Episódios de Terror na Esquina

241. Histórias do Reddit sobre DEEPWEB E DARKWEB | Terror na Esquina

23 de julho de 202646min
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Você já acessou a deepweb ou a darkweb? Você já passou pelas lendas urbanas de lá? Então, o problema é que nesse episódio não vamos passar por lendas urbanas, mas por casos reais e possivelmente reais que aconteceram nesse submundo da internet.

10:32 HISTÓRIA 01

17:04 HISTÓRIA 02

23:16 HISTÓRIA 03

32:09 HISTÓRIA 04

Qual a sua história?

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠MANDE PARA A GENTE⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

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Agradecimentos:

Hosts:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

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⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Cibele na Terra do Medo (YouTube)⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Vinheta:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Marcos Paulo Gomes de Souza⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Vitrine:

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Amanda Melo⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Participantes neste episódio2
M

Marina Zamac

Host
P

Phelipe Gomes Silva

Host
Assuntos6
  • Dark Web· TecnologiaNavegadores específicos · Tor · Silk Road · Golpes e fraudes · ETFs de Bitcoin
  • O caso Dog Day God e Bessa MáfiaEmma Ahoine · Stephen Wawain · Pastor e infidelidade · Simulação de suicídio · Escopolamina
  • Contrate um Assassino de AluguelProjeto de faculdade · Ironia e mal-entendidos · Prisões
  • Sequestro de Chloe AylingLeilão humano online · Black Death · Ludmilla · Tráfico humano na Dark Web
  • Portais e códigos ocultosAnarchist Cookbook · LARP (Live Action Roleplay) · Vídeos snuff · Perda de sensibilidade
  • Creepypasta e lendas da internetLolitas Sleep Dolls · Tráfico humano · Couro humano · Red Rooms
Transcrição153 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Na dark web, através da rede que a gente já falou aqui, que é o deus nórdico do trovão. E os investigadores descobriram mais tarde que o site, ele tratava essas garotas sequestradas como presas e exibia descrições, as descrições físicas, os lances iniciais em dinheiro. Era um leilão que acontecia na deep web. Tinha uma regra que a organização criminosa, ela tinha imposto. E foi o que salvou a Chloe nesse momento.

?Voz B

Não, e eu tinha muito medo disso.

?Voz A

Sério?

?Voz B

Quando eu soube da existência da Deep Web, da Dark Web, eu achava que só o fato de eu entrar já iam me rastrear, já iam me matar, mandar gente aqui em casa, sequestrar meus cachorros. Copiar meus dados do cartão de crédito. E quando eu descobri, eu nem tinha cartão de crédito.

?Voz A

Mas basicamente acontece isso. Basicamente acontece isso.

?Voz B

Você já entrou?

?Voz A

Já, claro. Quem nunca entrou? Pra quê? Pra fazer pauta do terror. Ainda, você acredita?

?Voz B

Quem nunca entrou?

?Voz A

Fui procurar pra fazer pauta do terror. Foi assim, vamos lá procurar.

?Voz B

Eu nunca entrei, queridinho. Eu nunca entrei.

?Voz A

Eu já entrei. Você que tem os meus dados, por favor, devolva.

?Voz B

Não use-os.

?Voz A

Não use-os com sabedoria, pois não tenho muito e eu vou precisar.

?Voz B

Preciso do meu CPF também, não vou precisando.

?Voz A

Mas então você entra na dark web. Então, na verdade, a deep web hoje em dia é mais fácil de acessar, né? Dark web, que é um pouquinho além, já é uma outra camada, que daí já é mais difícil de acessar.

?Voz B

Essas coisas mesmo de camada, porque pelo que eu ouvi falar não tem muito isso de camada, porque pelo que eu, assim, eu nunca entrei, gente, mas eu sou um pouco curiosa. Né? Então eu já pesquisei bastante sobre. Mas basicamente você tem que ter um navegador específico pra você entrar. Que até pouco tempo eu sabia o nome, agora eu também não lembro.

?Voz A

Eu não sei se a gente deveria falar, mas é o nome de um deus nórdico, do Trovão.

?Voz B

Já fica aí, se você ficar curioso, vai atrás. Mas aí você não consegue, tipo, jogar num Google lá assassino de aluguel. E aí você acha, tipo, o Google.

?Voz A

Você tem que ter o link das coisas específicas e tal. Se você fizer isso, vão te achar.

?Voz B

Vão te achar. Aí o assassino de aluguel vai para sua casa.

?Voz A

Vão te achar. Mas teve a Silk Road, né? Ela foi um grande evento na Deep Web.

?Voz B

É, a Silk Road é um Mercado Livre do mal, assim.

?Voz A

Foi, né? Já desbancaram a Silk Road.

?Voz B

Foi, foi, foi. A gente sabe que ainda funciona de algumas maneiras, ainda deve existir.

?Voz A

Enfim, a gente que não sabe.

?Voz B

Mas rolou até prisão, né? Tipo, então eu não manjo muito, eu sei o que aconteceu.

?Voz A

A gente, você já fez um comentário para mim aqui no episódio do terror. Você já fez um episódio sobre Silk Road?

?Voz B

Não, já fiz o episódio sobre os anônimos, aí eu acabei falando um pouco sobre Deep Web, essas coisas.

?Voz A

Então aproveite, vai ter, dá para fazer, fica a dica para o episódio depois de Ghostman. A gente quer A gente quer Silk Rose na Terra do Medo. Aliás, Sibeli na Terra do Medo, né? É só procurar aí no YouTube que vocês vão achar. Tá na descrição do episódio, tá aqui, aqui, eu não sei fazer mais isso, é novo, sou novo por aqui, tá aqui, tá por aí, gente, tá aí, clique.

