#709 - Maicosuel [Ex-jogador]
A Charla de hoje é com o Maicosuel, ex-jogador do Botafogo.
- Carreira de PocahInício no Botafogo · Passagens por clubes · Lesões e recuperação · Experiência na Europa · Relação com a torcida
- Música e CulturaRelação com a música · Influência da música na vida
- Promoções e Patrocínios
Fala, galera! Charla Podcast no ar. Seguimos aqui em São Paulo, Beto Júnior. Onde somos sempre muito felizes. Muito. Sensacional. Essa estrutura que a gente tem aqui em São Paulo já garantida, né? Isso aí. Localização, demais. Me sinta em casa. Seja bem-vindo a mais um episódio. Já falei pra mim em especial.
O que a gente torcer pra esse maluco é brincadeira. Verdade. É não? Se eu sofri um pouco ali... Mas no final ganhamos também o título. Também, tem isso. Vou adora no peito do like. Quanto mais like a gente tiver pra mais gente, aparece a nossa resenha, beleza? Dá o like aí na live e vai mandando o seu comentário que eu vou jogando aqui na nossa resenha.
ao longo do papo. Charludo, que é Charludo de verdade, Betão. É, tem que acompanhar a gente em todas as plataformas. Isso aí. Tem que acompanhar a gente, por exemplo, no Spotify, onde o Charla já é consagrado ali, melhor a resenha esportiva, né? O podcast esportivo mais acompanhado. Duas plataformas. E aí, se você segue a gente no Spotify...
beleza, obrigado por essa moral mas por exemplo, não segue a gente no Youtube pô, tem que ir lá no Youtube e ao contrário também, você já tá com a gente no Youtube nessa campanha, já com a gente que construiu mais de um milhão de seguidores mas não segue a gente no Spotify vem pro Spotify também Charludo quer Charludo de verdade, segue o Charla em todas as redes sociais arroba Charla Podcast em todas elas, Instagram, TikTok
Twitter e Kawaii. Beleza? Se quiser me segue aí. Eu sou o Bruno Cantarelli, arroba Cantarelli Bruno. Tamo junto. E segue também. Dá essa moral aí, chegando nos 200 mil aí. Opa! Segui dois. O Betão tá voando. Arroba o Beto Junior na underline. Me ajuda a encher essa caixinha aí. Vamos lá.
Essa é a parada. Com a gente, mano, um cara que eu já falei, né? Botafoguense quem... O Botafoguense que não torceu por esse maluco tá vendo errado. Pensa que os Botafoguenses relembrarem o Grande Garrinja, né? Transformando os marcadores em João. Teve essa forte por causa dele, pô. É mais um João. Mais um João. Isso. E tem o seguinte, cara. Era a esperança do Botafogo.
Era ele. Ele tinha que fazer alguma coisa... Tirar da cartola. Tirar da cartola, carregar o time, essa é a parada. E mais, né, mano? Tem uma carreira espetacular. Atlético Mineiro, Palmeiras. Lembra dele surgindo no Paraná, Cruzeiro. Tem Europa na parada. Sensacional, né? Show de bola. E falta hoje, sabe o quê? Driblador.
Cadê o drible do futebol brasileiro? Que é uma coisa nada que vem da rua, né? Tá matando futebol de rua, tá matando drible. Palavras pro Michael Suell no Charla Podcast. Michael Cruel! Isso aí. Pô, mano, que eu torci por você. Eu falei, no, é brincadeira, mano. Obrigado por ter colado aqui com a gente. Tamo junto, mano. Eu agradeço demais. Pra mim é uma honra estar aqui, né? A gente conversou antes. Falei de tantos caras.
Que vocês entrevistaram só de eu estar sentado aqui. Pra mim já é motivo de orgulho. Pô, tá maluco. Agradeço de verdade a palavra de vocês. Pô, imagina ser comparado a Garrincha. Tá maluco. Que negócio é isso, cara? Aquele dia lá, a galera relembrou, né? A galera camisa sete driblando, né? Exatamente. Aí no dia seguinte, no lance, tem movimentação. Mas eu agradeço muito. Agradeço ao Botafogo também por tudo que me proporcionou.
Como você também sou, né? A gente torce bastante. Vamos ver o que dá aí pra frente.
Agora, tu é de Cosmópolis, né, Microsoft? Cosmópolis. Onde fica Cosmópolis? O Cosmópolis fica 60 quilômetros de Campinas. É uma cidadezinha pequenininha. Sou nascido e criado lá. Meus pais, meus amigos, todo mundo de lá. Então, eu amo aquela cidade. Começou a jogar bola lá também? Tudo lá, tudo lá. Rua? Na rua primeiro. Como todo mundo, como a maioria dos meninos começa, com um golzinho de chinelo no chão.
Descalço. Dedo estourado. Tá arrancando a tampa. Quem nunca arrancou a tampa, né? E sempre o tributador. Sempre o jogador gostava dessa parte mais lúdica ali, de pracinha. Eu era muito fominha. É. Fominha pra cacete. Nossa Senhora, muito, muito. Eu lembro que teve um jogo, acho que foi minha estreia. Não foi a estreia porque o Vitor Simões tava jogando.
Aí eu fiz uma jogada lá, que eu liberei todo mundo, ele sozinho, toca, toca, toca. Abriu um mar pra mim, assim. Falei, vou tocar lá, depois de uma jogada dessa eu vou bater. Aí chegou no vestiário, ele, ô, você é muito fominha, cara. Começa a tocar bola, desse jeito.
É, vivendo e aprendendo não tem jeito, né? Um abraço pra Vitor Simões também. Vitor Jiu Jitsu. Isso aí. Parecia uma lagosta, cara. O cara chamava ele de lagosta. O braço dele era do tamanho do meu tronco. Rapaz. Vitor, um abraço, cara. Saudade, velho. Mas aqui em São Paulo tu tentou passar a peneira? Passou, não passou? Como é que é a tua história? Porque a primeira vez que eu lembro de tu é no Paraná já. Isso.
Ah, eu comecei bem novo, eu fiz um teste na Ponte Preta, eles pediram pra esperar um pouquinho, né, iam lá ver. E aí, na outra semana, teve o teste no Guarani. Meu pai não queria que eu fosse, mas eu fui ver meus amigos que não tinham passado na ponte. Aí, no último jogo, faltou um jogador. Aí eu falei, ah, eu vou lá fazer, né. Fiz, o moleque cobrou um lateral pra mim, dominei no peito, bati três mãozinhos de cabeça, o cara sai.
Você vai pra lá com a gente, conversaram com meu pai, meu pai explicou que eu já tinha passado na ponta, os caras, não, a gente vai com a gente. Acabei indo pro Guarani. Fiquei lá uns quatro anos.
Aí eu rodei base em alguns lugares, Inter de Limeira, Rio Branco. Tudo interior de São Paulo. Tudo interior. Aí é onde eu bati no Atlético de Sorocaba. Ah, aí começa a história. Aí começa, aí começou de verdade. Eu lembro de um campeonato que o Atlético de Sorocaba, né? Mas fez um bom campeonato. Era listrado assim, vermelho e amarelo, né? Nesse campeonato a gente caiu. Só que, assim, eu joguei cinco jogos. E aí o Paranavê me comprou.
Cinco jogos no profissional? Cinco jogos no profissional. Caraca, mano. Paulista. Paraná Vem já veio e te comprou. Paraná Vem me comprou direto. E outro dia, mano, eu vi o uniforme do Paraná. Eu falei, caraca, que uniforme maneiro, né, mano? Só que assim, o Paraná, né, cara? Começou a cair, cair, cair. Porra, tem abaixamento atrás de rebaixamento. E é um time que...
Revelou muita gente, né? Recente, recente. Michael Suel. Thiago Neves. Thiago Neves. Borges. Borges. Wellington Paulista. Paulista também, né? Cristiano. Gustavo. Edmilson, que jogou no Palmeiras depois do zagueiro também. Edmilson também. Ângelo, lateral direito. Muita gente. Muita gente. Tinha umas campanhas para o Paraná. Libertadores, não nada assim. Foi dos 2007. Eu tava lá, 2006. 2006, né? A gente foi campeão paranaense e...
Já colocou na Libertadores. Acho que conquistou com o Caio Júnior, né? O Caio Júnior treinador. É verdade, cara. Eu lembro desse time. Não é do Josiel? Também não? Não, não. O Josiel, depois chegou o Josiel de Nelson. De Nelson. Pra disputar Libertadores logo em seguida. É, e pô, era um time que dava essa oportunidade, né, cara? Eu lembro de você voando no Paraná. Não, lá era uma... Pô, sem falar Curitiba. Cidade muito boa, né? Boa, né? Mas, pô...
Eu gosto muito do Paraná. Minha primeira passagem lá foi maravilhosa. Eu ainda era um menino, né? Sim. Em 2005 eu cheguei, disputei meu primeiro brasileiro. Eu saí do Atlético de Sorocaba e fui disputar o Campeonato Brasileiro. Série A, mano. É loucura, né? Caraca. Tava vendo o Reinaldo jogando na minha frente. É. Tipo... Reinaldo, Reinaldo, né? Reinaldo, Reinaldo. Isso, isso. E foi, pra mim, foi...
Nossa, um divisor de águas ali, né? Chegar no estádio, 25 mil pessoas gritando o seu nome. Caralho, mano. Cabeça explode, né? Quem foi o primeiro cara que tu viu assim, jogando contra? Caralho, irmão. Caralho. Jogando contra esse maluco na Série A do nada, assim. Boa pergunta, mano. Um craque, assim, que tu viu. Ou um zagueiro que tu tinha que passar também. Caraca, mano.
Cara, difícil essa pergunta, porque meu primeiro Paraná, meu primeiro brasileiro foi no Paraná. Em 2005. 2005, né? 2005 é o ano do Corinthians, no Teves, né, por exemplo. Aí, ó. Romário é o artilheiro do brasileiro. Cara, eu não cheguei a jogar contra o Romário. Não. Infelizmente, não. No Vasco ali, né? Eu não peguei baixola. Queria muito ter jogado contra ele. Se eu não me engano, nesse campeonato, o Romário já não viajava pra jogar fora. Pra jogar pro San Diego no Rádio, né?
Eu acho que o Neumar tava no Corinthians Era esse time do Corinthians Da MSI É, Neumar, Mascherano Mascherano, verdade Caraca, mano, time massa É nesse campeonato aí que na última rodada O Flamengo Sábado o rebaixamento contra o Paraná 1x0 o Golobina
Ah, é mesmo, né? Lá no Durival de Brito. Lá no Durival de Brito. É, é no último rodado. Tem um tempinho bom, viu, velho? Pô, então, o que aconteceu com o Paraná? Tu tá ligado no momento do clube? Cara, a minha primeira passagem lá foi muito boa. E depois eu voltei em 2016.
2016 eu volto pra lá e aí já não foi tão bom, foi conturbado foi bem ruim na realidade né, tive vários problemas com torcida com dirigente e ali não acompanhei mais, tem um Paraná no meu coração porque sou grato a tudo que fez pra minha carreira, surgiu ali, comecei ali
Mas depois eu não acompanhei tanto. Vi que vários jogadores seriam de lá. O Alisson, que tá no Mirassol. Sim. Jogou comigo lá. Excelente jogador. É o último que eu vi que jogou lá, que tentou salvar o Paraná, foi o Felipe Paredão, goleiro. Sim. O Felipe esteve lá. É, que chegou a pegar um pênalti, ele é importante e tal. Mas o time, mano...
sumiu, né? Essa torcida do Paraná é gigante, é gigante, mano. É gigante. Já foram os maiores do Estado. Maiores do Estado, sim. É. Torcida do Paraná, às vezes, não dá pra jogar no Durival de Brito, mandava no Couto. É, mano. É, recentemente teve um jogo na Arena, recentemente não, já tem uns anos, teve um jogo do Paraná na Arena Baixada. Contra o Couto Furacão.
Não, ele mandante. Ah, ele mandante. É, é. E lotado, mano. Eu peguei uma galera boa no Paraná também. Peguei esses caras que você falou. Pô, Thiago Neves virou meu irmão lá. Foi um dos primeiros. O Elton Paulista. Os caras me abraçaram. Cara, o Paraná, eu lembro de...
Pierre, vou acabar esquecendo de alguém, mas... Caralho, como é o quanto jogador, né, mano? Flávio Pantera. Flávio Pantera. Falecido. O Paraná, ele é resultado da fusão, né? Do Pinheiro e do Colorado. Colorado, isso aí. Isso transformou o Paraná num... Ele era o time que tinha...
O maior patrimônio, né? Porque tinha dois estádios, sede campestre, sede social. Pessoas de ricos, né? É, exatamente. E assim, eu me lembro do Paraná gozando desse prestígio lá nos anos 90. Aqueles campeonatos imensos brasileiros. O Paraná era estável. Sempre dava. Sempre dava lá, sempre pegava o mata-mata. É isso. Sempre dava. E acho que é o último momento que o Paraná aparece assim, mata-mata, é com...
É com o Geninho e o João Avelange, né? Ah, acho que é, em 2000, né? E que ele... Não, se bem que com o Marcos Suell já é 2000 e... Eu joguei lá em 2005. Eu cheguei em 2005. Eu digo assim, o Paraná ia entrar no mata-mata. É, no mata-mata é. Porque ele vem... 2005 já é pontos corridos. Já é pontos corridos. Ele vem dessa fusão, como era o João Avelange, né? É. Campeão dessa divisão, o campeão da essa, eles já entravam. Aí o Paraná, ele ganha, acho que é a Série B. É. Com o Geninho.
O São Caetano ganha uma outra, que se é a terceira, eles vão ir. E sobe, né? Mas aí acaba que os Paraná caem nas oitavas, né? Mas é uma camisa pesada, cara. Então aparece no Paraná e vai pra onde? Conta essa história aí pra gente. No Paraná, eu fui pro Cruzeiro. Só que... Houve uma sondagem do Flamengo. E eu quase fui. Mas tava tudo certo com o Cruzeiro. Então na época, pra não abalar...
pra não achar que foi golpe de um e outro, eles fizeram, acho que, o primeiro contrato do Brasil onde os dois clubes me comprariam. Isso hoje em dia é loucura, cara. Os dois clubes compraram junto? Isso é 2006, né? É, foi mais ou menos isso, Cruzeiro e Flamengo. Cara, como é que rolava isso? Quem era o vice do Flamengo? Quem negociava jogadores? Quem era? Lebrei Leite. Ah! Você tem um jeito ali, né? É, família Perrella no Cruzeiro.
Isso, eles já tinham muita relação, né? Sim. E era muito boa a relação entre eles. E aí...
Cara que foi meio comprado pelo Flamengo, meio pelo Cruzeiro. Sabe se esse contrato terminava? Olha, primeiro ano, Cruzeiro, depois Flamengo. Basicamente isso. Era basicamente isso. Primeiro ano eu jogava no Cruzeiro, eu jogaria no Cruzeiro. E o segundo ano eu iria pro Flamengo. Mas aconteceu que eu fiquei no Cruzeiro. Meu empresário aqui resolvia tudo, então eu só fiquei.
Por quê? Não perguntava. O que ele decidisse, pra mim, tava bom. Cara, nunca rolou de tu chegar um aviso, assim, ó, ô, Marcelo, beleza? Você tá acabando o ano aqui? Agora você tem que cumprir agora. Cara, vai ter que ir pro Mengão lá, não rolou. Não, não, não aconteceu. E depois, você também teve uma proposta do Flamengo, novamente. É, eu tive... Mas aí é outra parada que te fez não ir. É, foi meio off, né? Meu empresário chegou lá em BH e falou, ó, Flamengo vai te comprar, vai pagar sua multa. Eu falei que não.
Falei, não vou, tô bem aqui no Atlético. Tô bem aqui no Atlético, eu quero ficar aqui. Gosto da cidade, gosto do clube. Aí ele falou assim, mas aí você não vai jogar. Aí eu falei, eu vou ficar aqui e vou provar pra você que eu vou jogar. Aí foi o melhor ano meu lá. No Galo, né? Depois eu saí, fui pra Dubai, fui pro Charja, né? Aham. Então foi bem, eu gosto desses desafios. Sim, sim. Eu gostava, né? A identicação com o Botafogo pesou?
Tudo que pesou. É, né? Pô, hoje em dia, quem não quer jogar no Flamengo, né, cara? Na época já se reestruturando ali. É uma camisa pesadíssima. A torcida é forte, pesada também. Mas o meu amor é todo o Botafogo, cara. É mesmo? É de verdade. Eu amo aquele clube. É. Sabe por quê? Porque tudo que os caras proporcionaram pra mim, eu não ia ter em lugar nenhum, cara.
