Episódios de Charla Podcast

#710 - Eduardo Freeland [Diretor de Futebol]

09 de abril de 20261h53min
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A Charla de hoje é com o Eduardo Freeland, diretor de futebol.

Assuntos15
  • Gestão no FutebolDesafios de gestão · Mudanças de técnicos · Pressão no futebol
  • Formação de Jogadores na BaseSeleção vs desenvolvimento · Fundamentos técnicos · Metodologia de treinamento · Comparação com Portugal · Educação complementar do jogador
  • Desenvolvimento de JogadoresFormação de jovens talentos · Importância da base · Desafios na formação
  • BotafogoReformas estruturais · Disciplina no elenco · Redução de folha · Liderança de Navarro · Acesso para Série A
  • Experiência de Eduardo FreelandCarreira no Botafogo · Trabalho no Atlético Paranaense · Desafios enfrentados
  • Fundamentos Perdidos do FutebolMorte do drible no futebol moderno · Falta de chutes de fora da área · Treino de bola parada insuficiente · Prática repetitiva · Comparação com passado
  • Contratações e Bonificações por DesempenhoMétricas de eficiência · Bonificação por vitória · Percentual de gordura em contrato · Indicadores técnicos · Análise de dados
  • Dinheiro Precoce em Jovens JogadoresFamília ganhando cedo · Papel de representantes · Ilusão de grandeza · Falta de dedicação · Casos de Neymar e Gabigol
  • Palmeiras vs Flamengo na BaseJoão Paulo metodologia · Noval período formativo · Seleção vs oportunização · Venda de jovens · Titularização na base
  • Metodologia de TreinamentoPeriodização tática · Desenvolvimento individual vs jogo reduzido · Mecânica de movimentos · Cabeceio para zagueiros · Inovações recentes
  • Mercado de Transferências do FluminenseContratações · Investimentos em jogadores · Desafios financeiros
  • Atlético Paranaense Série B 2023Segunda colocação na Série B · Pressão do estádio · Decisão do presidente Petralha · Saída inesperada de Freeland · Estrutura do clube
  • SAF Bahia e City GroupMaturidade do projeto · Ferran Soriano liderança · Longevidade de 30 anos · Adequação de expectativas · Processos bem definidos
  • FutebolComparações com outros países · Desenvolvimento de jogadores no exterior
  • Estrangeiros na Série ALimite de 9 estrangeiros permitidos · Impacto na formação brasileira · Competição com salários internacionais · Redução gradual necessária · Mercado sul-americano
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Fala, galera! O Acharla Podcast no ar, ao vivaço! Ao vivo! Tudo bem, Betão? Tudo tranquilo, Cantarelli e Bruno? E aí, tranquilidade? Parabéns pelas conquistas, irmão. Muito obrigado. Tá aí, tá voando, hein? Parabéns pelas conquistas, irmão. É. As suas conquistas são as nossas também. É isso. Ó, tá queimadinho, hein? Ah, tá. Verdade.

É isso, estamos na área. Olha, hoje é o papo, eu sempre falo isso, o papo que eu mais gosto de ter aqui no Charla e que os inscritos deveriam mais gostar também, porque entender como funciona o futebol. Porque a galera gosta de ver o jogo, ter muita opinião, mas entender são poucos que...

Toma esse caminho, né? Falar um pouco de gestão, né? Às vezes o que parece... Às vezes o torcedor acha que é um erro, acha que é algo... Que ele não concorda, é falta de planejamento, é pelo contrário. É pensado, é tentado, não consegue. Tem várias barreiras diante de um clube. Então, assim, é um papo também que eu gosto muito, que revela muita coisa. E é papo pra pergunta, pra você que gosta de gestão do futebol, cara, está aqui um dos...

grandes profissionais do meio no Brasil. Então, ó, voadora no peito do like. Quanto mais likes a gente tiver, pra mais gente aparece a nossa resenha. E mande perguntas. Comentários são muito legais, mas perguntas são fundamentais. Aproveita o espaço pra perguntar. É isso aí. Siga o Charla em todas as plataformas. Spotify. YouTube. Não é isso, Betão? Isso aí. Você assistiu o Charla no Spotify?

Assisto, ouço, né? Mais no YouTube, mas também lá no carro. Se você tá só no Spotify, eu te agradeço, porque você faz com que o Charla seja, ano após ano, o podcast esportivo mais ouvido e assistido do Spotify. Mas se você, por exemplo, tá só aqui no Spotify e não tá no YouTube, tem que vir pro YouTube também. Pra fazer a nossa marcha dos dois milhões. Charludo, que é Charludo de verdade, segue o Charla em todas as plataformas.

E outra parada, meu parceiro, é o seguinte, também siga o Charla nas redes sociais, arroba charlapodcast.

Em todas as redes Instagram, TikTok, Twitter e Kawaii, beleza? Exatamente, vem com a gente. Sem a parada. Eu sou grato a este cara que está aqui, porque... Aquele... O fogão voltou, sabe? É. O retorno, né? Com um orçamento baixíssimo. Já falamos muito sobre isso, né? Mas já estávamos falando da importância de alguns...

Uns caras que passaram por lá e outros que ainda estão lá, né? Sim. Isso aí. E um acesso que teve, né? Teve um acompanhamento, né? Sim. O acesso total. Então a galera pôde acompanhar também como é que é o dia a dia, né? Não é nada fácil. As missões. Mas é aquele ano do Botafogo, né? Falar de base do futebol brasileiro também é um assunto que eu gosto muito. Falar de momento também. O cara tá falando no Atlético Paranaense agora. Sempre interessante, né? É isso aí. A vida dos bastidores do Atlético, né?

Eduardo Freeland com a gente no Charla Podcast. Fala pra ele. Bem-vindo, Freeland. Valeu, obrigado, gente. Muito obrigado. Estamos juntos. Pô, obrigado. Uma oportunidade muito legal de estar aqui. Estava falando com o Beto antes aqui e com o Cantarelli. O que vocês fizeram, o que vocês fazem nesses cinco anos de Charla Podcast é um troço impressionante que vocês estão alcançando. É um prazer enorme estar aqui com vocês. Obrigado pela oportunidade também. Vamos juntos. Vamos embora, estou à disposição.

Então, Tati, você já estava trocando essa ideia aqui em off. Vocês estavam no Atlético Paranaense esse ano. Exatamente. Dez dias atrás. Dez dias atrás. Você estava aí no furacão de fato. Exatamente, exatamente. Por que você deixa o Atlético Paranaense nesse momento? Na verdade, foi uma decisão do presidente, do Petralha. Até foi uma saída muito amistosa, muito respeitosa da parte dele e do clube.

Ele opta por colocar na minha função uma pessoa de muita confiança dele, que é o Márcio Lara, o diretor financeiro da época, que agora assume essa função. Mas, assim, é inesperado pelo momento que a gente estava vivendo no futebol, né? A gente ganhando do Botafogo naquele jogo que foi a minha última... 4x1. 4x1. Eu estava no sábado anterior a esse jogo, foi a minha última conversa com os jogadores e com a comissão.

E a gente assumiu a segunda colocação ali, né? Naquele jogo, exatamente. Naquele jogo. Então isso é que causou uma estranheza, porque no futebol a gente tá acostumado de que as mudanças são quando a coisa não está funcionando. Mudou isso no Brasil, filho. É, né? Isso é verdade, isso é verdade. Isso é verdade.

Agora não tem muito mais essa lógica. A nova moda são demissões ganhando. Mesmo demissões. É isso aí. Mas isso causou realmente um não entendimento desse momento. Mas foi entendendo que ele queria ter uma proximidade maior na figura do Lara. Nessa novo momento que ele está buscando para o clube. Numa SAF futura, no momento político do clube.

E assim a gente entendeu também, eu sempre tento entrar da mesma forma que eu vou sair, deixando as portas abertas, mas acima de tudo respeito pelas pessoas que me deram oportunidade e tentando sempre entregar, eu costumo dizer isso, a minha maior missão é entregar o clube melhor do que eu recebi. E eu acho que eu consegui fazer isso também no Atlético Paranense e saio bem satisfeito com isso. Com quanto tempo.

Fiquei nove meses. Você pegou a Série B do ano passado? Eu cheguei, eu fechei o acordo de ir para o Atlético. O clube estava em 12º na Série B. Vivendo um momento bem difícil, bem conturbado lá. E aí já tinha chegado o Odair Helman, que é um baita de um profissional, um baita de um treinador, que tem uma baita comissão técnica também.

Só que era um ano muito difícil, de muita pressão. E o Atlético tem uma arena espetacular em relação a toda a estrutura, o estádio coberto e tal, o gramado estão para trocar, porque era uma polêmica ali. Mas...

O mesmo estádio que é fantástico gera uma pressão muito grande, que é muito próximo. Então não era fácil jogar ali naquela pressão que a gente estava. Então teve uma oscilação muito grande. Mas eu chego nesse momento. E aí muitas coisas acontecem, né, cara? Assim, identificar o porquê que estava vivendo aquele momento.

Eu sentia uma falta de sinergia muito grande entre os jogadores, no elenco, do clube, do momento. Conversava isso muito com o Odair, com a comissão técnica, pra entender o que a gente poderia fazer pra quebrar um pouco, criar uma unidade, porque não ia ser de fora pra dentro. Tinha que ser de dentro pra dentro, pra depois a gente começar a ganhar jogo e de dentro pra fora. Aí sim a gente conseguiu. Então foi um feito, cara, no nosso entendimento.

O Atlético começa a Série B como favorito, pela estrutura que tem, pelo investimento que poderia fazer.

Mas na prática é diferente, né? A Série B, quando você tem um time grande na Série B, a pressão é muito grande também. Todos contra você. E o jogador tem que assumir um protagonismo que não necessariamente consegue se assumir, né? Você pode falar do viveiro, gente? Já tava trocando ideia aqui em off, porque...

aparece o Viveiros e, cara, tá impressionando muito. Ele chega na Série B, né? Chega na Série B, chega no meio do ano passado. Já como uma... Eu lembro disso, a contratação bombástica na B, né? Mais cara, né? É a mais cara da história, né? É a mais cara da história do clube. O clube não é... Dizer que é a mais cara da história do clube...

Pode parecer que é uma... Nossa, que contratação, que investimento. Mas, na verdade, o Atlético não é um clube de investir grandes cifras em jogadores. É de formar. É muito de formar. Tanto é que hoje o elenco, 47% do elenco, a gente fez esse estudo recente lá, é de jogadores menores de sub... Até sub-23. Tem muitos jogadores jovens lá. Cara, mas o Viveiros foi uma contratação importante de um jogador... Foi uma indicação do Odair, inclusive.

que a gente identificou, ele trouxe a indicação, a gente aprofundou o jogador e viu o que ele tem hoje, o que o futebol moderno exige muito, é um jogador de muita potência e muita força. Tecnicamente ele é um bom jogador, mas você via que não era o principal atributo dele, que ele evoluiu muito com o trabalho do Odair também.

Mas é um jogador que incomoda demais, zagueiro. Porque ele gosta do duelo. Ele gosta do duelo físico. E isso pra zagueiro, que em geral ele ganha dos atacantes, é um desconforto muito grande. E pra B, é mais importante? Sempre tem essa discussão, né? Na B, você precisa dar mais ainda do que na A, de força, não tanto de qualidade. Eu acho que na B, o jogo de duelo físico é mais exigido, né?

Eu acho que na A você tem um jogo mais associativo. Mas se você perguntar para os zagueiros da A se querem enfrentá-lo, certamente também não vão querer. E ele está mostrando que também está fazendo diferença na Série A. Então eu acho que tem mais, porque é um jogo mais elaborado na A. Mas se você pensar o quanto ele cria de espaço pela força que ele tem, o que ele cria de espaço. Ele é um jogador de ataque ao espaço. Ele cria muitas situações de gol pela imposição física dele.

É força, né? Muita força, cara. Muita força. Agora, a gente tá falando de quanto aí na contratação? 5 milhões de dólares. 5 milhões de dólares. É a contratação mais cara da história. Mais cara da história do clube. Como é que é feito o investimento nesse nível? Cara, vamos gastar... Tipo, nunca gastamos isso. Vamos gastar isso tudo.

Esse cara, como é que tem essa decisão? É você que toma a decisão? Foi o Petralha? Como é que rola isso? Cara, assim, lá existe um colegiado, né? Assim, claro que a decisão final no clube atlético paranaense é sempre do Petralha. Lá não sai nada que não seja com a decisão final dele. Eu, em todo clube que eu trabalhei, eu também sempre gostei muito de tentar convencer do que era melhor ou pior.

para que fizessem investimentos. Porque quando você vai fazer investimento num jogador, as cifras do futebol hoje estão uma loucura e uma loucura que virou realidade, não é mais loucura. É como o futebol no Brasil tem se construído. Claro que alguns clubes fazem sem ter caixa para fazer.

E aí entra na irresponsabilidade, que eu acho sempre um risco muito grande pro clube, a médio e longo prazo. Mas é a realidade. Se você vai no mercado pra buscar jogador, você vai ver que as cifras não só de aquisição do jogador de compra de direito econômico, mas de salário, tá muito desproporcional. E você, às vezes, não tem receita pra isso, né? Comparativamente. A balança não é tão favorável assim. Mas o Atlético também, de certa forma, de uma maneira histórica,

Quando está em momentos de crise, é onde se abria mais o cofre.

E não se admitia, o Atlético não subia o ano passado. Porque ia ser um impacto pro clube, pra tudo que foi construído em 30 anos, de um baita projeto que o presidente Petralha construiu, ia colocar tudo em xeque se o clube não sobe o ano passado. Então, acabou que entendeu-se que aquele jogador poderia fazer diferença. Vamos abrir a torneira que merece. É, vamos abrir porque a gente precisa. Mas é um risco maior. Que é o que acontece com muitos clubes hoje. Aí entra a janela do meio do ano.

Viveiros lá no Atlético Nacional, da Colômbia. Colômbia, é. É um baita formador, né? Sim, também, também. Muitos jogadores saem de lá, né? E como é que rola essa sua observação de mercado sul-americano? Como é que você foi ver o Viveiros lá no Atlético Nacional? Na verdade, já existe uma triagem feita pelo departamento de mercado do clube.

É, eles já vão amuniciando a gente de jogadores com características X. Cara, muito. E o que acontece hoje na prática é que o jogador brasileiro tá muito caro. É. O jogador bom brasileiro. Porque a gente tá competindo com mercados do mundo inteiro que tão pagando muito bem. Não tô falando só dos grandes mercados de Premier League, grandes ligas do mundo. Tem Zenit aí, tem Arábia Saudita. Exatamente. Então assim, a gente concorre com mercados.

Então hoje o jogador sul-americano, ele se torna muito mais acessível e às vezes num nível técnico similar.

Então acaba que você aposta em jogadores mais sul-americanos. Hoje os equatorianos também tem uma base muito forte. Estão em alta, exatamente. É o maior momento da base do Equador, da formação do Equador. Colômbia sempre entrega jogador de uma certa qualidade de força física, habilidade, né? Os Uruguaios são sempre jogadores que no Brasil fizeram sucesso nos clubes que passaram.

Vou você, com a essa pergunta do Cantarelli é boa, porque a gente também aumentou o número de estrangeiros que a gente pode inscrever no jogo. É o maior número de estrangeiros da história. Nove. E aí vou te perguntar o seguinte. Nove para o jogo. Nove para o jogo. É só para inscrição. Tem muito mais. Tem mais. O time tem mais estrangeiros na Série A.

A gente perguntou o seguinte, você trabalhou na base há muito tempo, né? A gente tava conversando há pouco tempo com a eliminação, a terceira eliminação da Itália pra Copa do Mundo, e tentando entender que a gente falou, gente, pô, os italianos eles não vão parar pra fazer uma análise profunda de que tá acontecendo três Copas do Mundo, né?

