#698 - Thiago Carpini [Técnico do Fortaleza]
A Charla de hoje é com Thiago Carpini, técnico do Fortaleza.
- Fortaleza futebol desempenhoNecessidade de adaptação · Falta de laterais esquerdos · Proteção defensiva · Transição para quatro defensores · Integração de novas peças
- Carreira e transição para treinadorEncerramento como jogador · Educação física na faculdade · Primeiras oportunidades como treinador · Professor Evari Stupisa · Decisão aos 34 anos
- Resposta a críticas sobre estilo de jogoDefesa da necessidade tática · Histórico de não usar três zagueiros · Adaptação vs. convicção · Respaldo ao treinador · Contexto de dificuldades
- Desenvolvimento CulturalRenato Gaúcho como gestor de pessoas · Guardiola e controle de jogo · Klopp · Treinadores brasileiros de referência · Adaptação vs. filosofia fixa
- Futebol ofensivo vs. realismo táticoDNA do Fortaleza agressivo · Controle de bola · Finalizações · Velocidade dos laterais · Situações específicas de cada jogo
- Paciência com jovens treinadoresReformulação geracional · Crítica à impaciência brasileira · Grandes treinadores começaram jovens · Necessidade de suporte · Comparação com Lucinburg, Philipão, Doeval
- Gestão de TalentosOito jogadores subindo da base · Lucas, Manuel, Bruninho, Louco como zagueiros · Paciência com processo de formação · 16 anos jogando como zagueiro · Tempo para adaptação
- Gestão e LiderançaProximidade com elenco · Processo de entrega e compromisso · Cuidado com vestiário · Relação jornalista-treinador · Olhar diferente sobre dia a dia
- Copa LibertadoresTítulo estadual · Semifinal · Jogo contra Maguari · Adaptação pós-título · Falta de treino entre competições
- Analise Jogadores TecnicosRogério Ceni · Fernando Diniz · Estilo europeu · Renovação geracional · Oportunidades no mercado externo
- Impressão sobre clube FortalezaProcesso profissional · Estrutura do clube · Comunicação adequada · Diferenças regionais · Estabilidade organizacional
Fala, galera! Charla Podcast no ar. E aí, tranquilidade, beleza? Tudo certo, Betão? Bom dia, Cantarelli. Tudo bem? Bom dia. Bom dia pra nossa audiência. É muito legal a gente acordar classificado, né? Com certeza. Melhor ainda, com dinheiro no bolso. É, antigamente tinha aquela famosa... Faz a TED! Agora é o Pix, né? Agora é o Pix. CBF, já tá garantido, né? Já garantido. Próxima fase, dinheiro na conta. Separado. Voadora no peito do Like, aquela torcida do Lion, mano. Participe com a gente.
torcedor dos clubes que, pô, esse profissional fera, passou. Estou até falando aqui, mais novo que você. Exatamente. Caraca, mano. Você é técnico aí. Estou atrás, muito atrás, né? Tem que começar a fazer curva. E vocês são mais novos que o Fábio, goleiro. Que impressionante. Alguém falou isso antes, é o nosso bufom aí. 45 para 46 anos. Esse é monstro. Seguinte, ó, vou adorando o peito do like, vai mandando a pergunta, beleza? Sempre gosto de falar isso, Robertão, porque é maneiro a galera comentar a resenha. Sim.
maneira de mandar pergunta, aproveitar o convidado aqui e tirar a sua dúvida, falar com o cara, né, mano? Mostra a sua capacidade de perguntar. Algo útil também, né? Não vai fazer aquela... jogar a pergunta fora, né? Então fica analisando as perguntas dos outros. É lógico, porque às vezes vem em cada pedrado também. Ó, um salve pra galera que tá assistindo a gente agora no Spotify. Somos o podcast esportivo mais ouvido do Brasil, acompanhado na plataforma.
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Charla, em qualquer plataforma, né? Todas. Arroba Charla, podcast em todas as redes sociais, Instagram, TikTok, Twitter e Kawaii. Beleza, Betão? Se quiser me segue aí, eu sou Bruno Cantarelli, arroba Cantarelli Bruno. E me segue também aí na campanha dos 200 mil, né? Fota cinquentinha aí, vamos lá, galera. Dá essa moral aí, né? Arroba o Beto Judo na underline, com artigo mesmo, o Beto Judo na underline. Ô, Betão, a gente exigia, técnico da nova geração, estudioso, preparado,
15 anos, esse papo, né? Pelo menos 2014, vai. Por aí, é, depois da Copa. Só que a galera não admite, não consegue, não dá respaldo. A galera não... O treinador novo, o cara que é da nona, ele não pode oscilar. Não. Tem que chegar, tem que ser tipo Guardiola. Saiu do Barça B, assumiu o Barça aí, ganhou 6 títulos de disputa. Mas Guardiola também perde tudo pro Real Madrid. Agora tá perdendo, é, exatamente. Seguinte, ó, com a gente, um dos grandes treinadores da nova geração, uma grande campanha lá atrás.
que projetou no Água Santa, no Campeonato Paulista. Sim, Água Santa, Juventude. E agora muita experiência já no futebol brasileiro em diferentes locais do Brasil, né? E a gente vai falar sobre tudo isso. Com ele, palmas pra Thiago Carpini no Charla Podcast. Boa, Carpini. Vindo de uma classificação direto. Ontem, né, cara? Ontem, ontem. Obrigado. Obrigado pela oportunidade. É a primeira vez que a gente tá junto aqui batendo palco.
Apesar que eu já acompanho o programa de muito sucesso. Que seja mais ainda, que Deus continue abençoando vocês aí. E obrigado pelo espaço.
um bate-papo legal aqui. Pô, eu sempre falo que o papo que eu mais gosto é com o treinador, porque a gente, pelo menos, aprende um pouquinho mais, né? Do lado de cá, o jornalista tem muito... Ah, não, porra, é isso, é aquilo. Muito opinião e... A gente hoje é distante do que acontece, na real, dentro do clube, né? O técnico tá no olho do furacão, né? O técnico lida com as dirigentes, lida com o grupo de jogadores. A gente, no Brasil, já, vamos dizer, nos últimos 30 anos, sem eles... Eles não pediram nada disso. A gente colocou o técnico
grande, tudo é o técnico. Se ganhou, é o técnico. Se perdeu, é o técnico. Então, assim, se o time tropeça, tem que mandar o técnico embora. Então, assim, esses caras, quando a gente conversa, eles têm meio que... Acho que o treinador é o que vive mais intensamente todas as relações de futebol. É com o dirigente, com o jogador, com o torcedor, com todo mundo. Pedi pergunta. Então, pela primeira vez, eu vou fazer uma pergunta da galera pra começar, pode ser.
Vinícius Augusto mandou aqui, ó. Lá vai pergunta. Em que momento da sua vida você resolveu estudar e se tornar técnico? E em que água você bebeu
plantar o seu estilo de jogo.
mais essa informação mais tão próxima, tão dia a dia. O momento que eu comecei a virar a chave foi no final da minha carreira, meu penúltimo clube como atleta, que foi o Guarani de Campinas. Eu decidi, com 30, 31 anos, entrar na faculdade de educação física. 30? Mas por quê? Porque eu já caminho para o final. Eu já tive uma carreira mediana. Eu comecei muito bem, surgi muito bem. Tive boas oportunidades. Você surge aonde, cara?
Parmalat, passei pelo Atlético Paranaense aí eu vou pra Grécia muito jovem aí eu volto pra Ponte Preta na Série A do Brasileiro em 2005, professor Vadão, final do Vadão que tinha sido meu treinador me levou pra lá como atleta aí depois eu faço uma campanha boa na Ponte Preta vou pro Atlético Mineiro, depois Atlético Mineiro Bahia quando eu chego no Bahia eu tenho uma fratura no meu braço muito séria, passei um ano praticamente parado tive três cirurgias e daí em diante minha carreira oscilou muito em clubes pequenos, clubes medianos e foi chegando o final eu não suportava mais
essa rotina, não era aquilo que eu queria pra minha vida. E eu comecei a me preparar pro pós-carreira, e um dos momentos que eu procurei foi buscar o conhecimento. Não me embasar só naquilo que eu vivi, acho que buscar a teoria é importante, agregar os dois. Foi legal sendo um ex-jogador, porque às vezes a gente entra nessa invalidade. Ex-jogador ou estudioso? São os dois. Sim, sim. E aí eu fui fazer educação física e eu coloquei na minha cabeça, meu último semestre vai ser meu último ano de carreira.
Então eu encerro em 2016, ainda vou mais pra Caldense, faço um campeonato menino, mas já tinha terminado
faculdade. Comecei a fazer as licenças e me preparar. E aí surgiu a oportunidade seis meses depois que eu parei com o professor Evaristo Pisa, que foi meu treinador. O pai dele também foi meu diretor, que também era do futebol, o seu Júlio. E ele falou, Carpini, você tem um perfil, você sempre foi umas lideranças dentro do vestiário. Vem comigo, vem ser meu auxiliar. Eu falei, pô, tio, vamos, vamos ver se é isso que eu quero. Eu tinha 34 anos recém, né?
Ainda não sabia qual caminho ia seguir. Então foi esse momento que foi o divisor de águas aí, né? Pra eu mudar
A chave da minha vida. E a segunda? Quem se inspira? Olha, é... Suas influências. É, minhas influências foram muitas pessoas que passaram na minha vida. Um pouco de cada. Eu tive treinadores, por exemplo, eu citei aqui num bate-papo antes da gente começar do Renato, que eu acho que é um cara como gestor de pessoas, é o melhor, um dos melhores que eu vi. Em 2010, eu tive a oportunidade de conviver, trabalhar com ele. Muitas coisas daquilo que eu vi, acho que eu tenho no meu dia a dia, de relações, de blindar o elenco,
de estar muito próximo. Nelsinho Batista, que foi meu treinador na Ponte Preta lá atrás, que era um cara, eu achava ele muito à frente do tempo dele, naquele momento, há 15, 20 anos atrás. Isso, e fez a carreira, fez a vida lá. E depois o Eduardo agora segue os caminhos dele também, meu amigo. Então são grandes treinadores que eu vi, enfrentei. Recentemente eu tive vários confrontos contra o Abel, Rogério Senne. E tem os treinadores que são ícones do futebol mundial, o Klopp.
Guardiola, mas que eu acho que é uma realidade diferente, mas tem muita coisa que a gente tenta observar e trazer pra nossa realidade. Desde fora, assim, qual é o que tu mais... Eu gosto muito do estilo do jogo Guardiola. Eu gosto de um jogo de controle de jogo, de posse, mas nem sempre... Futebol posicional. E nem sempre é possível, né? Porque aqui a gente precisa sobreviver primeiro pra poder depois fazer o jogo posicional. A gente precisa ganhar tempo, ganhar jogos e por muitas vezes eu aprendi
na minha carreira, na minha trajetória. Eu acho que em alguns momentos eu era um pouco mais teimoso. Não, eu jogo assim, eu faço isso, meu estilo é esse. Hoje eu procuro me adaptar com aquilo que eu tenho. Nem tudo que eu faço é aquilo que realmente eu acredito, mas que é o necessário. Foi até esse início do Fortaleza, jogando com três zagueiros, porque eu não tinha outras alternativas. Então eu tenho que me adaptar àquilo que eu tenho.
Eu acho que isso é interessante. Isso o tempo vai te dando essa mostra, né? E se eu não tivesse me adaptado a isso no começo do Fortaleza,
não tivesse ganho estadual, não tivesse cumprido os objetivos, mesmo fazendo tudo aquilo que eu não acredito, talvez a gente nem estaria aqui batendo esse papo. Claro, aí é que tá, eu acho que a gente já tava falando. Primeiro, agradecendo ao Fortaleza esse presente lindíssimo que o professor trouxe pra gente, agradecendo sempre a assessoria, a comunicação do Fortaleza, que é muito legal, com charla sempre, muito maneiro. Clube gigante, daqui a pouco já vou perguntar, tem uma declaração que o professor soltou? Eu acho que é por aí, né? Isso aí é minha, isso aqui é minha.
Mas por quê, hein? É isso aí, show de bola. Parece que voltará a Série A esse ano com tranquilidade, inclusive. A pressão que eu tô jogando. A gente, quando esteve lá, aprendeu que dá um banho, um show em licenciamento de produtos. A relação do clássico como é, isso é muito fera mesmo. É uma organização fora de campo muito diferenciada. Enfrentado o Fortaleza algumas vezes,
do lado e conhecer o dia a dia é diferente. É um clube muito bacana e... Precisamos voltar lá, hein? Precisamos. Precisa agora, né? Quem sabe... Na reta final, com as coisas encaminhadas, a gente faz um problema. Mas ruim não é, né? É. Mataleza... Pode ver que o... O poder chegou e não queria sair de... O Colón... Aquilo é muito bom, né, pô? Agora... E oferece estabilidade, né, pro trabalho. Carapini, fala um jogador que tu... Na época que jogava, tu olhou em campo, assim, ou a favor,
O cara, esse maluco aí, é outro planeta, assim, cara. Cara, alguns, mas alguns. Mas eu peguei dois caras que, pra mim, muito fora da curva. Contra, primeiro Edmundo. Gaceta, mano. Fenômeno, assim, um cara completo. Teve uma missão de marcá-lo. Marcá-lo, é... Vira no volante. Volante, volante. O Pet, joguei contra e junto no Atlético Mineiro em 2010. Do meu lado e contra, também muito diferente. Marques, lembra do Marques, atacante? O Marques é pouco falado,
mas a gente já ouviu aqui muito assim, cara, jogava pra cara. Como meia, como ponta. E outro cara também que eu achava também muito completo, o Dagoberto. Rápido, técnico, fazia gol, inteligente, finalizava bem. Ele tinha um pouco de tudo, sabe? Eu via ele um cara muito diferente. Tu era de falar em campo? Bastante. É, por exemplo, a Marcão Edmundo é tu e ele falando. É, a gente... Antes não tinha tanta leitura labial, o futebol era um pouco mais raizinho, né? A gente podia falar mais coisas.