Os caras, eles me rotularam como ídolo porque eu não me sinto ídolo. Eu acho que é uma palavra muito forte. Sério, Mancos. Eu acho que eu não joguei tudo isso pra ser ídolo. E não é diminuindo o meu trabalho. Pô, eu sou muito grato, agradecido. Pô, eu acho muito massa os caras reconhecerem o que eu fiz. Mas na minha concepção, o ídolo vai muito além disso, sabe? Então, eu amo esse clube porque eles fizeram isso pra mim.
Eles me colocaram num nível alto. É. E pra mim, pô, é muita gratidão, cara. Com o torcedor, com o clube em si. Como é que é hoje? Igual você encontrou aqui dois botafoguenses aqui. Como é que é encontrar botafoguenses por aí? Cara, sempre me param e sempre coisas boas me falam. É mesmo, mano? Até hoje. Você viu alguns mensagens aqui? Pô, abraço mais com o Sueli. Sabe por quê?
É bom você saber que você fez, que seu trabalho foi bom, que você é reconhecido por isso. Pô, tem cara que me liga e fala assim, ó, o nome do meu filho é Michael Soel. Caralho, mano. Cara, é uma sensação muito...
É foda. Desculpa a palavra. Pode falar, por favor. Eu me sinto, pô, muito bem, tá ligado? Mas em contrapartida, pô, será que eu joguei tudo isso mesmo pra ser um ídolo? Será? Será? Mas não me diminuindo, sabe? Porque ídolo, pô, a gente olha pra trás. Os ídolos botam fogo, cara. É loucura.
Os caras ganham libertadores, brasileiro, tudo. Eu não ganhei, mano. Era o momento do Botafogo também de... Uma carência. E você apareceu jogando inegável. Bem, decisivo ali. E aí, mano, torcedor... Essa parada de donatria, torcedor, é difícil de você...
Classificar por quê? Não sabe, carisma, o estilo de jogo, o cativo. É algo que tem sido debatido no Botafogo hoje, né? Por conta da situação do Marlon e tudo mais, né, cara? E tu tá falando de uma perspectiva...
É parecida, mas de humildade, né? Tá falando com uma humildade esse cara. A forma como o jogador também trata é diferente. Por exemplo, você não era Botafogo e hoje você torce pra cacete. Você até hoje, cara. Com toda certeza. Se tornou alvinegro, assim. Me tornei. Por tudo que eles me proporcionaram lá. É difícil, assim, até de comentar. Porque, meu, às vezes eu ia no mercado e não podia ir.
Didi, era loucura, mesmo estando no Rio. E eu achava isso muito maneiro. Criança. Pô, era muito foda. Pra mim era muito surreal, cara. Tu lembra o dia, era o dia 7, né? Como é que foi essa parada, cara? Que criaram, lembra? Se eu não me engano, me corrigi. Eu tenho chinelo seu, talvez. Era a gestão do Maurício até isso, não era? Tinha os produtos do Michael Suel. Eles estabeleceram todo dia 7 do mês. Todo mês, o dia 7 era o dia...
Era o dia, vamos dizer, o dispensado do Botafogo, lá do Marte. Tipo, acho que era sempre você, né? Eu fui algumas vezes. Aí ele destacava um jogador da equipe. Eu odiava. É, né? Ficava lá no Tom Santos. E não, era um autógrafo. Caramba, é. O cara, quando eu machuquei, eu recebi proposta de outros clubes pra ir tratar fora do país e tudo mais. E aí o Maurício chegou em mim, junto com o André, e falou, não, você vai ficar aqui. E você vai receber como se você estivesse jogando.
Sabe o que que é? Isso é... É difícil se balancear. Porque eles muito bem poderiam diminuir meu salário até eu voltar a jogar e tudo mais, mas eles foram muito parceiros comigo. E jogar com essa camisa 7 aí? Tá doido. Tá doido. É muito, muito pesado, velho. É mesmo, mano? É muito pesado.
Falam que é a mística camisa 7. Eu acho que é muito psicológico também, né? Se você coloca na sua cabeça que é, é e pronto. Não vou falar que aquilo ali vai te dar habilidade, vai te trazer. Não, mas é uma parada. Pô, camisa 7 desse clube do Botafogo. Os caras que colocam essa camisa aqui. É porque assim, mais do que... Mais do que a 10, que assim, tem vários clubes que tem uma série de jogadores com a 10. Mas assim, a 7 do Botafogo tem um negócio que...
O time, um time assim, cheio de craques, como foi o de 24. Tem lá um 7, o 7 vai decidir.
O time de vocês, era um time com dificuldades ali, um time formado de guerreiro. Tinha um sete que decidiu, que se destacou. Mas quando eu cheguei, era o dez. Pois é, Henrique, agora. Rapaz, eu cheguei no Botafogo. Tu era o dez. Eu fui conhecer e tal. Aí tô lá no vestiário. Eu não vou lembrar o nome dele, que me perdoa. Eu chego o roupeiro e falo assim, você vai sentar no lugar do cara que era o dez aqui. Lúcio Flávio.
Claro. Fazia tudo no time. Era artilheiro, melhor jogador, 10, capitão. Aí ele falou assim, agora aí é o seu lugar. Eu sentei e quebrou a madeira. Aí ele olhou pra mim e falou assim, é um sinal. Aí eu falei, se é bom ou ruim, a gente vai saber lá na frente, né? Mas incrível, velho. Colocou minhas coisas aí, eu fui me trocar, eu sentei. Pá, quebrou. Pá, quebrou. Falei, vixe. Não é pra ser o 10.
não sei se é pra ser o 10, não sei se vai ser bom ou ruim, né? Mas ele já olhou e falou, vixi, vamos ver o que dá esse neguinho da perna fina aí. É onde os caras acham esse neguinho rosto. Eu cheguei com a 10. Entra em campo pra 10, depois que muda pra 10. Era o Nem Franco, o treinador, né? Que, pô, um dos melhores que eu trabalhei. Pra mim, ele me deu muita moral, o tempo que eu tive lá.
Foi ele quem pediu até. Eu não conhecia. Então, pra mim, foi uma surpresa. Cheguei lá. Reinaldo, Seleção, São Paulo. Juninho. Zagueiro. Zagueiro. Alessandro. Pô, era... Zadu lateral. Meu parça, meu facho.
O futebol é bom porque você faz muita amizade assim, cara. Você leva pra sua vida. Jefferson já tava? Tava. Não, Jefferson chega depois. É. O Jefferson, ele tem uma passagem pelo Botafogo, depois ele sai e volta. Era o Renan e o Castilho. Castilho, mano. Castilho, é um pouquinho doido. Argentino, né? Uruguaio. Uruguaio. É, é. Doido, doido, doido. Cacete, mano. Era meio puto o Castilho. Renan, molecão. É.
Renan passou, já teve aqui também. Renan deu uma carreira no caralho, né? Até agora jogando aí. Tem um baita do moleque, cara. É, é. Um homem, assim... Muito foado. Muito parceiraço, parceiraço. É difícil não ter amizade no futebol. O cachilho era desse tamanho aqui, Macossu. Mano, e era bom goleiro e pulava alto pra caramba, louco. O Axe, é... Ah, eu gostava, cara. Aí você vai me conflitar.
Ele ficou marcado naquelas finais de 2008, né? É, porra. Tardelli pega de fora, assim, passa ele. Aí ele pulou pra dentro. É, exatamente. E de lá pra cá, cara, o Botafogo tem uma safra de goleiro. Foda, porra. Que isso? Não, que depois que o Jefferson entra, a gente tava falando de idolatria. Tu falou, porra, eu não me acho ídolo, mas acho muito foda a torcida que me trata assim.
Então, mano, aí eu queria que você falasse sobre isso, porque, voltando ao assunto, teve a questão do Marlon.
E aí a galera começou a olhar, porra, o Jefferson não é campeão da Libertadores, né? Mas o que ele fez pelo... Mas, porra, o que ele fez pelo Botafogo... Pelo Barcelona e Bia, subiu... É, tu viu de perto, assim. Tipo, esse é ídolo pra caralho, assim? Demais. Demais. É? Porque eu acho que o ídolo é tudo isso. É o personagem, o que ele faz dentro de campo, sabe? Não só dentro, como fora. O Jefferson era líder de tudo.
E a postura, negão posturado. Negão é... E, tipo, é difícil querer comparar ele e o Marlon. Porque o Marlon é um ídolo do Botafogo. É, queira ou não a imagem lá. É, mesmo que ele não queira. O nego pode xingar. Levantou a taça. Mesmo que ele fale que o Paulistão é melhor. O nego pode xingar. O torcedor pode ficar puto, que é normal e natural. Porque ele foi pra um outro clube.
E do jeito que foi, que ele falou que não sairia e tal, mas enfim. Meu, a gente lá dentro, a gente tem que defender a nossa família também, eu não sei o que... Aperta no bolso, né? Não sei o que passou pra ele decidir pro Palmeiras. É, mas falar que... Porque assim, o que pegou muito foi que... E eu não quero que vocês entrem nessa seara, não. Só tô contextualizando. É porque ele vai a público depois que ganha o Paulista, né?
E é perguntado sobre... Títulos importantes, ele fala que é o Paulista. O cara ganhou o Libertadores com o Paulista. Mas ele fala isso pra provocar, porque... Saiu alguma coisa ali, né? Ele devia ter sido muito hateado. Aí o cara tá com o coração puto. Porque, mano, como é que o cara vai falar que o Paulista é mais importante que uma Libertadores? Ele sabe que não é.
E quando perguntaram também gol, ele citou um gol pelo goianiense, não pelo Botafogo. Mas acho que ele não vai esquecer a passagem dele pelo Botafogo, mas ele tá, eu acho, na cabeça dele. Deve ter tido... Agora, o cara pode misturar treta com o juiz dirigente e com a instituição. Perfeito, é isso. O torcedor ali é eterno. É isso. E o torcedor não vai entender isso, que é normal. Mas, tipo, a gente que já passou ali já sabe como é um pouquinho assim. Quando você chegou aqui, né, se você pudesse falar assim, cara... ... ... ...
Quantas coisas que você teve depois que parou por ser um ídolo do Botafogo? De experiência bacana, de... Imagino que um monte, né? Fica pra sempre assim, cara? Fica, cara. Não tem jeito. Hoje eu falo, né? Pegar meu telefone. Minha filha fala assim, pai, eu quero ir lá pro Rio fazer faculdade. Pô, ela vai chegar no Botafogo e vai ver uma foto minha lá. Pra mim isso não tem preço, tá ligado? Meu pai, orgulhar as pessoas que eu amo.
que estão comigo. Tipo, é loucura. É o legado, né? É o legado que você deixa. É o legado que você deixa. Isso aí não é qualquer lugar que você... Você não vai... Não compra pão na padaria, só a fama, a sua história. Não vai comprar. Mas, pô, você vai orgulhar. As pessoas estão ali. Ah, quer saber a história, minha filha. Quer saber a história do meu avô, pai. Como é que a gente vai fazer? Ah, vamos ali, ó. Seu avô foi policial, vamos lá na polícia lá, vai estar.
É história. E não existe história grande ou história pequena. Pra mim, todas as histórias são do mesmo tamanho.
Não tem como você medir a história do outro. Como é que eu vou falar da sua história, Bruno? É, isso aí. Não, cada um tem a sua. Cada um tem a sua, cara. É tão importante pra você quanto é pra mim. Então...
Esse bagulho do futebol é... Não, e vocês têm um espaço, assim, depois que vão pra esse lugar, que é uma... Você fica com imagens, né? É. Afetivas, cara. E nesse jogo eu fui muito feliz. Caraca, eu lembro disso. Não adianta, você não vai estar sozinho nunca. Mas com sentimento pra cara. Qualquer um sentimento, você tiver que ver um Botafogueiro, esse cara vai estender a mão. É, isso é.
caralho, fui tão feliz e tal. Isso é gostoso demais, cara. É você saber que seu trabalho foi reconhecido, que o povo gosta de você pelo que você fez. Também tem uns que não gostam também pelo que você fez, e é normal. Mas é legal, pô, você tá sentado num restaurante e vem um rapaz, ô...
Tirar uma foto comigo aí. Ah, eu sou lá do Rio, eu sou de BH. Eu sou... Mano, tirar uma foto comigo aí e vi você jogar e tal. É gostoso, cara. É uma coisa que eu, quando criança, jamais pensei nisso. Porra, é... Jamais. As pessoas falassem pra mim, você imaginou que você ia jogar no Maracanã? Nunca. Nunca. Eu era só moleque correndo atrás de bola, velho. Não tinha isso. Ó, e aí tem uma cena que a gente já vai trazer, né, Betão?
Primeira cena Eu confundo muito As coisas do Botafogo O jogo da Fernanda Maia Da Gandolinha, tu tava, não tava? Tu participa da jogada, não é? O lateral foi pra mim É isso Quero ir rapidinho Conta essa história aí Se eu não me engano, não vou me lembrar Semifinal ou final da Taça Rio Era final Contra o Vasco Contra o Vasco
O que aconteceu? Estádio de Newton Santos. O que rolou? A gente sempre... Quem que era o treinador? Acho que era o Oswaldo. Provavelmente o Oswaldo. O Oswaldo gostava muito que a bola saísse e já cobrasse rápido, jogasse rápido e tal.
E a gente treinava isso, mas não com os gandulas. Onde todo mundo pensava que a gente treinava com os gandulas? Não. A gente não treinava com os gandulas. A gente só procurava pra saber onde tava a bola e cobrava rápido. E eu lembro que alguém deu um bicão pra cima. Foi o Fagner. Deu um chute pro alto. E eu já olhei pra Fernanda e ela tava com a bola na mão. Eu só fiz assim. Ela jogou, eu cobrei pro Marcio Azevedo, ele cruza e o louco faz. O louco abriu.
Mas foi isso, não teve muito... Não, combinou com a Fernandinha, não. Eu nem conhecia ela, pô. Não era estratégia do time, assim. Os Gandulas participarem do jogo. Cara, a gente tinha uma jogada de escanteio. Ah, que o Gandula já... Aí os Gandula já sabiam, já colocavam a bola ali pra gente bater rápido. Era isso o máximo. Mas não tinha outra coisa. Agora, de jogar a bola ao invés de te entregar, né? Vai, vai, vai, Gontor! Mas foi o que ela falou. Ela falou assim, eu fazia isso com todo mundo.
Essa era o que eles mandavam a gente fazer. Saiu a bola, repõe rápido. Ela fala que foi o que ela fez.
Cara, e você vê como é que é uma violência tão emblemática. É, a primeira... Então, a primeira coisa... Você também criou um protocolo. Por conta dessa jogada, mudaram a regra da parada, não é isso? Tem que pegar a bola agora naquele... Aquele pote de cachorro, de comer cachorro ali. Não, agora tem isso. É, agora tem isso. Tem que pegar a bola dali. Antes disso, não podia, se não me engano, jogar direto mais, né? Entregar na mão.
É, entregar na mão no jogador. É, tinha que... Deixar no chão a parada. Era um pouquinho diferente. É, mas mudou a regra, né? Acho que mudou.
Acho que mudou. É porque o Vasco reclamou pra caramba. É. Ananissa, um abraço, Fernandinha. Então, e outra parada emblemática, deixa eu mandar um beijo pra Fernanda, que é amiga nossa. Personal trainer, virou jornalista. Isso mudou a vida da Fernanda, mano. Mudou a vida dela. Porque uma semana ela tava em um programa, na outra ela tava em outro. Então ela virou apresentadora, hoje é apresentadora de um programa esportivo. E talentosa, cara. E locutora do estádio Newton Santos, né? E talentosa. Tiquinho Suárez.
Cara, que loucura essa parada. O primeiro veículo que apostou na Fernandinha foi o Lance. É. Depois o garotinho Zé Carlos Araújo convida ela na bandinha. Mas o Lance deu um programa pra ela no YouTube. Que foca. Mano, esse Lance mudou a vida da menina, mano. E vai virar um ícone dentro do Botafogo. Se já não é, né? É, claro. Tudo que o Botafogo faz do marketing chama ela. E tem que chamar. E ela participa de todo mundo. Tem que chamar.
Cara, ele é muito bom do que era isso. Uma fração de segundo, cara. Deu certo ali, na hora, esse é o futebol. Não tem jeito, né, cara? E o pior é que a gente comentava depois.
