#707 - Rodolfo Landim [Ex-Presidente do Flamengo]
A Charla de hoje é com o ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim.
- Rodolfo LandimCarreira no Flamengo · Desafios e conquistas · Relação com torcedores
- FlamengoTransformação estrutural do clube · Passagem de gestão · Legado administrativo · Reconhecimento da torcida · Relação com novo presidente
- CompetitividadePeríodo de deserto antes de 2018 · Transformação do 'cheirinho' para 'malvadão' · Consecutivas finais de Libertadores · Campanhas vencedoras · Exigência crescente da torcida
- Relação clube-torcidaSAFs · Estruturação financeira · Comparação entre clubes
- Projetos de reforma urbanaOrçamento de 1.8 bilhão de reais · Separação de orçamentos (clube e estádio) · Receitas complementares (naming rights, camarotes) · Negociação com prefeito · Controvérsias sobre viabilidade
- Programacao TelevisivaPPV (Pay-Per-View) e declínio de valor · Mínimo garantido em contratos · Negociação com distribuidoras · Pirataria de streaming · Impacto na arrecadação do clube
- Congresso NacionalModelo de estruturação da Premier League inglesa · Divisão comercial entre clubes · Bloco de grandes times · Dificuldades de implementação · Evolução do calendário
- Esquerdomachismo EmpreendedorismoAlavancagem financeira · Botafogo e endividamento · Debentures conversíveis · Fair Play financeiro · Risco de insolvência
- Histórias Pessoais e de ViajantesHistórias de bastidores · Relações com jogadores · Decisões difíceis
- Criação da empresa LG2Consultoria para reestruturação de clubes · Equipe multidisciplinar · Trabalho com Confiança em Sergipe · Modelo de intervenção em clubes em dificuldade · Objetivo de melhorar futebol brasileiro
- Pandemia de COVID-19Debate sobre volta do futebol · Protocolos de saúde · Discussão em período de luto · Parâmetros científicos · Liderança do Flamengo no debate
- Renovação de Gabriel BarbosaDesempenho em declínio · Conflito durante cerimônia de títulos · Questão financeira e valorização · Decisão técnica sobre contratação · Trajetória do jogador
- Copa LibertadoresInvestimento com fundo falido · Dívida conversível em ações · Possível aquisição de controle · Problemas de governança · Analise especulativa de cenários
- Negociacao de AtletasLuis Ricardo ao Botafogo · Bruno Henrique · Atleta em negociação com outros clubes · Dificuldades de contratação · Receio de competir por posição
- RelacionamentosCriação de SAF local · Investidores apenas da cidade · Pagamento de dívidas · Investimento em base · Calendario e premiação de jogadores
Fala, galera! Charla Podcast no ar. Bom dia. Cara, o papo em off tá um espetáculo, mano. Como sempre, né? O off, amigo. Você pode dar o off no ar. E a última vez que o nosso convidado esteve aqui, cara, explosão. Não é isso, Beto Júlio? Com certeza. Eu ligava a TV, eu vi o Charla. Falar do malvadão chama atenção, né? Como é que você... Não foi você que cunhou essa frase, mas como é que é a frase mesmo?
TH, como é que é? Não tem essa frase? Tem muitas frases do Flamengo. O Flamengo é trem pagador. Quando o Flamengo vence os lá, eles ficam mais felizes. A comida chega mais bonita. Tem um narrador que diz assim, tem time grande, tem time gigante, mas colossal é um só. É verdade. Só o gigantesco clube de regatas do Flamengo. Por isso que o CNPJ dele é Flamengo.
Seguinte, ó, voadora aí no peito do like. Quanto mais likes a gente tiver pra mais gente, aparece essa conversa. Cara, hoje uma conversa diferente. A gente teve o Landinho aqui com o presidente do Flamengo. A gente vai falar um pouquinho do que ele tá fazendo hoje e também sobre a vida de Rodolfo Landinho, né, cara?
Óbvio, muito Flamengo. É, mas entre outras coisas também, porque o Landim tem uma carreira extensa em outras áreas da sociedade e tudo mais. É muito legal pra gente saber e ter aqui o conhecimento que o Landim obteve ao longo da vida. Então, voadora aí no peito do like. Manda mensagem comentando. É legal, galera, mandar comentando.
Mas era legal a galera mandar pergunta. Aproveitar o personagem e tirar dúvida. Comentar é maneiro, mas o cara tá aqui, ao vivo, pra você fazer a pergunta, beleza? Sempre lembrando, Superchat é prioridade, beleza? Show de bola. Charludo quer Charludo de verdade, Beto Júnior, assiste o Charla.
em todas as plataformas. Exatamente. Você vai acompanhar a gente no Spotify, estamos liderando, graças a você que dá essa moral pra gente no Spotify, podcast esportivo mais ouvido, assistido da plataforma. No Brasil, no Spotify. Exatamente. E, de repente, você não tá no YouTube, onde a gente já passamos de um milhão de inscritos e queremos chegar a dois, então você venha pro YouTube. Se você tá no YouTube com a gente desde o início, vai lá pro Spotify também, dá essa moral pra gente.
É isso, show de bola, cara. YouTube e Spotify têm que acompanhar a gente nas duas plataformas. Um salve pra galera que já tá acompanhando a gente também nas redes sociais. Então, ó, arroba charla podcast em todas elas. Instagram, TikTok, Twitter e Kawaii, beleza? Chega junto que, pô, tem rios e esses rios aqui vão... Bombar. Bombar. Seguinte, ó, eu sou o Bruno Cantarelli, se quiser me segue aí. Cantarelli Bruno.
E Betão, pô. Me segue também. Não é Betão ainda. Vou chegar junto lá no Instagram depois. Tirar esse Betão que já existe lá e pegar pra mim. Manda uma mensagem pra Mark Zuckerberg. É, a galera da merda. Aqui sai do Lodinho que faz a ponte aí. Conhece tanta gente, pô. Mas enquanto isso é arroba obetojura. Me segue lá.
Beto Júnior, eu tô pensando aqui o presidente mais vitorioso da história do Flamengo. Cara, eu quero cometer uma imprecisão aqui, né? Você não é um dos dois, né? Sempre tem na internet que diz assim, não, faltou aquela Guarabara que se lava. Primeira prateleira, é. Só faltou o Mundial, né? É. Tudo, Copa do Brasil.
brasileiro, libertador. Duas vezes. Duas vezes, é repetido. É uma gestão... Duas libertadores. Mas mais curiosas é a história do Flamengo. Com certeza. É isso aí. E depois de um Flamengo vir de uma...
Um deserto ali, né? Quando ganhava, ganhava 10 anos, ganhava brasileiro. Então, assim, foi um período onde o Flamengo se acostumou a vencer de novo, regularmente. Se não, o presidente mais vitorioso da história do Flamengo, um dos mais vitoriosos. Top 3, top 2, é. Top 2, ele. É, isso aí, show de bola, cara. E um cara, pô, que a gente tem sempre um papo muito legal, construtivo, né? Sobre muitas coisas que ele fez, que a gente vai trazer aqui pro ar hoje. Palmas pra Rodolfo Landim, de volta ao Chala Pageteste.
Bem-vindo, presidente. Seja bem-vindo, presidente. Hoje, presidente, se aventurou pelas ruas de São Cristóvão. Prazer estar aqui de novo. Da outra vez que eu vim aqui, me diverti muito. Gostei demais. Foi muito bom. Isso que importa é legal. Se aventurou pelas ruas de São Cristóvão aqui hoje, presidente. É claro, pô. Cheguei mais cedo, já tomei um cafezinho ali na padaria ali. Padaria aqui na esquina. Sim. Que é uma aventura, tá?
A Tuma tava me olhando de lado assim, falando, pô, será que é ele mesmo e tal? Mas assim, mas tava tudo belendo. São Cristóvão, Barre Imperial.
É isso, a gente já tá trocando ideia em off aqui. Você vai pros jogos do Flamengo, obviamente, assistir. É, claro. O Flamengo é... Eu digo que jogo do Flamengo é missa. Se faltar é pecado, porra. Tem que ir a todos, entendeu? Não tem essa história, não. Eu vou sempre. É, mas tu vai de segurança, tudo mais. Segurança, porra. Que você é maluco, cara. Eu vou de metrô, porra. Vou com a minha família de metrô, porra. Pega o metrô. De metrô, presidente. Todo jogo, de metrô.
É uma maravilha, pô, vou no meio da bagunça. Na ida, às vezes, eu não vou de metrô, porque eu tenho um primo, que ele, na verdade, é tão maluco quanto eu, assim, né? E ele comprou um ônibus antigo, reformou, pintou de preto e vermelho, e ele faz ponto ali no Clipper, no Leblon, e arrancou os bancos todos. Então, a gente entra atrás do ônibus e vai tocando música, vai cantando, até o Maracanã, né?
E vamos fazendo uma zona danada até o Maracanã. Chegamos no Maracanã, salta todo mundo e tal, e vai cada um para o seu lado, cada um vai para o seu espaço lá e assiste o jogo e na volta sempre de metrô, sempre, 100% das vezes.
E como é que é hoje o contato do torcedor contigo? Cara, é muito legal, cara. É bacana sentir o carinho das pessoas, o reconhecimento. As pessoas sabem que você, na verdade, acabou se dedicando seis anos da sua vida para o clube. E foi algo que eu consegui fazer. Estava com a minha vida estabilizada, pude fazer isso aí. E as pessoas reconhecem isso. É muito bacana. Se a gente passar, passando ali em volta do Maracanã, porque a gente salta.
ali normalmente perto do portão 2, ali onde tem entrada no portão 2, eu vou caminhando até porque eu vou de, normalmente eu vou de cadeira, que eu tenho cadeira cativa lá da família, né, e tal, e a gente vai junto e tal, vai caminhando ali, tem sempre a turma conversando, chamando, pedindo para tirar foto, não sei o quê e tal, é muito bacana o carinho da torcida, né? Você acha que quanto mais vai se distanciando do seu período ali na presidência?
Esse carinho vai aumentando, assim. É assim, porque quando você, na verdade, você é o presidente do clube, você tem poder para tomar decisões no clube, aí tem o lado dos corneteiros, cada um quer que você, na verdade, gostaria de estar ali no seu lugar para poder estar fazendo aquilo que ele quer. E você execute os...
É, exatamente Então assim, e às vezes Ele discorda de uma ou outra decisão Que você está tomando, o que é natural Cada pessoa é diferente Se estiver sentado na cadeira e ela está tomando Outro tipo de decisão Mas o que é bacana é assim, passado o tempo Quer dizer, o cara fazendo um balanço Da história, de uma forma geral
Eu diria pra vocês, assim, que é quase unânimo, assim, o carinho que eu sinto é quase unânimo. Se tiver alguém que não gosta, pelo menos nem se manifesta, entendeu? Mas, assim, o que eu sinto mais é realmente carinho da turma. É bacana isso. Isso aconteceu com... Isso tem acontecido, né? Isso aconteceu com bandeira também. Isso é... Engraçado esse fenômeno, né? Quando...
o presidente tá no cargo, tem isso que o Landinho falou, o torcedor, em geral, ele mais olha ali com um olhar de cobrança, e mesmo que você venha conquistando o título, ele já quer o próximo, ele quer o próximo. Já falou, a gente está mais vitoriosa com uma das duas, porque tem o time do Zico, né? Não sei o período de presidente, mas a gente está mais vitoriosa da história do clube, cara.
Mas sabe o que é? Porque o título você ganha, você já esqueceu. Ou seja, passaram dois jogos, você perdeu o jogo. Ou você já está criticando. Mas isso não ficou mais acelerado hoje em dia? Você pode lembrar dos anos 90? Você curtia mais? Não tinha mais um período de...
Porque também os jogos eram mais espaçados também, tinha menos jogos, eu acho. Tinha a sensação que a gente curtia mais o título. É, mas assim, eu digo pra você, hoje em dia com essa invasão de informação que a gente tem e tudo isso, né? Então, aquela informação, você ganhou um campeonato há uma semana, já ficou velho. Então, você já tem muita coisa nova, você perdeu um jogo, aquele jogo já passou a ser o motivo da discussão da semana e tudo isso.
E eu acho que isso, sinceramente falando, é bom. É que o que eu disse, eu acho que o torcedor do Flamengo ficou mal acostumado. Sim. Por quê? Porque ele ficou acostumado a ganhar isso. Isso é muito bom, entendeu? Isso é muito bom. É sinal de que você aumentou o nível de exigência que a torcida tem. É muito legal. É porque assim, você que viveu falando que é legal essa pressão, é...
Se tornou, ao meu ver, se você vai ao Manacana hoje, cara, se o Flamengo não estiver vencendo por 2x0 nos 20 primeiros minutos... Isso pode ser jogo de brasileirão, não precisa ser mata-mata. Eu sei. E qualquer derrota, se você perder um jogo... Já é uma catástrofe, uma loucura, uma tragédia. E você vê isso como positivo, acho que, do que aconteceu durante o seu período. O Sarrafo... Antes de você, por exemplo, o Flamengo não era campeão na Libertadores.
É, cara, assim, é legal. A gente brinca lá do seguinte, porque antes, até 2019, a gente querendo ou não, a gente foi melhorando o clube aos poucos e tal, mas o clube, em 18, ainda era chamado, gozado por todo mundo como o clube do cheirinho.
E aí depois a gente virou o malvadão, né? Então esse é um negócio legal, né? Melhor ser malvadão. A gente transformou o clube do cheirinho do clube malvadão. Melhor ser malvadão, entendeu? E você sabe que muita gente na imprensa, você personificou o malvadão.
é, eu sei galera que eu combati muito isso até eu falo isso sempre, naquele período da pandemia não vou entrar no mérito de se acelerou não acelerou a volta, mas assim eu brigava assim, como é que o Flamengo não pode discutir a volta
Tem que discutir a volta, se vai voltar Se não, só vamos voltar seguro Mas discutir a volta, pô, são muitos Empregos em jogo, muita coisa Isso, Petrônio, então assim, basicamente é o seguinte É óbvio que ninguém é maluco Mas assim, eu sou engenheiro de formação E pra mim Na minha vida, gestão se faz Em cima de fatos e dados, né
Então, assim, é claro que aquilo ali foi um período terrível. Eu acho que dificilmente uma pessoa não tem um ente querido que não tenha morrido num processo como aquele. Aquilo abalou todo mundo, abalou inclusive a minha família. Eu perdi minha cunhada na Covid, entendeu? Então, assim, é claro que aquilo choca e abala todo mundo. Mas vamos, como administrador, eu olhava e dizia o seguinte, gente, vamos começar a fazer um levantamento.
no mundo inteiro, dos atletas que tem no mundo de futebol, qual é a situação deles, será que eles estão sofrendo muito com isso e tal. Cara, a gente ficou ali no meio daquele processo, acho que morria aproximadamente 4% das pessoas, uma a cada 25% estatística, das pessoas que eram afetadas com o vírus e tudo e tal, acabavam morrendo perto disso.
E jogador de futebol, assim, nenhum morreu. Então, assim, a primeira coisa que a gente pensava é a seguinte, claro que era uma condição totalmente diferente, eram atletas, estavam preparados, tudo isso. Então, assim, claro que a gente falava em eventualmente, e não foi logo no início, foi depois que...
começaram a ser feitos os protocolos corretos de saúde, para a volta do futebol, e é exemplo do que estava ocorrendo, por exemplo, na Europa e tudo isso. As bolhas, né? Então, o que eu fiz lá na época, o Tanuri, que era o médico do Flamengo, que é um grande cara, um grande médico, é um cara fora de série, e ele é estudioso, e ele ficou estudando todos esses protocolos que existiam no mundo inteiro.
O que a gente queria fazer? A gente queria fazer a volta do futebol, mas a volta, primeiro a volta correta, da melhor maneira possível, com o menor risco possível. E de fato a gente foi favorável a isso. E depois, o problema da renda também, da receita, a gente tinha que manter o time funcionando.
E aí tinham aqueles protocolos, a gente via como estavam sendo feitos em outros países do mundo e tal, a volta em alguns lugares e tal, e a gente começou a querer provocar esse tipo de discussão. E claro, fica difícil, né, num momento como esse, as pessoas dizerem, ah, no momento em que está morrendo uma pessoa, se morreu uma pessoa, a gente não pode voltar.
Mas, cara, não era assim, porque, assim, eu vi pessoas sofrendo problema de transmissão nos lugares, assim, em casa, trancado e pegavam, entendeu? Assim, era complicado. As pessoas, eu via...
protocolo das pessoas ficarem separadas no estádio, de máscara, tudo isso. E eu via, ao mesmo tempo, as pessoas indo trabalhar em metrô, em ônibus e tal. Eu mesmo. Então, assim, dois pesos e duas medidas completamente diferentes. Então, para o futebol não pode mais poder...
Sim, é uma realidade... E futebol é um ambiente onde emprega e gera... Eu defendia isso, futebol não é a perada da esquina, é que gera muito emprego. É simplesmente porque a gente, naquela época, começou a querer defender, vamos dizer assim, a discussão do problema. Ele não está querendo fazer a volta de qualquer maneira. Não, espera aí. Criminalizar a discussão da volta. Vamos discutir dentro de cima de parâmetros científicos, óbvio, tudo isso, né? E aí realmente teve um período ali que...
Que a gente foi muito atacado. É porque a gente teve coragem de falar. A grande maioria das pessoas pensava igual. Mas falava assim, olha, fala você aí. É. Entendeu? Porque eu não... Teve até dirigente aproveitando para sua fala. É isso, para ficar escondido atrás e louco para você tomar a frente e tal. E eu acho que cabia um pouco também isso do Flamengo, entendeu? O Flamengo como o maior clube do Brasil e tal.
É esperado que o Flamengo venha a ter a liderança no debate das principais questões. Então, você no seu período no Flamengo tinha isso como uma marca, né? Sempre tentar puxar o Flamengo como líder de discussão. Como liga, como direito de transmissão, enfim. Isso me parece, acho que parece, tá claro aí, né? Isso causou um racha quase, né? Foi uma galera pra um lado que, ah, o Flamengo quer mandar no futebol. E gente que foi... O Flamengo...
Com o Salado também. Você acha... Pergunta do outro lado. Você acha que a Liga não acontece hoje no Brasil por causa do Flamengo ou não? Então vamos lá. Perguntinha complicada. Onde é que está o sabonete aqui?
É porque o outro lado não quis passar isso. É, é. Então vamos lá. Então, assim, primeiro o seguinte, ninguém quis mais a Liga, nenhum dirigente de clube quis mais a Liga do que eu. Se vocês forem ver, voltar lá atrás no início da discussão da Liga, eu me lembro que num Natal, eu peguei um livro que foi feito sobre a história da formação da Liga, da Premier League.
E mandei para todos os presidentes como presente de Natal, com uma dedicatória minha e dizendo o seguinte, olha, eu espero que vocês tenham tempo para poder ler esse livro e tal, e espero que vocês se inspirem aqui nessa história, que foi uma história que teve lá seus problemas, seus atropelos e tal, mas que conseguiram transformar.
O futebol inglês, que era um futebol que o público abandonava os estádios por questão de violência, por questão da péssima dos gramados, da infraestrutura dos estádios. Era o que eu falava que era bravo, né? Sabe, segurança, tudo horrível. Qualidade de jogo. E os times começaram a se juntar.
E transformaram aquilo no que é o produto da Premier League hoje, que é o produto hoje que é vendido para fora da Premier League, fora da Inglaterra, por valores mais altos do que para dentro da Inglaterra. Ou seja, hoje fora da Inglaterra se paga mais para ver os jogos da Inglaterra do que dentro da Inglaterra. Esse é um sucesso completo. É até mais fácil assistir os jogos. A gente sempre escuta fora da Inglaterra do que dentro da Inglaterra.
Exatamente, exatamente. Então assim, eu digo pra vocês assim, uma história de sucesso completa e era um sonho mesmo e depois eu posso até fazer um paralelo com isso, eu sempre tive um sonho independente de ser Flamengo, óbvio, flamenguista desesperado, louco aqui e tal, mas assim, de melhorar o futebol brasileiro como um todo. Eu acho que, assim, o Flamengo sozinho...
Ele jamais vai conseguir chegar num nível de excelência se ele não tiver um nível de receita compatível com os grandes times da Europa. Por quê? Porque a competição se dá a nível mundial, pelos jogadores, por tudo.
pelos salários que você vai ter que pagar. Então, você precisa ter um aumento da sua receita. E você só vai ter um aumento da sua receita se você tiver um bom produto para poder vender internamente ou para fora. A grande competição do Flamengo, eu diria para vocês...
e as coisas se ajustando, não fazendo besteira, cara, assim, a minha expectativa é que o Flamengo possa ser um time muito dominante no Brasil. Isso que vocês estão vendo, assim, nos últimos sete anos, o Flamengo disputou quatro finais de Libertadores. Então, assim... Eu acho que o torcedor que, assim, óbvio que você falou isso, se tornou normal, mas acho que o torcedor do Flamengo...
O Betão sempre lembra aqui a parte difícil e tudo mais, anos 90, tudo lá, lá, lá. O Flamengo caiu na primeira fase de Libertadores, teve Juninho Paulista, por exemplo, fez uma campanha e caiu na primeira fase. Acho que torcedor não se liga, não tá se ligando muito nisso. Mas você acha que isso vai, isso virou a normalidade, assim. Assim, é futebol, cara, a bola tem que entrar. E por isso que futebol é tão apaixonante, porque um jogo, um time inferior pode ganhar um time...
bem superior. É um jogo, às vezes, e você... Mas assim... Quando você aumenta as chances, aumenta a frequência. Você melhorando o plantel, você fazendo um trabalho bem feito, você aumenta muito a probabilidade de você chegar lá. Então assim, eu acho que essa estatística que a gente está vendo aí, em sete anos, a gente chegar em quatro finais e ganhar três...
