#693 - Edson [Jogador do ABC]
A Charla de hoje é com Edson, ex-jogador do Fluminense e atualmente do ABC.
- Carreira no FluminenseChegada ao clube em 2014 · Cirurgia e recuperação · Estreia contra América · Três anos no clube · Reconhecimento dos torcedores
- Trajetória no ABCFormação no clube · Saída e retorno · Capitania · Importância emocional · Vínculo com a torcida
- Ronaldinho GaúchoChegada do ídolo · Impressão ao conhecer · Humildade do jogador · Dicas técnicas · Momento histórico
- Fred e pressão midiáticaCríticas após Copa do Mundo · Apoio do clube · Culpabilidade injusta · Resiliência do jogador · Impacto psicológico
- Infância e origem humildeFamília numerosa · Pais trabalhadores · Necessidade econômica · Trabalho desde criança · Motivação para jogar futebol
- Histórias Pessoais e de ViajantesTemporada difícil · Problemas familiares · Falta de estrutura · Ano profissional ruim · Infelicidade no clube
- Copa LibertadoresNeymar · Diego Souza · Felipe Melo · Qualidades técnicas · Confrontos diretos
- Clássicos e rivalidades regionaisABC vs América · Flafluminense · Diferenças regionais · Intensidade dos jogos · Violência no futebol
- Objetivos do ABCSer campeão estadual · Copa do Nordeste · Série A · Estrutura do clube · Ambições futuras
- Autossabotagem e disciplinaMentalidade de jogador · Importância física · Dedicação ao treinamento · Metabolismo e peso · Comparação com Ronaldinho
- FutebolIncidente contra rival · Punição de 14 jogos · Contato agressivo · Decisão do árbitro · Relacionamento posterior
- Relacionamentos FamiliaresCasamento · Filhos · Situação familiar · Dificuldades pessoais · Equilíbrio vida-futebol
Fala, galera! Charma Podcast no ar, estamos ao vivo. Tudo bem, Beto Júnior? Tranquilidade, beleza? Tudo beleza, nossa Deus. Tamo aí, cara. É isso aí. Hoje, mau orgulho, mano. Ainda não tínhamos recebido ninguém do ABC. Olha aí, ó. Recebemos logo o capitão. É. Naquela moral. Cria do ABC, beleza? Maneiro demais. Quero ir um dia lá no Frasqueirão, Beto Júnior, beleza? Olha a torcida lá, amigo. Faz uma festa, faz um barulho, amigo. Isso aí. Caldeirão. Show de bola.
Total. Abraço pra todo mundo aí que torce pelo ABC. Maneiro demais. Temos que ir em Natal um dia, Betão. Pegar umas dunas ali. Pô, eu conheço Natal, hein? Natal. Pô, que isso. Essa é a parada, cara. Vai a futebol só o ano inteiro. Voadora no peito do like. Quanto mais likes a gente tiver pra mais gente, aparece a nossa resenha. Beleza? Honra total. Salve Natal. Tamo junto, cara. Vamos falar também de Bahia. Vamos falar de Rio de Janeiro. Clusão. Clusão. Hoje aí é o bicho papo.
do... Primeiro... Primeiro... Primeiro futebol do Brasil. Primeiro futebol... Primeiro futebol do Brasil da última semana, né? Tá sustentando, tá sustentando. Ó, manda uma mensagem, eu vou colocando aqui no papo, beleza? Vou adorar aí no peito do like, tamo junto. Se quiser... Se quiser, não. Siga o Charla nas redes sociais, arroba Charla Podcast em todas elas. Charludo, que é Charludo de verdade, mano. Acompanhe o Charla em ambas as plataformas, no YouTube e no Spotify.
Segue no Spotify, ainda não no YouTube, se inscreva no YouTube, é o contrário também, beleza?
Não fique fora de nenhum canal do Charla nas redes sociais. Isso é a parada. Se quiser, me segue aí. Eu sou Bruno Cantarelli, arroba Cantarelli Bruno e siga o Betão. Me segue dessa moral aí, rumo aos 200 mil aí no Instagram, arroba o Beto Junior Underline. Chega junto, pô. Show de bola. Vambora, galera. Começando mais uma resenha no Charla com o volante raiz. Cara, eu perguntei pra ele, eu falei, pô, cara, cinco anos, 34. Jovem ainda, né, cara?
Sensacional. Hoje no futebol, pô. Mas o que já viveu no futebol? Ronaldinho Gaúcho no Fluminense viveu? Eita. Tom Fredon.
Boas companhias, hein? Jogou muito no Bahia. Pegou um piano aí. E hoje, ó, capitão do ABC, palmas pro Edson, que tá aqui no Charla Podcast. Seja bem-vindo, Edson. Tamo junto, mano. Falou. Obrigado, cara. Obrigado aí pelo convite, né? Muito feliz aqui por estar com vocês aqui também. Com certeza aí o programa de vocês vem crescendo a cada dia, a cada ano. Então a gente tá muito feliz aqui de estar presente com vocês.
É, sou criador do ABC. Cheguei em 2008, né, no ABC, né? Mas tu é de onde? Eu sou de Touros, Rio Grande do Norte. Ah, no Rio Grande do Norte mesmo. É o interior, fica a 80 quilômetros de Natal, da capital. Pertinho. Praia também, pô. É, né? Tamo bem representado, né? É, separado. E começou a jogar lá em Touros mesmo. É, jogava lá, né, tipo, salão, beat soccer, jogava de tudo, irmão. E daí, um amigo meu, na época, era vereador lá, Rafael, e daí ele me... Só puxa um pouquinho o microfone.
Não tinha aquela pressão de eu quero ser jogador? Foi lá, foi... Não tinha não, até porque quando tem essa pressão, principalmente os pais, né, cara, acaba que atrapalha muito das vezes, né, então, graças a Deus,
Deus, meus pais nunca me atrapalharam em nada, não. Pelo contrário, né? Às vezes a gente ia comprar passagem de touros pra Natal, a gente chama de alternativa, como se fosse um táxi, né? E daí era coisa de, sei lá, 20 reais na época pra você ir de touros pra Natal. E a minha mãe falou que não tinha o dinheiro. Então, tipo assim, eu levei aquilo ali como um incentivo, né? Não levei como uma coisa negativa, porque realmente ela não tinha, né? As coisas eram muito difíceis. Então,
negativa, porra, foi uma coisa assim que eu falei, então, eu tenho que correr atrás porque a vida da minha família não... Depende de mim. Depende com certeza. Chegou a possibilidade de melhorar, né? É, com certeza. Foi uma coisa assim que me marcou muito, né? Então, até hoje eu brinco com minha mãe, porra, você me negou, porra, 15 anos só, cara. Me negou, ela fala, não, meu filho, não foi que eu neguei, é que realmente eu não tinha, né?
E essa necessidade acabou me moldando o teu estilo de jogo, sempre ser um cara de campo que, irmão, disputar bola
com coração ali, com tudo. E isso vem nesse início, assim, de, pô, vou entrar aqui pra disputar a sustentação da minha família. É, então, Beto, eu sempre fui assim, um cara guerrido, né? Sempre a minha carreira toda, cara. Eu acho que isso vem já desde criança, né? A gente correr atrás das coisas que a gente quer. Eu sempre trabalhei, pra você ter ideia, desde os meus 9, 10 anos, eu sempre trabalhei, cara. Eu trabalhava, assim, com o maior prazer.
Eu gostava de ajudar as pessoas. Às vezes até para não ganhar nada. Eu me sentia bem. Eu já fui trazendo isso para a minha vida. Sempre foi assim. Esse lado aguerrido meu. Ele sempre foi marcante para mim. Não para as pessoas. Mas para mim mesmo. Porque automaticamente os benefícios viriam para mim. Como vieram. O valor da sua infância.
falta de dinheiro que sua mãe tinha pra pagar seu transporte pro treino, né? Como é que foi sua infância, cara? Era uma infância muito humilde, enfim, tu sofreu? Como é que foi? É, cara, na minha infância foi muito ruim. Eu nunca passei fome, sabe assim, junto com os meus irmãos, somos em nove comigo, né? Pai e mãe, é. Quantos? São em nove, nove comigo, é. Pai e mãe, então assim, a casa de minha mãe é uma festa até hoje, irmão.
Porra, é muita gente, né? E daí, assim, como eu te falei, eu nunca passamos fome, mas
foi uma... Foi difícil. Foi difícil. Meu pai era caminhoneiro. Meu pai trabalhava enchendo caminhão de areia, sabe? Areia, pedra, brita, essas coisas tudo. E depois ele trabalhou na... Não sei se existe hoje até alemã. Ele cavava, tipo... Não existe mais. Não existe mais, né? Ia pras ruas pra poder cavar os... Cabimento. Exatamente. E a minha mãe tratava fato de bode, né? Essas coisas. Tratava, tipo, boi, carneiro, essas coisas.
E depois trabalhava como... Engomando roupa. Lavava roupa. Lavava roupa das pessoas no Rio. Não era na máquina de lavar. Na beira do Rio. Lavando lá na mão. E a gente ia ajudar ela pra poder... Ela ganhar o trocado dela e tudo. E você começou... Você trabalhou com o que? Você falou que trabalhava desde nove anos. Trabalhei em padaria. Trabalhei... Deixa eu ver aqui o que mais. Uma porrada de coisa.
vendendo sacolé na rua também. É muita coisa, mas assim... Mas é a cara feia do atacante que vai em ganho, que vai timidão. Pô, então... Não tem como, né, cara? Não tem como. Então... A minha infância foi muito boa, se eu te falar. Eu gostaria de voltar um pouco... Não quero passar o que eu passei, mas eu gostaria de viver alguns momentos e tal. Porque me faz falta, às vezes, sabe? Hoje em dia, assim, tá difícil. A realidade é outra, né?
A vida do interior também, né? A vida do interior é uma vida mais simples, mas...
É uma vida ali com... Mais livre também. Exatamente. Sem mais liberdade, né? Muita liberdade, cara. Muita liberdade. Então... Eu não tenho que reclamar em nada da minha vida, irmão. Foi tudo como Deus planejou mesmo, assim. Foi muito legal. Muito legal mesmo. E fala pra galera do Brasil, mano. Como é que é o ABC e a torcida do ABC, cara? Hoje tu é o capitão no retorno do ABC. Saiu também, formado pelo clube, assim. Como é que é o ABC lá em Natal, mano? O ABC lá em Natal é o Flamengo aqui no Rio, irmão.
