Paula Lima relembra a história do "Chocolate Quente"
Emanuel Bomfim e Leandro Cacossi conversam com a cantora Paula Lima, que relembra os melhores momentos do programa “Chocolate Quente” e conta as novidades da sua carreira.
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- Relação Paula Lima e Rádio EldoradoPrimeiro lugar onde Paula se ouviu como cantora · Álbum Unidade Bop lançado pelo selo Eldorado · Importância da rádio na carreira da artista · Liberdade criativa no programa Chocolate Quente · Personalidade da rádio Eldorado
- História do Chocolate QuentePaula Lima relembra o programa · Novidades da carreira de Paula Lima
- Paula Lima como radialistaDesejo de trabalhar no rádio · Inspiração em outros programas de rádio · Curadoria musical e pesquisa de repertório · Colaboração com Felipe de Paula · Seleção de músicas brasileiras para o Chocolate Quente
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E aí, Leandro, você conseguiu trazer a moça, Leandro Cacos? Sim, Emanuel Bonfim. Ela é muito difícil. Não, não é não. Vocês estão falando de que moça? Eu posso saber? Essa voz para os melhores ouvintes é uma voz já familiar.
Muito! Que coisa linda você tá aqui, Paula Lima. Eu tenho muita sorte, né, de estar aqui com vocês nesse fim de tarde que eu amo tanto, que eu sou fã, que eu entro pra falar, pra ouvir. E agora, nesse momento tão amoroso, ainda mais, que estamos vivendo. Então tô muito feliz. Fim de tarde premiado. Emanuel Bonfim vai pro céu direto.
que é uma das pessoas mais incríveis deste planeta, não é? Você avisou o recepcionista lá do céu disso? Eu avisei. Eu avisei até pra eu ter uma portinha aberta mais rápida, assim, né?
Pra facilitar a nossa vida. Pois é, mas falei de Emanuel, mas Leandro, gente, é do mesmo segmento, tá? Tá, obrigada. A vibe é maravilhosa. Do céu ou vai passar no purgatório? Pro céu, gente, que isso. Vamos todos pro céu. Aqui é uma rádio do bem, é uma rádio positiva, é uma rádio do astral, da energia. Então é tudo isso, gente. Que sorte a mim. Muito obrigada por esse convite. Hoje vim gravar o Chocolate Quente que entra e acaba falando do software
no ar às 8 da noite. Pois é, e aí tive a sorte de poder participar do fim de tarde. Eu, na verdade, já vim pra cá pensando hoje eu sou 100% Eldorado o dia inteiro. Que demais! Eu não sei se eu já te contei você conhece ela, minha mãe, mas a máxima da minha mãe com relação você tá falando de ir pro céu?
Me conta. Aquela máxima que elogiavam pra ela muito o meu pai. Que o meu pai é tipo mais quieto, não sei o que. Falava, nossa, seu marido é maravilhoso, não sei o que. Ele é bonzinho, não sei o que. Ela só falava baixinho assim, morai com ele. Morai com ele. Mas será que é a mesma coisa com você? Duvido.
Mas eu te conheço há 14 anos. Sim. Eu acho que 14 anos com vivência, com experiências, a máscara está aí. Ou melhor, não tem máscara. É real. E essa opinião não é só minha. Não tenta disfarçar.
É bom ir pro céu, não é? Eu vou falar, espero que seja. É tão legal ser legal, gente. Eu conheço a 24 e tenho a mesma filhão. 24? Mas eu achei que você tivesse 24.
Pronto, agora siga o Leandro. Obrigado, obrigado. Agora, pronto. Agora, Paula, bingo. Ai, que delícia estar aqui. Que demais você estar aqui, Paula. Eu estou bem feliz. E eu queria muito aproveitar esse espaço dos artistas, da diversidade. Esse lugar aqui foi o primeiro lugar onde eu pude me ouvir como cantora. E o primeiro álbum do qual eu participei, que foi a Unidade Bop, saiu pelo selo Eldorado.
Ah, não lembrava disso, Paula. Sim, ainda quando ficava ali na Liberdade. Sim. Então, Eldorado, tem uma importância na minha vida, né? E ainda depois vocês me dão esse espaço pra apresentar um programa com coisas que eu amo e com muita liberdade.
Onde eu pude realmente, assim, criar uma história, criar uma assinatura com personalidade. Então, estivemos juntos, né? Eu, Leandro e uma galera no MASP, neste domingo. E muita gente vinha falar sobre a personalidade da rádio. Sim, sim. Então, é muito bacana, assim, justamente agora a gente celebrar esse encontro, essa rádio tão especial.
