#699- Medicina no futebol [Luiz Macedo & Fabricio Braga]
A Charla de hoje é com Luiz Macedo & Fabricio Braga, medícos do Flamengo e Fluminense.
- Morte Súbita em AtletasCasos emblemáticos (Serginho, Érick, Ruddo) · Reconhecimento de parada cardíaca · Importância do desfibrilador · Protocolos de emergência · Treinamento de ressuscitação · Sobrevivência em diferentes continentes
- Cardiologia do EsporteAvaliação cardiológica de atletas · Eletrocardiograma e ecocardiograma · Detecção precoce de doenças · Profissionais especializados · Formação de cardiologistas do esporte
- Casos Específicos de AtletasCaso Serginho (morte súbita) · Caso Érick (desfibrilador implantável) · Caso Ruddo (miocardite) · Caso Ganso (retorno rápido) · Caso Danny Blind (desfibrilador) · Casos brasileiros
- Desfibradores e dispositivos médicosImplante de desfibrilador em atletas · Retorno à competição com desfibrilador · Legislação por país · Casos de atletas profissionais · Debate ético e médico · Choque elétrico automático
- Miocardite e inflamação cardíacaMiocardite pós-viral · COVID-19 e miocardite · Diagnóstico diferenciado · Retorno ao esporte · Acompanhamento seriado · Manifestação tardia de doenças
- Suporte Médico e ReanimaçãoRessuscitação cardiopulmonar · Compressão torácica · Primeiros três minutos críticos · Treinamento de profissionais · Desfibrilador automático em espaços públicos · Educação comunitária
- Doping e Controle AntidopingSubstâncias proibidas · Hidrocloro tiazida · Testosterona e reposição hormonal · Esteroides anabolizantes · Fiscalização surpresa · WADA e agências antidoping
- Altitude e esportesImpacto da altitude no desempenho · Oxigenação reduzida · Doença falciforme e altitude · Protocolos de aclimatação · Estratégias de times · Pressão arterial e altitude
- Saude ClinicaEquipe interdisciplinar · Fisiólogo do esporte · Preparador físico · Nutricionista · Processo de retorno ao jogo · Decisão compartilhada
- Saúde cardiovascular do atletaAdaptações fisiológicas do coração · Diferenciação entre doença e adaptação · Efeito do tipo de esporte · Espessamento ventricular · Comparação com não-atletas
- Treinamento ProfissionalEducação em cardiologia · Formação de especialistas · Universidade do Coração · Capacitação de serviços públicos · Diferenciação entre fisiológico e patológico
- Retorno ao Esporte Pós-Evento CardíacoRetorno rápido (fast track) · Acompanhamento seriado · Testes progressivos · Decisão compartilhada com atleta · Risco-benefício · Qualidade de vida
- Regulação de esportesProtocolos FIFA · Instrutor médico obrigatório · Ambulância em competições · Plano de ação para emergências · Recomendações internacionais · Maracanã e Cardio Fute
- Pressão Arterial e HipertensãoImportância da medicação contínua · Monitoramento regular · Sintomas silenciosos · Impacto em atletas · Aderência ao tratamento
Fala, galera! Charla Podcast no ar, hein? Tranquilidade, beleza? Tudo certo? Belezinha. E aí, Betão, tudo bem? Tudo tranquilo, né? Tudo certo? Máximo. Ó, episódio maneiríssimo da série que o Charla faz, episódios temáticos. Exato. Hoje, Medicina do Esporte. Importantíssimo, né? E, cara, uma área específica da Medicina do Esporte. Cardiologia. Isso aí, sensacional, hein? E a galera tem que se cuidar, a gente vai passar muito sobre isso aqui. Peladeiro não faz exame também, exames corretamente. Sim.
Infelizmente, nos últimos tempos, a gente dá à luz a uma resenha com o cardiologista depois de uma fatalidade no esporte, né? A gente teve, desde o Serginho pra cá, uma atenção maior sobre isso, mas é importante bater papo com esse profissional, não só depois de uma fatalidade. Pra entender também todo esse procedimento, porque não é só a ação do cardiologista no esporte, no futebol, principalmente. Não vai ali, não é uma coisa... É de prevenção, né? É muito importante, quando um atleta chega de um clube,
um exame bem feito, que vai detectar alguma coisa. Tem profissional que recebe um atleta que já está jogando em outros lugares e que ninguém falou nada para o cara. E o cara chega num clube, o qual a gente faz o trabalho ali apurado e identifica, né? Lembra do Fabrício Carvalho? Sim, Fabrício Carvalho. Estava jogando normalmente numa mudança de clube para fazer um exame, pum. Gosto, coração valente. Temos várias histórias por aí.
Seguinte, o avoador aí no peito do like. Quanto mais likes a gente tiver para mais gente, aparece a nossa resenha fundamental, importante demais. Estamos falando de saúde.
manda sua mensagem que eu vou colocando aqui no papo. E um salve pra galera que assiste a gente tanto no Spotify quanto no YouTube. Charludo, que é Charludo de verdade, Beto. Segue o Charludo em todas as plataformas. Exatamente. No Spotify, no YouTube e nas redes sociais. Daqui a pouquinho, Rios do Papo estarão lá. Arroba Charla Podcast, Instagram, TikTok, Twitter e também no Kawai. Beleza? Se quiser me segue aí. Eu sou Bruno Cantarelli, arroba Cantarelli Bruno nas redes sociais. E siga o Betão. Por favor, rumo aos 200 mil inscritos aí. São influências.
Seguidores. Isso aí. É, exatamente. Comerciando bem direito, né? Isso. Arroba o Beto Júnior, underline. Chega que tem resenha lá, vamos lá. Antes de apresentar nossos dois profissionais aqui, que são da elite, né, da medicina esportiva no Brasil. E tô capitaneando. E ele é um simpósio muito importante, né, que tá de casa nova. Exatamente. Cardiofute em casa nova. A parada vai rolar no Maracanã. Olha só. Então, pra você que ou se interessa pelo tema, ou os profissionais,
médicos que querem trabalhar com futebol ou que já trabalham e querem se aperfeiçoar. Também um grande ambiente de networking sensacional. Cardiofute 2026 no Maracanã. Três dias no Maracanã. Vai rolar 25, 26 e 27 de junho de 2026. Além da programação principal do Cardiofute, o evento também vai ter simpósitos especiais. Fisioterapia. Simpósitos de fisioterapia, nutrição, departamento de ergometria.
exercício, cardiologia nuclear, reabilitação cardiovascular, simpósio de inteligência artificial em saúde e esporte, tudo isso no CardioFoot, no Maracanã, repito, dia 25, 26 e 27 de junho, então anota aí na sua agenda, beleza? Por aqui, representante de Flamengo e Fluminense, um já esteve aqui, sócio do canal, Neto de uma lenda. Exato. Que dá nome a esse estúdio. A esse estúdio, exatamente.
O divaristo de Macedo. E o outro profissional que tá no Fluminense desde 2015, tá bom, Merton? O que você fazia em 2015? Em 2015, tava carregando o malo pros outros aí, né? Na super, né? Carregando pasta, lá o bucha. Longe de existir o charlo. Longe, longe, longe. Isso aí. Mas olha aí, vai contar. A chegada de 2015 foi simplesmente pra avaliar um jogador comum. Comum, né? O de Ronald Gaúcho. Isso aí. Seguinte, ó. Pelo lado do Flamengo, Luiz Macedo. Pelo lado do Fluminense.
Fabrício Braga, palmas para os dois. Boa, bem-vindos. Obrigado, obrigado. Bem-vindos. Tratar muito sobre esse tema que é importante demais, que é saúde no futebol. Luiz, sócio do canal. Ficou bem batizado o estúdio, né? Ficou bonito. Ficou bonito. Mais uma vez, obrigado pela homenagem. Doutor Luiz, doutor Fabrício, sejam bem-vindos aqui ao Charla. Muito obrigado, uma honra estar aqui. Charludo de coração. De coração. Fã, sido, dedicador de todos os episódios e hoje, como vocês falaram, para falar de um tema muito importante.
É isso. O Betão falou, certo, assim, o primeiro caso que ficou nacionalmente conhecido foi o caso do Serginho. E o que mudou de lá pra cá em relação à atenção, à cardiologia no futebol pra você? Quer começar? Eu, assim, eu acho que é improvável que tenha sido o primeiro caso, né? Mas eu acho que é o primeiro caso que ganhou a mídia de uma forma bastante contundente, porque o jogo tava sendo televisionado, né? Eu lembro que, na época, eu tava fazendo mestrado e eu ia dar entrevista num programa de televisão.
ou no dia seguinte, sobre a minha tese de minha história, que não tinha nada a ver com esse assunto. E quando eu cheguei lá, as pessoas pediram para mudar para falar isso. Então, a repercussão foi gigantesca. Foi o primeiro caso que ganhou grande proporção. De lá para cá, certamente coisas mudaram, mas a gente precisa mudar mais. Não só no que diz respeito à avaliação do atleta, de uma forma geral, profissional e amador,
esportes, dos mais variados possíveis, quanto do cuidado do atleta em campo quando tem um evento. Porque melhor que seja a avaliação, não é, Luiz? Alguma coisa vai acontecer. A velocidade de reação. Exato. Por exemplo, coisas podem acontecer entre uma avaliação e outra. Sim. No caso do Serginho, dali destravou muita coisa, mas não tinha o desfibrilante.
a ambulância demorou a entrar. O que não tinha naquele evento que hoje, por causa do evento, tem? Hoje, nessas grandes competições, Comebol, CBF, FIFA, é obrigatório que os clubes tenham o seu próprio defibrilador. Então, a gente tem a ambulância do jogo, e na ambulância, naturalmente, tem o defibrilador, mas os clubes também têm que levar o seu defibrilador. Além disso, como o Fabrício falou, existe hoje todo um treinamento para essas situações de emergência, né? Eles lá fora chamam de emergency.
action plan. Então, se acontece, tá todo mundo treinado. Inclusive nos eventos FIFA, a gente agora teve lá na Copa do Mundo nos Estados Unidos, os próprios médicos que eram destinados a fazer essas operações caso necessário, convidavam a gente pra participar do treinamento e antes dos jogos eles falavam, em caso de uma parada cardíaca no campo, vocês querem atender, a gente atende. Então, assim, é tudo delimitado já, tem todo um organograma caso aconteça. Claro que quando acontece
evento catastrófico, mas independente de ser catastrófico ou não, existe um método para justamente homogenizar o cuidado e diminuir riscos de a gente fazer alguma coisa que esteja fora do padrão. Na época não tinha exigência ainda do desfibrilador para jogos, mesmo na Série A do Campeonato Brasileiro. As ambulâncias deviam ter já, mas acho que a fiscalização era muito menor do que existe hoje. Ainda, como eu disse assim,
ainda tem muita coisa que precisa melhorar. E esse é um dos objetivos do CardioFoot, né? Levar o conhecimento, algumas coisas assim, que inclusive saíram em diretrizes agora, né? Que motivadas até, não posso dizer que foram motivadas, mas que casam até com o último caso, né? De evento, de parada cardíaca dentro do campo, que foi o caso do esquerdo, né? A gente tem uma estatística muito ruim. E isso que a gente quer, exatamente, que a gente quer mudar.
Em eventos de grande porte, televisionados, esportivos, na América do Sul, a taxa de sobrevida histórica é zero. Não há sobreviventes. E isso a gente não pode... E o grande aspecto... Na América do Sul, né? Isso. Em torno de 60% na Europa, 80% na América do Norte, contando todos os esportes. É uma publicação bem recente. E esse é uma dificuldade, porque existe todo um plano de ação para o que acontece, como é que defazia a posição,
o que cada um deve fazer, mas existe uma questão que é assim do reconhecimento, e aí é uma coisa muito, né, como assim, ninguém espera que um jovem de 25, 30 anos, às vezes até menos, atleta, né, que é um paradigma de saúde, vai ter uma parada cardíaca, e quando ele cai em campo, há uma demora no reconhecimento, sobretudo que nesse momento existem coisas que hoje a gente, a FIFA mudou isso agora recente,
documento, que é olho aberto e respiração agônica não são sinais de vida, né? Porque a grande parte desses eventos desse tipo, as pessoas vão ter o olho assim, aquele olhar perdido e eventualmente uma respiração que as pessoas vão considerar que aquela pessoa não está. O caso do esquerdo. Exatamente. Chamou e não responde, não tem nenhum problema massagear uma pessoa que ainda esteja viva, por acaso você errar. Exatamente. Mas acontecer é ela tirar sua mão do tórax. Maravilhoso. Tomara que isso aconteça, né?
Então, como foi o caso do esquerdo, que a galera que acompanhou, primeiro, quem tava vendo o jogo já causou ali um nervosismo muito grande do que tava acontecendo, ele chega a ser removido pro hospital e foi diferente do Serginho, que praticamente tem o óbito em campo, alguns dias ainda do esquerdo no hospital. Como é que foi esse caso, assim, que deve ter virado objeto de estudo também? Assim, a causa propriamente dita da parada cardíaca não foi divulgada, tá?
Não foi divulgado. Não foi, não foi. Então, a gente não pode dizer que foi o motivo. Que doença do coração, né? Em geral, isso é causado por uma doença estrutural do coração. Não diagnosticado, que a gente chama de cardiomepatia ou, eventualmente, a miocardite. E aí, a miocardite entra, né? A gente, o cara faz um exame num ano e não tem nada. Faz um ano seguinte, pode ter. Ter tido naquele ano. Desenvolve assim, né? A gente, isso eu posso falar, porque isso já foi fruto de entrevista.
