#716 - Tim Vickery [Jornalista]
A Charla de hoje é com Tim Vickery, jornalista e comentarista do SporTV.
- Tim Vickery e futebol sul-americanofutebol sul-americano · Copa do Mundo · Margaret Thatcher · hooliganismo · Copa América · Premier League · futebol inglês · cultura punk · futebol argentino · futebol colombiano · futebol equatoriano · futebol uruguaio
- Cultura do Futebolhistória do futebol · dress code no futebol · evolução do futebol
Fala, galera! A Charla Podcast no ar. E aí, tranquilidade? Bom dia. Bom dia, Betão. Tudo bem? Ou então, good morning. Hoje, good morning. Good morning. É, good morning. É, você vai fazer uma entonação diferente, depois de fazer depois. Good morning, a cup of time. A cup of time. Esse é o seu sotaque inglês. É. Meu inglês. Desastroso. Britânico carioca.
Seguinte, ó, voadora no peito do like. Quanto mais likes a gente tiver pra mais gente, aparece a nossa resenha, beleza? Um salve pra você que tá assistindo no YouTube e um salve pra você que tá assistindo no Spotify, não é isso, Betão? Exatamente. Você que tá com a gente aí contribuindo pro Charla ser o podcast esportivo mais visto e ouvido no Spotify. Valeu pela moral, continua com a gente. Mas se você não tá no YouTube, vem pro YouTube também.
Vamos na marcha dos dois milhões de inscritos aqui no YouTube. E se você tá com a gente desde o início do YouTube, vem pro Spotify, porque é?
Na rua, hoje, a galera me para pra... Pô, vou pro trabalho ouvindo vocês no Spotify. Eu vou pra malhação, vou pra academia, tô sempre com vocês aqui. Então, ó, galera, chega junto. Nas duas plataformas. Charludo, que é Charludo de verdade, compra o Charla em todas as plataformas. Arroba Charla Podcast em todas as redes sociais, Instagram, TikTok.
Twitter e Kawai. Sobre a live, é sempre maneiro falar o seguinte. Cara, manda pergunta. Isso que é legal. Maneiro mandar comentário. Muito maneiro. Mas pergunta que é maneiro também. Aproveita o convidado e tira suas dúvidas. Convidado que você admira, você vai lá e manda uma pergunta. Eu leio aqui no ar agora, beleza? Super chat é prioridade. Mas pode mandar pergunta aí no chat normal, que eu também leio. Beleza? Se quiser, me segue aí nas redes sociais. Eu sou Bruno Cantarelli, arroba Cantarelli Bruno.
Me segue também, hein? Arroba obetojr.com.br Chega que tem resenha, hein? Dá essa moral. Cara, seguinte. Hoje, Betão, eu tenho a sorte, né? De fazer parte do programa que eu assistia. Sim. Eu sempre conversava com meu irmão, meu pai em casa, assim. Pô, a melhor mesa é Tim Vickery e Professor Simas. Isso aí.
também sempre curti é, sensacional, cara porque você tem ali uma profundidade do futebol diferente debate sobre outras coisas, né e o Tim é o cara que eu vejo que mais entende de futebol sul-americano então eu tava perguntando isso pra ele aqui o latino-americano desde que ele chegou aqui no Brasil, que já tem um tempinho ele é um observador do futebol sul-americano Brasil virado pro mar parece que só
Tem campeonato brasileiro. Você vai descobrir outro time na Libertadores. É. É o olhar de um europeu, de um britânico, que leva pra lá o futebol sul-americano, que eu acho que a gente apresenta pra ele aqui durante o programa, mas que gera um encantamento. Claro. No europeu, né? A habilidade, acho que a qualidade do sul-americano. Com a gente, o inglês carioca Tim Vickery no Charla Podcast. Vamos pra ele.
E assim, uma das pessoas mais bem vestidas que pisou aqui junto com o Doutor Marcos Mota, né? Tem que fazer um top ali. O Doutor Marcos Mota, o Marcos Braz mandou um blazerzão também aqui. O Marcos Braz não... Não, é no Orna. O Tim, o Doutor Marcos Mota... Então olha ali, exatamente. Tim, seja bem-vindo ao Charla. Primeiro, muito obrigado pela forma que você me recebeu no Redação. Muito legal fazer o programa contigo. E seja bem-vindo ao nosso programa agora também. Tamo junto.
Estou honrado com o convite. Parabéns pelo sucesso. Te saludo, Don Corleone. Se a gente vai falar sobre a roupa, você já iniciou. Leonidas, o grande Leonidas, quando o futebol ainda era amador. Ele mudou de clube, mas que ele foi para bom sucesso. Aí, sabe o que ele exigiu? Para ir para bom sucesso? Dois ternos.
Um branco de linho, outro azul de lã, um conjunto de um casaco calça, dois sapatos.
Como o Brasil era diferente. Eu senti isso. Isso que o Tim está falando, eu senti isso vendo o filme do Heleno de Freitas. Ah, sei, sei. O Rodrigo Santoro interpreta o Heleno. E o glamour ali era futebol dos anos 40, né? E aí, assim, saía do jogo, ia pra uma festa, Copacabana Palace. Sim. E a sociedade da época, tudo bem vestido.
Olha como... Tem um site no Instagram, fotos do Rio Antigo. Estou fissurado nos fotos, tipo década 30, 40. Todo mundo... Ainda sobrevive na velha guarda de samba. Olha a velha guarda de samba. É impecável. Impecável. Então, eu pergunto pra Simas, como mudou isso aí? Como vocês andando que...
chinelo, camisa de gata e Simos falou pra mim aquela onde de pagode na década de 80 que mudou totalmente a estética da coisa eu achei fascinante pode ser isso porque se você vai ver de fato tem até uma época
Era até um pouco preconceituoso Porque tinha um dress code pra você andar na Rio Branco Mas isso lá atrás Tem uma página do Instagram Eu não vou lembrar o nome Que é maravilhoso O dono da página sempre se remete Ao passado E vai mostrando certamente O Rio dos anos 20, anos 30, anos 40 E é isso Parece um boulevard francês Mas como somos um podcast carioca Você vive no Rio há quanto tempo?
Cheguei logo depois da Copa de 94.
Então, é, não, ele foi muito tempo. Alguns dias ele foi, mas basicamente, desde que cheguei com 29 anos, logo depois da Copa. E assim, o que que, além da questão, a gente tava discutindo a questão do dress code carioca aí, mas pela parte que você gosta, o que que você gosta no Rio que você não tinha na sua vida em onda? Bem, eu cheguei, eu não conheci ninguém, não tinha emprego, nada.
Eu cheguei. Então, por que você vem pra cá? A gente já veio como em mandado já, enviado. Nada, nada, nada. Eu tava com 29.
eu pensei, se eu não moro afora do meu país agora, não vai acontecer. Com 29, você tem a maturidade suficiente para lidar com a situação, mas também você é jovem o suficiente que dá para voltar e iniciar uma coisa nova. Eu trabalhava, a vida te leva para várias, totalmente por acaso. Eu trabalhava num teatro no centro de Londres. Eu não sou nada de teatro, eu adoro cinema, teatro muito menos.
Eu acabei lá. Eu estava fazendo uma revista, a revista faliu, eu acabei nesse teatro. E o bar no teatro, ele cheio de brasileiro.
Aí eu fiquei curioso. Fiquei, caraca, isso é interessante. Porque naquela época a gente não sabia nada. Não sabia nada. Então, o Brasil ganhou o Copa de 94. Naquela época o campeão já era classificado para a próxima. Então, o Brasil está garantido na próxima Copa. Então, vou lá, vou ver o que acontece.
O que eu não estava esperando, eu cheguei... Eu passei três semanas aqui de pesquisa, em 93. E tinha uma coisa que era muito ruim para vocês, mas muito bom para mim. Chamada hiperinflação. Eu era mais rico todos os dias. Então, eu pensei, ah, eu vou morar lá? Eu vou viver que nem um rei.
Eu cheguei três semanas depois do plano real. O real estava valendo mais do que o dólar. Então, isso foi um choque muito grande. Muito, muito grande. Eu passei muito perrengue. Foi só ignorância. Porque eu não quis voltar sem nada.
no inverno da Inglaterra. Não, não posso. Então, eu vou ficar aqui. Eu vou achar um jeito de fazer as coisas que funcionaram. Eu acho que o que me salvou, na verdade, foi a Nike. Eu explico por quê. Antes da Copa de 98, todas as Copas, inclusive 94, o torcedor da Inglaterra não conheceu ninguém da seleção brasileira.
antes da Copa. A graça da Copa era que você conheceu os caras durante a Copa. 98 já era diferente, porque o Nike... Primeiro o Nike tentou com outro esporte americano, eu acho que se chama basquete. Aí descobriram que o futebol tem muito mais público mundial. Então, vamos entrar no mundo de futebol.
Aí FIFA ajuda, porque vem o calendário internacional, onde tem data FIFA, onde os clubes estão obrigados a assaltar os jogadores. Começa para a Copa de 98. Isso, isso. Sem isso não tem Nike, porque não tem o Nike amistoso.
Com força máxima. Que o Nike botou no contrato e deu aquele polêmico na Copa de 98. Então, Nike estava produzindo... Todo mundo lá lembra a propaganda de salão de aeroporto. Todo mundo. Isso, foi mais que nada. Então, 98...
Já o público inglês conheceu a seleção brasileira. E tinha um fome para conhecer mais. Principalmente na figura do Ronaldo, né? Ronaldo, sim. Isso é uma época onde... Isso é antes da internet, explosão de internet. Então a mídia tradicional está expandindo.
Aí eu ganhei espaço. Você estava aqui. Exatamente. Isso foi a grande abertura. Você acabou de falar da gente, a gente estava trocando ideia em uma fé que você falou, ah, se fizeram antes, você também. Você veio para o Brasil. Você está aqui nesse momento que a Nike fez com que lá na Inglaterra procurassem... A seleção brasileira. Era o melhor time do mundo e a Nike investiu como investiu no basquete antes no Jordan.
Traz o Ronaldo, acho que é isso. Então, todo mundo aqui aprendeu um pouco com Romário. Lugar certo, momento certo. E aí a BBC já vem você de cara? Parece trabalho pensando na Copa de 98. Já fazem um trabalho pra mídia lá da Inglaterra? Eu nunca... Eu nunca tenho um plano. Nunca. Deixa a vida me levar. É, não...
Tema do Penta. Me levou pra lugares bem interessantes. Cara, que legal isso. Mas deixa eu voltar um pouquinho mais. Então você com 29 anos vem e se torna... Daqui a pouco a gente vai falar dos perrengues que você passou aqui no Brasil, que devem ter sido alguns, né? Passei fome. Passei fome. Sim, sim. Por exemplo, quando você veio em 94, você tava morando aonde?
No hotel, que nem existe mais, na Glória, eu lembro que estava pagando 10 por noite, 10 reais por noite. 10 reais? Eu não estava conseguindo. Aí eu troquei para um 100 banheiro ali dentro, que foi 8 reais por noite. Era o comunitário. Sim, sim. É que louco. Realmente, foi muito difícil. Eu lembro claramente, eu lembro o dia que o ônibus aumentou.
Eu não sabia, ninguém me contou. Então, entrei no ônibus, 35 centavos. Então, dei 35 para o trocador, que é um velho careca no destino. Ele batendo, batendo. Falando, madé. Eu, que diabos é madé? Madé.
Que ele tá... Ah, mais 10. É, mais 10. O ônibus já aumentou pra 45. 45. Que tava doendo, tava doendo 45. Mas até o Brasil entrar em evidência pra 98, o que você fazia aqui, assim?
Ah, sim, sim. Isso é grande vantagem de ser inglês. Você pode ganhar a vida dando aula de inglês. Então, tem que ter alguém que vai falar inglês. Mas o que? Curso, assim? Aula particular? Um pouco curso, um pouco particular. Eu acabei fazendo muito no centro da cidade. Especialmente, eu fiz muito na CVM.
Então, eu estava dando aulas para caras muito esclarecidas, de grande nível. Eu aprendi muito mais do que eles, porque os caras me contaram sobre o país, sobre... CVM era fascinante também, porque todos os níveis sociais no mesmo prédio... Não, era fascinante, era fascinante. É uma grande aprendizagem, até conheci minha mulher lá. Aí você conhece sua esposa lá.
A gente está juntos 30 anos. Cara, que coisa legal. Deixa eu voltar um pouquinho. Você já me contou em off. Você não é um cara da elite inglesa. Não, não. Você é de Londres. Arradores de Londres. Você falou que Irajá é de Londres. Sim, sim. Eu sou um garoto de conjunto habitacional. Eu lembro a vida...
Sem televisão, sem geladeira, carro nunca, telefone nunca. Então, a gente não era pobre. Os meus pais que eram pobres. Embora eu conto coisas até para a minha família aqui no Brasil, que é da Baixada.
que eu acho inacreditável a condição, porque não tinha chuveiros nas casas inglesas naquela época, só tinha banheiro. A gente tomava banho duas vezes por semana, na mesma água.
Então, meu pai tomava banho primeiro, né? Então, você vai depois, tu pode tirar um pouco de água, um pouco mais de água quente. Então, eu vivia coberto de lama. Então, não é aquela visão que as pessoas têm de um livro de um Lorde inglês. Mas, foi um grande momento para...
para chegar no mundo, eu nasci em 1965, porque era auge da época de inclusão social. Então, a gente teve moradia do Estado, que era barato. Saúde de graça, educação de graça. Eu fiz, foi a primeira da minha família de fazer faculdade. Não era de graça, o governo me pagava.
Nada disso existe hoje em dia. Isso foi. Isso foi. Era saúde? Não, saúde ainda tem. Ainda tem, embora não funcione. Ainda funciona. A minha mãe estava precisando agora. Ela ficou um mês internada, 89 anos. Ela está bem, graças a Deus, mas tudo de graça. Então, ainda funcionou.
também nos Estados Unidos. Sim, sim. Então, muitas vezes eu me sinto aqui como um tipo de um embaixador de um país que não existe mais. Porque essas coisas já... Sul Inglaterra. Isso, é.
Dei muita sorte. Porque a minha vida é muito, muito diferente da vida dos meus pais. O meu pai, ele foi com 84 anos. Ele nunca viajou na vida dele. O mais longe que ele viajou foi um fim de semana na Irlanda. Que é um voo de tipo meia hora. É. É. É.
Igual com a minha mãe, depois que ele foi, ela me visitou aqui e tal, viajou um pouco mais. A gente não tem essa visão aqui no Brasil. O europeu é rico. Isso, isso. Só que a Inglaterra, eu gosto de explicar a história assim, a Inglaterra passa por várias fases, né? Desde a questão da Revolução, lá atrás.
Revolução Industrial, as pessoas eram muito pobres, né? Sim, sim. Os operários e tal. E aí depois, por mais que o Império Inglês tenha se expandido pelo mundo, né? O maior império do mundo em termos das grandes navegações não é o português, é o inglês, né, em algum momento ali.
Só que a vida na Inglaterra, para o inglês, ela não... A auge do império. Não há auge do império. A vida de um operário normal. Tinha pesquisas científicas para falar sobre isso. Operário normal, com família tamanho normal. E, necessariamente, passar por anos de malnutrição. Na auge do império inglês.
Tem dinheiro concentrado na na idocracia, na coroa. Porque o aspecto de classe social é sempre mais importante do que o aspecto de nacionalidade. Sempre. Tem que lembrar que o Império Inglês, o país não era democracia na época. A gente não votava por isso aí.