Era um desejo seu tocar no rádio? Você pensava nisso quando você começou ou não? Você era uma ouvinte de rádio? Como é que é, Paula? Eu era uma ouvinte de rádio. A Rádio Eldorado entrou na minha vida quando um conhecido trabalhou com a Patrícia Palumbo, no Vozes do Brasil. E eu ficava encantada com aquela...
essa atmosfera e essa magia da rádio. Então, quando eu chegava e vi o funcionamento e o bastidor, e depois ouvia aquela pessoa que eu conhecia através da rádio, ouvia aqueles artistas e pensava, poxa, como eu queria um dia tocar. Então, quando a gente começa, a gente sendo um artista alternativo,
A gente, primeiro a gente faz muito por amor. E aí depois a gente vai pensando nas consequências, né? Então a primeira vez que eu me ouvi na rádio, eu fiquei completamente extasiada. E era uma coisa meio inacreditável, porque parecia inatingível.
Mas aí, Eldorado, eu acho que assim como a TV Cultura, naquele momento ali para mim, fizeram a diferença desse abre portas, esse espaço é seu, você vai ser tão bem tratada como qualquer artista, porque temos diversidades e diversos tamanhos e lugares e ocupações. Então, a rádio aqui tem todo esse respeito.
com o artista que está chegando, com o artista que já é consagrado. Isso é tão bacana. E muitas pessoas se consagram através dessa rádio. Principalmente se você não faz uma coisa que faz parte da moda, que é uma coisa que é fácil de... digerir. Olha que palavra bonita.
Não é? Algo que é um pouco diferente, que sai do roteiro. E eu acho que é uma rádio que tem a cara do cidadão paulistano, sabe? Sim. E eu ainda estava comentando com vocês que outro dia eu fiz uma live super bacana, para uma marca muito bacana. E o diretor falou... Marca de qual segmento, Paulo? Uma marca de carro.
Que coisa chique. Que coisa chique. Muito legal. Daqui a pouco eu vou postar, inclusive, mais no meu Instagram sobre essa noite que foi maravilhosa. E os diretores eram apaixonados. Você foi cantar? Eu fui cantar. Eu fui dar uma entrevista pra falar de carro, sabe? Porque eu manjo muito de carro.
Na verdade, eu não manjo tanto, mas quando eu dirijo, eu já fui aquela tipo Ayrton Senna. Gostava muito. Gostava. É, eu era muito Ayrton Senna. Aí depois, por umas questões, falei, quer saber? É pesado isso, Paula? Que o quê? Você falou Ayrton Senna, PPZ, acelerava muito? Não. Ayrton Senna era um ótimo profissional. Não, era profissional, mas era muito... Ah, entendi. Não era sentido velório. Não. É que você falou Ayrton Senna, eu falei, a Paula costurando no trânsito de São Paulo. Não, Ayrton Senna é de dominar.
dominar a arte de dirigir. Controlado ou você perdia? Sempre controlado. Eu sou uma pessoa controlada. Porque tem gente que se transforma no volante. Tudo bem que de vez em quando você quer matar um. Normal. Mas eu procuro evitar desarmonias.
Não, embates, assim. Eu sou uma pessoa... Não é nós, não é isso? É, vamos lá, gente. É o seguinte, Emmanuel Bonfim é um libriano nato. Você é mais do que eu. Eu mudei um pouquinho. É a vida, né? A vida vai fazendo a gente ficar um pouco mais tenso. Entendi. Então, eu sou da paz.
Mas eu tô ligada. Entendi. É isso. Mas eu abri muitas janelas. Desculpa, você tava falando da live, que você foi cantando. É verdade. Aí puxei o carro. Que motorista você é? Chegamos no signo. Isso é um ótimo jornalista, né, gente? Pelo amor de Deus.
enfim, nessa live os diretores vieram falar comigo que eles eram completamente que eles são completamente apaixonados pelo chocolate quente mas pela rádio em si agora eu vou ter que falar a marca se eles são apaixonados pela rádio pode falar, pelo amor de Deus é o seguinte, gente, eu tô falando da GWM grande abraço pra diretores do GWM por serem os melhores ouvintes também
Pois é, Guilherme, maravilhoso que sentou do meu lado. E tanta gente bacana que participou dessa live. E eu pude também expressar a minha sonoridade ali. Então eu fui ali com o trio. Então cantei e depois conversei e falei sobre o carro. Um carro maravilhoso que queremos todos nós para nós. Não é aquele carro classe A. E eu falei muito dessa conexão com o ouvinte Del Dorado.