Muitas vezes, eu tenho cinco anos de avaliação do Ganso, desde o primeiro ano que ele entrou no Fluminense, 2019. E os exames eram normais, até um dia que aparece alguma coisa e é isso. A melocardite é uma doença que desenvolve, né? É uma inflamação do coração, né? Exatamente. Pode aparecer, né? Ela vai aparecer quando eventualmente tem uma infecção, pode ser qualquer outra, qualquer infecção, e por algum motivo o vírus ou a inflamação gerada por ele acomete o coração. Isso é um foco de arritmia. Então é por isso, né, que o jogador tem que ter,
a gente tem que comparar ano a ano. Os médicos, idealmente, têm que ser mantidos. Eu tenho esse tempo, o doutor Douglas Santos, que é o chefe do Departamento Médico do Fluminense, uma pessoa excepcional, está lá há muito mais tempo do que eu, inclusive, desde 90 e pouco. Enfim, então, essas são coisas que o registro precisa ter para que os exames sejam comparados. E mesmo as doenças não inflamatórias, mesmo como a miocardite, às vezes, um ano não tem. A manifestação, você não consegue diagnosticar. A pessoa tem
gen ainda, mas não tem a expressão daquele gen e depois lá na frente tem. Tem um caso na NFL que é gritante, assim, um coração que era normal, dois anos depois é um coração três vezes do tamanho da espessura, né? Dois anos depois. Que é cardiomepatia hipertrofa. Isso ganha uma importância ainda maior quando a gente fala de base. Porque nessa idade mais jovem é quando as doenças ainda não tiveram tempo de se manifestar. Então não é incomum um menino de 12, 13, 14 anos, quando tem a doença e ela se manifesta, isso vai aparecer anos depois.
estava no histórico dele de base. Exatamente. E não é que ninguém não viu, é porque, na verdade, a doença ainda não tinha aparecido. Daí a importância de fazer esse acompanhamento seriado, porque isso vai determinar a condição dele. Isso é curioso, porque na nossa percepção leiga, né, Betão? Essas doenças do coração parecem que são coisas muito estruturais, na nossa percepção aqui, que você sempre teve. Então você nasce ali, o seu coração nasce com algum tipo de problema,
de estrutura, e não, vocês estão dizendo que não, são doenças que aparecem, podem se desenvolver, não surgir. Dá pra vocês, vocês conseguem dizer que hoje, o que a gente tem de futebol hoje no Brasil, a elite dá pra garantir que todo atleta faz exame, mas já na segunda, terceira prateleira, vamos dizer, série C, série D, já não tem essa garantia, então assim, existe uma
uma uniformidade de exames, ou a gente dá para garantir que aqui na elite tem, mas nas outras divisões não sei. O que a gente costuma ver, né, Betão? Os clubes de série A, de elite, naturalmente a gente tem mais recursos, e aí a partir disso a gente consegue fazer uma investigação mais detalhada. Se você for pegar por determinação em diretriz, não é todo lugar que exige que você faça exames em atletas. Por exemplo, nos Estados Unidos, o eletrocardiograma, que é um exame simples, barato,
realizar em atletas. A gente acha errado. Exato. Completamente errado. E a gente, óbvio, estende a investigação. A gente não faz só um eletrocardiograma. Na Europa, por exemplo, isso mudou. Na Itália, principalmente, foi o índice em que eles viam que existia uma determinada doença, que era uma causa frequente de morte súbita. Quando eles aderiram um eletrocardiograma, um simples exame como método de rastreio, essa mortalidade já despencou.
Já mapeou uma série de caras. Exatamente. Então, pelo menos um eletrocardiograma, eu acredito,
que esses clubes com menos recursos façam. Mas a gente tem a facilidade, a condição de estender essa investigação. E aí, naturalmente, você tem mais chances de detectar esses casos. Só para voltar também no caso do esquerdo. Eu recomendo hoje, a partir de 11, a FIFA, né? Que cuida só de atleta de futebol. Então, todo atleta, a partir de 11 anos de idade, num programa estruturado, disputando campeão na competição, ele precisa fazer a anamnese e o eletrocardiograma.
recomendação da FIFA. Isso é sempre na entrada da temporada? Uma vez por ano. Uma vez por ano. A questão é como é que a gente extrapola isso para todas essas... E é por isso que a gente precisa que os serviços públicos estejam capacitados para avaliar atletas. Porque há um conhecimento específico. O esporte altera o coração do atleta. E pegar um menino, muitas vezes,
a gente recebe muito isso que tem um eletro alterado porque é atleta e que não é doença e ele é excluído muitas vezes do futebol porque alguém que não tem experiência com esporte diz que isso então esse conhecimento precisa ser passado e os serviços públicos precisam gerar esse tipo de serviço e a gente tem um dos objetivos do CardioFute talvez o mais nobre de todos é criar no Rio de Janeiro o primeiro ambulatório público de cardiologia do esporte na Universidade do Estado do Rio de Janeiro
não ERGE.
um exame e fala assim, esse exame tá alterado, você tá excluído de fazer atividade física e esporte. E isso é um impacto pra vida da pessoa. Agora, perguntando do... Só voltando no caso do esquerdo, assim, a gente não tem diagnosticado, aliás, não tem revelado o que... Diagnóstico. Diagnóstico, né? Mas, é... Outra coisa nossa, Lega, parece que você tem uma parada cardíaca, é algo momentâneo ali. O que aconteceu com ele? Que ele foi ainda pro hospital,
ou alguns dias, assim. Dentro do que o Fabrício estava falando, um dos pontos mais importantes é você reconhecer a parada cardíaca. Então, nem sempre, como o Fabrício também disse, você vai ter aquela cena da pessoa com o olho fechado, sem resposta. Às vezes a pessoa está respirando ainda, está com o olho aberto. Então, cada minuto que você retarda o atendimento dessa pessoa, você diminui a taxa de sobrevida dela. Então, naquele momento, eles mesmo com um certo atraso, eles conseguiram reverter a parada cardíaca,
Só que esses minutos em que foram, entre aspas, perdidos, isso gerou provavelmente uma série de danos, inclusive cerebral. Ao tempo que fica sem oxigenar. Exatamente. E aí isso acaba piorando a sobrevida do atleta. Vocês falaram do Eriksen, né? Eu lembro que na época... Aquilo foi um modelo de atendimento. Então, eu lembro que na época ficou uma confusão até de quem estava assistindo. Muitos foram para o lado e disseram, meu Deus, que coisa está errada isso aí. Depois veio um padrão totalmente inovador
a vida dele, né? Sim. Inclusive são recomendações, você vê como é que a turma tava treinado. Só uma coisa, que a gente viu o Eriksen jogando lá na Alemanha agora. Joga muito. Cara, é assim, já mais velho. Mas totalmente... Ele era o ídolo da Inter de Milão naquele momento. O melhor jogador dinamarquês. Dinamarquês era a referência da seleção. Seleção, é. Então, primeiro o que aconteceu pra explicar pras pessoas, assim, porque eu já vi gente falando, pô, chegou a morrer em campo,
Dá pra dizer isso? Teve uma parada cardíaca, foi reanimada. Tem várias coisas assim, a gente também não tem confirmação do diagnóstico. O médico que cuidou dele, que fez vários exames dele, que é o Sanjay Sharma, talvez seja a figura mais importante da cardiologia do esporte no mundo hoje. Hoje é o médico que avalia toda a Premier League e era, na ocasião, o médico do Tottenham e tinha 13 anos de exame normal dele. 13 anos, né?
Desde base. Ele tem que fazer a conta de quantos anos ele tinha. E o Sanjay é paranoico. É um excepcional cardiologista, uma pessoa maravilhosa, inclusive. Ele tem o evento. Os jogadores, que é o meu que tem que fazer, protegem a cena. Protegem a cena. A câmera dá uma ajudinha que sai ali e os médicos chegam, reconhecem a parada cardíaca. Talvez ele tivesse de olho aberto, talvez tivesse aquela respiração.
agônica, que não é semel de vida, volto a dizer, chocam, volta. Porque quando a compressão torácica e o choque chegam nos primeiros três minutos, tem um trabalho muito legal isso, que analisa vídeos de YouTube de parada cardíaca em eventos esportivos. Quando isso acontece nos primeiros três minutos, a sobrevida é de 100%. Três minutos. Você tem a intervenção na massagem e o respirador... É, compressão torácica, né? Porque... E é muito simples, é muito simples. Esse é um conhecimento que a gente precisa de
Há também esse outro legado que a gente quer deixar, junto com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, que tem hoje um braço educacional que se chama Universidade do Coração, a gente quer treinar 500 profissionais de educação física, de assessoria esportiva, academias no Rio de Janeiro. Porque isso é um conhecimento muito importante. O lugar mais seguro para ter uma parada cardíaca deve ser um lugar onde as pessoas fazem esporte, porque as pessoas devem estar preparadas ali para poder reverter isso. Clubes, academias.
são para o cara fazer exercício na academia onde seria seguro e deixa ele fazer sem nada na rua. Não faz muito sentido. Porque a gente tem que estar aí preparado. Porque é óbvio que é aquela coisa do fenômeno do homem que mordeu o cachorro. Se eu tomar mordido o cachorro, não é notícia. Mas se eu mordei um cachorro, um cardiologista maluco mordei um cachorro. Então, quando você inverte, eu senso que é um indivíduo que é um protótipo da saúde praticando esporte,
a saúde, teoricamente, na prática, de fato. Tem um evento desse tipo, é óbvio que se gera notícia, mas morre muito, tem 90 mil paradas cardíacas por dia no mundo, mortes súbitas. Só vai sair no jornal, a que for no campo de futebol, a que for numa quadra, a que for na coisa. No mundo tem 90 mil mortes súbitas. Desde que a gente está falando aqui, quantas já aconteceram. Só vai aparecer a que for midiática, é normal, é esperado que isso aconteça. E o que a gente precisa é que...
E esses eventos sejam... A sobrevia seja 100%. No caso dele, você falou dos três minutos. Você falou que jogos televisionados na América do Sul, 100% dos eventos resultaram em óbito. Ninguém sobreviveu. E lá agora a gente viu o Eriksen na Euro. Foi na Euro, né? Foi na Euro. E resultou ele sobrevivendo e eu e o Betão vendo o Eriksen jogar anos depois agora na Alemanha. O que teve de diferente ali, assim, a rapidez? É isso.
O MCE, o defibrilador, que faz toda a diferença no tratamento. E sai acordado de campo. Exatamente. A qualidade dele sai acordado. Pois é. Sai acordado de campo. Isso é importante. Tem uma cena muito interessante, depois de ver, que é, na verdade, já um jogador como o Eriksen, que talvez seja o primeiro jogador com defibrilador da Europa, que é o Anthony Van Loo, já aposentado, jogador belga, jogou 10 anos com defibrilador. E ele teve um evento com defibrilador.
Ele tá com o defibrilador interno, né? Aqui dentro. Que é o que o Eriksen tem, caso ele tenha algum evento. Hoje o Eriksen tem um defibrilador interno. Que a gente chama de CDI. Cardioversor, defibrilador implantável. Se ele tiver o quadro, na hora... O que tanto reverteu, pelo menos, o tipo de arritmia. Mas se ele tiver uma parada cardíaca, né? O ladrão entra automaticamente. Ele choca. E o Antônio Zolu, com esse defibrilador, ele é lateral, ele tá saindo pra bater...
A bola sai pela lateral, ele tá saindo pra pegar a bola. E aí, bota a mão no peito e cai. E aí ele cai.
as pessoas vão em cima e o desfigurador dele reconhece. E aí você vê a perna dele balançar assim, que ele tomou o choque. Ele levanta e quer bater o lateral. E aí ele fica aborrecido com o médico que tira ele de campo. Ele não se deu conta que ele teve uma parada cardíaca. Você vê como é que é o... É espetacular essa cena. A mecânica. Exatamente. Botar ela assim, é bem... Antony Van Loo. Antony Van Loo. E no Brasil? Tem. Isso é até outro assunto que a gente vai...
abordar lá no cardiofute, justamente, não só o reconhecimento e, enfim, a melhora desse cuidado durante e pós a parada cardíaca, mas o pós parada cardíaca. Muitas vezes, esses atletas, eles estavam condenados a interromper a carreira. Claro que existem situações em que isso realmente é necessário, mas em outras não. Tanto que o Eriksen é um caso de que foi possível colocar o desfibrilador implantável e continuar a carreira. Se você for pensar nisso há 20 anos, 30 anos, isso não era...
A vida dele, mas olha, futebol esquece. Exatamente. Então, isso não é universal, isso depende da legislação do país. Então, a gente conversando aqui, vocês me explicaram que tem ligas que aceitam e ligas que não aceitam o jogador jogar com esse desfibrilador interno. A Itália, por exemplo, onde o Eriksen jogava, isso é absolutamente proibido. Então, ele teve que, caso quisesse continuar com a carreira, sair. Por que, Doutor Luiz?
Isso é uma política do país, né? A Itália, como eu falei anteriormente, eles têm um tipo específico de uma...
cardiopatia em que lá é mais comum numa determinada região, região de Vêneto. E eles não querem, digamos, correr esse risco. E outros países são mais tolerantes, né? A gente tem um registro grande. Por isso provavelmente ele sai da Inter de Milão. Exato. Tem um registro com atletas usando o desfibrilador implantável. Exato. De vários esportes. E mostra que é um método seguro. Que os atletas, não é porque eles têm um desfibrilador que eles têm um risco maior. O que eles conseguem
identificar mais em determinados momentos eles tomam um choque, como o Fabrício relatou a história desse atleta. Então, isso traz uma longevidade maior para alguns atletas que tenham condições de seguir de acordo com o motivo. Vira uma visão compartilhada, né? Exatamente. Aí entra atleta, família, clube, enfim, decidem se eu quero continuar a minha carreira. O médico expõe a probabilidade de acontecer alguma coisa é tanto,
A gente não pode garantir, não existe risco zero para você agora. O risco é maior do que outras pessoas. O atleta vai decidir se ele quer continuar ou não. O desfibrilador serve, no caso, para o atleta continuar a carreira. Se ele fosse o caso de não jogar mais... Não, a gente bota do mesmo jeito. Se você achar uma doença estrutural no coração e depois de um evento, você passa a ter indicação de ter que botar. Ninguém bota o desfibrilador para jogar. Isso é proscrito, é proibido.
caso necessário, você coloca o estilador e se ele for passível de continuar jogando, aí é o que o Fabrício disse, existe hoje um termo, né, a decisão compartilhada, em que cada vez mais está em voga, que o médico naturalmente tem o conhecimento, mas a gente não a gente não determina, ó, a gente dá a nossa opinião técnica, só que em alguns casos é fundamental ouvir a opinião do atleta e de todo mundo que o cerca, e isso nasce depois uma decisão compartilhada, e isso
Mudou muito. Com certeza. Se a galera achou... Antônio Ivalu. Vou até procurar aqui pra ajudar. Antônio Ivalu, PCR, CRP, né? Vai achar. Assim, isso é uma coisa muito importante. Nessa semana eu atendi um atleta de Procimit. Procimit é uma forma de base jump, né? Que o objetivo é passar perto de alvo, de pedra, árvore. E tem alguns estudos que mostram a mortalidade
de um pra cada 60 saltos. Falei, cara, eu tenho um problema, eu moro no décimo andar, não chego na janela. Então você imagina o cara, um negócio aí. E aí o cara falou um negócio muito interessante pra mim, que eu falei assim, aqui embaixo, doutor, eu só existo. Eu tô vivo lá em cima. Então, cara, assim, valores de preferência. Exatamente. Valores de preferência. Tem gente que fala assim, botei um defibrilador, não quero mais, acabou, tá bom pra mim. O Oscar teve um evento,
Agora ele optou por encerrar a carreira. Entra muito também o contexto do momento da carreira. Se isso acontece em um atleta que já está perto de finalizar a carreira, talvez ele reconsidere se ele já é muito bem sucedido. Agora, um menino que está começando, tem um sonho, tem o objetivo de sustentar uma família, para ele é difícil. O Lúcio Fabrício teve o caso do Ganso, né? Bem diferente. Mas como é que foi essa...