É o Flamengo aqui no Rio, é o Fluminense aqui no Rio, o Vasco aqui no Rio. É a massa, né? O Botafogo é a massa, porque é o clube do povo lá, né? É o clube do povo. É um clube, historicamente, é o maior campeão do mundo estadual, né? É, quantos tipos já? Acho que 50 e 59, né? 50. Acho que 59 é 58. Quase 60. Quase 60, é. Então, assim, é um clube que é um torcedor exigente, mas é um torcedor apaixonado, cara. Então, eu sempre tive saudade, sabe, de...
quando eu saí do ABC, eu sempre tive saudade de voltar. E, por coincidência do destino, a gente acabou voltando agora e eu tô muito feliz, cara. Eu falei pra minha esposa semana passada, pô, eu tô tão feliz de um jeito que eu não sei nem explicar, sabe? O ano passado foi um ano ruim em todos os sentidos pra mim, entende? Profissionalmente, principalmente profissionalmente. E agora parece que eu tive a alegria novamente de jogar futebol, sabe? De treinar, de estar com os companheiros. Então,
tá muito. Então, isso deve ao clube, né? Que o clube lhe deixa você feliz. Então, poxa, velho, não tenho o que explicar. Vocês um dia vão conhecer pessoalmente lá a massa lá do torcedor abecedista, porque é uma coisa impressionante. Quando o time tá embalado, eles vão junto mesmo, sabe? É um torcedor que sempre me apoiou, sempre esteve comigo. Então, eu tenho um carinho gigantesco com todos eles. E o Frasqueirão? E o Frasqueirão é histórico, né? O Frasqueirão tem muitas histórias boas, onde
a gente foi muito feliz, né, e que eu quero continuar sendo feliz mais uma vez, cara, em termos de conquista, né, porque a gente teve um, teve anos muitos bons lá, teve um ano lá, o padrão, né, claro, do clube, que disputa, a gente foi campeão da Série C em 2010, campeão estadual e foi visto da Copa do Nordeste, né, fizemos um ano bom pra caramba, aí depois, aí eu tive uma saída, depois, depois voltei, aí tivemos um ano, quando eu tava lá, né, tivemos um ano, um ano muito maravilhoso,
que foi o ano 2013. Na época, o Palmeiras estava na Série B. Sim. E quando virou o turno, a gente estava com 99,9% de queda. Já estava praticamente... Rebaixado. Rebaixado, né? E, pô, a gente deu uma reviravolta muito grande e conseguiu livrar o clube da Série C, né? Mantivemos na Série B. Então, aquilo ali foi um feito muito grande que a torcida lembra até hoje, assim, como uma coisa inédita, na verdade, né? Mas falar do ABC é chovendo molhado, porque...
Eu sou muito grato ao ABC por tudo na minha vida, cara. Tudo, tudo, tudo que eu sou, o homem que eu sou, eu devo muito ao ABC hoje. Muito legal. Você falou de momento difícil. Você terminou no Botafogo de Ribeirão. E o Botafogo de Ribeirão teve a campanha no Brasileiro da Série B. Não conseguiu, né? Não conseguiu acesso, nem brigou direito. Tava lá embaixo, quase desceu. É, Betão, quase caiu ano passado. Na verdade, o Botafogo de Ribeirão, ele tem, acho que se não me engano, três, são quatro anos brigando pra não cair direto.
É Paulistão e Série B, entendeu? Então, assim, o clube precisa mudar um pouco. Enfim, quem sou eu pra julgar, né? Isso é coisa passada, mas, assim, eu não fui feliz no Botafogo, né? Eu acho que foi o meu único clube, assim, da minha carreira inteira que eu não fui feliz. Acho que eu não tava bem, entendeu? Vários fatores, não? Tipo, teve o meu lado, que às vezes a gente gosta de transferir responsabilidade, né? Teve o meu lado, que, na minha opinião, eu não rendi como deveria. Mas teve outras coisas também que prejudica, familiar também.
Eu tive problema familiar no clube, entendeu? Não, eu tava até com minha esposa, justamente com minha esposa. Tipo assim, coisas bichas que o clube tem que facilitar no dia a dia. Como por exemplo, lá era camarote pra família, né? E a cada dois... Cada jogador recebe dois ingressos camarote e acabou, não tem mais. Aí eu tenho dois filhos menores, né? E eles precisam de ingressos pra entrar no jogo. Então assim, imagina, é minha esposa e mais dois. São três ingressos, aí às vezes meu sogro e minha sogra tá, são cinco.
Então, veja só, a gente tinha que estar todo dia de jogo, estar perturbando atrás de ingresso. E um pedia o outro para o outro, às vezes a família ficava chateada. E um outro dia barraram o meu filho de entrar. De três anos, pô. Porque queriam o ingresso do meu filho. Pô, o ingresso de três anos. É, pois é, entende? Eu não colo da mãe, pô. E daí teve uma discussão, tipo, da funcionária do clube que conhecia a minha esposa e sabia quem que era todos os jogadores.
Deu o maior problema, aí teve que chamar assistente social, enfim. Não foi um ano bom para mim.
sabe, assim, em relação a tudo, assim. Aí também, outra coisa, o Botafogo, ele proibiu dos jogadores entrarem com os filhos, na... pra entrada de capa ali, o hino nacional e tudo, porque eles falavam que tomava multa, mas todos os clubes do Brasil, cara, você vê os filhinhos de colo entram, eles proibiram, então assim, aí foi uma coisa que foi me minando, sabe, me minando, claro, deixando bem claro que também teve a minha parte, que eu não produzi também, que deveria ter produzido, né, mas aí são coisas que o clube vai melhorar no decorrer
do tempo, mas hoje eu sou um cara muito feliz, como sempre fui na minha vida. Voltei pra casa, tô feliz da vida, cara. Um clube que me abraçou de um jeito assim, sabe? A torcida nunca me abandonou, então tô felizão. Não, isso é maneiro e, assim, quais são os objetivos do ABC na temporada? A gente sempre respeita, né, Betão, os adversários, mas a gente quer ser campeão, né? Campeão estadual. O campeonato deu uma parada porque, não sei se vocês estão acompanhando aí. Eu vi essa parada.
Mas resolveu ou não? Não, vai estar indo pro STJD, né? Puta, cara! Não, isso aí vai dar um rolo grande ainda. Por conta do rival de vocês, América, né? É que eles têm um ponto igual de Curras Novo, né? Isso. Colocaram o jogador irregulado, sub-20, e daí eles perderam 18 pontos e automaticamente foram rebaixados, né? Pô, América! É o América, pois é. É um erro gravíssimo, isso não pode acontecer, né? Mas enfim, a gente quer ser campeão estadual,
de fazer aí o máximo que puder, até pra poder ajudar o clube também, né? Financeiramente, claro. Copa do Nordeste, a gente quer fazer uma Copa do Nordeste segura. Se a gente for passando ali e tal, o sonho vai indo, vai indo, né? E o carro-chefe nosso que é a Série D, né? Que a gente tem que subir de qualquer jeito, cara, independente do que acontecer. O ABC ficou muito tempo na Série B, né, cara? É, pois é. Depois a gente foi parar na Série D.
O ABC é um clube muito bom, cara, de trabalhar. Um clube de massa, um clube que tem uma estrutura
legal, tem o seu estádio próprio, tem campo próprio de treinamento, tem alojamento próprio, entendeu? Mas ele fica muito nessa, sobe, desce, sobe, desce, tem que ter uma constância boa ali, principalmente numa divisão bacana ali numa B, né? Pegar uns 4, 5 anos bons pra poder se organizar melhor, pra poder atrair mais jogadores, né? Pra galera querer vir, porque isso é importante, o jogador quer vir pra onde tá as coisas, né? Encaixadinha. Mas assim, mas o ABC hoje não
deve nada a ninguém, cara. É um clube muito bom de trabalhar, sabe? Um ambiente saudável. O nosso treinador, um treinador que tem um mercado brilhante aí também, o Chamusca, né? A gente treinou aqui o Botafogo. O Marcelo, né? O Marcelo Chamusca, é isso. E tem os jogadores que estão querendo, jogadores com fome, que isso é o mais importante. Eu lembro do Alisson, que está há um maior tempão lá, né? É, o Alisson é o nosso maior ídolo lá, né, cara?
Eu sou fã de carteirinha do Alisson. É ídolo do ABC, né? Ele é muito ídolo lá, muito, muito mesmo. Porque o Alisson, ele...
Tem uma parte do estádio que foi construído com a venda dele, pra você ter ideia. E o Alisson foi atrás de um dos gols, né? E ele é um cara que é uma referência nossa técnica, né? Um cara muito técnico, um cara que vai nos ajudar bastante, que já ajudou o clube muito, né? E que fez a carreira dele, foi vitorioso na carreira dele. Agora, Edson, você fala com esse carinho do ABC e tal, do que você viveu no ABC. Como é que foi pra você parar aqui no Rio de Janeiro, cara?
Você sai de uma realidade, né? De uma cidade do interior e para no meio do Fluminense ainda, na interseção, né? Do Fluminense quase saindo patrocínio, mas assim, ainda com a Unimed na época, né? Como é que foi pra você parar essa loucura do Rio, assim, cara? O que tu lembra que tu chegou aqui no Rio e falou Caraca, mano, onde eu tô e tal? Primeira parada que te impressionou, assim, cara? É, então, quando teve a oportunidade, né?
Eu tava no São Bernardo, né? Eu saí do ABC e fui pro São Bernardo, de São Paulo, de Hospital Paulista.
oportunidade de vir pra o Fluminense, né? Porra, eu não vou mentir pra vocês, nunca imaginava de jogar num clube do Porto do Fluminense, né? E daí eu vi os caras, eu jogava com os caras no videogame, irmão. Às vezes os jogadores falam, tá no podcast também, né? No videogame. Isso é verdade mesmo, cara. Você jogava no videogame. Aí de repente, tu tá no vestiário com os caras, eu falei, porra, os caras é de outro mundo, né? Só que é o seguinte, a partir do momento que você vai convivendo e você vai treinando, você vê, porra, não. Então, eu tenho condições.
Eu coloquei na minha cabeça. Exatamente. Quando eu cheguei no Fluminense, eu falei, pô, vou chegar na minha, na humildadezinha e pá, e vou fazer o meu trabalho, cara. E foi isso que aconteceu. Chegando no Fluminense, que ano? Eu cheguei em 2014, após o Carioca. Ah, logo depois do Carioca. Depois do Carioca, porque eu cheguei com... Tive que fazer uma cirurgia, né? E daí eu recuperei aqui, até com o Filé. O Filé que hoje... Tá no Fluminense.
Tá no Fluminense, cara, sensacional. Me ajudou muito ele. E daí, aí tratei da cirurgia e quando voltei,
comecei a voltar. E eu quis o destino que a minha estreia fosse contra o meu maior rival, no caso, o América. A Copa do Brasil. E por coincidência do destino, o jogo foi lá em Natal. Então, Fluminense e América, lá em Natal. E daí, o Cristóvão foi e me chamou e falou que ia me poupar de jogar. Eu tomei um susto, cara. Cara, não acredito, não. E agora, o que eu vou fazer? E comecei a concentrar, que ele me falou um dia antes do jogo, né? Pô, preparei bem e tal.
E a partir daquele jogo ali, as coisas se sobressairam pra mim no Fluminense. Mas assim, fui muito bem tratado por todos, né? Todo mundo sempre... Eu tive um carinho... Eu tenho um carinho muito grande pelo Fluminense, as pessoas que trabalham no clube também, os torcedores. Até hoje, se você tem ideia, eu encontro torcedores e pedo pra tirar foto comigo. Até hoje. Ontem mesmo eu tava no aeroporto e tava um rapaz com a sacola do Fluminense e pediu pra tirar foto e tal. Então isso é legal.
Quando isso acontece, é sinal que você fez um trabalho bacana, né? Você representou a instituição, representou o clube. Mas foi muito legal, cara. Muito legal porque eu falei, eu coloquei na cabeça que eu iria jogar e joguei, cara. Joguei, fiz quase 100 jogos com a camisa do Fluminense. Foi muita coisa, né? Legal. Três anos, né? Três anos. Foram três anos e foram cinco anos de contrato, né? Foram cinco anos de contrato e três anos prestando serviço a jogar. Agora, você falou do Alisson. Estou olhando aqui no grupo do ABC.
