239. Histórias do Reddit sobre stalkers e gaslighting | Terror na Esquina
Esse episódio vai de gaslighting de amigo imaginário até aliens reptilianos e quem sabe até fantasmas. Uma boa dose de stalking e uma história, a do Steve, que vai a níveis absurdos.
05:30 HISTÓRIA 01
19:55 HISTÓRIA 02
30:45 HISTÓRIA 03
40:45 HISTÓRIA 04
52:46 HISTÓRIA 05
01:06:33 HISTÓRIA 06
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Agradecimentos:
Phelipe Gomes Silva
Vitrine:
- Ex-namorado· SociedadeSumir e reaparecer de objetos · Sabotagem profissional e familiar · Stalking e perseguição · Medida protetiva de urgência
- Amizade tóxica e manipuladoraSteve · Sociopatia · Gaslighting em amizades · Abuso psicológico · Ameaças com arma
- Música e admiração por artistasNina · Mudança de nome legal · Criação de perfil falso · Colecionar fotos secretas · Rhiannon (música)
- Gaslighting e Invalidação EmocionalGaslighting · Manipulação psicológica · Dúvida da sanidade
- Ufologia e ExtraterrestresEntidade Biológica Extraterrestre (EBE) · Mudança de forma · Visão de quase-morte · Teoria reptiliana
- Relacionamento com amigo imaginárioTom, o amigo imaginário · Terapia de casal com amigo imaginário · Dependência emocional
- Fenomenos ParanormaisObjetos fora do lugar · Portas abrindo sozinhas · Sombra e aparições · Namorado observando do batente
Embora eu perceba que esse relato possa não ser levado a sério, possa ser removido ou simplesmente ignorado, decidi contar a minha história mesmo assim. Eu conheci essa pessoa, e pessoa está entre aspas, eu já dei um calafrio aqui, né, já subiu um friozinho na minha espinha porque pessoa está entre aspas, mas vamos lá. Conheci essa pessoa em um site de namoro online. E depois disso, esse indivíduo assumiu completamente a minha vida psicologicamente, emocionalmente e fisicamente.
Tenho 100% de certeza de que a pessoa com quem comecei a namorar em outubro do ano passado não era humana, mas um EBE, uma entidade biológica extraterrestre. Aqui, eu tô indo embora, tá? Eu vou, eu vou, eu tenho um compromisso.
Jeff The Killer é inspirado nessa imagem.
Então eu já vi que é tipo uma mistura de um monte de imagem, edição, não sei o quê, e eu amei que tem ela no meio também.
Tem ela, é muito legal isso, porque ela super estourada, a posição do rosto do Jeff é exatamente essa essa imagem.
Então eu, quando eu descobri isso, achei incrível que é um monte de coisa uma em cima da outra e a Namorada Sinistra.
E a Namorada Sinistra, a Mami também teve inspiração. Cara, olha só, essa menina é percussora de duas creepypastas e um dos primeiros memes na internet, da internet, não é mesmo? Sim, um dos primeiros memes. Você que é millennial Chora agora. Então, episódio de hoje é stalking e gaslighting, a pedido do gaslighting. Alguém pediu, não lembro quem foi, alguém pediu gaslighting. Eu falei, uma boa, uma boa.
Gaslighting em outros temas, né? É assim, puro gaslight também.
Então acho que foi do episódio do, da lesma que falaram, gaslighting talvez seria uma boa. Foi a Jô, foi a Jô que pediu. Então você que que não sabe o que é gaslighting. O que que é gaslighting, Cibs?
Gaslighting é quando a pessoa, uma outra pessoa, deixa você passar de doido. Tipo, eu vou na casa do Fê e troco uma coisa de posição e ele pergunta, ai, você mudou isso aqui de posição, Cibele? Eu falo, não, mãe, nunca, não, nem mexi nisso aí, sempre ficou nesse lugar. Fê, que isso, é doido? É isso, gaslighting num nível muito baixo.
Isso, do baixo, baixo, baixo, porque é uma espécie de manipulação, só que de uma maneira muito perversa, talvez.
É bem perversa, porque faz você duvidar de você mesmo.
Isso, você se paga de otário.
Isso.
Gaslight no Google para você: é uma forma de abuso e manipulação psicológica onde o abusador distorce informações ou nega a própria realidade para fazer a vítima duvidar da sua memória. Percepção e sanidade, que é o objetivo de enfraquecer o outro para obter controle.
A minha forma foi mais legal de explicar, foi muito, muito engravatado, não gostei.
Eu vi um slide agora, eu não sei da onde eu tô tirando essa ideia, mas a pessoa ia na casa da outra, eu acho que era uma amiga, não sei se eu contei isso aqui, que ela falava assim, ó, escuta, escuta, você tá escutando? Tão te chamando, tão te chamando. E fazia a outra pagar de doida desse jeito. E ela tipo, gente, eu não tô escutando, tem um fantasma, só pode ter um fantasma aqui na minha casa. Aí ela ficou desse jeito, tipo, começou, ela começou a guardar coisas dentro dos livros, e na hora que ela lê aparecia uma coisa dentro do livro, e ela ficava achando que ela tava endoidando.
Nossa, eu, a próxima frase que eu vou falar É assim, é muito ruim que eu vou falar, mas eu já geslightei uma namorada minha assim, porque a gente assistiu o filme Demônio juntas. E aí tem um barulhinho no final, um barulhinho nos créditos assim, não sei do que que é, mas é um barulho tipo de arroto, de alguma coisa sombria. E ela me perguntou, você ouviu esse barulho? Não, se eu tinha ouvido, eu só queria dar um sustinho nela.
Gente, ela voltou 500 vezes o negócio. E perguntando, Sibélia, não é possível que você não tá ouvindo. Eu falei, não tô ouvindo. Depois de um tempão que ela já tava cagada de medo, eu falei, não, eu tô brincando com você.
Mas então aí eu acho que deixa de ser gaslighting. Você fez, você tava tipo brincando com ela.
Se eu tivesse deixado, seria gaslighting.
Isso, se você tivesse deixado, ia ser gaslighting recreativo. Mas então olha, esse episódio vai ser composto por 6 histórias. Elas são mais ou menos grande, por isso que é um pouco menos. Geralmente eu trago 8. Posso começar? Posso começar? Eu tô animado, eu tô animado, eu tô também. Eu tava namorando o meu ex há 5 meses quando ele se mudou para minha casa, há cerca de 3 semanas. O apartamento dele tava com um problema grave de umidade nas paredes e precisava de uma reforma urgente.
Como minha colega de quarto tava passando uma temporada no exterior, eu achei que não teria problema acolhê-lo por um período de 4 a 6 semanas até as obras terminarem. No começo, morar junto parecia ótimo. O ciúme sempre foi um problema sutil entre a gente, já que a gente costumava sair separado uma vez por semana, mas dividir o mesmo teto parecia ter acalmado a insegurança dele. Mas aí um problema completamente novo e bizarro começou.
As coisas dentro da minha própria casa começaram a desaparecer e a reaparecer um dia depois, exatamente no mesmo lugar de onde sumiram. Eu não tô falando de sumir com as chaves e achá-las num canto perdido. Eu tô falando de procurar especificamente por um item em um armário, revirar tudo, não encontrar nada, e no dia seguinte o objeto tá bem ali na minha cara. Isso começou a acontecer com documentos, pequenos objetos, E até comida.
Eu tenho o hábito de levar uma barra de chocolate para o trabalho toda manhã, e eu costumo comprar aqueles pacotes grandes com 12 unidades. Logo que ele se mudou, eu acordei e vi que 5 pacotes inteiros tinham sumido. Perguntei a ele e ele jurou que ele não sabia de nada. Quando eu voltei do trabalho, eu abri o armário e o pacote tava lá intacto. Questionei ele de novo e ele riu da minha cara. Ah, talvez você só tivesse com sono e não viu quando você acordou.
Como eu não veria um pacote gigante com 12 chocolates dentro? Ok, eu achei que era uma piada de mau gosto, mas ele ficava extremamente irritado sempre que eu tocava no assunto. Isso começou a me deixar furiosa e desestabilizada porque os sumiços começaram a afetar coisas sérias, objetos de amigos que eu precisava devolver e documentos importantes com prazos rigorosos. Ele começou a gritar comigo dizendo que eu tava inventando as coisas só para causar drama no relacionamento.
Eu tava começando a achar que eu tava enlouquecendo. Atualização: foi quando eu decidi buscar ajuda na internet e descobri o conceito de gaslighting, a manipulação psicológica deliberada para fazer a vítima duvidar da própria sanidade. Eu fiquei horrorizada. Olhando para trás, eu percebi que todo o nosso relacionamento foi um sinal de alerta vermelho ambulante. Ele tinha pressa para tudo, me bombardeou com presentes e gestos românticos exagerados logo de cara até eu ceder.