E o ganso me pareceu de muito rápida resolução, né? Porque, assim, sai notícia, o ganso fica um pouco afastado. Tá jogando aí, assim, enfim. O ganso, ele... O diagnóstico da miocardite no atleta, em geral, ela já aconteceu há algum tempo, né? Dificilmente a gente pega a fase aguda, o cara com dor no peito e tudo mais. E hoje a gente tem a possibilidade... Antigamente a gente fazia de 3 a 6 meses de afastamento depois da miocardite. Hoje existe uma possibilidade, quando o paciente evolui,
bem, de você tentar uma coisa chamada retorno rápido, fast track, em quatro semanas. E a gente reavaliou ele em quatro semanas e ele tinha tido uma melhora totalmente favorável. E aí a gente tem umas coisas muito interessantes, você passa a ter contato quando o cardiologista tem essa coisa. Dificilmente você vai ver um pai e uma mãe vindo para uma cirurgia de tornozelo, até uma cirurgia de joelho, pode até ver.
quando tem uma coisa no coração, né? A gente teve a Flutv, fez um evento com a mãe dele, eu tive muito contato com a mãe dele, eu lembro, eu vou até emocionar assim, quando eu fui fazer o segundo exame dele pra saber se ia voltar, ela chegou pra mim e falou assim, cuida do meu preto, né? E aí isso é, né? E às vezes eu vejo isso com esse tempo, os jogadores de futebol, às vezes, vira quase uma mercadoria, né? Uma coisa, um produto de importação, exportação. Ele tá sempre ali ativo, saudável. Mas é aquele cara ali,
é o preto de alguém, é o amor da vida de alguém, tem uma pessoa que estaria no lugar dele ali. Então essa é uma coisa que o médico não pode perder de forma alguma. E essa eu diria que é uma vantagem que a gente tem, essa cardiologia dentro do futebol. E como é que foi a situação? Isso é muito importante ser dito, inclusive. E como é que foi a situação quando você descobre e comunica a ele? Como é que é essa?
Ele tem uma reação, pô, vou ter que parar de jogar e tal. Ele faz essa pergunta, eu falei... Na hora, sim. É, lógico, não é. A gente teve uma reunião no dia seguinte, volto a dizer, eu estou falando essas coisas aqui porque ele já contou, esse público já foi dado em entrevista, não estou absolutamente quebrando nenhum segredo médico. E ele realmente estava preocupado, mas assim, eu acreditava pelo perfil, não foi a primeira miocardia,
que eu vivenciei no Fluminense. No Fluminense. Só que o Ganso é o Ganso. O Ganso, o que acontece com ele, vira notícia. Quando o jogador é menos conhecido e tudo mais, as coisas passam percebidas, a imprensa nem nota muitas vezes que ele está afastado. E ele... Eu acreditava que a gente tinha muita chance de voltá-lo e não só voltá-lo nesse período mais curto. E foi possível para a alegria do futebol. Dá para falar que o... A gente até falou isso no início, né?
É um outro caso também de miocardite, né? Foi o primeiro caso de miocardite por covid na pandemia. Por covid. Lembrando que todos os vírus são capazes de dar miocardite. O covid é um deles. O Ganso teve um resfriado em novembro e a miocardite mais diagnosticada em janeiro. É porque a miocardite é uma inflamação. Pode ser causada por uma doença viral. Em geral, é. Qualquer gripe.
enfim, pode o gripe, o vírus da gripe, os sintomas são de gripe que ele prioriza nariz, boca, mas ele pode parar em outro canto também. Quando ele para no coração, o coração se chama miocardite. E aí foi o processo de retorno, né? Ele entrou na temporada mais tardia e tudo mais. Como eu estou a voltar, se não me engano, ele volta contra o Bragantino, né? Eu fui até o estádio, foi muito... Sim, o Luiz vai muito mais a jogos do que eu. E eu...
eu fui no estádio vê-lo jogar. Fui ver, ia ver o Zubodia voltar também, mas acabei não indo. Mas realmente é diferente, foi outra questão e ele, enfim, tá bem. É mais fácil, né? Você falava do Anthony Davis, que eu acho que é uma questão... O Anthony Davis ficou... É difícil dizer quanto tempo ele ficou, né? Porque tinha a pandemia, exatamente. A pandemia, ela... Obviamente, o Covid... O Davis estava no Bayern. O Covid,
ele acendeu a questão da miocardite. Existiu na época um grande debate sobre a incidência de miocardite relacionada ao Covid, inclusive nos atletas, só que justamente o calendário estava muito modificado, porque os campeonatos, enfim, não estavam na sua plenitude, digamos. Então, isso também acendeu o alerta para a miocardite especificamente. Claro que ela não é a única causa de interrupção, enfim, da carreira,
E nem a única consequência da Covid, que eu acho muito importante falar isso. A gente passou por momentos no Brasil assim, mas é uma doença séria e que deixou uma série de consequências e de outras doenças que podem ter sido causadas. A gente falou mais da parte respiratória, mas que pode atacar o sistema nervoso central. Existe uma entidade chamada Covid longa e ali você pode ter influência em qualquer tipo de órgão.
200 sintomas. Exatamente. Quantos? 200? Pois é. 200 sintomas descritos para a síndrome de covid-19. É uma consequência. São sintomas persistentes já depois de um tempo você é resolvido. E dentro do avanço da medicina, enfim, como o Fabrício falou, a miocardite, houve o avanço no sentido de você ter a condição de liberar o atleta com uma maior precocidade. Antigamente, a medicina, claro,
que ter sempre o pudor e a segurança de liberar o atleta quando possível. Mas a medicina antigamente era mais defensiva. Então tem algumas cardiopatias que antes, miocardite é uma delas, você levava tanto tempo, hoje você consegue levar um tempo menor se ele evolui bem. E outras, você olhava, não dá. E hoje você, dentro da decisão compartilhada, das evidências que a gente tem na literatura, você permite a esses atletas ou pessoas, enfim, em geral, de retornarem de acordo
com o subtipo, enfim, com a classificação dentro da cardiopatia. Na carreira de vocês, você já teve esse desprazer de falar pra alguém assim, ó, não vai dar, você tá fora da atividade. É, infelizmente já. Eu tive duas vezes, isso foi muito ruim. Um atleta ainda de formação? Um atleta em atividade, atleta em, assim, com muita carreira pela frente, menos de 25 anos de idade. Meu foi um menino, uma melcardia, tinha uma cardiopatia
Foi uma miocardite, exatamente. Uma miocardite num menino e a outra num ciclista que não sabia. E aí um dia ele teve uma síncope, um desmaio. Já tinha uma história familiar, a mãe dele tinha a mesma doença, cardiopatia hipertrófica. E ele, quando a gente foi fazer os exames, ele não tinha condição de seguir. Qual a diferença da miocardite que elimina o cara da carreira e que, por exemplo, o Ganso pode continuar jogando? A persistência de arritmias.
complexas. O problema da miocardia é que ela pode virar um foco no coração para o surgimento de uma arritmia. Se você tem arritmia complexa, você sugere que a atividade, a vida atlética competitiva não aconteça. O cara não precisa virar um sedentário, não. Mas competir em alto rendimento fica mais complicado. A outra é quando ela é tão grande que altera a função do coração. O coração fica com disfunção. Quando a fibrose, que ele gera uma cicatriz. Aí tem 30% do músculo
do coração vira cicatriz. E aí é difícil você... Esses casos até fica difícil o cara performar, né? Porque isso é importante, né? A gente quando fala em retirar um atleta do seu desporto de maneira profissional, na grande maioria das vezes, em nenhum momento a gente tá falando pra ele ficar sedentário. Porque o sedentarismo mata tanto ou mais. E que ele não vai ser competitivo, ele não vai entrar em excelência. Exatamente. A gente adapta as condições da doença,
dele pra que ele possa fazer algum nível de exercício físico, porque tem inúmeras outras valências e benefícios que o exercício traz pra ele, uma vez que ele não possa continuar com a sua carreira. Não impedir alguém de trabalhar por conta de uma doença? É, horrível. Eu acho que foi o Arrigo Saki, né? Tirando as coisas que têm importância, o futebol é a coisa mais importante. Mais importante é as menos importantes. Exatamente. Mas a gente que é apaixonado pelo esporte, notadamente,
de futebol.
Eu já troquei algumas mensagens com ele no Instagram. Ele é bem receptivo. Queria bater o lateral, pô. Queria continuar jogando. Mas é óbvio não. Diante disso daí, a primeira coisa que você precisa fazer é tirar o cara, interrogar e ver o que aconteceu. Porque pode ser um choque inapropriado. Nesse caso não, porque ele cai, né? Mas pode muitas vezes ser um choque inapropriado. É aquela queda bem estrela. Desligou, disjuntou. Não, é isso mesmo. Mas assim, não necessariamente... Quanto tempo demorou ali? 30 segundinhos.
Não necessariamente um jogador que tenha um desfibrilador interno vai passar por um processo como esse de cair. Tomara que o Eriksen nunca use aquele desfibrilador. Exatamente. Esses são os casos que eu tive que botar desfibrilador em atleta. Você põe um torcer que você não use nunca mais. É, não precisa. Só é acionado em caso de... Atuas amadoras, né? O esporte profissional do Brasil, não há nenhuma lei, né, Luiz? Me conheço se eu estiver falando bobagem.
No Brasil, que proíba. Não. Mas vai ser sempre... Não tem nenhum atleta brasileiro usando. Não. Sempre uma decisão muito difícil, né?
Porque, a partir do momento que ele já teve uma parada cardíaca, dependendo da etiologia, se ele colocou um desfibrilador é porque ele tá sujeito a ter outros. Então, aí vai envolver todas essas questões que a gente conversou, mas ele vai estar, provavelmente, sempre sob risco, né? Eu nunca tinha visto uma cena como essa. Eu nem sabia que tinha um desfibrilador interno. Coloca de novo, só pra gente perceber o que aconteceu. Eu também não sabia que poderia jogar com um desfibrilador interno, vai de liga pra liga.
Tem mais de um jogador lá. Bem benevolente. A gente tem... Tá parado. Se ele tivesse um desfilador, ele teria morrido. Alguém teria que entrar, reconhecer a parada, imediatamente começar as medidas de reanimação e o desfibrilador já tinha que estar chegando. É um negócio impressionante. Enquanto a gente tá conversando aqui, ó, é óbvio, né? Ele acordou, mas é isso. Reconheceu a parada, massagem cardíaca,
Alguém já tem que estar chegando com o desfibrilador. Esse tempo que o desfibrilador interno é acionado, é o tempo que quem não tem, alguém tem que chegar ali. 30 segundos ali vai ser difícil. Num campo de futebol, tem que ser o tempo de alguém correr do banco de reserva até lá. Aliás, tem uma cena muito interessante que é uma parada cardíaca no torcedor.
legal, um cara para na arquibancada, não lembro em que campeonato. E ele é reanimado e sobrevive. E aí o médico começa a correr, correndo devagar, o goleiro sai correndo, vem, pega e pega o defibrilador e dá pra alguém do outro lado da arquibancada usar pra animar a pessoa. A gente falou do Eriksen e o Fabrício falou da Liga Belga. A gente tem outro atleta conhecido, o Danny Blind, né? O lateral holandês. Então eu não sabia do Danny Blind, nem do Anthony Davis.
O Anthony Davis não tem desfibrilador. Não, ele só tem neocardite. O Danny Blind, ele tem também um desfibrilador. Tá jogando, né? É, lateral da seleção da Holanda. Exatamente. E até então, até onde a gente sabe, não houve mais nenhum outro evento. É, e o Erickson também não, né? Não precisou... E só pra explicar tecnicamente, assim, desfibrilador é um... Como é que eu vou chamar? Um aparelho, né? Que é esse tamanho, assim, mais ou menos, um pouco maior do que...
moeda. Esse inferno, né? Um pouco maior do que esse relógio. E que fica implantado aqui embaixo da clavícula com um cabo dentro do coração que tem a capacidade de... Opa! Esse coração tá em arritmia. E aí é o que? É um choque elétrico mesmo. Choque elétrico. Exato. E isso ocasiona o que no coração? Aí o coração volta. É como se ele fizesse um reset, né? Exatamente. Ele volta a bater... Religa o disjuntor. Exatamente. Religa o disjuntor.
