#719 - Henrique [Ex-Jogador]
A Charla de hoje é com Henrique, zagueiro com passagem por Fluminense e Bordeaux.
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Agora sim, fala galera! E aí, tranquila? Abla! Tranquilaço, tudo certo? Boa tarde, galera. O Charla Podcast tá no ar, Beto Júlio. Sim, flutuando. Flutuando, é isso. Como sempre. Perguntei pra você em off, vou perguntar em on agora. Zagueiro raiz. Zagueiro raiz, famoso madeirada. Tem que estar com a gente conversando... É um cara fino mesmo. Só assim, pós baixa, tranquilo, mas irmão... Vai pro campo.
Uma década de Europa, de futebol francês, que eu, quando o Neymar foi pra lá, fui assistir, tinha uma ilusão, tinha uma impressão totalmente errada, que na França é madeirada. É isso. Depois de conversando com a Luísa Chulapa, com o Pantaneiro, na França é madeira. Não, futebol é elegante. Não, não. Tem habilidade, mas é muito... O do vigor físico também.
Seguinte, ó, vou adorar aí no peito do like. Quanto mais like a gente tiver, acabei de dar o meu like agora. Mas, gente, vem pra cá. Então, ó, dá o like aí na live, beleza? E o seguinte, manda uma mensagem, eu gosto de pergunta, manda de pergunta, porque a pergunta só passa por nós e vai direto pro convidado, pergunta que é maneira de fazer. Comentário é legal também, mas pergunta é mais legal ainda, beleza? Seguinte, sempre lembrando que o Charla é um podcast, então estamos no Spotify. Isso. E por lá somos o podcast esportivo mais ouvido do Brasil. Atualizando.
Anualizando, continua. Isso, o alô pra você que tá no Spotify vendo a gente agora e o alô pra você que tá no YouTube e faz o crossover aí, tá ligado? Você tá no YouTube? Segue a gente no Spotify. Tá no Spotify, se inscreva no YouTube, essa é a parada, né, Betão? Tem que tá seguindo o Charlie em todas as plataformas agradecendo a você que faz a gente o podcast esportivo mais ouvido, visto, né, do Spotify, valeu pela moral mas se não tá aqui no YouTube, onde a gente já tem mais de um milhão de inscritos, vem pra cá rumo aos dois milhões, galera.
Vambora, galera. Tamo junto, beleza? Eu sou Bruno Cantarelli. Se quiser, me segue aí, arroba Cantarelli Bruno. Siga o Charla em todas as redes sociais. Charla, podcast em todas elas. E sigam o Betão. Me segue dessa moral aí, arroba obetojudo, underline. Vem que tem resenha. Seguinte, ó. Primeiro que é de São Gonçalo, então é gente boa. É de São Gonçalo, é de Niterói. É isso aí.
E o que São Gonçalo já revelou de zagueiro é brincadeira. Pô, muito. Estamos falando aqui... Luiz Alberto, por exemplo. Luiz Alberto. Mas vou achar mais daqui a pouco. Seguinte, ó, e mais, cara. Base do Flamengo, ídolo lá no Bordeaux. Ficou mais de 10 anos na França, né? Sensacional. Isso aí, ó. Com a gente, o zagueiraço Henrique. Palmas pra ele. Boa, Henrique. Boa, Henrique. Seja muito bem-vindo ao nosso programa aí, irmão.
Esse aí é o convite, é uma satisfação estar aqui no Charla, uma referência, né? Quando a gente fala de futebol, podcast, aparece sempre o Charla em primeiro lugar. Então, obrigado aí pelo convite. Tamo junto, vamos pra resenha. Eu já queria saber de você. Primeira oportunidade de futebol é em São Gonçalo mesmo, mano? Em São Gonçalo, né? Sou de São Gonçalo, ali do Boa Vista, próximo ao Shopping.
Comecei no futebol em um projeto social, em um CIEP, ali em São Gonçalo. E desse CIEP, eu fui para o Clube Esportivo Mauá. Depois fui encaminhado ali para o Flamengo. Sempre o zagueiro ou não? Atacante.
Como todo jovem, né? Pensa em ser atacante, né? Marcar gols. A galera, aos poucos, sempre começa, né? O cara não vai começar querendo dar madeirada, porra. A galera começa ali. A família sentiu, é o pai. Moleque, vai fazer gol, né? Verdade. E aí o futebol vai trazendo. Isso, o futebol vai trazendo, né? Depois fui pra lateral direito, né? E depois eu atuei como zagueiro, né? Desde os meus 10 anos de idade, né? A partir dos 10, ali, pro zagueiro. Como é que tu vai parar no Flamengo?
Então no Flamengo até uma história interessante, que eu fui para o Mauá, mas eu sempre tive uma estatura alta, com 10 anos de idade ali, eu devia ter mais de 1,70m. E o treinador, eu com 10 anos me colocava para jogar com os meninos de 15. Então tinha aquela dificuldade.
E foi onde que o pai do Ipsu, o seu Laís, me viu atuando na minha idade. E me perguntou, quantos anos você tem? Eu falei, eu tenho 10. Ele falou, 10 anos. Eu falei, 10 anos. Então foi ele que conversou com o treinador lá do Mauá na época para me dar essa oportunidade de me levar para o Flamengo. Através do pai do Ipsu, você já chega indicado ou chega para a Peneira ainda? Para a Peneira, chega no Peneirão. Ele conversou com o treinador.
Aí fui pra Peneira e graças ao Laís eu tive essa primeira oportunidade no Flamengo. Mas vê como é importante, ele falou do início lá da escola local ali, que tinha uma escolinha e te deu essa iniciação, a oportunidade.
saber se gosta daquele esporte ou não e aí vai embora porque a gente reclama a gente tem falado sobre isso da falta dessa conexão nas comunidades porque às vezes fica muito na mão de algum ex-jogador ou então de algum morador que faz um projeto isso parte do estado
Na escola local da Ebe, né? É muito importante. Cuidado de crianças que vão numa dessa e antigamente acontecia muito isso, né? Não só pro futebol. Meu pai passou por isso e descobriu no atletismo, nas lutas e outros esportes. Agora, tu, Henrique, chega no Flamengo, fala pra gente, assim, galera da tua geração ali de base do Mengão. Além do Ibson. Então, a minha geração era boa, né? Era o André Bahia.
O Getúlio, o Gegê. Gegê. O André Bahia. Andrezinho, Felipe Melo, Ibsen, o Nélio, Alanzinho. Depois misturava ali com o 8x2, com Adriano. Vitor Jiu-Jitsu? Não, o Vitor já era 8x1. É, 8x1. Eu sou 8x3. Então a gente teve essa geração boa ali. Praticamente foram sete jogadores ali que conseguiram seguir carreira profissional em grandes clubes. É difícil demais isso acontecer. A galera desse, do continuar dessa, né?
A Tudel teve vários craques na base que não viraram. Com certeza. Principalmente essa geração aí de 80, 81, que era a do Vitor. Era uma geração que todo mundo esperava que ia ser igual a essa geração de 83, mas praticamente só vingou dois atletas, né? É, cara. E a galera vai fazer outra coisa. Isso aí é o funil, é brabo, Betão. Porque eu lembro que os craques... Eu perguntei do Vitor porque... Acho que foi o Vitor que contou aqui da...
De ônibus indo, deslocamento, né? Treinar e Felipe Mero jogou a mochila de alguém pela janela. Ficou uma... Provocaram o que ele já era. Vai! Teve esse ocorrido, sim. Entendeu? O Felipe era uma... Tu lembra o Felipe na base? Lembro, né? Caraca. Jogou várias competições aí, brasileiro, carioca junto. Sempre foi esse fenômeno de jogador e sempre teve uma personalidade muito grande. Pitbullzinho na base. Sempre foi.
Calaca, mano. Tu tava nesse bonde. Uma galera veio aqui nessa geração e falava que a estrutura do Flamengo era bem precária, né? E aí, se eu não me engano, vocês treinavam na Gávea.
e quando já tava no profissional, né, ali, e vocês tinham que fazer um deslocamento pro Whindsson, às vezes, pra poder pernoitar, ou às vezes ficava no Ninho mesmo, no Ninho, ali na Gávea mesmo, e aí eu acho que foi o Getúlio, cara, porque, pô, o Felipe dava uma moral, pô, levar pra casa, pra almoçar com ele e tudo mais. Não, com certeza, o Felipe ajudou muito, né, essa garotada na época, tava todo mundo ali subindo, não tinha muitas condições,
Acabava o treino pra treinar na tarde, ele falava, molecada, vamos lá pra casa. A gente ia pra casa dele, almoçava e depois voltava pro treino. Então ajudou muito. Isso é mais neiríssimo, né? Qualquer jogador que faz. A gente tá falando do craque do time, né? Com certeza. Principalmente por ser o craque do time, né? Então a gente tinha ele como referência. Acabou também se tornando um amigo ali, né? Pra toda molecada que tava ali surgindo na época.
E quem que tu olhava assim, enquanto tu era na base, tu falou, caraca, mano, olha esse cara ali no profissional, treinando, cara.
E até meu amigo hoje pessoal, às vezes eu falo com ele, até ele fala, pô, que isso, que é o Atirso, né? Naquela época do Flamengo 2002. A gente ali na base, a gente olhava o Atirso com aquele olhar de admiração.
E depois nós tivemos a oportunidade de acompanhar de perto a humildade que ele tem. É algo impressionante. Então hoje, além de ser um amigo pessoal, é um dos ídolos que eu tenho. Está se lançando aí na comunicação, cara. E o Lula Felipe Luiz também, né? E o Lula Felipe Luiz. Para transmitir jogo dado.
Série D, né? O Artista que construiu, mesmo que aquela saída dele pra Juventus quebrou uma sequência de seleção que ele iria pra Copa, né? Ele acabou não indo, mas eu lembro do Artista no Flamengo, assim, fala isso pra ele. Arrastando. É, tipo uma época que ele era o craque do time, né? Gol, assistência. Era o lateral esquerdo que vinha atropelando todo mundo. Nesse, até aproveitando essa...
Hoje ficou bem quente a história do Neymar lá com... E o Neymar, hein? E o Robinho, né? É, Robinho. Aproveitar que, já falando do teu início, e era numa época que acho que ainda... O futebol ainda vivia sobre as regras do futebol antigo. Ainda, né? Acho que não tinha feito essa mudança tão brusca. A história de agora, que a gente tem ouvido, né? Aquela coisa de jogo, de treino... E aí...
molecada de um lado, parece que foi separado assim, experiente do outro, aí um pega pra cá, o Arão dando madeirada no moleque, aí o Robinho Jr. teria pedido pro Marão baixar a bola, aí tem aquela dança de hierarquia. Eu vi o Souza contando essa história, o Meia, né, no programa lá do pessoal do...
E aí ele tava com ele, Marcelinho e Marcos Assunção. Os três, os três disseram, irmão, futebol. Chegar ao ponto de empresário falar com o clube, notificar, pedir suspensão. Amigo, futebol, o moleque provocou, levou no jogo mesmo e resolveu ele.
Conta pra gente, Henrique, assim, você como moleque subindo e depois você recebendo molecada, como já um cara experiente. Totalmente, assim, esse tipo de confusão, porque o moleque é abusado e aí os mais velhos, o moleque baixa a bola. E quando você é moleque querendo aparecer, leva um chega pra lá e tudo mais. Cara, você já viu isso sair do campo e chegar em diretoria ou sempre resolvido ali?
Normalmente é sempre resolvido ali, né? Eu acredito que o futebol também mudou muito, né? Eu lembro quando eu subi profissional, né? Junto com essa geração minha de 83, né? A gente tomava muita pancada mesmo, porrada mesmo e ficava quieto, né? Depois quando eu retornei aqui pro Brasil, né? Já como um atleta mais experiente, eu tive essa impressão, né? Essa sensação que hoje em dia os jovens, né? Atleta, eles já jovens, já sobem profissional já com uma...
com uma postura de responder. Eu voltei para o Brasil em 2015. É, já tem a mudança. Entendeu? Então, eu ficava até meio impactado assim. Na minha época, mesmo estando certo, a gente escutava os mais velhos. E hoje em dia, essa geração está muito mudada. E que causa, muitas vezes, esses conflitos de gerações.
É, isso ficou muito evidente agora, a gente tem que entrar no debate, pô, o cara foi agredido, né, mas tem a ética do jogador que é uma coisa pra ficar no vestiário, né, porque a gente sabe de inúmeras histórias em off de galera saindo na mão e ficou no vestiário de fato. Eu queria saber como é que isso funciona, assim, pro jogador, assim, a parada é, cara, tem que se resolver ali ou não, como é que funciona, assim.