Ficava furioso porque eu não queria dizer eu te amo na primeira semana ou conhecer a família dele imediatamente. Tentava me forçar a transar com ele sem camisinha, dizendo que eu não confiava nele. Ele controlava as minhas saídas, me fazia cancelar planos com amigos e chegou a invadir a minha conta no Facebook para mudar os meus status de relacionamento para comprometida, como uma forma de surpresa. O estalo final veio quando eu notei um padrão macabro: tudo o que sumia estava diretamente ligado à minha vida fora de casa.
Sumiu o presente da minha amiga, a chave da casa dos meus pais, os documentos de inscrição para um semestre de intercâmbio no exterior, algo sobre o qual tínhamos brigado feio porque ele não queria que eu fosse de jeito nenhum. Em pânico, encomendei uma câmera oculta. Enquanto a entrega demorava, eu decidi armar um plano para tirá-lo dali sem alarde. Menti dizendo que minha colega de quarto havia conseguido uma proposta de emprego.
Ia cancelar as férias e ia voltar em uma semana. Ele ficou furioso, mas não teve escolha. No dia seguinte, disse que ligou para o proprietário dele e que o apartamento misteriosamente estava pronto no fim de semana. Naquela mesma noite, me pediu em casamento. Me sugeriu que morássemos juntos em definitivo, alegando que eu nem gostava da minha colega de quarto mesmo, algo que eu nunca tinha dito. Fingi que eu não tinha entendido, sorri e disse que sim, que mudaríamos em junho.
Eu só precisava manter a paz até ele sair. Antes de a câmera chegar, um livro que eu comprei para o meu pai sumiu da mesa. Eu escolhi ignorar. Na saída, ele me perguntou de forma muito estranha se eu tinha levado o livro. Por que ele perguntaria se não tivesse esperado uma reação histérica minha? Eu disse: que livro? À noite, o livro voltou para mesa. Ele passou, olhou e disse: ah, esse era o livro que eu tava falando. E eu respondi seco: ah, tá bom.
E ele passou o resto da noite emburrado porque não conseguiu me desestabilizar. Quando a câmera finalmente chegou, eu instalei ela e escondi, deixei uma carta de trabalho importante sobre a mesa. Ela sumiu horas depois. Quando eu fui checar as gravações sozinha, eu vi o que eu já sabia, mas assistir foi de embrulhar o estômago. O vídeo mostra ele passando pela mesa, pegando a carta friamente, guardando na mochila da academia e a devolvendo no armário mais tarde.
Na última noite dele ali, eu decidi fazer uma tortura psicológica de despedida. Coloquei a gente para assistir um filme clássico, Gaslighting, que é traduzido como a meia-luz. Passei o filme inteiro comentando o quanto o vilão era doente, manipulador, psicopata, por esconder as coisas da esposa para fazer ela surtar. Ele passou a noite inteira em silêncio, visivelmente suando frio e de nervoso. No domingo, ele levou as coisas dele embora.
Meu irmão foi lá imediatamente com o chaveiro e trocou todas as fechaduras. Só então mandei uma mensagem terminando tudo, dizendo que sabia que ele roubava minhas coisas e que nunca mais queria ver a cara dele. E eu acabei bloqueando ele. Atualização 2: Mas monstros não aceitam perder o controle, não é mesmo? O término deu início a uma campanha de terror. Nos primeiros 4 dias, ele usou outros números para me mandar mensagens que variavam de choros de amor a insultos violentos.
Ele me chamou de cadela chorona e mandou uma mensagem clara de reza para nunca mais me encontrar. Então a sabotagem ficou profissional. Meus amigos começaram a me ligar dizendo que meu ex estava mandando mensagens dizendo que a gente terminou porque eu tava passando por um grave colapso de saúde mental. Ele descobriu o Facebook da minha mãe, a quem ele nunca conheceu, e mandou mensagens fingindo ser um amigo preocupado com os meus surtos psiquiátricos.
O pior aconteceu no meu emprego. Eu cheguei para trabalhar e os meus amigos ficaram chocados em me ver. Alguém tinha ligado para o escritório se passando pelo meu médico, afirmando que eu estava internado e não tinha condições psicológicas de trabalhar. Ele queria destruir a minha reputação, meu sustento e minha família. Apavorado, decidi passar uns dias na minha casa, mas foi um erro terrível. Na segunda noite, eu olhei pela janela e eu vi o carro dele parado do outro lado da rua.
Com as luzes apagadas, só vigiando a minha janela no escuro. A partir dali, o interfone do meu apartamento começou a tocar pontualmente às 3 da manhã por 5 dias seguidos. O colapso absoluto veio quando eu cheguei em casa em uma tarde e eu encontrei no tapete da minha porta um pedaço de papel dobrado com o desenho de uma chama. Isso aconteceu 3 vezes. Meu prédio tinha uma porta eletrônica trancas biométricas e câmeras. Ele não tava só na rua, ele tinha descoberto uma forma de burlar a segurança e tava entrando no meu prédio, andando pelo corredor enquanto eu tentava dormir.
Eu larguei tudo, deixei o apartamento, eu fui morar com meu irmão e a família dele. Passamos horas na delegacia com apoio da minha cunhada até conseguir reunir provas de assédio e ameaça suficiente para que o juiz concedesse uma medida protetiva de urgência. Minha colega de quarto e dona do apartamento ficou furiosa porque eu quebrei o contrato e mudei as trancas sem o consentimento dela, o que me fez sentir ainda pior por ter deixado aquele parasita entrar nas nossas vidas.
O único alívio no meio desse inferno é que minha vaga de intercâmbio foi aprovada. Eu tô antecipando a minha mudança para o exterior para agosto. Eu vou recomeçar a minha vida do zero do outro lado do mundo, na esperança de que ele finalmente encontre outra vítima e me esqueça. Nossa, muita coisa, muita coisa, todo mundo tá babaca, todo mundo.
Assim, gente, claro que não é fácil se livrar de um relacionamento, não tô falando isso, mas é difícil se livrar, principalmente quando você não enxergou os problemas desse relacionamento. Por que que eu tô falando que ela é babaca também? Porque ela tentou ainda uma vingancinha, uma coisa meio filme que não me comprou muito, sabe? Tipo, porra, tu já sacou, por que que você vai esperar chegar a câmera? Não sei o quê, você já tem certeza, manda esse homem embora da sua casa.
Aí depois que chegou a câmera, ai não, eu vou ver aqui agora, eu vou ver um filme com ele chamado Gaslight e vou gaslightar ele. Sabe assim, filha, recreativo, deslike recreativo dela nesse momento. E assim, claro que depois ele foi completamente, ele foi completamente errado desde o início, né? Mas o cara era realmente tipo psicótico, problemático. Ainda bem que ela reparou e conseguiu se livrar disso antes de aceitar um possível casamento.
E gente, é muito importante a gente pontuar inclusive que ela só percebeu isso porque ela foi morar um tempo com ele. Então às vezes é bom você conviver com uma pessoa antes de começar uma vida com ela, sabe? Pelo menos conviver bastante antes de aceitar um possível casamento, morar junto, fazer um test drive, né?
Às vezes ela passaria mais tempo com ele e às vezes o gaslighting ia vir de outra forma, de uma forma talvez muito mais sutil, que ela ia estar muito mais surpresa ele com uma dependência emocional, porque ela é louca de não ter criado uma dependência emocional nele. E achei isso fantástico, porque quem faz gaslight, quem é narcisista ao ponto de fazer gaslighting dessa forma, geralmente consegue uma dependência emocional.
Mas você vê que ele tentou, amigo, porque aí hoje a gente tá cheio de termos em inglês, tá? E gaslight, agora eu vou citar o love bombing, que ele era aquela pessoa no início, tipo assim, ser aquela pessoa, ai, muito romântico, muito tudo. Gente, isso é uma red flag também, sabe? Aí você não quer falar que me ama no primeiro, na primeira vez que a gente se encontrou, mas eu já tô completamente apaixonada e amor é a primeira vez, não sei o quê. Gente, a love bombing, isso não é saudável também, sabe?
É o máximo dos apaixonantezinha, né?
Exato, exato. Aí assim, ele tentou, ela foi loba de não cair nisso. E ela foi sortuda de conseguir escapar com intercâmbio, né? Porque vai ter o intercâmbio dela, vai conseguir sair de perto.
Aí veio a frase problemática dela de tomara que ele encontre outra vítima.
Todo mundo é maluco, eu tô falando.
Ué, peraí, você quer que ele faça isso com outra pessoa? Ok, te esqueceu é uma coisa, eu entendo completamente. O problema é transferir isso para outra pessoa, né?
Não, ele tem que se tratar, ele tem que não fazer isso com outra pessoa, nem com você, nem com mais ninguém. Doida! Nossa, mulher piradinha da cabeça também, querendo que ele faça isso com outras pessoas, querendo se vingar dentro do relacionamento, porque é perigoso também, gente. Vai que ele percebe também que ele percebeu coisa e tal e faz alguma coisa com ela. Eu ficaria com medo. E não adianta que se eles se casassem, tem as coisas do casamento, porque você pensa, ah, eles podem divorciar, pode.