Não, mas aí falava, mas nesse nível a gente não falava tanto. Tinha que respeitar, né? Esses caras eram muito grandes, né? Tinha algum jogador, você, volante, você olhava, caralho, mano. Esse cara hoje é faísca pra tudo que é lado, assim. Ah, sempre teve os jogadores de duelo, assim, de contato. Edmundo mesmo era um deles. Outros, Juninho. Peguei o Juninho Paulista. Puta pai, marcada. É, peguei o Juninho no Palmeiras. Peguei o comecinho do Valdívia lá atrás. Acho que era até o Tite ainda em 2005, 2006.
que o próprio Valdir mesmo era um cara muito chato, muito complicado de marcar. O que você transfere que você era como volante e que você, se você falar assim, que você mantém na tua, como treinador, assim? O compromisso, a disciplina tática, isso eu não abro mão, porque eu não era um jogador fora da curva, então eu era um cara consistente, dedicado, era o nota 7 todo jogo, então eu brigo muito pra que os atletas, eles tenham um compromisso coletivo,
Então acho que isso é uma coisa que eu trago um pouco da minha trajetória, até por não ter sido um atleta de altíssimo nível. Então eu era um cara útil pro dia a dia, pro contexto. Me fazia importante de alguma maneira. Eu acho que o atleta tem que se fazer importante no contexto, dentro das suas valências. O cara que fizer isso no seu time tem... Tem, tem, tem. Com certeza. O erro faz parte do processo. Eu falo isso muito pra eles. Isso aí a gente ajusta, a gente corrige junto, erra junto, acerta junto.
importante. Falando assim, nessa característica de entrega, de compromisso, de intensidade, você surge pro cenário, fura a bolha pra tudo, com o Agua Santa chegando na final do Paulista. É aquela final que ganha até o primeiro jogo, né? Bruno Mezenga. Bruno Mezenga depois vai até pro Santos, né? Ele, Luan, Gabriel, o time todo desmanchou, foi todo mundo pra um nível melhor. E lembro que até no segundo jogo a gente descobriu que o Naldo Beni trouxe pro Agua Santa, né?
Cantou o hino. E ali você aparece e tem a oportunidade na B do Juventude e sobe com o Juventude. A gente sempre discute aqui A e B. É pra essa loucura, mas às vezes você montar um time na B com jogadores de perfil de A, às vezes não dá certo, porque o perfil da competição é diferente. De fato, na B é entrega, intensidade, pouco espaço pra jogar de uma qualidade. Vai lá na vontade.
Essa percepção você tem que ter pra encarar essa competição que é a Série B? Com sucesso? Sem dúvida. Eu acredito muito nisso. Na verdade, eu fiz uma Série B com o Guarani em 2019. Foi o meu primeiro trabalho. Depois disso, eu tive alguns trabalhos em Campeonatos Paulistas. Inter de Limeira, Santo André, até o Água Santa, que foi o divisor de águas. E a B tem as suas particularidades. Eu acredito ser um jogo muito mais disputado, muito mais brigado do que propriamente jogado. E na Série A é diferente.
do jogo é diferente e a capacidade técnica ela é diferente, né? Às vezes você erra na Série A e a Série A não te permite erros grandes. Dificilmente o adversário perdoa. E na Série B, às vezes você erra em alguns momentos defensivos ou individual, coletivo que seja, mas às vezes precisa de uma, duas, três oportunidades pra acontecer o gol. E na Série A é meia chance caixa, né? Então existe essa diferença. Você vira essa chave que você sobe com juventude e recebe uma porra, recebe o São Paulo.
Paulo, vai pra São Paulo. Vai pra uma Supercopa pela frente. Você conseguiu virar essa chave imediata ou foi ao longo do trabalho? Eu acho que foi ao longo. Lógico que a hora que a gente chega no São Paulo. Quantos anos você tinha de idade? 39 anos. E olha que engraçado. Em 22, eu chego no Água Santa, na verdade, pra jogar a Copa Paulista. Não é Série A, B, C, nem D. É Copa Paulista. Pra iniciar um projeto pro Paulistão. Começando a Diadema. Diadema. E aí a gente pede umas quartas ou semifinal de
para o 15 de Piracicaba em novembro. 14 meses depois, em fevereiro de 2024, eu estou em Córdoba, São Paulo e Itadieres pela Libertadores. 14 meses depois. Da Copa Paulista para a Libertadores. Cara, que doideira. E aí você acompanhar isso tudo e entender o que está acontecendo... Com 39 anos. 38 para 39. Eu vou para o Juventude com 38. E o Juventude era vice-lanterna da Série B.
Tava com o Nenê lá? Tava com o Nenê, mais velho que o Nenê. O vovô. E meu amigo, abração pro Nenê. E aí a gente chega lá vice-lanterna, a gente termina como vice-campeão brasileiro. Eu não lembrava de chegar como vice-lanterna. Vice-lanterna, terminamos como vice-campeão brasileiro. E aí começa, Santos, Cruzeiro, algumas oportunidades. E o mercado começou a se abrir de uma maneira diferente. E a gente vai assustando com tudo aquilo e vai absorvendo, né?
E aí vem o São Paulo. E não é uma troca que o treinador tá mal. O treinador vai pra seleção brasileira. Antilote não vem, Dorival vai pra seleção e eu vou pro São Paulo.
e eu assumo... Campeão da Copa do Brasil. E esse era o próximo detalhe. Campeão da Copa do Brasil. Na verdade, naquele momento, o São Paulo tinha seis ou sete jogadores de seleção, porque o Pablo Maio e o Rafa, goleiro, eles estavam sendo convocados pelo Dorival. Aí você tinha o Ferrares, tinha o Rames, tinha o Rafinha, a boleda de seleção também. Então eram jogadores assim... Recebe um elenco. Um elenco qualificadíssimo, mas que aí você começa a entender que você vai enfrentar outras dificuldades. Não é a capacidade técnica. Aí entra a gestão de pessoas, administrar um pouco.
da vaidade, né? Porque nesse nível ela é um pouco maior. Cara, eu não imagino que deva ser assim, você já tinha experiência do juventude, o Nenê, por exemplo. Mas imagina que eu tô entrando nesse vestiário, irmão. Porque a galera deve te olhar, pô, esse moleque aí, mano. Há 39 anos. Só cascudo, só maluco, porra. E muitos desses atletas aí, a gente jogou as quartas de finais, né? Que foi São Paulo e Agua Santa no Allianz, que nós eliminamos o São Paulo, que era do Senna. E aí meu primeiro contato é exatamente
isso que passa na minha cabeça, um filme. E aí a gente vê o Rafa, né? O Rafinha com a história que ele tem. A Boleda, Caleri, Luciano, Rames, Michel Araújo, Rafa, Pablo, Alisson. Cara, era muita gente boa. E aí eu falei, caramba, chegamos, né? E agora? Como é que ia? E aí foi o processo até que rápido, assim, né? De conquista, de vínculo com os caras. Eles me abraçaram muito rápido. Fala um deles, assim. Esqueci de citar o Lucas também, né? Que foi um dos caras muito importantes pra minha chegada.
Então, qual é o cara que te marca assim, pô, mano? Cara que, pô, esse cara me ajudou, mano. Porque chegar num ambiente desse com a idade que tem é difícil. Olha, Rafinha, Caleri e Lucas. Os três. Os três. Inclusive, mantenho contato até hoje com todos esses caras. Tenho muito respeito por eles. Eu lembro que o Rafinha, eu cheguei, tava na final da Supercopa lá em Belo Horizonte. E aí eu pensando, né, cara, como eu vou, de alguma maneira, mexer com esses caras, né?
Esse nível não é mais grana, não é mais prestígio, não é mais conquista, porque esses caras já ganharam tudo, né? Principalmente o Rafinha. E ele como capitão era uma referência. Eu lembro que eu chego pra ele e falo, Rafa, na palestra, você tá muito mais perto do fim do que do começo. Talvez você não tenha outra oportunidade na sua carreira de jogar uma final e ser campeão. E ele fala isso depois da final da Supercopa, chorando, emocionado.
Eu acho que foi meu último título como atleta. O Caipini falou. Então eu falei, cara, conseguimos. Conseguimos chegar nos caras, né?
de como chegar nesses caras, do momento da cobrança, do momento de a gente trazer pro lado, do momento de mexer pra que todo mundo esteja comprometido com o processo mesmo, acho que essa é o desafio dessa virada de chave de água santa da juventude de São Paulo. Esse é o jogo da tua carreira? É, sem dúvida, sem dúvida. A final da Supercopa. A final da Supercopa. Na verdade, assim, acho que a minha estreia no São Paulo foi um momento mágico, assim, né? Eu chegar, eu ver o Murumbi lotado, falar, caramba, tô aqui, né?
Passa um filme na cabeça, tudo que a gente já viveu. Você foi jogador, né? Então você sabe o tamanho daquilo ali, né? Você entrou ali jogando, enfrentando. Sim, sim, sim. Sabe a quantidade de... Pelo São Paulo, né? Pelo Murici que tava lá com você. Telê, Murici. Tem muita história. Eu fiz um retrospecto recente, né? Você vê Telê, Murici, Paulo Autuori, Rogério Senne, Crespo, Carpini. Os treinadores, caramba. Então isso foi muito legal.
marcante, foi uma quebra de tabu e depois foi uma semana importante a quebra do tabu e a final que foi no mesmo semana, no final de semana foi um dos jogos mais importantes da minha vida e outros também eu acho que eu considero muito o Água Santa, a semifinal contra o Red Bull na Vila, que a gente passa pra final e fala, caramba, chegamos na final no Paulista, com Água Santa, um time que há 10 anos veio da base, que a gente tinha uma folha salarial de 600 e pouco, 700 mil
a folha salarial. 700 mil a folha. A gente tomava café dentro do vestiário, que não tinha cozinha ali, cada um fazia seu sanduichezinho e tal. Aquilo ali a gente se agregou muito. A dificuldade a gente te une, né? E aquilo ali foi o marco. Meu preparador físico, o Caio, fala uma coisa interessante. Eu acho que a gente jogou tanto no limite aquele paulistão, porque se não jogar no limite, nesse nível, a gente não consegue. Todos os atletas, depois, eles se empregaram no nível melhor e todos eles, no segundo semestre, fizeram problemas físicos com lesão. Todo estenuado, né?
não sei, não tenho capacidade pra falar isso, mas é um dado que ele levantou e eu acho assim, ele falou, cara, você espremeu tudo dos caras, porque depois não tinha mais nada. Para levar o Aguasanta pra final, é assim, pau a pau com o Palmeiras. Se fosse um jogo, teríamos sido campeões, né? Porque as quartas era um, a semifinal era um e a final dois. E o Palmeiras brigou muito pra que fosse um, né? Era um dos que levantava essa bandeira, até por conta do calendário deles.
E se tivesse acontecido, talvez teríamos sido campeões, né? Talvez não, seríamos. Assim, você falou dessa...
da chegada de toda essa realização quando chega no São Paulo. E de como você na Supercopa percebeu de acessar os caras. Imagina que na tua cabeça você fala assim, pô, as coisas estão evoluindo, né? Ganhar a Supercopa, sabe que aqui num time grande, cada conquista é quase que você está destravando ali uma continuidade, né? Porque é um teste o tempo todo. Assim, para você não entender, porque isso a gente vê toda hora, né? Então você está aqui, né?
A tua experiência. Quando é que o treinador percebe que está rolando, assim, lógico,
Se derrota, você fica com o pé atrás. Sabe que não tem muito respaldo, né? Você começa a perceber que, assim, que... Estão escapando. Existe, assim, o momento, tava todo mundo aqui comigo. Daqui a pouco não tá ninguém aqui comigo. Rola um abandono físico. Então, param de falar. Mais pressão externa. Como é que você começa a falar assim? Opa, acho que vou ficar escaldado aqui. Esquecendo o resultado, né? Olha, existe, assim, a pressão externa. Ela é muito grande, mas o treinador percebe quando o ambiente tá...
ficando ruim pra ele. Eu falo muito às vezes quando você senta no café da manhã, que você chega num clube ali antes do trabalho, que você senta no café, você começa a perceber na sua mesa que você tá ficando sozinho. E quando você chega, tá todo mundo quer estar perto. Isso. Na fase boa. E aí quando as coisas tendem a não acontecer, você começa a perceber um pouco que você tá meio sozinho, a mesa já não tá mais tão cheia, os poucos e bons ali estão ali sentados do seu lado, não soltaram sua mão.
E algumas pessoas do clube também, porque não são todas, não dá pra generalizar, teve pessoas que foram comigo ali até o final, mas a gente percebe sim, é nítido. Isso é uma coisa que é igual em qualquer lugar? Em todo lugar. No São Paulo, no Água Santa, no Santo André, no Vitória, talvez seja aqui no Fortaleza em algum momento, porque são ciclos, infelizmente é igual. Mas fica o respeito, fica o carinho e a amizade que a gente leva pra vida.
Fábio Mota é presidente, meu amigo, teve que me mandar embora, era necessário, fizemos um trabalho muito bom juntos, mas chegou um momento que acabou o ciclo e a amizade continua, acho que isso que... Eu vou falar, só amigo, né? Muito, muito, amigo, respeito demais. É porque tem o treinador também, né? Tem o lado do treinador que também sabe que, cara, eu acho que não consigo tirar mais nada daqui. Então assim, não é uma demissão, é uma traição, é uma...
Como você falou, pô, chegam juntos e falam. É, acho que vai ser o momento. É o que a gente fala, eu prego muito que o todo é mais importante.
muito que o todo é mais importante. Então chegou um momento que eu não tô conseguindo mais tirar desses caras e um rebaixamento é muito ruim pro clube, as coisas não caminharem bem. Então talvez seja melhor eu sair de cena e ver alguém com uma energia nova e que consiga entregar aquilo que é mais importante pro todo. Os objetivos, o título, a permanência, o que é que seja. Assim, eu imagino que, lógico, vou perguntar pra você, né, e que existem em outros clubes e outros treinadores motivos diferentes, mas nos clubes que você dirigiu e que você teve pico de desempenho e depois queda,
Você consegue identificar o porquê, assim. E a gente tem visto muito isso aqui. Pode ser físico, né? O Brasil tem um calendário massacrante. A gente acompanha muito, assim, clubes... Ano passado teve, por exemplo, o caso do Vasco com o Diniz. Doze jogos invictos. E, assim, imediatamente, quase dez sem vencer, assim, não teve? Do nada vira a chave, assim. No teu caso, assim, quando isso aconteceu contigo, um momento de... Estou entregando, acabou que o time para de entregar.
Sim, aconteceu porque no São Paulo ele sai com um bom aproveitamento. Não, sim. No Vitória que tem um momento, depois para de ter resultado.
Isso, assim, você tem algo que é, assim, sempre é isso, assim, uma... X na parte física, né? Você entrar, por exemplo, começa a ter problemas de grupo. Isso pode ser um motivo. É um problema. É um problema. Mas às vezes não tem problema de grupo e o time cai. Tecnicamente, os caras param de jogar. Nos casos que aconteceram com você, você identificou algo padrão? Padrão, assim, esse ponto que você tocou.