Não, normalmente se resolve entre os jogadores, né? Entre os atletas. É, né? É. Ou no vestiário, ou depois faz uma reunião no hotel antes do jogo, entendeu? E que muitas vezes isso até une o elenco, né? Então isso é normal, cara. O mais, geralmente o capitão, o mais experiente junta, quem brigou com o galera, vem cá, reza, vê isso aqui. Ó, morreu aqui, futebol. Isso aí, normalmente é isso que acontece. Você viu alguma história nesse sentido assim, que você pode...
Lembrar pra gente, assim, de... Chegou a via de fato ou quase? Lito via de fato internamente. Não, mais discussões mesmo de campo, né? Mas nunca nada, assim, de via de fato, assim, que eu me recorde. Isso lá é parecido com aqui, Universal, lá também na Europa, quando tu chegou, tu presenciava essa coisa dos mais novos com o mais velho, uma abordagem diferente.
É diferente, né? Lá tem o respeito, né? Que também acredito que entra ali na pauta social do país, né? Então, acredito que as pessoas são mais... Tem ali até onde você pode caminhar, tem o respeito com o capitão do clube, né? Com os funcionários do clube. Então, lá na Europa, né? Pelo menos na França, onde eu atuei, é algo bem pontual, né? Pra que estabelecida. Isso.
Mas essa parada da molecada, explica pra gente, molecada, ir pra cima, por exemplo, do zagueiro. Quando é que você acha o desrespeito isso?
Acho que a molecada tem que ir para cima mesmo, né? Tem que provocar, o zagueiro mesmo sendo mais experiente. E o zagueiro tem que intimidar. E o zagueiro tem que intimidar. Até porque quando um moleque está subindo para o profissional, você vai precisar dele no jogo, né? E no jogo o adversário também não vai te pedir desculpa, né? Não vai aliviar. Então acredito que tem, assim, essa possibilidade dos dois de fazer algo produtivo para o elenco, né?
Com certeza. Eu lembro de duas histórias. Uma, o Ronaldo contando pra gente que o Mozart aterrorizava ele. Ah, é, é, é. Cala a boca, você abriu...
Ele ficava empurrando o... E o Ronaldo morria de medo do Moço. Servia café, seu Moço. E a outra é o que o Felipe Basco conta aqui. Quando o Tales Magno surge no Vasco, rabisco, como você falou, o moleque habilidoso sobe e lá, lá, lá. Três anos também, 17. Molequinho, né? Costurando. E aí o Basco não diz quem.
Mas um jogador dá uma porrada. Não tá aguentando. O moleque tá passando. Dá-lhe uma porrada. Aí o Vick. Aí o Vick, uma, duas, três, a Luxemburgo.
Para, para, para. Para o treino. Sai do treino. Sai, sai. Sai, sai. Esse moleque vai pagar nosso salário. Vai queimar. Vai queimar esse moleque e vai foder a gente. Mas tem cara, isso tem assim, não é pra... A gente vai ver de fato o que aconteceu no caso, mas... A gente chegou a notificação de rescisão. Isso. Mas acontece muito no futebol.
Ah, vamos lembrar, o Gerson empurrou o Varela, ficou ali. É. Depois a gente ficou sabendo que não foi muito... O Marco de Baix falou, né? O negócio também não andou nem internamente pro Gerson como uma punição, porque o Varela chegou e falou assim, professor, ó, eu...
Eu fui pra cima dele. Eu que fui pra cima e ele se defendeu. Então o negócio morreu ali, mas morreu. Dias depois teve jogo, Varela entrou em campo titular com a máscara, com o negócio da cara, com o olho roxo. E depois, vida que segue. Agora, chegar ao ponto... Aí veio um monte de coisa. Eu tava conversando com o Matheus aqui. Eles fizeram charla de quinta antes. Aí tem várias informações. Parece que o staff do Robinho Júnior já tinha tentado uma saída. O Santos segurou.
Aí vem, ah, então, aí agora de novo pede essa, aproveita a briga pra pedir uma saída. Então você já tem algumas coisas acontecendo e essa medida mais drástica que é pedir pra sair, parece que pode ser também aproveitar que, pô, não tem clima, vamos sair, já queria sair antes. Tem que entender isso, né? Porque eu não me lembro de jogador sair de clube por causa de briga. Agora, aí você sobe profissional aí, Henrique, eu já quero saber primeiro dentro disso, sempre pergunto pros zagueiros assim.
Qual atacante que tu tinha o maior choque? Força mesmo. No Brasil? Pode ser, no Brasil ou fora? Então, fora, que os duelos, assim, eram bastante interessantes, era o Ibra, no Paris, entendeu? Atacante muito chato, né? Até em termos de diálogo, de falar, entendeu? E é grande também, né? É, grande.
O que ele falava? Falava, né? De clube, né? Que o clube dele era maior. Que você tá jogando num clube menor. Né? Nesse sentido. Mas nada que não aconteça também com os outros atacantes, né? O Benzema, né? Que eu joguei algumas vezes que foi o atacante mais difícil que eu marquei. O mais difícil, Marcos? No Lyon ali, era algo assim impressionante. Por quê? Velocidade, né? Batia com as duas pernas, inteligência de jogo, buscava o jogo, entendeu? Atacante assim, incrível.
Mas era mais tranquilo, era mais calado. Aí o Ibra, o Lúcio falou com a gente aqui que ele se batia o jogo inteiro. Quase que ninguém falava nada. Não, mas falava. Ele dava de mão ele. Tinha aquelas trocas de carícia. Entre os dois. Mas foram bons jogos ali contra o Ibra. Tu lembra de algum específico contra ele?
Ele no PSG, né? Ele no PSG. Um semifinal da Copa da França, em Bordeaux. Teve várias ações de choque, de sugestões também. Foi algo que marcou positivamente. Até porque você era um grande atacante a nível mundial. E no Brasil? Então, no Brasil, eu estava ali começando a minha carreira, eu era um atacante que eu tinha... E aí
Assim, muito respeito, né? Era o Romário, né? Já tava ali no final de carreira, mas... Era o Romário, né? Eu, como era muito jovem, né? Quando o Brasil ganhou ali a Copa do Mundo 94, né? E depois você vai jogar contra o Romário, você fica assim meio... Meio impactado, né? Meio assustado, né? Mas sempre foi tranquilo, né? Eu nunca tive nenhum choque. Falava baixinho? Não, não. Na dele mesmo, entendeu? Até porque eram os clássicos, assim, mas sempre foi algo bem tranquilo. O que era difícil de marcar ele, assim?
muita inteligência, né? Um atacante muito inteligente na área, né? Muitas vezes no jogo ali, tava escondido no jogo, mas você tinha que ter sempre a atenção que ele poderia marcar em qualquer momento, né? Então foi o baixinho, né? Vamos botar assim. Foi marcar o baixo. Entra com essa missão aí em campo, Beto. É. É brabo, né? Imagina, não sei se você é um zagueiro que gosta mais, prefere o atacante que usa o corpo ou aquele que...
O Romário era um cara que não usava o corpo. Tem zagueiro que odeia esse, o cara que não procura o contato, que aí tu não acha ele no campo, né? Isso é mais difícil, né? O atacante que não procura o contato. Porque quando a gente é zagueiro, a gente procura o contato que você sabe onde está o atacante ali, né? Mas quando tem um atacante desse nível, que é muito inteligente, é muito difícil de marcar.
Na França, eu tava até falando fora do ar aqui, né? Na França, quando a gente começou a ter mais audiência, quando o Neymar vai pro PSG, a galera transmitir mais de um canal e assistir os jogos.
Eu, assim, me surpreendeu porque eu não imaginava um campeonato tão físico como ele é. É um campeonato que é bem pegado, tem uma entrada muito forte, a utilização das equipes dos jogadores africanos, né? Tem até uma história que o Aloysio conta, que o Reines tem a tradição de botar os africanos. A zaga era muito alta, aquela história do... Carvalho, uma foto que é gol do Ronaldinho com o Chulapa.
Quando você chegou lá na França, você se surpreendeu com esse biotipo do futebol francês? Porque você olha e se for jogar na França, né? Você imagina, Zidane, Ribéry, o campeonato deve ser um campeonato igual a La Liga, o campeonato mais solto. Quando chegar lá é madeirada, né? Os atacantes são fortes, os africanos, muito rápidos. E a zaga é zagueirada, volando todo mundo por média altura.
Primeiro em relação a tudo, né? Futebol francês, né? Porque eu saio do Flamengo aqui, o Flamengo não tinha uma estrutura adequada, né? E quando eu chego lá na França, no Bordeaux, sem treinamento, tem um castelo, né? Um chatô dentro do sem treinamento, né? Então eu fiquei assim impactado. E depois, no decorrer da parte ali técnica e tática, fiquei também impressionado pelas questões físicas, né? Como você falou, né?
Muito jogador africano, um jogo muito duro, um jogo que se joga numa linha muito alta, de muito duelo, muito choque. Depois até melhorou com a chegada de grandes atletas no Paris Saint-Germain. Mas normalmente as grandes equipes, também francesas, eles privilegiam muito os jogadores africanos. Com certeza. Voltando pra cá, Henrique, você sobe no Flamengo 2004. A gente tava lembrando aqui. É um ano que o Flamengo quase é rebaixado. É. Foi um ano do Santo André.
Ano, primeiro vamos passar por aí. Você joga, você joga. Eu tive uma infecção na semifinal, que a semifinal foi contra a vitória da Bahia. Eu tive uma infecção, então eu fiquei fora da semifinal e automaticamente fiquei fora da final.
Mas o clima do elenco, mano, perder... Ah, horrível, né? Me recordo que no primeiro jogo, após a partida, alguns atletas falaram que o jogo aqui em São Paulo é mais tranquilo, no Maracanã, acredito que vai ser...
conseguiríamos, vamos conseguir ganhar com certa facilidade e aconteceu tudo inverso acredito que teve mais ali o oba-oba de já vamos ser campeões e acabou desconcentrando no jogo e deu tudo errado, foi um dia que deu tudo errado até porque esse time de Santo André eu sempre falo isso, aquele paulista de um dia ganha no ano seguinte
É um paulista que você vai lembrar de vários jogadores, né? Você tem Vitor, tem Christian, tem Hever. O Santo Andrés, com respeito, os São Jorge tiveram uma carreira, mas não viraram, nenhum virou assim, um grande, né? Não tinha nenhum... O Elvis?
Jogou no Botafogo depois e... Tinha um atacante que era o Marcos Denner, né? Também. Mas ele não tinha um jogador. Não, não tinha. O Paulista que tinha Mossoró, Hever, Vitor, Christian Baroni. Saiu uma galera já pra... Mas já formado naquele time do Santander. Parece que era um trabalho do Chamusca mesmo ali. Um trabalho de formiguinha ali.
Aqueles azarões que a Copa Brasil permitia. E você acha que é por isso que o Flamengo teve esse oba-oba? Pô, vamos ganhar a moeda no Maracanã. Sim, até porque um dia antes, muitos familiares no treinamento, recebendo também muitos familiares no hotel antes da partida. Então não teve aquela concentração que precisa pra uma final. Tinha questão de salário também, não tinha?
A Flamengo nessa época aí sempre era normal, né? A cor não teve, né? É, porque eu lembro que depois do jogo aí perdeu, né? Eu lembro do Felipe comentar. Foi um jogo também que o Vuzinho não pôde atuar, né? Nesse segundo jogo aí. E teve reclamação. É que quando acabou o jogo, começa. E aí por isso que o brasileiro é tão complicado como ele vai, porque aí você perde do jeito que perdeu a Copa do Brasil, entra um brasileiro com time sem salário.
Mas depois do jogo, o que a galera comentava? Cara, tipo... O jogo é aquela tristeza, né? Ninguém nem falava nada, né? Aconteceu o quê? Ninguém falava nada, todo mundo, alguns jogadores chorando, né? Enfim, foi bastante triste ali, né? Até porque pelo Maracanã, cheio, torcida... Foi algo assim, bem triste, né? Pra nação, vamos botar assim. Caraca, tá maluco, mano. Imagina perder pro Santão, imagina. Famengo hoje é impossível isso acontecer.
O que é ele futeu bom?
Mas é uma das maiores derrotas da história do Flamengo. Com certeza. Santo André. É pior, eu acho pior do que a do Cabanhos. Até parece que lembram mais do Cabanhos. Ali era mais Libertadores. Como outra equipe internacional também. Mas o Santo André é uma equipe muito inferior tecnicamente. É uma curiosidade quando um time desse chega, né? Tem pelo menos um jogador ali que vai pra algum lugar e tal. Cara, o Santo André eu não lembro, cara.
