Episódios de Terror na Esquina

CRIATURAS BIZARRAS que a ciência tenta esconder!

10 de agosto de 202625min
0:00 / 25:45

Quando a gente vai procurar sobre lendas e folclore dos lenhadores norte-americanos, não vamos encontrar sobre o pé grande, skinwalkers ou wendigo. O que vamos encontrar vai ser mais parecido com HODAG (vide Ted, the caver), Squonk, bodes-porco-boi que tem uma perna maior que a outra e uma completa biologia de animais bizarramente estranhos.

Eles possuem nome científico próprio e é uma forma maneira de se especular como foram, são ou vão ser os animais, sendo parte da ficção cientifica e sendo chamado de BIOLOGIA ESPECULATIVA.00:00 Pervatassauros

04:37 Hodag

07:44 Squonk

11:51 Sidehill gourge

15:03 Hugag

18:00 Agropelter

19:57 Goofus bird

22:02 Night stalker

Qual a sua história?

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Agradecimentos:

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Vinheta:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Marcos Paulo Gomes de Souza⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Vitrine:

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Participantes neste episódio1
F

Host
Assuntos10
  • Biologia Especulativa· CienciaBiologia especulativa·Ficção científica·Evolução de criaturas
  • Fearsome Critters· EntretenimentoFearsome Critters·Lendas de lenhadores americanos·Criptídeos convencionais
  • Hodag· SociedadeHodag·Nasobatylus strivoratus·Eugene Shepherd·Rhinelander
  • Squonk· SociedadeSquonk·Lacrymarcopus dissolvans·Pensilvânia
  • Hugag· SociedadeHugag·Hychmops inarticulatus·Lenhadores do século 19
  • Night Stalker· SociedadeNight Stalker·Manamulus perruhridus·Ecolocalização
  • Pervatasaurus leroyi· EntretenimentoPervatasaurus leroyi·Mestre Splinter·Creepypasta
  • Goofus Bird· CulturaGoofus Bird·Pássaro Filamalu·Canto metálico
  • Sidehill Gouger· SociedadeSidehill Gouger·Membrichinalis Declivitus·Leviathaneta Mucopurulentius
  • Agropelter· SociedadeAgropelter·Anthrocephalus craniofractens·Norte dos Estados Unidos
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Em 2009, o paleontólogo Andrew Volga apresentou ao mundo o fóssil de um dinossauro do período Cretáceo encontrado na Argentina. O problema é que a comunidade científica achou a biologia dele tão absurda que acusou o cientista de ter montado uma fraude. A exposição no museu foi cancelada de uma hora para outra e ele teve a carreira destruída. E até hoje vaga pelo mundo tentando provar que a espécie que ele encontrou realmente existiu.

Anatomicamente, você pode começar imaginando um T-Rex, só que um pouco menor, com braços compridos de 3 dedos capazes de agarrar, pés com membranas natatórias como as de um pato, e a crista na cabeça que lembra um gorro dobrado. O detalhe mais curioso, porém, tá no comportamento dele. Ele passa a maior parte da vida no fundo de cavernas úmidas, caminhando de um lado para o outro no escuro. A análise das pegadas mostrou que ele era um animal solitário, mas tinha um hábito muito específico.

Quando via um grupo grande de outros dinossauros se reunindo, ele saía do esconderijo, Entrava no meio da multidão e ficava se roçando nos herbívoros sem que eles percebessem. Os estudos de campo também revelam que ele tinha um fascínio por lama. Ele costumava afundar metade do corpo na mistura viscosa, segurar as próprias partes e emitir um som baixinho parecido com um arroio de pombo. A dieta dele era outro mistério. Como um onívoro oportunista, ele consumia plantas aquáticas, peixes e carcaças, mas nunca caçava para se alimentar.

Existem marcas de arrasto mostrando que ele atraía pequenos animais para dentro da caverna, só que nunca foram encontrados ossos roídos lá dentro. O que ele fazia com eles no escuro é algo que os pesquisadores preferem não especular. Para completar, o sistema digestivo dele tinha uma característica única: O intestino contava com paredes rígidas e flexíveis alternadas que moldavam suas fezes em cubos perfeitos, parecido com o que ocorre com o wombat moderno.