?Voz B

Se não achar também, Sibeli na Terra do Medo não é muito difícil não, joga lá, tem vídeos mil, tem Fê, tem Vitor, tem Sibeli, né, que é Sibeli na Terra do Medo no caso. E tem creepypastas, tem histórias de terror, histórias do Reddit e coisas que o Fê me obriga a falar.

?Voz A

Agora ela tá no meu porão e eu comando o Terra do Medo, tá? Então fiquem ligados. Já temos aqui duas pautas, Goatman e Silk Road, e já vou pensar na próxima.

?Voz B

Tá, pode deixar.

?Voz A

É sim senhor, tá?

?Voz B

Inclusive, inclusive, um vídeo que eu quero trazer muito pra Terra do Medo e que tem a ver com o tema de hoje é sobre o site que não tá na Deep Web, tá na Surface, que chama Contrate um Assassino de Aluguel, tipo o assassino de aluguel. Você já ouviu falar desse site?

?Voz A

Não. Funciona? Então, peraí, deixa eu anotar aqui só um minutinho.

?Voz B

Esse site, a história dele é muito boa porque O cara criou Contrate um Assassinho de Aluguel para um projeto da faculdade, e era para uma outra coisa, era para uma piada, coisa e tal. Eu vou contar só o resumo porque vocês vão ver na Terra do Medo quando eu lançar. Mas aí acabou que não deu certo esse projeto e ele continuou com o domínio, é Alugue um Assassinho de Aluguel, né, Contrate um Assassinho de Aluguel. Ele ficou com esse domínio de um site, ele achou assim, ah, vou ficar com esse domínio porque eu vou vender ele muito caro.

Ninguém queria comprar. Obviamente acabou que ele fez um site de sacanagem. Tipo, você entra no site, tem, tem, ele está online até hoje. Só que era, sabe quando você faz ironia, que quando você não, as pessoas não entendem a sua ironia, o idiota é você? É basicamente isso. Ele criou o site, era um site super irônico, e as pessoas estavam tentando contratar ele.

?Voz A

Meu Deus!

?Voz B

E aí começou, ele não olhava o email porque ele não é obrigado a nada, mas aí começou a chegar uns emails, tipo assim, chegou um email que chamou muita atenção dele, de uma pessoa que já tinha mandado vários emails e falando assim, se você não me respondeu, vou ter que fazer por mim mesma. E por conta desse site, várias pessoas foram presas, porque teve até um cara que se candidatou para ser o assassino de aluguel, que ele já tinha servido para o exército, e ele mandou tipo um currículo dele de assassino e que ele poderia matar pessoas e foi preso também.

?Voz A

Caraca, que é uma coisa que tipo assim, quando você vai procurar essas coisas, tipo você procura na dark web, talvez não, a pessoa que você quer matar morre, aí vai procurar o seu histórico de internet, tá lá contratar assassinos de aluguel.

?Voz B

Sim, ó, super normal, coisa boa.

?Voz A

Se você nunca ouviu falar de deep web, dark web, Tem uma lenda urbana, principalmente estourou com a Damares quando ela falou das Lolitas, em que as crianças eram escravizadas, cortavam os seus membros e que... Bom, isso é uma creepypasta russa que se chama Lolitas Sleep Dolls. Eu amo essa creepypasta, desculpa. Oi?

?Voz B

Eu amo essa creepypasta.

?Voz A

É uma creepypasta...

?Voz B

E eu amo que vocês já trouxeram no terror.

?Voz A

Especial de Halloween, não lembro o número. Especial de Halloween tem Lolitas Sleep Dolls. É tipo, uou, por que que vocês estão mandando isso? Mas é, tá aí, tá aí, tem uma narração. A Damares, ela reviveu essa creepypasta como se fosse uma coisa muito real.

?Voz B

Foi quando eu olhei, eu não sabia disso.

?Voz A

Procura, tem link, tem link. Damares Lolita Save Toy. Só que ela não falou de forma tão direta, mas ela falou, ah, corta os membros, fazem bonecas sexuais. Mas sim, existem tráfico humano na dark web, é um assunto sério que precisa ser, sabe, tá aí, acontece, e acontece na internet. Então existe o tráfico humano, mas as Lolitas em específico não. E também tinha um site que você fazia couro humano, comprava artefatos, artigos de couro humano, também é falso.

E as Red Rooms, onde você comprava torturas e passes de tortura, também tudo falso. Então, gente, não é um submundo. Dá para fazer coisa muito errada, mas também não é um submundo. Inclusive dá pra você contratar gente, procurar gente pra comer carne humana. A sua ou a da própria pessoa, então.

?Voz B

Mas lembrando que assim, claro, se você quiser, você consegue achar arma pra vender na Deep Web. Você consegue drogas na Deep Web, consegue. Mas é muito difícil, gente, porque a chance de você levar um golpe é muito forte. Porque você vai reclamar com quem?

?Voz A

É, vai falar, gente, eu fui ali comprar droga e... Você vai na polícia? Roubaram as minhas criptos.

?Voz B

Eu fui comprar uma arma ilegal. E não me entregaram. O que você vai trocar, meu amor?

?Voz A

Não vai reclame aqui.

?Voz B

Inclusive estourou há pouco tempo, provavelmente na minha bolha, gente que já pesquisa sobre Deep Web, o negócio das caixas da Deep Web.

?Voz A

Nunca ouvi falar.

