Histórias do Reddit sobre SKINWALKERS
O conceito de NOT-DEER ou um NÃO-CERVO é quando você olha para um cervo, você sabe que existe algo errado com ele, seja formato, olhos, trejeitos, mas não consegue apontar exatamente o que é.
Esse compilado de histórias que mistura o conceito de NÃO-CERVOS com SKINWALKERS está de arrepiar os pelinhos da nuca.
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Agradecimentos:
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Vitrine:
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- Animais e NaturezaDescrição do Not Deer · Sensação de ser observado · Ataque de morteiro e tiroteio · Cervo na beira da estrada
Chamei por ele algumas vezes, mas ele não respondeu. Suas orelhas sequer se ergueram ao som da minha voz ou ao bater da minha mão no sofá desgastado ao meu lado. Eu tava com saudades do meu companheiro, mas eu não ia mover ele fisicamente na minha direção. Havia algo nele que dizia que eu não deveria tê-lo deixado entrar, mas eu atribuí isso a uma tolice e algumas horas depois eu fui pra cama. Quanto mais eu penso nisso, eu não me recordo dele ter piscado uma única vez.
Ele ficou ali sentado como uma estátua, e quando eu apaguei a luz, eu ainda conseguia ver o reflexo verde me acompanhando enquanto eu entrava no meu quarto e fechava a porta. Ó, tô arrepiado, tô arrepiado. Olá, ouvinte! Tá começando mais episódio do terror. Eu sou o Fê e o episódio de hoje é sobre Skinwalkers, mas não como episódio de quinta-feira. Ele é um episódio apenas de Skinwalkers e ele foi selecionado a rigor, a dedo, pela Cecília, a Hebe do nosso apoio.
Cara, ela faz pautas incríveis, então, cara, se preparem porque Essa pauta tá muito show, tá pesada. O primeiro, o primeiro, já vou meter aqui um alerta gatilho: o primeiro relato já tem tristeza com animais. Então se você é sensível com doguinhos, tem o lado creepy, mas é bem triste, mas fica, vale a pena, vale super. Já tá avisado aqui, mas vamos lá. E Eu queria também falar sobre a Mandy, que ela faz as artes do terror. Ela que tacou toda essa estética VHS aqui pro podcast.
Incrível, muito foda. Eu vou deixar o portfólio dela aqui na descrição desse episódio. Então arrasa aí pra cima, confere o portfólio dela. Se você tiver precisando de um trampo de design, vai nela que ela manda muito, mas muito bem mesmo. Vocês podem ver pela estética do terror. Né, tá incrível. O meu cachorro desapareceu por 3 dias. O que voltou não era o meu cachorro. Quando criança, eu fui criado em uma pequena comunidade pesqueira no leste do Canadá, cercada pelo Golfo de São Lourenço e pela Floresta Boreal.
A totalidade de terra tinha perto de 4.000 metros quadrados, com um número ainda menor de residentes espalhados pela rua principal, a estrada principal que passava direto pela nossa cidadezinha, e casas de fazenda amplamente distribuídas entre áreas de árvores que foram transformadas em residências domésticas quando a agricultura deixou de ser lucrativa. No total, a nossa comunidade é cercada por uma vasta extensão de um oceano e uma barreira aparentemente infinita de árvores que se estende por 55% de todo o território do Canadá.
Eu passei a maior parte da minha vida caçando naquelas matas, então você pode imaginar a minha alegria quando os meus pais me deram um cachorro de caça. Sandy era um pastor de Shetland, e embora eles fossem mais adequados para pastorear e rastrear ovelhas em planícies gramadas do que coelhos e veados em florestas densas, isso não me impediu de levá-lo comigo em todas as excursões que eu podia. Sandy esteve ao meu lado em viagens de caça suficientes para se acostumar a acordar um pouco antes do amanhecer e, em algumas ocasiões, ajudou a rastrear pequenos animais como esquilos e coelhos por áreas consideravelmente grandes da floresta.
Sandy não era minha propriedade e eu não tratava ele como se ele pertencesse a mim. Sandy era da família. Ele era o meu companheiro, o meu amigo mais verdadeiro. Eu me lembro com carinho de todas as vezes em que ele se sentava no banco da frente da caminhonete sem que ninguém mandasse, pronto para passear em qualquer parte da floresta para onde eu o levasse. Eu posso dizer honestamente que nunca vai ter um cachorro que preencha o vazio que Sandy deixou na minha vida.
Acho que os amantes de cachorro se identificam com esse sentimento mais do que outros. Era 30 de outubro, o primeiro dia da temporada de caça ao veado. Eu vinha conversando com a minha família sobre levar sangue, os meus equipamentos de caça e alguns mantimentos essenciais para uma das cabanas que o meu avô possuiu no seu auge da vida, perto de uma estrada sem sinalização, a algumas centenas de quilômetros de distância na selva, por alguns dias.
E isso foi recebido com muitos protestos, mas nada ia me impedir de passar um tempo procurando por caça selvagem em uma área que ainda não tivesse sido limpa por caçadores ilegais no início do mês. Tudo foi colocado no velho Ford azul, Sandy tava incluído nisso, e após algumas horas de viagem a gente tava montando acampamento em uma das antigas e isoladas cabanas do meu avô. Foi aí que as coisas ficaram realmente fodidas. Sandy, me desculpa, me desculpa mesmo.
Eu tinha passado a maior parte do tempo da minha vida na floresta, Houve apenas um punhado de vezes em que as coisas ficaram estranhas para mim, mas geralmente tudo pode ser explicado com alguma razão científica. Foi por isso que eu ignorei a estranheza de Sandy nas primeiras noites, atribuindo ele ao nervosismo de um cachorro que é capaz de ouvir os ruídos distantes dos coiotes, dos lobos, dos ursos, dos alces. Aquele era um território intocado, é claro.