Família real, isso é boa. E essa impressão que a gente tem aqui no Brasil, que sempre passaram pra gente que o inglês ele é apaixonado, enlouquecido pelaquela estrutura estabelecida. É isso? The crown. Vem lembrar a gente que se fosse votar um plebiscito o povo votaria pra continuar sempre. Rainha. Hoje em dia eu acho que tem pouca chance. Hoje em dia. Isso sempre teve...
Contra a cultura. Sempre teve pessoas contra também. Sempre tem... Eu diria sexo. Isso. Eu não cantaria aí no nacional. Se eu estou jogando para a seleção inglesa, eu não vou cantar aí no nacional. É mesmo? Não me representa. Não fala nada sobre mim.
Que Deus salve a rainha, né? Sim. Mas o olhar do povo inglês pra coroa é um olhar assim, cara, vocês... Sugam nossos impostos. Ou é um olhar, pô, vocês são bons pra nós, assim.
Eu acho que tem um pouco de dois. Tem o inglês conservador que gosta. Sim, a minha mãe, por exemplo, ela é contra. 89 anos, rebeldinha. Eu ia falar que os jovens seriam e os mais velhos não.
Eu gosto de música. Você acompanhou a ascensão do punk inglês? Foi muito importante pra mim. Muito, muito importante. Sério? É porque... É, pô. Anarquia. Não é da ordem de socracia. A ideia de anarquia. O mais importante de punk foi a filosofia que você pode fazer.
isso vocês fazendo os podcasts isso é coisa meio punk a gente não tem estrutura que as grandes mídias tem isso, a gente está sendo subaproveitado, então a gente vai criar nossa própria estrutura, isso é muito, muito punk, então isso teve um influência que eu queria representar
Tudo que eu fiz na vida Tá com... Tudo, tudo Indo pra Brasil Porque Se você era...
era velho, é fora da cultura. Se você não entendia, como da maneira que eu não entendo as músicas de hoje em dia. Eu não faço parte da garotada. Se você era fora, parecia uma coisa muito destrutiva. Mas se você era dentro, a mensagem era...
muda as suas circunstâncias. Você não tem futuro, a não ser que você crie o seu próprio futuro. Então, para mim, era uma coisa muito positiva. Porque é o duo, faça você mesmo. Porque, assim, as bandas antigamente, para você ter uma banda, você tinha que ser um músico...
estudado, ter direito de ensino musical mesmo, tudo mais, ter virtuosidade e tal. O punk surge com três acordes, ou seja, o grande símbolo do punk inglês que é o Sid Vichos, o baixista do Sex Pistols, ele é um dos piores baixistas da história do rock, em termos técnicos.
Só que ele é a figura do punk, o cara, o cabelo, o visual. E ele tava ali, assim. A música tava acontecendo, a mensagem é passada, que era uma mensagem contra a cultura e tudo mais, dominante. E não precisava tocar bem pra caceta. O cara mandava mensagem ali, porque senão você não ia mandar mensagem. É. Entendeu? Eu fumo em minha própria banda com 13 anos. Aí. 13 anos. A gente não sabia tocar.
A gente não teve instrumentos, né? A gente ganhava um pouco de dinheiro. Isso era comum, classe operária e o inglês. Antes da escola, você vai distribuindo os jornais, né? Então, ganhava um pouco de dinheiro assim. Aí a gente pegava instrumento, a gente aprendeu um pouco. Mandava mensagem. Você tinha o cabelo punk, assim.
Nem tanto. Nem tanto. Até porque a influência dos Beatles era tão grande. Era muito forte. Então, o estilo de corte de cabelo era um pouco Beatles. Beatles, né? Porque você é de 65, né? É. Então você já trabalha 70 e alguma coisa.
Mas é porque a Inglaterra é muito berço do rock pra todos os estilos do rock. O metal inglês é muito forte, o Iron Maiden. Fora, tipo... Quando eu era criança... Quando eu era criança... Saba. A gente nunca ouvia Led Zeppelin. Nunca. Não? Não, porque naquela época, os bandos como Led Zeppelin não lançavam compactos. Você não tem dinheiro pra comprar um LP. Não. Tudo era compacto.
Tipo, bandas como o Led Zeppelin É muito de rock Rock progressivo Não lançavam compactos Por quê? Eles não estavam querendo vender pra nós A juventude Estavam querendo uma audiência mais sofisticada Experimentar
universitários, coisas assim então eu nunca ouvi, eu só quando eu fui pra faculdade, ah é, isso aí Led Zeppelin, a gente ouviu muito reggae muito sol, muito reggae é reggae também reggae por causa, é, você tá com camisa de Bob, Bob por causa da comunidade jamaica
o reggae era muito importante Londres, tinha uma época onde Londres era aquele reggae aquele contrapaz é o cheiro de maconha em todo tem um tipo de aliança sempre teve, desde o início entre punk
É reggae. É. Surgiu o ska. Isso. Isso. Exatamente. É muito bom. Ele fecha. Exatamente. Exatamente. Foi sensacional, pô. Sensacional, cara. A minha cultura musical é essa aí também. Sim. Porque o reggae, ele nasce na Jamaica, mas assim, o mundo começa a prestar atenção a partir da invasão do reggae na Inglaterra. Isso, isso. O próprio Led Zeppelin lança algumas músicas com influência. Ó, ó, ó, ó, ó.
ele vira ele vai morar no Jamaica ele fica obcecado tem uma banda recente que faz um cover do Led Zeppelin que manda um um Pink Floyd que manda um
Em vez de ser o Dark Side of the Moon, ele manda um Dub Side. E aí é tudo com dubzão. Eu já fui num show no Circo Voador, cara. Foi um showzaço. Foi sensacional, cara. É a minha cultura musical. Essa aí depois surge o Skar, que é uma mistura de punk com reggae. É muito bom. Como isso... Chegou aqui.
Mas eu já sou do... Eu pego ali os anos 90, né? Os anos 90 é uma época do rock no Brasil de muita mistura. Sim, sim. Então as bandas são Planet Ramp, Raimundo. Raimundo é com base no Ramones. Ramones. Americano, punk americano. Mas assim, traz muita coisa ali já. Do punk, o Planet Ramp já tem muita influência de reggae, o rapa, né? É, essa coisa do pó. E aí é uma coisa, na minha geração ainda, diferentemente da geração de hoje, a gente vai pesquisar, pô, da onde vem isso, né?
Você vai pra bandas que essas bandas se inspiraram. É a banda que... E aí você vai. O Bob Marley é muito forte no Brasil. Não é tanto da nossa geração, mas lá atrás, por exemplo, Gilberto Gil, já... Com o próprio Bob em vida. O Marley veio ao Brasil. Veio ao Brasil e gravou versões. Então a gente já cresce com o Bob Marley muito firme.
A gente tinha essa questão de pesquisa, eu sempre tive muito assim, da onde esse som, que a música é isso, né, você pega uma origem e ela vem evoluindo, o cara pega alguma coisa daqui, mistura com outra, aí você vai criar uma forma de estilo. O Planet tem muito de punk do The 2 também, né, que eu gostava também. Muito de punk e muito de reggae também. E hip hop, né, do Belegão.
sensacional isso aí, cultura da música e aí eu pergunto pro Tim porque me fascinava, a gente em off no redação, perguntei pra ele, cara na Inglaterra eu nunca vi uma seleção inglesa de vôlei
A gente não joga. Não tem. Basquete. Basquete. Eu acho que tem um pouco mais. Eu conheci, isso é 40 anos atrás, eu conheci um cara que jogava pela seleção da inglesa de basquete. Mas ele era um qualquer um. Só que ele era muito alto. Não era um grande astro. E quando joga a Olimpíada, você vai jogar pela bandeira da Grã-Bretanha. Aí junta ali algumas noções. Isso é bom explicar a diferença. Grã-Bretanha.
Me correio se eu estiver errado. Não sei como, mas vai lá. Estou muito ligado nesse. Reino Unido. Tem Reino Unido, tem Grã-Bretanha. Inglaterra eu entendo. Inglaterra. Tem um que é Inglaterra junto com Escócia e Paz de Gales. Que é a Grã-Bretanha. E tem outro que é Inglaterra junto com Escócia e Paz de Gales e Irlanda de Noite. Acho que é o Reino Unido. Parabéns.
passou de ano na Olimpíada a Irlanda verde a Irlanda não faz parte de nada disso porque a Grã-Bretanha é a ilha a Irlanda do Norte já fica na outra ilha aí ela se junta e forma o Reino Unido
É isso. E na Olimpíada a gente joga a Grã-Bretanha. E aí tem time de vôlei. Sim, mas só pra... Eles fizeram isso em 2012 porque era a sede da Olimpíada e o time já estava classificado.
Mas normalmente nunca está lá, porque não vai classificar, porque ninguém joga. Quais são os esportes na Inglaterra, além do futebol? Futebol 0-1, assim. É, sim. Eu cresci. Futebol gaélico. O meu pai era obcecado com isso. Ele era um jogador de quase, nos dois esportes principais. Que era futebol no inverno e criclete no verão. Então.
também boxe, boxe é forte lá boxe é muito forte lá atletismo nos últimos anos mudou bastante a cultura esportiva o cricket perdeu tem rugby também, embora rugby é mais o elite
ou áreas rurais. E tem outro rugby, que é muito da noite, classe operária, que é outro tipo de rugby. Tem dois códigos de rugby. Nos últimos anos, cricket perdeu espaço.
Tem uma entrada de esportes americanos, tanto que eu, a minha geração, a gente não sabe quem é Michael Jordan, juro, mas as pessoas mais novas conhecem. E tem tipo ciclismo. Virou uma força muito grande de ciclismo. Na minha época, quando eu morava lá, ninguém ligava por isso aí. Mas virou grande por causa das Olimpíadas e porque pessoas entenderam que há.
podemos tratar de este Itália, deste Itália, deste Itália, e ganhar o ciclismo. Então, uma cultura de conquistas acabou espalhando o ciclismo. E eu aprendi isso, que eu não sabia o Barreto que falou assim.
Vôlei e basquete são esportes criados por encomenda nos Estados Unidos. Sim. Então, vôlei e basquete, até o futebol americano, são esportes criados pelos americanos. E por isso não tem essa entrada na Inglaterra? Sim. Da mesma forma que o futebol, historicamente, sempre teve uma rejeição nos investimentos. São nos últimos anos que...
É, se você olha, isso é fascinante. O inglês fala o Yankees. A gente estava falando do Império Britânico. Os países, tipo, brancos do Império Britânico rejeitaram o futebol. Estados Unidos, Canadá, Austrália. Eles pegaram um tipo de futebol só pra eles. Os partes menos formais... Você acha que é algo de...
Levavam como uma cultura dos ingleses, eu não quero isso. Isso. A gente, na Austrália, Canadá, Estados Unidos, a gente veio de ingleses, mas a gente vai ter uma separação. Nossa identidade, né? Isso. Embora a América do Sul, especialmente com o Sul, é informalmente uma parte do Império Britânico. O elite da Inglaterra aprendeu. Se não precisa conquistar um lugar militarmente.
para dominar. Não precisa. É só controlar o dinheiro. Aí eles fizeram isso na América do Sul. Aí o futebol chegou a... Com as ferrovias. Isso. Ferrovias, marinheiros, administradores, algumas fábricas, como o Bangu, por exemplo. Carlos Miller, inglês. Os lugares desse Império Britânico informal Obrigado.
adotar um futebol com uma febre. Se você volta para 1870, e tu fala que daqui a 50, 60, 80 anos, o futebol vai ser febre no América do Sul. Ninguém ia prever isso aí. Aconteceu com uma velocidade extraordinária. Tanto que, em 1921,
Graciliano Ramos, um dos seus grandes escritores, falou, esse futebol nunca vai pegar aqui. Nunca. Ele escreve, esse futebol vai ser um febre de talvez um mês. Mas a gente não precisa meter o bedelho em coisas estrangeiras. Mas porque ele errou. Porque ele estava escrevendo no Cidade Pequena, no Odeste. Enquanto isso...
Rio, São Paulo, também Buenos Aires e Montevideo, Portos. Você tem muita gente chegando. Imagina o seu povo, Bruno. Chegando nessa época. Você tem pessoas chegando. Cantarelli. Isso, o Cantarelli. O meu neto.
Ele é Mateu. Porque eu acho que o navio que trouxe a família dele estava chamado Mateu. Então, você tem pessoas novas chegando, aberto é uma coisa nova. Então, futebol vira um febre. É futebol pelas próprias características?
Você não precisa de dinheiro para jogar futebol. A gente jogava com bola de tênis, muitas vezes, na minha infância. Aqui se popularizou bola de meia. Bola de meia. Vai juntando. Isso. Isso. E também, o futebol é fantástico, em grande contraste com os esportes americanos.
pro baixinho, com centro de gravidade baixa. Olha Maradona. Maradona é a máquina perfeita pra isso aí. Porque futebol se joga perto do chão. Então, aquele cara com a capacidade de mudar de direção... Maradona, mestre, Romário... Isso, isso aí. Esporte americano são mais para gigantes. A gente deve entrar nesse mérito daqui a pouco, mais pra frente, mas que a gente tá matando. O Brasil tá matando esse tipo de jogador. O que a gente ainda não faz.
A gente ainda continua produzindo. Aqui nas escolas a gente recebe aqui jogador, treinador que fala, cara.
O cara já olha o baixinho ou...
Tem que ser forte. O moleque tem 12 anos. Se o moleque tem tamanho de 20, esse moleque é bom. É grande. Enquanto o baixo é habilidoso, o cara quer doutrinar. Solta a bola, solta a bola. E aí a gente perdeu. Quais são os baixinhos no Brasil? Os gringos. Hoje sim, o tio Acosta, por exemplo. Agora, Tim, você viralizou muito com... Pra gente pegar ainda essa época e depois...
E mais pras atualidades. Você viralizou muito com uma frase sua sobre a Margaret Thatcher, né? Porque aqui no Brasil a gente ouve assim.
Ah, não, é sobre a tragédia de Hillsborough, que mudou o futebol inglês. O futebol entrou no meio. É, a gente sofre muito com as violências. E a Dama de Ferro foi a responsável disso. Por organizar. Não só sobre esse fato, explica pra gente a Margaret Thatcher do jeito que você... Sim, sim. Eu lembro daquele dia, porque noite anterior, quando ela morreu,
eu saí com um casal de amigos que moram em Londres ela é brasileira ele é irlandês comissários de bordo e eu contei olha sabe quem morreu hoje eu contei o irlandês
tu vai beber comigo hoje tu vai beber eu não sei eu não sou de bebê de beber a gente vai comemorar isso aí né eu tava eu tava aquele dia de programa dia seguinte na com um ressaca de caralho muito eu lembro tipo final da noite bebendo com isso maluco e landês eu tava tentando se me livrar do bebida
Eu não estava aguentando mais. Então, alguém teve que pagar o preço. Ele perguntou se eu estava... Ele sabia o meu pensamento sobre. Então, ele botou a bola no marco de penalty para mim. A gente não tinha combinado nada. Só arrematou. Sei. Eu estava de luto. Eu falei, eu estou de luto para o dia que ela nasceu.
Todas as semanas as pessoas me param na rua. Eu gostaria de ser lembrado por coisas mais positivas. Mas, então... Mas eu acho que é o desafio fundamental para um cara que veio da classe operária e que se sentiu na pele a pressão. O legado dela é muito, muito, muito negativo. Até, eu estava vendo isso ano passado, um dos grandes colegas dela, o gênio de marketing por trás dela, que foram?