E a gente conversando e fazendo algumas pesquisas rápidas no Google, alguns artigos, né? E aparece muita coisa dizendo aquele período muito grande onde a Itália foi a meca do futebol do mundo, como é a Inglaterra hoje. Mas no momento pior, porque hoje a Inglaterra ainda divide com a Liga, com a Bundesliga, a época do Coutinho é tudo no Coutinho. O quanto que isso pode ter brecado, né? A Itália não forma um jogador de nível mundial há muito tempo.

A gente é muito maior, tem uma população maior, tem tudo isso, mas isso pode acabar acontecendo, porque a gente já sente uma... sempre tem aquela falta, a gente tá formando pouco, cadê 10, cadê lateral direita, cadê lateral esquerdo? Pode ser que daqui pra frente, com esse número enorme de estrangeiros podendo escrever, e com essa situação que você falou, né?

pro clube que tem que pensar nele muitas vezes é importante fazer isso isso pode dar algum brecar uma safra? pra mim com certeza pra mim eu acho eu acho muito danoso esse número de estrangeiros a gente conversava isso no clube e a gente valeu disso pra conseguir o acesso ano passado inclusive

Mas é muito danoso pensando em gerações que você vai queimar. Provavelmente você não vai ter espaço. Existe uma discussão dentro da CBF já de redução gradativa desse número, até porque você não pode simplesmente de 9 virar 5 de um ano para o outro, porque você tem contratos e tal. Mas é importante que gradativamente você reduza esse número para você abrir espaço. E tem uma coisa assim, eu acho que o Brasil... Eu trabalhei muitos anos na base, foram 15 anos de futebol de base.

E eu sou muito crítico, tem muito profissional bom, muito treinador bom, muito gestor bom, tem muito bons trabalhos na base, mas eu ainda sou muito crítico, porque eu acho que a gente seleciona mais do que desenvolve ainda na base. E pra mim, eu acho que o grande desafio...

É a gente qualificar o processo de desenvolvimento. E isso não passa só pelos clubes. Porque eu acho que tem um grande problema hoje no nosso país, que é o nosso país. Que é a nossa educação. Eu tive um jogador no Flamengo, entrando já no outro... Eu tive um jogador no Flamengo do futsal de nove anos, que o Real Madrid tinha feito um convite pra fazer nove pra dez anos no futsal. E o pai desse menino já achava que ele era o Novo Zico.

Só que ele acredita, ele acredita, o empresário já pega esse menino, já acredita, aí uma grande fornecedora já pega, já paga um valor. E quem vai ser esse jogador, cara?

o jogador não vai virar, porque ele já comeu a cenoura. Isso. E o clube espera que ele vire. Entende? A minha questão é... Eu até provoquei essa conversa, e isso gerou muita... Vou falar aqui, alguns vão ficar... Talvez que vão ouvir. Mas eu lembro quando eu cheguei no Flamengo, eu falei... Cara, o Flamengo vendeu a melhor versão do Vinícius Júnior.

Cara, o que o Flamengo fez com o Vinícius Júnior, eu sei, que eu conheço o Noval, que é um baita de um profissional, e eu sei tudo o que ele fez pra conseguir, inclusive, manter o Vinícius Júnior ali. Mas em desenvolvimento, é óbvio que talvez pudesse ser feito mais coisa, talvez era possível, talvez não fosse possível. Mas eu acho que esse é o grande ponto que eu usei o caso do Vinícius Júnior, do Flamengo, mas não é, não é, porque o trabalho do Flamengo era muito, já muito bem feito naquela época.

O ponto é, o quanto a gente tá gastando energia e ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda, ainda,

em pegar esse jogador de um jeito e fazer ele estar melhor, em desenvolvê-lo em finalização. Tô falando do dentro e fora do campo também. Cara, então, eu acho esse o principal ponto da base, assim, sou muito fã do João Paulo Sampaio, né, que esteve aqui com a gente. Tá bem bravo. Que é um cara que vai meio que na conta, não sei se tô falando certo, na contramão do que foi feito no futebol brasileiro. Ainda recupera alguns preceitos de antigamente.

Quando você fala em desenvolvimento de jogador, eu tô falando, assim, o que eu observo é um fundamento, cara.

Fundamento é drible, chute, passe, coisas que a gente não desenvolve mais. O que eu já ouvi é que antigamente você tinha muito ex-jogador na base e que há uma invasão de professores formados em educação física e os jogadores foram extirpados e aí vira uma coisa mais ali... Mecânica. Mecânica e menos fundamento. Tem sentido isso? E olhando muito para as físicas, né?

Se é grande ainda, se é pequeno não quer nem olhar. Não estamos desenvolvendo fundamento, como é o cara dar paz. Tentando pegar um pouco do que vocês dois falaram, mas é um assunto que me agrada, porque eu acho que é importante ter luz esse assunto. Com relação à parte física, só pegando um gancho, os jogadores têm que ser potentes. Para mim, se ele é pequeno, alto, grande, eu acho que não é tão relevante. Claro, para algumas posições sim.

Em um momento do futebol brasileiro, o pequeno foi descartado. Foi, foi. E aí entra uma outra questão, que eu acho que é metodológica.

Há cerca de 15 anos atrás, mais ou menos, um pouco menos talvez, teve uma importação muito grande de metodologia.

principalmente portuguesa, periodização tática, e o que que era, como é que a gente decodificou aquilo ali? De fazer pequenos jogos. Se hoje você conversa com ex-jogadores, agora, você vai conversar com os caras que ainda estão jogando, final de carreira ali, mas aquela geração, caras que nasceram em 80, década de 80 pra trás, ou início de 90 ali, você percebe...

como eles foram formados e como é feito hoje, um grande choque de realidade. E eu acho que, eu sou formado em educação física, eu tentei jogar bola até o meu 19, não consegui jogar nesse nível, joguei base e tal, e parei, porque eu não consegui.

Só que eu sou muito crítico a esse lugar. Eu bebi dessa água durante um tempo, depois eu dei um passo atrás e falei, cara... E fora é o linguajar, fora que eu acho que vocês falaram do João Paulo, acho que o João Paulo tem muito isso, né? É o quanto ele consegue manter um desafio do jogador, cobrar o jogador, e desenvolver o jogador na parte técnica, cara. A gente abandonou o analítico, a gente abandonou o... Que pra mim...

É o antes do jogo.

Eu preciso executar bem. Executar durante o jogo, executar em pequenos jogos, como se fez muito. Agora eu acho que a gente está entrando num equilíbrio maior. Só que você tem a ação primeiro, a técnica primeiro. Você não vai jogar basquete sem entender a técnica do arremesso. É isso. Então você tem que, pra mim, isso é uma defesa que eu acredito. Eu acho que é um trabalho em paralelo, concomitante. Você tem que desenvolver, entender como cabecear a bola. A mecânica do cabeceio pro zagueiro.

Hoje, quando você fica 10 anos... Os caras falavam de forca, né? Exatamente. Eu acho que até o João colocou de volta no Colmeiras. Sim, colocou, tem lá. Se você vai no CT, tem lá. E eu acho que é isso, você entender a mecânica pra você executar. Se você trabalha, forma um jogador 10 anos, fazendo um jogo reduzido, pro volante talvez seja uma maravilha. Mas e pro zagueiro? Quantas bolas ele tem que rebater do goleiro? Aí no jogo ele vai ter que rebater. Aí ele rebate com o pescoço encolhido. A culpa é de quem?

A provocação que eu faço é essa. Assim, o quanto a gente é responsável por não desenvolver esses jogadores mais? Eu acho que a gente tem grande responsabilidade. Porque, afinal, assim, pra narrador, como a gente, sou narrador, também enxulou rádio, então você vai nos lances minuciosos, né? Eu não vejo muito chute, gol de fora da área.

sumiu, é uma coisa de querer chegar tocando dentro da área e esse chute de fora outro dia eu caí num, óbvio é o Roberto Carlos, mas assim você cai no final do no final não, no jogo do Mundial entre Real Madrid e Corinthians

Grande parte dos lances de gol do Real Madrid ou de... Bomba do Roberto Carlos. De qualquer lugar do campo. De qualquer lugar do campo. Acho que ele é um fenômeno, mas... É, mas você não tem hoje um... Tinha sempre um zagueiro, sei lá, Sandro... Félio Silva. Juninho. Félio Silva. Cara que chutava forte. Não tem esse... Esse cara não existe mais. O último é o Hulk, assim. É, quem chuta. Aí falta. Você não vê falta. Dribble, cara.

Dribla é incrível. Quando você tem um driblador hoje, o Luiz Henrique jogou no Brasil. Pô, acabou com o Brasil e com a América porque ele dribla. É isso. Então, assim, esses fundamentos sumiram, né? É, eu acho que a gente acabou fazendo um trabalho de média, né? A gente jogou todo mundo numa metodologia e amarrou aquilo que fundamentalmente ela favorecia o jogo curto.

que eu acho que nem era muito a essência. O nosso jogo é um jogo de associação, sempre foi o Brasil, Guardiola sempre fala muito sobre isso e tal. Sempre teve a bola, mas a gente tinha muitas, a gente tinha características muito particulares dos jogadores. O Luiz Henrique é um bom exemplo disso. Michael Suel teve aqui outro dia, era um jogador liso, era um jogador de drible e tal. Então assim, o Vini Júnior representa muito isso e tal.

Eu acho que a gente no Atlético Aguaro estava iniciando um trabalho com o diretor, o Jorge Rafa que chegou lá, que é um cara que vem muito, vem do Grupo City, vem com um trabalho analítico muito claro, muito claro do que ele quer desenvolver para desenvolver o jogador mais completo. E eu acho que esse é o caminho. Você não tem que deixar de fazer os pequenos jogos ou a transferência para o jogo, que eu acho fundamental. Mas você tem que ter momentos de desenvolvimento individual, da técnica individual, da tática individual do jogador.

Cara, o Jordão não sabe marcar, cara. Ele não entende em que momento ele tem que baixar a... baixar o centro de gravidade pra você sair. Que lado você vai sair. Entender como é que tá o corpo do adversário pra você. E com a bola a mesma coisa. Sabe aquele trabalhinho que a gente deve ter feito de escolinha que conduz a bola com o lado do pé do... Sim. E isso é prática, cara.

É igual finalização. Finaliza, finaliza, falta. A gente sempre reclama. Eu acho que a barreira aumentou, acho que os goleiros melhoraram. Acho que tudo isso aconteceu pra gente diminuir o número de gols de falta. Mas a gente parou de treinar também. Parou de treinar. Que é prática. Porra, é prática. Porque o cara tem um talento. E lapidando, lapidando, lapidando. Outra coisa. Essa parada de goleiro melhorou, eu sou completamente contra em relação à falta.

Os caras não tão botando no gol. Se o cara bater bem em falta hoje, ele vai fazer o gol. Não, então vai exigir que o Guadalupe faça uma puta de uma defesa. Os caras não têm botado no gol. Acho que esse é o maior problema. O Hulk bota. Não vai no gol. Se o Hulk bota no gol, agora os outros não botam. Se o Floreiro estivesse fazendo um monte de defesa, talvez a minha teoria fizesse sentido. Não é o caso. O cara bate pra fora. Muita barreira bate pra fora. É difícil você botar até uma expectativa narrando.

Tipo, na falta. Antigamente era porra e tal, cara. Eu tava discutindo lá no clube e eu sou 100% voto vencido. 100%. Todas as vezes que eu levantei esse tema, eu perdi. E eu continuo defendendo. Bola parada pra mim, pênalti, falta, você não precisa de barreira. Barreira é bom. Desculpa, barreira é importante na falta. Mas você, pra mim, não precisa de goleiro pra treinar.

Pênalti, pra mim, você não precisa de goleiro pra treinar, na minha visão. Porque é como se fosse um lance livre do jogador. Você tem que treinar a mecânica de batida, na minha visão. É, o bem batido não vai ser defendido. Se você fizer 10, 15 por dia...

todos os dias, aí você ah, mas o Zico, ah, naquela época a fisiologia, a exigência mas era repetição cara, o Oscar no basquete lá, mil, a meia vez que ele fala assim, ele fala mão santa não, mão treinada e é isso, pra mim é um recorde diferente do jogo, a bola parada é um recorde diferente do jogo

E é um treinamento, que não precisa do goleiro. O goleiro não importa, você tem que acertar aquele lugarzinho ali. Se você acertar aquilo várias vezes, vai chegar no jogo, tem indeciso você acertar ali. Entendeu? Então você não precisa do goleiro. Bota a barreira e fala, no pênalti é a mesma coisa. E só que a gente, aí eu sou voto vencido porque os caras, ah, mas tem que ter, porque é a realidade do jogo. Aí eu perco.

No que você falou dessa lança de enquadrão num formato aqui, vamos embora. Se você olhar pras nossas principais vendas, você vê basicamente isso que você falou. Você falou, de repente, isso favorece ao volante, ao meio. Vai ver qual é a posição que a gente mais vende. É o camisa 8.

Você vai lembrar de um Vinícius pra oito, né? Você vai ter Bruno Guimarães, João Gomes, André, Douglas Luiz, uma série de outros, Gerson, e um Vinícius Júnior. É isso aí. Não, não faz o menor sentido. Porque a nossa essência é o atacante, né? E zagueiros também, só vender zagueiro pra caramba. Inverteu a lógica.

E eu acho bom ter essa faixa de mercado. Mas a gente não pode perder os mais de 100. É impossível. Como é que está hoje a base do Brasil? A gente vai voltar a esse lugar de revelar craques? Eu confesso a vocês que eu passei a acompanhar menos nos últimos seis anos. Passei a acompanhar um pouco menos. Muito mais nos clubes que eu estava, claro. Você tem recebido no profissional. Eu tenho recebido muito mais.

No Atlético agora a gente estava estreitando muito a relação com o trabalho que estava começando a ser feito lá, que eu acho que vai ser um baita bom trabalho que vai ser feito lá. Mas eu acho que a gente está atento para isso. Eu acho que um ponto que melhorou muito de uns anos para cá, eu acho que o que o Palmeiras fez com o João Paulo, e ter elevado esse nível de preocupação e de trabalho também, eu tendo a imaginar...

Isso vai ser replicado. É, e eu acho que tá... Porque hoje a gente fala do João Paulo e do João Paulo. É, eu acho que sim. Eu acho que sim. Eu acho que na base, eu acho que teve um rodízio. Eu mesmo fiquei na base três anos no Flamengo e vim profissional. Porque acaba que... O Noval chegou aí pro profissional, agora não tá mais no Flamengo. Não tá mais. É, mas os números do Noval são impressionantes também. São, são. Não, foram muito bons.

O trabalho dele lá foi muito bom. E aí já é Patrícia, né? São dois profissionais diferentes. Acho que são as duas grandes referências. Sim, sim.

Bem diferente, o Noval é aquele cara que se preocupa com o todo do jogador. Sim, família. Família, vai na casa. É isso aí. Tudo mais. O João também faz isso. Só que o João tem uma inovação maior que é essa questão do campo de terra. Sabe? É, pela falta da rua, né? A preocupação do cognitivo, desenvolver o jogador, habilidade, fundamentos, assim. Eu acho que ele é mais...

profundo nisso aí. Eu queria ver isso mais nos outros. Não é só o Palmeiras. É o método que o cara criou. Isso é um método. A gente tava conversando sobre base. Eu não sei se foi em on ou off. E eu tava lembrando que foi também nessa situação da Itália. Eu falei, por muito menos a Alemanha em 2002 tava na final da Copa com o Brasil. Mas eles identificaram que pô.

