Episódios de Terror na Esquina

Histórias do Reddit sobre TURNO DA NOITE

20 de julho de 202625min
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Você, trabalhador do turno da noite, do turno da madrugada ou, se quiser chamar pelo nome mais sinistro, o turno do cemitério (graveyard shift). Se aconchegue, pois nesse trampo a gente vai passar por assombrações e skinwalkers (sim, skinwalkers).

00:00 HISTÓRIA 01

05:06 HISTÓRIA 02

12:04 HISTÓRIA 03

18:33 HISTÓRIA 04

Qual a sua história?

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠MANDE PARA A GENTE⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

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Agradecimentos:

Hosts:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Marina Zampier Machado⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

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Vinheta:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Marcos Paulo Gomes de Souza⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Vitrine:

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Amanda Melo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Participantes neste episódio4
A

Amanda Melo

Host
M

Marcos Paulo Gomes de Souza

Host
M

Marina Zampier Machado

Host
P

Phelipe Gomes Silva

Host
Assuntos4
  • Skinwalker· SociedadeMéxico · Reserva Navarro · Trabalho noturno em mineração · Aparência e comportamento da criatura
  • Natureza selvagem e isolada· Meio AmbienteTrabalho noturno em área isolada · Chamado pelo nome · Figura alta e anormal · Desaparecimento no ar
  • As Máquinas da Fábrica AssombradaTurno da madrugada em fábrica · Depósito assombrado · Fenômenos inexplicáveis · Voz feminina assustadora
  • Hospital Assombrado por FreirasHospital construído sobre campo de batalha · Legado da Escravidao · Espírito protetor de criança · Porta da lavanderia abrindo sozinha
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Eu não costumo ouvir muitas histórias sobre skinwalkers nativo-americanos, então eu pensei em compartilhar a minha própria experiência, o meu avistamento, que aconteceu no verão de 2007 quando eu tava trabalhando no turno da noite em uma instalação de mineração de carvão em superfície no condado de San Juan, Novo México. Eu dirigi um caminhão de transporte de carvão que era simplesmente enorme e exigia uma sequência de degraus só para conseguir subir até a cabine.

Eu tinha acabado de concluir a inspeção antes do turno da noite que o meu radiador tava vazando. Eu liguei para o meu supervisor e ele me pediu para levar o caminhão até a oficina. A oficina ficava a cerca de 10 km ao norte dos poços de carvão, localizada em uma parte remota da Reserva Navarro. Eu dirigi o caminhão até lá, chamei o encarregado da oficina e ele solicitou via rádio que eu estacionasse o veículo do lado sul do galpão.

Eu estacionei, abaixei a escada e desci. Eu queria ver quanto fluido ainda restava no radiador, então abaixei a escada traseira, entrei no compartimento do motor. O vazamento tava bem feio nesse ponto. Eu desci a escada e foi exatamente nesse momento que eu vi o que eu acredito ser um esquema Walker. Foi a coisa mais bizarra que eu já vi na vida. Eu avistei a cerca de 60 metros de mim. Ele tava caminhando entre os outros equipamentos de mineração.

Ele parecia um cachorro enorme. O pelo tinha uma cor bege e ele andava em todas as quatro patas. A pelagem era cheia de falha, faltando tufos de pelo e cheia de área completamente calvas. O cheiro, o cheiro era horrível. Parecia um cadáver podre na beira da estrada. A coisa me viu e começou a caminhar na minha direção. Eu puxei minha lanterna e eu percebi que os olhos daquele animal não refletia luz alguma. Os olhos dele era preto e completamente sem vida.

A cabeça fazia um movimento oscilante, balançando de um lado para o outro quando vinha na minha direção. A cabeça dele era enorme, parecia um mastife, que foi a minha primeira impressão. Então eu pensei, ah, isso é só um cachorro muito grande que provavelmente tá doente, passando fome. Ele chegou a uns 6 metros de mim, eu puxei o canivete do bolso e eu tava pronto para me defender se aquela coisa, aquele animal, decidisse me atacar.