Que é um ouvinte que gosta de coisa legal, coisa boa, coisa bacana. E você falou uma coisa tão bonita dessa relação do artista com o Eldorado. E não quero falar isso para ficar autologiando aqui a rádio, mas isso eu acho que é um valor que a gente precisa deixar sempre transparente. Porque a gente sabe que existe um mercado na relação dos artistas com a rádio em que as rádios exploram o mercado artístico. Isso se tornou um escambo na famosa venda de espaços dentro da rádio para a execução musical, o famoso jabá.
E isso que nunca existiu na Rádio Eldorado. Exato. É um valor que a gente defende muito forte. Então, o artista que toca no Eldorado era porque ele realmente foi avaliado pela equipe de programação do Eldorado. Cada música que entra aqui tem que passar por crivos e critérios artísticos para tocar na rádio. E é uma relação muito transparente e tranquila com os artistas. Inclusive, a gente não cede a lógica de música de trabalho.
A Paula sabe muito bem que para emplacar na maior parte das rádios tem uma música que você escolhe, que normalmente vai tocar na maior parte das rádios. Aqui não, a gente ouve o disco e fala que a gente quer tocar essa. Então a gente se livra dessas amarras de mercado e o que eu acho que torna a relação mais profunda com os artistas. Você não concorda? Eu acho.
Respeitosa também. Eu acho mais respeitosa, mais verdadeira, mais original, mais encantadora, inclusive. Os artistas se encantam. Que é uma conquista por mérito. Que é uma conquista por mérito. Eu acho muito bacana porque independe de conceitos e preconceitos, existe uma liberdade de pensamento aqui e de gosto, de visão.
Eu que conheço todos os membros dessa família, eu sei que é assim que funciona de uma maneira muito humana. E eu acho até que tem a ver com a história da curadoria humana. É isso. Que é uma tecla que vocês têm batido, a gente tem batido, e que exatamente, que não é algoritmo. Não é tipo o que está sendo empurrado. Exato.
É aquilo que é, o que é a essência da história. E sempre com muita humanidade, eu acho. Porque eu acho que a coisa de você ser empático, ser humano, isso vai se moldando em todas as relações, em todos os tipos de trabalho. E aqui na rádio não é diferente. Então a coisa do artista, que vocês acompanham a história do artista, como o álbum foi feito.
as dificuldades, as vitórias, as celebrações. Então tudo isso desemboca aqui nesse momento. Então é incrível, gente. Desculpa, Leandro. Não, eu ia falar. Você falou que conhece o Emanuel há 14 anos. Há 14. 2012 foi o ano que começou o Chocolate Quente aqui na Eldorado. Como é que veio esse convite para você? Você se imaginava radialista também?
Pois é, foi um presentão. Eu sempre tive uma relação muito bacana com a rádio. Então, todas as vezes que eu cheguei para apresentar um trabalho, eu fui muito bem recebida. Independente de ser a música de trabalho ou não. Aqui queremos tocar X e não Y. E o bacana é que o ouvinte acaba indo no show e acaba...
te reconhecendo através da rádio. E isso mostra a importância da rádio. Mas em 2012, eu fiz alguns shows. Eu lembro que eu acho que foi no Bar Brama. E era algum projeto do Eduardo. Ah, eu lembro daquela série. Foi aqui no Bar Brama do Campo de Marte. Nem sei se ele ainda está em funcionamento. Mas era um espaço muito legal.
Era muito legal e tinha uma entrevista no meio do show. Sim, exato. E quem me convidou era o Regis. O Regis. Que era o diretor na época, né? Sim. E que sempre também foi um cara que seguiu esse conceito da rádio, né? De ser essa rádio plural. E ele, acabando esse projeto, ele falou assim, me ligou e falou, Paula, a gente tem um convite para te fazer. A gente tem um projeto aqui de um programa de inverno.
E a gente gostaria que você apresentasse. E eu pirei, já dei um ok na hora, um sim na hora, tipo paixão, né? E não esperava, obviamente, por esse convite. Nunca imaginei que eu fosse apresentar um programa de rádio. Me identifiquei, me vi nesse lugar. É um lugar que eu me sinto muito feliz, além de a vontade. E aí o mais interessante é que, inicialmente, o Regis falou assim, olha, não se preocupa.