E o externo é aquela mochilinha, né? Isso. Automático, que hoje o desfilador automático, ele vê tudo. Você bota, ele fala com você, afaste-se, vou dar um choque. Então, assim, isso deveria, inclusive, hoje ter muito mais em lugares públicos, tudo demais. As pessoas deviam ser treinadas, a gente aprende tanto. Rodoviário. Pois é. Essa é uma das cruzadas que a gente tem, de levar o conhecimento de reanimação, o caso de pulmonar, do suporte básico de vida, a todo mundo.
no mundo, como por exemplo, Seattle, a população é praticamente toda treinada. E a gente, como o Fabio falou anteriormente, os casos que a gente toma conhecimento são os casos mais emblemáticos, pessoas conhecidas. Mas um exemplo clássico aqui, na última semana, ouvindo de pessoas conhecidas, família, eu soube de 3, 4 casos de mortes súbitas que infelizmente faleceram. Eu tive na minha família,
Por exemplo, uma tia, uns 5 anos atrás, já era idosa, mas assim, idosa de 70 anos. Não, eu tive meu tio e o irmão do meu pai. O meu tio já tinha falecido uns 2 anos antes, ainda estava morando sozinha. E aí, ela teve um mal súbito sozinha. Então, ela estava lá sentada, tomando um café, encontrando com ela. E assim, estava com um remédio de gases. Provavelmente ela começou a sentir alguma dor. Porque era um gás. Achou, e aí tomou um remédio e sentou. Estava ali.
de 70.3. Eu sou médico da Confederação Brasileira de Triatlon também. E agora tivemos a primeira prova em Curitiba. Infelizmente, teve um evento. Um atleta de 45 anos. E aí, nesse caso, a gente pensa como é que é o processo de avaliação dessas pessoas para praticar esporte. Morreu. Foi reanimado, levado para o hospital e morreu no hospital. E de avaliação para a prática esportiva de alta intensidade.
Porque o esporte hoje, desse nível, triatlo, corrida, maratona, prova de ciclismo, é uma febre. Um montão de gente preparando. E é muito importante. A gente quer realmente que sair do sofá é fundamental. O sedentarismo mata mais do que qualquer coisa. Mas que as pessoas que decidam fazer atividade física competitiva e a gente faça isso depois de uma boa avaliação médica. E é por isso que tem que ter no serviço público.
O pai faleceu de uma parada cardíaca e não se cuidava daquela coisa do remédio de pressão, né? Você não toma remédio de pressão, tudo mais. Pergunto a vocês, muita gente assistindo a gente, tá falando de futebol, assim. Quais são os sintomas e a importância da medicação ser... Eu tomo, né? Todo dia. Exatamente. Você tem que tomar o remédio todo dia, assim. Queria que vocês falassem pra galera que tá... Só completando, pra ilustrar, eu lembro do caso do Osvaldo Botafogo, lembra?
foi um intervalo, demorou a subir, passou mal. Aí depois na coletiva ele explicou, pô, tô uma semana sem tomar meu remedinho, né? Ele foi uma... Eu cuidei dele nesse dia. Foi uma arritmia, né? Essa arritmia mais comum aí, que eventualmente acomete treinadores também vão falar de saúde do atleta de futebol pós-epandoria com foco nos treinadores.
tomar remédio, mas a pressão... A gente fala sobre os sintomas, você perguntou? Sintomas, sim. Na verdade, a gente divide. Existem várias causas que justificam uma morte súbita. As mais comuns, cardiológicas. Dentro da cardiologia, existem várias doenças. E a prevalência dessas doenças, elas variam de acordo com a idade da pessoa. Então, por exemplo, acima de 35, algumas referências já falam acima de 25, a principal causa é a doença coronariana.
estupimento das artérias. Abaixo disso, as cardiopatias, doenças congênitas, genéticas, enfim. Então, muitas das vezes, você não vai ter sintoma. Às vezes, o primeiro sintoma é a morte súbita, no treino, no campo, enfim. Então, por isso dá importância de fazer o screening. E é importante frisar que, mesmo com o screening, a gente não consegue prevenir 100% dos eventos. Então, mais um motivo pra gente continuar com essa busca seriada.
estar de frente a um evento como esse, assim, como é que você sabe que é uma parada? Pessoa desmaia, ou cai, ou enfim. Qualquer irresponsividade, né? A pessoa caiu, mesmo que ela esteja respirando, olho aberto, você estimulou. Bruno, Betão, viu que a pessoa não teve reação? Começa a massagear. É o que o Fabrício falou. Nunca você vai se arrepender de ter massageado uma pessoa. Isso pode salvar.
Se for acontecer comigo, me chamem. Fabrício, Fabrício, não responde. Fabrício não responde. Fique à vontade para quebrar minhas costelas. Não tem problema nenhum. A massagem tem que ser bem feita a ponto de apertar o coração e não tem nenhum problema quebrar a costela. Chame ajuda para quem estiver do lado de auxiliar e trazer um defibrilador. Porque sem defibrilador também há chance. Porque o defibrilador é que efetivamente vai aumentar as chances de se beber. Depois de checar se aqui no prédio tem um defibrilador acessível.
Às vezes, quando a gente, o Fabio certamente já passou por isso, vem o famoso pedido, me dá um atestado para fazer um exercício físico. E quando a gente fala não, as pessoas ficam chateadas. Mas basta um evento. Se eu der 100 atestados de maneira errada e um desses 100 for a óbito, como é que eu justifico isso? É errado com muita gente, com a família do cara, com ele. E eu uso uma frase, eu aprendi uma na residência,
que é um professor já falecido, que quando pediu um atestado pra ele, ele falava assim, olha, eu já fui preso duas vezes por causa disso. É muito ruim ser preso. Você já foi preso? E aí o cara fala assim. Não quero ser preso de novo, não. É muito difícil. Atestado falso, duas vezes foi pra cadeia por causa disso. E o remédio de pressão que o Betão toma, a importância do remédio de pressão? Fundamental, mas tomar o remédio é fundamental, mas importante saber se a pressão com este remédio
Aí vem a importância de manter o acompanhamento. Tem muita gente que faz isso também. Vai uma vez, é avaliado, caso esteja tudo bem, nunca mais. Dá um tchau e não volta. Eu tava tomando um tempão, aí eu fui fazer a consulta. O doutor na época falou, tomando remédio, Júnior? Todo, só que ele ficou remédio. Só que eu tenho isso, né? Eu não sou naqueles casos que se a pressão chega a 18, eu começo a ter tontura, dor de cabelo.
Não, eu tava normal, em sentido normal. Quando eu fui fazer lá a medição, ele falou assim, cara, trocar esse remédioca isso fora. Eu vou falar aqui onde era, mas nunca mais tome isso aqui, não. As doenças são silenciosas. A maioria delas, na verdade. Então, se você não faz o rastreio adequado... Tem gente que tem, acho que é até sorte, né? A pessoa sobe um pouquinho, já fica um monte de sintomas. No meu caso, não. Tem que toda hora... Meu pai é assim. Minha cabeça é inchada. É isso aí. Agora tá controlado.
Eu tô perdendo peso, né? Tô na nona semana da cametinha. É fundamental. Que bom, que bom. É bom. Agora, perguntando pra vocês se falaram sobre... Eu esqueci o nome da... Vou falar da forma aqui. Coração de atleta. Como é que chama a doença? Cardiopatia hipertrófica. Isso é uma delas. É uma delas. Cardiomeopatia hipertrófica. O exercício aí vai variar, né? O tipo de esporte vai adaptar o coração de forma diferente.
diferente, né? E aí a gente pode, a mudança do futebol tem feito as adaptações ficarem diferentes, né? Sobretudo em quem corria muito pouco. O zagueiro corria nada. O zagueiro corre 10 quilômetros no campo, né? A mudança disso é essa, a exigência física. Por causa disso aí, tem uma história boa aí, com o Zubi muito boa, que é um grande estudioso de futebol, né? Cientificamente, e o futebol é fruto de muitos estudos, né? Tem uma universidade no mundo, Copenhague, a universidade de Copenhague tem linhas de pesquisa, assim,
inúmeras linhas de pesquisa com futebol, em vários níveis, tanto com a adaptação do atleta, como o futebol peladinha como prevenção, como ferramenta de prevenção. Mas hoje, se você pegar cientificamente, você tem dois, que é o que se chama de build to play, que é o controle de bola, e o direct attack, o ataque direto, bola lá na frente. O build to play é a estratégia vencedora, tem um trabalho agora recente, todas as ligas europeias, quem ganha é quem controla a bola, quem fica ganhando.
a bola. E controlar a bola, sobretudo quando você joga com linha de zagueiro alta, é correr pra caraca. É, que é fisicamente... Porque não tem time pro melhor que sempre que não perca a bola. Vai correr pra trás. Então, cara, hoje isso tá feito o coração do jogador de futebol, que o Trora era um coração que adaptava de forma mais espessada do que aumentando de tamanho, cada vez aumentando mais de tamanho. Hoje você tem zagueiros com ventrículos, corações bem grandes, e não tinha. Então é como...
Isso é maravilhoso, porque um wide receiver, um jogador de defesa de futebol americano, vai ter o coração do mesmo jeito para sempre. Porque não muda muito. Não muda. Muda a tática, mas o que o cara faz é igual. Ele pega a bola e sai correndo. O futebol hoje está desse jeito. Como é que vai estar daqui a 10 anos? Como é que vai estar? E aí, do ponto de vista científico para a gente, isso é ainda mais interessante. É o estilo de...
A gente acompanhar, porque como a gente faz essa avaliação longitudinal, a gente vai vendo a mudança. Então você vê como a adaptação... E daí a importância também de... Por se dedicarem, não dedicarem, por se esforçarem mais fisicamente. E é importante você fazer o exame com profissionais que tenham esse olhar e esse conhecimento. Porque da mesma forma que a gente falou do eletrocardiograma, um profissional que não está treinado para isso vai olhar esse exame e vai falar assim,
esse atleta aqui tem alguma doença. E, na verdade, não. Isso é uma adaptação. E, assim, o coração, ele cresce mesmo, assim. Ele adapta a exigência. O coração é o músculo. Você já tá mais sangue, a natureza não tem outra solução. Da mesma forma que você, quando faz musculação, o seu músculo hipertrofia, o coração, ele também sofre adaptação. E cresce muito, cara. É, depende do tipo de exercício que você tá apto a fazer. Se for treinado pelo Félix, o Maga...
Tem uma individualidade. Tem uns que vão alterar mais... Homens alteram mais do que mulheres. Tem no esporte. Sempre que cresce é uma doença ou não necessariamente? Na grande maioria das vezes é fisiológico. Exatamente. O que a gente... O nosso papel como cardiologista do esporte é identificar isso. É fruto do treinamento? Ou isso é uma doença que ainda não apareceu ou está começando a aparecer?
Então, isso é o que a gente faz. Então, você tem um processo lá. Exame físico, eletrocardiograma. Quem tem alguma coisa aqui, vai para o eco. Quem precisa mais um pouquinho, vai para a ressonância. No futebol profissional, hoje, em clubes com muito recurso financeiro, fica fácil a gente investigar. Futebol é nada. Vai ter ali os mecanismos. Mas na segunda divisão do campeonato carioca, né? São mesmo pessoas. Merecem continuar praticando esporte. A base é imensa. Não podem morrer.
quando o esporte. É muito impactante. Mas é algo visual, assim, o que é isso? Sim, não é algo assim. Pelo exame você consegue... Mesmo assim. E aí tu vê o cara que corre mais, né? O cara que corre mais, eu tenho geralmente os corações mais maiores. Lateral são os que têm os maiores corações. Lateral, volante... Mas isso tá... Você já viu o volante do coração. Mas isso tá cada vez mudando mais, né?
outras coisas, assim, jogadores de ar que hoje tem impulsões gigantescas. Subir pra cabecear é um potência, né? Esse é um estímulo que espessa o coração. Então hoje você tá vendo aquele cara que tinha um coração mais dilatado e também com o coração espessado. Isso é maravilha do futebol. E aí você vê entender isso. Eu também tenho um coração grande, Beto. Também é. Tem um coração grande.
Tem um coração com músculo imenso. E aí é por isso que o futebol hoje não tem como não se deixar de ser multiprofissional. O tipo pelo qual a gente hoje botou físio, fisiologista, professor de educação física, nutricionista, todo mundo dentro do mesmo evento. Porque assim, às vezes o coração, cara, como é que esse cara treina? Não, pô, assim, no retorno ao jogo do ganso, a interação, Douglas, eu, o Juliano, o fisiologista, os preparadores físicos,
é fundamental pra saber se aquilo tá indo no caminho certo, entendeu? Você mesmo tem um timaço lá também. Exatamente. Nosso processo de retorno ao jogo, né? A gente se reúne e escuta todo mundo, né? Pra gente entender em que passo que esse atleta se encontra e quando que ele vai estar apto pra retornar. E num esporte cada vez mais competitivo, uma exigência cada vez maior, o médico sozinho não consegue decidir nada. Então,
Existem uma série de outras valências que são fundamentais também para que esse atleta consiga performar. Nutrição, preparação física, fisioterapia fundamental. Então, por isso que o nosso evento, o CardioFood, ele vai englobar todas essas áreas. Multidisciplinar, né? Porque ele pode estar com o coração em plenas condições, mas se o resto não estiver legal, ele não vai conseguir performar. A gente fez aqui, a parte detalhou muito, acho que muito bem,
parte da doença cardíaca, da relação do atleta com isso. Vocês trouxeram dados, assim, até dividindo a América do Sul, né, os estúdios, o Europa. Aí eu quero perguntar, o impacto nesse continente que se joga, às vezes, a 4 mil metros? É. Tudo que a gente está contando aqui, tudo isso acontece a nível do mar. Mas o quanto que, além disso, tudo que o esporte e o futebol já estão expondo, né, esse novo, essa nova forma de jogar, e quanto disso impacta,
quando esse atleta é exposto, hoje em dia, cada vez mais aos 4 mil, né? Antigamente era mais aos 2.800, máximo 3.000, toda hora tá jogando a 4 mil. Se não for o Jorge Wilstermann... O Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci, o Tocci
Não tivemos óbito. É um evento fatal. Um futebol profissional assim lá em cima. Exatamente. E pode acontecer? Com certeza. Pode acontecer? Sim. A altitude faz com que a gente respire um ar com uma pressão de oxigênio menor. E oxigênio é primordial para as nossas funções digitais. Eu, por exemplo, não sou indicado para a altitude. Você seria cortado. Então a gente... A FIFA dá essa prerrogativa, como é bom, enfim, chancela.
condições ideais, não deveria ter... O risco de arritmia é maior. É maior. E se você já tem alguma condição predisponente, isso aumenta ainda mais. Então, os atletas, quando a gente vai jogar na altitude, além de todos os cuidados que a gente já teria em condições normais, em nível do mar, você tem algumas outras medidas que você faz. E aí entra um outro aspecto importante, que existe o doping.