Havia muito tempo para a vida selvagem ter se estabelecido ali também. A primeira noite foi bastante normal. Eu havia arrumado a cama de Sandy no canto da sala, ao lado da TV, que parecia ter saído do início dos anos 90. Achei que eu deveria dar a Sandy a opção de ter um lugar para deitar por um tempo, apesar do fato de que ele dormia enrolado comigo 9 em cada 10 vezes. Perto das 10 da noite, Sandy olhou direto para a porta de madeira e choramingou.
Achei que ele precisava fazer xixi. Eu abri a porta para deixar ele sair sem me preocupar com a possibilidade do meu melhor amigo se afastar demais de mim. Ao invés disso, ele sentou bem ao lado de dentro da porta, olhando para a beira da floresta além do caminho. Eu também fiquei de pé e olhei por alguns minutos antes de decidir que ele apenas tinha ouvido uma criatura perdida na cabana. Eu também fiquei de pé e olhei por alguns minutos antes de decidir que ele apenas tinha ouvido uma criatura perdida perto da cabana.
O resto da noite foi bastante normal e Sandy dormiu bem comigo. Na segunda noite, eu atribuí a estranheza ao estresse de Sandy. Mais cedo naquele dia, A gente tava caminhando por alguns quilômetros pela floresta além da casa e eu pensei ter ouvido um som de galhos quebrando sob algo pesado. Eu esperava que não fosse um alce porque a minha espingarda não teria a menor chance, mas algo mudou em Sandy e eu não prestei muita atenção naquela época.
Ele se encolheu nas patas traseiras com a parte dianteira colada no chão. Sua boca se repuxou para trás exibindo os dentes. E ele rosnou em direção ao nada. Eu achei que a gente tentaria caçar de novo mais tarde, se o que quer que fosse tivesse ido embora e se ele tivesse se sentindo disposto. Mas uma vez dentro de casa, ele não se movia. Mesmo quando eu tentei fazer ele ir pra fora pra fazer suas necessidades, ele sentou na porta e chorou, uivando pra mim pra avisar que não queria ir lá fora.
Eu não pressionei. Se ele fizesse xixi no chão, que assim fosse. Sandy nunca tinha se comportado mal antes. Eu podia desculpar por um incidente ou dois se ele realmente não quisesse ir lá fora. Deve ter sido um urso, eu pensei antes de trancar a porta e dar o dia por encerrado. A terceira noite foi quando as coisas foram realmente pro inferno. Reddit, me desculpa, mas eu ainda não entendo totalmente o que aconteceu. Sandy não comeu o dia todo.
Eu conseguia bater um coelho de manhã cedo, quando Sandy decidiu que não queria ficar do lado de fora nem mais um segundo do que o necessário e se recolheu para dentro pelo resto do dia. Eu cozinhei, joguei um pouco de molho por cima e dei para o cachorro. Eu não fazia isso o tempo todo, mas eu achei que aquela era uma ocasião especial e talvez um agrado deixasse com humor melhor para uma caminhada no dia seguinte. Sandy não tocou na comida.
Ele nem sequer cheirou o prato. Em vez disso, se sentou ao meu lado no sofá, observando a entrada da porta atentamente. Eu o aconcheguei sob um dos meus braços e ele deitou com a cabeça no meu colo, com os olhos ainda fixos naquela porta. Perto de 3 horas assistindo a fita VHS granulada em uma TV desatualizada, Sandy começou a choramingar, se abraçando firmemente contra o meu corpo. E foi aqui que o meu julgamento me levou pelo caminho errado pela primeira de muitas vezes.
Deve parecer bobagem eu ser o protetor do meu cachorro ao invés do meu cachorro ser o meu, mas ele era minha família. Eu achei que se havia algo lá fora assustando tanto o Sandy, então era o meu trabalho fazer algo a respeito disso. Carreguei a minha espingarda, abri a porta e fiquei na entrada esperando. Eu devo ter esperado por pelo menos meia hora encarando nada. Quase não havia som, exceto pelo zumbido fraco de insetos e folhas farfalhando no vento frio.
Alces não são criaturas elegantes, e se fosse um alce, eu teria escutado ele chegar. Por volta da marca de 40 minutos, Sangue disparou como um tiro para dentro da escuridão das árvores além do caminho. Latindo descontroladamente. Eu comecei a ficar preocupado, apesar de saber que meu cachorro não era totalmente indefeso na floresta. Ainda assim, havia animais maiores que adorariam dar uma mordida nele se não encontrasse comida para enfrentar o inverno.
Eu ouvi os latidos de Sandy desaparecer à distância e depois parar completamente. Eu esperei horas de pé na entrada da porta Com a minha espingarda engatilhada e pronta pra bater o que estivesse esperando na floresta. Eu esperei horas pra que Sandy voltasse pra casa. Eu esperei até que o sol estivesse rompendo de trás das árvores. E então eu esperei até aquela noite, sentado no degrau da varanda, lutando contra a privação do sono pra ver o meu cachorro de volta.
Sandy voltou. Ele demorou 3 dias pra voltar. A névoa tinha descido naquele momento e tava ficando mais escuro. Com a noite pintando o céu em um azul marinho profundo. Rastrear nos últimos dias se provou inútil e eu comecei a ficar preocupado em precisar ir embora e encontrar mais provisões para aguentar as próximas noites. Eu não podia deixar Sandy lá em cima, perdido na floresta, com frio e provavelmente com fome. O pensamento de que ele poderia estar esperando lá fora para que eu encontrasse e o trouxesse de volta para casa era angustiante o suficiente.
E eu estava arrumando a bolsa que ficava pendurada no cabide ao lado da porta, com o que precisaria para a viagem no dia seguinte. Eu achei que amanhã seria o último dia antes de ir à cidade para ver se o meu pai me ajudaria a encontrar Sandy. Ele era um homem aposentado, já grisalho, mas eu tinha certeza que se eu mencionasse o nome de Sandy, ele estaria mais do que disposto a me ajudar a procurá-lo. Felizmente, Sandy voltou antes mesmo que eu terminasse aquela linha de raciocínio.