É importante. Eu vejo também que a questão de confiança, porque a gente lida com o ser humano. Antes do atleta de futebol, eu falo muito isso. Tem o ser atleta e o ser humano junto. Você não consegue separar essas coisas. E eu vejo que a geração mudou um pouco. Eu falo muito isso com cuidado pra falar. Não é que é melhor ou pior, não é isso que eu tô falando. Mas que eu peguei uma geração ainda enquanto atleta de uns caras que a gente falou, que os caras eles eram um pouco mais enérgicos.
algumas situações. E eu vejo nesse momento, assim, a gente precisa estar muito junto com esses caras, pra que eles tenham essa energia, porque eles absorvem, hoje, os conteúdos, eles são vastos aí, né? De coisas boas e coisas ruins, e às vezes mais ruins do que boas. E, querendo ou não, ele absorve isso, ele é um ser humano. E aí você tem uma escassez de vitória, né? E aí, uma derrota, duas, três, o cara não faz um jogo bom, sai vaiado, aí o treinador cobra,
Aí o cara tem as responsabilidades dele, tem a própria autocobrança. Então acho que tudo isso vai gerando uma situação que você daqui a pouco se torna irreversível. Se não dá um pouco de paz e tranquilidade pra esses caras, pra gente tentar retomar e encontrar o caminho das vitórias. Que só vencendo a gente vai reconquistar a confiança. Eu acho que é difícil identificar um problema. É um pouco de cada coisa, sabe? É que às vezes acontece, você tá treinando bem, não tem problema de grupo, tá tudo rolando bom,
momento também, e de uma hora pra outra, a bola não entra num jogo, aí no outro jogo o cara que fazia gol não consegue mais fazer, aí o meia que tava pifando já não para de pifar, mas no treino tá normal. Então as situações, aí eu vou citar de novo o São Paulo que a gente falou aqui. Eu estreio no Campeonato Brasileiro da Série A, eu nunca tinha trabalhado na Série A como treinador, eu estreiei pelo São Paulo contra o Fortaleza, no Murumbi.
Pra você puxar o histórico desse jogo, acho que foi 76% de posse de bola pro São Paulo,
25 finalizações contra 3 do Fortaleza. 2x1 pro Fortaleza. É aquilo que eu falei da... Ah, seus conceitos, convicções. Tem que ganhar. Tem que ganhar. Depois você põe os conceitos. Principalmente aqui, né, cara? Principalmente aqui. Tá muito doido, né? E aí, isso é um ponto. Aí você vê que a bola não entra. E aí começa a gerar uma certa desconfiança. Aí tudo aquilo que veio de ruim antes volta à tona. E aí o atleta começa a ficar um pouco desconfiado.
E querendo ou não, é difícil você agradar todos do grupo. Você agrada muito mais aqueles que estão muito mais no processo. Por isso que eu procuro, eu particularmente, dar mais atenção pra quem tá fora. Porque esses caras a gente tem que cuidar melhor. Tem uma tendência de te odiar também. É natural, né? Eu também já tive de fora de alguns grupos e eu já também tive atitudes que hoje eu não faria. Mas eu tô desse lado. Talvez o cara, se tiver a oportunidade depois de mudar de lado, ele vai entender também. Então, eu acho que isso é esse cuidado. Ela é muito difícil.
Você gerir essa... Agradar todo mundo é impossível e gerir isso tudo realmente não é muito fácil. E você tem que gerir isso com vitórias, né? A gente chegou a trocar ideia fora. Vou entrar nesse assunto porque acho que é importante pra gente também entender, né? Porque senão fica esse carimbo em você, assim. Você teve um jogador no São Paulo, que é o Ramos Rodrigues, né? Tá jogadoraço na carreira toda, né? Ó, vem pro São Paulo já no momento, parecia pra um last dancer ali, né? Que acabou não sendo o last... Tá aí. Tá aí, tá aí.
E aí, a galera, porra, no São Paulo ele não jogou. Na seleção da Colômbia ele joga. Eu acho que com o passar do tempo, a torcida do São Paulo, não sei se eu tô certo, ficou mais pistola com ele do que com essa visão de com o treinador que não fez ele jogar, né? Porque depois você também não jogou. O que aconteceu, mano? Como é que um cara desse nível na seleção, na Copa América, joga e no Brasil, no São Paulo, não rolou assim.
Olha, como você falou, tecnicamente vi poucos com o Rames. Sério? Indiscutivelmente. Tecnicamente é absurdo. Até comentei isso num programa recente em Fortaleza, num bate-bola assim de jogador muito técnico, muito líder. E eu lembrei do Rames. Mas o quanto ele ainda queria pagar o preço pra ser um atleta. Isso é um ponto. Se eu pudesse falar pra vocês aqui, falaria com o maior prazer, até pra tirar um pouco da minha responsabilidade em relação ao Rames.
Eu acho que o tempo mostrou. Mas tudo que aconteceu nos quatro meses que nós ficamos juntos,
lá, e a gente falou agora recente do compromisso, né? Que isso pra mim tem muito valor. E em qualquer nível, Série A, Série B, Série C, eu acho que primeiro o compromisso é você respeitar a sua profissão, né? Ele foi um cara que indiscutivelmente teve uma carreira de altíssimo nível, por mais que ele não tenha conseguido sustentar grandes momentos em todos os lugares que ele passou, foram poucos os momentos, mas a Copa, a seleção indiscutível que ele rendia.
Os momentos altos foram muito altos. Foi muito alto, muito alto, né? Pela capacidade
dele, mas é um cara que acho que não quer mais pagar o preço. E eu acho que o São Paulo enquanto instituição, no meu ver, naquele momento, e eu continuo pensando igual, ele tá muito acima de todo e qualquer atleta ou treinador. É a instituição, é o torcedor, é o São Paulo Futebol Clube, não é o Rames. Então, primeiro clube, primeiro respeito. E eu tenho um grupo pra gerir de atletas do tamanho do Rames. Lucas, Rafinha, o próprio Caleri no São Paulo e na sua carreira também. É ídolo no clube. É ídolo, jogadores de
seleção, Arboleda com 10 anos de clube. Então, eu não posso pensar só no Rames. E ver tudo aquilo que eu vi, presenciar e ser conivente com isso, talvez isso foi um ponto que pesou muito pra minha saída. É, né? É. E... E se eu fosse talvez um pouco... É, e se eu fosse talvez um pouco mais... Eu teria administrado, não vi feito ali uma vista grossa e vamos seguir.
não é o meu perfil. Eu acho que não foi isso que me trouxe até esse momento. Não é o que eu quero pra minha vida. Eu tenho os meus valores, meus princípios. Eu procuro ser justo e coerente com todos os atletas. Nem sempre eu consigo, mas eu tento que eu me coloque no lugar deles pra tomar as decisões. Mas eu falo sempre... Eu falo isso pros atletas em todos os lugares. Foi no São Paulo e foi no Água Santa. Eu cito o exemplo que são os extremos.
Isso. Foi no Vitória, foi em todos os lugares, Juventude. O que eu tiver a falar pra você é pra você. Pra você melhorar o que você precisa ouvir, não o que você quer ouvir. E ponto. E eu não tinha como fazer
É diferente com o Rames e isso pesou muito. E aí quando a gente vai para o ponto divisor de águas, talvez eu nunca tenha falado isso, mas as pessoas lá dentro sabem. E de novo, tá? Eu já frisei isso em outros momentos. São Paulo não tem culpa nenhuma. Eu sou muito grato ao Rui Costa, um cara de altíssimo nível. Um cara fera, né? Fenômeno como pessoa e como profissional. Muricy Ramalho dispensa comentários. Muita coisa boa, eu aprendi.
Eu precisava passar por esses momentos, mas eu poderia ter tido um pouquinho mais de cuidado e paciência. E quando a gente vai para as quartas,
de finais contra o Novo Horizontino, aí vocês falaram, né, do Rames da Copa América, do Rames da Seleção, do Real Madrid, os picos muito altos, aí não pode o jogador do tamanho dele pedir pra não bater um pênalti contra o Novo Horizontino que tá sem confiança. E eu não posso ir na coletiva e falar isso. Agora eu tô falando que passou muito tempo e a verdade é uma só e quem tava lá sabe. E o próprio grupo ficou incomodado na hora que a gente fecha ali na roda.
Não, não tô confiando que eu perdi na sua amiga. Cara, aquilo ali pra mim foi assim, a minha vontade, né, você imagina o que eu queria fazer com ele.
Aí, e o estádio inteiro gritando, rames, rames, rames, burro, burro pra mim, rames, rames, rames, burro, burro pra mim. Caralho, só foda. Mas são ossos do ofício, tem que administrar. E aí o Michel Araújo falou, não, eu bato. Bateu e errou, fomos eliminados. E aí eu vou pra coletiva, não, como é que foi o critério? Escolhe, bateu. O critério. Só um parênteses, você que tá ouvindo aí, torcedor, preste atenção. Muitas vezes, isso deve acontecer no seu clube, no meu,
dele e de vários. Pra você entender que aí você já parte pra esse imbecil tem um craque na mão e não bota pra bater. Bota o cara pra bater, porra. Cara, calma. E aí ele não pode falar na coletiva. É, é. Ibecil, ele não quer bater. Exatamente. E aí eu, exatamente, não posso falar na coletiva, né? A gente conversou antes ali das pessoas que tomam as decisões e todo mundo tava ali já no vestiário. Aí a gente respira, deixa passar um pouquinho, aí vai lá e vê uma pergunta. É, mas qual o critério de quem
bate, como é que você escolhe, por que a ordem, que fulano não bateu. Aí a gente respira e eu falei, olha, a gente treina vários batedores e na hora a gente deixa um pouquinho ali quem tá com mais confiança, porra, o caralho, ele que não quis bater, porra. Não posso falar, desculpa, porra. Porra, não posso falar. Seria mais simples se eu pudesse chegar lá. E aí, a hora que eu falo isso, tá vendo, ele nem escolhe quem bate, é o estagiário, porra, bate quem quer, é bagunça, não pode, tem que trocar, tem que cair, porra, velho. Aí o cara do quarto dele de cueca no Twitter, assim,
A B é um imbecil. Deixa solto na mão dos jogadores. Bate quem quer. Essa foi a manchete depois. Não tem comando, bate quem quer, jovem, não tem comando sobre o grupo e tal. E os atletas saem em defesa, ali na zona mista também, se você ver. Não, não, professor, a gente tá com ele, o trabalho é muito bom, a gestão, eu trabalho dia a dia, as ideias e todo mundo elogiando. Mas aquilo foi tomando uma proporção muito grande. E aí mesmo com o título, com o tabu, com o início promissor, com tanta coisa boa,
e aí eu venho depois de tudo, aí começa a Libertadores, a gente estreia e depois ganha em casa, mas a gente ganha na Libertadores em casa e mesmo assim eu saio vaiado no Morumbi. Aí teve um fato curioso também, não sei se posso continuar falando pra caralho. Não, é isso aí. A gente foi pra jogar contra o Tadieres em Córdoba e não sei se você se lembra nesse jogo, Lucas machuca, eu faço uma parada. Rafinha machuca, eu faço uma parada. Com 41 minutos do segundo, primeiro tempo ainda, machuca o
E aí, a três paradas, eu não podia mais mexer no intervalo. E faltava quatro minutos pra acabar. Aí, a gente, pô, montou duasinhas de quatro. Não troca, não põe ninguém agora pra não matar, pra gente poder mexer no intervalo. Tinha o Rames, o Alisson, que tava uma virose, precisava sair, ia fazer só meio tempo. Eu não podia queimar as três no início. Aí, os atletas dentro de campo, não, não, não. Vamos fazer as duasinhas fechadinhas aqui.
Quatro minutinhos, vamos pro intervalo, troca no intervalo, pra não ter mais um mato. A terceira parada. Aí, a gente toma o gol. Aí, porra, por que que não pôs? Lá, lá. E se põe.
E não mexe depois e toma o gol no segundo tempo. Então são os detalhes. E aí tudo isso foi pesando, foi pesando. Tanto que a gente aí depois, eu caio num jogo contra o Flamengo no Maracanã. Ah, eu lembro desse jogo. 2x1, jogo bom. 2x1 contra o Flamengo, do Felipe já, e bom time, um jogo bom. Não, a gente foi... Não, não era estreia, é esse campeonato. Eu lembro, eu lembro. O Luiz Araújo faz gol, né? O Luiz Araújo, aí pro São Paulo foi o Ferreirinha. E jogo normal, 2x1 Flamengo no Maracanã.
aniense. Teoricamente, né, a gente tinha muito mais chances de vencer e dar uma resposta. Eu lembro que já chega no jogo, a gente fez esse jogo no primeiro, já perguntou, pô, Carpini tá pressionado, e aí? Já chega esse clima. Mas de fato jogou um 2x1 pro Flamengo. Flamengo é o próximo jogo atletico aniense, mas nesse meio tempo eu caí logo depois do Flamengo. Você caiu com 50%, né, Diego? É, um pouco mais de 50. E assim, de lá pra cá não dá pra dizer.
E o título, né, o último título do São Paulo. O último título do São Paulo, que é o título
Supercopa. Eu queria também falar sobre isso. A gente vê o que o São Paulo tá passando. Você teve nessa diretoria que acabou de sair, né? Mudança de... O Rui ficou, né? Na gestão do... É, o Rui ficou. O Rafinha voltou agora. Mas agora, assim, você olha pro São Paulo. Dá pra explicar pro torcedor. Porque o São Paulo, quando a gente era moleque, era o soberano, porra. O tricampeão brasileiro nos pontos corridos, seguidos.
E o que a gente ouve hoje é que o São Paulo meio que parou no tempo. Você teve essa percepção? Era o melhor ACT. Hoje não é ruim, mas não é o melhor. Era tudo melhor. O São Paulo era um exemplo de tudo pra todo mundo. Coutia era uma referência. Aí você vê mais jogadores sendo revelados por Flamengo e Palmeiras, Fluminense. Você também acha que o São Paulo passou por gestões de zero de parar no tempo? Com certeza. Como você falou, a gente cresceu vendo o São Paulo.
de crise financeira no São Paulo. O São Paulo foi um dos pioneiros, eu acho, em centro de treinamento. O Cotia, como você falou, uma referência. Hoje eu vi recentemente umas matérias de Cotia ali, próximo daquela situação do presidente, do Júlio. Alguns abandonos, algumas coisas. Eu vi umas imagens, não acompanho muito a fundo da matéria. É muito triste, né? Ver um clube do tamanho do São Paulo, modelo, clube modelo, referência.