Será que se não tivesse chutado pra fora, se ela não tivesse dado a bola rápido, sairia o gol? Possivelmente não. É, pera. Você ganha um tempo no futebol ali, qualquer tempo que você ganha. Qualquer fraçãozinha de segundo e foi certinho, pô. Ela jogou lateral. É maluquice, né? É uma fração de segundo, muda muita coisa, cara. Eu acho que... Isso é muito maneiro, né, mano? Eu acho que se pegar primeira divisão, jogos de primeira divisão estadual ou de gabarro brasileiro...
Eu acho que é a única história que tem, assim, uma... O Gandula, o Gandula ali fez um lance rápido. E a vida desse Gandula mudou, ele fazia... Ela era uma Gandula. Era estudante de educação física. Ela vira apresentadora esportiva, mano. E agora locutora do estádio. É multifunções. E é, porra, uma referência à locução dos estádios brasileiros. Muito legal, mano. Mas... ...
Tipo, apresentação de eventos e tudo mais. Mudou. Agora, se o Michael saiu ao lateral, nada disso aconteceu. Ai, meu Deus. Não ia acontecer. Que loucura, mano. Todo mundo deu crédito pra ela aí, Fernandinha. Tá me devendo uma, tá?
Se você também não é rápido... É, pô. Nunca me chamou pra ir no programa também, viu, Fernandinho? Ah, eu... Vamos cobrar ela, né? Não, tô brincando. Já chegou, né? Não, tô brincando, tô brincando. Tá louco, mas ela merece, cara. Pô, que foda. Isso era o mesmo ano do... Fernandinho, beijão aí. Você é 2008 também?
Não. Cara, não. Isso é mais pra frente. É 2011, eu acho. É na volta deles. Tá na tua volta. É na minha volta. É na minha segunda passagem. Compra o Michael Swell do Hoffenheim, que eu fiquei fico. Me recomprar. Foi pro Hoffenheim, né? Cara, eu fui sem minha vontade, cara. Sério mesmo, mano? De verdade. Eu precisava ir.
Pela negociação. Pra fazer a vida. Pela negociação. O Flamengo tava lá ainda? Não, não. É. Tava Carlos Eduardo. Carlos Eduardo. Luiz Gustavo, que tá na Atlético Paranaense. Já volante, é. Depois vai pra Chico Bahia. E tinha o Wellington Tanque. O Wellington Tanque, é. Tava lá também. E aí tu vai... Primeiro vai pro... Eu vou pro Ferrai. Já vou falar dessa passagem, mas antes eu tenho que voltar em outra cena sua. Que era aquela rivalidade, a gente já trocou ideia fora do ar com o Juan, pô.
Eu fui rival dele, cara. Não, é. A torcida do Botafogo é... Estou criando uma pilha, né? É. Cadê o Podestlanço? É mais um João. Tinha até um... Na sua frase, tinha até um... Eu assisti ele aqui. Ele falou que eu fui fazer graça.
Mas não. Eu nunca fui jogador de fazer graça. Foi o recurso que eu achei que eu tive na hora ali. Porque a gente acabou virando o jogo e ali na jogada, a jogada é muito rápida. Eu saio acho que no meio de uns três. E aí na hora que a bola tá saindo, que eu domino, que eu olho, que eu não vejo assim mais nada, eu falei, ah, vou tentar driblar ele. E esse foi o motivo, foi o jeito que eu achei de sair da jogada. Era um lance que eu já fazia, que não tinha problema nenhum.
Pegar a bola pra cima dele? É, na hora de pegar a bola e dar o drible dele. Em nenhum momento eu fui pra debochar ou pra fazer graça. Até porque o jogo tava no começo ainda, do segundo tempo. Tinha muito jogo pra frente, não foi pra fazer cera. E ele falou pra você aí? Cara, eu não lembro. E deve ter sido isso, né? Pô, não fazer graça aqui não. Mas a gente foi... A gente teve que ir pro tribunal, pô. Porque eles achavam que tinha alguma coisa sobre racismo, alguma coisa assim. E de verdade eu não lembro.
Porque se fosse, óbvio que eu falaria, se fosse na hora eu comeria ele na porrada lá dentro do campo. Ele fala o out, assim. Mas não deu pra entender nada, tava muito alto, o frisson da torcida. Mas eu acho que eles tinham, ah, vai fazer graça aqui, você filha da puta. Alguma coisa nesse sentido. É, ele bate o dedo em vocês. É, ele segura a minha nuca e tal. E olha que engraçado, hoje ele trabalha, ele tem parceria com uma empresa da minha cidade, que chama Field, que é uma empresa super séria lá, molecada que joga lá, eu acho que vai até o Sub-20, não é profissional ainda.
E minha filha trabalha lá com ele. Então, hoje ele é chefe da minha filha, cara. Duda, um beijo. Tu já encontrou com ele, não? Na cidade, não. Nunca, mano. Nunca, nem em salão. Os caras do salão falaram assim, ó. Vamos ver aí.
Mas o dia que eu encontrar com ele, pô, vou dar a mão pra ele, cumprimentar normal, porque até a gente não é amigo, não é colega, não é nada, né? Sim. Não somos nada. Então, não tenho problema nenhum com ele. Nunca tive, deixar isso bem claro. Sempre achei ele, pô, foi um dos maiores laterais esquerdos da história do futebol, pô. O cara chegou na seleção, jogou no Arsenal, jogou nos clubes que ele jogou, foi... Ah, ele teve destaque no período que ele jogou, né? Muito bom jogador. São Paulo, Flamengo.
Então esse lance ficou marcado porque é clássico. Mas essa questão... Do jogador se doer quando rola drible? Isso. Isso tem acontecido. Existe alguma ética entre vocês? Por exemplo, Arão, o Michael Swelton não sabe que o teu jogo é de drible. Mas não pode driblar quando tá ganhando 3x0. Porque aí não, tem que driblar no 0x0. Driblar no 3x0 é humilhação. Aí tu vai, puxa uma carretilha, uma...
É. Um drible desse, aí o cara... Por que o jogador fica puto quando ele é driblado? Eu tenho uma opinião... É, vai, vai. Não, eu tenho uma opinião que é a seguinte. O cara tem que ficar puto e o maluco que driba tem que continuar driblando. E é isso. Eu não sei se o cara tem que ficar puto.
Ele vai ficar puto assim, não com o cara que fez. Às vezes é um esculachaço. A gente não tem saudade do futebol. Tem que ir pra o estádio pra ver o cara da ponta pé. Tem que ir pra ver isso aí. Fribre, caneta. Já fui expulso e eu entendo que na hora ali está a cabeça... Se o cara vai pra fazer graça...
O fazer graça é o quê? Qual é o limite do fazer graça? É tá ganhando de 5x0 e meter sacanagem? É, virar o... E não fazer isso com 0x0, aí o cara recolhe... Ah, eu acho que isso pode ser um dos motivos. Porque se você sabe que o cara sempre vai pra dentro e tal, você vai ver que o cara vai tomar porrada, não vai falar nada, vai ficar na dele, e o outro também vai dar porrada e vai levantar e já era. Agora, pô, você tá ganhando de 3x0, jogo quente pra caramba.
Aí você vai na linha de fundo, pô, dá uma canetinha, dá uma carretilha, vira a cara. Igualmente, sobe na bola. Qual que é o objetivo dele subir na bola? É destabilizar, né? É tirar uma onda. É deixar o cara nervoso. É tirar uma onda. E é maneiro tirar uma onda também. Cara.
É uma arma no jogo. O cara é profissional, ele vai falar assim, pô, vai me tirar pra chacota. Aham. Imagina, vou ligar a televisão, tá passando lá, minha cara de bobo lá. É. O cara com o pé em cima da bola e eu lá. Ah, não, pô, não vai, vou dar ali porrada. Então, mas como é que era o sentimento, por exemplo, esse jogo contra, que a gente falou do Juan, o jogo contra o Flamengo, maracanã lotado, mano. Caralho, co... E tu indo pra cima, e tu deve ouvir, assim, na hora que tu leva o negócio.
É loucura, mano. É loucura. É da corte, né? Meu, de todo jeito. E essa final, o Maracanã é dividido, cara. É a coisa mais linda. Puta, mano. Era a coisa mais linda. As duas torcidas fazendo barulho. A gente saiu perdendo, empatou, virou. E no finalzinho, a gente toma um empate, cara.
O que? 3x3, não foi? 2x2. 2x2. Não, era toda hora. Era 2x2. O que tem de 2x2 nessa época entre o Botafogo e o Flamengo? Era brincadeira. A gente ganhou a Taça Guanabara, aí no final da Taça Rio a gente pegou o Flamengo, perdeu de 1x0 o gol contra, eu acho, do Emerson, zagueiro, lembra? Lembro do Emerson, é. Aí no segundo, depois a gente vai pro primeiro jogo da final.
Eu acho que ele tem felicidade de fazer outro gol. A bola desvia nele e entra. Mano, aí fica 2x2. Eu não jogo o último jogo. A gente sai perdendo de 2x0. Aí Túlio Souza faz um gol no finalzinho, 2x2. Túlio Souza, isso. Eu tava no arquibancado esse jogo. Caraca, tu não joga mesmo. Eu sei o que aconteceu, que é loucura, assim. Eu no arquibancado, 2x1, aquela pressão do Botafogo. Pressão, pressão. Eu gosto de roer um e eu já não tinha mais nada. Eu desesperado, com a coxa fodida, né?
A hora que o Túlio faz o gol, eu levanto da arquibancada, olha, tinha uma proteção de vidro no Maraca. Meu, eu vou correndo pra proteção de vidro, tem uns caras com a mão, assim, ó. Eu só dou a mão pros caras, os caras me puxam pro outro lado. Não sei nem se os caras sabiam se era eu, que não era.
Caramba! Só me puxaram. Caramba! Sem camisa. Louco. Cara! Uma adrenalina. Falava que isso, cara. É. Que sentimento absurdo. Decisão. Porra, meu irmão. Infelizmente, aquele grupo merecia, tá? É, então.
Não é o do... Porque eu confundo os... Eu fui em todos os jogos. E depois tem por isso que o gol do louco é importante para o Botafogo. Porque quebra ali o trivice. Esse não é o do chororô, né? Não é que quebra o trivice. Não, não. É um depois. Depois. É um depois. Em 2010 seria um tetravis.
O trivície acontece, né? O trivície acontece. Ele evitou um tetra. Tetra é isso. Nunca teve um tetra na história. Cara, foi um dos melhores grupos que eu trabalhei. Esse aí, né? Nossa, que rapaziada do bem, mano. Galera boa. Rafael, Leandro Guerreiro. Rafael. Era Vitor Simões, Reinaldo. Foi um leão. Lucas Silva, Léo Silva, que depois foi pro Japão. É, é, é.
Pô, era... Que time? Aí tinha o menino da base, Gabriel. O Gabriel... O lateral esquerdo, que era da base. Enquanto o Vasco, ele dá um chapeuzinho, faz um golaço. Mano, era... A molecada era muito... Não só eles, né? A molecada também que não jogava. Era um grupo muito unido. Agora, se eu te pedir pra listar assim, cara, seus maiores jogos pelo Botafogo. Maiores? Acho que contra o Vasco na semifinal.
Gosto muito desse jogo, né? Que eu faço dois. Esse jogo é foda. Eu gosto da primeira final também. A gente ganha de 3 a 0. E eu faço o terceiro gol. Eu gosto de um jogo da Copa do Brasil que a gente perde pro americano. Porra. Eu erro o pênalti ainda. Por que que tu gosta desse jogo? Porque no jogo, o jogo foi muito bom. Eu fiz um jogo muito bom.
Eu também faço gol nos acréscimos. Aí acaba levando pra prorrogação e pros preços. Sou o primeiro a bater, bato e erro. A gente sai, mas a torcida ainda grita meu nome. Eu dou uma paradinha. Eu chuto o vento e chuto na trave. Vai pro vento? Eu vou ameaçar. Eu chuto o vento, o goleiro cai e eu, pum, bato na trave e volto.
ia ser muito foda esse gol. Agora, outra? Vários jogos lá, bom. Pô, tá maluco, mano. Sei que é o gol que eu gosto, mas é difícil pra mim listar, sabe? E os gols? O gol que eu mais gosto é o gol em Friburgo, em Nova Friburgo, lá. Contra o Friburguense. Friburguense. É por causa da lesão. Oito meses, cai o Júnior. Foi depois do joelho, né? Foi, foi. Foi o primeiro jogo que eu voltei. Caralho, é porque tu rompe os ligamentos ali, né, mano?
Foi dura essa época aí. Voando, né, cara? Emagreci 11 quilos. Sério, mano? O pós, pra mim, foi bem ruim. Porque um dia antes da cirurgia, o doutor chega em mim e fala, eu não sei se você vai voltar a correr. É, eu não sei se você vai voltar a jogar. Você tem 50% de chance de voltar a correr. Porque não foi só o ligamento, né? Eu quebro a patela.
A minha lesão é quase igual ao fenômeno. É mesmo, mano? Quase igual ao Maicon Leite, do Ganso. Tem parafuso, tem tudo aqui. Meu irmão é fisioterapeuta, ele diz que na ortopedia eu estudo a lesão do Maicon Leite, tá ligado? É a mesma. A mesma lesão que ele teve eu tive. Caralho, mano. Foi contra o Vasco, no Engenhão. Foi a entrada? Não, sozinho. Eu saí cara a cara com o Pras, aí o louco pedindo de um lado.
Eu não sei o que eu fui fazer, eu não sei se eu fui tocar pro louco, ou se eu fui encobrir e a bola adiantou um pouquinho. E na hora que eu estico, a trava gruda na grama e meu corpo gira. Nossa, meu joelho vai todinho, ele dobra todinho. Não, foi um estralo igual um tiro. Sério, senhor? Sério. Arrepiei todo, eu dava soco no chão, senhor, de dor. Foi a maior dor que eu senti na minha vida. Cara, dói pra caralho. E o louco com a mão na cabeça, chamava os caras, o Prasca com a mão na cabeça.
O joelho tava já tudo. Ah, já tava... Porque daí os caras chegam, né? Põem o gelo. Aí o Maurício vai no vestiário. Ele chega em mim e fala, não é nada. Você vai ver, não é nada. Eu tava sendo cotado pra ir pra seleção. Era humano ainda que tava. Mãe que é futebol. Aí eu chego no vestiário na hora que tiro o gelo. Tá uma cabeça de um lá no meu joelho. Eu falei, já foi. É, né? Já foi.
Foi bom pra eu aprender, né? Cara, e aí fez o exame, o seu foi ligamento, todos... LCA, menisco, colateral, medial, foram todos. Tudo, tudo, tudo. Quanto tempo eu vou voltar?
O prazo era de um ano e meio, mais ou menos. Eu fiquei oito meses. Caraca, acelerou. E assim, a recuperação, né? O período de oito meses. Você volta antes, então você se dedicou muito. Era um ano e meio. Era muito chato. Porque assim, a galera diz que o jogador é a pior coisa do mundo.
É porque você fica ali totalmente fora do campo, fora, com muita dor, né? Não, esses exercícios difíceis são muito mal. E quando eu machuquei, deu um tempinho, machucou o Fábio Ferreira, deu um tempinho o Giancarlo, lembra? Lateral direito, falecido. Ah, Giancarlo, lembro. Aí o moleque da base, Pará, todos eles LCA. Paralho. Aí a gente ia treinar, ia pra fisioterapia e tal, daqui a pouco eles tão correndo, dando trote, e eu lá na fisioterapia. Ainda, né? Ainda, porque eu não ganhava na flexão, cara.
Era difícil. O fisioterapeuta, um dia, ele teve que pegar o cocote. O cocote. Pra dobrar, não dobrar. Ele fez o deitar de bruxo e abraçou a maca com o joelho no peito dele, assim, sabe? Ele falou assim, ó. Pode me xingar do que você quiser. Agora, na hora que eu te soltar, não vem pra cima de mim, que eu vou te meter. Ele é porrada. E eu chorei, velho. Ia descer. Caralho. Ele abraçava a maca e vinha.
É, tem que fazer, né? Pra poder ganhar medida ali, né? Então, por isso que eu gosto do gol. Porque eu sei o que eu sofri pra voltar, cara. Esse gol contra o Friburguense foi... É o primeiro na volta. É o primeiro na volta. É o meu primeiro jogo na volta. Tu acha que é uma lesão que, assim... Porque, pra mim, tu foi um puta jogador e tal. Mas que essa época primeira do Botafogo era um negócio, assim, disso, né? De drible e tal. Foi uma lesão que prejudicou a tua carreira pra onde você poderia ir.
Nível que você poderia bater ou não? Isso é um nível minha, particular. Eu acho que o que me atrapalhou...