O Caio Tenório também tá lá. O Tenório. A gente brinca com ele, que ele gosta de dar elástico, né? O Tenório tem uma história... Eu vou contar a história do Tenório aqui rapidinho. Eu vou falar. Por coincidência, o moleque é sensacional, hein, cara? Pô, o Tenorinho roubaram a carteira dele, cara. Roubaram a carteira dele? Lá em Natal, agora. Ele foi chamar o Uber e daí ele deixou a carteira na mureta.
Só que ele falou que saiu coisa de dois metros, cara. E daí quando foi lá falar com o Uber rapidinho que voltou, a carteira já era, irmão. E o Tenório... Pô, Tenório, o malandro de Rio de Janeiro. Os caras estão zoando ele por isso, cara. Pô, essa carteira. Aí tá, beleza. E o Tenório fez o boletim de ocorrência e tudo. E ele avinhou ontem com a delegação. Só que quando chegou no aeroporto, cadê o Tenório? Não tava com o documento, só tava com a cópia do documento. Pô, não deixaram o Tenório embarcar, irmão. Teve que ficar inatável.
Temorim, temorim. Temorim. Aí sabe o que foi? Ele ficou ansioso que tava vindo pro Rio, cara. Acabou esquecendo de trazer o boletim de ocorrência, entendeu? É, servia, exatamente. Mas deu certo, não é? Ele já chegou hoje aí, já vai nos ajudar já. Pô, malandro de Rio de Janeiro. Caralho, mano. Agora, Edson, quando tu vem parar,
aqui no Rio. Primeira coisa que eu me lembro, 2014, Fluminense, cara, foi um ano muito importante pós-Copa pro Fred, né? Aquele momento a surgir, né? É, então... Porque, porra, a galera tratou o Fred como um dos culpados ali pelo 7x1, pelo fracasso da seleção. Colaram nele ali, né? É, pegaram ele pra Cristo, na verdade, né? Como é que foi ali o período pós-Copa ali, quando ele volta, cara? Caramba, cara, eu lembro como se fosse hoje o Sobbs, né? Até eu tinha acabado de chegar no Fluminense
Nesse, eu não tinha tanta intimidade com a galera, assim, tanto, né? Só que daí o Fred pegou um cone, irmão, e colocou em frente o armário dele, assim, sabe? Do Fred. O Sobbs. É, o Sobbs. Aí, quando foi o horário do treino, aí o Sobbs falou, porra, não vai treinar não, Dom? Batendo no cone, entendeu? Os caras, os caras perdem o sentido da coisa, meu irmão. Mas assim... O cara ligou foda. É, pois é. Mas depois, tipo, os caras levou numa boa, o Fred sorrindo pra caramba. Mas em contrapartida, irmão,
Falar uma coisa, o Fluminense abraçou o Fred de uma forma assim gigantesca, porque eu lembro como se fosse hoje. Se eu não me engano, o Fred morava em Ipanema, né? E a cada dois quilômetros, o Fluminense colocou um pessoal pra pôr uma mensagem pro Fred, um cartaz, tá? Você é muito especial, você é um cara muito bem-vindo no Fluminense, tá? Isso saindo da casa do Fred até chegar em Laranjeiras, né? Pra o treino. É, pra o treino.
A cada dois quilômetros, se eu não me engano, se não falha a memória, mas fizeram isso, né?
aquela toda crítica que ele foi, que é muito pesada em cima do Fred e tal, e o clube abraçou ele de um jeito que não é normal a gente ver isso, né, no futebol, né, cara? Eu acho que a identificação do Fred Fluminense tem vários períodos, né, vários momentos, e esse momento é um momento fundamental. E isso que o Edson tá falando foi uma iniciativa que o Fluminense tomou no primeiro treino do Fred pós-copa, né, quando ele foi pro trajeto da casa dele até as Laranjeles.
Você lembra, né, Beto, isso aí, né? Foi bacana, o Fred funcionou demais. Foi muito legal assim. É muita injustiça.
com o Fred, eu acho. É porque, veja só... Ele escolheu o atacante. Te levou de sede como o atacante. É, pois é. Mas veja só, e ele tava jogando só, pô. E os outros dez, imagina, né? E cadê os outros jogadores, os que entraram? Então, não tem como você culpar um cara. Em termos de posicionamento, ele é o menos responsável, eu acho. Exatamente isso. É o menos responsável. Então, a carga caiu toda em cima dele, né? O mais importante de tudo é que as costas do Fred é muito larga, né? Então, você vê assim,
no treino, chegou no treino sorridente, cara. Claro que todo mundo sente, pô. Ninguém é super herói. Não sobe já se zoada pra quebrar o gelo. Exato, também. Os caras eram parceirão, eram não, são parceirão. Então, assim, pô, pra poder um ambiente ficar leve ali pra ele, pro Fred ali no momento, entendeu? Mas, porra, pegaram muito pesado com o Fred. A gente que é da bola sabe que as coisas não funcionam assim. Às vezes o torcedor, ele... Hoje em dia tá muito nessa crítica aí, tá muito exagerado.
8,80. 8,80, exatamente. Ou vai, ou é o melhor do mundo. É, exatamente. Ou está muito pesado, cara. Então, assim, quem vai se sobressair é aquele que não ligar tanto, meu irmão. Vai afetar, infelizmente vai afetar. O jogador falar que não afeta, ele está mentindo, cara. Porque vai afetar. Imagina, tu vai abrir a rede social lá, vai estar lá 20 mil comentários, pô, falando mal de você, pô. Falando que, porra, que é ruim, que não sei o quê. Mas acreditável. Será que eu sou ruim mesmo?
Irmão, pior que é verdade, cara. Isso é uma coisa impressionante. Mas o clube foi sensacional. O Fluminense foi sensacional com o Fred. E depois você vê que ele continuou fazendo os gols. Meteu gol pra caramba. Mas é como você falou, é uma coisa muito injusta, pô. Colocar a culpa ainda mais no centroavante ainda, pô. Mas quer dizer que o Sobres botou um cornezinho na frente do aparelho. O Fred foi sacana com... Mas foi muito legal. A galera ria pra...
Caramba. Não, os caras é foda. Os fluminenses aí, meu irmão. Porque o Edson pega ali... É que vinha Deco, Sobis, Fred, né? Essa panela aí, aí ele já pega... Vinha saído já, né? Deco sai, fica ali o Sobis, o Fred. O Fred, o Diguinho, né? Diguinho! É, o Diguinho é uma figura. Aí tem o Cavaliere, o Cavaliere também. O Gun, o Gun, o Gun Guerreiro. O Ginazinho, o Ginazinho volante, lateral. É, o Cavaliere é naquele... Pegaram a hip-hop.
É, o Cavaleiro é rico, cara. Firmão, firmão, firmão. Certo. O Cavaleiro é um dos caras mais profissionais que eu já vi na minha vida, cara. Goleraço. Chegava cedo no treino, era um dos últimos a sair. Mas real mesmo assim, cara. Tira o chapéu pra ele, pro Cavaleiro. Concentrado, né? Concentrado pra cara. Tem outra parada dessa época que fez o Fred virar mais ídolo do que é. Não sei se tá nesse jogo. Eduardo Batista era o técnico. Fluminense Palmeiras. Jogo na casa do Palmeiras.
não tinha condição de jogar ele e fazer um gol, o meu irmão, mancando. É verdade, cara, é verdade, você lembrou bem. Esse jogo é bizarro, cara. Um jogo emblemático mesmo aí, né? Ele tava já machucado, o Fred, né? E daí ele foi lá e fez o gol. Eu não lembro quanto que foi o jogo, cara, mas foi um... Não, acho que o Fluminense é eliminado nos pênaltis na Copa do Brasil e o Palmeiras é campeão na Copa do Brasil. Verdade. É semifinal.
É semifinal, isso aí. Mas ele faz o gol que leva pros pênaltis, assim, mas é uma parada muito emocionante, porque ele, mano... Ele continuou ali, não foi...
Persistente. Não, o Fred é um ícone. A gente fala do futebol brasileiro, do Fluminense, então nem se fala, né? E essa época mandava no Fluminense? Quem? O Fredão? Pô, o Fredão mandava, mas a gente sentiu falta dele pra caramba, velho. O Fredão sempre foi muito chato, na verdade, né? Isso aí é... Isso tava no DNA dele. É um cara que... Ele é brigão no bom sentido, né? Porra, velho. Quando ganhava, porra, o Fredão era Fredão. Quando perdia, era o Fredão também, porque ele caía em cima dele, né?
Só que eu achava o Fred muito chato. Só que quando o Fred sai do Fluminense, aí a crítica que era só em cima do Fred começou a se espalhar, entendeu? Eu falei, porra, velho. O Fred não era pra ter ido embora, era pra ter continuado mesmo. Porque daí... E ele lidava como ninguém, sabe? Ele sabia se sobressair o Fred. Ele é um cara assim... É um cara que foi predestinado na vida, sabe? Claro que tem o potencial dele.
tudo que ele foi feliz na vida dele, mas ele é um cara que tem as costas largas, como eu falei, mas sempre blindou, sabe, o elenco ali de um jeito impossível. Não, ele não tinha tempo ruim, não. Sem ele, fodeu. Era, sem ele, depois deu ruim. Aí a pressão foi pra todo mundo, cara. É, isso aí. Agora, Edson, qual foi a tua reação quando você tá no Fluminense assim? Aí, do nada, falando pra você assim, irmão, contrataram o Ronaldinho Gaúcho, vai chegar aí o homem amanhã.
Como é que foi pra tu assim? Porra, não acreditei não, cara. Porque, porra, o homem foi o melhor do mundo, meu irmão. E a gente... Pois é, cara. Nós jogadores, é unanimidade, entendeu? Tipo assim, em termos de arte, não tem igual o Ronaldinho Gaúcho, entendeu? Tipo, às vezes a galera até critica o Ronaldinho e tal. Meu irmão, mas vai criticar o Ronaldinho o quê? Se critica o Ronaldinho, imagina... É, vai elogiar alguém, né? Porra, entende? Então, quando ele chega, foi geral, cara. Foi todo mundo assim.
de um jeito impressionante porque o Ronaldinho é referência técnica e ao extremo até, né, pra todos os brasileiros. Tanto é que hoje nós não temos uma referência técnica como o Ronaldinho. Tem o Neymar, né, muito longe tem o Neymar, mas... Mas o Ronaldinho fez... Não, foi uma coisa impressionante e daí quando uma outra vez a gente começava a trocar ideia, eu sentei na caixa de água ali com ele ali e eu tava com um pouquinho de dozinha no joelho, sabe? Pois ele começou a me dar
dicas, cara. Aí eu falei, não tô acreditando nisso, não. Porra, o cara tá tirando o tempo dele pra me dar dica, pô. Faz isso, faz isso, faz aquilo. Aí isso aí me encantou mais ainda, porque a humildade, né, tipo assim, só pode elogiar uma pessoa quando a gente conhece, cara. Aí tu pode elogiar pra o bem ou pra o mal, tipo, você pode ter só a conclusão. E quando a gente vê alguém falando mal do Ronaldinho Gaúcho, porra, é de partir o coração, porque a humildade dele é uma coisa surreal, é bizarra.
bizarro. É, todo mundo fala isso, né? É uma coisa impressionante. Então, assim, a gente, às vezes, não pode nem confundir, né? Tipo assim, esportivamente, de repente, ele poderia se cuidar um pouquinho mais. Mas, porra, véi, o que vai exigir o quê do Ronaldinho, irmão? Não tem o que exigir, né? Um cara espetacular, cara. Então, foi um momento histórico pra mim, cara, porque eu vou falar isso pros meus filhos, entendeu? Eu não falo hoje, porque, assim, eles são muito pequenininhos ainda, né?