Um cara chamado Morissacchi. Ele escreveu um artigo sobre a última moça com ela. Falando que ele estava conversando, concordando, sabe? A gente fez uma bosta.
mas obviamente faltou a coragem nela para espalhar isso no mundo. Então, a ideia dela, coisa de privatizar, ideia era, é muito ingênuo isso aí, eles estavam imaginando o mundo em concorrência leal entre 2 mil empresas pequenas, e quem vai beneficiar disso aí é o cliente que vai ganhar. Em vez disso, o mundo que eles criaram,
É um mundo porque a tendência de capitalismo, de concentrar, é um mundo de poucos, grandes, grandes empresas. Eu posso te dar um exemplo dessa semana. Dessa semana. Eu fui para, segunda-feira, fui para o meu banco para sacar dinheiro. A gente fechou. Fechou a agência. Fechou a agência. Sem aviso, sem nada, fechou a agência.
Cada vez que eu ia para aquela agência, tem uma fila enorme de velhinhos que estão precisando de ajuda. Porque é difícil, né? Eu não sei. A mudança teve, né? Aplicativo. Mas o banco não está nem aí. Não está com o seu dinheiro lá. É, porque o banco... Se for mais econômico para ele. Isso. Isso que o cara Maurício Satti estava falando. Que essas empresas são tão grandes...
que o cliente é um irrelevante para eles. Nossa ideia é que essa concorrência ia dar mais atenção ao cliente. Em vez disso, a gente acabou com o mundo de poucas empresas, os executivos se pagando uma fortuna para prestar um serviço cada vez pior, porque o cliente individual é uma inconveniência.
Exatamente o contrário. A ideia. Então, tem sido um desastre. Até porque a lema de Thatcher não tem sociedade. Não existe sociedade. Só existem indivíduos e suas famílias. Mas o ser humano é um bicho na sua própria natureza social.
Olha pra gente A gente não é muito rápido Compara a humanidade com o mundo dos bichos Não somos Fortes, rápidos A única maneira que a gente sobrevive É colaborando Desde o início Quando a gente vai juntos Pra caçar
Aqueles bichos, eles não querem morrer. Eles são mais rápidos, mais fortes do que... Como a gente consegue caçar... Em comunidade. Isso, isso. Então, hoje em dia, até o lado direito, estão abandonando essa coisa de não existe sociedade. Por isso, isso é um dos motivos para o fascismo. Porque o fascismo é uma tentativa de criar uma comunidade. É a questão. Olha os Estados Unidos, né?
A questão é quem deveria fazer parte da comunidade. O imigrante não. Mas tem uma comunidade. Mas tem uma comunidade. Então, o extrema-direito está tentando virar as costas para as ideias individualistas, mas só criando um inimigo para disfarçar o fato que a renda fica concentrando, concentrando, concentrando. Em termos de futebol,
É uma coisa que Fátia não teve entendimento do fenômeno social de futebol, porque não teve entendimento de fenômeno social nenhum. Não tem sociedade. O sonho dela era futebol sem público. Porque a gente não pode só mostrar na televisão.
Aí, obviamente, isso. Então, a ideia inicial era um sistema de cartão de identidade para cada torcedor. Naquela época, não existia tecnologia para fazer isso. Não existia. E as mudanças que aconteceram iam acontecer de qualquer maneira. Já estava...
Evoluindo. Evoluindo. Aqueles anos de huliganismo, que era bem forte, mas acabaram colocando torcida numa jaula, que é muito, muito perigoso. Muito perigoso. A coisa que é tão fácil esquecer com torcida de futebol, que é só colocando tanta gente num espaço reduzido, já em si.
é perigoso já é uma animosidade já é uma ameaça a saúde daquelas pessoas de tanto tantas pessoas juntos eu futebol inglês por causa de dessa política de tratar as pessoas que nem nem nem animais e também décadas e décadas e décadas de não investimento criou estádios que era que tinha um incêndio alguns anos antes de hillsborough incêndio no Bradford
que era basicamente alguém com cigarro. Caralho, pegou fogo. Sim, pegou fogo. Tinha um grande incêndio no... Incêndio de madeira. É, sim. Grande incêndio no metrô de Londres. Falta de investimento.
Por isso que tem imposto, vai te pegar no final. Então, ver ela com a salvadora, eu acho que muito errado, até porque várias coisas mudaram, estádios mudaram, mas a coisa principal, ninguém fala sobre isso, mas deveria falar mais, foi mudança de atitude da própria torcida.
Porque durante anos Era muito na moda Ser o hooligan Era muito, muito na moda E o torcedor comum Muitas vezes incentivava os hooligans Do próprio clube dele O Hillsborough Foi um momento Quando a gente...
A gente não pode continuar assim. Não dá. Foi superlotação ali? Superlotação. Foi a culpa da polícia. Foi totalmente a culpa da polícia. Porque o cara que estava dirigindo o jogo, foi a primeira vez na vida dele que ele dirigiu o jogo. Eles colocaram a torcida de Liverpool, que era mais numeroso.
no lado de estádio com menos catratas. Então, você já tem um problema processando todas aquelas pessoas. Então, a coisa mais fácil, vamos iniciar esse jogo 15, 20 minutos, meia hora mais tarde, para dar tempo. Porque a galera estava se aglomerando ali para entrar. O que ele fez, o chefe da polícia? Não, vamos abrir a porta. Vamos abrir. E o cara lá...
trabalha no estádio, falou, se você faz isso, pessoas vão morrer. Por quê? Porque aí eles vão entrar num corredor que leva todo mundo para o mesmo lugar. Eles não vão ter a possibilidade de ir para os lados. Então, era tudo... O que aconteceu foi que a entrada das pessoas aí esmagou as pessoas.
Na frente. Então, as pessoas morrendo por falta de espaço, o lado de um campo verde lindo, as imagens são muito impactantes. Aí, a chefe da polícia mentiu.
Falou, a torcida forçou a abertura da porta. Foi o cara que mandou abrir. É, ele mesmo tinha... Como esse cara consegue dormir? Como ele consegue dormir? E, obviamente, o Tati deu cobertura para a polícia. Para a polícia. E começaram com histórias de... Ah, a torcida estava tudo bêbida.
Tu pode perder um pouco antes do jogo? Qual é o problema com isso aí? Empurrar um torcedor. Como se fosse uma irresponsabilidade de dois torcedores mamados. Então, isso gera uma revolta entre torcedores. Teve um movimento um pouco parecido com o punk.
de estudantes de internet, de revistas publicadas pela própria torcida. Todos os clubes, até os clubes menores, teve pelo menos uma revista que os torcidos juntos iam escrever coisas sobre o time, mas também protestando contra o tratamento. E, de repente, brigar no futebol ficou fora de moda. E tem um componente que é um pouco polêmico.
drogas. A grande... O verão de 88 tinha uma onda de ecstasy muito grande. Muito grande. Então, de repente, o cara que, dois anos atrás, estava brigando nas arquipancadas, agora, ele está num campo que as festas muito... No rave, né? Três horas de manhã, eu sou uma laranja, eu sou a laranja, totalmente chapado, querendo abraçar todo mundo. Então,
Porque com o futebol, as mudanças não podem nunca ser somente de cima para baixo. As mudanças no futebol só vão acontecer com a participação da própria torcida. Sem isso não tem mudança. E aí a gente pode chegar nesse ponto depois de anos, né? Em 92 a Premier League foi criada.
Aí hoje é tratado, no Brasil, onde você tá aqui, eu tô visando aqui, né? O brasileiro tem um encantamento pra Premier League, né? E até alguns novos dirigentes, quando chegam no futebol brasileiro, sempre usam a Premier League como exemplo, né? De tudo mais. Bora a criação da Liga. É. Exatamente. Porque se for, vamos fazer isso na aula. Mas até quando quer... Para uma conversa sobre a divisão de... Mas quando se discute a Liga, sempre alguém levanta o braço...
Assim como na Premier League, vamos tentar fazer igual. Enfim, Premier League é aquele espelho, né? E a gente também tem esse movimento de um jeito diferente. A gente também teve o nosso movimento de elitização, de estádio, Copa do Mundo. E tem agora essa, a SAF, né? Já os donos. Você olhando com o teu exemplo, que de uma forma uma grande etátil.
Você olhando pra cá, a gente tá fazendo a cartilha pra daqui a alguns anos chegar no futebol que já tá quase assim, fora totalmente no alcance do povo, totalmente elitizado, uma coisa distante de classes operárias, de classes menores?
Eu acho que, primeiro, nunca você deveria imitar uma coisa. Você sempre quer pegar os melhores e adaptar a tua realidade. Isso, para mim, é fundamental. Isso é um grande problema no Brasil. Sim, sim. Quando você pega essas arenas novas, não tem nada a ver com a nossa cultura de futebol. Sim, sim. Maracanã consegue reunir... Eu amo Maracanã, mas consegue reunir coisas ruins do estádio velho com coisas ruins do estádio novo. Sim, sim.
Esqueça a definição perfeita. Você podia ter mantido coisas espetaculares. Eu sempre falo assim, Maracanã... Não sei se você tinha essa, quando você veio pra cá. Maracanã era o lugar que eu tinha a maior ideia de imensidão. Você entrava... Cara, isso é gigantesco, né? Você olhava assim, tem várias cenas. Até, pô, se eu botar foguense, né? Normalmente a torcida que estava a maior era do Flamengo, né?
você não tem ideia de mencidão no Maracanã hoje, né? é um grande gelazo eu acredito, não me impacta, mas meu Deus o pai da minha mulher construiu o Maracanã, 50 cara, olha só ele era pedreiro tá vivo ainda vai fazer 99 mês que vem vai ser ele trabalhava, construiu Brasília Rio de Janeiro inteiro imigrante de nordeste, de Pernambuco não, não, não, não
Ele gostava de trabalhar no Maracanã. Porque a corrida para fazer pronto para 50 é muita hora extra. Uma grande obra para trabalhar. Sim, então. Tem coisas boas. Coisas que não se adaptam ao Brasil. Isso. E coisas onde o futebol inglês exagerou. Qual é a melhor coisa boa? Melhor e o espectáculo.
Os gramados antes do Premier League eram, durante vários meses de ano, lama pura. Então, você melhora os gramados, você melhora a qualidade do espectáculo. E dá para fazer, né? Dá, dá. Aqui julga, não, sequência de jogos, não tem nada a ver para mim. Então é você contratar empresas competentes para fazer.
Lá é assim, uma empresa só que... Sim, sim, sim. E antigamente não era. O cara que cuidava, às vezes, ele era ex-jogador, ele não sabia nada. Então, não era prioridade. Aí virou prioridade. Isso melhorou muito a qualidade do espetáculo. Então, isso é muito positivo. A questão de quem são os donos de clube, eu acho que é uma coisa muito negativa. Então, é. É, porque...
O exemplo pior é o clube maior, que é Manchester United. O que aconteceu com o Manchester United é um crime. Dá para definir que o Manchester United é o maior clube da Inglaterra? Sim, eu acho que sim. Bem, resumindo, todos os clubes na Inglaterra são mais locais, tradicionalmente. O Manchester United, na década de 50...
O Mindset é uma cidade grisalha industrial. O técnico, mais um escocês, muitos desses técnicos eram scoceses, tinha uma missão, ele é obcecado com, olha, a gente representa um lugar, meu grisalho. A gente vai botar cor e glamour. Isso é a nossa missão. Está cinzento, né? Isso. Criou um time de jovens sensacionais. Então, todo mundo amava esse time.
que morreu num acidente de avião em 58. Sobrevivente era o Bob Schall. Isso, isso. Talvez o melhor jogador inglês de todos os tempos, Duncan Edwards, morreu nesse acidente. Isso gerou uma simpatia que aí United virou um clube nacional. Teve muita gente em Londres. Tragédia aproximada. Isso, muita gente em Londres. Como aconteceu com o Chapecoense, mas com um time que era... Maior. É, muito maior. Então.
O United foi vendido para os americanos. A família Glazer. O United naquela época não tinha dívida. Sem dívida. Os Glazers compraram com dinheiro emprestado. Então, os Glazers estão devendo o dinheiro. Não. O clube está devendo o dinheiro.
Enquanto isso, os Glazers estão tirando, tirando, tirando. Investir no estádio, sem chance, sem chance. Isso é um crime. Isso é até, eu acho que mudaram... Americanos, é. É, sim. Mudaram, é. Tem muitos americanos. Muitos americanos que foram para futebol inglês. O nosso exemplo, o Liverpool, né? É.
Galera do Red Sox, hoje em dia tem Lebron James com a Sonia. Chelsea, acho, agora também. Eu não sei o que o Chelsea está querendo. Não sei. Parece que eles estão tratando o clube como fundo de investimento. Não está tratando o clube como um clube de futebol. Isso está virando cada vez mais comum. Um cara que eu conheço, que é um torcedor importante de Liverpool.
Alguém da Iraquia falou para ele pouco tempo atrás, olha, você tem que deixar de pensar em Liverpool como clube de futebol e começar a pensar em Liverpool como criador de conteúdo para entretenimento global. Eu não quero isso para mim, o clube. Não quero. É um produtor de clube para TikTok. Então, o problema desse modelo de dono é muito difícil se livrar deles.
pelo menos o clube presidente, dois anos, três anos, quatro anos, qual que seja o mandato, você pode se livrar dele. Exato. Com todos os grandes problemas de modelo de clube associativo. Mas o modelo desse... Então, os clubes virando brinquedos de bilionários... Opa!
Quando veio esse movimento pra cá, você... Na Inglaterra a gente já tem esse movimento. Até uma época diziam que... Na Inglaterra bateu com o dinheiro no bolso, entra, é aberto pra quem quer investir. Tem até a história daquele primeiro dono do CIT, né? Que era o primeiro-ministro da Tailândia perdido, né? Você, quando chegou... É pra Movite. É pra Movite, que é o Ligarca Russo. Você, quando olhou o movimento aqui, que foi Cruzeiro com o Ronaldo... Os mundos termam o Ligarca Russo.
Ligarca Russo. Ali é complicado. O Ronaldo, por dizer a parte, que é um ídolo ali, que dá uma jura, mas vem 777, esses fundos internacionais. Porque, assim, o texto chegou sobre uma... Ou a 777 também, as torcidas dos seus clubes, né?
porque eram clubes que estavam com palidos, recebeu como grandes, porra. Isso é problema. Messias chegou pra salvar. E a gente tá vendo esses dois casos do texto que a gente não imaginava pelo sucesso que teve rapidamente. Você já tinha um pé atrás na época? Sim, sim. Muito, muito. Agora isso aí é... Muito, porque eu acho que tem uma pergunta básica que você tem que fazer. De onde vem o retorno? Futebol com negócios é muito ruim.
Para a grande maioria. Sim, mas perda de dinheiro. Se você quer usar futebol para ficar milionário, melhor maneira é iniciar como um bilionário. Sim, vai perder. Isso. Qual é o pátio de futebol que faz lucro? Vender o crack. É. Então. A base, né? É. Então.
Os que realmente estão querendo lucrar, viram empresários e jogador.
Porque colocar um time, um clube, com todos os seus níveis em campo, é muito caro. Então, pega passe de um jogador que vai ser craque, é muito mais barato, é muito mais lucrativo. Então, de onde vem um retorno? Essa é uma pergunta básica. Para fazer sentido, né? Especialmente no futebol brasileiro. Na minharemremia é uma velia. Da minharemremia é uma velia.
porque tem o alcance global, consegue faturar com venda de direitos no mundo todo, é mais compreensível. Futebol brasileiro, para a grande maioria, de onde vem o retorno? Em alguns casos. Vamos ao Cruzeiro, porque tem dois modelos. Ronaldo entrou cedo.
Então, eu imagino que o pensamento de Ronaldo foi o meu retorno não vai ser a operação do clube. O meu retorno vai ser quando eu vendo essa marca. Passar ele para... Isso. Aí eu vou lucrar porque eu estou entrando cedo. Eu lucro. É, sim. O cara que agora, o retorno dele é emocional.