Eu comecei a caminhar cuidadosamente em direção à oficina e eu mantive os meus olhos fixos naquela criatura. Ele me acompanhou emparelhado a cada um dos meus passos na lateral, e o andar dele não era natural e fluido como de um cão normal. Ele se movia de um jeito completamente bizarro. Eu caminhei cerca de 140 metros até a oficina e aquela coisa manteve a distância. Finalmente eu cheguei no galpão e o skinwalker parou bem na entrada da porta da garagem.

Eu entrei correndo e chamei o encarregado da oficina para ver aquele cachorro estranho, e nós dois fomos lá fora a tempo de ver ele se afastar do galpão e dobrar a esquina de um prédio próximo. Nós conseguimos chegar a tempo para ver ele se afastar e virar atrás de uma casa que tava perto. Poucos segundos depois, o meu supervisor veio dirigindo de carro exatamente daquela mesma direção, e eu perguntei se ele tinha visto aquele animal bizarro.

Ele disse que não tinha visto nada. Eu disse que era impossível ele não ter visto aquilo, já que ele tinha vindo dirigindo exatamente da mesma direção de onde aquele bicho tava indo. Eu descrevi o que eu tinha presenciado e meu supervisor me olhou sério e disse que aquilo era um skinwalker. Naquele dia, o meu supervisor me fez andar de carona com ele durante o resto do turno da madrugada. Ele me abriu as portas para um mundo totalmente novo e me contou suas próprias experiências enquanto trabalhava na mineradora.

Eu não tive nenhum outro encontro direto desde aquele dia, mas eu continuei vendo luzes misteriosas rondando as áreas de mineração, que se moviam sem fazer barulho algum. Olá, ouvinte! Tá começando mais episódio do terror e mais um vídeo que começa com relato de skinwalker e turno da noite. Mas esse episódio é sobre turnos da noite, então se você tá escutando no seu turno da noite, comenta aí só para a gente matar curiosidade e conta se você já teve alguma experiência super bizarra também.

Eu nunca trabalhei no turno da noite, não tenho experiência nenhuma, tipo, ter um turno da noite, né, varar a noite trabalhando é uma coisa, mas não, nunca, eu nunca tive um turno da noite para ter alguma experiência bizarra. Isso aconteceu logo que eu saí do ensino médio e foi o meu primeiro emprego. Eu trabalhava como operador de máquinas em uma fábrica no turno da madrugada. Sabe como que é aquele horário em que todo mundo tá lá fora dormindo, mas eu tô aqui trabalhando no chão de fábrica?

A gente era apenas eu e o meu supervisor, que ficava trancado no escritório. Era sempre um turno de apenas duas pessoas. Às vezes ele vinha até mim para ajudar a trazer materiais do depósito que ficava lá nos fundos, e aquele depósito Bom, eles me disseram que ele era assombrado. Pelo menos foi o que o funcionário anterior, o cara que eu substituí, me avisou antes de ir embora. Mas eu nunca fui supersticioso, eu sempre fui muito cético com essas coisas.

Na primeira semana, nada de sobrenatural me aconteceu, e isso até me fez ter certeza de que tudo isso era bobagem. Mas como as semanas foram passando, as coisas começaram a mudar. Primeiro eu notei que as máquinas que ficavam mais perto da entrada do depósito começaram a ligar sozinhas, e depois eu comecei a ouvir vozes, pessoas conversando lá dentro do depósito, lá nos fundos, e parecia barulho de gente trabalhando, reabastecendo estoque, movendo caixa, coisa que eu faço no meu dia a dia.

Mas quando eu criava coragem para ir até lá, tudo tava apagado, tava Um silêncio que eu não consigo nem explicar. Até que veio uma noite bem específica. O meu supervisor, ele tinha acabado de me ajudar com o material que eu tava precisando, e ele me disse que ele ia estar no escritório se eu precisasse. Saiu. Uns 20 minutos passou e de repente eu escutei um barulho muito alto, um barulho de alguma coisa batendo, e tava vindo do depósito, o mesmo depósito assombrado.

E isso me assustou. Muito. O meu coração disparou. Eu liguei para o meu supervisor na hora, querendo acreditar que era ele tentando me dar algum tipo de susto, ou que tinha batido a empilhadeira lá atrás. Ele saiu correndo do escritório, assustado, e me perguntando o que diabos tinha acontecido. Eu tava apavorado, e a gente decidiu ir verificar junto o que tava acontecendo. Mais uma vez, a luz do depósito tava apagada. E tava um silêncio bizarro, quase que dava para tocar no silêncio que tava fazendo.

