#695 - Guilherme Siqueira [Ex-jogador do Atlético de Madrid]
A Charla de hoje é com Guilherme Siqueira, jogador com passagem pelo Atlético de Madrid.
- Carreira de Guilherme SiqueiraPassagem pelo Atlético de Madrid · Experiência na Europa · Lesões e desafios
- Felipe Luis FlamengoChegada ao Flamengo em 2019 · Negociação e intermediação · Impacto na comunidade brasileira · Desempenho em campo · Mudança administrativa e saída do clube
- Futebol EuropeuSaída precoce do Brasil · Formação na Itália · 15 anos de carreira internacional · Lesão grave no tornozelo · Aposentadoria aos 31 anos
- Comparação entre futebol brasileiro e europeuFormação de jogadores · Estilo de jogo
- Experiências com treinadoresSimeone · Jorge Jesus
- Atletico MineiroChegada ao clube em 2014 · Trabalho com Simeone · Ritualísticas do treinador · Desenvolvimento tático · Convivência com Griezmann
- Histórias Pessoais e de ViajantesInterações com jogadores famosos · Momentos marcantes
- Figueirense e sua históriaRevelação de jogadores · Situação atual do clube
- Negociacao de AtletasPapel do intermediário · Projeto familiar vs financeiro · Processo de convencimento · Contrato e benefícios oferecidos · Credibilidade e relacionamento
- Formação base desenvolvimento jogadores futebolBase do Figueirense · Diferenças entre Brasil e Europa · Processo de aprendizado tático · Criatividade vs disciplina · Exemplos de companheiros da base
- Desempenho de JogadoresLesão grave no tornozelo · Limitações físicas · Superação e continuidade · Reflexão sobre o passado · Aceitação do destino
- Empresariado e representação de atletasExperiência como intermediário · Trabalho com Mino Raiola · Relacionamento profissional com atletas · Projetos pós-carreira · Credibilidade no mercado
- Movimento corporativo e liderançaTransição para carreira de treinador · Projeto do Flamengo como futuro técnico · Mentalidade vencedora · Preparação para liderança · Desafio de manter grupo motivado
- Futuro de Felipe LuizCarreira como treinador · Expectativas
- Copa LibertadoresHistórico do clube · Queda de performance · Problemas administrativos · Potencial da cidade · Esperança de recuperação
Fala, galera! Charma Podcast no ar, hein? Tranquilidade, beleza? Tudo certo? Betão, bom dia. Bom dia. Vem aí uma grande resenha, tá? Bom dia não, né? Já passou do meio-dia. Boa tarde, Catanel. 14 minutos de boa tarde. Acho que era 11h40, né? É, boa tarde. Isso é chato, isso aí. É, mas... Boa tarde, então. Boa tarde. Eu sou perdido, gente. Bom dia.
É, eu odeio aquela pessoa que corrige, assim. É. Desculpa, mas... Boa tarde. Bom dia. Isso aí. Seguinte, ó, voadora no peito do like. Quanto mais like, se a gente tiver pra mais gente, aparece a nossa resenha, beleza, Betão? É aí, capite no like. Ó, uma resenha aqui.
Verdade. Tava pra rolar... Ah, daqui a pouco a gente vai contar essa história. Aconteceu. Aconteceu. Sensacional. Seguinte, ó. Manda uma mensagem, eu vou colocando aqui no nosso papo. Sempre importante lembrar pra galera, mandar pergunta, mano. Comentário é maneiro. Ah, tô achando isso, tô achando aquilo. Mas, cara, aproveita os nossos convidados aqui pra mandar pergunta. Isso que é legal. É só dúvida. Isso aí. Uma curiosidade.
Ó, Charludo, que é Charludo de verdade, segue o Charla em todas as plataformas. Por exemplo, Betão segue o Charla no Spotify. Isso. Né?
Somos o podcast mais assistido do Brasil no Spotify. Exatamente, agradecendo a você que dá essa moral pra gente no Spotify. Agora, se você não está inscrito no YouTube, vem pro YouTube também pra campanha dos 2 milhões aqui, né? Boa! Rumo aos 2 milhões. E se você já tá com a gente há bom tempão aqui no YouTube e não tá lá no Spotify, vai pro Spotify também, né? Por essa moral.
Tá nas duas plataformas e mais. Segui o Charla também nas redes sociais. Arroba Charla Podcast em todas as redes. Instagram, TikTok, Twitter e no Kawaii. Até porque vem Copa do Mundo aí. O Charla tá preparando uma cobertura absurda. Ah, é? É verdade? Não falaram, não. Ah, vocês falaram assim. E aí, se você não estiver ligado em todas as plataformas, você vai perder nada, né? Vai vir tudo. Show de bola, ó. Vambora pra resenha, porque, cara...
É uma resenha que a gente já tava pra ter muito tempo. Lateral esquerdo internacional, beleza, Betão? Realmente. Deu azar. De pouco a gente vai falar sobre isso. Internacional? É, chegou um tal de Felipe Luiz.
Mas, cara, carreira espetacular. Mas deixou sua marca na Europa, pô. E outra, agente internacional. Sim. Temos então muitas resenhas. Estamos conversando sobre Mino Raiola, fora do ar. Mino Raiola. Lembra do Mino Raiola? Sim, um dos grandes nomes aí. Dessa... De agente FIFA, né? Exatamente. Mino Raiola marcou. Marcou tempo. É isso, cara. Resenha que promete demais. Palmas pro Guilherme Siqueira no Charlo. Claro!
que honra obrigado Bruno, Beto cara, eu ainda briguei com a minha assessoria essa semana, quando surgiu a possibilidade de vir, eu falei rapaz, faz tempo que eu não senti esse frio na barriga semana de Champions League eu costumo dizer que isso aqui é a Champions League da comunicação então estou muito lisonjeado mesmo de estar aqui com vocês
Já estávamos conversando fora do ar Tu é de Floripa mesmo? Nascido e criado em Florianópolis Manezinho da ilha legal Manezinho da ilha total Começou a jogar bola em Floripa Em Floripa Eu começo no futebol de salão No projeto ali da cidade E com 14 anos eu vou pro Figueirense Então eu fico 2 anos na base do Figueira
onde eu jogo junto com o Felipe Luiz, ali no Juvenil do Figueirense. E aí, no ano de 2002, eu com 16 anos, eu sou visto... A CBF monta um torneio de seleções de estado.
Feito em Bordaro Camboriú. Cara, e nessa competição, eu sou visto pelo grande Mino Raiola. E é ali onde a minha história internacional começa, né? Então, eu nunca joguei profissionalmente no Brasil. E eu me profissionalizei no Figueirense, eu tenho um contrato profissional, mas fui vendido logo em seguida. E foram 15 anos aí de carreira internacional sem ter realizado o sonho de poder jogar no meu país. Por que que não realizou? Por conta de uma lesão grave que eu tenho no meu tornozelo.
Assim que eu cheguei na Itália, com 18 anos, quando eu fui em definitivo, que eu assinei com a Inter de Milão, eu fraturei meu tornozelo. Tinha uma lesão grave e feia. E aí, já em 2015, no Atlético de Madrid, essa lesão voltou com tudo. A minha cartilagem zerou. Zerou. E, cara, até hoje eu não consigo correr, não consigo jogar uma bola. Sério? Pelado, não? Nada. Nada, nada, nada. Então parei com 30 pra 31, cara.
seria um momento de repente você voltaria pra se realizar no Brasil então Beto, eu costumo dizer, o jogador brasileiro ele tem duas formas de sair ou de ser reconhecido no país dele, tem aqueles jogadores que saem jovem como foi o meu caso, mas voltam ali aos seus 30 anos e jogam 5, 6 anos no Brasil, que é onde o pessoal acaba conhecendo um pouco melhor aquele atleta
E tem um atleta que já faz o nome no Brasil e é vendido com uma grande quantia, enfim, vai fazer essa vida lá fora. Eu não tive nenhum dos dois. Eu saí cedo e voltei sem poder realizar esse sonho de jogar profissionalmente aqui no Brasil. Foi uma carreira curta, digamos assim, hoje que é o futebol hoje, vou parar com 30 anos, é muito cedo, né? É, mas cara...
Muito realizado pelos clubes que eu passei, o nível que eu atingi. É difícil sair daqui do país para começar a vida lá fora. A minha formação é toda na Itália, digamos assim. A minha base é cortada aqui no Brasil com 16 anos. Então, porra, com 17, 18, eu estava na Itália. Então, eu começo a minha vida profissional lá na Europa.
Então foi uma base completamente europeia, sem ter passado pelo Brasil, né? Agora, Guilherme, assim, você falou da base do Figueira, né? Você falou de Felipe Luiz, você... Vou lembrar aqui, rapidamente, Roberto Firmino, Felipe... André Santos... Muitos jogadores saíram ali da base. Se Cleiton Xavier talvez seja da base, não. Cleiton não sei se você está da base. Lembro que ele está jogando profissional, né? Mas assim... Mas assim, o Willi Bigode...
Fala pro Brasil que o Figueira sumiu do cenário nacional, assim, né, cara? É um time que...
tava na Série A e revelava jogadores. O que aconteceu com o Figueirense? Virou empresa e... Mas é difícil, né, Bruno? Eu não tô próximo ao clube pra poder ter também uma opinião muito concreta. Tô mais como espectador, realmente. A gente fica triste porque o Figueirense, olha aí, de 2001, como foi o ano do acesso, né, à Série A, até 2010, 12. Porra, o Figueirense teve anos de glória ali na Série A.
Final de Copa do Brasil. Copa 2007, é. E é triste a gente ver hoje aquele clube do jeito que tá, né? Figueiredo tá passando por uma reformulação hoje ali muito grande e é uma incógnita ainda, né? A gente não sabe qual será o futuro do clube. É uma pena porque eu sempre falo pra todo mundo, né? A gente é de uma cidade com uma qualidade de vida tremenda, uma cidade com potencial enorme. Dois clubes dentro da capital.
Santa Catarina já teve, eu acho que um ano que foram cinco representantes na Série A Cristiúma, Joinville, Figueirense, Havaí, Chapecoense entendeu? Caraca Então hoje tu não ter isso, realmente dói realmente dói e eu espero como torcedor de Santa Catarina do próprio Figueirense, eu sou criado lá dentro que as coisas voltem à normalidade, né? porque é um clube grande, é um clube gigantesco, uma torcida maravilhosa mas precisa sim, entrar no eixo fazer uma reformulação bem importante lá dentro pra gente voltar a ver o Figueirense aí onde ele merece
O primeiro passo, acho que o início do erro, foi que o Figueirense, eles arrendaram o futebol do Figueirense para um grupo de empresários. Foi uma das primeiras safras do Brasil. Até que depois de aprofundar para entender, se era uma safra, foi mais um... Ah, vamos entrar com um aporte, a gente pega o futebol. Só que isso entrou numa sucessão de trocas e trocas e trocas, e aí o Figueirense acabou nessa situação.
É um que a gente falava fora do ar, é um clube que é quase que, assim, é um clube perfeito pra se investir. Se você bota um clube desse na Série A, você tem a cidade, o entorno, o potencial tremendo. O que é Met Day, aquela coisa toda, você tem tudo ali. É fazer, né? O Figueirense é o Edmundo, jogando bem. O Figueirense acabou reerguendo a carreira do Edmundo. Quando vai pro Figueirense, ele vai tão bem que ele vem pro Palmeiras, parece.
Então o Figueirense foi trampolim Pra vários jogadores, foi uma vitrine enorme Pra clubes, revelou muitos jogadores também Então a gente fica na torcida de que as coisas voltem Ao que era antes E esse jogo que você falou da cidade, como é importante Porque eu lembro de conversar com atletas que jogaram no Figueirense E falavam, cara, e a cidade, cara Te deixa numa situação pra tu jogar Dá gosto de treinar Vai pra lá e mora lá
Tem jogador que às vezes prefere ganhar menos em Santa Catarina, em Florianópolis, estando ali, que a família tá bem, tá vivendo bem, do que em outro lugar ganhando mais. Tem jogadores que preferem em Floripa, né, pra isso. Então, é isso, é colocar o clube no eixo, né, que as pessoas sintam segurança novamente no clube, porque realmente é uma camisa, né, enorme, com muita tradição. Hoje tá na Série D ou... Série C. Série C. Desceu pra B do Catarinense esse ano.
Desceu pra B do catarinense, cara. Pô, isso é acreditável. Então assim, né? Quando a gente pensa que não pode quebrar... É difícil, cara. É, é trabalho. O catarinense esse ano, o Barra. Barra. Novidade. Em cima da Chapecoense. Mas é que tá, né, cara? O projeto, né? Eu conheço bem o dono do projeto do Barra, né? O Roger Wittmann, que é um alemão que ajuda no processo do Hoffenheim, da Alemanha, acadêmicos de visão e português. Então, porra, é o dono da Rogon. A Rogon é uma das maiores agências de representação do mundo.
Então o trabalho quando ele é bem feito, quando ele é sério Não sei se vocês tiveram a possibilidade de conhecer a estrutura do Barra Ainda não O Barra é de Europa O CT do Barra fica entre Balneário Camboriú e a Praia Brava Ali de Itajaí Fica ali no... Super bem localizado, tu entra no CT dos caras Tá na Europa Coisa maravilhosa, os caras fizeram lá dentro, sabe? Pra molecada, os campos Então assim, quando tu faz um projeto sério A longo prazo, não tem erro Vai ser um clube formador Mas agora...
vai ser formador, já tá sendo e vitorioso, cara campeão catarinense já foi campeão da D também, né, anos atrás você tem o exemplo do Mirasol tá na Série A hoje e construiu o seu processo revelando, vendendo, usando dinheiro pra estruturar da estrutura, estrutura física estádio bacana, CT e...
De repente, você consegue ficar na A. Você não vai ser campeão da A. Se garante na... Galera que não se atentou, daqui a pouco tem o bar na Série A do Brasil. É, sim, sim. Já, já. E é um clube tradicionalmente conhecido pela formação. Eu acho super importante. Eu acho que tem muitos clubes no Brasil com a base. Que eles montam uma base pra ganhar.
E muitas vezes não pra formar. O bairro é um clube formador. E eles têm esse cuidado, esse tempo pra meninada poder amadurecer. Eles dão essa estrutura pros meninos. Então isso é super importante, cara. Tem certeza que eles vão colher muitos frutos num futuro muito próximo. Você tá falando de base? E aí eu lembro que você citou ali, que você acabou tendo uma base. Terminou a sua formação na Itália. Queria usar a tua experiência pra ver se a gente consegue...
materializar mais, porque a gente fala muito hoje, né? Ah, os jogadores brasileiros estão saindo com 16 e estão terminando a sua formação na Espanha, na Europa e isso tá mudando, tá desembocando na seleção brasileira com uma situação estranha, né? Falta de característica.
Você pode falar pra gente que muda completamente ou não muda. Você tem a sua base aqui, quando você vai terminar a sua base lá. Você perde característica do que você tinha aqui? Brasileira? A gente muda bastante. Muda e o ambiente europeu ele te faz mudar muito, o dia a dia. O que eu quero dizer com isso? O profissionalismo que se tem lá no dia a dia dentro do vestiário é uma coisa, culturalmente é um pouco diferente. Eu acho que aqui no Brasil nós temos o maior talento do mundo.
em jogadores. Mas talvez o nosso processo de formação, de adaptação desses atletas, ele é um pouco diferente. Por exemplo, tem Vicharos aqui no Brasil, que o atleta tá ali, ele pode até tá querendo, mas ele tem meninos às vezes do lado, que não são exemplos, não tão na mesma pegada dele, ele acaba se influenciando muitas vezes dessa forma negativa. Quando tu chega na Europa...
qualquer time de base, é uma seriedade. É um dia a dia tão exigente que tu acaba te contagiando positivamente com aquilo ali e isso faz com que tu cresce. Agora, pô, mas tecnicamente falando, não. A técnica tá aqui, a criatividade tá no Brasil. Difícil tu ver jogadores numa base europeia hoje diferente. Mas a gente tem que entender que o ser diferente hoje no futebol atual não é só ter técnica.
A disciplina, a tática, o físico, isso aumentou muito no futebol. Então, a Europa traz muito isso desde cedo. E talvez a nossa formação olhava muito para aquela questão só técnica, aquele jogador diferente. Tanto que a Europa pegou os diferentes brasileiros, levou para lá e fez essa mescla de criatividade, de técnica, com o dia a dia de lá. Mas você é um cara que tinha com 15, aqui no Brasil, uma característica, você é um 10...
Que pisa na área. Você é um moleque assim, bem deliberador. Você chega lá. Ah, você vai passar. Vai jogar mais tático. Jogar para o lado. Ou virar um oito. Recuar porque você não joga com... Não jogamos com um dez. Esse enganche atrás do atacante aqui. Então, vou te botar para o lado. Se você for veloz. Ou vou te recuar para você iniciar o jogo.
Tem isso também? Tem, Beto. É engraçado, eu falo, eu comecei como meia, eu achava que era meia esquerda. Ah, eu achava. Eu achava que era meia esquerda. O cara é assim, né? Quando ele não é, ele vai indo pra trás. Até que eu achei uma vagueira lateral esquerda ali. Mas quando eu cheguei na Itália, por exemplo, eu sempre fui um jogador de muita velocidade. Mas na Itália eu comecei a aprender a correr melhor dentro de campo. Entendeu?
Então, taticamente, a Itália é muito tática, né? As equipes jogam naquele 3-5-2, 3-4-3. Então, pô, eu fazia toda a lateral.
Então, taticamente, a Itália me ajudou muito. Muito, assim. Eu aprendi lá muitas coisas que eu não, sabe? Que eu não aprenderia aqui no Brasil. Mas também tu tem, assim, espaço pra ter criatividade. Tu tem que escolher a hora certa. O que o europeu não gosta? É que no Brasil, muitas vezes, a gente inventa numa área do campo que não se pode. No momento do jogo que não se pode. Lá, não. Lá tu tem o momento do jogo pra poder fazer. E se tu desrespeitar os caras lá, meu amigo.
Então assim, a todo momento lá tu te sente muito responsabilizado pelo jogo que tá acontecendo. Tu não pensa tanto em vou dar uma caneta aqui, vou dar um chapéu ali. Não. O jogo é esse aqui. Eu preciso entrar na dinâmica da equipe. Mas tem sim a parte do campo que é da criatividade. Que é o último terço. Tem treinadores que gostam dessa nossa característica brasileira que outros países não têm. Agora, Guilherme, você falou Felipe Luiz. Conhece ele desde o futsal.
E depois, Atlético de Madrid, tudo mais assim. O Felipe também era meia, já era lateral. A nossa história é muito engraçada, Bruno. No juvenil do Figueirense, eu era banco do Felipe. Felipe lateral, titular é o banco dele. Ah, é? Quando sai esse torneio em Balneário Camboriú, que eu sou visto, pelo pessoal que, pô, fui convocado pra seleção sub-17. Quando eu volto pro Figueirense, o treinador não podia me colocar mais no banco.