Eu o vi pela janela, no caminho que levava à estrada principal, algumas dezenas de metros de distância. Normalmente eu o ouviria correr atrás na entrada e arranhar a porta algumas vezes, ansioso para entrar, mas dessa vez foi diferente. Eu conseguia ver o reflexo dos seus olhos como pérolas verdes da névoa sombria que havia engolido a casa, e por um momento eu pensei que pudesse ser outro animal. Mas o contorno do seu corpo em meio aos fiapos de nuvens espessas e baixas era inconfundível.
Ainda assim, apesar de mim mesmo, eu hesitei. Havia algo diferente em sua linguagem corporal. Eu encarei a janela por mais alguns momentos antes que a razão superasse meu instinto visceral. Sand poderia estar machucado, eu pensei, ou pior. Eu escancarei a porta, mas ele não veio imediatamente. Ao invés disso, ele ficou ali me observando atentamente, e quando não se moveu, eu assoviei para ele. Ei, Sand, aqui! Eu chamei em direção à casa.
Aqui, garoto! E a maneira como ele se moveu foi diferente. Era como se os seus quadris tivessem sido deslocados e o ângulo das suas patas mudassem de direção a cada passo, como se ele tivesse esquecido como, como que andava direito. Sua cabeça tava baixa em direção ao chão, mas os seus dentes não estavam à mostra. Ele não parecia agressivo. A única maneira de descrever o olhar que ele me deu foi envergonhado, como se tivesse acabado de se meter em algo que não deveria e tivesse gritado com ele por causa disso.
Eu achei que ele poderia se machucar ao pular no degrau elevado se tivesse deslocado os quadris, mas ele se saiu perfeitamente bem. Sua metade traseira balançou um pouco estranho e as suas patas quase se dobraram por baixo de si mesmo, mas ele não caiu. Ele se sentou no degrau e não desviou o olhar de mim. Não foi até que eu saí completamente da frente da porta. Eu a abri bem e esperei que ele se movimentasse. Que ele entrasse.
Ele foi direto para cama dele. Ele não parou na minha mão para cheirar, ele não esperou por carinho ou pulou em mim como costumava fazer. Foi direto para cama dele, onde ele sentou e me observou por um bom tempo. Depois disso, voltei para o filme que eu tava assistindo. Chamei por ele algumas vezes, mas ele não respondeu. Suas orelhas sequer se ergueram ao som da minha voz. Ou ao bater da minha mão no sofá desgastado ao meu lado.
Eu tava com saudades do meu companheiro, mas eu não ia mover ele fisicamente na minha direção. Havia algo nele que dizia que eu não deveria tê-lo deixado entrar, mas eu atribuí isso a uma tolice e algumas horas depois eu fui pra cama. Quanto mais eu penso nisso, eu não me recordo dele ter piscado uma única vez. Ele ficou ali sentado como uma estátua, e quando eu apaguei a luz, eu ainda conseguia ver o reflexo verde me acompanhando enquanto eu entrava no meu quarto e fechava a porta.
Eu poderia jurar ter ouvido ele andar durante a noite, o som de unhas estalando contra o chão de madeira vindo em direção à porta do meu quarto, mas os passos eram lentos e deliberados, não tinha a rapidez de Sandy percebendo que eu tinha ido para cama e vindo se enrolar comigo. Eu ouvi os barulhos pararem do lado de fora do quarto, mas eu não ouvi ele choramingar. Eu não liguei para aquilo e eu caí em um sono profundo. Quando eu acordei de manhã, eu achei que deveria ter sido um sonho.
Sandy ainda tava sentado na posição ereta que eu deixei ele quando eu fui para cama. Era como se ele não tivesse movido um músculo a noite inteira. E quando eu lhe dei bom dia, Ele sequer balançou o rabo. Ele me seguiu até a cozinha, mas parou na entrada quando eu coloquei a sua tigela no chão e enchi com a ração de supermercado. Mais uma vez, sua metade traseira se moveu estranhamente enquanto ele avançava lentamente em minha direção.
Havia um sentimento persistente de que algo era perturbador na maneira que ele parecia naquele dia. Era como se ele tivesse ficado um pouco mais comprido da noite pro dia. Sandy se agachou de novo, como quando estava caminhando em direção à porta na noite anterior. Ele não entrou na cozinha. Eu achei que ele deveria estar com fome por ter ficado tanto tempo na mata, mas ele me encarava como se estivesse esperando que eu me aproximasse um pouco mais, em vez de tocar a comida.
Não é preciso dizer, Mas após alguns momentos de uma disputa de olhares entre mim e o meu cachorro, que não piscava, eu encerrei aquela tolice e eu gritei o nome dele bem alto. E nenhum tremor. Eu não queria me aproximar do meu cachorro para sair pela porta da cozinha, mas aquele era o meu Sandy, e o maior estrago que ele já fez foi comer moscas. Com certeza, quando eu passei por ele, Ele se virou e o seu corpo balançou de uma forma não natural, mas ele não se moveu em minha direção.
Quando eu saí aquele dia, eu não consegui encontrar nada. As pegadas de veados na lama tinham sido feitas há alguns dias e sumiram em trilhas naturais pela floresta. Eu não consegui ouvir insetos, pássaros ou até mesmo o uivo de um coiote próximo. Os únicos sons por quilômetros de distância do acampamento era minha própria respiração e o som de folhas sendo esmagadas pelos meus pés. Quando o sol começou a se pôr, eu comecei a fazer o caminho de volta, mas eu deveria ter apenas arrumado as minhas coisas e ido embora.