Quando a gente acendeu a luz, olha, tava um cenário inacreditável. Tinha barril tombado, barril pesa muito, tinha uma caixa de madeira que tava completamente estilhaçada, com todo o material espalhado pelo chão. E o detalhe que as caixas, elas ficavam na prateleira a 1,5m de altura. E os barris de metal estavam cheios e estavam muito pesados. A gente limpou tudo, ele usou a empilhadeira para colocar a caixa nova lá em cima, eu rolei 3 barris de volta para o canto perto da entrada e a gente deixou eles lá de pé.

Quando a gente terminou, era hora do meu intervalo. O supervisor saiu da fábrica para buscar comida e eu fiquei sozinho de novo operando a máquina naquele galpão Imenso, do tamanho, sei lá, de 2 campos de futebol, parece. Eu não tava necessariamente com medo nesse ponto, mas eu sabia que ele ia voltar em meia hora. Então o clima tava pesado, sabe quando você sente que vai acontecer alguma? Eu tava com uma sensação de que ia acontecer alguma coisa a qualquer momento.

Então eu desliguei as máquinas e eu decidi esperar o meu patrão do lado de fora do prédio. Quando ele voltou, ele me estranhou me ver ali parado lá de fora. Eu olhei para ele e disse, vai lá na minha máquina e diz o que que você tá vendo. Ele entrou e tava lá um daqueles barris pesados que eu tinha colocado de pé no canto do depósito. Agora tava deitado, perfeitamente posicionado ao lado da máquina que eu trabalho. Eu juro para vocês, eu não ouvi o barril cair.

Eu não ouvi o som de um barril de metal cheio rolando pelo chão de cimento e parando do meu lado. Eu não ouvi nada. E para piorar, quando você ficava de pé para frente daquele barril, você tinha visão perfeita da entrada escura do depósito. E foi exatamente ali, enquanto a gente olhava para o barril, que nós dois ouvimos uma voz feminina muito fraca, muito, sabe, quase sussurrando, e extremamente assustadora. Vindo lá de dentro da escuridão.

A gente não pensou duas vezes, a gente fechou a fábrica pelo resto da noite, a gente foi embora. No dia seguinte, a gente explicou para o gerente e, claro, ele achou que era conversa fiada, achou que a gente tava inventando tudo aquilo para poder ir embora mais cedo e não trabalhar mais naquela noite. Até que ele puxou as câmeras de segurança. No monitor, as imagens em preto e branco mostravam exatamente o que aconteceu. O barril simplesmente começou a rolar sozinho, saindo de dentro do depósito escuro, e parou milimetricamente ao lado da minha estação de trabalho.

Logo em seguida, a câmera mostrava a minha reação, eu aparecendo na imagem, olhando sem entender de onde o barril tinha vindo e recuando apressado, em pânico, para desligar a máquina e sair dali. Depois de verem a gravação, a gerência tomou uma decisão de abolir o turno da noite para sempre. Eu continuei na empresa por mais um ano, só que trabalhando no turno da noite, uma vez no turno da madrugada, onde tinha mais gente por perto, não só duas pessoas.

Mas aquela sensação, aquele medo de ter escutado aquela voz, cara, eu nunca mais vou esquecer. Olha, a gente tem aqui uma questão muito delicada, que é um gerente que depois de ver as gravações foi sensato e aboliram o turno da noite. Mas cadê essa gravação? Gravação. Cadê? Eu gostaria muito de ver essa gravação, mas não tem, não tem. Não, não me faço duvidar de que isso pode ter acontecido, porque o mundo é muito grande, né? Tem muita coisa para acontecer.

Só que se tivesse a gravação nas nossas mãos, nossa, a gente ia ser muito feliz, né? Muito feliz. Só que é isso, não temos. Temos apenas a história dele contando aqui que Além de ser bizarra, ela dá um medinho. Eu tô gravando agora de noite, dá uma sensação, um arrepio na espinha diferente. Bom, bora para a próxima história. Eu tenho 18 anos, eu trabalho em torno de 12 horas. Das 17 às 5 horas da manhã e em uma área totalmente isolada no interior.