Foi eu ter ido pra fora. É mesmo? Porque lá é muito treino, um toque, dois toques, um toque, dois toques. E você acaba memorizando isso. Então eu tinha vontade de pegar a bola e sair driblando no treino. Mas aí não podia. O cara te moldou assim. Tirou o seu drible. Tirou o meu drible. É isso. E o pior é que dentro de campo é mais improviso que qualquer outra coisa, né? Sim. Alguma bola parada, beleza, treinado. Mas dentro de campo é improviso, cara. Não tem o que você fazer.
E às vezes você dava, fica na cabeça. Mas o joelho ficou normal, assim. Ah, no começo dava medo. Pra fazer as jogadas iguais, na linha de fundo cruzar. É muita direção, né?
E eu ganhei muita massa. É, tu ficou mais forte, né? E aí eu só queria proteger, achava que tava forte de verdade. E aí eu tive que fazer um trabalho específico de agilidade, velocidade. Porque senão eu ia perder todas as minhas características real. Caraca, mano. E aí, mais pra frente, antes de ir mais pra frente, na real, você falou, pô, o louco é muito louco, né? O louco abriu. Fala algumas manias que tu viu dele, assim.
Ele, a gente chegava, ele tinha que montar a santa ceia dele. O quê? Dentro do negócio do vestiário lá, ficava. Aí a bola não podia encostar nele antes do jogo. Não podia? Ele não aquecia com a gente. E a gente ainda brincava, jogava a bola. Pega aí, louco. Aí eles desviavam. Não, eles desviavam e eles diziam, aí, errou de puta.
Ele jogava com a mesma... Cueca? Com a mesma bermuda térmica. Bermuda térmica. Sempre. Cheia de escrita dele. Aí ele também tinha que ser o último a entrar dentro do campo. Dos dois times, ele tinha que ser o último. Ah, dos 22. Dos 22, ele tinha que ser o último a entrar. Tipo, é a superstição dele. No treino, ele errava os pênaltis. Isso é verdade? Verdade. Aí o Oswaldo... Jutava pra cima. De propósito.
Como é que o cara treina um pênalti? Ô, você tá mal aí no pênalti, louco. Vou ter que... Amanhã, vou ter que... Não, não, não, não, não. Pode botar. Então, ele pensando... Assar, assar. Tô queimando o assar. Era assim, cara. Ele chutava pra cima pra queimar o azar, assim. Ele chutava real. Ah, vou treinar três pênaltis. Pum, pum, pum. Aí na hora do jogo batia sério. Acabava.
Cara, eu vi esse cara cavar, o goleiro pegar. Onde é o meu velho, é? Sai outro pênalti, ele cavar de novo. Eu falei que esse cara é doido, cara. Ele é louco. E cavou na Copa, pô. E eu fui cavar lá na Udinese, o goleiro me pega. Puta que pariu. É o que que é? Eu fui cavar lá na Udinese. O goleiro paradinho aqui no meio. Puta que pariu. Pre-Champions. Caralho. Tinha acabado, tinha meu segundo jogo pelo clube, cara. Lembrou do louco, vou fazer. É.
Ah, eu já fazia esses treinos lá. Mas o cara tem que ser louco, real. Tem que esperar muito de ver se o cara vai sair, né? E o goleiro, ele vai ficando, né? Eu bati, eu acho que era a décima terceira cobrança. Eu acho que o goleiro não pulou porque ele tava cansado, o Lazaretto. Parou e acabou com a minha vida lá na Itália. Foi, assim, um mês terrível. Ainda bem que no jogo seguinte eu faço o gol da vitória.
Aí tem mais um jogo contra a Inter de Milão, eu faço o gol da vitória de novo. Aí dá uma... Minizada. ...pareada, porque foi ter isso, viu? Essa é a sua passagem na Europa. Fala o jogador que mais te impressionou, assim, que tu viu lá.
Totó de Natale. De Natale, cara. Loucura. Jogou contigo, né? Jogou comigo. Crack, é? Cracaço. Sério, mano? Loucura. Cara, mas ele pareceu meio assim, tipo... Inhaca. Inhaca, sim. Meio inhaca, meio... Sono.
É, e a estrutura de corpo dele não é de jogador, né? Parecia um cara... Mal, mal, como era. Parecia um cara que tava no bar, assim, se pegou e voltou pra jogar. De Natalho, caçando, tinha esse espirinho. Tirando o Gaúcho. Foi o cara mais técnico que eu já vi. Que eu joguei junto. Caralho, mano. Natalho. Totó de Natalho. Mas ele era um cara assim, meio largadão? Era do jeito dele. Não era? Meio, porra... Ele era napolitano. Ele era de Nápoles. Aí ele vinha falar com a gente, tipo...
A gente entendia um pouco do italiano. Ele e a gente não entendiam nada. Sério mesmo, né? Muito rápido, muito diferente. Mas, pô, foi um cara que me ensinou muita coisa lá também. Eu tô de Natalha. Parece que o cara num bar botou pra jogar. Eu tinha essa visão.
Mano, muita qualidade técnica. É um cudinho assim. É. Maiores finalizadores que eu já vi também. Bate bem com as duas pernas. Cara, sensacional. Bravo, brabo, brabo. É, né? Agora, Carlos Alberto no Botafogo, tu não jogou, jogou. Não, não peguei. Resenha isso aí. Vamos perguntar a história do pênalti, né? Resenha. É, história do pênalti do Jefferson, né? Ele falou assim, pô, Jefferson pegou o pênalti do Messi. Tinha acabado de voltar dessa eleição brava. Eu lembro. Do jogo eu lembro. Aí ele mandou essa.
Vou bater 10, né? 10, vou fazer os 10. Vou fazer os 10. O Sassá contou essa aqui. Todo mundo, que isso, carinho? Pô, tá maluco. Aí ele, não, pô, é o Jefferson, cara. Ele, não, não, mas... O Jefferson é muito bom, mas eu sou melhor. Aí a gente riu pra caralho e falou assim, e aí, Sassá? Ele fez quanto? Ele, perdeu o primeiro, pô!
Imagina, eu não joguei com ele, mas eu queria muito ter jogado, velho. Porque ele deve ser uma resenha absurda. Porra, tá maluco, é. Apesar que eu peguei uns caras também que não tá muito longe. Então vamos lá. Antônio Carlos. Tonhão. Tonhão, esteve aqui também. Meu irmão, velho, eu amo esse moleque. Somália. O do sequestro. Calma aí. Somália, você me perdoa, mas eu tenho que contar isso aqui.
Aí os caras contando, é bom, tem dois somares. É, o centroavante e o volante. O pretinho, você tá ligado, você mora no meu coração, mano. Estão no café da manhã, lá no clube assim, todo mundo resenhando, pô. Aí o Joel passa e, cadê o pretinho? Cadê o somar? Aí os caras, ei professor, tá vindo aí no trânsito, quer ver? Vai chegar dizendo que foi assaltado.
Acho que era contra o Wiser. Conta a sua visão nesse dia, vai, Marcos. Cara. Somália sequestrada. A gente tava chegando muito atrasado lá. Tava pegando muito trânsito, treino de manhã. Então tinha muita gente chegando atrasada. Mas a galera acelerando na noite? É. É. Devia, né? Mas mesmo a gente saia de casa. A gente não podia acelerar em casa. Eu também. Mas eu não sei, não. Os caras parceiros, não vou falar nada, não.
Aí, Joel chega, reúne o grupo, cadê o pretinho? Nada do pretinho chegar. E o Joel já tinha falado, quem chegasse atrasado ia ser multado em 40% do salário, porque tava todo mundo. E vou falar, Joel, um dos melhores caras que eu trabalhei, assim, disparados pra gerenciar grupo? Porra. Meu Deus, cara. Fantástico. A gente ia treinar feliz, pô. Não adianta. Aí, nada do pretinho chegar, nada do pretinho chegar. Pô.
Aí o Anderson Baal chega, a gente acaba o treino e tal, vai almoçar e o Anderson Baal chega na gente, que sabia que a gente era grudado com ele, eu, Alessandro, Fábio, Tonhão. Fala assim, ó, vocês estão vendo o que saiu aí do neguinho? Ele tá lá no quarto, pô. Aí ele já vira pra mim e fala assim, o Maico, mas não vai zoar ele não.
que eu acho que ele tá mal. Beleza. Pô, a gente entra dentro do quarto tudo escuro, velho. Tudo escuro. Ele coberta até a cabeça, só o olho de fora. Aí, tipo, com aquilo que o Anderson tinha falado, né? Não vou aloprar, mano. Todo mundo erra. Pô, eu chego na porta, eu só beijo... Mas depois do atrasou, tudo... Depois que... Depois que... Depois que tudo que aconteceu, que todo mundo sabe. Já tinha saído matéria? Já, na hora do almoço, a gente almoçando e assistindo. E ele lá no quarto.
Os caras... Ele já no quarto é matéria na TV, isso. Puta que pariu. Eu lembro que todo mundo entrou no quarto e tal. A hora que eu olho assim, ele... Pô, deitado, todo coberto, ele solta. Pô, mano, foi foda. Eu não aguentei. Eu me joguei no chão. Falei, desculpa, mas não dá. Calma aí, Michael. Calma aí, calma aí, calma aí. Puta que pariu, porra.
Pra quem não lembra, uuuh. Pô, foi muito bom, cara. E depois quando sai a parada, o videozinho dele no elevador? Mano, é até isso. Queria, pô, mas a gente... Nesse momento ele tá sustentando que foi roubado ainda. Mas a gente sabe... A gente sabe o que aconteceu. Porque ele contou pra gente.
A gente sabe. O que aconteceu? A gente não pode contar, né? Aí você vai ter que chamar o Somali e falar pra ele vir aqui contar que eu não vou fazer isso com ele, não. Não, mas o vídeo do elevador eu vi, ele não tinha sido sequestrado. Não, mas tem o porquê dele entrar e pegar as peças. Tem, é? Aham, tem o porquê. É mesmo, é? Fica meio fora de pretexto. É o mistério ganhando novos capítulos. Faz isso comigo não, ô neguinho, putz.
Porque assim, exatamente. Pra quem não lembra, o Somario ele não chega no treino. Aí avisa que não tô... fui assaltado. Deu ruim, por isso que não tô chegando. Seguro é estranho. Seguro é, o Seguro é relâmpago, né? Pra tomar dinheiro e joia e tudo mais. E ele vai... E ele tava rolando muito na era. Sim. E ele também, pô, vai até a polícia fazer o B.O.
desse sequestro relâmpago. Só que aí, quando a polícia investiga e vai recolhendo provas, no dia seguinte que sai, né? Não é no mesmo dia, não. No dia seguinte. No dia sai que ele foi, o maior, aí no dia seguinte a polícia foi investigar. A polícia vai fazer o procedimento, chegou no prédio.
Síndico, câmera de segurança, por favor aí. Aí ao analisar as câmeras, tem lá o Somália, no elevador, tirando o cordão, tirando o relógio, tirando a pulseira. Aí a polícia, porra, mas como aí? Ele tava alegando de ser roubado. Aí deu todo esse problema. Que pecado, velho. Porque a gente lembrava da cara dele na TV, falando, porra, só lembrava da minha filha.
Na hora que eu vi ele no quarto, eu não aguentei, tá ligado? Falei, que neguinho safado, cara. Mas depois ele contou pra gente o que aconteceu. E eu acho que dali pra frente... A carreira dele não foi... Não. Porque eu vou falar, cara de grupo...
Tinha a qualidade dele, tinha muita qualidade. Taticamente, em algum momento ali, o time do título, ele ajusta o Botafogo. Ele é parecido como um volantão, mas não rola de senha pro jogo. Mas às vezes ele era o derrb o Joel ali. Cara, Joel amava ele, mano. Pô, papai Joel, cara, que saudade. Vou contar uma coisa aqui, que eu não sei se alguém já contou dele, né? Pô, ele reunia a gente sempre. Jobson no time, cara. Puta!
E ele chamava o Jobson, ia começar a resenha, ele chamava o Jobson, vem aqui com seu papai. Se você dormiu bem, meu menino. Era desse jeito, tá ligado? Não tinha como não rir, pô. Ele pegava no meio de todo mundo. Você dormiu bem, menino? Papou bem. Do nada. Vocês lembram do goleiro Milton Rafael? Lembro, pô. Milton Rafael faz uma flatulência da hora. Alto.
O Joel, quem fez? Quem fez? Quem fez isso aí? Aí o Milton, foi eu, escapou e tal. Uma volta no campo trotando. O Joel era desse tipo. Eu tinha milena, eu tenho que dar volta e gravar quatro. O Joel era desse tipo.
Mano, que saudade que eu tenho daquele cara. Porra, mano. Papai Joel. Aí, eu... A gente tá feliz, cara. Uma experiência que eu queria ter tido na vida é ser treinado no Papai Joel. Um dia de uma semana, assim. Ele ia te dar um apelido que ele não lembra o nome, ele ia dar um apelido pra galera. Dá um apelido pra galera. Você tinha apelido o gol, ele? Não. Não, me chamava de Neguimpo. É. A gente jogou na minha volta no Engenhão contra o Santos.
Acho que a gente ganha de três. Somália faz um gol e tal. Eu faço o primeiro, né, da minha volta.
Aí, acaba o primeiro tempo, eu tomando muita porrada, porque já tava três no primeiro tempo, aí o Joel olha pra mim e fala assim, Neguinho, para de driblar, pega e toca a bola, senão o cara vai te machucar. Desse jeito. Ou eu vou te tirar. Nem pragmático. Nesse cara, não tenho nem palavra pra ele. Agora, você conviveu com os malucos, hein, ô Magso. Louco abriu, você falou, aí você falou agora, pô, Jobson.
Jobs. É, o Jobs era barril dobrado, né? Tu falando dos caras que tentou controlá-lo... Ele me respeitava muito, cara. Teve com ele no Galo também, não? Não, não. Só no Botafogo. Só no Botafogo também. Ele te respeitava, mano? Muito. Muito. Ô, Lúcio Flávio tentou levar ele pra igreja.
Sério? Sério. E ele foi algumas vezes. Mas que jogador, mano, assim, a gente sabe os bastidores. Jogador é um... Pô, é foda, né? O jogador, pô, sai pra caralho, faz cagada pra caralho. O Jobson era acima dos outros mesmo, assim, tipo, você percebe ele, mano, é muito... Acho que os problemas eram diferentes, mais sérios, mais graves. Mais graves. É.
Mas era um moleque bom, cara. Ele era pra ter uma carreira dez vezes melhor do que a folha dele. Ela jogava pra caralho. Que isso. Você tá louco. Talento, sim. Demais. Bruto. Talento bruto.
Era rápido, habilidoso, batia com as duas pernas. Explosão. Ah, ele fazia tudo. Era um bagulho que impressionava, assim. Demais. Demais. Se tivesse uma cabeça diferente, era seleção, Europa, era isso? Ia ser um dos melhores aí do Brasil, pô. Era seleção com certeza. Com certeza. Absoluta. Neguinho decidia, pô. Eu lembro que o Almário falava dele, pô. Neguinho decidia pra nós.
Não, ele fez, o Botafogo não caiu. Eu assisti, eu tinha acabado de sair. Era no doping. Ele pega o São Paulo lá e faz dois. Ele é muito bom jogador, pô. Muito bom. Eu acho que ele ainda joga, tá? Deve estar lá na cidade dele jogando lá no clube profissional. Para parar, né? Isso. A gente falou esses dias aí. Mas você já tentou, tipo assim, você era um dos referentes. Tentou segurá-lo, assim.
tentar segurar assim, mas tentar falar pra ele o que era bom, o que era ruim. Quem sou eu pra falar pra ele o que é certo, o que é errado, né? Mas eu chegava e falava, neguinho, tem que se cuidar, cara. O que você tá fazendo com o seu dinheiro, cara? Vai... Não, o que eu tinha, por exemplo, uma... Mas eu dos barros cuidava dele. É, essas paradas eu posso externar, assim. Ele ganhava o dinheiro que era um salário... Ele não tinha um salário pica, mas tinha um salário bom. E ele gastava assim...
Rápido? Era isso sim? Era basicamente isso Anderson Barros, pô Cuidava dele real Tinha um subo assim, gastava 40 conto e 2 gilas Pra cuidar dele Porque precisava Sabia do potencial que ele tinha E o Anderson é um cara que eu respeito demais Foi no Palmeiras agora Foi meu pai também no Botafogo Conversava comigo, me ensinou muita coisa também Um cara que eu admiro, que eu respeito O André Silva Foi tujido Foi tujido
André Silva, pô. Meu gordinho favorito. Piste de futebol. Que isso. Meu gordinho favorito. Ele, cara, eu amo esse cara, assim. Primeiro dia, outra história que eu não sei se vocês sabem. Vai. Chegamos no Botafogo, dia de apresentar o grupo para os dirigentes, para o treinador e tudo mais. Ele fala que escutou alguém cantando uma música do Flamengo, o hino do Flamengo dentro do... Ih, mano. Sempre isso, né?
