, né? Uma na hora da lesão, que o cara falou assim, cinco meses. Porra, cinco meses tava fora da Copa. Aí tem essa primeira decisão, aí, porra, chororô.
E aí eu começo a ter esperança. Por quê? Porque o Juan Fieger, que era um grande empresário na época, ele falou, pô, eu conheço uma pessoa que pode te ajudar a voltar antes. Que foi o Nivaldo Baldo, que é o fisioterapeuta de Campinas. E aí ele me apresentou, e aí a gente foi e eu fiz o tratamento todo lá. E aí teve a esperança, porque eu volto.
em três meses e pouco, a jogar. E eu lembro que tinha mais dois jogos pelo Atlético de Madrid antes da convocação final para a Copa. E eu jogo esses dois jogos. Um foi em Mallorca fora, e o outro foi contra o Barcelona em casa, que a gente até ganha de 5x2 o Barcelona.
E aí vem o dia da convocação e eu não tô. E aí? Cara, eu não sei qual a decepção foi maior. O dia da minha lesão ou esse dia da convocação. Você perguntou pro Zagaro depois? Cara, não tive coragem.
depois eu fui ter um pouco mais de amizade quando eu tava na CBF, a gente teve vários eventos com ele, mas eu não tive coragem de perguntar, tinha passado tanto tempo, porque o Lídio, falecido Lídio Toledo, que era o médico, ele esteve no jogo de Mallorca.
Existiu uma observação. Existiu uma observação. Tu jogou bem. Não joguei bem, mas joguei. Acho que o negócio era desenvolver na Copa. Ele vai estar bem. E o vídeo falou, pelo que eu vi aqui, eu vou dar um ok pro Zagalo.
E aí, quando chega a convocação e eu escuto o nome de Giovanni... Isso. Aí eu falei, ah, não fui. E aí vem aquela decepção. Eu tava numa rádio ao vivo lá em Madrid. É mesmo? Na hora? Na hora. O cara acho que ficou tão sem graça que não voltou comigo.
Cara, olha só, mano. Aí, então assim... E aí foi uma decepção grande e tal. Naquele momento foi complicado. Aí eu só vou me recuperar. Aí depois eu voltei pra Inglaterra. Aí o Atlético Madrid tinha trocado de treinador. Aí chegou a Higosac. Aí eu tenho problema com a Higosac também. Com entendimento de jogo. Entendimento de jogo, não tinha mais o meia. Ele não jogava com esse meia. Aí ele queria me colocar do lado. Ou queria me colocar de segundo atacante. E aí começou a confusão ali. E aí começou a confusão ali.
E aí eu vou emprestado pro Middlesbrough, volto pro Middlesbrough emprestado. E aí, mas só vou me recuperar mesmo quando eu vim pro Vasco. Então, né? Em 2001.
Aí eu dou uma retomada na minha carreira. Como é que pinta o Vasco pra você voltar? Você tá nesse circuito europeu ali. E aí, como é que surge o Vasco? É engraçado, né? Quando você não tá bem... A mão de o Vasco. Deixa eu lembrar, que você vem pro Vasco e inicia a temporada de... 2000. E a gente tava falando desse som até. O Eurico no auge, né? É grandão, mano. Aí eu venho pro Vasco.
Quando você tá chateado lá fora, é engraçado. Você tem um sentimento, pô, quero voltar pra casa. Quando você não tá bem lá fora. E eu tava com esse sentimento, pô, pai, quero voltar pro Brasil. Quero voltar pro Brasil, tal, tal, tal. E aí surgiu, na época, o interesse do Palmeiras, do Vasco. E aí eu falei, pô, aí quando... E o Vasco, acho que muito mais incisivo na minha contratação.
E aí, quando eu chego no Vasco, com aquela equipe que... Seleção, né, mano? Juninho Pernambucano, Romário, Jorginho... Felipe. Felipe, Pedrinho... Mauro Galvão. Mauro Galvão, Viola, Juninho Baiano... Meu!
Elton Goleiro, é... Cara, assim, era o falecido Clebson, que é o lateral direito. Ele, com certeza, chegaria na seleção. É, né? É, caraca. Ele tinha um período físico. Ele morreu muito cedo. Ele morreu cedo de acidente. Então, assim... Cara, dá pra dizer que na hora que você olha... Porque eu tenho essa teoria em 2000, esse time do Vasco ali é um dos melhores times do mundo na época.
Jogar no Brasil. É, é, é. Na escalação, cara, você dá uma camisa amarela aí, você solta. E era uma confiança. Quando a gente entrava em campo, falava, cara, assim, se fizesse gol, a gente ia fazer mais. Se tomasse gol, a gente estava consciente que poderia ter o controle do jogo de novo. Então, assim, era uma confiança tão grande. Acho que foi o único time que eu tive essa confiança de entrar em campo e falar, porra.
Vamos ganhar. E o Edmundo desvado? O Edmundo já tinha saído. Ah, já tinha saído. O Juninho chega depois do Mundial. Chega depois do Edmundo. Chega depois do Mundial. É, o Edmundo sai. Ele já joga o estadual, tem aquelas brigas. Isso, eu chego no Brasileiro. Chego no Brasileiro. E eu falei isso pra você aqui, eu acho que foi em Flamengo do ar. O Flamenguista doente nessa época aí, então o Vasco uma máquina, mas o Flamengo resistia ali. É. Aí veio o Vasco, já tinha feito esse time do Mundial.
Saiu algum jogador e aí o Juninho Paulista. Desde que o Juninho estreou no Vasco, já é com... Estreia com o Vasco fazendo gol já, né? Ou dando um passo pra gol. Não me lembro. Não parou, o Juninho entrou no Vasco. Eu lembro que acabou o jogo assim, a galera do Rádio tava fazendo, que atuação na estreia, e não parou mais. No dia que foi embora também, foi embora, jogaram pra cacete. Ele era o 10. Responsável por pifar o baixo. Sabe quantos gols o baixo fez em 2000? A de 70, né?
73. É, acho que foi o ano que ele fez mais gols, né? E tinha o Euler também, filho do vento. Sim, caraca. No Maracanã, no Maracanã. Esse time, eu sou apaixonado. No Maracanã, né? Que tinha aquelas dimensões maiores. Porque chutava, é só dar um bicão pra frente. E o Euler chegava.
Teve o Brasil. Teve o Brasil e Venezuela. Que o Candinho chamou você, pernambucano, eu e Românio. O ataque do Vasco. E terão sete no Venezuela. Seis. Seis a zero.
Vamos pegar esse time do Vasco. É a seleção brasileira. Leia aí o ataque, vai lá. Cara, isso é assim... Até pro torcedor do Vasco hoje, deve olhar isso aí... O cara corta o expulso, não faz nada. Lembra do passado com carinho no coração. Comparação, recentemente, por exemplo, acho que o jogador que mais fez gols tem o Gabigol e o Cano, né? Passam de... No ano, mais de 40, né? O Cano fez uns 80 em dois anos.
42. Mais de 40 gols, mano. É, o Gabriel também ganhou de 5. É do cacete. Os maiores artilheiros que a gente teve recente. O Romário fez 73, mano. Quase o dobro. O baixinho era foda. É, o Romário é que partia. Cara, você chegava, você dominava a bola. Eu partia com ela dominada, ele tava livre. É, né?
Ele tava sempre bem posicionado, cara. Cara, isso é o quê? É talento, né? É um negócio nato. Acho que é nato. É nato. Tem a percepção, no momento do passe, você tá livre. Aquilo que a gente falava aqui, que o Tele Santana me ensinou. E o Toninho Cerezo fazia isso com maestria. Então é no momento do passe, você tá livre.
Tem uma ação de coisas que você tem que ser eu previsando? Porque é você e eu, né? Ah, cara, foi bastante. Cara. Foram bastante. Porque a gente jogava em função dos dois, né? O Eler abriu os caminhos. E aí o Romário posicionando e finalizando. E aí tem um dos maiores jogos da história do Vasco na gama, cara.
Tu atua demais, né? Tu joga uma barbaridade, assim. Conta a sua história nesse jogo final da Mercosul. Eu acho que foi o terceiro jogo com o Palmeiras, se eu não me engano. A gente tinha empatado. É, não, nas finais, né? Acho que nessa final. Acho que a gente empata dois e a gente vai fazer o terceiro, se eu não me engano. E aí a gente faz no Parque Antártica. Isso.
E, assim, na teoria, a gente tinha melhor time que o Palmeiras. É. Né? Já era um Palmeiras que começava a Parmalat ali a dar uma patinada em 2000. Depois o Palmeiras vai cair em 2002. Tinha sido campeão da Liga de 1999. É, o time já tinha saído. A Parmalat já tinha saído, né? A Parmalat ou tava pra sair ou tinha saído. E aí, cara, assim... Primeiro tempo...
Bem atípico, né? O Palmeiras aproveita as oportunidades, o cara faz três gols. Você entra no meio desligado assim, não é?
Eu acho que foi... Acho que não, foi sem constância do jogo mesmo, né? As bolas sobravam e os caras fizeram... Foram eficientes e fizeram os gols. Só que nosso time, aquilo que eu falei, né? A gente tinha uma confiança, cara. Vestiário apagado pra caramba, né? Na hora do intervalo. Aí um fala, outro fala e tal. Aí eu me lembro que no túnel de volta, a gente meio que foi com a ideia, porra.
Cara, meio tempo nós tomamos três, a gente tem outro meio tempo agora pra fazer três. Essa confiança sim, cara. Então assim, cara, vamos pra cima, do mesmo jeito a gente tomou três, a gente consegue fazer os três. Parece que o Eurigo desce quando vocês estão ali no vestiário. Ali meio abafado, meio calado. Lembro do Eurigo se o Eurigo desce pra falar de alguma coisa. Vamos voltar e vamos tentar ganhar o segundo tempo.
Relaxa. Papai Joel. Eu não me lembro de ter ouvido alguma fala do Eurico. Acho que eram jogadores e o Joel. É. E tem as mexidas dentro do Joel, que ele bota viola no jogo. Bota viola. O viola entra muito bem naquele jogo. Então é expulsão do Júnior Baiano.