Pedrinho. Isso. Ele é torcedor, ele tem muito dinheiro. Vou botar dinheiro ali porque eu sou cruzeiro. É, ele tem muito isso. Tem caras que compraram um clube de futebol no mundo pra uma salvação emocional. Porque é uma coisa que junta a família e tal. Então, tem isso. Fora disso...
Pode ter um projeto multiclube como o CETC, que parece bem calmo, bem... Mais que ter um capital bilionário aí, é mais trilhardário porque é um...
Uma empresa estatal, né? Isso. É um país, não é um bilionário. É um país. Que o na Inglaterra agora já... Você tem City, Newcastle, né? Tem mais algum? O que é o fundo árabe? O Paris Saint-Germain na França? O Tatar e Emirados. Aí é um outro nível de investimento até, porque aí é... E aí é o chamado...
Watch, né? Porte Watch. Sim, lavagem de dinheiro. É, até de imagem, né? Lavagem de imagem. Saudita, eles estão fazendo copa, querem fazer copa. Mas hoje na Inglaterra, aquilo que a gente soube, por exemplo, o Texo tentou entrar na Inglaterra, mas hoje vocês... Hoje os ingleses têm um...
Porque não tinha esse anteparo antes. Entrava com o Glenn aí. Aquela experiência de United queimou a coisa um pouco. Embora eu acho que aquele trem já saiu de estação. É difícil pegar de volta. Em geral. Você viu esses donos novos com o projeto da Superliga. Você viu... Você viu duas coisas lá.
Primeiro, a ganância deles. Segundo, a estupidez deles. Porque eles já têm uma Superliga. Se chama Premier League. Por que tu tá fazendo isso pra ajudar o Real Madrid? Não faz menor sentido. É que é o projeto do Florentino.
isso, o problema é dele pra ele é interessante criar uma liga com outros gigantes mas pros ingleses? não, burro pra K7 então os italianos se interessariam também, porque o Calcio tá morto isso, isso tem um culto hoje que quem é rico é gênio você tem que desconfiar nessas pessoas as pessoas chegando no futebol brasileiro
de onde vem o retorno? O que você quer? O cara chegando lá no Vasco, falando, a partir de agora, a gente vai poder competir com o Flamengo. Como? Não tinha nem assinado com o Vasco, mas o Vasco falou aquilo. Primeiro eu tenho um desespero. E também você precisa de pessoas com muita experiência e competência para filtrar essas ofertas que de repente tem. Você precisa de um conhecimento.
que é muito especializado para entender esses processos. Se eu for perguntar para você, você observou a atuação do Texan no seu país e aqui, né?
Do Crystal Palace, uma coisa muito se fala do Lyon agora. Ele não conseguiu controlar o Crystal Palace, que foi a frustração dele. 49%. 51% estava contra ele. Então, por isso ele saiu. Ele era um acionista. Ele tentou outros clubes. É, Everton. Não conseguiu. O Watford também, não sei. Mas foi Everton, mas tudo bem.
Mas você observando esse momento agora do Botafogo, vendo o que aconteceu lá, mas lá ele não controlou completamente, o que você falaria do John Texer? Eu não sou especialista nisso aí. É muito difícil. É muito difícil. Até pensar nisso me deixa deprimido. E eu acho que o Botafogo é algo inédito, você concorda? Ou tem outro exemplo desse, por exemplo, na Premier League.
Ou no futebol inglês. Não sei. Imagino que tem em algum lugar. Porque o que tem de caras excêntricos comprando clubes não tá no GB. Então, imagino que tu vai achar. Até por isso... Você deu o exemplo do Manchester United. O Premier League já teve o Tom John. Não, tem um muito legal agora, que é o Rexham. Que é do Ryan Reynolds. Tá sumindo. Mas teve lá, eu acho que o...
É assim que pronuncia, mas era o Dodge Alfaya. Foi o dono do furro, né? Um tempo também. Sogro da Diana. O filho dele, que era o namorado da Diana, que morreu no furro. Cara, olha só. Ele tinha uma... Não era ele que botou uma estátua do Michael Jackson dentro de Craven Cottage, né? Isso aí. Era fã do Michael Jackson. Até hoje?
Eu não sei. Eu vi uma matéria um tempo atrás com essa estátua lá. Ele é o pai do namorado da morte no acidente. Ele é um playboy, não, o namorado da mulher. Vocês são mais fissurados na história de família real do que eu. Porque o brasileiro viu o The Crown. A televisão brasileira é. Se você observar, todo o acontecimento da família real, Globo, todas as emissoras transmitem, fazem cobertura. O brasileiro gosta dessa parada.
Mas assim, é isso, você falou de excêntricos, tem esse que era fã do Michael Jackson, foi lá no Fullham, toma o estado do Michael Jackson. Tem um coreano que tentou mudar a cor do time, um coreano ou asiático. Sim, é Caldeff, que sempre foi azul. É, que ele mudou para vermelho. Ele mudou para vermelho. Mudou para vermelho. É, então, é isso aí. É dono, né, o Senso Rio. Porque era dono. É porque se passa assim, não, pô, a Premier League é uma coisa.
Acho que isso é um grande problema da Premier League. Todos os times têm donos hoje. Não há um clube... Todos têm donos. O modelo associativo não existe lá.
Eles viraram empresas muito cedo. Estão na bolsa, é. É, mas muito cedo. Normalmente, quando os clubes construíram o estádio. Então, a gente está falando agora final do século XIX e início do século XX. Porque construir um estádio é uma coisa cara. Então, como tu vai limitar o risco?
Você transforma uma coisa associativa em uma empresa limitada para te proteger contra os riscos. Então, eles viraram empresas muito cedo, mas, de propósito, o futebol, durante muito, muito tempo, era uma indústria de baixo investimento e baixo lucro. De propósito. Aí... Para comprar mais barato. Isso virou... Isso funcionou.
pra um tempo, mas no final, o final de investimento tava contribuindo pros desastres nos estádios e tal. Aí você abre o capital e dá a possibilidade de lucrar, você acaba atraindo esse capital do mundo todo com as pros e os grandes contras que tem. Cara, é um negócio... Mas a história do Rex é legal, né? É, parece, parece. Tá na Championship? Sim, sim. Pode subir pra primeira vez. É, parece.
que os galas estão comprometidos com aquela comunidade. Isso. Mas o problema... O Black Sea é do país de galas. É, não antes de Paz de Galas. Então usando o brilho deles, o holofote, principalmente do Reynolds.
Criar conteúdo midiático, séries. É uma série. O problema aí é o que acontece no dia que eles ficam cansados disso aí. Você tem uma dependência em cima desse capital, se o capital for embora, o que acontece aí? Então, essa dependência é preocupante também. Deixa algum legado, né?
Ou seja, só uma ideia de fazer uma história de um clube que saiu de uma divisão embaixo e você conseguiu botar na Primeira Liga. Quando acontecer, será que acaba o encanto? Chegamos na Primeira Liga. Pensa em Palmeiras depois do Palmarazzo. Tem problema. O Me despenca, né? Você tem que ter pendentes. O Meleza é o Meleza. O Meleza é o Meleza. O Oxlão e...
Continuei, que eu perdi o fio Era uma coisa a ver com isso Eu queria que você explicasse o que acontece no futebol inglês Porque assim, a gente fala do campeonato mais competitivo Que só um time ganha, né
O Arsenal tem essa vocação de quase... Essa conta do melhor técnico do mundo nos últimos tempos? O Atleta merecia já, um trabalho bacana, mas o Márcio ali... Merece nada. Ele é igual. Ele tá sofrendo. A gente vai cair, a gente vai cair. Cara, o Tottenham vai cair. Vai cair, eu acho que vai cair. Eu não vejo como sair disso, o que é uma grande lição. Porque o clube...
Também foi no final da Champions. Sim, sim, sim. E tem, eu acho que o melhor estádio no mundo. Tem um estádio sensacional. Mas, qual é o problema aí? Que para os donos do clube, o futebol virou uma coisa secundária. O time gasta muito pouco. Muito pouco. Muito pouco. A renda, um pouco mais do que 40%, gasta com salários. A Stranvilla gasta 95%. Tá em quinto, sexto. Não, não, não.
Não contrata jogadores de peso porque paga mal. O futebol profissional é uma caça de dinheiro. O jogador caça de dinheiro. Mas traz grandes estrelas para fazer show, né? Sim. Então, estádio é sensacional para shows, eventos. O clube pensou, o pensamento é...
dá para se safar, gastando pouco, porque sempre vai achar três times piores. Então a gente não... Ah, mas este ano tem sido diferente. Porque os clubes do Premier League, todos têm um poder de contratação expressivo. Todos. Em comparação com o resto da Europa, muito grande. Então, temporada passada.
Um time emblemático, que era Southampton, que subiu tentando ser guardiola. Na segunda onda, sensacional. Na primeira liga, um desastre. Porque os adversários são melhores. Mas este ano, os times que subiram são monstros. Contrataram a Marius.
Ele vai jogar, ele vai jogar. Deixa eu perder aí uns 80 quilos logo. É só um monstro, né, só. Pô, a gente foi ver Flamengo e Chelsea. Como é que é o nome do jogador do Chelsea, cara? Volante. Ah, era o que jogava? Não era o Coturiano? Não, não, o Caicedo não.
Galera, ajuda aí no chat. Pô, o cara era um monstro. A gente olhava pro campo e falei, cara, esse cara é... A gente não tem no Brasil, assim, um cara... Um traureiro. É. Daqui a pouco a galera vai lembrar aí. Mas em relação a isso aí o Tottenham ficou pra trás. Sim. Queria jogar...
Não, subestimou o campeonato. Subestimou. Pensando que a gente vai achar times piores, a gente vai conseguir ficar na meio da tabela, aí a gente não é rebaixado, a gente talvez vai se dar bem numa Copa, todo mundo vai renovar a caneta de temporada, a gente vai ficar lucrando com nossos shows e tal.
Agora... Se você se situa do investimento, você vê que o Tottenham ele também foi descendo esse nível de contratação. Teve um momento que o Tottenham estava pegando players interessantes no mercado. Marius Pochettino no comando. Alguns nomes e outros que ele construiu, que ele formou. Son, Harry Kane. Isso faz tempo, porque... Dez anos atrás, aquele ano que o Leicester ganhou.
Era produção não ganhando. Várias temporadas terminam em segundo lugar. Aí não investiram. Quando chegou o final da Liga de Campeões, em 19, sabe quantos jogadores contratou naquela temporada? Zero. Já estava claro. Ah, já está bom. Porque naquele momento, investindo dá para competir. Mas não quer. Não quer. O modelo tem sido bom. Chegrem logo.
cortar os gastos com futebol, para fazer só o suficiente para atrair o público, vamos fazer lucro. E rola pressão da galera, torcedores, comunidades. Mas é aquilo que a gente fala, depois que tem dono é pressão, o cara é dono. E os donos, até o mês passado, ainda se parabenizando, os executivos se parabenizando.
porque a gente só gasta 40% da nossa renda como jogador tem um executivo ele ia dar uma palestra
para um encontro de negócios. E o título era como a gente conseguiu transformar o Tzot numa marca global. Aí um torcedor vê não, isso não é possível. Não é possível. Teve tanta que a coisa acabou sendo cancelada. Até um mês passado, os caras estavam se auto-parabenizando para o modelo de negócios, que dentro da indústria, muitas vezes, é visto com referência, porque faz lucro.
Mas isso é um pouco capitalismo. Porque se você não investe no longo prazo, se você trata o futebol como uma coisa secundária, tu vai acabar no segundo ano. É bem merecido. Uma liga equilibrada, forte com a primeira liga. Agora eu queria te pedir auxílio como um padrão do futebol pra falar assim...
Como você enxerga esse momento da Itália? Que foi a Premier League, né? A gente tava discutindo. Quando a Itália ficou agora de fora de mais uma vez, a terceira Copa, tava eu e ele. Mas alguém tava conversando. Eu falei, cara, pô, futebol italiano, né? A gente é muito fã da Copa de 94, por exemplo. A Itália ali sempre teve a sua característica, né? Não dá show, não chega a uma favorita, mas sempre tem um time forte e tudo mais.
E a gente fala, cara, a Itália tá fora de três copas, cara. A Itália tá fora do futebol. Aí você vai olhar pro campeonato italiano...
É o campeonato italiano que se esvaziou ao longo do tempo. Aí a gente estava até pesquisando o porquê, né? E a gente já encontrou vários motivos, assim, por exemplo, os escândalos recorrentes, né, de... Tanto com arbitragem, como de aposta e tudo mais. Que pode ter perdido a credibilidade também no futebol, de atrair grandes jogadores. E também a venda dos grandes clubes, que deu muito errado, né? É do Milan, da Inter de Milão. Assim, eu sei de você, o que você enxerga assim... E aí
Tem algum motivo específico? Só pra falar o nome do jogador Rhys James Tinha esquecido do Chelsea Cara, é o armário Eman dele joga pra seleção feminina Que é um sucesso O English time feminino é um sucesso Eu acho que Eu não conheço Itália suficiente Gostaria de conhecer mais
Duas vezes na minha vida eu estava com passagem de ir para a Itália Melua. Eu consegui três anos atrás. Eu vou de novo este ano. Muito bom, eu gosto. Eu acho que tem uma coisa em geral que também se aplica ao futebol brasileiro e imagino que no futuro vai aplicar no Premier League. Que é o amadilho do sucesso. Qual é a amadilho do sucesso? Que você trata sucesso como uma coisa natural. Você para de desenvolver.
o futebol italiano era era o Premier League era mais do que o Premier League era porque o Premier League não consegue atrair os melhores jogadores os melhores prefiram jogar para Rio Madrid e Barcelona normalmente por isso o Estevam ir para Chelsea era tão importante eu acho o futebol italiano atrai Maradona Zico, estava atraindo os melhores então era mais é bem
do que o Premier League hoje em dia. Os holandeses, os alemães, o que eles vão matar os... O modelo de negócio ficou parado em tempo. Eu acho que uma coisa muito parecida aconteceu com o futebol brasileiro depois de México 70. Três copos em quatro.
Se você olha como o Brasil ganhou aquelas copas, estava muito na frente da preparação física. Muito na frente em termos táticos também. Linha de quatro. Eu lembro, eu conversei horas com o Zagallo sobre 70. Ele falando assim, foi um tipo 4-5-1. Foi. Foi porque a ideia-chave era quando a gente perdeu a posse da bola, seu tostão ficava.
Tudo mundo voltava. Então, hoje em dia, seria muito fácil identificar com 4, 2, 3, 1. Ninguém estava fazendo isso na época. Então, o Brasil, tão aberto, tão mentalmente aberto, com o uso, até a tentativa, muito precoce, de um psicólogo em 58. O Brasil tinha a sabedoria, a curiosidade de tentar.
mas também tem a sabedoria de ignorar o que a idiota falava, porque ele era contra a escalação de Pelé e Garrincha. Mas somente o fato de estar aberto a isso aí, eu acho fascinante, fascinante. Eu contei isso para o Zagallo, que a seleção inglesa foi para o Chile em 62 sem um médico. O jogo quase morreu.
Não tem médico. Isso é inacreditável. Porque em 1958, no Brasil, teve tudo. Dentista. Sim, sim. Então o Brasil estava muito na frente nessas coisas. Olha só. Muito na frente. Essa questão da medicina esportiva, isso me impacta. Porque parece que até hoje.
Quando eu machuca na Europa, vem se tratar no Brasil. Sim, sim. Cara, isso é incrível, né? 2002, melhor entrevista que eu fiz na minha carreira foi com... Melhor entrevista? Foi com Paulo Paixão. Logo depois da Copa de 2002. Com o Ronaldo. Ronaldo, Rivaldo e todo mundo. Se você lembra a Copa de 2002, começou muito cedo, final de maio, para fugir da época da chuva na Ásia. Então, começou cedo.