Isso é uma demonstração do quão importante foi esse movimento que foi feito no Flamengo e o crescimento que o Flamengo teve. Não, e afinal, o que perde, perde por um erro individual mesmo. E na próxima década, se você me disser assim, qual foi a que eu acho que a gente jogou melhor, muito melhor do que o adversário, foi aquela. O André. É que começou levando um gol, mas depois o time se recupera e perde chance de gol. Eu assim, sempre foi...
É futebol, um time fez dois gols, o outro fez um, ganhou, entendeu? Mas em termos do jogo em si, eu acho que o Flamengo foi muito melhor. Acho que a diferença que o Flamengo teve... Estava no estádio, tinha certeza. Pois é. Depois do gol do... Assim, a gente merecia ganhar mais do Palmeiras do que o que a gente ganhou do River Plate, que foi um jogo duro pra caramba e eles jogaram melhor do que a gente, eu acho que é o primeiro tempo e parte do segundo tempo, o iniciozinho do segundo tempo. Acho que depois a gente passou a dominar o jogo...
jogo e acabou virando o jogo. E 22 foi um jogo apertado, depois da expulsão. Exatamente, o jogo de 22 foi muito apertado no início, acho que aquela expulsão ali foi definitiva, porque se você for ver, o Gabriel entra fazendo gol exatamente onde está ele. Exatamente, ele foi expulso. E aí, pô, a gente com um a zero, o segundo tempo, a gente dominou o segundo tempo todo, poderia ter feito mais gols, mas estava com o jogador a mais. Mas assim,
De novo, eu acho que isto, se o Flamengo continuar sendo gerido da forma com que a gente espera, o Flamengo vai ser um time muito dominante. E aí, eu acho que é a gente pensar no Flamengo fora até da América do Sul. Mas assim, a gente só vai conseguir fazer isso, sinceramente falando, se a gente melhorar...
a qualidade dos produtos que a gente tem aqui, para oferecer para a população, porque hoje cara, assim, a gente vê que as crianças ficam competindo ali na TV se estão vendo o jogo lá, na Premier League eu brinco sempre, acho que eu até cheguei a comentar isso da outra vez que eu vim aqui o meu
Um dos indicadores que eu tenho é a quadra de futebol de salão do meu condomínio, né? Você falou. É que tem... As camisas. É que eu vejo as camisas. Então, assim, à medida que você vai melhorando, as camisas voltam a ser as camisas... Daqui. Daqui, exatamente. E só o fato de, nas últimas quatro Libertadores, terem sido ganhas por clubes do Rio de Janeiro... Isso, lógico. Duas pelo Flamengo, uma para o Fluminense e pelo Botafogo...
Rapaz, já mudou muito as camisas ali do meu condomínio. Aparece ali em Botafogo Luiz Henrique. Exatamente. Aparece o Fluminense. As do Flamengo. E as do Flamengo. Então, assim, o orgulho de torcer por um clube daqui.
Agora, como entusiasta da Liga, você contando essa história que você presenteou os outros presidentes com o livro. Por que não aconteceu ainda? Então, a gente começa... Porque, assim, a primeira... O primeiro ponto aqui, a discussão, ela...
Uma discussão de liga, ela envolve dois lados grandes. O primeiro é o lado das receitas e dos direitos esportivos e tal, a forma com que você vai administrar isso. E a outra parte é a parte da competição propriamente dita. Como é que você vai organizar aquilo, os juízes, a tabela, as regras, como é que vão ser os estádios, a padronização das coisas que você vai ter.
O foco acabou sendo muito em cima do comercial. Direito de transmissão. Porque o contrato estava acabando, o contrato de transmissão, então o foco acabou sendo desse jeito. O que a gente tentou foi... Há exemplo que está naquele livro lá, que eu tinha distribuído para todo mundo.
da Premier League, você pega os principais clubes e tenta organizar uma liga, partindo desses principais clubes, fazendo com que os demais se juntassem, foi assim, esse modelo que a gente tentou implementar tivemos algum sucesso no início mas aí teve um movimento daqueles que eram, vamos dizer assim os clubes menores e tudo isso numa discussão comercial de qual percentual que deveria caber pra eles
Direitos de transmissão. E acabou se formando dois blocos. Nesse ponto que dividiu. Nesse ponto que dividiu. Foi nesse ponto que dividiu. E acabou que não evoluiu o outro lado, que é um lado importantíssimo, que é o lado da organização da competição, que precisava ter evoluído também. E se formou dois blocos comerciais, um brigando com o outro, procurando arrumar interessados pelas coisas. Então, assim, eu ainda...
Acabei, acabou meu mandato no Flamengo, tinha que sair, mas tinha de fato a expectativa de que essa conversa continuasse a evoluir e fosse feita uma aproximação sucessiva, porque este é um bolo que eu não tenho dúvida nenhuma de que na hora que você soma...
todo mundo junto, o produto, as coisas que você vai poder fazer conjuntamente vão levar a um produto de qualidade muito maior para ser vendido, não só aqui para o Brasil, como lá para fora. A gente vai ter que discutir outras coisas também, horário de jogos, calendário, várias outras coisas.
que hoje eu acho que a CBF já vem, de alguma forma, tentando endereçar. Por exemplo, a gente já viu uma evolução grande, fruto dessa conversa, do que foi feito esse ano, com a evolução do calendário, começando o campeonato. O presidente Samir veio com uma vontade de executar algumas coisas, né? É, eu vejo lá na CBF, sinceramente, uma turma que chegou lá, é...
querendo fazer algumas mudanças importantes para o futebol. Quando, por exemplo, eu nem conheço pessoalmente quem está à frente disso, mas eu vi a pessoa que foi indicada para discutir ou para coordenar essa discussão do fair play financeiro.
Cara, e sinceramente fiquei muito bem impressionado com a postura. Eu espero que a coisa evolua, entendeu? Mas assim, eu vejo alguns movimentos na CBF muito positivos na gestão da CBF. Você ainda, como presidente do Flamengo, quando bate o martelo desse último contrato que foi assinado,
Queria que você confirmasse isso, que eu lembro de assistir um programa desses, de pessoal detalhando, que falou assim, cara, falaram tanto de Flamengo, e no final de tudo, o Flamengo aceitou ceder o que queriam, e quem acabou não aceitando foi o Corinthians, que era que você garantiu um mínimo. Não aceita perder, né? O Flamengo acabou aceitando lá. Flamengo, assim, o contrato, é... O Flamengo,
anterior, ele passava por duas coisas. Você tem a TV fechada, você tem a TV aberta, e tem o Pay Per View. Vamos dizer assim, que a gente chama de Pay Per View, mas não é Per View. Você compra o campeonato inteiro. É um nome ruim, mas assim...
A grande receita que a gente tinha era no Pay Per View. E esse produto foi um produto que tinha um preço muito elevado. Você só tinha acesso a ele através de um canal de TV para a assinatura e tal. E aí, o que acontece? Esse produto vai mudando, você vai passando a ter acesso pelo streaming, você começa a ter...
também, muita gente tendo acesso a esse produto sem pagar, pirataria pra caramba. Muita coisa. Então, assim, quando foi feito o contrato anterior, a expectativa era que esse produto ia continuar crescendo de valor e, na verdade, o produto caiu de valor. E o Flamengo tinha uma cláusula no contrato dele que era de mínimo garantido.
E o que que acontecia? A receita começou a cair, porque para vender, quem distribuía o produto teve que baixar o preço e o Flamengo tinha aquele valor de mínimo garantido. Entendeu? E assim, é óbvio que o Flamengo ia perder dinheiro quando viesse a renovação, porque ninguém ia mais dar aquele dinheiro todo do mínimo garantido do pay-per-view, que era o grosso dinheiro que o Flamengo ganhava.
E no novo contrato ninguém ia dar aquilo para você Por quê? Porque o valor que você arrecadava Nesse pay per view Era muito menor E outra coisa, e sendo menor Ninguém vai te dar uma garantia Que a gente no final estava tomando Um percentual muito superior Até ao que era A audiência mesmo De torcedores do Flamengo Que o Flamengo tinha
Então, essa perda ia ter que ser feita. Isso foi tudo explicado com muita calma, com clareza no conselho e tudo isso. E eu acho até que a gente conseguiu, pelo fato da posição que a gente tinha, a gente conseguiu conter uma boa parte da perda que a gente teria, pura e simplesmente iniciando um contrato novo com as novas regras, que eram as regras padrão de 40, 30, 30 que a gente tinha lá.
Então, assim, foi uma negociação dura e que também a gente não podia expor as nossas cartas do lado de cá, mas acho que foi muito bem conduzida lá pela nossa vice-presidência de marketing do Flamengo.
O problema, como você falou, do Corinthians especificamente, é que o Corinthians, que estava do nosso lado o tempo todo, o Corinthians estava passando, eu acho que por uma dificuldade financeira muito grande. Continua, né? E o outro bloco, quer dizer...
A estratégia que eles usaram para poder prender, trazer, acho que todos os clubes lá, inclusive o Corinthians, foi o de adiantar recursos de um contrato de longo prazo. Então, assim... Eles venderam a porcentagem para o grupo de investidores no mundo.
Isso, exatamente. Eles venderam, captaram recursos, que tinham fundo, tinham investidores privados. Mas assim, eles acabaram vendendo lá. Falaram-se em 20%, depois falaram em 10%, depois falaram em 12%. Não sei se tem uma variação ali. Eu sei que eles venderam por 50 anos direitos de transmissão por valores assim que, porra, para o Flamengo.
Coisa da ordem de grandeza Desse tipo de ordem de grandeza Tanto que E quando vieram nessa discussão E assim, mesmo dentro do nosso grupo Teve um grupo que tentou fazer isso E veio tentar fazer essa compra E aí naquela hora eu deixei a conversa evoluir E chegou num ponto Eu falei assim, cara Vocês estão de acordo com isso? Legal Só que o Flamengo não vende a parte dele E eu estou interessado em comprar de vocês
Ele falou, mas como assim? Eu me lembro que a Leila até falou, mas como assim, Landinho? Eu falei assim, não, eu estou disposto a comprar. Vocês estão dispostos a vender? Eu, se por esse preço, eu acho que é o melhor investimento do que o Flamengo pode fazer. Eu quero comprar 10%, 12%, sei lá, do Corinthians, de todo mundo, se o valor é um valor pequeno desse, porque o que eles faziam? Eles pegavam, botavam uma taxa de desconto no valor gigantesca para poder...
comprar antecipadamente, entendeu? Então assim, esse lado de cá está tão desesperado que andou pegando dinheiro. E eu acho que este é um problema que a gente tem às vezes no futebol. Porque o administrador que às vezes está lá... Esse par recursos...
Ele, ele, não, assim, ele, ele tem a vaidade pessoal do cara, ele quer, assim, ele não quer passar por lá e ter sido o presidente do clube que, pô, sabe, passou por tanta dificuldade e tal, e ele tem lá também, o sapato tá apertando o pé dele. Então, assim, ele acaba vendendo o futuro.
para melhorar o resultado da administração dele. O resultado do amanhã. E cara, eu vou dizer o seguinte. Contratar um craque. Eu sentei ali na cadeira do Flamengo, a gente ganhou isso tudo que ganhou, mas eu te dou minha palavra de honra, pelo amor que eu tenho, juro pelo amor que eu tenho pelos meus filhos, que é a coisa que eu mais amo no mundo. Cara, eu não estava disposto a comprometer.
Um centímetro, nada do futuro do Flamengo. Seis meses do Flamengo. Nada do futuro do Flamengo, em troca do presente, entendeu? Nada, nada, sim. Eu estava num trabalho de crescimento, de crescimento.
uma visão de melhoria contínua dentro do clube. É isso que a gente tem que fazer. Foi ótimo que os resultados vieram. Vieram e consolidaram uma base para a gente ter ainda mais diferença em relação aos demais clubes. O Flamengo...
Os últimos três anos a gente teve mais de 300 milhões de EBIT, né? Teve mais de 200 milhões de geração de caixa livre no Flamengo. Sabe o que um clube gerar caixa livre? 200 milhões. E, porra, em 22, 23 e 24? Cara, isso é geração na operação de caixa livre. Isso aqui é um clube que dava, sei lá, prejuízo...
com um dinheiro diferente, né, em 2012, deu prejuízo, sei lá, de 60, 70 milhões no Flamengo. Então, assim, é assim. O que eu acho que o futebol brasileiro, Landim, até pra entender, isso faz parte do processo inteiro, é... O futebol brasileiro é uma eterna rivalidade entre estruturar o clube ou vencer agora. Pra não vencer agora, não sei se você concorda comigo, eu cobri o Flamengo lá na virada da gestão em 12 pra 13 ali, né.
Pra você estruturar o clube, você vai ter que perder, perder, muitas vezes. Eu acho que o Flamengo optou até por cair pra fazer isso. Nenhum de vocês da Chapa Azul, que passou por aqui, fala assim, sim, Flamengo poderia cair.
E eu acho que com o elenco feito em 2013, que acabou campeão na Copa do Brasil, que eu acho que, desculpa dizer, tem competência e tudo mais, Hernani faz... Temos sorte. Mas era um elenco abaixo, não sabia disso. Era um elenco, no máximo, pra uma permanência da Serie A. Pra você ganhar, você tem que ter sorte, tá certo? Correndo o mundo risco de ser abaixado. Mas tivemos sorte, porra. Tivemos sorte. Que era o elenco da arma fazer.
Olha, elenco pra gente poder pagar, o que tem que pagar? E botar o time em câmbio? Quem é que acreditava que naquela semifinal nós íamos passar pelo Cruzeiro? Não.
Quarta de final. É quarta de final. Quem é passar do Cruzeiro? Quarta de final. Era o líder do campeonato. Eu tava atrás do gol que foi feito pelo Carlos Eduardo. O único gol. O único gol. Eu tava atrás do gol. O gol.
Esse gol acabou... Não foi caro porque ele foi campeão, né? Não, e você pega uma... Outro dia eu caí numa lista aqui que é muito interessante. Só o Gabigol, em 19, fez mais gols que o Hernani em toda essa... É, o Hernani fez 41. Mais de 40 gols na temporada. Impressionante. O Gabigol que fez 43 gols em 2019. Eu acho que o Hernani fez 41 ou 2. É, o Hernani fez mesmo. O Hernani fez uma temporada de Gabigol. Sim, é louco, assim.
E a gestão... E era um time que, assim... Então pode ficar com o Moreno, né? Mas o Moreno não rendeu. A situação da portuguesa, mas o Flamengo em campo se salva na penúltima rodada, né? Que vence ali o... É, já joga contra o Cruzeiro, já livre. Mas o que eu tô dizendo é assim, vocês optaram... O Flamengo poderia cair pra se reestruturar?
Cara, assim, é muito difícil, foi no limite, mas a gente meio que administrou isso. Teve um momento ali, teve uma hora ali que a gente correu um risco grande, a gente sabia. Teve um desespero grande ali e aí parte da diretoria estava desesperada. Ah, esse negócio de vocês, de disciplina, de capital, esquece esse troço, vamos gastar, não sei o que, dentro do grupo ali. E aí eu falei, cara, não dá, não dá, porque se for para fazer isso, eu estou fora. Eu falei, eu sou o primeiro aqui que estou pulando fora. Assim é.
Não dá, exatamente. Porque, na verdade, quem acabava soltando o tipo que eu era, era o cara de planejamento e do orçamento. Então, eu tinha que liberar. Era o vice-presidente de planejamento. Falei, cara, isso não dá. Aí, o que aconteceu? O Flamengo contratando o Bruninho, o Val. É, mas aí o Flamengo andou contratando o Eduardo da Silva, Canteiros, os caras melhores. Depois. Isso é depois de 13. Sim, sim, mas sabe com dinheiro de quem, né? Pois é, dos malucos. Tem ali uns meaduos malucos ali. A quem ajudaram? É.
Um deles é que tá falando contigo, né? Tirou do bolso. Do bolso, Eladinho. É, cara, ali ninguém queria de pingar, né, cara? Porque todo mundo tinha medo do Flamengo e botar dinheiro ali, né? Aliás, assim, minha mulher não pode assistir isso aqui não.
A única coisa que eu tinha prometido pra ela que eu ia pro Flamengo e que eu não ia arriscar um centavo porra, do meu bolso porra, pra emprestar pro Flamengo. Você é pessoa física. Pessoa física. E eu pegou e na verdade descumpri essa promessa. Aliás, das poucas promessas que eu fico Você nunca tinha falado disso, né? Você nunca tinha falado disso, né? Nunca tinha falado disso, não. Rolou um pouco o Paulo Nobre ali também. Não, a gente emprestou. Depois o Flamengo pagou a gente. Não só você.
Não sou eu. Na verdade, ali foram três que botaram dinheiro. Pode falar? Eu acho que eles não vão ficar tristes se eu falar, não. Fui eu, o BAP, que botou também, e o Cláudio Prokobin, que botou também.
Na verdade, eu e o BAP Assim, o Krakow E o Lick bem menos Isso vai adquirir alguns jogadores? É Porque ali era o desespero, entendeu? O pessoal Então tá bom Nós vamos emprestar esse dinheiro aqui Pra gente poder
Pra gente poder contratar esses jogadores. E a gente foi ao mercado e contratou. Era no limite pra cair mesmo, cara. O enego de 13 era pra... Mas você tem que entender. A gente tinha que passar. Em 14 já... É assim, porque é o seguinte, nós tínhamos 212 milhões de receita. Nós tínhamos que começar a trabalhar pra crescer a receita. Nós chegamos em 2000 e...
15. Cara, a receita já era perto de 500 milhões. Em 15, é. Em 15, entendeu? Então assim, a gente foi crescendo. E aí a gente foi negociando dívida, batendo dívida, era de 750, ela já estava perto de 500 também. Já tinha arrumado esse NB, né? Então assim, ainda estava numa situação péssima. Mas assim...
tava dando pra respirar. E a expectativa era que passasse... Isso é o que eu sempre digo, a expectativa é a gente sai e fica o 16, 17, 18 fora. E a expectativa é que o Flamengo melhorasse muito. Mas a verdade é que não melhorou. E a gente saiu ali e aí o que que aconteceu?
o Flamengo continuou, pelo menos não piorou a dívida se manteve mais ou menos no mesmo nível e a Receita também mais ou menos no mesmo nível começaram a chegar jogadores de mais nomes é, e aí sim pelo menos já tinha mas aí sim, precisava dar um salto melhor, e aí foi quando a gente entra em 2019 e aí
E começa a fazer. E a gente aumenta muito a receita. Porque o Flamengo... O Flamengo, assim, é um canhão, cara. O Flamengo tem 40 e tantos milhões. Qualquer coisa boa que a gente fizer com o Flamengo, a gente tem um retorno absurdo, entendeu? E foi o que aconteceu. E o período de vocês ali ajudou também pra recuperar com o nome de vocês a credibilidade com o mercado também.
Eu acho que é isso, já desde 2013, porque foi visto pelo mercado assim, é como um grupo de empresários, de grandes pessoas, que foi muito legal que vários desses emprestaram de fato o nome para dizer assim, estamos apoiando aí, legal, estamos lá e estamos aqui.
Não entraram lá, né? Pra suar a camisa nem pra... Mas só o fato deles terem emprestado o nome já foi positivo, tá? A turma que tava suando mesmo lá dentro, eu acho que se tivesse uns sete, oito, assim tá bom. É por aí. Você falou do BAP, até essa eleição recente, vocês tiveram praticamente do mesmo lado, né? Durante toda toda a trajetória. O que você tem pra falar do BAP hoje?
Cara, é muito complicado falar do presidente Flamengo, porque você senta lá naquela cadeira, você sabe o quão difícil é essa tarefa que você tem lá. É um desafio grande.
É óbvio que cada um tem seu jeito de agir, de fazer, mas ele foi escolhido pela maioria dos sócios para ser presidente do clube. O que a gente tem que fazer é torcer para dar certo tudo, continuar ganhando, porque todo mundo é Flamengo e a gente quer ganhar. Uma coisa é o que a gente acha que seria o melhor caminho e a melhor solução.
Óbvio que vocês têm diferença de pensamento hoje. Claro. Sobre o direcionamento do clube. Claro, mas assim... Mas vocês também têm pontos de convergência, imagina. Claro, claro. Tivemos muitos. Mas assim, o ponto é, entre as alternativas que existiam, né, e assim, não foi a que eu...
Escolhi, na verdade, eu não podia ser candidato. Esse é o ponto, né? Então, assim, tinha que escolher um dos três. Os três tinham sido meus vice-presidentes. Os três, todos os três candidatos. E eu escolhi aquele que eu achava que tinha a melhor condição de levar à frente esse projeto do Flamengo sem tropeços, sem soluços, sem... Como eu imagino, num processo de melhoria contínua.
Nessas divergências aí, que, aí, não é nem te perguntando sobre o que o BAP pensa. Como é que você tem visto a condução do que vocês deixaram encaminhado do estádio, por exemplo? Já na opinião do BAP, ele sempre bate, né? Não sei se na época da campanha ele falava um pouco sobre isso também, sobre essa questão do só vou tocar isso aqui se o Flamengo não for perder força de poder de compra, poder de investimento e tudo mais. É...
O Flamengo, do que você pensa, o Flamengo deu um retrocesso no que estava a caminhada do estádio? Ou você enxerga como ele está na gestão agora e dá um direito de buscar melhorias e tudo mais? Só para emendar, vou botar um superchat junto com a pergunta do Betão, que é do Antônio Maldoni. Mandou aqui, Landim, na sua visão, o Flamengo poderia se tornar SAF vendendo 25% das suas ações para fazer o estádio?
E depois, só para você emendar, qual o seu momento mais marcante como presidente do Flamengo? Um abraço a todos. Meu momento mais marcante. Vou começar com esse aqui. Eu sabia que essa pergunta ia vir. Tem momentos grandes, né? 2019 teve vários momentos. Sim, teve aquele 5x0 do Grêmio, que foi uma...