Sempre foi vanguardista na frente. E passar por esses momentos. Mas eu acho que isso é o reflexo disso, né? Algumas situações equivocadas, algumas gestões ruins.
pra falar disso, mas é o que a gente vê de fora. E ali, nesse momento, estourou no São Paulo uma situação que ela não foi naquele momento. Aquilo tudo já vinha internamente, sim. O CT, ele tinha passado por uma reforma recente, mas o Rogério conta isso, né? Eu vi uma entrevista dele, inclusive, quando ele volta pro São Paulo a segunda vez, depois do Fortaleza, a piscina que tinha ali dentro, ela não tinha água na piscina, tinha umas cadeiras jogadas, era entulhada, tipo assim, o CT é o São Paulo, né? Então, hoje o São Paulo,
se reconstruiu em alguns pontos, nessa questão estrutural. Teve um momento de tensão com o salário lá, não? Não, não. Nesse período que eu fiquei, não. Eu tinha algumas coisas de imagem dos atletas do ano anterior, mas em relação a salários, premiações, quando eu saí também, tudo aquilo que foi acordado foi cumprido, não tenho nada com São Paulo de pendência. Mas é isso, eu acho que agora é uma reconstrução, não é mais o modelo que foi, mas ainda é o São Paulo.
com certeza voltar a ser referência, tricampeão do mundo, os atletas que passaram, o que o São Paulo tá louco. Assim, aí hoje você tá no Fortaleza, como a gente falou aqui no início, né, vem de uma classificação na Copa do Brasil, jogo de ontem, né, contra o Nova Iguaçu, já ganhou o Cearense. Nervoso, hein? Sim, mas ali a gente pega, né? Exatamente, o clássico rei, isso é uma coisa que a gente tem que assistir. Pô, precisa. E duas torcidas, né? É! No Rio também é uma.
E depende do clássico. Não, com o Botafogo não. Flamengo e Botafogo, vai lá 10% do Botafogo. A atmosfera do Castelão com... Aqui o Fla-Flo é assim. Flamengo e Vasco hoje. Só o Botafogo. E assim, aí a gente tá falando aqui de um momento que é sensação de isolamento, aquele momento ruim, mas você chega no Fortaleza é diferente. Eu tava vendo aqui,
quando você chega, né? E o Martins também, né? Que é o Pedro Martins, que está lá de dirigente. Aí muito apoio da galera aqui no chat. Você chega com muito elogio, muito respaldo, tua chegada lá. E assim, é um clube que, pô, que recentemente teve esse histórico de... Hoje você olha pra Fortaleza, é um clube que passa estabilidade, né? É um pecado ter caído, né? Então, e ainda tem isso, né? Aí vem o outro lado. Eu quero te perguntar a diferença do sentimento, né? Do acolhimento que
tem no Fortaleza, e um pouquinho da pressão, porque o Fortaleza é considerado o time de Série A na Série B, né? Então é aquela coisa assim, não tem muita margem de subir ou subir. Isso também é gostoso, porque é uma cobrança positiva, né? Mas como é que esse touro tá pra você, assim, esse acolhimento? A gente vê de fora, eu vejo assim, de dentro é isso mesmo? É isso mesmo. Tem uma frase sua assim, é um time de Série A na Série B.
É, logo na minha chegada eu falei isso e reitero, é um time de Série A na Série B. Eu encontrei um clube de pessoas muito capacitadas,
de staff, pessoas muito apaixonadas. Acho que é um primeiro ponto pra as coisas darem certo. E isso reflete o sucesso do Fortaleza nos últimos anos, né? Estruturado, né? Estruturado. É um time que, acho que nos últimos 10 anos aí, teve 3, 4 treinadores. Isso é muito difícil no nosso futebol. Eu não sei ao certo, mas não foge muito essa conta, não. Porque se você contar Rogério e Voivoda, já dá um período de 7 anos, talvez. 8 anos, não sei. E isso foi uma das coisas que me atraiu pro Fortaleza pra Série B.
esse, não vou dizer um passo pra trás, mas eu tive duas situações de me manter na Série A, inclusive na quarta-feira tinha tido uma conversa, tinha tido já uma outra proposta também antes de acabar com Juventude, e aí quando veio o Fortaleza eu tinha sempre essa imagem, né, de trabalhos longos, né, do que foi o Voivoda, o Rogério, todos consolidaram carreira também através do, também através do Fortaleza, né, isso é uma coisa que me despertou muito o interesse, apesar de que
Eu tô muito tranquilo em relação a essa responsabilidade, porque eu sei o tamanho do meu desafio. E todos os momentos que eu peguei na minha carreira, desde o Água Santa, Juventude, São Paulo, Vitória, eu assumi Vitória com um ponto na Série A em oito jogos, terminamos na Sul-Americana em 24. Então sempre foi muito desafiado. Melhor campanha recente do Vitória. Melhor campanha recente do Vitória. Nós terminamos um retorno em sexto, era a campanha de Libertadores.
Então eu sei do tamanho do desafio do Fortaleza, o torcedor ainda machucado, magoado, porque se acostumou com Sul-Americana, com Libertadores,
com títulos, com boas campanhas, mudou o patamar do clube. E sem dúvida hoje a gente chega aqui na nossa vez, hoje talvez seja o pior momento da história recente do Fortaleza. Rebaixamento, uma reformulação geral de elenco, uma reformulação estrutural. As pessoas que me contrataram não estão mais no clube, mas chegaram outras pessoas tão competentes quanto, que a gente já se encaixou muito bem, a gente já, todo mundo comprou a ideia e tá trabalhando em prol desse projeto. Mas é isso,
Eu tenho ciência disso, gosto dessa responsabilidade, sei que o Fortaleza precisa voltar, não vai ser fácil, não vai ser fácil. A gente vê aí esporte campeão pernambucano, operário campeão paranaense eliminando Curitiba, Novo Horizontino fazendo a final, Goiás campeão goiano, e aí nós temos o Ceará e temos outros grandes clubes. Essa B é forte. A B é forte, a B é difícil. Novo Horizontino. Novo Horizontino, finalista do Paulistão.
Bate na trave todo ano, vai de novo. Então o Fortaleza precisa estar nesse nicho, nessa pratilha,
Eu ia te perguntar isso, assim, a gente sempre ligou, o Marcelo esteve aqui com a gente, é um cara que gosta muito, sempre que vê, rola um papo, uma troca de ideia e tal. Agora o CEO do futebol do Corinthians. É, e você deu essa cara pro Fortaleza, e é mesmo essa cara, o Fortaleza é um time diferente em relação à organização, se não fosse assim, eu acho que não teria chegado onde chegou, pela diferença de investimentos e tudo mais, mas sempre foi assim, essa estabilidade, organização,
muito ligado ao Marcelo Paz, né? E o Marcelo aceitou uma proposta do Corinthians até o processo da SAF, ele fica ali, né, tudo mais, pra transformar o Fortaleza em SAF, tudo mais. Outra marca importante desse Fortaleza do Marcelo foi de ser muito criativo nos jogadores, né? Também. Às vezes jogadores que parecia que já tinha e o cara do Fortaleza joga, né? Eu já acho que quando fugi um pouquinho disso errou, mas enfim, é a minha análise. Agora,
Marcelo era ligado a essa... Como é que tá o Fortaleza pós-Marcelo Paz ali? O Fortaleza segue com os mesmos processos? Dá pra garantir pro torcedor que esse Fortaleza vai ter processos? Paciência? É uma equipe organizada, dá pra dizer isso? Não, sem dúvida. O Marcelo, grande pessoa, grande gestor, foi fundamental nessa história recente do clube. E agora a chegada dessa nova gestão do nosso senhor Pedro Martins, com toda a equipe,
A equipe que ele tem estruturado e montado no clube, juntamente com a SAF, com o presidente Rolim. Então, o que foi construído e consolidado no Fortaleza é um time... Continua. Continua. Claro que são ideias um pouco diferentes, mas os processos funcionam da mesma maneira, trabalhando por viés diferentes, mas aí são ideias. E eu não tenho dúvida, e até então tenho gostado muito do que eu tenho visto, de decisões, de situações que...
embasado mais pelo Pedro, que é o cabeça do projeto tem tomado, eu acho que tem dado cada vez mais cara pro Fortaleza, de um time profissional que já era e se estabelecer mais esses processos pra gente continuar fazendo grandes coisas pelo clube agora chegou a nossa vez de contribuir com a história num momento difícil, mas que pode ser também uma grande oportunidade com certeza, mandando um abraço aqui pro Diego, que mandou o superchat Carpini, sou torcedor do Lyon
E apesar da mídia criticar o estilo de jogo do nosso treinador, acredito muito que ele ainda vai conseguir conquistar muitos objetivos nesse ano. Agora, pra você aprender, Betão, porque eu tive que pesquisar aqui rapidinho. Parabéns pelo Manjadinho. Manjadinho. Sabe quem é Manjadinho? Não. Campeonato Cearense. É chamado de Manjadinho? Manjadinho. É Manjadinho. Pelo torcedor do Fortaleza, pelo visto, né? Deve ser pra ganhar sempre. É Manjado. É por isso, não.
Eu não sei se é por isso ou se... Porque, afinal, é sempre... A federação serente adota manjadinho como apelido da competição. Aprendi agora aqui. Primeiro aprendendo. Em relação a... É Diego, né? Diego. Diego fez a pergunta. E eu acho que é uma dúvida e talvez seja uma crítica de grande parte da torcida. E agora, como a gente está num bate-papo agradável, descontraído, é bom a gente... Esclarecer. Esclarecer o que eu penso.
opinião, mas a gente vem por um Fortaleza rebaixado, onde toda semana saiam dois, três atletas eu não tive, eu cheguei na semifinal sem ter um lateral esquerdo eu não consigo fazer uma linha de quatro sem um lateral, é muito mais fácil eu fazer três e me proteger, primeiro não perder pra depois ganhar, e com uma linha de três zagueiros eu consigo jogar com ala um atacante, um meia como fez o Crispim em vários momentos pra nós, então é aquilo que a gente
falou no início, é se adaptar ao processo aí você não tem extremos, como você vai jogar num 4-3-3 sem extremo então a gente tem que tentar encher mais o meio do campo, ficar com a bola e aquilo que é de praxe no futebol, primeiro não perde depois ganha, a gente vê num momento difícil porque se eu jogo no 4-3-3, ah não tem lateral esquerdo eu ponho um atacante, ah não tem atacante, eu improviso o meio e aí eu perco e aí eu perco é de novo, a gente não estaria aqui conversando
não teria sido campeão. Bem ou mal, eu falo sempre, não é o que eu acredito. Os três zagueiros não é o que eu mais gosto de fazer. E se o torcedor tiver um pouquinho de curiosidade, olhar o meu histórico de Água Santa, de Juventude, de São Paulo e de Vitória, veja quantas vezes eu usei três zagueiros. Então, é a necessidade do clube. O torcedor tem que entender que é necessidade. Agora, com as novas peças que chegaram, mas elas não poderiam jogar a reta final. Então, eles não treinaram, não tinha informação daquilo que a gente
quer, porque eles não podiam jogar a reta final do Cearense. E aí a gente acaba o Cearense, três dias depois a gente vai jogar contra o Maguari sem treino. Os caras vinham da festa curtindo o título, aproveitando o momento de desfrutar, de extravasar. Aí a gente faz aquele jogo, eu vou pra uma linha de quatro, a gente toma três gols. Coisa que não tinha acontecido, a gente tinha tomado um gol na temporada, tomou três do Maguari.
Três, né? Quatro a três. E aí eu falo, caramba, ainda não é o momento, nós precisamos primeiro ser mais precavido de novo, não perder, depois ganhar, primeiro não tomar gol, depois fazer e
construindo de novo, é o caminho. Aí a gente vai pra jogar em Manaus, uma logística horrível, sem dia de treino, aí eu vou mexer tudo aquilo que eu fiz, que deu certo, que eu acabei de ser campeão, sem treino, e ainda as peças não treinaram juntas, a gente não sabe como vai encaixar, a gente precisa de um pouco da assimilação das ideias, então eu vou pra lá no 4-3-3, porque eu sou ofensivo, agressivo, e sou eliminado pelo Maguari.
Como foi pelo Retro ano passado, e aí? Como fica? E aí eu perco a final do Cearense jogando no 4-3-3, e não com 3 agressivos.
Porque os artistas lá não acompanham o dia a dia e acham que tem mais informação do que eu que tô no dia a dia. Mas a gente respeita a opinião de todos eles. É, cara, mas isso é... O treinador não tem liberdade de montar o esquema que ele necessita diante do adversário que ele vai ter. Aqui é sempre um problema. É, porque é sempre um estresse. O cara é o técnico. O cara tá com o elenco na mão. 14 jogos. Não perdemos. Invencibilidade na temporada.
Nós tomamos 6 gols na temporada. Alcançamos o objetivo depois de 2 anos campeão cearense de novo.
não perdemos nenhum jogo pro rival, avançamos pra quinta fase da Copa do Brasil, oito jogadores da base subiram comigo e seis jogaram, um menino de 16 anos eu coloquei pra jogar como zagueiro, Lucas Emanuel, Bruninho, Rocco, olha quanta coisa em dois meses e meio pra gente se apegar porque eu tô jogando três zagueiros. Pô, calma, calma, dá tempo que as coisas vão acontecer. É isso, mas isso é muito importante de falar porque as pessoas às vezes dizem assim, eu sou da sua bandeira aí. Treinador, é muito bonito isso que é dito dos treinadores europeus.
Como joga o Guardiola? Posicional. O Guardiola sabe como... O Guardiola, ele contrata quem ele quer pra jogar no time dele, né? Aí é mole. Também varia praticamente também. É, mas... Por exemplo, treinando Barcelona, Bayern de Munique, Manchester City, ele vai lá contra... Quero jogar assim, contratem esses jogadores e a galera vai lá te entrega esses jogadores. Uma outra coisa, em times que... Aqui no Brasil acho que dá pra comparar isso relativamente ao Flamengo, ao Palmeiras, né? Uma outra coisa, você chegar em equipes que, cara, tem...
esses jogadores aqui. E o orçamento pra contratar? Opa, mas eu vou chegar com esses jogadores aqui, é o que você falou. Primeiro tem que sobreviver. Então o que você vai fazer? Você vai se adaptar ao elenco que você tem. Se adaptar. O Renato fez isso. O Renato faz isso em todos os lugares, acho. O melhor faz isso. Chegou no Vasco agora. Falei que é um cara que... Não é isso? É um cara que eu tenho muita referência. E é isso. Tem treinador que não.
O cara chegou, ó. Meu time joga com três zagueiros. Irmão, você não tem um terceiro zagueiro. Não, mas aí vai jogar o...