Existem algumas substâncias que, para nós que não jogamos, a gente pode lançar a mão para minimizar os efeitos. Para eles, a gente não pode fazer. Então, a gente tem aí dois agravantes. Primeiro, a gente não vai correr como eles correm. E segundo, que a gente pode lançar a mão de alguma medicação que ajude a minimizar e eles não conseguem. Então, assim, a gente nota uma alteração importante. Isso influencia.
falando aqui de estilo de jogo, naturalmente isso vai influenciar no estilo de jogo. Você não pode exigir que o mesmo time que faz tantos metros, tantas acelerações a nível do mar, vai fazer a mesma coisa na altitude. Então, lá... Primeiro objetivo lá é atestar a saúde, verificar se eles têm condições. Eu acho que no Brasil a gente tem uma condição, no Brasil, enfim, na América, que a gente consegue pegar às vezes na base, uma doença chamada anemia falsoforme. Então, é o caso de La Cruz, se não me engano. Não, não.
Não. Não, mas foi divulgado o De La Cruz que tem alguma condição que ele não pode jogar na altitude. Na verdade, tem adaptações em que as pessoas, alguns atletas, se sentem pior na altitude. Então, quando a gente sabe que determinados atletas... É individual. É, isso é individual. É uma análise de cada perfil, cada jogador. Exato. Se a gente entende que o atleta já tem um histórico de algum problema ou que ele não se adequa ao ambiente, não faz sentido a gente expor a saúde dele, né?
Não é o caso jogadorista que eu falei. Você falou da anemia falciforme, é uma dessas condições. Isso é uma condição genética que a gente detecta no teste do pezinho quando a criança nasce. Mas mesmo assim, muitas crianças não fazem o teste do pezinho. E a gente lida com atletas na base de condição socioeconômica baixa. Então, para todo atleta que chega, a gente faz o teste. E isso propicia a gente. Como a gente lida com essas situações de altitude, por exemplo, agora a gente está disputando um campeonato
na altitude, a Libertadores Sub-20. E isso faz com que esse cuidado permita com que a gente retire. E aí, quando a gente fala de morte súbita, claro que a gente olha a morte súbita como uma causa predisponente, sendo o coração o principal motivo. Mas a anemia fosforma, dependendo do nível de altitude em que esse atleta é exposto, isso também pode dar um problema sério. Então, pra gente abrir o leque, não são só as causas cardiológicas. E tem atletas que a gente precisa excluir desses jogos, justamente
porque eles estão sujeitos a terem complicações. A anemia fosfóbica se trata de quê? Desculpa. Na verdade, a sua hemácia, que é a responsável por carregar e transportar o oxigênio para os tecidos, em condições de níveis menores de oxigênio, ela sofre uma deformidade em que essa distribuição, além de ela ser prejudicada, as hemácias, elas assumem um formato que elas podem obstruir os vasos sanguíneos. Então, isso pode dar uma embolia pulmonar, um AVC,
uma insuficiência renal, e a gente já teve atletas que foram à altitude, se expuseram, tiveram problemas, felizmente, não tão graves, e aí, por conta disso, naturalmente, eles são contraindicados a ir novamente, né? Cara, e aí já tem, a gente vê a lista do desfalque, já, no GE, já justifica ali, ó, fulano, não se adapta ao estúdio. Tinha uma característica, que, na verdade, a primeira coisa que acontece quando você chega lá é ter que respirar mais rápido. O controle da respiração, vocês estão respirando aí numa frequência,
que você não faz a menor ideia. Quem controla isso é uma parte do sistema nervoso central no centro respiratório, que faz parte do que a gente chama de sistema nervoso autônomo. Algumas pessoas, quando expostas à altitude, vão respirar numa frequência tão grande que vão gastar mais energia para respirar do que para fazer qualquer outra coisa. Então, essa é a individualidade. Então, uma pessoa aqui, a gente deve estar respirando aqui 10 vezes por minuto.
Aí, um cara vai para a altitude e vai respirar 18, o outro vai respirar 35. E esse cara não vai conseguir.
Imagina jogando uma bola na frente para correr para fazer um cruzamento. Vai a 70 de frequência respiratória e não volta. E eles, a gente estava comentando aqui, sabendo dessas condições adversas, os próprios clubes lá fora que jogam na autoestúdio, eles lidam com essa situação de maneira que tentam influenciar. Exato. O estádio, por exemplo, da LDU... Exato. Em condições normais, você demanda um tempo para aclimatação. No futebol, no nosso calendário, é impossível você ir...
duas, três, quatro semanas antes para ter essa aclimatação. Então, a gente sabe que dentro das primeiras seis horas, os sintomas são menores. Os sintomas vão começar principalmente, isso não é uma matemática, mas principalmente a partir das seis horas. Por isso que a maioria dos clubes adota como estratégia subir em cima da hora. Mas mesmo assim, como o Fabrício falou, tem gente que quando chega, hiperventila vai a 20 incursões por minuto e tem outras que vão a 30. Então, se você já está respirando com dificuldade,
Quando você dá um tapa na bola, digamos, e tem que correr atrás de alguém, atrás da bola, em poucos minutos a sua reserva foi embora. E aí o que os clubes fazem lá? Colocam no estádio, no vestiário. Você está num estádio de altitude tanto. Você está na maior estádio, na maior altitude, porque aquilo ali tenta interferir com a sua... Um cara com falta de água. Exatamente. Inclusive uma estratégia que a gente tem, óbvio, a gente leva as balas de oxigênio, caso necessário.
Tem muita história disso. É, Libertadores é o... O cara manda pintar o vestiário. Não sei onde que jogo foi. Eu escutei isso, que mandaram pintar o vestiário na Veste. Tem, final. Tem. Barcelona de Goiânia contra o Vasco. Doutor diz deixar as balas de... É, a gente deixa as balas escondidas. Porque, às vezes, o atleta fica sugestionado. Olha aquilo e fala, pô, tô precisando. Então, claro, a gente tá ali monitorando. Quando necessário, a gente lança a mão. Mas depende do nível de altitude também.
O Flamengo teve lá contigo já, né? No Equador, sim. Não, e na Bolívia? Não, e na Bolívia em 2024, né? Eu não tava lá, mas Flamengo já teve essa infelicidade de jogar lá algumas vezes. Flamengo acho que é o primeiro time lá em 2007. Eu não lembro antes. E agora? Exato. É, 4 mil. 4 mil um pouquinho até. É, agora tem é alto. O campamento base do Everest é 5 e 400. 600, é. Jogar boa quase. Boa campamento base do Everest.
Pois é, e aí a gente também estava conversando, quando é um esporte individual, em que você tem tempo de aclimatação, montanhismo, por exemplo, você tem formas de se aclimatar, não necessariamente indo até o local. Hoje existem tendas, salas, quartos, enfim. Câmara hipobárica. Aí no caso seria a hipobárica. Para a pessoa se acostumar a lidar com níveis de oxigênio menores. No futebol isso é difícil. Como é que eu vou colocar 30 atletas numa tenda,
determinados... Pra dormir, o cara tem que dormir sem a família, porque senão a mulher também vai ter que ficar exposta à hipóxia. Por causa do antidope, a gente nem a folha de coca pode, né? Não pode, não pode. Coca é... Mas o provado foi o chá, né? Eles, inclusive, aí as histórias do futebol, né? Aquele famoso chá lá com a papola, que às vezes eles deixam lá como, ah, não tô vendo. As pessoas do próprio, da própria cidade. E por isso que, por exemplo...
do guerreiro, né? A narrativa dele do guerreiro foi, no hotel onde ele estava, foi servido chás e tinha o chá. E outro da importância multidisciplinar, aí você vê a importância do nosso chefe, do nosso nutricionista, que também estão envolvidos. Eles só na competição entram mesmo, os caras tentam utilizar qualquer artifício. Exatamente. E eu perguntava para o doutor, assim, não existe um padrão universal, assim,
o mundo faz. Porque tem aqueles estudos. Vamos, o mais comum, né? Vamos pra Santa Cruz da Serra ou pra Sucre, dependendo do lugar, e a gente sobe uma hora antes, joga e desce. Tem gente que faz diferente, que tenta aí uma semana que já... Esse... A gente... Quando você vai pegar os estudos, né? Como eu tinha falado, existem alguns remédios que, sabidamente, são eficazes em reduzir o... Diminuir o mal da atitude. Só que,
Felizmente, para os atletas, a gente não consegue usar. Então, os protocolos que a gente faz são muito no sentido de você chegar pouco tempo antes, ter ali o oxigênio de resgate, usar um sintomático, um remédio para dor de cabeça, para enjoo. A alimentação tem importância, alguns alimentos que a gente precisa diminuir, porque interferem nessa questão da altitude. A gente discute muito, conversa com outros profissionais de outros clubes, para entender um pouco
de como cada um faz. Já viveu, né? E, na verdade, a gente olha e vê que não tem pra onde fugir, né? Eu acho que o papel do médico é saber a individualidade, né? Medicina de precisão hoje é tratar João como João, Maria como Maria, José como José, sabe? Quem é que desse grupo aqui vai responder pior e que vai precisar de um cuidado diferente ou que, eventualmente, até como você já citou, não dá pra ir, né? Vai atrapalhar o grupo, entendeu? E é isso que é o mais importante.
Agora estamos aprontuados. Falaram de doping, também acho que é um assunto muito importante no futebol, até porque, cara, deve ser de uma complexidade, assim, a questão de evitar isso, evitar... Controlar 30, 40, o que você vai ingerir? Mas isso... Não, e tem coisas muito, assim... De uma lista de suplementos... A gente tem a vantagem hoje... Isso atualiza, né? A gente tem a organização internacional, a UADA, né? Que...
enfim, norteia as substâncias que são consideradas doping. No Brasil, a gente tem um braço da UADA, que é a ABCD. Lá no clube, inclusive, o nosso enfermeiro é membro da ABCD, então ele tem pleno conhecimento. A gente tem nosso estoque de medicações, todas elas checadas regularmente, para ver se alguma delas poderia cair no doping. E os atletas, no nível profissional que eles estão, eles não tomam nada sem o nosso consentimento. Isso é legal.
sempre consultam, perguntam, porque pra eles é uma punição muito grande e determinadas situações pro médico é até pior. Ah, é, é. Exato. Se você pega, por exemplo, as últimas punições dadas pelo tribunal. Existe um tribunal que julga essas situações. Muitas das vezes o atleta pega X anos e o médico pega o dobro. E o treinador mais ainda. Porque... As postas individual ciclismo, essas coisas. Os treinadores às vezes são banidos.
Ah, no esporte individual. Isso é mais uma coisa. A gente vai ter, durante o cardiofute, embora tenha o futebol, o futebol é o vedete, a gente tem um palco olímpico, que vai ser um evento do COBE, do Comitê Olímpico Brasileiro. Você imagina a complexidade disso neste nível? Porque a verdade é essa. A gente fala de doping com dois médicos que trabalham com futebol e acontece casos de doping geralmente com droga social. Difícil ter doping no futebol de...
Tomei uma bomba pra jogar melhor. Quando acontece o futebol... Agora a Olimpíada altera tanto o rendimento para o futebol. Agora a Olimpíada é uma busca... Jogos Olímpicos, não. A Olimpíada tem uma cadeira na frente. Pra você ter noção, por exemplo, eu tô extrapolando aqui, mas... Prova de tiro. Tem remédios que podem diminuir o tremor e eles... Exatamente. São remédios que a gente usa na cardiologia com muita frequência. E esses remédios são concentrados.
O tiro de esportivo, tanto tiro com alto quanto tiro esportivo, o atleta aprende a atirar num momento específico do coração. Exato. Porque quando o sangue tá chegando na ponta do meu dedo, isso muda a mira. Então quanto mais baixa a frequência cardíaca, mais tempo o cara tem pra atirar. Aí tem remédio que diminui a frequência. E atletas que usam, e por exemplo, essas drogas,
Essas substâncias que pro futebol não são doping, pro tiro, pro automobilismo, elas são consideradas doping. A gente só pensa em bomba. Tem substâncias que interferem de acordo com o talento daquele esporte. Vou te dar um exemplo. Betão falou aqui que toma hidroclorotiazida. Hidroclorotiazida é um diurético. O diurético não altera a performance do atleta. Só que como ele é um diurético, ele pode mascarar as substâncias. Então, num atleta, isso é doping. É, eu tô vendo fora.