Certa noite eu passei pelas ocorrências mais assustadoras da minha vida. O turno começou normal, tudo ocorrendo bem, sem problemas. Eu trabalho do lado de fora operando uma máquina pesada e por volta das 21 a 22 horas da noite as coisas começaram a ficar um pouco estranhas. Eu tava sentado dentro da cabine mexendo no meu celular quando do nada eu ouvi o que parecia um tapa de uma palma, sabe, bem cheia, estalando na janela. Aquilo me assustou pra caramba, eu até pulei do meu banco.

Eu saí pra olhar o que poderia ter feito aquilo, mas eu não vi nada. E eu sabia que não tinha ninguém trabalhando comigo porque todos os outros estavam lidando com problemas do lado de dentro da usina. Mas calma que a bizarrice só vai piorar. Por volta das 23 horas, quase meia-noite, eu tava do lado de fora inspecionando uma correia do equipamento que tinha quebrado, quando eu ouvi de uma forma muito, mas muito clara, sem estática nenhuma, sem parecer sussurro nem nada, eu escutei o meu nome sendo chamado.

Parecia que veio, sei lá, uns 30 centímetros logo atrás de mim. Eu não tava com meu celular nem com rádio naquele momento, então não era nenhum dos funcionários me chamando. Eu corri o mais rápido que eu pude para minha máquina, tranquei a porta e eu avisei o meu supervisor pelo rádio. Ele me garantiu que não tinha mais ninguém do lado de fora da usina, só tinha eu. A essa altura eu já tava paranoico, achando que eu tava ficando louco.

Quando deu cerca de 2, 2:30 da madrugada, eu tava esquecendo o que tinha acontecido, só apenas relaxando na cabine esperando a próxima missão que eu tinha que cumprir, sabe, coisa de trabalho. E ao fazer uma curva com a máquina, eu vi pelo meu para-brisa uma criatura. Ela era uma figura alta, totalmente anormal, com braços e pernas extremamente longos, cruzando a área limpa bem na minha frente e desaparecendo no fundo dos pátios.

Eu me borrei de medo, quase literalmente, quase literalmente, porque faltou muito pouco. Eu peguei o rádio na mesma hora e eu pedi reforço para procurar aquela figura. Enquanto a gente tava vasculhando o pátio no escuro absoluto, usando só uma lanterna, a lanterna dos nossos celulares no caso, a gente não tava achando nada. Até que eu e o meu supervisor, a gente entrou em uma clareira e a gente viu aquela coisa ficar em pé bem no meio dela e caminhando na nossa direção, assim do nada.

Eu quase tive um infarto ali mesmo. Foi quando os outros operários surgiram vindo na direção da clareira com o carro deles, e com as luzes do farol a figura deu uma meia volta e parou na direção da escuridão para poder fugir de toda a luz que tava acontecendo ali. Agora a gente tinha 3 pessoas como testemunha do que eu tinha visto, sabe? Inegavelmente tinha alguma coisa acontecendo. Esse meu colega arrancou com o carro atrás dessa criatura e cerca de 20 ou 30 minutos depois ele voltou para a usina com a cara uma mistura de pavor, confusão, perguntando se ele tinha visto para onde ele tinha ido.

E respondeu Aquele desgraçado simplesmente desapareceu no ar bem na frente do meu carro. Nós três viramos as costas na mesma hora e a gente correu para sala de controle principal e a gente trancou a porta com a chave para ficar seguro lá a noite toda. Enquanto a gente tentava recuperar o fôlego e compreender o que diabos tinha acabado de acontecer e o que diabos a gente tinha acabado de enfrentar, eu ouvi o outro trabalhador chamar o meu nome pelo rádio e ele mandou eu verificar a minha máquina de trabalho dizendo que tinha visto alguma coisa rastejando e rondando ao redor dela.

Eu saí da sala de controle segurando uma chave inglesa na minha mão, porque eu não sou bobo, e uma faca na outra, porque eu sou menos bobo ainda. E eu sei perfeitamente que eu deixei a máquina com a porta fechada e com o monitor funcionando. Quando eu cheguei lá, a porta tava escancarada, o monitor tava totalmente desligado, mas eu imediatamente disse, nem fudendo, quando eu larguei a faca e a chave e saí correndo. Eu voltei para sala de controle e gritei para ligar para polícia na mesma hora.