?Voz B

Até tinha para vender. Você ouviu falar nisso, né? Não. Que é basicamente uma blind box, só que da da Deep Web você recebe uma caixa surpresa. E aí vários YouTubers até fizeram, um canal muito famoso que eu não vou citar aqui porque eu não quero processo, fez um vídeo sobre, ai, compramos na Deep Web, não sei o quê. E aí o Stacks, que é um canal que fala sobre Deep Web, acabou desmascarando eles que eles não fizeram essa compra, porque provavelmente essas blind box que tem vendendo na Deep Web são golpes, sabe? Porque tipo assim, você vai reclamar com quem?

?Voz A

É, você nunca vai ver ela.

?Voz B

Você vai dar o seu dinheiro e qualquer transação pela Deep Web é através de Bitcoin, que não é rastreável.

?Voz A

Sim, e não tem, você vai falar o quê? Ô, devolve meu dinheiro aí. Ele só manda um joinha.

?Voz B

É, manda um joinha, manda um dedo do meio, meu amor.

?Voz A

Não vai fazer, e ainda rouba teu cartão.

?Voz B

Bom, ainda rouba todos os seus dados.

?Voz A

Então, antes de começar a ler as histórias, O primeiro aviso: as histórias, as 3 primeiras, elas são verdadeiras, elas aconteceram. A última, temos, tem a minha dúvida, mas as 3 primeiras aconteceram, tá? E outra é pesado, a gente vai passar por assassinato, a gente vai passar por violência contra a mulher, a gente vai passar, a gente vai passar por uma coisa, coisas bizarras acontecerão nesse episódio. Então vocês já estão avisados, é um episódio pesado.

?Voz B

Fechou?

?Voz A

Isso aconteceu na época anterior ao Google, quando as páginas da web eram em sua maioria feitas por HTML básico ou JavaScript. Quase ninguém usava CSS, apenas uns fóruns de discussão e alguns sites bancários tinham sistemas maduros que conectavam o front-end com o back-end. Era o início da internet, uma história real de Deep Web. Não é, sabe, não era aquele, aquela historinha que, ah, eu comprei droga na internet. Eu costumava navegar por blogs aleatórios, sites como o Jocite, portais antigos, só pulando de link em link de madrugada, como a boa e velha internet de quando tudo era mato e a gente não ficava só scrollando tela dos Reels, a gente ficava pulando de link em link.

Eu acabei caindo em uma página muito estranha. Parecia ser um compilado de pensamentos aleatórios de diferentes pessoas, mas pro padrão da época, o site era extremamente bem desenhado. As mensagens tinham uma natureza enigmática, quase uma criptografia, parecendo um grupo de pessoas tentando trocar bilhetes secretos. É, eu tava muito intrigado, não tem como falar que eu não fiquei intrigado. Eu abri o código-fonte da página E escondido nos comentários de um dos códigos em JavaScript, eu encontrei uma lista com vários endereços IP.

Eu copiei todos aqueles endereços IP para um arquivo de texto e eu comecei a rastrear eles um por um. Alguns eram apenas roteadores antigos com mensagens de alerta que eu consegui acessar via telnet, e quase todos de redes universitárias exibindo o aviso: atenção, Esse é um sistema seguro de tal universidade. As credenciais padrão da Cisco naquela época funcionava na maioria deles, mas eu não mexi em nada para não deixar rastro.

Outros IPs eram servidores web quase vazios rodando Apache ou Linux ou algum sistema BSD. Eu me lembro pelo menos um servidor IIS. Até que eu finalmente cliquei em um servidor que continha um diretório gigantesco de arquivo HTML e uma imagem no formato TIFF, além de algumas subpastas com os mesmos conteúdos. Eu tentei rodar o comando de busca, mas o IP não retornava nenhum registro reverso. Eu usei uma ferramenta de rastreamento de rota na época e o sinal se perdeu em algum lugar no estado do Colorado.

Eu abri os arquivos. Os textos em HTML pareciam prontuários detalhados de um psicólogo ou um profissional de saúde mental. As imagens eram digitalizações de faxes antigos com teores nítidos de natureza médica e militar. Eu tava completamente fascinado, pulando de uma subpasta de volta para o diretório principal, quando eu notei que alguma coisa deu errada. Bem no topo da minha página tinha surgido um artigo em HTML novinho, em folha, que não tava lá um segundo atrás.

O nome era algo como 1--hello-there.html, seria mais ou menos 1--Oi. O carimbo de data e hora de criação marcava exatamente aquele minuto. Aquele segundo, o meu coração congelou. Eu abri o arquivo e escrito em texto normal puro na tela preta tava a seguinte mensagem em letra minúscula: We see you. A gente vê você. Cerca de 15 segundos depois, a conexão caiu, o servidor desapareceu completamente da rede e eu nunca mais consegui encontrar esse arquivo.

Eu retirei o cabo da internet na hora do meu computador e eu passei o resto da noite Olhando para a porta do meu quarto no escuro.

?Voz B

Eu não sei por quê, mas essa história me deu uma nostalgia de— aí é uma nostalgia muito específica, mas me deu uma nostalgia dos vídeos do Cellbit resolvendo enigma. Não acredite nas mentiras dele. Você conhece?

?Voz A

Eu acompanho o Cellbit resolvendo o Cicata.

?Voz B

Então ele resolveu um que chama Não Acredite Nas Mentiras Dele, e ele acho que ele nem terminou, é um desafio gigante. E aí essa coisa de, primeiro, esse episódio é para nerd, né? Porque eu não sei o que é HTML e não sei o quê, e HTTP. E aí esses termos todos e de estar no, de pegar aí no código fonte, não sei o quê, me lembrou, me Sabe quando desbloqueia essa memória, uma memória antiga?