Entendeu? Aí, cara, de repente não seja o menor caminho pra aquele momento, né? Sim. Eu não sei se foram os três títulos, mas voltando de novo, eu falava muito isso com o Muricy, a gente tinha muitas conversas de parte tátil. São Paulo foi tricampeão brasileiro com três zagueiros. E deixava de ser ofensivo? Não, eram as características. Às vezes você joga... Eu já tive clubes que eu jogava numa linha de quatro, e eu tive que no Vitória, em algum momento, fazer três zagueiros, porque eu não tinha zagueiros de tanta velocidade. Jogando com uma linha mais alta, eu precisava correr pra trás e não tinha
tanta recuperação esses caras, num duelo pra frente ia, mas e aí eu precisava me proteger pronto, aí eu precisava me proteger um pouco mais, então são essas situações que você tá no dia a dia, tem que se adaptar ao contexto pra o que é o mais importante que é o senhor da razão, resultado final é porque não tem jeito se não ganhar não tem jeito, até porque é outra bandeira que eu defendo, eu queria a sua opinião hoje se tem mais paciência com técnico gringo do que com técnico brasileiro, e principalmente se for um brasileiro da nova geração, isso é uma
Realidade ou não? Realidade, realidade. Eu não sou contra os trecos estrangeiros. Eu acho que tem espaço pra todo mundo. Eu já falei isso em diversos momentos. Respeito treinadores que fizeram bons trabalhos de fora e fizeram. E outros que não fizeram nada, mas que tem um mercado muito bom ainda. Mas tem muita gente boa aqui no Brasil, sim. Tem muitos jovens aí surgindo dessa nova geração. Mas que falta a oportunidade e a paciência. E a paciência não é só, às vezes, do clube. É também de quem forma as opiniões.
Não pode oscilar, tem que ser aquela campanha irretocada, tem que fazer tudo bem, tem que ganhar tudo. Mas o estrangeiro vem e também não acontece isso. Salvo o Abel Ferreira, o Jesus no Flamengo, o Arthur Jorge. O Abel, o Arthur e o Jesus. Mas quantos já passaram por aqui? Só esses três. Vamos concluir também o Voivoda, que foi um grande treinador no Fortaleza. Mas o Dorival ganhou a Copa do Brasil e o Brasileiro. Ganhou a Copa do Brasil e o Brasileiro. O Felipe Luiz. Então assim, cara, nós temos bons, mas a paciência...
A paciência com o treinador brasileiro e principalmente o jovem, ela é mais curta e aí vai muito, é muito contraditório daquilo que a gente quer, né? A gente quer a reformulação, a gente quer a nova estudiosa, a gente quer a nova geração, a gente tem esse anseio desde 2014, da Copa do Mundo, que começou muito isso. Só que quando vem a oportunidade de um jovem, a gente também não abraça. A gente quer que o jovem de 39 anos, assim como eu fui no São Paulo em 39, eu tenha experiência com o Muricy tem, com 60 e tudo que ele viveu. Eu preciso passar pelos processos,
você precisa de suporte pra passar por esse processo. Senão essa reformulação não vai acontecer nunca. Seja na imprensa, seja no treinador, seja em todos os lugares. Você não vai reformular nunca se você não tiver um pouquinho de paciência. É só que eu uso pra cá série de treinadores que foram... Foi dada a oportunidade saindo da base e tudo mais. E que teve um momento pós-2014 que as equipes grandes deram essa oportunidade. Vários, vou nesse talombo que são vários. E ou os caras tiveram que se reposicionar no estrangeiro
Estrangeiro, na Ásia, em algum lugar pra poder continuar trabalhando ali em primeira divisão. Ou aqui, terceiro de divisão, né? Porque as equipes grandes... Aí veio o advento de Jesus e aí depois, nas equipes que brigam, só estrangeiro. Só estrangeiro. Não, eu sou capaz... Eu olho o Felipe, por exemplo. O Felipe, no primeiro momento de... Ganhou tudo, mano, possível. Três equipes na história, cara. O Flamengo Jesus, o Arthur Jorge e ele.
Copa do Brasil. A brasileira Libertadores. É, o Santos no Pelé. O cara chegou aí. Primeiro momento de rateio que a gente ouviu de estagiário. Porra, mano. Isso o cara é campeão da Libertadores, cara. Do Brasil. Acho que o fato, Felipe, acho que demonstra muito isso. Você tem exemplo no meu time. Nem o cara campeão tá livre disso. Torço pra dar certo. Torço pelo Botafogo. Tem o argentino, que é o Martins Selma, que o trabalho ainda não encaixou, é claro. Mas tá sendo dada a paciência.
foi eliminado a Libertadores. Segue no cargo e tudo mais. Não é? Se fosse você no meu lugar, até pra eu aprender também, agora eu vou te perguntar. Desculpa, eu tô invertendo a ordem dos negócios. O treinador, ele busca a estabilidade, porque eu acho que a continuidade, ela te dá muitas ferramentas pra você conhecer o elenco, ter variações e as coisas aconteceram. Ele precisa de tempo, né? O Abel, quando começou no Palmeiras, oscilou.
Teve um jogo que, se eu não me engano, foi até um gol do Gabriel Verón, que se ele perde aquele jogo, eu acho que ele não teria tido a continuidade que ele teve.
e depois todo o sucesso que ele teve. Então ele teve uma paciência. Aí você faz uma campanha irretocável, você como treinador. E aí vem uma proposta de um clube, seja financeiramente ou de uma proporção maior ou de Europa, você vai embora. Aí você é criticado por isso. E se você fica e oscila depois de um mês como o Felipe fez, você é mandado embora e sai como estagiário. Você faria o quê? Você vai embora ou fica? Óbvio que eu sairia.
Sabendo desse histórico... O Felipe tá no Flamengo e vai pra Atlético de Madrid... Isso não é uma... De novo, tá?
últimos dois anos, graças a Deus, as coisas aconteceram bem na minha vida. Foram dois anos de Série A, Libertadores, Sul-Americana, grandes competições. E hoje eu volto pra um time de Série A na Série B, que é o Fortaleza. E aí, o Vitória. E não é uma crítica, é natural, porque eu acabei de falar da relação que eu tenho com o Fábio. Eu assumo o Vitória. É amigo do Fábio. Amigo, meu amigo. E tem muitos amigos ali dentro do clube.
É um clube que eu tenho muito carinho. Eu assumo o Vitória em oito jogos, se eu não me engano, um ponto. Na Série A, 21, 24 pontos disputados, fez um. Eu assumo com um. Na mesma
A primeira competição que eu tinha mandado embora com o São Paulo. A gente termina na Sul-Americana. Depois de muitos anos, volta pra uma competição internacional. 2025, eu passo... Aí, no final do ano, eu tive duas ou três propostas de prateleiras altas. Não venha um caso citar os nomes. E eu resolvo renovar no Vitória e ficar no Vitória pela continuidade. Aí eu fico, no ano de 25, 28 jogos invicto. É mal comparando o que o Guanais fez agora no Mirasol. 28 jogos invicto. 28 jogos invicto. A gente faz a Sul-Americana.
A gente tava fora do Z4 na Série A, que ainda o objetivo do Vitória cada ano é sobreviver à Série A e daqui a pouco ir melhorar, até voltar a ser o que o Vitória é, porque o Vitória é muito grande. É um time gigante, só que é um momento e cada vez mais vem se consolidando. E aí eu perco uma classificação de Copa do Nordeste pro Confiança no Barradão. Toma um gol no finalzinho lá, o cara acerta um chute, um a zero pros caras. Vamos eliminar. Aí eu caí. Aí assim, no final do ano,
como seria. E aí eu sigo. E aí nós começamos ano de 25 com 28 jogos invictos. 28 jogos invictos. Perdeu uma final do Baiano pro Bahia, tudo mais. Teve outras coisas. Mas esse foi um estupim. Acho que a gente explica muito pouco na mídia, fala muito pouco do lado de cá. Acho também no meio do futebol também. Falta muito análise de contexto, cara. O que é análise de contexto? Você pega... Fala isso com o Betão, assim direto. Pega a Série A do Brasileiro.
dos treze, né? Tradicional. Cara, se você tá em décimo terceiro, você já tá lutando contra o rebaixamento mal ou bem, porque você tá na segunda parte da tabela. Uma rateada e vão ter treze times ali. Treze não vão ser campeões, né? Então, assim, você tem os quatro do Rio, os quatro de São Paulo. É matemática a parada. Você chega depois da metade da tabela. Então, você acha que falta muita análise de contexto, assim, pelo que o time vai brigar?
Qual é o valor do elenco do time? Ou, né, a qualidade do elenco do time? O que você pode fazer?
com isso aqui sendo técnico. Porque assim, hoje fica muito não vence, não vence. Perdeu, tô puto, Demite Felipe. Caralho, o cara ganhou, acabou de ganhar tudo, vai andar o trabalho, calma, né? Por que que tá assim? Ah, porque fisicamente os caras tão abaixo. Então a culpa é do treinador, né? Assim, entendeu? Falta análise de contexto, você concorda com isso? Eu acho que essa é a salvação. E entrar na cabeça do torcedor que tem um...
Você acabou de falar do contexto de Fortaleza, joga com três zagueiros, por quê? Porque eu não tenho um jogador pra fazer a linha de quatro.
hoje. Então a alternativa que eu arrumei foi três zagueiros ganhando o Cearense. Eu vim pra um jogo de mata sem poder treinar a linha de quatro. É isso. Então eu vou naquilo que antes foi campeão cearense fazendo isso. Se é o ideal e eu acho que não, é o que eu acredito também não, mas é o necessário pra aquele momento. Contexto. Melhorou. E eu acho que as coletivas hoje elas não passam contexto. É fuzilo que tu se defende. E não é uma crítica não, tá? É normal. Ou talvez uma crítica construtiva, que eu também recebo muitas. Mas
daria para ser perguntas melhores elaboradas para a gente falar mais de futebol. Talvez do contexto. E aí, às vezes, eu vou na coletiva e a gente responde três vezes a mesma pergunta. De maneiras diferentes, mas a pergunta é a mesma. Então, assim, a gente não consegue discutir num nível melhor o futebol. E acho que isso é importante para o treinador, para todo mundo, para o nosso aprendizado. E virou não entender, virou atacar e você se defende. É isso ou não? Qual a sensação da vitória? Pô, ruim.
Aí vem o outro e fala, com essa vitória de hoje deu um alívio aí, né? Como é que tá se sentindo isso aí? É verdade, é. E aí, às vezes... O que que você fez pra mudar o jogo? E aí você ganhou o jogo, a narrativa é a que você quiser. Agora esse cara fala, pô, é que você tirou um cara de dentro e aumentou, pesou a última linha,
dobra pelos lados. Você acha que melhorou? Porra, vamos responder esse cara a um nível de pergunta diferente. Agora, o que todo mundo vê... Ele identificou uma ação que você de fato fez e tá querendo saber... E sempre emitindo opinião, né? É. É porque hoje... A gente tava falando sobre isso também outro dia. Hoje a galera tá ali e ou tem alguém pra pedir, né? Ou é ela mesmo, assim. E aí ela vai subir aquilo ali nas redes sociais.
opinião. Como você falou, parada de relacional dos jogadores. A derrota nunca é assim. Por exemplo, às vezes você fez um puta jogo, perdeu. Você acabou de falar. Outro dia eu narrei um jogo do Vasco Chapecoense. Trinta e tantas finalizações do Vasco, Diniz, né? Aí, porra, porrada de gol perdido. Falta no último minuto... João Carlos. Na hora que o João Carlos foi pra bola, eu tava narrando... Jean Carlos. Tava narrando o jogo e falei, caralho, Jean Carlos foi gol de falta pra caralho na Série B. Já fez uma porrada.
Se baile, guarda. Estou certo. Pum, guardou. Fudeu. Burro, cara. Mas assim, às vezes você faz um puta jogo e você não vai chegar na coletiva e falar, irmão, o que eu trabalhei funcionou pra caralho. O imbecil perdeu o gol, vai fazer o quê? Você não vai falar isso na coletiva, né? Até que não tem um joystick conectado no rabo do jogador. Ele vai bater, vai lá, x quadrado. Errei. Não, o jogador tá lá. Você prepara aquilo. São as variáveis que a gente não controla.
Não. A gente tá falando isso aqui com uma discussora. O técnico, ele faz de tudo com o grupo dele até o time entrar em campo. Você quer chutar na rua. Quando o juiz apita, amigo, às vezes tudo que você previu que o cara ia fazer, ele faz outra coisa. Aí o jogador tem que reagir ali. Terceiriza o trabalho. Não é mais com a gente. Aí com eles. E aí entra aquilo que eu falei. Um discurso de união. Não, de sempre. Tá, lógico. E eu acho que realmente a gente assume
Mas assim, aí entra o lado do ser humano. Pô, nem todo dia o cara tá bem. Tem dia que tecnicamente não funciona. Tem dia que o cara erra tudo. A bola bate na canela. Faz parte. A gente já passou por isso. Tem dia que você tem um problema particular. Você tem um filho com problema. E esses caras carregam muito problema. Vem de história. É família. A gente... Sabe? Então assim... E o cara tem que tirar isso tudo. Deixar fora. Jogar.
Jogar pra caralho. Né? Pra não ser criticado. E voltar pros seus problemas. Então tem dia que não funciona. Não tá legal. E faz parte, cara. E aí você não controla.
E aí nisso é um jogo importante que você perdeu, que você tá ali na corda bamba. E aí vão os caras pra coletiva. Perdeu. Pô, fuzilar o maluco. É. É, a gente tá muito louco em relação ao futebol. E agora, ô Carpinho, eu gosto de história de campo e de duelo tático, assim. Primeiro, sempre faço essa pergunta, vem um nome, não sei se é o que você vai falar. Qual é o técnico que você mais dificulta? Você queima mais a mufa pra enfrentar, assim. Ou alguns, assim. Caralho, enfrentar esse maluco. Olha, o Felipe Luiz.
Luiz, Felipe Luiz. Um time muito organizado, que tem muito a bola. Ele costumava, pelo menos, fazer nos jogos que a gente enfrentou, de pesar muita gente do lado da bola, de ter esse jogo muito apoiado, vertical. O Diniz, nos momentos bons ali, vários que ele teve na carreira, a gente fica estudando pressionar alto, não pressionar alto, deixa a bola com o zagueiro, marca um pouco mais baixo, se pressionar,
dar o campo, que é o que ele quer, traz todo mundo, a construção é boa, então sempre gera muita... Em contrapartida, eu vejo outros treinadores também muito vitoriosos, que tem os seus méritos, não tem o certo e o errado, tem aquilo que cada um acredita, por exemplo, o Abel no Palmeiras. Eu enfrentei o Abel diversas vezes, ganhei, perdi, e tá muito equiparado nossos confrontos. Mas eu não vejo muita mudança tática, eu vejo muito jogo de segunda bola, ataque espaço, jogador apostando muito nos duelos, bola parada, em posição, em vários momentos
defensivamente tá de mano, e assim, não é uma organização, é um jogo muito impositivo, né, por jogadores de muita capacidade e muito objetivo, e é aquilo ali, só muda as peças, então não é um jogo difícil de você entender, é difícil de você jogar, porque você enfrenta o Victor Roque, você enfrenta o Mano e o Gustavo Gomes, você enfrenta o Estevam, agora é o Alainzinho, ainda acabou o André, o Hendrik, então assim, é difícil, porque você tem...