Quando tá 3x2. 3x2. Ah! 3x2. Então lembra do primeiro gol. Como é que sai o primeiro gol? Então, o primeiro gol sai de pênalti, né? Eu sofro pênalti. Cara, assim... Tu liga na tomada ali. Liga na tomada. Aí vou vertical entrando na área e dou o tapa. Quando dou o tapa, o Gilmar dá o carrinho. Eu não lembro que era o Gilmar. O Gilmar dá o carrinho. E aí eu... Eu caio.
Esse pênalti é meio duvidoso.
Dá uma acabadinha ali. Ah, cara, mas o carrinho dentro da área já é imprudente, né? Eu falei pra ele. O Gilmar é meu amigão, né? E aí o segundo tem um... Romário guarda. Aí o Romário guarda. 3x1. Aí o segundo, eu sofro o pênalti novamente que é o... Acho que o Fernando que faz uma carga. E aí é pênalti. O Fernando volante faz uma carga, aí pênalti. O Romário vai 3x2.
Mas a gente já tava num ritmo. Cara, quando dá o 3x2, pô, a gente já tava num ritmo em cima do Palmeiras. Que os caras, assim, assustados com aquela nossa reação. E a gente em cima e a confiança e tal. Aí o Júnior Baiano é expulso. A gente nem sente.
Parece que não aconteceu nada. A gente continua jogando em cima do Palmeira, em cima do Palmeira. E aí sobra aquela bola. O Romário tenta bater. Bate na perna esquerda dele, meio que no tornozelo. E aí sobra pra mim. Na entrada ali, no pênalti. Aí eu bato ainda de esquerda. A bola bate e passa por debaixo do Serjão, o goleiro.
É o 3x3, né? É o 3x3. Cara, ali... Fala, cara, ali foi uma das maiores explosões que eu tive no futebol, assim, de alegria, cara. Eu saio correndo ainda... É, tá no seu rosto, né? É, aí eu vou pro banco.
Aí, cara, ainda... Aí eu falo, porra, 3x3, cara. Normalizamos o jogo aqui, chegamos. Cara, vamos pros pênaltis, né? Que tamo no lucro. Cara, ainda... E aí vai ainda... E aí, porra, eu que faço... Quase faço o quarto gol, né? Bato, acho que bate na perna de alguém, sobra pra quem, onde o baixinho tava. Porra, de livre.
Segundo pau ali, pum, só pra guarda. Só e guarda. Cara, meu, é uma explosão, cara. Aí acontece uma coisa que eu nunca fiz, né? Eu nunca fui de provocar torcida adversária, tanto é que, pô, fui do Vasco Flamengo sem problemas, joguei no Palmeiras, joguei no São Paulo.
E aí tem um lance que eu e o Romário, depois desse gol, a gente faz assim pra torcida do Palmeiras. Eu nunca fiz isso, cara. Eu me arrependo também. Foi capa do placar, não é? É, de provocar. Eu nunca provoquei torcida nenhuma. Mas, cara, aquela... Ali, naquela emoção. Você tá maluco. Porque a gente passa em frente à torcida do Palmeiras e vai pra torcida do Vasco. E a torcida do Vasco fala no canto.
Os sobreviventes, né? Porque muitos ali, pô, 3x0 no primeiro tempo. Teve muitos vascaínos que eu vi que foram dormir. Sim. De raiva e acordaram campeões. Eu sou Flamengo. Eu sou Flamengo. Tava na casa dos primos vascaínos. Meu primo e minha prima. Pô, agora acabou o primeiro tempo. Falei, fiquei brincando com o meu primo. Pô, vai virar. Vai virar de campo, vai virar de lado.
Quando o Vasco foi construindo 3x1, 3x2, quando fez o 3x13, eu levantei com ele assim pra janela, pá! No 4x3 a gente fez trenzinho. Caralho, meu! Fiquei contagiado. É, foi muito contagiante. Não, e era um time muito foda. Esse time no Vasco é muito foda. Era, era muito foda. Só craque, né? É, era muito foda. E assim, ainda tem... Pô, tem muita coisa a falar desse time, porque assim, a gente falou, o técnico era o Joel.
Na final. Na final. Não, e a discussão do Osvaldo de Oliveira com o Eurico. Que culminou na saída dele. Culminou na saída dele. Como é que um presidente... E a gente tava no processo. Era a semifinal de brasileiro. Do Cruzeiro, do Filipão. Como é que você tira um treinador na semifinal de brasileiro, cara? E final do Mercosul. Pô, final de Mercosul. A gente já tava na final. No Doc da Globo, o Eurico diz que... Acho que é a imagem que eles usam no Doc da Globo. Ele fala... Tchau.
Ele falou que o horário tava mantido por ele. Eu falei, não, não, não, o horário vai ser tal. Ele disse, não, já tava organizado. O horário é tal. Do treino. É, do treino. Um tinha marcado já o treino mais tarde. Era de manhã e à tarde. E o Eurico tinha marcado... Não, não, não. O Eurico marcou um horário... É esse o horário.
E é a comissão técnica que marca o horário de treino, né? Porque vê conforme os jogadores aí mais cansados, menos cansados o que que é a preparação pro próximo jogo. E eu acho que ele tava puto também, que a gente tinha empatado com o Cruzeiro em casa. Entendeu? Dois a dois. E tem uma outra galera que diz que ele mandou embora porque ele tinha dito que não queria ninguém cumprimentando nem falando com o Filipão. E o Oswaldo vai lá, abraço, Filipão.
Só que assim, da boca do Eurico tem a declaração dele dizendo que o motivo foi a divergência de horários, né? Sim. Eu falei que era horário tal, ele disse que não, a comissão que definiu, eu falei, eu defini o horário tal. Não, então você tá fora. É, exatamente. Então você tá fora.
E aí os dois, a personalidade, o Osvaldo também, né? E aí nem o pedido do Romário. Acho que o Romário também foi falar com ele. No grupo de vocês caiu como aí, né? Esquece. Esquece. Aí fomos falar com o Osvaldo pra ele. Esquece também. Aí não teve jeito. E aí traz o Joel. Aí o Joel, cara...
malandro, sabendo lidar com toda essa situação, porra, entra e dá sequência. É, e é campeão. Aí a gente ganha do Cruzeiro lá, de 3x1. Pô, o maior jogaço. Jogaço do Euler, acho que o Euler faz uma partidaça. Ele era foda.
E aí pega essas duas finais, né, cara? São Caetano. Aí tem aquela... O jogo no Parque Antártico, o Rápido São Caetano tava jogando bem, né? Tava muito. Faz 1x0 até. Porra. Jogando bem pra caraca. E no Esmeralda. E o Mar chutando até pedra, cara. É, a Demar, é. Porra. E no Maracanã. E em São Januário também estavam bem, né? Até dar o problema. São Januário também, é. Era um time chato. Mas tu olhava pra São Januário assim, você falava assim, cara, essa porra tá muito cheia, mano.
Ah, nem me ligamos. Nem se ligamos, nem se ligamos. Entramos, pô, maravilhoso. São João, né? Era lotado. Mas, cara, aí quando acontece o problema lá, puta, aí quebra, né? Pô, aí a gente começa a ver os torcedores machucados. Aí, pô, você sai totalmente do clima, né?
Aí o Eurico entra, sai. Cara, eu lembro do Antônio Garotinho, era o governador. Ele mandou, mandou mensagem. Sobrevoando o São Januário, lembra? Entrando ao vivo na Globo, meu irmão. Aí o Eurico manda um recado. O governador, ele manda alustar no Praça Guarabara. Aqui não mandou eu. O que que manda sou eu. Vai ter jogo. Aí eu levo assim, Eurico, o pessoal tá mais carinho. Levada, levada, levada, levada, o maluco, o velho ganhou na perna. Calma aí.
Acordando a polícia, lembrando. Vai, vai. No lugar da grade. E eles ficam ali e rolam o jogo, né? Cara. É, cômico, cara. Cara. E aí, beleza, não tem jogo. É, o jogo para, porque... Final vai pro Maracanã. Ele tem um outro episódio. É, no ano seguinte. Foi em janeiro. Cara, foi em janeiro. Foi em janeiro. No dia de Sandy e Júlio no Rock and Rí. Não lembra, hein? Teve o diatinho? Britney Spears. Então, eu nem decidi. Não sei porque... Eu assisti o jogo mais cedo e fui pra lá.
Joaquim Rio 2001. Eu não sei nem onde por que eu fui nesse dia, mas eu fui lá. É. E aí, cara, Maracanã, você chega pra colocar a camisa do Vasco, você deve ter percebido assim. Ah, é aí. Cara. Caralho, SBT, mano. Oi, maoi.
Vocês não sabiam de nada? Nada, zero. Imagina a surpresa. Zero, zero, zero. Chegamos, a gente saiu pra aquecer. Quando a gente volta, tá as camisas com o símbolo do SBT. E aí ninguém entende nada. O Romário, acho que vai falar com o Eurico. O Eurico falou, Romário, isso é coisa minha. E aí a gente sobe com a camisa do SBT.
Você vai fazer duas coisas. Virou uma relíquia, cara. Virou uma relíquia. Agora aparece o Vasco Criano com essa camisa aí e a gente quer comprar e tudo. A minha tá guardadinha lá, cara. É mesmo, é. Peça de museu. Cara, meu. Se eu não me engano, por aquele ato do Eurico que é genial, mesmo que vai ferir algumas coisas, contratos e tudo mais. Só lembrando aqui que o Joel estreia. A gente tá falando desse cenário todo. O Joel estreia no 4x3.
A estreia dele é no 4x3. Que é o terceiro jogo mesmo na final. É o terceiro mesmo. É o terceiro. Joel, mas a gente não tem mais esse tipo de técnico. Como era o Joel. Aqui no Rio, você podia dar uma menção daqui a um time robusto como o Vasco?
Podia dar pro Joel que ele vai... Ele vai tocar. Primeiro que ele vai abraçar com todo mundo. Exato. Ninguém vai olhar assim, quem é esse Joel? Ele vai botar pra jogar. Joel é caraca. Esse dia aí, esse feito do Eurico, a marca, se não me engano, mudou a legislação aqui do Brasil do futebol. Equipe nenhuma pode botar... É uma empresa de comunicação. É.
concorrência também, né? É, porque a outra... Imagina aí. Mas nem a dona pode. Nem a dona do dia que pode. Só que agora a gente tem uma coisa que não tinha, que são os streamers, né? É. Então aí teve, eu acho que... É, porque aí a gente já teve streamers não sendo em camisa. Aí, mas emissora, não pode. O Eurico foi deputado não sei quantos anos. Foi. E ele sabia muito de lei.