Nós estamos no fundo do poço em formação. Tinha ali o Balak e era o Balak. E chegaram na final porque o goleiro pegou tudo durante a Copa Turta. E eles reformularam o futebol da base. Ampliando ali o espectro de jogadores, por exemplo, absorvendo as colônias. Se tinha brasileiro, o Cacau, o Kevin Curane. Ampliando nesse número. E outra, a federação alemã centralizou a formação.

criou centros nas principais capitais móveis e levava jogador independente de data de jogo então assim a federação alemã falou identificamos um problema temos que mudar e ela como federação não dependeu dos clubes perguntando alguém ela estava com alguém

Futebol foi assim, pô Beto, no futebol aquilo mais impossível, a CBF centralizar e tirar dos clubes, você pegar os melhores dos clubes e ela tomar conta, o método vai ser esse, vamos contratar o JP da vida toca isso aqui nacionalmente é de fato impossível repetir o que a Alemanha fez porque a Alemanha conseguiu o resultado de mudança tem várias coisas ali que eu acho muito difíceis a Alemanha começou isso em 2000, maior que eles foram eliminados precocemente e logo depois eu acho impossível pra ganhar em 14 valeu

É, exatamente, é. Foi um trabalho de longo prazo. Eu acho improvável e bem difícil, primeiro pela dimensão óbvia do nosso país, segundo pela educação do nosso país também, porque a gente tem, a Alemanha, eu acho que eles são mais obedientes, olhando a distância. Nunca morei na Alemanha, tenho primos que moraram lá, mas eu nunca morei na Alemanha.

Mas eu tenho a percepção essa, que existe essa educação de uma obediência maior a algo que foi determinado. Dizem que teve uma palestra, não esqueci o alemão, já muitos anos atrás, no Fut... Como é que era? Futcom? Que eu até fiz essa pergunta. Não, mas foi antes, foi antes ainda. Que eu fiz essa pergunta, inclusive, como foi a resistência.

Dos clubes. E ele falou que também existia lá. Porque isso me chamou atenção. Porque eu imaginei que a gente fica sempre... Ah, mas o europeu vai fazer. Como se fosse fácil. E a gente não é fácil. Porque é ser humano, né? Em qualquer lugar, em qualquer língua. Mas eu acho que aqui, pelas dimensões, pela própria... Pela própria atuação da CBF, eu acho muito improvável. Se tentou fazer o cargo metodológico da CBF.

Eu presidi o movimento dos gestores de base durante três anos, enquanto estive no Flamengo.

na base. E a gente fez algumas reuniões da CBF, o Jael Teoldo foi um cara que é um cara muito teórico, que faz coisas muito boas na Universidade de Viçosa. Então a CBF convidou ele pra poder desenhar alguma coisa. Mas assim, as realidades são muito diferentes, as regiões do país são muito diferentes, as ferramentas que você tem são outras, dependendo de lugar pra lugar. Então é complexo, é muito complexo. O que eu acho que a gente tem que olhar muito é pra nossa essência mesmo, né? Isso é muito...

já tá até batido, né? Mas eu acho que é isso. E tem um ponto pra mim que se fala pouco, que pra mim é o mais importante, que eu falei rapidamente antes, que é o maior problema pra mim não tá nem em que trabalho é feito.

Tá do jogador ganhar dinheiro, nem é dinheiro, mas é a família, o representante. Esse cara com 15, 16 anos, ele já acha que é. É isso aí. E o ser humano, qualquer um de nós, qualquer um de nós. Se você botar um valor alto na mesa, tô com 15, 20 anos, 18 anos, 19 anos. Um valor alto. E todo mundo falando que tu é.

o teu de 100% já cai pra 70%. É, né? Já cai pra 70%. Concentração, ambição. Então o jogador que poderia ser um cara, talvez um... jogar uma Premier, jogar um... talvez ele já não seja. A gente tava falando do Ronaldinho Gaúcho e tal. Pô, eu queria que a carreira do Ronaldinho Gaúcho durasse mais 5 anos pra gente poder ver esse cara jogar. Ele não quis. A impressão que dá de quem tá aqui, não conheço o Ronaldinho. O Neymar, pô, todo mundo queria que o Neymar fosse ainda melhor do que ele, porque ele... Pô, cara... E aí

Eu não julgo o Neymar, cara. O Neymar é um cara que tem o maior respeito meu. Vai pra Copa, não vai? Essa polêmica toda que tá no ar. Mas eu digo assim, cara, tudo que esse cara tem de oferta, do que ele ganhou desde muito novo... 14, 13. Pô, cara, é muito difícil, cara. Eu acho que ele com 12 anos já tinha uma milha. Porque ele tem muita coisa. 12 anos. Ele bancava a família desde cedo. É porque era um... Lembra a geração do...

Xera. A geração dos milionários. Ele e o Gabigol, que era um pouquinho mais novo, e o Xera.

Aí você imagina... O Xera não virou. O Xera 9-5, né? Você imagina... Ele é 9-2. Aí você imagina esse cara jogando um esporte que é coletivo e que tem uma exigência de dedicação absurda. Porque você precisa treinar todo dia, treinar muito.

O cara, gente, é do ser humano. O cara não vai estar no máximo. Ele vai aguentar 20 anos, 25 anos, treinar desde os 12, 10, treinar pra ser o melhor do mundo, igual o Cristiano Ronaldo. Cara, quantos Cristiano Ronaldo tem? Com aquele perfil, esquece o futebol. Perfil de ambição. Então assim, é difícil. Então eu acho que isso, por exemplo, hoje quando eu olho seleção sub-17, seleção sub-20, eu fico preocupado.

Porque na verdade o quanto aquilo ali, aquela convocação daquele menino, vai ajudar ou vai atrapalhar ele chegar no maior nível dele. Porque todo clube que eu vou, o que eu falo para os profissionais do clube e para os jogadores é, o meu desafio como diretor de futebol é fazer você ser a sua melhor versão. Isso para treinador, para todo mundo que está trabalhando comigo e os jogadores. E você colocar um cara que tem um potencial enorme na melhor versão dele,

Cara, o cara tem que querer muito e tem que se dedicar muito praquilo. E se o cara ganha muito dinheiro, muito novo, imaturo ainda, cara, é muito difícil. Difícil. Eu não sei se eu conseguiria. É. Vamos voltar no tempo um pouquinho, Fernandes? Porque, assim, a torcida do Botafogo tem muito carinho por você, né? E eu por eles. Pelo período que você passou lá, que foi um período brabo, né? O Botafogo esteve na Série B um ano antes da Sáfia, né?

Assim, o orçamento não era um dos maiores da Série B pra subir, eu tô errado. Não, não mesmo. É. Não mesmo. Então conta essa trajetória, como é que o Botafogo consegue voltar a Série A do Campeonato Brasileiro e logo no ano seguinte aí ser adquirido pela Série. Você assumiu o cargo de diretor do futebol profissional já naquele ano da B ou já tava? Eu tava no finalzinho da A, mas se vocês lembrarem da A de 2020, foi extremamente conturbada.

E foi uma A que foi a pior campanha da história do Botafogo na divisão, na Série A. Então eu chego lá, faltando 4 ou 5 rodadas, mas assim, só esperando o tempo passar pra cair, porque matematicamente você tinha a chance, mas tinha que ganhar todos, aquela combinação de resultados. Você viu pra maturar um pouco o Navarro ali, né? Foi. E o Navarro foi curioso, porque quando eu cheguei no clube...

muita coisa eu conhecia, o Botafogo muito bem, só que de base. E eu chego lá, fui uma aposta do Durcésio Melo, a quem eu tenho uma gratidão enorme. Um cara, nossa, um cara tem um carinho absurdo por ele. E ele me coloca essa possibilidade, eu aceito de pronto. Eu lembro muito claramente do CEO do Flamengo à época, que também é um cara que eu gostava demais. Era o Belote. Ele me chama na sala e fala, Freelan, por que você vai sair desse Flamengo?

Pra que ele é Botafogo? Aí eu dei minhas explicações e, obviamente, tinha a oportunidade do profissional do Botafogo, que era um clube que eu tenho um carinho muito grande. Sem dar base profissional. É.

Tinha outras questões que não vem muito ao caso aqui, mas... Mas assim, e aí, quando eu chego lá, a questão do Navarro voltando é... Eu chego lá e assim, tinham muitos jogadores, mais de 50 jogadores. Eu lembro que eu subi pra ver o treino de cima. Cara, parecia um formigueiro de jogador. Cara, isso já mostra um colapso, né? E de vários níveis os jogadores, né? De Ronda, Calu até... Ronda já tinha saído, mas Calu tava lá. Não, cara, era...

Era um grupo bem heterogêneo Bem heterogêneo E assim, jogadores chegando atrasados Faltando treino Escolinha, cara

Eu falei, gente, e aí eu chamei os jogadores. Cara, eu lembro que eu botei no auditório lá, que era a sala de imprensa. Cara, não cabia de jogadora, tava lotado aquilo lá. E eu fiz um acordo com ele. Falei, ó, gente, não dá. Pra ser assim, não dá. Vamos fazer um combinado aqui. Uma zona. Vamos fazer um combinado aqui. A partir de amanhã, o treino tá marcado pra nove, oito horas é apresentação. Chegou oito e um, volta pra casa. Porque eu vou descontar o dia de trabalho.

Então, claro, que alinhei com o jurídico, né? Vi se seria a melhor forma de fazer. Beleza, beleza. Então podemos fazer assim, podemos fazer assim. E aí no dia seguinte, que era dia da viagem pra jogar contra o Palmeiras fora, que era o meu primeiro jogo, dois jogadores chegaram atrasados. Dez minutos, um chegou onze minutos, outro chegou um. Um minuto. E aí eu tava chegando no clube, o supervisor me ligou. Falei, ó, teve esse problema aqui. Falei, manda pra casa.

Falei com eles ontem, pode mandar pra casa. Pô, mas tem certeza, jogadores titulares. Falei, manda pra casa, cara. Pode mandar pra casa. Aí beleza, aí desligou o telefone. Aí eu cheguei no clube, antes de eu encontrar com ele, ele me ligou de novo. Freelancer, tem certeza, cara?

Falei, ou a gente resolve isso agora ou a gente não vai resolver nunca mais. Porque agora é a chance que a gente tem. A gente já tá na merda, pô. Já vai cair. Já estamos na merda. É hora de depurar, né? Exatamente. E assim foi feito. Os dois saíram. Aí gerou matéria. Aí fui criticado. Pô, não é assim que... Tem que saber.

O cara o pau da vida comigo, mas tem matéria. Foi o Babi e o Benevenuto. Ah, tá. E foi, cara. O Babi abriu o espaço pro Navarro. Aí o Babi abriu o espaço pro Navarro, o Navarro foi titular contra o Palmeiras lá e faz um gol bonito, pacacete, no meio da rua. É um ataque dele com o Matheus Nascimento? Era. Não sei se o Matheus Nascimento foi titular nesse jogo, não sei. Foi, foi. Pode ter sido, pode ter sido. E ele faz um chute do meio da rua, um golaço.

É o narro e o abaixamento do Botafogo. Contra o Sport? Não, contra o Sport. Ele, bom dia, o Loureiro ainda pega um pênalti contra o São Paulo. Já o Botafogo tinha caído. Foi, foi, foi. Aquele jogo a gente ganha de 1 a 0. Ah. Foi o único jogo que a gente ganhou ali, naquela reta final. E aí, cara, mas aí é o que acontece no jogo, que eu achei curioso. Acaba o jogo e o Cavalieri foi titular naquele jogo. E ele faz uma defesa, eu não lembro se tinha VAR já, não lembro. Ele faz uma defesa, eu acho que era o...

O Atlético Mineiro agora, gente. O Scarpa. Entra cara a cara com ele, ele defende.

E no final do jogo eu vou no vestiário, a gente empata o jogo de 1x1, um jogo que a gente tinha tudo pra perder de goleada, Palmeiras lá, imagina com a gente todo remendado, todo tirei dois titulares numa ação dessa, aí fui falar com ele, pô, parabéns Cavalier pela defesa, não, parabéns pra mim, não parabéns pra você, o que você fez aí tinha que ter sido feito há muito, aí começou a elogiar aí, cara, é aquilo que a gente tava conversando em off ali é o iceberg do que ninguém vê, é a parte que tá dentro é isso, porque os jogadores queriam que isso fosse feito o que?

só que ele não vai partir deles tem que vir de cima, alguém que vai tomar atitude porque tava, cara e a molecada porra, chegando atrasada é, porque a molecada não vê não vê referência, exatamente então assim, aí foram muitas coisas no jogo que a gente foi rebaixado contra o Sport a gente tava concentrando no hotel a uma hora do Newton Santos, do estádio porra, chegamos faltando 40 choveu muito naquele dia, não sei se vocês vão lembrar choveu muito naquele dia a gente chegou a 45 anos antes de começar o jogoignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignign

Aí uma outra coisa que eu falei com o presidente Primeiro jogo nosso em casa Eu peguei o lanche pós-jogo Eu falei, presidente, isso aqui não é de série B nem de série C Isso aqui é de série D e olha lá Se a gente quer um time de série A A gente tem que ser série A em tudo, pô E salário, Friu? Cara, o salário na época Eu nem lembro se tava atrasado Mas eu acho que não, cara Eu acho que não tava atrasado, mas era uma folha

na minha lembrança, era 5 milhões e pouco, que talvez hoje não seja uma folha alta, mas pro Botafogo era uma folha alta. Tinha Calu, os caras ganhavam um valor alto. E, obviamente, que eu sempre olho pra folha, comparativamente, é o que tá entregando de resultado. Eu sempre gosto de fazer esse estudo, quando eu tô no clube, de o que esse cara me entrega de eficiência, o jogador. Então eu pego vários indicadores do jogador e quanto ele ganha.

De disponibilidade, de jogo, de quando ele tá em campo, o time ganha mais ou perde. Mas eu crio vários indicadores, 10, 12 indicadores. E confronto com o salário dele. Então eu preciso entender. Se a minha folha é de 5 milhões, 5 milhões hoje tá em que posição na tabela? Ah, eu estaria em décimo segundo, décimo primeiro? Então eu tenho que tá ali. Ou, pra fazer um trabalho melhor, eu tenho que tá acima daquilo ali. Só que se eu tô, em um dos últimos, eu tenho uma folha de décimo segundo, tem alguma coisa errada. Então pra mim essa lógica é que funciona, entendeu?

Como curiosidade, que era o lanche? Era um pouco mortadela? Cara, era um pão bem amassado, com uma manteiga e um queijo frio. É mesmo? Frio. Aquele lanchinho quando tu vai no programa de auditório. E aquele suquinho de caixinha? Sim.

O cara que deixou ali, sei lá, cinco quilos no campo ali, desdraffou. Aí eu lembro que eu briguei, eu fiz a conta. Não, vamos botar os caras no Hilton agora. Vamos ver quanto custa Hilton. Que é onde botava os coxas. Até hoje. Até hoje. Falei, vamos ver o custo. Eu falei, presidente, vai dar tanto ano. Não faz sentido. Vamos começar a ficar grande dentro pra fora. Vamos começar isso. E gera responsabilidade nos caras também. Sim, sim. Entendeu? Então assim, foram muitas ações, cara, que foram...

E aí a trajetória foi, a gente reformulou. Aí o que aconteceu? O segundo momento que aconteceu. Eu só queria perguntar. O Calu fez um gol no Botafogo contra o Corinthians. Eu nem tava ainda. Você não tava ainda? Não, ainda não. Sim. O cara que teve uma carreira internacional tinha a menor condição.