Mas você vê que durante a história ele conseguiu entrar em contato com a família dela e com o trabalho dela sem ela ter apresentado para ninguém, porque ele não conhecia a mãe dela. E mesmo assim ele foi atrás, conseguiu.
Sim, além de que ele é stalker, né?
Exatamente. Agora você imagina se eles se casam, ela apresenta para toda a família, já tem um convívio com a família. Gente, é muito mais difícil de sair dessa situação. A Joana falou uma coisa muito importante: love bombing não é só você ser emocionado, é você ser emocionado com a intenção de manipular a pessoa. É tipo assim, você ter a intenção de cobrir aquela pessoa de amor, de muito carinho, para depois usar isso contra ela.
Porque depois disso, depois dessa bomba de amor, nossa, tudo, você pode fazer o que você quiser com essa pessoa, porque essas pessoas já tá comendo a sua mão.
Então vou fazer um recorte aqui que eu vou tirar a frase que Gabriel faz love bombing e que eu também faço.
Mas então vocês provavelmente não fazem love bombing, sabe?
Tipo, então eu sou muito emocionado, eu confesso, eu sou muito, eu amo estar apaixonadinho. É isso.
Então eu também, é muito gostoso a coisa do amor, início de relacionamento, mas é bom quando tá os dois no mesmo nível. E ninguém tá com a intenção de manipular ninguém.
Justamente. Mas então, voltando aqui, o próximo, cara, é ler e a gente conversa. É uma linha muito tênue.
Mudei-me para casa do meu namorado em novembro de 2021. É um trailer antigo e desde que eu cheguei eu sabia que tinha alguma coisa aqui, mas não parecia prejudicial e no início nem tentava se fazer notar. Eu tenho facilidade em sentir essas coisas porque eu lidei com paranormal, ou pelo menos com coisas que não fazem o menor sentido a vida inteira. No começo eram coisas habituais: objetos fora do lugar onde eu os deixei, batidas, armários e portas abrindo sozinhas, sombra, muita coisa que podia ser explicada.
Mas tem alguns episódios que eu não consigo esquecer. Primeiro aconteceu há alguns meses. Meu namorado e eu estávamos no quarto prontos para dormir e saí para pegar água na cozinha. Da cozinha dá para ver o corredor que termina no nosso quarto. Enquanto eu tava lá eu vi o meu namorado espiando pelo batente da porta do quarto, olhando fixamente para mim. Eu achei que ele tava brincando, mas quando eu voltei, ele tava deitado na cama sob as cobertas.
Quando eu perguntei por que ele tava espiando no corredor, ele não tinha a menor ideia do que eu tava falando. Corta para ontem. Saí de manhã para tomar café e lavar roupa. Quando voltei, todos os sapatos da nossa sapateira estavam no chão, mas não pareciam ter sido derrubados. Parecia mais que tinha sido tirados um a um e colocados ordenadamente no chão. No começo eu culpei os nossos cachorros, mas um deles fica trancado na caixa de transportes.
Ei, desculpa, gente, não pode prender cachorro em caixa de transporte o tempo inteiro não. Quando fui à sala, vi que a caixa de transportes dele tinha sido arrastada por todo o cômodo até a cozinha. Ele nunca moveu a caixa sozinho antes e nem sei como conseguiria, sem contar que os cachorros estavam completamente enlouquecidos. Eu não teria ficado tão incomodada se não fosse pelo que aconteceu quando fomos dormir ontem à noite.
Quando entrei no quarto vi o meu namorado me espiando de dentro do closet. Só que o detalhe é, meu namorado real tava logo atrás de mim, entrando no quarto comigo naquele exato momento. Quero fingir que eu tô imaginando coisas, mas não parece certo. Atualização 1: eu quero deixar claro que meu namorado acredita em mim e não tá fazendo gaslight. Estamos num relacionamento mais saudável da minha vida e ele faz de tudo para me confortar.
Ele concorda que tem algo na casa, só não parece dar tanta atenção a ele. Ontem, quando voltamos para casa, uma bandeira que temos presa na parede com taxas tava perfeitamente de cabeça para baixo, como se alguém a tivesse tirado da parede e pendurado ela de volta. Só que invertida. Meu namorado tava lá pra ver e eu fiz ele jurar umas 12 vezes que ele não tava brincando comigo. Ele nem teve tempo de fazer isso, pois não ficou sozinho no quarto desde que chegou do trabalho.
Outra coisa, fui purificar um quartzo pra dar ao meu namorado usar em um colar. Eu não sei o que é essa coisa, mas ela tenta se parecer com ele. Saí para fazer isso, para não purificar a pedra dentro de casa. Assim que eu acendi o incenso e o coloquei em cima do cristal, ele apagou como se alguém tivesse assoprado, e não tinha vento nenhum lá fora, e o ar tava completamente parado. Por fim, fomos dormir ontem à noite. Notei que um daqueles ganchos de pendurar a roupa na porta do banheiro, daquelas que você precisa levantar fisicamente para tirar da porta, tava simplesmente jogado no chão.
Não é o tipo de coisa que cai sozinha. Estamos fazendo de tudo para não reconhecer ou demonstrar atenção a nada quando estamos em casa. Se conversamos sobre o que tá acontecendo, fazemos isso apenas quando já dirigimos completamente para fora do nosso bairro. Já eliminei possibilidades químicas: monóxido de carbono, mofo, etc. Viramos a câmera da janela para dentro da casa assim que saímos, mas ela não pegou nada além dos cachorros.
Atualização 2: não houve muita atividade hoje. A única coisa digna de nota foi quando meu namorado acordou de manhã e foi ao banheiro. Ele disse que meu sabonete líquido, shampoo e condicionador tinham sido tirados do suporte e colocados perfeitamente em pé no fundo da banheira. Não parecia que eles tinham caído, mas eles estavam em pé como se alguém tivesse organizado ali de propósito. Estamos limpando a casa hoje para tentar passar incenso barra defumador amanhã.
Difícil jogar essa, né? Difícil, difícil.
É complicado, porque assim, por que que o namorado dela estaria fazendo isso, já que teoricamente nas outras coisas ele é uma pessoa saudável? Mas às vezes não tem porquê, às vezes essas coisas acontecem e não tem explicação, né? As pessoas sendo abusivas nem sempre tem uma explicação lógica, e não tem uma explicação lógica, gente, não tem motivo para você manipular outra pessoa. Mas não sei, que nem o negócio da bandeira de cabeça para baixo.
Se eles estavam juntos o tempo todo antes, como que essa bandeira de cabeça para baixo ficou de cabeça para baixo, sabe?
Ah, mas da mesma forma que acontecia as coisas de sumirem na casa da outra mulher, sumia.
Não, sim, mas nesse dia específico eles tinham saído juntos. E voltado juntos.
Não sei, é porque eu também estou sozinho, não sei. Então por isso que essa história ela acaba, não tem um, não fala é alguma coisa, só acaba. Mas ela foi tirada do Paranormal, que é um subreddit de histórias paranormais, e eu falei, cara, cabe no episódio de gaslighting, porque mesmo que seja um espírito pode ser um namorado abusivo tentando parecer que é um espírito, igual ele observando do batente da porta.
A única coisa, as duas únicas coisas que não dá para explicar realmente é quando o namorado dela tava observando ela de dentro do armário e ele tava atrás dela, e o incenso apagando. Agora Agora eu pensei numa coisa muito específica e não sei, só se esse cara tá traindo ela e tá escondendo alguém dentro de casa e essa pessoa tá barbarizando.
Ok, segura. No comentário que no chat falaram, a Vanilla falou: eu ficaria entre gaslighting e frogging. Meu, frogging. Alguém dentro da casa morando também. Mas eu acho, algum momento fala que é trailer, não é?
É um trailer, é verdade.
Não tem como morar outra pessoa dentro.
Não, mas dá para esconder ocasionalmente assim, tipo dentro do closet. Eles estavam preparados para dormir, às vezes alguém chegou, ou tipo assim, ela chegou e a amante tava lá, e aí vai, fica escondido aí até você Não sei, sabe? Não sei, gente, difícil. Mas aí, incenso, incenso não apagaria com vento também. Incenso é muito difícil de apagar, inclusive.
Acho que incenso apaga fácil.
Não, é porque ele é, porque o incenso apaga o fogo e ele continua pegando o foguinho. É, não sei explicar, mas é uma chama acesa.
Sim, sim, às vezes já comprou vagabundo.
É, às vezes ela comprou vagabundo. É exatamente, a Sinara falou, soprar incenso às vezes até ajuda e não apaga, tipo assim, ajuda ele a ficar mais forte. Então assim, esse negócio do incenso, fiquei meio desconfiada até dela. Acho que ela é— então a questão é também que a pessoa é muito mística, então eu acho que, né, que ela citou o negócio de defumar a casa de quartzo, incenso. Então ela já tem tendência a acreditar no sobrenatural.