O que ele faz? Joga o Felipe pra 10, meia esquerda. Então eu jogo ali meia temporada, Felipe 10, eu do lateral. Pô, a gente tem muito material legal, eu e ele. É. Pô, o Felipe é aquele 10, cabelinho bonitinho, posudo, sabe? Classurdo. E eu aquele magrelo que só corria pra ele, né? Que devia levar de porrada também. A gente começa ali. Então, após esse torneio em Balneário Camboriú, que eu sou visto, pelo Mino Arraiola, que vocês mencionaram aqui no começo, ele me leva pra Itália.
E ele pergunta pra mim, pô Guilherme, daquele juvenil ali quem tu levaria pra fora? E eu falo do Felipe. E o Mino tinha o Maxwell no Ajax da Holanda já. O Maxwell era o atleta dele. E o Mino leva o Felipe Luiz pra Ajax. É o Mino que faz essa transição. Então, pô, eu sempre estive em contato com o Felipe. O Zeno de Passa. Era um agente pra galera que não conhece. Era um agente italiano. Muito influente. Balotelli, Pogba. É o Jorge Mendes de hoje. O Mino, exatamente. O Mino tá nessa prateleira aí de Jorge Mendes. Enfim.
Então eu nunca perdi contato com o Felipe, até que em 2010 eu vou pra Espanha, eu vou pro Granada, vou pra Série B, subo naquele primeiro ano e jogo contra o Felipe Série A na Espanha. Ele pelo Atlético e pelo Granada. Caraca. Até que na temporada 14 e 15, eu tinha feito a temporada pelo Benfica, com o Jorge Jesus, faço uma temporada muito boa, venho de férias pro Brasil.
E o meu empresário me liga e fala, olha, o Atlético te quer. Aí, pô, o Felipe tá lá, né? Coincidentemente, toca meu telefone. Felipe, tá sabendo? O que foi? Os caras te querem aqui, né? Eu falei, mas tu aí eu não vou não. Ele, não, eu tô saindo. Tá bom, se tu sair já é outro papo. Ele foi pro Chelsea? Ele foi pro Chelsea. Foi ele, Courtois e Diego Costa naquele ano, né? Os três foram pro Chelsea. Então eu acabo indo pro Atlético, no lugar dele.
vamos já falar também um pouco de Simeone, Atlético, faço um ano no Atlético, no ano seguinte o Felipe volta. Aí eu fico seis meses com o Felipe ali ainda, não posso ser que você está disputando posição, não sei, tentando atrapalhar o Felipe de alguma forma ali, e saio pro Valência depois emprestado na metade do campeonato. Então, pô, a minha história com o Felipe em campo é muito legal, e ela se consolida também depois, quando eu encerro a minha carreira, que eu começo a trabalhar com agenciamento de atletas, eu tenho a felicidade de fazer a intermediação do Felipe pro Flamengo. Cara, pro Flamengo! Então essa história vitoriosa dele aí,
eu sou muito grato ao Felipe por ter me dado a possibilidade e oportunidade de participar desse ano naquele início que você vai ter começado agora quando vocês começaram a conversar com Marcos com o Espírito tem história eu tenho história com esse tipo de passo a passo foram quatro meses aí bastidores muito legais cara
Então é pra convencer o... Chega um Felipe e Rafinha no Flamengo ali. Chega antes, é. E o Jorge Jesus. E o Jorge Jesus. Ele já vai na Copa América antes de vir. É, na verdade, posso contar como começa a história com o Felipe? No almoço despretencioso em Madrid, o Felipe tava acabando a temporada com o Atlético, ele tinha meio que apalavrado com o Atlético mais um ano de contrato de renovação. Só que um ano não agradava o Felipe.
O Felipe queria mais de um ano pra renovar. Se não houvesse esses dois anos oferecidos, o Felipe eu acho que meio que ia olhar o mercado.
Na conversa informal, a gente pergunta pra ele se ele viria pro Brasil. E ele fala, bom, no Brasil eu só iria pro Flamengo. Aí eu olho pra ele e falo, tu é flamenguista? Porra, pra caramba, cara. Meu avô era flamenguista? Aí ele deu a deixa, né? Meu avô, antes de falecer, pô, ainda me fez um pedido. Meu filho, realiza meu sonho, joga no Flamengo um dia. Falei, pô, aqui tá a deixa, é essa aqui que eu vou ter que agora... Felipe, tu dá essa oportunidade pra gente poder te intermediar no Flamengo? Ele falou, toquem vocês lá.
Então a gente veio pro Brasil, conversamos com o Flamengo e viajamos com o Ibrais e com o Spindle, fomos pra Madrid, ver o jogo do Felipe lá no Atlético e já conversar com o Felipe após o jogo também. Isso... 2019. Mas em janeiro? Começo de 2019, exatamente. Antes da Copa América. Isso, isso. E aí, porra, claro, ficamos lá no camarote com a família do Felipe. A gente tem que fazer todo aquele cerco pra convencer a família. Esposa espanhola, os filhos lá, entendeu?
Toda essa negociação. Aí, porra, a gente vem do jogo com a esposa dele, a Patrícia, uma querida, foi muito importante nesse processo de vinda também.
Pô, aí a gente começava, né, Pat, tá frio aqui, hein? A Barra da Tijuca é bem mais quente. Aí tu começa aquela história, né? Olha aqui, olha aqui. Aí eu lembro perfeitamente também que o Diego Ribas, pô, o Diego, muito amigo do Felipe, e a esposa do Diego, a Bruna é muito amiga da Patrícia. Então foi uma força-tarefa, assim. Pô, o pessoal convencendo, vem pra cá, a família do Felipe queria muito que ele viesse. Então o Felipe começou realmente a...
olhar pro Flamengo com outros olhos, cara, e a goceira do Flamengo, quando invade a tua rede social e começa a pedir, é diferente. E o Felipe tinha outras alternativas lá fora, né, pra poder continuar essa carreira dele lá fora. Então ele vem pra Copa América com a seleção, e quem foi o chefe de delegação da seleção foi o Landin. É verdade. O Landin na época é presidente, exato. Aí começa aquele namorico, sabe, fala de Flamengo e o Felipe...
profissional o direito que ele é, ele falou, ó, eu não vou me pronunciar durante a Copa América, mas prometo que após a Copa América eu vou decidir o meu futuro. Aí começa aquela força tarefa com o Flamengo, a gente intermediando, né? E aí, pô, essa novela foi maravilhosa, foram alguns meses ali de negociação, mas foi gostoso e o legal é contando hoje, né, essa história como ela foi...
foi feita, eu acho que o Felipe nem nos melhores sonhos dele ele imaginou. Porque eu sempre falo, que é uma coisa que eu queria ter feito também, o Felipe sempre foi um cara que jogou em alto nível na Europa, respeitadíssimo, mas quando tu vem pro teu país jogar, as pessoas te conhecem melhor, te respeitam mais. Então o Felipe conseguiu conquistar esse respeito e essa admiração.
daquele pessoal que só viu o Felipe quando vinha na seleção às vezes, Atlético de Madrid, muito distante então o brasileiro conheceu melhor o Felipe Luiz mudou a percepção dele como jogador no Brasil muito, muito, então o brasileiro não conheceu só o jogador, conheceu o ser humano conheceu o profissional, então o Felipe depois o técnico e passagens vitoriosas, e o legal do Felipe o que me encanta do Felipe é essa mescla que ele faz de capacidade profissional com humana sim
Pô, o cara encerra a carreira dele, eu lembro do último jogo contra o Cuiabá, aqui no Maracanã. A gente vai pra casa dele depois, faz uma festa de despedida, e eu brinco com ele. Eu falei, cara, agora deu, né? Pega a tua esposa, teus filhos, vai fazer um anezinho diferente, vai passear ali. Eu quero segunda-feira trabalhando, cara. Mas como assim, não? Eu quero pegar uma base. Se o Flamengo oferecer base pra mim aqui, eu vou ficar. Pô, e o cara pega o Sub-17.
entendeu? Não é qualquer cara que acaba aquela carreira grandiosa certeza que o telefone tocou algumas propostas foram feitas e ele fala não, eu quero, ele tem muito claro na vida dele na cabeça dele o que ele quer até posso sentir que eu tô preparado pra algo grande mas eu prefiro, eu preciso
começar por aqui. Pô, então ele fez aquele processo 17, aí foi no 20, a parada de mudança, sabe? Aí ganhou, aí tem o mundial, no 17 teve a oportunidade de fazer um título no Flamengo e Vaz. Isso. Aí vai no 20 e no mundial. Aí pinta a oportunidade porque o Mário Jorge tem que receber a proposta da Arábia. Para a Arábia ele vai e assume o 20. Tem um mundial de clube pra ele disputar. Cara, campeão no Maracanã. Ganha. Aí, porra, problema com o Tito, isso aqui lá de Felipe, vem a Copa do Brasil, ganha, pô, isso aí.
A história dele é maravilhosa, né? Com o Flamengo, comigo particularmente. Eu gosto muito de falar do Felipe porque os títulos estão aí, mas o ser humano Felipe Luiz... O futebol precisa de mais Felipe Luiz. Um cara da bola, um cara imparcial, coerente pra caramba, profissional. Então eu sou muito fã do amigo Felipe Luiz e do profissional Felipe Luiz. O futebol é muito cruel.
e aí não alivia ninguém foi muito triste essa crueldade do futebol que infelizmente o Felipe não vai ser o último isso aconteceu com Dorival aconteceu com o futebol o próprio torcedor se envolve nisso na loucura o torcedor pede fora fulano e demita o fulano mas o Felipe não merecia o que você acha agora o caminho da carreira do Felipe agora treinador e aí
Olha, Bruno, eu não conversei com o Felipe sobre isso. Porque era um caminho muito, assim, terminar o contrato com o Flamengo e... Flamengo, Atlético de Madrid, seleção brasileira, é isso. Eu vou dar a minha opinião pessoal. Eu não conversei com o Felipe sobre isso, mas conhecendo o Felipe e vendo o potencial dele, eu acho que ele vai querer uma Europa.
Eu acho que ele agora vai tirar esses meses Pra dar uma descansada E quando abrir o próximo mercado Eu acho que Ele vai pegar um projeto europeu De profissional? De profissional, acho que sim É porque a gente não vê
A gente tem agora uma geração muito legal. Felipe, Thiago Mota, né? Agora o Thiago Alcântara também. Começando, né? É, auxiliado do Hans Flick, né? Assim, que é uma geração de jogadores internacionais, tem esse olhar sobre o futebol, e que há muito tempo a gente não tem essa... Ah, o cara vai bem aqui...
E tem uma oportunidade legal na Europa, né? Treinador brasileiro, falando assim. É, a gente tem que tomar cuidado, né? Você acha que o Felipe vai ter essa oportunidade? Eu acho que o Felipe é um caso que é onde a gente tem que fazer uma reflexão quanto a isso. A gente reclama muito da... Pô, não tem treinador brasileiro, mas, pô, e o cuidado que nós estamos tendo com o jovem brasileiro? Eu falo isso pra jogadores e pra treinadores.
Acho que o Felipe não poderia ter saído da forma como entenda o futebol no momento. O gestor, ele toma a decisão que ele quiser, ele tem a caneta. Isso tudo é do futebol. É do game. Mas nós temos que tomar cuidado com um cara que há dois meses atrás era contado pedido pela seleção. O Felipe tem que ir pra lá e ir pra cá. Então, qual o cuidado que nós estamos tendo com os nossos profissionais? Não, melhor treinador. Porque depois não adianta o cara bater lá fora.
E bem, a gente falar, putz, agora o cara tá lá. Aí mais uma, né, mais um caso de... Eu trago isso um pouco pro futebol. Quantos jogadores brasileiros, talvez que não tiveram oportunidade aqui, que lá fora fizeram seus nomes, suas carreiras, e a gente ficou chorando aqui. Pô, eu consigo montar uma seleção brasileira, jogadores que se naturalizaram. Deco.
Thiago Alcântara, um... Diego Costa, o Jorginho na Itália. Então tem muitos jogadores que são criados aqui, mas não tiveram a possibilidade, a oportunidade, tiveram que ser respeitados lá fora. Enfim, entendeu? O Cacau que a gente entrevistou lá, jogou na Seis Olhos da Alemanha, ele falou pra gente, fez um jogo em estádio brasileiro, conhecido que foi na Vila Belmiro.
E nem achei, foi profissional. Foi um jogo do Sub-20. Então tem muito, né? Muito cara aí que acabou fazendo a vida fora. Então tem que ter esse cuidado, né? Não, mas você acha que essa oportunidade pra ele vai rolar assim? Eu espero. Eu espero porque eu acho que eu vejo ele capacitado. Eu falo, o gestor que traz o Felipe Luiz pra dentro do clube, ele não traz só um treinador.
Ele traz um cara que entende o vestiário, com uma vivência muito fresca de futebol. Ter trabalhado com treinadores como ele trabalhou ajuda bastante. Então o Felipe está preparado para assumir um projeto sério, honesto, que dêem tempo a ele.
trabalhar. Então eu tenho certeza que ele tendo um projeto em mãos assim, vai ser vencedor. Ele vai ter êxito. Ele já deixou isso muito evidente. E porra, ir num clube que é muito difícil, muito exigente. O Flamengo é um clube muito exigente. E o cara conseguiu ir num ano, porra, trazer títulos. Os maiores treinadores é a história do clube. Olha só, em tão pouco tempo. O nível de jogo que ele atingiu...
Dentro do Mundial de Clube, ano passado. E no final do ano contra o PSG. Tanto que toda hora que... É fantástico isso. Toda hora que tem jogo do PSG na TNT, que o repórter brasileiro vai falar com ele, o Luiz Henrique pergunta, Ei, Felipe Luiz, como ele tá o Felipe Luiz?
Porque impactou o Luiz Henrique, o enfrentamento que ele teve. Você jogou, você tem uns contatos por a gente, e tu jogou no Atlético de Madrid, assim. E o trabalho mais longevo da Europa é o Simeone, não sei quantos anos. Ele chegou em 2011, já são 15 anos. 15 anos aí, cara.
15 anos de um trabalho... Tem especulação de Inter de Milão. Posso falar, Beto? Você acha que é esse o lugar? Desde quando ele estava lá, falam da Inter de Milão. Porque ele jogou lá também, ele tem identificação com a Inter. Cara, eu acho que ele tem a chave do clube. É. Claro, a história do Simeone, ela é muito vitoriosa. Tem uma era pré e pós Simeone. O Simeone, quando chega no Atlético de Madrid, se eu não me engano, o Atlético tinha sido eliminado da Copa do Rio pelo Albacete.
que é um clube da segunda divisão, enfim, e muito mal no campeonato. Então o Simeone pega aquela equipe, eu acho que consegue classificar pra Liga Europa já naquele ano. No ano seguinte eles ganham a Liga Europa, no outro ano ganha o Campeonato Espanhol, finalista de Champions, quase ganha a Champions, então essa ascensão, ela foi muito importante pra o Simeone se consolidar dentro do clube. O clube mudou de patamar com o Simeone. O que eu ouvi também é que a torcida pressionava muito o dono do clube.
meio que o Simeone chegou ali pra... Parece que o dono do clube não era muito querido, né? Pelas práticas e tal. E o Simeone funciona como um escudo, assim, pra família. É uma família, né? O Simeone é igual ao Jorge Jesus, né? São caras que eles chegam nos clubes e eles pegam a chave do clube. É comigo e assim. E ele tem essa... E aí eu falo assim...
tive a felicidade de trabalhar com o Simeone, sabe um cara que ele consegue ter a atenção dos 26 jogadores, pô, eles só vão 11 a campo e mais 3, 4 ali, né, que são... Então, pô, tem 10 caras ali que, teoricamente, estariam descontentes, o Simeone não tem isso, cara. Ele trabalha tão bem com todo o elenco, todo o grupo, que ele faz todo mundo se sentir super importante.
Ele dá essa oportunidade pros caras jogarem Então é aquele treinador que Parece que tu tá sempre em débito com ele Preciso mostrar pra esse cara Que eu tô aqui, que eu tô pronto O dia a dia dele é uma coisa impressionante A paixão que ele lida com os treinos, não só ele, o staff dele todo Os argentinos ali Vai, vai, vai, então o Simeone tem Uma forma de trabalhar Essa da superação, sabe Do trabalho diário, da dedicação Mas é impressionante a forma como ele te transmite isso Porque ele é o primeiro a fazer no dia a dia, no treinamento, sabe Então é muito legal trabalhar com ele, cara
Roguilherme, tem alguma história com ele assim? Que o Felipe conta, por exemplo. Fala dele também assim, com o olho brilhando, né? É, e que o... Cara, tem as superstições dele. Que não fala o nome do Messi, né? Então... O Gelnano. Porra, tem essa... Eu tenho muito humor, tenho muito humor. Vai. Superstição. Eu acho que o Miranda já contou isso também em algum... Pode ser aqui. Miranda pode ter contado aqui isso. Pô, chego no Atlético.
E o Simeone tem todo um ritual de superstição no dia do jogo. Superstitioso pra cacete. Muito! Pode ver, a roupa é sempre a mesma. Jogo de campeonato é aquele terno preto, todo preto, tal, tal, tal.
E a saída do hotel até o estádio, a playlist do ônibus tem que ser uma. Quando chega no vestiário, a playlist do vestiário tem que ser a mesma. O preparador físico tem a mesma fala pros jogadores. Ó, 15 minutos, aquecimento. Tá, total. Mesmo momento. Tudo igual. A gente sai pra aquecer. Quando volta, o Cimeno tá batendo a bola. Desculpa. Tá batendo a bola ali. Aí ele pega e entrega a bola pro capitão. O capitão faz a mesma coisa. É tudo ritual. E tu não pode sair desse ritual.
Tu não pode E aí, pô, minhas primeiras semanas ali no Atlético, né? Pô, primeira coisa, ok Um rock muito louco do hotel até o estádio Mas, pô, que nem o cara com fone Eu ouvia mais do ônibus do que A pau, né? Eu falei, beleza, pô, acabei de chegar, vou falar o quê? Pô, no terceiro jogo, ele me falou Miranda, é sério isso aí, cara? A playlist é só essa? Ele tá sabendo, não, vai ser todo ano, meu amigo Eu falei, como assim?
cara, mas eu sou no último volume ele guia, todo jogo é isso todo jogo vai ser e aí o Miranda muito sacana, teve uma vez no vestiário, o Miranda disse, vou ferrar com o cara preparador física, ele é todo atento a isso, a música e tal a vida desse cara é de ser um inferno
O Miranda passava lá e desligava o negócio de som. Rapaz, o preparador físico, cadê o som? Bota o som. Eles achavam que ia dar ruim. E uma vez, cara, no banco de reserva, num jogo nosso, e eles têm aquela coisa de tipo, tu não pode cantar o gol antes do tempo, né? Ele tem isso, não pode fazer isso. Porra, tô sentado, viu? O Grima tava comigo, Grima do meu lado. Tipo assim, chegando assim, você... Gol! Pô, contra-ataque nosso e o cara na minha frente, o prof.