Opa, Chelsea Ele já não tava, assim, o que eu vi ele treinando Um ser humano Espetacular, cara Tive duas reuniões com esse cara de um nível, assim É, é Fantástico, esses caras que jogaram essas grandes ligas, assim Em geral, os caras são diferentes E ele era diferente, só que o que eu percebi em treinos É que ele já não tava fisicamente Já não tava, a cabeça já não O corpo já não obedecia tão bem a cabeça A impressão que dava E nos jogos que ele fez quando eu tava lá Isso, Isso Isso

também exatamente refletia o que eu vi em treino. Ele estava realmente já muito mal. Ele mesmo reconhecendo que já estava pensando em parar, aquela coisa toda. Mas se você analisar aí o pregresso da montagem do elenco, de como é que foi, como é que fora. Tentaram iaia a Tureta. Exatamente. O Honda, depois que a gente chegava lá, a gente até brincava, assim, sem querer desrespeitar o Honda, né? Porque isso aqui pode chegar nele sem problema nenhum. Mas estava na pandemia.

E o Honda também já tava em declínio ali, né? Não era mais o Honda, era Copa, o Honda, que foi o que... Só que o pessoal falou isso. Cara, na pandemia, vendeu copo, vendeu camisa, vendeu não sei o que lá. A bola só não podia rolar. Quando a bola rolou, depreciou o produto. Pô! Não jogou no nada. Exatamente. Fez um bom jogo contra o Sport no primeiro turno.

Eu não acompanhei muito. O Honda eu não cheguei nem a trabalhar com ele. Saiu um mês antes, eu acho, de eu chegar um pouco antes. Cretado com a molecada toda. Não, e ele falava que ele tinha uma coisa de horário, que tinha que ser no horário das coisas dele. Era complexo ali. O japonês não era fácil não, falava. Mas isso mostra, Saini, você tá numa situação dessa, dando pão com suquinho, e tava querendo trazer o Honda, os jogadores assim, com mais nome que futebol, sabe? Era coisa meio desconecta na realidade, sabe? Vai investir...

O Peixinho tinha que dar retorno, porque ali Bocalu, Ronda, era uma situação mais de ter nomes ali do que futebol. E na outra ponta, Beto, na outra ponta você via jogadores que que aí depois eu fui saber, que foi indicação de indicação, o cara não tinha nem visto jogar, já contratou. Jogadores Barrandegui, jogadores que... Barrandegui.

Tinha jogadores assim que, cara, que não era nível do Botafogo para uma série A do Botafogo, entendeu? Ótimo menino também, trabalhador, mas é isso, estamos falando aqui de jogador. Ele não mudou a mão na cabeça de ninguém, foram buscar ele. É isso aí, entendeu? Mas é que você entende o porquê, não é por...

E eram 50, né, cara? Tinha alguns jovens, tinha uns 6, 7 mais jovens ali. Juan, Enio, esses meninos ali e tal. Mais jovens, mas assim... O Caio jogou todos os jogos. O Caio jogou. O Caio e o Canufa, eu tive episódios importantes. Tanto na base com os dois. Porque o Caio, sem querer, foi colocado numa situação... Ele lembra de toda vez que eu encontro com o Caio, ele me lembra disso.

É, porque parece que vazou o número dele. Vazou não, acho que clonaram o número dele. Aí postou coisa do Flamengo. Porra, aí ele veio na minha sala chorando, pelo amor de Deus. Não sei se eu podia contar essa história, mas vou contar. E aí ele falou, não, não me manda embora, pelo amor de Deus. Falei, cara, como é que eu vou fazer, rapaz? A torcida quer te matar. Como assim? Não, mas não foi clonar o meu número, não sei o que lá.

Não fui eu. E eu não mandei ele embora. Contornei tudo, não sei o que lá. Porra, aí ele virou profissional, ele me agradece. Aí veio os Estados Unidos. Os Estados Unidos ou Canadá? Nada, nada, nada.

quando tava lá. Pra contratá-lo. Aí eu falei, porra, moleque, eu não posso te vender, tu vai me arrebentar, eu preciso de você pra subir esse time, não sei o que. Pelo amor de Deus, ele precisava do dinheiro também e tudo mais. Aí acabou fazendo. E o Canu, também teve um episódio na base, porra, muito curioso, que o pai dele lembra até hoje, até hoje a gente encontra. Só que eu não vendi ele pro Curios Azul. Era Curios Azul? Acho que era. Vieram dois clubes, veio um antes.

Depois veio outro clube querendo, o São Paulo queria ele, eu falei, não, eu não posso te ir, rapaz, eu preciso de você aqui, não tem como e tal, e não vendi. Depois ele foi pro Bahia City já, com o City, com o Bahia sendo o City. E aí conseguiu fazer a vida financeira dele bem, né? Mas assim, são caras que foram muito importantes, né? Eles eram líder do time. Quando eu era 97, ali ele tinha, um tinha 24, outro tinha 22 anos. Não pode, assim. Ele ia assumir a bronca do time.

Não, o Caio jogou todos os jogos. Jogou todos os jogos. E bem, né, cara? Estava jogando bem, estava muito bem. Não, porque ele está jogando hoje de brincadeira. Está bem, está jogando muito bem. Aí hoje tudo passa pelo pé dele. Impressionante, impressionante. Mas foi uma trajetória, resumindo, cara, de muita dificuldade. Aí teve o momento de baixa na Série B. É, então. Que teve muita crítica. Eu sofri muita crítica. Um chamusca, exatamente.

O orçamento era muito baixo. Cara, a gente teve que fazer uma folha de 2 milhões. Só que, olha a lógica. Eu tinha 5 milhões de folha.

Eu precisava montar um time novo, porque aquele time estava muito marcado. Então ali ficou menos de um terço do elenco. Eu tinha que reduzir a folha para montar uma nova folha de dois milhões. Que era a folha que a gente imaginava que a gente poderia brigar pelo acesso. Então o que eu falei, presidente? Falei, presidente, no início eu vou contratar jogadores de composição de elenco.

Pra ele depois contratar 3-4 pra sustentar mais. Porque não tinha janela ainda, né? A janela começou no ano seguinte. Então essa lógica, pô, e aí o time era mais fraco no início. A gente foi criticado. Só que o Durcésio sabia. Né? Então foi o que a gente tinha combinado lá. Isso ninguém sabe. Isso a Globo não mostra.

Mas é isso, e aí a lógica foi essa. A gente foi crescendo. Obviamente que a chegada do Anderson foi muito importante, porque ele fez um ano especial. Exatamente, foi o terceiro título dele. Foi no ano da B que vocês... Que surgiu o...

Chay? Chay. No estadual pela portuguesa vocês pegam. Foi. A gente analisou, eu fiz um estudo na época. Eu fiz dois estudos importantes naquele ano. Alguns estudos, né? Porque eu gosto muito de me embasar para as decisões que eu vou tomar. E o Chay foi um cara que, assim... Eu não lembro o número exato agora. Mas não chega 10% de jogador de estadual que vai para grande e dá certo. É um número muito baixo. Muito baixo.

Só que o Xai tinha algumas coisas que eu não tinha no nosso time. Um batedor de bola parada, por exemplo. Eu precisava de um cara que batesse bola parada melhor. A gente não tava encontrando. Meia. Era um jogador que era difícil hoje em dia. Que a gente tava falando que meia 10 no Brasil tá mais raro. E ele condutor de bola. Ele era um meia atacante. Era um cara que desequilibrava. Só que era um cara da portuguesa. Um cara já de uma idade.

Não era um cara. Era um cara de foot set. Era um cara... Cara... Muito obrigado.

Só que aí eu fiz um acordo de trazê-lo por uma aposta. Era uma aposta dele de campo, mas era uma aposta de salário também. E um contrato amarrado que se ele alcançasse metas, todos os jogadores daquele ano, todos, eu faço isso até hoje, quando eu cheguei no Atlético Paranaense, eu falei, presidente, porque todo clube, em geral, quase todo mundo faz um contrato.

Vou falar isso aqui e vou dar um dos segredos que eu tenho. Mas eu acho importante pro futebol. Outro dia até saiu uma matéria dizendo ah, no clube tal, não sei se é o Arsenal, sei lá, fazendo isso, até percentual de gordura, colocando pra contrato. Falei, pô, gente, eu faço isso desde 2020. Pô, me dá mérito aí. Qual é a lógica? A lógica é qual é a métrica do jogador? Eu tô contratando o lateral direito.

Então o que eu quero desse lateral direito aqui? Qual é a métrica que ele tem nos últimos três anos, anos bons desse cara? Então eu coloco isso em contrato pra dar bonificação pro cara. Então ele vai ganhar a bonificação se ele alcançar aquele número. Então o Chaitinha, no caso de atacante e meio atacante, pô, extremos e tal, eu coloco em geral participação de gol. Desde uma pré-assistência e tal. Mas marcadores, eu olhava lá, o Oyama.

Foi naquele ano um cara muito importante O Iama, Matheus Frizo, né? O Iama jogou titular direto Aí teve o Daniel Borges, lateral direito Tem uns caras assim O jogador que veio do Botafogo de Berão Preto Veio o trio do Mirassol, que eu fui criticado pra caramba Os caras foram importantes pra caramba O Diego, o Daniel E o Iama E tinha um ponta também do Botafogo de Berão Preto

O Ronald, baixinho. Mas o que eu fazia ali? Duelo. Duelo defensivo. É uma característica importante. Venceu quantos? Qual é o percentual? 55%. Aí pegava um wisecouch da vida como base, contratualmente colocava, os advogados me odiavam. Todo clube que eu passo, os advogados me odiavam.

quando eu cheguei no Atlético Paranaense porque é muito trabalho pra controlar essas métricas eu fiquei no Atlético Paranaense e falei, presidente vamos fazer o seguinte, porque qual é a lógica eu coloco uma métrica e essa métrica é beleza, o cara jogou tantos minutos ele aumenta o salário, ou ele ganha um bônus eu falei, não, não é se ele joga é se ele ganha porque se eu tô trabalhando numa empresa eu recebo pra atuar

Não é mérito ele atuar titular, não é mérito. Bônus é pra você ter mérito, né? Eu preciso ganhar jogo. O que vai fazer o benefício pra minha empresa, pro meu clube, é ganhar jogo. Então, cara, quando eu falei isso pro Petralho, ele falou Nossa, burro, burro, por que eu não pensei nisso antes e tal? Foi curiosa a reação dele. Porque é isso, então vamos lá. O cara quer ganhar quanto? É isso. Então vamos tentar reduzir um pouco. Vamos botar até um pouco mais do que ele pediu.

Mas se ganhar jogo. E cara, eu fiz todos os contratos que eu faço hoje, eu coloco bonificações ganhando jogo. Ah, bota lá, se ele alcançar 10 jogos jogando 45 minutos, ele ganha... Não, não. Ele ganhando 5. Não bota 10 jogos jogando 45 minutos, bota ele ganhando 5.

Porque pra lógica do cara vai olhar... E empresários discutindo comigo. Não, mas não é isso aí, é um esporte coletivo, ele não é responsável por ganhar. Então vai fazer atletismo, porra. Porque pra empresa, ele tem que ganhar jogo. É aí que ele merece bonificação. Pra ele jogar, é o salário.

Não é mérito ele ser titular ou reserva. Aí é a escolha do treinador. Ele tem que fazer o melhor trabalho dele. Então é uma lógica pra mim óbvia, mas que o futebol não pratica tanto assim. Percentual de gordura é a mesma coisa. Três anos atrás eu fiz no Havaizinho lá. No Havaí, vamos embora. Ah, o cara queria renovar o contrato, mas o teu problema é o percentual de gordura. Então vamos lá. Você quer ganhar isso? Eu não vou te dar isso.

Vou te reduzir aqui. Agora, se você estiver nesse percentual, eu ainda fiz um gradativo pra ele voltar. Podia voltar um pouquinho mais pesadinho. Aí o cara vai ganhar, entendeu? Só que aí a lógica é tão complexa. Porque você tem que tomar um cuidado pro cara que vai medir a feria, a percentual de gordura dele, não ter vínculo com o jogador. Porque tu... É, meu irmão. Não é só estabelecer, né? Não, você tem que controlar. É uma vigilância. É complexo. Você tem que sempre pensar que vão te dar uma volta.

Você ficaria agindo elas. Cara, voltando no Chay, aí a gente contrata o Chay. Foi muito importante. Só que no Chay, o que acontece, cara? Teve um episódio muito curioso. Porque o Chay, eu tenho esse vídeo aqui, inclusive. Depois eu mostro pra vocês. Em off. Mas eu pedi pra ele, porque ele tava treinando. Ele já tava com... Né? Ele fez uns gols, fez uma assistência. Já começou a estufar o peito. E ele começou a reclamar em treino. Começou a abrir braço.

Aí eu pedi pro analista de desempenho, cara, filma esses lances aqui e me manda. E faz aquele destaque no vídeo e tal. Aí peguei, falei, Shai vem cá, vem na minha sala. Aí mostrei pra ele, cara, olha como é que você chegou. E olha como é que você tá. Aí ele, porra. Falei, cara, cadê o Shai?

Você quer ser o shy? Você quer continuar, terminar a temporada, sair daqui pra outro lugar, ou fazer uma série A aqui? Não pode ser esse comportamento, cara. Porque aqui tu vai levar os caras contra você, os caras vão começar a pegar raiva de você. Seja o que você chegou, humilde, trabalhador.

Só que mostrando o vídeo, porque o vídeo não tem Contestação E aí pô, até hoje A gente resenha até hoje, ele me agradece A resenha é muito boa, porque ele é um cara malandro Carioca, carioca Aqueles caras Foi importante É, foi, gente boa

Imagina a importância pela qualidade que ele te ofereceu. Ele, o Navarro, era o arco e a flecha. Ele teve uma situação, nasceu o filho dele naquela época, precisou de ajuda financeira. Porque assim, eu tenho um cuidado muito grande, essa coisa que eu falei de trabalhar pra tentar as pessoas serem a melhor versão, um cuidado que eu tenho muito grande. Sempre fui assim na base, com família. Botafogo a gente fez vários trabalhos assim. No Flamengo, chamando as famílias pra dentro do clube e tal.

É entender...

quem é aquela pessoa, cara, sabe? Eu sempre falo isso, até quando eu vou contratar jogador, eu tento entender quem é o ser humano que eu tô trazendo. Isso é um baita desafio, né? Porque assim, cara, é jogador, tem as ambições, cada um tem... Mas eu acho que... Porque todo mundo que tá com a cabeça ruim vai atuar pior, né, cara? Então assim, eu tento olhar muito pra tudo que permeia aquele cara, que circunda aquele cara, pra que ele possa desempenhar o melhor trabalho dele, pra que entregue o resultado. Afinal das contas, eu quero resultado também. O jogo que eu sempre lembro...

Foi a goleada sem o do Vasco hoje no áudio. É. Porra, aquele jogo foi bom. Vasco de Fernando Diniz. Era, né? Acho que é uma atuação de almanac daquele time, né? Assim, daquele nível de jogo. O acesso total mostra a preparação pro jogo, cara. É muito curioso, porque mostra uma fala do Anderson. Estratégica pra enfrentar o Vasco. Sim, eu disse isso aí. Que é muito... Deixa eu roubar a bola aqui. Exatamente.

Como eles jogam muito agrupado, a gente fez dois ou três gols, dois gols assim, eu acho. Era um passe e um bate-fúndio, né? Marcos Antônio, né? Marcos Antônio. O Enio joga nesse time, o Enio? O Enio entra em alguns jogos, né? Não teve tanto... O Enio aí, o Chay. E aí o Botafogo sobe, Freeland. Primeiro assim, dá pra garantir que se não subisse naquela Série B ali, 24 não aconteceria?

Ah, cara, é muito difícil você cravar esse tipo de coisa. Talvez não fosse em 24, talvez fosse em 26. A gente não sabe, mas assim... Talvez seria bom porque aí também empurraria um pouco a crise financeira. E é difícil cravar, mas... Eu vi o Lênin Franco falando sobre isso, que é um cara que tem carinho enorme. Grande Lênin, parceiro. Eu vi o Lênin falando isso. Ele falou, cara, eu me sinto campeão da Libertadores. Ele falou.