Eu demoraria muito para levar para o sobrenatural se essas coisas tivessem acontecendo comigo. Eu acho que seria mais fácil levar para o lado de eu estou ficando maluca do que tem um fantasma aqui, sabe?
Então ela, ela verificou a casa, não tinha nenhum Não teve vazamento de monóxido, né? Por isso que eu coloquei essa aqui, porque eu sabia que ia gerar debate. Pessoal, você que tá escutando aqui agora, comenta aí no chat, arrasta para cima aí no seu Spotify, comenta se você acha que é gaslighting de algum dos dois, porque ela pode estar fazendo isso e colocando a culpa no namorado também. Se é gaslighting de algum dos dois, Ou se é um espírito ou algum tipo de poltergeist.
Ou ela é sonâmbula. Quer dizer... Não, pode também. Eu duvidaria. Há um tempo atrás eu duvidaria que fosse um amante escondido, não sei o quê, do namorado. Mas eu já ouvi cada história nessa vida que eu não duvido mais. Mas se for realmente uma coisa sobrenatural, minha filha... A defumação tá pouca nessa casa, vai ver aí as coisas, porque realmente o fantasma está nervoso. Aí é um poltergeist, tá nervoso aí, tem que fazer alguma coisa porque tá específico.
Quando eu comecei a namorar a Sara, achei que tinha tirado a sorte grande. Ela é inteligente, engraçada, linda, e tudo entre nós parecia correr de forma perfeitamente normal. Isso até eu descobrir que ela tinha um amigo imaginário chamado Tom. Eu não fazia a menor ideia da existência dele quando a gente ficou junto. No começo, achei que ela tava apenas brincando, sendo boba, quando dizia coisas cotidianas como Ah, o Tom disse que acha você engraçado, ou o Tom acha que a gente devia pedir pizza.
Eu ria, achando que Tom era apenas uma piada interna antiga dela com as amigas do colégio, mas a coisa mudou de figura muito rápido. Tom se transformou em uma espécie de terapeuta de casal que eu nunca contratei. A gente tava tendo uma conversa séria e complexa sobre o nosso futuro na outra noite, Quando do nada Sarah me olhou e disparou: Tom acha que você tá exagerando. Eu simplesmente congelei olhando para a cara dela e eu pensei: que ótimo, agora eu tô levando uma prensa dupla da minha namorada e do amigo imaginário dela.
Eu perdi a paciência e perguntei com toda educação do mundo: dá para o Tom ficar fora da nossa conversa e das nossas brigas, por favor? A Sara ficou devastada. Ô, parecia ficar devastada. Olhou para mim como se tivesse cometido um crime e disse que Tom era o seu porto seguro há anos. Depois disso, ela passou dias mal falando comigo. Era óbvio que Tom também tinha comprado a briga comigo. É uma sensação enlouquecedora estar em um relacionamento onde você sempre perde discussão porque a sua namorada tem um voto de Minerva embutido na própria cabeça que sempre vai dar razão a ela.
Eu decidi que a gente precisava ter a conversa. Sentei com ela e, com muito cuidado para não parecer grosseiro ou julgar a sanidade dela, eu expliquei que a presença constante de Tom tava sufocando a nossa relação. Sarah riu de nervoso no começo, mas de repente o rosto dela mudou. Ela ficou séria, respirou fundo e disse: Tudo bem, acho que é hora de eu te contar a verdade sobre o Tom. Eu achei que ela ia confessar que era apenas um trauma de infância, uma mentira de criança, mas não.
Ela olhou nos meus olhos e me revelou que o Tom não era apenas um amigo imaginário. Ele foi o namorado dela no ensino médio. Ela explicou que criou Tom na adolescência para ser o namorado ideal, já que os garotos reais da escola eram todos decepcionantes. Na mente dela, ela o moldou para ser o cara mais compreensível, engraçado, protetor, alguém que sempre estaria do lado dela para inflar o ego dela. O problema é que mesmo depois que ela cresceu e começou a namorar pessoas reais, reais, pessoas reais e de carne e osso, o Tom simplesmente nunca foi embora.
Ele continua ali morando na mente dela. Assistindo a todos os seus relacionamentos. Agora eu tô aqui, trancado em casa, sabendo que eu tô preso em um triângulo amoroso com uma projeção adolescente que é literalmente perfeita demais para ser verdade. Eu não sei como competir com um rival invisível que não comete erros. Eu vou te dizer uma coisa: se eu acordar no meio da noite, ouvir ela sussurrar obrigada, Tom, no escuro, De novo, eu acho que eu vou perder a minha cabeça.
Ô meu amor, deixa eu te explicar uma coisa. Você não tá preso nesse relacionamento, nesse triângulo amoroso não. Você pode sair, ó, a porta fica logo ali.
Mas chegamos no ponto onde ele tem a dependência emocional para que ele continue nessa caixinha. É muito difícil, Cibs. É muito difícil.
Tudo bem, tudo bem. Mas assim, é porque é um nível acima, meu amor.
É absurdo, é absurdo.
É assim, é um nível que ele teve que abrir essa exceção de, ah não, ela é um pouquinho doidinha, minha cônjuge é um pouquinho, né, fora da casinha.
Desde o começo, ela tem um namorado.
Imagina, ela criou esse namorado. Primeiro, se o Tom fosse tão perfeito assim, ela não tinha terminado com ele, não é mesmo?
Não é perfeito, sabe? E mesmo ela criando um namorado perfeito, ele não conseguiu ser perfeito porque ele não existe. Esse é o ponto.
Assim, mas é assim, prioridade, sabe? Ai, é Ele já notou que tem um problema, ele se incomoda com esse problema, essa menina não vai mudar. É a partir daí eu entendo que é difícil, tem a dependência emocional, mas é quando você reconhece que tem um problema, é aí que você tem que começar a trabalhar para sair disso, gente.
E ele teve a conversa com ela, a conversa difícil que todo casal tem várias vezes durante o relacionamento, e Ele só aceitou levar, empurrar mais com a barriga o relacionamento. E agora ele tá surtando porque ela tá conversando com ele de madrugada no escuro. E obrigada de novo, amigo.
É porque eu acho que ele tem a esperança dela mudar e ela não vai mudar. Assim, 99% de certeza de todos os casos, a menina não vai mudar. Sabe, ele tá acreditando muito nisso de que, porque senão, por que que ele estaria com ela? Se é assim, ela, ela tem essa coisa que é muito grande no relacionamento. Eles não podem ter uma conversa que ela enfia um amigo, um amigo não, um ex imaginário no meio. Gente, se fosse imaginário, não, pera aí, se fosse um ex real eu já ia ficar puta.
Imaginar então Pelo amor de Deus, meu amor, sabe? E outra, quantos anos você tem? Meu Deus do céu, vamos, vamos estar crescendo, vamos estar. Porque assim, vai dela também perceber que isso não é uma coisa legal também dela ter para cabecinha dela, sabe?
Porque ela tá em constante sofrimento por causa disso.
Ela está em constante sofrimento. Ela já passou da hora de procurar psiquiatra. Realmente, eu não tô falando isso como demérito não, gente. Psiquiatra, eu vou em psiquiatra e minha vida mudou desde que eu comecei a ir. Por que que eu fui no psiquiatra, procurei um psiquiatra? Porque eu vi que eu tinha problemas de cabeça e que esses problemas atrapalhavam a minha vida. E aí eu descobri que não é um bicho de sete cabeças, que eu poderia o quê?
Me medicar durante um tempo, fazer terapia para essas coisas serem solucionadas, para eu até conviver melhor com outras pessoas. Então, se ela reparou que tem um problema que está incomodando, incomodando o namorado dela, o namorado também percebeu, sabe? Vai nela também querer melhorar da cabeça dela.
Cara, te irritou esse relato, né?
Você acha, amigo?
Mas eu sabia que esse ia— não, esse relato deixou o chat empolvoroso. Que até você falou aqui que às vezes até outra personalidade que ela cria, né? Mas mano, essa, quando eu li, eu falei, gente, que história, que história bizarra, bizarra.
É porque esse menino já teve que abrir um milhão de concessões para estar com ela. E aí quando eles tiveram a DR, piorou, piorou, conseguiu piorar. A gente tava na história num ponto que eu tava assim, nossa, que fim do poço. Não teve a conversa Nossa, cavou o fundo do poço ainda para ir mais fundo, gente.
Mas o mais fundo ainda nem é mais fundo, porque esse Aita, ó, eu já peguei no compilado de todas as atualizações, e todas as atualizações acabam quando ele não resolve o problema que tá ali. Ele já tem noção desse problema, então ainda continua, sabe? Ainda continua.
É complicado, né?
Até o Tom falar, vai, mata ele, mata ele, tá atrapalhando nosso relacionamento.
Não, e assim, você falou isso rindo, mas eu não duvido não. Vai que ela realmente vê esse Tom, sabe? Vai que não é nada imaginário, vai que realmente é uma criação da cabeça dela que faz ela acreditar.
Gente, isso é preocupante demais, demais, demais.