Aí ele meio que apontou, falou que fui eu. E eu não conheci o André. Eu falei, você tá mentindo, pô. É mentira sua. Mano, você nem o hino do Flamengo, pô. Como é que eu vou cantar? Aí ele, você não pode falar que seu superior tá mentindo. O mínimo que você tem que falar é que ele tá enganado. Então eu falo, não, é mentira. É mentira. Não sou eu, não fui eu.
André, me perdoe. Depois ele descobriu que é o jogador. Ah! Que cantou. E vocês sabem quem é, eu não vou falar. A gente já falou dele aqui, o nome dele algumas vezes aqui. Ah, é, é? É, é. Ah! Esse cara já confessou. Passar, aquele era da base. Mas caiu em mim, caiu em mim. Eu escutei, foi o Maico. Parece que eu escutei você cantando a música do Flamengo. Eu falei, não, não foi não. É, o Maico é magrinho.
É, o outro é o Maromba, pô Eu vou pro Michael Porra, Maromba, não canta essa porra aqui não Começou assim minha jornada do Botafogo Caralho, mano, mas chegado assim E daí, pô Primeiro jogo, dois gols Começou e a gente começou a conversar E eu vi o jeito que o André era Pô, ele foi meu padrinho de casamento, cara Porra, só
Amo ele demais. André Silva era vice de futebol do Botafogo. Sim, eu lembro. É. Era ele e Maurício. É. Pô, é uma boa, André vir aqui um dia que deve ter história. Então, o André Silva foi no TF. Pode falar que o TR. Ele falou um monte. Ele foi o valor. Foi o glorioso também, é verdade. Agora, Maicon, vamos avançar. Vamos direto para o galo de Ronaldinho Gaúcho. Tá doido. Ali foi só. Ali foi só. Ali foi só. Ali foi só. Ali foi só. Ali foi só. Puta.
Ali eu peguei, acho que os caras mais picas assim da história. Tem uma história, claro. Com sorte. História do Jóvis, você pode contar se quiser ou não. É verdade que bateram uma vez lá no treino do Botafogo pra cobrar uma conta lá, mano.
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É verdade. Eu tava lá. É mesmo? Você me contou essa história? É verdade. Eu vou comprar conta de que ele consumiu fora. Não, era isso que eu ia dizer. Ele consumiu fora. Vamos lá, vamos a história, então, pra esclarecer. Essas palavras bonitas. O cara consumiu fora, ele tá batendo no clube lá, olha. O cara foi, né, nas meninas. Ele não pagou as meninas.
Aí as meninas foram cobrar ele aonde? No Botafogo. Saiu, filó. As próprias. Sai daqui, os caras vão falar, o Michael fofocalizando, não é possível. Fofocalizando. Me perdoe, rapaziada. Isso aconteceu. Aconteceu.
Cara, eu não vou falar que ia acontecer, eu vou deixar ele falar. Não, mas... Pô, isso aí todo mundo sabe lá. Sabe, tem matéria. Tem matéria. Mas o quê? Vocês estão no treino assim? Parou o treino. Não, foi... Eu acho que depois do treino. Ah. Estavam lá fora, lá. Galera saindo de carro. Caramba. É um pouco rico, cara. Porque tiveram duas situações. Teve uma situação que a torcida pulou lá. Um treino fechado, era coletivo. O treino parou. Eu tava de muleta que eu tinha acabado de operar.
Aí fui lá assistir o treino, sei lá fora. Pra assistir o treino, os caras queriam a cabeça dele. É, o torcedor... Queriam a cabeça dele. Aí pra você ver como o torcedor é. Eu tô de muleta, com o Tala, o torcedor chega em mim no banco e falou...
Quer cobrar, né? Quer cobrar todo mundo. Vamos voltar logo também, hein, Maicon? Tinha acabado de operar. Mudou a patela, tá ligado? Vamos embora, né? Vamos querer, né? Time precisa de você sair, pô, machucado, pô. Brincadeira, né, cara? É. Essas invasões... Não, mas aí tem essa história. Vocês estão saindo. Tem, tem, tem. As meninas estão no portão, assim.
Cadê minha cué? Cadê minha cué? Cadê? Pô, não pagou, pô. Era um bonde? Era um bonde. Caraca. Cara, eu tentava ficar fora dessas coisas. É. Dessas confusões assim. De rolo aí. Já me confundiram com ele na balada? Puta, ó. Os caras já me confundiram com ele na balada. Falei, cara, o que você tá fazendo, mano? Vai gestar num lugar, o cara vem te dar ali uma... Ele deve tá fazendo muita cagada, pô.
Alguém vinha assim, cara, é ele. Mas eu vou falar pro seu Rio de Janeiro, se o cara não tiver uma cabeça boa, mano. O cara se perde. Não sei se vocês são de lá, né? Muda proposta. Ah, mas eu falo assim, isso aí tem em qualquer lugar, certo? Tem. Mas imagina, moleque, subiu da base agora, Flamengo, Manto, Botafogo, Fluminense, Vasco. Pô, vai curtir uma noite ali, ali, aqui, aqui, aqui, gosta, vicia, filho. Ah, não, não. Já chega num poçante. Vai recuperar.
Mas eu falo, mano, é difícil o torcedor compreender isso. É claro. Quando tá ganhando, o torcedor tira foto contigo na balada. Quando tá perdendo, é cobrar. Mas é isso que não pode, né? Esse negócio do torcedor cobrar e chegar no clube. Ah, vai matar, vai fazer isso, vai fazer aquilo, vai bater. E aí, sabe por que eles fazem isso? Porque se você reparar, dá resultado, cara. E não é por isso que a gente ganha.
Consegue entender? Mas tem um efeito. Quando rola essa pressão. Só acontece. Na maioria das vezes, a torcida vai cobrar. Do outro dia você ganha o jogo, pô. Aí eu acho que o torcedor acaba achando que é por conta disso. Sim. Eu acho que pode ter ajudado um pouquinho. O cara vai falar, pô, os caras vão vir encher o saco aí de novo, mano. É. Porque é ruim o cara querer vir falar pra você como você deve fazer seu trabalho. Claro.
Imagina. É difícil, pô. Até pra gente. A gente tem que ficar quieto, porque senão vai tomar porrada mesmo. É, imagina. Entra aqui e eu... Cadê?
Perguntando isso, isso, isso. Perguntando aquilo. Tá gritando, Betão, caralho. A gente não acontece isso com... Só com os jogadores de futebol acontece isso. O cara vai no teu trabalho... Teu aniversário, pô. Time na situação, comemorando o aniversário.
Entender também que você tem o seu momento. Você tem o seu momento. Você quer sair, você quer passear, você quer... Você tem que fazer isso. Entender também que você, dentro do campo, quer fazer o seu melhor, mas nem sempre é possível. Existe outro time... Eu ia falar isso agora. Tem outro time lá também que os caras querem... Você vai conseguir, outras vezes não. Se o torcedor quiser cobrar, se o time não estiver correndo, se não estiver com garra, como eles sempre falam, agora o resultado é difícil cobrar.
Porque são três possíveis. Vitória, empate e derrota. Um dos três vai acontecer sempre. Agora, se o cara não tá correndo, por que que não tá correndo? Se o cara não tá cumprindo, sei lá, o que o treinador pediu, aí é uma outra coisa. Agora ir lá, vamos bater, vamos fazer isso. Mano, é pancada pra gente, cara. Agora, agora se andando no tempo, Ronaldinho Gaúcho e Galo. A gente tá falando de 2014. Foi, eu fui pra lá em 2000 e...
14, perfeito. É isso, né? 13 e 14, eu acho. É. 13 campeonatos libertadores ali. 13 campeonatos libertadores eu chego pra 14, é. É. Cara, foi um sonho. Eu fui pro Galo por conta dele. É, né? Queria jogar com o meu ídolo na bola. E a decisão de ir pro Atlético foi... Pesou muito, cara. Ele tá lá, né? Pesou muito. Quem era o técnico, Marcos? Levi. Levi. Ah, o Levi, mano.
Chegou soltão no galo. Tu fez o treino com a perna ruim, não? Já fiz. Já fiz. E o Ronaldinho? Não tem. Não deu essa, né? Não tem. Agora com vocês aí, ó. Ele podia fazer casudo. Me devolve com a perna ruim, o Ronaldinho, professor.
Por que, ô, Rodrigo? Vai de esquerda, vai de direita, toma. Conta essa aí, Valor. E o Levi era corajoso pra caramba. O Levi não dava concentração pra gente.
A gente foi campeão. Ele assumia a resposta. Ele falava assim, se alguém fugir do nosso combinado, quem vai pagar é a pessoa, é o jogador. O grupo não vai pagar por isso. Ele ganhou a nossa confiança nessa. Mas, pô, ele sabia que os caras gostavam de sair, que os caras gostavam de fazer isso, mas ele sabia que, meu, ele fazendo isso, era o cara que ia colocar na reta, tá ligado?
Então a gente foi campeão mineiro, foi campeão da Copa do Brasil, foi campeão da Recopa. Pô, sem concentrar, pô. Sem concentrar? Sem concentrar, cara. Jogo em casa, vocês de casa iam pro estádio? É, não, de casa a gente ia pro CT, pelo menos almoçar, tomar café da manhã, almoçar, ia pro jogo. Agora, quando o jogo era fora também, quatro dias antes a gente ia.
Em Curitiba, que ele é de lá, né? Nossa, vamos passar a semana em Curitiba agora. Ele sabia tudo, né? Sabia os caminhos. Eu odeio essa consideração longa. O Ronaldinho, então... Mas o Diabo. Mano, mas o Leveiro é um personagem, cara, também. É, né? Ele tem o livro dele, né? Burro, sorte. Mano, mas ele é um cara inteligente, pô. Ele já tava nessa fase... Ele sabe administrar grupo também. Ele sabe. Mas esse... O que tu viu do Ronaldo mais impressionante?
Simplicidade dele, cara. É, né? Chama atenção. A simplicidade dele. Foda, né? Demais, mano. Demais. Ah, eu sou suspeito de falar que eu sou fã. É. Eu cheguei no Atlético e pedi pra ele assinar a minha chuteira. Ele não assinou. Por quê? Não sei por que ele não assinou isso. Só não quis assinar a minha chuteira. Ele falou, tá maluco? Tá maluco, mas já ouviu. Aí ele assinou a minha camisa e me deu uma camisa dele. Porra, que irado, mano. O que que tu viu tecnicamente ele fazer mais impressionante, assim?
Cara, quando eu cheguei lá, ele falou assim pra mim. Ney, se eu não estiver olhando pra você, você vai. Que ela vai chegar. Parece que eu não tô vendo, mas eu tô te vendo. Isso aí era meio... Ele escolhia, jogador rápido, ele sempre falava essas coisas. Viu, outro? Pode ir. Marcelo, Marcelo. Só olha pra frente, ela vai aparecer aqui.
E que ela vai chegar. Só acerta o domínio. E era? O domínio... Era, pô. Ele era desse jeito. Ela parecia que eu... Era loucura, porque o domínio dele, ele é muito calmo. Ele faz com uma naturalidade que parece ser fácil, umas bolas que ele domina, visão de jogo, qualidade, habilidade. Esse cara é o rei da caneta. A facilidade que ele tinha pra dar caneta. É ele. É muito o domínio do Ronaldo.
técnica dele, assim... O movimento dele, né? Sem contar que ele é um cara que, assim, quem tem a chance de estar ao vivo com o Ronaldo, você jogou com ele. Olha que ele, além de ser um cara muito mais, muito acima dos outros, tecnicamente, ele é muito forte, né? Atlético, né? A perda do Ronaldo, assim, pô. Então, assim, ele não quer dizer essa explosão ainda. Essa época, é verdade, treinava quase nada, né? É. Jogava pra caralho. Jogava muito, pô.
Jogava muito. Só que eu peguei dois jogos dele só, né? Ah. Os dois últimos, ele sai. Peguei os dois últimos jogos dele. Foda. Agora, quando a sua história... Aliás, só pra completar. Então, tinha esse treino na perna ruim? Tinha treino na perna ruim. Era um... Ele fazia dois toques, um toque com a perna boa e fazia a mesma forma com a perna ruim. Pra ver se o treino ia cair de qualidade.
E aí também, aquele outro que conta dele. Ah. Essa que sai é mais, como se fosse o Michael pegou. Porque era mais em 2013. Você pegou o Rosan lá ainda? Não, né? Não. Porque saiu, né? Não, o Levi. Que aí o Rosan tinha uma lei lá, os caras. O Rosan fisioterapeuta? Peguei no Palmeiras. Peguei no Palmeiras. Então, os caras dizem que lá no Galo, não podia treinar de soquete.
Tinha que botar lá o… Quem que contou essa história aqui pra você? Não vou lembrar, mano. Balada. Balada. É, foi balada. Porque ele falou assim… Porque ele falou que, pô, eles ficavam assim, queriam usar, né, e não podiam, tinha que meter lá. É… Aí o Ronaldo tá lá, aí eles olham pro Ronaldo saindo do vestiário e eles comentam com o outro. Olha, olha o Ronaldo e o Ronaldo de sua quente. Soquete. Aí ele falou, não fala nada não, deixa…
Deixa rolar. Vamos ver o que o Carlos vai falar. Vamos ver o que o Carlos vai falar. Primeiro fala. Ronaldo, é... Aqui, então... Aí de um lado ele diz que o Carlos diz assim. Ronaldo, aqui a gente tem uma norma, né? Aí o Ronaldo diz... Nem tem coisa, né? O que é isso? O que é isso? Não, não... Ih, sai pra lá, rapaz. Aí vem o Rosan. Aí os caras, olha o Rosan, olha o Rosan. Então, Ronaldo, é um procedimento aqui da casa. Treinar melhor, treinar assim. Pô, Rosan, com todo o respeito.
Ganhei bola de ouro, meu irmão. Usando o soquete. Aí agora você vai me dizer que agora eu não posso usar. Então hoje passa. Os caras passando mal. E o André é uma resenha, né, cara? E o André sabe contar essas coisas assim. Eu joguei com o André também. Mas peguei lá no Galo, peguei André, Tardelli, Jô. Cara, esse bonde aí é... Os caras são muito...
Os caras são muito altos, pô. Os caras são muito altos, pô. O nível deles. Ah, jogar caixetinha, jogar baralhinho. Meu caixa não dá, não, irmão. Cada um dá um apartamento pra disputar. Mas era, mano, os caras sensacionais de grupo total, mano. Não tinha como ser treinatriz, pô. Agora, ô, ô, Maico, perguntando pra você sua história nesse jogo. Tem um jogo que tem uma narração assim, Betão, não sei se você sabe.
A torcida do Galo diz, eu acredito, eu digo, eu duvido. Flamengaço, classificadaço. O Bruno faz 1x0 lá, no Agregaro 3. Isso, Bodo Everton 22. Mas assim, eu entendo, ele tá narrando pro Rio, né? Ele não tá narrando pro Brasil. Conta a sua história nesse jogo aí. Eu entendo ele também. Mas sempre com motivação pra vocês.
É, não, a galera não viu depois. Depois, motivação não, como tiração de sarro. É. A gente tinha feito com Corinthians, né? Isso, era o time que virava os jogos assim, façando. E a final foi contra o Cruzeiro, hein? Foi. Mas era uma energia surreal. Menino maluquinho, né? Você tentava uma... Energia surreal. A gente, no Mineirão, lotava. E a gente saía de lá, acabava o jogo, a gente ficava duas horas com o ouvido... Torcida do Galo é muito foda, pô.
Torceira do Galo é absurdo. E aí a gente perde de 2x0 no Maraca, mas a gente podia ter feito gols. A gente não jogou tão mal aquele jogo. Contigo do Atlético era melhor aqui do Flamengo. Bem melhor. E aí chega aqui, a gente já tinha tido... Contra o Corinthians, a gente falou, mano, a gente vai amassar os caras. Desde o começo, vamos amassar os caras. Pô, 10 minutos de jogo, gol do Everton. Puta. Aí a torcida do Flamengo começa, eu acredito. Ah.