Mas quando eu tiver com seis, nove, dez anos, eu vou falar, pô. Eu tive o prazer de... Não vou falar nem de jogar, cara, de
tá perto de um cara assim, igual ele, igual o Ronaldinho. De jogar também, né? É, de jogar. Pois é, cara. Exato. Nos treinos deu pra... O pessoal sempre fala, né? Vocês estão vendo aí o Ronaldinho, é gênio, mas vocês têm que ver o treino do Ronaldinho, né? No treino ele faz chover. Não, cara. No treino aquela coisa absurda. Ele era embaçado, ele era embaçado. Agora sim, agora em relação a treino, o melhor jogador que até hoje eu joguei assim pra ver treinando mesmo, infelizmente, cara, uma joia que a gente meio que, né,
Perdeu entre aço. Não é que ele deveria ter uma carreira melhor do que teve do Valtinho, você acredita? O Walter é... Pegou o Valtinho no Fluminense. Na minha opinião, foi o cara mais diferente que eu já vi treinando assim. Ele, tipo, gols, assistência, jogadas. É uma coisa absurda. Procedade de raciocínio. Não, ele é uma coisa absurda. Se ele estivesse no shape de atleta, ele fazia seleção. Tranquilo, tranquilo, tranquilo. Tanto é porque, você vê, ninguém vai contratar um cara acima
peso à toa, entende? É, entende? Então, tipo assim, alguma coisa que aquele cara tem, mas não é pelo peso dele, era pelo potencial dele, que ele era uma coisa absurda esse maluco aí, sabe? Mas o Ronaldinho Gaúcho, ele, porra, ele tinha seu talento dele, mesmo que ele já tava meio que parando ali no Fluminense, mas dava pra ver que ele fazia coisas diferentes também.
Agora ele emagreceu. Agora ele emagreceu. Emagreceu no tempo errado, né? Acho que emagreceu no sofrimento. Se não vai no amor, vai na dor. Tem aquele ditado. O Valtinho, eu acho que é do biotipo dele, sabe? Porque você vê, ele consegue emagrecer, mas depois ele volta rápido para o peso um pouquinho gordinho mais. E ele já tentava ajudar? Tentava, cara. A Renatinha, a nutricionista do
O Fluminense é uma excelente, uma excelente, né? Falar um palavrão, uma puta de uma profissional. Mas ela é um excelente profissional e ela tentava ajudar ele e tudo. É que, infelizmente, às vezes o metabolismo do guerreiro também não ajudava, né? Tipo assim, ele tentava, muitas das vezes eu via que ele tentava, mas infelizmente ele não conseguia abaixar tanto assim, né? Ele tinha um fundo psicológico. Também, né? Também. De que tinha passado fome na infância.
É, isso aí tudo pesa. É que o cara tem dinheiro, o cara vai e queria comer tudo que não podia comer.
imagina, o cara não tem nada, meu irmão. Não pode ter nada. E por isso que quando você pega e vê o jogador, tá magrinho ali no tempo da vaca magra. Aí começa a ganhar o dinheirinho e o cara começa a se inchar, pô. Por causa que, pô, quer aproveitar. Exatamente, né? Aí não sabe dosar um pouquinho, comer mais selecionado e tal. Então, em contrapartida, isso aí prejudicou ele muito. E ele teve, acho que, duas lesões graves, o Valter.
É, porque aí, como vocês falaram, né? O cara era muito acima do peso jogando futebol profissional. É, algum momento. O joelho dele foi para as
É, então, imagina. Mas foi um... Tipo assim, a época do Ronaldinho foi uma época... Foi o ápice pra mim, né? Tipo... Ronaldinho, Fred, queira ou não, o Cavaliere, na época, tava bem pra caramba. E jogou compras de federação. Então... O Jeanzinho também. O Jean também, o Sobs, né? O Índulo Fluminense. É, pois é. Então, foi... Isso aí me marcou, né? Vai ficar pra sempre. Só um detalhe do Walter. É... O período que ele tava no flu, eu lembro que foi um período que...
ele ficou muito em destaque, né, porque aí ele chegou num time grande, né, o Fluminense botou ele pra fazer um trabalho, mas você chega, repara, você lembra de alguma coisa de concentração, debaixo dele dele sofrendo, ele falou, pô, tentando dar uma bolachinha aí, alguma coisa. Então, cara, eu concentrava com ele algumas vezes. 80% das concentrações era eu e ele no quarto, né, e pô, velho,
Eu até queria tentar ajudar ele, mas ele pedia no... Eu acho que não é mais o Whindersson ali em Copacabana, né? Aquele principal lá, eu acho que é outro nome agora. Hilton. Hoje é o Hilton, exatamente. E daí o que acontece, cara, tem umas bolachinhas de doce de leite que era maravilhosa, cara. Porra! E ele pra Renatinha 9, ele pedia, pô, Edson, leva umas duas pra mim, cara. Eu ficava com dó dele, cara. Isso ficava aí, se vocês podiam pegar no café?
Era no almoço ou jantar? Era, porque a gente concentrava, né? E essa bolachinha era sensacional, cara.
no quarto, aí deixava no frigobazinho. Aí ia tirar o cochilinho às vezes da tarde, que era no almoço, né? O cochilinho da tarde, quando eu acordava, cadê as bolachas? Não tava mais. O Valtinho já tinha pegado já, cara. Era, cara. Mas era duas, não ia fazer tanta... Não era tanto assim, não. Ia ter jogo, ele ia queimar no jogo. Pois é, o jogo seguinte. Ele tava jogando na época, então... Eu lembro que ele chegou emagrecido, que ele chegou. Ele fez alguns gols muito importantes pra gente.
sem ângulo aqui. Esse aí. Assim como se fosse D3V. O Rogério, né? O Rogério Senni. O Rogério Senni. Não, o Valter era... Ele batia na bola de jeito. Eu acho que ele tinha potencial pra... Pra craque, cara. Tinha uns talentos muito diferentes. Exatamente. Quando ele aparece na sub-20 do Inter e na seleção. É, isso aí. Aí depois é Porto, Porto. É, pô, craque da bola. Valter, ele te ama e precisou mexer você aqui. Imagina as resenhas que eu vou te dar pra contar.
Qual era o mais resenha do Flusão? Porra, o Fred. O Fred e o Sobson. Os caras que... É? Os dois eram mais... O Diguinho também. Ih, esse é o mais louco, né? Aí, infelizmente, não tem tantos caras. Hoje, meio que sumiram, tá ligado? É, sumiram. Hoje, a realidade, como eu te falei, cara, é outra. Diguinho mandava no Rio de Janeiro? Porra. Vocês sabem melhor que eu, né? Mas ele gostava. Mas ele se respondia. O Diguinho também. O Corria pra cacete no jogo. Era, era, era.
É um cara do coração bom, Diguinho. Porra, Diguinho aí. Diguinho é de moto, né? É, então. Aí Diguinho mandava no Rio de Janeiro. É. Mandava, não é não, Edson? Mandava. Deixa pra lá. Seguinte, ó. Diguinho, essa época eu lembro do Diguinho no Botafogo. Botafogo, é isso aí. Diguinho, diguinho, tamo junto. Amorava com uma amiga da empresa. Sobre aproveitar a vida, o Guerreiro.
É, soube bem, tá certo ele. Mas a resenha era Fred Sobs. Tá, pô, eu encontrei com ele lá. Ele é de lá, né? É. Eu falei, pô, tem que colar lá no Charlie. Pô, foda que menos história, não dá pra contar. Ele não sai de lá, gente. Não sai da província. Já passou, não dá nada, pô. É, pois é. É bom que fica gravado, né? É. Já curtiu Miley Funk com o Diguinho? Não, nunca fui, não.
sozinho mesmo. Ah, tu veio na tarde. É, claro, claro. Tu vem pra cá já casadão também, né? Já vim, já vim casado, já. No caso, a minha ex-mulher. Ah, tá. Hoje eu tô sossegado, mas, porra, aqui no Rio eu já aproveitei bastante, andei muito. Aqui não tem como, né? Chegou a sair alguma vez com o Fred? Não, nunca, nunca. Antes da conversão? Nem com o Fred, é, nem com o Fred, com nenhum dos caras assim, nunca, não. A minha parada era mais o Lucas Gomes, que chegou a falecer na...
Cara, na Chapecoense, né? Saía bastante com ele, mas a maioria sozinho. Às vezes trazia um outro amigo, assim, lá de Natal, pra ficar aí de boa, pra poder... Edson Malone. É, claro. Hora do holofote. É, porque senão a resinha sempre vai pro lado mais fraco, vocês sabem, né? Imagina. Aí eu tô com o Fred de Guinho, sobe os caras, os caras só iam fazer resinha minha, irmão. Você acha que eu vou dar brecha? É isso, cara. Agora, em termos de... Você vem pra esse nível de Série A, Fluminense e tal.
Qual era o jogador mais difícil que tu marcou, cara? Tu lembra de um jogo assim, caralho, meu irmão? Poxa, cara. O Jadson, na época, quando tava no Corinthians, o Meia, era difícil pra caramba. O Gans, quando tava no São Paulo também. No Santos, né? Peguei uma galera difícil aí de marcar, cara. O Emerson Sheik também era difícil, era rapidinho ali, né? Neymar pela frente? Neymar, eu nunca joguei contra o Neymar, não, cara. Eu joguei contra o Neymar, uma Copa São Paulo, mas não conta.
Mas... Não, não. Joguei contra o Neymar um ano passado, cara. Ano passado? É, é. A estreia do Neymar. No Santos. A estreia do Neymar foi Botafogo de Ribeirão Preto e Santos. Lá na Vila. Caraca, pode crer, mano. Esse jogo eu acho que empatamos um a um. Começamos ganhando e depois eles fizeram um empate. É um parceiro seu lá que deu uma porrada nele, não foi? Exatamente, exatamente. O Neymar não gostou bem, mas foi a única vez que eu joguei contra o Neymar.
na época do Fluminense, eu não cheguei a jogar contra ele, não. E como é que ele tava agora, mano? Assim, voltando ali. Ele tava bem, cara. Não tava como o Neymar do Barcelona, porque ele também tava voltando de lesão, né? Mas... É que é normal também, cara. Às vezes a galera quer que o resultado venha rápido. Eu tive essa lesão do Neymar, né? O LCA, o ligamento. Tive duas, uma em cada joelho. E, pô, demora um pouco, entendeu? Demora um pouco pra você voltar
aquilo que você era, né? Não vai voltar 100% do que você é. Isso aí não volta, não volta. O cara que fala que voltou, ele tá mentindo, cara. Mas assim, a primeira, tu volta ali 90%, 95%, 93%, por aí tu volta. Só que ele teve lesões, além do LCA, quando ele volta, ele teve, se não me engano, posterior, né? Então, isso aí requer um pouquinho de tempo, infelizmente, cara. E a gente tem que ter paciência, porque...
Infelizmente, ele é a nossa referência hoje, tecnicamente falando. E a gente espera que ele possa voltar o mais rápido possível, o mais alto nível que ele merece demais. Que ele também é um cara humilde pra caramba, cara. É mesmo, né? É, o Neymar. Assim, eu nunca joguei... Com ele. Com ele, né? Mas 100% dos jogadores que jogam com ele só falam a coisa boa dele, cara. Então, todo mundo, todo mundo. Sem exceção. Mas em campo não teve essa, né?