Porque a gente estava lá na construção desse início de tudo isso, né? Eu, diferente dele, não me sinto tão campeão da Libertadores assim, mas obviamente tem uma parte nossa nessa construção dessa história, né, cara? Porque se aquele 2021 não acontecesse, certamente ia retardar muita coisa do que o Botafogo viveu nesses últimos anos, né? Agora, e essa transformação, assim? Como é que foi...

Você lembra, assim, do Textor chegando? Assim, foi inusitado, assim. Porque o início foi de uma expectativa muito grande, né? Eu fui convidado pelo Durcésio pra acompanhá-lo a uma ida a Londres pra conhecer o Crystal Palace, a pedido do Textor. O dia que vocês conheceram o Textor. Era, o Textor ele tinha vindo ao Brasil outras vezes já. Só que, assim, era difícil ler.

qual ia ser o caminho, né? Qual ia ser real a história do Botafogo a partir daquela venda. Primeiro que era a primeira barra segunda venda, que foi quase concomitante com a do Cruzeiro, ali do Ronaldo, né? Só que era o Ronaldo, comprando o Cruzeiro, era brasileiro, já conhecia um pouco a lógica do futebol brasileiro. É, a primeira SAF, né? Primeira experiência, assim, do futebol brasileiro. De um investidor externo, né? Vindo colocar o estrangeiro. Um americano. Exatamente.

E assim, a forma como o Textor chegou não é a forma que eu, particularmente, acho que é a mais...

adequada no sentido de exposição. Ele comprou querendo botar a cara, ir na torcida, pegar a bandeira. Não é o meu modus operandi. Assim, claro que isso populariza. Sim. Mas eu acho que um cara que vai comprar um clube, eu acho que tem ali uma regrinha de você. É, de você como agir, né? Mas aí é de pessoa pra pessoa. Mas obviamente que isso gera na gente um porra. Mas por que tá aparecendo tanto? Será que...

E aí gerava dúvida, mas eu nunca entrei muito na parte mais administrativa, dos contratos, para entender qual era as garantias. Isso eu nunca me meti muito. Comigo, teve um convite para eu retornar à base, que não era muito o meu projeto esportivo naquela época, mas tinha aceitado.

E aí, eu perguntei ao Tex durante algumas semanas, Tex, não tem problema, eu vou voltar para a base, eu gosto do projeto Botafogo, acho que pode ser um baita de um projeto.

Meu projeto de carreira é seguir no profissional, mas tudo bem, dependendo do projeto, sim. Eu tenho uma preocupação, que na época era com o meu CEO, e eu não gostaria de continuar reportando a ele, porque a gente teve divergências importantes ali. Então aquele ponto ali, que era pra mim a maior preocupação. Era o Tyron? Era o Jorge Braga.

Então, assim, eu não queria reportar a ele porque a gente tinha diferenças importantes e não tinha sido fácil o ano, porque não era só gerir, é aquela coisa também de não entender os meandros do dia a dia. Não era simplesmente gerir o futebol e ter que ganhar o jogo. Eram muitas coisas pra gente dar passos, às vezes até pequenos, entendeu?

Então foi o acesso total mostra também um pouco dessas divergências. Então assim, foi complexo também por isso. E ali que aí chegou o convite do Bahia, falei, cara, não tive a resposta, não sei como é que vai ser e tal, tem que esperar o Luiz Castro chegar, porque ele já estava em conversas avançadas com o Luiz Castro. Aí a coisa demorou muito e eu fiquei sem resposta durante um tempo. Falei, cara, eu vou seguir. Bom convite.

Bahia já tava você estava entrando no Bahia você chegou no tri, a expectativa de permanecer no seu carro, já que tinha tinha um conhecimento, lógico, ia mudar elenco, ia mudar tudo, mas de receber um voto de ficar na verdade a minha expectativa era essa, né, tanto a minha, a do Anderson também, que foi campeão com 80% ele chegou meio que é verdade que tinha uma coisa de falar em inglês foi com

Como é que o Freelander não fala inglês? Eu perguntei pra ele, eu tenho aqui. Eu perguntei pra ele, mas vem cá, isso não, porque a gente fazia conversa. Meu inglês sempre foi o meu inglês básico, né? Me comunico mais o básico, não sou um cara fluente. Ainda, ainda vou vencer essa barreira. Mas nunca foi um problema. E ele falou, não, de maneira nenhuma, eu que tô entrando no seu país, ele ainda fala isso pra mim na mensagem, por escrito.

Não, eu tô entrando no seu país, não tem nada disso. Mas veicularam isso. É, quem foi que entrou mesmo?

Foi o Mazucu Estão falando que o Mazucu tinha o inglês Lembra de imprensa, né? Não era na boca do Texo Tinha essa resenha, mas não foi verdade Segundo o próprio Texo, não foi verdade Ah, sim, você não ficou, mas Você observando hoje O Botafogo hoje Ah, cara, eu vou te falar Que tem aquela frase Que os torcedores conhecem bem Que é, tem coisa que só acontece ao Botafogo Isso, né?

E eu tenho uma fala que deu uma viralizada na época, porque eu falei, fala de vestiário, e aí tu esquece que tem câmera, e tu fala. Eu acho até que depois foi bom.

que, cara, o Botafogo, assim, o que eu esperava que acontecesse no Botafogo foi o que aconteceu em 24? Foi. Até eu achei que foi rápido o título dessa grandeza, um ano como foi o 24. Naquele início já era essa expectativa. É, eu tinha uma expectativa do clube se engrandecer. Eu, quando fui pra lá, eu falei pro Durcésio, antes do antes da SAF, antes do Texter, antes de tudo.

Eu falei, eu quero contribuir no engrandecimento, no reengrandecimento do Botafogo. Porque eu acompanhei o Botafogo. O Botafogo, eu tive uma reunião uma vez com o Montenegro, que eles foram visitar Caio Martins. Eu tava na base, 2010. Eu tava na base. Por um acaso, o César estava na... Por um acaso, o César estava nessa... Era uma comitivazinha de quatro, cinco, seis caras. Ex-presidente, vice-presidente, conselheiros e tal. E... E eles falaram assim, não, mas o Montenegro falou.

Isso, a geração 9-5, era o último ano de sub-20. E ele falou, ah, mas esse cara tem que entender que o Botafogo é grande. Eu falei, presidente, você vai me desculpar, mas olha, em volta. Não tem como convencer o jogador de que o Botafogo é grande. Olha o vestiário como é que é, olha a parede como é que tá, olha o campo como é que tá, olha... Não tem como. Porque o último título grande do Botafogo foi em 95. Esse menino tava nascendo.

Não tenho como... Eu vou ficar falando que o Botafogo é grande. Não é. É atitude, é visual, é muito mais do que isso. Então, assim, passar a coisa do Lange que a gente estava falando, a coisa das reformas, várias reformas que o clube fez, depois muitas delas. Cara, é estrutura. Você tem que ser grande. Você não tem que ficar dizendo que você é. Você conviveu com... O social do Botafogo agora tem o João Paulo no comando, mas a galera está lá, né? Você acabou de falar do Montenegro, o pessoal está...

como é que você observa hoje essa possibilidade às vezes você fala, não, do social o Texos já falou que é impossível que ele não é assim, o futuro do Botafogo com as pessoas que você conhece que estão lá eu tenho acompanhado pouco eu tenho acompanhado bem pouco o Botafogo nessa toda essa discussão, nessa briga é o que eu torço, cara eu falei da questão, tem coisa que só acontece no Botafogo porque tu vende o clube things

Você tem, primeiro foi o 23, que foi aquela loucura, né? Depois você tem um 24 que reafirma o momento novo do Botafogo. O roteiro é... E aí entra de novo no turbilhão de problema, daqui a pouco pode deixar de ser e eu quero que o Botafogo tenha a paz e caminhe pro engrandecimento que o clube merece, sabe? Pelo que foi na história e pelo que tem potencial de ser, né? É uma pena, assim. Aí você vê jogo hoje no Engenhal de novo, tá lá 8 mil pessoas, 100 mil pessoas, fica, caralho, como é que pode? Voltou tudo, gente.

Mas foi um sonho rápido, né? Porque assim, 23 já tava... Já tinha sido o início, teve aquele problema. Aí 24 vem com um baita de contratações, monta um time... Eu aqui falava isso, assim, na virada do ano já começou a dar um... Ficar estranho o negócio. Primeiro que eu acho que assim, você é campeão. E é aquela entrevista que o texto dá com as taças na mesa. Venham buscar e meio que...

Ali, pro torcedor, era aquela coisa assim, pô, isso aí, Botafogo ganhou, é campeão, a gente também tem que... Só que as atitudes depois foi de desmonte. Aquela situação de, não é problema técnico, não é problema, não se mexe, não é problema. A gente discutiu isso aqui, falei assim, lógico, ele não tem, logicamente, que dá... Ele pode muito bem não dar importância ao estadual, usar como uma preparação, mas com o técnico, com o grupo...

E aí ele vai desenvolver lá no meio do segundo semestre, como ele falava, onde as coisas são importantes, o time vai estar formado e vai conquistar. Agora, sem treinador, não está formando nada. De maturidade vai ser nenhum. Aconteceu o que aconteceu. Quando chegou o treinador, passou o tempo. Para o time se formar, não dá para fazer mais nada. E aí... O Desmond é brabo, Desmond. Você como diretor de futebol nos bastidores, você deve ver, você tem a exata noção de como os clubes estão.

Assim, tipo, se tá com... Porque os jogadores circulam, você pode chegar a uma proposta maior que a outra. A gente teve o Landinho aqui, conta a história do Botafogo nesse início pujante, que o Flamengo ia levar o Luiz Henrique, o Botafogo foi lá e pum, cobriu a proposta e um abraço. Não é a realidade hoje, né? Então, assim, você deve ver esse momento do...

estando em outros clubes que a coisa não estava como estava anteriormente. O que está acontecendo, que é do bastidor, mas eu acho que já se torna público já há algumas semanas, meses, hoje, os clubes, tem muitos clubes de ponta do país que não conseguem comprar jogador, porque esse clube vendedor sabe que não paga, ou sabe que a chance de receber é menor. Porque hoje pouquíssimos clubes compram a vista jogador.

Ah, parcelam, paga três parcelas esse ano, três parcelas ano que vem. Só que aí tu vai vender parcelado pra um... Hoje em dia, eu tava disputando, eu tava lá atrás de Paraná e disputando por um jogador que o Botafogo também queria, Corinthians também queria. E aí eu não comprei porque ele vendeu pra fora, mas falou, cara, eu não vou vender porque os caras não estão me dando garantia de que vão pagar.

O bastidor é esse, entendeu? E é... Isso é... É ruim isso, né, cara? Pra imagem, pra credibilidade do clube. A questão dos empresários, né, também se comenta muito isso. Muito, muito. É, onde os caras ganham também, né? Sim. Onde os caras ganham também. Ele tem uma dificuldade de pagar com o SAI, né? Sim, sim. Dito isso, se você participou desse momento do Botafogo, foi pro Bahia. Dá pra afirmar que o Bahia tem a melhor SAF do Brasil? Dá pra afirmar que o Bahia tem a SAF mais madura do Brasil.

Eu acho que a maturidade, isso eu falei muito lá, a maturidade da SAF que comprou o Bahia, que é o Grupo City, são muitos anos. Tem uma longevidade no seu CEO, que é quem controla, que é o Ferran Sorian, que controla todos os clubes ali. E é óbvio que vão ter, né, a chegada teve algumas adaptações, que é muito natural, nos primeiros meses.

Mas tem uma coisa pra mim que é fantástico que o Grupo City faz. É adequação de expectativa. Em momento algum eles chegaram falando que eles vão nos próximos dois, três anos ganhar brasileiro, ganhar não sei o que lá. O Rogério teve uma crise no ano passado. Ferrançal Leão foi dar uma entrevista pra TV Bahia, não lembro.

O Rogério é treinador até o final do 2026. Não importa o que vocês vão fazer, ele vai ser o treinador até o final do 2026. Isso passa uma credibilidade e ele cria uma paz interna de trabalho absurda. Além, obviamente, de ter grana, ter processos muito bem definidos. O clube tem processos muito bem definidos.

E boas pessoas envolvidas no trabalho. O Cadu é um cara que tive uma relação muito... O Cadu Santoro tinha uma relação muito, muito próxima ao longo de 2022. Cara, é um cara muito bom. Mas muito bom. Santoro é a figura mais direta ali no futebol. É o diretor do futebol hoje. Responde ao suriano. Sim. Cara, e... Assim, porque o quê? Eu tenho algumas experiências ali. Se parar de dosar a expectativa, eu estive em Salvador agora, fui no jogo do Bahia e...

Estava coletivo aí me perguntando, quer fazer uma pergunta? Já que eu estava lá...

Agradecendo a assessoria de imprensa do Bahia, que me recebeu, fui presenteado com uma camisa e tudo mais. E a minha pergunta foi essa pro Rogério. E, cara, o que eu tinha? Porque tinham os executivos lá do Grupo City assistindo a coletiva, né? Primeira coisa é essa. Os caras estavam lá no Bahia, já que é, meu irmão, assistindo a coletiva do Rogério. Aí eu perguntei isso. Como é dosar a expectativa de crescer?

aos poucos, com processos bem estabelecidos, e o torcedor que quer ser campeão. Pra ontem. Então, que eu acho que é o grande desafio da Sáfia, mas que eu torço muito pra que dê certo. Porque eu acho que o Bragantino faz isso também, dessa mesma forma.

Só que o Bahia com uma torcida muito maior. Sim, claro. Então se dando certo no Bahia... Mais efusiva, né? É. O torcedor do Nordeste em geral é um torcedor muito... Sim. Muito participante, assim. Que é muito diferente do que é feito no Brasil. Sim, sim, sim. A loucura de demissão. E outra foi até o Renato Paiva que me contou. Ele falou, cara, tipo assim, a análise do trabalho de um treinador lá passa por uma coisa muito mais profunda do que perdeu ou ganhou. Que é uma questão de...

Quantas possibilidades de gol com esse estilo de jogo? É, claro. Ah, então ele tá criando tantas oportunidades, mas o centroavante não tá fazendo? Então a gente precisa contar... É isso aí, com certeza. A análise pra mim tem que sempre ser essa, assim. Eu gosto... É isso. Isso é uma contramão total do futebol brasileiro, assim. Mas é por isso que tem que dar certo, entendeu? É isso. Porque eu, por exemplo, eu como executivo de futebol, eu procuro estar sempre...

Em todos os lugares, do vestiário, no intervalo, na preleção do treinador, em todos os treinos. Porque é ali que você tem as respostas. E se eu sou diretor executivo, que eu vou ter que tomar a decisão de mandar embora ou não mandar embora um treinador, eu preciso saber o como. Como ele está treinando, como ele está gerindo o grupo, se o grupo está comprando ele esse cara ou não, comprando o treino dele ou não. Então, assim, e para mim a lógica é exatamente essa. Por que eu acho que tende a dar certo?

Quando o Fernand Soriano foi em Salvador a primeira, acho que foi a primeira vez, pelo menos que eu tive com ele, foi a primeira vez, ele fez uma apresentação aos conselheiros do Bahia. Cerca de, sei lá, 200, 300 pessoas. Cara, ele mostrou o projeto City, o projeto Manchester.

E mostrou a mudança do escudo pra resgatar a história. Porque eles tinham feito um escudo meio que pegando só pela estética e não pela história de Manchester lá, do clube. Aí começou a mostrar como eles começaram a empilhar troféu. Mas que demorou seis, sete, oito anos. E isso, acho que não foi mostrado daquela forma pro grande público, imagino eu.