Por volta das 4 horas da manhã, a polícia apareceu, pegou nossos depoimentos, revistou a área, mas não encontrou nada. E a gente terminou o resto do turno olhando por cima dos ombros o tempo todo. Tava todo mundo ouriçado, todo mundo com muito medo. Quando o pessoal do turno do dia finalmente chegou para a gente poder finalizar o nosso turno, todo mundo já tava com os equipamentos guardados, com as nossas malas prontas e desesperado para poder sair de lá o mais rápido possível.

Aquele dia foi sem dúvidas a noite mais aterrorizante da minha vida. Até hoje eu não tenho explicação para o que aconteceu e nem para o que teria acontecido se meu colega não tivesse aparecido com um carro para assustar aquela coisa. Por garantia, agora eu ando com uma faca bem maior e eu não facilito a sorte nunca. Bom, será que foi o Slenderman chegando lá para trabalhar? O Rake? Um alien desapareceu? Não sei, hein. O que que vocês acham que pode ser?

Alguma entidade com braços longos? A primeira coisa que vem na cabeça é o Slenderman, mas falta o terno, né, o traje de esporte fino para trabalho. O Rake também, apesar de ser uma criatura completamente imaginada do da cabecinha de um criador muito, muito foda. Mas não sei, não sei, deixem nos comentários. Primeira coisa que me vem na cabeça mesmo seria o Rake e um alien, um Grey, talvez. Mas os Greys não desapareceriam no ar assim.

Bom, tá sendo um episódio de turnos da noite em fábricas com encontros com entidades. Apesar de que teve um espírito, né, então vai ser mais sobre tipo turnos da noite em fábrica. Vamos para o último relato, vamos ver o que que vai acontecer nesse próximo. Eu tô escrevendo isso agora para tentar descarregar um pouco da ansiedade absurda que eu tô sentindo nesse exato momento. Eu trabalho no hospital psiquiátrico que foi construído sobre um antigo campo de batalha da Guerra Civil Americana, que antes disso era uma grande fazenda escravagista.

O hospital em si foi construído nos anos 70, mas o prédio administrativo funciona como o antigo casarão da fazenda. Eu lembro que na época da minha entrevista de emprego, eu pensei no quão bizarro era o cemitério logo na entrada. Eu ignorei isso na maior parte do tempo, já que eu moro nessa região há mais de 20 anos e eu até frequentei a escola primária do outro lado da estrada, cruzando o campo de batalha. A história do lugar não é novidade pra mim exatamente, sabe?

Como as madrugadas são entediantes e eu sou uma viciada em adrenalina, eu gosto de ouvir as histórias paranormais que as pessoas testemunham por aqui. Já me disseram que os funcionários, eles viram pessoas vestidas com uniformes da Guerra Civil caminhando pelos terrenos, e pessoas afro-americanas de saias longas e camisas de botões sentados nas escadas dos casarões administrativos. Aparentemente, o fantasma do antigo garotinho do casarão brinca nos campos atrás do hospital.

Alguns visitantes até perguntaram se estavam encenando alguma peça para a guerra civil na escolinha interna que os pacientes frequentam. Relatos de coisas bizarras vêm de várias pessoas diferentes. A ala específica onde eu trabalho tem 10 meninos de 9 a 12 anos. Eu fico completamente sozinha à noite. Já que a nossa proporção regulamentar é de 1 funcionário para cada 10 internos enquanto eles estão dormindo. Eu uso um walkie-talkie e existem sensores que apitam sempre que eles saem da cama, mas mesmo assim isso sempre é muito assustador.

Às vezes eu ouço algumas batidas claras nas cabeceiras das camas, 3 batidas que indicam que o paciente quer ir ao banheiro, beber água ou precisa de assistência. Mas quando eu pergunto quem tá batendo e checo os quartos, todos os meninos estavam em sono profundo. Eu contei isso para os outros funcionários e eles insistiam que as crianças estavam só brincando com a minha cara por eu ser nova. Parecia alguma coisa muito lógica, então eu acabei me acostumando com isso.