É um time ali meio operário mesmo e foi isso. Talvez se você te olhar agora ali vai achar...
goleiro, mas jogador de frente, eu lembro do Elvis e do Marcos... Eu cheguei no Botafogo, né? O Elvis. Depois vai pra... Criou de São Paulo, puta, Série B e tal. Cara, que loucura isso. Mas não teve... O Paulista teve jogadores que chegaram... Ah, pô, São Vitor, Heve, Hidro do Galo, outro do Grêmio, Christian Flamengo, Corinthians, Fenerbahçe... E aí vamos ver esse Flamengo que não existe e não existirá mais, né, Betão?
Flamengo com atraso de salário que briga contra o rebaixamento. O que você viveu no Flamengo nesse ano de 2004, cara?
Muitas vezes não tinha campo de treinamento. Era na Gávea? Era na Gávea. A gente, às vezes, treinava na Urca, sem vestiário. Pegava roupa, tinha que trocar roupa no carro. Assim, mano? Assim, nesse nível. Entendeu? Às vezes, treinava na Gávea, não tinha água quente. Atraso de salário já era normal. Academia sem ar-condicionado? Academia sem ar-condicionado. A parte de fisioterapia sem ar-condicionado. Me recordo até quem deu o ar-condicionado pro Flamengo na época foi o Júlio César.
Goleiro? Goleiro. Chegou lá, toma. Isso aí. Ele se lesionou, foi fazer. Quem não tem um ar-condicionado, no outro dia ele levou um ar-condicionado. O jogador que acende de vida por causa do clube, tem que ir lá e botar o ar no clube. O clube tá abandonado. Era isso. Quantos meses sem salário, Henrique? Normalmente era três. Pra não perder o contrato. E era normal. Normal. Entendeu? E galera chegava com a grana pra ajudar a molecada ou não?
Não, até porque não se vira, né? Não se vira. Chegou essa fase do Flamengo ali, tu chegou a temer que fosse prejudicar a tua carreira, assim? Ou só... Porque muita gente que vem aqui, a gente fala assim, pô, como é que era? Mas a galera fala, mano, mas era jogar no Flamengo.
E... Porque o time grande não cai, até hoje não caiu. É, pensava assim, caralho... Chegou perto de cair esse ano? Em 2004 chegamos perto de cair, sim. Entendeu? Mas em relação a prejudicar a carreira, não. Porque eu vim da base do Flamengo, né? Então era a única coisa assim que eu conhecia, né? Por isso que eu falei, quando eu fui pra França, eu tive esse choque de realidade que realmente é o futebol profissional, né? Fica em 2004 todo, saiu lá no... 2004 todo. Então, foi em 2004 que teve que... Um monte de técnico, né? Rodando. Até...
O Andrade ficar de interino, né? Isso. E aí chega o Joel pra finalizar, né? Chega o Joel. Só que eu já tinha saído. Já tinha saído? Já tinha saído quando o Joel chegou. Você tinha sido vendido, cara, pro Botu. É, já tinha sido vendido. Cara, mas você achou que assim, cara, esse ano não vai ter... Vai cair. É porque era muito problema interno, né? Teve o problema lá com o Dimba, né? Conta pra gente esse problema aí, cara. Então, a gente tava com três meses de salário atrasado.
E do nada aparece o Dimba, né? Aí o Júnior, né? O Júnior é o diretor. Ele foi maestro, né? Ele fez a reunião com a gente na parte da manhã, que a gente tinha visto na imprensa que o Flamengo iria anunciar o Dimba. E ele falou que ele não conflictuava com aquilo, né? Até porque nós estávamos com o salário atrasado. E chegou à tarde, o Dimba se apresenta.
né? Depois disso até o... Cara, não concordo com isso, mas... Depois até o Júnior pediu pra sair. Eles fizeram a reunião interna. A gente, a molecada, ficamos...
mais destacada, né? Mas o Júnior falou que não comportava com aquilo e pediu a saída. É porque a situação era tão drástica pra acertar com a galera, que você traz um jogador, né? E o Dilma tinha sido artilheiro, né, Betão? Isso. Do Brasileirão, tudo mais. Acho que isso aí tinha sido do ano anterior, pelo Goiás até hoje. Era aquela arrancada que o Goiás fica com o cu, cara. Isso. Mas pra contextualizar, o Márcio Braga era o presidente.
E o Márcio Braga delegou, o Flamengo estava com problemas financeiros, e ele falou que o Flamengo tinha que se profissionalizar. O que ele fez? Ele não elegeu um vice de futebol, ele trouxe o Júnior para ser diretor, e criaram a Fla Futebol. Aí era o Júnior, Zé Maria Sobrinho, parte administrativa ali, fizeram um Q&G. A Belão de técnico.
Era tipo Mais experiente no campo Então o Flamengo foi com essa estrutura Quando ganha o Carioca Perde a Copa do Brasil Aí chega no Brasileiro O que acontece? O Márcio Braga se ausenta Pede uma licença médica Alguma coisa assim Aí Arthur Rocha Se não me engano Arthur Rocha Era o vice estatutário
Ele assume a cadeira de presidente. Daí, ele coloca no poder os chamados amadores. E aí tinha o seu Paulo Dantas, que tinha sido vice-presidente.
Eu. Aquela galera do Flamengo. Galera do boca mudida ali, né? Ex-presidente. E aí esse pessoal começa a falar... Ele era presidente em exercício. Ele desconsidera o que o Marcio Braga instituiu, que era o Fla Futebol, que era o Júnior que comandava, os preceitos profissionais. Então tudo ele tentando fazer. Ele abre mão disso e fala, Flamengo precisa de um centroavante, precisa de um cara fazer gol. Precisa de um cara fazer gol.
E vamos trazendo o Dimba. Tô botando a capa no lance, pô. Dimba. Tô sendo tabular. E o pior, já avisando que o Dimba... Ou avisando, ou já vaza na imprensa, que o Dimba chega com o salário dele, porque ele pediu garantia, o staff. O Flamengo devia três meses. Então, pro Dimba chegar, o Flamengo teve que pagar um milhão e meio, que era o salário do ano todo dele. Ah. Antecipado. E aí, tu imagina, né? Chega o Dimba no Flamengo, todo mundo sabendo que ele já chega com o dinheiro no bolso. É, é isso aí.
Pra ele não foi fácil. Até que o elenco, né? Logo nessa reunião falou que o problema não era dele, né? Do Dimba, que a gente iria abraçar o Dimba ali no elenco, mas começou errado, né? Então teve essa dificuldade também, não conseguiu nos primeiros jogos performar, então teve esse processo todo de dificuldade. A imagem do elenco, não joga porra nenhuma.
Eu acho que o Dima não se ajudou também Na relação interna Começou assim, com o grupo abraçando Mas mais pra frente Era um racha claro Não lembro agora Até em saída de campo dele falando Já dando umas colocadas Ele acabou não se ajudando E acabou ficando isolado lá Na verdade ele foi se isolando Sozinho Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc
Porque como eu falei, se ele começa algumas partidas, né, já fazendo gols, né, aí é uma outra história, né. Mas como ele teve essa dificuldade, aí criou aquele um pouco de racha no elenco junto com ele, que acabou acontecendo aí essa dificuldade dele de se entrosar, né, no elenco. O Flamengo se salva oficialmente na última rodada. Um gol que o Felipe... É, era um jogo lá em volta redonda contra o Cruzeiro.
Se eu não me engano, o Cruzeiro já tava meio que... Não tinha muito o que brigar. E o Flamengo tinha que ganhar.
E aí o Flamengo mete uma goleada e o Felipe faz um golaço e joga. Puta golaço. É, um golaço, ele dribra e cava. E aí gira a camisa e joga e já diziam que já tava... Jogou porque é vaga. É, porque tava rolando cobranças internas de salário. Ah, e tudo bem, tipo assim, precisa dessa porra. Puta golaço. Puta golaço. Aí o Flamengo não cai, mas termina ali a passagem do Felipe. E tu antes de acabar o ano, tu é vendido pro Bordeaux. Como é que rola isso aí?
Então, foi algo assim, rápido, até por uma dificuldade que o Flamengo estava passando financeiramente. Então chegou essa proposta do clube, meu empresário me ligou junto com o clube, eu fui vendido. Agora, como é que é jogar o Flamengo nessa pressão aí?
Então, como eu falei antes, como a gente é da base, a gente não sente pressão. É diferente quando um jogador vem de outro clube. Aí sente. Então, sente. Mas quando o atleta é da base, ele já está acostumado, já sabe que é o Flamengo, já está acostumado com aquela pressão de resultado da direção, por estar jogando no Flamengo. Então, quando a gente joga no profissional, já vai na mesma linha. É isso. Aí tu é vendido para o Bordeaux, cara. Chega lá e a primeira coisa que você falou que me chamou a atenção.
Sai de um Flamengo sem CT. Precário. O que que tinha no CT do Bordeaux? Tinha um chatô, né? Um castelo, né? Um castelo dentro do chatô.
Um castelo dentro do centro de treinamento, oito campos incríveis. Caceta, cara. Uma estrutura, assim... Pra quem sai de um Flamengo, né? Que eu não tinha tido essa experiência em outros clubes, né? Me chocou. Foi um choque de realidade muito grande. Sério, mano? Sério. Muito grande. Um cálice de vinho bordô aí de noite, né? A gente fortaleceu o coração. Depois a gente foi aprendendo a tomar um vinho. Aos poucos, né? Aos poucos, né? Caraca, e nesse bordô tinha quem ali de brabo, assim?
Então, eu peguei o Denilson, né, nesse primeiro ano. Caralho, o Denilson Show. O Denilson Show, o do Betis, né, chegou praticamente junto comigo. O Ricardo Gomes, né, era o treinador. Puta, é técnico brasileiro, cara. Entendeu? Aí tinha os outros brasileiros ali que fizeram mais carreira na Europa, que é o Fernando Menegasso, né, que foi um jogador muito importante na história do clube também.
Nesse primeiro ano nós já fomos vice-campeões. Denilson ali no final do ano. Era o showman do clube. Foi bem interessante essa passagem. Explica pra molecada o Denilson jogando.
O Denilson era o balarino da bola, que eu falo para alguns amigos. No começo, ele teve muita dificuldade pelas questões físicas do campeonato francês. O cara desceu ali. Até internamente com alguns atletas franceses. Rolou essa ação um pouco de... Eles têm essa coisa com drible, com jogador driblador? Não, não tem com drible, mas você tem que performar.
o francês, e ele é assim, se ele te contrata, você tem que performar logo de cara, e o Denilson teve essa dificuldade. Então, alguns atletas começaram a olhar o Denilson de uma forma meio equivocada, ele que é o campeão do mundo, né? E aquilo ali, né, mexeu num ego dele que, depois de seis meses, era assim, algo impressionante. Sério, mano? Impressionante, cara. De drible, eu acho que foi o melhor driblador que eu vi.
drible, assim, com a facilidade do drible, né? Não era muito fazedor de gol, né? Tinha esse problema de definição, mas em relação a drible, era impressionante. Foi o maior driblador que tu viu, assim? Furo.
O Robinho, né? É. Acredito que os dois, né? Denílson e o Robinho foram melhores assim que eu vi em nível de drible, né? Caraca, mano. E tu começa a jogar no PSG, era o Lyon ainda. Não, era o Lyon, né? Era o Lyon. Lyon do Juninho era o time do país. O Benafá. Era o time a ser batido. Primeiro ano, nós fomos vice-campeões. Terceiro ano, segundo ano...
Nós ganhamos a Copa da Liga, que eu fiz o gol do título, contra o Lyon. E depois o Bordeaux tirou a hegemonia do Lyon, o campeão francês. Nós fomos campeões franceses em 2009. Primeiro conta pra gente esse gol aí da Copa da Liga, final contra o Lyon. Final contra o Lyon, né? Parou a cidade, porque lá é estádio neutro, né? Nós jogamos no estádio de França, onde o Brasil perdeu a Copa do Mundo de 1998.
E teve contra o melhor time francês, né? Mas o Ricardo conseguiu fazer uma estrutura de jogo, né? De sair muito no contra-ataque. No apagar das luzes eu fui o felizardo, né? De fazer o gol do título de cabeça no último minuto. Escanteio? Escanteio.
no último minuto, algo que entrou assim pra história, não só na minha, mas na história do clube, que até hoje o pessoal, alguns torcedores, direção, me mandam mensagem relembrando, na verdade, esse feito, esse gol. Caraca, mas nem a sensação de fazer um gol desse. Ah, indescritível, indescritível, sim, porque principalmente contra uma grande equipe.
num estádio assim que marcou, né? Estádio de França, né? Final ali do Zidane, né? Jogando no clube que o Zidane jogou, né? Então foi algo incrível. Voltou pra Bordeaux, não pagou nada por quanto tempo? Ah, uns dois anos.