Tá, tá. Você ia ser cortado. Doutor, tomei isso aqui. E a gente, o ano passado, a gente, o ano passado, no Cardio Fute 2000... Doutor, chega o microfone um pouco. No ano passado, a gente trouxe, traremos esse ano de novo, o doutor Roberto Peidro, um argentino, foi médico da seleção argentina durante anos. Aquela foto do Maradona saindo contra o jogo contra a Grécia em 94, que está junto com a enfermeira. Atrás está o Roberto.
participa daquela daquela copa ali de uma forma tem histórias maravilhosas ele é o médico do Kun Agüero que hoje é um documentário da Disney Channel Kun que é o processo toda a vida do Agüero e parou pro Meocardite e a Meocardite que se teve o primeiro episódio na época que ele chega essa história virou pública é um documentário o Agüero vendeu isso é maravilhoso se vocês tiveram a oportunidade de ver eu vejo Kun
o nome da série. Ele teve, quando chegou no Manchester City, com 21 anos, teve o diagnóstico de miocardite e foi aposentado com 31. 31, 10 anos depois. Jogou 10 anos depois do diagnóstico de miocardite. É, quando eu construí a carreira dele. E com morte, deu da história do Manchester City. Exatamente. Gol de título e tudo. A história é muito interessante. Só não conseguiu pegar a Copa, né? Foi em cima, né? Inclusive, o Peído até conta essa história lá no CardiFoot ano passado, que quando acaba a Copa e
e o time é campeão, o Agüero liga pra ele. Do vestiário. Agradecendo por todo o suporte que ele deu e recebeu durante a carreira. Tem umas coisas muito interessantes. Se falar de excluir o futebol, né? O Agüero é familiar do Maradona. Foi genro do Maradona. Filho dele, Neto do Maradona. Ou seja, ele tá no episódio do Maradona. E tá no Agüero. Fantástico. Esse cara é fantástico. Essas são as figuras mais espetaculares que eu já pude conhecer na minha
na cardiologia do esporte, e ele vai estar de novo até uma grande pessoa pra entrevistar, que ele tem histórias fantásticas. O Maradona, ele foi médico do Maradona a vida inteira, o Maradona ligava pra ele, tem histórias com o Maradona. Tem a história do Dope, ele estava lá na hora, na contraprova, tem uma história espetacular. Efedrina. E aí o Agüero,
Quando tem o evento no Barcelona, ele vai para o hospital, faz o diagnóstico, e da cama do hospital, e isso não aparece na série, ele conta isso para a gente lá, emocionante, ele liga para o PI, vocês estão perguntando para o presidente, a gente tinha desclassificado alguém, né? Aí ele falou, eu estava na minha boda de ouro, voltando de Montevidéu, num barco atravessando o Rio da Prata, de Montevidéu para Buenos Aires. Eu fiquei a viagem inteira, eu e minha mulher,
Imagina isso, né? Falando com ele no telefone, e aí ele uma hora pergunta, o que o senhor faria no meu lugar? E ele fala assim, eu acho que tu já deu uma grande contribuição pro futebol mundial. E aí ele resolve abandonar. Imagina isso. Você tirar um gênio daquilo. É, o cara é muito forra. Acorrer o monstro do mundo. Monstro, monstro. Na véspera do Copa do Mundo. Seria campeão do mundo. Seria campeão do mundo. Seria campeão do mundo.
E aí ele, não sei se vocês perceberam, ele faz questão assim, acho que ele tá já no intuito assim de tentar mostrar,
eu tô bem, eu tô bem, que ele pega o Messi e bota no ombro. O Messi é compadre dele, eles são muito amigos, começaram juntos, né? Bota o Messi no ombro, aí eles... Você viu como é que eu tô forte? Carguei o Messi no ombro. Ele fala pro PI do Leopoldo. Assim, imagino que o Guilherme é um cara competitivo, um atleta de primeira linha, né? Barcelona, cara. Barcelona. O cara se desmontar do atleta e... Mas quando começa a pensar na vida dele, né? Com o filho, com a família, ele... Essa cena também é...
é a arritmia sem a parada cardíaca. A dele. A arritmia que, por algum motivo, não degenerou. Não fez ele perder a consciência. Também a cena, se puder, se sentir o coração acelerando, um Barcelona. Ele sente, senta no coração assim, não está passando, não está passando, não está passando. E aí, acho que reverte quando ele está saindo, mas ele acaba saindo mesmo e aí tem a decisão de abandonar. Ele tem a entrevista, na série tem a entrevista dele dizendo que ele ia largar o futebol,
emocionante. Ele luta contra isso a carreira inteira. Ele está acompanhando e teve... Imagina se aos 21 anos de idade alguém resolve aposentar ele. Foi o que a gente teria perdido. Quanto ele não teria... Quanto ele contribuiu para o futebol, né? Somente para o Manchester, para a seleção argentina. O meu título na volta do City é dele, gol dele. Gol dele. Exato. Então, assim, essa é a questão. É óbvio que
A gente, naquela coisa de... Puxa, o que o Luiz estava dizendo, que era muito defensiva. Nesse processo de defesa, a gente pode tirar um com o agueiro. Sim, pois é. Imagina hoje, você pegar, tomar aquilo, um cara igual o Estêvão, e tirar... A gente tem que fazer tudo o que for possível para essas pessoas continuarem performando e praticando. Esse é o nosso papel. Esse é o papel da cardiologia do esporte moderno. Manter as pessoas no esporte.
da forma mais segura possível. Agora, só sobre... Olha a cena do Agüero. Parece Barcelona e Alavés. Olha lá, ele já inclina ali, coloca a mão no peito. Muitas das vezes, essas arritmias, elas acabam degenerando por um ritmo de parada cardíaca. No caso dele, deve ter gerado algum mal-estar ao ponto que ele precisou deitar. Porque se ele não deitasse, ele poderia desmaiar. Desaceleração faz o cara ficar todo doado. O cara tá batendo as 200. É, uma felicidade dele,
isso não degenerou pra uma parada cardíaca. Mas você vê que nitidamente ali ele se sentiu mal e teve que se retirar do jogo. Mas é isso, o coração dele pode ter ido ali a duzentos, duzentos e pouco. Quantos jogadores do altíssimo nível do futebol já citou aqui, né? Desde o Antônio Davis, lá dentro, enfim, por aí vai, né? Não, é algo que muito... É uma parcela muito importante, tem que ser como os outros estão falando, que tem que ser...
Isso a gente tá falando só de futebol. É, imagina? Se a gente for aumentar isso,
Tem muitos outros esportes, muitos outros atletas reconhecidos. O basquete sempre foi o esporte com ocorrência de morte súbita. Na última revisão, final do ano de 2025, o futebol hoje é o maior. O futebol é o esporte com maior ocorrência de morte súbita. No esporte profissional. Era o basquete? Era o basquete.
Provavelmente por uma prevalência maior de cardiomepatia hipertrófica na população. Estamos falando de NBA nos Estados Unidos, onde o esporte é muito praticado. A exigência física é brutal, né? Jogo todo dia. É quadro pequeno, então o ritmo acelerado, você não para, não para. E é um absurdo. A ideia do LeBron, do garrafão ao outro, é 22 quilômetros por hora. Tive o poder de ver o vivo desde passado. Absurdo. Ele já com seus 41, 42 anos. Ele foi no jogo que a gente foi.
o bem me ajuda aqui. Acho que ele bateu o jogador mais velho a fazer o triplo-triplo. Ou a quantidade de triplo-triplo na temporada que ele construiu. Dentro dessa questão do sólido reconhecimento e do tratamento, como isso evoluiu, existe uma série recente mostrando os maratonistas de rua lá nos Estados Unidos, em que se você pega com toda a prevenção que a gente faz, o número, a incidência é muito semelhante. Mas o que mudou foi justamente a mortalidade. Por quê?
Hoje em dia existe mais recursos, as pessoas estão mais treinadas, tem mais desfibriladores, enfim. Só que lá, exatamente, era o adendo que eu ia fazer. Isso é uma cultura já americana, a gente tem a possibilidade de ver shopping, aeroporto, enfim, qualquer ambiente público, você olha e tem um desfibrilador. Muitas das vezes aqui a gente não tem essa condição. E o desfibrilador hoje em dia, ele é autoexplicativo.
como o Fabrício disse, nos clubes e em ambientes em que você lida com atletas profissionais, existe esse treinamento, que é o suporte básico de vida. É o BLS, com a sigla em inglês. E um dos nossos papéis lá no CardioFute é justamente difundir isso, trazer para a população que não está habituada. Mas, por exemplo, às vezes você está num condomínio e tem uma pessoa jogando tênis. Tem um distribuidor guardado ali do lado.
Essa pessoa cai. Se você tem um BLS, você sabe exatamente como você deve agir. Entender, reconhecer, chamar ajuda, botar o desfibrilador. E, como o Fabrício falou, essa pessoa tem a sua vida, é o amor de alguém. E, por não ser uma pessoa midiática, é um evento que passa e vira uma estatística, né? Eu ia perguntar do antidoping. Tem algumas histórias, assim, de... Tem que tomar cuidado, assim, com contato físico, né?
Mara, tem isso? Por exemplo... Por exemplo, coisas simples assim que o atleta se ligar. Os testes têm capacidade de detecção de concentrações muito, muito, muito baixas. Então essa que é a questão. Existe uma condição no doping que existem as substâncias que são consideradas doping em competição e fora de competição. Qual é a diferença? Em competição é quando você... 23h59 do dia anterior ao evento até o pós-evento.
Para outras substâncias, é inadmissível em qualquer momento da competição. Então, por exemplo, você falou do creme. Pomada, creme. Existem cremes à base de esteroides anabolizantes. E se por acaso o atleta tiver contato com alguém... Por exemplo, a esposa. Exatamente. E fizer o exame, tem grandes possibilidades de isso ser detectado. E o que a agência internacional diz é...
usa, é... Quem ele encosta. Exatamente. Então, às vezes é uma defesa difícil. Muitas vezes é... Não foi por... Não foi de propósito, não foi... Eu não vou perguntar pra você especificamente, mas os dois estão no clube. Não vou te perguntar do caso que você não estava no clube. É do caso que teve a visita lá, que teve aquele teste com o Gabigol. Mas como é que funcionam essas visitas nos clubes? É uma coisa surpresa, mas avisada
os médicos, surpresa pros atletas porque no caso lá teve uma alegação de um lado a alegação do pessoal do controle de malcriação e do lado do Gabigol de chegar no momento que o atleta já tava todo vestido enfim, essa abordagem como é que ela é feita pelo sistema de controle? A gente normalmente recebe a notificação no dia então bem cedo, por volta de sete da manhã, avisa que seja CBF
BCD ou a Comembol, eles vão ao clube e aí o número de atletas testados, isso é determinado por eles. E essa janela é dentro de como se está jogando brasileiro e libertadores. Exatamente. Existem os testes de doping no pós-jogo. Então, por exemplo, na CBF, nos campeonatos organizados pela CBF, um atleta é selecionado pós-jogo para o exame de doping. Na Comembol são dois atletas. Então, esses testes, o atleta sabe que ele está sujeito a realizar. Se ele está inscrito relacionado para a partida,
aos 30 do segundo tempo, ou de forma dirigida, após o jogo, os atletas vão saber quem foi sorteado. Mas, além disso, tem os testes surpresa, em que eles vão ao clube, ao CT, e aí determinam quais os atletas vão ser submetidos aos testes. E tem um ponto dentro da lei, da dopagem, que uma das infrações não é simplesmente você ter ingerido ou usado uma substância proibida. O fato de você ou se recusar, ou burlar,
enfim. Tem que ter achado. Exato. Os agentes, pra você ter noção, pros atletas que tem, que disputam competições de forma individual, um tenista, ele é obrigado a dar o endereço dele e o doping vai lá na residência dele. Se não achar uma vez, eles fazem uma notificação. Duas vezes, eles fazem outra notificação. Na terceira, ele é punido. Como se tivesse... O ciclista competitivo, o ciclista foi suspenso agora por três vezes. Então, eles têm que avisar onde eles estão. No futebol é diferente,
porque os atletas não são testados em CT, não são em casa, né? E vai na madrugada. É, né? Uma pergunta sobre questão de drogas mesmo. O Betão bem lembrou, por exemplo, maconha é um doping social, né? Assim se chama, né? É uma droga recreativa. Aqui nos Estados Unidos já teve uma... A maconha, se você pega a WADA, né? Eu tô falando sempre da Agência Internacional porque ela lida com todos os esportes. O THC, esse é doping.
O canabidiol não é DOP. Porque é usado no estado de Deus. O que preocupa é porque, normalmente, o canabidiol é manipulado. Então, a partir do momento que você manipula o canabidiol, quem garante que não vai haver nenhum traço ali do THC? Você detecta quantizações muito baixas. E aí, dentro do que a gente falou, como um atleta é responsável por tudo que ingere, isso não é um argumento pra gente conseguir defendê-lo. Mas na NBA, ou na NFL, ou nos dois, o THC mesmo já tá liberado. O atleta pode fumar maconha.
Mas eu acho que eles não estão afiliados ao WADA. É, pode ser. Pode ter a agência de dopagem própria deles. Ele teve um jogador... Ele veio durante algum tempo e não tinha nenhum de dope, né? Tem alguns esportes que não tem. Por exemplo, o IFBB, né? O UFC tem. A UFC agora tem. O UFC... Ele é um pouco liberado. E a conversão de Nevada, que é muito rigorosa, né? Mas assim, a gente viveu o boom do UFC, Dana White, Spider, os brasileiros,
com o TRT permitido, que é a reposição hormonal. Lá permitido, você tinha as lendas lutando, todo mundo. Quando o Donald White resolveu se afiliar ao ADA pensando em transformar o MMA em um esporte olímpico, não tinha que ser... Não pode TRT. Então, as lendas que lutavam com 40, 45, pararam. Aí você teve que renovar uma safra de lutadores. E isso deu uma impressão grande. Aquele gigante desse filme agora, inclusive, com o coração de lutador.
É, a história do Marquer. Do Marquer. Mas ainda assim, hoje, por exemplo, na IFBB, que é a instituição, a instituição de federação do bodybuilder. Difícil você pensar que um bodybuilder vai competir sem usar... É nem um suquinho gummy. Aí você acaba afetando o próprio esporte. Então tem essa questão também de você entender se vale a pena. Mas é muito importante deixar claro que faz mal a saúde. Exato.
O TRT, acompanhado com os médicos, ele vai ser sempre nocivo ao cara? A reposição de testosterona tem uma indicação muito precisa, um termo técnico que a gente usa, que é o hipogonadismo sintomático. Ele tem que ter uma deficiência de testosterona associada a sintomas. Porque tem pessoas que podem ter a testosterona baixa. Se elas estão bem, a gente não faz nada. Sabendo que ela tem uma série de problemas para fins estéticos, de performance, isso é absolutamente proscrito. Mas a reposição hormonal...