?Voz A

É quase afetivo, né, da Ujo Web.

?Voz B

Não vou negar, é quase afetivo.

?Voz A

Aliás, antes de você continuar, é um elogio porque eu amei o padrão dos seus vídeos que você soltou com collab comigo. Eu simplesmente amei, é foda.

?Voz B

Quem fez foi o Vitor e eu amo como ele transforma as coisas, que eu falei assim, Vitor, A gente tava pensando em fazer essa coisa de computador antigo e tal. Aí eu falei daquele papel de parede clássico do Windows XP, sabe? Eu falei assim, se fosse uma coisa mais dark disso, sabe?

?Voz A

Eu fiquei apaixonada também. E aquele lá no cantinho, um Paint com um olho. Nossa, ficou tipo muito foda, né?

?Voz B

Vitória rasa demais. Mas eu fiquei pensando nessa história O quão desocupados são esses hackers, né? Porque, tipo assim, o cara tava acessando naquele momento e naquele momento tinha um hacker desocupado falando: Hello there!

?Voz A

We see you! E isso ficou famoso, viu? Essa mensagem do we see you ficou famosa porque eu acho que de fato aconteceu o we see you. Eu acho que aconteceu, quase certeza. Mas essa é uma das mais leves de hoje, eu tô te falando. Essa é uma das mais leves, ela foi bem nostálgica, mas vamos para a próxima.

?Voz B

E é a mais leve e já foi o primeiro medo que eu falei, que é entrar na Deep Web, já entra na Deep Web, vaza todos os dados, seu IP, tudo.

?Voz A

E vazou, né? O cara, ele criou uma ponte, né? Ele criou uma ponte.

?Voz B

Em maio de 2016 uma massiva invasão hacker expôs os servidores do Mensa Máfia, um site da dark web que afirmava ser controlado pela máfia albanesa e oferecia serviços de espancamento e assassinatos por encomenda. O vazamento de milhares de emails confidenciais foi parar na mão do FBI, que começou a rastrear os compradores. Um usuário específico chamou a atenção das autoridades, o codinome Dog Day God. Nas mensagens criptografadas, o usuário exigia a morte de uma mulher chamada Emma Ahoine, dona de uma empresa de treinamento de cães em Minnesota, e exigia que o crime parecesse um acidente.

O motivo alegado pelo contratante era que a mulher tava arruinando a sua família e roubando seus clientes. O preço estipulado foi de US$6.000, pagos inteiramente em bitcoins. A realidade por trás daquela tela parecia impossível de conciliar com o crime. M era casada com Stephen Wawine, um especialista em tecnologia da informação e pastor auxiliar de uma congregação cristã conservadora. Stephen, inclusive, dava palestras de aconselhamento matrimonial para casais da comunidade.

O FBI e a polícia local chegaram a alertar casal sobre as ameaças anônimas vindas da internet profunda, Deep Web. Diante do perigo invisível, Stephen comprou uma pistola Springfield 9mm para proteção da casa. O caso tomou um rumo trágico em novembro daquele mesmo ano, quando Stephen ligou para emergência em pânico, afirmando ter encontrado o corpo da sua esposa no chão do quarto, vítima de um aparente suicídio. Havia sangue na cabeça e a pistola 9mm estava caída ao lado do braço esquerdo da Emmy.

A farsa da simulação de suicídio, porém, desmoronou em poucas horas na mesa dos peritos forenses. Não havia queimaduras de pólvora na cabeça da vítima, provando que o tiro foi dado à distância. Não havia resíduos de disparos nas mãos de Emmy. Para piorar, a arma estava posicionada ao seu lado esquerdo, mas ela era estritamente destra. O exame toxicológico revelou ainda uma dose massiva de escopolamina no organismo da mulher, uma substância usada para dopar e incapacitar as vítimas.

A acusação revelou a vida dupla de Stephen Wawain. Ele vinha mantendo casos extraconjugais através do site de infidelidade Ashley Madison. Como as regras da sua igreja proibiam terminantemente o divórcio, ele decidiu usar os seus conhecimentos de TI para entrar na dark web e encomendar a morte da sua esposa. O que o pastor não sabia é que o site Bessa Máfia era um golpe para roubar criptomoedas e que nenhum assassino jamais seria enviado.

Quando percebeu que tinha sido enganado pelos criminosos virtuais, ele perdeu e perdeu $6.000, o próprio Stephen depois pôs a mão na escopolamina e puxou o gatilho. A prova cabal veio dos computadores apreendidos. Os peritos encontraram no celular dele a chave exata de 35 caracteres da carteira Bitcoin que fez o pagamento no site de assassinatos.

?Voz A

Foi exatamente o que a gente conversou minutos atrás. Exatamente essa história narrou exatamente o que você falou. Exatamente.

?Voz B

Eu tô me sentindo muito, muito psicopata porque eu já conhecia tanto essa máfia quanto essa história.

?Voz A

É mesmo psicopata? Eu não conhecia essa história. Que curioso.

?Voz B

Eu já conhecia, mas eu sou meio maluca. Eu gostava muito muito mais do que hoje em dia de true crime, né? E eu sempre me interessei por deep web e por conta de histórias assim que eu fiquei sabendo que realmente tem muito golpe na deep web com isso, sabe? Justamente porque não dá para rastrear, porque que nem falou ali, a chave Bitcoin é um negócio de 35 caracteres gigantesco que é justamente tipo assim, tem como sair mudando também.