Logo atrás de um aglomerado de árvores, com a casa visível logo além da subida, eu achei que eu tinha descoberto a razão pela qual os animais tinham abandonado aquele lugar. Geralmente, quando tem mortes em massa de animais, isso significa que algo tá errado na área do massacre. E a vida selvagem costuma ser inteligente o suficiente para dar o fora dali. Até mesmo os gatos são criados instintivamente para não gostar de beber água que esteja perto de onde está sua comida, porque se você visse um animal morto perto de um riacho, ia presumir que o riacho estava contaminado e procuraria outra fonte de água.
Centenas de quilos estavam estripados. Eles estavam espalhados pela grama em um quase que perfeito. A maioria deles tinham sido esfolados vivos, mas quando eu me virei para vomitar todo o conteúdo que tinha no meu estômago, eu notei algumas dezenas que estavam do avesso. Não pude evitar de vomitar repetidamente enquanto tentava ao máximo caminhar ao redor do ciclo de pequenos órgãos e corpos esmagados, não apenas pela visão, mas porque o cheiro era insuportável.
Não sei há quanto tempo estava ali, mas se eu tivesse tropeçado nisso antes, eu teria ido embora com sangue imediatamente. Gradualmente, os corpos pararam, reduzindo-se a um esquilo morto aleatório aqui e ali, e a maioria de coisas que eu consegui encontrar a apenas alguns metros daquela área de alimentação profana foi o veado. Parecia que algo tinha decidido esfolar ele vivo, do lombo ao pescoço e pendurara a parte da pele em um galho, como se alguém tivesse curtindo o couro.
Não sei há quanto tempo tava lá, mas cheirava como se tivesse morto há bastante tempo, apesar do fato de não ter nem a porra de uma mosca sequer. A cabeça tinha sido perfeitamente cortada acima dos seus ombros, e quando eu percebi que os órgãos haviam sido removidos Eu passei de uma caminhada na floresta para uma corrida, e felizmente a cabana não tava muito longe. Eu vomitei uma última vez, limpei a boca com as costas das mangas e olhei para casa para ver Sandy me observando da janela.
Tentei raciocinar comigo mesmo e me convencer de que o comportamento estranho de Sandy poderia ser trauma. Eu sei que é estúpido pensar nisso agora, mas na época era a única explicação razoável que eu tinha para não acontecer. O corpo alongado poderia ser apenas uma solidão mexendo comigo. Sandy tinha percebido que havia algo de errado com esse lugar, e no segundo em que ele notou isso, eu deveria ter aceitado o aviso que ele deu e voltado correndo para a cidade.
Assim que a porta se fechou atrás de mim, eu comecei a empacotar a comida e os itens essenciais de volta nas caixas, me movendo rapidamente para tentar colocar as minhas coisas na caminhonete. Antes que a noite caísse. Seria perigoso tentar manobrar pelas trilhas à noite, já que as colinas perto de Kelly's Mountain eram íngremes, e na escuridão total, meu único companheiro sendo os faróis, seria mais fácil deslizar por uma ravina e nunca mais ser visto.
Eu não queria ficar mais uma noite naquela cabana. Não tinha outra escolha. Cheguei de volta à casa momentos antes do sol finalmente recuar além do horizonte, e fomos banhados por um céu azul marinho mais uma vez. Eu não prestei atenção em Sandy, ele apenas se sentou em sua cama e me viu empacotar tudo. Achei que sem problemas eu colocaria as coisas dele na caminhonete pela manhã e a gente estaria de volta na cidade antes da noite do dia seguinte.
Olhando para ele por apenas alguns instantes, me veio um pequeno pensamento bem corriqueiro de que ele parecia um pouco mais comprido hoje. E quando eu fui para cama, eu tive muita dificuldade para pegar no sono pelas horas seguintes. Devia ser perto das 4 ou 5 da manhã quando eu escutei o som de um assobio, o mesmo assobio que eu usava para chamar o meu cachorro. Eu comecei a suar frio quando eu percebi que quem que estivesse massacrado aqueles esquilos pendurado aquelas peles e deixado o que não precisava, poderia muito bem ter invadido a minha casa.
A porta do meu quarto não emitiu um som quando eu abri lentamente. Felizmente. Eu esperei um momento, ouvindo alguém chamar meu cachorro por mais alguns segundos, antes de me atrever a colocar a cabeça pra fora do batente da porta pra dar uma olhada em quem quer que pudesse ter machucado Sandy. A porta da frente estava aberta. Tudo o que eu vi foi a metade traseira de Sandy, longa e esguia demais, quase enrolada na parte de trás da porta.
Sua metade dianteira tava do lado de fora. O que quer que estivesse se passando pelo meu cachorro, tava assobiando lentamente, chamando por Sandy, quando eu poderia jurar que aquilo havia se agachado no chão de novo. E dito, sende! Na voz mais profana que eu já ouvi na minha vida, eu fechei a porta com a mesma suavidade com que eu abri. Eu não sei por quanto tempo eu esperei com as costas pressionadas contra a porta. Eu sabia que tinha deixado a minha arma na bolsa do cabide.
Eu sei que eu não dormi. Eu esperei até ver o sol romper o horizonte, e então eu esperei mais um pouco. Até que deve ter sido meio-dia e eu finalmente tive coragem de abrir a porta de novo e correr para caminhonete. Eu não ia morrer naquele lugar. Sandy tinha ido embora e a porta tava aberta. Sua comida tava intocada, mas a geladeira tava aberta e toda a carne tinha sumido. Eu não me preocupei em empacotar as coisas dele, apenas joguei a minha bolsa no ombro e fui em direção ao Ford o mais rápido que eu pude.
E eu dei partida na ignição. Eu não consigo descrever o sentimento que me dominou ao perceber que eu teria que deixar Sandy naquele lugar. O pensamento de que ele poderia estar morto nunca passou pela minha cabeça. Eu não acho que eu ia conseguir lidar com o conhecimento de que o que quer que tenha deixado entrar na minha casa, o que quer que tenha extirpado aqueles animais, pudesse ter feito o mesmo com Sandy. Segui caminhos e estradas sinuosas o mais rápido que eu pude sem despencar dos penhascos.