E é bom, porque os vinhos são caros. Né, Betão? Pô, imagino que em Bordeaux tem um bom restaurante, né? O Julinho diz que aprendeu a comer e beber em Lyon, que tem lá em Lyon, tem um restaurante que é sinistro, que tem um chefe famosíssimo que é de lá, e aí colou nele, né? Imagino que em Bordeaux, a comunidade, essa parte é muito forte de vinho, gastronomia também, né? Fazer um teste com o Henrique pra gente conhecer, cara. Como é que é?
Como é que é o vinho de Bordeaux? Tem diferença, não tem lá os vinhos de Bordeaux? É, mas um vinho suave, né? Na verdade, os melhores vinhos do mundo, né? São vinhos da região ali de Bordeaux. Ah, as furtadas. O presidente do Bordeaux, na minha época, era dono de um chatur muito conhecido. Então, muitas vezes, né? A premiação nos jogos, né? Ele dava uma caixa de vinho pros atletas. Então, era algo bem interessante. Nós falamos de vinho em quais valores, assim?
Mas aí você pode vir de 20 mil euros até 50 mil euros, 30 mil euros. Depende do vinho. Tem o Chateau Petrus, que é bem... Então, o Chateau Petrus é de lá? É, da região.
viu, Betão? A gente fez uma entrevista com ele, aí a gente... O pessoal da Grand Cru, da Grand Cru, daquele vinho, amigo dos sócios nossos, falou manda um presente pro Luxemburgo, com a gente vinha, aí mandou... Um bom vinho. Um bom vinho, numa capa de couro, aí ele deixou na mesa. Aí ele sentou, aí abrimos a entrevista com ele, e ele tá aqui, é...
Sabia se esse vinho que vocês vão me dar de presença aí é Chateau Petrus aí, é Petrus? Aí eu falei, pô, Vanele, quando a gente podia te dar um Chateau Petrus aí, já tá bem, né? Aí eu brinquei, você falou assim, pô, não dá pra gente dar vinho de oito conto pra você? Ele, oito? Me diz hoje em dia que eu vou comprar três caixas. Isso aí é quarenta conto.
Caraca, 20 a 50 mil euros Tem o Chateau Lafitte também Que é da região É, fala alguns Chateau Petrus, Lafitte Vinho, vinho eu não sou muito conhecedor Conhecedor é o Jussier, que jogou comigo no Bolsete Virou sommelier Referência hoje Referência Mas tem bons vinhos na região
Ou bons restaurantes também. Bons restaurantes também. É culinária francesa em si. E Bordeaux, que é uma característica de Bordeaux, mais pra carne, mas aquela francês tradicional. Não, francês tradicional. É. Escargot, Bordeaux. Entendeu? Muitos brasileiros que moram em Bordeaux também, que trabalham na cidade. É um lugar bacana pra viver? Não, bem bacana, cara. Cidade bem tranquila, se adaptar. Hoje fica muito próximo. Tem um trem que liga Paris.
que na minha época era 5 horas, e hoje é 2 horas de trem. É o TGV, o trem bala. Que hoje tem muitos cidadãos de Paris, enfim, que foram morar em Bordeaux, moram em Bordeaux e trabalham em Paris pela proximidade desse trem. Ruim, né?
Relação na França com racismo, essas coisas. Isso. Nunca passei por nenhum caso de racismo na França. Você ficou 10 anos. É, 10 anos. E ganhou uma liga francesa. É, ganhei uma liga francesa, ganhei duas copas da liga, ganhei a copa da França. Copa do Brasil. E algumas supercopas também. Essa liga francesa que você ganhou.
Então, difícil, né? Até porque tinha o Lyon ali do Juninho, né? E o time do Lyon tinha muitas referências ali, né? Tinha o Molo D'Ar, né? Que era o craque da da Liga UAM Benzema Benafra Benafra E a gente, né? Graças a Caçapa
E eu acredito muito que foi graças a esse campeonato, a Copa da Liga, que nós ganhamos, do Lyon, que todo mundo começou a acreditar que seria possível, sim, ganhar do Lyon num campeonato mais longo.
Então nós conseguimos criar, junto com o Laurent Blanc, que era o treinador, que foi algo bem impactante ali. A gente criou um time que era todo mundo amigos, então nós conseguimos transformar isso em campo também. Você era o capitão do título? Não, do título não era o capitão não. Me tornei o capitão depois, nos últimos dois anos, mas na época do título, não. Mas falando de técnicos, você viveu uma experiência com o Ricardo, que até tem esse título da Copa.
Copa da Liga, que é um técnico brasileiro treinando um time europeu. E foi campeão de uma Copa, né? O que você viu do Ricardo? Era um treinador atualizado pra época. E se você acha que isso vai voltar a acontecer assim? Então, era um treinador atualizado, sim, pra época. Respeitavam. Respeitavam. Tinha um pouco ali de divergência com alguns franceses, porque ele gostava muito de fazer coletivo pra preparar o time, né? E não é muito da cultura.
do atleta franceses. Os franceses gostam mais de um campo reduzido, mais um treino tático parado. O Ricardo fazia esse coletivo para preparar. Mas depois que o Ricardo foi começando a construir uma equipe muito sólida, então acabou todo mundo aceitando. O Ricardo também.
por ter uma história incrível no campeonato francês. Então, eu era muito respeitado pelos atletas. Idioma. Não, fala muito. Não, fala muito. Não tinha dificuldade. O jogo não vai assingir. Mas é fundamental falar? Com certeza. Comandar o elenco lá fora? Principalmente na França. Porque na França... É, não fala outra linha.
É, porque eu sempre, né, aprendi isso com meus pais, você tem que se adaptar ao lugar e não local se adaptar a você, né? Então, na França, a primeira coisa, assim, é você aprender o idioma, né? Então, teve essa facilidade, né, que até os próprios franceses, quando vê que você tá buscando, né, mesmo que você fale alguma coisa errada, mas você tá buscando se entregar, né, o Ninho, então eles te abraçam. E já teve outros casos, né, que foi o inverso, né, um exemplo do André, né, que eu peguei o André no...
O balada. O balada, entendeu? O monjour, né?
Pô, Andrézão. O rismo de se adaptar ao local. Andrézão, se você aprende, Andrézão, agora você é um cara comprometido, mas se você aprende francês, ia aumentar o repertório aí, pô. Bonitão, mandando francês, bonsoir, ia ficar mais fácil, pô. Como foi André balada na França? Deu trabalho. Deu trabalho. É, deu trabalho. É que na verdade ele já chegou na França querendo ir embora, né?
Chegou na França, querendo lembrar, no primeiro dia dele de treinamento, o clube deixou um carro com ele, quando ele foi apostecer, o carro era gasolina, ele botou diesel.
acabou com o carro quebrou a cintura na chegada então ele já chegou querendo ir embora caraca chegou no inverno entendeu essa dificuldade mas até hoje ele se arrepende de ter saído porque o Bordeaux é um clube grande
Não tem muita pressão de torcida, como Paris Saint-Germain, como o Olympique de Marseille. Tem visibilidade. Então quando ele chegou nos primeiros treinamentos, deixou uma boa impressão no treinador. Só que aí no decorrer foi uma besteira atrás de outra besteira e acabou até os próprios atletas e não vai. Chega uma hora para um brasileiro seraptar, chega uma hora que o elenco conclui isso.
É assim na Europa. E você não é extremamente profissional. Não. É, você sai. E depois que eu me tornei capitão, né? Quando eu cheguei na França, eu tive esse pouco de dificuldade também, né? Não com o elenco, né? Porque eu já cheguei querendo me enturmar. Mas eu via que outros atletas que chegavam após, o elenco não abraçava, né? Então, quando eu me tornei capitão, eu chamei alguns vice-capitões do clube e falei, ó, vai chegar.
Esse atleta aqui do Uruguai, nós temos que adaptar ele ao elenco e à cidade, entendeu? As figuras que um sul-americano vive, né? Entendeu? Então lá tem essa particularidade, né? Mas não é só no Bordeaux. Em outros clubes franceses, eu acredito que seja mais da parte da mentalidade do francês nisso. Primeiro você tem que mostrar pra depois eles te acolherem. Falar inglês lá nem... Não.
francês. Vai causar discórdia. É assim mesmo, né? Entendeu? Ele até entende o inglês, mas ele não gosta. Tem que falar o idioma dele. Assim, você chegou a pegar...
Estava lá jogando ou trabalhando no desembarque do dinheiro do Catar no PSG, quando vira um milionário e começa a trazer os craques. Você estava lá no futebol ainda, no francês. Eu tive de fora, olhando todo o processo Neymar, Mbappé, aquele time do Timaço, que esse desembarque, esse dinheiro tudo no PSG, tornou o PSG meio que assim...
Pare de perder os outros. Uma raiva, alguma coisa que eu vi aqui. O Neymar pula, mas a galera desceu a madeira nos jogadores do PSG. E eu achava tempo que a arbitragem também ali... Rolou isso, tipo assim, de uma revolta da Liga contra o PSG. Ah, veio esse cara aí, depositou uma grana preta, transformou esse time num time descolado, mas dentro de campo não vamos aliviar para eles, não. Vamos descer a madeira. Teve um pouco disso de um ranço com o PSG.
Não, acredito que não, porque na verdade os atletas que foram para o Paris Saint-Germain, como ele jogava em outras ligas, não estava muito habituado à liga francesa. A liga francesa é assim, é muito choque, entendeu? E como eles estão habituados a uma liga, de repente, um pouco mais técnica, que os árbitros deixam, param mais os jogos, então eles tiveram essa dificuldade ali no início. Alarmaram muito. Isso.
entendeu mas não de realmente a liga ou é clube de impressão aqui chazinho enfrentar o sábio ps dias mas assim o ano
Vamos passar por cima desses caras aí, vamos bater, vamos... Mas não é isso. É a questão do campeonato. O campeonato pegado mesmo. Explica como foi esse fenômeno do PSG e por que outros clubes não seguiram... Porque você vê, por exemplo, futebol inglês. Todos têm donos. Eu não sei como é que é no futebol francês, por isso eu vou pedir pra você... O Mônaco tem uma relação. É, pra você explicar, assim, como é que foi quando isso começou a acontecer, assim, na sua visão.
Praticamente todos os clubes franceses têm dono. O dono do Bordeaux, na época que eu atuava, era o presidente de uma empresa que se chama MCs, uma empresa de televisão. O Mônaco chegou a fazer esse processo, se eu não me engano, um pouco antes do Paris Saint-Germain, com o bilionário russo.
que levou o James Rodrigues, que levou o Falcão do Atlético de Madrid, e depois teve o Paris Saint-Germain. Só como são pessoais oriundos ali da França, que são donos do clube, não são muitos de investir dessa forma significativa ali do Paris Saint-Germain. A cultura da França é que pessoas da, por exemplo, do Bordeaux de VC, um milionário da região ali. Isso.
Do Lyon e tal, são pessoas ali do... franceses que têm uma ligação. Bem-se-sedidos na região do clube, é isso? Não um estrangeiro. Isso, não um estrangeiro. Por exemplo, no Lyon, antes de que era o Michel Aulas, o Lyon era um clube médio pra pequeno. Ele adquiriu o clube por ser um torcedor apaixonado pelo clube, transformou um clube, mas não de um nível como um Paris Saint-Germain. Mas de desenvolvimento.
do jogador. Isso, mais desenvolvimento do jogador e jogador como ativo. Mas por que outros clubes não foram pra esse caminho, você acha? Então, eu acredito... E aí o Paraná Estranho vai ficar descolado. Estou milionário batendo na porta também, né? Esses estrangeiros. Mas parece que lá não vem bem. Por exemplo, o Texo não foi bem visto lá.
É porque a Liga Francesa tem uma... Que se chama DNCG, que controla os orçamentos dos clubes. Então você tem que apresentar várias garantias. Você não pode, por exemplo, ser um bilionário, mas você vai comprar o clube e vai injetar 200 milhões.
Entendeu? No final do ano, você tem que representar da onde que vem esses 200 milhões, né? Até pra a Liga não ficar muito diferente. O Paris Saint-Germain consegue porque se torna um time internacional. É numa região super conhecida ali em Paris, mundialmente, né? Então tem muitas vendas de camisa, né? Enfim. E os outros clubes não têm muito esse apelo, entendeu? Então tem essa dificuldade desses investimentos, né?