Mesmo nessas situações, onde tem indicação, alguns estudos já demonstraram que isso também pode afetar. Você tem indicação em hipogonadismo. Uma pessoa idosa ou que tem uma disfunção do testículo não produz testosterona e precisa repor. Ainda assim, pode ter um risco cardiovascular. Risco de alterar essa função cardíaca, que é a cardiomepatia induzida por esteroide.
a gente tem visto com muita frequência, acelerar fatores de risco cardiovasculares, como piorar a pressão arterial, piorar a quantidade de colesterol. Infertilidade. Todo mundo fala de risco cardiovascular. Acelerar o entupimento coronário, a aterosclerose, a formação de placa nas coronárias. Enfim, está associado isso em algum estudo maior, em usos mais prolongados, até aumento da mortalidade. Exato. A principal causa de complicações que levam a mortalidade
dentro do uso de esteroide, de maneira sintética, e não só de maneira sintética, mas para pacientes que tratam de forma adequada, e por isso o seguimento sendo necessário, são as causas cardiovasculares. E como o Fabrício falou, a gente hoje vê pessoas de 30 anos, 35 anos, infartando, tendo morte súbita, porque da mesma forma que a gente conversou, que o esporte deflagra alterações do coração morfológicas, o esteroide aumenta o seu bíceps, mas também aumenta
Então você às vezes está sujeito a ter uma sobrecarga. Essa parte vai ter um jeitazinho lá comentando. Exato. Olha lá, marca o tempo lá pra ver se essa hora não vai passar. Eu tenho umas engraçadas. Pois é, mas o nosso papel é sempre falar a verdade e prezar pela segurança. Eu fiz um vídeo nas minhas redes sociais sobre isso recentemente. Tem alguns haters muito engraçados que eu boto nas aulas, inclusive printo e boto nas aulas. Tenho que falar uma coisa engraçada.
com essa cara de que fuma derbe e toma corote, que é falado então. Eu não sabia o que era corote. Aí eu fui perguntar ao residente, eu disse, mas que diabo é isso que é corote? O que eu estou dizendo? Eu não sei o que. Corote é uma cachaça de mendigo. Eu falei... É uma cachaça baixarrendo, assim, um pujãozinho. É, virou uma modinha nos carnavais para trás. Aí eu não sabia. Derbe eu sabia o que era, mas corote eu não sabia. Eu falei, você sabia, não é isso? Então, assim, vai ter sempre um arsenal de pessoas.
o cara querer acreditar em alguma coisa. Ele tem a verdade na frente dele e a verdade é contra o que ele pensa. E agora essa onda do fisiculturismo tá muito... Saiu da bolha muito. A sociedade, a galera tá... Os canais, né? De atalhos pra ter um corpo mais, enfim, teoricamente perfeito por fora. Mas isso não é inócuo. Mais uma vez, entra na questão valores e preferências. O brasileiro foi o Mr. Olympia agora, né? Isso é importante. Exato, importante.
dentro, a gente, cansei de já tratar atletas, pessoas, enfim, que usam esteroide, e na minha cabeça, nesse caso, o grande objetivo é você minimizar os danos. Então, assim, você tem que ser honesto, abrir o jogo e falar a verdade. Isso aqui pode te dar isso, isso e isso. Você não vai abandonar a pessoa. Ah, você usa isso, eu não concordo, procura outro. Você vai tentar... Exato. Paciente que fuma, que bebe, a gente orienta. Então, na mesma situação, a gente conversa, orienta, explica os riscos,
dona. E tenta mostrar pra ele que existem outras situações mais adequadas. Eu lembrei de uma situação agora, bem curiosa, que aconteceu no São Paulo. Eu não vou falar que veio no São Paulo, porque eu não vou ter certeza. Eu tenho que pesquisar aqui. Mas aconteceu no futebol. O uso do Viagra. Viagra foi o das canetas emagrecedoras. É, teve o das canetas. Viagra foi lá atrás. Viagra foi lá atrás. Foi. Pra relação de altitude. Altitude, sim.
Conservar os latadores. Exato. E recente foi a caneta. Existe uma condição... Toda ela entrou na letra.
de UAD? Não, acho que ainda não. É porque dentre os problemas que a altitude pode induzir, o mal da altitude é o mais comum, existe um especificamente que é o edema pulmonar, induzido pela altitude. E pra isso tem alguns trabalhos que mostram que a tadalafila pode ajudar. Enfim, naquela tentativa de tentar fazer alguma coisa, é uma das opções que algumas pessoas podem lançar. Mas isso não tem comprovação.
forte, uma robustez. Tem alguns estudos, mas não é aquela, como a gente fala, um nível 1A de indicação, grau de recomendação. Mas algumas pessoas não são bons. Só que a embolia pulmonar, no edema pulmonar da altitude, é difícil de acontecer em atleta. É mais comum em pessoas... Exatamente. Complicado. 11 jogadores estão afilados em campo. É uma situação muito... Você entraria no mistério depois? Sai por lá.
Alexandre Barbosa. Não vai roubar, vai ser contato. De short branco, não dá. Antigamente, aquelas coisas do repórter entrar no vestiário com o cara tomando banho. E a banheira, né? Tem entrevista do Zico em 80... Acho que a gente tem entrevista. Pô, me pegaram no chuveiro. Era normal. São coisas que os jornalistas reclamam. Ah, mas na minha época... Eu acho melhor. Tem atleta que nunca usou 80 nessa condição. Então, a fila também pode ter outros efeitos.
feitos, dor de cabeça, por exemplo. Então a altitude já causa naturalmente cefaleia, dor de cabeça. O remédio potencializa isso. E aí o atleta não consegue performar porque tomou um remédio que nível de evidência não é dos maiores. Ou seja, você acabou tentando ajudar e prejudicou. Não é retritira, né? O Egove, o Monjal... Isso é uma loucura. O atleta usar pra... Pensar que um atleta de futebol
É difícil. Mas o esporte é muito mais do que isso. Pode ser que a gente encontre um atleta de tiro com arco, com sobrepeso, com diabetes. O esporte mais popular no Japão é o sumô. Pode ser que existe um atleta ali que se beneficie. Porque tem diabetes e quer tratar o diabetes com esses medicamentos que são, a priori, medicamentos para tratamento do diabetes que tem um grande efeito sobre a obesidade. A insulina, por exemplo, é dope.
No futebol não faz muito sentido. Exatamente. Só que aí o que a gente faz? Como o Fabrício falou, tem remédios que são essenciais. Eu não vou privar o atleta ou a pessoa de tomar um remédio que é fundamental para a saúde dele por conta do esporte. Então existe um documento que a gente pede uma autorização de uso terapêutico, a UT, e eu só posso... Claro, insulina não é o caso, mas em tese eu só posso usar depois que eu recebo a autorização.
Exatamente. Existe uma outra, que é a UT Retroativa, que é quando a gente precisou usar o remédio de uma maneira emergencial, não deu tempo de pedir autorização, e depois a gente faz o documento e envia para a federação pedindo essa autorização. A caneta, no caso, como o Fabrício disse, falando especificamente do futebol, o futebol envolve força, potência, enfim, uma série de outras valências, que para isso eu preciso de massa muscular. Quando a gente fala de caneta e emagrecimento, a pessoa que usa, ela não perde,
massa gorda, gordura, o tapim perde massa magra. Você tem que ter o cuidado do acompanhamento nutricional, enfim, então é uma condição que eu entendo que ainda é excepcional dentro do futebol, não é uma coisa que a gente usa. Exatamente. Se você for pensar que o atleta é jovem, vive daquilo, faz atividade. A gente quer propor essa discussão também, junto com o COBE, justamente para dar essa ideia de que esporte é um... Vários corpos podem praticar esporte. Exatamente.
fotótipo, assim, do magrinho, musculoso, do futebol. Tem esporte pra todo mundo. Até porque cada esporte tem a sua especificidade. Às vezes, num esporte, eu ter 60 quilos é bom, no outro é péssimo. Péssimo, exatamente. Então, acabou de ter aí as Olimpíadas de inverno, naquela prova lá de bobsled, é bom... Tem uma divisão ali, né? Exatamente. O cara é mais pesado, vai mais rápido, enfim. Então, depende muito da especificidade do esporte. Maravilhoso. Uma pergunta, assim, em termos de...
drogas, maconha, droga social e tal. A gente já recebeu muitos relatos aqui em alguns, com atletas que já se soube, né? Até pra vocês não falarem casos específicos também. Mas acontece de chegar assim, o jogador assim, doutor, cara, usei tal coisa, mano. E vai aparecer no doping, assim, já aconteceu com vocês ao longo da... Felizmente, eu ainda não tive essa... esse momento, digamos. Nunca aconteceu comigo,
Também desconheço Do Fluminense É melhor o cara falar Sempre melhor Tira do cara Tira do jogo Dentro dessas Dependendo da substância torcer pra alguma coisa Que seja de eliminação rápida E quando a gente fala de substâncias Que são proibidas Só na competição Ou dentro ou fora Existem algumas que Quando o atleta usa
fora de competição que é permitido, é importante a gente sinalizar. Se ele cai no teste, a gente fala, ó, o atleta usou essa substância. Porque, dependendo do tempo de eliminação da medicação, isso vai ser detectado. Seja a substância que for. Cada substância tem o tempo de eliminação. Se é fora de competição, eles acabam sabendo porque o nível já vai estar reduzido. E se você fala, mostra que você não tentou ludibriar o exame.
leva vantagem, né? Através do uso de substâncias que melhoram a performance no teu esporte, né? Esse aqui diminuiu a frequência cardíaca, piora. É que a pergunta foi, pô, fumei, o cara, hoje, a sociedade, enfim, fumou maconha e agora, né? Vou pro jogo. Pode cair no doping, né? Então a gente tem relatos aqui, tem dois, aqui eu não, né? Enfim, o cara, os dois caíram no doping, né? Então, desesperar na hora, assim, o cara foi sorteado. É, o que a gente, se acontecesse... E o cara tenta fazer, tipo, ficar...
Bendoado, não tinha medoado, fazendo xixi e tal. Hipoteticamente, se isso acontecesse, o correto é você retirar. Fala assim, é muito melhor ele perder um jogo, dois que seja, do que ele ser punido e perder dois anos, quatro anos. Agora o treinador que retirou o jogador. Sim. Não imagino o que você tá falando, mas enfim... Não, tem um que... Daí a importância de haver essa relação médico-paciente tão estreita, né? Porque a gente tá ali pra...
orientar, ajudar, de forma alguma pra punir, julgar nosso papel é... Acolhimento é fundamental. Acolher é fundamental. E a informação pra você... Pode até puxar a orelha, mas tem que fazer abraçando. Eu acho que nesse caso do óbito social é um erro, né? Grande, assim, porque normalmente o cara pega uma punição e se for recorrente... Tem risco de banimento, exatamente. E acho que seria uma outra forma. Você pode acabar empurrando o cara pra outra coisa, eu acho.
mas se o cara for, de fato, dependente, enfim. E aí você vê, né, que assim, por isso que é importante falar da saúde do atleta pós-carrela, sobretudo no futebol, porque, assim, as facilidades são gigantescas. Você pega o menino, muitas vezes, você tem muito pouco, recebeu muito pouco conhecimento, cultura, etc., muitas poucas possibilidades. Aí, em dois anos, ele está milionário. Pode fazer o que quiser, mas não pode fazer o que quiser.
Aí descobre isso de uma forma pior possível. E aí, aos 35, 40 anos, ele tá aposentado. Exato. Abre-se um novo horizonte pra ele. Exatamente. Só que numa condição muito mais favorável. Em cidades, você fala assim que pós-carreira, normalmente no futebol, os atletas pioram, assim, fisicamente. A olho nu, os mais conhecidos. Você tem uma série de relatos. O cara atleta, aí você vê o cara pós-atleta, geralmente mais gordo e tudo mais. Você vê, tem isso mais atrás. Hoje,
Os mais recentes, menos. Mas tem alguns casos assim, o doutor tratou, o Zubeldia foi atleta. Uma condição cardíaca agora. Muricy, lembro, Tite. Entra a questão, o próprio esporte de alto rendimento leva algumas adaptações que lá na frente podem desencadear alguns outros problemas, principalmente essas arritmias, no caso da fibulação atrial, enfim. Então não é porque ele, digamos, abandonou a saúde, né?
O esporte de alto rendimento, naturalmente, pode exacerbar isso. Aquela doença que o Washington Casal 20 teve, na época, é uma doença cruel. Regenerativa, exato. Dá pra se atrelar ao alto rendimento? Não. Tem alguns... Na Itália, inclusive, eles tentaram pegar, fazer essa correlação. Em um registro pequeno, eles viram que, no caso da doença, a esclerose lateral amiotrófica. A ela, né? É, a ela. Ela tinha uma incidência maior em atletas,
um estudo específico na Itália, mas de forma geral é uma doença degenerativa. O que a gente sabe, por exemplo, no caso das doenças degenerativas, existe a encefalopatia traumática, né? Nos boxeadores, lutadores. É, o Parkinson. Porque essas, realmente, de você causar os impactos sucessivos na cabeça, isso gera um processo degenerativo. Mas a ela, realmente, não... Não é nenhuma evidência, nenhum estudo, pelo contrário, que mostre que atletas vivam menos do que a população dos seus países.
No Brasil, inclusive. Esse é um tema que eu adoro. Tem exemplos muito interessantes. A sobrevida média do time brasileiro, medalha de bronze, em 48, de basquete, é 82 anos. Estão falando de gente que nasceu em 1919, 1920, onde a expectativa de vida de um brasileiro não chegava a 40 anos de idade. Robin Marques. Exatamente. Tinha um jogador do Palmeiras. Agora não vou lembrar.
Um jogador do Palmeiras, foi o último, morreu 102 anos de idade, mas a média 82 anos. O time de tiro, que aliás tem um filme muito interessante que é Bronze, Prata, Ouro e Chumbo, que é a saga do time da delegação de tiro brasileiro indo para Antuérpia em 1920. Aquele time ali, o Guilherme Paraense, que é a nossa primeira medalha de ouro, nasceu em 1960.
1869, se não me engano, morreu com 85 anos de idade. Então a expectativa de vida, em geral, é 6, 7 anos a mais. Trabalhos com Tour de France, que é o maior evento de endurance que o ser humano pode praticar em esporte, equivale a subir 6 vezes o Everest. Então dizem que quase que obriga o atleta a se topar pra poder competir. E mesmo assim, esses caras têm 6 anos a mais de vida do que um francês.