Ortega, ele não tá mais no Atlético. Pô, um cara sensacional. Baita preparador físico. Pô, o time atacando sai um cruzamento, pô, sai natural, né? Gol! Meu amigo, esse cara olhou pra trás.
laconte, eu dei tomar, velho, não sei o que, o que que eu fiz, pô? Não, canta igual antes do tempo, cara, eu falei, caralho. E os caras já sabiam, mas não falaram nada. Indo pra caramba. Indo pra caramba. Eu falei, meu amigo, nunca mais eu abro a minha boca, filho. Pô, os caras... Olha, loucura, viu? Os caras têm uma superstição enorme ali, cara. Cara, ele é meio bota-foguinho, isso, se me engano.
O Texans é uma proposta. Trabalhar com esse cara foi muito legal. Nesse nível da Europa, a gente não fala muito sobre isso. Parece que é tão... Tudo é ciência. Mas o Simeone, ele é sul-americano. É argentino. E ele gosta de montar um time sul-americano. O Atlético é uma equipe sul-americana. O Atlético joga libertadores.
Pô, eu não cheguei a pegar o estádio novo. Eu peguei o Caldeirão, né? O antigo estádio. Sabe que é tu entrar em campo e até os gandulas já estão preparados pra aquele jogo? Pô, sabe quem ficava no lado do nosso banco de reservas? O filho dele, que hoje é o atacante, o Juliano Simeone. Sim. 2014, 2015, quando eu chego, ele era nosso gandula, cara. Cara. Meu amigo, já tinha tanto esquema ali que até os gandulas participavam do jogo.
É, mesmo, é. Às vezes tinha aquele contra-ataquezinho, sabe, da equipe adversária. Segura. Joga aquela bolinha no campo pra dar aquela parada. Tchau. Tchau todo.
A Milonga, a gente cê, cara A bomboneira da Espanha O negócio era É muito legal, cara Cara, que maneiro, e aí o Guilherme falou Não, tava eu e Griezmann Nós chegamos juntos, cara, no Atlético, e ficamos bem amigos, assim Vizinhos, e, porra, Griezmann Peguei toda essa transição dele de crescimento Dentro do Atlético, seleção francesa Pra ter uma ideia, o Griezmann chega ali em julho e agosto 2014 E o Griezmann, até dezembro O campeonato já tinha começado Cara, ele entrava, fazia gol, banco E aí
porra, depois ele disse, porra, o que eu tenho que fazer pra esse cara me aceitar dentro da equipe? O Simeone queria movimentos táticos do Griezmann, que ele não fazia, mas gol ele fazia. E o Griezmann disse, porra, o cara me tirou de novo, não me coloca. E ele falou pro Griezmann, ó, enquanto tu não fizer o que eu quero aqui dentro, tu não vai jogar. Dezembro de 2014, a gente vai jogar contra o Atlético de Bilbao, lá em Bilbao, porra, lá é difícil jogar pra caramba.
Acaba o primeiro tempo, 2x0 pro Atlético de Bilbao. A gente não vem da cor da bola, meu amigo. O Simeone deu uma rasgada na gente no vestiário. Voltamos pro segundo tempo, 4x2 pra nós, 3 gols do Griezmann. Pausa pro Natal e Réveillon, ali foi virada a chave do Griezmann. Partido de janeiro, esse menino, o que ele fez no Atlético. E aí, pô, com a seleção francesa, começou também a ter protagonismo ali. Então eu peguei todo esse crescimento dele ali dentro do clube, né?
Sensacional, cara. Adoraço. Adoraço. Crack. Crack de bola. Bravo demais. Crack, canhotinho. Eu quero falar, ano passado, eu acho, o Grêmio teria um... Quando saiu o Soares. Grêmio. Soares saiu. Aí um repórter do lado... Ainda antes de virar o ano, saiu o Soares. Aí o repórter entrou... Essa foi muito boa. Olha! Primeira mão, primeira mão. Primeira mão. Antoine Griezmann é o... Porra, meu.
É sacanagem. A gente vai lá no Grêmio, tem investidor, que vai trazer aqui o Grêmio. Essa aí foi. Tem algum jogador, a gente já viu o Henri, assim, falando Vasco, né? Do nada o Henri gostava de cantar o hino do Vasco. Do nada, assim. Tem algum jogador europeu que acompanha o futebol brasileiro ou não?
Acompanhar não, mas eles têm aquelas equipes tradicionais, Flamengo, o Santos, cara, é um clube muito falado por conta do Pelé. Então, muito falado. Muita gente fala da equipe do Santos, mas o futebol brasileiro gera muita curiosidade no europeu. Porque, cara, todo ano o Brasil vende dois, três talentaços pra Europa. Foi o campeonato lá, né? Entendeu? Então eles têm essa curiosidade de querer conhecer melhor o nosso campeonato, mas o nosso campeonato não é tão visto lá fora.
O horário é complicado. Também, também. O jogo aqui é o nove e meia da noite, é madrugada lá.
mas eles gostam, eles veem o brasileiro com cima eles falam do brasileiro rindo já, né vocês são alegres, felizes, vocês veem as coisas de outra forma e eles tem essa curiosidade de porra, que celeiro o Brasil, né todo ano é um Estevam, é um não sei quem porra, é loucura isso, cara então eles tem essa curiosidade sim agora Guilherme, sim, tu começou a contar essas resenhas de campo, mano é um negócio fantástico porra
Gol, gol, caralho. Porra, tomei mó dura aqui. Puta que pariu. Felipe teve aqui e contou algumas com... Contou até uma de Maria. É. Né? Xingou o de Maria na parada aqui. Então eu vou contar uma boa também. Vai. Primeiro clássico no Bernabéu. Eu com a camisa do Atlético, né? Porra. Descendo daquela escada bonita do Bernabéu. Puta, imagina, mano. Aquele olharzinho pro lado ali, né? Cristiano, Marcelo, a turma toda. E eu aqui na postura.
Aí passa o Monoburgos, que era auxiliar do Simeone. Monoburgos foi goleiro do River Plate. Burgos, Cláudio. E o Hermann Burgos, é? Uhum.
Aí ele passa com a pranchetinha dele, porra, deu tamanho, Beto, ele aqui, ó.
Falei. Ó, ele pra mim. Bota a prontida na boca e fala pra mim. E o Bayo jogava pelo meu lado. Quando o Bayo pegar na bola, a primeira que ele pegar, arrebeta ele. E eu ri. Achei que o cara rizeia, né? Ele abre e diz, não tô rindo, porra. A primeira que ele pegar, chega junto nele. Mas por que ele não vai fazer mais nada depois? Dá o teu cartão de visita pra ele, chega junto, que tu vai ver que ele não vai pra cima de ti depois durante o jogo.
Meu amigo, eu dei uma porrada nesse cara, eu achei que eu ia ser expulso, bicho.
pra fora do zumbi. Primeiro contra-ataque do Real, o meu ali só olhando o meio e aí que tá, eu desacelerei pra poder bater no meio, entendeu? Eu até chegaria na bola. Vou me pedir, eu vou ter que fazer, né? Vou assustar o homem. Rapaz, ele dá um tapinha por cima de mim e no que ele vai pular por cima, eu boto o pezão no joelho dele. Rola eu, rola meio, tal, não sei o que, maior falta de amarelo, todo mundo me xingando, aí eu, pô, vou me posicionar, né?
Faço a falta, aí eu olho pro banco de reserva, tá ele aqui pra mim, ele fala pra mim assim, é...
Porra, achei que o cara ia me dar uma dura. O cara mete aqui pra mim aqui, a piscadinha, sabe? Boa. O cara que ele deu canais, ó. E coincidentemente ou não, após a falta, meu amigo, o cara não foi nada. Acabou o Beio. Ele melhora aquela cara desconfiado, sabe? O Beio, porra, o que esse maluco aí tá fazendo, cara? O Beio pipocou. Cara, era a chave. A chave pra acabar com o Beio era essa. O jogador que é assim, cara. Só pro cara inteiro. Coloque aí, se queira Beio. Você vai ver a porrada que eu dei no maluco.
juntei ele, porradão bicho os caras dizem que o maluco roubou e o medo, a hora que ele bota o árbitro bota o olho, eu falei, cara, se vier o vermelho eu tô ferrado 3 minutos de jogo, bicho aí o tio não quer tinha que ser com menos de 5, né porra cara, foi o dia de primeira lá também tem lei menos de 5 minutos não é um expulso pensa tu jogar 85 minutos contra o Real Madrid no Bernabeu com amarelo pôr
É, caralho, mano. Pensa. É isso aí, meu amigo. É o que tinha pra nós. Não, e tem umas paradas assim, cara. Eu sou tipo peladeiro, né? Aí chega pro Guilherme assim, irmão, marca o bail. Vem aquela baila acima de você, esse caralho. É isso, que ele era muito veloz, né? Então não pode deixar passar. O mais legal desse... É legal o bastidor, né, cara? Porque assim, a gente quando tá jogando, tu tem aquela tua capa profissional. Mas tá um ser humano ali, porra.
Aí, sabe, porra, tu faz uma conta do Real Madrid, tem aquele Guilherme que saiu lá de Floripa pra tentar a vida na Itália, saiu cedo, novinho, é uma realização de um sonho. Então, quando o teu treinador vai fazer aquela resenha prévia, que ele coloca a escalação no time adversário ali, porra, aí começa Casillas, Carvajal, Pep, Sérgio Ramos, Marcelo, Croix, Modric, Beio, Cristiano, Benzema, aí tu fica, puta que pariu, cara.
sabe assim, tu fala, pô cara, o que que eu vou fazer? não, assim, tá bom em campo, parece que o estadunidense até conseguiu, né, por um momento a gente ganhou uma 4 a 0 deles essa foi muito boa, cara, essa foi linda demais deu até polêmica depois que era aniversário do Cristiano Ronaldo ele tinha preparado uma festa com um cantor aí de latino, 5 de fevereiro 4 a 0, né, ganhamos os caras e porra, aí pensa, e a festa do Cristiano rolou e aí
uma torcida enchendo o saco, pô, como é que vocês tomam 4x0 dos caras e sai a festa, e a festa, o menino que foi cantar lá, fez vídeo pra caramba, ninguém fez, só o cara, ninguém avisou o menino, sai um monte de vídeo dos caras, pô, game de 4x0 deles, cara, gol do Saúl Níguez, daqui do Flamengo, de bicicleta, com passe meu, assistência do Siqueira, ele ainda não conseguiu fazer o golzinho do Flamengo, ele ainda tem um bike, é? bike, golaço, golaço, golaço, e ele entra nesse jogo, porque o Koke, que tá lá até hoje, o Koke machuca, o Saúl entra,
Já tava 1x0 pra nós, gol do Thiago, português, volante. Sim. E aí eu faço a jogada, cruzamento pra trás, o Saúl, o bicicleta é 2x0, depois Griezmann e Mandzukic. Mário Mandzukic. Mário Mandzukic. Eu tenho uma história com esse cara também, bicho. O cara é grandão também, né? Mandzukic, Mandzukic, coata. Eu tomo uma geladeira assim. Então assim, vamos lá. No Granada, quando eu joguei, eu era o batedor de pênalti.
No Benfica, não era o batedor, mas eu bati um pênaltinho lá na Copa da Liga, lá, que deu um contra o Porto, foi um próximo pênalti, bati e fiz. Confiante. Chego no Atlético, porra, nem treinava. Falei, ah, porra, tem Grisma, tem Mandzukit, Raul Garcia, tem Koki. Eu não aparecia nem entre os dez primeiros ali, eu acho.
Nunca nem me aproximei também da bola. E eu chego no Atlético, meu primeiro jogo no Atlético de Madrid, eu fui campeão da Supercopa, em cima do Real. Porra, campeão da Supercopa, fiz um jogo do caramba, no dia seguinte, porra, Siqueira, herdeiro de Felipe Luiz. Falei, porra, tô gigante, né? E aí depois o negócio começou a desandar um pouco. O Simeone começou a pedir umas coisas loucas lá, que eu não consegui, pum, meti um banquinho. Fui pro banco.
Pô, eu preciso voltar a jogar, cara. Eu preciso voltar a ser titular. Pô, The Homem vem na semana do jogo contra o Valencia. Lá tava assim, Real e Barça disputando a primeira posição e Atlético e Valencia ali é o terceiro quarto. Jogo importantíssimo no Mestalha. Diego Alves, o goleiro do Valencia. Cara! E ele vem, o Simeone, foi indo e fala pra mim assim, ó, domingo tu vai jogar. E eu te quero bem. Eu quero te colocar na equipe titular de novo.
Pô, então aquele jogo pra mim era final de Champions League, né? Lá vamos nós. Começa o jogo. Treze minutos de jogo. Três a zero pros caras.
2x0, 2x0 pros caras. Pro Valencia. Pro Valencia. Não, 3x3 pros caras. Gol do Miranda contra de cabeça. Tudo errado. Gol do Otamendi. E eu falei, porra, o jogo que era pra eu ir bem, cara. 15 minutos de jogo já tá 3x0. Trágico, né? 35 no primeiro tempo, Thiago, gol. Antes do intervalo, pênalti pra nós. Aí eu tenho a brilhante ideia de querer ser super-herói.
Olho pro Simeone, faço. Vou eu, ele. Vai. Eu acho que eu não queria que ele falasse vai. Eu acho que era pra mim falar assim, não. Ele fala, vai. Eu falei, agora ferrou. Não posso mais voltar. E o Manzo Kits com a bola aqui embaixo do braço. Cara, eu faço aquela, sabe? Dou só um tapinha aqui embaixo do braço, tiro a bola dele. Ele olha pra mim assim, olha pros caras. O Gris, mas fala, não, não. Ele vai bater, deixa. Ele tá confiante.
E eu tinha feito, anos anteriores, eu fiz alguns outros de cavadinha lá na Espanha. Fiz, fiz no Barcelona.
Eu tinha essas loucuras aí Cara, e o Diego sempre foi um goleiro De conversar muito com os batedores, de provocar e tal Porra, eu boto a bola no cal, vem o Diego Se queirar, eu vou matar tua bola no peito Tu vai cavar que eu sei Tu saiu lá de trás, é pra fazer merda Tu vai querer Tu vai querer
Aí eu falei, porra, bicho, já me ferrou todo ali, né? Já. Já me arrebentou, cara. É porque bagunça, vai fazer o quê, né? Aí eu falei, pô, vou bater no meu canto de segurança, que é o cantinho aberto ali, sabe? Eu faço aquele gingadinho e bato aberto sempre, que tinha dado certo até então. Meu amigo, bota a bola no carro, falei, ferrou, bicho. Vou perder essa porra, galera. E tu me meti. Cara, onde é que eu fui me meter? Meu pai amado, porra, eu bato aberto, o Diego vai lá e pau, cata.
Pra quem colhe, manda o kit. Falei, esse cara vai me agredir agora, né? Intervalo de jogo. Lá foi pro vestiário. Pô, manda o kit, dois metros de altura. Falei, vou apanhar esse crota aqui, quer ver, bicho? Já saí do campo bonitinho, olhando sempre na retrovisora aqui, né? Poxa, quando o vestiário, o cara veio pra cima de mim e eu também mantendo a postura porque todo mundo se meteu na frente, né? O cara fica macho ali, né? Aí o cara, vem, vem, vem, vem, vem, vem tudo. Deixa eu jogar, pá.
Porra, cara, perdemos esse jogo. Só pede quem bate, porra. Perdemos esse jogo 3x1, cara. E aí, pô, acaba o jogo, eu tô no vestiário, né? Aí meus amigos mandam mensagem pra mim, porque o Simeone foi fazer a coletiva e perguntaram na coletiva pro Simeone. Tcholo, mas por que o Siqueira? Aí o Siqueira, né? Todo aquele protocolo. Não, o Siqueira sempre bateu o pênalti nos clubes que passou. Sempre teve a felicidade de fazer. Aqui teve a infelicidade de perder.
E é muito difícil que ele volte a bater pênalti comigo. Porra, então... E eu tava no vestiário, né? Eu falei, pô, eu vou ter que passar pela zona mista, já sei como ele já falou isso, né, cara? Mas eu tenho que manter a postura.
Ah, a Dito e Feito saem do vestiário, os caras já me... Siqueira, Simeone deu a declaração agora que tu não vai... Eu falei, olha, eu sou um profissional, eu sempre tive a felicidade de bater, de fazer.
Perdi, felicidade, mas tô aqui à disposição, não tenho personalidade, se houver outro pênalti, quiserem que eu bato, eu bato, tal, não sei o que, mas, meu amigo, nunca mais. Eu nem quero isso aí. Nunca mais, pênalti eu olhava pro outro lado, desses caras baterem. Porra, o Diego Alves já acabou. E depois o cara fica pensando, por que que eu fui querer ser o herói? Mais 10 jogos da geladeira depois.
Que era pra ser um jogo legal. Tu foi pro All In também. Porra, cara. Vamos fazer um de perdas. As paradas de cão são muito foda. Cara, ele chegou a colocar o... Diego Alves é o filho da mãe, né, cara? O Diego é foda. Meu irmãozão, adoro ele, mas, pô, me ferrou. Mas o que amenizou a história é que naquele ano ele pegou o penalti do Messi, do Cristiano Ronaldo. Porra, aqui é o Siqueira. Felipe Luiz, que chamava ele geladeira, né?
Ele chamou Faustão. Não, e você vê como é que o goleiro faz, né? Pra, tipo, que assim, o Guilherme tinha a ideia. Ele provocou, ele foi. Eu não ia acabar. E aí, tu...
Aí ele vai jogar um balão de segurança. Tu faz o quê? Aí bate, porra, mas aí, caraca, ele vai mudar. Cara, é um transtorno mental. Eu não consigo mais ver esse lance. Eu não gosto nem de colocar esse lance, cara. Me traumatizou. Ele relembra a sensação que teve. Pô, eu fui tão feliz pra Valência, sabe? Cheio de planos. Porra, voltei todo ferrado, cara.
Perdendo o pênalti. Porra, não. Fiquei sem ligar a televisão umas duas semanas. De novo, cabeça de... Você tá colocando aí dentro do campo, né? Cabeça de peladeira, assim. Cristiano Ronaldo, mano. Minha cabeça. Esse maluco é de cheirosão. Sei o que, vou dar uma porrada nele. Eu provocava ele, cara. Viu os jogos contra o Atlético? Você que era o pai do Atlético. Cristiano é o pai do Atlético.