Senti como se tivesse girado em círculos naquele labirinto que me levaria de volta àquela casa. Mas quando eu alcancei o asfalto, no trecho de estrada de volta para a cidade, eu senti um alívio me lavar, pensando que eu tava seguro. Exatamente quando eu tava entrando no asfalto, eu senti alguma coisa atingir o para-brisa traseiro, lançando vidro quebrado no banco do passageiro. Eu só consegui vislumbrar a cabeça decapitada do veado prendendo no vidro intacto e caindo no banco de trás.
Eu chorei a maior parte do caminho para casa, com as mãos apertando o volante tão forte que os nós dos meus dedos estavam brancos. Eu gostaria de terminar isso com uma nota positiva, Red, mas eu queria dizer que eu encontrei Sandy em casa esperando por mim. Eu gostaria de dizer que aquele foi o fim de tudo, uma experiência traumatizante na floresta, e que eu vou superar com o tempo, mas ontem à noite eu tive dificuldade para dormir.
Eu fiquei revivendo toda a minha viagem para Kellys Mountain aí na minha cabeça, e eu achei que eu não ia dormir tão cedo, e eu fiquei deitado ali ouvindo o vento através da minha janela aberta. Eu poderia jurar ter ouvido o assobio que eu usava para chamar o meu cachorro vindo da beira da floresta. Se vocês viajam com seus cachorros, Reddit, eu aconselho que não os percam de vista por muito tempo. O que volta pode não ser o seu cachorro.
Eu acho que não existe Felipe após esse relato, essa história, essa creepypasta, porque ela é o creme de la crème de história de skinwalker. Que história boa, Hebe! Muito obrigado, você tá aqui no chat escutando essa, essa gravação. Muito obrigado por essa creepypasta, nunca tinha ouvido falar dela. Eu arrepiei durante a leitura algumas vezes e nossa, nossa, eu não tenho o que falar, é só nossa, obrigado, obrigado. Uma história que ela tem um nível de tristeza absurdo porque ninguém quer ter o seu cachorrinho sumido numa mata por 3 dias e depois quando volta você só pensa, meu, que cachorro filho da puta.
Não, pera aí, que cachorro filha da puta, né? E a cena dele todo esguio quando ele abre a porta de madrugada, mano, que que é isso? Que que é isso? A pior parte da história é o arrependimento dele, porque ele fez merda. Sim, na hora que ele viu o cachorro andando de um jeito que cachorros não andam, ele devia ter pensado, porra, será que esse é o Sand? Sand! Mas acho que não, hein? Acho que não é o Sand. Ele devia ter escutado a família, a família dele falando: não leva o cachorro, porque eles estavam avisando, não é mesmo?
Ele sabia de alguma coisa, certeza que ele sabia de alguma coisa. É o que ela falou: ele nem deveria ter ido para o mato. Loucura, loucura. Eu não sou de postar esse tipo de coisa. Na maior parte do tempo eu só uso o Reddit para ver fotos de insetos e ler sobre as tretas dos meus colegas de quarto, mas eu tive uma experiência aqui na floresta uma noite quase 10 anos atrás que foi trazida à tona recentemente e eu pensei em compartilhar aqui.
Eu, um rapaz que tinha 16 anos na época, saí escondido de casa para fumar maconha nos bosques de Lynn, em Massachusetts, por volta das 3 horas da manhã. Não é uma área enorme de floresta, apenas uma pequena reserva bem no meio dos subúrbios de Boston. Cheguei à entrada da trilha, estacionei meu carro e caminhei até as áreas de acampamento, cerca de 5 minutos de caminhada, onde havia fogueiras disponíveis. Era um lugar popular que os adolescentes usavam para fumar, e eu era um deles.
Arrumei minhas coisas para desenhar perto do fogo que tinha feito e eu comecei a bolar um baseado. Enquanto eu bolava, eu ouvi alguma coisa de 4 patas vindo atrás de mim. Eu não esquentei muito a cabeça porque de onde eu venho o pior que poderia ser provavelmente seria um coiote, mas então deu para ouvir a criatura fazendo a transição para andar em 2 patas e andar com a marcha bípede. Isso me deixou confuso e então tudo ficou em um silêncio absoluto.
Não tinha grilo, não tinha pássaros, nada. A única coisa que eu conseguia ouvir naquele momento era o fogo estalando e a minha própria respiração. Foi aí que eu fiquei realmente preocupado, como se algo muito ruim tivesse prestes a acontecer. Eu gritei pensando que fosse apenas uma pessoa em situação de rua criando coragem para me pedir um pouco de comida ou dinheiro, já que afinal a gente tava na cidade. Eu disse um oi e eu perguntei se tinha alguém ali.
E foi um silêncio pior ainda, por cerca de 1 minuto. Tudo dentro de mim mandava eu correr, mas eu fiquei ali porque eu pensei que se fosse um animal tentando me caçar, eu deveria manter minha posição e parecer que não valia o risco. Então, seja lá o que fosse aquilo, falou. Soava quase como um papagaio imitando a voz do dono e me pediu um isqueiro emprestado. Você me empresta o fogo? Aquilo disse. No começo eu fiquei aliviado porque pelo menos sabia que não era um animal, mas a maneira como aquilo falou foi bizarro, de um jeito perturbador.
Eu disse: claro, mas você tem que aparecer onde eu posso te ver, cara. Então aquilo pediu de novo e de novo. De novo, 3 vezes. Aí eu fiquei realmente apavorado e eu soube que algo tava muito errado. E então eu mandei aquilo ir se foder e procurar outra pessoa para pedir, se fosse para ficar agindo daquele jeito esquisito. Então aquilo saiu correndo em 4 patas, dava para ouvir nitidamente os 4 pés batendo no chão enquanto corria para longe.