E com os braços compridos, ele pegava cubo por cubo e empilhava em pirâmides simétricas na entrada da caverna para marcar território e tentar atrair uma fêmea. Olá, ouvinte! Tá começando mais um episódio do terror. Eu sou o Fê e eu já abri esse episódio te contando a história do Pervatasaurus. Ele na verdade tem até o nome científico, que é Pervatasaurus leroyi, e ele foi uma, infelizmente ou felizmente, porque é um dinossauro pervertido, pervatasaurus que vem de pervertido, ele é uma criação do site The Onion como uma sátira.

Ele foi criado para ser uma creepypasta e ele tem estourado recentemente na internet. E eu vou confessar que a história dele, na hora que eu li, na hora que eu vi o Rios contando a história dele, eu falei: Hmm, preciso de uma pauta pra esse episódio. E eu tô aqui pra contar pra vocês um episódio sobre as criaturas temíveis, ou as Fearsome Critters, que é um compilado de lendas de lenhadores americanos. Então é basicamente lendas urbanas não tão urbanas assim, porque são de lenhadores que vivem no meio da floresta.

E eles têm um catálogo enorme de criaturas bizarras, tragicômicas, de terror, que foge um pouco dos criptídeos convencionais que a gente tem, tipo o Monstro do Lago Ness. Se você quiser uma camiseta do Monstro do Lago Ness, é só você acessar reserva.ink/terroranesquina que você vai achar lá camisetas maravilhosas. Enfim, voltando, diferente dos criptídeos que a gente conhece, como o Pé-Grande, Monstro do Lago Ness, Nós vamos ter as Fearsome Creatures, as criaturas temíveis.

Eu vou começar lendo aqui para você uma que a gente já conhece. Eu já falei bastante dela aqui no terror, bastante quando eu li umas duas vezes essa creepasta, Ted o Escavador. E ela vai falar sobre o Rodag. E o Rodag faz parte desse compilado, dessa gama das Fearsome Creatures. E calma, Começa assim: o Rodagge tem o nome científico de Nasobatylus strivoratus, e em 1893, na pequena cidade de Rhinelander, no estado de Wisconsin, virou notícia por causa do aparecimento de uma criatura que parecia ter sido montada com as sobras de vários animais.

Anatomicamente, ele combinava uma cabeça de sapo e urso, grandes presas projetadas para fora, chifres de bisão e um sorriso largo, patas curtas e garras afiadas, costas cobertas de espinhos de dinossauros e caudas que terminavam em uma forma de lança. A biologia dele era tão especializada que a espécie esteve à beira da extinção por um único detalhe, que era a sua dieta. O alimento principal consistia exclusivamente em cachorros da raça Bulldog, inteiramente brancos.

Conforme esses cães foram ficando raros na região, a população do animal entrou em colapso. Foi quando um conhecido lenhador e brincalhão na região, Eugene Shepherd, resolveu transformar o mito em um negócio. Primeiro, ele organizou um grupo de caça e afirmou que precisou usar dinamite para bater o primeiro espécime. Anos depois, em 1896, ele disse ter capturado um roedag vivo, Pra conseguir essa façanha, ele e alguns lutadores de urso colocaram cloroformo na ponta de uma vara comprida, empurraram a haste pra dentro de uma caverna e desacordaram o animal.

Ele levou a criatura pra casa, montou um galpão e começou a cobrar 10 centavos por ingresso. Pra fazer o público acreditar que a criatura era real e perigosa, ele conectou fios na estrutura pra mexer o artefato de vez em quando, fazendo os visitantes saírem correndo assustados. Além disso, ele entrava no galpão fingindo que ia acalmar a fera, vestia as roupas rasgadas e pedia para os dois filhos fazerem barulhos de luta do lado de fora para parecer que tinha sobrevivido a um ataque feroz.