Porque a gente vai selecionar e vai montar o programa para você e você vem e apresenta. E aí quando eu vi as músicas, algumas não tinham tão a ver comigo. E aí conversei com ele e ele falou o seguinte, você fica à vontade, você faz o que você quiser. E a partir daí a curadoria foi minha. Então é uma pesquisa que eu faço com muito amor e tenho o melhor redator de todos os tempos, o melhor roteirista de todos os tempos.
O cara... Ele tá com você desde 2012? Desde sempre. Um cara fiel. Ele é fiel. Olha, o Felipe de Paula, gente, é outro que vai pro céu, hein? É uma rádio do céu. É uma rádio do céu. A gente não quer ela no céu ainda, Paula. Pode ficar aqui na terra mais um pouquinho. Mas eu entendo.
Tudo bem, são 70 anos no ar e queremos mais 70. Inclusive, quando nós estivermos mais aqui, que ela perpetue esse legado. Mas o Felipe hoje é um... Hoje não, acho que desde 2012, a gente estava falando agora que a gente estava gravando o Chocolate para hoje. Eu falei, Fê, a primeira vez que eu te vi, eu já me senti completamente à vontade em casa. Já dava a impressão que eu o conhecia há 20 anos. Uau.
Então, continuamos juntos. Hoje o chocolate está mais emocionante, né? Porque tem aqui o texto de hoje. Ai, meu Deus. Eu falei, Felipe, eu não vou conseguir gravar. Eu vou começar a chorar aqui. Porque ele tem uma delicadeza, né? Uma gentileza.
e uma forma de enxergar o outro assim como ele me enxerga, que ele passa isso para o papel de uma maneira muito bonita. Então, de cara, já é imperdível o chocolate de hoje. E é um chocolate que a gente está trazendo hoje somente brasilidades. Ah, que legal. Um recorte Brasil.
Exatamente, hoje é um recorte Brasil o anterior que nós já sabíamos teríamos mais três o anterior foi de clássicos incríveis esse Brasilidades e esse último se preparem porque vai ser um rasga coração lá vem
Mas que também não seja o último, né? A gente tem, nós aqui conversando, nós temos muitas ideias. Sim, sim. A gente realmente se dá bem. A gente curte essa família. Eu acho que a gente tem um case muito potente, muito forte, né? Com Roberta, com Sara, com Raissen, que ganhou ontem o APCA. Você ganhou o APCA com chocolate quim.
Eu ganhei o APCA com chocolate quente O meu primeiro APCA da vida A Kelly quer fazer uma piada O primeiro e único O primeiro ainda de muitos Por que não? Com certeza tem que ser o primeiro de muitos Porque tem muita água pra rolar Pois é, tem muita água pra rolar Então, enfim Vocês precisam tomar cuidado comigo Porque eu gosto de falar Então me fala uma coisa, já que você gosta de falar Já que você é perigosa
Me fala desse papel de curadora, porque como a gente começou no começo do papo aqui, você falou sobre o papel da artista que vai buscando sua projeção, conquistando seu espaço, seu público, e passa a tocar na rádio. E quando vai para o outro lado do balcão, você passa também a escolher os artistas, o que vai tocar no programa, como é que você faz essa pesquisa, você ficou ouvindo o quê? Me conta, Paulo, como é esse universo que habita em você?
Eu acho... Olha, o universo que habita em mim. Música que a Emicida fez pra mim, pois é. Eu acho que eu tenho uma identidade muito parecida com a da rádio. É completamente livre e eu toco aquilo que me toca.
diferente de vocês, vocês se reúnem, mas eu que tenho um programa específico de música negra, onde eu posso tocar de tudo, do mundo inteiro que eu quiser, e eu sou uma pessoa que amo este segmento, essa árvore gigante, com várias ramificações, que vai do samba até o jazz, eu fico muito um...
querendo mostrar coisas novas, mas também imprimindo o clássico para a gente entender de onde viemos. Eu acho que a música negra tem esse legado, tem esse lugar, e é uma coisa que eu levo muito a sério, porque, primeiro, é o que eu faço, é o que eu me identifico.
E, obviamente, eu, por respirar isso, talvez tenha um conhecimento diferente. E o que eu quero é compartilhar isso. Então, se surge alguém novo, sei lá, Duquesa, Tássia Reis...