É isso, e ficou muito diferente mesmo, assim? Do Paris, porque... Não, ficou muito diferente. O Paris Saint-Germain é o outro... A gente já começava o campeonato, já sabia quem ia ser campeão. Ah, sim, né? Quem interrompeu foi um pouco esse... Muito rico, né?
O Mônaco teve uma temporada, o Lille também, né? O Mônaco, o Lille, o Montpellier no primeiro ano surpreendeu todo mundo. É, o Montpellier não falava ainda, que ninguém esperava, né? Mas normalmente é o Paris Saint-Germain, né? E antes, mesmo com o domínio do Lyon, por exemplo...
Você via que era mais uma questão técnica mesmo e não uma questão de grana, né? Planejamento. O Lyon foi um planejamento muito bem estabelecido. Porque eles ganhavam o campeonato e o presidente do Lyon se reforçava com os melhores jogadores da Liga Francesa. Da própria Liga. Da própria Liga. Ah.
Então, por exemplo, o vice-campeão tem dois atletas. Ele ia nesses dois atletas, quando nesse clube contratava, então enfraquecia o adversário e ficava cada vez mais forte. O Lyon tinha um scout muito bom. Se eu não me engano, Essien e Maquileli brilharam no Lyon e aí foram pro Chelsea.
Então assim, o Lyon, como a gente falou agora aqui, revelou o Benzema, tinha lá o Benafá, entre outros, uma Luda, então ele tinha esse trabalho. Ele não ia e pegava os players do mundo, como o PSG faz. Ele farmava pelos jogadores que... Os africanos, aquela... Dali do campeão do francês, por muito tempo. E aí, acontecia o quê? Era aquilo. Ele disputava e foi sete vezes campeão francês, e ele tinha um teto na Liga dos Campeões.
Ia até quartas, não sei se foi até cem, o Juninho sempre iria ali, mas não era um investimento pra ganhar, podia ganhar, porque tinham bons jogadores, mas não era tomar aqui com uma fortuna, um bilhão de euros, vamos ganhar, não era assim. Agora, aí o PSG se torna esse...
papo a títulos, né? Mas, por exemplo, o Wagner Thiago tem aqui a pergunta que tem viralizado até muito nas redes sociais hoje. Sou Flamengo, mas como era jogar contra o Lyon do Juninho?
E se sua visão dentro de campo que o Juninho fazia era acima da média, porque muita gente tem dito que o Juninho é subvalorizado, né? Então pega o lance do Juninho contra o Barcelona, os jogos assim. Como é que era esse Lyon do Juninho pernambucano? A equipe, assim, referência na França, né? É, né? Tinha o Juninho, óbvio, né? Como melhor jogador, capitão, referência do clube, né? Que fazia realmente a diferença.
no time, mas no entorno também eram jogadores de muita qualidade. Então acabava ele sempre se sobressaindo. E foi uma referência, tanto é que ele está na história como o maior jogador do Lyon, de todos os tempos. E o falta? Não, lá era absurdo. Os confrontos bordou Lyon, era sempre confrontos muito rígidos, assim, né? Sempre era 1x0, 0x0.
Mas ele sempre fazia uma diferença nos jogos pontuais, né? De falta. De falta, entendeu? Tu lembra de algum específico? Se o jogo tá lá pá pá pá e daqui a pouco... Não, lembro um jogo, né? Porque a gente jogava e sempre ficava ali na torcida, né? Acompanhando o jogo do Lyon pro Lyon perder, né? Pra gente passar na liderança. E teve um clássico contra o Marceli que no último minuto, né? Uma falta ele colocou no canto do goleiro. Assim que surpreendeu todo mundo, entendeu? Ele era...
Bola parada era absurdo Tu acha um dos maiores da história nesse quesito? Ah sim, eu acredito o maior O maior Entendeu? Porque tinha todas as Não importava a distância Batia de Batia de frente, batia de lado Isso, entendeu? E a bola variava assim Fazia uns
De longe ela caía, era assim, algo bastante... Dentro de campo mesmo, você viu o movimento da bola e você não acreditava, né? A forma, né? E você como zagueiro, assim, tinha uma orientação? Tipo, fazia uma falta aí que... Não, até porque, né? É difícil, né?
difícil, né? Você jogando, como exemplo, contra o Benzema, né? Você tem que se impor, né? Então... Mas foi bons jogos, né? Wilton. Wilton. Wilton. Wilton. É chato. É. Assim, pro cara que tava acompanhando a gente aqui e... ele não... Cara... Era pra você explicar se lá na França...
Eu esqueci. Era alguma coisa ali do futebol francês dessa época. Ah, peguei. O cara que hoje acompanha mais recentemente e principalmente depois da chegada desses grandes craques só fica falando de PSG, PSG, PSG. Mas no futebol francês, tradição...
No PSG. O Marseille... Isso é legal de falar. O Marseille é o Corinthians, o Flamengo da França, aí tem o Bordeaux. Saint-Étienne. Saint-Étienne, exatamente, são esses times. Quais são os times mais tradicionais da França? O Marseille, né? O Marseille é o Flamengo. O Bordeaux pode ser...
São Paulo, né? E tem o Santetiene, tem o Nantes, que é um clube também tradicional. São esses quatro clubes, né? Tradicionais, históricos da Liga One. Provavelmente tem muitos títulos locais, né? Historicamente conquistados. O Santetiene foi o primeiro clube que ganhou a Champions. O Marcelo é o único que ganhou a Champions no novo modelo. Lá atrás era o Rennes, né? Não o Rennes agora, o Messi. Rennes, Rennes, Rennes, isso.
Agora, e o PSG era visto como antes da grana? Então, era um clube que toda temporada contratava dois grandes atletas, mas não formava um elétrico. Então sempre brigava. Mediático. Isso, entendeu? No meio de tabela, entendeu?
Mas a torcida deles é meio braba, né? É, porque é o time da capital, né? Então tem uma torcida ali, os ultras são bem violentos, assim, né? Quando o time não vinha passando por uma fase boa, eles invadiam o CT, quebravam os carros. Sempre foi assim. E é engraçado que é um clube jovem, né? 70. É. E agora tem o outro. Tem.
É o Paris FC, né? É, o Paris FC. Que foi adquirido pelo... Grupo da Louis Vuitton. Pelo magnata do luxo lá da França, né? É. Uma camisa estilizada deles, né? Eles tinham contratado um zagueiro do Flamengo, que tinha ido pra Portugal. O Otávio. O Otávio. É. É o futebol francês, galera. A aula de futebol francês com o Henrique. E dentro disso, assim, o...
Deixa eu perguntar sobre craques da França, assim. Pra você, quem é o maior ídolo francês? O Zidane passou o Platini ou... Passou. O Zidane é... Ah, é? Pro francês ele é o concor. É, o concor. Vou botar assim pra gente que o brasileiro... Ou o Pelé, né, da França, né.
Muito carismático também, apesar de ser reservado, ele tem uma imagem muito positiva ali na França. Então é algo bem relevante. É que ele ganha a Copa fazendo gol, dois. Aí vai para uma outra final. Ele carrega, eu não era um time para... Ele carrega, exatamente. E assim, ele tem um problema na cabeça, você não sabe se a França não ganharia, né? Ele fez um gol. Ele fez o gol, exatamente. Ganhou ou euro, como o Platini ganhou, porque o título do Platini era euro. Ganhou ou euro.
Foram quem jogava. Foi até... Superou o Platini nos clubes. É. Jogou o Real Madrid, jogou na Juve do Platini. Foi craque, ganhou o Champions pela Juve. E ganhou pelo Real Madrid, assim. Então, é... Comprou.
Acho que ele ainda vai dirigir a seleção? Vai, é o próximo. É o próximo. Já, já. É o que falta pra ele. É isso. E pra entender também esse boom da seleção francesa, você que... Assim, desde a sua época, acho que muitos africanos já jogavam no Campeonato Francês. Muitos, né?
Pra gente posicionar a galera assim, França é o país que teve o maior número de colônias africanas na época da colonização, da escravidão e tudo mais. Então você pega a costa do Marfim, Camarões, por aí vai. Senegal. Senegal, aí vai. A própria Argélia. A Argélia, né? O país do Zidane, do Benzemaia.
A própria Tunísia fala francês, por exemplo. A diáspora africana é, acho que... Pode-se dizer que é a causa dessa França com o elenco de Brasil, né? Porque... Não se imaginou na Europa ter uma seleção como a gente aqui, porque o Brasil é muita gente, né? A França hoje tem três grupos de jogadores fáceis, assim, né? Mas foi aumentando, Henrique? O que você observa? É o trabalho, né? O trabalho da formação francesa, né?
Então eles trabalham, tem uma metodologia de trabalho muito forte, que acaba unindo na base, que acaba unindo ali a força dos atletas africanos com a parte tática ali da França. Então eles acabam tendo ali esse trabalho de desenvolvimento de atletas que acabam muitas vezes ultrapassando as outras potências europeias.
E são, assim, eles se consideram franceses, franceses? Alguns sim, outros não? Como é que você observava? A maioria se considera francês. Alguns atletas, muitas vezes, eles optam até por jogar numa seleção africana, né? Que é a seleção, de repente, dos avós ou dos pais. Por não ter espaço na seleção francesa, né? Então, os atletas ali que atuam, eles se consideram, assim, 100% francês, né? E na época que você jogava lá, você falou, cara, com esse movimento que tá tendo de...
Cada vez mais jogadores nascendo na França, mas com pais que vão para a França, os pais nasceram na África, mas você viu essa geração acontecer. Porque agora a gente impressiona, cara. Faz uma convocação na França, faz três seleções.
Impressiona, né? Lá no Bordeaux tem o... Que jogou na base lá o Choumeny, né? A Choumeny. A Choumeny e o Koundé. Koundé também. Que jogou na base do Bordeaux. Mais ou menos nesse sentido, né? Os pais são de outra nacionalidade e resolveram jogar pela seleção. Mas como eu falei, fizeram todo um trabalho de formação na França. Então acaba se desenvolvendo bem mais, né? Caraca, mano. E agora você acha que é a favorita, né? É a favorita, né?
De longe. Do meu ponto de vista, a favorita é de longe. Novamente tá sofrendo com contusões, né? A outra Copa foi com 109, né? E chegou na final, né? Agora eu tava vendo que... Não, em 109 você vê os jogadores, é bizarro. Pogba. É, exatamente. Porque o PSG joga hoje... Joga hoje contra o jogo da volta da semifinal contra o Bayern.
Então, assim, o PSG tá ali, provavelmente, 5x4, pode ser que passe. Passando, vai até o último dia da temporada, né? Aí é o problema pra França, que o PSG tem alguns dos bons jogadores da França, né? E do outro lado também tem um craque francês também. Então, assim, quem passar o craque que a França vai dar pra Copa, é Dembélé.
É o Lise. O Lise tá meio baleado no Real Madrid. Tá, tá, tá. O Lise e... Dembélé. Um ou outro vai pra final. Então você vai ter um crédito. Esse é o ataque na final.
E tem essa coisa, essa estigma no mundial, né? Cara, que loucura. Craques que chegam na final da Champions, ganham a Champions, geralmente não repetem porque o cara tá estenuado, né? Historicamente tem isso. O cara ganha bola de ouro no ano da Copa, o cara não briga na Copa. O Benzema, por exemplo, você falou do Benzema. Primeiro queria que você repetisse isso. Melhor atacante que você já marcou? Melhor disparado. O que ele tem que os outros não têm?
Na época que eu atuava contra, era muito rápido, muito inteligente, batia com as duas pernas, muita movimentação forte.
E era o Benzema do Lyon. Era o Benzema do Lyon. O Fredão lá? O Fredão também. Você não passeia, velho. É, não passeia. Ele vai assumindo o Fred ao título lá, né? Aí depois ele joga junto e depois ele... Entendeu? É que é a dupla pesada. O Fred chegou a jogar bem lá, o Fred. Chegou. O Fred teve uma boa, excelente passagem lá no Lyon. Depois ele teve um problema de lesão, que aí apareceu o Benzema. O Benzema também. O Nilmar.
Ele teve esse problema de lesão, apareceu o Benzema e perdeu espaço no Elion. É, o Benzema veio assim, fulminante. Jogadorasso, assim. Benzema tinha uma foto dele clássica, moleque, no quarto de casa com a foto do Ronaldo Fenômeno. Não, e tem foto de Fred Benzema na noite de Belo Horizonte. É, ele trouxe. O Fred trouxe. E o Benzema é o único, ele nunca estava um hino na França, né?