Os grilos voltaram, os pássaros noturnos começaram a piar de novo e o ar pareceu mais quente até. Aquele sentimento de pavor me dominou por completo e eu sabia que eu tinha que sair dali naquele exato momento. Calmamente, eu empacotei as minhas coisas e eu apaguei o fogo. Eu comecei a voltar pela trilha em direção ao meu carro. Eu queria correr, mas parte de mim ainda acreditava que era apenas um cara tentando ser sinistro com um cara de 16 anos sozinho na floresta.
E se eu agisse com naturalidade, mostrasse que eu não tava com medo, talvez ele Minha mãe sempre me ensinou a fazer um escândalo nesse tipo de situação, e eu tava preparado para esfaquear o que quer que viesse para cima de mim. Também pensei que se fosse um animal, eu não ativaria seus instintos de caça se apenas andasse ao invés de correr. Mas, cara, cada fio de cabelo da minha nuca tava de pé. Aquele sentimento de estar sendo vigiado era definitivamente real.
Finalmente eu avistei meu carro a cerca de uns 60 metros à minha frente. Eu me senti seguro de novo, mas ainda tava em alerta. Eu me senti protegido o suficiente pra olhar pra trás e a uns 5 metros atrás de mim, no meio da trilha, tinha um cervo macho em pé nas patas traseiras. Eu fiquei em choque total. Eu nunca tinha ouvido falar de um skinwalker. Eu nunca tinha acreditado em nada parecido com eles na época. Eu nem sabia o que eles eram.
Mas eu sabia que algo naquela imagem tava profundamente errada. Eu perdi totalmente a compostura e eu disparei em direção ao carro. Eu consegui voltar sem problemas e eu saí dirigindo antes mesmo de conseguir ligar os faróis. Hoje eu tenho 24 anos, eu tô prestes a fazer 25. Eu nunca mais voltei naquela floresta, ou qualquer floresta na verdade. Eu tenho um medo mortal da natureza agora, o que é péssimo, mas a mera ideia de passar uma noite nela me deixa tão ansioso que eu sinto náuseas.
Foi só anos mais tarde, quando eu caí num rabbit hole no YouTube durante a faculdade, sabe quando você deixa um vídeo sugerido rolar na página de recomendados e deixa em reprodução automática até te levar pra algum lugar? Então foi desse jeito que eu me deparei com um vídeo que descrevia o skinwalkers e supostas experiências que as pessoas tiveram com eles em florestas. Foi aí que realmente eu comecei a entender o que eu encontrei naquela noite.
O cara falou aqui, né, finalmente alguém que aprendeu. E se eu também visse, se eu tivesse vivenciado uma experiência dessa e atrás, e eu tô indo embora e de repente eu visse um cervo em duas patas à noite, eu acho que nem se tivesse acontecido isso que aconteceu com a pessoa, se eu só tivesse caminhando, olhasse para trás e visse um cervo em duas pernas, eu Ó, cascaria fora, tava longe, meu filho, longe, longe, longe. Nem olharia pra trás, eu só ia embora.
Ia tá no Reddit contando isso pra outras pessoas. No verão de 2025, eu e mais 3 amigos, Jake, Liane e Marcos, a gente foi acampar em uma clareira isolada nas profundezas das Montanhas Apalaches. O local ficava em uma área remota, cercada por quilômetros de matas densas e sem sinal de celular. Os dois primeiros dias correram bem, explorando trilhas antigas durante o dia e conversando ao redor da fogueira à noite. A floresta tava silenciosa, com os barulhos normais de vento e grilos.
Na terceira noite, as coisas mudaram. Enquanto tava ao redor do fogo, Linha nos mandou calar a boca porque tinha ouvido alguma coisa na mata. Jake apontou a lanterna para a linha das árvores e a luz iluminou um veado parado entre os troncos, a cerca de 12 metros da gente. O animal não se moveu nem fugiu com a luz, o que já foi alguma coisa bem bizarra. Ele tava parado encarando o grupo, parecendo extremamente magro e com a cabeça ligeiramente inclinada para o lado, como se estivesse nos estudando.
Junto com a presença dele, um cheiro terrível de carne podre começou a empestar o ar. O veado então deu um passo para o lado com movimentos rígidos e artificiais, se virou e sumiu da mata, e o cheiro sumiu logo em seguida. Mais tarde naquela noite, eu acordei na minha barraca com o som de folhas secas sendo esmagadas do lado de fora. Eu ouvi uma voz idêntica ao do Jake chamando o meu nome baixinho, dizendo para eu sair. Eu quase respondi, mas o tom da voz era plano, mecânico, sem vida.
Eu abri um pouco o zíper da barraca, eu olhei para fora. Jake, Marcos, eles estavam dormindo profundamente perto da fogueira. Os passos continuaram se movendo. Algo circulou minha barraca devagar, parou bem ao meu lado, perto do tecido, e dava para ouvir uma respiração pesada e muito próxima. O cheiro podre voltou com força total, como se um cadáver tivesse de pé ali fora. Depois de um tempo, os passos se moveram em direção à barraca do Liam e finalmente voltaram para a floresta.
Eu não consegui dormir mais, para ser franco. Quando amanheceu, eu perguntei a Jake se ele tinha andado à noite e ele negou, confuso. Liam saiu da sua barraca logo depois disso, pálido, perguntando por que Marco estava do lado de fora chamando por ele na madrugada. Marcos ainda tava dormindo. Investigando a borda da clareira, Jake encontrou pegadas que pareciam quase humanas, mas deformadas. Eram longas, estreitas, e os dedos estavam afundados na terra muito mais fundo do que os calcanhares, indicando uma marcha bizarra.
Os rastros vinham da floresta e faziam círculos perfeitos ao redor de cada uma das nossas barracas e retornavam para a mata. Arrumamos tudo imediatamente, fomos embora naquela manhã mesmo, dias antes do nosso planejado, e ninguém do nosso grupo voltou para as Montanhas Apalaches depois disso. Hebe falou que já começa errado quando eles vão acampar numa clareira isolada, e Cava falou que remoto É um bom red flag. E se não for uma daquelas lanternas que transforma a noite em dia, já tá errado também.