E depois eu volto para o Hildon, para o Cassiano, para o Tim Maia e para o Jorge Ben. E depois eu vou para a Erika Badu e para a Ella Fitzgerald e para a Marvin Gaye e para a Eretha Franklin e para a James Brown. É uma mistura que eu acho que causa uma surpresa no ouvinte. Super. Eu acho que é interessante. A gente também e você também me deu essa liberdade de...
pirar. Então, é muito difícil uma rádio como é o Dourado, que é uma rádio adulta, que não tem nenhum limite, né? Então, eu toco Racionais. Sim. Então, Not by Nature, The La Soul. Então, é muito legal e são coisas que eu vivi.
Ah, que legal. Tinha um lugar que chamava Sub Club, que era comandado pelo DJ Eugênio Lima e o Will Robson. E a gente ia todo sábado dançar, das 11 da noite até as 4 da manhã. E lá eu ouvia coisas...
sensacionais. Então, aquilo é uma escola pra mim. Depois eu trabalhei com o Taí de DJ1 e o DJ1 é um dos grandes pensadores da música negra e um dos grandes conhecedores. Então, a gente viajava, às vezes, pra outro estado, ou então a noite inteira, enfim, e ele fazia uma seleção. Então, eu também aprendi. Aí, eu posso voltar no meu pai, que ouvia a música cubana, que ouvia...
jazz e ouvia Martinho da Vila e tinha Simonal e tinha muita coisa na minha casa. Só vem musical, vem mais do seu pai? Vem mais do meu pai. Vem mais do meu pai e do meu tio Beto que fazia churrasco aos sábados e nós íamos eu acho que de uns 11 até uns 22 anos, era quase todo sábado. Tinha uma roda.
Não era roda, era uma coisa dele comprar vinil. Ah! Era um DJ particular. É! Olha que legal, era um clube do vinil. Então, durante a semana, ele trabalhava na Eletropaulo, que hoje se chama Enel. Ah!
socorro, e funcionava bem. Funcionava melhor que hoje. Não era tão boa, mas era melhor. Eu acho que era boa. Era boa. Eu não lembro de ficar dando apagão, sério. Tanto quanto hoje. Não. Mas o meu tio... Não é esse o assunto. Eu abri a nota janela. Mas o meu tio, durante a semana, ele comprava o vinil que tinha saído. Então, a gente ouvia desde o Whitney Houston no vinil. Olha que legal.
Queen's Gang, Earth, Wind & Fire, Djavan, Djavan. Eu e minhas primas, a gente abriu o encarte, então era uma competição pra ver quem decorava primeiro aquelas músicas que chegava ali. E eu que cantar Djavan não é fácil.
Ah, mas ele é tão nosso, né? Ele é, ele é. Que você vai por osmose absorvendo aquilo. E eu acho que eu sou uma pessoa também muito musical. Por conta dessa história que eu tô contando...
E tem uma prima minha que começou a dirigir antes de mim. Ela não gosta que eu fale, mas ela é dois anos e meio mais velha que eu. E aí ela começou a dirigir antes e ela amava o Ivan Lins. E eu amava o Djavan. Então ela dizia pra mim, você vai comigo no show do Ivan Lins, que obviamente eu respeito e amo e já abracei ele. E ele é um gato.
E tá tudo bem. E nós íamos no show do Djavan. Então, quando eu entrevistei o Djavan, quando eu fui presidente da UBC, fui presidente durante três anos diretor. O BC, pra quem não sabe, é a União Brasileira dos Compositores, que tem como CEO o Marcelo Castelo Branco, que é um dos caras que vai pro céu também.
É mais fácil pra todo mundo entender Pra resumir É amado no mundo inteiro Enfim É um arquiteto da música brasileira E aí eu contei pra ele Que durante 10 anos Nós fomos em todas as turnês
Do Djavan. Nossa! Eu fui dos 16 aos 26 anos. Assisti todos os shows anualmente. Do Djavan. Então eu conheci a banda. E aquilo me dava uma sensação. Assim, de...
de prazer, de alegria, de incredulidade no sentido de como é possível fazer isso. E aquele artista genial no palco. Genial. Genial no palco, assim. Então, tudo isso faz parte da minha formação. Eu sou essa pessoa que amo o que faço.
por conta dessa minha vivência e das pessoas que me cercaram, que fizeram todo o movimento sonoro. A gente tava falando de Javão agora há pouco, né? Porque ele faz show domingo. Tem show agora, fim de semana, né? Pode chamar sua prima já. Agora já. É domingo ou é sábado? É domingo? Vou ligar pra minha prima hoje mora nos Estados Unidos. É dentista nos Estados Unidos, agora já era.