Não, essa história é muito preocupante, eu estou muito revoltada. Eu tô quase na porta desse menino batendo, falando: você vem sentar, tem meia horinha de conversa.
Vamos ali na terapia. Nem é com o Tom, é com você, porque você não terminou ainda, sabe?
E outro, ó, você falou aqui se Pau Tom é um obsessor que ficou na vida dela. Só piora, gente. Não tem, vocês estão entendendo que a gente já trouxe aqui várias, várias opções e nenhuma delas é boa? Nenhuma delas são péssimas.
Concordo com você, concordo, sabe? Não tem uma boa.
Fica, nossa, você ficou realmente revoltada com essa? Fiquei, fiquei. Ela não se resolve de forma boa. Ai, sinceramente, sabe? Vamos lá que eu vou ler mais uma para vocês. Embora eu perceba que esse relato possa não ser levado a sério, possa ser removido ou simplesmente ignorado, decidi contar minha história mesmo assim. Eu conheci essa pessoa, e pessoa está entre aspas, eu já dei um calafrio aqui, né, já subiu um fiozinho na minha espinha porque pessoa está entre aspas, mas vamos lá.
Conheci essa pessoa em um site de namoro online e depois disso esse indivíduo assumiu completamente a minha vida psicologicamente, emocionalmente e fisicamente. Tenho 100% de certeza de que a pessoa com quem comecei a namorar em outubro do ano passado não era humana, mas um EBE, uma entidade biológica extraterrestre. Aqui eu tô indo embora, tá? Eu vou, eu vou, eu tenho um compromisso. De tempos em tempos, ele me atormentava, mudando de forma brevemente para o que eu acredito ser sua verdadeira forma.
Antes disso acontecer, eu tava familiarizada com a teoria reptiliana de David Icke, mas nunca esperei vivenciar algo assim. Em sua verdadeira forma, esse ser parecia expandir suas pernas e corpo até ter aproximadamente 2,40 m de altura. Certa noite tive uma visão aterrorizante em que fui atingida por um carro. Na visão acordei em um hospital deitada nos braços do Web. Acredito que aquela visão foi implantada em mim por alguma razão, possivelmente para me tornar emocionalmente apegada a ele.
A experiência foi ao mesmo tempo aterrorizante e estranhamente bela. Parecia que eu tinha morrido por cerca de 5 minutos enquanto tava no hospital. Durante aquela visão, eu vi o que as pessoas costumam descrever como a luz. Senti como se tivesse viajando através do buraco de minhoca para outra dimensão, possivelmente o céu. Podia ouvir vozes de membros da família e naquele momento eu realmente queria morrer, porque o lugar para onde eu tava entrando parecia maravilhoso, era bonito, pacífico.
Então eu ouvi a voz da minha mãe me dizendo para respirar e eu voltei a mim. Quando eu voltei, o Hebe, com quem eu estava namorando, me segurava em seus braços. 4 dos seus amigos estavam ao meu redor. E todos disseram que eu tinha caído e batido com a cabeça com força. Nunca esquecerei essa experiência, mas infelizmente não foi a última coisa estranha que aconteceu. Continuei namorando essa pessoa, entre aspas, por pouco tempo, por pouco mais de um ano.
Finalmente terminei com ele há alguns meses. Além da mudança de forma aleatória, outras coisas bizarras aconteceram. Dessa vez eu tava deitada na cama com ele no quarto quando de repente todo o quarto pareceu se transformar em uma espaçonave. Eu o vi pilotando ela. Pouco tempo depois adormeci e acordei em pânico. Devo mencionar que quando começamos a namorar Ele negava veementemente acreditar em UFOs. Ele dava o tipo de resposta desdenhosa típica de uma pessoa normal, ou talvez uma pessoa desinformada daria.
Ele negava tudo. Mas perto do fim do relacionamento, quando eu trouxe o assunto à tona novamente, suas opiniões tinham mudado completamente, quase como se ele tivesse esquecido o que me dissera meses antes. Coisas muito estranhas continuaram a acontecer comigo. Tive sonhos bizarros envolvendo experimentação médica, alienígenas invadindo meu quarto, interações com descendentes híbridos alienígenas. O incidente final que me fez decidir terminar com ele aconteceu tarde da noite, enquanto eu tava abraçada com ele.
Alguém bateu na minha porta. Quando eu tentei me levantar para atender, eu percebi que eu tava paralisada. Eu literalmente não conseguia me mover. Deve-se notar também que esse indivíduo era extremamente antirreligioso por alguma razão. Isso me fez começar a acreditar que os alienígenas podem ser, na verdade, demônios, e que alienígenas bons podem ser o que entendemos como anjos. Esse ser tentou muito me persuadir de que Deus não existe.
Ele me disse que quando eu morrer simplesmente apodrecerei no chão e que os humanos não têm espíritos. Suas características físicas eram incomuns. Ele tinha olhos verdadeiramente avelã, cabelo castanho avermelhado, um corpo extremamente esguio com a caixa torácica aparecendo. Sua língua parecia anormalmente grande. Ele também tinha cicatrizes e marcas de nascença em lugares aleatórios do corpo. Uma marca em particular parecia uma cicatriz de algum tipo de agulha alienígena ou dispositivo de injeção.
Parecia 3 pontos triangulares com um círculo marrom ao redor deles. Às vezes, enquanto ele mudava de forma, fendas apareciam em seus olhos. Cada mudança de forma durava apenas aproximadamente 1 a 5 segundos. Sempre que acontecia, eu imediatamente esfregava meus olhos ou desviava o olhar, tentando me convencer de que tinha alguma coisa muito errada comigo. Mas sei que eu não sou louca. Eu acredito que essa era a maneira dele de me atormentar.
Eu não sou a mesma desde a experiência de quase-morte. Acredito piamente que essa coisa se aproveitou de mim para obter minhas células reprodutivas e as coletou enquanto eu dormia para clonagem, ou para outra coisa que eu nem consigo imaginar. Se alguém teve uma experiência semelhante ou enviou um relato parecido, por favor, entre em contato comigo. Eu sei que eu não sou louca. Eu tava 100% bem até conhecê-lo. Eu nunca contei a ninguém essa história porque eu tenho medo do que os outros podem pensar de mim.
Tenho tido muita dificuldade em lidar com o que aconteceu e uma dificuldade ainda maior em expressar emoções. Eu me sinto morta por dentro, apática, vaga e desconectada.
Tem hora que a gente acha que não existe experiência única, né? Mas tem hora como essa, depois desse episódio, desse relato, que eu falo, gente, tem experiências que são realmente únicas.
Eu tive uma dificuldade muito grande durante a leitura desse relato porque teve um momento que ela falou assim, ai, que ele me segurava nos braços dele. Aí deu ponto final. Aí depois, 4 amigos estavam lá e tal. Eu imaginei ela em 4 braços. E aí eu fiquei imaginando o namorado dela como 4 braços do Ben 10 o tempo inteiro, durante toda a história. Foi muito difícil para mim imaginar ela terminando com 4 braços do Ben 10. Foi muito complicado para mim, não vou negar.
O Quatro Braços é um extraterrestre. Esse é um relato sobre namoro um extraterrestre ou não.
Ô, gente, assim, é muito delicado isso para mim porque eu já fui muito criticada no meu canal. Cibele na Terra do Medo, sigam Cibele na Terra do Medo. Eu já fui muito criticada no meu canal porque eu não levo a comunidade da ufologia a sério. Eu levo sim, gente, eu respeito vocês, só que eu não consigo não fazer piada. Eu faço piada até algumas coisas que eu gosto, mas é porque tem coisa que ultrapassa vários níveis e eu fico realmente muito gag, a ponto de ter esse tipo de reação.
E agora, um dos últimos vídeos que eu postei no canal foi justamente relato dos inscritos com OVNIs, e eu avisei isso para eles: olha, eu vou rir de algumas coisas, mas eu vou rir com muito respeito. Então, moça que mandou o relato, eu estou rindo muito, Mas é, eu tô levando a sério de verdade, mas assim, eu não consigo não rir porque é muito engraçado imaginar alguém namorando um ET e que a abreviação é EBE, Entidade Biológica Extraterrestre.
Então eu fiquei imaginando o ET falando o tempo inteiro: pois em breve completarei 15 anos. Foi muito difícil para mim esse relato.
É que eu consigo transportar ele de novo para moça que tem um relacionamento, que tem o amigo imaginário, né, o ex-namorado. Pode ser o Tom também, mas nesse caso ele se transforma, né, em ET, depois volta e fala que não acredita em OVNI, que, bom, faz a manipulação dele para cima dela para tentar convencer de que ele não é um extraterrestre, porque ela descobriu, né, ela viu. Mas se ela tá pensando, projetando isso nele se ele não for um extraterrestre mesmo, né? Porque a gente tem aqui a possibilidade dele ser um extraterrestre.
Sim, é bem possível.
É, não descarto, não valido, mas também não descarto. Ela também tá obviamente em profundo sofrimento porque ela fala que ela se sente morta por dentro, apática, vaga e desconectada. Então ela tem aí alguns sentimentos que não são positivos em relação a esse relacionamento.