A temporada, a Liga de Campeões, naquela época, teve duas fases de grupo. Não deu certo, acabou voltando atrás. Todo mundo que chegou de futebol europeu estava morto. Estava morto. Com exceção de quem?
Do Brasil. Os mesmos jogadores, o Cafu, Roberto Carlos, o Brasil conseguiu colocar todo mundo em condições. Porque estava há anos na frente da preparação física. O Paulo... Eles não entenderam. Porque poucos dias antes da estreia, quando perdeu para Senegal, França jogou amistoso contra a Coreia do Sul.
de intensidade alta, botando o seu prestígio como campeão mundial na linha. E perder o Zidane naquele jogo. O Brasil estava... A gente jogou contra a Malásia mais do que uma semana antes da nossa estreia e depois a gente fez nada.
o trabalho já foi feito. Então, o nosso trabalho era muito, muito, muito melhor do que o trabalho deles. Fascinante. Isso é... Fascinante. Porque a gente olha os gols, né? Isso. Isso. E olha os craques. E sempre... Olha, 2006 teve mais craques do que 2002. Não aconteceu. Não aconteceu questões de... Eu acho que a formação do time estava...
Mas questão física também Então A armadilha de sucesso
Alguns anos atrás, eu achei alguns exemplares da revista Placar, do início da década de 70. O que aconteceu depois de ir em México me fascina, porque a minha primeira Copa foi 7-4. Eu era jovem demais, cinco anos em México. Eu lembro, o meu primeiro jogo da Copa foi Brasil-Urgoslávia, com meu pai falando, olha, tu tem que ver esse time aí. Foi uma grande decepção. Então, o que aconteceu ali sempre me fascinava.
se lembra em 7-2 foi parte da campanha de avalanche para ser eleito presidente da FIFA ele organizou esse mini copa, torneio de independência então estava convidando todo mundo e a maioria dos países estava rejeitando o convite, e nesse placar tem sobre a Holanda Holanda desistiu cá entre nós não vai fazer o menor falta
1972 72 74 E o que estava acontecendo? Naquela época, 72 Holanda já estava dominando Ligas Campeões A Fionnord ganhou, Ajax estava ganhando O Brasil não assistiu Holanda antes da Copa
o Paulo Amaral foi observar preparador físico foi, então, junto com o Bloquinho desistiu desistiu ele falou, eu não tenho como entender isso aí eles estão fazendo coisas no campo de futebol que eu nunca vi antes então o Brasil não estava preparado perdeu para a Holanda porque três copos em quatro
já tinha uma soubeba. A gente não precisa. A gente só pode perder para nossos meios.
É uma mantida de sucesso. Então, talvez isso aplique à Itália. Futebol italiano, que ficou parado em tempo. Eu acho que aplicou ao Brasil. É no futuro, porque isso acontece com todo o Império. Vai aplicar para a primeira. Você acha que na seleção pode ter tido também um problema da formação com anos e anos ou décadas com muitos estrangeiros no auge do caute? E aí isso pode ter travado o surgimento de...
Já emendo uma pergunta que fizeram aqui. Uma das perguntas aí que é sempre legal. Daqui a pouco eu acho que quem fez. Mas se a Premier League tem alguma estratégia dentro disso que o Betão falou, de limitar estrangeiros.
Não. Mas o futebol inglês está produzindo. Está produzindo de uma forma... Como nunca se produziu antes. Tem tido bons resultados mundiais. Mesmo com os estrangeiros. O time que goleou Fluminense, acho que mais do que metade daquele time era inglês. Está produzindo. Itália. Ainda tinha o Walker, né? Sim, sim. Itália.
Em 2005, eu fui para a Mundial Sub-17, Peru. Aquele que o Brasil pede um final para o México, o time de Marcelo, Renato Augusto e tal. Anderson. Itália estava lá. O time inteiro de Itália era um exército de skinheads. Todo mundo 1,85m.
não jogando bola. Tinha um baixinho habilidoso. Eu lembro um jogo, estava perdendo. Então, o baixinho habilidoso entrou no banco. Resolveu... Não, não. Rosato, coisa assim. Resolveu o jogo. Tiraram ele. E ele foi xingando o técnico de... Sim, sim, tudo isso aí. Eu pensei, caraca, se isso é...
a produção de talentos, isso acontece no futebol brasileiro também. Tem vontade de chorar, às vezes, quando vejo a seleção de base e os zagueiros têm 1,90 e não jogam. Porque no curto prazo, isso te dá resultado.
Ali pra base dá. Sim. Mas no longo prazo... Quando todo mundo chegar em cima, maturidade e demais, o cara não tem bola. Olha os zagueiros... Eu já fiz isso há muito tempo. Agora tá sofrendo com isso. Olha os zagueiros da seleção brasileira. Todos desenvolveram fora. Todos. Marquinhos, que pra mim, Marquinhos é subestimado. Eu acho Marquinhos sensacional. Eu acho uma grande pena que ele joga em Paris. Eu acho que ele deveria jogar... E...
Maquinhos teria dificuldade pra jogar no zagueiro no futebol brasileiro. Claro. Por falta de altura. Embora ele tenha um impulso muito grande. Só lembrar como o Corinthians liberou ali. Assim, tudo bem. Foi vendido, mas não foi vendido por uma fortuna. E foi rápido. Acho que o Tite fala sobre isso. Se o Tite liberou, não sei. Mas foi rápido. Ele surgiu ali. Tem essa história. Vende porque... A gente não sabe se vai dar jogador.
rapidamente ele dominou a Roma, o Barcelona queria ele, um monte de gente queria ele. Eu vejo isso como um problema no futebol brasileiro, porque sempre tem pressão para resultado. Eu acho que base não deveria ter pressão para resultado. Não, é. O resultado é revelar, né? Porque a Itália, só para finalizar, ela acaba sendo campeã com o final de uma geração, né? Sim. Vamos lembrar aqui que talvez seja o Giuseppe Rossi.
Não, é tipo... Andrea Rossato, coisa assim. Não é o Ross. Eu acho que ele joga ainda, mas nunca teve grande... Posso jogar aquele Ross? Não, não. Ah, tá, porque aquele Ross eu não vou levantar, isso é o... Não, o The Ross. É, isso é o The Ross.
Porque a Itália, quando era campeã do mundo em 2006, era campeã quase com aqueles senadores. Gattuso, Tote, Carnaval, o Del Piero, todo mundo meio que... Piro. Aí a geração seguinte é o Charal e Balotelli, que já não atingiram. E agora não tem nenhum. Explica pra galera, porque o Brasil, a gente não tem noção de futebol sul-americano como deveria ter.
Isso é curioso, assim. Não sei se na Inglaterra também a galera acompanha o futebol espanhol. Acompanha espanhol. Acompanha espanhol. Embora a maioria acha que vencer o Premier League é mais importante do que vencer a Liga de Campeões. Mundial não é nem na bola. Não, mundial.
Nem esse agora, o último. Ganhou o Chelsea, mas... Eu conheço, não sei se você conhece, Martinho Fernandes. Sim. Trabalhei agora na FIFA. Ele estava fazendo um relatório. Ele falou que todos os países na Europa acabaram cedendo para o Mundial de Clubs. Com uma exceção. Inglaterra. Não está nem aí. É, né? É, sim. Zero, assim. Muito, muito pouco. Muito pouco. Flamengo e Lívia por lá, que a galera fala... Pô, tal.
Nada. Amistoso. Amistoso. É amistoso. Sim. Eu fiz televisão anos atrás com o Raul. Raul Plasma. Eu falei, tu sabe que era meio... Claro que a gente sabe.
claro, claro eu não estou desmerecendo aquele time de Flamengo eu adoraria ter um máquina de tempo para voltar para ver aquele time de Flamengo adoraria eu acho que aquele time de Flamengo claramente superior àquele time de Liverpool mas o jogo foi meio meu clima de
de amistoso. Os caras estavam meio juliano. Sim. Eles estavam de uma forma que... Eu não sei se o dinheiro...
no Mundial de Clubs, vai acabar mudando a mentalidade. Nesse grande Mundial. 50 milhões de euros. A gente não sabe sobre o futuro desse dinheiro, porque esse dinheiro é tudo Oriente Médio. Fundo saudita. A gente não sabe o que vai acontecer nessa região. Então, isso é uma incidência. O Chelsea campeão do mundo agora. É. Olha, Chelsea foi campeão do mundo em cima de Paris Saint-Germain. Os dois times se enfrentaram agora na Liga de Campeões.
Qual foi o resultado? Passou o carro. É, foi uma goleada. Eu acho que foi 8 a 3. Foi tudo agregado. É. Então, qual é mais importante? O momento das equipes. Aquele momento era o momento de início. Está iniciando. Isso. Isso. O momento que todo mundo prepara é fase decisiva da... É, né? Quando a gente quer aqui, quer dizer que faz aquela coisa de...
Ou não ganhando para isso em Ramon. Isso aí. E o Flamengo é do Chelsea. O nível... Qual o nível que a gente está em relação ao europeu? Eu acho que isso é verdade. A gente já falou sobre isso aqui. Vai comparar com o time europeu da SEMI da Champions League. Aí ele está no... Aí esse confronto a gente vai perdendo. Vai perdendo fácil.
fisicamente, mentalmente tecnicamente a gente viu o Bayern de Munique agora é um negócio impressionante é Borussia Dortmund e Bayern de Munique lá em Dortmund é o jogo da vida do Dortmund o domínio que o Bayern tem no jogo 3x2, o gol do Kimmich no final é sempre o Dortmund correndo atrás você como inglês Harry Kane é fascinante porque eu lembro Harry Kane no Tottenham é
Mas quando iniciou, alguém me falou que o goleiro, quando ele foi promovido, era Gomes, brasileiro, que falou que diabos esse cara está fazendo. Ele é inútil. Mas isso foi uma percepção geral. O Harry Kane, eu lembro ele sendo taxado, ele é centroavante quinta-feira. Isso quer dizer o quê? Liga a Europa que ninguém ligava. Ele joga na quinta-feira.
Mas é impressionante. É incrível. Esse é o trabalho de quinta-feira. Ele ficou com aquela alcunha de fazer arão, de não ganhar, de perfeito. É, mas eu acho que ele virou...
Ele é um nove, ele é um dez também. Ele é sensacional. Mas quando ele iniciava, se eu me perguntava que ele vai ser ele, sem a menor possibilidade. Sem a menor possibilidade. Ser uma estrela, ser um... Mas ele é tão inteligente. Bate na bola de uma forma. Eu lembro a última vez que eu estava no estádio de Tottenham, ele estava jogando ainda.
Quando você está dentro do estádio, você tem outra visão. E ele está ligado no jogo o tempo inteiro. Então, o posicionamento e tal. Não tem fírola ali. Chuta para o gol. Sem chuta para o gol.
Não, sem... Ele deu um míssel dele guiado. É, não vai pra fora o chute. Sim, sim. Contra o Flamengo eu fiquei de cara, que aí foi um jogo, assim, jogando contra o meu time, né? Errou o gol. É, uma falha na meia lua, bum, gol. Tem que mudar a bola pra fora, vou chutar três pra fazer o gol nunca. Não, e nesse jogo lá também foi impressionante ele jogar. Também? Achamos que ele teve e guardou.
Cara, sensacional. Agora, vamos trazer pra América do Sul, então, que eu tava perguntando o futebol sul-americano. Outro dia, por exemplo, tava tentando entender o campeonato argentino, que pra gente já é uma coisa difícil. Mas também porque agora o presidente lá, o Tiquitaba, também ele abusou, porque não era assim, era mais normal. Tem um problema aqui que é um pouco parecido com o futebol brasileiro.
que é o tamanho do país. Porque a Argentina é grande. Historicamente, o futebol na Argentina é Buenos Aires. É Buenos Aires. Final do décimo de 60, eles deixaram Rosario entrar um pouco, mas basicamente Buenos Aires. Então, qual é o desafio agora? Não é fácil. Não é fácil. Igual não é fácil organizar um calendário no futebol brasileiro. Às vezes, no passado, eu mesmo critiquei muito o calendário.
sem levar em consideração as dificuldades geográficas. As dificuldades geográficas são enormes. E a Argentina tem, nos últimos anos, um desejo real que vem funcionando para nacionalizar.
Olha, eu estava lá semana passada. Independiente em Rivadavia. Ano passado, Central Corva. Nas duas vezes, eu cheguei no estádio, olhando a torcida deles. Coitado, você viajou a distância toda para apanhar.
E as duas vezes eles voltaram com a vitória. O Porto ganhou do Flamengo. E o Rivadávia do Fluminense. Primeiro jogo internacional do Rivadávia. Quando venceu o Fluminense do Maracanã. Isso é uma política do Campeonato Argentino de distribuição de vagas para Libertadores. É diferente. Então, está tentando ajudar essas forças Tucumã nos últimos anos, que é do Noach.
Então, é uma descentralização do futebol argentino, o que é interessante. Mas qual é o problema? Que a história de futebol na Argentina, Buenos Aires, é de bairro. É bem inglaterno. Sim, imagina se Bangu.
fosse Argentina, Banco seria independente. Seria enorme. E cada bairro... Eu fascino por isso aqui no Rio. Madureira seria pelo menos o Lanús ali. Sim, sim, sim. Seria meu sonho. Então, na Argentina, esses clubes que são, eles são vivos. Então, a questão que administradores têm que pensar é como a gente pode nacionalizar que é uma dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona dona
Abrindo mais espaço e oportunidade para as forças regionais, sem perder o clube do bairro. E a conclusão é 30 clubes. No Brasil a gente perdeu. Isso. Quando nacionaliza, o clube do bairro, opa. Isso. Então, a conclusão tem sido 30 clubes na primeira divisão. 30 clubes. Então, 30 clubes. Não vou criticar o Tique, não.
Não, pode ter muita coisa lá pra criticar. Ele tem uma coisa de controvérsia. Mas isso aí é nem interessante. Esse dilema, como você ter espaço pra todo mundo, como você ter isso sem abrir mão disso, isso é um dilema real. Eu não sei, na mesma situação...
Como eu ir lidar com esse problema? Não sei. Então são 30 clubes na primeira divisão. Ele tem Copa da Argentina. Sim. Apertura e clausura. E tem a Copa da Argentina, que dá vaga direta. É verdade que eles mudaram também uma situação de...
vaga pra Sul-Americana direto e vaga pra pré-libertadores mais valorizada a vaga pra Sul-Americana? Eles vão mudar isso porque nos últimos anos, os clubes deles ficam eliminados na pré-libertadores. Então, caraca, a gente tem que pensar isso, né? Este ano foi a Argentina Júnior, este ano passado foi Boca, ano anterior, então... Porque a Sul-Americana esse ano tem boa...
Boca, River, Racing, acho que tem São Lourenço, São Lourenço, vai jogar contra Santos, vai ser interessante, vai ser muito interessante, São Lourenço, agora, essa questão do salto para voltar e brigar pela Libertadores, é muito distante, muito difícil, muito difícil, porque é, é, você gasta de salário, é, é, o Brasil agora, é?