Eu acho até que teve transmissão. Na hora da minha pergunta pro Rogério, essa de dozar a expectativa, eles falam 30 anos. Vamos ficar aqui por 30 anos.

Não pra vencer, né, Gabriel? Sim, sim. Nós vamos ficar aqui 30 anos. Pelo menos. Eu acho que pra você querer algo perene, eu acho que esse é o caminho. Claro que eu acho que você, 30 anos sem ganhar, você não vai conseguir ficar. Você pode até conseguir ficar porque você botou dinheiro. Mas não vai ter sucesso esportivo.

E não é o objetivo deles também, enquanto o Grupo City, pelo que eles falaram pra gente lá. É, sim, ganhar títulos. É só que criar um processo que dê maturidade pra que o título venha com um porquê muito claro, com um como muito claro. E não, talvez, mal comparando com o 24 do Botafogo, não pode ser assim.

Claro que você não vai ganhar todo ano, mas aí vamos pegar o Palmeiras de hoje, em relação à parte esportiva do Palmeiras. É mérito só do Abel? Cara, não, pra mim não. Pra mim você tem o Anderson Barros, que é um cara que também super respeita, que tá lá há muito tempo. Você vê, quase todos os profissionais... A gente mandou um grupo de profissionais do Atlético visitarem o Palmeiras, ficaram dois ou três dias lá. Cara, no relatório, o que mais tinha lá é longevidade dos profissionais, cara.

É maturidade. Cara, não é à toa que da psicologia, da nutrição, da parte de saúde e performance em geral, do executivo, do atabase, o São Paulo fez 10 anos, acho que, de Palmeiras. Cara, é isso. Parece ser o clube no Brasil que mais... Você usa a palavra, eu gostei muito da palavra maturidade. Maturidade é você entender que você não ganhou, você teve uma decepção, mas se o profissional é bom.

E faz corretamente os processos, a chance de ganhar algum momento é muito mal. O problema é que no nosso país a maturidade ela cai por terra porque aí entra uma outra questão. Maturidade e gestão, né? É. Se você não ganha, você não serve. E todo mundo fala que você não serve. E aí você acredita naquilo ou quem determina acredita naquilo. E aí você sai. Aí vem um outro cara. E isso acontece em todos... O ano passado teve um momento de turbulência do Odair.

E eu tentei mostrar pro presidente cinco, seis tópicos do porquê que não fazia sentido uma troca do Odair. Que importante. Pô, o trabalho do cara, a energia. Eu falei, cara, o Odair, com sete vitórias seguidas, não muda a energia dele.

com cinco jogos sem ganhar, não muda a energia dele, o cara chega aqui a mil por hora, é um cara que tem muita identidade com o furacão do Atlético de ser, entendeu? Porque lá tem quatro ventos, que eles chamam, são os valores, né? Ambição, rebeldia, inovação, putz, não posso esquecer o último, vou lembrar já.

cara, esse cara tem muito isso o jogo do Atlético é um jogo agressivo o Odair é um cara agressivo o grupo tava na mão dele o cara tem bons treinos, o cara tem boa estratégia pra jogo e tava jogando melhor do que todos os adversários da B

Se você interrompe um trabalho ali, faltando 12 rodadas, 13 rodadas, a chance não subia. E era enorme. Só que aí você tem que ter o convencimento, porque tá todo mundo falando. Outro dia eu já tava vendo ali que perdeu esses dois últimos jogos, já estavam falando que a culpa era doda aí.

aí é isso, a bola até não jogou bem o primeiro tempo, foi muito ruim contra o Atlético Mineiro, mas as duas bolas desviam e entram, sabe, futebol é isso os gols do Atlético o Santos é batido você falou um ponto que é muito importante acho que o principal ponto pra começar a mudar isso é

Queira pessoa que vai tomar a decisão que tá ali, que você, o clube, escolheu pra ser quem vai analisar e tomar a decisão, você, por exemplo, o diretor de futebol. Essa pessoa tem que entender do trabalho do cara pra poder fazer essa avaliação. Tipo assim, presidente, o trabalho no campo de treinamento é bem feito, no campo, a gente tá vendo isso aqui, ó, só que futebol.

momentos que não acontecem, a bola não entrou o time jogou, o time produziu o centroavante perdeu o gol ali, mas se a gente der sequência, der tranquilidade, a bola vai entrar, mas precisa saber eu acho que a gente não tem se você pegar nos 20 com a Série A eu não sei se metade que tá no cargo tem condição técnica de explicar pro presidente dele que aquele trabalho tem que ser continuado não sei, eu acho que não eu acho que é exatamente isso, e você pode agregar a isso dados things

Porque também só falar não vai ser suficiente. Você tem que trazer dados, dados físicos, dados de desempenho. Essa questão que eu falei que eu faço para você ter é o coeficiente de eficiência do jogador, por exemplo. Você trazer o embasamento. Eu sempre falei no futebol, para mim, o número é um ponto de análise.

Porque se você só ficar no número, você vai se decepcionar muito. Porque o futebol é extremamente complexo, tem muitas variáveis. A bola bate aqui, você vai ver, o cara ganhou o duelo aéreo. Aí você fala, pô, o zagueiro é bom ganhar o duelo aéreo. Mas a bola caiu no pé do cara, ele não direcionou. Ele ganhou porque no dado lá que o iScout, por exemplo, essas ferramentas dão, é vencido. É rebote, é rebate. Então assim, é muito importante você, pro presidente, porque eu acho que uma das coisas da minha função...

Eu acho que eu sou muito privilegiado, assim. Porque eu comecei há 20, eu fiz 22 anos de carreira agora. Cara, eu fiz de tudo no futebol. Eu fui treinador de futebol. Eu fiz educação física. E aí eu fui treinador. Eu fui preparador de goleiro seis meses da minha vida. Eu fui preparador físico. Eu consegui, eu fui supervisor, eu fui coordenador técnico.

Então eu... Literalmente multidisciplinar. É, eu confio... É claro que eu não vou conseguir discutir com um treinador de goleiro de igual pra igual. Tecnicamente, pô, não. Não tô estudando. Mas eu também não sou bobo. Sim. Então eu vou olhar ali e falei, pô, outro dia me mostraram um vídeo de um cara de um time... Nem lembro qual era o time agora.

Bom, top da Europa, o cara puxando a camisa do goleiro, não sei se vocês já viram isso, puxando a camisa do goleiro pra fazer um treino. Eu falei, cara, o cara tá top da Europa, mas que momento o cara vai ter um cara puxando a camisa dele pra ele? Será que isso não atrapalha a minha cara? Eu não concordo com aquele trabalho, então eu vou poder questionar o cara, mas por que você tá fazendo esse trabalho? Se no jogo não vai ter ninguém fazendo essa...

essa resistência e tal, qual é a lógica e eu gosto de trabalhar muito perguntando eu sempre pergunto primeiro dificilmente eu vou ser aquele cara que vou chegar batendo na mesa, pode acontecer já aconteceu no Botafogo, o acesso total até mostra algumas ações assim mas a minha ideia é sempre amar por que você está fazendo isso entendeu, então assim, eu acho que ter as respostas, não necessariamente elas vão resolver o problema, porque se a bola não entra, não tem jeito mas se você entender por que a bola não está entrando a tendência é você acertar mais do que errar assim, eu espero que things

Marca número um do mundo e especialista em multibenefícios. Ajuda a recuperar energia e apoia o metabolismo. Estudos clínicos mostram que preserva memória e cognição, além de contribuir para cabelo, pele e unhas. Centro, você de bem a melhor. Você estava num clube no Bahia, né? Sobre a batuta de um cara que escreveu exatamente... A bola não entra por acaso. Aquele livro é fantástico.

A bíblia da galera que veio aí de gestão, né? Os caras do Flamengo também. E o cara chega afastando o Guardiola. Foi o Guardiola, não foi? Chega afastando o Ronaldinho Gaúcho. O Retorno fica uma, mas... Cara, é, já chega... Identificou um monte de coisa. Ele identificou que aquilo ali não tava sendo benéfico pro clube, cara. Só que é uma decisão, imagina. Só que ele também era o Guardiola, né?

Já era o Guardião do Barcelona. Também é diferente. Porque isso é uma outra habilidade, né, cara? Porque isso é uma outra habilidade que você tem que ter, né? Como gestor, você tem que ter uma leitura. Uma leitura. Quem sou eu, Eduardo Freeland, chegando no Bahia? Quem sou eu chegando no Botafogo? Como é que o Cavalieri, como é que o, sei lá, o Cícero na época, como é que os caras vão me olhar?

E aí entra no negócio, você chegar fazendo um negócio desse, você fala assim, opa, o cara chegou aí mesmo, esse cara chegou chegando. Porque senão tu perde, entendeu? Na nossa vida, em todas as áreas, mas não diretor de futebol já que é a minha função, você o tempo todo vai ser colocado à prova, você.

Vocês, né? Estou fazendo um programa desse por diário e... Sim, cara, vocês estão sempre sendo avaliados o tempo todo. Nós estamos sendo avaliados. E o jogador, cara, ele avalia e te provoca o tempo todo. É, eu entendo. É mesmo. O tempo todo. E se você não for firme ali, o cara, opa, esse cara aí, não sei não. E aí eles também montam, né?

jogador monta, então assim você tem que ter uma leitura pra dentro, pra fora, quando você vai dar uma declaração, quando você vai falar alguma coisa com o grupo porque você tá falando pra muitos públicos, né cara eu aqui tô falando pra muitos públicos

Os jogadores do Atlético vão ouvir, o Odaí vai ouvir. O Petralha pode ser que chegue alguma coisa nele. Então você tem que saber como falar as coisas, né? É uma baita habilidade. Eu, quando aprendi isso, pra mim fez muita diferença na minha vida. Eu sempre falo isso aqui no Charla, também a função da comunicação nisso, né? Eu tenho batido muito a tecla da análise de contexto. Mas porra, o que nego me bate, cara? Tipo assim, ah, esse técnico tem que rodar mesmo. Tá bom. Quantos técnicos nesse clube passaram aí?

Quantos fizeram um trabalho melhor que nenhum? Então ele vai... É o problema, né? Mas o torcedor não aceita essa parada. É, imagina, imagina. É porque é isso, cara. Eu não aceito. É porque o torcedor... Mas tem que mudar essa cultura no futebol brasileiro. Tem que mudar, cara. Tem que entender a análise de contexto. Você tá falando... Porque internamente, a gente até...

Sim, a gente visitou um técnico que tem lá os jogos na planilha. Todo técnico hoje tem isso. Você pensa em vencer e pensa em perder, mas nunca dos 12 grandes você vai pra coletiva, o que você pensa nessa temporada? Ser campeão. E não é, mano.

Assim que rola no futebol brasileiro. É uma tabela de expectativa, uma tabela real. Você tem o investimento. Você fala isso. Você pode falar, 5 milhões. É pra ficar o quê? O torcedor não pode nunca falar isso, mas... O técnico do seu time, todos os 20, tem jogo que faz assim, esse aqui... Pelo menos o primeiro e o segundo, em orçamento, pode ser que... Mesmo esses vão bater jogo que faz assim. Esse aqui derrota.

Eu vou falar que os outros, muitos jogos são marcados como ticado ali, tipo assim, derrota previsível. Se ganhar, é uma superação ali do imaginário. Mas tem lá a previsão de que esse grupo aqui e outros que tem que vencer. Isso aí é previsto. Só que esse grupo não quer ser falado. É, claro. Porque se você pega 12, 13, e o Atlético Paraná não é do clube dos 13, então é o 14. 14, irmão, você tá brigando quando é baixamento. É. É isso aí.

É isso aí. Não tem jeito. E por isso que gerou surpresa, porque a gente tava em segundo. A gente ia virar segundo colocado no campeonato. Por isso que gerou mais surpresa. Porque a gente tava fazendo um baita campeonato. A questão da saída que você perguntou no início. Não, gostei muito da entrevista do Renato, recente no Vasco, onde ele fala pro Torreira que ele precisa de quatro titulares.

Porque hoje ele tá além da expectativa do que o elenco propõe. Ele sabe disso. Ele sabe que isso vai se equilibrar aqui pra aqui. É isso. E tá aqui. Isso vai chegar lá no meio do campeonato, as coisas vão se aproximar. Ele precisa de quê? Reforçar. Sim. Pra esses caras que hoje estão jogando virarem banco. Trazer quatro caras titulares pra ele ganhar um estofo e brigar. Ou até o cara que venha com o estado titular melhora o que...

o cara continua jogando. Mas aí você eleva a competitividade interna ali, né, cara? É isso, faz parte desse processo. Tem alguma história interessante, eu gosto de história de contratação, de negociação, ou que rolou, que não rolou, o cara ia pra um lugar, veio pro... Tem alguma história dessa, assim? Putz, tem que pensar, cara. Mas eu... Ah, cara... Que eu me lembro, assim, que gerou mais... Não sei, cara.

Não tô me lembrando de nada de contratação, acho que não. Ah, fiz das minhas assim, né, cara? Porque a gente tem que ser muito criativo, né? E sem grana. O próprio Diego Gonçalves ali no Botafogo, pra falar do Botafogo que a gente falou bastante. O Diego foi uma das discussões que eu tive com o CEO porque eu tinha fechado o Diego.

E eu tinha fechado por um valor, e aí o time não estava dando resultado em campo, ele falou, não, não vai contratar ninguém. Tá fechado o jogo. Não, não vai contratar ninguém. E aí ele fechou com outro clube. A Chape estava na Série A. Ele fechou com a Chape. Cara, mas eu fiquei tão transtornado. Não é uma contratação tão impactante, mas assim, no sentido de...

Mas eu fiquei tão transtornado que eu liguei pro presidente e falei, presidente, eu vou fazer, a conta é minha. Só que agora vai ser 30% mais caro. Liguei pro cara, pro empresário e falei, fechou lá quanto? E se eu fizer esse valor, tu vem? Não, aí eu venho. Então tá bom, então fechou e vem pra cá. E trouxe ele e comprei uma briga com o Jorge Braga absurda.

Mas assim, pra mim era um jogador, que a característica que ele tinha pra realidade que a gente tava, que ia fazer muita diferença. Que era um atacante extremo, que fazia gol, tinha bola aérea. E eu comprei essa briga, assim. E eu falei pro Jorge algumas vezes, eu falei, deixa eu trabalhar, que vai dar certo. A gente vai subir e tal. Mas era uma briga, um convencimento que faz parte. Isso acontece em qualquer nível. Geralmente mais até com os presidentes e tal. Mas foi uma que eu me lembrei agora de perder o jogador e ir lá e...

Mas aí foi dinheiro, né? No mérito de lábia foi mais dinheiro. Mas não tem muitas histórias assim, não. Mas você como diretor de futebol também gosta de fazer essa pergunta. E aí te dão uma bolada pra você contratar um cara no futebol brasileiro. Um só. Quem é esse cara?

Só pode gastar nele. Não é montar a linha. Pergunta boa. Pergunta boa. Tem que juntar o que seu time precisa e juntar a característica desse cara pra ser uma bala de praça. Exatamente.

Se você me perguntasse isso... Geralmente, ele pergunta isso. Responde a mesma coisa, geralmente. Se me perguntasse isso há um ano e meio atrás, talvez, um jogador que eu acho que estava em um nível muito alto, que eu queria ter muito no meu time, que eu gastaria essa bala de prata nele, era uma rascaeta da vida. É sempre isso que fala. Porra, é sério? É. Não fui nada criativo? Então eu vou ter que pagar mais caro do que os outros.