Desculpa, mas eu acho que eles terminaram, acho que ela terminou com ele. Então, e tem uma parte que é uma coisa meio Namorada Perfeita também, é um grande spoiler inclusive se você nunca viu esse filme, mas dessa parte aqui meio Crepúsculo que ele salvou ela e segurou nos seus braços, eu ia falar nos seus 4 braços, mas eram só 2, segurou nos seus braços e salvou ela, só que isso na verdade não aconteceu e Doido, né?
Então, demais. Eu, às vezes ela romantizou tudo isso e escreveu uma fic de ET Edward Cullen, sabe?
Nossa, seria uma bela fic, tá? Isso daria uma bela fic. Aqueles livros duvidosos de R$1,99 da Amazon.
Um dragão me engravidou.
É umas coisas assim.
Sim, sim.
Ai, gente, mas eu amei essa história. Foi uma história complicada, mas eu adorei.
Ah, eu quis trazer histórias fora da caixinha envolvendo Stalking Gaslight, né?
Porque a gente sempre quer, mas aí fora da caixinha você saiu até do planeta. A caixa ficou para trás mesmo, literalmente saiu do planeta. Eu geralmente falo que você vai até o inferno, né, buscar as histórias. Dessa vez você foi até outra galáxia.
Até outra galáxia. Quando eu tava na faculdade, eu conheci Steve. Ele era atraente, falava bem, era confiante e bombado. Eu, por outro lado, era um garoto mais gordinho de 19 anos com complexo de inferioridade gigante. E para chamar atenção e esconder minha inadequação, eu agia de forma exagerada. Eu usava roupas mais femininas nas aulas e interrompi os professores com piadas só para conseguir uma risada. As pessoas não gostavam de mim, mas me achavam demais para se ter por perto.
De início, Steve me intimidava e não falava comigo. Ele tinha acabado de ser expulso do acampamento de recrutas do exército e dizia a todos que foi por uma lesão grave, Na verdade, eu vou contar aqui um pouquinho mais para frente. Nessa aproximação que aconteceu por acaso em uma reunião na casa do Corey, que é um colega de quarto dele, eu tava bebendo e tentando manter distância até que alguém me passou um baseado. O Steve acabou debochando: nem passa para ele, ele é um bom moço.
Aquilo acabou me irritando um pouco. Para provar o contrário, eu dei o maior trago que eu consegui. Foi um erro brutal para alguém de primeira viagem na maconha. Eu tive uma crise de tosse, todo mundo riu, mas o pior veio depois. Ninguém me avisou que misturar álcool e maconha dava o chamado teto preto. Eu comecei a entrar em pânico, fiquei paranoico, tava achando que minha língua tava inchando e que eu ia morrer. Quando todos foram embora, restando apenas eu, Corey e Steve, eu expliquei o que eu tava sentindo.
E por incrível que pareça, Steve me acolheu. Ele me guiou pelo ataque de pânico, me acalmou, me colocou no controle e colocou um controle de videogame na minha mão até eu ficar sóbrio. Foi um gesto genuinamente legal, o início da melhor amizade que eu já tive. Até se tornar o relacionamento mais tóxico e abusivo da minha vida. Ao longo do ano seguinte, estar perto do Steve era como uma droga. Ele tinha o poder de fazer você se sentir importante.
Hoje eu sei que ele era um sociopata completo, mas você não vê os sinais até que seja tarde demais. Ele me importunou até eu começar a malhar com ele. Eu ganhei confiança, perdi peso, saí do meu casulo de eremita e eu tava realmente feliz. Foi nessa época que eu conheci a Lisa, o grande amor da minha vida. Eu nunca teria a coragem de flertar com ela se não fosse pela nova confiança que Steve me deu. O problema é que sociopatas exigem dominância total.
Os sinais vermelhos começaram a aparecer, mas eu acabei ignorando. Um dia, vendo a Lisa se afastar, o Steve se virou para mim e disse: eu poderia tirar ela de você se eu quisesse. Não se preocupa, eu não quero ela. Eu prefiro as minhas vadias mais magras. Mas eu só achei que você deveria saber. Cara, eu não posso dizer o quanto que eu fiquei bravo, mas ele pediu uma desculpa sem vontade e eu acabei deixando para lá. Depois Eu soube que ele namorava uma caloura e abusava psicologicamente dela com gaslighting e insultos, mas eu pensava, ah, as pessoas estão interpretando mal o humor dele.
Cara, eu tava completamente cego. O tempo passou, a Lisa e eu nos transferimos de faculdade e, por referência ou coincidência, fomos parar na mesma cidade onde Steve morava. O compromisso me assustou e eu acabei terminando com a Lisa pela primeira vez de um jeito babaca, pelo telefone. Sozinho, eu me mudei para o mesmo complexo de apartamentos do Steve. Foi quando me tornei um grande alcoólatra e Steve percebeu isso e usou contra mim.
Ele me forçava a sair para beber usando as mesmas táticas de intimidação de quando ele me levava para malhar. Se eu dizia que não tinha dinheiro, ele disse que ia pagar. No final da noite, eu recebi uma conta enorme e ele dizia que só pagaria as primeiras rodadas. Eu fiquei sem dinheiro, eu tive que pedir emprestado para aluguel, me coloquei ainda mais sob o controle dele. Se eu tentava dizer não, ele me fazia sentir o pior amigo do mundo.
Depois ele me apresentou a uma amiga dele, Jennifer. Eu me encantei por ela e Steve garantiu que ia sondar o terreno para mim. Dias depois, os dois estavam namorando. Ele a manipulou só para afirmar a dominância sobre mim de novo. Um pouco tempo depois, a Jennifer parecia exausta e abatida. Eu notei e ofereci uma ajuda amigável. Quando ela contou isso para o Steve, ele teve um ataque de fúria absoluto. Ele tinha começado a tomar esteroides, então ele foi até meu apartamento, esmurrou a porta e gritou que ia me matar.
Passei uma hora sendo ameaçado na minha própria sala até convencer ele que as minhas intenções eram puramente amigáveis. Quando ele acreditou, o interruptor mudou. Ele sorriu, voltou a ser o meu melhor amigo e largou a Jennifer logo em seguida. Lisa e eu voltamos, mas ela mantinha distância do Steve até que em uma festa Steve abusou fisicamente dela. Apalpou ela de forma agressiva. Ela veio até mim chorando, com raiva e nojo, dizendo que ele tinha agarrado os seios dela.
E a primeira coisa que saiu da minha boca foi: Chivi não ia fazer isso, talvez você entendeu mal. Eu tenho uma vergonha profunda disso até hoje. Eu fui falar com ele, que deu uma desculpa esfarrapada de que tinha esbarrado nela sem querer na cozinha lotada. Eu acreditei nele, eu voltei para Lisa com essa versão. Ela foi embora, ficou uma semana sem falar comigo, e pouco depois a gente terminou de vez. Ela tava coberta de razão.
Eu entrei em uma depressão profunda, voltei a engordar, o Steve passou a me chamar de gordo de merda. E mesmo assim, por estar sem dinheiro, eu aceitei o convite dele e de um outro desconhecido, o Greg, para a gente dividir uma casa. Foi morando sob o mesmo teto que a verdade finalmente apareceu. Uma noite, bebendo com Greg, perguntei sobre a tal lesão que tirou Steve do exército. Greg riu. Você não sabe que ele é doido? Ele foi expulso antes de terminar o acampamento porque o comandante o ouviu planejar assassinar a ex-esposa, a filha e o amante.
Ele passou por uma avaliação psicológica e foi dispensado por ser insano demais. Eu confirmei a história mais tarde com amigos de infância dele. A partir daí, a situação da casa escalou para perigo real. Steve voltou a usar esteroides, começou a traficar drogas e mantinha uma arma carregada em casa. Eu o vi apontar essa arma para a cara de um cliente na nossa varanda, ameaçando matar ele por causa de dinheiro. À noite, ele chegava completamente embriagado, tendo surtos paranoicos, chorando no chão e gritando ofensas racistas e teorias da conspiração absurda, até que o alvo mudou para mim.
Após uma discussão boba, ele foi até o quarto e voltou quebrando tudo. Apontou a arma carregada diretamente para o meu rosto e gritou que se eu não respeitasse, ele ia me matar ali, ali mesmo, naquela hora. Por dentro eu tava me cagando de medo, mas eu mantive uma calma fria que eu nem sabia que eu tinha. Eu olhei bem para ele e disse: você não vai atirar em mim, sabe por quê? Porque eu sou um dos poucos amigos de verdade que te resta.
Cara, ele congelou na hora. Ele lutou internamente, dava para ver que ele tava lutando internamente, e abaixou a arma. Eu perguntei se eu podia voltar a assistir Netflix e ele marchou de volta para o quarto. Dias depois, ele e Greg vieram me intimar para conversar sobre eu morar ali, e eu cortei Não precisa, eu tô saindo. E no dia da mudança, enquanto eu levava as minhas coisas com a ajuda do meu amigo Nick, acidentalmente eu quebrei a maçaneta da porta.
