Episódios de Fim de Tarde Eldorado

Ubiratan Brasil e a mesa com Milton Hatoum no Flipoços

01 de maio de 20269min
0:00 / 9:31

Ubiratan Brasil, direto de Poços de Caldas, fala sobre a 21ª edição do Flipoços – Festival Literário Internacional de Poços de Caldas e a mesa de Milton Hatoum ocorrida nesta sexta-feira, 1º.

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Participantes neste episódio3
A

André

Co-hostApresentador
L

Leandro

Co-hostJornalista
U

Ubiratan Brasil

Co-host
Assuntos2
  • EleiçõesMilton Hatoum · Líbano · Palestina
  • LiteraturaDemora na escrita · Livros de contos
Transcrição25 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Tudo bom, Andréia, Leandrinho, como vocês estão? Tudo certo. Como vai Poços de Caldas, Bira? Tá bonito aqui. Hoje o dia foi bem animado, com sol. E por ser feriado, tava cheio. As pessoas vieram aqui pra praça, comprar livros. As mesas estavam cheias de pessoas pra assistir os debates. Tá muito bonito, viu? E falando já, a do Milton Raton foi muito boa.

Por ele, claro, né? Eu faço... A minha função é não deixar a pessoa falar. Facilitador. É exato. Você é um trampolim, sabe? Você dá ali a deixa pra pessoa falar. Então, é muito mais legal assim. E quando você tem alguém como o Milton, que fala bem, que é articulado, sabe? Que, enfim, tem toda uma...

Uma estrutura legal para contar. Então, maravilhoso. Ele contou sobre a demora em escrever os livros. Ele realmente disse que agora ele já não se preocupa mais com isso. Ele até tenta ser um pouco mais rápido, vamos dizer assim, mas não consegue. O tempo de maturação da obra é demorado mesmo. Isso não importa mais. Brincamos por ele ser o mais novo imortal da academia. Demais.

E ele falando que é um imortal intranquilo. Ele é o mais intranquilo dos imortais. Maravilhoso. Então, assim, eu estava querendo evitar, porque eu não sabia se seria um terreno minado, falar de política. Mas ele mesmo falou, uma hora que a gente começou a conversar,

sobre outros países, ele falou do Líbano, que é o país dos avós dele, né? Ele sempre falou Líbano e Síria eram os países mais lindos ali daquela região e realmente todo mundo que conheceu fala, argumenta isso, que agora foi arrasado.

que a vila onde o avô dele nasceu, de vários séculos de história, tudo destruído. Então, falando com aquele amargor, e falou que ele não conhece a Palestina, e que não vai visitar a Palestina enquanto ela estiver ocupada. Aí, foi aplaudido, as pessoas gostaram.

dessa observação dele. Então, assim, foi de tudo um ponto, sabe? Desde a prática da escrita, os filmes que se inspiraram nas obras dele. Ele falou, eu não entendo por que tanta gente se interessa pelas minhas obras para levar ao cinema. Mas, gente...

Ele falou, não sei o que tanto atrai. E contou que está escrevendo um livro de contos, mas não sabe quando vai publicar, porque, de novo, aquele tempo dele é muito mais devagar. Ele também está com vários outros projetos. Então, não quer definir data, mas já tem alguns contos prontos para, quando juntar um número razoável, publicar. Em seguida, eu não consegui ver, porque está rolando agora.

Era uma homenagem a Paloma Amado, a filha do Jorge Amado e da Zé Catão. Ah, é verdade. Ela é homenageada esse ano, né? Ela é homenageada, então estava lá, sendo homenageada, né? Toda a obra da família dela, do pai e da mãe principalmente, né? Dela também, mas especialmente do pai e da mãe. Então, uma justa homenagem também para a Paloma, que representa esse casal tão especial para a literatura brasileira, né?

É, nossa, muito. Milton Ratum ia fazer a sessão de autógrafos, Bira? Tá fazendo agora, Leandrinho, tá? Até uma senhorinha veio falar comigo, ah, eu não achei o livro tal, que eu queria tanto comprar pra ele autografar e não achei. Eu falei, a senhora já tem algum autógrafo dele? Ela falou, não. Falei, olha, eu quando acontece isso, mesmo que eu já tenha um livro, eu compro um pra ter o autógrafo. Boa.