Quem foi o seu parceiro que deu uma porrada? Acho que foi o bispo, acho que foi o volante. É que veja só, cara. Como é que faz? É porque você vai enfrentar um cara dele, você pode gostar, torcer para que ele vá para a seleção, mas está defendendo também tem um ganha-pó. Não, cara, não, não. Não tem como aliviar. Você vai pedir, Neymar, por favor, passa. Não tem como, cara. Tipo assim, não é só o Neymar, é qualquer outro jogador, cara.
Infelizmente, o Neymar, ele briga hoje pelo Santos e quem está jogando o adversário está brigando pelo pão dele, cara. Igual você falou, não tem como.
firme, entendeu? Você não vai chegar firme não é porque é o Neymar, é porque o futebol... É, pô, imagina, entendeu? Aí imagina, daqui a pouco o Neymar te dá uma caneta e faz o gol. Aí vai estar lá na capa do jornal, Neymar dá a caneta e faz o gol. Aí o cara vai ficar lá com a cara de bobão. É... Entende? O cara que levou a caneta, então o cara vai querer chegar firme pra poder não tomar um drible ou algo do tipo dele. Então é normal, cara.
Teve um gol? Foi nesse jogo que teve um gol também? Saiu comemorando, assim? Foi o... Se eu não me engano, foi o Alexandre Jesus, o atacante. Fez o gol e comemorou
desse jeito aí. Aí vale tudo, né? O cara sabe que o Cartagena vai enfrentar o Neymar, sabe que toda a história do jogo vai enfrentar o Neymar. Exatamente. Toda a imprensa. Aí ele vai e mete um gol, amigo. Diz que eu ia ver a caretinha, vai ver a minha. Tanto é que a gente tava mal no campeonato e o jogo do Santos a gente... Não é mentira, cara. A imprensa falava que a gente ia tomar de 7 a 0. Era 5 a 0.
Como que a gente vai falar mal dos caras que estão falando? Porque realmente a gente estava mal no campeonato. Então os caras estavam falando com razão, cara. Só que daí quando foi para o jogo, a mobilização do nosso time foi outra. Da galera toda foi outra. Então, aí foi dali que a gente conseguiu livrar o time do rebaixamento. Que a gente estava para cair no Paulista, né? Caramba. E daí foi a partir do empate do Santos que a gente deu uma melhoradinha.
Aí livramos o clube do rebaixamento. É, mas é isso que a galera tem que ter na cabeça. Assim, eu vejo a galera reclamando.
Pô, mas esse cara aí vai tirar uma onda com o Neymar, o outro, ah, não vai dar porra. Vai, mano, né? Porque é a hora do cara aparecer ali de alguma forma, né? Não pode ser desleal, porque isso aí, desleal é uma coisa de chegar a fim. Mas aí não pode ser com ninguém, né? Não é com ele, né? Exatamente. O Neymar vai ter que ultrapassar a marcação no drible e o cara vai ter que tentar parar. Como você disse, sendo dentro das regras do jogo.
Falta também dentro do jogo, né? Então, fora um pouquinho das regras do jogo. Pode ser, porra. Você tem que dar uma chegada.
Sim. Em qualquer um, pô. Se não é... Eu vou enfrentar uma rascaeta. Eu não vou dar uma chegada na rascaeta. É, tem que entender. Tem que dar uma intimidade. A gente sabe, pô. Tá maluco. E esse vai, então, aí veio pra quebrar. Pra galera que gosta de uma chegadinha, veio pra quebrar. Porque, pô, tu não pode encostar e qualquer coisinha já é. É, agora beijo de vó é expulsão. E no VAR... Não, não, é. Beijo de vó... Você vai dar uma carneçada no maluco, amigo.
No VAR é expulsão. Tá chatão, cara. Esse negócio de vai aí tá chatão. Mas, assim, se é pra...
bem de futebol, tranquilo, mas tem uns lances que você não dá pra entender. A arbitragem, eles têm uma interpretação assim que eu não consigo, às vezes, entender, sabe? Uma coisa que não é pra cartão ele vai lá e dar, ou ao contrário, irmão. Por isso que todo mundo reclama, assim, é unanimidade, né? É, falta de critério, deixa assim, né? É, exato. O cara fala assim, o jogo passado não marcaram isso aí, amigo? Você vai reclamar com mais?
Pô, o jogo passado, agora, entraram assim em mim e não marcaram. Agora, deu uma entrada igual,
Impulsando, por exemplo, o Tome marcando um pênalti. No jogo do agora, Flamengo e Madureira. Sim. Mas não foi um lance de... Não foi pênalti. Pois é. Mas foi um outro lance do menino do Madureira, que o árbitro deu amarelo. E teve um lance bem parecido pro Flamengo, que o... Eu não lembro o nome do jogador do Flamengo que deu o carrinho. Que era pra amarelo também igual. E o árbitro não deu. Tipo assim, ele não compensou, entendeu?
Tipo, se deu pra um, dá pro outro. Independente se é o Flamengo ou Madureira, tem que ser.
Igual, tem que ser igual. Tem essa. Agora, Edson, nessa época do Fluminense, você falou do Ronaldinho e tal, da genialidade. Por que ele não conseguiu jogar, tu acha? O que tu acompanhou ali? Tipo, já era uma coisa física, ele tentava e não conseguia. Porque ele mesmo desiste, né? A gente já teve que o Mário Bittencourt, né? Tentou ainda contornar ainda a situação. Né? Porque ele era o diretor de futebol, Mário. Exato. Ele tinha um compromisso na Florida Cup, né? Rapaz, isso aí deu um problemão essa Florida Cup, porque...
Primeiro, respondendo a sua pergunta, eu acho que ele já estava querendo parar. Quando a gente não está feliz, irmão, quando o jogador não está feliz, esquece. Aí você pega o Ronaldinho Gaúcho, campeão de tudo que disputou praticamente. Foi o melhor do mundo. Se ele não está ali naquele momento feliz, então eu acho que ele vai parar por aqui, está tudo certo. Eu acho que foi mais isso mesmo, porque bola ele ainda tinha, cara. Eu acho que ele conseguiria ir um pouquinho mais de tempo.
E tu lembra o dia que ele falou assim, pô, mano, não vai dar mais. Não, porque isso foi uma decisão só entre ele e a diretoria, né? Tipo, ele não comunicou pra nós jogadores, né? Não. A gente só foi pego mais de surpresa na imprensa, quando saiu na imprensa e tal. Aí a gente ficou sabendo. Pô, a gente não ficou sem entender. E daí, no ano seguinte, a gente vai pra... Florida Camp. Florida Camp, cara. E daí, o Ronaldinho Gaúcho tinha que jogar.
Só que nós ficamos sem entender nada. Mas como assim o Ronaldinho Gaúcho tem que jogar por causa que ele já tinha saído do clube? É.
O Mário explicou pra gente, ó, o Ronaldinho vai ter que participar, porque esse foi um contrato que a gente fez com ele e tal. Mas no final deu tudo certo, cara. Não, e aí? Ele voltou pra treinar ali, pra entrar no jogo, ou não treinou, foi direto pro jogo. Cara, agora eu não vou dever sair, mas que joga ele jogou, mas agora eu não sei se ele treinou, cara. Eu sei que foi uma coisa assim meio que... Que estranho, né? Foi muito estranho assim no momento.
Mas... Tudo próximo do Ronaldinho é válido, porque, porra, imagina, tá perto do...
Mas foi muito legal, eu lembro bem uma outra história, a gente tava mal pra caramba no campeonato, tava mal não, tava, perdeu uns jogos, né, aí a torcida invadiu, cara, invadiu lá e a gente treinava em Laranjeiras e tava a galera bem lá no canto, lá no aquecimento, pô, velho, eu falei, esses malucos vão
pegar a gente aqui na porrada, cara. Aí o torcedor entra, a organizada, e daí, porra, e eu tava perto dele do Ronaldinho. Quando o maluco, de repente, veio, pegou assim, meio que, porra, Ronaldinho, aí você não vai reagir não, irmão, o que é que tá acontecendo? Aí eu me assustei na hora, ninguém mexeu comigo, eu falei, porra, velho, eu tô bem demais então, tô bem demais, porque ninguém mexeu comigo, e mexeram com ele lá, aí os seguranças vieram, tiraram ele, entendeu?
Mas nesse dia eu pensei que eu fosse apoiar, irmão, porque o cerco tava fechando pra todo mundo, entendeu?
Só que o bruxo tava na frente. Aí o bruxo tava nele. Por isso que é bom essa galera aí. A galera que tem as costas largas nesse momento segura a onda. Então foi legal, foi legal. Caramba, foi foda. E jogar o Ronaldinho? Não, o bruxo é embaçado. Mas foi muito legal. Época boa, época boa demais. Tenho saudade, fui muito bem recebido no Fluminense. O próprio Mário Bittencourt
Tô com muito carinho, né? Que a minha vinda também, ele tava... Foi ele que era já... Acho que ele era diretor. Acho que ele era diretor de futebol com o Petra e tal. Então, ele sempre me tratou super bem. Sempre com transparência, sabe? Tu não viu uma molecada dessa subir também? Essa galera toda aí, ó. O Gerson era da minha época. O Douglas, que ele é até daqui do Rio. O Douglas que tá no... Douglas Volante, ele... Eu não lembro onde ele tá agora, mas lembro dele. Mas lembra do Fluminense, né? Douglas, um canhotinho. O Ayrton Lucas, o Scarpa.
Pedro. O Pedro também. Essa galera toda. A galera toda da minha época aí, os meninos todos. O Marlon Freitas também. O Marlon também, cara. O Marlon era da minha época. É. Deixa eu ver se tem mais algum aí. É, mas essa galera toda. Na base do Fluminense. Na base boa, cara. É, é. O Marlon zagueiro. O Fluminense comprou toda a base do Fluminense. Algum. É, é. Ayrton Lucas. Pedro Gerson. É isso aí. O Ayrton Lucas é base do ABC também. Ah, do ABC. É, o Ayrton Lucas é base da gente também. O Gerson era meia, né?
Tem o Robert também, lembra o Robert? O Marcelo Mano é esse. O Fogão também pegou, né? O Fogão foi campeão com o Marlon e com o Luiz Henrique, que é do Gepoes. E o Matheus Martins. E o Matheus Martins. É isso. É só o Mengão. Você aproveita na base do Flusão. Tem os campeões. É uma base muito boa. O Marlon Zagueiro também, que jogou no Shakhtar. E voltou agora pro Shakhtar. Voltou também agora. Também ele é da base.
época. Desses moleques, qual que tu olhava assim, mano? Esse moleque aí é diferente. Pô, o Gesso, cara. O Gesso sempre foi. E a personalidade do Gesso sempre foi forte, assim, sabe? Respondão, meu irmão. Você é maluco? O Fred falava com o Gesso, ele respondia. Respondiu o Fred. É, o Cícero falava com o Gesso, o Gesso respondia. Mas assim, mas, porra, os caras queriam falar com ele porque, né, o moleque tava começando e tal. Mas ele tem um coração muito, muito grande. Eu me dei muito bem com o
Gesso, assim, sabe? O moleque, ele sempre teve a personalidade dele e ajudou ele pra caramba. Então, por isso que hoje ele tá um dos melhores jogadores aqui do nosso país e tal, né? Mas... O Flamengo foram responder ele, ele... A personalidade do Gesso é muito forte, é muito forte mesmo. Eu me dava muito bem com ele, que eu trocando ideia com ele, a gente se dava bem. O Scarpa também, o Scarpa... Virei amigo do Scarpa, né? Amigo pessoal mesmo.