Sabia. Então, ele sabia muito de lei. Eu não sei se você garantei essa noção. Se você ia pra coletiva do Eurico, se você é repórter novo, se eu tiver essa oportunidade, tu vai despreparar, perguntar alguma coisa pra gente. Regulamento, irmão.
te atropelava. Quem foi que ia... Você não saiu dentro de escueiro ainda. Ia pra dentro. Tu tem alguma história específica com ele, assim, Juninho? Do Rico, assim? Tem, cara. O folclórico, né? Acabou de ideia. Mas, assim, é um cara, era um dirigente que entendia muito.
de futebol, ele entendia muito de leis de futebol, era um apaixonado pelo Vasco, mas às vezes passava por cima de muita coisa pra, pro Vasco ou pra ele e aí assim, é, o o meu final no Vasco é ruim porque assim, eu não quero sair do Vasco, né a gente tá naquela, e eu tava emprestado do Atlético de Madrid
E o empréstimo terminava. Logo na sequência lá da Mercosul e do Brasileiro, o empréstimo terminava. E eu queria continuar no Vasco. E aí eu falei que o Eurico também queria que eu continuasse. E aí teve a… Só que…
Ele tava me devendo salário, né? Já, então. No final do meu primeiro contrato, ele já estava me devendo um valor. A gente tem falado isso aqui. Eu falei, Eurico, cara, eu não posso renovar. Então, me acerta esse valor, eu renovo, não tem problema. A gente renova. Acho que nem pedi aumento na época, era o mesmo valor e tal. A gente renova por mais seis meses. Não sei o que e tal. Então, aí, ele me pagou com cheque.
Aí o cheque, ele me pagou com o cheque. Aí o meu pai foi no banco descontar o cheque, cheque sem fundo. O rachudo. Aí eu vou, porra, Eurico, o cheque tá sem fundo. Eu te paguei. O cheque tá aí, cara, eu te paguei. Ah, pô, agora se ele tá sem fundo é um outro problema. Vamos verificar esse problema. Cara, e foi me enrolando, me enrolando, tal, tal. Cara, assinei, renovei.
Renovei por mais seis meses. Ele não me pagou o que me devia, como não me pagou dali pra frente em nenhum mês.
Aí eu tive que sair, cara. Aí eu tive que sair. É, cara, aí fui e entrei na Justiça. Porque, pô, imagina, não era algo irrisório, né? É, até o Romário nessa época, acho que o Romário falou com o Elo, acho que pagou o salário, o Romário emprestou dinheiro. O Romário, né, cara? O Romário emprestou dinheiro pro Vasco nessa época.
Aí teve a confusão do acho que é do Bank of America. Isso. O Vasco recebeu um dinheiro grande do banco, aí rompeu o contrato com o banco também. Então assim, foi uma época bem turbulenta. E dura até hoje. E dura até hoje.
Essa é a... Eu tava falando isso. Você chega com o Eurico no auge, porque o Eurico até dois... Ele vai construindo ali o Vasco nos anos 90, vitorioso, como vice de futebol. Aí bate campeão 97, né? Brasileiro, aí Libertadores 98, e aí vem Mundial, quase... Pô, bate na trave de ser campeão mundial nos pênaltis contra o Corinthians, com o Real Madrid jogando melhor, né? No Japão, tudo mais. Quando vira lá no 2000 pra 2001, que aí chega a conta, mano.
E aí a conta tá até hoje. Aí começou a desmoronar. E reflete até hoje. Por isso que eu falo assim, o pessoal fala Porra, o Eurico, o Vasco foi... Cara, assim... Eu e esse medo com o Botafogo. Eu tenho uma administração bem diferente.
O torcedor. Ele fica meio que... Ah, valeu a pena porque ele ganhou, né? Mas, cara, às vezes é o que você disse, né? Você botou na ponta do lápis ali. Você vai botar na ponta do lápis. Ah, 97, 98, Brasileiro Libertadores. 99, Rio-São Paulo. 2000, Brasileiro. Aí, Mercosul. E aí, disputa dois mundiais jogando mais. Jogando bem.
Pô, mas pra depois 20 ou mais, né? 20, 26 anos. Esses 26 anos, tira dois anos aí que o Vasco brigou pelo título em 2012. 11 e 12. 2011 ganhou o Brasil. 11 e 12. Tira dois anos, 24 anos de...
Perdendo protagonismo, perdendo receita, dívida, indo sei lá quantas vezes pro rebaixamento. É que a doceano do Vasco é incrível, né? O Júnior falou, ele montou os melhores times do mundo, cara. É, exatamente. Pra montar o... Podia jogar, a Liga, Alemão. Essa parte ali, ele fez muito bem. Essa parte dentro de campo, agora fora de campo. É, então. Ele saía... Se perdeu. Ruiu, né? É, se perdeu.
E aí, Juninho, 2002 tá convocado pelo Flamengo, cara. Cara, aí eu não queria sair do Brasil, não queria sair do Rio. Porque eu tava muito bem adaptado lá. E aí... O time do Vax já tinha ido pra seleção troca de técnicos, né? Saiu o Vanderlei. Sim. Depois chega o Leão. E vem o Leão. Aí o Leão dura pouco lá, a Copa das Comederações já rodou, vem o Filipão. É.
É. Felipão, no início, se eu não me engano, tu não vai pra aquela Copa América de Honduras ali? Não, fui, fui. Tu tava nessa aí? A gente perdeu pra Honduras? É. Porra, tava.
Que era do grupo do Filipão ali. Tava, porra, vergonha total, cara. Máxima. Porra, tá louco. Também, na rolê, vinha de quê? Tinha tido no Xamburgo, aí o Candinho fez um jogo. O Candinho leva o Vasco. Sim. O Candinho era interino. Interino. A Brasileira na Venezuela lá de seis. Aí o Leão, vem aquela história do Leão que... Você vai falar, você não vai ficar tranquilo, porque os jogadores pediram liberação, né? Alguns famosos. As Olimpíadas. Das Olimpíadas. Que ele cai depois das Olimpíadas.
Aquele era a Olimpíada, não é confederação não. É porque foi mal, ele não pôde levar os jogadores. E aí foi mal e ele cai. O pessoal brinca que ele levou... O volante do... Do esporte. Leomar. Leomar. Leomar. Levou o Magnum Alves. Nosso amigo Rony. Rony. Isso aí. Tem que lembrar disso. Eu lembro disso. A CBF fala assim, não.
Gosta um coração valente. O Leão, ele faz a convocação possível, porque os jogadores pediram dispensa e tá tranquilo. Pô, o Brasil pede pra Austrália. Acabou. Já é limitado no... Já na volta. Mas olha a preparação pro Penta, né? Aí vem.
Por último, vem o Filipão. E aí lá, a Copa América perde pra Honduras o Filipão. Honduras, Honduras. Pelo amor de Deus. O Denilson, que é engraçado, ele fala, né? Ele e o Tio Naga, né? Isso, juro. Ele conta essa história do lateral direito de Honduras, né?
Cara, vamos pra cima dele, vamos pra cima do lateral. Cara, o lateral, ele engoliu o Denilson e o Júnior. E o Júnior. Ele defendia e atacava. Ele defendia e atacava. Naquele jogo. E ainda parece que era o ponto frágil de Honduras. Você tá louco.
Como diz o outro, eu só falo um dos melhores laterais que eu joguei, o cara só jogou esse jogo. Parecia que tinha dois pulmões. Exato. E ali a gente, pô... Aí, a minha ida pro Flamengo, então aí o Flamengo se interessa. Tu vai em 2001? Em 2001. No segundo semestre. Tinha jogado o jogo do Pet lá, né? Em 2001. Tu joga muito aquela final. Aquele lá foi fogo também, rapaz. O que a gente perdeu de gol, cara.
E aí vai o Beto já tinha saído do jogo, porque quem pegava falta de longe era o Beto, não era o Pet. É verdade. Aí o Beto sai do jogo, aí vai o filha da mãe do Pet, cara. De longe pra dele. Porra, bota a bola lá na furquilha. Do Welton. Não, o Welton tentou ainda. Eu ainda falava, porra, o Welton, se posicionado no meio do gol, ele podia ter chego nessa bola.
Porque ele era muito rápido, o Elton. Mas eu vi os lances depois. Ela vai lá, né? Ela não tá nem caindo, ela tá subindo. Porra, aí... O Valais jogou muito melhor esse jogo. Muito melhor, cara. E perdeu de três gols. As duas finais a gente jogou muito melhor. A gente tinha a vantagem de perder por dois gols, cara. Caramba. O César pega muito nesse dia. O César, cara, a gente perde de gol, cara. Impressionante, cara. Seria... A torcida ia quebrar a fila, né?
Até hoje permanece. Desde 88 o Vasco não ganhou uma final. É valendo o título do Flamengo. É o Golo Cocada. O Golo Cocada. E ali eu lembro que a torcida do Vasco tava gritando já. Vi, céu, caralho. Quando sai a foto do pé, a gente tá rolando isso. Eu tenho um amigo que tava lá e ele fala que tava lá. O torcida do Flamengo meio calado e do lado do Vasco. Vi, céu, caralho.
Aí falta, a galera continua ali, vira. Aí, daqui a pouco, dá uma paradinha pra bater a foto, quando bate, diz que é um silêncio, daqui a pouco... Foi impressionante, a explosão do lado dos caras também. Zagalo. Zagalo no banco, porra. Ali foi fogo. E aí eu vou pro Flamengo, aí a equipe não encaixa, já não joga tão bem.
É, você no Vasco era melhor, né? É, já não jogo tão bem. Mas mesmo assim, vou pra Copa. Quem tava de técnico? Hã? Quando chegar no Flamengo, quem era o técnico? Eu tive o Ney Franco. Não, o Ney Franco foi em 2007. Não, eu tive o Lula Pereira.
Eu tive o Lula Pereira, tive o Carlos Alberto... Carlos Alberto Torres. E tive o... Ai, rapaz, o que tá no Náutico agora? Hélio. Hélio dos Anjos. Cara, olha a trinta. Hélio dos Anjos. Isso chega no segundo semestre... Chego depois do Estadual. Depois do Zagaro. Depois do Estadual.
O Lula Pereira tem várias histórias. Tem uma história, primeiro, que ele saía do...