É porque o gringo é bom pra caralho. O gringo joga pra caralho. Não, e eu estava no Cruzeiro quando ele foi pra lá.

o Klaus, Bruno Vicentinho na época que estavam gerenciando o futebol lá também são pessoas que eu admiro muito e levaram ele pra lá ele já jogava muita bola ainda não era essa história sempre impacta porque os jogadores que jogavam no Cruzeiro nessa época, todos eles falam isso

Ele virou o cara que virou no Flamengo. Era meio relapso, né? É, mas era isso. Que fala, pô, uruguaio que não compete. Como é que é isso? O Dede fala muito bem, assim. Deve expor nele. Pô, você é que mudou o cara. Exatamente. Porque ele vaziava o trem. Mas ele joga demais, né? O cara enxerga o campo todo, assim.

Não sei o que o Leonardo vai fazer com ele, mas o que o Felipe fez com ele, a versão dele com o Felipe de gol, decisão. Impressionante, botou ele na área. Não era nem mais o cara pifador, mas o cara decisivo, né? Sim, sim. E de base, o que você viu de jogador que virou estrela?

um jogador que foi meu no próprio Cruzeiro, com 11 pra 12 anos tava começando, era o do Palmeiras lá? Estevam, pô tive duas reuniões com o pai dele 11 pra 12 anos cara, um molequinho um molequinho humilde que moleque gente boa, bonitinho vontade de levar pra casa mas jogava muita bola já o moleque então esse, o Vini eu tive pouco contato eu tive uma conversa muito boa com o Renierignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignignign

René já tava bem no Flamengo, já pegando seleção e tal, na base. Cara, e aí, eu fiz isso com poucos jogadores, mas eu gosto muito de fazer isso. Apesar de fazer com poucos, porque eu acho que é muito específico. Papel em branco, meu irmão, fazer uma linha do tempo com o cara. Só que uma linha do tempo, que o que eu acho que era legal, é legal de fazer, eu fiz isso com dois caras no Atlético também. É porque essa molecada, eles querem.

Mas eles não querem um sacrifício, né? Eles querem um status, eles não querem um sacrifício. E aí, qual era a lógica? Você quer jogar onde? Perguntava pra eles, que é uma pergunta que o pai faz, a gente faz, o empresário faz, todo mundo faz. Aí ele falava, e o que foi curioso do René, porque ele me falou dois clubes, ele quer jogar ou no Milan ou no Borussia. Eu falei, porra, ele foi pro Borussia, inclusive. Aí eu achei muito curioso, ele falou, todo mundo fala, Real Madrid, Barcelona, né? E ele falou, Borussia aí.

Falei, tá, agora você vai responder uma coisa. Quando? Aí ele... Mas como assim? Eu falei, ué, você quer botar essa camisa e jogar? Quando? Qual ano? Me diz aí agora. Aí botava no papel. Borussia, Milan, ano tal. Tá, agora vamos começar a voltar no tempo. Pra você estar lá...

Você tem que estar jogando aonde? Titular do Flamengo, pode ser? Titular da seleção? E ele que vai construindo. Eu vou só dando luz. Cara, foi muito interessante isso. E qual é a minha provocação? É pra chegar no dia seguinte. Porque não adianta sonhar. E a outra coisa é, mas beleza, tu fala alemão.

Quer jogar no Borussia? Como? Vai estudar alemão, filho. O que se come na Alemanha? Tu conhece? Como é que é a cidade de Borussia? É mais frio? É mais calor? Neva? Não neva? Tu tá preparado pra ele? Porque você já se imaginou... O jogador vai sentir isso quando vai, né? Você já se imaginou... Você tá num jogo da Champions, aí vai ter o jogo da Champions no domingo. Ou na quarta, geralmente é terça e quarta. Vai ter o jogo. E você não é relacionado? E você mora sozinho em Borussia?

Já passou pela tua cabeça em Dórtima? Em Borussia, em Dórtima. Você tá em Dórtima. Mas aí em Borussia eu descobri que é Prússia. É Prússia. É Alemanha. Era a região onde ficava, onde era o estado da Prússia. E aí eu falava isso, eu provocava isso, né? Tu fala italiano, tu fala... Porque, cara, os moleques só sonham. Aí tão lá, bota a musiquinha da Champ, vê o jogo. Pô, legal pra caralho, eu também queria, pô.

Só que qual é o caminho que você vai percorrer? Tu pode comer um fast food? Claro que você pode. Até porque tem uma coisa que também é a saúde mental. Ela vai comer o currywurst. Só que, meu irmão... É, não, assim... É, lá é... A Alemanha tem cheiro de curry. Gosta de curry. Mas eu digo assim... Mas o que eu quis dizer da comida, assim... Amanhã, você tem que treinar pra caralho. Se você quiser ir no McDonald's depois...

Tu pode ir, meu irmão. Só que você tem que entender que tudo que você fizer te aproxima ou te distancia daquele sonho que você tem, daquele objetivo que você tem. Então, primeiro, vamos tirar a palavra sonho. Vamos colocar como objetivo. Então, eu gosto muito de fazer isso, assim, sabe? Fiz com alguns jogadores.

Oi, Filandinho, com certeza o Renê lembrou de você, porque ele foi pro Borussia e não rodou. Foi pro Real ali, ele foi pro Borussia e não rodou. Aí, Espanha não rodou, ele voltou, tá no Atlético. Tá no Atlético Mineiro. E aí, o outro jogador, não sei se passou por você, o Vitor Hugo. Vitor Hugo, Matheus França, que tá no Vasco, também passou por mim. Eu acho que o Flamengo foi precipitado, porque o Vitor Hugo é...

Muito bom jogador. E aí teve um momento ali que o Flamengo também entrou numa crise, né? Acho que 23 que ele tava por ali aí. Aí foi pra Portugal e tal, e aí tava ele no Galo. Ele hoje no Galete do Lai e o Reninho é reserva. Ele não foi pro Real Madrid, né? E quando a gente teve aqui o Mário Jorge, ele pô... Do Reninho mesmo, do Vitor Hugo e do Matheus França, ele fala assim jogador absurdo, absurdo. O Mário foi treinado muitos anos dele.

A geração do 2004 do Flamengo era muito boa E os dois eram os protagonistas dessas gerações Por que protagonistas dessas gerações? Porque que no Flamengo Diferentemente do Palmeiras O... É difícil você ter um Um jogador da base titular absoluto Cara, minha provocação E no Palmeiras você tem até, além de titular absoluto Sem craque de campeonato

Crack de conquistas, circunstâncias específicas. Não deixa o Filho não responder. O que eu ia falar é... Eu sempre tenho muito cuidado de falar de estando fora. Porque a gente... É uma história que a gente nunca sabe de tudo o que acontece, né? Mas a minha provocação é... A inversão. Você lembra como era o Palmeiras há 10 anos... Há 7 anos atrás? Não tinha base. Não tinha? Eu lembro que o João...

Nos primeiros dois, três anos, ele fez dez agora, até 18, 19, o João não conseguia colocar jogador no profissional também. E o Palmeiras tinha alguns bons jogadores, não nesse nível, mas tinha bons jogadores e também não conseguia botar.

O Botafogo botou muito, até na minha época e antes da minha época como gerente geral da base... Mas aí pelo caos. Pelo caos, pela necessidade. Não foi por mérito, não foi por gerações. O que eu acho que o Flamengo tá passando hoje é o que o Palmeiras tinha. O Palmeiras, eu acho que comprava muito o jogador.

enchia o elenco de... Pela minha lembrança, posso estar até equivocado, mas eu acho que era isso. E você não dava espaço pros moleques. Entendeu? E aí você perde muito talento, cara, porque o moleque precisa jogar. Dá espaço. Eu acho que não dá pra você fazer um time de moleque. Não dá. Mas você bota dois. Bota um, bota dois, deixa no elenco. E vai crescendo aquele menino. O Vitinho ficou um ano e meio sem jogar no Botafogo no profissional.

Que era um jogador de um nível mais alto pra aquele nível que o Botafogo tinha na época. Pô, o Vitinho eu fui buscar, eu brinco com ele, que ele foi buscar ele cheio de meleca lá no Aldax. Fendas, né? No Sub-17. E, porra, ele chegou, só que ele era um nível um pouco melhor do que a gente tinha no Botafogo e tal. Só que ele ficou um ano e meio sem jogar, mas tava lá. Vivenciando o profissional e começou a ir, amadurece dentro do ambiente de profissional.

Porque é uma realidade muito diferente também. Palmeiras só ontem, na Rio Palmeiras já tinha, tem dois na base no time titular. Que é o Arthur Lateral e o Alan.

E o Alan, que também tá jogando muita bola. Sim, sim, tá jogando muita bola. Só os dois, né? O Murilo é base, não. Já deve ter vendido uns três aí, quatro no alto nível, se esses caras tivessem aí metade do time já era titular. O Luíde tem entrado, né? Entrou contra o Bahia, entrou ontem, assim. Você sempre tem, você olha o time, vai ter ali jogadores da base titulares ali. Sempre tem. Eu acho que é isso, eu acho que é oportunização, cara.

Porque jogador Flamengo tem muito jogador de qualidade. Só que é vendido meio que sem ser o... Isso eu acho que o Petralha faz muito bem.

Por quê? Porque ele não vai vender o jogador sem o jogador na visão dele. Está com o maior preço que ele pode vender. Só que ele é um clube vendedor.

Ele quer fazer isso pra vender. O Flamengo quer ganhar campeonato. Ela vendeu vários pela multa, né? Vinícius, Reiniê, Paquetá, tudo multa. 35, 45. Eu acho que a multa do Paquetá era um pouco maior, mas o Paquetá quis muito ir. É, a época do Milan. O Leonardo aproximou. É, o Leonardo, exatamente. Acho que foi isso. Mas em geral foi. Não, o Flamengo fez... Agora, nem sei se deve ter batido. Na época que eu saí de lá, tava batendo um bi de venda.

Jogador de base? Tem Muniz, tem... Muniz, Rodrigo Muniz. Rodrigo Muniz é outro moleque. Tem um menino que... Ele atualizou o Catacara, que é o... Yuri César. É. Yuri César. Yuri César. Ah, o Yuri César. Era um fenômeno. Fortaleza. É isso aí. Na base era um homem surdo. Jogava muita bola também. Mas não tenho acompanhado como é que ele tá lá. Até falamos dele recentemente com uma pessoa. Mas jogava muita bola esse moleque também. Puta, merda. Jogava muita bola.

É, cara, o Flamengo tinha muito jogador bom, cara. Muito jogador bom. Só que o cuidado é esse, porque é Flamengo, aí o moleque já acha que é o cara desde muito cedo. Flamengo tem isso. A família também acha. É o último que prometia ser... O Wesley teve sequência, eu acho. O Wesley... Sim, teve sequência. E por carência, né? É. Entende? No início era o caos. Não é que foi planejado, né?

Mas o moleque teve sequência e arrebentou. No ano que ele virou, o Flamengo escolheu não trazer outro lateral. Era o Varela e ele. Era o Varela e ele. E o Varela, teoricamente, titular, né? É, sim. Ele ganhou a vaga. Ele ganhou a vaga na Copa América, né? Hoje quem tem entrado muito no jogo é o evento Araújo, eu acho. Sim.

Mas hoje, desse período que a gente tá falando, é o pior período de nomes, né? Você não tem como teve jogadores batendo na porta, assim, o Wesley é o último. Acho que não, talvez não, talvez não, tem razão. Rolando uma entre safra, né? Teve troca de... Chegaram os portugueses na base, saiu a galera, então... Lá atrás, nesse período, junto com o Palmeiras, teve, no momento que o Palmeiras e o Flamengo brigavam...

Pelo estilo de um sub-20, essa época de geração de Hendrick, Estevam, Vitor Hugo, próprio Luíde. E no Flamengo essa galera também. E o Flamengo vendeu e esses caras do bobeira jogavam. Mas também eu lembro que era uma época que a Leila falava, gente, não vai ter contratação.

E o Abel falava, pra trazer jogador comum eu trabalho com os meninos. E aí botou todo mundo pra jogar. Um monte de jogador alto em cima da média. Desde Danilo, Patrick de Paula, Gabriel Menino. Todo mundo foi titular do Palmeiras. Essa geração enfrentou muito contra o Flamengo. E o Palmeiras a gente se enfrentou muito. Ganhamos a maioria, pra deixar bem claro. Ganhamos a maioria. Agora nos últimos brasileiros aí tinha o Vitor Reis e o Estevam titulares. Sim, sim, sim. O Vitor Reis tinha uns 17 anos. É isso, é isso. Enfim.

Seguinte, o Sanderson Figueiredo mandou o superchat aqui. Excelente pessoa e profissional. Sempre se preocupou com o extracampo quando na base mudaram minha vida com a oportunidade de vir para os Estados Unidos. Gratidão, Sanderson. O Sanderson foi meu atleta. Aonde? Bota fogo? Foi no Bota Fogo. Um abraço aí, Sanderson. Legal demais, cara. Legal demais. Isso é importante que isso é uma realidade que hoje existe.

E é sucesso. Sim. Você, é que assim, a gente não falou sobre isso aqui, mas você tá lidando com um ser humano, né? Então assim, o cara não vai bater Real Madrid, Barcelona, mas o cara vai pros Estados Unidos, pra uma media league, você muda a vida do cara. Claro, óbvio. Você muda a vida do cara, de realidade, de tudo mais. E hoje a liga americana permite que o cara também ganhe grana, né? Sim, sim, sim. E consiga sair de lá.

maduro pra voltar pro Brasil. Tem vindo vários aí que... Pô, Glauber, Glauber Zagueiro, que tá lá bem pra caramba no mundo árabe também, falei com o pai dele recentemente. Pô, Ezequiel foi pro Japão. Ezequiel. Pô, tava sendo descartado, levou pra um projeto nos Estados Unidos, moleque. Cara, isso que eu acho muito legal, assim. E além do futebol também, sabe, Beto, assim, tem uma coisa que é, cara, você... Claro, eu sou pago ali pra entregar resultado. E eu tenho um baita de orgulho na minha carreira.

que em todos os clubes que eu passei, 100% dos clubes que eu passei, eu entreguei resultado esportivo. Então eu tenho muito orgulho e nos clubes profissionais eu ainda consegui entregar o clube melhor do que eu recebi. Então pra mim são dois orgulhos que eu tenho muito grandes.

E junto com esse orgulho vem de regiões diferentes do país, com culturas e com treinadores e com comissões e equipes de trabalho muito diferentes. Então assim, só que tem uma coisa que eu acho que está em comum a esses trabalhos todos, que é o olhar para as pessoas que estão ali. Eu não sou um executivo que vou para um clube e leva a minha equipe.

Muitos defendem essa ideia e eu respeito, porque eu entendo que o futebol é um meio muito difícil. Se você não tiver muitas pessoas que você confia, é complexo. Mas eu sempre tentei acreditar nas pessoas que estão lá. E isso em todos os níveis. E no jogador é a mesma coisa. Então, assim, quem são essas pessoas que estão aqui e como é que eu posso ajudá-los? Tentar ser o mais verdadeiro nisso, com o pai, com a família. E eu não estou falando só de roda de base, não, cara. Porque eu cheguei no Bahia, eu tinha o Rodalega lá.

36 anos que ele tinha. E numa entrevista que eu tive, primeira conversa que eu tive, entrevista não, primeira conversa que eu tive com os funcionários todos, eu falei, gente, tem uma coisa que eu tenho 100% de certeza.

Todo mundo aqui, inclusive Rodaleiro, quer ser reconhecido. Todo mundo tem uma carência de querer que as pessoas vejam valor na gente. É. Então, a partir desse pressuposto, se eu entender isso de qualquer um que esteja aqui, porque o cara pode não estar jogando e estar pau da vida, puto do que não estar jogando, ele tem todo o direito. Só que ele não tem o direito de chutar copinho, de desrespeitar quem vai jogar. Isso ele não tem.