olhou pra minha cara, olha, boa ideia vou comprar. Ótima ideia e o outro livro você pode presentear maravilhosa, é isso, você pode passar adiante mas ele tá autografando sim eu te perguntei porque eu não lembro se eu te contei que na semana passada quando eu tava por aí que teve a Carla Madeira autografando, eu acho que ela ficou sem brincadeira, um pouco mais de duas horas autografando o livro nossa, canseira e aí

imagino, o Milton vai ser meio parecido porque as pessoas chegam e não é só põe o livro lá o autor assina, obrigado, tchau os americanos e europeus são meio assim, eles não são muito de papo agora brasileiro não, vem, quer tirar foto fala alguma coisa eu li esse livro quando era criança e eu era mais jovem me interessou muito esse assunto então rola um papo que vai a fila vai aumentando e não vai andando exatamente então

E outra coisa que eu comentei com o Leandro antes, Andréia, é a quantidade de pessoas carinhosas, emocionantes vindo falar comigo. Sobre a rádio. É, mandando um beijo para vocês todos. Obrigada. Tem um rapaz, Daniel, ele falou, eu acordo de manhã ouvindo o jornal, eu me construí culturalmente ouvindo vocês.

Que maravilha. Sabendo a dica que vocês dão. Agora eu não sei como é que eu vou fazer. Agora eu estou meio perdido. Tem muita gente falando isso. É. Então essa sensação de orfandade é muito comum. As pessoas realmente vêm e demonstram como realmente são ouvintes. Os melhores ouvintes de verdade. São mesmo.

e não é só um ouvinte por ouvir, é como a rádio é importante na formação, seja jornalística, informativa, seja cultural, enfim, seja aprender ou conhecer novas músicas, a rádio realmente faz parte da vida dessas pessoas, do cotidiano dessas pessoas e como constrói melhor a vida delas. Então...

É muito bonito. É presença, né? É uma comunidade, não são só ouvintes. Sim, exatamente. E assim, espontaneamente eles vêm falar, assim, nem comentei nada, obviamente, né? No debate, mas várias pessoas depois viram e falaram Ah, poxa, e a rádio, e a rádio? Sempre os poxa, e a rádio, hein?

É, eu ouvi muito disso na semana passada também. E como eu comentei com a Lucena Camasmi no fim de semana aqui na nossa programação, a nossa presença no Flipoços também mostra muito do que sempre foi o nosso DNA, né? Que é incentivar a cultura, exaltar a cultura. Exatamente. Exatamente. Bom, para além de Flipoços e cultura, tô sabendo que o Biratã Brasil foi se aventurar pelo bondinho de Poços de Caldas. Opa!

Menino, depois de véia eu resolvi encarar o teleférico. Teleférico, não bondinho. Falei errado. Além de tudo errei. Cheguei lá, o bom de ser véia é que eu paguei meia, né?

37 mangos. E você sobe lá no alto. Parece que são 400 metros de altura que você sobe lá no topo do morro. E lá é uma vista muito bonita da cidade, da região. Porque aqui é Planalto. Aqui nós já estamos a 1.200 metros de altitude em relação ao nível do mar. Ou seja, é mais que São Paulo, inclusive. E nesse morro que eu fui, soma mais 400 aí. Ó, uma aventura mesmo.

Uma aventura, e é bonito, venta muito, claro, né? Porque ali é muito alto. Mas eu fui de manhã, estava um sol gostoso já, e, olha, valia muito a pena, foi um belo passeio. Muito bem. Este é o Biratã Brasil ao vivo de Poços de Caldas, falando sobre a 21ª edição do Festival Literário Internacional de Poços de Caldas.

Essa cobertura da Rádio Aldorado segue no fim de semana com as entradas de Ubiratã Brasil, bate-papos dele com o Luciano Camasmi. Biras, já foi conhecer o Moreira Salles, o Instituto? Menino, hoje eu pensei nisso. Eu quero ir lá amanhã. Vai lá, vale bem a pena. Acho que é o primeiro IMS, né? Isso. De todos. É o originário, vamos dizer assim, né?

Eu quero muito conhecer, até porque tem eventos do Flipossos lá também. É, nesse fim de semana tem eventos do Flipossos lá e tem um café delicioso e um lugar que é lindo. Uma graça. Ó, ótima dica. Amanhã, quando eu tô um pouco... A minha mesa próxima é só no domingo, então amanhã tem um pouco mais de tempo, eu vou dar uma chegada lá, com certeza. Aí eu conto pra vocês.

Muito bem, Bira, ótimo fim de semana. Ótimo fim de semana de Flipoços para você. A gente volta a se falar na terça-feira, aqui no fim de tarde. Aproveite por nós. Obrigado, queridos. Um beijo. Você ouviu Eldorado no Flipoços 2026, com o Biratã Brasil. Para mais informações,

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