Foi uma coisa maravilhosa, assim, aquela chegada... Eu acho que é 5 a 0 do Grêmio. A virada em 2019 e a chegada aqui no Rio de Janeiro, quando a gente virou ali na Presidente Vargas, lotada de gente, aquele negócio assim, as pessoas ali vibrando depois de 38 anos sendo campeão. Hoje virou comum, mas naquele dia ali foi algo inédito. Mas se você perguntar para mim qual foi o dia que eu... Eu estava pensando nisso, que foi mais marcante, assim, que eu...
para mim, que eu passei a ter certeza de que a gente ia dar certo, foi o dia da virada do 2x0 contra o... O Emelec. O Emelec. Quando a gente sai daquele jogo, o time estava...
Eu estava muito preocupado no avião, tanto que eu peguei o microfone no avião e fiz questão de pedir a palavra e levar a moral. O Jesus estava chegando e eu senti que o Jesus estava mal também, porque ele tinha perdido o jogo, ele estava meio triste, desiludido. O Diego se machuca. O Diego com o pé quebrado lá atrás do avião e todo mundo consternado com a situação do Diego.
E tudo, eu falei, cara, a gente tem que elevar a moral dessa turma aqui. Aí eu peguei o microfone e comecei a falar, a certeza que eu tinha de que a gente ia dar a volta por cima e tudo. Cara, aquele jogo, a chegada do time no estádio, a forma com que a torcida abraçou o Flamengo naquele jogo.
E a gente acaba virando o jogo e ganhando nos pênaltis. Tudo tem que ser sofrido. O Flamengo tem que ser sofrido. Eu fiz dois gols rápidos e depois... É. Cara, assim, quando acabou aquele jogo e a gente ganhou aquele jogo e a gente já estava engrenando ali com...
Depois vieram algumas peças importantes, né? Que veio o Felipe Luiz, veio o Bantafinha e estava chegando a tudo. Eu falei, cara, nós vamos ganhar essa porcaria. Agora ninguém vai tirar esse troço da gente. Foi ali que eu comecei a ter a certeza de que a gente ia ganhar o campeonato brasileiro. E isso eu tinha praticamente a certeza de que a gente ia ganhar.
E a Libertadores eu tinha uma convicção de que a gente... Então ali, para mim, se você perguntar qual foi o ponto na administração que a gente fez o turning point, o momento em que o Flamengo passa a ser o time a ser batido. O malvadão. O malvadão, para mim, foi ali naquele ponto. Para mim, foi aquele jogo.
que eu passei a ter a certeza de que o que a gente tinha criado... A chave virou. A chave virou. Foi com outra confiança pegar o Inter, né? É, e assim... Então, pra mim, foi legal a pergunta dele, porque, porra... Assim, no normal, todo mundo falasse... Mas pra mim... Então, pra mim, foi legal a pergunta dele.
o jogo pra mim mais importante na carreira foi aquele. Porque se a gente não vira ali, talvez não vira nada, né? A gente não ganhava Libertadores, não tinha... Diz o Contestado. Exatamente, era outra coisa. Era outra coisa, aquele jogo pra mim ali foi talvez o jogo ponto mais importante dessa caminhada. A partir dali, a coisa já estava mais ou menos estruturada, foi engrenando e foi avançando.
Em relação ao estádio, né? O jogo que, de fato, é o jogo que... O estádio. É o estádio. Bom, vamos lá. Ah, mas você está vendo a condução, né? Então, vamos lá. Então, assim, esse tema do estádio, assim, é bom a gente explicar algumas coisas aqui, porque por mais que a gente fale, hoje em dia é o seguinte, e eu noto que isso acontece, né? Toda vez que o Flamengo...
Tem um tropeço, não sei se de propósito ou não, esse tema do estádio volta. O Flamengo perdeu a final da Supercopa no dia seguinte, estádio pra caramba. Aí eu falei assim, perdeu a Recopa, estádio pra caramba. Eu falei, caramba, parece que toda vez que tem uma coisa ruim, é estádio, parece. O terreno do Gasol. O terreno do Gasol, isso é uma notícia. E tal, alguma coisa, estava errado. Então, assim...
Claro que, se é política, eu não ligo para essas coisas, mas é claro que teve um processo claro de quem assumiu de tentar fazer a desconstrução de tudo que tinha sido feito. É óbvio, começar pela...
Até por uma tentativa de não aprovar as minhas contas, cara. Isso aconteceu dentro do Flamengo. Quer dizer, eu estava viajando, eu tive que pegar um avião e voltar para o Rio de Janeiro correndo, para estar pessoalmente lá, porque estavam armando um negócio para não aprovar minhas contas. Imagina, as contas do Flamengo não serem aprovadas, coisa mais ridícula. E teve assim mesmo, teve uma quantidade de votos razoável para não votar.
Então assim, e aí toda aquela desconstrução de tudo que tinha sido feito. Então vamos lá, o projeto era 1,8 bilhão.
de reais para a construção do estádio, era o valor que tinha sido orçado, e orçado... Eu encaminhei ainda, no final da minha administração, um orçamento para ser aprovado pelo Conselho de Administração, e que não foi, aliás, foi contrariando o Estatuto do Flamengo, não foi colocado para votação. Então, assim, um negócio complicado. Nesse orçamento, então, as pessoas não podem nem ver isso, né? Nesse orçamento...
Existiam dois orçamentos independentes. O primeiro era o orçamento do Flamengo como ele é e um segundo separado o orçamento do estádio. Exatamente para tentar demonstrar para as pessoas que o estádio só ficaria de pé sozinho.
com as suas próprias receitas que ele fosse gerar. Sem prejudicar, por exemplo, o andamento do futebol. De nada, por exemplo, não. Principalmente. Que é onde tem a principal renda. Então, assim, e toda hora... Esse é um negócio que é o seguinte, uma mentira que é falada cem vezes para virar verdade, entendeu? Que é o seguinte, é dizer que construir o estádio do Flamengo, da forma como que era, era comprometer as finanças do Flamengo.
Simplesmente o Flamengo não iria fazer o estádio se ele não conseguisse estruturar da forma que está no orçamento do Flamengo. E isto não é dito, é dito o contrário. É dito que ia ser feito dentro do mesmo orçamento de qualquer forma e usando recursos.
Esse é o primeiro ponto. O segundo é o valor, que era 1,8 bilhão. E aí, logo depois, disseram, inclusive numa reunião de conselho, que tinham convocado, tinham contratado duas empresas para poder fazer o orçamento e para provar que era 3 bilhões. Tiraram um negócio da carta a ela. Vai custar 3 bilhões. Nunca voltou para lá para mostrar quanto era o valor. Simplesmente porque o custo era de 2 bilhões.
Então, assim, mas vez por outra voltam de novo e falam, porque vai custar 3 bilhões. É mentira falar das 50 vezes. Bom, pode custar até 10 bilhões, dependendo de quem estiver administrando a construção do estádio. Se tiver cost overrun, se nem eu quiser botar, porra, sei lá, quem vai botar e a forma com que vai ser, poxa, olhado a construção lá e auditado a construção, pode custar muito mais. Mas estou dizendo o seguinte, o valor
é normal, seria 1,8 bilhão. E pelo que a gente sabe, foi o que o novo estudo confirmou. E por isso não voltou, porque ia mostrar que aquela retórica era mentirosa. Muito bem, esse é o segundo ponto.
O terceiro ponto é o seguinte, existiam receitas que vinham sendo, que eram parte dessa discussão aqui, que nunca são faladas. Então, por exemplo, eu vi recentemente falar, ah, não dá para fazer o estádio do Flamengo porque vai custar 3 bilhões se a gente vai pegar 15%, pegar dinheiro a 15% ao ano, vai custar 450 milhões de juros para o Flamengo. Meu Deus do céu, então vamos lá, vamos conversar aqui.
O Flamengo, para poder fazer esse estádio, estava lá escrito as receitas. Uma delas era os name rights do Flamengo. Então o estádio do Flamengo, eu acho que pode dar perto de um bilhão de name rights que o Flamengo pode conseguir. Quem é que não vai ter interesse de manter o nome do Flamengo, porra, num estádio do Flamengo durante a vida inteira? Quanto é que o cara vai estar disposto para pagar? Isso tudo é dinheiro que você abate. O próprio prefeito...
E já falou isso 20 vezes. Toda hora ele tem que voltar para falar isso aqui. Prefeito não, porque ele deixou de ser prefeito. Agora vai ser... Para o candidato ao governo do Estado. O candidato ao governo do Estado. Então ele já falou 20 vezes esse troço. Não sei quantas vezes ele já falou isso. Que ele ia dar... Além dele ter retirado os sepates daquele terreno, ele ia dar os sepates da Gávea para a gente negociar.
E usar isso como moeda. O Cepax é o potencial construtivo que você tem na Gávea. Porque na Gávea você tem um potencial construtivo, pelo plano que tem lá, de duzentos e tantos mil metros quadrados. E a gente gastou até hoje 30, 40.
Então você tem um potencial construtivo na Zona Sul de 180 mil metros quadrados. Quanto é que vale isso para você negociar? O prefeito já falou isso várias vezes, entendeu? Sem nenhum peças usadas para abonar o que o Flamengo botaria no bolso. É óbvio. A gente tinha cadeiras cativas, que a gente ia vender mil cadeiras cativas. Só mil cadeiras cativas. Camarotes. Ou camarotes, cadeiras cativas. Cadeiras especiais no meio do campo, mil cadeiras.
um valor que já daria também então assim, o projeto tem coisa que a gente tinha negociado por exemplo na NFL quando a NFL esteve aqui, eu fui conversar com o Roger Goodell em São Paulo, na época eu era presidente do Flamengo e ele é o cara que manda lá na NFL a conversa que a gente estava falando é algo como, não, a gente vai querer participar do projeto, por quê?
Porque o vestiário tem que ser um vestiário para, sei lá, 50, 60 pessoas. Porque um time futebol americano, pô, tem dois times, na verdade, que entram e saem. Então o vestiário tinha que ser muito maior. Ele queria opinar e influir na forma com que a gente ia desenhar o estádio. Mas fazendo isso, ele estava disposto a pagar algo como 15% do valor da construção do estádio para jogar uma vez por ano lá.
Então, assim, tem inúmeras coisas que a gente estava estruturando e tal. Então, assim, essa coisa rasa de aumentar o valor do negócio e parecer que tudo que você ia ter que fazer era dívida para poder construir, e não que você não tinha nenhum equity que ia ser feito do próprio projeto, do project finance que você ia ter lá.
Realmente é uma forma de ficar repetindo uma mentira 50 vezes por uma coisa que o cara não quer fazer agora. Eu aceito isso. Apesar de não ter sido... Porque o problema é que durante a eleição, como isto é algo importante e é caro para uma boa parte do Flamengo...
O que foi dito é que eles iriam continuar o projeto. E no momento em que eles chegaram lá e eles não tinham o menor interesse de fazer o projeto e nunca tiveram, e isso o Rodrigo deixou claro, e essa foi uma das grandes razões de eu ter apoiado o Rodrigo, porque eu acho que o que a gente pode fazer com o estádio novo é completamente diferente.
Algumas coisas você pode fazer com o Maracanã, melhorar com o Maracanã, como você já vem melhorando. Mas o Maracanã... Tem um teto. Tem um teto. Acho que a gente pode fazer coisas muito maiores e aumentar muito mais a receita lá. E é tanta coisa que a gente tem que explicar aqui para vocês, mas está tudo isso detalhado no projeto que foi mostrado para o Conselho. Esse projeto daqui para frente, em algum momento que o Flamengo...
Ah, não. Tá bom, construírei o estádio. O projeto é esse ou esse projeto seu com o Maracanã.
Ele vai ficar... O primeiro projeto não é meu. Não, não, é... O projeto... O projeto é do Flamengo. E teve muita gente dentro do Flamengo. E foi aprovado, assim, por uma grande maioria lá no Flamengo e tal. Então, quando o estádio acontecer, o projeto é esse. Ou não dá pra garantir isso? Não, não. Não, assim, eu não... Depende de quem vai estar sentado lá, cara.
Me parece hoje que o presidente Bap Ele é muito mais favorável Ele não fala isso claramente Ele deixa a história do estádio viva Dizendo que tem que melhorar Mas me parece que ele é a favor de Os 20 anos de Maracanã e ficaram Maracanã Me parece que a opinião do Bap é essa Só que ele não fala pra torcida Não, vamos fazer o estádio, o Maracanã tem 20 anos de Flamengo E vamos investir aqui Claro que não E assim
mas assim, independente da gente ter o Maracanã o Maracanã é importante, o fato de a gente ter dois estádios, a gente vai continuar lá no Maracanã, o Fluminense vai continuar jogando lá, a gente vai poder usar o Maracanã pra fazer
shows, uma série de coisas aqui. É importante o período de obra também. É isso, e de vez em quando jogar lá, jogar os clássicos lá, porque eu acho que os clássicos têm um charme muito especial, a gente deve jogar no Maracanã mesmo e tal. E assim, mas cara, eu tenho zero de dúvida que a gente conseguiria estruturar um projeto sem afetar absolutamente nada, e era essa a ideia, e foi esse o orçamento que a gente fez do Flamengo. O último cara do mundo a querer comprometer...
Um centavo que seja do orçamento do Flamengo do futebol sou eu. Porra, meu amigo. Eu parei a minha vida, dediquei seis anos no Flamengo para poder transformar o Flamengo, porra, numa máquina para poder vencer.
Assim, eu sinto, eu, Rubro Negro, quero ter o estádio. E acho que a torcida do Flamengo como um todo também vê com bons olhos o estádio. Lógico que tem esse lado, que você pensa assim também, que você acabou de falar. Nenhum Rubro Negro quer o estádio, vai fazer. Eu quero o estádio e aceito ficar 5, 6 anos. Ninguém. O São Paulo, quando construiu o Moura do Rio. Mas isso é a retórica que é sempre usada. Pra quê?
para não fazer. Exatamente. Porque aí você começa a associar ao fantasma de que se o Flamengo for fazer o estádio, significa que ele vai piorar. E aí ninguém vai ser favorável mesmo. O São Paulo construiu o Morumbi e não foi campeão durante o 16. O que é uma grande... Mas é o que é uma grande mentira, porque o orçamento era muito claro. Ele dizia o seguinte, nada disto que está aqui pode ser comprometido para cá. Ponto.
Se isso não for um project finance, se ele não andar com as pernas próprias, se ele não conseguir ser estruturado em cima dessas receitas outras que a gente vai gerar, ele não vai ser feito, ou vai ser feito de uma forma muito mais lenta, até que ele seja pronto. Aqui, nenhum centavo será comprometido do dinheiro que tem hoje. O que a gente tem hoje, para esse estádio sair, me parece que...
Teria que voltar o seu grupo, não com você, presidente, mas voltar o seu grupo ou outro grupo. Me parece que para retomar o que foi planejado, é isso. Eu vou ser bem franco com você, eu não tenho dúvida alguma disso. É isso mesmo. Mas podem estar certos. Se isso vier a acontecer, o Flamengo não vai comprometer um centavo do seu orçamento.
para prejudicar o futebol. Zero. Até porque isto foi, assim, um princípio basilar para que a gente pudesse fazer o estádio. E o que é chato é que a mentira é repetida 50 vezes para poder passar a percepção de que o estádio do Flamengo prejudicaria o desempenho do futebol. Porque isto é o grande fantasma para não se ter. Agora... desculpe.
É... Melhor parar por aqui, porque é o seguinte... Porque assim... Para poder botar um projeto desse em pé, tem que ter experiência também, cara. Tem que saber fazer. Então, não é tão simples, entendeu? É. É verdade, é verdade. Outros assuntos da sua gestão, o tempo passou, Landinho. E a última vez que você esteve aqui, um dos grandes assuntos que pararam a imprensa foi a renovação ou não de Gabigol.
pra narrar um jogo do Santos. Hoje, pelo que eu vi na prévia, hoje ele tá fora do jogo. O tempo passou, Gabigol foi pro Cruzeiro, agora tá lá no Santos. Tem a história dele ligada ao Flamengo, acho que isso nunca será apagado.
Mas o tempo mostrou que você estava certo. Eu queria que você contasse bastidores também do porquê da decisão. Eu já falei tanto sobre isso aqui, mas tudo bem. Vamos falar mais uma vez. Mas agora é um tempo depois. É, mas assim... Porque poderia ter ido para o Cruzeiro e, porra, Gabigol campeão brasileiro, metendo muito gol. É fato, é fato. Mas assim... Vale deixar bem claro que o Landim fez uma proposta para o Gabigol ficar. É isso. É assim, tô.
Em cima do que ele propôs, só que por um ano só. Exatamente. Por quê? Porque, de fato... Em cima de uma avaliação de desempenho. Então, vamos lá. Ele foi um gabigol até 2022. E aí, 2023, eu acho um ano muito ruim dele.
e 2024 também em que no final o Felipe ele deu um gás ali nele ele fez um acabulário e aí e ainda tem um problema ali no final, naquele jogo da final com o próprio Felipe ali negócio inacreditável negócio ali inacreditável
Qual foi o problema mesmo? É o primeiro jogo. Primeiro jogo, ele tira, né? E aí... Ele teve que botar o pau na mesa. Já tava ali com o Dury. E aí depois, no segundo, ele sai no intervalo, né? E a gente bota o Bruno Henrique.
E o Bruno, o Flamengo ali, não ganhou aquele jogo de uns três ou quatro. O Atlético. O Atlético por azar, porque o Bruno... E deu uns quatro, cinco contra-atares. Jogadas ali que a gente entrava na cara e tal. O jogo mudou. Quando o Bruno entrou, o Flamengo mudou. Assim, o que eu perguntei de bastidores, assim, né? Naquele momento que o Flamengo é campeão, acho que esse momento foi o momento que a torcida ficou... Acho que até então a torcida estava naquela coisa.
Bate no coração, assim, pô, ele vai embora. Mas naquele momento que o Flamengo é campeão e ele pega o microfone pra atacar vocês, a direita e tudo mais, falar de sair... Aí até o torcedor ficou meio, pô, a gente é campeão, vai usar isso? O clima, assim, o clima é complicado, assim, porque...
Todos nós muito felizes, né? Porque o Flamengo tinha sido campeão lá, primeiro campeão no estádio do Atlético Mineiro, e tudo isso e tal. E ainda mais o clima, que vocês tinham que ver, que os caras criaram pra gente. Hostil. Extremamente hostil. A ponto de que os alto-falantes do estádio ficaram tocando o hino do Atlético o tempo todo no volume máximo, enquanto que a gente estava comemorando.
Mas isso foi, assim, o final, entendeu? Assim, o processo inteiro, o jogo inteiro, o clima inteiro, a pressão ali perto do vestiário, tudo isso, o som dentro do vestiário, alto, tocando música do Atlético, um clima, assim, um negócio...
Definitivamente o Galo não gosta do Flamengo. É, exato. Uma levaridade absurda. Então assim, mas ali foi... E aí a gente consegue vencer aquilo tudo e tal, o cara sai e vai dar a primeira declaração dele dizendo que ele não vai ficar mais no Flamengo. Então assim, porra, tem respeito aos amigos dele, entendeu, que estavam ali ganhando e tal. E aí todos, teve uma camisa comemorativa que a gente já tinha mandado fazer.
a expectativa de ser campeão, todo mundo vestiu aquela camisa, estavam voltando pra cá e tal, ele foi o único que fez questão de não vestir a camisa. Ele deu uma azedada no clima no final ali, né? Tentou dar, mas assim, acabou que ele ficou isolado, que ele, assim, até na sala de embarque e tudo, ele tentava chegar aqui, eu senti que os próprios jogadores, assim, não estavam gostando do que ele estava fazendo, entendeu? Então, assim...
Claro que falando com o outro e tal, mas assim, de uma forma geral, eles estavam um pouco até preocupados com a mensagem que eles iam passar para os demais colegas se ficassem ali dando força para aquele tipo de comportamento. Então assim, mas eu entendo lá, ele teve lá as razões dele, estava frustrado porque achava que a gente deveria ter...
ter recontratado ele. Mas a verdade é a seguinte, cara, vocês falaram muito bem, o nome do Gabigol está marcado na história do Flamengo, os títulos que a gente teve, ele teve uma participação gigantesca, eu sinto pena, porque eu acho que se ele continuasse a ter o desempenho que ele vinha tendo, ele tinha tudo para ser o jogador, assim, talvez, referência, vamos dizer assim, desse período vencedor do Flamengo.
E dessa era vencedora do Flamengo. E eu não tenho a menor dúvida que hoje ele já não é mais. Tem um Arrasca e um Bruno Henrique. É isso. Que são os dois jogadores que tiveram presente e tiveram uma participação gigantesca em todos os campeonatos que a gente teve. Continuaram tendo. E continuaram tendo. Você consegue identificar por quê, Lange?
Sim, eu não conheço detalhes da vida pessoal dele, né? Mas assim... Tem um ano que ele faz 40 e tantos gols na temporada. 43, foi o primeiro ano, 2019. Foi 2019. Um negócio impressionante. Em 2020 ele até tem uma lesão, né? E aí o Pedro entra no lugar dele um pouco e tal. Mesmo assim, foi decisivo do brasileiro, né? Ele fez...
10 gols na última reta final. Na volta dele, ele volta muito bem. Cabelo rosinha. Não, em 3 gols. Ele volta muito bem em 2020. 4 gols em 3 finais de Libertadores seguidas. É isso, é isso. Não, não, cara, eu não desculpe com isso. Só que quando você vai contratar um jogador, você não olha para trás. Não, mas os últimos... Você tem que estar convencido, olhando para frente do que ele é capaz de fazer.
porque ele não foi ou não fez mais o que ele vinha fazendo o desempenho caiu, eu acho que tem fatores que não são só fatores imagino que tem outros fatores fora de campo também que acabaram influenciando isso mas assim
O que eu sou obrigado a analisar é o seguinte, qual o resultado que ele está dando para o Flamengo. Então, por esse resultado que ele está dando no Flamengo pelos dois últimos anos, apesar dele ser ídolo, apesar de ser tudo, eu não estou convencido de que... Cara, me lembro que se eu não estiver errado, a ordem de grandeza do que seria o custo desse contrato do Gabigol era o valor do terreno do Flamengo, 180 milhões.