Então, assim, esse olhar é que eu acho muito importante e eu acho que ele foi muito... Eu acho muito...

relevante pra todas essas conquistas, pra todos esses... Acho que a minha carreira tem muito a ver com esse lado, e fiquei muito feliz dessa mensagem do Sanderson, o cara... Nossa, o Sanderson resgatou aí 10 anos atrás, sei lá, acho que ele é 9 e 9, se não me engano. Nossa, legal demais, saber que isso deu muito certo. Muito legal. Queria só fazer uma pergunta sobre o Atlético de Paraná, que me chamou a atenção, assim, o Santos é o titular absoluto, de novo, no gol do Furacão, né?

E o Santos é um dos maiores goleiros da história do clube, assim, né? Pelo Chitos, ele conquistou os chitos importantes e fundamentais. Ele ganhou para o Atlético, né? Copa do Brasil, Copa Sul-Americana. Ganhou uma Libertadores contra o Atlético. Ganhou uma Libertadores pelo Flamengo. O goleiro bate na seleção brasileira, daqui a pouco o Santos...

Sumiu. No início de 23. É. Ele levou um gol na Supercopa, lembra? É. Acusaram ele de tirar a mão. Ele, no Carioca, também levou uns gols bobos em clássico. Virou banco. No Fortaleza, não foi titular. Ele implodiu, assim, mentalmente. O que aconteceu com ele, assim?

Cara, eu tive uma conversa muito boa com o Santos logo que eu cheguei no clube, porque é uma prática que eu tenho de pegar as lideranças e tentar entender por que estamos assim. Eu estava chegando, o clube em 12º, ali já estava em 10º, por aí. Por que estamos assim? E aí a gente acabou tendo uma conversa, cara, de, sei lá, geralmente essas conversas podem durar 15 minutos ou durar 2 horas. A do Santos foi uma das mais longas. E ele é um cara mais quieto. Eu falei, pô, será que ele vai se abrir e conversar?

E uma das coisas que ele confidenciou pra mim, que eu não sei se eu poderia confidenciar aqui e falar pra vocês, mas assim, eu não vou falar a frase dele pra não expor, mas eu vou falar o que eu vivenciei e o que eu acho que implicou.

No Flamengo é foda. No Flamengo não é fácil. Trabalhar no Flamengo, jogar no Flamengo não é fácil. Ele foi campeão. E ele foi campeão lá. E o time que jogava com o Timasso e tal. Mas o que eu quero dizer com isso? A percepção que eu tive dos relatos, até quando a gente estava falando do Atlético lá, do momento de pressão e tal, é que ele tem uma sabedoria, ele me mostrou uma sabedoria, e um domínio de Atlético que eu não sei se ele teve no Flamengo.

Porque como a gente falou muito do Atlético, do momento que a gente estava vivendo, eu perguntei muito a ele disso, né? Eu falei que eu tinha trabalhado no Flamengo, e aí como é que foi lá? Ele falou, ah, lá foi bom um período, depois não foi tão bom e tal, mas eu não quis entrar nesse lugar da fragilidade. Mas eu quis saber do Atlético, porque a gente precisava mudar aquilo ali, né? Mudar pra gente vencer jogos. E ele tinha uma sobriedade, uma clareza do Atlético, que ele, quando ele falou de Flamengo e falou do Atlético, eu falei, cara, eu acho que essa talvez tenha sido uma dificuldade lá, de não entender...

Porque, cara, o Flamengo, eu costumo fazer um comparativo com uma cebola. Você vai descascando e não para de descascar. Você tem sempre uma capa de cada decisão que você vai tomar, porque é muito. Assim, ali tudo ganha uma dimensão absurda. E a pressão é proporcional. Então, assim, eu não tenho como afirmar isso, mas eu acho que pode ter a ver com isso, assim, de reverter um cenário negativo. Tem sido...

Muito complexo. Agora, no Atlético, ele domina o clube. É a casa dele, foi formado lá. A gente toda hora que fala da história do clube. Fez 300 jogos agora. Assim, é um cara que conhece todo mundo. Conhece, viu o clube crescer.

Ele cresceu junto com o clube. Então você vê... Interessou a escola de goleiros do Atlético também. Muito boa, cara. Muito boa. Pô, o Felipe, treinador de goleiro lá, participou de muitos desses. Everton, Santos, Bento. Exatamente, cara. Micael que tá lá agora que é um baita goleiro. Agora o Leolink tá no Botafogo que eu acho que é jovem ainda. Sim, sim. Eu vi o Leolink pegando muito no Atlético assim. Sim, sim. Depois ele... Sim, teve um bom momento lá, sim. Mas é isso, cara. Eu acho que ele lá foi um cara...

Tem sido um cara muito importante. Muito importante. A liderança dele é uma liderança mais silenciosa, mais no exemplo, mas é um cara muito respeitado, um cara diferente, um cara de bom humor, um cara leve para o ambiente, mesmo num momento difícil. E goleiraço. E, cara, ele é o tipo de goleiro que eu gosto. E não é o... Ele não aparece. É. Ele é um goleiro que, se a defesa não é difícil, ele não finge que é difícil. Ele tem cola na mão também. Ele segura, exatamente. Ele é o oposto do Fernando Henrique.

É, é uma boa comparação, é uma boa lá. O Henrique, ele gosta de... Não, não, não, não, não, não. Não, não, não, não. Quanto goleiro é mais Fernando Henrique, mais Santos. É isso aí. Santos ali é o só. Posicionamento. É, exatamente. Exatamente. Joga o pé, joga os braços. Exatamente. Pau, defender. Exatamente.

Um jogador que foi até meu goleiro lá no Flamengo também, que eu acho um baita de um goleiro, é o Hugo. Mas o Hugo também gosta de fazer a ponte. Ele gosta, ele gosta. Mas é um baita goleiro. Esse papo que eu tive com o Noval, o Noval falando que liga pro Hugo até hoje.

Não, esse moleque também. Viu alguma coisa no jogo, ele vai lá e liga pro... Não, e é um moleque especial também. É um moleque... Pô, o Mateuzinho, cara. Mateuzinho é a forma que a gente levou ele pro Flamengo, cara. Fui lá pra Londrina. Londrina, né? Vem louco, fiz um baita processo, que é o processo que eu mais acredito, na parte de psicologia e tal. Pô, foi uma...

E é um moleque também muito legal. Encontrar essa molecada toda bem aí é muito legal. Tem muito moleque bom aí, cara. Muito moleque bom. Trabalho de vocês, nesse caso específico, né? Sou aluno do Flamengo, desses nomes. Muito bem feito por muito tempo. Todo mundo, praticamente, todo mundo jogou jogador. Eu peguei carona no trabalho do Noval ali, cara. Porque o Noval sobe em 18, né? A pedido do presidente, do Eduardo Bandeira. E aí ele me convida pra assumir o lugar dele, né?

Eu falei, pô, Ranaval, eu só vou continuar aqui, vou tentar não atrapalhar, porque, pô, olha o que vocês já estão fazendo. Aí eu atrapalhei um pouquinho nos primeiros seis meses, porque eu tava entendendo o que era Flamengo, depois eu acho que eu consegui ajudar lá, e conseguimos ser campeão brasileiro, conseguimos ser campeão sub-17 brasileiro, Copa do Brasil, Supercopa, e...

E aí, cara, lá é... Maurício Souza teve aqui e falou que o Hugo é o melhor goleiro que ele já viu, assim, na base. Explosão, né? Uma coisa que a gente discutia muito lá, quando a gente foi revisitar o caderno metodológico, as coisas todas, a gente criou um... um item era jogador decisivo. E aí todas as posições, você pode ser decisivo ou não decisivo.

E esse moleque é muito decisivo. Ele é muito decisivo. Ele dá ponto. É aquele goleiro que dá ponto pro time. Sem fazer gol. Ele dá ponto. Porque ele faz defesa difícil. Ele cresce muito no gol. Você levaria pra Copa? Terceiro goleiro.

Cara, talvez. Hoje tá entre ele e o Bento, né? Talvez. Pelo momento... Eu levaria. Talvez. É que o John tá voltando, né? Talvez. Se não fosse uma conclusão pra mim, teria que ser John e ele. Porque, na verdade, ia preparar uma sucessão ali, né, cara? E eu acho que é um nome que faz sentido pra mim. Pra mim faz. Pelo momento, eu acho que faz. E tem muita personalidade.

e goleiro, pra mim 1 e 9, meu irmão pra mim 1 e 9 tem que ser de verdade na hora que o bicho pega, o cara tem que botar pra fora e resolver é verdade palmas pro Eduardo Frieland que esteve no Charla, podcast sensacional ó, mais uma mensagem aqui mandando um abraço pro Carlos Gonzaga Eduardo, você trabalhou com o Juninho que foi um dos melhores sub-20 do Brasil pelo Botafogo antes da venda do clube tá na portuguesa agora tá na portuguesa

Foi o 10 do Madureira. Juninho, juninho jogando no Carioca. Sim, sim, sim. Bom jogador, Leandro. Era no Bota Base, o Bota Fulsa. Era, era, era. Tá aí o Carlos Gonzalez, show de bola. O Vicente mandou aqui, profissional referência de um ser humano acima da média, show de bola.

O Rafa Brito, eu e meu filho, estamos aqui vendo a live, valeu. O Vinícius Vieira, Freeland, é brabo, mandou bem no fogão, valeu. O professor do Botafogo tem muito carinho por você. Pensa em botar o Botafogo um dia. Ah, cara, o Botafogo... As pessoas acham que eu sou botafoguense de criança, cara. E eu não sou botafoguense de criança. Mas o Botafogo foi... Nove anos na minha vida foram lá, né, cara? Nove anos. Juntando as quatro passagens que eu tive lá, foram nove anos. Nove anos. O Botafogo tem um carinho enorme, cara. Parou.

É, mas pedir com todo respeito aos portugueses que estão lá, vota pro Megão, pô. Tua época era melhor, hein? Na base, né? Agora mais do que nunca eu tô aí, né? Não dá conta, né? Cheiro de português lá. É, pensa no quê daqui pra frente?

Ah, cara, eu penso em permanecer no futebol profissional, né? Porque é um lugar que eu me senti muito confortável. A grana é maior. Você tem uma... É um futebol de verdade, né? E você tá subindo as cadinhas. E vou te falar que tem uma coisa, cara, que futebol profissional, como é homem, você não tem muito... É papo reto o tempo todo. Isso é muito bom.

E o jogador gosta disso e eu também gosto disso. Quando tá ruim, tá ruim. Quando tá bom, tá bom. E é papo reto o tempo todo. Então isso é muito bom e eu acho que é isso, cara. Eu construí a minha carreira degrau por degrau, sabe? Eu acho que é isso. É continuar, buscar um novo espaço em breve. Torcer pra ter um bom projeto. A gente falava ali fora do ar, né? É bom se mostrar, né? Porque assim, é um... Lógico que hoje, diferente de lá atrás, que a gente falava do início do Rodrigo e tudo mais. Sim, sim. Você tinha, de fato, pouquíssimos nomes. Hoje a gente tem um...

Mais gente, né? Mas a gente acaba vendo isso pra treinador também. Na ponta do iceberg, em quem bota grana na mesa, em quem contrata melhor dia, acaba quem vence. Eles tem visto meio que um oi, dizem os mesmos, lógico. Agora o Flamengo deu uma quebrada com o português aí. Mas geralmente são os mesmos. E é importante aparecer pra ter essa oportunidade. Claro, claro. Pra ser testado assim, com um orçamento absurdo, e aí? Claro, é isso aí. E aí você mostra o trabalho.

Ficar ali sempre os mesmos, eu acho que nunca é bom. A gente tá mostrando que a gente não tem essa classe de gestores, executivos de futebol, não tem três ou quatro. Tem uma galera bacana aí no mercado. Esteve aí o escuro trabalhando lá fora. Então assim, tem nomes. Tá lá ainda, né? Tá, tá no moro, tá no moro. Baita profissional. Para os grandes clubes que estão conquistando...

Dá essa oportunidade. Claro, claro. Não, e é isso, cara. Eu, obviamente, eu quero muito voltar pro mercado em breve aí, num bom projeto. E eu tenho, é isso. Eu tento vender a minha imagem de que, cara, eu entreguei. É. Então, eu tento vender através disso, cara. Em todo lugar, eu consegui entregar resultado esportivo, entregar o clube melhor.

E isso, eu acho que é o meu trabalho, na verdade. Eu não faço mais do que a minha obrigação. Mas não é fácil, né, cara? Charla da sorte, filha. Charla da sorte. É verdade. Vou te lembrar agora de um exemplo que pode ser parecido com o seu. O Spindle...

Ele era o executivo do Braz, todo mundo viu o Braz, não viu o Spindle. Claro, claro. Quando o Spindle veio aqui, pô, ele falou muito bem, ele foi muito bem na entrevista. O que teve de gente no chat falou assim, pô, criticava, pô, não sabia que o Spindle tinha que aparecer mais, falar mais. Porque ele, pô, tá no Cruzeiro aí. Chegou essa oportunidade que eu falei, do time que cacifa, do time que bota. Claro, claro. Dá oportunidade pra ele ir no mercado brigar com os outros players aí. Então assim, é...

Já tô com essa energia pra vocês aí Irmão, e ó, quero falar uma coisa que eu falei em off Acho que eu falei aqui no início também Mas o trabalho que vocês fazem, cara, é muito especial Não é porque eu tô aqui Porque é a forma A gente falou da forma do jogador, entendeu? Do jogo, como, perdeu, como ganhou Formato O formato do como vocês estão ganhando esse jogo de vocês É um troço muito bem feito Vocês estão muito de parabéns Porque é muito respeitoso Isso

E você sente que é de coração. E quando é de coração, a coisa dá certo. Obrigado pelo espaço. Muito legal esse papo com vocês. A gente faz com muito coração. É isso aí. Eu acho que o principal é... As pessoas precisam... A gente tá numa fase que as pessoas não querem entender as coisas. Não querem julgar as coisas. É isso aí. Então a gente precisa entender. Se eu sou contra, eu não quero nem que essa coisa exista. Não tem contraditório.

Não tem mais tempo de reflexão sobre. É isso aí. Isso é ruim. Não pode deixar que vai ser isso, não.

tudo vai ser melhor é lógico, tudo melhora com reflexão com discussão, com debate só cresce assim quando a gente cresceu entendendo o que fazendo se quisesse fechar aqui, não, a gente pergunta vamos perguntar pra esse etário e vamos embora, não tinha nada 5 anos jogado fora, mas fazendo como troca, você viu ali fora quanta gente absorveu de conteúdo uma melhor que a outra, exatamente é isso aí, dito isso galera, olha

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Tem estraio de Fernando Diniz. Caraca, hein? Fernando Diniz. Esse não pode ficar em casa mesmo. Fernando Diniz. Já tá no Corinthians, né? Eu sou o defensor de Fernando Diniz. Sim, eu sei. Por ele eu me jogo na frente da bala. Calma, Cantanha. As pessoas estão atirando. Sim. Você pode, de repente, achar um mercado aí na Sporting Bet. Diniz, vem. Você tá pagando o conto, Vitória do Corinthians. É, isso aí. A QR Code tá aí, beleza? O Charla Sporting Bet. Tamo junto.

Valeu? Valeu, Freeland. Até a próxima, tá? Boa, Freeland. Vamos embora, se Deus quiser. E aí um outro projeto, um bom projeto. No próximo público a gente vai te encher o saco pra ir lá ver um treino. Vai ser ótimo isso. Vai ser um grande prazer. Muito sem tempo, mas... Vai ser um grande prazer. Muito obrigado, gente. Um grande abraço. Tamo junto. Papo sobre gestão, que eu mais gosto. Tamo junto, galera. Esse é o Charla Podcast. Valeu. Tchau.

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