Não, quando eu estive lá, não foi o pai do Atlético, não. Nós ganhamos dele. E eu tenho uma história com ele muito boa. Com o Granada, eu ganhei de 1 a 0 deles, sem dar um chute a gol. Gol contra dele. É verdade. Gol contra do Cristiano. O escanteio batido pelo Nolito. Lembra do Nolito? Jogou no Barcelona, no Benfica. O Nolito bate o escanteio, o Cristiano no primeiro pau. Ele vai subir pra atirar, ele não consegue atingir a bola na casca.
pular no segundo pau, 1x0 pra nós sem dar um chute a gol, meu amigo. Ganhamos, cara. 1x0 com granadinha, velho. Igual do Cristiano Ronaldo. Contra! É. E essa história é muito boa, né? Eu lembro, minha irmã tava no jogo, foi lá me visitar.
E, pô, meu primeiro jogo contra o Real Madrid ali, né? No estádio do Granada e tal. Eu falei pra minha irmã, pô, Gabi, faz bastante foto, né? Aqui, pô, contra os caras hoje. E a chamada estava bem pertinho do gramado e tal. Pô, saí do estádio ali, né? Gabi, aí, tinha ouviu as fotos? Cara, 30 fotos e 29 Cristiano Ronaldo, pô. Eu não apareci nenhum. Eu falei que, pô, eu não apareci. Tu queria dúvida.
Eu falei, não, eu queria a minha, porra. Não queria a minha. Pô, tirando foto do Cristiano. Você me botou o Cristiano. Você me botou no estádio o Cristiano Ronaldo. Não bateu uma foto minha, cara. Mas o Cristiano era muito legal jogar contra ele, né, bicho? Fala, fala. Fala, direto. Direto. Provocação direto. Brasileiro, então. Eu colocava ele também. Português brasileiro. Mas fala o quê? Ele ficava a pé da vida com a gente, cara.
Porra, o Atlético de 4x0, por exemplo, né? Porra, imagina eu, o Godinho, o Miranda. A gente quase matava ele, né, bicho? Porra, tu tá tomando 4, cara.
Mas ele só mandava pra aquele lugar ali, né? Só xingava a gente, né? E o medo de o homem também, né? Crescer e falar, deixa eu ir pra cima de vocês. E o medo? Mas o cara era, porra, Denticamp era um animal, né, cara? É. Animal. Mas o português tem essa... Eu tenho uma boa com o Messi, cara, no Calderon. Porra! É, foi o jogo que o Barça foi campeão.
espanhol na nossa casa. Foi a penúltima rodada do campeonato, da temporada 14 e 15. E se eles ganhassem a gente ali, eram campeões já. 1x0, gol de quem? Gol dele. Só que no primeiro tempo, cara, o estádio tava dois terços do estádio na sombra e um terço no sol. Qual era a parte que tava no sol? A minha. A lateral esquerda. Porra, toda bola, eu ficava aqui, né?
assim e tal, e olhar pro Messi, o Messi na postura, falei, pô, será que o meu sol é o sol dele também? Só tá me atrapalhando, não atrapalha ele? Aí uma hora uma jogada parada, eu olhei e falei, pô, Léo, tá difícil aqui, né? Ele olhou pra mim, não, só se tá pra ti. Falei, tu tá enxergando alguma coisa? Ele falou, tô vendo tudo, pô. Falei, puta que...
Já é difícil marcar o cara no mano a mano. Imagina quando tem o sol e não enxergava nada, meu amigo. E o meu medo, cara. E o Simeone dizia, aperta. Eu falei, aperta o quê? Eu dava três metros de distância pra ele. Não vou dar o bote desse cara não, bicho. Um sol, eu não enxerguei nada o primeiro tempo inteiro, cara. Caraca, mano. Porra, era difícil. O baixinho era complicado. Bizarro, é. Bizarro.
Pra achar a bola ali. Porque toda pergunta que fazem, né? Pra nós... Missão, marca o Messi no jogo de hoje. Eu tive a felicidade, cara, de jogar cinco anos a Série A espanhola. Então eu peguei aquele trio MSN, Messi, Suárez e Neymar. Pô, peguei o prime ali do prime daquela galera, né? E aí vem aquela pergunta clássica. O que é mais difícil? Marcar Cristiano ou Messi?
Eu até brinco, eu falo assim, eu não sei, porque eu também tentei e não consegui. Eu faço brincadeira, mas brincadeiras à parte. Você pode ter a missão de marcar. Eu não consigo responder. Mas assim, o Messi é mais imprevisível do que o Cristiano. O Cristiano é aquela máquina completa. Que se a bola vem na cabeça, ele vai subir mais do que tu. Ele chuta de direita, de esquerda, ele bate falta, ele é rápido. O Messi...
É imprevisível demais. Tu nunca sabe, entendeu? Porra, meu primeiro jogo contra ele, cara. Ele fez uma jogada na minha frente. Ele dá um come rápido no nosso volante. Quando eu pensei em sair pra apertar, a bola tinha saído já, meu amigo. Eu só olhei pra trás, a bola passa isso aqui da minha trave lá. Quase gol. Falei, como é que ele chutou nesse... A velocidade de raciocínio e mediação. O cara não cai. Tu pode bater, ele não cai.
Sabe? Porra, muito difícil, cara. Muito. Dois extraterrestres, né? Você não baixiu, né? Na prateleira deles, assim. Você não baixiu e franziu. O Messi ainda era mais imprevisível.
É um dos maiores da história, né? O jogo contra os maiores da história. Tem um jogo contra o Barça pelo Valencia, que nós ganhamos dois a um lá. Foi um dos melhores jogos do Diego Alves. Pra ganhar o Barça no campeonato, o teu goleiro tem que fazer o jogo da vida, né? Dito e feito. O Diego pegou tudo daquele jogo e o lateralzinho esquerdo jogando.
0x0, 0x0, 0x0 e o Messi, ele não participa da fase defensiva do Barcelona ele fica aberto lá no ladão dele e pô, eu como lateral esquerdo meu time ali rodando a bola, eu tinha que, né, pô, peraí sigo aqui meu time ou fico de olho lá no cara que tá lá, pô, não... dá vontade de chamar ele assim, ó, cara, tem que me marcar, pô eu tô aqui, tem que tá aqui não aí e o medo de atacar, o contra-ataque depois
Aí, porra, lá no Camp Nou, os caras, Neymar chegando, o Diego Alves pegando tudo e tal. Porra, aí vem uma virada de jogo, a bola vem virando. Eu falei, opa, eu vou atacar. Aí eles abrem uma bola no André Gomes, o português André Gomes, jogou no Barça também. Eu faço a ultrapassagem por dentro, o André me dá. Eu chuto, bato no Raquitite, Cláudio Bravo, toma. Cara, agora é pra ser pra mim. Comemorei, claro, né? Olhei pro marcador, Raquitite contra.
Pô, eu falei, pô, dá pra mim, pô, chutei ali, sabe? Eu cheguei no gol, pô. Mas, pô, mas o Messi não me seguiu.
Entendeu? Fui sozinho. Então tem essas coisas de... Fui, deu certo, mas pô, quantas vezes o medo de ir contra-ataque e o outro lá dentro, entendeu? Saber que eu vou, vou finalizar a jogada e não vou... Exatamente. E dizem que ele, assim, todo mundo que marcou ele, que passou aqui pelo charla, fala que ele...
Fica andando, assim. Isso aí, meu amigo. Acabou com o boom. Recebe boom. Aí, porra, aí o Dani, ele e o Dani Alves na direita. Meu amigo, era uma brincadeira de toca, toca, toca, toca, e não via a bola e vai pra lá e vai pra cá. O cara ficava tonto, bicho. Caraca. Tic-taca deles era assim, porra, jogar no Camp Nou era subir uma montanha, cara. É, né? Era. Os caras vinha assim, dez assim, parecia handebol, sabe? Caraca.
Meu amigo, era difícil. Compactados. Era, era. Que loucura. O Madrina te deixa jogar no Bernabeu. É um espetáculo. Ele fala assim, vem e eu vou. Tu vem e eu vou. Lá no Camp Nou, meu amigo. Linha alta, só dá os caras e é o lateral fazendo facão de atacante. Tem que amassar o dia de tremenda. E aquele trio MSN naquela época grande mesmo, meu amigo. E o Neio que jogou lá, cara? Piada.
Era futebol de melhor do mundo? Piada. Piada. Ah, 14 e 15 foi absurdo. O Ney conseguiu se destacar numa equipe onde tinha Messi, Busquets, Xavi, Iniesta, Soares. O Ney, aquela temporada 14 e 15, que eles são campeões da Champions também. O que ele jogou é piada. Tu acha que ele foi o melhor do mundo? Ah, cara.
Aquele gol contra o Vila Real. Pelo amor de Deus. Dá um chapéu, dá um giro, um balé. E assim, dentro de campo, meu amigo, o que ele fazia, cognitivo dele, não, outra dimensão. Parece um YouTube assim, aí caiu o Neymar no Trio e o Messi, cara. Absurdo o que eles faziam assim dentro de campo. Então até que teve um jogo contra o Barcelona, esse jogo que eles foram campeões na nossa casa, qual foi o pedido do Simeone pra nós?
A gente vai defender, que ele gosta, né? A gente vai defender. O princípio, defesa. O jogo começa empatado sempre, né? O fã garantiu um ponto e vamos tentar ir mais que o fã. É muito bom que ele fala, pô, o Simão me fez o brasileiro achar que eu sou um retranquilo. O Flávio, eu jogo pra frente. Eu meia, né? E aí, pô, pra eleição dele, ele fala, ó...
O corredor que nós roubamos a bola tem que finalizar a jogada por lá. Eu não quero essa bola passando pelo meio do campo. Roubou na esquerda, eu não quero o lateral esquerdo dentro do meio. Vai até o final pela esquerda. Roubou pela direita, porque ele não queria que essa bola passasse no meio. Porra, quando o Xavi, Busquets e Iniesta roubavam a bola, meu amigo, estavam o Trio Emerson ali prontinho pra... A construção era absurda.
Então esse jogo contra o Barça foi todo assim. Vocês vão ver, nós não passamos a bola pelo meio do campo. Onde roubava o corredor que roubava o corredor que finalizava. Pra não ter esse contra-ataque, não ter essa... Mas agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora,
É uma estratégia, pô. O talento é o meio campo. Os caras se deram a passar no meio campo. Eles são um monstro. Rouba a bola, perde pressão absurda. O Busquês, o que ele fazia dentro de campo, os passes que ele achava. Porra. Chave, Iniesta, pelo amor de Deus, né, cara? Não, é... O Busquês, engraçado, o Busquês não me chamava assim... Vou falar uma parada que vocês é claro. Não me chamava tanta atenção por conta dos outros. Outros, é. Chave, Iniesta, Messi.
Aí agora, ele mais velho, cara, no Inter Miami, tem uns cortes dele no Mundial de Clube, tu viu? De posicionamento. Ele não joga salão em campo. É isso. Ele protege a bola de maior leitura que ele faz com o corpo, ele tira jogadores na jogada com o corpo. Mas que isso é piada. Confirmou esse trio ali, né?
Quando o Inês vira titular, o Xavi, com ele, com o Busquets. Pô, ali virou, acho que é o prime dos últimos tempos. Pô, e é o que eles faziam? O City do Guardiola jogou bola. Tinha o Masquerano na zaga com o Piquet. Então o Masquerano era o cara do desarme. Quando dava ruim, era o Masquerano no Raul. Sim, da Madeira. Entendeu? Da Madeira. É um timaço, cara. Cara, sensação. Quando você jogou no Granada, na Série B e subiu. Isso. Valência. Eu faço dois anos na A com o Granada.
Quase vou pro Real Madrid, essa história é boa também. É, é. Quase vou chegar a assinar um pré-contrato com o Real Madrid e acabo indo pro Benfica. Assinou um pré-contrato. Posso contar essa história? Pode. Essa história é maravilhosa. Eu faço dois anos na A com Granada, onde eu vou muito bem. Particularmente falando, né? É aquela equipe humilde, que briga pra não cair. Mas eu fui muito bem nesses dois anos de Granada. Acaba a minha terceira temporada no clube, segunda na Série A. Vem de férias pro Brasil, meu empresário me liga e fala, olha...
o Real Madrid entrou em contato com a gente, porque parece que o Coentrão vai ser vendido. Na esquerda era Marcelo e Coentrão, Fábio e Coentrão, português. Eu falei, vocês estão falando sério comigo? Os caras te querem. Tá bom. Eu comecei a negociar com o Real Madrid um pré-contrato, mas o Madrid deixou muito claro que o Coentrão sairia numa operação muito...
difícil, porque o Madrid tinha pago 30 milhões de euros nele. Então o Florentino Pérez ia querer esticar essa corda até o final do mercado pra tirar o máximo possível por ele. Então eu sabia que era uma operação que ia lá pro final do mercado. Mas nada impedia de eu poder ir negociando a minha parte com o Madrid. Tudo pactado. Números pactados, enfim, o tempo passando. Nesse período, eu no Granada, eu fazendo pré-temporada com o clube, os caras cuidaram tanto de mim pra eu ser vendido pro Real, que eu não fiz nenhum amistoso, nenhum treino direito. Eu só corri em volta do gravado.
Eu estava sendo preparado para ir para o Real Madrid. Tempo passando, começa o campeonato final de agosto e lá é assim, né? Tu consegue jogar duas, três rodadas com o mercado aberto ainda. Primeira rodada, Granada-Real Madrid, na nossa casa, 21 de agosto. Faltando 10 dias para o fecho do mercado. Eu não joguei porque eu só corri em volta do gramado a pré-temporada inteira, sendo preparado para essa operação. Então assim, uma operação que envolvia Jorge Mendes também, por ser empresário do Coentrão. Estava se formando uma peça do Nominó que eu sabia que eu sairia do Granada.
tinha outros dois clubes também ali, junto com o Real, que se não desse certo o Real poderia acontecer.
21 de agosto, Granada Real Madrid. Eu vou no estádio ver o jogo, pô, falo com o Marcelo, uma sangra da Brinca, ei, vai e vira. Eu falei, tô só esperando o Tugas sair, porra. Ele saiu, eu tô lá já na porta do CT. Eu ainda perguntei pro Cristiano também, ele passou, falou, e aí? Não, não, vai dar certo, vai dar certo. Então, a imprensa já meio que me dava como certo no Real. 28 de agosto, segunda rodada, Carlo Antilotti, treinador do Real.
Acaba o jogo, eu tô lá, eu já me senti jogador do Real, né? No sofazão, vendo o Real Madrid jogando.
acaba o Juogo, primeira pergunta para o Montilotti na coletiva, Mister, e o plantel? vem alguém, sai alguém, ele fala, não plantel está fechado porra, pega o celular, já liga para o meu empresário eu falei, porra, tu tá velhinho, cara Guilherme, a gente sabia que corria o risco de ideia isso acontecer, mas calma, faltam 3 dias de mercado ainda tudo pode acontecer
O cara meteu assim, o plantel tá fechado, não sai ninguém, não vem ninguém. Já foi, né? Não vai dar. Último dia de mercado, eu acordo sem nada, cara. Mais um ano de Granada. Com todo respeito, eu sou apaixonado. O clube que me projetou na Espanha. O pessoal me ama lá, porra, adoro aquela cidade, aquele clube. Tenho um carinho enorme por ele. É a cidade de Granada. Cidade de Granada, que é muito legal. É, é belíssimo. Na região de Andalucía, ali no sul, é maravilhosa. Cidade maravilhosa, universitária. Não é, né? Não é, né?
Só que naquele ano, no Granada, o Benfica tinha emprestado três jogadores pro Granada. Então o presidente do Benfica foi alguns jogos do Granada assistir. Coincidentemente, eu tinha feito bons jogos ao olhar do presidente do Benfica. Meio dia meu empresário me liga. Guilherme, Benfica apareceu. Soube que o negócio com o Madrid caiu. Um ano de empréstimo. Bora, falei, agora? Negociamos contrato rapidinho, meia hora, tudo certo, pactado. Mandaram uma aeronave me buscar em Granada pra eu ir assinar com o Benfica.
Pega um amigo meu que tava na casa dele, torcedor do Real Madrid pra caramba, eu falo, bicho, vamos pra Lisboa comigo assinar. Como assim? Falei, vou assinar com o Benfica. Bora. Caiu o Real. Vou pro aeroporto de Granada, no que eu tô entrando num avião, me liga o presidente do Granada. Nervoso pra caramba. Porra, chegando em Lisboa não atende ninguém, só eu e teu empresário. Pum, desligou na minha cara. E tá acontecendo, porra, liga no meu empresário.
Ó, Álvaro, o que tá acontecendo, cara? O Kiki me ligou aqui, nervoso pra caramba, falou que não é pra atender ninguém quando chegar lá, ele, cara, tu não vai acreditar. O Coen então tá indo pro Manchester, o Madrid quer assinar contigo.
Falei, porra, Álvaro, eu tô no avião indo pra Lisboa, cara. Ele assim, foda-se. Tu vai chegar lá no aeroporto de Lisboa, como é um avião particular, lá tem uma parte de escritórios e tal, ainda perto da pista. Tu vai descer, tu vai assinar um contrato, vai voltar pra Espanha. Falei, caralho, Álvaro, os caras tão me esperando lá, tá a imprensa, todo mundo. Ele, o que que tu quer? Eu falei, eu quero o Real Madrid. Ele assim, ó, tu vai ter uma hora de voo, nessa hora de voo vamos ter novidades.
Porra, pensa eu dentro daquela aeronave. Puta, né? Nem banheiro tinha, cara. E a minha vontade no banheiro a cada três minutos, nervoso pra caramba.
Eu, porra, chego em Lisboa, meu telefone, imagina, a imprensa espanhola começou a me oficializar no Real Madrid. O oficial, o Siqueira vai assinar com o Real Madrid. Quando entrou, não tem ido pro Manchester. Eu fico dentro de uma sala, época do fax. Chega o fax do Real, eu assino, imprensa, portuguesa me mandando, me escrevendo, os caras do Benfica que foram me buscar no aeroporto, os funcionários me ligando e eu não atendi a ninguém, cara. Eu assino com o Real Madrid, fico na salinha esperando.
Até que, da meia-noite na Espanha, 11 ainda em Portugal, lá tem uma questão do fuso, o presidente me liga do Granada e fala assim, é oficial, tu é jogador do Real Madrid. Eu falei assim, o Kiki, tu fala sério, porque se eu ligar na minha família agora, meu pai vai infartar, e eu acho que nem roupa eu tenho pra estar amanhã do lado do Cristiano Ronaldo, tu me explica isso aí direito, cara. Ele, não, vai estar certo. Tô só finalizando algumas documentações aqui.
Falei, qual é o procedimento? Não, tu vai agora voltar, eu tô em Alicante, tu pega a aeronave, vem pra Alicante, dormimos em Alicante, amanhã da manhã, apresentação do Real Madrid.