Quando a gente chama Margelina É, fica lá no Ina Assim, porque por muito tempo A gente tava falando daquela Aproveitar essa herança Colonial É que lá na Copa de 98 Tinha um papo que
Que existia, igual na Holanda, preconceito, racha de franceses. Na Holanda era com o pessoal do Suriname. Que só era Sidorff, David, Aaron Winter, Clive. Só o Chihuahua trabalha de choque. Na França, em 98, era Churran, Desailles, no banco lá propriamente Henri. Trezeguet argentino. Trezeguet argentino.
E que não se aproveitava tanto os jogadores estrangeiros por preconceito. E teve confusão. Teve uma época na França que teve aqueles incêndios nas comunidades negras e africanas. Mas me parece que isso, em algum momento, pelo menos no esporte... Dizem que a seleção D98 que... Dá a virada, né? É, por aí. Porque depois começou a aproveitar o máximo isso. Você viu o técnico que chegou a ser capitão na França e seria capitão se não fosse expulso na semifinal, que é o Blanc, né?
Verdade, foi bom treinador. Era no colo do Deixante. E o Laurent Blanc, cara, o que dá pra falar dele? É bom treinador, assim, muito rígido, muito rígido, tinha um auxiliar, né? Zagueiro ainda. Zagueiro, né? Infelizmente, o seu auxiliar, que praticamente fazia todos os trabalhos táticos, veio a falecer recentemente, mas ele conseguiu montar uma equipe.
E também pegou um bom elenco, né? Que o Ricardo Gomes que montou, né? Então ele já pegou praticamente o elenco todo montado, né? Foi ele que ganhou a liga, né? E foi ele que ganhou a liga. E quando você vai jogar a Champions, cara?
Jogamos a Champions algumas vezes, chegamos até na quarta de final da Champions, 2009-2010, caímos na chave Juventus, bairro de Munique, Bordeaux e um clube da Israel. Vamos classificar para a Europa League, mas acabou a primeira fase, líder do...
da chave, né? Nós classificamos a gente em Baía de Munique e conseguimos chegar nas quartas de final da Champions, né? Perdemos pro Lyon nas quartas, mas éramos considerados favoritos, né? Foi o ano que a Inter ganhou a Champions. Ah, foi o Lyon. Ah, foi o Lyon que chegou na SEMI, né? Eu tava lembrando. Foi um clássico francês, né? Francês. Caraca. Quando eu me fudio assim, vai ter o Lyon aqui? Vai ter o Lyon aqui?
E esse ano, né, foi um dos primeiros anos assim que a gente jogou contra o Lyon, mas a gente considerado favorito desse jogo. Só que o jogo fora, né, nós jogamos, né, não tivemos um bom resultado, né, e acabamos sendo eliminados.
Como é que é jogar a Champions? Não viu aquele hino tocar. Para um jovem de São Gonçalo é algo absurdo. Você não... Mesmo nos melhores sonhos, você não espera. Quando você escuta aquele hino, te passa uma memória, uma lembrança de tudo que você viveu. E é uma competição incrível. Desde que você... Você falou do Benzema ser o mais difícil que você marcou.
Falou do Ibra, lembra na Champions, assim, quem que você olhava ou marcou de atacante ou no meio campo assim você olhava, caralho, mano, tô jogando com esse maluco aqui.
Deixa eu me recordar, teve o Drogba, né? Já listou só bem Zemar, Drogba e Ibra. Alguns atletas, assim, se eu não me engano, deu o perro nessa época, tava na Juventus, né? Mas tava no banco, né? Mas você vê esses atletas, assim. Porra, uau, uau. Cheguei, né? Outro nível. Caralho. Entendeu? Eu posso ver os sandravantes que os zagueiros da época do Henrique tinham que encarar lá fora.
Cara, não tem nenhum atacante desse aí que é... Vai levar a jantada de zagueiro só. Atacante craque e madeira, mano. O Drogba era brabo de encarar. Também era. Tecnicamente muito bom e, meu irmão, ganhava acho que muito forte. O Benzema e Ibra, porradeiro também. Era duro, hein? E zagueiraço que tu achava na Europa, assim. Tu olhava assim, caralho, esse cara jogava pra cara. Eu joguei contra. Ficou na liga francesa, né? Ou a favor, contra.
tinha um zagueiro que jogava comigo, jogava contra depois o Bordeaux contratou que é um senegalês que jogava na seleção do Senegal que eu achava ele sempre bastante um nível muito alto, mas ele não chegou a jogar em grandes clubes esses times mundiais não, né mas tem nessa época zagueiro, eu tô lembrando, zagueiros franceses, né o Churran era lateral é Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc
Você tá falando na época do 2000 e... É. Cara, zagueiro francês teve a época do... Mais daqui não, um titi, mas pra cá. É. Pra 18, né? Um titi, ele...
Foi, bateu no teto. É, foi Barcelona e tal. Foi o João do Mundo. Varane. Real Madrid. Cara, lá atrás, no título, né? O título era o Blanc, o Desaí. O Blanc e o Desaí. A zaga cascuda, né? O Tio Rã depois virou zagueiro também. Depois virou zagueiro. O lateral virou zagueiro. Mas, de fato, não revelava muitos zagueiros à França. Não. Só com... Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc
Com cuidado, né? Pesaria. Pesaria. É como a sucessão daqueles zagueiros da França já pra Copa seguinte. É. Pensando aqui também não me lembro de um zagueiraço francês. Aí mais pra cá, um titia, um varalho e tal. Os atuais são... Todos jogando altíssimo. Todos jogando muito, né? O Pamecano.
O Homem Cano melhor. Caralho, a gente viu no estádio bizarro, cara. Um monstro, né? Um monstro. Outra coisa, pra zagueiro, assim, o que você não fazia no Brasil que você aprendeu a fazer na Europa ao longo do tempo? É uma parte tática ali, né?
Como na França, pelo menos no Bordeaux, a gente jogava numa linha muito alta, então você tem que estar sempre atento ali, junto com os laterais, na parte tática. Isso eu aprendi lá, como zagueiro, não botar assim.
Isso é o quê? Movimentação? É movimentação, o estilo do jeito do seu corpo, né? Tá sempre voltado ali pra... Isso aí, cara, isso aí todo zagueiro fala, mas a galera que não foi pro profissional no futebol, a galera não sabe muito disso. Posicionamento do corpo. Isso assim, no lançamento, né? Você joga ali alta, você tem que estar assim posicionado. Já fica numa posição que já te dá uma vantagem pra dar...
já te dá uma vantagem, porque é uma forma que o meio campo, ele vai conseguir enfiar a bola você já consegue botar o seu corpo na direção que essa bola vai chegar ou que o atacante vai correr então você consegue ganhar ali alguns segundos aqui ficou muito famosa uma história do Thiago Silva que já saiu daqui com o período de...
Quando ele chega no Milan, ele fica com o Ancelotti assim, no banco, aprendendo. E no treinamento, não jogava. Ficou um tempinho sem jogar, porque o Ancelotti fala, era mais na Itália, né? Maldinha. Você tem que jogar do nosso jeito. E aí ele vai. Você teve esse...
Chega o Blanco, o Ricardo, quando você chegou, né? Você teve um período de ter que, olha, você tem que aprender a jogar aqui. Você é um zagueiro, gostei de você jogar no Flamengo, lá no Brasil, mas aqui é assim, assiste os jogos, ou você já treinou bem e foi pro jogo.
Então, eu tive esse período de adaptação, porque na verdade foi mais na questão física, né? Porque eu tenho 1,90m, eu saí daqui e eu pesava 77kg, né? Magrinho. Então, quando eu cheguei na França, o Ricardo falou, Henrique, você precisa fazer um trabalho de suplemento, de fortalecimento, né? Pra você conseguir jogar. Então, no primeiro jogo eu levei um susto pela intensidade, pelo tamanho dos atacantes, né? Então, eu levei ali...
Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc
três a quatro meses, fazendo esse trabalho para depois conseguir conquistar a minha vaga no time titular. Então, levei esse período.
Além de fortalecimento, tu ficava assistindo movimentação. Fazia alguns vídeos, né? Junto com o auxiliar do Ricardo, porque é outro estilo de jogo, né? O campeonato... Imagina que aprendeu no Brasil, né? Também. Esse aqui disse que foi o Júlio César, que ficou seis meses no Verona pra poder aprender o italiano. Se você não falar italiano, você não vai jogar.
É que é sempre primordial, né? Você aprender a dialogar com o seu elenco, porque, na verdade, você é um jogador de futebol, mas você aprende isso pra vida também, né? Então você tem que aproveitar todas as oportunidades que você recebe, né? Mas isso é capitão, né? Orientar, tudo mais. Falando nisso que você aprende pra vida, você saiu de lá um cidadão melhor, né? Imagino eu, né? Um humano melhor. Eu acho, lembro, eu sempre acho engraçado isso, porque eu via muito isso quando eu era apenas assim, né?
Vendo televisão, falavam muito isso do Abelão.
técnico, né? Aí, o Abelão ia nas entrevistas, sempre perguntava, o Abelão sempre falava de como ele mudou a vida dele jogado na França. Jogou na França há muito tempo, treinou na França, né? Então, o Abelão, pra ele, toca piano, gosta de vir, então assim, criou um hobbies e cresceu culturalmente. Tem alguma coisa que você adquiriu de lá, que tá no teu hábito, que tá na tua rotina?
Tudo, né? Porque a França, ela me moldou, né? Como homem, né? Então, hoje que eu sei, né? Trabalhei alguns anos pra um clube francês também, após a minha carreira. Então, foi enriquecedor na parte cultural e como pessoa, né? Hoje, né? Eu gosto de tomar um vinho, né? Gosto de algumas músicas também francesas, né? Então... Ouvindo Edith Piaf. Suave, né?
Os rap são bravos muito bons. É, é. Muito bom. Hip-hop francês. É. O flow da língua látima. Eu não vou saber cantar, mas teve aquela também do... Teve uma que bombou muito há um tempo atrás que tinha um... É, dos...
É... É... É... É... É... A música da seleção da francesa também, né? Pra Copa, que eles foram campeões, né? A de 2018? É... É um rap? É um rap. É... Distrito 13, eu acho que é um filme francês. Foda, né? Que é do Le Parcours. Le Parcours.
E muito hip hop. Mas assim, não aprendi a tocar piano em nenhum instrumento. Não, piano não. Gosto de saxofone, mas... Ah, é? Gosto? Fala, pô, negão que não toca um pandeiro, pô. Sacsofone, pô. Tu tira o som? Eu comecei a fazer uns cursos, né? Mas ainda bem... Eu tinha uma vontade também de aprender o som. Tá legal. Terapia, né? Pô, saxo, trompete, tipo... NG. NG, pô. E hábito de museu.
Não, não, mas eu não. Eles gostam. É, eles gostam. Visitei alguns, né, mas não tem esse hábito. Aí, 10 anos de Bordeaux. 10 anos. Por que saiu do Bordeaux? Então, não. Na verdade, eu tinha colocado em mente, né...
que faltava um título para me ganhar no Bordeaux, que era a Copa da França, para me fechar com chave de ouro. E eu vi alguns atletas na minha época, que eram referências do time, o final no clube não era tão legal, não tinha muita minutagem de jogos, então acabavam muitas vezes manchando um pouco a imagem. Então eu falei, eu vou tentar conquistar a Copa da França.
Depois da Copa da França, eu vou tentar ir para um clube para me motivar mais. Então, eu ganhei a Copa da França. Aí, renovei meu contrato.
E nesse meio período apareciam algumas propostas. Na época do mercado chinês estava em alta, só que o clube não quis fazer negócio, porque as propostas não chegavam no meio do ano. Aí nessa conversa com o presidente do clube, ele falou que se chegar uma proposta que seja interessante para você, nós te liberamos por serviços prestados. Afinal, tudo bem. Então apareceu a proposta do Fluminense no final dessa temporada.
Eu com mais um ano de contrato, conversei com o presidente e falei, mas você vai voltar para o Brasil? Eu falei, ah, presidente, vou voltar, minha cidade, um grande clube, né? Tem esse desejo. Ele falou assim, a gente renova o seu contrato para você encerrar a sua carreira aqui no clube.