Primeira coisa é igualar o duelo com ele, ele bota isso aqui lá em cima, todo mundo, mas você tem que igualar, você não vai ser atropelado,
E aí é um nível muito alto e é um jogo que se você der espaço, é só bola de espaço e vertical. Não é tão imprevisível. Não é, exatamente. Não pode ganhar você dentro da previsibilidade. Vou te atropelar e... Nós sabemos que é assim e perdemos assim várias vezes, porque tem a capacidade individual. Agora, tem outros senadores que eu poderia citar, mas Diniz, o próprio Flamengo do Felipe Luiz, sem dúvida, foram jogos muito difíceis.
Contou o VC, ah não, mas pô, também, Felipe com esse time no Flamengo, aí é mole fazer o que ele faz.
pra gerir, não é só... A capacidade é muito alta, tecnicamente os caras resolvem, mas o compromisso que o Flamengo, no ano de 2025, o que eu vi, o compromisso coletivo no comportamento sem a bola, isso é a gestão, é o trabalho, isso é difícil você colocar pro nível de Arrascaeta, desses caras pressionarem, marcar. E, cara, eu vi o Arrascaeta acelerando, marcando, coisa que eu nunca vi. Foi incrível. Então, isso é o trabalho dele. Isso é muito bom.
difícil. Aí você fala, ah, tem o Flamengo. O Flamengo realmente é muito bom, né? Os cavalinhos de raça, mas na hora de fazer os caras sem a bola, todo mundo no processo, comprometido, quem entra, quem não entra, quem joga, quem não joga. O compromisso principalmente sem a bola. Porque no time de alto nível, o desconforto é quando não se tem a bola. Ninguém quer marcar, ninguém quer... E aí isso é o desafio do treinador, esse compromisso.
Eu acho que o Felipe fez bem no Flamengo ano passado. O que a sua equipe tem que fazer pra você ir pra casa e falar assim, hoje?
Tô de lava lavada. Cara, entregar tudo. Porque assim, a minha... Eu falo muito isso pros atletas. A pior sensação, enquanto atleta, é você descer pro vestiário e falar assim, putz, podia um pouquinho mais. Ainda eu tinha mais um gás, se eu capricho naquela bola, se eu tô mais concentrado, eu faço o gol. Eu tinha um pouquinho mais pra correr, pra competir, e não entreguei. Essa é a pior sensação. Agora, quando você desce, independente do resultado, se você conquistou o objetivo ou não, mas com aquela sensação, cara,
meu melhor. Eu fiz o meu melhor. Não foi possível. Hoje vamos pro próximo. Pô, tá tudo bem. Eu acho que esse é o jogar bem ou jogar mal, ser um jogo impositivo, ser um jogo reativo, marcar bem ou jogar bem, dominar, ter mais posse, ter menos posse. Isso tudo é muito circunstancial. Agora, entregar o seu melhor é inegociável. Agora, Carpinho, mais uma pergunta aqui do Diego Rois, mandando superchat. Meu treinador não é crítica, mas sim um elogio.
Pois com esse time que você tem hoje, conseguiu mais que o Voivoda no ano passado.
Com o time que tínhamos, você tá falando dos resultados. Tem mais aqui, ó. 2026, Carpini no Fortaleza, 14 jogos, 9 vitórias, 5 empates. Como ele já disse, tá invicto, né? Não perdeu. Zero derrotas. 20 gols marcados, 6 gols sofridos, 76% de aproveitamento, campeão cearense, classificado a quinta fase da Copa do Brasil. Então, assim, são números, como o amigo perguntou, ele faz uma início melhor. Você é um maluco maior de três zagueiros aí, pô.
Joga três zagueiros, porra. Aí não. Eu não quero. Você não, mas... O que ele conseguiria além disso aí? É, quem tá dentro... Eu entendo a personalidade, mas... Tem que entender e, assim, ele não é difícil nem estar vendo, né? Quem tá dentro do processo lá, mergulhado, eu acho que se tiver um pouquinho menos de paixão e um pouco de raciocínio, você... Só um pouquinho mesmo. Acho que ele sabe um pouquinho mais do que eu. Ele tá lá dentro, né?
Ele tá lá dentro. Ele não quer perder, porque ele não quer perder o emprego dele. Ele quer o melhor possível. Então,
O cara tá lá dentro, tá vendo tudo o que acontece. Quer vencer. Então se tu não quer vencer, você também, porque é teu trabalho, tua profissão. Então se ele tá fazendo tudo pra dar certo, aí o cara tá de casa, assim, pô, mas esse treino aí... Tem algum motivo, né, gente? Eu gosto muito do bota fulano. E tá indo certo, tá indo bem. Se o time tivesse... Tô tentando três zagueiros, só tô levando na cabeça, o time não anda, é uma zona, é uma outra coisa.
Agora o time tá... Se é algo circunstancial, o time tá entregando, pô. Parabéns pro treinador que encontrou...
Uma alternativa pra seguir. O Flávio Júnior pergunta aqui, eu gosto muito do torcedor que fala, só tirar o fulano e botar o fulano. Você não sabe se o fulano tá treinando bem, se o fulano entra numa merda. Não é nem a questão do treinador saber mais ou menos, não é isso, não. É o dia-a-dia. A gente tá no dia-a-dia, então a gente tá vendo, a gente tá acompanhando, a gente sabe dos problemas e o torcedor não tem a obrigação de saber porque não tá lá.
E aí a gente vai emitindo opinião sem o contexto, né? Pô, tem uma história sensacional, chamaram um beijo pra minha tia.
Tiara. Vocês vão lembrar do Botafogo? Tinha o Zé Carlos. Lembra o Zé Carlos? Não, o Zé do Gol. Centroavante, Zé do Gol. Ah, lembro, lembro. Zé Carlos. Minha tia tá no Caio Martins. Tira o Zé Carlos. O Zé Carlos é uma merda. Tira o Zé Carlos, tira o Zé Carlos, tira o Zé... Daqui a pouco, intervalo, entra o Magrão. Era o Centroavante, não é o Magrão volante. Botafogo, eu te conheço também. Entra o Magrão. A minha mesma tia vira. Quem botou o Magrão? Aí, porra, meu primo. O tia. Ele é o reserva do Zé Carlos.
Você não queria o Zé fora? Alguém entra no lugar dele. Você vai tirar o Zé e ficar com menos um? Não. Flávio Júlio mandou um superchat. Ó, vão vir mais jogadores pro Fortaleza antes do fim da janela? E essa janela? É, 27, né? 27, é, 27 pra quem jogou estadual, né? A expectativa é sim, a gente tá trabalhando pra que chegue pelo menos mais um ou dois nomes, e aí depois pra janela do meio do ano a gente vai trabalhar um pouco mais, talvez pra incrementar e ver aquilo que vai ser necessário.
Muito scout. Você já falou que subiu muita gente da base. Subiu muita gente da base. Nós temos um departamento hoje que o Pedro... Na verdade, já tínhamos o CIFEC, que foi um departamento implantado já pelo clube de uns anos. Agregou valores com a chegada do Pedro Martins. Ele trouxe um gerente para esse departamento, que é o Vitor. Inclusive, trabalhou aqui no Vasco, se eu não me engano. Se eu não me engano, não. Trabalhou. E é um cara também que traz sempre boas oportunidades.
É um cara que está realmente atento a só essas oportunidades dentro daquilo que a gente imagina de jogo. E perfil de jogador?
Perfil, ideia de jogo. Pra vocês desenvolverem ele. Pra gente desenvolver. Eu acho que a gente busca hoje, o Fortaleza não pode ser o último clube do atleta. A gente precisa ter mais ambição e perspectiva, que foi aquilo que você falou do perfil, que talvez tenha mudado um pouquinho. Mas tem uma cota pra um cara desse? Se for um cara diferente, eu acho que sim, né? Capacidade de ter um cara de gol, um cara que resolve nossos problemas, a gente tem essa cota, mas...
A ideia é um grupo... Eu acho que o ápice, o sucesso do Fortaleza sempre foi o coletivo, sempre foi um time de entrega de todo mundo,
sem grandes estrelas, mas muito comprometido. E acho que o momento é esse. Continua sendo isso ainda mais agora na Série B. Tinha uma relação, não sei se era muito por causa do Voivô, do Fortaleza, no período que olhou muito pro mercado sul-americano. Isso era por causa do... Você chegou agora, não sei se você consegue responder. Isso é uma política do clube ou era algo do treinador? Eu não sei te falar isso com propriedade. Boa pergunta.
Eu nunca perguntei isso pra ninguém, mas eu acredito que tenha um pouco do treinador.
sim, até pelo fato dele conhecer esse mercado e ter muitos sul-americanos e principalmente muitos argentinos, né? Antiluceiro, Pochettino, Brites, Cardona, né? Tem outras nacionalidades também, mas eu acho que passou muito pelo conhecimento dele também, pela análise do clube, o CIFEC, o departamento, e acho que o grande ponto talvez também tenha sido de alguns que vieram e deram muito certo. E aí você começa a olhar com mais carinho pra esse mercado. O Paulo Alencar mandou uma pergunta maneira aqui, ó.
um Clássico Rei com as duas torcidas no estádio. Algo raro no futebol atualmente. Pô, a gente teve a honra de transmitir no Premier ano passado o Clássico Rei. Acabou que no final da temporada os dois caíram, que era algo impensável. Era um ou outro, né? Será então? É, mas porra, foi... Cara, arquibancar é um negócio inacreditável, assim, cara. Uma festa, né? Luzes e mosaico. Quanto foi a história desse título aí, dessa festa, tudo junto? Olha, a gente...
em Fortaleza, as pessoas antes de começar o campeonato, antes de começar o brasileiro, qualquer competição, fala do Clássico Rei, né? Que é natural, uma rivalidade. E você vê a paixão e o que envolve esse jogo, mas você só entende quando você vive. E o primeiro realmente foi o mais marcante, porque o primeiro, e aí duas torcidas, eu acho que a energia, a atmosfera, ela fica muito gostosa. O divididinho, né? É, na verdade é 70-30 lá. Ah, é? Mas mesmo assim, os 30 fazem muito barulho e dá
Dá aquela sensação de que está por igual. Mas é diferente. O Clássico Rei é muito bacana. Eu tive a oportunidade de jogar outros clássicos na minha carreira, como atleta e como treinador. Bavi também, né? São Paulo e Palmeiras, São Paulo e Corinthians. E agora o Clássico Rei, sem dúvida, para mim, foi muito especial. Principalmente o último, que fomos campeões. Então, conta a sua história nesse jogo que passava pela sua cabeça, que o jogo você arrasta para os pênaltis.
curiosidade dos pênaltis? Tem várias curiosidades. O primeiro jogo, na minha opinião, nós somos os melhores. Tomamos o gol no último minuto ali de cabeça. A gente saiu na frente e teve quatro, cinco finalizações, chances claras. E jogo de final, jogo clássico, não tem volume de ter chances toda hora. É duas, três por tempo ali. Então tem que aproveitar. A gente não aproveitou tão bem, fizemos só um gol. E no final, uma bola parada, uma bobeira, a gente tinha mexido muito na linha defensiva. Inclusive, nesse jogo, quem fez o gol foi um dos estreantes, um menino
A base de 19 anos, Lucas Emanuel fez um gol na final. Muito bacana. Isso pro clube, pra ele. Pra nós, né? A gente fica muito feliz com isso. E no segundo jogo da final, aí foi um jogo mais equilibrado também. Eu acho que talvez ali sem menos chances pros dois lados. Foram poucas as chances, mas aí o Ceará também criou algumas oportunidades. Primeiro tempo do Ceará, melhor. E o segundo tempo do Fortaleza, melhor. Então, acho que foi bem equilibrado.
E quando caminhou pra final, eu falei pro Stefano. O Stefano é um dos meus auxiliares, né?
banco, assim, a gente tava com a relação pronta de quem ia bater. E eu falei, cara, nós vamos ser campeão. Aí ele falou, não, nós vamos, nós vamos. Não, mas nós vamos mesmo, sabe por quê? Nós estamos batendo o pênalti do lado que a gente ganhou o título da Supercopa. Foi do lado direito do Mineirão e foi nos pênaltis também, tipo assim, se apega em alguma coisa. Aí o Estê falou, acho que pra também não discordar de mim, ele falou, não, verdade, verdade.
Vamos seguir nesse canal energético. Aí nós fomos ali pra... E foi uma coisa muito bacana, depois também, na hora de fechar, acho que
uma curiosidade legal, que foi a defesa do Breno. E ali a gente tava muito confiante no jogo, e eu passando confiança pros atletas, falei, ó, vamos bater com segurança, da maneira que nós treinamos, na hora de inventar, bola de segurança, né, final, é pênalti. E aí o Breno falou, pô, se eu posso falar? Eu falei, claro, Breno. Rapaziada, bate como vocês treinaram, porque eu vou pegar um. Aí, pô, o primeiro que vai bater é falar, é, nem que seja da boca pra fora, mas fala. Mas ele foi,
pegou e, graças a Deus, deu tudo certo. Foi muito bacana comemorar esse primeiro título de Luque Fortaleza e meu primeiro título estadual, né? Porque eu perdi a final com Água Santa, eu perdi a final com Vitória no Bahia e vinha perseguindo nos últimos anos, sempre participando de finais, mas faltava o título. Pô, maneiro demais, cara. Cara, se parar de pênalti, deve ser uma loucura, né, maluco? O que o goleiro vai buscar ali?
Agora a gente vê as fotos. Tá vendo onde o cara... Porque ficou popularizado com o Safonove, né? É, hoje em dia o goleiro, ele...
Porra, o cara acertou tudo ali, meu irmão. Caraca, toda notícia, cara. Perdão. Mas popularizou essa parada, né? Mas ontem, ontem tu vê. Ontem eu fiquei até orgulhoso pro PSG, meteu 3x0 no Chelsea, irmão. Eliminou. É isso aí. No agregado foi 7, né? É, passou o carro. Agora, Carpini, perguntaram pra você, pergunta que eu faço pra todos os treinadores. Você tem ali o orçamento do Fortaleza, tudo mais. E aí o presidente chega pra você e fala assim, ô Pedro Martins,
chega assim. Carpinho, ó, valor ilimitado para a contratação de um jogador que atua no Brasil. Um cara. Um cara só. Você pode escolher o jogador que atua aqui que a gente vai contratar. O jogador. Qual jogador que você contrataria? Poxa, um só, né? O orçamento é curto. É pra aquele cara. Pode escolher o melhor do Brasil. Direcionar pra aquele cara ali. Olha, eu acho que eu precisaria hoje de um homem gol, né? Acho que é o que resolve nossos problemas. Eu acho que eu iria
no Caleri. É. Mas o Caleri, pelo jeito de você ter um time jogar? Pelo jeito, pelo momento do Fortaleza, é um cara comprometido, faz gols decisivos, brigador. Eu poderia falar também do Caio Jorge, que foi um cara artilheiro ano passado, que eu gosto bastante. Eu fiquei entre ele e o Caio, mas pelo fato de eu ter trabalhado com o Caleri. Ele é um outro que ataca espaço, facão. É, e faz muito gol, né? O Caio Jorge é que ele chuta. É, eu gosto. E no gol. Termina a jogada, né? É.