E como que mantém a calma nessa hora? Eu, eu já teria surtado se eu escutasse a voz do meu amigo me chamando de uma forma completamente mecânica, plana e sem sentimento, e eu olhasse para fora, ele tivesse dormindo. Meu filho, ia acordar todo mundo e ir embora na mesma hora. Apesar de que se eu saísse correndo nessa hora, eu ia virar lanchinho em disca no álcool, né? Eu já tava todinha cagada só de olhar para o cervo na floresta.
Cervos em pé, em duas patas, não tem como, gente, não tem como. É antinatural, é completamente antinatural, completamente. Não tem, não tem o que me faça querer ficar no lugar onde cervos andam em duas patas de forma natural. Não tem como, não tem como. Estou abismado com isso. Eu morei em Waynesboro, na Virgínia, por cerca de 5 anos, a menos de 15 km da entrada norte da Blue Ridge Parkway e da entrada sul da Skyline Drive. Eu costumava andar de moto pela Skyline Drive o tempo todo e sempre mantinha uma assim, assinatura anual do parque, mas só que de dia.
Só para contextualizar a história, uma noite eu tava com uma dificuldade enorme para pegar no sono, então eu decidi ligar a moto, subir até o primeiro mirante da skyline. Ficava apenas um pouco mais de 1 km para dentro do parque. Eram cerca de 23 horas quando eu cheguei lá e tava um breu total. Desliguei a moto e imediatamente me senti desconfortável. Eu não sou um cara que se assusta no escuro. Pra falar a verdade, eu prefiro o escuro na maioria das situações.
Você consegue ver as pessoas antes que elas te vejam, você fica praticamente invisível, a menos que alguém esteja te procurando. E eu acho que pra velocidade natural é reconfortante. Mas lá em cima não. Era uma escuridão espessa, opressiva. Pior do que qualquer coisa que eu já experimentei fora de uma caverna. E pior do que qualquer noite sem lua na trilha dos Apalaches. Eu fiquei arrepiado em um alerta máximo na hora. Não tem nada aqui em cima na vida selvagem, eu garanti a mim mesmo internamente.
Eu tava com meu revólver da época em que eu morei e fiz trilhas no noroeste pacífico, terras de ursos, bem guardado no meu coldre de porte velado. Então eu fiquei ali no escuro, apoiado na moto por um tempo, olhando para as poucas luzes que eu conseguia ver no vale lá embaixo. Aguentei cerca de 10 minutos antes de sentir fisicamente os pelos da minha nuca se arrepiarem. Eu servi apenas 27 meses no Iraque, mas eu me lembrava daquela sensação precisa.
Alguém tava me vigiando, algo ruim tava vindo. Era a mesma sensação que eu tinha antes de um ataque de morteiro começar ou de tiroteios estourarem por perto. Eu não sou paranormal nem nada disso, mas É algo comum entre veteranos com algum tipo de combate nas costas. Pergunta pra eles. Você consegue sentir os olhos cheios de ódio focados em você. O mirante terminava em um penhasco quase vertical, então eu não tava preocupado com nada surgindo naquela direção, mas a encosta da montanha em uma floresta densa e selvagem tava logo atrás de mim.
Eu comecei a pensar em viciados em meta rondando atríduos apalaches, ursos, coisas do tipo. A trilha dos Apalaches não é estranha à violência aleatória. Ainda me sentindo vigiado, eu me sentei no muro de pedras que batia na altura da cintura e marcava a borda do mirante, de frente para a floresta. De novo, eu não consigo enfatizar o quão escuro tava, mas eu tava pensando: por que não ligar a moto e usar os faróis? Pelo menos ajudaria a ver o que tava perto.
Verdade, mas a minha moto é muito barulhenta e a última coisa que eu queria era chamar atenção. Além disso, a luz só ia me causar uma cegueira noturna para qualquer coisa que tivesse logo além do feixe, e o barulho abafaria qualquer som de algo rastejando furtivamente. Então não, obrigado. Eu, eu ia só observar e ouvir por um tempo. Eu fiquei sentado no escuro por mais uns 10 minutos e a ansiedade só piorava. Eu ouvi alguns barulhos, mas nada fora do comum para uma noite na floresta.
Eu decidi ir para casa, já que aquela sensação não passava. Como eu disse, eu tava armado com um calibre pesado, então qualquer um que quisesse jogar jogos estúpidos ganharia um prêmio bem doloroso. Eu subi na minha Suzuki, dei a partida e pilotei em direção ao portão de saída. Agora que moro no interior, e anda de moto sabe que a vida selvagem fica louca e ativa em estradas pouco movimentadas à noite. Sendo tarde e tecnicamente o parque tava fechado, eu tive que contornar um portão para entrar.
Não havia nenhum outro veículo na estrada. Eu não tinha visto uma única pessoa desde que eu saí de Windisboro. O limite de velocidade era 50 km/h, mas eu tava indo a uns 25 km/h para ficar de olho em cervos e outros animais. Não me ajudaria em nada sofrer um acidente ali e ficar caído a noite toda até que alguém passasse na manhã seguinte. Foi quando eu vi. O termo quase cervo ou not deer é muito adequado, mas não totalmente preciso.
Era como um cervo que alguém que nunca viu um cervo desenhou, mas apenas depois de outra pessoa ter descrito como é um cervo. Tava do lado esquerdo da estrada, o lado da montanha, e eu vi o brilho dos olhos muito antes do meu farol iluminar completamente. E ele era grande, facilmente o maior cervo que eu já vi na minha vida, e a falta de galhada naquela época do ano sugeria que era uma fêmea. A cabeça tinha um formato quase bovino, mas fixado no corpo de um cervo.