Falei, não, presidente, eu preciso ter essa experiência, né? Porque eu saí do Brasil muito jovem, então eu preciso jogar num grande clube na minha cidade. Então eu resolvi, né, rescindir meu contrato e voltar pro Brasil no Fluminense, né? Voltar pra pressão. Tava lá ídolo, pá, ganhou tudo. Não, vamos ter um desafio aqui nessa parada. Isso, a gente tá falando de que ano? Em 2015, né? 2015, é, 2015. Que era o treinador nessa época.
Era o Cristóvão, 2015, na Copa. Ah, o time do Cristóvão. O time do Cristóvão, o time ali da Unimédia. Eu voltei pro Fluminense, né, assim, com muita vontade, né, com uns sonhos, assim, com uns objetivos bem claros, né, na minha cabeça, né, de poder mostrar pro mercado interno do jogador, né, que eu tinha me tornado, né, numa liga difícil, né, dura, que é a francesa, mas, infelizmente, deu tudo errado, né, que deu tudo errado aqui no Fluminense, no segundo dia de treinamento.
ocorreu um fato que eu preciso nem externar, mas tive um problema de lesão e não consegui atuar. Tenho muito respeito pelo Fluminense, agradeço demais os profissionais daquela época que me permitiram. Foi um choque, aí a gente tentou fazer um tratamento que não era para fazer e acabou fazendo, enfim.
Tive essa dificuldade, mas como eu falei antes, não tenho nenhum rancor pelo Fluminense, pelo contrário, consegui jogar no Flamengo formado, consegui ter uma passagem pelo Fluminense, um grande clube, os profissionais lá que na época atuavam. Peguei o Paulo Ungione, que tinha sido meu diretor no Flamengo, que foi uma referência, me ajudou muito no começo da carreira.
Peguei o Mário Bittencourt como diretor, que depois se tornou presidente, alguns profissionais que são meus amigos hoje e tem gratidão. Fica aquela frustração da minha parte por não ter conseguido atuar, isso é mais algo interno meu. Uma temporada. Fiquei uma temporada e meia, mas não tinha mais condições físicas de atuar em alto nível. E aí você para? É, aí eu paro. Apareceu algumas propostas, até mesmo de voltar para a França.
aí, na verdade, eu fui pro Anderson Barros, me liga pra mim, pro Vitória, eu falei, vem aqui nos ajudar, eu falei, Anderson, não dá, cara. Ele não vem, você vê, enfim, fui. Depois de um mês, eu vi que não tinha realmente condições. É o que a lesão? É de joelho.
Alguns jogos jogavam assim Muito com dificuldade de movimento Eu sempre gostava de jogar no alinhado Não conseguia Então tinha que adaptar, sentia muitas dores Aí resolvi Encerrar É complicado No total tem sete operações No joelho Entendeu? Sete operações no joelho Então aí resolvi encerrar E aí
Aí tive a chance que logo depois recebi o convite para trabalhar, voltar para o Bordeaux como coordenador. Fiquei pensativo, queria aproveitar um pouco o Rio de Janeiro, a minha cidade. Fiquei de dar uma resposta e no meio tempo apareceu uma oportunidade no NICE. Aí eu trabalhei no NICE por oito anos. Então foi bastante...
Qual foi a função do meu tempo e bordura? Vamos ficar na praia um pouquinho ali. Então comecei como scout. O Nisse vinha fazendo essa transição de sair de um time pequeno para médio e grande. Eles vieram no Brasil, conversamos, me explicaram o projeto. Achei interessante. Me chamaram para visitar o clube.
Fui mais, na verdade, para conhecer o clube, para agradecer, né? Já tinha tomado a decisão de ir para o Bordeaux como coordenador. Mas quando eu cheguei no clube, assim, a parte de infraestrutura, a parte de scout do clube é algo assim que me impactou. Eu falei, ah, preciso ficar aqui para aprender. Fiz um contrato primeiro de três meses, fiz alguns cursos de gestão ali dentro do clube, rodei todas as...
as partes do Nice, né, para aprender um pouco mais. Fiz o contrato de três meses, depois meu contrato foi prolongado por dois anos. Aí entrou uma grande empresa no Nice, né, que se chama Ineos, que está na Formal 1, está no atletismo, né.
Aí comprou, assumiu a gestão do clube, junto com a Ineus. Tem o Nice, tem o Lausânia na Suíça e um clube na África. Ah, também é um marrote. Isso, um marrote. Então...
Depois desses dois anos, eles me promoveram como chefe da operação aqui em nível da América do Sul. Então, comandava uma equipe aqui na América do Sul e também trabalhava no continente africano, no Racing Club Abidjan, que é algo assim na África, que a minha área de atuação hoje é algo impressionante. O Racing Club é de qual região na África? É, Costa do Marfim. Racing Club Abidjan. Aí o clube comprou, eles me pediram para fazer parte de uma equipe para montar uma metodologia de trabalho.
Então vimos muita qualidade, um jogador africano, algo impressionante, um talento bruto. Impressionante. Só que o jogador do Racing Club de Abidjan era tecnicamente muito interessante, mas para o perfil europeu faltava um pouco de estatura, de projeção. Então nós montamos uma metodologia de trabalho. Estamos começando, o clube começou a colher alguns...
alguns frutos, né? Então eu trabalhava nessa interseção de América do Sul, África e Europa. Baneiro. Essa parte da África é importante, eu acho muito interessante. Eu sinto falta do Brasil fazer um trabalho desse. Pelo menos os principais clubes, né? Porque gasta dinheiro, você tem que montar uma estrutura, mas os principais...
Porque, cara, a gente tem, por exemplo, a Angola, né? Que tem o lance da língua. Quem tá fazendo alguma coisa na Angola, de lá pra cá, é aquele que com o marido dela criaram um time lá. Mas esse tipo de trabalho que os europeus já fazem com muita força e colhem frutos, né? Você vê. A Cinglubo, provavelmente, com essa ligação com o Nisse, né? Certeza. Você tá dentro da operação. É algo que dá pra gente imaginar um Flamengo, um Palmeiras fazer?
É muito viável, né? Quando eu entrei nesse projeto africano, a primeira coisa que me impressionou é a similaridade com os atletas brasileiros. Então, busquei alguns clubes brasileiros para entender se teria a possibilidade de fazer essa intercessão antes de ir para a Europa, por que não passar no Brasil pela similaridade.
Alguns clubes falam que era por questões de idioma, por questões também de não saber onde ir na África, até porque a África, em alguns países, é complicado. Mas o Palmeiras vem fazendo esse trabalho. O Palmeiras tem um menino novo aí na sua formação, que é um zagueiro da Costa do Marfim, que tem tudo para se tornar uma das referências do futebol brasileiro há algum tempo.
Eu esqueci o nome dele, mas é... Referência, muito bom jogador. O Flamengo teve um nigeriano, o Xola, e teve o Hassan também, que veio ali pouco depois do Xola. O Xola até apareceu no time de cima, mas já saiu, não sei onde está. Tem o Cabaronez jogando no Remo, o Chamba. Chamba. Cabaronez, 26 anos, é jovem, né?
Mas assim, muito aqui, ali, né? Eu achava que, pela similaridade exatamente das raças, né? E por a gente saber que a raça negra... Por isso que o Brasil tem o que ter. A raça negra tem uma predilação física, né? Porque o esporte pede de tudo que é posição. Pra bons zagueiros, bons volantes e pra atacantes. A fibra de velocidade, musculatura, tudo isso é entrega. Eu fico sempre pensando assim, cara, aquilo não...
Eu peço logo nos que têm dinheiro, né? Pra investir, né? Flamengo, Palmeiras, esses times não desenvolverem um projeto, né? Eu acredito que possa ser a dificuldade, né? E aonde na África? Como eu falei, na África tem suas particularidades. A África não é um país, né? É, sim, mas... Mas eu podia atacar Angola, por exemplo. Que a gente mais conhece um pouco mais do que outros países. Mas tem país, assim, os africanos em si amam o Brasil.
Tem muito desejo de jogar aqui, de ter atletas aqui em nível do Campeonato Nacional. Faço alguns trabalhos em alguns países africanos, que quando falam de Brasil, de equipes brasileiras, são todos apaixonados. Então acredito que...
futuramente, a gente teve o caso do Bastos, que antes da sua lesão era um dos melhores zagueiros do campeonato brasileiro. E fez uma diferença tremenda. A força física, o posicionamento. Fez diferença. Você viu que, pô, o cara de seleção é um gol do ano.
Então eu acredito que futuramente esse será o caminho, né? De cada vez mais os clubes brasileiros buscar jogadores no continente africano, principalmente pelos valores, né? Porque os valores são muito inferiores de atletas até que mesmo dos países vizinhos. E agora, no início, tu chegou a ficar ali no profissional, ali em contato com a galera direta ou não?
Tive, tive contato com o pessoal, né? O Dante lá. O Mário é um absurdo como atleta. Foi a sua última, acredito eu, né? A sua última. The last dance. Entendeu? Não me acho. Assim, assistir o treinamento era... Assim, você via a qualidade, assim, muito, muito acima da média. O treino de finalização dele era absurdo. Foi muito forte, entendeu? Recentemente eu ouvi uma... A Euro, que a Itália vai pra final. Depois toma uma...
Pareio da Espanha na final. É, ele mete o gol contra a Alemanha na SEMP. Aí é brutalidade total. Aquilo ali é bizarro, porque ele tinha esse potencial de ser um gigante no futebol. É verdade. Só que a vida é extracampo. Você não gosta? Deixa ele viver. Deixa ele viver. Mas isso aí ele vive muito. O cara chegava na rua. Imagina ele início, cara.
Ele não devia ficar em início, ele ia pra Mônaco. É, é, é. Mas jogou bem no início. Jogou bem, muito bem. A primeira temporada, assim, foi incrível, impactante, entendeu? Tinha o Patrick Verrach.
como treinador, que pegava muito no pé, era muito exigente com o Mário. Esse Mário já é experiência. Muito exigente. O Patrick, ele é um treinador, até pelo nome que ele tem, por trás, é uma pessoa muito exigente. E mesmo assim, tinha, na verdade, o grupo na mão. Tinha o Dante, que é uma referência até hoje no clube, já faz 10 anos que ele está no clube, praticamente. Então, conseguimos fazer uma boa campanha.
Não, e o O Vieira que foi estar aqui No Crystal Palace Isso Não sei onde está o Vieira Ele foi para a Itália, não me recordo do clube Mas hoje acho que está sem clube Mas nem o Patrick Vieira Que era volantaço Que jogava era
Fez a dupla com o nosso Gilberto Silva no ar, será que ele arco? Isso, é um clássico, né? Estão até vendo aqui, Patrick Vieira Como pessoa também incrível Conviu com ele, cara Uma simplicidade Totalmente sem clube, isso Mas foi técnico de São Paulo Falando de África
Um dos melhores projetos que eu visitei foi num projeto que ele é um dos donos no Senegal, que se chama Jambas, que ele utiliza o futebol e educação no mesmo formato. Esse projeto, não, é um clube. Hoje eles têm seis jogadores na seleção principal do Senegal. E o case de sucesso deles é um menino que entrou no clube quando tinha 14 anos, sem saber ler.
Martinha qualidade pra se tornar um jogador profissional Não conseguiu se tornar um jogador Mas através do clube fez uma faculdade De engenharia Hoje é um dos principais engenheiros do país Cara, olha só Imagina pro cara Não tem prêmio Se chama Jambas Jambas Impressionante Senegal é o campeão africano Agora de fato é o campeão
Foi o campeão, né, pô? Depois veio aquela treta. Foi o que, pô, festa no país. Agora tiram o título, pô. O Senegal geralmente apresenta times com jogadores muito habilidosos. É. Vou lembrar sempre de Papa que já faleceu até, né? Papa Diup. É, Diop. Diop. Tinha o Diuf, que era o... O Diuf era crack. Crackzinho, cabelinho, lourinho.
É maluco, é? É maluco Ele não jogou na França ainda Não, quando eu cheguei na França Ele já jogava na Inglaterra Nós temos alguns amigos em comum É maluco, é?
Aquele time branco, né? Por isso que não... Leeds, eu acho, né? Era craque. É, craque da bola. Em 2002, eles acabam com a França. É o gol do... Ele faz a jogada do gol contra a França. Chegou até a 100 mil quartos de final, né? É. A seleção que sempre depois de... Deve ser uma imersão. Você ficou olhando. Essa pesquisa africana, assim.
Então, após a minha função no início, eu recebi o convite para trabalhar na República do Benin. Benin? Benin. O Benin, eles fizeram um estudo que o Brasil foi o principal país que recebeu cidadãos do Benin que vieram para cá na época da escravidão.