A sua chave Bitcoin. Tem um negócio que fazem inclusive, porque o Bitcoin já não é rastreável, mas tem um negócio que fazem com pagamento na internet com Bitcoin, que é um negócio que é para criptografar o próprio, a própria forma. O dinheiro vai para várias carteiras Bitcoin, depois eles se encontram em outras.

?Voz A

É como se fosse uma, é como se fosse uma impressão digital. Que ele basicamente, que que é o tipo única, ele ditou lá, é tu, bateu com a da carteira.

?Voz B

Aí me chamou muita atenção que a igreja dele proibia o divórcio, mas assassinato tava de boa, né?

?Voz A

Assassinato de boa, né? É super, é fácil, é fácil resolver, né? É só enterrar e partir para o próximo.

?Voz B

Você vê, era um líder religioso conservador, conservador, que era infiel. Queria terminar e matou a própria esposa.

?Voz A

Obviamente o problema da sociedade é a unha de acrílico da Flavinha ali da congregação. Claro, é o aplique dela, é o aplique da irmã que usa o aplique, é a boca que ela botou que tá bocuda agora. É super, esse é o problema. Não é fome, não é guerra, não é, sabe? É muito fácil. É igual você falou que é muito fácil terceirizar a culpa de tudo, é muito, ficou muito fácil colocar a culpa em Deus. Bora pra mais uma pesadona?

?Voz B

Bora pra mais uma pesadona.

?Voz A

Em meados de julho de 2017, a Deep Web bateu com uma realidade que é muito violenta. Uma modelo britânica chamada Chloe Ayling, uma jovem mãe de 20 anos, viajou até Milão, na Itália. Para participar de um ensaio fotográfico que havia sido agendado pelo seu próprio agente. Ela acreditava ser apenas mais um trabalho da sua rotina. Quando ela chegou no apartamento que foi combinado para as fotos, no dia 11 de julho, a Chloe foi imediatamente emboscada por dois homens.

Um deles, usando luvas pretas, imobilizou ela pelo pescoço, tapou sua boca por trás. E o segundo agressor, que estava vestindo uma balaclava preta, Injetou uma substância no braço direito da modelo e fez com que ela perdesse a consciência em poucos segundos. Quando ela acordou, ela não fazia ideia do que tava acontecendo. Quando ela acordou, ela tava vestindo um body rosa, tava com os pulsos e os tornozelos amarrados, ela tava com a boca tapada com uma fita adesiva, e os criminosos tinham trancado ela dentro de um saco, uma lona, com só com pequenos furos que permitia entrada de ar e jogou ela dentro do porta-malas de um carro e esse carro nesse momento estava em movimento.

O carro ele viajou até uma cabana isolada na periferia de Leme que é uma cidade um vilarejo ela está situada lá nos Alpes italianos por seis dias seguidos ela ficou algemada Chloe ela ficou mantida em cativeiro e ela estava algemada numa cômoda dentro de um quarto que tava completamente escuro. Enquanto ela tava mantida presa, um dos sequestradores, que é um cidadão polonês de 30 anos, ele chamava Lucas Erba, ele tava utilizando contas criptografadas para extorquir o agente da Clou.

Ele exigiu um resgate de $300 mil para impedir que ela fosse vendida, pasme, num leilão humano online. E ele alegava operar em nome da Black Death, que é uma organização envolvida em tráfico ilegal na dark web através da rede que a gente já falou aqui, que é o deus nórdico do trovão. E os investigadores descobriram mais tarde que o site, ele tratava essas garotas sequestradas como presas e exibia descrições, as descrições físicas, os lances iniciais, em dinheiro era um leilão que acontecia na Deep Web.

Tinha uma regra que a organização criminosa ela tinha imposto e foi o que salvou a Chloe nesse momento. E um dia o sequestrador chegou, informou para Chloe que ela seria libertada porque ela tinha um filho pequeno, que violava os termos do grupo de tráfico humano. Pelo menos, olha, olha como eles são conscientes, né? Em 17 de julho Erba deixou a jovem em frente ao Consulado Britânico em Milão, onde a polícia italiana já tava à espreita e prendeu de flagrante por sequestro.

Temos aí a história de Chloe, que foi raptada para ser vendida em um leilão humano na Deep Web em nome da Black Death.

?Voz B

É mulher sendo, estando sempre em perigo, né, sempre em situações Duas histórias cujas mulheres estavam, sofreram com—

?Voz A

uma foi assassinada, feminicídio, e a outra tava aí a ponto de ter os seus piores dias, piores ainda do que ela já teve, né? Ia ser pior, porque a partir do momento em que ela fosse vendida, Deus sabe lá o que ia acontecer com ela.

?Voz B

E nesse caso enganaram o agente dela, coisa e tal. Mas, gente, eu já ouvi muita história também de aeroporto que eu tenho, que eu tenho assim pavores de. Eu não viajei muito de avião na minha vida, mas eu ouvi até história de que me deixou com medo de ir no banheiro no aeroporto assim e ser sequestrada. A gente pensa logo em tráfico humano, a gente não pensa em sequestro para ser vendido pela Deep Web, mas é uma caracterização de tráfico humano, né?

É, exatamente. E aí a gente volta no que o Fê falou lá no início, de que a Lolita Slave Toy não existe, mas existem formas de tráfico humano na deep web. É porque o Lolita Slave Toy, essa é uma creepypasta que eu amo, mas ela é uma creepypasta muito sádica. Sim, assim, pode contar, vai fundo. Eu acho que eu amo mais essa creepypasta porque ela me dá nostalgia, mas basicamente eles pegam Eu posso, antes, eu posso dizer porque você ama ela?