A farsa só acabou quando o cientista famoso no Instituto Smithsonian anunciou que ia viajar até a cidade para examinar o achado, o espécime que ele capturou. Vendo que não ia ter como enganar o especialista, ele admitiu o golpe. Mesmo assim, ele abraçou a história e hoje o Rodag é o mascote oficial da cidade, com direito a uma estátua gigantesca de fibra de vidro na entrada da Câmara do Comércio local. E eu vou deixar aqui, na verdade ficou passando, né, a imagem do Rodag aqui para vocês.

Eu vou mandar aqui no chat do Discord e se você quiser acompanhar é só você acessar apoia.se/terrornaesquina que com R$5 você já consegue apoiar o terror Além de ter acesso a um grupo exclusivo do WhatsApp, acesso à gravação do terror que acontece pelo menos 2 vezes na semana, e também há episódios exclusivos. Então fiquem ligados, R$5 é menos que um café expresso, um dia de café expresso, tá bom? apoia.se/terroranesquina. A próxima criatura, ela é o esconque, e o nome científico dele é Lacrymarcopus dissolvans.

E no século 20, no início do século 20, os lenhadores e caçadores das florestas frias da Pensilvânia começaram a relatar encontros com uma criatura que, ao invés de causar medo, ele causava uma profunda vergonha alheia. Anatomicamente, ele parece um pequeno porco deformado, coberto com verrugas e a pele tão folgada que passa a impressão que ele veste, sabe, a pele dele veste um tamanho muito maior do que deveria. O maior problema dele é que a sua autoestima não é tão alta assim, sabe?

Ele se acha tão feio que ele evita qualquer raio de luar ou corpo d'água para não correr o risco de enxergar o próprio reflexo. Ele passa as noites vagando sozinho na escuridão entre as árvores, chorando baixinho e deixando uma trilha constante de lágrimas marcadas na lama da neve. O método de defesa dele é, é cômico. Quando ele se sente encurralado por um predador ou percebe a aproximação de um caçador, ele entra em pânico, um pânico tão absurdo que ele começa a chorar sem parar, acumulando algumas bolhas de água salgada até se dissolver por completo numa poça das próprias lágrimas.

Os registros da época contam que alguns caçadores até conseguiram capturar uma espécime e colocar dentro de um saco, mas no meio do caminho de volta para o acampamento, a bolsa pesada foi ficando cada vez mais leve e úmida. Quando abriram para olhar, só tinha água salgada e bolhas. Ele prefere deixar de existir do que ter que encarar alguém cara a cara. Ele realmente parece um porquinho todo arrugado, todo cheio de pele. E eu achei essa uma das mais cômicas.

A Cê falou assim, nossa, mas ele tá chorando, tadinho. É, ele só chora, né? Sim, eu acho que das criaturas das Fearsome Creatures, ele é a mais tristonha, né? E a mais triste de todas. Então, a Aline, ela comentou aqui que dá dó e não medo. É porque as fearsome creatures, as criaturas temíveis, elas são pra ser mais cômicas, tragicômicas e mais o terri do que de fato dar medo, do que de fato instigar mais esse lado do terror psicológico ou de criaturas que realmente possam existir, ficando mais no campo do tipo: se essas criaturas são tão absurdas Mas são tão absurdos que se elas existissem, a gente iria rir delas e não ficar com medo, sabe?

Alguma coisa do tipo. A próxima, eu tenho até uma história engraçada pra contar pra vocês, porque quase todas as vezes que eu saio pra viajar com meu pai e a gente avista no morro— aqui em Minas tem muito morro, né? E a gente vê no morro algumas vacas, meu pai conta a mesma história. Que é: quando você vê uma vaca num morro e ela tá andando de lado, é porque ela tem uma pata maior que a outra. E ela nunca vai conseguir descer, ficando só rodando em círculos pra sempre.