É mesmo. Exato, exato. O Ayrton Lucas, como ela é da minha terra também, a gente se dá muito bem. Demora um pouquinho a conversar, mas normal. Mas a gente se dá bem pra caramba. Uma época boa, cara. Uma época boa que deixou saudade e acendeu um jeito grande. Os dois eu acho que evoluíram muito nessa época. O Gerson mudou o posicionamento em campo. E o Pedro, cara. Eu olhava o Pedro. Pô, beleza. O centroavante ali. Mas daqui a pouco ele dá um salto assim, né? Que aí ele vira já no Fluminense ainda ali um jogador que, pô, desperta.
do Real Madrid. Mas nesse iniciozinho ali, eu não via esse jogador tanto nele, não. Ele deu um salto rápido também. É que ele pegou o Pedro, ele sempre foi técnico. Tecnicamente, ele é muito bom, né? Ele pegou times encaixado. Pegou o Fluminense encaixado. Pegou o Flamengo encaixado também. Isso ajuda também, né? De uma certa forma. Claro que tem o potencial dele, né? Mas porque ele sabe fazer gol, Pedro. O Fluminense, ele pegou aquele vácuo da saída do Henrique Dourado pro Flamengo, né? Isso aí.
Saída do Fred. É, mas o Abel bota ele pra jogar. Quando ele perde o Abel pro início do ano, ele perde o ceifador pro Flamengo. O Abel mesmo fala, tive que botar o Guri. Tinha um moleque aqui na base. Falei pra ele, ó, tu vai jogar, hein? E ele entrou muito bem desde o início. Agora, tu acompanha a saída da Unimed, né? É, o meu primeiro ano foi a Unimed ainda. E depois a Unimed sai. Mudou tudo, mano? Cara, até que não, porque a Unimed já não tava pondo tanta grana. Não.
Então, o clube conseguiu sobreviver, entendeu? Como, por exemplo, salário atrasado, a gente não conviveu. Não, né? Os três anos que eu estive lá, tipo, eu peguei um ano e já quem pagava os salários já não era mais a Unimed, era o próprio clube mesmo, entendeu? Não era patrocinador. Então, em contrapartida, a gente não sofreu tanto, não, cara. E, tipo assim, chegaram também, o clube conseguiu manter com bons jogadores ali. Tipo, não sentiu aquele efeito Unimed. Agora, claro, a Unimed,
o Fluminense foi campeão brasileiro, né? Então, não... O Fluminense era o que forma igual hoje. Exatamente isso, exatamente. Foi com um parceiro, né? Com um parceiro, é. Era o time mais rico do Brasil, né? Sim. Acho que sim, a gente não tinha outro time. Não tinha outro time ali com... Tinha o Corinthians bem, financeiramente, mas assim, a Unimed, porra. A Unimed e a Unimed. A gente vai lá, comprava o cara e pagava o salário do cara.
Era isso, né? Montrava, pô, é Deco, Thiago Neves, Fred, porra, Sobs e por aí. O cara tava demais ali naquele tempo.
Depois deram uma diminuídazinha. Mas continuou bom, cara. Continuou bom. Agora sim, você falou em termos do Pedro, né? Eu ponho também o Marlon Freitas, cara. O Marlon Freitas, na época, ele era a base lá. O Marlon Freitas, a evolução dele foi uma coisa assim gritante, sabe? É mesmo. Na verdade, ele nem ia tanto para os jogos. Ele fez alguns jogos, o Marlon Freitas, no Fluminense. Mas quando a gente rodou ele também, aí eu cheguei no Atlético Goianiense.
E no Atlético ele já tava bem Aí já não era o mesmo jogador O do Fluminense pra o do Atlético Goianiense Ele já tem evoluído muito E daí quando ele fez a Série A lá com o Atlético As coisas começaram a fluir pra ele E ele Tecnicamente ele é bom pra caramba Ele evoluiu em que especificamente? Tecnicamente falando E mais em posição Ele nunca foi aquele jogador de explosão O Marlon Freitas Mas assim
No Atlético, ele tava batendo e voltando bem, entendeu? E aí, vinha bem, tipo assim, ele corria bem. No Fluminense, ele não fazia isso. Então, ele teve uma evolução muito boa. Não sei se isso se deve também ao jeito de o Atlético Goianiense. Porque o Atlético Goianiense, ele tem uma forma de trabalho, assim, que fisicamente você fica muito bem, entendeu? Então, não sei se aquilo ali ajudou ele também. E, consequentemente, o futebol dele foi crescendo cada vez mais, né?
Porque fisicamente, o Atlético Goianiense foi o time que eu fiquei melhor de toda a minha carreira. Porque os caras lá, eles treinam demais, entendeu? Treinam muito que você acaba que você fica muito bem. E daí tu termina jogos, assim, se colocar mais 20, 30 minutos, tu vai terminar numa boa, cara. E isso aí eu acho que ajudou ele demais, o Marlon Freitas também. Mas agora o presidente lá é malucão, né? Não, o cara, ele é malucão. É bom o Davi?
maluco, mas assim, as coisas andando, ele vai junto também, ele vai junto. É o Adson, né? É, só que realmente... Tem muita vontade de conversar com ele, malucão do bem, né? É, malucão do bem. Ele manda recado. Não, eu acho que ele já fala o recado. É, ele vai na coletiva, fulano, esse cara aqui não. É os treinadores, então, que passa lá sofre pra caramba com ele, porque ele fala mesmo, cara. É o problema do Adson, que ele é treinador, ele é preparador físico, ele é tudo, cara. Então, faz parte
do futebol, ele que põe a grana, ele que põe a grana, então ele... Ele fez muito bem pro Atlético do Menezes. O bom dele, pro lado, é que ele tá disposto a sempre discutir o futebol, assim, num torno. Exato, exato. Ele às vezes pode parecer ele no ar, assim, grosseirão, mas às vezes que eu ouvi ele interferindo, assim, falando, uma das vezes era o Atlético que tava fazendo a campanha ruim, já no meio do campeonato pra frente, e ele tava refletindo em relação a o que a gente tem que fazer
e aqui a gente paga em dia, faz tudo exigindo mais do jogador. Da outra, era analisando um todo como os clubes se portavam, pedindo mais união, criticando essa parte estrutural do futebol. Então ele é um cara que não se fuda de falar, ele não vai e fala. Tanto internamente, tanto o que ele está incomodando ele no time, desempenho e tudo mais, sobra para o treinador, sobra para o jogador, quanto para os dirigentes que são co-irmãos ali também, né? Estão disputando, fazendo campeonato junto com ele, né?
Ele é o cara que fala, né? Ele fala, ele fala mesmo. É sincerão. É o problema dele, aquele ditado, ele fala muito, né? Ele fala muito, mas assim, a maioria das coisas que ele fala tem... Fundamento. Tem muito fundamento, né? Pô, o cara tá na bola já tem, sei lá, 30 anos. Então, não é à toa que ele tá no mesmo clube há quanto tempo, né? Mas aí, quando o bicho pega, aí ele... E com vocês ele fala também lá dentro do olho no olho, todo mundo... Você é maluco, aí é que ele fala, cara. Aí que ele janta mesmo.
Na época que eu estive lá, eu tive duas passagens lá. É de praxe, antes de jogo, ele reuniu sete e oito jogadores ali, entendeu? Aí um exemplo. Tá os sete e oito jogadores. E o que não tá rendendo, ele fala na frente de todo mundo. Pô, cara, e aí, como é que é? Tu tá preguiçoso, tu não quer correr. O que é que tá acontecendo? Porque senão eu vou ter que te mandar embora. Ele fala desse jeito na frente de todo mundo, cara. Então, assim, aí o jogador que não se adequa ao clube vai sofrer, entendeu? Eu vi muitos jogadores lá que não se adequam ao clube e pediu pra ir embora.
Pela pressão dele. É, exatamente. Porque assim, é um clube que tem uma torcida legal, mas não tem aquela pressão como... Entende? Então ele põe pressão nos jogadores, ele põe pressão nos treinadores, preparador físico, pra poder dar uma chacoalhada no ambiente, entendeu? Ela é inteligente, ela é inteligente pra caramba. Ele não vai falar nada, não vai falar besteira à toa. Ele sabe que ele tá dando um papo, ele sabe aonde vai chegar, em quem vai chegar e que resultado vai ter. É isso aí, é isso aí.
também passou por um clube gigante que é o Bahia, né, mano? E tu foi bem no Bahia, né, cara? O Bahia é pré-SAF, né? O Bahia já é SAF. Já tinha virado o jogo? Não, não, não. Não, o Bahia andava... Eu entendi errado essa pergunta, desculpa. O Bahia, quando eu cheguei lá, era o Marcelo Santana, que hoje tá no Paysandu. Aham, Marcelo Santana. Teve aqui no Vasco. Ah, eu sou pelo Vasco. Exato. E esse cara, ele é... Ponta firme. Um ótimo gestor, esse cara aí. Um ótimo. Ele organizou o Bahia como ninguém, cara. Sem...
o urso e sem nada ele organizou, tipo, os caras nunca traziam nada de salário lá, nada sempre foi correto, entendeu? E quando eu chego lá, eu falo assim, que o Bahia é o mundo, irmão. Deixa eu falar, o jogador que tiver a oportunidade de jogar no Bahia, vá, o Bahia é o mundo. Agora não, o SAF, todo mundo vai querer ir, né? Mas até antes da SAF, poderia ir tranquilo, de olho fechado, que clube maravilhoso, sabe? É, que clube maravilhoso.
Em todos os sentidos, cara, torcida, clube, staff, meu irmão, é um clube aconchegado,
Eu não canso de falar, já tava perdendo jogos várias vezes e a torcida, no embalo da torcida, conseguimos reverter, entendeu? Não, os caras são impressionantes. A média de público dos caras pra Nordeste, cara, é 30, 35, 40, é uma coisa impressionante, cara. Então, o Bahia é o mundo, cara. Quando a gente fala o Bahia é o mundo, a gente já resumiu o Bahia já em poucas palavras. Salvador e tal. E o seu time, quem jogava lá no seu time? No Bahia, na época era eu, tinha o Edgar Júnior,
o Regis, o Regis é um carequinho. Regis careca, meio raiz. É, jogou no Corinthians, né? Tinha o Lucas Fonseca. Zé Rafael? Zé Rafael. Tem o Zé Rafael, quem mais aqui? Gilberto, né? Gilberto Atacante. É o... Giba Gol. Tinha o Vina também, que tá no Ceará. Isso em que ano, Edson? 2017, 18. 18. Gregory. Grego, porra. O Gregor chegou lá pra você... O meu ídolo, o Gregor. É mesmo, chegou lá pro sub-23, irmão, o Gregor.
Ele aparece no Bahia E o Guto Ferreira põe ele pra jogar E daí ele deslancha Depois virou jogadoraço nas unidas Merece, merece Ponta firme o Gregor Mas tu deu umas orientações pra ele nessa época Era molecão O Gregor na época Moleque merece tudo de melhor Na vida Moleque sangue bom Padrão de bola Impressionante O Gregor rompeu o ligamento
conseguiu voltar muito bem, velho. Voltou melhor, né? Voltou melhor até, mas... Vamos jogar com o Messi depois. É, na MLS lá, né? Agora, cara, nessa época do... Armeiro. Armeiro, cara. Armeireixo. Armeiro, cara, peguei ele lá, cara. Como é que é o Armeireixo? Ele disparava no pará. Esse é maluco, não? Não, o cara é maluco, velho. Armeiro... O Flamengo,
Quebrou o Bahia lá, velho. Salvador, Bahia não, quebrou o Salvador. Imagina o Arredes, o Arminio e o Salvador. Muito legal, muito legal. Cara do cara fera também, de ambiente bom, sabe? Cara feliz assim, muito legal, muito legal. Peguei uma época boa. Aí como treinador eu peguei o Jorginho, o Jorginho Penta daqui de... Tetra. Tetra, desculpa, Tetra. Que inclusive esse cara aí, sensacional, cara, sensacional. Eu até agradeci ele por tudo.