Steve, ele perdeu o controle, gritando comigo no meio da rua e berrando ofensas racistas e pesadas. Quando a gente entrou no carro, Nick me deu um único olhar de reprovação pelo que eu aceitava passar. E eu disse, cara, eu sei, eu sei, é por isso que eu tô indo embora. Bastou aquele olhar de um amigo de verdade para a última peça do quebra-cabeça se encaixar. Que eu estive, não passava só de um pedaço de lixo. Eu cortei relações, bloqueei em tudo.
Um ano depois, quando ele insultou a minha mãe no Facebook, e eu nunca mais o vi. A última vez que eu soube dele foi 2 anos depois. Quando o Nick viu ele em um shopping. O meu coração parou e eu tive ataque de pânico. Eu precisei correr para o carro. O trauma ficou, mas eu saí vivo. Se você tá em um relacionamento, seja amoroso, de amizade, e começa a ver algumas red flags, cara, não ignora. Eu justifiquei o injustificável por causa de um gaslighting que eu tava sofrendo, uma lealdade cega.
E por medo. Eu tive sorte. Coisas podem ser substituídas, mas você não. E quanto ao Steve, cara, por favor, fica exatamente onde você tá. Eu nunca mais quero ouvir falar de você. Que tour, né? Que tour!
Que tour! E essa história me lembrou muito Meninas Malvadas, principalmente da metade final para cá, não tanto, mas até a metade é muito Meninas Malvadas versão masculina e mais 18, com coisas pesadas e drogas.
Sim, Meninas Malvadas acontece também, né, de virar o jogo. Até o começo tem o gaslighting, né? Um pouco de gaslighting.
O Steve tem a síndrome de Regina George mesmo, sabe? Ai, eu super poderia ficar com sua namorada, sabe? Mas eu não vou ficar não, eu não quero, porque ela é gorda. Mas se eu quisesse, eu poderia, tá bom? Olha, se eu quisesse, é, sabe? Ele fazia umas coisas assim, essa manipulação. De chamar de gordo, etc. Enfim, mas tive uma péssima pessoa. E aí a gente vê que gaslight não é só com relacionamento amoroso, né?
Isso que eu ia falar, amizades também existem gaslighting. Até pessoa, tipo, você dividindo apartamento com alguém ou só um colega de trabalho, e pode acontecer gaslight contigo.
Gente, quer ficar gag? Às vezes até com mãe, com pai, sabe?
Ah, sim, sim, sim.
É raro, mas acontece bastante.
É raro, mas acontece bastante. Mas é uma, sabe, gaslighting é uma coisa que ele tentou devolver o constrangimento de uma arma apontada para ele, né? Voltando naquela história do serial killer. Do episódio passado, mas foi muito arriscado.
Não faço isso. Eu achei bem arriscado porque poderia não colar, porque o Steve não é uma pessoa confiável.
Manuel falou aqui que ele dobrou a aposta. Ele tentou, ele conseguiu nesse caso, mas se fosse, sei lá, se fosse numa quarta-feira, talvez seria diferente, sabe?
Exatamente. Não mudava nada, só outra hora poderia dar uma merda muito grande para o lado desse menino.
Ele foi muito na confiança, foi, ele tentou, ele foi na ideia de ser procudo, sabe? Mas sabe, eu acho que nesse caso aí ele cansou, ele falou assim, ai, cara, eu preciso fazer alguma coisa. E foi nessa hora que teve que procurar fazer alguma coisa ali, sabe?
Sim. É porque ele servia muito de escada para autoestima do Steve também.
O Steve parecia que tinha que diminuir ele para poder se sentir no poder, né?
O Steve desde o início era o mais legalzão assim dos dois, sabe? Tipo, mais popular, o mais escalafobético, sabe? O mais procudo.
Ele só reforçava isso o tempo inteiro, colocou ele para poder treinar, tava colocando ele para frente. Só que tudo isso era para manipular ele, né? Só para ter controle.
Exatamente, o que ele queria era controle, não era o bem do OP.
É, ele queria o controle. Bom, bora para a saideira.
Bora, Sky! Meu noivinho! E eu estamos completando 5 anos juntos, construindo uma vida linda e tranquila em Los Angeles. Mas tudo o que temos hoje quase foi sufocado pelo ano em que aconteceu o nosso encontro, o ano em que ele virou o centro da alucinação de uma maníaca. Na época, ele namorava uma garota chamada Sidney. Quem é da cena do metal e dos motoclubes da nossa antiga região conhece o meu homem. Ele é o tipo de cara magnético que as pessoas simplesmente orbitam.
As mulheres sempre tentam algo com ele, estivesse ele solteiro ou comprometido. Por isso, quando uma amiga da Sidney, a Nina, começou a se aproximar, ninguém estranhou no início. Mas a inocência da Nina durou pouco. Ela rapidamente começou a caçar momentos para ficar sozinha com ele. Mandava mensagens no privado do Instagram constantemente, o seguia em cada pausa pra fumar e aparecia em absolutamente todos os shows da banda dele.
O detalhe bizarro? A Nina odiava metal. Ela passava o show inteiro assistindo a ele, não à música. Pra disfarçar a obsessão, ela começou a chamá-lo de irmão mais velho. Detalhe: ela era 3 anos mais velha que ele. Meu homem inocente achou que ela era só uma garota alternativa tentando se encontrar na cena, até que a máscara caiu. Meu noivo criou um grupo com ela e a Sidney para forçá-la a falar em público. 6 meses depois, a Lena mandou uma mensagem no grupo sugerindo que os 3 fizessem uma homenagem ou entrassem em um relacionamento poliamoroso.
A Sidney ficou horrorizada. Meu noivo, enojado com a audácia dela de trair a própria amiga, encerrou a conversa e a xingou de tudo quanto é nome. Sabe o que a Nina fez? Saiu dizendo para os outros que adorou a reação dele porque ele parecia um namorado protetor. A partir dali, ele passou a ignorá-la. Mas o círculo de amigos era o mesmo. Meses depois, em uma festa onde todos beberam, ela o encurralou sóbria e começou a fazer perguntas extremamente íntimas e inadequadas sobre o corpo dele.
No dia seguinte, mandou uma mensagem dizendo: não se preocupa, eu vou guardar o segredo da Sidney. Ela tava criando uma intimidade forçada, uma mentira na cabeça dela. Quando o grupo de amigos eventualmente rachou por outras brigas, Meu homem usou isso como desculpa perfeita para cortá-la da vida dele para sempre. E foi aí que o nível de insanidade subiu para o patamar de filme de terror. Logo após o corte, descobrimos que a Nina tinha mudado legalmente o próprio nome.
Ela passou a se chamar pelo nome da música obscura favorita do meu noivo. Era o nível máximo de vou viver nas suas paredes. O verão seguinte chegou. Ele já havia terminado com a Sidney e nós finalmente começamos a namorar. Eu tava com ele em um show quando eu vi a cena mais inacreditável da minha vida. A Nina tava lá, acompanhada de um namorado novo. Olhei para o cara, o meu coração congelou. Ele era um copia e cola perfeito, uma cópia literal do meu noivo.
Meu noivo é negro e porto-riquenho. O cara era latino e nativo. O meu noivo tem cabelos longos cacheados. O cara deixou o cabelo crescer exatamente igual. Mesma altura, mesmas roupas. O cara simplesmente recriou fotos antigas do meu noivo no feed dele, pose por pose. Ele copiou as fontes da biografia do Instagram, os nomes dos destaques e, como meu noivo faz parte de um motoclube, o sujeito tava até imitando as cores do colete nas fotos.
Ela não pôde ter o original, então ela encontrou um homem disposto a agir e se vestir exatamente como ele pra brincar de faz de conta. Nós decidimos fugir dali, mudamos pra Los Angeles, trocamos de número, deletamos redes sociais e criamos contas totalmente novas. Passamos 5 anos sem ouvir falar daquela louca. Até algumas semanas atrás. Estávamos nostálgicos olhando o perfil de velhos amigos e acabamos caindo no Instagram atual da Nina.
Quando abri os destaques dela, meu estômago se revirou. Havia um destaque inteiro dedicado exclusivamente ao meu noivo. Tava lotado de fotos antigas dele, prints de conversas de meia década atrás e vídeos dele tocando guitarra. Algumas daquelas fotos o meu noivo nem sabia que existiam. Ela tinha tirado secretamente de longe enquanto ele não tava olhando. Aquele arquivo não existia no passado, tinha sido criado recentemente e atualizado apenas um mês.
Tomada pelo ódio e pelo desconforto, o meu noivo usou mais uma conta fake para mandar mensagem direta mandando ela apagar aquilo. A reação dela? Começou a flertar e agir como se nada tivesse acontecido e perguntou como ele tava. Ele foi curto e grosso: apaga essa merda agora. Ela disse que apagaria e ele a bloqueou. Hoje eu fui checar, o destaque continua lá e ela mora em outro estado hoje. Não temos medo de violência física, mas saber que uma pessoa clinicamente instável passou os últimos 5 anos colecionando nossa vida em segredos, alimentando uma alucinação romântica que nunca existiu. É uma sensação de que estamos sendo vigiados para sempre.