Então ela tá fadada a ficar andando em círculos. E essa é a história das vacas que nascem em morro. Porque como que elas ficam retinhas se elas são no morro, não é? Ela teria que ficar tortinha. Só que ele conta que uma perna é maior que a outra pra poder alinhar ela, só que ela não consegue nem descer nem subir, ficando só rodando em círculos. E essa é a história do Sidehill Gorge, ou Membrichinalis Declivitus. Só que eu achei um outro nome pra ele, podendo ser também Leviathaneta Mucopurulentius.

E ela começa mais ou menos assim, a história: com o corpo que lembra uma mistura de bode, veado e porco, Ela tem orelhas compridas de coelho e presas afiadas. Só que a característica mais exótica está nas patas. As pernas do lado esquerdo do corpo são significativamente mais curtas do que a do lado direito, ou ao contrário. Essa anatomia foi uma adaptação para andar nas encostas íngremes sem perder o equilíbrio. No entanto, ela criou uma limitação que é trágica.

Por causa da diferença do tamanho das pernas, ela só consegue caminhar ao redor da montanha em uma única direção. Se ele for uma espécie de pernas esquerdas curtas, ele só vai conseguir andar no sentido horário. Se tentar dar meia-volta para mudar o seu rumo, ou se acabar caindo em um terreno plano, o centro de gravidade dele vai ficar desestabilizado, fazendo com que ele tome para o lado e role descontroladamente montanha abaixo, ou fica caído no chão, né, tentando se levantar.

A situação ainda fica mais curiosa quando dois desses animais, que andam em sentidos opostos, se encontram na mesma trilha estreita. Como nenhum dos dois consegue dar meia-volta ou dar um passo para o lado, eles simplesmente ficam se encarando num impasse até caírem de cansaço. Contam que um fazendeiro até tentou cruzar essa espécie com suas ovelhas para facilitar o pastoreio nos morros, O plano parecia até que bom, até ele perceber que os filhotes resultantes não conseguiam andar em estradas retas e elas viviam capotando.

Pra completar, a carne dele é tão tóxica se for consumida, mas a gordura do corpo serve como um remédio poderoso contra vários tipos de veneno. Ou seja, a principal utilidade dele na natureza é ser derretido pra ser cura de veneno. Cara, eu não preciso nem dizer que quem criou Essa, essa, esse compilado de histórias é genial. Não, quem criou esse, essa, vamos dizer, biologia especulativa, essas histórias dos lenhadores, essas lendas de lenhadores, é genial, é fantástico.

Então, Jô, essas criaturas, eu particularmente, eu só conhecia o Rodag. Pra ser sincero, ela é muito nichada, são criaturas que elas estão num folclore muito nichado, lendas urbanas. Elas não estão basicamente na internet, apesar de se popularizarem na internet, mas elas estão mais nichadas nos Estados Unidos. E eu estou aqui trazendo pro Brasil e lendo pra vocês essas criaturas maravilhosas. A Jo falou assim: amei o terror sendo caridoso e dando visibilidade pras criaturas menos conhecidas.

E estamos aqui com a próxima, que ela tem um nome parecido com o Rodag, e ela se chama Hugag, ou com o nome científico de Hychmops inarticulatus. E eu adoro que elas possuem seus próprios nomes científicos, e isso é genial. Relatado por lenhadores do século 19 nas florestas entre os Estados Unidos e o Canadá, Ele é um animal do tamanho de um alce gigante, com duas falhas biológicas que tornam a existência dele um martírio. A primeira é que o seu lábio superior é tão longo e mole que pendura para além da sua mandíbula, e se ele tentar abaixar para comer a grama do chão, ele pisa na própria boca.

E por causa disso, ele é obrigado a se alimentar apenas de cascas de árvores e galhos altos. A segunda falha, que é a pior de todas, tá nas pernas. Ela simplesmente não tem articulação nas patas. Ela não tem joelho nem cotovelo, e as suas pernas são duas, duas colunas rígidas de osso e carne. E significa que ele não consegue dobrar as pernas ou sentar. Ele passa a vida inteira em pé. Ok, os cavalos também passam basicamente a vida toda em pé.