?Voz A

Porque foi a primeira creepypasta que você acreditou.

?Voz B

Sim.

?Voz A

Certeza, porque eu, na hora que eu li, falei assim, gente, que absurdo essa deep web, como as pobres garotas. E eu acreditei por um tempão. Eu acreditei.

?Voz B

É um medo assim, sabe, bem forte que eu senti na época assim, de até, eu era muito novinha, até de virar uma dessas garotas. Mas Basicamente, o cara vai contando em primeira pessoa que ele tinha um negócio na Deep Web em que ele era um ex-médico, ele ia em internatos, lugares que tinham meninas que não tinham família e pegavam, compravam as meninas. E é uma coisa assim muito sádica, mas ele fala que dava, às vezes trocava por comida uma menina e tal, eram lugares muito pobres.

E aí ele pegava, chegava em casa, ô, alerta de gatilho, muitos gatilhos, gatilhos, gatilhos, gatilhos, gatilho doido agora, mas que cortavam as pernas, os braços, deixava a criança, que é uma criança, gente, adolescente, criança, deixava sob, sem ter nenhum controle, nenhuma forma de defesa, tirava todos os dentes da boca. Pra que ela pudesse fazer coisas sexuais. É Lolita Slave Toy, a gente já pensa ali.

?Voz A

E ela era adestrada, adestrada entre 599 mil aspas, a servir bem a pessoa que está comprando ela. Então era meio que feita sob medida também.

?Voz B

Então assim, é uma coisa muito sádica, mas separando para pensar, ninguém sobreviveria também nessas condições, porque são cirurgias muito invasivas, não teria como alguém sobreviver, ainda mais crianças sobreviverem a isso. Mas quando você lê, é uma coisa muito pesada assim, é um negócio que você vai te dando embrulho no estômago. E aí vai vindo aquela coisa, nossa, será que isso existe? Batia aquela dúvida, sabe? Hoje em dia eu acho que fica até difícil das pessoas acreditarem, que é muito fácil você dar um Google e ver que isso é mentira.

Sim, mas basicamente isso assim. Aí ele falava que vendia também por preços exorbitantes para pessoas.

?Voz A

E como você falou aqui, mulher não tem um dia de paz, mulher nunca tem um dia de paz, todo dia é uma luta.

?Voz B

Claro que Lolita e Slave Toy também eram meninas, é, né?

?Voz A

Bora para a saideira, bora!

?Voz B

Só para complementar, gente, agora eu tô muito aleatória nesse episódio, tá me vindo coisas na cabeça. Esse negócio de mulher não tem paz, eu vi hoje um quadrinho da Turma da Mônica, eu acho que é Tina o nome dela, aquela gostosona da Turma da Mônica, que ela tá no ponto de ônibus, aí chega um cara e o cara tipo assim tá puxando assunto com ela e ela fica, ai meu Deus, esse homem estranho no ponto de ônibus, ai, que que eu vou fazer, não sei o quê.

Aí o cara acaba não fazendo nada com ela, ele sobe no ônibus, vai embora, e depois ela fica assim, meu Deus, Meu homem foi embora, agora estou sozinha no ponto de ônibus, o que eu vou fazer? E tipo assim, mirou no humor, mas é a realidade.

?Voz A

Acertou em alguma, fez uma crítica social muito foda.

?Voz B

É basicamente o que eu sinto também, tipo, ai, eu tenho um homem, só um homem aqui comigo, e depois se ficar sozinha também é uma merda.

?Voz A

A Ju comentou aqui que eu concordo muito com ela, que ironicamente, mesmo hoje em dia sendo muito mais fácil você descobrir que isso é uma fake news, é muito fácil você cair na mesma fake news. É, é realmente.

?Voz B

E vamos para a saideira. Isso pode parecer uma resposta vaga, mas a verdadeira parada assustadora são os portais. Com isso eu quero dizer pequenas portas escondidas de todo mundo, exceto das pessoas que sabem o que estão procurando. Sites aparentemente inofensivos que têm pistas escondidas no código-fonte da página, ou galerias de imagem aparentemente inocentes contendo imagens que têm pistas de áudio ou outras coisas embutidas nos códigos que precisam ser extraídas por meios específicos.

Quando eu tava na faculdade, o cara que me introduziu aos computadores costumava me mostrar os portais que ele tinha quebrado. Um deles levava um PDF que era uma cópia do Anarchist Cookbook original, primeira edição, antes de ser fortemente editado e reduzido. Tinha coisas lá dentro incluindo quebras químicas detalhadas de explosivos de nível militar, muito mais profundos do que apenas aquela coisa típica de É assim que você constrói uma arma.

Havia outros portais sinistros também. Teve um que levava direto para uma sala de chat que ele me mostrou, que era algum tipo de parada ultra oculta de LARP, exceto que eles compartilhavam varreduras de imagem em ASCII de paradas super fodidas, tipo violência nível snuff, que você só conseguia ver de verdade se copiasse e colasse o código em um editor de texto e o redimensionasse de certa forma.

?Voz A

Vamos lá, disclaimer antes da gente continuar, porque eu acho que você vai ler assim: ah, o que que é um Anarquista Cookbook? O que que é um LARP? O Anarquista Cookbook foi um livro de contracultura escrito por Powell, que ele ensinava lá em 1970 a bomba, fazer bombas, ensinava sobre drogas, ensinava sobre assassinatos, ensinava sobre um monte de coisas. Assassinato, não sei, mas acho que sim. Explosivos, drogas e armas. Assassinato, assassinato.