Eu também notei alguns estalos e sons estranhos na sala de convivência, aonde fica a TV e uma porta para uma pequena lavanderia, mas o prédio é velho, então É comum escutar esses estalos. Ok, aparentemente é errado da minha parte pensar isso. A minha ala é mal feita de tão assombrada. Tem cerca de uma semana, uma colega de trabalho que eu nunca tinha visto passou por aqui para me cobrir enquanto eu corria ao banheiro, e quando voltou ela tava me encarando em silêncio.

O silêncio dela durou tanto que Eu precisei perguntar o que que tava acontecendo e ela só soltou um: Você sabe que essa sala é assombrada? Exatamente o que você quer ouvir às 4 da manhã. É mesmo? Eu devolvi a pergunta. Ela me disse que o espírito de uma garota vive na sala de convivência e ela usa uma camisola branca e tem cabelos longos e escuros. Eu achei que ela tava tirando onda com a minha cara, então eu brinquei dizendo que ia arrumar um lençol redondo pra ela e esperava que ela viesse me visitar pra fazer companhia, já que eu ficava entediado demais alguns turnos.

A mulher me olhou direto nos olhos e disse: moça, eu tô falando sério. Eu perguntei se ela tava dizendo isso porque sabia que a porta da lavanderia às vezes abria sozinha e tava tentando me assustar. O quê? Ela me perguntou de volta. É, às vezes ela destrava, abre, e eu acho que o batente que tá empenado. Querida, aquela porta fica trancada à chave, não tem como abrir ela sozinha. É, eu posso dizer que eu fiquei ainda mais apavorado depois disso, mas eu continuo achando que era um trote por ser novato.

Até que no outro dia, uma outra funcionária me disse que a minha ala era assombrada antes mesmo de eu saber que eu trabalhava especificamente nela. Ela revelou que o fantasma de uma mulher chamada Rosa vive aqui e age como uma protetora das crianças. Aparentemente, vários meninos ao longo dos anos a viram e descreveram exatamente da mesma forma. E ela me disse que eles a viam agachada no canto, como se não fosse a imagem mental mais aterrorizante que poderia ter sido colocada na minha cabeça.

Ela garantiu que é um espírito bom e inofensivo, apenas uma protetora. Mas claro, desde que eu não esteja me contorcendo de ansiedade sentada aqui sozinha nas madrugadas, ou quase sozinho. Enfim, o motivo de eu tá contando isso daqui é que não faz 30 minutos que eu saí da sala de convivência e verifiquei se não tinha nenhuma roupa para lavar. Eu fechei a porta da lavanderia e depois eu virei uma cadeira giratória para o outro lado porque ela tava me dando agonia de ver ela virada para frente de mim.

A cadeira girou de volta para a posição inicial sozinha, mas eu pensei que ela provavelmente era velha e tava com o eixo torto. Travado naquele ponto. Tanto faz. Eu sentei de volta na minha mesa e eu tava distraída quando a porta da lavanderia começou a se abrir bem devagar. Aquele rangido alto, sinistro, igualzinho a de um filme de terror. Eu olhei para ela e ela tava escancarada. Eu tive os piores calafrios da minha vida inteira e agora eu tô aqui me preparando para minha morte iminente.

Sabe por quê? Porque eu tinha trancado aquela porta logo antes. Como não amar o turno da noite, não é mesmo? É, pessoal, esse foi o episódio sobre turno da noite. Esse último relato, ele começa mais levinho, né, só fazendo os apontamentos do que aconteceu, do que acontece no hospital psiquiátrico que ela atende. Só que aí escala para um momento em que acontece alguma coisa real com ela e ela tá, sei lá, escrevendo quase ao mesmo tempo para gente relatando isso.

Dá um ar um pouquinho mais bizarro, uma pessoalidade, dá uma personificação diferente para o relato, dá uma— deixa ele mais perto da gente. E isso eu acho que agrega bastante. Turno da Noite é um tipo de relato que ele me causa uma estranheza bem diferente, mas eu gosto. Gosto muito. E comenta aí se vocês querem mais histórias do turno da noite ou se vocês querem algum outro tipo de relato. Já eu tô atendendo pedidos, pediram vampiro, já vou trazer.

Hospital tá na lista para poder fazer pauta também, então aguardem, logo logo chega para vocês. E eu espero que vocês tenham gostado do episódio. Muito obrigado você que ficou até aqui e cuidado nas esquinas. Tchau!

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