Descobriu o América do Sul para contratar. E o número de jovens estrangeiros para nove. E cada contratação enfraquece. O maior exemplo para mim disso aí é Colômbia. Colômbia, ano passado, terceiro lugar no Mundial Sub-20.
já vendeu todo mundo né Vila Real tá no Cruzeiro Bareira tá no Vasco tá no Botafogo o goleiro né é o goleiro que é muito bom foi foi para o México já já vendeu semana passada campeão sul-americano sul-17 venceu o Brasil no semifinal 3 a 0 venceu a Argentina no final 4 a 0 isso é isso é expressivo Olha para os clubes
Colômbia tem quatro clubes em Libertadores este ano. Primeira semana, todo mundo empatou em casa. Segunda semana, todo mundo foi goleado fora. Ou perdeu fora, pelo menos. Medellín contra Flamengo. Mas foi patético. E Júnior de Barranquilla e Palmeiras. E fiz o Medellín e o Flamengo também. O Júnior é um time de veterano, né? É o Gutierrez, cara. Santa Fé, né? Que jogou contra Corinthians.
Hugo Roraega, centroavante. 40 anos. E se você olha para o... Eu acho que Santa Fé é mais velho do que o Júnior. Todo mundo 30 possíveis. É que o Júnior tem o Baca, tem o Thelgo Thiers e tem o Tchara, né? Sim. Eles estão jogando aí há uma década. Não, eu estava fazendo o jogo, isso foi curioso demais, eu estava fazendo o jogo com o Fernando Praes.
Aí o Palmeiras só tinha tomado um gol do Júnior Barranquilla na história. O gol tinha sido do Théo Gutierrez. Sim.
Aí pênaltis pro Júnior Barranquilla, quem bate? Telgo Tchernes, fez dois gols no Palmeiras. Mas fez no Praz, tava cantando, e agora fez no Carlos Miguel. Assim, separação de... E os novatos da Colômbia estão pelo mundo, no Brasil bastante também. Agora que o Brasil descobriu também, é mais um lugar pra vender. Quantos jogadores do Campeonato Colombiano está na seleção? Um.
Ospina o goleiro com quase 40 anos que eu tenho que é terceiro goleiro né então o futebol colombiano Colômbia tem o final joga onde hoje a Nacional até que o Nacional a Colômbia tem fora do Brasil maior população na América do Sul população de Colômbia maior do que do que a Argentina Colômbia eu passei caro pússimo ama futebol ou de África presente então tem sim
muito forte isso do futebol. Também, Colômbia, diferente de muitos países da América do Sul, não é centralizada em uma cidade só. Você tem Bogotá, você tem Cali, tem Medellín, tem Paranquia. O futebol é o jogo da cidade. Isso é bom, isso quer dizer que Colômbia tem sete grandes clubes. Mais Tolima, oito grandes clubes. O futebol colombiano do México deveria ser muito bom. Deveria, mas os clubes são negócios.
A única coisa que eles queiram fazer é vender jogador. Única. Sempre venderam para México e para Argentina, às vezes para a Europa também. E agora, o Brasil descobriu, está vendendo para o Brasil. Baixo em quatro. Isso. Então, em cada venda, se fortalece o futebol brasileiro, deveria. Mas enfraquece o futebol colombiano. Então, não tem como competir. Não tem. Não tem. Por isso...
Eu vejo isso com uma mistura de entusiasmo e preocupação. Eu acho que a solução vai ser uma coisa pan-americana, envolvendo os times dos Estados Unidos e México também. Dez anos atrás... O problema é geografia também. Os problemas são enormes. O primeiro problema é distância. Tem problemas políticos. Mas... E que os americanos só aceitariam entrar se eles...
Ah, sim, né? Tirem essa mão da Comebol. É, problema político aí. Dez anos atrás, houve uma tentativa séria de botar isso em prática. Um bilionário italiano que estava por trás disso aí. Negociações foi alto nível. Comebol foi aberto a isso aí. Não rolou, talvez foi cedo demais. Porque dez anos atrás, se você lembra, final da Libertadores dez anos atrás, era a Atleta Nacional de Colômbia independente do Vale de Equador. Agora...
Os últimos sete libertadores foram vencidos por brasileiros. Algumas com finais brasileiras. Isso. E quando eu falo que isso é um problema, o pessoal sempre responde a mesma coisa. Ah, ninguém falou que era um problema quando foi argentino ganhando todo ano. Quando foi a última vez que a Argentina ganhou quatro vezes consecutivos?
Dependente, talvez. Em 7 e 5. Então, a Argentina não ganhou quatro vezes consecutivas em mais que 50 anos. E aí, foram quatro vitórias consecutivas de independente quando a Libertadores foi na inbox. Se você ganhou...
você já tava no semifinal no ano seguinte você já já tá lá né então é o problema do domínio de um país não tem precedente isso é a primeira vez que ele era isso que está acontecendo na Libertadores e eu vejo como é não eu não vejo com esse continente tem condições de competir não vejo ele é você for citou a Colômbia
fez um raio-x bacana da Colômbia. Aí já não é a pergunta do Canta, que é como encarar os brasileiros. É a sua visão, aí que ele tem de ser uma... O teu olhar, para você explicar um pouco para a sua audiência, o trabalho que é feito na base do Equador.
Eu não sei se é a base do Equador, se é a base do Del Valle, né? Porque o Equador, ele... É o Del Valle, né? É, aí tem que se explicar se é só o Del Valle ou se tem uma coisa espalhada. Porque o Equador vai disputar a Copa, revelar jogadores, a Europa tá cheia de jogadores equatorianos, né? Sabe que a minha estreia na BBC foi em 97. Eu fiz uma matéria no rádio falando que, bem...
Equador, eu acho que não vai classificar para a Copa da França, mas no longo prazo, cuidado para o Equador. Se todas as minhas previsões seriam assim, eu seria o dono do meu próprio ilha no Caribe.
Ele é victory. Mas não ficou mais fora de cota. Perdeu alguns. Vai para 2002. Perdeu 10. 10 não foi. E perdeu 18. Mas foi para todos os outros. Ele entrou no mapa. Uma coisa puxa a outra. Porque quando esses investidores tomaram conta de Independiente Del Valle, foi em 2007, se não me engano, foram em 2011.
eles fizeram já enxergando o potencial de futebol ecuadoriano. Então, o que mudou... Velozes, fortes, né? É, isso. Então, o que mudou no Equador? Primeiro, tem que citar a mudança exatamente 30 anos atrás. Da forma maratona das eliminatórias de América do Sul. É uma revolução. É uma revolução. Ninguém aqui no Brasil presta atenção nisso aí. Porque é fácil para o Brasil.
organizar amistosos e tal. Equador, antes de classificar para a Copa de 2002, nunca tinha jogado na Europa. Equador, quem é Equador? A partir de 1996, as seleções menores de América do Sul têm um calendário que é considerado normal para uma seleção europeia.
Jogos regulares, renda garantida, possibilidade de contratar bons técnicos, investir na base e tal. Desde então, Ecuador naquele momento, 96, nunca tinha classificado para a Copa. Nunca tinha ido. Não, agora foi para muitos. Desde 96, melhor Copa na história de Paraguai, melhor Copa na história de Colômbia, melhor Copa na história do Chile, com exceção de 62, que sediou.
Uruguai voltando Semifinal Que ninguém achava possível alguns anos atrás É Venezuela hoje Buscando uma copa Então oportunidade É sempre crucial Quem mais mudou Futebol de Equador
Olha para os jogadores. A população negra, afrodescendente de Ecuador, é pequena. Eu acho que menos do que 5% da população. É? É. Porque a gente vê pelo futebol, não tem essa questão. Isso. Então, se você olha a seleção de Ecuador, 40, 50 anos atrás, você não vê de negros. Jogue magra só. Isso. Era tipo latinos baixinhos. Baixinhos. Então.
abre mais oportunidade para o negro, isso tem prós e contras. Porque a contra é olhando para a comunidade inteira, pensando nas comunidades sociais para produzir jogadores de futebol. Como fala Aranha. A coisa mais sensata sobre o debate sobre racismo no Brasil. Ele fala...
A partir do momento que o jovem negro só se acha futuro em futebol ou música, o racismo já está... Já está... Está limitando ele a duas funções. Isso, isso. Fora das coisas da elite que precisa educação. Eu sempre penso... É não do educação, mas tem que o futebol e a música. Ele pode desvazer na vida por esse caminho. Pelo talento. O número para mim mais impactante sobre o Pelé é 52.
que nasce 52 anos depois de fim de escravidão no Brasil. 52 anos só. Eu tenho idade suficiente para saber que 52 anos não é nada. Então, você pensa em quantos pelês o Brasil poderia ter em outras atividades?
se tivesse oportunidades. A educação fecha. Então... É impactante isso. Então, Equador, utilizando o recurso humano que tem dos afrodescendentes, mudou porque Equador agora, jogar contra eles é muito difícil. Eles são muito fortes fisicamente e bem treinados.
Ecodou não leva gol. É impressionante. O problema é que a Ecodou é produzindo atacantes, por enquanto. Ainda tem independência em cima de Ana Valencia. Ecodou agora, nesse momento, 17 jogos invictos. 17 jogos invictos. Quantos vitórios? 6. Quase todos 0-0. Porque ninguém faz gol.
Cara, são zagueiros volantes, né? Sim. Tem exemplo do Caiceiro, jogador de meio campo. Pacho, Rincapier, esse cara outro doméstico. Rincapier, que é jogador do Liverpool. Esse menino que o Chelsea também pegou é de frente, que o Abolêneo levou pra zona. Ah, Paes. Desastre. Ele tá no River Plate agora.
Ah, de fenômeno ele desceu É, sei Eu vi ontem um filme de Michael Jackson É muito bom Obviamente você tem uma preocupação sobre ele Enquanto eu estava assistindo Eu estava pensando Eu acho que o mundo do futebol vai produzir cada vez mais Michael Jackson
Porque os caras que não têm infância, porque eles são estrelas a partir de, tipo, oito anos, que nem ele. Quando antigamente... Você vira estrela, no máximo, com 14. E antes disso, você é um criança normal. Hoje em dia, isso não... O Ronaldo virou com 17. Sim, sim, sim. Então, até lá... Ele veio até aqui e falou, pô, eu pulava o trem ali, até 17 anos. Então, ele é um garoto normal. Normal. Até lá. Isso quase não rola mais, né? Eles são... É...
Você tira experiências de vida, de amadurecimento muito cedo. Isso. E você não precisa mais fazer nada. Isso. Não dá um jeito e nada. Obviamente vai ter muita gente que não consegue dar sequência na carreira de futebol. Tem muita gente, até bem-sucedida no futebol, que vai ter problemas mentais depois. O Aydan.
A mulher dele faz parte da família de Paulinho. Sim, Flávia. Então, a Ayderman, ele fez uma pesquisa sobre essa geração. É a conclusão que ele chegou que eles são soldados indo para uma missão. Eu acho muito deprimente isso aí. Porque eles não podem, no inglês a gente tem a mesma palavra para jogar e brincar.
eles não podem mais brincar futebol de tipo oito anos em diante eu acho isso preocupante existe uma crítica no meio da formação de que os meninos, como você falou sub-10, oito anos não estão
que todo mundo no meio da bola diz, né? O certo é que nessa idade, o futebol seja apresentado pra essas crianças de forma lúdica, né? Não é gol, é drible, é brincar. E não tá acontecendo. Cada vez mais o moleque tem oito anos enquadrado numa tática. Você tem que jogar pela direita, você tem que pisar no lateral e tudo mais. Isso mata, com certeza. Ele tá carregando os esperanços econômicos da família inteira. Isso é... Agora, por exemplo, Paulo Bebeto, mano, o coador foi melhor. Paulo Bebeto. Da academia? Não.
Equador foi a melhor defesa das eliminatórias. Ele foi só 5 gols em 18 jogos, né? O José Guedes. Isso aí eu acredito.
Eu conto a vocês aí. Gonzalo Palata vai impactar o mundo, Tim. Ah? Só esperar a corte. Impactou a noitada do Índia. Vai assombrar. Já tem assombrado as boates cariocas. Eu acho um baita jogador, velho. Os equatorianos também são, tipo os brasileiros, né? Vai pra noitada. Aí os brasileiros se dividem naqueles que...
Mesmo fazendo isso, entram em campo e resolvem, esse fica uma história. E os que se perdem, é aqueles que no campo não resolvem. Eu lembro quando... Eles fazem os dois. Ficam pra história em campo e extra-campo. Quando teve aquela polêmica sobre o Kendrick Pies, nos Estados Unidos, é quando eu tava jogando nos Estados Unidos. Com a boleta. Aí ele foi pra um boate de... Com 17. Ele foi levado por dois jogadores. Eu acho que eu sei quem.
Tá bom, na hora que falaram Dois jogadores Um eu sei que era Os dois O Arboleda tinha Porque primeiro como zagueira Outro dia eu fui ver o Arboleda O Arboleda estava no São Paulo O Stavos O Stavos O Stavos O Stavos O Stavos O Stavos O Stavos O Stavos O Stavos O Stavos O Stavos O Stavos O Stavos O Stavos É É É raríssimo Jogadores no Brasil Ficar Sim, sim E grande parte de lá Mas fazendo Mesmo fazendo cagada Porque ele ia de férias Vixar a camisa do Palmeiras Ele voltava Pedia desculpa Ele
E você pode falar assim, você lê os jornais equatorianos e tal, a gente não acompanha. O que é uma boleda lá? Ele tá fora da seleção agora por esse episódio. Ele tá fora por causa desse episódio, mas ele não jogava.
Eu não jogava, porque eles têm tantos. Eles têm tantos zagueiros. É impressionante. A produção de zagueiros realmente é impressionante. Oito anos é muito tempo. É muito tempo. Às vezes eu penso, eu imagino eu naquela situação. Será que eu teria disciplina para andar na linha oito anos?
A gente cobra jogadores, às vezes, para coisas que a gente não seria capaz de fazer. Sim, com certeza. Agora, falando de outro país especificamente, que chegou num auge, porque foi campeão
Copa América, nunca tinha sido campeão uma geração espetacular e parece que a refém da geração espetacular é o Chile, né cara? Sim, sim O que aconteceu com o futebol do Chile? Se você olha pra história de normalmente dos menos tradicionais de América do Sul uma geração despenta isso aconteceu com quase todo mundo Peru, aquela geração de décadas de 70 e depois é que... é que...
somente uma copa né pareceu guerreiro aquele cara ali o afan colômbia depois da geração de valdarama levou tempo né perdeu várias copas antes de voltar no Brasil 14 então Chile faz parte disso aí com agravante 20 anos atrás era muito comum ler aqui agora se ele vai
porque os clubes estavam sendo transformados em negócios. A gente volta para as coisas de negócios. Agora vai, bem organizado, bem estruturado. Teve um técnico aqui que falou que a Universidade da Chile, por exemplo, promove... Barroca. Foi barroca. Promove... Sabatina, entrevista. É um processo seletivo.
Isso no Brasil é impossível. No... O vereador Del Valle, né? O Renato Paiva. O Renato Paiva treinou. Então, eles transformaram em negócios. Eles cotaram o quê? Dinheiro da base. Na base. Que é... Jogador chileno...
saindo do Chile, ele não vai pra muito dinheiro. Se ele vem pra Brasil e depois vai pra Europa, saindo do Chile, ele não ganha. Tu não vai faturar muito com o jogador chileno saindo do Chile. Então eles cotaram a base. Eles não produziram ninguém. Eu não sei se agora... O último lugar das eliminatórias? Sim, sim. Eu não sei se agora finalmente tem sinal, porque o campeão da Libertadores do 20...
um mês atrás, foi Santiago Wanderers, do Chile. Então, eu acho que eles vão jogar contra o Rio Madrid no Mundial. Eu não vi os times chilenos ainda na Libertadores. Coquimbo é Católica. Católica ganhou fora contra Cruzeiro. Coquimbo ganhou fora, não lembro onde.
Então, pode ser... Pode ser. Se você olha para os últimos anos, os clubes chilenos fizeram nada, nada na Libertadores. Teve um ano que um time de Colo-Colo, acho que 18, que chegou longe, acho que jogou contra a Palmeiras, se não me engano. Todo mundo 30 anos em cima. Então, parou de produzir. Pode ser que agora a gente vai ter mudanças, mas...