As pernas pareciam longas demais em proporção ao corpo. Pensa nas proporções de um lobo-guará, e o torso era extremamente largo, como um barril. Sempre tive pavor de animais selvagens deformados, e esse não era exceção. Infelizmente, eu precisava fazer aquilo se mover ou correria o risco de passar a poucos centímetros dele. Eu não ia pilotar mais de 50 km na direção oposta para sair do outro lado do portal no meio da noite e eu não queria chegar perto daquela coisa.
Deixando de lado o perigo do bicho se assustar e colidir contra minha moto, eu simplesmente não queria chegar perto. Parei, apoiei os pés no chão a cerca de 10 metros dele, tentando assustá-lo. Pisquei os faróis, alternando entre a luz baixa e alta. Eu dei uma acelerada forte na moto. Nada. Eu buzinei com a minha buzina, que é bem alta, Nada. Apoiei a moto no descanso lateral, deixei ela ligada em marcha lenta e eu desci. Gritei com a coisa e ela não se mexeu.
Então eu comecei a caminhar em direção à beira da estrada para pegar algo para jogar perto do cervo coisa, esperando que assustasse ele. Assim que eu cruzei para outra pista, aquilo se ergueu nas patas traseiras. Eu congelei, colocando a minha mão na arma. Eu não ia ser atacado por uma fêmea de um cervo enfurecida, confusa e deformada. Aquilo deu dois passos instáveis e artificiais em direção à pista sobre as duas pernas e congelou de novo, olhando fixamente para mim.
De repente, sacudiu a cabeça violentamente como um cachorro brincando com um brinquedo mordedor, deu mais um passo curto E então saltou em duas patas várias vezes até desaparecer na escuridão ao lado da estrada. Eu dei alguns passos para trás até a moto, montei, recolhi o descanso e joguei o farol em direção à margem da estrada. Daquele lado havia um penhasco abrupto com uma queda de quase 80 graus em relação à pista, e a porra da cabeça daquela coisa tava ali me observando da borda do penhasco.
A queda dali era de uns 12 a 15 metros, então não tinha a menor possibilidade daquilo tá de pé no chão da encosta. Eu girei o acelerador com tudo e dei o fora dali o mais rápido que eu pude. Que se dane a vida selvagem na pista. Nunca mais voltei para Skyline Drive à noite sozinho depois daquilo. Uma vez foi o suficiente. Existem coisas que a gente não compreende que tá por aí. Ou coisas que apenas passam para fazer uma visita.
O que quer que fosse aquilo, não era desse mundo. Que volte para o lugar de onde você veio e fique por aí. Eu confesso que essa parte em que o viado tá olhando para o cara na beira da estrada, sabe? Só a cabecinha, mano. Cara, é, eu ia precisar de terapia. Eu ia. Ele tava todo machão falando, pô, olha aqui, eu sou veterano de guerra, tem uma arma, vou dar conta. Sou, tô, tô, mano, tô com a minha arma, né? Melhor não, tô com a minha arma, vou dar piu-piu, vou dar tiro, vou machucar, vou esfolar filha da— não, não tancou, não tancou.
Na hora que viu o cervo, na hora que viu o cervo em pé, ó. Mas aqui ele comenta de um termo muito interessante que é o not deer. E o not deer, ou um não veado, ele é um criptídeo que o pessoal relata e vê mais lá nos Estados Unidos. E no primeiro momento ele parece um cervo normalzinho, E quando você olha bem para ele, tem uma, uma, um comportamento diferente, esquisito, e ele não parece muito bem um cervo, um veado. Ele, ele tem uma anatomia mais bizarra do que— não que cervos são bizarros, né?
Ele tem uma anatomia bizarra, ele não é um cervo normal. Muita gente não consegue nem explicar direito o que tem de errado com ele, só, só tem esse instinto de que tem alguma coisa errada com ele. Então é igual a gente teve na creepasta, ele sabia, no caso aconteceu com cachorro, mas ele teve aquele instinto de que o cachorro parecia alongado, parecia que tava diferente. E nos Not Deers, o cara ele teve essa sensação aí antes de ficar de pé e andar, ele tinha a sensação de que o veado tinha uma cabeça diferente, que ele Sabe, o comportamento diferente.
Servo não é estranho? Hebe falou que servos são estranhos. Não, servos são normais, não são normais? Nunca vi um Moonjack. Servos são estranhos. Não, mas esse aí é bem específico, né? Ó, esse aqui é o Moonjack, ó, tá aparecendo aqui na minha mão agora. E o que resta olhando para o nó DIR é essa sensação de desconforto. Aí fala que essa, que os Nodis, eles são do folclore, né, lá dos Apalaches. E a gente teve duas histórias que se passam nos Apalaches.
E, cara, virou notícia por volta de 2018, e daí surgiram essas histórias no Reddit. Confesso, são histórias apavorantes. Apavorantes. A Hebe tentando me convencer aqui no chat de que cervos são estranhos. Uma sequência de fotos estranhas de cervo passando agora nesse vídeo para você olhar. Eles são estranhos, mas sei lá, eles são fofinhos, menos o Mondiak, mas eles são fofinhos. O cervo de Hora de Aventura, ele claramente é um Nodir, claramente ele é um Skinwalker, claramente, gente, não tem como.
Esse cervo da Hora de Aventura, ele é bizarro, tal qual o cavalo. Mas é isso, pessoal, meu muito obrigado para você que escutou a gente até aqui. Muito obrigado, Hebe Cava, Doug, Manuel e a Cips que tava escutando a gente É isso, eu espero que vocês ficaram arrepiados nessa história, que sentiram medo, porque eu fiquei arrepiado e senti medo, e fiquei com a sensação de que tinha alguma coisa observando ali atrás. Não tô mentindo, de verdade.
É isso, cuidado com os nodiers, cuidado com os veados em pés, cuidado com os veados, e tchau!