Jorge e Caleri, pra mim, são os caras que, se eu pudesse... O Caleri é bravo, cara. Se pudesse, o dinheiro desce. Oi? Caleri é bravo. É, é, é. Ele entrega muito, cara. Ele voltou bem. Voltou bem da lesão, né? Fazendo gols. Lesão grave, né? E é um cara de dia a dia, assim, de energia muito boa, de ambiente, de ajudar todo mundo. Muito trabalhador. Tem culhão, né? Pra caralho. Alguma história que você possa contar? Porque tem. Com zagueiraço, joga demais. Osório Bolenda?
Caralho! Esse aí é uma figura, hein? Parece ser um cara tranquilo, né? Muito tranquilo. É, na troca de ideia, assim. De boa. Dá trabalho, dá trabalho? Ah, meu Deus. Não, ele... Não, assim, é um cara que... Tenho que falar, assim, ele pode ter as preferências dele do extracampo aí, mas ele não deixa
deixa de trabalhar pra caramba. Quando tá no CT ali. É horário, é os compromissos dele, é o jogo, é o treino, o dia a dia dele é fantástico, um cara extremamente do bem. E zagueiraço. Zagueiraço, zagueiraço. Tem algumas situações que aconteceram lá, mas acho que meio particular, não dá assim nada. Mas ele é um cara que, assim, dispensa comentários, mas tem o pacote, tem o combo. A noite de São Paulo, a noite agradável. Mas vou te falar,
dos caras ali que, pô, me ajudou muito ali também na minha chegada, foi muito importante, a gente conversava bastante. É, ninguém fica 10 anos impune no São Paulo. Não, não. Era mais um período de estádio no São Paulo. 10 anos jogando, né? É, jogando. 10 anos jogando. Peraí que ele vixou a camisa do Palmeiras lá no Equador, irmão, velho. É, teve isso. E aí não teve mais a última convocação, né? Depois de Nova York, foi Nova York a última.
Ah, é! Então ele saiu com um... Ele até falaram assim, pô, tá levando a... É, um jogador que foi
pro Chelsea, que era um moleque, né, que foi levando o moleque pra noitada. É o moleque, como é que é o nome do moleque? Kevin... Não, pro City, pô. É o moleque do City? Não foi pro Chelsea, não? Sei lá, o moleque desse... É um fenômeno aí. Carregou o moleque. Você não teve mais convocação, né? É, então. É, teve que fazer um hotel também, deu uma bagunçada no hotel. Nova York, né? Cara, o moleque deu muito... Ó, Brício, dois superchats aqui pra gente fechar, Carpinho. Brício mandou. Isso acho que é uma pergunta mais geral do
Carpini, é uma necessidade da comissão. Ter um meia camisa 10 que joga entre linhas, que consigo organizar o passe no último terço do campo, ou seja, o Arrascaeta, assim. Isso tá ficando cada vez mais assim. Matheus Pereira. Porra, Matheus, eu sou. Matheus é fã, fã. Joga muito, craque. Acho que hoje joga até mais de 10 do que o Arrasca. O Arrasca é o Felipe. O ano passado o Arrasca foi um Arrasca quase atacante. Quase um segundo atacante ali, né?
Com mais liberdade. O Matheus, ele fica entre linhas. Eu acho muito necessário. Tu acha? Acho. Mas é rarinho, né?
Mas é raro, isso que era o outro ponto que eu ia falar, acabou, e eu não sei se é só o futebol europeu, eu não vou entrar no mérito, porque eu não tenho também capacidade de falar disso, de repente pode gerar uma crítica, não é isso, mas acho que tá também na nossa formação, né, a gente precisa rever algumas situações em relação a formar, não só competir na base, se ganhar, porque senão o treinador da base também cai, e essas coisas todas, então você vê o 9 tá ficando difícil, o 10 tá ficando raro, escasso, e são posições que faz o jogo ficar
diferente, né? A gente citou dois nomes aqui, Arrascaeta e Matheus Pereira. São poucos os clubes que tem esse nível de atleta hoje nessa capacidade e nessa posição. Tá cada vez mais difícil. Até o Cruzeiro mal, a gente fez Cruzeiro e Vasco agora. Porra, ele... É, ele tem sofrido. O Cruzeiro não tá ajudando, né? Mas joga bem. Joga. Joga muito bem. E até com mais idade, mas você vê que ainda é o 10 clássico e foi muito importante. Ainda é o Alan Patrick também no Internacional.
um 10 que flutuou entre linhas, acha passe de gol, decisivo, sabe? Parece que não faz força. É aquela coisa diferente, que precisa de algo diferente pra acontecer o gol. São com esses caras, normalmente, que acontecem, né? Tem um agora pro Fluminense, achou um que foi muito certo. É, o Tia Costa. Então, nossos irmãos produzem o engasso. Na base dele. É que eu sempre comento aqui. Acho que o Luxemburgo, uma vez que a gente veio aqui, a gente perguntou isso pra ele, outros treinadores.
que o 4-4-2, cara, é o clássico que forma as posições do futebol. Sempre foi assim. Depois do cara formado, aí, dependendo da característica dele, ele, pô, vira extrema, se for o caso, vira um falso nove, mas deixar de formar ali embaixo, assim, o 4-4-2 já é formar o lateral, vai formar os volantes, vai formar os meias e os atacantes. O segundo homem tá... É que hoje o cara aparece com habilidade. Se ele é um 10, se é veloz, cai pro lado, vai jogar pra extrema. O Estevam era uma discussão que tinha, até com o Jumbo mesmo,
Eu acho que lá no Palmeiras falava isso. Ele jogava por dentro. Mas seleção de base, bota ele pro lado. Sobe pro time principal, vai cair pro lado. Também pode, não sei se isso tem alguma interferência, o que vocês pensam em relação a isso. Eu já fiz essa reflexão, já conversei com a minha comissão, a gente tá sempre falando de futebol, né? Será que o futebol de hoje também não contribuiu pra escassez, por exemplo, do 10? Por exemplo, hoje o jogo é muito compacto.
menos, você tem espaço entre linhas, os times jogam muito agrupados, não é mais aquele jogo tão aberto, tão de trocação. E aí o meia deu um passinho pra trás, virou um segundo volante, passou a jogar de frente. O volante, muitos deles dão um passinho pra trás e veio pra zagueiro, pra participar mais do jogo e construir o jogo com mais qualidade de frente. Pode ser que um pouco de tudo, um pouco da formação, da escassez, mas algumas valências no futebol que hoje são um pouco diferentes.
Brasil por muito tempo, não sei se é assim, a gente priorizou muito o físico, o tamanho, acho que mata um pouco na raiz. Também, também. O Lúcio Acosta tem... Qual é a altura dele? Talvez na base aqui... Talento desses caras, né? Você vê o próprio Estevão, cara. O cara miudinho, fininho, leve, finazinho. Acelera o jogo rápido. E eu acho que esse perfil na base... No Palmeiras tem subido essa galera. Tem. O trabalho de base, não só de base. O Palmeiras é muito bom. O João Paulo é...
Já tinha feito... O pessoal do Vitória fala muito dele lá, do trabalho que ele fez. O cara é competentíssimo, né? Olha os resultados, tá aí não precisando nem falar muito. E acho que o Palmeiras acertou muito, né? A ida dele pro Palmeiras ali foi... E comprometido, porque agora ele tá no auge do sucesso, né? Flamengo... Gestão do Flamengo entrou agora nova. Foi em cima dele, ele negociou, ouviu, mas falou... Tem um projeto lá no Palmeiras. Ele falou, enquanto a Leila estiver lá, mano...
João Paulo é tudo muito Abel, tudo muito... Está com uma audiência qualificada aqui. Então, mas... É um susto. Simplesmente o Thiago Silva, o monstro. Está assistindo ao vivo a gente. Está direto de Portugal, imagina. Thiago Silva. E assim, mandou pergunta. Mandou pergunta. É. Thiago Silva, assim, mandou assim, avisando que... Quem mandou para mim aqui, nosso Miguelzinho, que o Thiago, primeiro, é muito fã seu. Né, Carpinho? Que maneiro. Ele pergunta aqui, ó. Pergunta aí qual é o sonho dele como treinador.
ficar no Brasil ou fora? Tipo assim. Primeiro assim, Tiagão. Esperamos aqui, né? A gente encontrou com o Tiago ano passado num evento, né? Teve, a gente falou com ele. Assim, um cara que chegou aqui, jogou altíssimo nível. Um dos maiores zagueiros que eu vi jogar na vida. Fácil, fácil. Porque eu cheguei a ver Mauro Galvão, mas pra mim é Mauro Galvão, Juan, Tiago. É isso aí. Eu acho que é isso. E assim, Tiago Silva, honra aí estar na audiência e perguntou pra você, Carpinho.
Sonho no futebol aí, dentro ou fora do Brasil. Tiago, craque, né, como você falou. Cacaço. Tá louco. Impressionante. Antes de responder a pergunta dele, eu tive a oportunidade, não sei se ele vai se lembrar disso, em 2005 ou 2006, se eu não me engano, no Brasileiro da Série A. Eu tava pela Ponte Preta e ele tava começando pelo Fluminense, treinador Oswaldo de Oliveira. E nós enfrentamos um jogo lá no Moisés Ucarelli, que era o Tiago, Marcelo, Lene, Marcão, Tuta, Pet, Pitbull, a turma ali.
E o Thiago e o Marcelo chamavam muito a atenção, né? Já era muito diferente pra tão jovem assim. Foi de monstro. E foi um jogo que nós fizemos um jogo muito bom. Foi a minha estreia na Ponte Preta. Foi a estreia do Aranha na Ponte Preta. E o Aranha pegou um pênalti do Petkovic. A gente tava na zona de rebaixamento e o Fluminense acho que era vice-líder. A gente ganhou 3x1 no Moisés esse jogo. Foi o jogo que deu tudo certo pra nós, que não era pra ter ganho o jogo.
E aí eu lembro do Thiago depois disso, sempre claro. Não tem como não acompanhar a trajetória de um cara tão vitorioso.
Meus sentimentos pelo que aconteceu com ele recente, acompanho nas redes sociais, né? Força aí pra ele, pra família. E eu trabalho muito, Thiago, pensando em Europa. É o meu sonho, é o meu objetivo. Eu tenho procurado me preparar pra isso, não só através dos idiomas, né? De falar outras línguas, mas eu quero me capac... É importante. E eu quero muito, é um sonho que eu tenho, ter uma oportunidade fora.
Vivenciar ainda algumas coisas no Brasil. Sonho em títulos, né? Brasileiro, libertadores, conquistas. Mas o meu foco é ter uma oportunidade de ir pra fora e fazer minha carreira. Você acha que ainda do Felipe, que parece que... É um momento, né? O próximo passo dele é ir pra lá. Torço muito pra que aconteça. Pode abrir o mercado aí. Não tenho dúvida que ele vai fazer um grande trabalho pelo profissional, pela pessoa que é. Vai abrir o mercado, sem dúvida, né?
Quando vão bons treinadores e ver, assim... Tirar um pouco essa estigma de alguns, talvez, que tiveram a oportunidade
tanto, né, e talvez lá atrás se tivesse acontecido melhor a passagem, não só do Vanderlei, do Real, do Filipão, do Chelsea, mas o próprio Felipe agora e outros, né, o Jardim agora é um cara que a gente comenta no México, não foi absorvido no futebol brasileiro, né, mas o México ele, né, o trabalho tá fazendo. Eu torço muito pra que esses brasileiros saiam, ocupem outros mercados e com qualidade pra que abra oportunidades pra nós, pra gente realizar os nossos sonhos aqui também.
Brasileiros europeus lá fora, assim, Thiago Mota. Tem que começar esse trabalho, né? Silvinho. Silvinho, Albânia. Mas são mais brasileiros quase europeus, né? Thiago Alcântara, que tá assistindo agora o nosso flick, né? Mas agora tem essa nova geração, Felipe, você, né? O Guanais teve aqui com a gente, falou também, que fala vários idiomas também já, já se preocupou com isso e tudo mais, né? Então, assim, são, né? É, assim, por exemplo, o Felipe Melo quer ser técnico. É um cara que tem uma história europeia grande. Então, provavelmente,
Se ele tiver uma evolução na carreira, vai ter espaço. E acho que a gente pode ter uma leva de brasileiros na Europa esses que... O Thiago, por exemplo. O Thiago parece que tem muita... Entende muito. Não sei se ele quer ser treinador. Mas é um cara que se resolver ser treinador. O Thiago Silva. O Thiago Silva também tem isso, cara. Vai ter exatamente uma abertura, né? Não vou dar essa curiosidade. Primeiro, um abraço ao Thiago Silva.
Repito, Tiagão. Que eu vi na minha vida. A gente espera ir a Portugal aí, de repente, ano que vem. Então, assim, tem uma honra poder falar com você. Recebe a gente aí. Ah, lógico. Isso aí.
Agora, eu ia falar sobre... Ah, não. Você tem um ex-jogador no Sub-20 ainda, não é isso? Ou não? Tem o português ali. Não, o Fred não tá no Fortaleza? Ah, o Fred. O Fred. Verdade. Ele subiu do 17 para o 20. Ele subiu do 17 para o 20. É, ano passado ele... Caralho, Fred treinador. Isso é maneiro demais, cara. A gente acaba não acompanhando muito, porque é outro CT. O Ribamar Bezerra fica um pouco mais afastado ali do PC. Então, a gente às vezes tem uma interação, que o clube faz questão dessa interação. Então, a gente faz jogos ali, né?
pra quem não jogou e vai conhecendo melhor os meninos. Subiu uma galera agora. É, subiu uma galera. Ainda não era ele o treinador dessa geração que subiu, né? Agora é que ele vem com o trabalho dele do 20. Mas tem o Fred lá como atleta. Fred Chaves Guedes. Tá louco. Treinador, é isso aí. Eu olho pro Fred sem imaginar o estilo dele, porque eu não tô vendo, né? Mas se eu chutasse assim, imagino ele ala Renatão. Acho o Fred mais leve. Você não imagina o Fred, porra.
É. Pô, é delegado. Eu acho que o Renato cobra pra caramba quando tem que cobrar. Cobra. Mas ele passa uma imagem mais leve. Ele cobra, mas ele é... É leve, né? A cobrança é leve. Acho que eu imagino o Fred assim e falo, pô, rapaz, olha meus gols. Tem parâmetro em comum, né? É, vai chegar pros atletas dele e fala assim, rapaz, tá fazendo gol aí, vai chegar pro caramba, vai dar bolinha aqui, vai. Não, você imagina esse nível de atleta, né?