Era mais ou menos isso, que era o que o Flamengo ia ganhar, gastar ao longo desse contrato. Seria mais cinco, né? Seriam quatro, cinco anos, sei lá. Mas assim, ordem de grandeza, eu fiz as contas lá, conta rápida de dinheiro, de padaria, mas assim, era mais ou menos o valor do terreno do Flamengo. Então assim, cara, para botar um jogador que, na verdade, ele acabava sendo um problema, quando ele não era escalado e assim.
Era um ídolo, pressionava o técnico e eu sentia em alguns momentos que ele não estava passando por momentos bons e os técnicos ficavam acuados. Por quê? Porque ele era muito grande dentro do clube, os técnicos acabavam...
Ele acabava entrando no time sem que o técnico tivesse a certeza de que essa era a melhor solução. E isso era uma das formas que eu olhava se o técnico era bom ou não, entendeu? Se ele merecia ficar ou não. É porque se o cara tá ali, o cara... Ele é que é o gestor, ele tem tomado... Lembro de uma história que o Dorival contou aqui, pré-final de Libertadores de 2022, né?
Ele é o único que bota o Gabigol e o Pedro. A única vez que funciona o Gabigol e o Pedro é com o Dorivaldo. E o Gabigol acaba... O Pedro fez os Libertadores. E o Gabigol faz o gol do título ainda. Não foi o Pedro, foi o Gabigol, mas o Pedro até ali. E ele fala assim... O Libertadores foi um monstro. Fantástico. Monstro. Monstro. Jogou demais. Têm três gols na Argentina na semifinal. Eu lembro.
Foi o 4x0 ali. É o título do Vélez. E o outro foi do Everton Ribeiro, né? Foi do Everton. Foi do Everton Ribeiro, um passe assim que ele deu um toquinho. É a melhor campanha da Libertadores de um título. É, 13 jogos, 12 vitórias de um empate, e o empate nosso foi contra o Tagéres, que foi 2x2. Do Pedro Cachinha. E que nós fizemos, eles fizeram um gol contra do Arão, que foi um azar danado, que foi um cruzamento que o Arão foi tentar cortar e fez um gol contra.
E o outro gol, os caras estavam muito impedidos. É porque não tinha VAR. Mas era muito impedido. Foi 2x2, entendeu? Foi 2x2 o jogo. Eu brinco com a nação, Rubro Negro. Você acha que esse título de 22 é subvalorizado? É a melhor campanha da história de um time na Libertadores, cara. É. E a galera olha para o dia 19. Pô, 19? Mas é, cara.
É porque é o seguinte, eram 38 anos de espera, companheiro. Eram 38 anos de sofrimento. Aquilo ali, cara, era uma geração que não tinha visto o Flamengo ganhar, cara. E o Flamengo tinha aquela história de que, ah, não, e chegava na Libertadores, no máximo ia para a fase de grupos. Quando passava da fase de grupos, caía nas oitavas, entendeu? Então, assim...
Aí chegou na final, aí dá 1x0 pro Rívia. Pô, Nadu, Nadu, Nadu, vai morrer na praia. Aí, 43. E depois 46,5, faz dois gols. Aí não tem como, né? É. Mas olha, é verdade. A gente tem aqui o quadro de 19. E ali o quadro de 25. Cadê o de 22? É verdade, é verdade. Cara, ele me dá dois de 22 é tão fácil.
Que a galera meio que, ah tá, teve 22 também. É louco isso, né? É um título histórico. É, porque a campanha foi toda muito boa, né? Assim, a gente ganhou, foi ganhando tudo. Claudinho, ali, eu acho que o Renato pediu o Boné, né? Não foi nem, vocês não desligaram o Renato. Foi ele, não, a gente não desligou ele não. Foi meio cruel com o Renato ali, não foi?
Cara, eu acho assim, relembrando, teve um jogo que foi o último jogo antes da final no Uruguai do Grêmio. A galera disse que ele... Falaram isso. Que ele tirou o Vitinho que estava voando. Exatamente. Aí ele chama o... Não, o Vitinho jogou muito bem. Aí ele chama o Rodinei na beira do campo. Logo depois que a gente faz 2x0. E ele chama o Rodinei e começa a dar instrução pro Rodinei.
E os caras atacam naquela hora pela esquerda, fazem a jogada pela esquerda e fazem o gol. A jogada empatando o jogo, né? E empata o jogo, fica 2x2 o jogo. Aquele jogo ali, aí começa aquela... É, o cara estava... Ajudou o Grêmio. Ajudou o Grêmio, não sei o quê. Aí começa a falar assim, ele não estava treino em Porto Alegre, botava o auxiliar e tal. O Flamengo jogou muito bem com ele. E eu quero dizer para vocês, Chid.
Outro cara subvalorizado. E ele passou por um perrengue ali, cara, porque é o seguinte, não sei se vocês lembram, é detalhe, é muito detalhe, né, que a gente acaba esquecendo, passa o tempo e a gente esquece, mas...
aquele ano foi um ano especialmente ruim, porque alguns jogos do Flamengo foram suspensos você tinha o time olímpico treinando, tinha o time principal, e aí os caras convocando o jogador do Flamengo e aí o Flamengo adiando os jogos adiando os jogos, porque tinha uma história de quando ele convocava mais do que três jogadores, você adiava tinha direito de pedir isso, e aí você ficava fora, mas eu tinha preocupação de quando é que a gente ia arrumar a data e era o caboclo desculpa
que era o presidente. E o Caboclo, não, Landim, porra, tranquilo, a gente vai administrar esse troço, veja bem, o campeonato de 20 foi terminado no final de fevereiro, de 20, porra, se tiver que estender, a gente estende, tudo bem e tal, vamos levando e tal, porra, mas o importante é ceder os jogadores e tal, e tal, a gente foi meio assim naquela conversa. E aí é que acontece. Pô, ano olímpico, foi... Foi aí, é. O Pedro não vai pra Olimpíada, por exemplo. Aí sai, aí sai, que aliás, eu tive uma conversa com o Pedro, uma vez, não é...
Uma coisa exatamente para dizer, porque ele queria ir para a Olimpíada, mas o que ele estava mais interessado é que ele achava que indo para a Olimpíada, se ele não fosse para a Olimpíada, ele ia perder a vaga da seleção. Da Copa. E eu falei para ele, cara, o que te dá mais visibilidade? Você jogar bem no Flamengo ou na seleção olímpica? Você me desculpe aqui.
Aqui a falsa modéstia, mas eu acho que você jogar no Flamengo, pô, te dá muito mais visibilidade do que você jogar na Seleção Olímpica, cara. Pô, faça o que você tem que fazer no Flamengo. Se você estiver jogando bem, você vai para a Copa e ele foi para a Copa. E acabou ele indo para a Copa, né? Depois que passou, que ele foi convocado para a Copa, eu passei para ele e falei, olha, não te disse, cara. Pô, foca aqui na Copa. Mas, assim, é... Cara, eu estava falando do...
Renato Gaucho. Renato Gaucho. Não, antes do Renato Gaucho. Mas assim, o que aconteceu? O que acabou afetando o Renato Gaucho? Mas assim, o que acabou acontecendo foi que entra, sai o Rogério Caboclo, que tinha um compromisso comigo e o Manuel Flores. E o Manuel Flores. Que era o diretor de competições. A gente tinha tido uma conversa com relação a isso.
Entra o Edinaldo. Entra o Edinaldo. E aí, chega no final e diz assim, não, não, não, não, não. Nós temos um compromisso com o sindicato dos jogadores que nós vamos ter que acabar o campeonato brasileiro tal data de dezembro.
Eu falei, cara, peraí, não foi isso que foi combinado aqui. A gente disse o seguinte, que se precisasse, estendia, porque senão isso vai ficar uma loucura. E as pessoas, esquece, o Flamengo jogou 17 jogos em 15, jogou 17 jogos em 50 dias.
O Flamengo jogava assim. Ele não jogava, às vezes, três dias, às vezes, quatro dias, às vezes, três dias, às vezes, quatro dias. Era sempre três dias. E uma das vezes jogou com dois dias de descanso, com autorização especial do sindicato. De 22, né? Então, se o Flamengo jogava domingo, ele jogava quarta, jogava sábado, aí ele jogava terça, aí ele jogava sexta. Aí foi a única maneira que deu para poder colocar o Flamengo jogando o Flamengo jogava.
Então nós fomos jogar aquela final Da Libertadores Totalmente O Renato perdeu oito jogadores ao longo E foi recuperando E até Porque na época Jesus não poupava time
E ele não poupava o time. Porra, o time destruído. Destruído. Então a gente jogava com o que conseguia jogar. Com o time que conseguia jogar. E nós chegamos na final, assim, moídos, entendeu? Naquela final contra o Palmeiras. O Felipe sai contra o Díduo, né? E olha, e o Flamengo jogou muito bem aquele ano com o Renato.
Pessoal, das três finais de Libertadores, pra você, foi a que o Flamengo melhor jogou. Mas não é só aquele jogo, não. O Flamengo jogou... A campanha do Flamengo foi muito. Ele também foi vice no Brasileiro, acabou em segundo no Brasileiro. Ele é final Libertadores, segundo no Brasileiro. Repito, o Renato não tem culpa do erro do Andrés. Não. Zero.
É, cara, ali é... Isso é futebol, cara. Não vou botar erro de ninguém. É, mas teve um erro técnico. É, mas assim, mas é futebol, cara. Futebol acontece. Podia ser o erro do Zagreb do Palmeiras. Exato, exato. É futebol. Jogamos melhor, acho que nós jogamos melhor aquele jogo. E o Felipe teve aqui, o Felipe fala muito bem do relato como técnico, assim. Aliás, o Felipe é um show, né, cara? Então. O Felipe é um show, cara. Falando em torcedor, como é que encarou a demissão do Felipe?
Porque eu também ia ao Mesterdã e levei um sujo, não dormi. Não, eu tinha, eu tinha, assim, eu tinha, assim, falando aqui, sinceramente. Ele vira presidente, ele vira técnico. Na verdade, assim, o Felipe é um show, cara. O Felipe, assim, ele é, desculpe todos os demais jogadores, assim, que eu tive convívio e tal. Ele é um cara...
diferenciado. É? Intelectualmente diferenciado. Sim. Completamente diferenciado. Muito inteligente. É. Me impressionou aqui a gente conversando com ele, que é, de fato... Não, não, não, o cara... Não, e tem inteligência emocional. O cara é completamente diferenciado. Ele vai ser... Eu não tenho dúvida nenhuma que ele vai ter uma carreira brilhante como técnico, mas brilhante. Europa.
Eu acho que bem possível, onde ele quiser, mas eu acho que muito provavelmente por lá. O Felipe, assim, eu conheci o Felipe em 2019, acho que eu era o chefe da delegação do Brasil na Copa América. Deu a camisa pra ele? Então, na verdade, quem pediu as camisas de justiça seja feita foi o Paquetá. Eu falei pro Paquetá, naquela época a gente tava namorando dois laterais, acabou vindo o Rafinha e o Felipe, a gente queria botar dois laterais.
E eu estava conversando com ele e eu estava conversando com o Daniel Alves, que jogou muito em 2019 e a gente começou a ter um namoro ali também para eu tentar ver se eu trazia ele para cá. Só que acabou ficando muito caro. E a gente não tinha dinheiro, já tinha gasto dinheiro no início do ano com as contratações. Você falou, Rafinha veio de graça. Veio com salário, mas veio de graça. O Felipe veio de graça. O Pablo Mari veio quase que de graça.
O único jogador que a gente fez o investimento ali foi o Gerson, que a gente acabou trazendo. O resto tudo... O resto tudo...
A gente não... Porque a idade valia muito. É. Mas assim, e aí ele me mostra aquela foto que depois a torcida já fez até uma bandeira. Do avô, né? A foto do avô dele e tal. Ele me mostra aquela foto. Olha, presidente, aqui, pra mostrar pra você aqui. Aí mostrou aquele negócio. Falei, porra, você tem que fazer... Aí eu falava isso com o Paquetá lá. Que, porra, é... Flamiguista pra caramba e tal. Tava lá no... E ele dizendo, porra, vamos, vamos, vamos.
virar Flamengo presidente. E ele deu a ideia. A ideia foi do Paquetá. Porra, traz umas camisas do Flamengo aqui pra gente distribuir pros caras. E aí tiramos foto, chegamos a tirar foto do vestiário com o Rafi o Diego Alves com camisa do Flamengo, ele com camisa do Flamengo, o Felipe. Mas eu acho que ele ainda tinha uma expectativa de talvez, porque ele também tinha que mudar de vida, morava na Espanha, mulher. Mulher europeia. De ficar por lá.
Mas ele acabou ficando um bom tempo nessa discussão. Vinha no segundo semestre. E aí a gente mandou o Bruno e o Marco Braz lá. Falei, cara, vão lá porque, porra, vamos ver.
Ele lá Falou comigo que era muito amigo Do Diego, que morava próximo ao Diego Que a Patrícia, esposa dele, era muito amiga Da Bruna, esposa do Diego Aí a gente fez um lobby com o Diego Falando, pô, Diego, bota a Bruna pra conversar Com a Patrícia, pra convencer ela que é bom aqui O Brasil, os meninos vão gostar Os meninos vão gostar, não sei o que Tivemos toda uma construção ali Recentemente o Guilherme Siqueira Que foi representado E aí
Ele contou essa história E quanto você ajudou nessa É, porque eu Exatamente Porra, cara, tem um problema E a gente consegue trazer ele E aí conseguimos trazer Ele veio, e ele é um show, cara É um cara de grupo Um cara, sabe Ele enxerga o jogo Nos detalhes
E já no final ali daquele período com o Sampaoli, ele já veio falar pra mim que ele tinha interesse de ser técnico e tudo. Eu falei, Felipe, perfeito. Mas a gente vai acabar o campeonato mais cedo. A gente ali teve Copa do Mundo, né? Foi. Com o Sampaoli, lembra aí, Betão? É o ano de... 24.
Não, não, não. O São Paulo falava... São Paulo é 23, né? 23, é. E aí ele fala assim, não, porque o Felipe... Porque quando ele ia encerrar ali... Ele encerra a carreira, não fala do ano. Eu falei assim, calma, São Paulo, calma. Porque o São Paulo ficava chateado porque ele dizia que o Felipe...
já começava a querer dizer em campo o que os caras tinham que fazer quando na verdade quem tinha que dizer o que fazer era ele. São Paulo olhar a mala, né, Ladinho? São Paulo olhar a mala. Você contratou uma grande mala. Calma, rapaz. Aí eu chamei o Felipe uma hora lá e falei, Felipe, vamos conversar, porra, vamos fazer um projeto e tal, mas aí deixa terminar o campeonato. Aí terminou o campeonato...
Nos primeiros dias a gente já sentou lá, já botei também o Bruno pra conversar com ele e tal, pra botar ele lá no Sub-17. Pra começar a aprender, porque não é só a parte tática, é a parte administrativa, lidar com o pessoal, administrar, sabe, toda uma equipe, tudo isso.
Ele foi uma equipe dele. E aí, no 17, quando sai o Mário Jorge, ele já estava preparado para assumir ali, aí a gente ganha o Mundial Sub-20. E já ficamos com o cara preparado para, eventualmente, aí na hora da troca do Tite, ele vem assumir o time. E eu não tinha pensado que ele ia dar certo.
não tinha dúvida, zero ele é um cara completamente diferenciado acredita no que eu estou te dizendo intelectualmente em termos de treinamento, de tudo detalhista você assistiu o jogo do lado dele é porra de como que ele enxerga o jogo o cara ele é muito diferenciado
muito, muito, muito difícil. O que ele fez naquela semifinal com o Corinthians, com pouquíssimo tempo de trabalho? Eu acho que ele nunca foi, assim, o sonho, nós fizemos, botamos lá e tal, eu acho que, eu tinha uma preocupação dele não ficar logo de saída. Teve aquele caso que...
Eu como torcedor, falei, isso aí é mais pra botar uma marra. Uma marca de chegada. Quando o Bap e o Boto falam, estamos avaliando, né? Aí eles falam assim, gente, o Bap chega e diz a seguinte frase, o Boto vai escolher o cachorro dele.
Então, cara, como é que é o negócio? Não, não, não é ele não. O Bap, o Boto vai escolher o cachorro dele. Se procurar, você vai ver. Ele fala esse troço. A primeira coisa é a seguinte. Então, o Boto é o cachorro do Bap. Então, assim, porra, como é que é essa história? Bom, assim, o negócio... Uma analogia meio estranha. É, o negócio meio estranho, assim. Mas tudo bem. Mas, claro, a menor. Ele é o dono do tratamento. Aí a gente pega...
enfrenta seu Botafogo. E, pô, o Botafogo já meio... Perdendo todo mundo, perdendo o técnico. Começando o que está hoje. É, já difícil, já perdendo ali o jogo, a gente, pô, ganha. E aí depois vai e ganha o campeonato carioca. E aí começa a ficar difícil tirar ele, porque o clube está indo bem, assim. Você vai dizer o seguinte, e se você for acompanhar esse período, você vê que teve vários momentos e onde foram...
Mas aí ele foi entrando, ganhando, ganhando, ganhando, ganhando. Não dá pra tirar. E aí o cara ganha o campeonato brasileiro, ganha a liberdade e faz um mundial maravilhoso. E tinha feito um mundial do meio do ano também ganhando. Chelsea, perdendo o Bayern de Monique, mas jogando. Jogando, exatamente. E aí, cara, a gente... Mas assim, a minha percepção era que...
no primeiro tropeço ele seria trocado. E aí teve aquele problema que eu acho que foi um problema até de calendário, que o Flamengo foi ganhando tudo, porra. Teve o problema das férias, de treinar, de ter que voltar na frente. O calendário no Brasil muda, né? Muda, exatamente, para poder antecipar.
E aí já começa aí, tem o desempenho do sub-20 que não é tão brilhante, e aí é um outro problema que eu acho que a gente tem que olhar pra base, porque eu acho que a base do Flamengo deu uma piorada significativa. Uma entre safra. É, mas não é entre safra, porque tem processo ali. É gente e processo. Sai o Noval. Sai o Noval e...
saiu toda a estrutura que a gente tinha lá. Eu acho que o Flamengo... E isso não se reflete no primeiro ano. Isso vai se refletir. O que está acontecendo, você vai refletir a médio prazo no Flamengo. Então... É, isso ficou um tempo grande aí. Todo ano aparecendo um cara foda na base. Todo ano, todo ano. Um não. É, até mais. O que a gente vende de jogador aí e tal, que até hoje a gente está ganhando dinheiro de outros jogadores que a gente vende. Mas tudo bem. Mas isso é um outro ponto.
Mas assim, também não foi bem. E aí tem aquela história de cota antes e tal. A verdade é que... E também a bola tem que entrar. E não entrou. Supercopa não entrou. Recopa não entrou. E cara, eu tinha a percepção, e comentei isso com vários amigos em comum, dois deles estão aqui, que o Felipe Luiz vai ser trocado antes da final do Campeonato Carioca. Tinha essa percepção. Total.
Por quê? Porque eu acho que nunca foi o técnico que eles queriam e era a chance que eles tinham, porque se deixa jogar a final do campeonato carioca... Ganha título. E ganha um título, fica mais difícil, entendeu? Já foi difícil tirar ele depois de um 8x0 no Maracanã.
E eu não entendo a torcida do Flamengo ali, eu acho que aquele movimento ali é muito estranho. Eu critiquei. O Flamengo ganha de 8 a 0 e alguém critica o time? Eu nunca vi isso. Isso me parece muito uma coisa...
de movimento já orquestrado, alguma coisa que tinha que... Pra poder justificar uma decisão que já tava tomada e que foi dita pra ele na saída do vestiário. Porque não foi pelo desempenho que ele teve naquele momento, naquele jogo, que ele... Porra, ganhou de 8x0. Porra, assim, como é que... Então, é... Mas eu acho assim... Agora, eu acho o seguinte, que... E aí
Acho que é uma vontade de tentar estabelecer uma marca pessoal ali, porque, na verdade, o elenco praticamente foi deixado pela gestão anterior, a comissão técnica foi toda deixada pela gestão anterior, e tem esse lado pessoal de...
De querer botar, deixar uma marca lá. E, de fato, ficava difícil de atrelar, vamos dizer assim, esse resultado só à nova administração. Eu acho que teve um pouco por aí também. Infelizmente. Mas, assim, eu acho que é o direito...
É, tem isso também, né? É o direito de trocar, cara. Tem a caneta na mão, né? É, e de fazer o que quiser. Eu acho que... E se ele não estivesse lá, eu ia estar torcendo pro Flamengo da mesma maneira, meu amigo. Porque, pô, minha família, todo mundo, vai todo jogo no Maracanã, pô, vamos torcer pro Flamengo. Mas eu acho que tem um pouco disso, assim, também nessa história. É, foi meio pesado, foi meio triste ver o Felipe sair daquele jeito.
Pelo cara especial que ele é, né? E sempre tratou o Flamengo de uma forma especial também. E eu acho que ele criou uma identidade com o Flamengo muito forte. E acho que... Era um cara muito grande na história do clube. É, ele... Até ele sair se cogitava se ele já poderia ser considerado o maior técnico da história do clube.