Então o país buscou algumas parcerias, alguns memorandos de entendimento com o Brasil, entre deles o esporte. Então por causa da minha intercessão ali na África, eles me fizeram esse convite. Eu trabalhei com eles quase dois anos em relação a projetos esportivos no país, para o desenvolvimento de futebol, interação de atletas.
aqui no Brasil e também na Europa, foi algo, assim, bastante impactante na história, história da África, né? Tem muita particularidade com o Brasil. Menino é no litoral também. África Ocidental. Fica ali na África Ocidental, faz fronteira com Nigéria. Um país bastante interessante. Eu tô programando de ir pra África, início do ano que vem, pra África do Sul, né? Mas eu queria ampliar a África Negra, né? É longe, hein? É.
É, África do Sul é pra gente, é tranquilo. Agora, tu ampliar pra ir pra Senegal, ir pra... O Benin é um excelente país. Os governos estão trabalhando pra ter um voo direto, né? Que hoje, pra ir pra Benin, se eu não me engano, eu fui duas vezes. Se eu for atacar, eu fui por Paris, né? Acho que é 28 horas, né? Por causa ali da... Mas com esse voo direto, né? Que vai ser de Salvador, Benin, vai ser 8 horas de avião.
Salvador Benítez. Salvador Benítez. É de Maninho, Maninho. É, é de São Paulo. E é um país, assim, muito interessante. Me deu um choque de realidade, mas positivamente. Com o quê?
Quando a gente fala de África, a gente pensa pobreza, a gente pensa tribos. E você vê que tem esse lado também, mas tem um lado muito rico de história, de pessoas que fazem os movimentos para a África ou para o país se tornar uma referência.
Então é algo assim que acredito que cada vez mais vai ter mais brasileiros visitando a África. Ruanda já faz esse trabalho com uma plataforma que se chama Visite o Ruanda.
que é o patrocinador principal do Arsia, se não me engano, do Paris Saint-Germain, Atlético de Madrid. Então tá atraindo bastante turismo, né? E eu acredito que os outros países africanos também vão ter essa... vão ir pela essa mesma linha, né? É, tem uns países africanos que estão prosperando, assim, financeiramente, né, nesse momento. E o que mais te impactou, assim, de uma imagem, uma experiência que você viu na África e você falou, cara, isso aqui é... mudou, assim.
levar para o esporte a qualidade do jogador. Vamos botar. Porque é um talento, você olha assim, você fala, uau, um talento bruto, por exemplo, um atleta brasileiro, você vê um talento refinado.
mas o talento africano é um talento bruto, aquela força física com aquela vontade, falta muitas vezes a infraestrutura, de ter um clube, na África a gente fala academia, uma academia que trabalha um pouco na parte tática, para ter esse desenvolvimento de um atleta em um alto, alto nível. E encontra...
Talento nato, assim, habilidade. Contra. Muito. Tinha muito nesse projeto, nesse clube, na costa do Marfim. Muito. O Reis, o Brasil. A seleção é que a seleção não deu certo. A seleção na costa do Marfim tinha, pô, droga bacana. Gervinho, tinha, pô, cara, todo mundo na mesma geração. Todos jogavam em grandes times europeus, assim. Incrível, cara. E daqui pra frente, Henrique, sua carreira, o que você pensa?
Atualmente eu venho trabalhando mais nessa parte institucional, entre governos e empresas também. Eu tenho feito um trabalho junto a uma plataforma ligada ao BRICS da África do Sul, em desenvolvimento do esporte, dos países BRICS ou ali do Sul Global. E continuar nessa interação é algo assim que eu me encontrei.
tem um que vale a pena falar, eu tenho também um projeto social que está ganhando forma que é onde está meu coração, vou botar assim como eu vim de um projeto social, então tudo que eu absorvi de conhecimento eu tento implementar no projeto social, junto com alguns amigos e cofundadores então hoje
pensando em futuro, né, são esses projetos, assim, de forte impacto que eu quero ajudar a implementar e a construir. Parabéns, cara, eu acho que o Charla é o lugar foda. Para isso, né, Betão, assim, para você ver o jogador, o atleta, assim, no Brasil se moldou muito, acho, essa comunicação do cara não falar, o cara, o cara...
Aí às vezes um jogador, você imagina o que o cara faz, né? Ou depois para de jogar, principalmente, né? O que ele pensa da vida, né? Os caminhos que a bola levou o cara, né? É. Aí você parou de jogar aqui, pô, eu não imaginava. Você tinha parado ali, tinha seguido... Eu tinha até visto o... Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc Exc
ficha tua aqui do trabalho do Nice mas essa parte africana fascinante assim e eu venho me debruçando sobre isso já há um tempo que eu te falei essa situação de querer entender porque a gente não explora isso e aí quando tu falou que está debruçado nesse trabalho, muito bacana
Bacana, espaço aberto do Chala pra gente trocar essa ideia aí que é muito útil, cara, pra sociedade como um todo, assim, acho que é algo que a gente tem que... É, cara, e assim, de repente, a gente pode pensar em ir lá, mostrar isso, ver. É, exatamente. Acho que o brasileiro tem que...
saber onde os seus brasileiros estão e o que estão fazendo, ainda mais nesse ramo, porque esse trabalho não é um trabalho só esportivo, é um trabalho de cidadania, você está, é muito amplo, você está dando oportunidade para se encontrar um atleta, mas como você mesmo disse do case do...
da Corte do Marfim, né? Encontrar, dar rumo no Senegal. Dar rumo também na vida do cidadão, das pessoas. Através do futebol, né? Muito bonito isso. Parabéns. Bonito demais o que você faz, cara. Muito legal. Obrigado, eu agradeço, né? Essa oportunidade, eu acredito que eu falo sempre com alguns amigos, né?
ex-atleta e atletas ainda, que o jogador de futebol, se ele souber observar e se adaptar, é capaz de fazer grandes coisas. Então eu tento sempre falar com alguns amigos.
que o futebol ele é amplo, né? O jogador de futebol ele não pode ser só rotulado como ele só sabe chutar uma bola, né? Enfim. Eles querem que empurra em vocês, jogadores. Vocês são muito mais... A estrutura... Entrar em cima, né? Tudo mais. Ah, jogador joga. Pode pensar em jogar. Essa frase... Entendeu?
Então é um trabalho que eu venho construindo há alguns anos, né? Estou tendo grandes, bons resultados, né? Abrindo cada vez mais portas, né? Principalmente agora, né? Que eu estou debruçado em países africanos, né? Junto com ali a França, né? Que eu tenho uma...
particularidade, assim, forte, e também trazer cada vez mais, né, a África pra dentro do Brasil, o Brasil também pra dentro da África, né, acho que acredito que quando vocês corencerem... Ó, posso... Pode ter certeza que não vai ter na tua porta, hein? Você passar esse ano de Copa do Mundo que tá uma loucura, mas porque eu me interesso demais, e acho que é um conteúdo do caralho. É absurdo.
E você com certeza vai se surpreender Porque a África tem uma história E as similaridades com o Brasil É impressionante também É isso, precisamos nos aproximar Show de bola Henrique Palmas para o Henrique Sensacional Pela primeira vez Contado importante para a gente ter por perto Com certeza Nem imaginava que o Henrique estava nessa pegada Seguinte, me ajuda aí com os patrocinadores Paulinho
Melita Café, Melita. É o café oficial do Charla e do Real Madrid. Use o cupom CHARLA15, 15% de desconto em qualquer produto Melita que você acessa através deste QR Code aqui. Beleza? Melita ou vá no site melita.com.br. Eu vou falar que é café para o dia a dia e café para um paradar mais... Mais rebuscado. Refinado, né? Refinado, exatamente. Aqui, ó. Regiões Brasileiras está aqui.
Esse aqui é o café gourmet. Mas tem café coado, tem cápsula, tem café expresso, tem caputino, né? E por aí vai, né? Vários tipos, várias formas. Como o Catarina falou, saiba mais aí no melita.com.br. E é o café galáctico dentro do Charla. É o café do Real Madrid e do Charla Podcast. Melita, o café oficial do Real Madrid e do Charla Podcast. Cupom Charla15, 15% de desconto em qualquer produto Melita. Tamo junto.
Açaí atacadista é o atacadista oficial do nosso futebol, leva a economia pra sua casa, pensou futebol, pensou açaí, beleza? O QR Code tá aqui na tela, sempre lembrando que esse QR Code é o seguinte, ele transforma os descontos do açaí, que são os produtos mais baratos de qualquer mercado, né? Transforma o desconto no desconto do desconto. Aí você vai aqui no QR Code, você baixa o meu açaí.
E aí tudo fica ainda mais barato. Com esse aplicativo você vai ter acesso aos melhores preços, melhores do que da bancada lá, que são baratos. E aí você, por exemplo, que é comerciante, tem seu depósito, você vai ter uma margem de lucro maior. E você também que está comprando para a sua casa, todo mundo quer...
economizar um pouquinho, né? Então vai, aproveita, baixa o meu açaí e bota a economia na tua mesa. É isso, show de bola, tamo junto, pensou futebol, pensou açaí, patrocinadora do Brasileirão, Série A, Série B e também da Copa do Brasil. Leve a economia pra sua torcida. Show de bola.
Brahma é a cerveja do Charla Podcast, cara. O Charla é Brahma e é Sabe, sociedade anônima da Brahma, virando, aliás, pedindo Brahma no Zé Delivery, 10% do valor vira investimento para o seu time no coração. Aí você confere se o seu time está na Sabe da Brahma, né? E, como o Cantarelli falou, consumiu Brahma, gastou em Brahma, 10% para o seu clube. Se você, por algum motivo, tiver que consumir Brahma a zero, 20% para o seu clube.
compras diretas do Zé Delivery, galera. É isso aí, ó. QR Code tá aqui, você acessa o Zé Delivery, pedindo só a Brahma, 10% do valor vira investimento pro seu time agora, beleza? Sociedade Anônima da Brahma é a SAB. Tamo junto, Brahma. Tá liberado a acreditar, né? Acreditar isso aí. É liberado a acreditar.
Sporting Bet. Ó, na dúvida, é só aquela. Melhor é Sporting Bet. Tem um monte de zum, zum, zum aqui, de casa, de casa, de casa, de casa, de casa. Na dúvida, Melhor Sporting Bet, irmão. Faz teu nome. Vai lá, Melhores Odds, né? Show de bola, Melhores Odds do Mercado. Nas transmissões do Charla Futebol, que a gente, na transmissão, já coloca ali dicas de odds. Melhores odds. Melhores odds, então...
É, segue o Chala Futebol, segue o Chala Segue a EsporteBet, porque você vai ter O melhor resultado possível, mas é aquela coisa, né Não é pra você fazer renda fixa Não é pra você ficar mais rico Não se comprometa financeiramente É, não vai empenhar seu salário nisso aí, cara
Não é investimento, beleza? Aposta esportiva, Sporting Bet Tamo junto, quer apostar? Pra brincar, vai na Sporting Bet Bota um dinheirinho ali, na dúvida é só aquela Melhor, é Sporting Bet, beleza? E a maior é de 18 anos aí, faz teu nome, hein, garoto
Até a próxima, Henrique. Até a próxima. Prazer, irmão. Show de bola, prazerzaço. É nóis. Antes de encerrar, ó. Cris está assistindo, Zagueiraço. Grande Cris, Leon, né? Isso. E aí ele mandou uma mensagem aqui, ó. Mandou pro nosso Luiz Vitor. Ó, falou que eles se marcavam nos escanteios, direto. Aí era...
E aí ele falou, minha irmã, uma porrada com mim. Era verdade ou não, Henrique? Verdade, verdade. Eu lembro que tá do seu, né? É verdade. Parecia até que era dois inimigos, mas tinha um apreço muito grande, né? Eu sempre falava do Cris, que era uma referência, né? O Cris é mais velho, chegou na França primeiro do que eu.
E acabou construindo também uma imagem de um defensor muito sólido, que acabou também os outros clubes querer buscar atletas brasileiros. Então, fica um abraço para o Cris e obrigado pelo tudo que ele fez. Abre as portas, na verdade, para os zagueiros brasileiros na França.
Bastante. Sem papo. Sem papo. Nem fora. Fora também a gente não conversava muito, não. Criou essa rivalidade. Essa rivalidade grande. Até porque cada um tá defendendo o seu, né? Mas um excelente zagueiro, né? Muito amigo do Jussier. Excelente pessoa. Era junto com o João Cruzeiro, né? Tem que aparecer aí, hein, Guilherme? Valeu, Cris. Tamo junto. Um abraço. Obrigado pela moral aí. Valeu? Aquele abraço. Esse é o Charla Podcast. Tchau. Valeu.
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