Eles raramente deitam, nem para dormir eles deitam, eles ficam em pé. E na hora de dormir, como eles não podem se deitar, eles precisam procurar uma árvore bem firme no meio da mata, encostar o corpo no tronco, apoiar as patas traseiras e ficar marchando baixinho com as da frente para não perder o equilíbrio no sono. Essa rotina acabou se tornando a ruína dele. Os lenhadores da região descobriram como caçá-lo sem gastar uma única bala.

Eles andavam pela floresta procurando as árvores preferidas deles e faziam um corte profundo no tronco, deixando a madeira prestes a quebrar. Quando ele vinha à noite, se encostava para dormir, o tronco cedia com peso, a árvore caía e ele tombava para o chão. Como não tinha joelho para dobrar e pegar impulso, ele ficava estirado no chão, totalmente indefeso, igual uma tartaruga virada para cima esperando o seu destino chegar. Nossa, essa foi trágica!

Essa foi, mexeu comigo, real. Essa mexeu comigo, essa mexeu, me deixou triste, porque o destino dele é bem É fadado, né? Na verdade, o destino deles causado pelos lenhadores é um método de caça cruel, cruel, porque ele vai ficar lá agonizando até ele resolver. Não, não, não, não, não gostei, não gostei. Eu achei, eu achei só de ficar de pé para sempre já me deixou chateado. E sim, a Aline comentou aqui, o O Rugag, ele nasceu pra sofrer.

Ele definitivamente nasceu pra sofrer. Agora vamos falar sobre o Anthrocephalus craniofractens, mais conhecido como agropelter. Nas florestas do norte dos Estados Unidos, os lenhadores tinham uma explicação muito específica pra quando alguém aparecia desacordado ou ferido por um tronco caído. Não, não era visto como um acidente naquela região, era visto como um ataque de um agropelter. Anatomicamente, ele se parece com um macaco esguio e pequeno, mas com os braços absurdamente compridos e finos, parecido com chicote.

Ele vive escondido no tronco oco das árvores altas, de onde observa a movimentação no chão. O comportamento dele é baseado no puro rancor sem sentido. Quando alguém que tá caminhando ou lenhador passa por baixo da árvore, ele usa os braços para arrancar um pedaço de madeira seca e arremessar o galho com precisão de um atirador de elite e a potência de um canhão. O nome científico dado a ele resume bem a biologia da espécie: Anthrocephalus craniofractens, que significa literalmente o fraturador de crânios humanos.

Só que a grande ironia da existência dele tá no seu cardápio. Com os braços tão potentes e uma mira tão perfeita, ele poderia ser um dos predadores mais eficientes da floresta. No entanto, ele tem uma exigência alimentar que beira o absurdo: ele só come corujas e pica-paus. Como esses pássaros não são tão recorrentes assim, o agropelter passa a maior parte da vida passando fome. Por causa dessa restrição bizarra de dieta, a população deles nunca consegue crescer significativamente.

Ele basicamente é um sniper da natureza que passa a vida inteira sem comer, só esperando uma oportunidade para jogar o galho em alguém que tá passando embaixo dele. A próxima criatura, ela, ela chama Filamalu Bird, o pássaro Filamalu, ou mais conhecido como Gufus Bird, o pássaro Gufus. Anatomicamente, ele tem um visual impossível de passar despercebido. Ele possui o corpo parecido com o de um peru, um pescoço longo na cor verde garrafa coberto por escamas prateadas, pernas compridas como a de uma cegonha e quase nenhuma pena no corpo.

Para completar a extravagância, a asa direita dele é totalmente preta enquanto a esquerda é cor-de-rosa. Só que o voo dele é incrível. Ele é famoso por voar exclusivamente de costas, Quando os lenhadores perguntavam o motivo de um comportamento tão sem sentido, a explicação dada na época era simples: ele não liga para onde ele tá indo, ele só quer ver por onde ele já passou. Como se não bastasse voar de ré, em dias mais frios ele decide voar de ponta-cabeça, sob a justificativa de manter as pernas para cima para ajudar a combater o reumatismo e manter o corpo aquecido.