Ele ganhou o Brasileiro e o Libertadores também. Se for ver em termos de resultado... É, o Brasil ganhou as três. Se ele deixou alguma coisa a dever ao João Jesus... O Jesus não ganhou a Copa do Brasil, né? Pois é, exatamente. Bem comparável, assim, bem comparável o resultado dele, né? Então, assim...
o Flamengo é capaz de ter um técnico por 3 anos assim, você acha? o Flamengo é capaz? eu acho o Felipe Luiz era isso era essa a minha esperança porque ele é um cara identificado ele tinha liderança enorme sobre o elenco pela forma justa e correta que ele
que ele tratava todo mundo. Cara, assim, era uma expectativa que a gente tinha, de fato. Eu, pelo menos, tinha. História de bastidores, a gente já vai passar pra SAF. O Landinho hoje tem um trabalho com confiança, mas no papo aqui eu já descobri que...
Não é somente com o confiança. Tem uma ideia de reestruturação de futebol mais profunda e tudo mais. Mas antes disso, mais uma história de bastidores aqui. A gente vai lendo alguns superchats. O Luquinha, ele é... Ah não, duas boas perguntas, aliás. Primeiro, Daniel Carvalho, advogado. Parabéns pelo excelente trabalho, presidente. Houve alguma negociação frustrada de jogador? Que lhe marcou, assim, algum jogador que a gente não sabe o que era?
Conta pra eles que o Cristiano Ronaldo acertou. Cima da hora, né? Ele pediu um pouquinho a mais. Lembra uma história específica desse jogador? Cara, esse cara aí vai ser aquela contratação. Henrique, por exemplo. Luiz Henrique.
Por que o Luiz Henrique foi pro Botafogo e não foi? Porque o Texel atravessou e pagou mais. Muito, né? O Bruno Spindle, a gente tava lá em negociação, conversando com o empresário dele, tá dizendo, ó, o negócio tá evoluindo, tá indo bem, tá tudo certo, acho que a gente vai trazer e tal, de repente a gente...
Sobre que ele tinha fechado com o Botafogo. Ah, foi assim, né? Foi. Na mídia saía que era algo em torno de 11, que estava ali para chegar, e veio o texto 20. Não, a gente chegou a 15. A 15? A gente fez uma oferta de 15, estava assim, bem encaminhada a 15. Ele tinha saído de Fluminense, eu acho que por 5. É. E a gente já tinha chegado a 15, mas assim, a gente não sabia que estava com...
com o concorrente em volta e tudo, e pelo menos o Bruno nunca passou isso pra mim, né, e tal, mas assim, de repente chegou e ele foi lá e levou por 20. Caralho que é jogador. Não, excelente. Porra, a gente...
Falaram aqui, ó Tem isso, né? Mas o Texor, ele começou a colocar valores desse nível, né? Sim, esse é um problema Esse é um problema lá do Botafogo, né? A forma com que o Botafogo estruturou esse negócio Então, tu tinha um contato com o Texor ali É, bom, tem um tempo que eu não falo com ele Mas assim, eu tinha um contato com ele Na pré-temporada, ele viu um jogo com o Serena na Rima Cara Isso, verdade, lá em Orlando Ele foi pra Orlando, ele foi pra Orlando, é Jogo do Flamengo, inclusive E aí
E foi ali que a gente até emprestou o Pablo para eles, para o Botafogo. O Pablo, é. O Pablo foi emprestado nesse dia que ele pediu lá para ceder para o Botafogo e tal. O Pablo é multicampeão, tá? É. É, porque... Libertadores no Flamengo. Não, assim, a gente sabia que ele ia ter pouca chance de jogar no Flamengo e tudo. E aí ele pediu lá para liberar. Falei, não, tranquilo, dá para liberar sim. E a gente acabou liberando ele.
Imagina o Luiz aí, gente, no Flamengo. Pode acontecer, né? Depois ele fez gol no Flamengo. Fez. Fez aquele gol. O jogo começa a arrancar no Botafogo. Ele pegou de primeira ali, na entrada da área. Mais alguma lembrança velha aí do Luiz?
Uai, tem vários assim, cara. Tem como futebol é... É ali, ó. Cara, a história, né? Tá ali a camisa do Luiz Henrique ali. Gol na final da Libertadores. Gol na Libertadores. Não, assim, teve alguns jogadores assim que a gente... Que a gente tentou... Vários, né? Que a gente tentou, por exemplo, assim...
eu vou passar aqui, eu posso até estar cometendo o erro, mas assim, eu vou passar, porque eu nunca falava direto com as pessoas, assim, era o retorno que o Espírito e o Brahma me passavam, então, vamos lá. Um jogador, por exemplo, que a gente pensou, na época, no meio campo do Flamengo, vou contar, não vou falar o nome dele, mas vocês vão saber quem é, ele acabou indo para o Atlético, jogava no meio campo.
o Braz não ia entender numa época é o que não quis disputar o Braz chegou pra mim o cara acha que não vai jogar
O cara acha que não vai jogar. Ah, sim. O cara acha que não vai jogar, entendeu? Então, assim... Estavam em cima para trazer de volta da Europa para cá. É, porque ele ia ter que disputar a posição e o Atleti chegaria como titular. Isso, e ali eu vou ser titular, entendeu? Então, assim, o problema é que o plantel do Flamengo, às vezes, assustava alguns jogadores. Por quê? Porque eles queriam vir para jogar.
E aí, porra, tinha medo de brigar pela posição. E aí, brigar pela posição com a Rascaeta. Fudeu. Desculpa, é um palavra errada. É complicado, o cara é campeão já, joga pra caramba. Mas assim, o cara joga mais de uma posição, então, por exemplo, então assim, mas acontecia. Esse, por exemplo, foi um que a gente...
Teve atrás também e, na verdade, optou por não jogar no Flamengo. Então, de vez em quando não dava certo, né? Então, no internacional, o Flamengo chegou a... Porra, vou contratar esse...
E agora, hoje, surge de bala no Flamengo. Sempre surge, né? O cara... O repórter argentino. Mas o Flamengo precisava de um centroavante. Como é que é? O Pedro Mascô. Aí, quando falaram daquele cara... Porra, aí surgiram vários gringos que estavam sem contrato. Na época que falaram o Balotelli, né? Balotelli. Balotelli. O Valim, diz o Valim aqui. Na época, ele era vice-finanças e ele vetou a contratação.
Na verdade, cara... Bateu o orçamento. Na época o orçamento ali... Foi... Teve problema de orçamento, mas... Mas o Balotelli, cara, assim... Piroca também, né? É, assim... Balotelli... É... Não dava, cara. Mas chegou a rolar, assim... Não, não, a ideia chegou a rolar. Chegou. A ideia era o falecido Mino Raioola, né? Cara, assim, teve um negócio até que eu acho que o...
O pessoal lá do comitê do futebol já estava... Não, vamos falar... A gente fala com o Rodolfo depois e tal, porra, e tal. O pessoal do comitê do futebol falando lá com o Marco. Aí o Marco já estava preparando para viajar. Aí o Marco me liga. Eu acho que teve essa passagem. Aí o Marco me liga. Não, estou indo, porra, estou viajando. Está indo para o amor de Marco. Porra. Não, estou indo lá e ver o negócio do Balotelli. Balotelli?
Porra de Balotelli, rapaz. Ele falou, não, não. A gente conversou lá no comitê do futebol. E aí falou lá um dos membros do comitê do futebol.
Não, o cara disse que pode ir, que depois ele fala com você. Hã? Não, meu irmão, Balotelli não. Me desculpe, cara. Se Balotelli, porra... Ele tinha feito um... Vai levar a garotada toda pra boate. Vai, porra, meu irmão, vai acabar. O Balotelli no Rio de Janeiro... Capotar Ferrari na Vila das Américas. Não, assim, vai estar maluco. Vai jogar Ferrari no canal Bela Pendi, assim.
Não dá, não dá. O cara é um tremendo jogador. Sim, ele tinha feito um bom campeonato francês pelo Nice. Aí tava aquela impressão, né? Olha o Balotelli. Vocês já imaginam largar o Balotelli aqui no Rio de Janeiro? Se a turma já tá reclamando plata.
Cara, o Balotelli, hein? Meu amigo, imagina essa. Se o Plata tá com aqueles aviões, imagina o Balotelli, hein? Verdade. Provincial. O Plata que foi contratado na sua gestão ainda. Foi legal. Ali naquele final, a gente precisou contratar uma série de jogadores. Foi, verdade. Foi, porque o time tava todo destruído.
De seleção. Essa janela chegou uma galera. Chegou, chegou. Michael, chegou. Plata. Chegou um bocado de gente. Carrascal já, não? Não, não. Carrascal já foi brincar. É. Carrascal já foi. Mas chegou uma galera ali. Chegou uma galera. Chegou uma galera boa.
E foi a galera que deu sustentação pra gente ganhar aquela Copa do Brasil. O Plata faz o gol do título. É isso, faz o gol do título. Acho que isso subiu a cabeça do Plata. Exatamente, exatamente. O que a gente ouve de bastidores é que assim, se o Plata não tivesse... Como é que eu vou... Essa vida um pouco...
Aventureira. Ele é bom jogador. Seleção boa. A gente ouve que ele estaria num gigante da Europa. Meio que isso. É por aí. Ele jogou muito bem. Eu vi o jogo contra a Holanda. Não, quando o PSG, pra mim, ele foi melhor em campo. Jogou pra cacete. Ele, o Arelo. Ele tava bem. Eu vi o jogo também. Jogou muito bem. Ele é bom jogador. Ele abre espaço.
Aí o cara fala assim, não, mas pô, ele tem dificuldade na conclusão. E porra, correndo o campo todo, fazendo o que ele faz com a conclusão. Se ele ainda fosse um cara de conclusão perfeita... Ela não pode ser sinto. Meu irmão, era jogador de ser 80 milhões de euros. Ele jogava na boca do Flamengo. Ele ia jogar em outro lugar, pô. Às vezes o Felipe sem uma outra opção, acabava usando ele como o último cara. Aí não dá pra ele ser o terminal, porque ele não tem conclusão mesmo.
Mas ele como um cara de lado, um cara mais atrás, pô, ele corre o campo inteiro. Agora, ele tem que estar também mais focado nesse lado. Tem que... Deixa ele. Deixa não. Calma, sai ali alto aí. Joga a bola. Pode zoar, mas tem que jogar, pô. Ó, seguinte, cara. Primeiro, explica o que você está fazendo no confiança. Boa, boa, boa, boa.
Então, essa história é legal, assim, porque na minha vida... Parece que o Landi comprou o Confiança, não é isso? Não, não é isso, não é isso, longe disso. Esse é o Texor do Confiança. Não, nem isso. Nem pensava, nem pensava. Basicamente é o seguinte, cara, assim, para as pessoas... Eu tinha acabado de...
Bom, eu tenho uma relação muito grande lá em Aracaju, Sergipe e tal, porque eu trabalhei muito tempo lá na Petrobras, fui superintendente lá da Petrobras, quando eu era ainda muito novo, muito novo, fui para lá, já era superintendente da unidade, que é uma unidade grande lá.
E fiz muitos amigos, acabei conhecendo a minha esposa lá, casei lá e volto, passo férias lá, tenho grandes amigos por lá. Lugar lindíssimo, né? Não conheço, vou ter que ir lá. E é uma cidade muito bacana, Aracaju, é uma cidade, assim, tranquila, onde você tem o menor índice de criminalidade de todas as capitais do Brasil, onde você tem o menor custo de vida de capitais do Brasil. Então, é um lugar, assim, que parece um sonho, né? Sim, é um sonho.
Bom, mas assim, eu tenho muita relação lá, e aí eu tinha acabado de sair do Flamengo, passou o Réveillon e tal, fui para lá, e cara, estou andando na praia lá, mais da metade da população está para o Flamengo, né? Então assim, estou andando lá, e daí eu tiro a foto e tal, posta e tal, presidente e tudo. E aí, uns amigos acabaram sabendo que eu ia no dia lá passar uma tarde na...
na casa de um grande amigo meu, que é dono do melhor hospital lá da cidade e tudo, e tem uma casa muito bacana, assim, na Foz do Rio. E aí também postaram isso, então aí o governador estava por lá também.
e umas outras pessoas, aí foram para a casa desse cara, que é muito comum lá, pô. Nordeste, todo mundo é amigo, é um clima maravilhoso. Nordeste é um lugar, assim, espetacular para as pessoas viverem e conviverem, né? É uma ambiência, assim, muito legal. Aqui, aqui no sul, no sudeste, a gente fala assim, ó, passa lá em casa, mas o cara nunca passa, né? Lá o cara passa lá em casa é para passar mesmo, entendeu? Tem um bolinho de milho, tem um bolinho de cafézinho. Todo mundo gosta de passar na casa e tal.
E aí vai todo mundo, aí o pessoal vai todo para a casa dele, e o governador chega lá e fala, pô, presidente. E o governador é torcedor do Confiança, do clube lá, de um dos grandes clubes lá, e também torcedor do Botafogo, desesperado. Torcedor do Botafogo.
Aí ele chega lá e começa e brinca comigo, fala assim, não, tem um desafio pra você aqui, não é cuidar daquele timinho pequeno teu lá, não, que você cuidava e tal, cuidar aqui de uma potência e tal, que é o confiança e tal. Mas assim, aí eu tava lá, aí o sogro desse meu amigo também, que é um grande empresário lá, doutor Luciano Barreto e tal, chega e fala assim, não, pô, se você vier pra cá, pô, ajudar a estruturar esse troço aqui, eu tô botando dinheiro nesse troço também e tal.
Aí o governador fala pra mim, o que você está fazendo amanhã, Landinho? Eu falei assim,
tô por aqui, tô de férias e tal, posso te pegar de manhã lá e tal, pra gente dar uma olhadinha lá, tá bom. Ele me pegou às oito horas da manhã, fui lá pro clube, foi uma festa, eu de lá quatro horas da tarde. Na imersão. Pra poder ver tudo lá e tal. Pô, Landia, ajuda aqui e tal, monta alguma coisa e tal. Então, assim, aí o que a gente fez? A gente fez um projeto pra cidade, com investidores da cidade. O que a gente fez foi basicamente estruturar um projeto de SAF.
conversar com as pessoas que eram os administradores do clube, da associação, e montamos lá uma estrutura, foi aprovado logo no dia 1º de maio, teve um trabalho lá de conversar com os sócios para mostrar para eles. No 1º de maio foi aprovada a criação de uma SAF.
E aí, para receber propostas e tal, e aí a gente organizou isso, mas os investidores são investidores locais, são por volta de 20 investidores, todos eles empresários locais lá de Aracaju. Não tem nenhuma pessoa que não seja de lá. Porque a gente acreditou muito nisso, né? Assim, havia ali um espírito local, comunitário, local para poder ajudar e tudo.
E naquela linha que é a linha de reestruturação que a gente fez lá no Flamengo. Vamos lá assumir, vamos começar a pagar as dívidas, vamos estruturar o aumento de receita do clube, vamos dar um passo de cada vez, ninguém vai querer dar um voo de galinha aqui, sair investindo dinheiro e tal, não.
Primeiro vamos transformar o clube num clube cidadão, vamos renegociar as dívidas, vamos pagar todo mundo e vamos começar a estruturar coisas importantes, estruturar o futebol de base, começar a ter sub-15, sub-17, sub-20. Vamos fazer um centro de treinamento, vamos começar a investir em infraestrutura, em equipamento, centro de treinamento, tudo isso para o clube.
pegamos uma pessoa que tinha trabalhado no Conselho do Futebol do Flamengo nesses seis anos, era um dos cinco membros do Conselho do Futebol nesses seis anos, com quem eu tinha uma relação muito próxima e passei a ter, né? Porque seis anos trabalhando ali e tudo. E é uma pessoa muito diferenciada, porque ele, além de conhecer futebol, entender como é que é um processo que não é simples, de contratação de um jogador, de como é que você retém valor.
tudo isso, ele é um administrador, ele entende de administração, entende de finanças, então é um profissional completo. E a gente levou ele para lá, propôs para que ele ficasse como CEO do clube. E hoje nós somos, assim, fundamentalmente consultores desse processo. E isso nos dá oportunidade de montar uma empresa chamada LG2. Nessa empresa...
Então eu, o Gustavo Oliveira, que foi o vice-presidente de marketing e comunicação do Flamengo durante esses seis anos, já tinha sido o vice-presidente de comunicação lá naquele primeiro período. Então o Gabriel Araújo, que também é um cara que entende de finança, é advogado, entende disso que vocês têm, entende desse mundo moderno de mídia, de rede social, de tudo isso, que vai nos ajudar muito nesse processo também.
e tem sido, vamos dizer assim, muito diligente no processo também de cobrança de todos os aspectos, vamos dizer assim, mais administrativos lá, pela qualidade que ele tem de advogado. E a ideia da gente é que uma vez a gente fez isso, começou a bater na porta muita gente. Já saiu até na imprensa, e algumas a gente pode falar, né, que é o caso...
do Sampaio Correia, lá no... Coisa que está querendo fazer. Então, a ideia da gente, então, foi criar... Vamos criar, sim, uma empresa para que a gente possa... Implementar, sabe? Auxiliar, a reestruturar clubes que estão em dificuldade no Brasil, que são, assim, clubes grandes para os estados dos quais eles estão, entendeu? Assim...
É um tipo de desafio diferente. Na minha vida eu sou movido a desafios, eu já fiz muita coisa diferente na minha vida. Vamos falar já já sobre isso. É, entendeu, Gattarelli? Então, assim, eu... Vem vários já, pelo Brasil. E assim, eu tinha esse desafio de estruturar o Flamengo e tornar o Flamengo um clube vencedor. E eu achei esse projeto legal. Então, você gosta de futebol? Eu gosto. Então, espera aí.
Ajuda agora a fazer uma coisa mais difícil, porque o Flamengo é uma coisa tão grande, para mim era claro que o Flamengo, era fácil que o Flamengo pudesse dar um salto gigantesco. Os preços...
precisa e ele vai, né? Quando você pega um clube de base e tudo, mas é bem mais difícil por causa do número de torcedores e tudo isso é muito menor. A possibilidade que você tem de crescimento de receita também fica muito menor. Muito mais limitada. Mas, cara, é algo que a gente pode, de fato, fazer.
para ajudar muitos clubes do Brasil. Então, assim, cara, é o que a gente está fazendo. A gente começou, já fez no Confiança, fez essa estruturação.
E trabalhar assim, ajudando como consultores pra poder estruturar, pra tentar fazer um futebol brasileiro melhor, cara. É, mas você tem o Santa Cruz. É isso. O Nau. Eu nem sei de nada. Eu nem sei de nada. Eu não vou falar de times que precisariam disso. É legal que a confiança tá nessa atual fase da Copa do Brasil já, né, cara?
Não, então, historicamente, assim, deixa eu dizer... Vai pegar o Grêmio. Assim, nós estamos na quinta fase da Copa do Brasil. A gente... Então, dessa vez, assim, a Copa do Brasil foi formada por... Aliás, uma sacada bacana da CBF, né? Porque tinha aquele problema do calendário. Como é que ela resolve o problema do calendário da Série A? Que é onde você tem um problema mesmo. Porque são aqueles clubes que disputam também o calendário internacional. Isso.
Estão sempre os clubes da Série A. Então era ali que estava o... Porque às vezes eles estavam tendo que disputar a Copa do Brasil. Então ele falou assim, vamos fazer o seguinte, os clubes da Série A estão todos automaticamente classificados e entram na quinta fase. E briga todo mundo para poder chegar na quinta fase, 12 saem para juntar com os 20 e ficar os 32. E a gente conseguiu chegar lá, com confiança, classificar.
Está no início do processo. Estamos no início do processo e já estamos disputando essa fase para poder chegar aos 16. Reembolsaram uma grana boa para o tamanho do processo. Isso é isso. E se passar a próxima fase tem mais 3 milhões. Para o nosso orçamento é muita grana. Para o nosso orçamento lá, que eu digo... Seria um jogo histórico, eliminar o Grêmio. Seria muito histórico. Faz o Pix, CBF! A turma falou isso no Vestia. Faz o Pix!
ganhando foi a primeira coisa que a gente tem um problema lá, tem a forma de incentivo e tal, que a gente já tem todo o processo de premiação e tudo já discutido com os jogadores desde o início, que eu acho que é um negócio legal a gente faz isso com o Flamengo e a gente tá fazendo também com com... é assim
até que costume dos jogadores, né, cara? São mundos opostos, né, Nandis? É, vai sair do tubo, da vira do mar. Mas é claro, assim, você... Acabou de falar, Gabi, gol, tal, e vai pro mundo dos jogadores. Vai pro futebol de verdade, Nandis. Futebol real, né? Mas, assim, eu sou apaixonado por futebol. E, assim, e... E, assim, claro que meu time de coração, Flamengo, sempre vai ser... Vai nos jogos. Mas, assim, esse...
trabalhar para ajudar o futebol brasileiro, cara, eu acho que é uma coisa nobre, porque é uma paixão generalizada. Nesses estados, você tem clubes que são os clubes locais que têm apaixão. Nesses locais, as pessoas são apaixonadas por dois clubes. Então, assim, o cara é com confiança.
Tem torcedor do Sergipe que é muito Flamengo e tem torcedor do Confiança que é muito Flamengo. Se você faz a pergunta na cidade, lá, assim, quem é o seu clube, assim, de coração, 50 e poucos por cento.
acho que 52, 53% das pessoas dizem que é Flamengo. Mas eles também são confiança. E você passa a saber alguns detalhes. Por exemplo, os jogos lá, preferencialmente, são sábado. Por quê? Porque os grandes clubes normalmente jogam domingo. E aí na tabela...
se você bota o jogo domingo junto com o jogo do Maracanã, tem menos gente no estádio. O cara vai ficar vendo em casa. Porque o cara tem a chance de poder ficar em casa assistindo o jogo pela TV, entendeu? Do time do coração, que o outro time do coração dele. Então assim, a gente tem que...
Até isso, a gente está conversando lá com o Júlio, e está explicando para o Júlio, falando assim, Júlio, porra, o Júlio, diretor de competições da CBF, que, aliás, é um cara muito bacana, um cara aberto, um cara que está sempre aberto para ouvir, para buscar novas soluções, o que ele tem feito de melhoria no calendário brasileiro. A CBF está se mostrando assim. Foi muito legal, está sendo muito legal.