E era uma contracultura contra a Guerra do Vietnã, só que ele se arrependeu de ter lançado esse livro, tentou tirar de circulação, não conseguiu. A versão original acabou caindo na Deep Web, aonde as pessoas conseguiram comprar. E o que que é LARP? LARP significa Live Action Roleplay, ou um RPG, só que as pessoas jogam na vida real. Então por isso que você encontrar um LARP na Deep Web jogando coisas de boy horror, não, de snuff.

Então é tipo, você pensa, até onde vai a criatividade humana, sabe? Para você entrar no chat, para quem não sabe, é gore. Tem isso também, né? O snuff, snuff é os snuffs vídeos. Quando lançou era os vídeos reais de assassinato, gore real, real.

?Voz B

Tipo, não é insanação, é coisa de verdade.

?Voz A

Sim, tipo, eu acho que o mais famoso é o 3 Guys 1 Hammer, né?

?Voz B

É, é um sim que é triste para cacete.

?Voz A

A Sinara falou, mas gente, cadê Deus no coração? Ela entrando agora no mundo da deep web, nas atrocidades que acontecem atrás de uma tela de computador.

?Voz B

Vamos catequizar esse povo tudo.

?Voz A

Vamos, vamos. Mas é isso, né? Imagina você jogar, cair... Sabe, a pessoa procurar um LARP ou um RPG de snuff dá um retrogosto bem amarguinho na boca, né? Tipo, a pessoa quebrada pra caralho.

?Voz B

Mas esse negócio de procurar gore e procurar vídeos muito doidos, é... Eu fazia muito isso quando eu era mais nova. Eu acho que parte também da curiosidade. Claro que tem gente que é zero curiosa com isso, e eu acho super saudável você ser zero curioso com isso. Mas eu, por exemplo, eu fui uma adolescente que eu era curiosa com isso. Então eu vi muita merda. Eu assisti o Three Guys on a Hammer, eu assisti o mangue não sei o quê das contas lá, que, gente, qual que é o mangue? É Mãe e eu, 3 números, que eu esqueci.

?Voz A

Não sei esse.

?Voz B

É esse, basicamente é um negócio de facção e tal, e uma, as meninas traíram a facção e elas são mortas pela facção. E aí tem um vídeo completo de tudo acontecendo e é tortura, não sei o quê. Então assim, Eu já vi e eu fiquei muito mal. A questão é que essa curiosidade pode ficando cada vez mais forte. E isso, se eu não me engano, é científico. Quando você vê, você vê bastante daquilo, você vai perdendo a sua sensibilidade. Então qual é o, qual é o máximo, sabe, que você chega para deixar, para ser insensível quanto a isso, né?

É porque esse é o perigo do— porque é normal você ser curioso assim, é normal você querer saber, nossa, como que é uma pessoa morrendo? Como é o corpo de uma pessoa? Porque são coisas que são tabus para gente e são coisas que são muito distantes até que aconteça com alguém próximo. Mas quando isso fica de muito fácil acesso e quando você começa a pesquisar muito sobre isso, vai ultrapassando uma linha que já sai daquela curiosidade normal, sabe? E aí você perde a sensibilidade para certas coisas.

?Voz A

Você tem que saber qual que é, aonde cruza essas duas linhas e não passar esse ponto. É autoconhecimento. Mas muito disso, quando você vai procurar, você tá na adolescência. Da onde você vai ter o seu autoconhecimento? Hoje em dia eu não gosto de ver coisas gore. Eu gosto, igual teve o episódio que a gente leu bastante coisa gore, Não chegamos a ler snuff, mas a gente leu gordo, nojeira, essas coisas eu não ligo de ler. Mas na hora de ver já me incomoda.

Eu não gosto de ver. Eu tenho pavor de ver uma fratura exposta, eu tenho pavor de ver pessoas mortas, pessoas, sabe, essas coisas eu não gosto. Eu gosto, eu já fui na adolescência assistir Three Guys on a Hump, assisti várias coisas muito pesadas. Eu adorava não, mas eu gostava de procurar filme tipo centopeia humana para assistir.

?Voz B

Então, mas eu, por exemplo, eu, se me chamar pra ver uma fratura exposta, de boa, eu vejo tranquilo, ainda almoçando. Eu acho que o que me pega pra mim é a maldade humana em cima daquela, daquele gore.

?Voz A

Ok, é o snuff em si que seria filmar isso pra puro entretenimento. Ok, temos um ponto.

?Voz B

Por exemplo, é terrifier. É assim, até fantasioso de tanto sangue que tem aquele filme, justamente, mas é uma coisa violenta também, mas é uma coisa falsa. Ou por exemplo, nossa, até assim é desrespeitoso, mas foto de acidente não é uma coisa que me incomoda tanto. Mas tipo assim, nossa, se você se machucar, por exemplo, eu tô com você, eu tô com alguém que eu conheço, a pessoa, nossa, quebrei a perna, teve uma fratura exposta, eu não vou ter problema com isso.

O que me mata, que me deixa mal, é quando tem alguma coisa de propósito envolvida. E é o caso dos filmes snuff, porque as pessoas fazem isso. E é o caso, por exemplo, das panelas do Discord, que as pessoas são obrigadas a fazer coisas filmando, sabe? Esse tipo de coisa deixa a gente, me deixa mal, sabe?

?Voz A

Quais panelas do Discord? Perdão. Ah, sim, ok. Sabe que você falou de Você falou discorde, veio TikTok na minha cabeça, mas não, eu entendi. Já teve até gente presa.