O Flamengo traz o gol, começa, eu acredito. Aí a gente empata. A gente empata no primeiro tempo. Acaba o primeiro tempo 1x1. Aí no segundo tempo eu faço 1 no começo. 2x1. Lembra do seu gol, lembra do seu gol aí. Meu gol foi a jogada do Luanzinho. Que ele sai driblando pelo meio. E eu acho que ele vai passar. O cara meio que dá um tapa na bola assim. A bola sobra pra mim na pequena área. Era o Paulo Vítor, goleiro, né? É.
Aí eu consigo chapar, tirar ele num canto, a bola no outro, assim. Joguei o volume que o Galo botou. O Flamengo não respirava. Aí o Dátulo faz o terceiro. E o quarto, o Luanzinho, que mereceu demais. Porque ele jogou muito. Pô, foi demais, Luanzinho. Quanto sai o quarto gol? A Cresce. E o Flamengo teve uma chance ainda de fazer. Teve. Só que o Vitor pega.
monstro. Pô, São Vitor. Monstro. É. E ali, quando classifica, eu tinha saído que eu sentia uma fisgada na coxa. Rapaz, na hora que o Luan faz o gol, eu dou um pique até lá. A linha de fundo onde tá a torcida do Flamengo. Dane-se, fisgada. Rapaz, eu não posso falar o que eu fiz pra eles, não. Mas o Bandeirinha falou assim, Maicon, eu tô vendo, hein? Eu tô vendo, hein? Falei, você não viu? Foi nada. Foi apresentado tudo que é... Tudo que é nome. Tudo que é palavra.
Caralho, mano. E esse jogo é... É um jogo emblemático, né, cara? Fica marcado por conta... Depois vem a narração e tudo mais. E aí pra frente, Cruzeiro na final. Feriado em BH.
E a gente já sabia que a gente ia ganhar. Era. Todo o respeito à equipe do Cruzeiro, que já tinha sido, acho que, campeão da Libertadores. Era? Não, era brasileiro. É, o ano que a gente... Tinha ganhado brasileiro. E... Era muito bom também, Goulart. Everton Ribeiro. Pô, time muito forte. Mas a gente sabia. Aí foi 2x0 no Independência.
E ganhamos de 1 a 0 gol do Tardelli no Mineirão. Mineirão, isso aí. Campeão em cima dos caras. Copa do Brasil. E depois, no outro ano, eu perco pro Grêmio, né? Ah, é. Do Grêmio já do Renato, né? É o Grêmio do Renato. É isso. É o gol do Cazares, né? Gol do Cazares do meio campo. O maior golaço inútil da história do futebol.
Tem 16, né? A gente tava falando de cara louco, o Cazares era outro. O Neguer e o Espuleta. Ele, o Otero e o Espuleta. É, né? O Cazares, ele tinha um negócio. O Cazares, ele chegava na época, ele tava aqui, ele jogava no time, tava indo muito bem. Nossa, olha o Cazares, que jogadorasso. Aí vinha a primeira convocação.
Ele ia pra convocação, ele ia e não voltava. Sempre tinha um voo atrasado, uma complicação pra ele voltar. Tecnicamente, um dos melhores. Agora jogava muito, né? Ele jogava pra caralho. Demais. E era liso também, velho. E apareceu no meu vale? Liso, liso, liso, liso, liso. Mas o time era muito bom, pô. Tinha muito cara com muita qualidade técnica. Rafael Carioca no meio. Porra, a Rafa jogava muito. Jogava muito, né, mano? Pô, eu jogava muito. Sou fã. Que isso, joga de terno. Tá até hoje no México?
Não, parou de jogar agora. Parou, é, parou. Queria muito que ele fosse Botafogo, a gente parou. Queria Botafogo antes, né? O Fábio Santos, lateral esquerda. É, juntava esses dois, ia lá em casa. É. Falava assim, meu Deus do céu, cara. Eu era até amanhecer. Foi o Fábio a resenha, né, mano? E eu não bebi, hein? É, você falou. Eu comprava chope pra eles. Pra ele.
E o Fábio é resenha pra caramba. Demais, demais. O Fábio é irmãozão também, cara. Também, né? A gente tem uma filha da mesma idade, o mesmo nome. É mesmo, né? Que eram amigas ainda, são amigas, né? É. Porra, muito forte. Joguei com ele no galo, né? Joguei com ele no galo, cara. Temos que falar do Palmeiras, também do Lucha, mano. O prof... Eu cheguei no Palmeiras, ele pegou no meu braço e falou Vem aqui, neguinho. Fiquei sabendo que você é um fio desencapado do caramba. Aqui eu vou encapar você.
Eu não fazia nada, era moleque, tinha acabado de chegar do Cruzeiro. Mas foi só pra eu sentir mesmo, sabe? Aquele time pesado do Palmeiras naquela época. Valdívia, Gladiador. Diego Souza, Alex Mineiro, Léo Lima, Denilson, Roque Júnior, Calder Granja, Bochecha, Marcão, Sandro Silva tava também, começou a jogar depois. Que era teu companheiro de quatro? Eu e Deni Show.
Puta, mano. E aí? Deve ter resenha pra cá. Eu ficava meio assim, né, cara? Que eu era moleque ainda. Penta campeão, pô. Eu falava assim, se ele pedir pra eu pegar um pão de queijo pra ele, eu vou ter que pegar. Mas não, ele me tratou super bem. Conversava comigo. Agora, jogo Cléber Gladiador também. Ali...
Olha um tanto de loucos, cara. Ali é louco de verdade. Ali é favela, velho. As histórias dele ali de porradaria, mano. E o bicho era gladiador mesmo. Ele era forte pra caramba, cara.
Mas também, tudo gente boa. Mas não tinha como, né? O cara vai brigar com o cara daquele ali. Sai uma confusão ali no vestiário. No próprio time. É, vou ficar no meu canto. Não, não dá, não dá. Só doente? É. Diego Souza. Gigante. Léo Lima. Léo Lima, é. Rock Jr. Parecia o Predador. É. Com as tranças. Uma resenha no Marcão, pô. É, o Marcão ficava de boa. Era legal. Café da noite, a gente sentava.
Na parede o Marcão contava as histórias dele, cara. Porra. A história do Palmeiras, assim, que eu tenho, as lembranças são essas, assim, que mais fica, sabe? Pô, tive a oportunidade de jogar com esses caras. Sair de onde eu saí e chegar... Pô, jogar com esses caras aí, pra mim, nem nos maiores sonhos da minha vida eu pude imaginar isso aí. Agora, e o dia que o Kleber Gladiador falou, vou... Vou... Me dá porrada, não, pô, fechou.
Pô, fechou, falou assim, não tem medo de você, não. Não vai, né? Se quiser vir na porrada, vai sair na porrada. Mas calma aí, o que aconteceu? Era briga de intervalo de jogo. Tirou ele, não foi? Alguma coisa nesse sentido. Não, ele só falou assim, se quiser vir na porrada, não vai vir na porrada. Cara, ele fechou de terninho assim. O Cleber ia matar ele. O Keb, o Keb, o Keb, o cara feia pra mim é fome, Keb.
Cara, feio pra mim é fome, porque aí você quer cair na porrada e a gente cai. Só que se ninguém deixa a porrada comigo, coitada. Deveu uma atrasa que todo mundo fala, o Kleber, mano, ele é um triturador. E foi pra cima mesmo o gladiador? Foi? Foi nada. A galera segurou. O gladiador vai dar risada, pô. Você vai lá, não, não, não, não, não comeu você na porrada. Ele sabia que era um momento motivacional ali, alguma coisa nesse sentido. Porque não tinha como, pô.
O Luxemburgo era bravo, cara. É mesmo, mano? É um dos professores mais ígidos que eu tive. É, e o Luxemburgo, ele vai pro All-In. Xingava pra cacete os outros, né? Não tinha papo na língua, não. Ele falava na cara mesmo. Ah, você é um cagão. Ele falava assim. Ganhar o que você ganha e jogar o que você tá jogando aí, eu teria vergonha.
Isso é duro, hein? Ele vai na alma, no psicológico do cara mesmo. Você na final contra a ponte, né? Esses gays jogam contra a ponte, né? Eu não tava. Você não tava? Eu cheguei só pro brasileiro. Ah, tá. Fiz bem depois. Os caras contam que ele na final deu um embrulho pra todo mundo. Faixa de campeão. Era campeão aí. Os caras assim, não, veste essa porra, veste. Falar, mano, esses caras que administram a grupo não é fácil. E os caras conseguirem. Eu vi poucos caras. E teve caras fodidos, assim, que não conseguiram, pô.
Cara bom de cama. Cara bom, mano, que não repete um treino. E não consegui. Não tem o grupo na mão. Não tem. Que é o que tem que acontecer, né? Pô, eu falo do Renato, cara. Eu cheguei no Grêmio, o Renato falou assim, ó. Olha. Renato, eu não passei no exame médico. Não passou? Não passei. Tava voltando pra São Paulo, aí o doutor falou, Renato quer falar com você. Pô, eu fui lá no hotel, Renato falou, Sérgio, você consegue recuperar?
Um mês tá bom pra você? Você quer ficar aqui? Você tinha o quê? Do quê? A lesão? Era pro Balgia. O Balgia é foda, né? Aí eu falei, não, quero ficar. Eu vim pra ficar. Ele, então, eu vou bancar você aqui. Tá ligado? Olhar no meu olho e falar assim, eu vou bancar você aqui. Se recupera que você vai jogar. Pô, deu um mês e a gente era campeão da Recopa. Confiança. Porra, só. Tá ligado? Eu jogando, entrando no intervalo.
Tipo, ele falou, ó, o grupo falou bem de você, o Maicon, o Léo Moura. Ah, com a parceira. Os caras que é você aqui. O Léo Moura é parceiro. Tá maluco. Esses caras aí, meu, não tem nem o que falar. Por isso que eu falo, eu tive sorte de jogar. Então entrou no time campeão, né, no Libertadores. Eu tive sorte de jogar com esses caras, pô. Um cara que era, lá no Grêmio, tudo era gostoso, pô. É. Lá no Grêmio. Ia treinar a preleção do Renato.
Cineminha do Renato. Pô, o Renato sabe chamar o jogador. Ele sabe mexer. A gente tava em último. Tinha que ganhar todos os jogos, senão não caía. É, no ano seguinte, na Libertadores. Isso é muito natural do futebol brasileiro. Tem que fazer um estudo sobre essa parada. É uma revista falando. Os caras têm que se preocupar que vai cair ele. A gente vai ser campeão, pô.
A gente vai classificar e vai ser campeão. Isso a gente não podia perder um jogo, pô. Caralho, foda. A gente ganha todos, pega o Inter, classifica em último ainda. Pega o Inter já 3x0 o primeiro jogo. Campeão gaúcho. Isso nas oitavas era ainda. Ou era quartas, alguma coisa assim. É, tinha o parado do Grêmio quase cair no gaúcho e ele arranca. Era quartas de final. Aí o primeiro pegava o último. O Inter classificou em primeiro e pegou a gente. Nossa, foi 3x0 o primeiro jogo em casa. Uma outra paçocada lá.
E ele tinha, mano. Agora, isso que tu vê ele fazendo o Vasco é normal, então. Ah, é? Mas eu sou suspeito de falar porque eu sou fã e gosto muito do trabalho dele. Dele, né? É. Muita gente critica, fala, mas eu trabalho e eu gosto muito. Mas esse trabalho de chegar no clube...
dá esse impacto imediato, depois pode mudar muita coisa, mas isso aí tem sido irregular essa chegada do Renato. O futebol brasileiro ou só do Renato? Não, do Renato. Ele chega no Grêmio e muda, ganha até o título do Brasil, depois perpetua, o que no Grêmio é diferente. Chega no Flamengo e muda, o Flamengo goleia pra caramba, final da Libertadores, chega com tranquilidade, não ganha no final, mas ele chega muito bem. E no Vasco agora é a mesma coisa, chegou e...
Tirou, acho que era o ano de baixamento, senão era o último. Era o último, pô. É o nono. Aí mono, é. Agora, ô, Michael Soel, lista pra gente os melhores marcadores que tu teve pela frente, assim. Cara que, meu irmão, quando tu via, fodeu. Esse cara aí, meu... Cara, eu nunca tive esse problema. O Williams... Então... Era um cara que, pô, a gente... Que dava dificuldade. A gente era amigo, mas, pô, é um carrapato, pô. Outro maluco, né? Doente.
Doente mental, ali era, cara. Ali era doido. Doido, doido, doido. Doido, doido. Tem várias histórias do ele. Encontrava ele e falava assim, isso é comigo, hein, Neguinho? Antes da final, isso e aquilo. Vocês eram parceiros, né? Era parceiro, pô. Neguinho era parceiro. E ele vir já? Porrada todo o jogo.
Esse aí é... Dá uma porrada todo jogo. E o Neguinho era bom jogador. Podia falar o que for dele. Um rápido roubava bola pra caramba. Extra campo, lifestyle dele. Pra cada um com seu lifestyle. Eu lembro dele no Corinthians, cara. Aí o torcedor do Corinthians fez a manifestação na porta do CT. E o Corinthians mal e tal. E aí ele sai de carro, vai. Aí os caras resolvem ir atrás dele.
Aí ele fica meio puto da vida que já tá seguindo ele. Para o carro assim. Qual vai ser? Vou ficar me seguindo, sei lá. Só quero conversar com você. Só quero conversar com você. Aí ele desce do carro. O cara filmando o celular. Ele desce do carro. Quando ele abre a porta do carro pra descer, o cara... Ah, não, mano. Shorts Verde. Ah, não. Você tava dentro do clube treinando de shorts verde. Aí ele... Aí, cara. Aí ele volta pro carro. Ah, vai embora.
Mas ele era pistola. É, ele... Lá na Itália, um frio, velho. Um frio, neve na cintura. Na Udinese. Ele vai treinar de moletom e chinelo. Assim. É pra Udine. O dedão... Chinelinho na neve. O dedão russo. O dedão explodindo, cara. Granguenando. Roxo.
Os caras não vão entender. Qual é o Willian? De chinelo? É de boa. Tá tranquilo, tá tranquilo. Mas, pô, saudade também do Negão, mano. Negão parceiro, velho. A maioria dos caras que eu trabalhei, assim, até contra. Na Odinésia. Na Odinésia. E depois, quando eu joguei no Atlético, ele foi pro Cruzeiro. Ah! E aí a gente era vizinho de parede, pô. Era vizinho de parede. Então, ninguém se encontrava todo dia, pô. Pouco barulho na casa ao lado. A gente tem que chamar ele.
Eu não vou comentar sobre isso. Mas o Negão era muito boa também, mano. Então era o Williams o melhor marcador assim. Cara, diria que sim. Diria que foi o Williams, porque também foi classe, foi jogo marcante e os dois jogos era marcação individual.
Flamengo-Botafogo, Atlético-Cruzeiro, e depois se jogaram juntos na Odinese. A gente jogou juntos na Odinese. Você vai contar mais uma história dele agora? Porque assim, todo lugar que eu ia no campo, ele ia, velho. Pegar os lances da final era sempre assim, velho. E eu falava, você vai sonhar comigo, você vai sonhar comigo. E ele faz gol na final. Puta.
Qual final? Na final do Carioca. É, ele faz gol, né, o Willian? Eu acho que na final da Copa Rio, é ele que faz, não é? De 1x0, que desvia. É, ele sim. É ele? É, ele que faz. O Willian não fazia gol, né? Certeza absoluta. Copa Rio de 2000 e... Taça Rio, é. 2009. Na final da Taça Rio de 2009, ele faz 1x0. Ele chuta, desvia no Emerson e entra. Verdade, isso aí, isso aí, isso aí.
No segundo jogo da final do Carioca... Minto, no primeiro jogo da final do Carioca, esse que o Rua vem no meu pescoço e tal... Sim, sim. Ele faz a jogada, a chuta, desvia no Emerson de novo e entra. É verdade. Os dois únicos gols na carreira do Iriam. Não deve ser os dois únicos, mas agora eu lembrei, é verdade. É. Duas bolas desviadas.
Pô, saudade do The E. A gente proporcionava muita risada, cara. Muita risada. A gente dava muita risada. Poliforme, o meio campo de marcação ali com Ayrton e com... Porra! Maldonado em 2009. Caceta, mano! Ayrton, Maldonado e ele. Também. Cleberson. Cleberson, isso aí. Cara, era time do Flamengo. A gente é 2008, Elisa. Time do Flamengo era... Passado. Era Fabio Luciano e o...
O Angelim. O Angelim. Mas o Angelim não jogou a final, jogou o menino. A tua final do estadual, né? É, a final do estadual. Jogou, pode ser do Arroz. Rodrigo Arroz. Não, outro. Frosch. Não. Era moleque. Nessa época, Renato Silva não... Hoje? Acho que você lembra. Ah, eu vou tentar lembrar o nome dele. Mas era Léo e Juan. Léo e Juan. Ibson.