Você chegou a ter alguma saudade, algum pedido? Você falou que já tem gente procurando vocês para esse tipo de consultoria que eu tenho uma tara nos nossos clubes do Rio Capital.
tradicionais, que jogavam Série A e que hoje ficam no estadual, às vezes nem na primeira divisão. A América vai disputar Série B. Tradicionalíssimos, né? América, Bangu, Madureira, São Cristóvão. Ó. São grandes camisas, né? Emendando com o Betão, outro superchat, o Luquinha. Gostaria de saber se o Landinho assumiria algum time além do Flamengo, eu sou corintiano. Abraço, Charla. Já tá com o Marcelo Paz aí, aqui é o Landinho da Flamengo.
Todo rubro negro, como você bem sabe, gosta muito dos corintianos. A gente tem uma relação entre as torcidas muito boa, né? Porque nós dois, são dois times de massa, dois times que se entendem muito bem. Mas não tem a menor chance de eu ser administrador de um outro clube que não é o Flamengo. Não tem, cara. Isso não existe, essa possibilidade pra mim, entendeu?
Mas é interessante que esse papo surge para vocês. Mas assim, ajudar ao futebol brasileiro, ajudar o Corinthians, ajudar de uma forma geral, como eu já, de certa forma, na época que eu estava trabalhando...
pela Libra, pra estruturar a Libra, de alguma forma eu achava que aquele trabalho que a gente tava fazendo ali, era um trabalho maior, era um trabalho amplo pra todo o futebol brasileiro, né, principalmente pros clubes da série A do futebol brasileiro, né, então assim...
é isso você não vai estar na diretoria do clube mas foi a pergunta dele é pra eu ser um gestor lá não dá, não dá aliás, eu acho que ele tá muito bem entregue eu acho o Marcelo um excelente
O Belitano também é diferente porque ele é acionista lá. A gente entra e reestrutura, capta recurso e acompanha o resultado, propõe aos conselheiros mudanças de rumo. Você pode até indicar uma figura mais...
Isso indica pessoas pra ficar administrando, mas não seremos nós os administradores, entendeu? Acho que esse caminho que o Belentano tá levando, que é ser, mal comparando o que o texto teve com a Eagle, é o que tem aí com o City, que é esse grupo de clubes, né? Você acha que isso pode ter outros brasileiros assim também? Isso é mais comum lá fora, né? Acho que o Belentano é um pioneiro aqui dentro de juntar...
Vou até fazer uma questão por justiça que várias pessoas que eu conheci no futebol competentes, legais mas eu vou dizer pra vocês e o Belintani, se não foi a pessoa que mais me impressionou positivamente eu diria que ele é certamente um dos que mais me impressionou um dos, diria das cinco pessoas que mais me impressionou ele é o seu simulco
Um gestor completo. Ele é um cara que entende de futebol, ele é um cara que entende de finanças, ele entende de organização de empresa, ele é muito lúcido na forma de pensar e de agir. Eu não tenho dúvida nenhuma que ele vai ter sucesso, cara. Zero no que ele está fazendo, entendeu? Assim, é...
Ele é um cara que tiver investidor aí pra poder apostar nele, pode apostar porque eu acho que você vai se dar bem. Ele é o tipo de cara que vale a pena apostar. Perguntar de dois dirigentes, só pra gente entrar numa outra parte que eu já te perguntei fora, que eu tava vendo Netflix, eu queria saber se era você mesmo ou não. Era ele. Agora, cara, dois dirigentes pra gente... Primeiro, você teve ali os dois, né? Você teve um contato muito próximo. Um a gente já passou, vou começar por ele então.
E me causa muita ansiedade o que vai acontecer com o futuro do Botafogo. Óbvio, você não tá lá pra analisar, enfim. É, mas como é que você vê esse movimento? Você que agora implementa também SAFs, né, nos clubes, organização?
O que é o... se brigou pelo Luiz Henrique, mas o Botafogo ofereceu mais. O que é o John Textor e esse modelo de SAF do Botafogo? Então vamos lá. Para começar, para explicar o que é só o Botafogo, a gente tem que ir um pouco mais acima. Tem que entender o que foi o Textor. O Textor criou um veículo de investimento que foi uma empresa chamada Eagle.
na qual ele aportou uma certa quantidade de dinheiro dele, que é equity, que a gente chama de dinheiro nosso. E ele se alavancou. Ele se alavancou com dinheiro de fundos, de terceiros. Porque aprendeu o que é alavancagem. A alavancagem, na verdade, é você se endividar. Então, por exemplo, a alavancagem é o seguinte. Você não compra com 100% do dinheiro. Então, vamos lá. Você tem um apartamento. Você quer comprar um apartamento. Você dá 15% de entrada.
E 85% de dívida. Então, você alavancou. Você não comprou, chegou lá e pagou a vista. Se você pagar a vista, você comprou. Todo mundo que financia, então, está alavancando. Você está alavancando, você tem que pagar a dívida. Porque se você não pagar a dívida, o cara toma...
o dinheiro que você falou. Ele passa a ser o dono do teu negócio. Você pagou 15, mas você tem 85 de dinheiro. Se você conseguir pagar, é maravilha. Você pode até com a própria geração de caixa que você tem, dos 85 que entraram, você pagar esses 85 e você fica com 100% para você.
Mas você se alavancou, você correu risco. Por quê? Porque se você não conseguir pagar a dívida, normalmente essa dívida pode te executar e tomar, e você perdeu os seus 15. É isso. A alavancagem é para o bem e para o mal. Ela... É um processo de risco. É você tomar risco. Eu estou falando aqui bem genericamente. Claro, claro. Mas isso é legal falar assim. Bem, bem, bem.
Bom, então, o que ele fez? Ele pegou e botou muita dívida, mas assim, e aí tem muita sofisticação, tem dívidas que são conversíveis, que a gente chama-se debênture, é uma debênture, é um título de dívida, que se o cara não paga, ela se converte em ação e o cara passa a ser dono do negócio, entendeu? No momento em que o cara... Recentemente isso aconteceu. Então, pronto, é isso. Eu estou falando de algumas coisas para vocês entenderem um pouco do que está acontecendo, o que pode acontecer.
Muito bem. Então, o mais importante é isso. Ele botou um pouco de dinheiro e conseguiu convencer um monte de gente a investir em futebol. E ele falou o seguinte, ó, eu tenho esse meu veículo aqui, eu vou comprar uma participação lá no Crystal Palace, que eu vou ter lá, sei lá, um percentual, acho que era 40, chegou a ter 40 e poucos por cento. Eu vou comprar o Botafogo, que eu vou ter, sei lá, 90%. Vou comprar um time na Bélgica, que também eu vou ter um percentual elevado.
e vou comprar o Lyon na Olimpíada e tal. Vou ter isso aqui. Então, ele injeta dinheiro aqui. Esse dinheiro, ele desce para essas empresas todas que estão aqui. E essas empresas compram as ações com esse dinheiro desses clubes e começam a descer dinheiro para cá para investir nesses clubes.
Só que, assim, chega para lá, para todo mundo, diz o seguinte, olha, agora sou Botafogo, o Botafogo aqui é uma SAF, tem um grupo que dá sustentação, que é um grupo que fez uma captação de não sei quanto, e aí vai buscar endividar o clube, essa SAF, que é uma empresa, que foi criada uma empresa, a nível de Botafogo. Então, assim, o que para mim é o grande problema?
O Botafogo começou a se endividar muito acima daquilo que era a capacidade de geração de receita que o Botafogo...
na verdade, mesmo melhorando o seu desempenho esportivo, teria condições de pagar. Então, assim, o Flamengo é um time que tem, sei lá, 40 e tanto, 50 milhões de torcedores, pode gerar receita pra caramba com televisão, com venda de camisa, com um monte de coisa, entendeu? Se o Flamengo é uma máquina, tá certo?
tem perto de um quarto da população brasileira. O Botafogo tem um vírgula pouco por cento da população brasileira. Quando você está falando do Botafogo, tem, sei lá...
não sei, mas assim, 8, 9% do Flamengo, 7%, não sei, da torcida do Flamengo. Cara, meu irmão, é uma diferença brutal. Então, por isso que eu digo que o Flamengo, ele continuará a ser diferenciado, uma vez bem administrado.
porque o potencial de geração de receita do Flamengo é muito maior do que o desses outros clubes. Então ele chega no Botafogo, faz isso e começa a se alavancar a nível de Botafogo também. Ele começa a comprar muito jogador e ficar devendo jogador.
Não alavancou somente a holding. Ele alavancou no Botafogo. Pontualmente. Aqui embaixo, na empresa embaixo. Ele bota algum dinheiro e aí começa a contratar jogadores, muitos jogadores. Então, o Botafogo tinha aí, sei lá, a gente ouvia falar, eu não acompanhava o balanço do Botafogo, mas o Botafogo, sei lá, investiu 500 milhões, 600 milhões, etc. Isso era investimento. Fora...
É custo operacional, o que ele tinha de pagamento de jogadores e tudo isso. Então, cara, o Botafogo, em 1923, foi campeão brasileiro. 24. 24. Ele derreteu. 24. Foi campeão brasileiro e da Libertadores. Isso. Em 1925, eu acho que ele foi o 16º em termos de arrecadação de bilheteria.
Cara, o clube foi campeão brasileiro e campeão da Libertadores. No ano subsequente, ele fica em 16º. Então, você entendeu o tamanho? O que aconteceu é que dinheiro não aceita desaforo. E o Botafogo começou a se alavancar.
na minha percepção, muito acima, montando times, muito acima do que ele teria condição depois de pagar. De sustentar. E aí, isso a gente já viu no futebol brasileiro algumas vezes. Você entra um dirigente, contrata todo mundo, aí depois não tem dinheiro pra pagar, ganha alguma coisa, não tem dinheiro pra pagar, o time se endivida, cai no buraco e tal. O que eu chamo de voo de galinha.
Isso é voo de galinha. O cara decola, por quê? Porque ele botou um dinheiro ali, ele faz a contratação de vários jogadores. Impulsiona. Ele impulsiona. Sobe, ele consegue ganhar alguma coisa, mas é uma hora que você tem que começar a pagar.
E na hora que você vai começar a pagar, você não consegue, mesmo tendo um grande time, gerar receita para poder pagar aquelas... E ter fluxo para tudo isso, né? É pagar isso, salários atuais... E quem é que vai continuar botando dinheiro lá? O dinheiro deve ser um dia para começar o processo.
E para mostrar que tinha algum dinheiro e para o mercado acreditar que ia ter dinheiro para poder te dar crédito. Porque quando você compra um jogador, você está comprando a prazo, você está tendo crédito daquele outro clube.
E aí depois acontece o que a gente está acostumado a ver. Elas não conseguem ter a receita para poder sustentar aquele orçamento e aí ou tem que começar a vender de volta aos jogadores e às vezes não quer vender porque quer continuar a ter desempenho esportivo, vai acumulando dívida e acontece isso. A diferença que nós tivemos no Flamengo foi o seguinte, meu irmão, era o contrário, nós tínhamos um canhão na mão.
Mas a gente disse o seguinte, nós não vamos endividar o Flamengo nunca, acima da nossa capacidade de pagamento. Esquece. A prática não foi alavancagem. Exato. O Flamengo já estava alavancado muito antes da gente. A gente esteve alavancado. É, mas... Toda a existência. Pelo contrário, nós fomos diminuindo a alavancagem. Vamos acelerar, opa. Nós fomos diminuindo. Nós fomos aumentando o patrimônio líquido e diminuindo a alavancagem. E é isso que o Flamengo fez.
Então assim, eu não sei, eu tô tentando explicar aqui de uma forma bem didática, bem superficial. O torcedor. Pro torcedor comum, como é que funciona isso. Ele pega o que a gente tá falando e dá uma gulgada nas últimas notícias. É o que? É o Atlanta cobrando dinheiro? É o outro cobrando dinheiro? É isso aí!
Agora está vindo a cobrança, e aí? E ali ainda teve? E ali ainda teve? Eu não posso falar isso assim, mas o que a gente vê e ouve, e o que eu imagino, é que quando você tem essa multi-club ownership, que é MCO, que você tem vários vários clubes, e aí tem uma discussão que eu acho que é importante hoje no futebol brasileiro, que é essa coisa do fair play.
Que é o seguinte, cara. Por exemplo, você tem clubes, por exemplo, em situações onde você tem um fair play financeiro bem estabelecido. Então vamos pegar aqui, lá na França, onde está o Lyon. Lá tem regras claras de fair play financeiro estabelecidas. Então você não pode gastar mais do que o que você arrecada. Então vamos lá. Então como é que você faz? Como é que você pode fazer isso se você tem uma multi-club ownership? O que você pode fazer?
Você pode pegar e comprar um jogador pelo Botafogo. Então, primeiro, um conceito aqui para eu dar para vocês. Se eu tenho um jogador que eu compro por 15 milhões de euros, e faço um contrato de cinco anos com esse jogador, o meu custo desse jogador...
Eu amortizo o investimento que eu fiz nele em cinco anos. Então, eu pego 15 milhões divido por cinco. É custo meu, no meu balanço do clube, 3 milhões por ano. Porque a cada três anos é como se eu estivesse perdendo 3 milhões. Por quê? Porque ao final dos cinco anos ele vai embora. Ele pode ir embora. Se ele decidir ficar até o final do contrato, ele vai embora. E eu perdi os meus 3 milhões.
Todo ano eu vou abatendo 3 milhões de euros do meu balanço. Então, qual o meu custo? Aí as pessoas dizem assim, o custo é o salário do cara. Vamos supor que o cara ganhe 2 milhões de euros por ano com o clube. Não. Eu falei, não, o custo do cara não é 2. O custo do cara é 5. Porque eu estou abatendo 3 do dinheiro que eu investi mais 2.
Então, se você empresta um jogador, o que você tem que fazer? Você tem que emprestar o jogador pelo menos pelo preço que você vai ter de custo.
Então, assim, você vai perder um ano, então, se você não quiser perder dinheiro, você tem que exigir do outro clube 3 milhões de euros pelo aluguel de um ano do passo do jogador. Porque senão você já perdeu 3 milhões. Para te garantir que eu... Passou para o cara, entendeu? Sim, claro, claro. Assim, a matemática. Ele usava isso para poder maquiar o investimento. Então, o que ele pode fazer? Ele pode maquiar o investimento. Ele pode botar no Botafogo uma dívida e fazer o Botafogo emprestar para o Lyon por...
O Leão só paga o salário do cara. Tá certo? E a dívida vai ficando no Botafogo. A dívida ficou no Botafogo. Se o Botafogo vai pagar, a gente não sabe. E aí o Fair Play vai analisar o Leão e vai falar... Não, tá tudo bem. Ele não chegou no início. Tudo bem, por quê? Por quê? Porque a única coisa que ele tem aqui é o valor do salário. Salário.
O PSG fez isso quando contratou o Mbappé. Ele não podia mais contratar, ele contratou o Neymar. Ele que nem já tinha contratado o Mbappé. Só que se ele Neymar e Mbappé, o fair play, calma aí, cara, que isso. Aí ele pegou emprestado. Então quando você tem uma multi-club ownership, você tem que tomar cuidado com isso, entendeu? Porque você tem que ter...
A dívida vai ficar em algum lugar. Por quê? Isso. Então, assim, o Brasil... Entendeu onde ficou. No Brasil, esse é um tipo de regra. Eu não estou lá para discutir lá na CBF. Até se fosse convidado, até iria com o maior prazer. O nosso fair play, como é que vai ser? Para poder desenhar esse fair play. Quando um time for fazer isso, eu disse assim, esse clube pertence ao Multiclub Ownership, ele está transferindo esse jogador por um valor menor do que é a amortização do investimento que ele vai ter naquele ano? Opa!
Estão usando o fato de que o Brasil não tem esse tipo de preocupação para poder deixar dívida nos clubes brasileiros. Porque a dívida fica no clube daqui. É o clube daqui que tem que pagar o Leão, não. O Leão fez um contrato que vai ficar pagando só o aluguel. O aluguel não, ele vai pagar só o salário do jogador. E olha que ele colocou a Almada lá. Entendeu?
Luiz Henrique pensou, mas não foi. Outras notícias. Cara. Por isso que eu digo, gestão de futebol e gestão. As pessoas falavam para mim, porque eu sou de administração fora do Brasil e tudo, falavam assim, esse negócio de futebol não é para você não. Isso aí é uma coisa... Cara, gestão.
É igual em tudo, meu amigo. Assim, qualquer companhia, é futebol qualquer coisa. Futebol tem o amor, né? É igual. E aí o amor leva você a fazer a glomogia da gestão. É, exatamente. Mas assim, os princípios de gestão, da boa gestão...
Funcionam. E, na verdade, essa história que muita gente fala de SAF é bom, a associação desportiva é bom. Isso é uma gestão, né? Esquece, cara. Tem SAF que se tiver mau gestor vai pro buraco. Se o clube, se tiver mais gestor vai pro buraco. O que acontece realmente que dá um pouco mais, mas eu diria um pouco mais de confiança quando é uma SAF, que é o seguinte, tem um dono.
e o dono vai querer que o dinheiro dele vá pro ralo. Então ele vai ficar olhando, de certa forma, e vai estar... E quando é uma associação, não tem dono. Aquele negócio ali é um bando de sócio que fica ali... O cara sai e fica na partida. Só por isso. Mas SAF não é garantia de sucesso de nada, assim como a associação também não é garantia de nada. O que funciona é a boa gestão. É a premissa que vai ser levada. E que pode estar dentro de um ou de outro. Te perguntar de outra dirigente que eu falei, que é a Leila, né? Sim.
E agora, por exemplo, o que a gente ouve é que o enteado da Leila pode ser o acionista majoritário da SAF do Vasco. É outra coisa que tem que prever nesse fair play, né? Mesmo não sendo uma SAF, mas é uma relação... Então vamos lá, eu confesso pra você que eu nunca me debrucei sobre esse tema, mas assim, eu já li algumas coisas assim, isoladas. E, assim...
A gente vai somando coisas, um mais um e tal, vai somando as coisas que vão acontecendo. Então, sim, quando a associação da Vasco, o Clube Vasco, ele...
Ele entra na justiça e diz que o fundo lá, que era tocado pelo Josh Vanders, o 777, ele ia entrar em default e tudo isso, e que não ia pagar mais. A gente ouve dizer, vou falar mais uma vez aqui, estou aqui, estou dando orelhada, nem sei se eu devia estar falando isso, mas você me perguntou, estou aqui, estou ouvindo. Ouve dizer que...
eles já tinham integralizado 31% do capital que eles iam integralizar, eles precisavam integralizar 70%. Eles tinham poder de voto dos 70%, mas se eles entrassem em default, ou seja, deixassem de pagar alguma daquelas parcelas que tinham se comprometido, eles perdiam esse poder de voto que eles ganhavam sob as ações que eles não tinham.
integralizado aí no capital. Puxa uma pavosa aqui, o Lúcio. E aí, e aí, é...
a gente ouve dizer que tinha 31%. Sobra? Não, eles só tinham 31%. O Vasco ainda tinha 69%, por isso que o Vasco voltou a ser, a mandar na SAF, porque eles criaram uma SAF, no primeiro momento o Vasco tinha 100%, aí o cara entra com uma proposta de ir comprando 70%, foi botando o dinheiro, mas o dinheiro que ele botou, pelo que se liu no jornal, só foi correspondente a 31%, mas também desculpe.
Então o Vasco depois pegou e voltou a ter o controle, porque ele ficou com o 69. Ok. Depois...
Então, e isto, dizem que esse fundo, não sei qual é a situação desse fundo, mas que tinha entrado em Chapter 11, sei lá, que é recuperação judicial, sei lá, nos Estados Unidos, nem se foi para Chapter 7 lá, que é uma parte mais de liquidação, falência e tal. Não sei se entrou, mas alguém pode entrar lá no processo que está ocorrendo lá nos Estados Unidos e comprar.
essa participação do Vasco pelo valor que for. Chega lá e diz assim, ó, vale não, seu juiz. Eu dou aí um milhão de reais por esse negócio. Eu dou um milhão de dólares. O negócio que tá lá, uma participação minoritária não vai. Eu não tô acompanhando o que tá lá, tá certo? Na corte americana. Tá lá. Alguém deve tá, né?
Não sei, né? Isso é massa falida? É assim, do fundo. Isso é o do fundo. O processo de recuperação judicial lá do fundo. Nem sei como é que está sendo feito de novo. Mas eu estou lendo o que eu vi no jornal. O jornal diz que eles detinham 31%. Ok. Muito bem.
Depois eu li no jornal que o Vasco estava numa situação muito ruim, precisava de uma grana, e aí teria sido emprestado, quanto foi, Rodolfo? 80 milhões, sei lá, 80 milhões, e com autorização judicial para que aquilo era uma dívida conversível, caso o Vasco não pagasse. Então o que significa? Percentagem, né? Uma percentagem, isso, conversível em ações. Isso.
de 20% das ações autorizadas. E aí eu comecei a somar na minha cabeça. Vem cá, o Vasco vai pagar esses 80 milhões? Qual a chance do Vasco, depois de um ano e meio, dois anos, o prazo que for dessa dívida que ele tomou, ele ir lá e ter caixa para poder pagar isso? E dá, né?
Pequena, né? É a situação que está. Qual a chance que tem, então, de quem for o dono de essa dívida executar e pegar os 20%? Agora, quem faria, quem pegaria como garantia um número de ações que o tornaria minoritário de um clube de futebol? Você faria isso?
Não, vai entrar pra ser o cabeça, né? Aí eu pensei, porque eu fico pensando demais, às vezes eu demoro pra dormir, eu fico pensando, eu fico pensando, vem cá. Isso é de um ano passado. E se, eu só falo com eles há um tempão, é. E vem cá, e se porventura esse cara que fez isso, já foi lá nos Estados Unidos e já comprou, ou tem uma promessa de compra dos outros 31?