?Voz B

Já teve até gente presa, que eu acho que aí muito, eu acredito que muito das panelas de discórdia veio justamente desse povo que, ai, vai da curiosidade de ver um filme snuff, e aí vai subindo, e aí vai vendo cada vez mais, até que ver não é mais suficiente, até que você tem que ordenar que aquilo aconteça, ou você tenha que que botar suas frustrações em cima de alguém.

?Voz A

Aí vai acima, sadismo puro, para poder transformar o seu sadismo em seu entretenimento, porque seu cérebro não gera mais dopamina vendo a pessoa, o vídeo de outra pessoa.

?Voz B

Exatamente.

?Voz A

É a crueldade humana, né? Tá aí na Deep Web, crueldade humana.

?Voz B

E aí a gente, a gente, nossa, e assim, quando você tá disposto, você acha um monte de coisa bizarra na internet, mas não vale a pena a curiosidade, sabe? Porque se você tem nojinho, você tem medo, você tem insegurança, e só a pequena curiosidade, nem vale a pena você procurar a primeira para ver, sabe?

?Voz A

Ah, Sara, numa boa, preserva tua inocência. Preserva tua inocência.

?Voz B

E assim, eu gosto, por exemplo, de ver assuntos de tanato, sabe? Esse povo que mexe com corpos e tal. Isso é uma curiosidade que eu tenho também e tal, mas não envolve a maldade humana, sabe?

?Voz A

Por curiosidade, tem lá até um estudo científico, ou até você ver.

?Voz B

Sim, sabe?

?Voz A

Não é a mesma coisa que retirar unha encravada, não é a mesma coisa.

?Voz B

Exato, esse é o ponto, sabe? Unha encravada eu consigo ver até almoçando, sabe? Agora, a questão pra mim é quando você acaba com o limite do outro, sabe?

?Voz A

Mas eu te falei lá no começo do episódio que 4 histórias eram o suficiente pra esse episódio.

?Voz B

Nossa, e assim, é porque quando se trata de deep web, os assuntos são muito densos, né?

?Voz A

Ah, são, são. Até os falsos são muito densos, até os falsos.

?Voz B

Até os falsos são muito densos. Inclusive, eu eu lembro da Má contando Lolita Sleep Toy, ela que trouxe.

?Voz A

Isso me gravou, tá, na minha, ficou impressa na minha cabeça, porque ela coloca uma entonação.

?Voz B

Então aí a Má tava contando e do nada, sabe quando você fala comigo que você sente quando eu sinto a história tensa? Ela foi lendo e chegou uma hora que ela falou assim, gente, desculpa, eu não lembrava que era assim. Foi perdendo o brilho.

?Voz A

É, realmente, eu até deixei ela comentando porque Ela foi perdendo o brilho. Eu falei, ela falou, deixa eu ler, Lolita. Eu falei, você tem certeza? Ah, eu tenho. Você tem certeza? Porque eu lembro, você lembra? Ela, não, eu lembro. Não, não, ela foi lembrando, ela foi contando. Eu lembro disso, eu lembro disso. Aí de repente ela, nossa, eu não lembrava disso. Eu, é, eu te avisei.

?Voz B

É porque é o mesmo caso que eu, nossa, eu adoro essa creepypasta, porque tem uma nostalgia. Mas quando você relê, gente, se você relê, se você reouvir, você vai ver que o buraco é bem mais embaixo.

?Voz A

É bem mais embaixo. Eu não tenho vontade de reler Lolita, tá aqui já no canal, fica aí.

?Voz B

É só procurar, né?

?Voz A

Tá aí uma vez, é o suficiente. Até quando eu falei lá na Terra do Medo, eu não li.

?Voz B

Quando eu comentei na Terra do Medo, eu já falei sobre Lolita, né? Mas eu não li, eu expliquei igual eu expliquei aqui nesse episódio para vocês, sabe?

?Voz A

Que já é exatamente muito. Mas é isso, eu espero que vocês tenham gostado desse episódio no nível que gostar de uma coisa gore possa te permitir. Eu espero que tenha te fornecido entretenimento no seu horário de trabalho, almoço ou lavar louça. E muito obrigado ao pessoal do chat que ficou aqui com a gente acompanhando e comentando, a Cécio, a Si, a Jo e a Line. E a gente aqui acabou de traumatizar a Sinara no chat, que ela ficou Gag dela, gag com essa história.

?Voz B

E se você chegou até aqui, a palavra-chave, a frase-chave para você comentar será: você vai responder se você já entrou ou não na Deep Web.

?Voz A

Boa, comenta aí, comenta aí se você já entrou ou não entrou. Só falar lá: nunca entrei. Só isso, só para pessoa ficar curiosa. Nunca entrei ou já entrei. E se você entrou, o que que você foi fazer na Deep Web, seu safadinho? O que que você foi procurar lá, hein? Conta pra gente.

?Voz B

Olha os seus dados vazando. Olha a sua webcam ligando sem você ver.

?Voz A

É, tô te observando até hoje. Foi 2015. Ah, então estamos aí, ó, 11 anos te observando.

?Voz B

Não prometo nada.

?Voz A

Mas então é isso. Spoiler pra próxima pauta de quinta-feira é Vampiros. Pediram muito, cara. Demorou 5 anos para trazer uma pauta de vampiros, porque quando eu penso vampiro, eu só penso em Edward Cullen e Bella Stewart. Apenas. Não vem mais coisa na minha cabeça.

?Voz B

Você sabe o que eu sou?

?Voz A

Eu não consigo contar. A pele de um assassino.

?Voz B

Você não tem medo?

?Voz A

Diga em voz alta. É isso, o próximo episódio é sobre vampiros. Então, amo, cuidado na Deep Web e tchau, tchau!

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