Cleberson e... Pretinho. O Willis. Aí acho que era Sheik e Josiel. Era isso, né? Eu acho que era isso. Ou Hernanes. Não, o Hernanes não tá lá em 2009. É que o Adriano chega depois. Era Josiel. O Adriano chega em maio. É, depois do Caramba. Chega na quinta rodada do Brasileiro. Ele jogou o Tate Paranaense. Também é outra figura, mano. Es tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui tui
Chegou a cruzar com o Impera por aí? Não, cara, mas a gente tem muito amigo em comum. Todo mundo ama ele, pô. É isso aí. Eu não conheço uma pessoa que não goste dele, assim. Tipo, todo mundo ama esse cara. E não tem como também, né? Só pelo jeito dele. É, ele ajuda geral. É isso. E aí, Maicon, tu para de jogar. E aí, pô, tu é um cara... Você falou, você é tímido e tudo mais.
Aí daqui a pouco assim, do nada, pum, tô na internet, aparece Michael Suel, virou cantor de samba, de pagode, mano. Rolou isso? Não rolou? Tu é cantor hoje, não é?
Não, não. Hoje eu não sou mais. Mas eu fiz, mas era um hobby que a gente tinha, uns amigos da cidade lá. Iam fazer uma festa, me chamaram. E eu tava passando um momento muito ruim, minha mãe tinha acabado de falecer. E a música, ela me ajudou muito com relação a isso. No momento que eu tava ali cantando, divertindo com os parceiros, cabeça, sabe, foi minha porta de saída. Terapia, né? Foi uma terapia. A música foi bem isso.
E, ah, eu não sei cantar. Mas a rapaziada falava assim, ah, você sabe sim, não tá mal, tá ligado? Pô, pra mim tem que ter o dom, velho. Não tem jeito. E não era uma parada assim. Daí a gente resolveu fazer um grupo. Aí tocava em casamento, festa de aniversário, essas coisas. Nos restaurantes, lanchonetes lá. E foi pegando. A galera foi gostando. Eu tenho um evento que chama Resenha do Mago, eu faço todo ano. Já tá, vai pro quarto ano.
E a gente tocava junto. E eu falava, mano, da hora isso aqui. Mais legal que jogar futebol. Mas eu não conseguia... Não, não, não. Aí não dá. Aí não dá. Mas eu não tinha coragem de cobrar das pessoas. Porque, pô, eu não canto.
Não faço aula, não vou entregar isso aqui pra pessoa... Era mais um hobby teu, né? Era um hobby meu. Fazia bem pra mim, sabe? Eu começava... Eu costumava falar. Era o que eu ia falar pra vocês. Se não tá sendo bom pra vocês, pra mim tá sensacional. Fazendo caralho. Era meio que tipo isso. Sim. E era onde eu relaxava, que eu curtia, que eu fazia minhas paradas. Eu gostava muito. E eu gosto muito de cantar. Não sei, mas gosto. Eu sou igual a você.
Mas eu gosto demais, assim, uma parada que me liberta real. Uma parada é o rock, né? Você gosta de rock? É, essa boizona aí, né? É, né? Aí não tem jeito não. Agora, então, lista pra galera, tu que gosta da parada, gosta de cantar e tudo mais. Lista em seu top 5 grupos de pagode, mano. Pô, é pouco, mas eu vou tentar, tá? É grupo ou pode ser individual também? Individual também. Artista, vai. Grupo e artista. Periclão.
Aonde? Na estatusfera. É mesmo, é? Que isso? Melhor eu ir. Ah, que isso? Como é que é, Beto? Melhor eu ir. Ó, tem o tom. Vai ser melhor só. Cara, pericão é engraçado. Por que o pericão é muito pica, assim?
O que? Voz, né? Não tem como explicar. Carisma, qualidade, né? Tudo, mano. Eu encontrei ele em Curitiba. E a gente foi almoçar junto e tal, com a galera. E aí ele saiu do lugar que ele tava e sentou na nossa frente assim, e a gente começou a conversar. Eu falei assim, mano, eu tenho que te fazer essa pergunta. De verdade. Como que é pra você passar, escrever, cantar?
E saber que essa música não é mais sua. Ou só sua. Vai virar trilha sonora de... Na vida das pessoas. De várias pessoas. Aí ele falou assim pra mim. Como é fazer um gol? Tipo, a resposta dele foi outra pergunta pra mim, sabe? Fiquei com isso na cabeça. E que ele é meu jogador. Porque ele, pô, ele tá fazendo sucesso há mais de 40 anos, cara. É, se você pegar desde o exalto, ele... Pô, isso aí. 40 anos. Quem consegue isso aí? Por isso que ele é o rei da voz.
É só gente muito grande que sustenta o tema. Quem chega a isso, pô. Porque assim, ele pode ter tido um... 40 anos, é? É, porque se você pegar... 30 é de 95 pra cá. Eu tive com ele em 2016, ele já tinha 10 anos.
Não, ele tinha 20 anos em 2016. É, 30 anos. É, entre 30 e 40. É somar a Exalta e a carreira solo? Os primeiros aúlhos Exalta são de 94. Cara, mas eu gosto. Mas já tava antes ali tocando. De 30 pra 40, caminhando, é isso aí mesmo. Eu gosto de Pericles. Então vai, Pericão, 01. Pô, é 01. Eu vou falar assim, eu só vou deixar o Pericão 01, o resto a gente coloca no mesmo... Mesma prateleira. Na mesma prateleira. Pô, eu gosto muito do Ferrugem.
É ruim. Escuto muito, sabe? É uma questão fazer show junto agora. Sorriso, não tem como. Como é que eu não vou colocar o sorriso? Sorriso Maru já esteve aqui. Brunão. Brunão, Sérgio. Tiaguinho. Você falou assim, mas não tem como. Dilsinho, eu gosto muito. Falei, Thier, gosto muito. Pô, a Tiezão canta demais, cara. Tá maluco? Pô.
Deixa eu pensar agora. A Mister Dan, gosto muito. Lucas Morato, tive com ele essa semana aí. O talento que esse moleque tem...
É absurdo. E ó o Lucas Moratas, prometeu dia 14, eu tô lá, não quero nem saber, hein. Eu não bebia quando eu jogava, agora eu bebo, tá? Já vou lhe avisando, já. Já vou lhe avisando, Guido. Dia 14, mandar um abraço pro Guido Nunes aí. Grande Guido. Imagina, da onde eu saio, eu vou tomar uma com o Guido Nunes, assistindo Lucas Moratas e convidados. Ah, no cavaquinho, né? Cavaco Futebol Clube. Exatamente. Agora... Es tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tricollas tu tr
Músicas que a pessoa não pode passar por essa vida sem ouvir. Pouco. Lista três, vai. Final de tarde, cara. É, né? Música da minha vida. Final de tarde, né? Final de tarde é do... Pericão. Final de tarde, tudo se mistura. É porque... Vai, Beto. Minha mãe faleceu há pouco tempo. Minha mãe faleceu há pouco tempo.
E o começo dessa música faz lembrar muito minha mãe. Ah, é? Tipo, porque quando eu fui levar ela no hospital e tudo mais, ela tava tocando essa música. E pra mim, tava de boa. Ela pedia pra deixar o vidro do carro aberto, pro cabelo ir ao vento. Pô, e é... E escutar essa música assim... E o começo dela, ele não fez pra isso, né? Pra qualquer pessoa que partiu, mas é... Eu não tô legal essa noite...
Tá custando pra fichar cair Que você não vai voltar pra mim Tipo Doido pra esquecer É foda Então essa música é a música da minha vida É a música da minha veinha, tá ligado? E, pô, quando eu falei isso com o Lucas Morato
Falei, seu pai fez a música da minha vida. Eu não sei se ele fez por esse... Pra alcançar esse tipo de... De pessoa que perdeu. Pô, mas tem gente que perdeu amigo, irmão, namorado, esposo. Mas no meu caso foi minha mãe. Então é uma música que marca muito, cara. Eu cantei essa... Meu sonho era cantar essa música com ele.
Porque todo mundo sabe que essa música, pelo menos lá na minha cidade, todo mundo sabe que essa música é a minha música. Mas eu gosto de Alucinado, que é do Doce Encontro. Eu gosto de Apagar, que é a música nova do Ferruge.
Tem um grupo da minha cidade chamado Tentação 3. Esses moleques vão estourar já, já. É. Já, já. Mateuzinho, Rodrigo. Cara, eu tenho um muito fértil, né, cara? É demais. Tem muita gente fazendo coisa boa, né? E, tipo, eu gosto muito de pagode porque a música faz isso, cara, com a gente. A música faz isso. A lembrança que eu tenho pra minha mãe hoje é pegar um fone. Eu não gosto de ver foto. Vou escutar essa música e vou ter lembranças boas. Então é uma coisa que eu, pô, preservo muito da minha vida.
Pô, foda. Cara, palmas pro Michael Swann, que esteve no Charla Podcast. É uma honra demais estar aqui, cara. Irmão, o que eu torci pra você é brincadeira, mano. De verdade, assim, você era nos momentos difíceis do Botafogo, assim, a nossa única esperança de que as coisas dariam certo, assim.
Porque na época Na época era bravo E obrigado por essa resenha espetacular Só que você falasse rapidamente Que tu me falou que tu é muito fã do Luiz Henrique É isso
Pretinho joga muita bola, mano. Pretinho joga muita bola, muita bola. É absurdo. Ele fez. Talvez o que eu queria fazer no Botafogo. Ser campeão brasileiro, ser campeão da Libertadores. Eles foram campeão brasileiro, ou não? Foram, era brasileiro e Libertadores. Porra, campeonatos importantes e o neguinho jogou muita bola. Gosto muito, muito, muito. De verdade, eu sou fã dele, ele sendo mais novo que eu. Tu seria, tu... Cara, isso é fã. Com a mesma camisa tua. É.
Pô, é loucura, né? E eu seria a reserva dele da maior tranquilidade do mundo, velho. A maior tranquilidade do mundo. Luiz joga demais, cara. Luiz joga demais. Não queria ter vindo essa época no Botafogo. Ah, quem não queria?
É ruim o oção, né? Que isso? Não, mas eu sou grato, cara. Lógico. Foi pra rapaziada que eu joguei também, peguei os caras. Envergou a camisa ali. Pô, o Reinaldo me ensinou muita coisa, cara. Ele é brabo. Brabo demais. Ele me chamava de milionário. Milionário? Ele falava assim, não tem como você não ficar milionário depois desse campeonato. Ah! Aí ele falava assim, você é milionário, milionário, tudo milionário. Que milionário?
Antes de ser milionário. Antes de ser milionário, ele falava isso. Não, antes de ser milionário.
Desenha torta. Tô esperando esse milhão aí. Mas é que a parada do LH tem muito a ver, se torcendo do Botafogo, vai lembrar que a camisa 7 ela vai passando de geração pra geração, né? Então é uma parada meio assim. Aí vai lembrando ali dos camisas 7 por ano, assim. Isso é muito foda, né? É, tem uns que não conquistaram e os que conquistaram, né? É, mas tem uns que não conquistaram igual o Maicon que não tiveram. O único torcedor pra caralho, assim. Olha, eu vou estar no Rio agora, em Brian.
E... Pô, quero ir lá no GEL. Pô, avisa a gente aí, pô. Vocês vão estar lá pra lá também? Vamos, vamos lá. Vai, vai, tamo. É. Então é isso. Chamar o tio, o seu zão. Pô, curtiram o som, né? Que isso. Vamos embora, já tá marcado. Agora mais pode, né? É. Agora pode, agora pode beber. Pô, Maicon, eu vou te falar que durante toda a minha carreira eu sempre bebi.
Então começou agora, então. Eu não bebia, mas o que eu tô bebendo... Pra compensar, né? Pra compensar. Retroativo, retroativo. Eu falo pro meu pai que eu quero ter... O que não tem, não tem história, filho. Isso aí é história pra contar. Um homem sem barriga e um homem sem história. É isso. Eu tô construindo a minha também.
Tem uma estrada aí, Vitor. Tá sem quia aí, né? Putou, não. Tem uma estradinha aí, mas vai, vai. Eu vou chegar lá, cara. Pode ter certeza que eu vou... Trabalhar pra isso, né? Não, e muito. E muito. Ainda vai fazendo essas amizades assim? É, por Deus. Tem jeito que vai, cara. Aí é uma roda de samba, né? A gente fala roda de samba preto. Tem jeito. Nascemos ali. A gente tá com o Dodô aqui, mano. O meu sonho é juntar essa galera um dia. É isso. Dodô também. A menzinha, hein? O Dodô que fazia só gol feio?
Só gol feio. Só gols horríveis. É proibido o cara fazer gol. Que isso, cara. O que é que ele fez um gol feio na vida dele?
Jogava também. O mais feio gol dele é esse pênalti. Meu, você ele batia com um clássico. É, deslocando. Cara, eu queria contar a história do meu pai aqui, velho. Opa, vai, mano. Olha, e o Negão tem história, hein? É mesmo? Alô, Rebite. Pai, te amo, Negrão. O Negrão é absurdo, velho. O Negrão é, pô... Falar o quê? Todo mundo fala, ai, quem é seu ídolo? Eu tento especificar. Na onde? No esporte, na música? Porque da vida, não tem como.
É um negrão, velho. Não tem jeito. Aí eu tava lá em Dubai. Fui pra Dubai. Aí levei alguns amigos pra lá e meu pai foi junto. Aí chegou... Falei assim... Ele vai chegar, eu vou buscar porque ele não vai conseguir sair. Contra a tua empresa e tal. Aí que ia dizer...
Cheguei numa hora que ele tava falando com o cara que... Sei lá, um guarda que fica lá no aeroporto. Meu pai não fala inglês, cara. E falando pra caralho. Não, cheguei na hora, ele encostou no cara. Falei assim, eu vou deixar pra ver se ele desenrola. Aí ele chegou assim e falou assim... Amigo, quero mijar. Aonde é o banheiro? Ah, o cara, what?
Aí ele falou, vou dar uma desaguada. Segurou a peça assim, dá uma desaguada. Aí o cara, ah, toalete. Essa é a primeira. Tá ali balançando a peça, né? Aí, tava no Rio. Era final, ele foi assistir o jogo com o meu empresário. Essa aqui, eu acho que é a pior dele. Aí, pô, ele no Uber com o meu empresário. O cara liga pra ele, o amigo dele lá da minha cidade.
Ô, Rebite, seu Mário faleceu. Ele se... Ô, rapaz, tô aqui no Rio. Avisa ele que não vai dar pra eu ir, não. Que eu tô aqui. Viver o Maicon jogar. Avisa pro... Avisa o morto que ele não vai poder ir lá. Avisa o morto que nesse evento eu tô fora. Ele tá de brincadeira com ele.
Seu rebite é fera, hein? Seu rebite... Seu rebite? É lenda, cara. Vai ganhar uma estátua na minha cidade. Caralho, mano. Avisa o defunto aí que vai rolar eu comparecer nesse evento. Infelizmente... Ó, evento, o enterro do cara. Viver o Maicon jogar, mano. Viver o Maicon jogar. Avisa ele que eu não vou poder ir, não, pô. Ô, negrão. Figurasse. Ali é, cara. E o cheiro do aeroporto do Dubai assim? Olá, quero mijar. Amigo! Mijar, ok?
Aqui, ó. Meus amigos me contaram que no avião ele só bebe leite, cara. Leite de caixinha só. Ele ama. Aí, ele falou assim pros caras, como que fala leite em inglês, né? Porque se eu quiser pedir... Milk. Milk.
Pô, falou que toda hora a mulher vinha e dava boa tarde pra ele. A mulher, ei, falava, né? É good afternoon? É. Boa tarde, boa tarde. É. Good afternoon, ele. Milk? Milk? Tudo pra ele era milk. A mulher aparecia, milk, milk. Tudo. Legal é a reserva. Aqui, em Dubai, tinha um shake lá, brabo, não?
Ele é sobrinho do Sheik do Parecia Germão. Sobrinho? Sobrinho. É a mesma família. Caraca, mano. Ele era mais bom do que eu. O Sheik? O Sheik chamou a gente pra ir jantar na casa dele. Caralho, e aí, mano? Aí, tipo, eles têm uma coisa lá que é... Pra eles é a melhor coisa do mundo, que são os cavalos.