Como foi o Fred. E às vezes ele pega uns jogos e vai acontecer quando ele vier migrar pro profissional.
que seja o objetivo dele. E aí o centroavante perdeu um gol assim, né? Fala, cara, como é que ele perdeu esse gol? Né? Um cara que sabia fazer gol. Isso aí é foda, né? Aquele na pequena área que sobe, o cara... Aí fala, não, é possível. Seguinte, dois últimos superchats. Então, o Rodrigo Florentino, o Carpini, um conselho. A torcida gosta de um time ofensivo. Por que não coloca o Rian e insiste no Rodrigo? Aquela coisa. Ah, o eterno torcedor. E o Amorim,
Você passou no Estrela do Norte, ele perguntou. Passei, passei. Foi aqueles momentos que eu falei da carreira que comecei a pensar em desistir, mas foi lá, na verdade a Estrela foi lá no início, depois eu tive depois de novo lá, num outro momento. Mas passei no Estrela do Norte, Cachoeira do Tapemiri. Caraca, jogando. Jogando. Caraca. Fiz uma Copa São Paulo primeiro lá. Olha só. Taubaté foi nossa sede. Caramba, o rolê do futebol é... Porra, é. A gente encontra... Roda muito. Roda muito.
Uma vez eu fui jogar um jogo treino em Caxias lá contra o Novo Hamburgo. Aí chegou um cara lá, meu. Tava jogando ainda. Acho que já tem quase minha idade. Aí, pô, Carpini, caramba. E aí, como é que você foi? E aí, meu, como é que você tá? Eu tô bem, e você? Eu falei, cara, onde é esse cara, meu? Você fica nessa, sabe? Tanta gente que passa a nossa vida. E o cara falando um monte de história nossa. E eu só concordando. Aí o meu filho já falou, o que que é? Eu falei, cara, não sei. Puxei aqui, não sei.
Golês da bola. Mas passei sim. Em relação ao time ofensivo, cara, não é ele só que gosta, eu também gosto. Então, o ideal, você tem as peças, como joga o time do Carvalho? O ideal e o real. O ideal é um time que gosta de ter a bola, um time que propõe, um time ofensivo, que tenta criar volume de finalizações, bloco alto. Até por isso eu gosto que os zagueiros tenham uma boa velocidade pra poder correr pra trás. Então eu gosto disso também.
que é o DNA do Fortaleza. Apesar que em vários momentos o Fortaleza fez boas campanhas jogando sem a bola. Só transição e reativo, né? Não era tão ofensivo e não tinha tanto controle do jogo. Mas são situações de cada jogo, a gente não pode falar porque não participava. Mas o DNA do clube é assim, é um futebol vertical, é um futebol agressivo, é o que eu quero, é o que eu acredito. Com as contratações. Com as contratações. Até mais ou menos uma ideia do que nós fizemos já ontem no jogo contra o Nova Iguaçu, sem ter tanto tempo de treino. Agora a gente vai ter mais continuidade, algumas peças ainda,
não tinham condições de fazer mais minutos, a gente tem alguns problemas físicos ainda. O Rian respondendo a pergunta também foi um problema físico, ficou um período fora, vai ter a oportunidade. E aí, a gente precisa ir respeitando os processos, né? O cara veio, ele se machucou, ele perdeu uma oportunidade, ele foi pro final da fila e aí ele tem que esperar a vez de novo pra poder ter a oportunidade. A gente vai respeitando isso pra tentar ser justo.
Mas o Rian vem treinando bem, em breve vai jogar e vai nos ajudar. Construção, galera.
Trabalha, isso. O importante é o Votarismo estar na Série A no final do ano. Exatamente. É importante. Tem que pensar nesse objetivo. Isso não vai ser conquistado assim. Tem que ter trabalho feito, tem que ter estratégia. Então, calma. Está entregue em boas mãos. Só deixar de trabalhar. É isso aí. Cara, palmas para o Thiago Carpini, que a gente esteve no charla. Carpini, assim, já torcia por você antes, torcendo ainda mais. Eu acho que a gente, desse lado de cá, quando a gente está analisando, está fazendo os jogos, a gente tem que ter muito esse olhar
esse novo treinador que merece ter continuidade, né? Quando a gente tá aqui pedindo, ah não, demite o cara aí, porra, mano, calma, mesmo que envolva paixão, acho que assim, porque é o futuro do futebol brasileiro, cara, né? Não tem como você... A gente precisa dessa reformulação. É, e não precisa chamar José Martínez para ter paciência, né, Beto? Exatamente. E esses grandes treinadores do futebol brasileiro,
Filipão, Dorival, Muricy, eles também foram jovens. Exato. Eles também perderam, eles também erraram e se consolidaram porque tiveram talvez um pouco mais de paciência. Acho que a gente precisa ter um pouco mais dessa paciência com essa nova geração. Eu sou fã de Fernando Diniz, todo mundo sabe. Eu também. Sou fã de Rogério Senna também. Eu também, muito. E acho que é um perfil de Europa, Rogério. Eu acho um perfilzaço. Eu imaginava até que em breve ele poderia ter uma oportunidade.
esse mercado pra nós? Também, o Rogério tem esse tamanho, trabalho, língua, tudo isso. Tá no Grupo City, né? É um caminho, né? Tem outros clubes, né? O Rogério Diniz tem a mesma idade, né? Eu acho que o Rogério é mais velho que o Diniz, se não me engano. A gente vê o Fernando Diniz, parece que ele é bem mais velho, não é? É que o Rogério parou mais velho, né? Eu peguei o Diniz jogando ainda também.
O último clube dele no Paulista de um dia aí ele tava. Brigou com ele, irmão? Não, não. Ele jogando era foda, né? É. Esse foi o último, um dos últimos clubes dele. No campeonato Paulista, ele tava pelo Paulista de um dia aí. É. Pô, sensacional. Fernando Diniz, Rogério Senna, Thiago Carpini, Rafael Guaraz, Felipe Luiz e por aí vai. Tem um amigaço nosso com o Eduardo Barroca. Barroquinha. É, que também merece. Foi campeão agora no CRB, não é isso?
Sim, foi campeão no CRB. Eu trouxe pra ele fazer um trabalho, pô, grande nacionalmente.
Acho que vai acontecer. Se prepara pra isso. Viva os técnicos jovens. E tem outros que tiveram que sair daqui, né? O Jardim, Zé Ricardo. Por trabalhar fora, porque aqui... O Jardim do México é brincadeira, mano. Tava oscilando agora, mas tem muito moral, né? Pô, ganhou com outros mexicanos, nem sei. Mas ganhou vários. Seguinte, eu agradecendo a comunicação do Fortaleza, que é muito carinhosa e sempre com o Charles. A gente promete, a gente vai voltar em Fortaleza. Tem que fazer o tour aí, pô. É isso aí, tem muito tempo. Vamos lá, vamos lá.
Fortaleza, Pá, Beach Park. É Geri, não é? É Geri. Pra encaixar isso tudo no Clássico Rei. Geri, Beach Park. É isso aí. Fazer o programa no Castelão. A gente fez lá uma vez. Deve ser legal pra caramba. Fizemos com chulapa. Bebendo. Um isopor gigante. Caramba, estranho, pô.
Novidade, né? Ó, mandando um abraço também pro Henrique e pro Cadu também, parceiraço aqui do show. Show de bola. Valeu, Henrique, valeu, Cadu. Tamo junto. Assessores aqui do Carpini. Mandar um abraço pra Thiago Silva, porra, audiência qualificada. E pra essa torcida maravilhosa que é a torcida do Lion. Todo mundo apoiando o Carpini. Galera, ó, construção importante do Lion. Está na Série A. É um clube de Série A na Série B, então tem que voltar pra Série A, pô. É, e aí, com o trabalho bem feito, com o apoio da galera, da torcida,
Coletividade toda. Vai dar certo. Vai dar bom. Pode ir na oscilação de se desesperar. Tem que se desesperar. O Fortaleza é um time estruturado. Olha o padrão. Tem o... Eu esqueço o nome. O Martins é o... Pedro Martins. Ele estava no Botafogo, campeão de tudo. Estava na gestão do fogão ali. O cara é qualificado. Está com você lá. Então assim...
seguir que vai dar bom. Pedro, eu torço muito por você também, Pedro Martins. De boa pra caramba, competente. Uma mente necessária ao futebol. Seguinte, temos que falar dos nossos patrocinadores, Paulinho Vamedo ajudando. Melita. Boa, Melita é o café oficial do Real Madrid, Beto Júlio. E do Chalam Podcast. É isso, você foi pra Alemanha, ah não, vou no Borussia Dortmund. Melita. Vem um café, agora o café. Melita. Isso é verdade.
É? No aeroporto. É de caraca, Melita. Estação de trem, tem aquele símbolozinho da Melita em todo lugar. Você foi pra Mercedes-Benz Arena,
Melita. Melita também. Show de bola. É o café oficial do Charla. Café oficial do Real Madrid e de vários clubes pela Europa. Tá aqui, ó. QR Code aqui do lado. Café Melita. Tem o café do dia a dia. Tem café gourmet. Então, pra você aproveitar a linha. Várias torras, né? Conheça a linha Melita. Tem caputino, tudo mais. Então, aqui, ó. QR Code na tela. Com o charla 15. 15% de desconto em toda a linha Melita. Entra aí. Acesse aí o site da Melita. Você vai ver os produtos os melhores possíveis pra sua mesa. Show de bola.
Tamo junto, Melita. Açaí, atacadista, atacadista oficial do nosso futebol. Pela primeira vez, fizemos um programa outro dia no Açaí com um cara que foi citado aqui na entrevista, Petcovi. Deixar um pet. Isso é brabo, né? Tava animado, Pet. Tava animado, tava animado. Brasileirão Série A, Série B e Copa do Brasil, Açaí patrocina. Então isso é muito legal. QR Code tá aqui. Os melhores preços pra você encontrar no supermercado estão no Açaí. O QR Code tem um desconto do desconto.
Se você baixar agora o aplicativo Meu Açaí. Pensou o futebol? Pensou o açaí? Se na sua cidade não tem açaí, você tá me vendo errado, mas tem. Tá espalhado aí pelo Brasil. Show. Tamo junto, açaí, atacadista, atacadista oficial do nosso futebol. Brama, pô. O Charle é Brama, o Charle é Sarle. Vou tomar uma Brama hoje. Vai, né? Hoje é só. Diariamente é doce de Brama, né? Essa geladeira aqui, covardia comigo, entendeu?
QR Code tá aqui na tela, invista no seu time, comprando o Brahma, sabe como? Esse QR Code aqui te leva pro Zé Delivery. Comprou a Brahma no Zé Delivery, 10% do valor de cada Brahma que você compra, vira investimento pro seu time, é a sociedade anônima da Brahma, sabe. E se eu comprar a Brahma a zero, Cantarelli? 20% do valor, olha que maneiro. Então assim, confere se seu clube faz parte da SAB, que você já tá sabendo. Comprou o Brahma, 10% do que você gastar, vai pro seu clube. Comprou o Brahma a zero, 20%.
Então, você vai poder participar e ajudar o seu clube nesse projeto da Brahma Sabe. Carlos Ancelotti também é Brahma e ele tá fazendo assim, ó. Isso. Isso aqui é pra dar sorte na Copa, beleza? Essa é a parada. Tamo junto. O Charla é Brahma, o Charla é Sabe. Aí, ó. Fortaleza não é Sabe, pô. Você trouxe do Lion. Não comprou a Brahma? Compra agora a tua Brahma, beleza? Zé Delivery, compra a Brahma. Isso aí. Quer contratar um 10, pô? Comprou a Brahma. Aí. Vai. Compra a carga da Brahma.
Fala aí, Paulinho. Sporting Bet, parceiraço, Charla Sporting Bet. O homem tá no Brasil, o Shaquille O'Neal, você viu? Ah, é, eu vi. Tá aí, ó. The monster vice-president. É ele, cara, né? Que é o cara da Sporting Bet, mas o Charla também tá com moral. O Charla Sporting Bet. Betão, outro dia, foi pra NBA. Sim. Catei ele lá, não achei. Não achou o Shaquille O'Neal. Lá no reduto dele, né? Via estátua. Isso. Cravando lá, né? Mas Sporting Bet, demais, NBA. Libertadores da América.
pra Copa do Mundo que vem aí, essa parceira. Amanhã teremos uma live, Sportbet, né? Amanhã, quinta-feira, oito horas da noite. Já posso anunciar os convidados, eu acho, né? Posso? Pode? Posso, posso, posso. Ó, não, não sei. Mantenha o suspense. Amanhã tem sorteio da Libertadores da América, oito horas da noite, a gente vai transmitir ao vivo. Temos aí uma base avançada do Charla lá no Paraguai, que é a sede da Comembol. E teremos dois convidados especiais com a gente aqui amanhã no sorteio da Libertadores. Pra gente debater aqui,
o sorteio. O que chegou a final da Libertadores, não venceu. Mas é o jogador com o maior número de gols. E o outro foi campeão. Foi campeão da Libertadores. Isso aí. Um zagueiro. Programaço. Zagueiraço. Programaço. Sorteio da Libertadores. Charla Alvivasso aqui, 8 horas da noite, com a Sporting Bet. E eu prometo muita resenha, porque os dois que vêm aqui, nível altíssimo.
E aproveita que o Brasileirão tá pegando fogo aí, rodada, tá aí, temos clássico, né? Isso aí. Hoje, por exemplo, temos nosso jogo do Premier, São Paulo e Atlético Mineiro, e temos o clássico, Fluminense e Vasco, né? Isso aí, Fluminense e Vasco aqui no Charla, São Paulo e Atlético Mineiro no Premier, beleza? Aí você já pode entrar na sua fézinha na Sporting Bet. Exatamente. Tamo junto, Sporting Bet, o Charla e Sporting Bet, beleza?
É uma brincadeira pra maior de 18 anos, hein, galera? Isso aí. Carpinho, um abraço, até a próxima, cara. Mais uma torcida ainda por você. Obrigado. Tamo junto, hein? Obrigado, eu que agradeço a oportunidade.
o espaço, o bate-papo. Parabéns de novo pelo trabalho de vocês. Já acompanhava antes, agora a gente começa a criar os vínculos, né? E torcer mais, acompanha mais ainda. E a gente vê o porquê do sucesso. Programa bacana, leve. Papo gostoso, com conteúdo. Muito legal. Parabéns. Vocês estão de parabéns. A gente bate na tua porta lá em Fortaleza. Vamos, vamos. Tô esperando vocês lá. Vou pegar a chave do CT. É. Valeu, galera. Esse é o Chalo Podcast. Valeu, torcida do Lion. Tamo junto. Um abraço. Tchau, tchau.