Treinamento com a chuteira mesmo, assim. Chuteira, chanca de mercado. O cara que ela usa o mercado, o cara pô, pô, pô, pô. Essa eu não sabia, essa eu não sabia. É mesmo? Eu encontrei com ele no mercado e ele chutei. A história dele na China, você sabe? Não. Ele ir pro futebol chinês? Não. Porra, essa. Do Lula, do Lula? São clássicos de jornalismo esportivo, Carioca. Você estava, eu acho que...
Eles já diventaram no time, hein? Já, acho que já. Eu acho que vocês estavam concentrados, era fora do Rio? Era fora do Rio. E aí, no hotel. E geralmente, naquela época, a rádio, tudo mandava os repórteres. Ficava tudo ali no hotel do clube, né? Sim. E aí, não sei se você vai lembrar, tinha um repórter famoso do Flamengo, da rádio, que nessa época... Tinha um repórter da Rádio Globo e um repórter da Tupi, que eram rivais. Que eram rivais. É. Dois cabelos brancos, assim. É.
E aí, duas figuraças. Não, não há, não. Já, com o nome, já. Aí, e assim, rola aqui validade, né? Porque o programa da Rádio... Agora acabou isso, né? Mas o programa da Globo, da Tupi... É um queria dar informação na frente do outro. Era a Rádio Divas. Na hora, isso aí devia ser pra entrar no programa das 5 e 6, né? Então a Globo tem um programa forte e a Tupi também. E aí, o que os repórteres fazem? Tem destaque, né? Então...
Num dia normal, o cara fica tentando arrumar alguma coisa, mas vai dar um destaque normal. O repórter da Rádio Globo já tava cismado que o repórter da Tupi, mas dava uma passada e olhava as anotações. Ele tinha essa impressão. Pra não perder a notícia que o outro... Falava, vai que o outro alguma coisa lhe se demore. O que ele fez? Ele foi lá...
que ele fazia sempre, o papelzinho dele, começou a montar o destaque dele. Colocou lá dois destaques. Várias notícias verdadeiras. Verdadeiras, vamos dizer, três destaques. Dois verdadeiros e botou um terceiro, que ele criou um fake, que era justamente Lula Pereira da festa. Lula Pereira, ele serve proposta da China e pode deixar o Flamengo. E aí ele falou de propósito, deixou assim, de lado, foi no banheiro, fez alguma coisa.
Como ele imaginava, aconteceu. O repórter rival... Olhou a anotação. Tá papelzinho aqui, olhou. Ih, rapaz. Lula na China. Lula Pereira recebe proposta da China. O da Globo não gravou isso. Começou a rir. Gravou as dele normal pro programa. O da Tupi foi emergência. Me dá aqui. O destaque do destaque. Aí ele mandou lá... Polinho!
E o Notícia de Agora, hein? Lula Pereira recebe proposta do futebol chinês e pode deixar o Flamengo. Em instantes, volto com mais informações. E o da Globo tá lá rindo. O Globo ouviu.
caiu, foi fazer as coisas dele lá a gente tinha gravado os três destaques dele mano, aí é a vida o repórter da Tupi que caiu, que pegou a notícia e deu encontra com o Lula ali pelo hotel e esse é um repórter, esse cara é da Tupi, mano esse é fora de repórter, ele vai perguntar ele vai atrás, encontrou o Lula vem cá, vem cá, pô Lula, que entre nós aqui pô, fiquei sabendo que futebol chinês te procurou e que você tá só
gostou da proposta, pode ir não acreditar, gente, que o Lula confirmou não sei se o Lula pensou assim, pô, estão especulando vou ir marcar, vai aqui ficar valorizado pô, Serginho, você vou ter que te falar então, né chegou, conversamos, olha, tô bem penso aí, aí o outro vem grandão
Você grava pra mim? Eu gravo? Lula, e essa proposta da China? É verdade, chegou, tô analisando, tô movendo. Vou ver se é melhor pra mim e pro Flamengo, vou analisar. O cara da Globo tá esquecendo. Já ligou lá pra produção da Tupi? Me bota ao vivo, me bota ao vivo. Aí já... Sérgio Américo.
Tudo bem, Apolo? Olha, mais informações sobre a notícia que eu trouxe pra você. Lula Pereira fala aqui sobre a proposta da China. No programa do Apolinho. Aí o Lula falando. Cara, o telefone do outro começa a pipocar. Porra, tá dormindo aí, cara? Ele não ouviu isso. Ele não ouviu a parte do Lula no ar. Aí, pum. E aí?
Tô aqui no hotel, mas relaxa Tá tudo gravado Que relaxa o que, cara? Tu pideu agora que o Lula vai pra Chira O Lula acabou de falar Pô, cara, vou te contar Contar o que, mano? O Lula falou no ar O quê? O Lula falou no ar Tem sonora Corre atrás da boine Mas isso é mentira
Dizem que no dia seguinte a capa do jornal lance era o Lula Pereira com o chapeuzinho de chinês. De igualdinhas de confuso. Olha que loucura. Mas isso é a graça do... Perdeu pouco essa... Hoje também, né, cara? É bem maluquinho.
Cara, que louco. É verdade, é. O Xangai Xexu, né? Enfim, aí tu é convocado pela seleção brasileira, pelo Filipão. Sim. Você esperava em 98, em 2002, você esperava não ir, cara, em algum momento?
Você fica preocupado. Não, mas depois que eu... Aí tive uma sequência com o Filipão de convocação. Aí eu esperava aí. Você tinha entrado naquele jogo da Venezuela? Tava. Tava. 3x0, né? 3x0. Tinha que ganhar o último jogo das eliminatórias. Rolava na tua cabeça que era você, Djalma... É, no caso de nós. Ah, sim, assim. Tinha... Porque eles também estavam indo, né? Tava. Tava. Tinha amoroso também. Amoroso.
Então, e aí, sim, rolava preocupação, né, pô. O Alex também tinha jogado mais com o Filipão do que eu, né. O Filipão me conhece só na seleção. Exato. Não participei de clube com o Filipão. E aí, e aí vai, pô, mas aí eu tava mais, assim, esperançoso, né.
Mas recalcado, né? Por aquilo que aconteceu em 98. Aí eu tava na cozinha da minha casa no Rio. Quatro anos depois. Aí eu olhando a convocação. Aí quando surgiu o meu nome, caraca...
Aí foi um desabafo, cara. É, mesmo. Você tava com família. Tava esposa, família, né? Família. Tinha um amigo comigo. E aí chororou, né, cara? Aí vem aquele caralho. Reparação, né? É. Mesão. É. Salgado é o caralho. Aí foi, aí... Porra, do caramba. Aí... Aí foi uma das maiores felicidades também, né?
É, do cacete. O jeito que o Filipão quis te usar, ele já tinha feito isso contigo, conversado contigo, e nessas outras convocações? Não. Foi ali na Copa? Ali na Copa. Porque foi uma surpresa pra ele também, né? Porra, o Ricardinho, o Emerson se machucar, cara, na véspera. É, capitão, né? Era Emerson Gilberto.
E já tinha a equipe formada. Eu era reserva, né? Tava brigando por opção com o Ronaldinho, com o Rivaldo. Isso, reserva na frente. Mais à frente. E aí ele vem conversar comigo. Acho que eles pensaram em alguma situação. Já tava jogando com uma linha de três, né? O Edmilson fazia o falso terceiro homem. E aí ele, quando a gente atacava, ele vinha pra volante. Né? Então assim, já tinha uma proteção ali. Aí o Falkon quis dar um pouquinho mais de qualidade do meio pra frente. Aí ele veio falar comigo.
Eu falei, pô, professor, claro. Claro, é... Aí tinha... Tanto é que eu não fui eu, né? É, então. Eu deveria ser. Porque se eu fosse eu, eu não sairia do time. É, né? Eu acho. Só que eu fico com aquela ideia de, pô, quando o Cafu subir, você tem que pender pro lado direito, tem que cobrir essa descida. Você tem que ajudar o Gilberto Silva na marcação e tal. Então você fica...
preocupado em poder fazer aquela função que você foi determinado pra isso. Eu não tava jogando de meia atacante. E aí, cara, não me destaquei, né?
Aí eu não fui bem, não me destaquei. Devo ter cumprido a função. O Filipão acho que fala muito isso, que eu fui importante naquela fase. Então devo ter cumprido a função. Contra a Turquia é difícil pra caralho. Difícil pra caramba. Mas não me destaquei, cara. Não me destaquei, não dominei aquela posição. E aí tem o jogo da Inglaterra.
Tu joga contra a Bélgica ainda. Joga contra a Bélgica. Joga os quatro primeiros. Você também é o bicho, hein? Jogou duríssimo. Duríssimo. Duríssimo, duríssimo. O gol do Rivaldo, que ele domina aqui. Pô, duríssimo. O jogo da Bélgica foi... Eu acho que foi aí que o Brasil começa a se consolidar. É. E aí ser campeão. Mas... E aí depois, entre o Clebson, porra, aceito na boa. Não tinha essa questão de... A gente pensava muito coletivamente ali. Ali... E aí...
Imbuídos também em ganhar a Copa do Mundo, independente de quem estivesse jogando. E aí, depois ele me dá o presente na final, que ele me coloca acho que 12, 15 minutos, jogando na minha posição. Porra, isso é do caralho.
Entro na vaga do Ronaldinho? Entro na vaga do Ronaldinho. Cara. Aquele time lá, né? E aí, mano? Como é que é entrar numa final da cota? Porra, parecia que eu tinha... Era 12 minutos ali da minha vida. Eu corria pra tudo quanto é lado. Queria a bola toda hora. Dar a bola. Entrar numa felicidade. O jogo já tava 2x0.
Então, pô, foi uma felicidade enorme. É incrível, né? É. E o sentimento? Quando apitou, tu é campeão do mundo. Cara, você festeja, né? Você tem ali aquela situação, pô, você é feliz pra caramba, mas você não tem noção do que aquilo representa. Só vai ter ao longo do tempo, né? Só vai ter ao longo do tempo. Chegando nos lugares, as pessoas... Só vai ter ao longo do tempo.
Hoje, assim, temos 24 anos de novo sem ganhar. E, assim, aquela geração mal acostumou, né? Porque, pô, você pega 94 campeão, 98 vezes. Penalista. E 2002 campeão, porra.