Para você que tá curioso, o nome que ela usou foi Rhiannon. E a música é uma música da Flatwood Mac. Eu nunca escutei, mas agora fiquei curioso para saber se a música é realmente boa.
Mas, gente, que história boa! Só me deixou muito incomodada no início ela falando, não porque meu homem é perfeito. Ai, porque meu homem é lindo, quem passa por ele não se aguenta de tesão, a pessoa mela a calcinha na hora. Ai, porque meu homem é tudo. Aí corta, às vezes é um jurandir, né?
Você não sabe, mas foi vender o homem dela, né?
Pois é, não faz tanta propaganda não que já tem uma mina atrás dele.
Ela foi justificar o stalking que tava acontecendo com ele. Ele tá acontecendo, tá acontecendo porque ele é lindo.
Ele não, ele é incrível, ele é maravilhoso. Ele toca numa banda, já falei que ele toca numa banda. Ai, porque ele é incrível! Não, porque ele é tudo. Mas assim, ele pode ser o deus grego da vida que não justifica essa menina atrás dele. Gente do céu!
Inclusive, virou obsessão, né?
A obsessão não virou completamente. E imagina, você até esqueceu já da menina e você acha o Instagram dela lá com umas fotos sua. E cara, não adianta ele chegar e falar assim, aí apaga essa merda. Ela vai apagar, mas ela tem essas fotos, ela pode continuar secretamente atrás dele. Eu iria na polícia, gente, eu faria um BO, eu faria alguma coisa, não mandaria só excluir não, porque tá escrito, tem muitas provas, né?
Tem as provas.
É, não tem muito tempo.
E aparentemente o Instagram tava sendo alimentado, né, que eles acharam?
Exatamente, tinha coisa atualizada, sabe? Tinha foto tirada escondido sem eles verem. Eu achei, eu achei que eles tinham que ter tomado uma atitude maior assim.
Eu aqui pensando, eu imagino, você tá deitada assim de boa na tua cama antes de dormir e de repente cai para tu um perfil cheio de foto sua que você não sabe de onde surgiu.
Eu ia ficar paranoica de verdade assim, eu ia ficar com medo real. Porque, porque assim, eu acho que também tem uma tranquilidade maior, né? A OP tá falando assim, ai, porque não tem risco de ataque físico e tal. Eu acho que é muito importante a gente pontuar também questão de gênero. Ele é um homem e ela é uma mulher. Então, se fosse o contrário, eu acho que teria mais peso no sentido físico. Eu acho que o medo do ataque físico seria mais pertinente Porque ele, né, se a gente for pensar no mais comum, ele provavelmente tem mais força que ela, ele conseguiria se defender mais dela, a não ser que ela tem uma arma, não é mesmo?
Ou uma faca, né? Tem essa possibilidade. Mas se a gente for pensar, fosse uma mulher e um homem com essa obsessão toda, que nem eu tô falando, ah, se fosse eu no meu lugar, eu ia na polícia, não sei o quê. Às vezes ele tá mais tranquilo porque ele é um homem, ele consegue se defender mais nesse caso.
Mas mesmo assim, eu acho que quando não tem um ataque, óbvio, pessoas morrem por causa disso. Não é pior quando não tem um ataque físico, porque quando tem ataque físico você consegue incriminar a pessoa muito mais fácil. Quando não tem, fica nessa pressão psicológica, fica nesse Nesse, nessa, sabe, vai criando esse suco, a pessoa vai marinando nessa sensação da insegurança, nessa sensação do tipo, meu, se eu pisar fora aqui, que pode acontecer?
Se eu não posso abrir o Instagram, que eu vou deparar com foto minha, posso receber uma mensagem, essa menina fica criando um monte de coisa minha. Você não acha que é pior quando tem uma questão física?
Dá para, tem outros crimes envolvidos, né?
Não é só isso, você consegue chegar lá, a pessoa me atacou, vamos resolver isso, qual que é a parada, qual que é o procedimento.
É mais fácil de você botar uma ordem de restrição, alguma coisa assim, do que, ai, fotos no Instagram. E aí eu trouxe a questão de gênero, e aí entra nisso também. Eu trouxe a questão de gênero, que, ai, porque é um homem fica mais tranquilo, porque mulher não ataca. Mas aí eu vou trazer outra questão da questão de gênero, que é do machismo também, que atrapalha homens, é que que provavelmente se esse homem chegar lá, um homem cabeludo, não sei o quê, com todo esse estereótipo, falar: aí tem uma menina criando meu perfil com fotos minhas aí, que pode ser que ele seja zoado.
Se ele contar para alguém, pode ser que: ah, você tem que ser fechado, ela tá super na sua. Então tem esse quesito do machismo também, de homens não denunciarem abuso, sejam eles físicos ou não, justamente porque tem essa pressão social de que homens têm que ser pirocudos o suficiente para não serem abusados.
Aí tem uma mulher na sua, você tem que—
é, nossa, a mulher tá toda na sua, nossa, não, ela só quer, só quer você. Então assim, o machismo atrapalha todo mundo, tá? Até os homens, fiquem ligados nisso.
Pesou, né? Machismo atrapalha todo mundo.
Eu vou estar pesando sim, minhas senhoras. Eu vou estar aqui pesando, falando verdades, que o machismo não tá aí para ajudar ninguém não, nem você machista. Porque realmente assim, às vezes quando um cara, se um cara for abusado sexualmente e ele for denunciar, muitas vezes ele, ah não, mas aí você transou com ela. Tipo, não, um abuso é um abuso independente do gênero, sabe? Um stalking é um stalking independente do gênero. E agora eu entendi, ao final desse episódio eu entendi porque você tava falando que era stalking, gaslighting e reptilianos. Eu tô assim apaixonada por esse episódio porque teve reptilianos no meio.
Eu tive que, sabe, não dava para ser só stalking, gaslighting, a gente já falou muito sobre isso. Eu tive que dar um passo além.
Não, meu amor, mas você trouxe gaslighting reptiliano, você tá entendendo a façanha que você conseguiu?
Terror na esquina para você ter um gaslight reptiliano imaginário, gente, e imaginar amigos imaginários na idade adulta. Então, mas é isso tudo é para falar que eu faço gaslight com vocês porque eu sou de fato uma IA. O Fê cansou de gravar faz um ano e meio quando surgiu IA, e agora é só uma IA que fica aqui conversando com vocês.
Aí é mais legal que o Fê então, né? Porque é mais ou menos o tempo que eu tô gravando sempre quando eu tenho Eu gosto mais da IA do que do Fê original.
Fechou então, vai continuar gravando aqui. Então se forem reclamar, reclamem da IA. Aliás, qual que vai ser a frase do episódio? Eu ia falar alguma coisa com gaslighting, só que gaslighting é difícil para caralho de escrever. Eu tenho que pensar, eu tenho que pensar para poder escrever. Mas vamos lá, ideia nas quartas usamos rosa e nas quintas ouvimos terror.
Sim, uma frase gigante.
Fechou!
Eu arrasei! É uma frase grande, mas eu gostei.
Nas quartas usamos rosas. Não, pera aí, nas quartas usamos rosa e nas quintas escutamos terror. Isso, show de bola! Gostei muito. Nenhuma pessoa foi enganada nesse episódio, viu, gente? Só vocês que estão escutando terror.
Será que não foi enganado?
Nós somos IAs descendentes de arturianos. E a gente vive na Terra por meio de, sei lá, um prisma óptico que ninguém enxerga.
Gente, eu tenho uma revelação para vocês.
Então faça.
Eu sou amiga imaginária do Fê.
Você me quebrou. Eu fico pensando nisso. Será que eu fico pensando que eu sou, que eu vivo numa matriz, viu?
Às vezes a gente não se conhece pessoalmente. Eu sou uma criação da cabeça do Fer.
E se eu não gravo o episódio do terror? E se eu fico aqui imaginando esses e essas coisas são tudo acontece dentro da minha cabeça e eu tô, sei lá, eu vou chorar? Eu fico, eu tenho medo dessas coisas.
Mas eu tenho medo também, eu tenho medo de um dia acordar na minha vida tipo de 15 anos atrás. Eu acho que eu bato minha cabeça na parede.
Nossa, até lacrimejou meu olho aqui, viu? Real, meu filho.
Preocupações, preocupações. Mas eu sou uma amiga imaginária, nada disso tá acontecendo.
Mas então é isso, pessoal. Muito obrigado você que escutou a gente até aqui. E escutem Sibeli na Terra do Medo, considere virar um apoiador aqui do terror. E sei lá, cuidado com as manipulações, cuidado com o Tom, o amigo imaginário, cuidado com os reptilianos e cuidado com Steve.