Por Dentro dos Tribunais: presidente do TST fala em juízes ‘azuis’ e ‘vermelhos’
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, dividiu os juízes trabalhistas em “azuis” e “vermelhos” durante discurso no encerramento de um evento da magistratura, na sexta-feira, 1.º, em Brasília. A declaração foi interpretada nas redes sociais como referência à polarização entre os defensores do governo do PT, que é simbolizado pela cor vermelha, e a oposição que, pelo contexto da fala, seriam os “azuis”.
Carolina Brígido analisa o assunto em conversa com Emanuel Bomfim e Leandro Cacossi.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Emanuel Bomfim
Leandro Cacossi
Carolina Brígido
- Críticas ao JudiciárioDeclaração polêmica do presidente do TST, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho · Interpretação da divisão como polarização política · Explicação do presidente do TST sobre a referência a um colega · Ministro Ives Gandra Filho e o curso para advogados · Questões éticas sobre palestras remuneradas de magistrados · Medidas a serem tomadas pelo presidente do TST
- Entrevista com presidente do TST no EstadãoEntrevista completa a ser publicada amanhã · Abordagem sobre medidas contra ministros que dão palestras · Comparação com a situação no STF
Esse podcast é um oferecimento da Wise, o app feito para você ser do mundo. Com a Wise, você pode enviar, receber e pagar com o cartão em mais de 40 moedas, economizando na conversão. Seja enviando dinheiro para um parente que mora fora, pagando com o cartão da Wise em uma viagem para o exterior ou recebendo dinheiro de outro país. Com a Wise, você faz tudo de forma prática, segura e rápida.
Mais de 15 milhões de pessoas do mundo todo já usam e confiam. Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam. Por dentro dos tribunais. Com Carolina Brígido.
Acabar a rádio e a gente nunca vai entrar no horário com a Carolina Bridges. Que absurdo. Oi, Carol. Tudo bem? Muito boa tarde a vocês atrasados. Mas não, o ouvinte que está olhando aí 18 e 09, na verdade são 18 horas. Ajuste o seu horário ao horário do Emanuel e o outro do Leandro.
Nosso fuso horário é um pouquinho diferente. Um pouquinho diferente, é isso, é isso. A gente vai no flow. Muito bom, Carolina Vigido com a gente diretamente de Brasília e vem hoje comentar e explicar a história de uma declaração bastante polêmica do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, do Luiz Felipe Vieira de Melo, falando sobre os juízes vermelhos e azuis. Que história é essa, Carol?
Emanuel, confusão, né? Você que está aí ouvindo a rádio e acha que só tem confusão no STF, está muito enganado. É o judiciário inteiro, no caso Tribunal Superior do Trabalho. Nesse fim de semana, pipocou aí nas redes uma declaração do Luiz Felipe Vieira de Mello, que é o presidente do TST.
dizendo assim, falando de uma divisão entre juízes vermelhos e azuis no TST. E aí isso repercutiu bastante, ele falou que ele tinha uma causa, que ele não tinha interesses, e aí ficou todo mundo pensando que, poxa, que história é essa, né? Juiz agora tem causa, tem interesse, é vermelho, é azul.
E hoje o presidente do TST veio a público, foi ao plenário do TST antes do julgamento. Hoje ele resolveu explicar que história é essa. Ele falou que era uma referência a um colega dele, que é o vice-presidente.
do TST, que se chama Ives Gandra Filho, que ele teria usado essa divisão entre juízes vermelhos e azuis numa palestra, num curso que ele proferiu. E segundo o presidente do TST, é um curso pago por advogados.
para que os ministros do TST ensinem esses advogados a como atuar no TST. Então, na visão do presidente do TST, essa é uma coisa bastante ética, é como se eu, como jornalista, desse um curso para as pessoas aprenderem como me dar entrevista. Então, assim, na verdade...
Se foi isso mesmo, e de fato o Yves Gandra não desmentiu, se foi isso mesmo é uma situação bastante complicada, né, Emanuel? E aí, nesse curso, o ministro Yves Gandra teria passado alguns slides dividindo os ministros entre vermelhos e azuis, dizendo que...
Uma parte era pró-trabalhadores e outra parte era pró-empresários, e dando essa dica para os advogados atuarem e poderem despachar com os ministros, sabendo qual era a tendência deles nos julgamentos. O ministro Vieira de Mello chegou nos bastidores e chegou a falar com o Ives Gandra, a falar, olha, isso não...
O senhor participa dessa administração junto de mim e eu não estou de acordo, não estou confortável com essa situação. E segundo Vieira de Mello, não houve interrupção nessa prática de palestras. E aí eu vou dar um spoiler para o nosso ouvinte. Hum, gostamos de spoiler.
Amanhã o Estadão publica na íntegra uma entrevista que eu e o Daniel Vetterman fizemos com o presidente do TST para contar essa história e para dizer quais medidas ele deve tomar em relação a ministros que faltam no trabalho.
para poder dar palestra em troco de rendimentos, rendimentos extras esses, que segundo a lei da magistratura, o juiz tem o direito ao magistério, ou seja, ele pode ser professor, mas não fala nada sobre palestras remuneradas. E essa confusão que tem no STF, que o Fachin também está querendo limitar.
essa situação das palestras dos ministros, está encontrando bastante resistência por lá então, resumindo o Luiz Felipe Vieira de Mello é o faquinho da Justiça Trabalhista ele está tentando fazer a mesma coisa lá no TST e está encontrando bastante em trave. Muito bem então não perca, amanhã no Estadão né Carol?
Exato, amanhã no Estadão leiam entrevista para saber que história é essa e para saber o que vai acontecer com esses ministros que insistem em fazer esse tipo de palestra. Muito bem, Carolina Brígido volta com a gente quarta pontualmente às seis da tarde. Mais ou menos, mais ou menos. No fim de tarde, adorado. Cerca de seis da tarde. Cerca de seis da tarde. Por volta dele. Um beijo, Carol. Beijos, meninas. Um beijo.
Wise
App para enviar, receber e pagar com mais de 40 moedas