A chance de chegar a 100 anos de idade é 50 vezes maior. Então, assim, isso mostra que, óbvio, a despeito das coisas... E a gente vai lembrar do cara que fica engordoso, do cara que não caminha direito. Tem um treinador de futebol aí que tá bem pra caramba dando entrevista com 92 anos de idade. Não tem? Foi um craque dos anos 50. Não tem nada. Esculhambando o Neto. Isso aí eu preciso corrigir.
É o charme dele. Não perdoa a gente. Excepcional cardiologista. É, agora eu farei. A gente comentou contar aquela história aí. Agora acho que você tem mais... Eu vou contar uma história por ele, já que ele não está aqui. Que tem a ver com cardiologia, porque ele contou pra gente quando a gente estava no Mundial de Cardiologia em Buenos Aires. A gente estava no Congresso em Buenos Aires.
Ele quis ir, a gente saiu pra jantar. E aí ele contando a história, quando ele foi pro Oriente Médio, ele levou a equipe dele, né? E as pessoas chegaram, né? Assustadas, né? Não era o Oriente Médio de atualmente. Ele falou assim, olha, vai lá, vai no restaurante tal, pede o que você quiser e depois me diz como é que foi, quanto foi, enfim, eu acerto. E aí tudo bem. A pessoa foi, no dia seguinte,
ela voltou e meu avô perguntou, como é que foi lá o jantar? Foi com a esposa. Aí ele falou assim, professor, achei um pouco estranho aqui a cultura do Oriente Médio, porque eles só comem doce. Aí, meu avô, só comem doce? É, primeiro prato eu pedia num pudim. Segundo prato eu pedia num sorvete. Terceiro prato eu pedia numa torta de chocolate. Meu avô, não é possível. Eu vou lá com você. Vamos lá hoje. Aí, chegou o dia, eles foram lá no restaurante.
Na ocasião, esse rapaz não falava inglês. E aí meu avô falou, olha aqui, mostra aqui o cardápio. O que você tá vendo aqui? Aí o raciocínio da pessoa, ele falou, olha, peguei o cardápio, não entendo. Fui lá embaixo, no final. Tá visto assim, desert. Deserte, eu imaginei, comida do deserto. E aí, eu fui pedindo as... E só veio o doce. Só veio o doce. Quero comer comida local. Do deserto.
meu amor, tá bom, tá bom. Então eu vou te dar uma comida do deserto de verdade. Aí pediu lá o que tinha que pedir. Essa história ficou guardada na cabeça dele. Desembebentão, cuidado. Deserte. Não é comida do deserto, é geração boa. É sensacional. Palmas pro doutor Luiz e pro doutor Fabrício. Espetacular, resenha. Olha que voltem mais vezes, porque eu acho que os casos eles vão
cedera no futebol, que não casos fatais, obviamente, a gente torce por isso, mas assim, de observação, de cultura, até porque eu acho que é uma... esses deixam também um ensinamento muito grande pra população, como a gente não tá preparado pra isso com sociedade. Eles vieram o exemplo dos americanos, né? Como a sociedade se preocupa mais com... É por isso que a gente precisa martelar esse assunto. Esse é um dos outros objetivos com CardioFood. E lembrando, exatamente, deixa eu...
isso aqui, ó. Cardiofute no Maracanã. Casanova é a primeira vez no Maracanã. Foi nas Laranjeiras esse ano. Maracanã. Maracanã. 25, 26, 27 de junho. A gente não vai estar aqui, né? A gente já está na Copa. A gente estaria lá. Se não estaremos por aqui, mas galera que estiver no Brasil, e cara, é um evento que envolve as questões, o nome já diz, né? Cardiofute, mas também simpósio de fisioterapia, simpósio de nutrição,
Departamento de Ergometria, Exercício, Cardiologia Nuclear e Reabilitação Cardiovascular. E também Simpósio de Inteligência Artificial em Saúde e Esporte. Legal demais. Bilheteria digital para você garantir o seu ingresso. Inscrições abertas. Garanta sua vaga Cardiofute no Maraca. Beleza, Betão? É um evento completo sobre medicina no esporte. Sim, sim. Isso aí é um ganho de conhecimento.
são principalmente, né? É muito pertinente que vida longa pro cardiofute. Sempre a gente gosta, né? De mesclar não só as palestras científicas com participação de jogadores. No ano passado a gente cheirou uma mesa com o Ricardo Rocha Ganso e no dia seguinte Edinho e Zico. A mesa ficou no final. Eu, Edinho e Zico. Eu falei, vocês não vão lembrar, mas esse aqui era o meio campo da Odinésia 84. Não é importante você falar sobre isso, sim.
não falta no Brasil a pessoa com lesão ligamentar porque joga futebol, né? E eu tava falando do Zico, né? Você viu o Zico andando com dificuldade por conta do... Aí você me falou uma coisa, cara, né? Porque do Zico não existia cirurgia de... Não existia. Aí quando ele levanta aquela entrada do Código do Bangu, aquele ali é 85. Ali... Ele fala que nos maiores arrependimentos da carreira ele ia ter disputado a Copa, que ele tinha uma condição de... Ele era muito amigo, muito fã e convenceu. Ele diz que... Hoje ele pensa,
Fui mais pelo tele. Por mim, era melhor não ter ido, porque ele foi exposto, né? Fala isso depois no episódio dele. O cara rompia o ligamento e seguia jogando com o ligamento rompido, era isso? O melhor entrevista do Márcio Nunes dizendo que o Zico foi na maldade. Depois tem uma dele chorando, mas ficou depressão. Não, depois ficou chorando, mas foi eu. Eu tirei o ídolo do Flamengo. Exatamente. Ele entrou numa paranoia depois.
Ele toma a jogada toda lá, ele toma um tapa antes num outro cara e o cara vê o seu futebol. E vai vir, tá chegando aí, vai vir o documentário do cinema do Galinho, né? O Samurai de Quintino. É isso. Seguinte, ó, temos falado os nossos patrocinadores, me ajuda aí, Paulinho. Melita, estamos tomando uns cafés direto, porque o Café Melita é o café oficial do Charla. Betão foi à Alemanha e falou, pô, vou na Alemanha, fica de boa, não.
Vai em Dóximo, Café Melita. Entrevistar o Dedê e é um cafezinho aí, Melita. No Stuttgart de Café Melita. Entrevistar o cacau, o cappuccino aí, Melita. Melita. E é o café oficial do meu AD. Eu vi os vídeos do Roberto Castro tomando café Melita lá no Bernabéu. Ou seja, Vini Jr. e Beto Jr. tomam o mesmo café. Café Melita. Isso aí. Experiência da conta bancária. Use o cupom CHARLA15, 15% de desconto em qualquer produto Melita. Sempre importante falar, Melita,
é especialista no café, vamos dizer, o café mais usual, aquele que você consome. É o cotidiano, mas também tem aqui, por exemplo. Vai ser o café também. Tem um gourmet, grão sem mencionado. Tem caputino, enfim, é uma lista de produtos extensa. Tem cápsula, solúvel, tem vários. E qualidade, né? Sim. Que é só com o Café Melita. Acesse aí melita.com.br, QR Code tá aqui, cupom charla15, 15% de desconto na lista de produtos. Melita, e você já viu, né?
Qualidade total, a gente é na Alemanha, Café Melita, Café Oficial do Real Madrid.
Café oficial do Charla, então café. A dona Melita era uma senhora alemã. Ah, é? É. Dona Melita? Ah, atrás, lá atrás. Ah, eu não sabia não. É, é. Show de bola, então. E eu na rua, as pessoas vão me pedindo, assim, Betão, me arruma aí um Melita. Melita. Aí você tinha uma bolsa. Você quer o quê? Lá ter maquiado? Café é Melita, beleza? Tamo junto, Melita. O Charla é Melita. Vai, Paulinho.
O atacadista oficial do nosso futebol. Patrocinador do Brasileirão Série A, B. E também da Copa do Brasil. Pensou futebol. Pensou açaí. Preços imbatíveis. Que ficam ainda mais imbatíveis com o cupom. Aliás, com o aplicativo. Meu açaí. Isso. Escaneia o QR Code. Escaneia o QR Code. Entra no aplicativo. Que você vai ter o desconto do desconto. O desconto do desconto. Você baixa aqui. Meu açaí. Beleza? Você tem o desconto do desconto. Pensou futebol. Pensou açaí.
Toque perfeito, né? Espetacular, né? Paga mais desconto, mais lucro pra você no final. Isso aí. E você também que tem um estabelecimento comercial, uma venda e tal. Sim. Vai comercializar, mano. Preenche o seu estoque no açaí porque é um atacadista, não é verdade? No futebol brasileiro. Você vê aí, ó. Série A, Série B, Copa do Brasil. Controcinados pelo açaí atacadista. O Charla é açaí, beleza? Tamo junto. Mais algum Paulinho?
Brahma. O Charla é Brahma. O Charla é Sabe. Sociedade Anônima da Brahma. Flamengo e Fluminense.
médicos de Flamengo e Fluminense, estão nesse projeto que é sensacional, você pede a Brahma no Zé Delivery, 10% do valor, vira investimento pro seu time e também pro extracampo, né? Pra TCTs espetaculares, equipes multidisciplinares, tudo mais. É você participando como investidor do seu clube, né? É isso aí, é a Sociedade Anônima da Brahma, repetindo, 10% do valor do seu pedido no Zé Delivery, vira investimento pro seu time. E na Brahma Zero, 20%? 20%, se você não for consumir álcool, Brahma Zero, tá aqui, 20%. A gente não nega zero álcool, né?
Zero álcool. Isso aí. Show de bola. Tamo junto. O Charla é sábio, o Charla é brama. Beleza? E Sporting Bet. O Charla é Sporting Bet. Betão, tá aí. Seu parceiraço Shaquille O'Neal aí na tela. The Monster Vice President. President. Faça sua fézinha na Sporting Bet. Sempre lembrando a pós esportiva pra você se ligar e não se comprometer financeiramente. Beleza? Pra você brincar. Entretenimento não é investimento. Tudo vai ficar ricaço.
É só pra você dar um olho ali na rodada. Na dúvida melhor é Sporting Bet. Dica. Olho nas odds.
do Campeonato Brasileiro estão especiais, beleza? Mas tem rodada, então já fica ligado, tem jogão. Essa é a parada. Show de bola, ó. Na dúvida, melhor. É Sporting Bet, o Charla é Sporting Bet, que estará com a gente na Copa do Mundo. Com certeza. Só em big numbers. Big numbers, isso aí. Total. Vambora, show de bola. Doutores, prazerzaço. Tem mais, Paulinho? Fechou. Doutores, prazerzaço. Até a próxima, que eu acho que é muito importante falar sobre saúde. Didático, né? Exatamente. No futebol, que a gente cobra
e a gente fala pouco, então é melhor a gente... Consome muito e às vezes tem muita ignorância em muitos pontos. Mas não é essa parte científica de medicina. Porque é o craque do time dele jogando. Perfeito. Agradecer a vocês pela oportunidade de receber a gente, dar a oportunidade de a gente falar um pouquinho, não só sobre o nosso evento, o CardioFoot, mas como a saúde em geral, como vocês falaram, é algo que só vem à tona normalmente quando alguma catástrofe acontece. E a gente está aqui justamente para evitar que essas catástrofes
Prevenir mais. Exatamente. O velho ditado é melhor prevenir do que remediar. Se remediar for necessário. A gente também está aqui para isso. A medicina evolui para isso. Mas, obviamente, quanto menos eventos a gente puder ter conhecimento, quanto menos eventos ocorrerem, esse é o nosso objetivo. E trazer isso para a população em geral. Não ter nenhum tipo de discriminação e que todos tenham o mesmo acesso às mesmas ferramentas. Passam exames, muito importante.
sobre as doenças cardíacas que aparecem. Então, mesmo você já tendo feito o exame e não teve a doença, pode aparecer. Pode acontecer com o Paulo Henrique Ganso, um craque do futebol. Pode acontecer com qualquer um na nossa sociedade. Não é isso, doutor? E o nosso objetivo é justamente que os nossos atletas com a saúde em dia continuem nos dando desalegria, subindo ao pódio, levantando taça, fazendo gol. Porque o esporte é apaixonante. Então, o que a gente quer é justamente que eles performam
da melhor forma possível. Como é que eles performam da melhor forma possível, a saúde deles tem que estar muito bem cuidada. E é por isso que esse conhecimento precisa chegar a mais pessoas, mais pessoas, mais pessoas, para que todo mundo que queira fazer esporte, possa fazer com segurança. É isso. Façam exames, se cuidem sempre, né, Matheus? Com certeza. Fão médico, é isso. Tomem remédio certinho. Tomem remédio certinho. E façam esporte.
É, e façam esporte. E doutor, manda um abraço para o Pepe, seu pai, e para o Dom Evarista.
Está aqui, ó. Está aqui, ó. Para que eu estou em casa. Para eternizado. Exatamente. Muito obrigado. Vamos montar o estúdio Evaristo Macedo em Nova York, em breve. Sim, não. Vamos carregar. Provavelmente ele vai reclamar. Mas aí vocês não reclamaram a ele. Evaristo, que no primeiro dia do CardioFoot, vai ser homenageado. Oh, que legal. Sensacional. Vai reclamar também, mas vai ser homenageado. Como ele sempre brinca, ele fazia muito legal, obrigado, mas não me tragam mais aqui.
É. Vamos dar pra casa. Lembrando que a gente marcou o almoço no Salete. Vamos, com certeza. Show de bola, galera. Pra quem não sabe, o Luiz, a galera viu o Luiz aqui no episódio do Evaristo, o neto do Evaristo. Antes de ouvir, tem um corte que não é no chalo. Pegaram no chalo esses caras de TikTok que tá assim. Nem o neto do Evaristo escapa deles. Exatamente. Isso é diário, tá? Todo dia.
Valeu, galera. Valeu. Cuidem-se. Exames, remédios, todo o remédio certinho. Seu médico cuida de você, beleza? Um abraço. Tchau, tchau. Valeu.