Mas tudo que acontece lá, ela vê. Quando vão pra lá, ela assiste todos. Mas eu tenho outras primas, nós podemos ir juntos. Agora é o seguinte, domingo, a gente se encontra na Casa de Francisco. Os shows do Javão, na verdade, são na sexta e no sábado. Ah, tá, porque ele deixou o domingo pra gente, claro. No Allianz, às nove, oito? Às oito e meia. Às oito e meia. Imperdível, hein? Imperdível, hein? Vamos ligar?
vale a pena, vale a pena Paulo, e me fala uma coisa com esse tempo de estrada que você tem como cantora e como amante da música como você acabou de contar aqui pra gente quem te impressionou mais ao vivo? até com o tempo que você foi ganhando de palco e percebendo os desafios do que é se apresentar perante o público quem você assistiu e falou meu Deus
Eu vou ter que contar uma história. Conta uma história. Eu tenho a sorte de ter muito presente, muito próximo a mim, uma das pessoas que mais me impactaram, que é o meu amigo Seu Jorge. Você sabia que eu ia falar dele, né? As pessoas sabem que eu sou apaixonadíssima. Ele sabe, ele começa a rir, inclusive, quando eu começo a falar.
do impacto que ele me causou e causa, né? Eu acho que é uma das vozes mais singulares, mais diferentes e mais belas que a gente tem no Brasil e no mundo. E não sou eu que estou dizendo, né? Porque hoje ele é abraçado pelo mundo inteiro. O mundo inteiro, sim. Mas eu estava no Sesc Pompeia, muito apaixonadinha, isso cai entre nós, por um outro músico.
Muito apaixonadinha. Muito apaixonadinha, muito apaixonadinha. Mas já com dates, não? Sem dates? Dates? Não, era um date. Já era um date. Não, eu tava com no date. Ah, tava no date. É, é, é. Já tava saindo com ele ou não? Já tá, entendi. Já.
Não era um apaixonado idealizado. Não. Ela tava rolando. Ah, essa coisa de apaixonado idealizado, eu falei outro dia pra minha amiga. Liga pra ele, pelo amor de Deus. Falei, gente, não. Não dá mais pra gente ficar nessa de vamos conversar. Ai, não sei. Falei, liga, você já descobre. Sim ou não? Pronto, já resolve. Exatamente, já tá resolvido. Entendi. Enfim, já tá resolvido. Deu tudo certo.
Mas eu tava nesse date E um date, gente De 96 96 Foi o ano que eu conheci o Jorge Era um date diferente de 2026 2026 é tipo Nossa senhora O mundo vai acabar amanhã Não, era um date Aos poucos Mas eu tava nesse date E essa banda que tava no Sesc Pompeia Que se chamava Manimal Que era uma banda de E
Espírito Santo. Ficamos meio amigos, meio próximos, e eles me chamaram pra assistir show. E eu fui, fiquei num cantinho assim, no date. Então, quando você tá no date, você tá assistindo, mas você tá no date. Tá no date. Aí, de repente...
Entrou o seu Jorge, que eu nunca tinha visto pessoalmente. Eu já tinha ouvido falar do Farofa Carioca, já tinha visto aquele clipe que parece que é um circo, né? Na MTV, que é o Farofa Carioca, tá tudo acontecendo, mas eu não consegui identificar. E aí o Jorge entra, olha que loucura, eu lembro. O Jorge entra de camiseta branca e calça jeans.
E cantando a carne, né? Nossa, a carne mais barata do mercado. A carne negra. Daquele jeito, naquela pressão e naquela verdade. Então, quando ele entra, eu fico... Eu parei tudo, não tinha... Mas, assim, sabe quando o mundo para?
E você só consegue enxergar aquilo e tentar entender o que está acontecendo. E eu fiquei naquela... Mas quem é essa pessoa? Como pode existir algo tão magnífico assim?
Foi a coisa que mais me impressionou, que eu tenho noção. E isso foi em 96. E eu lembro como se fosse hoje. Ou seja, são 30 anos, pelo amor de Deus. É verdade, 30 anos. Uau. Há 30 anos atrás. E aí passou, o date acabou. Porque eu só conseguia reverberar aquela potência que era aquela pessoa, aquele artista. No final, a banda me chamou para uma canja.