Quanto é que é 50 mais 31? 20 mais 31, quanto é que é? É 51. Eu sou majoritário. Entendeu? Só tem burro, né? Se eu... Eu sou tolinho, né? Mas assim, eu acho que a maioria das pessoas não são. Então assim, eu acho que tem uma grande chance de quem está emprestando essa grana agora e que está com 20, pelo mínimo, uma opção de compra dos 31 lá.
Eu teria. Tá? E aí, é questão de tempo. Só esperar, porque o Vasco, a menos que o Vasco arrume um dinheiro aí pra poder pagar essa dívida.
Que a história mostra que o dinheiro que entra é pra pagar os desesperos que tem lá, que dívida pra caramba. Então eu acho que tem uma chance grande disso que as pessoas falam aí, tá certo? Acontecer. Isso acontecer, porque basta que o mesmo credor esteja de olho nas ações de lá. É, isso. E essa ligação, você acha que tem problema?
Ah, eu acho que ela não vai acontecer. Eu acho que se... Porque eu conheço a Leila e eu acho que ela não faria isso. Eu acho que se ela só faria isso, se ela já estivesse fora do Palmeiras. Mesmo sendo enteado, né? Esquece. Esquece, não vai fazer. Vai dar uma brecha, né? Eu particularmente acho que não. Eu acho que uma coisa é ela sair do Palmeiras...
e poderia tomar o controle do Vasco. Mas você fala que é o enteado dela. Ou ele toma o controle do Vasco, sei lá, ou ele monta um grupo, alguém comprou esses 31, junta com ele 20 e depois vai tomar conta do Vasco. Mas, de repente, essa movimentação... Pode ser uma passagem, né? Ela sai de um e vai... Ah, eu acho que dificilmente ela vai querer deixar... Ela vai... Dificilmente ela vai querer estar com a...
no Palmeiras, sabendo, tendo esse troço. Dificilmente. Ela não vai querer. Ali ele é ótimo, cara, assim. Mas será que pra sair, não em dois anos, que acho que ela tem, mas esse ano... Não é o ano que vem. Pela celeridade que eu acho que precisa, essa movimentação do entidade... Depende do prazo que o cara tem. Eu não sei esse financiamento que foi feito. Qual o prazo que o cara tem pra poder executar a dívida.
Comprar os que o Vasco tem. Porque se ele só for vencer lá na frente, é o momento que o cara vai executar. Quem emprestou foi o marido, né? A figura do marido, o Lamarck. É ele que é o... Parece que foi um enteado. Foi um enteado. Foi um enteado, né? Foi um enteado. Mas assim, eu não compraria 20% do Vasco, você entendeu? Pra ser sócio minoritário do Vasco. Você não vai mandar nada. Você não vai ter voz nenhuma ativa. Mas como eu ouvi...
Que o Josh Vanders tinha 31, aí esse 20 passou a fazer... 20 mais 31 dá 51. Passou a fazer sentido pra mim. Eu posso estar totalmente enganado, tá?
Mas assim, aí eu falei, cara, de repente, né? Ó, estamos conversando sobre economia, administração de futebol. E o Landim tem um know-how antes de ser presidente do Flamengo, que é quando as pessoas conhecem, de fato. O Landim é um tubarão do mercado. Paral, rapaz. Sempre foi o tubarão do mercado. Nadar com os tubarões.
Porque assim, eu via tudo o que falam, né? Eu via o filme da Netflix, o Nelson Freitas interpreta o Ike Batista. Aquele nível de estresse. Cresceu muito louco, hein? E tem um personagem chamado Laerte, se eu não me engano. E pega o bilhetinho assim e fala assim, sabe isso aqui, ó? Que normalmente, desculpa o palavreado, é a palavra do Ike. Vai dar merda, hein?
Ele se titulava isso. É você, Laete? É, vocês são fogo.
É, é assim, é verdade, é verdade. Ali eu acho que... Ali é... Quem leu? A história... É o livro, né? É, o livro. Foi o primeiro livro, acho que, escrito pela Malu Gaspar e tal, que hoje é super conhecida e tal. E ela fez pra contar um pouco da história da vida toda do Ike, né? E tal, é. E ela... Ela bota tudo ou nada. E ela até diz que... Essa foi uma expressão que um dia ela conversando comigo, que eu falei que era...
Como ela traduziu essa expressão, ela falou assim, como é que é o Wyke? Se você tiver que definir o Wyke assim em uma palavra, como é que você definir? Eu falei assim, o cara é all in. All in é assim, quando a gente diz assim, tô apostando tudo, né? Quem joga poker sabe disso. O Wyke era sempre o tempo todo o all in. Ele era assim, foi sempre assim, all in. Tudo que ele entrava era all in. E você não precisa ser all, né?
Eu fui o diretor-presidente Da primeira empresa dele de capital aberto lá Que na época foi a MMX E tal, até que a gente montou uma estrutura Ele te tira da Petrobras E te leva pra empresa dele Isso, na verdade, quando sai da Petrobras Eu fico ali meio que olhando o mercado Uns dias Com oportunidade de ir pra alguns lugares E tal, mas acabei indo pra lá Era um projeto de mineração inicialmente Que era a MMX Foi um projeto muito certo Obrigado
Em dois anos, se você tem ideia, a gente tinha 100 milhões de investimentos de dólares. A gente captou recursos e passou para valer 550 milhões de dólares depois do IPO. E a gente...
vendeu parte da companhia dois anos depois por 5.5 bi de dólares. Você tem ideia? A MNX. A MNX. E a parte que foi retirada e tal ficou valendo 4.5 bi ainda. Ou seja, no final valia 10 bi. Tudo.
E aí eu saio, vou montar uma outra empresa. É um tremendo negócio, é um projeto sensacional de mineração que tem, que traz minério de ferro de Minas Gerais até o Porto do Açú. Sim, isso foi vendido 100% para uma empresa chamada Anglo-Aberrican.
E aí depois a gente montou a OGX do zero, e aí eu fiquei lá para estruturar a OGX. Era de óleo e gás. Produção de óleo e gás. Aí depois eu fui montar um treinamento chamada OSX. Na verdade eu fiquei como presidente de várias companhias lá, e conselheiro lá do grupo e tal. E tem uma história aí que... Na verdade ela não é precisa. No livro ela é precisa. O livro é muito preciso. Foi um bom trabalho, muito bom trabalho que a Malu fez.
Ele foca naquela ideia da compra do pré-sal, das contas. Tem uns detalhes ali, tem umas discussões ali que, na verdade, não ocorreram na OGX. Na verdade, elas ocorreram, se você ler o livro, numa outra empresa, foi na MMX. Mas, assim, no fundo, passa, vamos dizer assim, era a ideia de como funcionava ali o...
É isso mesmo, mas assim, foi, foi. Eu fiquei lá e passei lá quatro anos lá como gestor. Eu chego lá, a gente não tinha nem aberto capital, tinha investido talvez 100 milhões. E quando eu saí de lá, o grupo valia 27 bilhões de dólares. Quando eu saí da presidência do grupo. É na época em que o Ike chega a ser o sétimo homem mais rico do mundo. O mais rico do mundo, isso.
é, é e assim, Holandinho, uma história que você pode contar pra gente assim compra o livro vê o filme não, tem muita história é um trabalho grande mas o trabalho foi meu mas essa relação sua com o Ike mas tinha
Nós somos, assim, pessoas, assim, bem diferentes, assim. Eu acho que o Ková, assim, na minha percepção, ele tem algumas qualidades muito grandes, que, na verdade, foi o que fizeram ele chegar onde ele chegou, ele ter o sucesso que ele teve, né? Então, eu prefiro falar das qualidades do que dos defeitos, né? Então, assim, é...
Mas assim, tava trocando ideia. Você é um cara mais... Você é engenheiro. Sou de formação, isso. Formação. Então você é um cara... Tudei aqui no Rio mesmo, aqui, no Carioca, da UFRJ, aqui e tal. Então, você é um cara que entende da operação, da estruturação do negócio. Você entende bem, por exemplo, na área de petróleo, o que é uma refinaria, os seus processos e tal. E o Ike é um cara de mercado, é isso.
É isso. É que fundamentalmente, se eu tivesse que defini-lo, eu diria que ele é acima de tudo um trader. É um cara de compra e venda de coisas em geral e tem uma perspicácia muito grande de criação de valor, de oportunidade de negócio.
ele usou isso durante um período muito bom do Brasil, que o Brasil estava... Na verdade, um período muito bom do mundo. Sim. E...
E ele aproveitou muito bem aquela onda que o Brasil era um país queridinho do investimento mundial. Eu me lembro que teve uma capa de uma revista internacional onde o Brasil era um foguete que estava subindo. Olimpíada, o copo. É, e tal, tudo acontecendo no Brasil. E ele aproveitou isso, que o mercado queria comprar Brasil e não tinha muitos projetos de Brasil e coisas novas que pudessem...
valer, e acho que aí a gente começou a estruturar alguns projetos interessantes e foi em cima disso que eu acho que teve todo sucesso, então assim, mas eu diria assim, as características especiais dele ele é um trader um trader com a capacidade com um sentimento muito bom, ele é um cara com muita coragem ele tomou essa história do all-in que eu falei, entendeu ele tomou algumas decisões que eu assisti ele tomar desculpa
que eu tiro o chapéu. Eu digo assim, nível de risco assumido na decisão e algumas delas deram certo. É, foi dando certo, entendeu? Então assim, comprometendo tudo. Então assim, eu também acho que foi... E eu acho que foi o melhor vendedor que eu já vi na minha vida. Eu nunca vi ninguém que tenha uma habilidade para vender alguma coisa tão bem quanto ele.
Tem uma cena do guardanapo, Nuf? Na verdade, isso é uma mentira, né? Eu vou ter que explicar essa história aqui. Na verdade, é que quando eu estava, eu era presidente da companhia, há algum tempo, da MMX, da primeira empresa, a gente estava voando, isso é explicado no livro.
Mas no filme eles fizeram da forma romântica ali, né? Exatamente. A gente foi para Nova York, nós íamos ter uma reunião com alguns investidores importantes lá em Nova York, durante o fim de semana, que a gente parava, né? E aí, já no início da semana, nós íamos para Londres conversar com um investidor, um mega investidor que administrava o recurso de um sujeito...
multibilionário, que também tinha interesse talvez de participar lá da gente em Londres. E aí nessa viagem, quer dizer, na segunda viagem, no trecho entre Londres e Nova York, na verdade de Nova York e Londres, que a gente estava indo para Londres, eu começo a explicar para ele como é que era o setor de petróleo e tudo isso e tal, e aí ele me convida para criar a OJX para ele e tal, e na verdade eu deixo muito claro para ele que eu...
Não queria fazer aquilo, não podia fazer, primeiro porque eu tinha me comprometido na época com a saída do sistema Petrobras. Eu...
me autoestabeleci uma quarentena que não precisava, porque ninguém me cobrou isso. Mas assim, eu fui conversar na época com o presidente da República, que era o Lula, e a Dilma, que era, na verdade, a chefe da Casa Civil, mas ela era minha chefe. Ela era presidente do Conselho de Administração da companhia da Petrobras de Medora.
Eu fui conversar com eles e falei assim... Aí o Lula me perguntou, falou, Landim, você vai cuidar de petróleo, vai trabalhar em empresas de petróleo. Eu falei para ele, presidente, não. Não, porque eu participo das reuniões do Conselho, da administração da Petrobras, e eu não acho que é legal, eu me meter nisso, vou cuidar de outra coisa.
Ele até brinca comigo, fala assim, vai se meter no quê? Vai fazer o quê? Eu falei assim, presidente, eu não vou lhe dizer por dois motivos. Primeiro, porque eu ainda não sei, estou olhando para o mercado para ver o que eu vou fazer. E segundo, porque se eu disser, com o telefonema seu, o convite acaba, entendeu?
Então assim, eu não vou, não dá pra dizer por dois motivos. Ele riu e tal, e tal, eu acabei saindo, e tinha de fato algumas oportunidades, até algumas tornaram públicas, outras não, uma delas foi o Abílio de Nist, me convidado pra ir lá, administrar lá o grupão de açúcar e tudo, eu acabei indo trabalhar com o Ike. Mas sem mercado, Luizinho.
A procura, o currículo embaixo do braço Mercado se fechando E aí o Guaraná E aí Fiquei lá seis meses E tinha essa história toda Eu disse, não posso fazer esse negócio Porque me auto-estabeleci Uma Uma quarentena Eu me lembro até que ele faz a seguinte pergunta Vem cá, mas você assinou algum documento? Fez um negócio lá? Eu falei assim, cara E aí
Porra, ele precisa assinar? Rodei minha palavra, cara. Tá maluco? Porra. Assim, meu pai me ensinou um negócio, sabe assim, Charles? Assim, muito legal. Meu pai falava assim, filho, toma cuidado com quem você vai fazer negócio, porque com pessoas de palavra, não precisa documento. Com pessoas sem palavra, não adianta documento.
Entendeu? Esse troço meu pai me ensinou e eu... E eu... Depois é que eu fui entender melhor isso. E aí, nesse voo, ele começa a falar isso e aí a gente tem essa reunião em Londres e na volta da reunião de Londres ele tinha quatro poltronas de primeira classe, ele compra as quatro pra ficar só nós dois e ele volta conversando comigo o tempo todo, querendo me convencer.
a montar um impresso de petróleo para ele e no final ele pega uma folha de A4.
de uma das apresentações que a gente tinha, que era perto da contracapa, e escreve de próprio punho uma declaração na qual ele me dá mais um percentual das ações da holding dele. Isso aconteceu na primeira classe, não, que não é um filme, bota vocês na sala de reunião. Na sala de reunião e num guardanapo. Nada de um guardanapo. Isso aí é a história que o advogado dele, que depois ele contratou, num processo que eu fiz contra ele, que ele contratou um grande advogado aqui do Rio de Janeiro, que era o Sérgio Bermúdez e tudo isso, para defendê-lo.
Ele, para fazer troça, diz que assinou num guardanapo, para poder fugir do compromisso que ele tinha, de fato, assumido comigo. Mas isso tudo foi explicado aí há muito tempo e tal. É uma quantia pequena que ficou em questão ali. Papo de... 273 milhões de dólares só. É, mas assim, mas assim... Isso ficou? Ficou, ficou.
Mas, cara, assim, deixa pra lá. Então, assim, deixa pra lá. Então, assim, no fundo, no fundo, foi importante, assim, que eu acabei fazendo a empresa pra ele, montando a empresa de petróleo e depois, assim, ela começou a tomar outros rumos. Eu estava começando a ser um problema, de fato.
E o filme mostra isso, né? Porque eu começo ali a criar, assim... Você tem que ser responsável com a forma com que as coisas estão sendo tocadas.
Ali era uma alavancagem também. Na verdade, tinha muita alavancagem, como em qualquer projeto. Qualquer projeto você tenta com a quantidade de equity, que é dinheiro da empresa, mesmo assim, dos donos da empresa, e uma parte é alavancada. Tinha muita alavancagem. E tinha uma garantia ali de um dos caras que iam achar novos postos. É que ele foi buscado aí na Petrobras, né? O cara que caça postos.
E no filme, né? Que o cara que no final acaba ficando no meu lugar É, sim Então vocês viram o filme mesmo E que no filme Ele fala assim, tem óleo mesmo? Não, não, ainda não encontrou Mas tem, eu garantei Até hoje Teve outros problemas ali Que eu também chamei a atenção do Na época Que eu aliás Eu sou muito preocupado com isso Que é Obrigado
Cara, é você direcionar, é assim, incentivo. Eu acho que os incentivos, eles têm que ser colocados da forma certa. Incentivo em empresa, em qualquer coisa na vida, quando eles são mal colocados.
eles podem gerar problemas grandes. E eu acho que ali o processo, a forma com que ele desenhou o incentivo dos seus administradores foi ruim, porque fez com que eles buscassem soluções de curto prazo e não soluções estruturadas que, na verdade...
É o maior interesse do acionista. O acionista quer que aquele troço cresça, e não que aquele troço tenha um crescimento durante um tempo e tenha envolvido de galinha. Exatamente.
Pô, falei até demais aqui de outro chuteiro. Cara, eu meio foda essa relação. Mas é que é um nível de negociações que a gente não vai passar perto nunca, que deve ser, meu irmão. Você fica imaginando. Outro dia teve o John aqui, vou te dar um exemplo. John, ex-goleiro do Botafogo. Aí ele me falou, cara, eu tava na sala, daqui a pouco eu entro o Marinax, não foi?
O cara, imagina, cara, né? Cara, o Marinaques é o dono da maior frota de navios da Europa. Eu cheguei a conversar com ele aqui, né? Ele veio aqui pra disputar a final do Sub-20 com o Flamengo. É o Olympiacos, né? É, ele foi até super simpático. Deu uma coroa lá, de grega, de ouro. Lá eu deixei lá no... Me deu pra mim, né? Mas eu deixei lá no Museu do Flamengo, deixei pra lá e tal. Porque foi um prêmio. Na verdade, ele deu pra mim, mas... Flamengo.
mesmo, né, meu irmão? Dei o negócio pra ele, mas foi super simpático, cara bacana pra caramba, e... Ele é simpático, gente. Mas ele chegou a falar pra mim que ele tinha uma frota de 473 petroleiros. Tem dinheiro ele? É mole, cara. 473 barros, foi o que ele falou pra mim. Petroleiros. 473. É. Será que ele tá passando no estudo de Olmos?
Será que ele está passando no estrelas? Ainda não está passando. Ali é complicado, bicho. Eu já visitei aquela região ali. Tu já foi lá, Land? Ah, trabalha com isso. Eu fui lá perto, agora fui no Qatar. Onde é que tem petróleo que eu não fui no minha vida? Cara, você é maluco, pô. O cliente médio conhece tudo. Pô, cara. Caralho. Claro que eu passei tudo lá. E ali é, assim, a maior reserva da Venezuela, mas está valendo que não é de qualidade o petróleo ali. Verdade, é porque o óleo da Venezuela é um óleo pesado.
Ele é um óleo muito pesado, então ele precisa, vamos dizer assim, de um refino especial, entendeu? Eu tenho que explicar isso aqui, é muito foda, é muito foda. É muito técnico, vou explicar pra vocês assim, mas assim... Didaticamente. Didaticamente, então assim, vamos lá. Pô, não sei se o cara gosta de futebol, você vai querer ouvir desse cara. Não, o chá lá é futebol e outras coisas demais. Então vamos lá, isso aqui é água, né? Isso aqui é uma substância simples, né? Água.
evapora aqui nas condições ambientes a 100 graus centígrados, tá certo? Você bota isso aqui para ferver, vira água. Qual é a diferença do petróleo? O petróleo não é uma substância simples, é uma substância composta. São várias cadeias de hidrocarboneto e que fervem, vamos dizer assim, em...
Temperaturas diferentes. Então, o que é uma refinaria? A refinaria faz uma coisa chamada destilação fracionada. Você vai fervendo o óleo e ela vai saindo os produtos mais leves, eles se evaporam na frente. Depois, os mais pesados. Então, vai saindo, sei lá, do anáfeta, de uma gasolina leve, não sei o que e tal, e no final tem um óleo combustível e tem asfalto, que fica lá no final. Então, quando você tem um óleo muito pesado, ele gera muito pesado.
Mas os produtos de petróleo que são mais valorados... São os leves. São os leves porque são os que têm maior consumo, que é a garozinha de aviação, é a gasolina e é a diesel.
É o que sai para o mundo. Que é assim, sei lá, 80% do consumo é disso. Então, o que acontece quando um petróleo é mais pesado? Ele gera, ao final do processo de refino, uma quantidade muito grande de...
Cadeias de petróleo, mas cadeias longas de petróleo, né? Com muitos carbonos. E aí o que você tem que fazer? Para refinar, você tem que quebrar elas no meio. Então você tem que passar de novo por uma outra unidade que vai fazer esse processo. Então o refino... Custo. Custo, investimento, refinaria. Então na hora que você compra esse petróleo, não é que você não vai poder fazer isto. Você consegue fazer. Só que você vai gastar mais dinheiro...
tanto de investimento na refinaria como também no processo. E aí o óleo é mais barato. Por que no Irã, então, é... Quanto mais leve o petróleo, mais valor ele tem. Ao contrário do Venezuela, o petróleo do Irã é de qualidade.
Por quê? Porque o que a gente chama... Lá naquela região tem muito árabe leve, que a gente chama, que a gente chama árabe leve. Que quando você ferve, usando uma linguagem bem popular, quando a gente ferve, tira na destilação uma quantidade maior daqueles produtos que são os produtos mais procurados.
Por isso que lá no Oriente Médio... Por isso que o óleo do... Às vezes um óleo leve, ele é mais valorizado do que um óleo pesado. Mas tem outros determinantes, contaminantes. O troço é complicado. Estou falando aqui bem... Por isso que o Irã fica nesse xadrez político. Não, xadrez político lá do Irã... Aí é outro papo. Ali é o seguinte...
E aí, rapaz, eu tenho que explicar a geopolítica de petróleo, mas assim, você... Vamos dizer o seguinte, você tem uma organização que durante muito tempo tinha produtores e exportadores de petróleo, né? É.
OPEP, boa, exatamente. E os países lá do Oriente Médio, eles têm, claro, uma produção muito superior ao consumo deles, então eles são exportadores de petróleo. Se junta esses países, se juntavam outros países, Nigéria, Venezuela, sei lá, outros países do mundo que historicamente também eram exportadores de petróleo. Mas esses países aí, sei lá.
Historicamente devem ter aí uma ordem de grandeza, talvez perto de 30% da produção de petróleo do mundo. Mas isso equilibra o preço, né? É 20% baixo no estreito de hormônio. É, exato. Mas esse é um problema ali. Esse é um problema, porque é um estreitinho assim.