E aí, 2006, tem uma decepção, porque a seleção de 2006 também... É impressionante, cara. Então, assim, você pega uma geração e não é isso, cara. Copa do Mundo não é isso. A gente tá vendo agora, a gente tá testando isso novamente. Não é isso. Então, só que a nossa geração... Mas se eu vou perguntar pra você hoje, assim, pra falar pra esses caras... É uma fiança absurda. Pra esses caras que estão lá hoje, assim, é...
Você falou que na hora você não tem noção do que significa. Não tem noção. Hoje, o que significa ser um campeão do mundo? Ah, cara, é impressionante. Porque, assim, são coisas dentro de qualquer profissão, né? São metas que, assim, você fala, cara, é muito difícil atingir essa meta.
E a gente atingiu, né, cara? Então, assim, pô, ter sido um jogador de bola profissional, campeão mundial pelo Brasil, cara, você fala... É o ápice, acho que não dá pra você pensar em alguma coisa a mais, né?
Você deve ter recebido agora na tua casa a taça que a FIFA tava roubando. Pô, recebi, cara. Lindo, lindo, lindo. Deve voltar tudo na cabeça. Você fala, cara... Abra aquela caixinha. Não, e quando tem a taça do mundo que só campeão mundial pode tocar? Ah, é? Você fala, caraca, cara. É. E aí você pode tocar na taça. Então, assim, é... Já ouviu a experiência contigo, assim? Já. Cara, é surreal. Vai contar quantos homens tem na terra?
Fala assim, não, não, o Juninho pode pegar. Cara, só. Qualquer lugar do mundo, né? Porque os caras pegam de luva, né? Os caras...
E o respeito que você tem lá fora, né, cara? Porque assim, o Brasil, pô, ele chega em toda a Copa do Mundo disputando o título. Mas tem seleções que só de ir pra Copa... E aí os jogadores falam, caraca, cara, esse cara é campeão mundial. Então, o respeito lá fora é muito maior. É, né? É muito maior. Tu foi pra... Eu não lembro agora, eu nunca tava dirigente? Dirigente.
Cara, assim, essa minha passagem pela CBF é um pouco frustrante pra mim. É. Ficou um ciclo? Fiquei um ciclo. Cheguei com o Rogério Caboclo. Fiquei no ciclo todo do título. Não no todo, porque era o Edu Gaspar. Ele começa com o Edu Gaspar e aí eu vou e termino o ciclo. Mas eu entrei na CBF. Uma Copa, as duas. Uma Copa, de 2022. 2018 estava o Edu. O Edu Gaspar.
E aí eu chego na CBF como diretor de desenvolvimento. Eu não chego como coordenador de seleções.
E aí eu fico três meses nesse cargo. Cara, assim, e eu acho que eu já estava contribuindo, porque eles precisavam de um interlocutor do campo ali, de você saber o que está acontecendo, saber os defeitos das competições, saber onde era o calcanhar de Aquiles de treinador, de jogador. E eu estava passando isso para os dirigentes lá da CBF. E estava ajudando muito os outros departamentos. Então, ali eu achei que eu poderia contribuir muito.
Então fui em algumas reuniões da Comebol Pra desenvolvimento do futebol E aí só que quando surge a questão do Edu Gaspar Sair pro Arsenal O Rogério Ele não tinha um nome ali pra Pra colocar E eu já estava ali, né E ele já tinha tido uma certa confiança em mim E aí ele me coloca nesse cargo Aí porra, também como é que eu vou negar?
Agora, friamente, eu deveria ter falado, Rogério, cara... Eu vou render mais aqui. Cara, eu tô tão bem aqui, cara. Me deixa nessa posição, né? Vamos procurar um ou outro. Te ajuda a procurar alguém. Mas eu não tive, porra, seleção brasileira. Como é que... Aí fui. E aí eu encontro um departamento totalmente organizado. Já tinha passado o Gilmar Rinaldi. Veio o Edu.
E aí tinha Claudinha, tinha Luiz Wagner, tinha Hamilton. Esse departamento era muito bem organizado. E aí a comissão técnica do Tite nem se fala, né? Ele no comando. E aí você tinha Fábio, você tinha Clebinho, você tinha Matheus, você tinha o Físio, o Gui que tá lá até hoje, enfim. Então eu acredito que eu tenha contribuído muito pouco.
muito pouco, eu dei só a sequência a gente até organiza que isso acho que nunca tinha acontecido de a gente mandar o calendário da seleção brasileira nas eliminatórias e todos os jogos e os locais dos jogos então a gente conseguiu fazer isso
Mas aí depois veio a pandemia, a gente não conseguiu seguir esse caminho. Mas assim, algumas coisas que foram feitas, mas um departamento já totalmente organizado. Já tinha ali um... Já tinha, já tinha. Aí você vai ver o melhor lugar de... A logística. A logística, a Copa do Mundo. A Copa do Mundo do Qatar pra gente foi fantástica. Era um lugar só... Putz! Estive lá agora. A logística foi maravilhosa. A experiência foi muito boa. Foi muito boa. Você...
fazer uma análise técnica ali da gente na Copa de 2022, assim. Sem entrar no mérito de julgar o trabalho do Tite, né? Mas das coisas que a gente acabou pecando e faltando pro Brasil, né? Eu, por exemplo, vendo o jogo do Brasil, a gente falava isso, né? A gente estava se apegando muito daquela época de 2022 à questão do...
Tem a identidade do Brasil. Então, assim, quando o Brasil perde pra Croácia, eu lembro que eu peguei muito esse lado. Eu falei assim, cara, a Croácia tem jogadores que atuam na Croácia. Sim. É um campeonato menos desenvolvido do que o nosso. Era o goleiro, o Livá Kovic. O próprio Bruno Peticori faz o gol. Eles têm jogadores que jogam em ligas grandes, mas, assim, especificamente nessa hora decisiva, foram caras que estão ali...
sendo expostos a um nível da Croácia. E a gente, eu questionava muito isso, o que a gente não podia ter uma seleção mais equilibrada com mais gente daqui? Não mais do que lá, né? Mas o cara que tá bem aqui, poder ir pra lá pro Brasil. Porque tinha sempre um argumento de que, ah, mas aqui o enfrentamento é muito inferior e tudo mais, e aí como é que a gente vai... E aí eu falava, ó, a gente foi eliminado por um goleiro, por exemplo, que não tá enfrentando o Lewandowski, que tá enfrentando os jogadores da Croácia, olha lá. É.
no processo do Brasil, ou depois que a gente perdeu, teve alguma reflexão sobre o que a gente poderia ter feito mais? Se a seleção podia ter mais identidade do Brasil? Se a seleção menos inspirada na Europa? Enfim...
O ciclo do Tite, né? Ele foi muito bom. Exatamente. Né? Porra, ganhou a Copa América. As eliminatórias, porra, atropelou, passeou. Então, assim, o ciclo vinha sendo perfeito. Como foi o ciclo do Dunga e Jorginho em 2010 também. Aí você chega numa Copa do Mundo, você chega muito confiante.
E aí tem a questão da convocação, né? Eu me lembro que na convocação, acho que a única contestação da galera foi em cima do Daniel Alves. É, sim. É? Ter levado ele. De ter levado o Daniel Alves. Mas assim, cara, a gente procurou tanto. A gente também pensava nessa questão do Daniel, da idade, enfim. Mas a gente procurou tanto. E na nossa avaliação, não tinha um cara melhor que o Daniel.
Lateral direito ali. Lateral direito, independente das condições dele na época. Joga o militão, não é isso? E aí, o Tite, por conta dessa questão, ele começa a experimentar o militão ali. E o militão vai muito bem nessa função. Tanto é que o Ancelotti é capaz de aproveitar ele. Eu acho que ele vai de militão. De aproveitar ele. Então, assim, aí pegando um pouco a sua pergunta, então...
Nesse sentido, acredito que não. A gente não teve essa reflexão. Porque no nosso conceito, estavam ali os melhores. Por exemplo, isso eu estou perguntando, mas... Não, mas é uma análise minha de jornalista barra torcedora. É muito que você fala sobre também mudança. Tipo assim, aconteceu com você jogando na Copa. Sim.
E em 94 também, a entrada do Marzinho na vaga do Raí. De ter essa... Esse sinal de algo que... Mudar, assim. A Argentina muda também o time, né? Acho que muda seis jogadores. A derrota pra Parabra acaba provocando. A gente faltou um... Mas a gente via bem, o único jogo que a gente...
Vacilou, foi contra o Camarões. Que pô, já tava classificado. E mexeu muito, né? Mexeu muito no time. Quase uns 11 minutos. Mexeu muito no time. E também não merecia ter perdido. Sim, foi um... Foi castigo aquele gol no final. A bubacara. Mas aí a gente teve problema, o Neymar... Machucou. Machuca. A gente fica sem o Danilo também. É. Aí o Neymar tem uma gripe muito forte.
e a gente tenta tenta esconder isso, porque assim, aí tem a questão da Covid, aí seria uma... Cortado, né? É, aí, enfim, mas aí tem essas questões, né? No começo da Copa do Mundo.
Mas depois o Brasil, do jogo depois na Coreia, o Brasil se fortalece, né? Tem aquele jogo da Coreia que o Brasil vai muito bem. E o gol do Neymar é o da classificação. Cara, e contra a Croácia, a gente sabia que ia ser um jogo duro, mas não assim de a gente sofrer...
atrás. A gente ia saber que ia ser um jogo duro de furar a retranca da Croácia. Porque a tática da Croácia era isso. Segurar o jogo e levar pros pênaltis. Que na visão deles era a única chance que eles tinham. Porque se fosse jogar de igual pra igual, não dava.
E aí foi mais o que acontece. Então a gente sofre, principalmente o primeiro tempo com aquele meio campo da Croácia. De ficar rodando a bola pra lá e pra cá. Primeiro tempo do Brasil. E aí tem a individualidade do Neymar, depois quebrando essa resistência da Croácia. E aí, cara, assim... Fez o gol na classificação. Fez o gol. É o que a gente precisava fazer. Cinco minutos.
Puta golaço. Aí a gente tem, aí encontra-se um monte de cis, né? Aí, pô, se o Pedro não enfia aquela bola, se o Fred não vai até ali, então assim, aí se para a jogada ali no começo, então assim, teve vários cis até chegar a esse gol da Croácia, cara. E eu já tinha, eu tava ali em cima e eu já tinha descido pro banco.