E eu era mais tímida do que eu sou hoje. Ainda eu sou, parece que não, mas eu sou. Parece que não. É, mas eu acho que as coisas mudaram. Claro, claro. Como a vida é, as coisas mudaram. E aí eu fui, mas pensando assim, nossa, é o bis, esse cara vai estar no palco e eu vou ter que cantar. Então eu fui meio atrás da bateria e fiquei bem quietinha ali só fazendo firula.
Na segunda filula que eu fiz, o Jorge virou pra trás, porque ele tava bem na frente ali. Aí ele virou pra trás e eu pensei, meu Deus, eu fiz algo ruim. Ia falar uma palavra, mas a gente tá na rádio, eu sou elegante. Fiz algo ruim. E aí ele foi até mim e nós ficamos firulando e cantando ali. Ou seja, a gente se conheceu no palco.
A partir dali, ele falou o seguinte, achei minha partner. Aí ele falou, quero saber tudo de você. E nós tínhamos uma outra amiga em comum, que era a Claudinha, irmã do Fernando Figueiredo, que foi quem me colocou na unidade móvel.
E fomos pra casa dela porque ela tinha feito uma feijoada pra banda inteira, pra tour inteira, pra todo mundo. E aí chegamos na casa dela às 11, que os shows no Sesc terminam cedo. E saímos às 5 da manhã, conversando, falando. E ele, neste dia, me apresentou as 5 primeiras músicas que entraram no meu primeiro álbum solo.
Que demais. Que coisa impressionante. Quero ver você no baile. Tive razão. Sir Andar, que é do Martinho da Vila, mas ele cantava e eu me apaixonei através dele. Mangueira. Tá tudo ali. Tudo aconteceu a nossa história inteira ali. E aí, a partir daí, ficamos muito amigos. O primeiro show solo que eu fiz na vida foi ele quem produziu no Rio de Janeiro. E depois, quando eu fui gravar o meu primeiro álbum...
Ele falou, olha, eu tô terminando de gravar um filme aí, que era Cidade de Deus. Só isso. Mas eu volto pra sua gravação. Então segura as músicas que são minhas, porque eu quero participar desses arranjos.
Eu, como cantora iniciante e como mulher, não fui ouvida naquele momento. Tipo, espera o Jorge. Mas tudo bem, porque o disco é um clássico, é o disco da minha vida, que é isso aí. E quando ele chegou...
as músicas dele já estavam gravadas. Mas no estúdio estavam. Gerson King Combo, Banda Black Hill, Claudio Zoli, Seu Jorge, Ed Mota. Gabriel Pensador apareceu do nada, ficou lá um tempo com a gente. Mas toda essa galera me ajudou a construir esse álbum com essa sonoridade.
E o álbum, e o Jorge sempre do meu lado. A partir daí, o Bernardo Vilhena, que era o dono do selo, me ligou e falou o seguinte, olha, eu vou contratar X pessoa para a nossa motão brasileira, que era a regata música. Eu disse, Bernardo, você tem um dinheiro ou dois dinheiros? Se você tem um, você vai contratar o seu Jorge. Olha.
E aí ele, ah, mas não sei. Aí viajou numa maionese. Amo o Bernardo. Mas eu entendo, porque era um momento específico. Aí no final eu falei, olha, se você não contratar o seu Jorge, você vai chorar rio de lágrima, rio de sangue. Falei, você não está entendendo a preciosidade que é esta pessoa. E aí, passou uma semana, Bernardo me ligou e falou, contratei seu Jorge.
Então agora fizemos até um festival e toda vez que eu encontro, e toda vez que alguém pergunta ou ele dá uma entrevista, ele fala vim pra São Paulo por causa dessa mulher. Maravilhoso. E essa mulher foi a mulher que me deu o primeiro grande dinheiro, como se o dinheiro tivesse saído do meu bolso.
Até hoje eu não conseguiria pagar esse álbum, não é mesmo? Mas ele fala isso e no disco, que é o Samba Esporte Fino, que é o primeiro do Jorge, quando você abre, te falei isso nos bastidores, quando você abre ali, como é que a gente fala? Encarte? Encarte. Aí tá escrito, dedico este disco a Paula Lima. Ou seja, o Jorge tem uma importância. Que demais.
na minha vida. História linda. É muito verdadeiro e a gente, obviamente, o Jorge virou uma pessoa mundial. Sim. Então, em vários momentos, a gente não se encontrou, nem se desencontrou, não se encontrou. E hoje a gente se encontra muito e parece que a gente está falando e vivendo da mesma maneira de 30 anos atrás. Que legal.