E passa ali E você tem do lado ali Oman, que você já termina o Arábia Saudita Fica toda a Arábia Saudita E do lado de cada Arábia Saudita você tem Você tem o Catar, você tem a Emirada dos Árabes na ponta E depois você tem o Oman na ponta E do lado de cá você tem fundamentalmente o Irã Do outro lado Ao longo do estreito inteiro
Então você imagina, é um estreito É estreito mesmo, o nome não chama estreito Não é a dor, é porque é estreito mesmo Você vai passar com um navio por ali A chance de alguém Bombinha por fundo Então assim, não dá pra Correr esse risco Então as empresas que são donas dos navios E tudo, e das cargas
numa situação de guerra, diz o seguinte, alguém de um lado ou do outro diz assim, estou fechando o estreito, senão vou jogar um míssil. Ninguém vai entrar ali. Vai parar e vai parar de produzir. Aí começa no mundo a ter uma série de outras alternativas que você está discutindo, mas só que demora tempo construir um duto para fazer para o outro lado e tal, para poder tirar para o outro lado.
Mas assim... Petróleo é foda, né, cara? É, porque é energia, né? E você precisa. Mas ali, basicamente, é porque, assim, eu acho que o problema maior era, assim, o que se dizia é que fruto dos bloqueios americanos e tudo isso. Porque as pessoas falam muito assim, ah, guerra e tal, bomba, não sei o que, mas acho que a maior parte, o grande problema mesmo é econômico ali.
É, porque foi o problema da Venezuela, que já sofriam as sanções americanas e tal. E aí, o que acontece? Como você já tem sanção, o país precisa vender e aí aceita vender por um preço baixo. E aí, a China, que é o grande competidor americano no mercado internacional dos produtos, está tendo energia barata.
A guerra é essa. E irá a mesma coisa, entendeu? Então, assim, acaba tendo o mesmo, acaba podendo ter energia barata. Ao fundo, o problema, pra mim, é energia, é não deixar ter energia barata pra China. É por isso que o... Ele foi na Venezuela e foi na China. É, assim, por isso que o Trump, quando ele fala, fala assim, não, vamos entregar pras empresas de petróleo. Por quê? Porque aí...
O ganho sobre o preço de custo e o preço de venda, que é o preço de mercado, vai ficar com a empresa de petróleo. Seja ela qual for, está certo? Não vai ser um país que vai ter acesso a uma energia barata para poder se desenvolver o seu próprio país, entendeu? E competir com os Estados Unidos. No fundo, para mim... É uma guerra comercial. É uma guerra econômica. É, econômica. Fundamentalmente econômica. Caraca. Esperamos que...
Segurada, né? O mundo perde, vai dar uma seguradinha aí. Aqui, ó. Primeiro, palmas para o Rodolfo Landim, que está ali de novo no charme. Queria muito abordar esses temas contigo, porque na primeira vez você veio óbvio, né? Presidente do Flamengo, empossado e aí... Eu acho que a gente passou mais dois terços aqui com o Flamengo. Com o Flamengo também. É, é.
A galera do Confiança tá aqui no chat E tem gente pedindo pra você Você falou aqui sobre dirigir outros clubes Tem torcedor do São Paulo Não é assim, gente, é do mesmo Pedro Henrique, São Paulo levaria muito tempo pra se reestruturar Nenhuma chance de você e sua equipe lá Acho que ele tá enganado, mas tudo bem São Paulo tá É, eu acho
São Paulo, cara É a terceira maior torcida do Brasil Falta é competência É porque potencial é enorme São Paulo São Paulo é a terceira maior torcida do Brasil O time que ficou no passado E fez um movimento também lá em São Paulo De se tornar também o time popular E assim Num mercado onde O O
O poder de compra das pessoas é maior, é elevado, entendeu? Continua assim, não é crescer não.
São Paulo, Corinthians São times que, cara Se cortasse um pouquinho na pele ali Fizesse o trabalho de casa ali Potencial, torcida compra Sinceramente falando, eu acho sim Que a dívida do Corinthians É uma dívida já bem complicada De equacionar, tá certo? Não tem dúvida Mas eu acho que um time que tem A longo prazo Tá certo?
Palmeiras é também um clube muito grande, está crescendo a torcida pelos resultados que tem, eu acho que já está encostando no São Paulo praticamente, em termos de torcida, mas eu acho que o Corinthians tem uma chance enorme de fazer uma reestruturação e sair dali. Mas aí tem que optar por ela. Tem que optar por ela, mas assim, o Corinthians tem...
Tamanho... Relevância, tamanho... Relevância, tudo. É o, assim... Se você pensar daqui a 50 anos, assim... Quem você imagina que é o grande adversário do Flamengo? Eu digo pra vocês, o Corinthians.
Tem que botar. Porque alguma coisa deve acontecer. Não é possível que não aconteça. O Ronaldo vai assumir. Tem um movimento de torcedor tomarem. Torcedores tomarem o Correio da Política. Tem essa famosa Safiel, né? Safiel. O Felipe CRF mandou aqui. Última. Landinho, pretende voltar à presidência do Flamengo? Rapaz, isso aqui as pessoas perguntam na rua. E eu vou dizer uma coisa. Vou falar bem sincero para você. Assim, eu...
O Flamengo é um negócio muito importante na minha vida. Eu não sei, é difícil explicar.
Quanto o Flamengo é importante para mim, cara. É um troço meio louco. Você é um sujeito que está com... Uma vez, eu tenho um ex-presidente do Flamengo, o Kleber Leite, falou para mim, falou assim, Landinho, olha, você está com a vida arrumada, tudo perfeito, tudo certo, e você está precisando arrumar um problema do tamanho do mundo, vem ser presidente do Flamengo, entendeu? É assim. Ele falou assim, porque porra... Então, assim, no fundo...
No fundo, exatamente. É foda. É. Mas as pessoas perguntavam às vezes, o que leva um cara que está com a vida arrumada, assim, tal, porra, vai ser presidente do Flamengo. E eu já falei isso algumas vezes. Mas nesses dias a gente estava discutindo aqui profissionais. É porque era a única coisa que dava errado na minha vida. Você falava isso.
É verdade, assim. Cara, e o Flamengo é uma coisa muito importante pra mim. Então eu fui conversar com a minha família pra dizer o seguinte, caramba, assim, eu acho que a gente precisa começar a fazer alguma coisa. E foi até um cara que trabalhou comigo lá, junto com o Aik, na época, que foi o cara que me convidou pra ter a primeira conversa lá com o pessoal, que foi o Flávio Gordinho e depois o Goni, os dois juntos lá, e tá o Goni Arruda, é.
Eles é que foram os primeiros a me chamar. Então, assim, falaram, porra, cara, vamos emprestar um pouco aí do que você aprendeu na tua vida e tal para o Flamengo. Porque eu sei que você é Flamengo desesperado que nem a gente e tal. Porra, vamos fazer. Mas, assim, e aí você vai entrando, vai entrando nesses troços e tal. E eu acho o seguinte, enquanto o Flamengo está indo, se o Flamengo for bem...
É, meu sonho é ser estar na arquibancada torcendo e vendo o Flamengo ganhar tudo. Esse é o meu sonho. Assim, eu saí, não foi porra. Nunca tive aspiração pra nada, assim, falando sinceramente com as pessoas que me convidaram pra ir pra lá. Eu fiquei aí três anos, falei que isso aí ia ficar três anos. E aí os caras foram lá me pedir pra ficar mais três. Mas foi todo mundo me pedir pra ficar mais três, entendeu? Eu já tinha me comprometido.
A sair com três. Não, eu saio, beleza, vou ficar três, está ótimo e tal. E aí eu tive que voltar para falar com a minha família para ficar mais três. Mas assim, sabe aquela história que o americano fala, never say never? Nunca diga nunca, entendeu? Assim, a vida vai mudando, vai acontecendo coisas, entendeu? Sinceramente, eu quero o Flamengo com sucesso.
Quero o Flamengo bem. Eu não quero... Mas eu não quero ver, assim, o que me daria muito desgosto é saber que eu investi seis anos da minha vida por nada. Entendeu? Isso seria um desgosto profundo, como diz o nosso lino, entendeu? É. Eu teria um desgosto profundo. Se eu, por uma hora, olhasse, disse, cara, assim, pô, sabe?
Perdi a oportunidade, sei lá, de gerar patrimônio para a minha família, para tudo e tal, para no final, sabe, botar tudo a perder. Então, se eu entender que isso tem risco, pode ser que um dia eu me anime a voltar. Mas teria que ser numa condição como essa.
Sensacional o papo com o Rondô Flandin Seguinte, ó Temos que falar dos nossos patrocinadores Teremos outros O Rondin tem que voltar aqui no Charla mais vezes Quantas vezes vocês me convidaram Esse papo aqui, pô, é bom demais Tem que marcar um almoço Também Boa, boa, boa Aqui no ar tem que manter algumas coisas A gente fala que a gente tem A gente desenha
Aliás, vai pensando, eu não sei se tem durante o período de Flamengo uma história de bastidor que a galera gostaria de ouvir com o jogador, com o técnico, pode ser. Pô, teve São Paulo, não sei se do São Paulo, enfim.
Ah, então, pode... Já, já o Landinho vai contar pra encerrar. Que é o maior retorno que o clube teve. Cus benefícios, né? Seguinte, ó, deixa eu falar dos nossos patrocinadores aí. Me ajuda, Paulinho? Absolute Esporte, que é a agência de viagem que leva a gente pelo planeta, né, Roberto Júlio? Exatamente. Que muitas vezes a Absolute também é parceira, agência credenciada pelo Flamengo, né? Exato. É isso, a Absolute Esporte tá lá no Maracanã com um camarote sensacional, espetacular.
E ó, o QR Code tá aqui na tela, é muito importante você ficar ligado na agência de viagem que você vai para o evento esportivo, que você vai no mundo, né? Mas esses grandes eventos que se preparam, às vezes uma vida pra assistir, tem que ter confiança, né? E aí a agência vai dar um entrega, que tem que entregar a Absoluto Esporte, cara, a garantia de sucesso. Sua experiência é o nosso esporte, já comparecemos a diversos eventos esportivos com o Absoluto Esporte, os últimos deles a final da Libertadores e a final da Copa do Mundial, né?
Exatamente. Esse futebol sensacional. Foi lá perto dos treinos de Ormuz. Super Copa também esse ano?
Super Copa também, não foi? Também, exatamente. E olha, e assim, a Absolut está nos grandes eventos, então ela vai estar novamente, né, com certeza com a Libertadores esse ano, mas o evento Copa do Mundo também, a gente está aí juntos, mas antes tem final de Champions, né, também está com a Absolut, que se é sonho de ver a final da Champions, a Absolut faz também. Show de bola, está chegando a final da Champions em breve aí, cara, se liga nos pacotes da Absolut Esporte, beleza? Sua experiência, nosso esporte. Me ajuda, Paulinho?
Melita! Alô, Melita! O Café Oficial do Real Madrid do Charla Podcast. Exatamente. Cupom charla15, o QR Code tá aqui, beleza? 15%, dê desconto em qualquer produto da linha Melita. Sempre gosto de falar, eu que sou um apreciador. Ah, que isso? Um dia ou outro, apreciador, quanto massa.
De café. E bota quanto mais. Pô, já esmento a todos, né? Gourmet, caputinho. Tem o café do dia a dia, café coado, tem café expresso. Tem cápsula. Tem café gourmet, pra você que tem um paladar mais exigente aí. E tem também caputina, enfim. A linha Melita, o Betão foi na Alemanha só... Só Melita. Só Melita. Dortmund, Stuttgart. Isso aí, show de bola. Aeroporto de Frankfurt. Sensacional.
Melita, ó, QR Code tá aqui, cupom charla 15, 15% de desconto em qualquer produto Melita, beleza? Estamos juntos, Melita. Açaí atacadista, atacadista oficial do futebol brasileiro, pensou futebol, pensou açaí. O açaí patrocina o Brasileirão Série A, Série B e a Copa do Brasil, onde está o Confiança. Exato.
Vai enfrentar o Grêmio agora. Pensou futebol, pensou açaí, os melhores preços. E no QR Code você baixa o aplicativo Meu Açaí, que aí é o desconto do desconto. Exatamente. Você aí, por exemplo, vai repor seu estoque comerciante, pô. Com desconto do desconto você vai ter mais lucro. É interessante. E você também pra sua casa, pro seu dia a dia, né? Repor aí a dispensa de casa também. Tá sempre procurando os melhores preços, né? Então vai, baixa, escaneia no QR Code o aplicativo Meu Açaí e aproveita os preços. São baixíssimos.
É isso aí, meu açaí é o aplicativo do açaí atacadista, pensou futebol, pensou açaí. Brama, o Charle é Brama. O Charle é Sabe. E o Mengão está na Sabe. Está na Sabe. Sociedade Anônima da Brama, pedindo a Brama no Zé Delivery, aqui no Quercouros você já vai direto pro Zé, beleza? 10% do valor da sua Brama vai direto pro Mengão. Ó, se você não beber álcool por algum motivo, não pode, vai dirigir. E sabe pra essa renda extra do estádio aí? Aí eu.
Faz a multilão na galera. A Brama Zero comprada no Zé Delivery, 20% vai ser revertido como investimento no seu clube. Show de bola. Peça a sua banda Brama agora no Zé Delivery e ajude o seu time no coração. Mengão que nessa parada. Sociedade Anônima da Brama sabe que é recorde tá aqui. Tá liberado, torcer. É isso. Tá liberado. Tá liberado, acreditar. Ele fala assim, né? É.
Sporting Bet, patrocinadora do Charla Podcast, QR Code tá aqui. Na dúvida, melhor a Sporting Bet. É muito fácil você apostar em vitórias do Flamengo. Exatamente. A margem de vitória é maior. Desde 2019. É isso, cara. Show de bola. Na dúvida, melhor a Sporting Bet. Sempre lembrando, a pós esportiva é pra você se divertir. Entretenimento. Não é investimento. Nada de renda aí. Nada disso.
Você não vai abrir um IPO na Bolsa, né? Não. Usa ali o dinheirinho. Você não vai ter um petroleiro, não vai. Não, não. É pra se divertir ali, o troco do pão. Entretenimento. Você vai secar o adversário mesmo, vai assistir o seu time. Show de bola. Maiores de 18 anos, hein? É isso. Tem alguma historinha de bastidor pra terminar, presidente? Ele tá pedindo pra contar do Pablo Mari. O Pablo Mari...
Vocês se lembram, veio no meio do ano, né? Do La Coruña. Do La Coruña. Férias da Espanha. Isso, e aí foi o scout. Sabe quem selecionou ele? Fabinho. Fabinho. Fabinho Soldado. Que massacrava o Fabinho aí na internet. É, Fabinho Soldado. Fabinho Soldado tinha identificado ele lá e tal, como chefe do scout lá do Flamengo, falou que esse cara... Ah, ele tinha sido eleito lá o melhor jogador da Série B lá da...
Da Espanha e tudo. E naquela época a gente estava sem grana, precisando comprar alguém e tal. E ainda estava dando para contratar, precisava contratar mais um zagueiro. E o Jesus tinha se encantado com o Léo Moura.
Desculpe com o Léo Pereira Que veio depois Que tinha feito o gol no Flamengo Quando a gente foi desclassificado na Copa do Brasil Mas eu falei Quero o Léo Pereira Naquela época eu fui conversar Botei o Bruno para conversar com a turma do Atlético Paranaense E ele voltou dizendo que o Mário Petralha Queria 8 milhões e meio de euros nele E eu falei Não tem 8 milhões e meio de euros para apagar E a gente foi E acabou contratando ele
O Pamari ficou aqui, mas no final... O Pamari foi tipo um plano B para o Léo Pereira. Foi um plano B para o Léo, porque o dinheiro não tinha para o Léo Pereira. O Léo acabou vindo em 20, né? É isso, exatamente. Aí a história é que, pô... O Pamari veio com a esposa, veio também com... Espanhol, né? Ele é espanhol. E veio com a esposa e veio com o...
o irmão da esposa dele, o cunhado. E parece que teve um problema com o cunhado, que teve um sequestro relâmpago. Pelo menos ele me relatou isso. Lá perto do Barra Shopping, por ali, a conversa dele. E aí a esposa dele foi lá para fora e tudo, com ele de férias e disse que não ia voltar para o Brasil.
Bom, aí ele chega e eu acho que já tinha conversado com o Jesus e tudo, e eu acho que o Jesus falou que ia continuar subindo para falar.
E aí o Jesus manda um recado para mim e tal. Aí eu ligo para ele, converso com Jesus. E Jesus fala, olha, já estou acostumado com esse troço. O cara, vou falar não para ele, ele vai ter dor de barriga aí durante uns 15 dias. Mas depois não vai ter jeito mesmo, vai acabar. Ele vai ter que jogar, ele vai ter que ficar aqui que se dane. Faleci. Bom, então tá bom. Deixa eu ver o que eu consigo aqui.
E aí surgiu a oportunidade do Edu Gaspar, estava querendo contratar ele. Não dá para contar tudo, mas dá para contar uma parte só. E aí no final, a gente...
Depois de... O Edu acabou ficando até exposto porque aparece o Pablo Mari lá. O Márcio. Lá em cima. O Marco Brás querendo matar ele porque ele tinha ido lá conversar com o Márcio e tal. Eu falei, cara, calma, Marco. Manda um cara tirar umas fotos dele lá.
com o pessoal do Arsenal e publica, que o pessoal do Arsenal vai adorar lá, vai dizer que, pô, que maravilha, vamos comprar o Flávio Maria e tal, vai ser bom pra gente, vamos subir o preço, pô. Não deu outra, a gente foi lá, tirou as fotos, botou aqui, e o preço subindo aí, pô, todo mundo uma aprovação total, grande zagueiro que tinha sido, ah, tinha sido jogando o Flamengo, e tal.
E aí, pô, ele voltou e aí ele foi ter uma conversa comigo, falou, não, presidente, eu preciso ir por causa da minha mulher. E aí eu fui, eu fui muito mal com ele, cara. Eu fui muito mal, muito mal, assim. Só para dar um susto. Depois eu falei que eu estava brincando, mas para dar um susto nele.
Ele falou assim, não, porque minha mulher, se eu entenda, minha esposa tá lá, meu filho, como é que eu posso ficar jogando aqui com a minha esposa lá? Tinha votado pra Espanha, é, aí eu cheguei pra ele, que eu tinha que ser duro, porque, pô, rapaz, olha, deixa eu dizer uma coisa pra você, vê se eu entendi direito, você tá dizendo que a tua esposa, você é jogador de futebol, vai ter que jogar pelo mundo inteiro, essa é a tua profissão, ela sabe que você escolheu assim.
Ela está dizendo para você que não vai mais ficar morando com você por causa do lugar que você escolheu? Esse lugar é o Rio de Janeiro? Ele falou, é. Ele falou assim, cara, sinceramente, o que eu acho que você deve fazer? Eu acho que você está perdendo uma enorme oportunidade de separar dela, viu, cara?
Aí ele ficou tomando um susto. Ele falou, calma, calma, tô brincando, tô brincando, tô brincando. Mas assim... Mas foi pra dar um choque no cara. Aproveita aí. Aproveita aí, porra. Aí ele tomou um susto. Não, tô brincando, tô brincando. Aí passou... Aí começamos a falar. E aí acertamos, ligamos lá pro...
para o Mário, falou, e agora? O negócio lá do Léo Pereira. Agora, sei lá, tudo bem, não dá para ser por menos 7 milhões e meio de euros. E aí a gente conseguia vender o...
Pobre Maria por oito. E mais uma série de gatilhos e mais não sei o que e tal. Depois da foto. Aí eu peguei... Depois da foto. Aí eu peguei, tirei o telefone e liguei pro... Pro... Pro Jesus e falei, e aí Jesus, o negócio é o seguinte. Eu chamava ele de Jorge. E aí Jorge, o problema é o seguinte. É, o garoto tá querendo ir embora mesmo. Eu até brinquei com ele aqui, mas vai ser ruim. Não vai ser legal ficar aqui com ele.
Mas, cara, assim, a gente consegue com esse recurso comprar o Léo Pereira, o pastor Léo Pereira. Jesus olhou para ele e falou assim, pode liberar agora.
Leopreira pode liberar agora. Então tá bom, beleza. Pode liberar agora. Deve ir pra Copa do Mundo. Então assim, não que Jesus não gostasse do Pabllo Maria. Ele gostava muito do Pabllo Maria. Gostava muito mais do Leopreira. Mas ele envia uma adoração, uma verdadeira adoração pelo Leopreira. Então tem essas coisas. Cara, espetacular.
Depois a gente pensa nas próximas e a gente... Olha, Landinho de volta ao Charla, já tá marcado. Beleza, quando vocês quiserem, quando vocês quiserem. Vai ser um prazer. Coisa espetacular, muito obrigado mesmo. Show de bola, cara. Valeu. Rodolfo Landinho esteve mais uma vez no Charla Podcast, voltará. E, ó, temos que marcar esse jantar, almoço? É, não temos, gente. Sem tempo, beleza? Vinhos, né? Pra conversar, né?
Pouca livre, eu tô dentro. É. O nosso convidado. O Landim está sendo convidado por nós. É, isso aqui é o Zé. Você vai ter que coçar a cara. Não, não. O chá vai bancar. Não, você... Betão, você vai ter que comprar um vinho. Não, tá bom. Eu sou muito obrigado a presidente. Como faz? É. Com sangue de boé, né?
Não, Miguelzinho vai fazer a curadoria com o Miguelzinho e o Miguelzinho. Curadoria, mas você que vai chegar aí. Eu sim, com todo prazer. É lá, hein. O presidente, meu. Fui feliz com o mundo dele. Tchau, galera. Esse é o Charlo Podcast. Tamo junto. Até mais. Valeu. Valeu, mano.
NordVPN
Plano VPN anual