Cara, a hora que vai o gol da Croácia, cara, assim, todo mundo fica falando, não é possível, cara. Não é possível que isso está acontecendo. E aí, cara, tanto nós fora como eles em campo, eles sentem muito.
Ele vai pro pênalti. Tem uma ação do Neymar ali, tipo, caralho, mano, pra que sair, né? Ele vai pedir, né? Não, então, todo mundo fica inconformado. Mas tem uma coisa que você falou, assim, a identidade do Brasil, eu acho que... Porque, assim, os jogadores de seleção brasileira, é...
Eles não são ídolos aqui no Brasil. Então, só, desculpa, que esse ponto eu discuti aqui também, aí era mais que o tal de bar, né? Mas vamos botar pra você que você tá aqui com a gente. Eu falava assim, eu senti falta, aí não é com você, é o Tite, né? Eu senti falta do Tite ter aproveitado, que é uma coisa rara aqui no Brasil, os grandes momentos de Flamengo e Palmeiras.
que conseguiram ter jogadores por quatro, cinco anos aqui. Os brasileiros, lógico. Então, assim, teve o Bruno Henrique e o Gabigol, no Flamengo, num momento muito forte. Teve no Palmeiras o Veiga, muito bem. Um ano e menos, mas o Veiga, muito bem. Eu vou esquecer de outro jogador, destaque do Palmeiras também, que eram selecionados. Dudu. Exatamente. Eram esses dois, Dudu e Veiga.
o Bruno Henrique e o Gabigol, naquele momento que eles estavam muito bem, ganhando o Libertadores e tudo mais. Eu senti falta desses caras, eles até foram chamados alguns, né? Sim, foram. Foram. De aproveitar esse momento. Vai que um desses encaixa no Brasil, né? E é um cara jogando aqui no Brasil. Mas aí a gente analisa a questão técnica. Sim.
E na questão técnica, no entender da missão do nosso, eram mais jogadores. Sim, sim. Eram mais jogadores. Mas tem essa, porque esses mais jogadores, eles não são ídolos aqui.
Então, assim, já aconteceu de ter convocação da seleção brasileira e eu não conhecia o jogador. É isso. Você fala, caraca, recentemente. Você fala, meu, que loucura, porque a gente está no futebol, porque um torcedor, um outro, talvez... Porra, mas você que está no futebol não conhecer de onde o atleta está, isso é uma loucura. Então, assim, eu acho que o sistema prejudica muito.
Então a questão do... Estão saindo muito cedo. Eu acho que o fortalecimento dos clubes ele é importantíssimo, como um Flamengo hoje, como um Palmeiras, consegue segurar um jogador. O jogador vai sair. O jogador vai sair. E é inevitável. A concorrência é muito grande. É inevitável.
Mas aí ele consegue, de repente... Mas ele consegue, pelo menos, ficar aqui, ser um ídolo aqui. Ou trazer um de 24, que foi. Ou trazer um... É muito bom, mas aí foi ali numa escolha, aí o cara volta pro time forte. Exato. E desabrocha. Quer ver um que não era ídolo aqui? Hoje é ídolo aqui? Daquilo. Tem que ir, rapaz. Né?
o Gabigol falou isso o Felipe Luiz não era ídolo aqui se tornou ídolo aqui mais velho essa identidade e é verdade mesmo a identidade da seleção brasileira antigamente era muito mais forte porque os jogadores viviam muito aqui e a mesma coisa do sentimento
Porque assim... O sentimento dele. Porque assim... Parecia um velório depois da Copa do Mundo. Parecia um velório. Todo mundo sentindo muito. Mas assim... Tem jogador que não voltou pro Brasil.
Já dali já voltava, ou ia de férias, ou vai pra Europa. E não volta. Não sente a seleinação, cara. Não sente. Sente na hora, claro. Porque, pô, é uma baita de uma derrota. Sente na hora, mas eu acho que isso vai rápido. É.
É que você falou aqui de Honduras, eu te perguntei. Tu é campeão do mundo. Exato. Aí tu falou, cara, que vergonha, cara. Que vergonha, porque todo mundo voltou aqui pro Brasil quando perdeu o John Honduras. E aí sentiu a lapada. Pô, e aí na semana seguinte você tá jogando pelo seu clube. É. Então os jogadores, eles não sentem isso. Eles não sabem, muitos não sabem o que é isso. Então vai direto pra Europa, volta pro seu clube.
Até não quer vir pra cá pra exatamente não sentir essa... Não passar por isso. Não passar por isso, essa decepção. Então assim...
Claro, não tô culpando, mas isso é natural. Quando você não vive o momento, você não vai sentir tanto como os outros. Lógico. Então, acho que a gente precisa resgatar isso. Agora, você falou do... Você conviveu muito com ele em 2022, que é o Neymar, né, cara? Que é a grande pergunta da atualidade. Se vai o Neymar ou se não vai o Neymar pra Copa. Primeiro, eu queria que você falasse sobre o que você teve dele na seleção, Juninho.
É um contato fácil, é um contato difícil. Eu tive problema zero com o Neymar na seleção. Zero. É claro que… Ele é querido no grupo. Ele é querido no grupo. E, sabe, mas eu acho que isso é de jogador grande, né? Então, às vezes, tem as suas vaidades, né? O Romário tinha, o Ronaldo tinha, o Bebeto tinha. Você conviver com essa galera toda. Então, assim, é mais bobeira.
Nada que prejudique o trabalho. Então, assim, o comportamento do Neymar durante todo esse período que eu estive na seleção, pô, foi ok, foi sem problema nenhum. Agora, é assim, é um pouco complicado porque não tá tendo sequência, né? Então, ele já vem de problemas de contusão lá na Arábia.
E ele não vem dando sequência. Por mais que ele seja gigante, e aí eu acho que é um... É a percepção que eu tenho que os jogadores... Você pode falar isso pra gente, sim. Porque assim, quando você vai pra 2002, tem a questão do Romário.
Romário não vai. Só que se eu olhar pros caras, se você perguntar se o Rivaldo quer ser titular, ele quer ser no lugar do Romário, no lugar de quem for. A personalidade dos caras, assim. Hoje eu não vejo isso. Eu vejo que os jogadores têm no Neymar esse cara. Esse cara é muito melhor tecnicamente do que eu. Então esse cara tem que estar aqui com a gente, porque ele é melhor que eu. Na época a galera... E eu acho que isso até prejudica ele.
Eu acho que prejudicou ele, porque é o único da geração. E os caras acham isso também, não acham? Acham. O Vini, o Rafinha, acham assim. É o único. Então, assim, tanto é que o Neymar é ídolo deles. Cara, é assim, né? É ídolo. Então, assim, meio que quando o Neymar tá, é diferente. Mas antes, por exemplo, no Ia Romário tinha Ronaldo.
Tinha Rivaldo, tinha Ronaldinho Gaúcho. É de mundo. Então assim, eu acho que isso é o que falta pra essa geração. E falta pro Neymar. Ter jogadores do calibre, do tamanho dele. Não tem. Mas hoje o Brunhinho e o Rafinha fazendo o que estão fazendo na Europa. Eles não são Jardim? Não são. Na minha opinião, não. Não são Jardim? Não são. Tão bons quanto o Neymar? Não são.
Não são fenômenos como o Neymar. Na minha opinião, não são. Podem já ter status, mas você não acha... Não são, não tem esse status. Então, assim... Tecnicamente falando. Tecnicamente falando. Coisas que o Neymar fez que eles não vão chegar a fazer. O Neymar é, pô. Eu coloco o Neymar nível de Messi, de...
Cristiano Ronaldo é diferente Eu não acho o Cristiano Ronaldo Um gênio, um... Nato, né? Nato, não é Ele é um cara que se preparou, né? Pra ter a carreira que ele teve É impressionante Mas hoje em dia Você não joga mais Infelizmente Você não consegue jogar mais se você não estiver bem fisicamente Se você não tiver um nível de força adequado V Harrison
E eu não vejo o Neymar nesse nível. As zagas já de fora atropelam, se não for assim. Ah, cara. Ele tá tendo dificuldade, você vê. Aqui no Brasil. Os últimos dois jogos dele dê aqui. Seria importante que ele estivesse mais rápido pra estar no jogo de hoje, por exemplo. Sim. Brasil e França. Sim. Primeiro cano na frente.
A gente viu o Pamecano jogar. O Neymar, no auge, ele deitava qualquer zaga, ele deitava todo mundo. É, se esquece o Neymar. Não é esse o fato. Não é o momento dele. Por mais que tecnicamente ainda ele seja diferente, nesse momento não é ele. Não dá, ele não vai fazer diferença.
ele não vai conseguir fazer a diferença. Você de fora com... Tem 14 jogos agora. Exatamente. Ele tem uma sequência aí pra fazer com o Santos. Você já viu que ele já fez dois jogos, já descansou um. Então assim, ele tem que ter uma sequência, até pra demonstrar confiança pro Ancelotti. Você de fora com um torcedor, você, por exemplo, acredita no título tipo, é... Vini, Rafinha, botando embaixo do braço pra ser campeão?
Nós já tivemos o Vini e o Rafinha na última Copa, né? Em 2022. Não jogaram bem. Não foram bem. O Rafinha foi muito bem nas eliminatórias. Isso. Muito bem nas eliminatórias. O Didi tem muito esquema quando o Rafinha aparece. E ele não fez uma Copa do Mundo, uma boa Copa do Mundo. Eu acho que ele tá melhor agora. Sim. Ele tá melhor agora. Tá mais maduro. Tá mais maduro, tá mais experiente, tá mais decisivo.
Então acredito que ele vai fazer uma Copa bem melhor do que a de 2022. Possa ser um jogador importante. Mas é... O Vini agora já é mais maduro, campeão da Champions, gol decisivo, ganhou a bola de ouro da FIFA, né? O Vini nunca foi decisivo na seleção como ele é no Real Madrid. E isso é uma incógnita, porque até o Tite conversava bastante com o Ancelotti.
Que posição que você joga o Vini aí? Como é que você joga? O que você faz? Porque ele não apresentava o mesmo futebol na seleção do que apresenta no Real Madrid.