Você vê, eu trabalhei com ele duas vezes e as duas vezes a gente se deu muito bem, sabe assim? Um cara que... Foi no Bahia aí? No Bahia e na Ponte. Na Ponte, naquela campanha da Sul-Americana ou não? Não, foi depois. Em 2019, a gente tava ali brigando, brigando pra subir e tal. E depois a gente teve um estropeçozinho. Aí a diretoria me vai e me tirou o Jorginho. Aí as coisas dizem, não de um jeito. Mas eu tenho o meu carinho pelo Jorginho. E o Bavi Histórico, você lembra? Bavi Histórico. Ixi, Mari. Aí você vai...
Aí a gente vai contar aqui, vai ficar aqui até amanhã, irmão. É, porque essa época é de Vina, né? É, pois é. É por causa do Vina, irmão. O Vina armou o barraco e deixou eu lá no barril, irmão. Então vamos lá, teve ele aqui, ó. É, pois é. Teve dois, na verdade. Teve o Bavi com... Que foi na Fonte Nova, que era o Agel Fux, o Agel treinador, inclusive. Irmão, eu tive dois problemas com dois treinadores. Foi com o Agel e com o Mancini.
e os dois pelo Vitória, né? Mas o Mancini hoje é um paizão, como o Jorginho. Se eu tenho dois pais hoje, assim, paizão pra falar mesmo, que eu posso falar aqui, eu tenho um carinho muito grande por eles. Hoje é o Mancini e o Jorginho, né? Os caras espetaculares. E com o Argel já fiz as pazes com ele. Ele treinou ABC, aí eu tava me recuperando lá, já fiz as pazes, tá tudo certo. Não é tão difícil brigar com o Argel, né? Não, pois é. E daí deu uma confusão, cara. Teve um... Toma conta, são dois clássicos.
É dois clássicos diferentes. Um, o Argel era treinador e no outro era o Mancini. Então explica o do Argel, vai. O do Argel a gente tirou eles da Copa do Nordeste, estadual, enfim. E daí a gente, porra, tava comemorando lá, cara. A gente tava comemorando e o Vitória tinha saído do campeonato já. Os caras tinham que ir pro vestiário, os caras meio que ficaram uns lá ainda no vestiário, no campo, né? Aí a gente comemorando com a torcida e beleza, eu comemorei
rapidinho e fui pro túnel, indo pro túnel. Disse que eu fui pro túnel, dois jogadores meio que deixaram um corredor pra mim. Aí eu fui meio que xinguei, né? Xinguei eles e tal. Aí pronto, aí o cerco fechou, irmão, no túnel. Aí pancadaria pra tudo quanto ela... O clássico da paz, irmão. Depois vocês puxam aí. Geralmente, quando o clássico da paz, o clássico já ganha essa alcunha, ele vai dar merda. Vai dar merda. E deu merda, irmão. Clássico da paz, a porradaria comeu no centro, irmão.
no centro, aí a do Vina foi outro. Não, mas e o Agel nesse? Aí o Agel, a gente no túnel, aí, pô, aí eu, na hora do vamos ver lá, eu dei um chute no Agel, cara. Ah, é? Só que daí eu dou um chute no Agel e subo na escadaria da fonte. E daí o policiamento já vem e separa e tal, pô, na entrevista o Agel, maluco. Depois você puxa no YouTube, aí o Agel fala, cadê o machão do Edson? Cadê o machão do Edson? Aí, enfim, aí depois a gente se resolveu. E o Agel, graças a Deus,
Você encontrou com ele depois e eu não quis te revidar o chute. Não, não. É porque... Lanquim. Aí você vê... Aí você vê esses... Foi um chutinho, um chutaço? Não, não. O bicho pegou, cara. Foi, foi... Tu lançou mesmo. Eu lançou. Eu dei lá voadora nele e corri, cara. Porque, porra, tinha três dos caras. Tinha três dos caras pra eu sozinho. Aí depois... Aí eu fugi, né? Cai fora. Já meio zanguífero. Ele vai te dar um suplácio. Eu tenho medo dele. É, mas você vê, hoje em dia,
Nada pode acontecer no futebol, porra, velho. Futebol é tão gostoso às vezes, sabe? Essas coisas, eu sinto saudade, cara. Pô, velho, porra, a gente é sincero, porra. É, porra. A violência é demais, não, mas, porra, isso é uma construçãozinha. Não, vai lá aqui, vai aqui, porra. Dá um, né, tipo, só no braço aqui. É, de leve, né, porra. Acontece, porra. Tá um meladinho aqui, mas de leve. A gente fica com animosidade. E a segunda?
o Vina bate o pênalti atrás da torcida do Vitória, bem atrás do gol da torcida do Vitória, e daí ele bate o pênalti e vai zoar a torcida do Vitória. O que ele faz? Porra, eu acho que ele faz negócio da galinha, alguma coisa assim. Ele faz uma dancinha, né? Ah, é do Creu, assim também. Porra, aí os caras do Vitória ficaram malucos, foram pra cima dele. Aí, se eu soubesse as minhas consequências, eu tinha deixado os caras rebentar o Vina de porrada, que eu peguei... Pô, irmão, eu tava no banco nesse jogo, eu peguei 14 jogos de suspensão,
Era pra ter deixado o Vinda pra lá, irmão. Aí eu sei que foi. Você pegou 14 jogos. Peguei 14 jogos, cara. Aí eu tomei um soco do Braia. Tomei um soco do Braia e eu me desjabilizei. O primeiro que tava na minha frente foi o Fernando Miguel. Toma no Fernando Miguel. O Fernando Miguel é evangélico, irmão. Aí eu sei que foi. Aí veio o Rainer. O Rainer. O baixinho. Pontinha. Aí o Rainer.
me dei ali uma também, eu saí correndo atrás do Heiner, o Heiner correu também, meu irmão, nesse dia o cerco fechou, aí eu tomei 14 jogos de suspensão, aí eu na audiência que teve lá, eu acho que foi a audiência, aí o Mancini foi e falou, cara, esse Edson aí, ele é um vagabundo, pega o que falar, o Mancini, cara, eu falei, caramba, pô, eu falei, pô, infelizmente, isso aí faz parte do futebol, cara, aconteceu e tal, aí enfim, tomei,
Tomei minhas suspensões, né? Aí eu tô no Atlético Goianiense depois. Quem que me chega? Vagre Mancina. Mancina. Seu técnico do Atlético Goianiense. Pra treinar o vagabundo. Aí eu pensei, e agora? Aí eu falei, e agora? Primeiro coletivo, ele me saca. Me tirou do time titular, eu tava no time titular. Eu e mais uns três, sabe? Aí eu fui e falei, pô, esse cara vai me prejudicar aqui. É no meu pensamento, né? Mas foi só a primeira semana depois, a gente teve uma sintonia assim, grande pra caramba.
Aí eu já trabalhei com o ICV duas vezes também, no Atlético e no Goiás. Ah, foi do cacete. Aí falou assim, o professor agora... Só um assinando o caralho, ele teve aqui também. Quando tiver um problema, professor, agora eu vou meter a porrada nos outros. É, agora eu estou defendendo. Porrada com o meu, eu vou te defender. Eu defendi, tá? Eu defendi ele. Teve outra? Teve uma no Goiás, mas essa aqui é grave, eu não vou falar, mas ele sabe que... É, né? Foi no campo. Não, não, não. Aí foi entre nós mesmos, jogadores.
Ah, o que acontece. É o que acontece, aí saiu no agente no podre. É vestiário. É vestiário, é diferente. Você pode dizer que segurou a mão dele. É mais ou menos, né? Porque foi uma coisa que, tipo assim, teoricamente era pra diretoria ter resolvido, né? E sobrou pra nós jogadores. E foi que eu dei uma alternadazinha, me estressei um pouquinho. E daí, mas enfim, mas passou. Mas assim, o mais importante é que hoje eu considero ele como um pai, assim. Um pai que...
tanto o Mancini como o Jorginho. E o Bavins animado. Não, o Bavins, irmão, eu falo uma coisa na minha carreira. Eu amo jogar clássico, cara. É outra parada. Não é mentira, cara. Se pudesse ter clássico toda semana, eu participava de clássico, porque eu amo jogar clássico. Eu não sei, eu me sinto bem, sabe, no clássico, tá na minha veia, no meu DNA, cara.
clássico, não tem... Eu vou emendar uma pergunta nessa afirmação que você tá dando. A galera que é de fora da bola, quando o time vai mal, quando o time cai, sempre quer colar no jogador que tá escolhendo onde jogar, que tá fazendo tipo, que... E assim, a gente sabe que salve alguma coisa muito fora da culpa, o jogador quer jogar todos os jogos e com vontade, porque ele sabe que se ele for mal ali, ele vai sobrar pra ele, ele não vai poder sair de casa, nada mais. Então assim, essa questão do clássico,
que já tem algo a mais pro jogador, porque no clássico, aí que o cara, mano, não tem como, nem se o jogador quiser deixar que o joguinho tá chato, o joguinho... Não tem como. Não tem, o clássico, mano, é entrega 100%, que é torcida em cima, é imprensa em cima, é todo mundo em cima. Jogou outro clássico, outro lugar desse nível de bavia aí, de loucura, de confusão? O ABC América também, o bicho pega lá, cara. É! Parece mentira, mas ABC América, o bicho pega. Os clássicos aqui no Rio, eles são mais,
elitizado assim, né, que eu falo, mas é mais no campo assim, né, mas isso é legal também, né, porque, porra, a violência, a violência não leva a nada, né, porra. Quando você diz que ficar mais restrito ao campo é questão de confusão de torcida mesmo? Não, é mais jogado, você não vê muita briga, um exemplo, essas confusões que você vê entre o Grêmio e o Inter, no campo mesmo, aqui no Rio não tem. Teve uma Flamengo Botafogo recente lá do... Aqui pra rolar os times tem que se enfrentar muito, aí começa a rolar um...
sentimento ali. Teve no dente do Barbosa também. É. Mas assim, mas não é uma cultura daqui do Rio. Todo clássico é mais jogado aqui. Então pegou um Fla-Flu bolado assim? Não, não. Fla-Flu a gente fez um lá em Natal. É, os Fla-Flus longe da baraca. Ganhamos lá 2x1, tipo, tranquilo, confusão nenhuma no tempo. Mas fácil ter no Flamengo e Vasco não batar fogo. Exato, exatamente. Fluminense e Vasco agora tá...