Demais. É uma história. Maravilhosa. História de amizade, coisa linda. Melhores ouvintes, tenham paciência porque eu falo. Paula, já temos que ir para os finalmentes, você contar o que vem pela frente de shows. Será que chegou para vocês? O quê? Eu acho que chegou. Eu perguntei para o produtor, mas ele não me respondeu, nem visualizou a mensagem. É que o produtor está com o coração a mil. Está aqui, está aqui.
Então é o seguinte... Explica essa música, Ouro Brilhante. Douro Brilhante. Douro Brilhante. Em primeira mão. Em primeira mão, porque ela não saiu ainda, mas ela sai este mês, até o final do mês. Nossa, você está antecipando muito. Muito, você não está entendendo. Até o final do mês, mas eu falei... Não tem contrato de NDE, essas coisas, não? Não, sou eu, meu contrato.
A dona de mim sou eu. É isso aí. Pelo amor de Deus, que é isso? Que contrato que é? Enfim, mas é uma música inédita de Melo. De Melo me deu este presente. Tem um feat dele aí que é um Lampassan. É uma produção de Fejuca com Marcos Preto. Exatamente. E eu tô muito feliz assim. Vai ser o meu primeiro single desse ano.
devo lançar mais dois e o álbum ano que vem vou contar só pra vocês dois e para os melhores ouvintes que tem uma coisa que a gente faz um cálculo de copa e eleição fica uma agenda mais apertada mas eu lanço mais dois singles no mínimo, lanço dois clipes um deles eu devo lançar também até o final eu tô animada e e
É, no meu Instagram, logo menos, isso eu não posso falar aqui agora, mas eu faço um anúncio, né, também de uma nova história que vem por aí, são duas novas. E como a gente te acompanha no Instagram? Ah, você me acompanha. Muito difícil. É muito difícil, chama Paula Lima, arroba Paula Lima.
É difícil decorar, eu sei, mas é arroba paulalima. Já é seu, não tenho o paulalima oficial. É só a paulalima. É só a paulalima. Eu tive sorte, hein? Vocês verem, gente, como é realmente uma exclusividade que a Paula está trazendo aqui para a gente. Que o arquivo é que está salvado como douro brilhante. E depois vem um monte de informação. Ah, é verdade. Milie Mix, RTM, Master V1, Outlauder, 24-bit, não sei o que. É.
é isso saiu da mesa da mixagem é isso uma mix do João Miliê entendi e a master do Felipe Tchauer que é um cara, os dois agremiados e eu também só escolhi e a gente ganhou Grammy, entendeu? pra esse single, eu falei fejuca, Marcos Preto, Miliê Tchauer
Uma banda maravilhosa, foi todo gravado, tem cordas, tem percussão, tem uma galera. Muito bom, muito bom. É isso, Douro Brilhante deve estar dia 25 de maio em todas as plataformas. Olha isso, super antecipado então aqui na Rádio Dourada Nova da Paula Lima. Eu falei, gente, como eu vou dividir no fim de tarde com Emmanuel Leandro? Muito obrigado. Vamos tocar já. Que honra. Vamos tocar já. E é isso, Paula Lima no Instagram.
E se marcas como essa de automóveis quiser falar com você, também é tudo no Instagram, Paula. A GWM pode falar comigo no meu WhatsApp. Então tá bom. Eles já têm o direct. Eles já têm. E se quiserem falar sobre o Eldorado também. Show, o Eldorado, tudo lá. Tudo lá, muito bom. E hoje, oito da noite, chocolate quente, então. Chocolate quente inédito. É, e com um pedido de Maju Coutinho. Olha só.
Mas o Coutinho pediu... Fantástico mesmo. É fantástico. Ela é muito minha amiga. Ficou magoada e sentida. Nesse momento, em 2016, ela esteve aqui gravando o Chocolatinho com a gente. Hoje, inclusive, eu postei no Instagram. Então, tem o pedido dela no Instagram. Tem a nossa foto, eu e ela e Felipe de Paula, em 2016.
E é isso, gente. Vamos agradecer as conquistas, as vitórias e torcer por novos dias sonoros ainda mais quentes. Muito bom. Fechando então com Paula Lima, Douro Brilhante, a nova dela aqui no Fim de Tarde. Beijão, Paula! Beijo, obrigada! Amo vocês!