Cediou a Mundial Sub-20 ano passado, ganhou um jogo em quatro e ganhou virando no último minuto.
Então, acho que não está produzindo. Tem uma curiosidade assim, que ele... Se ele tivesse casado a geração que revelou Salas e Zamorano com a geração que teve já mais... Que tinha um time, mas não tinha uma dupla dessa, pô, poderia ter chegado a 100 mil de cama do mundo. O Sampaoli teve um time, mas não tinham dois caras como esse. E o Salas e o Zamorano não tinham um time, né?
Mas imagina aquele time com o Figueiro, porque estava faltando um zagueiro com estatura. Agora, perguntando para você sobre as suas expectativas para as seleções sul-americanas na Copa. Temos a campeã do mundo na América do Sul, que é a Argentina. O Brasil com a Antielote. Dá um panorama geral para a gente. O que a Argentina está tentando fazer nunca foi feito na história.
Ninguém nunca ganhou duas Copas consecutivas, sendo a segunda Copa fora do seu continente. Itália ganhou em 38, em França. O Brasil ganhou em 62, em Chile.
Então, o time sul-americano tentando ganhar segundo em América do Norte, isso nunca aconteceu. Nunca aconteceu. Nunca aconteceu. É a mesma unidade defensiva da última Copa. Se você lembra da última Copa, aquela defesa argentina despencou contra a Austrália, despencou contra a Holanda, despencou contra a França. E um jogo isso vai...
até quando o Arábia especialmente com mais uma rodada mata-mata em algum momento a casa vai cair que é no miúlo Otamendi quem jogou Otamendi por dentro? Romero Otamendi e nas laterais Molina e Taliafico
É, tem muito tempo. E o Di Martini. É a mesma coisa. O Otamendi está suspenso no primeiro jogo. Pode ser Sensini, pode ser Alessandro Martínez. O Otamendi jogou aqui no caso, né? Quando Jesus voltou, depois de saída do Flamengo em 20, voltou para o Benfica.
pediu um investimento notamente que estava encostado na City ou no Bayern. Pagou 15 milhões notamente, já meio que preciso de um veterano pra me dar umas... Ele tá campeão do mundo em 22. Em 26 ele tá jogando. Ele é um grande sujeito, obviamente. De grupo ele é. Ele é bom, de grupo ele é. Mais uma Copa.
Eu adoro assistir futebol bem jogado de Argentina. O meio campo. O meio campo encanta. Álvares é o meio campista atacante, mas Álvares é tudo. Mas ele tem um problema. Liga de Campeões. Ele vai chegar desgastado. Isso vai ser um problema em geral, eu acho, para a Copa. Eu acho que não vai ser nem perto da última Copa, meia temporada europeia. Messi. Ainda a gente não sabe se ele vai jogar.
É impressionante. Ele não declarou isso. É, né? O último jogo de Argentina, em casa contra o Jame. Foi despedido. Ele foi embora, quietinho, sem fazer a declaração. Imagino que ele vai jogar. É Almada, né? Pérez. É um time muito atraente. Muito atraente.
Eu acho que em algum momento a defesa vai ceder. Ecuador pode dar trabalho, especialmente isso é uma Copa, onde você pode ganhar a Copa sem fazer gol.
É, porque você pode passar em terceiro. 0-0, 0-0, 0-0. Aí tu vai pra mata-mata. 0-0 pênalti, 0-0 pênalti, 0-0 pênalti. Paraguai chegou a Copa de 2011. Copa América, 2011. Você ganhou o jogo. Chegou no final. Assim. Então, é possível. A defesa de Ecuador é sensacional. Realmente é muito, muito bom. O problema é os gols.
Ecuador é capaz de fazer coisa. Adoraria ver uma coisa de Paraguai. Adoraria. E também vai por aí, né? Sim. Ferrolho, Paraguai não tá de volta. Paraguai tem o Gustavo Gomes. Não sei, mas na frente é o... Inciso. Inciso é a qualidade. Inciso é o destaque, né? Inciso é o... O centroavante parece que é Sanabria. Sim. Que eu acho que ele não fez gol este ano.
Aquele que saiu do Newcastle Almirão, voltou para os Estados Unidos Então ele tem velocidade nas pontas Inciso é a qualidade Temos Isidro Pita
Ele tá na briga. O técnico do Paraguai é Alfaro. Alfaro é sensacional. Sensacional. Levou um pouco pra final contra o Fluminense? Os coletivos dele são as coisas mais... Porque ele fala de alto nível sobre o jogo, mas também, eu lembro um que ele falou ano passado, ele falou, olha, eu tava falando pros jogadores, eu quero que vocês lembrem quando você tava dormindo cinco pra uma cama.
final do mês, a família não teve dinheiro, mas sacrificou para comprar chuteiro para você. Ou para comprar um bicicleta para você chegar nos treinos. Você era aquele garoto com sonho de virar jogador profissional, joga para a seleção e no máximo, joga na Copa. Eu quero que você entre em contato com aquela criança que você foi.
É maravilhoso. A gente traz tudo, né? É maravilhoso. Sim, sim. Então, adoro... Ele vai ser essa... É o ferrolho e com a alma. Sim, sim. É isso. Sim. Pekassess no Equador, né? O Pekassess? Pekassess, sim. Sim, sim. Que sempre lembra de linguiça, de Scooby-Doo. Ele sempre tem... Como é que é? Linguiça. Não lembra linguiça de Scooby-Doo. Salsicha. Salsicha, salsicha. Eu, Scooby-Doo, que é você. Sempre me lembro de salsicha.
Uruguai. Uruguai é uma bagunça total. Uma bagunça total. Porque o que Bielsa quer fazer é jogar no campo de adversário.
O time dele não está conseguindo fazer. O time dele não está conseguindo sair. Não está criando nada. Não está criando nada. O futebol do time dele é... Eu não sei se dá para jogar as duas juntas. Porque se joga a Rasca, Valverde tem que se limitar muito. Porque ele só tem três no meu campo. Ele joga com dois pontos.
centroavante, o centroavante ele não sabe o que, ele perdeu fé em Darwin Nunes quando Darwin Nunes foi para a Arábia Saudita ele não gostou disso ele briga para jogar, sabe quando ele brigou com Canóbio? ele brigou com Canóbio, ele culpou Canóbio para um gol que eles levaram ele brigou com Canóbio porque ele não gostava da maneira que Canóbio estava sentado
Aí ele pedoou o Canobi, Canobi voltou agora. Qual maneira que estava sentado? Estava largado? Eu acho que sim. Estava assim. O Bielsa não me inventava. Inacreditável. Com o Bielsa, eu não sei se a maneira de ser dele funciona ainda com o jogador de hoje em dia. É. Eu lembro a primeira vez que eu vi ele.
foi um coletivo Copa América 99 em Paraguai o time dele perdeu 3 a 0 para Colômbia foi o dia que Martin Palermo perdeu três pênaltis e própria Bielsa foi expulso
Então, coletivo. E ele olhando para ninguém, né? Só olhando para um lugar fixo, um espaço. Ele não olha para as pessoas. Ele não olha para as pessoas. A pergunta, Marcelo, o que você achou da arbitragem? Ele falou naquele espanhol muito... Ele falou, o no no hay la práctica de hacer comentarios en cima del trabajo oficiales del arbitragem, pero...
vou falar que, no caso da minha expulsão, o juiz estava totalmente aceitado porque eu protestei de uma mala forma. Eu pensei, caraca, esse cara é diferente. Caraca! O cara é muito, muito diferente. Mas aquela frieza... Nunca se vai ver o Abel Ferreira assim. Não, não, não.
quando Soares pulou fora de seleção embora Soares duas semanas atrás falou que tá... Soares tava falando ele não fala com a gente, se você cruza com ele num corredor, ele não fala
Eu não sei se hoje em dia, se o jogador de hoje em dia é... é diferente. A Copa América passada, os jogadores voltaram, por exemplo, falando que ele moeu os caras assim. Acho que ele mesmo reconheceu depois falando. Della Cruz chegou aqui arrebentado. Vinha. Ele quer essa marcação. História. Tudo deu errado naquela Copa América.
Antes disso... Trimitaram o Brasil, né? Sim, mas antes disso, o time dele estava fazendo muito bem, marcaram muitos gols. Sim. Durante a Copa América...
Melou, melou totalmente. Desde então, o time simplesmente não cria. Então, uma esperança... Tomou quatro dos Estados Unidos? Um cinco. Cinco a um. A galera pega, pô, a Racha fez um golaço de bicicleta. Qual golaço? Um contra cinco a um. Os Estados Unidos eram muito desfalcados. É impressionante. Ele chamou uma coletiva da conferência da imprensa depois. Imagina o Brasil tomando cinco a um dos Estados Unidos. Ele passou duas horas.
falando mal de si mesmo. Ele falou, eu sou insuportável. Se a gente sai para jantar, eu vou levar um jornal para não ter que falar com vocês. Eu sou insuportável, eu sou tóxico, eu transformo todo mundo em um rador de uma pessoa pior, porque eu sou muito tóxico, mas não vou me demitir, não.
Eu vou acreditar em mim. Eu vou acreditar em mim sendo horrível. Então, a esperança no Uruguai é que... Saiu de Oscar Tavares pro Bias. Isso. Professor. Isso. E durante a Copa, o time vai se achar de novo. Colômbia. Colômbia tomou um bike muito grande agora. Porque Colômbia tava ganhando, perdendo.
Todas derrotas por um gol. Aí perdeu para a Croácia, tudo bem.
Foi demolido para a França B. Não sei se você viu o jogo. O jogo eu não vi, mas... Foi um massacre. Foi 3x1, mas foi 3x0. Poderia ter... Isso foi a mesma França... Assustado. É, assustado. Que jogo contra o Brasil. Mas as reservas. Quase ninguém joga os dois jogos. As reservas. O problema que a Colômbia tem é um pouco parecido com o Corinthians nos últimos tempos.
Dois atacantes e um 10. É difícil equilibrar isso hoje em dia. Muito difícil. O 10 é Rames, que nem está jogando ali no Minnesota.
Não joga no Minnesota. Ele jogou numa jogo de Copa. Não jogou no São Paulo, não jogou no Raio Valecano, não joga no Minnesota. Joga na Copa América. Só joga, mas o cara ficaria... Joga na Seleção. Ele fez um jogo da Copa, de uma Copa, na Liga, na MLS. O último jogo, ele entrou.
Minuto 90. Então ele não está jogando. Faltando menos que dois meses. Então, para esse sistema funciona. Foi jogar contra a França.
Ele passou mal Ele foi hospitalizado Hospitalizado De desideração Então, pra jogar nessa forma O time é baseado na ligação entre ele e Luiz Dias Quando funciona, ainda funciona bem Mas pra fazer isso funcionar Você veja a grandeza De um jogador como o Arias Porque ele tem que jogar de uma forma Tão disciplinada Como três no meio campo Pra Pra Pra
Pra ter dois atacantes. Pra ter o Rames andando e andando passe. É isso. O Rames garante o controle de bola. A correria. Acho que, assim...
A gente foi ver, quando ele citou a experiência de ver o Bayern com o Borussia, eu tava nesse jogo assim, eu tava mais querendo ver o Luiz Gires do que o próprio Lise, né? Ele jogou demais. É, porque o jogo tinha ouvido ele pela seleção do Brasil arrebentando, ele no Liverpool antes de ir pro Bayern, quando ele foi pro Bayern, eu falei, e o Bayern foi certinho, esse cara é um avião. Lá ele não jogou nada, não tocou na bola.
Mas é um cara que, assim, esse jogo, sim, eu acho que é um cara que é uma arma da Colômbia fortíssima. Conectar, isso que você está falando, conectar esse jogador de frente, num coletivo que seja eficiente, que marque bem, que é um técnico da Colômbia. Néstor Lourenço, argentino, jogou a Copa de 90. Então, uma opção que ele tem é repensar o time dele. Às vezes isso acontece na Copa. A gente teve um relato aqui, tem um homem que não vai poder, se ele decidiu levar o Ramos para a Copa,
Tem o relato do Thiago Carpini outro dia aqui, lembra? Do pênalti. É, no São Paulo. Esse pênalti eu não vou bater, não. Ele chega na coletiva e fala, não, a gente achou melhor. O Fulano treinado. Ele teve na Colômbia, mas o Ramos, mal bem, tem um sentido maior de bater, não sei. Não sei se ele faria isso na Colômbia. Recusar bater um pênalti, essas coisas.
Porque por onde ele anda nos clubes nos últimos muitos anos, não fez nada. Mas com Colômbia ele rende. Para levar para o Brasil, por exemplo. Aí tem gente falando assim...
E o Neymar, hein? E o Neymar? Eu puxo isso na redação direta. E o Neymar? Porque tem gente falando, porra, mas o Rames joga lá na Colômbia. Não dá pra levar o Neymar e fazer o que se faz com o Rames lá. Você acha que a pessoa que afirma isso é... maluca?
Não dá, porque também as expectativas são diferentes, né? O Brasil quer ser campeão do mundo, a Colômbia não. É, é... Dá pra levar Neymar só pra bater bola parada? Porque isso o Ramos faz, né? Bata bola parada. É, é isso que ele faz. É isso que ele faz. Mais do que qualquer outra coisa. Ele bate bola parada. Ou daquelas bolas... Eles têm grandões, né? Que atacam a bola. Mas ele fica em campo, né? Isso é um momento... Cara, isso é loucura, cara.
E a França atropelou. Sim. Mas Brasil, o que você acha? Eu não sei. Não sei. Eu acho fascinante. Está com o Ancelotti agora? O Ancelotti, ele é muito pragmático. Ele não é um tipo guardiola que chega com filosofia. Ele fala abertamente, eu não quero isso. Eu não quero que o meu time tenha identidade. Ele fala abertamente, não quero.
Vou olhar os jogadores e moldar alguma coisa em relação ao que eu tenho. Chegou no Brasil, muito pouco tempo, poucos jogos, que eu vou fazer o que o Brasil tem de melhor. Pontos.
Então, a maneira que ele vem amando o time é dois pontos. Ele vem tentando essa linha de quatro. Isso aí é... Um seria um nove e o outro jogando para chegar atrás nesse nove. Então, a linha de quatro é Estevão, Rafinha, Cunha, Vini.
Aí você só leva, tem dois, um deles, Casimiro, 34 anos, em condições de calor extremo. Será que isso vai ser possível? Fascinante. É o reserva ao Fabinho. Sim. É um susto. Fascinante, que é uma coisa que ele frisou duas vezes agora. Eu não quero ninguém indo para a Copa pensando em Balondô. Ninguém.
Isso é mensagem para o Vini. É mensagem para... Olha, porque para isso dar certo... Tem que ter sacrifício. O famoso correr para trás. Mas, agora com a lesão de Estevão, a gente sabe que com a idade dele tem possibilidade de voltar, como aconteceu com o Peléns em 1958. Mas, tentando entrar na cabeça de Ancelotti, isso não teria uma oportunidade?
de Ok vamos por a gente não tem esteve bota Rafinha para o lado de campo e bota um terceiro homem de meio de meio campo
isso não seria a saída que... a notícia de semana é que o Paqueta vai pra Cora o Paqueta vai, eu não tenho dúvida talvez a minha opção agora seria Danilo pelo dinamismo isso é uma opção muito boa, você tem um dinamismo de Danilo, é a capacidade de enfiar um passe de Paqueta então eu isso é só
machismo mas imagino que a gente tá pensando nisso aí terceiro bota um terceiro homem no meu campo porque a coisa concorda na frente hoje Henrique né sem a luz Henrique ótimo no banco né então com impacto se não precisa jogar todos seus cartas no início né o jogo dura 90 é o calor de lançar adversário em cinco substituições é eu eu pelo que a gente viu né o Brasil e faz
dois jogos ali, Nova York, Nova Jersey e Filadélfia.