E foi assim na Copa de 2022 também. E é aquilo que a gente estava conversando. Claro que o Brasil, quando vai chegar numa Copa do Mundo, ele vai ser um dos favoritos. Sempre vai. Até pela história, pela camisa, propriamente pelos jogadores. Mas a gente nunca viu o Brasil chegando em Copa do Mundo tendo seleções melhores. Não.
Então, assim, você pega uma Espanha... A sua geração, acho que a gente tinha uns três times melhores do que a segunda seleção. Era essa a distância do Brasil pros outros. Agora, não que, por exemplo, vai jogar Brasil e França, vai encarar a França de igual pra igual. Só que, assim, na minha opinião, o time da França é melhor.
Tem mais oferta de jogadores. O time de Portugal, às vezes, tem mais oferta de jogadores. O time da Espanha tem mais oferta de jogadores. Então, assim, é difícil acreditar, mas o Brasil chegar numa Copa do Mundo nessas condições, é claro que vai brigar pelo título. Argentina, com ela na frente também. Argentina. Argentina teve dificuldade no início da Copa de 22. Ele deu bará para a saudita. Porra, teve muita dificuldade. Mas, assim, você pega individualmente o time da Argentina, caraca, os caras são... ...
Eu acho que o meio campo ali é muito mais oferta que a gente. Então, assim, infelizmente, eu tenho esse sentimento. Agora, não que eu desacredite. Sim. Mas são essas condições, na minha opinião. São essas condições para serem superadas, para ser campeão do mundo. Serem superadas. Eu acho bacana chegar tendo esses obstáculos. É, porque em 2022 a gente chegou diferente, a gente chegou mais confiante. É, exatamente.
E não deu certo. O que já disseram assim, não espere um Brasil propositivo. É não.
Antielote. Antielote. Se o Real Madrid... Que é o Real Madrid. Que é assim, culturalmente, é o time que tem que... Na mão do Antielote. Era o time que sabia sofrer, apanhava e olha, no contra-ataque ele matava os jogos. Eu não vejo assim... Porque podia falar assim, mas é Brasil, né? É o Real Madrid também. Exato. Tudo bem com o Brasil. Exato. Tem que ser um time vertical. Exato. O Antielote, ele botou do jeito dele, né? Ele tem menos tempo agora. O Real Madrid tava há anos lá, né?
Mas me parece que é o jeito dele vai jogar. Como ele já falou, ele vai convocar muito mais atacante pela oferta do que meia. Então vai ser aquele esquema com os caras dois abertos, dois por dentro, provavelmente dois volantes. Vai jogar numa linha de quatro mais defensiva. Uma linha de quatro mais defensiva. As características do Atlético, se você colocar Militão e Alexandre, é uma linha mais fixa.
Pra explorar os extremos. E os caras de dentro. Agora, vai ter dependido de tudo de como esses caras vão... Que nunca foi, como esse Brasil jogou. Mas aí também, o time do Juninho nunca tinha jogado assim também no Brasil. Três zagueiras em Copa. É. Mas tinha a bola. Ah, tá. Três zagueiras. Mas mesmo que tenha menos do que... Vai ser curioso, vai ser curioso. Mesmo que agora tenha menos bola do que historicamente a gente tem no Brasil...
Mas tem bola. Tem bola. Se tirar a bola desses caras aí, que eles jogam pelo mundo, tem bola. Não, não, tem bola. Não, tá dizendo jogar com a bola. É, então. Entendeu? Não, tem jogador pra isso, pô. Mas pior é ser a bola, nesse esquema do Otielotti aqui. Com quatro homens. Do meio pra frente tem. Do meio pra frente tem. É, entender se esses quatro homens aqui, como é que eles vão fazer...
Com os dois daqui. Vamos voltar bem. Vamos voltar, completar, encaixar. A gente não fala isso. A gente tem uns problemas de geração 5, cara. A gente não... Na mídia, a gente tem uma seleção boa pra ser... Tem. Dá pra ser campeão do mundo com o Brasil. O Brasil tá ali entre os 5, vai. Sim, dá pra ser. Dá pra ser, claro. Só que a gente desceu de um pedestal que a gente era primeiro com mais um outro time, talvez fosse primeiro, pra ser o quinto.
Quarto, quinto. Mas assim, infelizmente isso aconteceu com outras eleições também. Você tem, ó, hoje você tem carência do camisa 5. Alemanha também, né? A Itália, porra. Terceira Copa do Mundo com risco de não participar. Mas a gente foi até 2006 e a gente não tinha passado por isso. Não, mas já passado antes. De 70 para 82, o Brasil...
Ele tendo talento, mas não ganhava. Tinha talento, mas não ganhava. Mas eu morro comigo, o 5 vai ser o Casimiro. Não, mas então eu ia doar. Aí o Casimiro, que a gente recebeu de informação, é que ele fala pra gente, pô, traz o Fabinho aí. Porque o Fabinho tá lá na...
É uma dupla... Carabia, mas já são mais velhos. É uma dupla boa. Mas você não encontrou um outro... Não encontrou. Não encontrou um outro cinto. Tem o Bruno Guimarães, que... Que faz um é mais um oito, né? Que tomou conta dessa posição. Mas, por exemplo, você vê, a gente tá resgatando Danilo. A gente tá resgatando Alexandro. A gente tá resgatando Casemiro. A gente tá resgatando Fabinho.
como em 2022 a gente resgatou o Daniel Alves, é complicado, cara. Porque não tem. Porque não tem nesse nível. O Ancelotti, ele já sabe o que o Danilo pode dar, ele já sabe o que o Casemiro pode dar, o que o Fabinho vai entregar. Quer ver uma outra situação? O 9.
Se for o Matheus Cunha, outro dia eu tava na redação, não, porque o Cunha é de nove, não sei o que. A assessoria do Cunha, ó, mandou mensagem na hora. Ele não joga de nove, ele joga de dez. E é, esse do Matheus é dez. Ou seja, o Antio Lodi vai jogar cem nove. Se ele quiser, porque ele tem nove, porque ele tá convocando o João, tem o Hendrik. Se for o Cunha o titular, é cem nove. É cem nove, mas é por escolha. É por escolha dele. Ele vem buscar, porque, assim...
O 10 é o Neymar. Seria, né? O outro que faria a função, se não fosse o Neymar, Rodrigo. Que era o Rodrigo que faria essa função. 10 a gente não tem mesmo. Com o Rodrigo fora e o Neymar fora, esquece, não tem, não tem. Nesse nível não tem. É fazer um esquema europeia, 110. Vai ter que fazer 110 ou o falso 9. Imagina esse cunho vindo aqui pro Rafinha vir, né? Que tá cara, a gente faz. Que é o falso 9, ele é...
No real, ele tinha um Benzema, eu acho que é 9,9, não é 10, mas que... Era um nível... É, mas que conseguiu... Depois que se trozaram, ele conseguiu abrir espaço pro vídeo. Exatamente. O Alex Santos tem quantos anos? 36 já, né? Aí. 36. Por aí, Danilo também. Também. Danilo também. Danilo também. Danilo vai levar como... É assim, aqui...
Acredito que ele já esteja confiante com a zaga dele ali. Mas... O Marquinhos e o Magalhães. De verdade, de verdade. Teria que se pensar no Thiago Silva.
Com quase 40 anos de idade. Tecnicamente é melhor que todos. Então. Eu, se fosse o treinador, eu ia... Do jeito que ele tá jogando no Porto? Tá no Porto, é. Do jeito que ele joga no Fluminense na Copa do Mundo de Clubes, né? Se vocês não jogar com uma linha alta... É. Como ele não vai jogar? Como ele não vai jogar? Então, assim, meu... Eu também. Mas o problema é que esses caras... É a última, né? Sim. Sim. A próxima, esses caras não estão mais também.
Sim, mas não tem substituto Por enquanto não tem substituto A nível desses caras O Magalhães fez uma temporada boa no Arce O zagueiro Machucou agora Até vi um pessoal Não acompanho assim pra falar Mas que
Nos números de aproveitamento da Premier League, ele é o melhor zagueiro. Ele é um dos melhores zagueiros. Na seleção, acho que ele tem lugar negativo. Eu tenho um negócio que... Paulo Bebeto mandou aqui na Champions de 24, o Vini jogou de 9. Eu acho que vai ser isso aí. Jogou de 9? Eu tinha saído do Benzema.
É porque na hora que você escala o Matheus Cunha, você olha ele de novo. Mas você tem Rafinha e você tem Estevão. É. O que o Estevão tá jogando... É o Estevão pelo lado e o Rafinha por dentro. E o Rafinha ali. O Estevão já jogou mais bola na seleção que o Rafinha e que o Vini. Então. É, ele joga na mistura. E aí você vai pôr o Vini aonde? Se você jogar com dois beiradas e um nove. Ele tem que ser pela esquerda, né? É, e o Estevão? A direita. E o Rafinha? Por dentro. Então.
E o Matheus Cunha? O banco. Beleza, aí sim. É o seu time. Mas aí eu sou mais o Vini. É. Deixa o Vini de nove. Sim, como... Deixa o Vini fazendo esse falso nove. É que ele jogava com uma dupla, né? Ele jogava com uma dupla, né? O Vini jogando mais pra dentro. É. Tá aqui o Guto, mandou. Entre que precisa ser titular. Ele não tem medo de ninguém, vai pra cima segurando dois ou três no braço. Eu gosto da personalidade do Ender. Também é ótimo. Eu gosto do Ender.
Eu acho que a crítica que eu tenho pro Dorival na seleção foi de não ter dado sequência pro... Pra ele, aquela coisa de ser banco do Real não é justificativa, porque era o nível que ele tava no Real, né? Ele entrava bem, ele entrava bem. Ele entrava bem. Ele já entra na seleção fazendo gol e o Wembley.
Fazendo gol... Tem personalidade. Tem personalidade. O Bernabeu empate com a Espanha. Pô, acho que é um cara pra trabalhar. E eu acho o João no Chelsea muito bom também. Também. Também. Tá se destacando bem. Eu acho que essa galera tem que estar no grupo. Tem que estar na Copa. Sim, também tem. Jogo Jacó mandou aqui. Juninho, ele já falou sobre isso, que a volta à seleção dele depois de que aconteceu em 98 foi devido ao futebol brasileiro.
O próprio Juninho concordou que jogou mais... Ele falou que você jogou mais no Vascão que no Mengão. Jogou mais no Vascão. Joguei. Vai pra Copa pelo Mengão. Pelo Flamengo. É isso aí. Pelo Flamengo.