A arquitetura do ninho deles também tem uma lógica que, que na hora que ele vai procriar, ele constrói um ninho de cabeça pra baixo no topo das árvores e coloca seus ovos lá, que segundo os relatos da época eram invariavelmente classificados como nota D de tão ruins que eram os ovos. E pra fechar o pacote, o canto dele não é nada melodioso. O som que sai do bico parece exatamente o rangido metálico de uma alavanca pesada de um caminhão sendo empurrado para engatar marcha ré.

Bom, a descrição lembra muito um faisão, o canto lembra da araponga, lembrei o nome, araponga, que é um canto metálico, pesquisa aí que vocês vão achar, é fodástico. Ele é o mais bizarro de todos, porém o que tem menos informação, é o que a wiki dele, a descrição dele no livro, a wiki também é super curtinha, Infelizmente eu vou ler a última pra vocês porque o episódio já tá ficando longo. E ela é conhecida como Night Stalker ou o Manamulus perruhridus.

E ele é mais ou menos um morcego gigante de 1,5m de altura que pesa 50kg, que habita as florestas num futuro que, bom, tá sendo especulado ainda. Como a espécie perdeu a capacidade de voar ao longo dos milênios, A anatomia dele acabou se reorganizando de um jeito completamente invertido. As patas dianteiras, que antes sustentavam as asas, viraram as pernas de apoio para caminhar no chão. Já as patas traseiras, que nos ancestrais serviam para pendurar nos tetos das cavernas, passaram por uma mudança bizarra.

Agora elas se projetam por cima do ombro e ficam penduradas para baixo do queixo, funcionando como braços e mãos para agarrar as presas. Como ele guia seus ataques apenas pela ecolocalização, os olhos regrediram até desaparecerem e, em compensação, a cabeça é dominada por orelhas com mais de meio metro de comprimento e uma estrutura nasal gigante voltada para captar o som. Para completar a anatomia, ele possui presas de 18 centímetros e caça em alcateias barulhentas, correndo para a escuridão enquanto solta gritos estridentes para mapear o terreno.

E essa foi a última criatura do nosso bestiário, do nosso... sei lá, nosso fearsome creatures, das nossas criaturas terríveis. Então comenta aí se vocês querem uma parte 2. Ela é bizarra com os bracinhos dela, né, por cima e a patinha por baixo. Ela passaria fácil também como um Pokémon ou um Digimon. E ela também tá aí entre as minhas favoritas. Esse episódio só teve as— nossa, fantástico! Joana comentou aqui, querendo Deus Pai.

Aline falou que esse dá um medinho. Esse dá realmente um pouquinho mais de medo. Eu vou fazer aqui um esclarecimento de biologia especulativa. É, são pesquisadores, pesquisadores, é um nicho da ficcção científica que vai se especular como as criaturas vão se desenvolver ao longo de anos, de décadas, de séculos. E no caso, esse foi exemplos, e talvez foi exemplo de evoluções que podem acontecer e já aconteceram, sabe? É uma mistureba dos dois, umas lendas urbanas umas lendas não tão urbanas de lenhadores que vivem no campo.

Então é uma mistureba danada e criou um multiverso de criaturas bizarras e temíveis. A Aline deu aqui uma ideia de fazer uma das criaturas do mar. Você fala de biologia especulativa ou de criaturas do mar que realmente existem, como aquele peixe que tem a lanterninha, coisa do tipo. É o peixe-demônio, é, eu acho que o nome dele. As duas, ok, podemos pensar. Comentem aí o que que vocês acham. A gente pode trazer aí uma biologia especulativa sobre mar.

A gente trouxe só de terra, né? Talvez fazer um só de pássaros, que também tem uma sessão inteira de pássaros. Senão, por que não fazer uma também de mar? Comenta aí, eu conto com vocês. E muito obrigado você que ficou até aqui. A Ci, a Jo, a Aline e você ouvinte que tá escutando a gente até agora. E cuidado com as criaturas terríveis, temíveis. E tchau!

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