E faz o terceiro Miami. Lógico. Pensar que o Brasil chega no terceiro jogo. A gente pegou um calor. Exatamente. A gente pegou chuva, mas pegou muito calor também. No verão é seco demais. E você vai pra Florida. É que teoricamente chegar na Florida é classificado. Mas assim, você pode ter três jogos com muito calor. Pode pegar Nova York, Filadela. Eu lembro, bem, Copa de 94. Umas coisas que mais me surpreendeu assistindo futebol. Quando a Itália foi... Caraca, Baresi.
Barresi que operou o joelho durante a Copa. Barresi vai jogar contra o Romário?
O Barresi colocou o Romário na bolsa. É, foi. O Romário jogou uma chance. O Romário teve uma chance, claro, e perdeu mais atrás. Alguns anos atrás, eu lembro que eu estava em uma daquelas conferências que Parreira organizava. Futecom. Isso. Foi Parreira e Arigussac juntos, as técnicas da Itália. Eles estavam falando sobre o jogo. Eles falaram, os dois concordaram.
falando sobre o fato que Barez e Anulou Romário que nas condições daquela dano calor desumano e a calor acumulado era melhor ser machucado do que ser cansado né então a comparação com que eu acho que o time que parada construiu 94 foi muito inteligente foi muito muito sólido alguns o jogo controlando
O melhor do Brasil é o pior também. Sim. É porque ele abre e cede, né? Depois do empate, aí tem que virar. É a única vez que o Brasil está em pânico para alguns minutos. Mas era um time de meio campo.
então muito diferente do conceito de quatro na frente que a Antilote tem e a Antilote tava lá assistente técnico e pensar que a gente fez isso com o técnico brasileiro e o italiano não teoricamente não mas pode ser que Deus descaie aí é o Ender tem que ir pra mim também acho
Eu, depois dos jogos agora, dos jogos em março, pra revista World Soccer, eu tive que tentar antecipar a 26. Quem vai ser? Isso! Quem vai ser? É muito difícil. Eu tô mais vendo a lista de 24 do CAE, mas que agora já tem o Paquetá garantido. O Paquetá não tava, então já é 25. Eu botei Paquetá. Na tua lista tem o Andrei também? Ou tirou o Andrei? Andrei Santos.
Não voltava 24. Ah, tá. Do Chelsea? É. Eu acabei tirando. Somente porque ele falou que ele vai levar nove defensores. Se ele falassem oito defensores, eu... Eu tava querendo botar, André. Justamente porque... Vamos lá, vou ajudar. Ederson, Alisson e Bento. Sim. Três. Aí, calma aí. Aí você vai pra lateral. São três laterais.
Alexandro Douglas Santos e o lateral direito Wesley. Aí tem o Danilo. Eu botei Banhos também. Ah, botei Banhos. Como cobertura para militão. Eu não botei Leo Pereira.
Porque eu não acredito. Eu não... Marquinhos, Magalhães, Gabriel Magalhães, Ibanhas, Éder Militão, Alexandro, Danilo, Douglas e Wesley. E o Douglas Santos, que é o reserva da lateral esquerda. Aí meio campo, vamos de Casemiro, Fabinho, Bruno Guimarães, Danilo, Paquetá.
É isso, né? Sim. Aí não teve espaço para André. Sim. Originalmente eu tinha colocado. Quando ele falou em nove defensores... Ataque. Estevam. Luiz Henrique. Vini. Rafinha. Cunha. Cunha, João Pedro. Martinelli? Martinelli. Martinelli. Hendrick. Sim. Originalmente eu não botei nada. Igor Thiago. Igor Thiago.
Sim. Pessoalmente, na insignificância enorme da minha opinião, eu não deixaria o Jesus de fora, não. Pra mim, ele é mais completo. O que dificultou foi aquela última convocação, né? Porque, será que um jogo de... tipo, o dance de cadeiras e quem estava lá na última convocação...
Será que aquele pênalti de Igor Thiago que é o único atacante a fazer gol desde Antilote? Será que é o único que fez gol de pênalti? É, ele fez de pênalti. O João Pedro não tem um gol na seleção. O Igor Jesus tem, mas não foi com o Antilote. Jogou muito pouco com o Antilote. Então, será que esses que chegaram na última convocação, será que eles estão lá? Será que Igor Thiago está na frente de Igor Jesus? Eu acho. Será?
É, mas aí fica nisso aí. Tem dois nomes, um você já sabe qual é, e tem um outro que surge aqui, o Marcos Braz, do GTV, que falou e viralizou, que é o Pedro, do Flamengo.
Tarde demais, tarde demais. Eu acho que o momento dele é tarde demais. Se ele não foi pra último jogo, porque tem... É uma das coisas que mais apanho é falar sobre o Pedro. Eu acho que acabou sendo um pouco de infelicidade, mas um equívoco ele contra a Croácia. E obviamente... Eu vi você falar sobre isso na redação. A comissão técnica sabia disso, porque Richarlison não estava em condições. Richarlison estava...
ficou 80 minutos nele porque não houve alternativo porque Gabriel Jesus já estava lesionado o grande erro pra mim é não levar Firmino, especialmente quando o Neymar estava machucado porque ele porque o Pedro dentro de grande área é brilhante uma futebol de alto nível
você não isso é uma coisa, né? Fora de grande era, fora de grande era você falou sobre o enfrentamento com o europeu eu estava assistindo o jogo contra a Vitória, outro dia e estava pensando, o Pedro vai matar daqui a pouco porque a Vitória estava em cima do goleiro foi um desvio o jogo contra a Croácia
Pressiona mal, o Vini pressiona mal. Por isso ele saiu tão cedo, o Vini. Aí a bola chega no meu campo de Croácia, e lá vai cinco minutos. Croácia não mereceu empatar o jogo. É uma injustiça. Foi o único chute.
Que desvia. É, que desvia. Pra mim não é porque o time sobe, porque o time não sobe. Porque parte do time sobe, parte do time fica... Se o time tivesse subido com um bloco, como fez normalmente, Croácia não ia passar a linha de... Eu tenho a opinião de... O Casimiro tinha que ter feito a falta. Sim, sim. Isso aí mataria o lance. O time poderia ter subido ou não, se ele faz a falta, acabou. Ele teve chance pra fazer a falta.
Nem fazia falta, só fica no lado de proteger o gol. Em linhas gerais, o jogador da defesa, que é bem posicionado, a bunda dele está mirando o próprio gol. Ele foi a caça, não precisa. Só fica com a bunda dele mirando o gol. Eu não vejo como o Croácia vai marcar um gol. Foi uma injustiça. Foi uma injustiça. Mas eu acho que com um centroavante com mais mobilidade...
Seria sido mais fácil. Jogar ali no... Para mim, Cunha, talvez. Para você, Neymar é assunto que já foi. Eu tenho orgulho de ser atacado dos dois lados. Porque, por um lado, você veja o Stine e você veja a possibilidade dele em forma, agregar.
Porque ele é muito diferente. Se fosse um jogador menos diferente, a gente nem estaria debatendo. O que ele tem? O Brasil tem muito velocista. É. Mas, como se fala em espanhol, tranquiliza a pelota. É muito bom ter um jogador capaz de tranquilizar a pelota e enfiar.
Ames na Colômbia. É, sim, sim. Paquitá pode ser, pode ser. Mas Neymar tem uma habilidade, ele tem o potencial para fazer isso. Então, o Neymar informa. O problema é que até agora a gente não está vendo o Neymar informa.
A gente não está vendo. O jogo contra a San Lorenzo vai ser fascinante, porque San Lorenzo vai procurar bater nele também. Ah, agora... Os problemas foram brasileiros batendo, agora temos argentinos batendo. Isso, isso. Ele precisa disso. Ele precisa de jogo competitivo. Passar por esses caras. Para mim, o que eu não estou vendo...
E a coisa chave para jogador desse tipo, eu acho que ele perdeu um pouco de equilíbrio. Se lembra, aquele gol é um golaço. Mereceu ganhar o jogo contra a Croácia. O equilíbrio que ele mostra, eu estou vendo ele, quando ele está nas situações parecidas, eu estou vendo ele fora. Ele não tem o mesmo equilíbrio. Então, a ideia de ele ir perto de gol de adversário, eu não imagino. Porque eu acho que ele vai ser facilmente anulado.
Um pouco mais enfiando tem possibilidade. Se você quer a insignificância da minha opinião agora, eu estarei contra para um outro motivo.
Se ele é capaz de tranquilizar a pelota, ele é muito capaz de intranquilizar todo mundo. Isso é a coisa que desde que ele voltou mais me decepcionou. Eu lembro um ano atrás, eu estava no Maraca, ele contra a Fluminense. Samuel Xavier. Samuel Xavier. Eu estava assistindo ao lado de um jornalista inglês que estava visitando.
E ele falou que qualquer outro jogador teria sido expulso. O jogo contra a Recoleta, semana passada, qualquer outro jogador teria sido expulso.
É uma... Esse time não precisa de alguém assim. Esse time já está muito esquentado. Pilhado. Já muito, muito pilhado. E junto com ele, vira esse circo de ficar caindo o tempo todo. As brigas com o juiz o tempo todo. Eu fiquei muito decepcionado com isso. Porque ele esteve um tempão fora. Depois de uma lesão muito séria.
A minha esperança é que ele vai usar esse tempo fora para refletir. O que eu preciso? Na mesma forma que o Messi fez isso com a Argentina. O Messi, a coisa de Argentina, o momento de Argentina inicia com a Copa América aqui em 19, com a Argentina eliminada pelo Brasil em semifinais. A Messi muda totalmente o comportamento dele.
Eu estava pensando, depois da Copa de 18, que é um desastre, que ele não vai jogar mais. Na seleção. Ele decidiu, sim, eu vou jogar. Eu vou mudar. Porque ele é muito fechado em si, Messi. Quando Scaloni assumiu, Scaloni não quis escalar Agüero.
porque ele é o grande parça de Messi, ele tinha um desconfiamento, Messi só fala com ele. O silêncio de Messi é muito ruim para os outros. Porque a única coisa que os outros querem fazer é ser elogiado por Messi. Ele não fala nada. Aí, Messi, 19...
ele vira falante. Ele vira... Os caras seguindo a seleção argentina, caraca, a gente nunca viu ele assim. Eu lembro, logo depois... Que é Mirabobo, que é Mirabobo. Isso. Logo depois da Copa América 19, Di Maria fala, muito significante, ele fala, eu gosto desse Messi. É tipo, ele joga com ele 15 anos. É a primeira vez que ele gosta dele. Então, o que o Messi fez? Eu tenho pouco tempo.
Eu estou brigando com o Barcelona. A seleção vai vir a minha prioridade. O que eu preciso mudar para atingir o sucesso? E no caso de Neymar, tempo fora, eu tenho pouco tempo. O que eu preciso mudar para atingir o potencial? Calmar um pouco. Ele não fez. Não fez. A pergunta é se você era a favor ou não. Você acha que o Antielote não vai levar?
Meu palpite seria que ele preferia não. Preferia não. Por causa do cerco, né? Por causa de... Mas ele pode levar mesmo preferindo não levar. Ancelotti é um cara muito político. Eu fiz um palpite com o cara que escreveu livro junto com ele. O cara chamado Chris Proentz. Que é um técnico de futebol amador. Mas a coisa principal dele é acadêmico no mundo cooperativo. Ele tem uma pergunta que ele sempre faz.
O que você faz? É a resposta de Ancelotti? Eu faço feliz presidente. É uma grande resposta. É uma grande resposta. Explica como ele lidou com o Florentino Pérez. Explica como lidou com o Belosconi. Explica por que ele ganhou as Ligas de Campeões nos clubes onde isso é mais importante do que ganhar o Campeonato Doméstico. Eu faço feliz presidente.
Então, vai ter pressão em cima. É possível... Sendo político... Ele tem 26. Então, é possível. Eu tenho esperança de... Mesmo sem... Primeira seleção que ele trabalha, né? Ele foi assistente da Itália. Mas sem ele sendo head coach, mesmo com pouco tempo antes da Copa, eu confio.
na experiência dele. Como você falou, tem um elenco de 26 nomes. Primeiro para escolher esses 26 e aquela lista larga também de nomes que vão ter que entrar. E depois nessa montagem do time. Essa entrada de um homem no meio do campo, eu acho que... E ele usou os jogos para isso. Ele tem mais um Panamá aqui e tem um lá, Egito, eu acho.
Eu acho que é reta final pra ele pensar nisso, que... Egito, eu acho que vai ter condições de calor. Sim. Então, a única vez antes da Copa que a gente vai ver nas condições, né? Porque aquele sistema com quatro na frente funcionou muito bem contra o Senegal. Que é um bom time. Bom time. Muito bem. Mas em Londres, em novembro.
A Copa não se joga em Londres em novembro. Essa questão do calor tem que colocar a hidratação. Assim, o Brasil não joga em Los Angeles. Que bom.
Fui até lá, cara, lá é... Aí é deserto. Ainda mais em Passadinho, na final da Copa. Eu fui no Rose Mall. Imagina uma Copa lá, cara. Foi Botafogo e Atlético de Madrid. Foi um de Botafogo ano de Pará de Serrano. Temos vários jogos lá dos brasileiros contra os europeus, muito quente. Muito calor. Na Filadélfia estava muito calor também. O Flamengo e o Chelsea foi de dia, pô. Filadélfia. Onde o Brasil vai jogar.
Seguinte, palmas para o Tim Vickery que está vendo o Charla Podcast. Muito bom, Tim. Muito legal saber da sua história. A parte do punk inglês foi a que eu mais gostei. Mas muito legal, Tim, que você volte mais vezes aqui ao Charla. A gente é seu fã, assim. E só elogios no chat, isso é difícil na imprensa esportiva. Mais pessoas que eu consegui enganar. Que bom.
Você vai pra Copa, Tim? Não, vou ficar aqui. Acompanhando, fazendo cobertura aqui. Sim, sim. Pra BBC? Pra BBC, a última Copa eu fiz... A BBC é estatal, né? Sim. Última Copa eu fiz redação todo dia pra Sport TV. Todos, sete dias por semana, todo dia. Não sei o que vai acontecer este ano, ninguém...
pode ser, todo dia eu acho que com horário seria difícil isso é um motivo pra não ir pra lá eu sou velho prostituto, tenho que me vender pra várias eu sou eu sou meio idade prostituto
Agora, Tio, o que eu ia falar também da BBC rapidinho. É uma empresa estatal, assim, tipo a TV Brasil, que é isso. Só que maior... E bem, não tem nada que a escuta. Embora cada vez com menos. Com menos? Porque eu escutei que tinha, tipo, nove rádios da BBC. Sim, não, tem muito. Mas é sempre corte, corte, corte. Tanto que a Copa eles vão apresentar na Inglaterra.
Isso nunca aconteceu. Sempre não vão para lá. Isso tem acontecido no mundo inteiro. Sim, sim. Novas mídias. Sim, sim. Mas tinham lá nove rádios, nove a menos. Sim, sim. Um, dois. É mesmo. E a dona FIFA também não ajuda, né? É.
Só pra fazer a Copa sem ir pra lá, já te mete uma faca. Aí você quer ir pra lá, pá. Aí você quer ir pro estádio, pá. Aí você quer ir pro IBC, pá. É, isso aí. Cara, deixa eu falar dos nossos patrocinadores. Me ajuda aí, Paulinho.
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