Então ninguém pode ver, é só os criadores e eles. Porque são os cavalos de corrida, mais caros e tal. E se o cavalo perde ou acontece alguma coisa com o cavalo, eles falam que é mal olhado e daí tem que matar a pessoa. Não, deixa eu contar, deixa eu contar. Cara, a gente não pode ver o cavalo. Aí ele queria mostrar confiança pra gente, porque a gente chegou numa semifinal lá muito importante. E aí chamou os quatro brasileiros, tava eu, Maurício Ramos, Renato Cajá e Vanderlei.
Não, o Wanderlei atacante, jogou no Flamengo também. É, o Wanderlei fazia gol, dava volta. Esse, mano, Wanderlei com o tanque. Ele é muito parceiro. Achado do luxo. Aí a gente tava lá com o Sheik. Depois jantamos, ele mostrou, ele tinha um museu de minicarros. Só que era Rolls Royce, carros só, mano, loucura. Aí ele falou, ah, eu tenho um... Vou te mostrar um negócio que eu não mostrei nem pro meu pai. O que é que é? Os cavalos.
Vamos lá ver. Mas nós não sabíamos desse negócio ainda, senão ia de raibã, né? Morrer por causa do cavalo, pensou? Aí mostrou, mostrou. Aí eu tô olhando as alas. Porra. Olhei um assim, voltei e cutuquei o andaco. Falei, que isso? Chega que tinha um cavalo roxo, pô. Se ele colocasse o chifre, ia ser um unicórnio, cara. Que isso, cara? Aí eu falei, é tingido, não é cheiro? Chega, não. É esse aí. Ô, cavalo roxo. Eu nunca vi na minha vida, pô.
Que doideira, mano. Mas o cara é roxo, roxo, roxo. O pelo do cavalo era roxo. Era veludo. Mano, muito estranho. Muito estranho. Aí depois a gente ficou sabendo, né? Que se os cavalos dele perdessem as corridas, podia matar a pessoa. Que viu os cavalos. Falei, se eu soubesse, eu não ia nem ir lá. Só contato visual. Imagina pedir pra tirar uma foto.
Perpetuar essa visão. Ele era de dar presente, tipo, se fizesse gols, as coisas. Reloginho, reloginho, pay. Relógio, iPhone. É. Ele é relógio, relógio, né? Pés do braço. Cara, teve o jogo lá que a gente jogou contra o Cha... Era o Charja contra o Shaab, que era a mesma cidade. Então era clássico, era o jogo que dava mais torcedor. Emirados Árabes, né? Emirados Árabes. Aí no outro time era Marcão, zagueiro, Michael Leite.
Não, era Marcão centroavante. Sabe, Marcão, Marcão? Marcão e Michael Leite nesse clube. Tinha um outro brasileiro que eu não me recordo o nome. E aí, pô, a gente começou 1x0 pra gente. O bicho hoje vai ser bom, né? Porque torcedor ia e dava e tal. Pô, segundo gol nosso, eu faço uma jogada, driblo todo mundo, toco pra trás, um menino dos Emirados vai e faz o gol. Pô, 2x0, ganhamos o jogo, beleza. A gente precisava ganhar que a gente podia cair.
Aí eu saí na zona mista, assim, tá um moleque que fez o segundo gol segurando um cheque desse tamanho, tipo, 100 mil dirhams. 100 mil reais. Aí, pô, esperei ele fazer a entrevista dele, ele saiu e eu falei assim, metade disso aí é meu, né, cara? Fiz a jogada toda. Aí ele falou assim, não. This is mine. Filha da puta, próximo eu não toco.
Cara, o torcedor deu 100 mil reais pro cara. Torcedor? O torcedor do clube deu porque ele fez o gol. Os caras tudo, né? Torcedor lá, eles são tudo ricos. Eu falei, mano, que doideira, cara. Se eu soubesse, eu tava de bico, eu tava com a bola de tudo, eu fazia qualquer coisa. Pô, e o cara que driblou todo mundo e deixou na cara do gol. É, cara, mas é, os caras até... Tinha, né? Não sei se tem agora, porque, mano... Depois que eu saí de lá, o clube foi duas vezes campeão do campeonato lá.
Mas, pô, eu não, fui no Qatar, não fui em Emirados. Já é um negócio assim. Os caras andando. Conômico. Com um moleque de 16, 17 anos. Porra, mano. Aquele mercador agrador. É, pô, uma hamburguinha. Nós lá sem carro, só com motorista que o clube dava pra não gastar, né? Mas era loucura. Foi, pô, foi uma cultura, um aprendizado bem legal pra mim também. Muito foda. Pô, falo com muita gente lá até hoje, acredita? Os moleques me amavam, faziam cada palhaçada lá, velho.
Pô, lá é banheiro individual, não pode ficar pelado, negócio da cultura deles. Era cultura islame, cara. Cara, eu não posso contar o que eu fazia, né? Saiu correndo peladão, sei lá. O quê? Quantas vezes? Quantas vezes? Os caras, Michael Crazy, Michael Crazy. Eles não sabiam se eles xingavam, se eles fechavam o olho.
Aí tinha um diretor lá que era muito bravo. O diretor chegava perto. Bailo Crazy. O diretor chegava perto assim. Aí os caras falavam, vai, Maicon, agora, agora. Tipo, não, não, não. Eu não. Ele não dá, pô. O cara do exército e o caramba. Porra, fodeu. Querer cortar a peça, tá saindo fora.
Já imaginava logo isso. Olho por olho, dente por dente. Tá mostrando mundo, velho. Ah, mas lá tem umas coisas bizarras, cara. Tem, né? As loucurias assim de... O que? Não sei se é lá, né?
Tem lugar que o cara rouba e... Ah, deve ter também. É que lá eles meio que ocultam os roubos, essas coisas. Porque lá, se eu não me engano, 60% dos habitantes são estrangeiros. São imigrantes. Indianos pra caralho. Muito, paquistanês. Paquistanês, é. E, mano, um dos meus melhores amigos lá era indiano. Trabalhava como eu falava oito idiomas. Caralho, eu sou. Ensinar ele a falar português. Só palavrão. Dá até vergonha. Ah!
Só palavrão, tinha uma palavra que me engano. Só merda, velho. Só ensinava ele a falar besteira. E aí eu perguntava pra ele o que eu podia falar em árabe pra agradar os caras lá. Mano, era uma loucura. Aí, tipo, eles tinham um negócio de chamar de sir. Sir. Que porra, sir é maico, filho? Não tem essa. Ai, não pode sentar na mesa pra jantar, que lá é assim. Não, vai sentar com a gente. Ele queria vir pro Brasil comigo. Ah, o idioma. Traz ele, mano. Posta, velho.
Pai, tá na dificuldade tão grande de cuidar de nós. Imagina, você fica responsável por ele aqui. Mas, pô, é um cara do coração gigantesco também. Tu foi lá na...
Mas... Cara de ouro ali, é no... É, no rest, né? Salt-by. Salt-by. Eu fui, mas eu fui em Miami quando eu fui. Ah, esses dias eu tava contando... Ele tem um lugar, verdade. Eu tava contando pra minha família que o dia que eu fui lá, eu fui todo errado. Tava na Disney, pegamos... Pô, vamos pra lá, vamos. Pegamos o carro, seis horas, um trânsito absurdo de Orlando pra Miami. Eu desesperado, pô. Fomos direto, chegamos lá...
estacionamento só Rolls Royce, só Ferrari Lamborghini, chega de van. Já começou aí. Aí descemos, todo mundo, mulher de vestido longo, homem de esporte fino, eu com o moletom do Mickey. Pro salt bar lá. Chegamos lá, mulher. Lá dentro, aqui fora. Eu falei, aqui fora, né? Vocês não são daqui, óbvio que não.
Pô, aí, beleza. Aí tinha um parceiro meu que tava comigo, ele queria pedir o prato que o menino vem e joga. Falei, não, porque eu sou vidrado em costela. Amo, eu acho que é a carne que eu mais gosto. Ele tem um gelatisfeiante. Aí eu li lá, 24 horas no vinho e tal. A mulher vem fazer uma apresentação com a colher. E a gente escolheu essa.
Aí ele foi fazer o prato dele, uma mesa do lado pediu esse prato, e ele foi lá fazer. Ele saiu, aí o menino tava na minha frente e falou, olha ele aí, eu virei, ele deu de cara comigo assim. Caralho. Aí ele fez assim pra mim. Pô, eu levantei, ele pegou na minha mão, e fez o movimento de foto pro menino tirar. O menino tirou a foto, eu e ele. Aham.
Saiu sem falar nada. E eu tentando arraiar no inglês. Pô, eu vim aqui só pra te ver, cara. Sou do Brasil, vim aqui pra comer essa carne. Tá ligado? E ele cagou pra mim. Cagou, é. Só levantou, tirou a foto e tal. Depois isso aí foi o inferno lá naquele restaurante. Por quê? Porque eu acho que ele me confundiu. Porque meu parceiro falou assim, ele te conheceu. Eu falei, é aqui pra você que ele te conheceu. Nem no Brasil tem gente que não me conhece assim, cara. Não me conhece. Nunca. Ele é fogão, pô. Ah, você sabe.
Aí eu falei, mano, você tá atirando, não é possível. É. Mano, o restaurante todo virou e começou a olhar pra mim. Aham. É, ficou... Não, ficou um, pô. Não, eu fiquei com uma vergonha na porra, não conseguia comer. Eu aqui, caramba, mano, como que pode? Por que que todo mundo tá me olhando? Só dele ter cumprimentado, tirado foto, pô. Falei, que isso, mano. Fiquei, Betão Dino.
Deu uma passada já, né? Ah, encontrei o Osvaldo de Oliveira lá. Ah, o professor Osvaldo. E ele que indicou ainda. É, né? O professor Osvaldo, como é que é o Eduardo? Eu tô com ele lá. Drigoar. Drigoar. Maurão. Maurão Drigoar. Maurão. Uma gente boníssima, né? Olha, mano. Ó, agora sim de novo, Paulo. É, né? Que é isso. Uma vez, duas palmas. Nos acréscimos.
Marco, obrigado por tudo esse papo espetacular, mano. Tamo junto e ó, quando for pro Rio, dá um salve. Vocês não tem noção o que vocês estão proporcionando pra mim. Pô, tá maluco, mano. Quando o Luiz me avisou, antes de eu falar com o Miguel, eu falei, caramba, mano. Assisti vocês entrevistando Bachola, Ronaldo, Marcelo.
Porra, eu estar sentado aqui, pra mim é motivo de orgulho. De verdade. Não tô diminuindo, não. Não tô me diminuindo. É porque é real, mano. Sentar aqui com vocês, que já entrevistaram tanta lenda aí. E eu estar aqui falando com vocês, pra mim é surreal, velho. De verdade. Obrigado, mano. O trabalho que vocês fazem é foda, mano.
É foda. Obrigado por ter dado esperança pra um torcedor aqui. Antes de ter charla, antes de ter qualquer coisa, né? É isso, pô. Vocês são pica, velho. Obrigado mesmo. De verdade. Tamo junto. Pô, eu sou fã de vocês.
Sou fã de vocês. E ter essa recepção que vocês me deram, pra mim, não existe, tá ligado? Pô, somos fãs também, cara. É muito foda, real. Vamos tomar uma lá no meio. Se você quiser tomar uma aqui, o que vocês vão fazer depois aqui? Vocês vão gravar o dia inteiro? A gente vai gravar lá no... Com a galera do Bola, do Carioca, no Ticaracatica. Ah, que isso? Tá vendo? Tá vendo?
E eu tô me achando importante aqui Os caras são embaçados Que isso, vocês são Demais, velho, na moral, curti pra caramba Como eu falei, não sei se foi legal pra vocês Pra mim, foi foda E eu sou tímido Eu não gosto muito de aparecer e pô
Foi natural, foi normal. É, tamo junto, mano. Futebol, das histórias sendo contadas, principalmente, porra, pra torcer no Botafogo, tu é muito importante. É, de caras alegres. Pareça mais. Cara, muito top, mano. É, feliz demais. É o sonho de juntar na mesa o Michael Suell, o Louco Abreu e o Dodô e a gente trocar uma ideia. Aí.
restaurante. A resenha. Não é? Nossa senhora, tamo junto, rapaziada. Obrigadão mesmo. Paulinho, me avisa aí os reclames. Melita é o café do Charla Podcast, não é, Beto Júnior? Com certeza. Tá aqui, ó. Repararam é o seguinte, é o café do Real Madrid, Betão. Exato, lá. Ou seja, Vini Júnior e Beto Júnior tomam o mesmo café. Que honra, né?
Só conta aqui é diferente, conta bancária. O patrocinador é o mesmo. É isso aí. Café Melita. Sensacional. O QR Code tá aqui na tela. Parada é a seguinte, apontou o celular pro QR Code, você vai pro site da Melita. Toda a linha Melita com o cupom CHARLA15, você tem 15% de desconto. Tem o café do dia a dia, café coado, café expresso, tudo mais. E tem café pra você que é um pouco mais exigente, né? Você tem que o café é gourmet, tem caputino, tudo mais. Café é Melita.
Na Europa, só na Melita, né? Só na Melita. Na Alemanha, Espanha... Só na Melita. Café oficial do Real Madrid, o Charla Podcast, cupom Charla, 15%. 15% de desconto em qualquer produto Melita, beleza? É isso. Açaí atacadista, atacadista oficial do futebol brasileiro. O açaí tem no Brasil inteiro, né, Betão? Os melhores preços você encontra no açaí. Se eu tiver um comércio, eu posso reabaixer meu estoque no açaí, Betão? Lógico. O açaí já te entrega os melhores preços.
E se você escanear agora aqui o QR Code, você vai baixar o meu açaí, né? Boa! Com o aplicativo. E aí você que é dono de comércio, quer repouso de estoque, vai ter o desconto do desconto. Desconto do desconto. Melhor ainda, que aí você vai lucrar no seu negócio. Quanto menos você pagar o produto ali, você vai tirar o duco lá na frente. E se você não é do comércio, é dono de casa, tá... E aí
Ou você é o parceiro que tá ali Querendo fazer aquele churrascão, vai também Baixa aí o meu Açaí, porque você vai ter os melhores preços QR Code tá aí na tela Baixa o meu açaí, o desconto do desconto Beleza? Tamo junto
Temos falado da Brahma. Falamos aqui de tomar uma gelada. Charla é Sabe, né? O Charla é Brahma, o Charla é Sabe, sociedade anônima da Brahma. O fogão tá na Sabe. Exatamente. Por exemplo, o que é a Sabe? Você compra a sua Brahma e ajuda o seu time de coração. 10% do valor que você adquirir de Brahma no Zé Delivery, que tá aqui. Tem que ser do Zé Delivery, galera. Vai direto pro seu time de coração. E se eu quero beber a Brahma Zero, Betão? Hoje eu não quero tomar um álcool.
Aí você vai reverter pro seu time 20% Do que você gastar com a Brama Zero Vai 20% pro seu clube Fui ver aqui Atlético Mineiro Por exemplo, Galo também está na SAB Show de bola, é isso aí Galo, Fogão, ajuda o seu time de coração Na SAB, Sociedade Anônima Da Brama, 10% de qualquer Brama que você pedir aqui no Zé Delivery Que tá aqui no QR Code Vai direto pro seu time de coração, beleza? Não perde tempo, hein? Show de bola, tamo junto
Pra fechar, Sporting Bet, o Charla é Sporting Bet. Total. Sporting Bet é Charla Podcast, né, Betão? Com certeza. Então é o seguinte, ó, faça sua fezinha na Sporting Bet, que você não vai se arrepender porque são as melhores odds do mercado, beleza? Aproveita aí. Sempre importante lembrar, a pós-esportiva é entretenimento, não é investimento, não vai se comprometer financeiramente. É. Você não é maluco, não é verdade? Usa aquele troquinho do pão, aquele dinheirinho que fica acumulado lá na conta que você vai abrir na Sporting Bet, aquela continha lá.
Vai sempre ficando gerinho. Usa aquele dinheiro lá. Não vai ter dinheiro do teu bolso. E como o Catarina falou, é uma diversão, uma brincadeira. E para maiores de 18 anos. Valeu, galera. Maico, até a próxima, hein? É isso. Sempre que chamar, eu tô dentro. Valeu, rapaziada. A gente tinha broado a roda de samba do Charlo. Em breve, isso aí tem que sair, né? Tem que sair do papel. Top. Show de banho esse negócio da Brahma aí. Dá pra não ajudar o fogão, hein? Que essa semana aqui vai ter. É.
O porrão tá precisando, né? Pelo visto. Bora, rapaziada. Tamo junto. Obrigado, viu? Grande abraço. Valeu, Magão. Tamo junto. Valeu, galera. Tchau. É o Chala Podcast. Tamo junto. É nóis.
Melita
Café