É. Mas o Grenal, como você lembrou? O Grenal, todo Grenal. Todo Grenal, todo Grenal. Tem muito por isso também, porque em Goiás é fora do campo. Em Goiás não tem tanto. No campo também não tem tanto. Fora do campo, o Adso com o presidente do Vila Nova lá, os caras, meu irmão, tá só faltando matar um outro agora, irmão. Não sei o que que tá havendo, não. Aí tem lá, aí você vê, ABC e América também, o bicho pega. Você vai pra Belém, o Rei Pala e o bicho pega.
o bicho pega também, entendeu? É, o Santinha, Esporte, Náutico. Mas assim, aí você vê já em São Paulo ali é mais Corinthians e Palmeiras, né? Você vê já Santos e São Paulo e tal. Então tem uma relação do São Paulo com o Corinthians também. Aí eu não sei se hoje... É o Grenal, né? É o Grenal. E em Minas também, né? Minas também, Minas. Pô, soltar o Edson no Grenal é essa maneira. Pô, deixa eu falar. Não, e eu joguei no Grêmio, mas não foi no Sub-20. É mesmo? O meu sonho era jogar no Grêmio,
meu sonho era jogar no Grêmio jogou no Sub-20 nesse ano que a gente fez o 2010 lá com o ABC o Grêmio me compra uma porcentagem do ABC eu vou pro Grêmio, eu tava no profissional e o que os caras do Grêmio falaram, pô Edson, você vai vir aqui pro Sub-20 e depois a gente vai pôr você no profissional, irmão, nunca que eu cheguei no profissional, cara, me enganaram Fiquei um ano, fiquei 2011 lá, fiquei um ano inteiro aí eu vi aquela avalancha ali, sabe
sempre tive vontade de jogar no jogo. Tem a ver pra caralho. E assim, você conseguindo jogar lá, com teu estilo, tu ia marcar lá. Não, agora não mais não. Agora eu tô com 34 anos, a gente tem que saber se colocar, né? Porque tem jogador que fica forçando, né? Eu sei me colocar no meu lugar, né? Então... Gostou de morar em Porto Alegre? Gostei, gostei, gostei. Era muito novo? Era, tava com, acho que 20, 21 anos. Era novão. Não, tava com 20, tava com 20 anos,
Porque era sub-20 na época. Boa idade pra morar em Porto Alegre. Mas o pior que eu fui acompanhado aí. Marcação cerrada. Mas lá é bom, lá é bom. Agora é isso. Tu viu o Souza, Souza Meia, falando quando ele morou em Porto Alegre. O Souza o bicho, né? Tava com muita moral lá o Souza. Queria deixar o carro no ponto de ônibus. Agora é isso. Assim, não na portada.
Mas em campo, assim, madeira. Liste uns jogadores pra gente que tu via pela frente, mano, porra, hoje vai sair faísca. Tu no cara, o cara em pau. Felipe Melo, Diego Souza. Eu gostava de jogar contra o Diego Souza. Só no mandiador. É. Eu gostava pra caramba, porque... É, ia no corpo confuso. Então, não tinha resenha furada, entendeu? Ai, tá me batendo aqui, não, irmão? Tipo assim, você chegava um aneiro, ele chegava em você, entendeu?
É sopa de tamanco, irmão. É, então... Esses dois aí, pra mim, foram... É, não tem mimimi.
É, os melhores que eu peguei, assim, em relação a isso, sabe? E outra, e assim... Felipe Melo, né? Não, você vê que o Edson fala, eu gostava de jogar contra o Diego Souza e contra o Felipe Melo. Não, eu gostava. É, porque vai levar no embate. Porque era, tipo assim, era o futebol, o futebol era prazeroso, entendeu? Era prazeroso. Pô, você vê, eu fui expulso o jogo, o ano passado, contra o CRB. Eu, pelo Botafogo, eu fui expulso. Um carrinho que eu dei, cara.
assim, eu dei um carrinho na bola e depois eu tive um contato com o jogador. Irmão, sério, contato normal de jogo. O juiz me expulsou, velho. Entendeu? Pegou bola e a sequência levou. Foi até no Pote que eu que tava no CRB agora. Eu tô te falando de todo o coração, tipo assim, tá muito, tá muito, muito bonzinho assim, entendeu? Pô, até que o futebol é de contato, cara. Ele faz isso, né? Pois é, pois é. Então, infelizmente, a gente não vai ter mais, um exemplo. Um Diego Souza, a gente não vai ter mais.
Primeiro, a gente não vai ter mais, entendeu? O Diego não tinha nem palavra, né? O que, o que, meu irmão? O Diego Souza, você batia nele e ele, tipo, tranquilo. Quando ele queria arrumar a confusão dele, ele arrumava e continuava o jogo normal, cara. E aí que soltava aqui, não? Ele gostava, ele gostava. É, né? Mas a gente, quando já conhecia, então já ia preparado também, né? Também já vi. E o cara que olha... O cara que olha de fora, assim, me parece, assim, também o Luciano, o atacante do São Paulo. Também, também, também, também.
força do que o Diego, né? É mais alto, né? É mais... É mais... É mais empolgado, na verdade. É empolgado. O Luciano é meio empolgadozinho. O Felipe, eu já falei isso. Eu tenho medo. Sou cagão. Sou. O Felipe, eu tenho medo. Mas pra embaixo ele era... Não vai matar, irmão. Tem que enfrentar, entendeu? Não vai matar. Mas o Felipe já teve também... É, o Felipe Melo era embaçado. O Felipe Melo é... Eu sou fã dele, cara.
Ele vai pra dentro de campo, mano. É, pois é. E outra, é um cara que a gente fala que cheira, né? O cara cheira a título, irmão. Pra onde vai o cara é campeão. Vai falar o quê, pô? Voltou no Brasil e ganhou três jogadores. O Palmeiras não ganhava, teoricamente, nada. Foi pro Palmeiras estar lá. Não que foi ele que ganhou, mas o cara, tipo, né? Fluminense. Fluminense há tanto tempo, né? Que não ganhava uma Libertadores. Nunca tinha dado. Aí você vê, então. Perdeu 2008 e parecia que nunca ia chegar. Exatamente.
na época de 2008. Felipe falava, não? Ele falava pra caramba. Mas um outro jogo, pô, eu fiquei felizão porque Fluminense e Palmeiras lá no Allianz, né? A gente jogando lá e daí ele foi e parou e falou assim, pô, Edson, meu pai é fã pra caramba de você, velho. Aí eu falei, caramba, qual foi Felipe Melo? Porque o pai dele é Fluminense, o pai de Felipe Melo. Então ele falou que o pai dele gostava de mim pra caramba lá que eu joguei. Eu fiquei felizão, cara. Isso depois de dar uma chegada nele?
Isso foi durante o jogo, velho. Guerra de Machado. Guerra de Machado. Aí tem que falar a parada aí, meu pai. Eu não tive tanto embate com ele porque, assim, como ele era primeiro valante e o primeiro, a gente não se batia assim tanto, sabe? Mas sempre sobrou uma bola pra gente mentir. Mas o estilo de jogo dele ali é... Pô, eu gostava pra caramba. Eu gostava. E o Felipe Melo é aquele moleque. Falta o Felipe Melo no charme ainda. Fala, então.
Eu encontrei com ele no ano passado. Eu falei pra ele, pô, Felipe, isso, não. Agora, qual o nome do pessoal lá da Fair Play? O Gustavinho, né? Mas o Gustavinho não, agora tem que falar com o Boca. Agora ele é cast, né? Mas ele diz que vem. É isso, cara. Palmas para a Edson que chega no Charlo Podcast. Sensacional. Volante raiz. Eu não sei vocês, eu quero um volante assim no meu time, meu Betão.
Sim, Betão fica aí, Betão gosta do Pulgar, o Pulgar é um volante assim. Exatamente. Tem que chegar, ele vai chegar. Eu pensei que ele ia falar, igual o Flamengo, tem um cara que é pegador lá. Tem que chegar, pô. Exatamente, eu gosto do Everton também, do menino. O menino é madeira. É, chegou agora o time de jogo. É, esse moleque é madeira. Tem que ter, volante assim. Isso quer dizer que o cara não joga, o Edson joga. Passa a bola e tal. É que antigamente, ou o cara é porradeira e ele é um pé duro.
Mas na hora que tem que, porra, defender ali o tele, a entrada na área, agora tem que, porra. Não, não, graças a Deus, nunca foi. Se a bola passa, ela tá cantificando. É, exatamente. Eu soube que eu sempre consegui desenrolar ali jogando. Sim. Teve uma época que tava muito isso aí, né? O primeiro volante meio que tava meio que em extinção, né? Exatamente. Não, mas sabe jogar o Edson. Não, não. Eu gosto de volante. Volante tem que ser assim.
Futebol tá chato, mas caceta. Tá chato, tá chato, irmão. Volante que não se impõe, irmão. É, a galera que é maluca faz assim. Vá.
Mas lembra que eu falei do Neymar. Por favor, faça o gol. O que é mais maneiro é o jogador habilidoso passar pelo cara que é pica na marcação. O cara é bocão de guarda, mas eu passei por ele. É assim mesmo. Repetindo aqui, viva o ABC. Honra total. Está aqui essa camisa lindaça. Show de bola, beleza? Temos que ir a Natal. Um abraço para os inscritos do Charla de Natal. A gente tem que resolver essa questão.
com o Nordeste, que a gente fez em Salvador. Tem que ter uma ida passando por todos. Fortaleza e Parapal. Não será ruim, né? Sacrifício! Vocês vão viver também, viu? Mais ainda. Vai, vai viver. Muito bom. Aqui, ó. Viva o ABC. Viu o joguinho do ABC depois de pegar uma praia do Pipo ali, né? Olha aí, tá vendo aí? Sabe viver. Sensacional. Obrigado aí, diretoria do ABC. Tamo junto que precisarem. Tamo junto sempre. Prazer.
Clube absolutamente tradicional. Maior número de títulos estaduais do Brasil. Sensacional. Show de bola, cara. Raiz do Brasil. Ó, seguinte, temos que falar da Sporting Bet, beleza? Ó, Sporting Bet que é a parceiraça do Charla, né? Parceiro oficial do Charla Podcast. Faça sua fézinha na Sporting Bet. Cadê o QR Codezinho da Sporting Bet? Daqui a pouco tá aqui na tela. Parada é a seguinte, mano. Sporting Bet, faça sua fézinha. Lembrando pra você, a pós-esportiva é entretenimento, não é investimento.
Tu não vai ficar rico. Tu vai fazer a sua fezinha pra se divertir. Pra dar um molho, né? Pra dar uma brincadeira. Pra se divertir ali, né? Como a Catarina falou, não é investimento nenhum pra você... Você vai acompanhar o jogo mesmo do teu time ou do adversário? Faz uma fezinha na Sportbet, vai lá, pega uma odd bacana pra você dar aquela atenção no jogo. Brincadeira para a Mara de 18 anos. É a Sportbet com o Charlin. Vários projetos.
Tem Copa do Mundo esse ano. Vamos pra dentro, beleza? Nossa parceira, né? Parceiraça. Temos de falar também da Brahma. Tá aqui atrás.
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vai criar aí um food park com outras parceiras, assim, um ambiente muito bacana pra você que mora na região poder desfrutar. Show de bola, tamo junto aí, Forneria Original e os parceiros do Xala Podcast. Edson, aquele abraço, mano, tamo junto, hein. Falou, meu irmão, brigadão aí mais uma vez pelo convite, é muito legal esse bate-papo aí. Curtiu, mano? Bom demais, cara. Ó, sucesso pro ABC e volte mais vezes aqui no Xala. Valeu, obrigado.
Só convidar que a gente tá aí na área, valeu. Sucesso em 2026, hein. Pra vocês também, brigadão. Valeu, meu irmão. Tamo junto.
É nóis. Valeu, galera. Esse é o Charla Podcast. É nóis. Tchau.