Você é daquela sala, eu chorava igual criança, cara. Porque, né, eu tenho que saber contar essa história porque eu joguei no Atlético, eu tive uma história com o Atlético depois, no ano seguinte. Mas, porra, é muito legal pra um menino, com a minha história na Europa, é o Real Madrid. Cara, é o ápice, entendeu? Porto Vindo Granada pra um Real Madrid. É uma relação de um sonho, né? O Madrid naquela porra, naquele ganhando tudo. Galáctico, porra.
Galáctico. Então, porra, me emocionei pra caramba, chorando e tal. Porra, passam-se 15 minutos, eu chorando, meu amigo chorando, os dois pilotos da aeronave chorando, os caras ligando pras esposas. Porra, tá um cara aqui no Real Madrid e tal, não sei o quê. Até que me liga o presidente do Granada e fala, ó, o procedimento é esse, tu vai vir pra cá agora, pra Alicante e tal. Nisso toca o telefone dele, outro telefone dele. Era o Rosângel Sanchez, que é tipo um vice-presidente do Real. Até hoje lá.
ó, deve ser o cara querendo te dar as boas-vindas. Ele atende o telefone, não me uma voz. Kiki, e eu tô ouvindo, tá? No outro lado da linha. Tu não vai acreditar. Pô, quando ele for, tu não vai acreditar. Eu falei, ó, tá vendo? Quando é a minha vez, sempre tem problema. Porra, ficou faltando um fax do Manchester pro Real aqui e a Federação Espanha não tá aceitando esse fax. Eu não consigo tirar o Coentrão daqui. Não vai dar certo essa história do Coentrão, então eu não consigo trazer o Siqueira.
Porra, eu ouvindo isso, eu falo, ah, tá de sacanagem. Mas deixa eu falar com o atleta. Porra, ele passa o telefone, eu tô ouvindo ali, ele assim, mas faz o seguinte, pega a aeronave, volta pra Granada, e eu assino um pré-contrato contigo pra janeiro, pra metade da temporada. Cara, ele algo me disse que, sabe, não era pra ser. Eu agradeço, falo, diretor, eu vou assinar com o Benfica. Eu vou desembarcar, isso gera umas 11h20, 11h30. Eu tinha meia hora só pra assinar com o Benfica, cara, lá em Portugal.
Eu agradeço. Pensem eu saindo da salinha, desembarcando e indo pro Estado da Luz. Cara, eu não sei como eu cheguei vivo naquele Estado da Luz. Eu! Com a polícia do Benfica. Só que eu não sabia que era o diretor do Benfica. Nada mais, nada menos que o Rui Costa, que hoje é o presidente. Porra, você sobe elevador, tal, não sei o que. Pum, entra no escritório do presidente. Cara, puta, na sala, quem me recebe é o Rui Costa. Eu falei, caralho.
Ah, Luiz Costa, prazer, tal, não sei o quê. Assina, assina, assina, assina. Cara, eu assino tudo rápido. Eu acho que até hoje é só a contratação mais tardia da história do Benfica. Caralho, com ele no... Ali, cara. Foi ele no... Ali, cara. Tinha uma badalada. Porra, e assim, né? Com todo respeito ao Benfica também, que foi, pra mim, foi o melhor ano da minha vida, digamos assim, né? Com Jesus ali, foi maravilhoso. Mas, porra, eu tava acertado com o Real. Então eu demorei uns três, quatro dias pra assimilar aquilo ali.
E o Rui falou pra mim assim, cara, tu vai conhecer esse clube. Tu vai ser muito feliz aqui. Tu vai conhecer o trabalho do Jorge Jesus. Tu vai ser muito feliz nesse clube. O clube aqui é muito grande. E dito e feito, cara. O Benfica é um clube espetacular. Com uma estrutura fantástica. Então acaba aquela temporada do Benfica que eu vou muito bem. O Atlético entra em contato.
Simeone, ó, Simeone te quer. Felipe vai pro Chelsea, tu é o nome. E eu vou pro Atlético. Caraca. Eu vou pro Atlético. E eu faço... E aquele contrato do Real resolveria a minha vida. É uma coisa que... E eu vou pro Atlético com um contrato melhor que o Real. Melhor, né? É.
Sabe, então eu passo aquele ano do Benfica assim, porra, aquele contrato do Real, aquele contrato do Real, aquele contrato do Real. Caralho, as cifras. Não, cada bola dividida vinha o contrato do Real do Benfica. Porra, e aí eu vou, eu assino quatro anos com o Atlético, um contrato graças ao bom Deus, cara. Cara, mas é umas paradas assim que vocês vivem, assim, que é muito inimaginável pra gente, esses cenários. Aí, porra, é no Pan, Rui Costa.
Eu reconheço muito mais isso, Bruno, porque assim, né, eu saí do Brasil muito cedo, né, eu sou um jogador desconhecido aqui no Brasil, porque como eu falei no começo do nosso bate-papo, né, eu não tive a felicidade de jogar profissionalmente no Brasil, e esse caminho, cara, de tu começar...
Base europeia, sabe? Patina aqui, patina ali, tenta. Pô, quando tu chega nesse nível, cara... Com as tuas próprias pernas ali, de... Porra, sabe? Tu valoriza três vezes mais essa história. Cheguei lá, no topo da porra, mano. Exatamente. Agora, você já falou, Jorge Jesus, né? Deve ter... Porra, esse cara é sensibilidade de história. Eu tenho muita história com ele. Te melhorou como atleta? Muito. Primeira resenha, ele me chama na sala dele. Porra, entra na sala de uma lousa enorme. Tá lá a equipezinha montada, né?
Senta aí. Ah, sento eu. Aí ele faz umas... Ele faz umas... Uns esquemas de jogo. Ele simula. O que é que tu faria aqui nesse caso tal? Pega e me dá um bonequinho pra eu fazer. Ó, bola tá aqui, tu tem que tá onde? Aí eu faço e ele fala. Errado. Já tomei a primeira, né?
Essa jogada aqui ofensiva, tu tem que estar onde? Pum, errado. Falei, puta. Aí ele olha pra mim, aquele jeito dele, ó, Siqueira, tá pensando que isso aqui é o Granada? Já me dá uma durona assim já, sabe? Jogar de futebol? Isso aqui é o Benfica! Já começou assim nossa relação. Das cinco perguntas, eu errei cinco. Seja bem-vindo ao Benfica. E aí os caras me veem cheia e me falam, pô, o Luizão tava lá, capitão. Ó, Siqueira, o homem é diferenciadíssimo, mas o homem é brabo. Tem que saber levar e tal, tal, tal.
E, cara, sabe quem tava lá de lateral que eu não sabia? Como eu cheguei no último dia de mercado, aquela loucura toda, o Cortez, porra. Ô, Cortez, Bruno Cortez. O Cortez é o lateral do Benfica. Figuraça, tipo, pra caramba. Casou do amigo. Isso. E todos me alertaram, ó, o Jesus, ele é brabo, mas é um cara que tu vai ver. E, coincidentemente ou não, a minha primeira semana de treino, o homem só me elogiava. Pô, o arco saindo bonitinho na cabeça do atacante.
E até os caras começaram a pegar no meu pé os brasileiros. Olha o filhão do Jesus aí. Só me elogiava. Segunda semana de Benfica, eu fazia as mesmas coisas. O cara só me criticava. Mas dura mesmo, dura. Cara, o velhinho era difícil de entender. Mas depois, meu amigo, que tu pega a dinâmica dele de trabalho, ele monta uma equipe pra jogar, ofensiva, organizada. O que ele me fez como atleta, a forma como ele potencializou, cara. É mesmo, né? Tá louco.
jogava com música, assim. Eu sabia toda a movimentação defensiva, ofensiva de memória do nosso time. Caraca, sim. A gente bateu de frente, porra, eliminamos a Juventus da semifinal da Liga Europa, aquele time maço da Juventus. Portugal ganhamos com o pé nas costas, ganhamos com o português. O time dele cai na semi?
Não, a Europa League eu chego na final. A final é isso. Porra, só deu a gente... Não é a Europa League, né? É a Sevilha League. Pô, e esse jogo foi foda, cara, porque só deu a gente. Perdemos o gol pra cacete. Os caras querendo levar o jogo pros pênaltis. Porra, se vocês viram os pênaltis hoje, cara, não tinha a VAR, o Beto, o goleiro português do Sevilha, ele adianta todos os pênaltis. Dois metros, assim. Perdemos os pênaltis, cara.
Se a gente ganha a Liga Europa ali, porra, era o mano... Ganhamos as três competições de Portugal e faltou a Liga Europa. Tem uma frustração, né? Quando ele ganha a Libertadores do Flamengo, ele lembra de... Pô, eu perdi um título nos pênaltis. É, e quando eu chego, ele já tinha perdido pro Chelsea a final da Liga Europa também, lá na Holanda. Gol do Ivanovic de cabeça no finalzinho. Entendeu? Quando eu chego no Benfica, na realidade, o Benfica vinha de uma perda de Europa League pro Chelsea.
De perder a taça de Portugal pro Vitória de Guimarães também. E perder o campeonato português, aquele gol do Kelvin. Lembra pro Porto? Kelvin, sim, sim. Aquele gol no finalzinho. Sim, sim, sim. Imagina o clima quando eu chego naquele clube. Os caras clima de merda, assim. Pô, perderam tudo no ano anterior, cara. E graças ao bom Deus, ganhamos tudo no ano seguinte. Só faltou a Liga Europa. Mas o nosso ano foi maravilhoso. Quando o velhinho anunciado pelo Flamengo, tu já tinha certeza. Ninguém conhecia ele. Foi muito legal. Que loucura, né?
Até eu tenho uma história, pô, olha as histórias, né, cara, da bola, né? Trazendo o Felipe Luiz aqui novamente, né? Eu tive a felicidade de participar da intermediação do Felipe. Nossa primeira reunião pelo Felipe em Madrid, foi em Madrid com o Marcos Braz, nós estamos ali no restaurante. Jelo no sangue. Jelo no sangue. Porque o Marcos é assim, né? O Braz vai negociar, é aquela tranquilidade. Ah, é? Tudo assim e tal. E aí, pô, o Felipe vai embora, porque o Felipe é apaixonado por tênis, a reunião acaba, o Felipe vai lá ver o Master Series de Madrid, com o Braz e com o Spindle, trocando ideia e tal, não sei o quê.
E já tava rolando esse papo de Jesus e não sei o que e tal. E eu falo pro Braz. Falei, Braz, se vocês trouxerem o Jesus, vocês vão revolucionar a história de vocês. Aí o Braz me olha assim, mas tu conhece ele. Falei, pô, trabalhei com ele no Benfica. Tá falando sério? Falei, claro, pô, tá louco? Peraí. Liguei no Jesus. Viva a voz. Então, Siqueira, tal, tal.
E tava rolando já esse processo de vinda, né? Não participei, não tem nada a ver com... Mas, sabe, tive ali nesses bastidores... Vindo numa reunião deles na Europa. Eles conversaram e tal. Então, cara... E essa frase que eu falei pro Braz... Essa frase que eu falo pro Braz foi muito legal. Eu falei pra ele, cara, vocês vão revolucionar a história de vocês. Porque eu conhecendo o trabalho do Jesus, eu sabia que ia dar muito certo. Se encaixar, senhor. E de oito efeito, né? O homem veio aqui... Porra.
Puta que pariu. O destino é... Porque tem que acontecer. Porque ele teve dois... Assim, na chegada de Jesus, ele tem dois...
Momento difícil, assim, que é a derrota pro MLE, que é o primeiro jogo do Matamaro. Jogo da ida. Que ele bota o Rafinha numa segunda linha com o Rodinei. O Diego rompe os ligamentos. É, o Diego rompe os ligamentos. Na volta ele consegue a classificação. E a derrota na estreia do Felipe pro Bahia, de três. O Gilberto dá uma arrancada pela direita, o Filipinho ali, ó. Não entendo nada. Mas é uma boa do Jesus, assim, que o Felipe chega. O Diego Felipe chega no CT, primeiro treino dele, eu tô acompanhando ele.
E o Jesus tava ali, então quando o Felipe faz aquele trabalho, examezinho de inicial ali de clube, eu vou tomar um café com o Jesus na sala dele. E ele fala assim pra mim, vou fazer um negócio aqui que eu acho que, não sei se vai dar boa, mas eu acho que vai dar. Falei, Mish, tu acabou de chegar. Sabe onde é que tu tá? É Flamengo isso aqui, viu? Não, o Cuejar tá com a proposta da Arábia e eu vou fazer o Arão esse jogador.
Pô, na época o Cuejar era o ídolo aqui do Flamengo e o Arão não tava muito, né? Era o arão. Falei, mister, tu sabe o que tu tá fazendo, mister? Não, o Cuejar vai sair, porque já tá proposta e eu vou botar o Arão nessa posição e eu vou fazer ele esse cara que eu preciso. Por quê? A minha zaga não é tão alta, eu quero um volante alto que tenha boceira de bola, tal, tal, tal.
Falei, Míster, não sei se vai cair muito bem isso pro quanto... Rapaz, olha só que loucura. Cara. Olha o Arão. Aí teve aquela, né? O Tamar Arão. O Tamar Arão. Ele pegou o Arão pra ser... No Benfica, ele fez, sabe o que? O Matite. Lembra do Matite? Foi pro Chelsea depois e tal. O Matite era o nosso volante ali, do Benfica. E ele fez o Matite, esse volantão. Sabe assim? O cara é fenomenal. Fora de sério. Fora de sério. Ele tava lá no Al-Hilal, saiu pro Al-Nássia.
E colocou aí Ele voltou a falar de Flamengo Ele chora, sabia? Ele falando de Flamengo Ele se emociona, cara Porque assim, o carinho que ele recebeu aqui Ele nunca recebeu em lugar nenhum
Aí aquele cara, sabe, durão, mas tem esse lado sentimental. Ele se sentiu à vontade aqui. E a torcedora do Flamengo, porra, quando quer abraçar é uma coisa fora do normal, né? Maracanã todo gritando o teu nome, entendeu? Então ele nunca tinha visto isso no futebol. O único que tinha adiado esse assunto no Flamengo era o Felipe. O único que conseguiu adiar esse assunto. Isso.
É, ficou uma sombra do Jesus muito tempo ali, né? Eu acho. Só no peito do Felipe que não se fala. O meu Leonardo já vem agora, mas pode ser que volte. O Jesus, ele é o único técnico que eu me lembre, desde que eu sou vivo e vejo o Flamengo, que nunca foi xingado no estádio. Só teve elogio. Pelo Flamengo. Lógico, teve também a ajuda de ter sido um período abreviado lá pela pandemia e tudo mais. Mas assim, nunca existiu...
Um clima contra o Jesus, sabe? Assim, no estádio. Maracanã. É só... Olha! Ele falava isso já lá no Arábia, dando uma entrevista até pro Caio, eu acho. Ele fala... Eu nunca tive jogador falando que me ama. Que me ama. Me ama. E assim, eu acho que é uma virtude do Jesus. Eu coloco o Simeone nessa prateleira e trago o Felipe Lins um pouco também. Eles têm esse dom de trazer a equipe dele, esse comprometimento dentro de campo.
O Atlético ganhou o jogo do Atlético de Madrid, errando e acertando, tu vai ver os 11 caras correndo, os 10 de campo, correndo o jogo todo e pau e vai, é...
O Jesus, time dele. Aquele time de 19, comprometimento da equipe, lembra? Rodrigo caiu lá atrás com o Pablo Mari e tal, Felipe Rafinha. Tá 3x0 e tá aqui. Entendeu? E o Felipe trouxe também pro Flamengo de 2025 agora esse comprometimento em campo, sabe? Ele conseguiu abraçar aquele plantel ali. Então foi muito legal. O Felipe é uma junção dos dois. É, bastante. Amigo do Felipe.
treinou com o Simeone e com o Jesus. Você acha que ele tem... Como Jesus teve seu professor lá atrás, Simeone com certeza também, o Felipe, normal que ele vai dando algo de bom... Ele passou por muito, ele fala muito bem do Tite também, na época de seleção e tal. Então, com certeza, o Felipe herda coisas boas desses caras. Mas o Felipe tem uma ideia também muito clara. O Felipe sempre foi dessa ideia do comprometimento, a equipe com linha alta, sabe?
Essa equipe agonizante ali com o adversário, de atacar organizado. Então, pô, bateu muito. Ele pega o espírito e Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald Donald
o espírito do Simeone, de competitividade ali, de ser aguerrido, com essa criatividade organizada do Jesus, entendeu? Então, quando eu falo, o Felipe tem um futuro muito promissor. O Coque fala há pouco tempo, né? O Felipe tá indo bem lá no Brasil, né? Tem que... Já pensou um casamento maravilhoso, cara? Já pensou?
Um Atlético de Madrid pro Felipinho. O Felipinho é um cara muito iluminado, você conhece mesmo que a gente, né? Pensa eu, pensa o Siqueira lá em 2014 tendo que substituir o Felipinho. Porra, o cara deixou um, né? É, é um moral, né? Quando chega no clube, o cara deixou uma saudade do caramba, né? É. Falei, porra, que responsabilidade, meu amigo. Não, o cara lá foi muito grande, né? O Felipinho lá foi gigantesco como atleta e muito querido.
Por essa postura dele, esse cara profissional como ele é. Então ele é um cara muito respeitado lá. Exemplar, exemplar. Agora, Guilherme, se eu te perguntar assim, cara, o jogo da tua vida, assim, lá na Europa.
Pode ser um jogo que você melhor atuou. Com a graça de Deus, Bruno, eu tenho alguns clássicos, porra, Atlético Real. Mas eu tenho um Benfica-Porto que ele tem uma curiosidade no meio. Ali em janeiro de 2014, nós chegamos para um clássico contra o Porto empatado a pontos, cara. Brigando pela liderança. E na semana do clássico, nada mais nada menos, o Eusébio faleceu.
Na semana daquele clássico, porra, o maior hídro da história do Benfica. Faleceu na segunda-feira, semana de clássico. Porra, aquela semana foi pesada demais pra gente, cara. Nós fomos no velório, no enterro. Sabe que é o torcedor te agarrar assim e falar, vocês têm que ganhar esse clássico pelo Eusébio. Esse clássico domingo é o Eusébio.
Sabe assim, uma semana de muita responsabilidade. Tanto é que nós entramos em campo, cada jogador com a camisa, o nome Eusébio. Foi um clássico muito, sabe assim? Porra, se vocês viram as imagens, cara, sabe? Porra, o estádio tava todo Eusébio.
Então, e a nossa responsabilidade, né, de família de Eusebio na arquibancada, de não decepcionar aquele momento, que foi muito importante. Porra, nós ganhamos 2x0 do Porto. Temos um banho de bola neles, cara, e tu vê os dois gols que nós fizemos. Se você gera a comemoração, quem faz 1x0 é o Rodrigo. Rodrigo, que é o hispano brasileiro, filho do Adailton. Rodrigo, filho do Adalberto. Rodrigo Moreno. Rodrigo Moreno faz 1x0 e o Garay, zagueiro argentino.