Cara, Juninho, quero te agradecer, mano. Juninho Paulista esteve no chat. Pode fechar.
ir embora, cara. É legal pra caramba, cara. Você gostou, cara? Porra, adorei, cara. Pra gente é uma honra. Vocês são demais, cara. Mas tem um papo com você, é muito foda. Pô, esse papo aqui vai embora, cara. É muito legal, muito legal. A gente consegue, ó, falar lá com a Denor que a gente é legal? Pra trazer o Tite aí. Eu queria trocar uma ideia com ele que a gente não trouxe. Não? Não. Cara, se depender de mim, tá recomendado. Porra. Tá recomendado.
Eu falo sobre a carreira do Tite. Vai até botonego falar contigo, Tite. Vai. Mas o Tite tem casa aqui. Tem casa no Rio. Casa no Rio. Também, também. Pô, é muito maneiro. Não, vou falar, vou falar. A gente conseguiu fazer com o Tite da Copa, a gente queria fazer a gente da Copa, não conseguiu. E aí...
Agora seria importante, como o Catarina falou, falar desse balanção da carreira dele, né? Sim, sim. Não, é importante, porque é um cara fantástico. É, você teve que ir na Copa. Porra, é um cara fantástico e um treinador, assim, um dos melhores que eu vi também em termos técnicos, táticos. Cara, e...
Ele não mereceu esse episódio agora. A gente mereceu um pouco mais de carinho. Eu sei que futebol... Não mereceu. De paixão, de clube, a galera atropela. Eu achei que ele já chegou com uma rejeição, cara. No Cruzeiro foi... Que absurdo.
Já chegou a começar a rejeição. Não tinha nem trabalhar direito, né? Então, aí ficou meio estranho essa questão. O clima já pesou ali. Porque competência, porra, tem de sobra. O cara campeão do mundo, o último campeão do mundo com um time, né? É. No Brasil, é ele, né? Duas copas do mundo. E a comissão técnica dele também é fantástica, né? Sim.
A gente já conversou com o Kleber aqui. O Kleber Chabé já teve aqui. É, o Kleber. O Kleber saiu. Saiu da comissão agora. Tá na Venezuela. Como auxiliar. Peru está Mano Menezes. É muito fera ver o Mano Menezes. O Tuorid é como pai, tá na copa. Não, mas a gente fala de treinador estrangeiro no Brasil, né? Pô, olha aí.
Temos que começar a explorar isso também, né, Juninho? Ah, pô, o mundo tá pequeno, né? Globalizou, o mundo tá pequeno. Então, assim, do porte do Ancelotti... É, e vem se o Felipe... O Ancelotti é legal, tá? Eu estive duas vezes com ele, gostei. Boa impressão, assim. Eu não estive com ele ainda. Não, né? Não, não estive com ele ainda. Eu não tive... Fazer uma visita lá, não estive com ele. No tempo de jogador, ele encontrou. Não, também não peguei. Naquela tua época lá, ele era técnico de...
Ele ficou mais na Itália. Na Itália eu não vi. Legal, parece meio brasileiro assim, meio morado. Todo mundo gosta. Todos os brasileiros que trabalharam com ele gostam dele.
Seguinte, Juninho, obrigado, cara, por ser comparecido. Cara, tinha muito seu fã, assim. Pô, o que tu jogou é inacreditável. Sorte lá pro Ituano, né? Agora a SAF, né? SAF, estamos na fase aí decisiva da 2, do Paulista. A gente precisa subir pra sobreviver, né? Porque não é fácil. Mas o futebol, eu acho que tem uma margem de crescimento, o futebol brasileiro é uma margem de crescimento muito grande. Tem. Tem aí a formação das ligas.
agora elas estão se unindo pra, junto com a CBF, tentar formar essa liga, né? Enfim, né? E eu acho que a margem de crescimento é grande. E é bom pro futebol brasileiro, porque fortalece os clubes, aquilo que a gente conversou, de manter os jogadores aqui, mais identidade pra seleção. Acho que a gente tem um futuro, um bom futuro.
Show de bola, cara. Juninho Paulista teve no chão, pô. Pô, que isso? Show de bola. E penta, campeão do mundo, pô. Tá maluco. Seguinte, ó. Temos que falar dos nossos patrocinadores. Começando por quem, Paulinho? Melita Café Melita. Cadê o produto? Cadê a entrada do Jinho?
Melita, ó. O Betão rodou pela Europa e só tomou café a Melita. Melita é alemã, né? Então. Estávamos aonde? Estavam na Alemanha. Aí, amigo. Dortmund lá, a máquina da Melita. Estudica.
Os cafés das ruas. Só tem na Alemanha, então. Não, tem dentro do Santiago Bernabeu, só da Melita. É, o café oficial do Real Madrid, o café oficial do Charla Podcast, né? Café Melita, QR Code, tá aí, cupom charla15. 15% de desconto em todas as linhas, em toda linha de produtos Melita, né? Você tem aí café coado, expresso, caputino.
Mano, é café, como se diz? É gourmet. Gourmet. É, por aí vai. Então, mano, dá uma olhada aí. Quando você vê o Roberto Carlos ali, o Bernabeu, recebendo o pessoal tomando cappuccino, é melita. É melita. Só quem não toma melita é Michel Salgado. Café é melita, beleza? É isso aí. Mastiga a pele. Café é melita. Tamo junto.
Vai, Paulinho. Forneirinha original, cara, sensacional. É a melhor pizza do Brasil. Aí sou eu que tô dizendo isso, Betão? Não. É o iFood, beleza? Dois anos seguidos. Dois anos seguidos, o melhor delivery de pizzas do Brasil. Betão sempre gosta de falar quando a gente tá aqui em São Paulo que pra ter pizza em São Paulo tem qualidade. Eu também, porque você tem a nota de corte alta. E você tem aquela maninha de botar ketchup na pizza.
Isso não pode. Ah, de calabresa, de cebolada. Contra além de São Paulo, ok? Tipo mostarda. Não, não, não. Não, não.
Forneiria original, melhor pizza que você pode pedir. Com o Pão Charla, 10%, 10% de pão. E entrou em São Paulo, muito bem. Tem duas franquias aqui já. Isso aí. Qualquer pedido que você fizer, beleza? Tamo junto. Tem no Itaim Bibi, a outra eu nunca lembro onde é. Mas uma é no Itaim Bibi. Hoje vamos comer uma forneiria original. Uma pizza legatinha. Show de bola. Tamo junto, forneiria original, beleza? Oi?
Brahma, o Charlo é Brahma, o Charlo é Sábio, Anticancelote é Brahma. É, aqui, ó. É isso aí, cara, show de bola. Parada é a seguinte, ó. Sábio, Sociedade Anônima da Brahma. Você pediu Brahma agora no Zé Delivery, o QR Code tá aí, você vai pro Zé Delivery. Sim. 10% do que você pedir de Brahma vai pro seu time de coração. O São Paulo, onde jogou Juninho, tá na Sábio. Tá na Sábio. O Vasco. Tá na Sábio. Sábio.
Mengão? Tá na Sabe. Aí, show de bola, então você ajuda. São Paulo, Vasco da Gama e Flamengo, só tomando aquela de lá. E seu bebê Brama Zero? Brama Zero, 20% do valor. Vai pro seu time de coração. Pedido no Zé Delivery, hein, galera? É a Sabe Sociedade Anônima da Brama. O Charle é Brama, o Charle é Sabe. E tem isso aqui que é pra dar sorte no Brasil hoje também, né? Um antelote aí, um ar. Hoje é o grande teste contra a vice-campeã do mundo, a antiga campeã do mundo também, que é a França. 2x0. Vai lá!
Esporte em Bet, a casa de apostas que patrocina o Charla Podcast, que leva o Charla pelo mundo. O Betão já esteve lá no All Star Game em Los Angeles. É, em Los Angeles, em Inglewood. Inglewood. E a Esporte em Bet vai levar o Charla também pra Copa do Mundo. Tamo junto, saímos na Copa, vamos trazer esse ex aí. Isso aí, cara, faça sua fezinha na Esporte em Bet. Agora, o recado importante pra você, a aposta esportiva é entretenimento, não é investimento.
Tu não vai ficar rico, é só pra dar um molho na rodada, não se comprometa financeiramente, belezinha?
É isso, né, Betão? Já vai aí no QR Code, vai lá no... E aposto, Brasil e França! Então já olha lá a odd do Brasil. Brasil tá boa a odd. Boa a odd do Brasil, a França é favorita. É, é isso aí. Faz a sua fézinha lá, ó. Vai dar a vitória do Brasil, hein? Eu acho que o Brasil vai ser... Vai ganhar, vai ganhar. O ataque da França tá bobo, é o Lise, Mbappé e... E... E... Nembélé. Tá. Ah, é uma... Marcável, né? Um ataque em fracas.
Mas eu acredito no Brasil. Dembélé é o melhor do mundo. É. O Mbappé fez já três gols em final. Três gols em final e tudo mais. Vai ser melhor do mundo em momento. O Olisse vem aí, o próximo. Aí eu fui olhar o Bayern de Munique jogar lá. A gente foi no jogo. Ah, pô, esse Olisse é isso tudo mesmo? Puta, meu. Pô, o maluco é um catiço.
A nossa defesa vai estar livre. O Léo Pereira. O Léo Pereira. É o trepa-trepa. Exatamente. Cara, antes de ir embora, quero agradecer aqui que o Miguelzinho mandou, né, pelo apoio. A Patrícia Mendes, né, que faz o trabalho aí de assessoria com o Juninho. Ela é esposa do... O grande Akash. O Akash Fereg, cara. E aí ela hoje está seguindo o trabalho, né? Os grandes profissionais da comunicação do futebol no Brasil, né? Seguindo esse trabalho de excelência aí que o...
Acais realizou aí pela vida, né? A assessoria de imprensa, acais sempre foi um parceiro do Juninho. E aí a Patrícia hoje segue a demanda aí do Acais. Muito obrigado por ter escolhido o Charla aí pro Juninho trocar essa ideia. Juninho, um abraço. Legal, um abração. Valeu. Juninho Paulo esteve pela primeira vez no Charla. Exatamente, vão ter contas. Isso aí. Valeu, galera. É o Charla Podcast, ó. Tchau, valeu.
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