Garay. Mas se você gera a gente comemorando, cara, parecia assim final de Copa do Mundo. Então, aquele jogo pra mim...
emocionalmente falando, foi o que mais mexeu comigo, sem dúvida alguma, cara. Foi um baita de um jogo, assim, foi bacana. E gol teu, mano? Lixe uns três gols aí pra gente, mano. É lateral esquerdo, calma aí. Eu sei. Vou ter que me esforçar aqui pra lá. Pode ser, você bateu o pênalti. É, o pênalti me salvou muito, né? Olha, o mais... Tem pênalti pesado, é importante. O mais engraçado, emblemático, e eu não posso falar, é um acabadinho no Camp Nou contra o Barcelona, né? No Valdez.
Procurei, pessoal. Caveiro no Valdez. Temporada é... Caveiro no Valdez, cara. Conta essa história, porque assim, decisão de... A gente teve aqui, por exemplo, o famoso pela cavadinha, Locoabreu. Sim. Ele contou as decisões dele, tanto na Copa, porque ele cava na Copa, nas quartas de final, quanto contra o Flamengo, do Bruno, né? Como é que foi a tua decisão de cavar, mano? Maravilhosa. Eu começo o primeiro ano na A com Granada.
Terceiro jogo do campeonato, eu nunca tinha chegado perto da bola pra bater pênalti, nunca na minha vida. Nós e Levante em casa, a gente perdeu o primeiro jogo, empatou o segundo, era aquele jogo assim, sabe? Porra, tem que ganhar. Pênalti pra nós, ninguém chega perto da bola. Eu tô lá olhando, eu falei, peraí, eu confiante, eu tinha feito dois jogos bons no iniciais ali e tal.
Peguei a bola pra bater. Meio fluminense. Porra, pego a bola. O goleiro dos caras era o Munua, um uruguaio. Dois metros de altura. Boto a bola no cal, 0x0. Quando eu olho pro Munua, cara, o gol ficou pequenininho. Eu falei, o que eu faço agora? O que eu fiz? Tava aí.
Eu vou cavar. Ele é grandão, ele vai pular pra algum lado, eu vou cavar no meio. Cavei, fiz. Passei aqui comemorando, né? Agora sai, agora deu, eu sou o batedor. Aí, porra, acaba o jogo, eu no vestiário, peço a palavra e falo, ó, a partir de agora, eu sou o batedor da equipe. Não vem nem... Não quero ninguém chegando perto da bola, não. Já que eu tive, né, pra fazer isso aqui, agora o negócio é meu. Hoveram outros pênaltis que eu bati e tal, fiz.
Vamos no Camp Nou contra o Barça. E no dia do jogo, tô tomando café com os meus empresários, e aí eu brinco com ele, ele fala, ó, se tiver pênalti hoje eu vou cavar. Aí eles falam pra mim assim, duvido, no Camp Nou? Eu duvido de fazer. Eu falei, não, fala duas vezes. Duvido. Eu falei, tá bom, se tiver pênalti eu vou cavar. Começa o jogo, 2x0 o Barcelona, assim, com 10 minutos de jogo. Eu falei, Jesus, amém. Lá vem, ó. Vai ser oito. É. Vamos pro intervalo, 2x0.
Volta o segundo tempo, uma falta lateral pra nós, o cara bate, o nosso zagueiro, pau de cabeça, 2x1. Contra-ataque nosso, Daniel Alves, pênalti, pênalti pra nós. Porra, daí eu falei, não, mas esse primeiro aqui não vou fazer não, cara, vou bater normal. Medo no Valdez ali e tal. Tinha o gol do empate, eu bato e faço, mas não bato o Cavada. Bato e faço. Porra, nem deu tempo de eu comemorar aquele momento, o Messi vai lá e pum, 3x2, 4x2, 5x2.
Vamos no contra-ataque. Dani Alves, pênalti de novo. Dani expulso. Dois amarelos. Ali eu boto a bola no carro e falo, agora eu vou cavar. Cara, deu o segundo, cara. Deu o segundo pênalti no jogo. Caraca, mano. É, porra, deita lá, bicho. Eu cavei no Valdez, cara. Eu abro assim, né? Eu abria como se fosse bater aberto e depois eu lavo só o tapinha pro outro lado. O Valdez vai lá.
Lado aberto, eu trago ela aqui, devagarzinho. Então esse pênalti, pô, tu cavar no Camp Nou, tem que estar muito, né? Uma confiança muito... Não empatou, mas, pô, meteu uma cavada... Depois eu tenho um mais raiz, que é contra o Osasuna. A gente tinha que ganhar a penúltimo jogo do Campeonato Espanhol. Tinha que ganhar em casa o Osasuna, porque depois nós jogávamos fora a última rodada e o Osasuna também brigando pra não cair. 1x0 pra nós, um expulso nosso, só dava o Osasuna, faltavam uns 15 minutos.
Pênalti pra nós. Eu vou correr pra bola, todo mundo me olha assim, ó. Cara, nós estamos com um a menos.
Você só dá aos caras, os caras vão empatar esse jogo, se empatar, ferrou. Última rodada, nós vamos jogar fora, eles vão jogar em casa. Se a gente perder, eles ganharem, a gente cai. Cai. Não vai inventar. E eu só fazer pros caras assim do meu time, né? Não, relaxa, pô, vou bater sério, vou bater sério. Eu olho pro banco de reserva, meu treinador, olha pra mim assim, já deixa, né? Não vai cavar. Eu falo, não, não, vou bater sério.
E na semana do jogo, eu faço coleção de camisas. Meu pai fazia, né? E eu não tinha de goleiro, cara. E na semana daquele jogo, eu vi o nosso meio de campo conversando com o goleiro Andrés Fernandes, do Osasuna. Eu falei, porra, Miquel, fala pro Andrés que eu quero trocar camisa com ele depois do jogo, de domingo, porque eu não tenho camisa de goleiro. E meu pai quer. Claro, falou. Então, estávamos pactados de que depois do jogo eu ia trocar camisa com ele.
Com ele. Pênaltis pra nós, é. Pênaltis pra nós, cara. Todo mundo dizendo pra mim, não cava, não cava, não cava.
Porra, fui lá e cavei, cara. Fiz gol. 2x0, os caras me chutando. Tu é maluco da cabeça e tal. Então isso também foi legal, porque, porra, se eu perco ali, meu amigo, tava ferrado. Se o granada cair, era na minha conta que ia cair. Então eu tenho esses dois, essas duas... Porque cavar é um artifício, né, cara? Só que quando perde, todo mundo acha que bateu de sacanagem. Exato. Quando você fez com o Gabigol agora, não tem nada a ver bater de sacanagem. Numa disputa crua de pênaltis, eu não faria.
Não, né? Não. Às vezes que eu fiz foi durante um jogo, onde eu vinha bem, estava confiante, que eu sentia vontade, estrategicamente, pra fazer aquilo aí. Porra, tá 1x0, o cara não me conhece bem, ele vai cair pra um lado, eu vou fazer aquilo. Em momento algum foi. É meio feeling a parada, né? Agora, porra, tu numa disputa de pênalti, que é vida ou morte.
Aí já sai um pouquinho Eu não curto muito isso não Aí tem que ser com um pouco mais de seriedade Depois eu fiz muitos gols pelo Granada Gol de tabelando Aí teve uma disputa de pênalti pelo Benfica Benfica Porto lá no estádio do Dragão Na taça da Liga, eliminatórias que eu faço Eu começo batendo
E o medo de perder o Jesus me dá aquela dura. É, bato fácil. Mas eu fico essas duas cavadinhas aí, cara. A do Barcelona foi... Caraca. Até hoje, cara. O pessoal me manda mensagem. É, né? E aparece aí. Putz. Essa foi louca. Dos clássicos que você fez assim. Você fez com o Atlético, né? Com o Madrid. Fiz com o Porto e com o Benfica. Qual que... Lógico que assim, acho que...
Tem o tamanho de Atlético e Real, mas tem um mais pegado que o outro, um mais jogado que o outro. Então, o Atlético e Real tem sempre esse Barcelona no meio que fica meio um Barça-Madrid. Não é muito. O Atlético e Real é o clássico da capital. Da capital. Da cidade. O Benfica-Porto não, é o clássico nacional. Nacional. É o bicho pega, é porradaria. O negro prefere ganhar o clássico e perder o campeonato do que... Então, lá, esse de Portugal foi mais... Foi com eles disputando ali a liderança até o final.
e no meu ano eles vinha de perder aquele gol do Kevin lá no Estádio do Dragão então tinha essa meio que precisamos ganhar esse ano, ser campeão então esse clássico fica Porto mas claro, Porto jogar um Atlético Real naquelas proporções, dimensões, num Bernabéu num Caldeirão é um glamour fora do...
Do normal, né, cara? Eu falo assim, né? Eu tive o privilégio de ser atleta e ser um espectador que não pagou ingresso por torcendo esses caras tão de perto. Porra, cara. Tava ali vendo de perto aqueles caras. Porra, isso é demais, né? Demais, demais, demais. Isso é um privilégio muito grande. Outra pergunta, assim, eu perguntei pro Lúcio isso, mas aí... De falar ou de porrada, assim? Porque tu também defendia, óbvio, tu não era zagueiro, ficava ali na bola aérea menos, né?
Mas eu falei, ô Lúcio, qual era o cara que mais estava porrada? Na hora, Ibrahimovic. Falou que era ele contra o Ibra, era um negócio assim. E não falavam porra nenhuma, era só pedrada. Era comigo de Zila, né? De mão. Saia a faísca. É, saia a faísca. Tem algum jogador aí que tu tinha mais um... Porra, cara, o Dani tomou as porradas minhas, viu? É. Tomou, coitado. E o Dani não, porra, ele tranquilão, não revidava.
Mas na vez eu ia com muita sede ao pote, sabe? Até era sem querer, não era de propósito não, cara. Mas, pô, eu tenho uma cotovelada nele no Camp Nou sem querer. Pô, tô na velocidade, abrindo aqui, né? É um lugar incisivo nesse lateral. Ele veio se meter ali, é. Ele tomou. Então, com o Dano eu tive muito embate ali, mas, pô...
legal, mas cara o que eu via Godinho com o Sérgio Ramos era maravilhoso porra, escanteio contra, eu não sabia se eu olhava pra bola, eu era o cara do primeiro pau eu não sabia se eu olhava pro batedor se eu olhava o Godinho, o Sérgio Ramos maravilhoso, maravilhoso porrada sincera, saia e o bicho pegava, porradaria, linda demais até que o Simeone teve aí depois, eu era o cara do primeiro pau
tá com aquele que eu tiro depois mandou começar a marcar o Benzema cara que não é porque os zagueiros marcam zagueiros aí só para os atacantes ali né porra Godinho com Ramos o Miranda com Pepe meu amigo do céu tá doido cara
Não, porra. Difícil, mas. Os caras vêm pra área com Ramos, Varane. Às vezes tinha o Varane que é grandão também. Cristiano. Porra. Tudo torre gêmeo, sabe? Os caras grandão e tu ali... Sempre tem os grandes negócios. Tem o senhor atifício. Meu amigo, era isso. O que puxava... O que dá pra fazer pra desestabilizar os caras, a gente fazia.
Não tinha essa não. Que era uma bola dessa parada que o Sérgio Ramos faz o gol da Champions. Ele ligou na Champions, né? Caralho. Final já no jogo. Sabia que uma semana antes dessa final, como eu fui campeão com o Benfica do Campeonato Português, eu estava naquela trave ali, comemorando com a minha família, um título nacional pelo Benfica? Pelo Benfica. É porque foi lá, né? Foi lá? Foi na luz. Foi na luz. Uma semana eu estava naquela trave ali brincando, cara.
Meu pai, eu fiquei lembrando, lá na Luz, tu faz o... Tu vai lá na Praça da Liberdade, comemorar o título. Pô, legal pra caramba. Depois tu volta pro estádio. Ficamos ali, luz apagada do estádio. O estádio tava meio que plotado já pra final da Champions. Ficamos ali, cara. E o gol saiu naquela trave ali. Porra, aqui. Faltou pouco aquele ali, cara.
Cara, e... Que ano do Atlético ia ser, né? Campeão espanhol e da Champions, né? Porque eles foram campeões do Camp Nou, o gol do Godinho de cabeça. É o que pega pro Felipe pra caralho até hoje, né? O sonho dele que ele... Ele vai realizar, eu digo que ele é o bicho de nada. A Champions, que tá... Eu, como atleta no Atlético, nós caímos nas quartas, eu jogando.
pro Real, perdemos, porra, 0x0 em casa também, o Black pegou tudo porra, essa foi foda, porque porra, naquele ano meu primeiro ano no Atlético, no Campeonato Espanhol, ganhamos deles 4x0 em casa, e no Bernabéu 2x1, ganhamos pela Copa do Rei, empatamos com eles no Bernabéu, e ganhamos deles em casa quando sai o sorteio da Champions, porra, até fez falar isso cara, estamos aí, estamos no vestiário esperando o sorteio, sai Madrid, a gente meio que comemorou, olha que merda que a gente fez
sabe? Porque a gente já tinha jogado contra os caras, já tinha meio que pegar a medida dos caras. Meu amigo, eles na Champions, parece que eles se transformam. O jogo de em casa, 0x0 da ida, coitado do Oblak, amigo. Só deu Oblak, pegou tudo. Aí o jogo de volta, Tietchan Rita e Hernandes, 1x0, perdemos. Caímos fora. Aí no ano seguinte, quando o Felipe Luiz volta, na fase de grupo eu joguei alguns jogos.
Galatasaray, Malmo da Suécia. E aí a gente passa, eu saio em janeiro, o Felipe fica, e eles chegam na final de Milão também contra o Real, que perde nos pênaltis. Outra final perdida. Cara, eu tô engasgado assim, o Felipe. Agora, tu joga com um cara que tem uma história fantástica, acho que é o Pato que contou do Diego Costa.
Quer ver a história? Qualquer. Que o Pato chega no Chelsea, aí o Diego Costa sendo cobrado pra caralho. É muito bom. Os caras querendo que o Diego Costa fora do time e tal, aí o Pato, cara, o Diego Costa jogando e tal, o cara tem uma força mental gigante, né? Fantástico. Aí, pô, Diego, como é que você consegue manter? Pô, não fala inglês. Não entendo nada.
O Diego foi um dos poucos jogadores que o Simeone dava uma pipocada, viu? É, é. O homem era bravo, o homem era bravo. O Simeone tinha o respeito todo por ele. Tinha, tinha, tinha. Não, e você vê a personalidade dele. O Botafogo agora. O Chucrão, o Chucrão. Era malucão mesmo, bicho. Era. Tipo, o Manduzuk, o Manduzuk também era doidão, tá? O Croata, porra, todo mundo chegava, bom dia, bom dia, o Croata nem olhava na outra cara, bicho.
Falei, porra, que tristeza esse Croata aí. Não dá uma risada pra ninguém, nosso vestiário legalzinho pra cara.
E normalmente essa junção sul-americana, né? Rola o brasileiro e a argentina. É inevitável, né, cara? Inevitável. No Atlético ali, por Mirandinha, tinha o Thiago português, né? Era legal pra caramba. Mas como eu sempre fui meio também europeu, eu sempre me dava bem com a galera toda, cara. É, né? Porra. Falava bem espanhol, na Itália igual. Então os caras resenham, tipo, brasileiro, esse europeu, tipo...
Olha, no Benfica, o Rubem Amorim, treinador, que tava no Manchester, eu, assim, eu vejo ele como treinador e eu falo, não pode ser que esse cara virou treinador. Pensa num bicho engraçado. Porra, ele gritava Jorge Jesus no vestiário. Era aquele jogador engraçadão do elenco, assim, sabe? Quando eu vi ele treinador, eu falei, ah, não pode ser. Porra, o cara vai no Braga, Braga vai pro Sporting, Sporting.
Ele é muito engraçado Imitava todo mundo Jogando não, jogando, tava feliz da vida O Rubem Amorim Pode perguntar pra qualquer cara, joga com ele No Benfica, um dos caras mais engraçados Que eu já joguei Isso é maneiro, porque normalmente o europeu Você vê o cara geladão Normalmente o brasileiro que é o
A gente conheceu lá o Zagueirão, foi lá o Fernando Fernando Meira, cara Português, jogou no estúdio Ele era cabeludão Agora ele tá cabelo curto Fala português, português brasileiro Sou brasileiro Fala português brasileiro Os caras são, tudo espica Eles gostam do nosso linguajar
É foda, cara. Com resenha. Seguinte, a galera mandou aqui uma mensagem, não sei se rolou alguma... Deixa eu ver aqui, como é que é o nome do cara? Coelho, vai. Pergunta pra ele o que o Boto fez no dia da assinatura com o Benfica, José Boto. Então, cara, e se eu fiquei sabendo no dia que a gente assinou o Wesley, ali na venda do Wesley, pra Roma?
Papo de bastidores, né? Você representa o Wesley ainda. Isso, sou da gente do Wesley. Então, assim... Muito bem o Wesley. Muito, muito. Tá voando, então. Eu vou ser clubista, né, cara? Se eu falar aqui, aí o coração bate mais forte, né? Tá bem, tá bem demais. Eu acho que essa ida pra Europa também, hoje a gente vê um Wesley maduro, diferente. Tá pra quem der fora, amadureceu pra caramba. É, pra caramba. Pô, bem demais, sabe? Hoje é um cara muito importante pro Gasperini, dentro do esquema tático.
deles ali, então, pô, muito feliz com o Wesley com o que ele vem desempenhando e pô, na torcida pra que, né? É, vamos ver, feliz, cara, ele tá feliz, tá empolgado, então a gente espera que, né, que essa história tenha um final feliz aí. E importante, sim, eu tenho óbvio, né, o Instagram da Roma é impressionante, cara, todos só dá o Wesley no Instagram da Roma, assim. Virou ponta agora esquerda também, tá trazendo pra dentro, tá trazendo pra dentro, tá trazendo pra dentro.
Então ele tá muito à vontade. E o mais legal do Wesley é a vontade de querer aprender.
O brasileiro, quando ele vai pra lá, ele tem que querer aprender. Ele tem que tirar a sandalinha do Brasil e falar não, agora eu tô aqui, eu preciso... Tem brasileiro que vai pra lá e não, os caras não sabem nada. Cara, ele tá lá assim, totalmente... Entendeu? Pro aprendizado. O Romero é maravilhoso, o Romero é só de linda. Tá bem, tá feliz, tá adaptado. Comida ótima. Família tá bem, se sente querido. Tá num clube, um treinador exigente pra caramba que gosta dele. Então ele sabe quando o cara...
e ele responde, entendeu? Nunca uma cara feia, nunca uma reclamação, então ele tá feliz da vida, cara. Aprende, ele não tá empolgado pra caramba, então assim, o Wesley tem agora sendo imparcial não porque eu trabalho com o Wesley, peguei essa trajetória toda do começo dele aí, mas ele é um menino com uma personalidade muito forte. Eu falo pra todo mundo, passar o que ele passou no Flamengo
e ele dá a volta por cima, são poucos jogadores que conseguem, na pressão que é Flamengo, passar o que ele passou. Evoluiu na pressão, entendeu? Então, o cara consegue isso, amigo. Ele tá preparado pra tudo. Então, o Wesley teve esse processo dentro do clube, saiu pela porta da frente, a porta grande, saiu fazendo gol. Tive o jogo com o Edwin Bragantino lá, ele fez o gol dele. Chegou na Roma fazendo gol. Primeiro jogo, gol. Então, assim, eu...
Sofreu no Flamengo. É, a nossa missão é assim, né? Deixar ele ser feliz, ele aproveitar...
a carreira dele e a gente sempre, né, dando ali as coordenadas, eu já tive uma história na Europa muito grande, então, né, eu tento ajudar também com a minha experiência que eu tive lá, mas é um menino que se continuar com essa cabeça querendo aprender a evoluir, temos aí um lateral aí pra muito tempo aí na Europa, cara. E a história do Boto que a gente ia falar, essa aeronave...
que me levou até Lisboa pra assinar com o Real Madrid, eu não sabia, mas o Benfica já tava sabendo que eu tinha assinado com o Real Madrid, e o Boto me contou que eles já tinham ligado pra torre de controle do aeroporto de Lisboa, impedindo o meu avião de sair. Quer dizer... Ela ideia de engolir o presidente Alicante não ia acontecer. Não ia acontecer, cara. Não ia acontecer, cara. Ele falou... O cara ligou pro aeroporto lá. Mal sabe tu que teu avião não ia sair, pô. Tu não ia decolar.
Porra, Boto, qual é, cara? Não, já que não era pra nós, também não era pros outros. Ia voltar pro Granada. O Boto era no scout, né? O Boto era no scout. O Boto era no scout. É, trabalhava nessa época no Benfica. Era scout do Benfica. Da amiga, eu fiquei sabendo só agora. Imagina o meu responsivo lá naquela hora. Foi, cara. É, eu recebi. Cara, eu preparo a decolar, a gente vai pra Alicante agora. Já pensou eu no aviãozinho lá? Não, não.
Já pensou eu no aviãozinho lá? Não, não. Não, não, o tempo. Não tem tempo. Passa aéreo fechado. Passa aéreo. Eu brindei o desfumantezinho no avião, o avião pra decolar. Volta. Não tem que ser, meu amigo. Aí ia ser demais pro meu coração, cara.
Cara, mas olha a estratégia de negociação do Boto, né? O cara liga pro... É pra mim, é. ...de controle do aeroporto. Esse avião aí está proibido de portinha, né? Ó, esse avião sai. Já que não veio pra gente, não vai pro centro também, não. Esse aeronave. Esse aeronave. Esse aeronave no porto de portinha, né?
o José Boto, então tá, né? Essa é a história, cara, essa é a história. E assim, ele... Essa história de negociação também, depois você passa pro outro lado, né? Você falou, o Braz é muito tranquilo de negociar, porque eu queria estar numa mesa dessa.
Porra, legal, hein? No sonho é um dia... Quando desfecha positivo é legal contar, mas enquanto tá ali... Pô, Guilherme, me chama um dia só pra ir. Assim, né, cara, o negócio do Felipe, eu falo pra todo mundo. O Felipe precisaria do Guilherme pra vir pro Flamengo? Óbvio que não. Eu acho que a minha credibilidade com o Felipe, a minha amizade com ele, ele sabendo o ser humano que eu sou, ele e a família dele, fez com que ele me desse essa possibilidade de intermediá-lo.
Então, mas como é que funciona isso? Senta na mesa assim, é o quê? É dinheiro que vocês falam? Como é que é o processo? Isso aqui representa os interesses do atleta total. O dirigente... Primeiro tem que ter o convencimento do projeto. O Felipe tava num... Não, como é que é isso? Só projeto que seduz o jogador? O Felipe tava num momento de carreira onde o financeiro não era o mais importante. O Felipe tava muito consolidado, com propostas de fora. Então, quando o Felipe vai dar o passo de vir ao Brasil, é um projeto familiar.
Pô, eu ia pegar três filhos que nasceram na Europa, vir pro Brasil, ia pegar uma esposa espanhola e vir pro Brasil. É uma mudança de vida que depois tu não volta mais pra Europa. O Felipe tinha isso na cabeça dele. Pô, se eu for pro Brasil, acabou a Europa. E o Felipe é um cara com eu. Foi embora cedo. Fez a vida dele toda lá na Europa também. Então, é uma decisão difícil. Por mais que você coloque números na mesa, o Flamengo é atrativo, claro que é.
Mas o atleta pra falar, eu vou, tem que ter isso muito bem conversado com a família.
E o que nos ajudou na vinda dele pra cá é que a família queria muito que ele viesse. O pai dele, essa questão do avô antes de falecer, que pediu a ele, porra, realiza o sonho do avô de jogar no Flamengo algum dia. Então, tudo isso foi mexendo com o Felipe Luiz. E claro que o Flamengo apresentou um puta de um projeto, Felipe. Essa parte de treinamento... Ele bota assim na mesa um projeto...
tem um contrato colocado de dois anos e meio, que isso ajudou muito o Felipe a escolher, porque o Felipe tinha propostas de um ano de contrato, o Flamengo ofereceu dois e meio. Na Europa, tudo na Europa. Tudo na Europa que ele tinha. No Brasil, o Flamengo ofereceu dois e meio, dois anos e meio de contrato. Quais eram as propostas que ele tinha? Agora pode falar. Ele teve Barcelona.
Borussia Dortmund. É. Então, assim, as pessoas não sabem, né? Ele falou do Borussia. Porra, o Felipe tá demorando pra se decidir, né? Quando ele veio, foi até naquela novela. Cara, é difícil tu tomar decisão, né? Barcelona e Borussia Dortmund. É, teve Barça, Borussia Dortmund. O telefone dele tocou muito. É, né? Naquela época, é.
Só que o Flamengo também teve esse plus de fazer esse projeto pós-carreira. Porque o Felipe, quando senta na mesa com o Flamengo, ele começa a projetar um pós. Então o Flamengo também deixou essa possibilidade em aberto pro Felipe. Já naquele momento. Pra ele poder começar a fazer essa transição pra treinador. Entendeu? Então, porra, o legal dessa história é que tu participar desse início. E é tipo assim, ó, vamos fazer isso. Tu vai pra lá, tu vai ganhar Libertadores, tu vai ser treinador nosso um dia.
Pode olhar agora, cara. Tudo isso aconteceu e o cara saiu vitorioso. Ganhou como jogador e ganhou como treinador. Porra, bicho. Sai!
trabalho de excelência, muito bem feito e o Felipe merece demais isso aí, né, cara? A gente tem muito o curar da história. Eu gosto muito do Spindle, cara, a gente tem uma relação mais próxima hoje. Fenômeno, fenômeno. O Bruno é um cara, porra, sensacional. Foi muito importante nessa vida do Felipe, o Bruno é um cara super capacitado, um excelente profissional, adoro o Bruno, cara, adoro o Bruno. Deixa aqui o meu bom abraço a ele.
E o Braz? O que você pode falar do Braz? O Roto também, cara. Fenômeno. Eu não entendo, assim, óbvio, né? Tivemos episódios e tudo mais, mas assim, eu falo isso com o Betão, assim, a diretoria do Flamengo, o Flamengo é foda, né? Porque o Felipe cobrado em fevereiro. Ali é um panela de pressão. Sai em Braz, e o Andino Flamengo, a imagem deles de um torcedor...
Mas a imagem é ruim, torcedor, torcedor. É engraçado, Zé. E é a diretoria mais vitoriosa da história do clube, né? Isso é muito louco, né? O que você pode falar do Braz negociando assim, cara? Porra, a gente tira assim, olha os jogadores que ele conseguiu trazer.
Porra, tu trazer um Felipe Luiz, um Rafinha, um Jorge Jesus, meu amigo. E por que ele conseguiu? O teu poder de convencimento, claro que o econômico do Flamengo também, tava muito bom pra... Mas esses caras também tem ofertas econômicas lá fora, até mais importantes que a do Flamengo. Então tem que ter sim uma capacidade tua de convencimento, de oferecimento, de projeto, quando eu falo. E o Braz, isso aí, ele é porra, número um, cara.
O Felipe foi pelo cara. O Felipe, maravilhoso. O que ele ofereceu ao Felipe Luiz e o legal, tudo aquilo que ele prometeu ao Felipe, ele cumpriu.
com política no meio, com problemas, com discordância, ele tinha um compromisso com o Felipe, ele e o Spindle, sabe? E eles fizeram. Então o Felipe sempre se sentiu muito acolhido por eles, muito feliz dentro do clube. Então, pô, isso é importantíssimo, sabe? O Braz sempre esteve ali pro Felipe. O legal também é que...
na saída do Braz, é o Brasil Spindle e o Landin de Presidente, que também oficializa ele de técnico também, né? Com certeza. Talvez também pode ser um dos motivos, né? Dessa agora, com uma direção nova talvez não, né? E a gente entende o futebol tem isso, né? O cara que assume, ele quer trazer o gestor, ele quer trazer o treinador, então pode ter sido isso também agora, né? Nessa mudança de Felipe pode ter sido também.
é isso cara que é uma assinatura não é que é todo mundo dele é isso a gente tem a expectativa de trazer o presidente aqui para gente até para ele né o que aconteceu né a versão dele analisando analisando friamente tu faz um diagnóstico começo do ano certo uma temporada é a leitura que eu faço né foram onde sentaram o outro BAP vamos fazer o planejamento desse ano
as coisas talvez não começaram muito bem, e talvez eles viram, pra tomar uma decisão de longo prazo, que tinha que ser cirúrgico agora. Não daria pra esperar mais resultados pra tomar a decisão. Acho que eles tomaram a decisão, independente do que o Felipe esteja fazendo agora, vamos tomar uma decisão baseada nos nossos convencimentos? Vamos, então tá, vamos trazer esse cara. Então, independente do que vai acontecer na semana que vem, se vai ser 8x0, vamos abraçar esse projeto aqui como clube? Vamos. E foi o que aconteceu.
independente do que o Felipe vinha fazendo e ele matou no peito o Bap falou, uma decisão minha nossa aqui de projeto eu acho que o trabalho que foi feito merecia a confiança mas aí é cada um
Não, e assim, vamos lá, né? Um ídolo como o Felipe é... Sair nessas circunstâncias, um simples obrigado, eu acho que o Felipe merecia algo mais. Eu sei como é que é, treinador já não é mais jogador, né? Porra, mas o Felipe, o que ele fez aqui dentro do Flamengo... O Felipe levou a marca Flamengo pro mundo inteiro.
Em Espanha vem muito o Flamengo por conta do Felipe Luiz A credibilidade do Felipe como treinador Como profissional, as entrevistas, as coletivas A forma como ele respeita os adversários A forma como ele respeita os companheiros Então o Felipe, eu falo, ele não é um cara olhado só pra resultado Ele é um cara que olha pra gestão Bora vencer o Chelsea Parece que é bobeira Porque a gente vive muito do resultado Ah, venceu o Chelsea, mas perdeu o Manu Munique
Mas o Felipe também colocou num ano onde o Flamengo, até falava no ano passado, é o ano que o Flamengo tem mais enfrentamento com o europeu, primeira partilheira. Porque lá atrás... Quase nada, coitado, pra ele. Carrega esse caminhão aí. O Chelsea pegou até o Bayern. E assim, o Flamengo não foi humilhado.
Pelo contrário, até no jogo que leva um volume maior de gols contra o Bayern, tu vai ver a repercussão pelo Spiegel, pelo Bild, é, nenhum time da Bundesliga agrediu o Bayern desse jeito nesse ano. O que me intriga... O que me intriga é assim, a avaliação que foi feita agora da atualidade do Flamengo, não pode respingar só no treinador.
Esse time, há dois meses atrás, estava ganhando Libertadores. Bateu de frente com o PSG. Então, porra, era um momento, talvez, não tão refinado da equipe. Por que tem que respingar no treinador essa responsabilidade? Sim, era um momento ruim, que eu acho que uma gestão interna passaria, porque o elenco está ali. O trabalho do Felipe está ali. E eu me apego a detalhes. Vocês viram? Todos os jogadores homenagearam o Felipe Luiz.
E olha, joguei bola. Não sei como é que é. Pra tu ir no Instagram e ir lá e falar obrigado, professor. Entendeu? Porra. Não, é primeiro que no futebol, assim, o reserva tá... O reserva odeia o treinador. É, exatamente. Só que a galera não tem essa percepção. Então, porra. Às vezes a galera pega, não, fulano tá falando que o... técnico perdeu o grupo, mas fulano é o reserva, você tem que olhar meio... O maior desafio do Felipe, esse ano, seria o que que é?
Manter essa mentalidade vencedora pra quem já ganhou muito. Isso é o mais difícil.
Que é a primeira vez. Tudo pro Felipe foi a primeira vez. Os desafios foram a primeira vez e ele foi passando. Houve uma troca de planejamento ali, né? Eles tiveram que antecipar uns jogos ali onde o Felipe esperava outra coisa. Pô, calma, dá mais um tempo aí, espera, né? Não tinha chegado a hora da verdade ainda. É, então... É, então, é pra uma avaliação. Se for, quando eu dei a minha opinião, eu achei errado.
a forma que foi feita, a demissão não demitiria. Mas eu entendo, e eu achei, assim, pro lado do BAP, a postura que ele tomou, eu achei que eu vi muita gente batendo. Cara, tem que valorizar também. Ele é presidente. Ele matou no peito. Ele não tem bem. Deixou o Boto, falou nele. Ele dispensou na vitória. Eu falei pro Boto, ó, Boto, eu acho que não dá e vamos tirar.
Você vai criticar. Mas assim, o cara como presidente tomou a pôrra. E ele tem que bancar a repercussão. Ele tem que saber que é isso, tomou a decisão. Mas o futebol não tem memória. Agora o senhor já é um bom trabalho, dá tudo certo. Tudo volta ao normal. A declaração do Pedrinho, a do Cruzeiro é melhor. Ele é anos e anos de empresário, mas no futebol tem que ter curso. Tem que fazer um cursinho. No futebol tem coisas diferentes. São coisas que não se explicam.
Cara, palmas pro Guilherme Siqueira que está vendo o Chala Podcast. Que resenha, cara. Grande demais. Tem que marcar a resenha lá em Floripa. Por favor, hein? Vocês estão mais que convidados. Porque a gente tem esse projeto de viajar, né? De rodar. Tem o Charla Tour, né? Já pra São Paulo agora. Já conseguiu chegar no Nordeste no passado. Vocês correm um grande risco de querer ficar morando lá, viu? Cuidado. Eu fui lá uma vez quase. A qualidade de vida lá é absurda, cara.
Eu sou suspeito, meu amigo Eu não perco um carnaval de Salvador há oito anos Eu vou todo ano Eu não fui de novo Eu vou todo ano Eu fiquei 15 anos na Europa só vendo o carnaval de Salvador Louco pra que chegasse minha vez Acho que eu vou perder algum ano Gosto, gosto pra caramba Eu gosto de morro de São Paulo Eu não fui, não conheço
Boi Peba Boi Peba Moreré Tua Patacimirim Ali Depois de Salvador tem Praia do Forte É, já foi Mas lá em Floripa também Vocês vão se deparar Por favor Serão super bem-vindos Jurerê O visual não é ruim Não Certeza que não Tem muita praia Tem que chegar lá com Pé na areia É
Beach Club, Jujuraria. O Guilherme vai fazer um roteiro pra gente. Se a gente tivesse no contrato já agora aqui. Um monte com o suco de laranja.
Charla de praia. Charla de praia. Charla Beach. Cara, muito obrigado Guilherme pela resenha. Eu já esperava que ia ser o que foi. Os cortes vão varar a internet aí com certeza. Mano, parabéns pela sua carreira, porque é muito difícil consolidar no futebol europeu da forma que vocês fazem. A gente que esteve lá agora na Alemanha, né? A gente vê como os brasileiros são respeitados. Dá um puto orgulho pra gente, cara. Chegar num outro país, assim, a galera olha pra tu, caralho, mano.
Pô, jogador do Benfica, pica, jogador do Atlético de Madrid, foda. Isso é muito legal, assim, pro... Quase Real Madrid. É, corre. E pra mim é gratificante. Eu falo assim, eu falei pra vocês, né, nos bastidores, assim, estar nessa mesa aqui é muito importante, né? O trabalho de vocês hoje é muito reconhecido aqui no Brasil. Eu entendo, por exemplo, eu nunca joguei no Brasil profissionalmente, então, até pra mim, eu sou um cara que eu aposentei há quase 10 anos atrás, eu sou um cara mais da minha. 30 anos, né, cara?
A gente nem falou tudo sobre isso por causa de uma lesão, né? É, no nozelo, então...
Estar aqui é muito importante para as pessoas me conhecerem um pouco melhor também. Porque eu tenho muita história que não foi contada no meu país. Eu tive a formação toda na Europa, a carreira toda na Europa. Então, eu tenho certeza que isso aqui é importante para mim também. Que legal. Para as pessoas conhecerem mais o Guilherme Siqueira, atleta, empresário, sabe?
Pessoa física Então, porra, agradeço demais esse convite Tenho certeza que pra mim vai ser muito importante E parabenizo vocês pelo trabalho Vocês tem aqui um baita de um De um cara que assiste muito vocês Porra, que foda Maneiro demais O Caio Ribeiro mandou aqui Siqueira, manda um salve, sou seu fã
Manda um salve pra ele e pro Caio. Caio, um abraço, querido. Tem mais gente aqui, deixa eu ver, ó. O Vitor Gomes, do Grande Gui. Um abraço pro Vitinho de Biguassu. Vitinho, claro, pô. Um abraço, Vitor. Profissional e pessoa exemplar, show de bola. Deixa eu ver aqui, tinha mais uma mensagem, porra, maneiraça aqui. Daqui a pouco eu acho aqui, show de bola, um abraço aí. Pra galera que participou com a gente, mano, a resenha vai varar a internet aqui. Porra, essa resenha de futebol internacional, porque é uma parada assim.
Você falou, agradece a gente. Eu agradeço a vocês, porque a gente entra em campo, né, Beto? É, muito louco, assim. Legal, cara. Mas e você olhar assim, você em campo, assim, você olha pro outro lado, tá o Real Madrid, assim. Porra. Caraca. Vira o bail. Quantas vezes eu buguei, sabe? A gente começar o jogo ali, tu olhado e fala, porra, cara, deu certo, cheguei. Agora sim. Campino ali. É, exatamente. Tocando o hino lá.
E o cara... Não, é Champions? A Champions. Quando toca a música.
Porra, eu tenho, porra, eu quando eu chego na Inter de Milão, eu chego na base da Inter de Milão. 16 anos, é sério. Aí com 18 eu assino um contrato com a Inter, faço um ano no Sub-20 e vou pro profissional. Nada mais nada menos que com o Adriano Imperador. Nosso Didico. Eu morei com o Didico, porra. Ah, não, não. Então calma aí. Mais uma hora de charla agora.
Eu morei com o Adriano, cara. Morei com o Didico, cara. Então assim, eu faço um ano com o Sub-20. Na temporada seguinte, eu faço pra temporada com o Sub-20. Começa a temporada, eu vou bem. E o Roberto Mantini, treinador, me chama pra treinar com um profissional. Porra. Adriano, Recoba, Verón, Cambiaço, Materazzi. Não, o Cidof tava no Milan. Materazzi, Figo, aquele time, Zanetti. Porra. Júlio César.
O Júlio era o segundo ou o terceiro goleiro da época, cara. Ele foi emprestado pro Verona, porque Evo Verona era o todo, todo, frontejo com todo. Então, porra. Então eu comecei a treinar como profissional. Que loucura, mano. E eu já era muito amigo do Adriano e do primo dele, do Rafa. Pô, Rafa, um abração, cara. Saudades deles. Você ainda tá assistindo a gente, de certeza. E aí, quando a minha rotina começou a coincidir com a deles, o Adriano olha um dia pra mim, saindo do CT, e fala pra mim assim, porra, vem morar comigo, porra. Falei, cara...
morar com ele. O horário tá batendo, o joio é amigão nosso aqui e tal, e eu fiquei uns três mesmo com ele, cara, morando com ele. E aí? Porra, meu. Aí nós temos dois lados, né? O que se pode e o que não se pode contar. Mas e se tivesse... Pra acompanhar o Danone, um pedacinho do que não pode contar, você pode contar. Porra, é, não, vou contar uma legal. Não, porra, primeiro tá com ele, ele era maravilhoso, né, cara? Pô, eu peguei a época do Adriano Imperador, aquele cara que não podia andar na cidade, assim.
Muito querido por todos os caras, chegava no final de semana e resolvia. Bom do time. Porra, o bicho tava muito gigante lá. É um cara da Vila Cruzeiro. Muito grande. E eu peguei, cara, também um lado muito sério, que foi após a perda do pai dele. Então, aquele processo ali de ele ter que juntar a perda do pai com a carreira grandiosa que ele vinha tendo. Então, porra, foi difícil. Eu peguei esse período onde ele acabou se afundando um pouco, às vezes, na bebida, porque ele queria fazer esquecer o pai.
Então, pô, eu peguei todo esse processo com ele, cara. Foi essa a parada. Não foi fácil, cara.
Não foi fácil. E tu percebia um cara muito grandioso na seleção brasileira, resolvendo Copa América pra gente, ídolo em Milão, mas, pô, faltava aquela... Aquele lado ali que ele perdeu, que foi difícil. Ele demorou um tempo pra... E acabou tomando a decisão depois. A próxima ele, quando aconteceu? Não, não. Eu vim depois, né?
Mas peguei toda essa parte de imperador e tal. Mas ele não ia falar direto, né? Direto. Tanto é que ele me chamava sempre pra estar com eles. Ele tava sempre com o primo, com familiares lá. Então eu acabei entrando pra essa família da rapaziada dele ali. Sempre com ele, cara. Pra cima e pra baixo com o Adriano. Até que me cortaram o meu barato. Porque eu...
Eu treinava com um profissional e jogava com os juniores, né? E lá na Itália tem um jornal muito famoso, se eu posso falar aqui, Gazeta de los Portes, jornal Zon Rosa. Naquela época todo mundo assistia, né? O italiano acordava, tomava o cafezinho caputino, brioche e o jornal Rosa, a Gazetona Libra. O jornal dos Portes aqui copiou a Gazeta de los Portes. Porra aí...
Então um dia lá, o diretor da base me chama. Precisamos conversar. Porra, eu chego no escritório, na sala do cara, tá lá a gazeta aberta, na frente dele. Ele, senta aí. Porra, e aí na gazeta era uma foto do Adriano, numa balada, e aparece eu atrás. Com copinho na mão aqui também, entendeu? Aí o cara fala, senta na minha frente aí. Pô, eu falei, porra, quando eu vi a foto, eu falei, porra, fudeu. E eu olhei quietinho, ele assim, ó. Vou te falar, Adriano.
ganhar milhões. Seleção brasileira. O cara tá gigante. E tu, seu merda? Tu nem começou tua carreira ainda, rapaz. Assim, é. Tu vai ficar andando com o cara assim, pra cima e pra baixo? Com porra, banho, aparecendo em jornal aí, bebendo, não sei o quê. Rapaz, tomei uma milha encheada do diretor da base, que o cara me deu uma... Voltei pra terra, né? Ali eu voltei pra terra. Falei, é, eu acho que eu preciso de... Melhor coisa do mundo, cara.
Fui negociado com a Lásio depois, fui emprestado. Aí eu ainda pedi a opinião do Adriano. Aí ele disse pra mim, cara, vai que eu acho que vai ser melhor pra ti. Eu falei...
vai ser melhor pra ti. Uma das melhores decisões da minha vida. A gente se encontra na férias, na fórdia. Aí eu fui prestado pra lá, e aí meu exame de fígado melhorou. Percentual de gordura ali. Eu acho que o impacto quando ele começa, quem tá com ele, ele fala assim, vambora. Aí ele fala assim, já deu pra mim? Não, deu pra ti não, vambora. O homem é bom, viu? É, né? Resistente. Até o final, né? Resistente. Ele é prova de resistência, o homem é bom, bis. Ninguém é dele, não.
quebraram Roma no... Milão, Milão. Porra, eu conheci os melhores hotéis. É, mano. Porra, essas presidenciais aí dos hotéis aí. Conhecia tudo, bicho. Eu era amigo dos caras já. Chegava já, vinha aí, beleza e tal. E tem uma história boa, cara. Essa é muito boa. Deixa eu voltar rapidinho aqui pra vocês. Vai, claro. Eu cheguei em Milão. Porra, juvenilzão lá. E tinha uma balada lá muito top, a Hollywood. Era o sonho de todo mundo ir pra Hollywood.
Porra, só entrava jogador, atriz, ator. Só gente importante. E lá tinha aqueles requisitos. Tinha que entrar de sapato.
Camisa de botão. Pô, eu aqui lá da costeira do Pira Jubaé, na minha cidade, tenizão, camiseta. Bati lá uma vez, pum, embora. Não deixaram entrar. Fui na segunda, embora. Mas eu gravei a cara do maluco que fazia esse entre-se não. E o Adrian ia muito na Hollywood. Na Europa isso tem muito, né? Tinha, cara. Esse negócio, sabe? Ah, camisa de botão e tal. Não, não, você não. Roupa esportiva, não pode. Até que eu fico amigo do homem.
Porra, já fui na Hollywood com ele. Já nem entrei pela frente. Jantei lá pelos fundos e tal. E eu falei, porra, preciso conhecer esse maluco que coordena aqui os camarotes e as entradas. Porque, Adriano, me ajuda aí, cara. O que foi? Porra, tem um cara aqui que... Ele que... Cara crachá, cara crachá. Ó, fala aqui pra ele que eu sou teu amigo e quando eu vier aqui eu tenho que ter a entrada. Pô, ele chamou o cara. É esse aí. David.
David, ó. Meu amigo. Joga nos juniores da Inter. A partir de amanhã, quando ele quiser vir, por favor, hein, dá a moral. Não, vamos trocar de número. Porra, bicho. Gigante aí. Pô!
Entrava na balada, já entrava pelos fundos também É, grandão Aí o homem me ajudou E tu já viu na balada assim Ou tava lá, tipo, tava um cara assim Fala um artista assim Tenho uma em Ibiza muito boa Ibiza em 2016 Fui com um amigo meu de Floripa Recebi uma folga do Recebi uma folga do Valencia Essa é muito boa, cara Ih, vou ter que falar Recebi uma folga do Valencia Pra temporada na Inglaterra
Dois dias de folga e voltaria pra Inglaterra. E eu com um amigo meu de Floripa lá em Valência. Só nós dois. Falei, cara... Dois dias de folga. E aí? Ibiza. Como assim? Ibiza, pô. Vamos lá pra Ibiza. Dá um rolezinho lá em Ibiza. Caralho. Fui sem conhecer ninguém, cara. Na cara e na coragem. Chego em Ibiza, posto uma foto com meu amigo, jogo no Instagram. Uma fotinho, né? Ah, vamos ver se vai. Fazer aquela mídia, né? Tô em Ibiza.
Porra, e meses antes, uma mulher tinha me procurado pra me oferecer um aplicativo. Que podia patrocinar o aplicativo e tal. Mas eu meio que de DNA não dei bola, não dei bola e tal, não sei o quê.
Porra, fui postar essa foto, essa mulher começou a me ligar. E eu não atendi. Eu falei, vai aparecer pra oferecer aplicativo de novo, porra. Até que na quinta ligação, meu amigo disse pra mim, porra, Gui, atende? Deve ser alguma coisa, cara. Tu postou em Ibiza? Vai que ela tá aqui e tal. Porra, eu atendo a mulher, um barulho de jato, turbida de jato. Siqueira, tudo bem? Tu tá em Ibiza? Eu falei, oi, Paty, tô? Tô em Ibiza. Então, é que assim, eu trabalho com a Paris Hilton.
E eu tô em Monte Carlo agora. E tô me embarcando pra Ibiza. Ela vai tocar hoje. Porque a Paris Hilton é DJ, né? Ela vai tocar numa balada aí hoje. Tu quer ir?
Falei, ai, é Deus, é Deus falando comigo. Caralho, assim? Assim. Eu olhei pro Chico, meu amigo, eu falei, Chicão, é hoje? Tô num sushi aqui e tal, fica tranquilo, eu vou mandar um carro buscar vocês aí. Lá veio o carro, meu avan buscar a gente. O VIP. Chego na balada, ela me recebe lá, ela assim pra mim, olha só. Só peço uma coisa, vocês se comportem, tá? Por quê? Quem fechou o camarote da balada inteiro foi o DiCaprio. E o DiCaprio vai estar com os amigos dele ali. Vocês se comportem, por favor, cara. Eu tremi, eu dizia, quem? É o DiCaprio.
Resumindo, meu amigo Resumindo Balada com o DiCaprio e o Capariz Hilton Batendo foto, fingindo costume, cara Se for o rolê mais louco da minha vida, Ibiza Legal demais Balada com o DiCaprio e o Capariz Hilton O que era pra ser uma viagem Sem expectativa alguma Uma fotinho no Instagram, Adão na Pathy me salvou E colocou na cara do gol, cara Lindo demais Deu um DiCaprio Tudo nosso
Não tem como o carão lembrar da cena com a... É o Jack Rose, né? É! Quando o Jack fala, porra, meu irmão. Caralho, eu tive muito, né? Ficando um barrolão brinde, assim, né? Tira a foto do Bill Gates. Ah, não, fingindo costume, pô. É mesmo, né? Do lado, assim? Não, bem demais. O mesmo B&B, mano. Sim! Foi pegar gelo, botei a mão na frente. Não, eu vou pegar agora. Não tem essa nada.
Assim, sabe? É, eu também tô aqui. É de cá, porra. Também tô aqui. Se eu tô aqui, é algo também que eu sou, porra. Aí tá com o família dele, bem legal, cara. Bem legal. Mas a Paris Hilton, porra... Um dia, Betão, um dia. Super atenciosa, batemos foto com ela. É mesmo? E assim, né? Esse rolê, tu tem que bater foto. Porque senão tu passa por mentiroso, cara. É, é, é. Tá tudo lá. Vem cá, vem cá, vem cá. Tá tudo guardadinho. Manda a foto. Ó, Tinha, Paris Hilton. O tipo Zupdog. Não, tá louco? Não, tem que...
tu tem que registrar, se eu te chamo de mentiroso o Neném quando veio aqui ele falou que em Paris foi pra balada com o Stupidog Stupidog, né Neném mas com o Didico que eu aproveitei lá porque é um ser humano do caramba ele é um cara muito porra, me abraçou de um jeito lá que experiência
Tu acompanha a semana dele, tu vê o que ele fazia domingo. Esse cara vai ser extraterrestre, velho. Não pode ser isso aqui, pô. Tá louco. Viu pra jogar contra o último colocado, me cuidava todo durante a semana, aguinha, salada. Não chegava no domingo, ninguém segurava. Porrada, parada. Tropelando no mundo. Igual de cabeça, aquela canhota calibrada. Demais, cara. Didico, que fenômeno. Que ser humano e que profissional. Falta Didico aqui. Fã dele. Não vê aqui ainda? Não. Alô, Didico? Porra.
Fala pro Didi que a gente é de boa, pô. Ele tem que confiar, ele tem que ter uma criança que ele é meio redigo, assim, né? A gente encontrou com ele uma vez, né? Eu sou muito amigo, olha eu... Você dançou com ele. Eu conheci a Renata Batalha, que é assessora do Rio. Renata é uma queridaça. Renata, pô. Faz acontecer, vai ser bacana, pô. Seguinte, ó. Que resenha absurda, sensacional. Palmas de novo pro Gui, pô.
Volte mais vezes aqui, Erco. Muito maneiro, cara. E parabéns pelas experiências que você viveu. Coisas que... Dinheiro compra, mas as experiências que ficam, o dinheiro não compra, né, mano? Você ter vivido esse ambiente é surreal. Porra, que bom, cara. Fiquei feliz. Seguinte, ó. Temos falado dos nossos patrocinadores. Paulinho, me ajuda aí.
Açaí Atacadista, que é o atacadista oficial do nosso futebol, patrocinador do Brasileirão Série A, Série B, Série C Os Melhores Preços é Açaí Atacadista, então você pode também fortalecer aí o seu comércio Exatamente Scaneando aí o nosso QR Code você vai baixar aí o aplicativo Meu Açaí, aí com ele você vai ter o Açaí já te oferece os melhores preços no Meu Açaí, você vai ter o desconto do desconto pra sua compra do mês, é bacana aquele descontinho pra não pesar no mês E bora
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Na loja do açaí. Na sede do Maracanã. Maracanã. Com quem? Com o Dejan Petkovic. Petkovic, isso aí. E a taça do Carioca. A taça vai estar? Vai estar também. Cara, você vai levantar a taça?
Eu sou campeão, se eu for em São Mengão Eu não posso? Você não pode Eu posso levantar Tassar Rio É Cada um que eu soltasse Mas tu é o campeão da narração, Bruno Ah, é Isso é emocionante Campeão da narração Narrei o Mengão, eu dou muita sorte Não tem um time que dá sorte
Seguinte, e agora, Paulinho? Kaspersky. O que é Kaspersky? O nome é complicado, mas o serviço é fundamental. É isso. O Guilherme jogou o lateral esquerdo. A premissa do lateral é defender. Defender. Simeone gostou de defender. Defender. E a defesa é importante. Assim como a galera que se preocupava com a defesa.
do seu gol, da meta, a gente tá falando aqui em defesa de, dos seus dados digitais. Exato, eu sempre falo isso, já fui hackeado duas vezes, agora eu tenho que as pés que nunca mais, beleza? Proteção completa pra sua vida digital, você tem que tratar a segurança na vida digital como você trata na rua, porque é
segurança é muito importante mas o cara entra no seu celular, tem acesso a todos os seus aplicativos raqueia teu perfil já era irmão, é isso aí então ó, Kaspersky tá aqui use o cupom charla pra você conseguir o Kaspersky Premium com preço especial trate sua vida digital, a segurança na vida digital como você trata a segurança na rua Kaspersky, beleza? é isso, show de bola e agora Paulinho?
Brama, o Charla é Brama. Isso é muito bom ser Brama. O Charla é sábio. E o Charla é sábio. Sociedade anônima da Brama. Seguinte, comprando a Brama aqui no Zé Delivery, no QR Code, 10% do valor investido na sua Braminha vai pro seu time de coração, beleza? Exatamente. Então você toma aquela Brama gelada e ainda ajuda o seu time de coração. Outra parada, ó. Brama zero, Betão. É, não pode tomar álcool, vai dirigir ou não tá consumindo álcool.
Você vai comprar pelo Zé Delivery, Brama zero. E aí você vai reverter pro seu clube 20% do que você gastar. Do valor. Nesse valor. Então, pô, você vai ajudar ainda mais o dobro. Você confere lá no site da Brama se o seu clube faz parte da SAB. E aí você já sabe que vai reverter. Brama zero, 20%. A Brama normal, nossa clássica Brama.
10%. Comprando no Zé Delivery, galera. Show de bola e vista no seu time, tomando aquela Brahma gelada. O Charles sabe, sociedade anônima da Brahma. Não acredita, hein? Confiança. Vem aí. Vem o Ex. Ex.
Guilherme, até a próxima, meu parceiro. E Sporting Bet, como eu vou esquecer da Sporting Bet? Nunca! Faça sua fazinha agora na Sporting Bet. Na dúvida, a melhor é Sporting Bet. Tá aí o Shaquille O'Neal, MVP da Sporting Bet. Ó, a QR Code tá aqui. O Shaquille O'Neal foi no... Caramba.
No programa, pô. Jimmy Fallon. Ah. Tava dançando com o Jimmy Fallon. Ele é um showman, né? Showman. Comentarista. Ainda teremos ele. Mega empresário. Check. Show de bola. Ó, QR Code tá aqui, você faz a sua fazinha na Sporting Match. Sempre importante lembrar, não se comprometa financeiramente. A pós-esportiva é entretenimento, não é investimento. Tu não vai ficar rico com essa parada só pra dar um molho, né, Beto? Isso, vem aí a quinta rodada do Brasileirão. Então tem vários jogos pra você se... E aí
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Agora sim, Guilherme, aquele abraço. Até a próxima, mano. Obrigado, Brunão. Obrigadão, né, Guilherme? Sempre à disposição aí, ó. Fica Floripa pendente. Vai, vai, vai. Vai falar com você. Vai organizar pra gente. O contato é o Guilherme. Pode deixar. Guilherme Siqueira esteve no Charla Podcast. Galera, daqui a pouquinho tem Charla de quinta. Isso aí. E hoje tem Charla na Mix ainda, no rádio, oito horas da noite e aqui no canal também.
Amanhã tem jogo, tem Premier no domingo. Não para, fica ligado no jogo, não para. Bota fogo e Flamengo no Charla Futebol. E domingo temos o Premier. Charla no Premier, Cruzeiro e Vasco. Vascão do Renato que ninguém para. É, irmão. Uma máquina. Tchau, tchau. Valeu.
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